Como Conspirações Viram Aventuras Épicas de RPG | Aventurando Podcast
Saudações, aventureiros! 🎲 No episódio de hoje do Aventurando, Rafael Amon e Marcio Moreira recebem Afonso 3D, do podcast Bunker X, para mergulhar no fascinante universo das teorias da conspiração — tanto as reais quanto as que podem se tornar plots incríveis para suas mesas de RPG!Durante a conversa, exploramos:🕵️ Teorias da conspiração famosas, como Área 51, MK Ultra e o Projeto Filadélfia.🎲 Como essas ideias já apareceram no mundo dos jogos analógicos — do “satanic panic” nos anos 80 até polêmicas envolvendo Magic: The Gathering e Illuminati: New World Order.📖 Dicas práticas de como transformar conspirações reais em ganchos narrativos para suas mesas de RPG.👽 E, claro, o Conspirações RPG, da Luz Negra Editora, que traz toda essa atmosfera de mistério e paranoia para o jogo!👉 E você? Já usou alguma teoria da conspiração como plot nas suas aventuras? Conta pra gente nos comentários!📣 Curtiu o episódio? Então não esqueça de dar like, se inscrever no canal e ativar o sininho para não perder nenhuma aventura!
Marcio Moreira
Rafael Amon
Afonso 3D
- Conspirações RPG da Luz NegraAgência Nacional de Paranormalidade (ANEP) · Edifício Joelma · Paranoia (mecânica de jogo) · Anos 90 no Brasil
- Satanismo e LuciferianismoDungeons & Dragons · Mazes and Monsters · Tom Hanks · Transferência de culpa
- Casos Reais de RPG no BrasilOuro Preto · Guarapari · Vampire: The Masquerade · Proibição de livros de RPG
- Aventura em CyberpunkSteve Jackson Games · BBS Illuminati · Lloyd Blankenship · Guerra Fria
- Teorias da ConspiraçãoMK Ultra · Área 51 · Projeto Roswell
- Nova Ordem Mundial e controle globalIlluminati · Projeto Blue Beam · Wernher von Braun
Saudações, pessoa que sabe que a verdade está lá fora. Eu sou o Rafael Amon, estou com o meu amigo Márcio Moreira. Muito bem-vindo. E recebendo o especialista a fogo.
A verdade está nessa verdade lá de fora.
Boa.
A verdade está em todos os lugares, ela não tá só lá fora não, cara.
É verdade.
Ela está em todos os lugares.
Estamos num momento onde dizem que a verdade está se descortinando.
Olha aí.
Tem muitas audiências públicas, coisa rolando e tudo mais.
Olha, ainda vou jogar um salzinho aqui, que a gente não vai falar sobre isso. Vou jogar um salzinho aqui para depois a galera ir lá para o Bunker X no meu canal lá. Por favor, cara, a gente vai fazer um programa com Daniel Lopes, que é um conspirador, a gente chama de Constantine brasileiro, é um conspirador, é o conspirador nato clássico, muito estudioso, que tá falando aí que estamos vivendo possivelmente a adoção do plano anglo-saxão, que é uma nova ordem mundial, meu camarada.
Caraca, e vamos falar de nova ordem mundial.
Acredite ou não.
Em algum momento aqui. Hoje o nosso episódio é sobre teorias da conspiração e o RPG.
Exatamente.
E ainda pra falar do Conspirações também, que tem tudo a ver com esse tema. Mas antes da gente entrar no assunto, Vamos falar de coisas que têm a ver com teoria da conspiração e os jogos e os nossos parceiros, porque como já falamos, a Luz Negra tem o Conspirações para galera que curte.
Maravilhoso, um arquivo X muito maneiro também, ó, igual massa. Terminei de ler, tem uns dias aí também.
É, cara, e todo mundo, engraçado, porque assim, desde que a gente começou a fazer as parcerias e anunciar e conversar com a galera Muita gente até na luz negra fala, pô, breu, quero ver o breu. Mas aí quando a pessoa conhece o Conspirações, dá uma lida, vê o design gráfico, como é que ele foi feito, a história, bonito, cara, você poder jogar um arquivo X, né, com a cidade brasileira, exatamente, é sensacional.
E é apaixonante ali, né, o início do livro, né, o início do livro é ele te contextualizando os anos 90, né, cara. A gente que viveu, né, cara, aquilo tudo é uma das memórias. Exatamente, cara, tinha parado ali que desbloqueou outras memórias, tá ligado?
Fazendo vídeo, que eu gravei um vídeo aí, aguardem, eu fazendo um vídeo sobre conspirações, eu vendo ali, eu falei, caramba, tinha me esquecido dessa parada, cara.
Maneiro, é muito louco. E aproveitando para dizer que se você quer pegar o Conspirações, tem o nosso cupom PNP20% para dar um mega descontação de 20% nesse livro, que é coisa linda, incrível, coisa linda de verdade, galera. Pô, o Stéfano e o Diego mandaram muito bem, bem E o segundo spot que a gente tem que falar agora é da New Order para avisar para galera que Lunatário e Oblívio estão nesse momento em financiamento coletivo.
Os dois já atingiram a meta básica, estão agora pegando aí as suas metas extras. E para quem não conhece, são dois sistemas da galera que faz streaming de RPG.
É isso aí, criadores. Inclusive, quem quiser jogar online, RPGpedia.
É, já tá lá.
Já tem ficha do Oblívio lá na RPGpedia, tem.
Isso aí, agora chegar pra galera do Lonatarolha, Oblívio já tá lá, hein. Vamo botar mais ficha.
É assim que começa, é assim que começa. A gente tá com Brutal e Oblívio lá, a ficha. Vai sair ficha universal já já pra você poder montar qualquer ficha. Mas não vai ficar tão bonito quanto a personalizada. É assim que começa, a gente joga um pro outro. Pô, por que que não tem do meu?
É verdade. Aí você fala, agora vai ter. Agora vai ter.
É desse jeito.
Rapaze, teorias da conspiração e RPG, a princípio parece que não tem nada a ver, eu nunca achei isso, pra mim sempre foi uma parada muita cara de RPG, por quê? Mesmo que seja uma teoria da conspiração viajante, serve de um plot pra tu usar numa aventura, serve pra tu ter uma ideia.
Maluco, quando você fala de dragões e bolas de fogo, Você não achar que uma teoria da conspiração pode virar uma história, você é um louco.
Exato, exato. Quando vira, quando você tem um RPG contemporâneo em mesa, quase é imperativo você botar uma conspiraçãozinha.
Claro.
É pra tu dar um showzinho.
Claro, claro.
Mesmo sendo uma fantasia urbana que as coisas são mais escrachadas, você precisa ter uma intrigazinha, alguma coisa rolando no fundo.
Exato, fantasia medieval. Que mesa que não apareceu um mago louco?
É, exatamente.
É, tem muito.
Olha aí. Mas então é engraçado porque o Márcio falou agora, né, que depende Tá entendendo? Tipo, em geral, em geral, RPG de terror, não importa o sistema que você goste, em geral RPG de terror ele acaba tendo alguma pitadinha de algo, alguma história conspiratória que a gente já, que a gente já viveu de alguma forma, sabe? Então a conspiração eu acho que ela é inerente ao RPG sim, cara.
E tem alguma que é do coração, a tua teoria da conspiração favorita, tua pet conspiration?
Cara, tem, eu tenho uma pet conspiration Que ela é um pouco mais complexa, porque como eu gosto muito do assunto, eu sei bastante sobre a Nova Ordem Mundial. E ela não é só a Nova Ordem Mundial dos Illuminati, né? Porque quando a gente— se você digitar Nova Ordem Mundial no Google agora, os primeiros hits vão ser sobre os Illuminati, né? Porque os Illuminati da Baviera, enfim, essa organização misteriosa que teoricamente domina o mundo.
Mas na verdade, a Nova Ordem Mundial, ela vem com mais seriedade. Quando eu tô botando seriedade entre aspas, porque não tem como comprovar, é, não há documento sobre isso. Mas quando você tem o, o, o Von Braun, que é o pai dos foguetes, né, o alemão pai dos foguetes, que foi o cara que foi o alemão que diz o cancioneiro que ele veio na Operação Perclípio através dos nazistas que foram contratados pela, pela NASA para poder fazer os foguetes de lançamento para a Lua.
O Von Braun era um cara inteligentíssimo, mas ele também tinha muitas conexões. E ele fala que existe um, existia um plano das grandes, das grandes corporações de dominação mundial. E esse cara fala, ele deixa isso registrado com a secretária dele, só que ele deixa isso registrado no diário dele, ele não tem provas. Só que é um cara, meu irmão, é um cara assim de alta, é de alto gabarito, é um cara, meu irmão, o cara ele simplesmente fez o foguete que foi pra Lua, brother.
Não era um tipo aquele lunático, não era um doido de vanas qualquer, sacou?
E ele assim, e ele não estava louco, ele não morreu louco, ele não morreu senil, ele tava são. Então esse cara sabia de alguma coisa. Então quando ele fala de uma conspiração de dominação mundial e cria os 5 passos da dominação mundial, e aí você faz a conexão com que as pessoas já traziam dos Illuminati, você faz a conexão com o Projeto Blue Beam, que é também uma outra coisa, uma outra loucura também, é que tem muito, bebe muito da fonte do Van Braun.
Você vê uma série de conspirações, de teorias da conspiração sobre dominação mundial, e que todas elas existindo em pontos históricos diferentes, em locais diferentes, elas acabam convergindo pro mesmo passo a passo, sabe? Ah, vai ter uma pandemia, ah, vai ter uma Terceira Guerra Mundial, ah, vai ter mais aparições de alienígenas. Então isso tudo são passos que estão descritos nessas diversas teorias.
Essa é a parte que é doideira, mas que as pessoas não se—
as pessoas que criaram não se falavam, não estavam nem no mesmo país, sabe? E contam esse passo a passo que a nossa sociedade moderna talvez, e muito talvez, não quero pagar uma de biruta e dizer que a gente tá vivendo, mas que muito talvez pareça que a gente está vivendo, porque a gente teve aí uma pandemia mundial, a gente tem aí esse conflito Ucrânia-Rússia, Israel-Palestina, Israel-Irã, China-Estados Unidos. Sabe, o mundo ele não tá fervilhando, mas ele tá...
É, tá tensionado, tá legal.
É, o mundo não tá fervilhando, mas ele tá naquele banho-maria ali, sacou? Que se tu aumentar um pouquinho o fogo, sai, sabe, vai borbulhar.
Não, e tem muitas que começam com tipo, ah, essa porra é viagem total, não sei o quê. Aí passa um tempo, a parada confirma. Tipo aqueles dos testes dos Estados Unidos na Nicarágua e tal, meu irmão. Ah, pô, caô, tu acha que os Estados Unidos vai fazer teste?
O MK Ultra, cara, o MK Ultra foi admitido já pelo governo americano. MK Ultra é o do...
Dúvida da gente. Ah, é o Majestic 12 também não foi admitido esse não?
Não, não, esse não. Majestic 12 na verdade é, isso aí é de quem assistiu Arquivo X, porra. Você tá confundindo, tá confundindo a realidade com ficção.
Você é quem, não tinha Majestic 12?
É aquela que a ficção e a realidade elas não acabam misturando. Você pegar um elemento e você usar no teu jogo, por exemplo, trazendo aqui para o RPG, Cara, aí você falou de terror, você sente mais medo ainda quando termina o filme que tá assim baseado em fatos reais. Não vou falar no início.
Baseado em fatos reais me pega muito, mané. Pega muito, brother.
É daí que vem a conspiração, cara.
Mesmo aqueles que são mockumentaries, né. O mockumentary, pra audiência que não sabe, é o documentário que é um filme que finge que é documentário porque ele tem um formato de documentário, mas na verdade ele fala de uma história que é ficção. Mockumentary já te pega, cara.
O próprio formato já pega, né.
O Chachiblé, Cloverfield, sabe, esses... O contato normal, o contato, o contato imediato de quarto grau, é o contato de quarto grau, perdão, só com a Juju. Cara, esse contato de quarto grau é um must-see para quem gosta de mockumentary e para quem gosta de terror e para quem gosta de alienígena. Tipo, é assim, é must-see, sem sacanagem. Eu, eu, a gente brinca lá no bunker, né, o Didi Braguinha também brinca muito comigo que eu sou um homem sem medo.
Eu não tenho medo de nada, eu não tenho medo de nada real assim, eu não tenho medo de nada, nada, zero, zero, tenho zero medo. É porque você é alienígena 3D.
Por isso.
Você já sabe o que vai acontecer.
É, o Afonso falou a mesma coisa. É... eu tenho medo de nada, mas cara, eu fiquei com um cagacinho no contato de quarto grau, tá? Caraca.
Então vou ficar bolado. Porque sabe qual é a minha parada com filme de terror? Eu assisto filme de terror de boa. Meu irmão, mas não sei o que me acontece. Qualquer filme de terror que eu assista, depois eu vou ter pesadelo. Invariavelmente. Sério.
Não é incomum.
Até jogo de ficava, né? Acabava Cthulhu no canal, você demorava pra dormir, não é isso? Jogo de... não é nem demorar pra dormir, tipo.
O problema não é dormir, o problema é o sono.
Exatamente, eu vou saber que eu vou ter pesadelo.
É mesmo, cara, doideira.
Eu já sou o cara que eu não curto tanto obras de terror, mas eu gosto de mestrar terror. Doideira isso, né?
Eu acho que é porque eu gosto de estar no controle, cara. Exatamente, é isso. Você gosta de estar no controle. A minha forma de fugir de pesadelo quando eu era pequeno, acho que é por isso que eu não tenho mais pesadelo. É muito difícil eu ter um pesadelo hoje em dia, assim, é raríssimo. Quando eu era moleque, eu li um livro, não sei se era um quadrinho, eu sei que não era um livro de ciência que ensinava, mas eu li em algum lugar alguma história que dizia que para não ter pesadelo, vire o super-herói do seu próprio sonho.
E aí eu comecei a trabalhar essa porra, criança, 10 anos, 8, 9, 10 anos, comecei a trabalhar isso.
Então quando eu entrava, bagulho Inception de lá dentro, é isso.
Então eu comecei a me treinar de alguma forma. Quando eu estava num pesadelo, eu virava, eu tentava, eu virava um super-herói e resolvia o pesadelo. Eu acho que muito—
mas aí tu tem que sacar que tu tá no pesadelo. Então a merda é quando tu não tá sacando que é um pesadelo. Tu só sabe quando é um pesadelo quando termina e deu ruim.
Ah tá, justo, justo. Aí eu não sei, acho que meus pesadelos quando eu era mais moleque eram muito lúdicos. Então talvez eu não fosse um conto de terror bizarro.
Entendi.
Tipo assim, o máximo que, o máximo de pesadelo bizarro que eu tive foi tipo eu abrir meu celular, olhar minha conta, e minha conta tá com menos R$20 mil, sabe? Esse foi o tipo de pesadelo, o meu último pesadelo, sacou?
Lembra do filme Os Outros, cara?
Tá, lembro, lembro.
A velha dos outros me aterrorizou por algumas semanas.
Eu não tenho, não tenho.
Em todo pesadelo tava aquela velha. Impressionante, mané, impressionante. Eu não Sei lá, e não é que tipo, ah, eu tava sonhando com a casa dos outros, eu estava no enredo dos outros. Não, meu irmão, era às vezes um sonho normal e pá, velha, pô, meu irmão.
Caraca, sério?
É, doideira, doideira, doideira doida.
Que louco isso, cara. Eu nunca passei por isso, graças a Deus, eu nunca passei por isso.
Vocês já chegaram a usar alguma teoria da conspiração em alguma mesa de vocês?
Já, já, nosso canal.
Então é, do nosso aquele ali foi do Cthulhu, foi maneiro, mas aquele assim O Verão na Lata. Mas é foda que o Verão na Lata foi maneiro. É, mano, só que pelo menos pra mim... Não, então, porque ele não tinha tanto... O Verão na Lata aconteceu, né.
Ele não é uma teoria da conspiração, ele é um fato. É porque existem teorias da conspiração em torno do evento. É, então, porque é maneiro demais.
Mas pra gente, que era no Cthulhu e tal, era o lance de inventaram, dar uma... Uma carga ali meio cutuleixa de terror naquele fato. Sim, mas por exemplo, na minha época de moleque a gente usava muito Área 51.
Pode crer, clássico, clássico, um clichê clássico, é um clichê que funciona.
Eu acho que não é um clichê porque é que eu acho que clichê parte da premissa que é ruim para mim, na minha concepção. O clichê é uma coisa negativa, o clássico Ele pode ser um clichê, mas eu acho que o clássico é uma parada que funciona. É uma parada que você vai fazer sempre. Todo mundo faz, mas funciona. Clichê é quando é ruim. Eu não acho que, tipo, você usar a Área 51 na sua história... Pode ser demodê, que fica entre o meio termo de ser um clássico e um clichê.
É, porque hoje em dia a galera nem usaria.
Não, não, hoje em dia a gente usa.
Na década de 90, irmão, porra, Área 51 era muito comum.
Tem alguma coisa da Área 51 que a galera não saiba, que você saiba um pouquinho mais da Área 51 assim, que você possa falar?
Eu sei que existe a Área 52, por exemplo.
Mas a 51 em Nevada, os caras já não botaram lá no Google não sei o quê, se ligaram, não pode chegar, já descobriram a base.
Todo mundo sabe onde é que é a Área 51, todo mundo sabe. O nego fala que não, mas as pessoas sabem que é lá, é lá e ponto.
Show.
O nego não sabe a tal da nave que tem lá, não sei o quê. O que existe hoje em dia no cancioneiro ufológico é que na verdade tudo que acontecia na Área 51, Área 51 voltou a ser apenas uma área de testes nucleares. Que era a premissa dela. E foi tudo para Área 52, que, cara, peço perdão, esqueci o nome do estado agora que fica Área 52.
Que é 51 em Nevada, né?
É, 51 em Nevada. E foi tudo para essa Área 52, que ela só é Área 52, não é o nome do local. Ela virou Área 52 porque a galera descobriu que levaram, teoricamente, supostamente, levaram pedaços de naves, as Tudo, todos os estudos de engenharia reversa e de tecnologias super avançadas que não tão em uso ainda levaram pra essa área e chamaram de 52 como uma grande zoeira, tipo assim, a gente sabe que vocês tiraram da 51 pra 52.
Ah, entendi.
Sabe, tipo assim, se saiu dessa e foi pra outra, logo foi pra 52.
É, exato, saquei.
Então você tem uma Área 52 que... peço perdão, não vou me lembrar onde o estado e a cidade agora, mas...
Mas tu usou qual na tua mesa?
Que teoria foi? Então, cara, foi muito maneiro, foi muito maneiro. Foi uma one shot que virou dois, que é o mais clássico que existe, né? Acaba virando duas sessões. Era medieval, cara, e eu botei o caso Roswell medieval.
Cara, mentira, é mesmo?
Foi maneiríssimo. Então, a culpa foi minha de ter virado duas aventuras, porque eu botei essa parada de cidade. Aí a galera pilhou e foi atrás, tá ligado? Tipo, a galera, pô, vamos investigar. E aí, tipo assim, tinha uma carroça saindo com um pano gigante, saindo com algo coberto, tá ligado?
Caralho, foda.
E aí a galera resolveu investigar. E aí, tipo, eu tentei resolver o mais rápido possível pra voltar pro storyline, sabe, principal.
Pô, Roswell, cara, acho que foi pra mim a primeira teoria da conspiração que eu de moleque pirei foi Roswell. Acho que até foi no Fantástico que apareceu a Autópsia do ET.
Não é, não é, não dizem que não é os de, não são os de Roswell, são de outra queda. Porque a gente fez, tem até, ó, vou me referenciar ao Banca X sempre que tem programa. Tem um programa sobre a entrevista com alienígena no Banca X, é impressionante. Porque para época, a gente tá falando, cara, acho que nos 90, não me lembro, era por aí, 93, 94, 92, entre 92 e 94, por ali. Então assim, você tinha até tecnologia de boneco, de boneco animatrônico, animatrônicos, ou então até boneco prático mesmo, bem feito, sacou?
Você já tinha essa tecnologia em Hollywood, mas chamaram o projetista do Alien, do filme, né, o cara que fez o Alien, o cara que é super premiado, uma pena que eu sou ruim de nome, chamaram o cara para analisar o vídeo, fala assim, cara, isso não é boneco não. Buneco, pelo menos não parece boneco. Se é um boneco, pô, esse cara tem que ir para Hollywood.
Era muito sinistro, era muito sinistro, era bizarra a parada assim.
E aí foi, mas essa entrevista foi, é mais recente.
Não, porque eu lembro que quando passou no Fantástico a autópsia do ET, deram pausa no relógio, irmão. Ali eu, moleque, aí eu fiquei maluco.
Não são os ETs de Roswell.
Aí um dos meus maiores medos passou a ser alienígena, moleque. E a minha cama Até foda, mano. É porque eu sou cagão pra caralho. A minha cama onde eu dormia, tipo, era aquela bicama, não é beliche, sabe aquela que puxa a parte de baixo? Eu dormia na parte de baixo, meu irmão dormia na de cima, e aí onde eu ficava com a cabeça, a janela era atrás, irmão. Porra, aí quando eu deitava pra dormir, eu vi o céu, falava, caralho, se eu tô vendo alienígena, o alienígena tem a inteligência pra saber que eu tô vendo sobre ele. Aí fudeu, ele vai vir aqui me buscar, mano.
Caralho, tem a ver com teu primeiro pensamento. Cara, o primeiro Aventura que eu joguei no Perdidos no Play, esse, a gente foi jogar Cthulhu. Aí ele fez o cara que não acreditava em nada de Cthulhu, mas acreditava em alienígena. Tudo era aliens. Lembra do seu personagem do italiano lá?
É, maneiro, maneiro.
Vem daí mesmo.
Vem daí mesmo.
Falando em aliens, temos também que falar do parceiro RPG com nós, que tem o Black Troopers.
Opa!
Que é um que cabe também jogar com coisa conspiracionista, com megacorporação no espaço, tropas estelares meio do Piniquim. Sim, ele é tudo, todas as minhas tropas estelares. E você também pode usar o máximo. Tem galera que acha que é muito galhofa. Tu acha galhofa Tropas Estelares?
Mas ele é um galhofa do bem, ele é um galhofa do bem, ele é feito para ser daquela coisa americana, ele é feito tipo Helldivers. Helldivers, tipo Robocop, é a mesma coisa, tipo Robocop. É o Helldivers, o jogo copiou muito esse pano de Vamos ser a— nós somos a nação. E aí, sabe, aquela coisa, aquela propaganda que você vê nos anos 60, 70.
O cara vai colonizar, vai espalhar a democracia.
Que é muito— é, exato, sabe.
Mas é uma autocrítica, ninguém tá fazendo aquilo de propósito, que realmente acredita.
Não, é exatamente, sabe. Então assim, é um espelho do pós-guerra ali, daquela propaganda muito séria que tinha a voz do locutor que falava assim: bora você, queremos você, sabe, tipo. Então é muito isso, sabe, assim. Então Tropas Estelares, ele é maravilhoso também por causa disso.
Eu gosto dos efeitos especiais, cara. Tudo gosto de Tropa de Estrelas.
É muito bom, cara, você desumanizar o inimigo. É o cara que vai ser arregimentado lá, o cara entra nas forças só para ficar perto da garota que ele gosta. Parabéns, rapaz, o exército me fez o homem que eu sou. Ele olha para baixo assim, o cara tá sem as duas pernas. Cara, é muito bom, cara.
E o segundo parceiro deste bloco é a Tenda Medieval. Que tem canecas sensacionais, algumas com temática alienígena. Afinal, Thanos é um alienígena.
Exatamente.
Tem uma caneca do Thanos sensacional. Tem caneca com temática fantasia. Tem caneca de dragão, tem caneca do Game of Thrones, tem caneca do The Witcher para quem curte um RPGzinho. E para quem talvez, será que é uma teoria da conspiração, tem caneca da Maçonaria.
Olha aí, olha aí.
Olha aí.
A Maçonaria também poderia ser uma teoria da conspiração boa, né, o... a galera, os segredos que eles sabem, eles são da...
Existe, existe uma conjunção ali, obviamente negada pelos maçons sérios.
E lá vamos nós.
Né. É, existe ali uma confluência, né, dos maçons com casos conspiratórios ao longo da história, principalmente nos Estados Unidos. Mas eles são muito low profile.
É porque eles são uma ordem secreta, mas famosa do mundo, mas aberta do mundo.
Que tipo, não, você até pode entrar para Maçonaria, só no nível tal quando tu chegar aí, não sei o quê. Mas até lá, pô, é tranquilo, vamos aqui, estamos tal, pararã.
É o que está lá, a base de história assim é que essas sociedades secretas, muitas delas surgiam Isso aí aprendi, quer dizer, eu vi na faculdade, né, na época da faculdade de arquitetura, que você não tinha como, para se passar o conhecimento das construções, você precisava criar uma ordem secreta para poder resguardar aquele conhecimento. E só quem fazia parte daquela ordem passava adiante, entendeu? Então você tinha essa coisa de se guardar, por isso que é o compasso, entendeu? Então assim, isso é o máximo que eu vou saber de sociedade secreta, cara.
É, não, então a questão da sociedade secreta começou justamente por conta de passagem de aprendizado, realmente. A grande maioria começou como grupos de estudo, né, e que acabavam se politizando de alguma forma. É o que dá juntar muita gente inteligente. Você acaba brigando, vendo que o mundo tá errado, e você quer querer resolver, e querer resolver de alguma forma, né. A gente começa como um clube do livro e aí depois vai evoluindo, e aí você tem os rituais.
É óbvio que aí você acaba É, é, é, justificando demais a parada e evoluindo a coisa toda. Mas é, a maioria dessas sociedades secretas, ela degringola quando ela bate de frente com algum poder, seja um príncipe, seja um rei, seja um duque, seja um, sei lá, um reinado inteiro.
Você acaba tipo, é porque na própria teoria da conspiração mesmo dizem que eles se infiltram nessa, então, nas espadas de poder. Por exemplo, uma recente que muita gente fala é a do nosso querido corredor. Do cinema, da Cientologia. Os cara falando, não, pô, olha aí, para tu entrar lá, pô, os cara que se conhece, mas já tem gente na política, tem gente em Hollywood, tem gente.
Então é aí que rola essa, é porque nenhuma sociedade secreta ela nasce. Isso tem um, a gente fez um, a gente também fez lá no Bunker X, tem um monte de jeito de abazeira.
Bom que tem um monte de episódio para o cara ir lá assistir, pô.
A gente fez um programa sobre os Illuminati da Baviera, que foi a origem que é o que dá origem aos Illuminati modernos.
Legal.
Os Illuminati modernos, na verdade, eles não existem, tá? Eles são uma criação de uma galera que fez uma inspirada nos Illuminati da Baviera. E aí, quando a gente fez, eu mergulhei no estudo de sociedades secretas. Então assim, cara, nenhuma sociedade secreta ela ela tem uma premissa violenta ou, ou conspiratória de cara. Ela, ela começa a pensar, a ter pensamentos políticos e ter pensamentos do tipo: vamos proteger os nossos porque somos agora uma comunidade.
E assim, a gente tá falando de sociedade secreta, mas se você for em qualquer culto, seja ele cristão, evangélico, eu não conheço todas as religiões, perdão, mas espírita, as pessoas desses cultos, dessas igrejas, elas também se protegem. Então é o senso de comunidade, profissões são corporativistas, é o senso de comunidade. E quando você fala, ah, mas a sociedade secreta X se infiltrou no governo tal, é porque possivelmente foi identificado que de alguma forma esse governo tal tava prejudicando essa sociedade, eles acharam que por bem deveriam entrar ali para entender o que que tá, para entender o que tá acontecendo, ou, e barra ou, ter uma representatividade.
E aí você acaba tipo desdobrando isso e para o bem ou para o mal, porque estamos falando de seres humanos e a maldade é inerente a gente, infelizmente.
Então faz total sentido.
É uma parada que desde sempre você tem em RPG demais, cara.
É isso, por exemplo, acho que quase todas as facções ali ela tem alguma partezinha é meio secreto. Os harpistas é total, né? É aquela, é aqueles cara que tão manipulando tudo no submundo.
Exatamente. Tu for pegar, sei lá, qualquer cenáriozinho de RPG, vários, não só da ideia, dentro do Sabá, você tem a Mão Negra, você tem no Pathfinder, você tem os elfos lá que eu esqueci o nome agora, lá aqueles elfos, os altos elfos lá também. Então assim, tem todos, em todos os RPGs, pelo menos que eu joguei Acho que todos que eu joguei tem.
Aparece, aparece.
GURPS é que eu não lembro de cabeça, mas tem com certeza, o GURPS clássico.
Não, no GURPS você tem o GURPS...
Ah é, o GURPS você tem.
Aêêê. Illuminati.
Florime.
A gente vai chegar, a gente vai chegar em GURPS Illuminati, mas acho que é hora da gente entrar nas conspirações que afetaram o RPG, porque assim, ah, RPG é nosso jogo do coração, nosso hobby. Para molecada que é mais nova, talvez que tenha chegado agora, talvez não saiba que a gente já teve a nossa cota de teorias da conspiração do RPG. E acho que podemos começar com o satanic panic americano lá no comecinho da década de 80.
Exatamente, que depois inspirou diversos outros países até a mesma parada, cara. E a gente tá falando assim porque, salvo engano, o D&D, acho que a primeira vez que ele foi testado, jogado, foi nos anos 70. Né?
Ele nasce em 74, né? Mas é, Os Playtrás deve ser 73.
Então foi isso ali no início, para meados dos anos 70 ali, né? Só que era uma coisa muito nichada, tipo a gente começar a jogar um joguinho nós três aqui agora que a gente acabou de inventar, e cara, esse jogo só vai bombar mesmo dali a 20 anos. Era uma coisa muito nichada. Só que teve algum, eu não me lembro qual foi o turning point, que no início dos anos 80 teve um boom, teve popularidade, popularidade. Eu não lembro exatamente qual foi esse trigger, eu não lembro.
Com medo de errar, afinal de contas os especialistas dizem que é o nosso canal, mas acredito que foram as convenções, teve muita convenção também.
Mas eu acho, talvez no mainstream, por exemplo, agora com a molecada a gente tem, eu acho que já tem, mas a época que ele tá falando, mas dizem que em 84, por exemplo, a cena do ET, que são as mulheres começando a jogar RPG, Deu um bom bizarro.
Bem lembrado pra caramba. Foi tipo o que o Stranger Things refez, reacendeu. Foi o ET naquela época. E a gente tá falando, presta atenção o que acontece de 78 até 84. Star Wars, Indiana Jones, Blade Runner. Você tem ali todo um cenário de uma cultura que hoje a gente chama de cultura geek, nerd, né? Que era uma galera que a gente, se a gente transportar esses caras para hoje em dia, sacou, eles seriam nós aqui, sacou?
Sim.
Então assim, você tem todo um cenário ali. Quando você vê ali, você tá falando de 84, mas o ET de 80, 81, eu acho, 80, 81.
Então ali, então, porque cabe, por exemplo, porque ele chegou em 84 no Brasil. Exatamente, o ET mesmo lá fora acho que é 81, porque o Satanic Panic ele começa lá nos Estados Unidos em 79. O ponto inicial dele era um moleque de 16 anos, aquele moleque meio prodígio, já tava na universidade com 16 anos, nerd, nerdola, era jogador de D&D, e o moleque desapareceu do campus da universidade. Pode crer, ninguém sabia onde o moleque foi.
E depois de um tempo encontraram o corpo do moleque nas galerias subterrâneas da faculdade. E aí disseram que, pô, era por causa do envolvimento do moleque com D&D, que ele era jogador de D&D.
A velha transferência de culpa.
Sim, mas descobriram que ele era tal, vários problemas de saúde.
Mas isso foram descobrir muito depois, porque qual a parada? Como o moleque desapareceu, a polícia não encontrou o moleque. O moleque era de família, porque universidade americana tu entra com dinheiro, né? E aí a família contratou um investigador particular pra achar o moleque.
Tu estoura investigação numa forma bizonha, cara.
E aí é doideira. E esse investigador particular viu no quarto dele, pô, sei lá, deve ter pôster de Day Day, bagulho esquivo, dragão. O cara foi nessa, sacou? E falou, é isso, se aconteceu alguma coisa é por causa desse jogo. Aí já era, mané.
É, e aí é muito fácil, você faz uma transferência de culpa. O investigador nunca, jamais diria que os pais, vocês são pais merdas e seu filho tá com depressão, se drogando, todo fodido de saúde, né? Você faz a transferência, que é na história do RPG, quando o RPG ele é culpado de algo, 99,9% das vezes é transferência de culpa, cara.
E detalhe, porque no caso do de 79, desse moleque, ele só tava desaparecido, aí foram encontrar ele nesses túneis subterrâneos da faculdade.
Salvo engano, ele voltou Ele volta pra casa, depois ele pega uma arma.
Aí depois ele sai de novo. Aí no ano seguinte, já em 80. E pô, aí que a galera, depois que o moleque morre, que vai descobrir, pô, era um moleque que tinha problema psicológico pra caralho, em casa não era legal, o moleque quando foi pra faculdade, um moleque novo, começou a usar droga e tal. Então assim, juntou uma porrada de coisa, mas o mais simples foi falar que pô, era o jogo. E foi o que o 3G falou, nessa época quando acontece isso, inspira uma galera aí, pô, que não conhece o jogo, não sabe o que que é o hobby e tal, a criar e começar a falar um monte de merda.
Tanto que em 82 sai na TV americana o Mazes and Monsters, que é o primeiro filme onde o Tom Hanks é o protagonista, que é derivado de um livro. O cara escreveu o livro, romance do Mazes and Monsters, que aí, meu irmão, é como se tu pegasse a história desse moleque da vida real e tu transpusesse ela para o mundo da fantasia total, porque aí o Tom Hanks pega referência Dungeons Dragons, Mazes Monsters, D&D, MM, né, que é só para não falar vamos usar Dungeons Dragons, é o maluco meteu Mazes Monsters.
E é foda porque, pô, no filme o personagem do Tom Hanks ele vai virar o mestre, né, mas aquela parada é um cara que vai ter surto psicótico, E aí o cara também doidão vai convencer o grupo que vai se formar lá na party, é a galera também, todo mundo com problema em casa, todo mundo com mental ferrado. E aí o cara começa a degringolar e, pô, virou tipo, olha aí, ó, o jogo do teu filho, o que que ele tá jogando? Olha o que que ele faz, olha isso aí.
E por exemplo, o moleque, ele foi para os túneis da faculdade. O Tom Hanks, personagem do Tom Hanks, era um cara que foi para faculdade, tinha esse jogo que deixava todo mundo alucinado e queria cometer crimes.
E ele vai se—
onde é que eles jogam? Eles jogam em caverna que tem no campus da faculdade. Pô, irmão, tá de pato.
Que é muito ilegal, né? A parada era meio ilegal, era underground total.
Eu tenho a sensação, quando era moleque assim, que a gente fala: não acredito que eles não estão vendo isso, sabe? Quando eu me lembro uma vez que meu irmão voltou de uma palestra Eu sou 15 anos mais novo do que o meu irmão do meio. Ele voltou de uma palestra: mãe, abriu o olho, abriu o olho, ó, o Márcio é enviado esse negócio. Falei: caraca, é só um jogo, brother, para que essa palhaçada toda? Mas virou um vandevu lá em casa, cara, mas um vandevu.
Eu falei: caraca, velho, minha mãe podia ver eu fazendo qualquer coisa, se tivesse visto eu com um livro com uma capa com dragão, com uma coisa do tipo, acabou, acabou ali minha paz ali, cara. E era muito engraçado porque eu vejo isso mas com uma questão geracional, cara. Assim, o cara chega, é diferente. Outro dia a gente tava jogando board game no aniversário de um parente da minha esposa, que tinha um parente dela lá. Eu fui descobrir agora há pouco tempo que o cara era aficionado de board game também.
Ele era também o patinho feio da família. E aí ele, pô, você gosta e tal? Eu tô com o jogo aí, quer jogar? Ele botou o Zumbicide de novo, aí a gente foi jogar e tal. Só que uma churrasqueira, um churrascão Na minhuca de Campo Grande, pessoal, sabe aquilo, sem, totalmente alheio a esse universo, a gente jogando. Aí toda hora vinha um parente, falava assim para ele, né, que eram os parentes da minha esposa: tu, vamos jogar uma coisa, tem um jogo normal aí para a gente jogar, não?
É, para quem de fora, você vê, é, não tem um carteado aí, sempre o anormal, o diferente é sempre o anormal.
E o lance virou meio satanic panic porque é o que tu falou, A galera, quando vai para o noticiário, né, galera de igreja começa a pegar os livros e fala: olha aqui, ó, olha aqui, tem diabos e demônios nesse livro.
Não rolou, cara, anos 90 aqui no Brasil, cara, rolou muito isso assim. Eu lembro, cara, eu lembro, lembra aquele Gilberto Leão, o apresentador Gilberto Barros? Leão, lembra dele? Era aquele programa, era bota, você botar debaixo, falando que Yu-Gi-Oh é carta do demônio. Olha aí, o Guiô!
É, cara, aqui o dragão.
E eu lembro, cara, eu não lembro a data exata, mas assim, eu lembro de sair, que é 2004, isso aí, 2004, 2005. É, mais para cá, era um pouquinho mais para frente.
Agora puxar conspiração, a gente tá falando muito agora, vou puxar a parte de conspiração. Um cara desse, ele não é um cara, não me passa uma imagem, sei lá, do cara do bastião da moralidade, nenhum religioso.
Porque essas coisas dão ibope, gostar um telejornal, gostar um programa, então você criar Acho que uns 15 anos depois fizeram entrevista com ele, perguntaram, pô, e aquele caso lá do jogo do demônio das cartas? Ele falou, pô, eu na hora, na época eu não sabia nada, mas tava começando a chegar desenho japonês aqui no Brasil. Aí eu falei aquilo, começou a dar audiência, eu fiz uma semana inteira só falando daquilo ali pela audiência, cara.
É o que é, pô.
Mas assim, eu lembro, eu lembro, ó, mas teve gente que teve coleção de carta de Yu-Gi-Oh queimada e rasgada com essa porra, irmão.
Mas, ó, Fantástico já fez uma matéria falando que videogame RPG eram prejudiciais para crianças. E hoje em dia é o extremo oposto, né? Hoje em dia a gente sabe que é o extremo oposto, né, cara? Tipo, é impressionante isso. E assim, cara, tem casos brasileiros aqui desse tipo.
Temos que trazer, temos que falar de Ouro Preto, cara.
Isso é muito tosco.
Para mim foi o primeiro.
Caraca, muito tosco.
Ouro Preto. A gente vai falar aqui sobre o caso, né, como desenrolou. Mas Ouro Preto, cara, é que assim, satélite gringo, ou década de 80, eu nem jogava. Foi começar a jogar em 90 e pouco. Então pra gente aquele meio passou batido, a nossa onda veio depois. Exatamente. O caso de Ouro Preto, eu lembro porque foi a primeira vez, e eu achava assim, na minha memória, eu achava que Ouro Preto tinha sido bem no comecinho da década de 90. Não foi, não Não, ele é 96, 97.
Então acho que é 96, cara, porque 96 é um ano muito bizarro que acontece muita coisa bizarra. Então eu tenho, eu acho que foi por aí, acho que foi 94.
Não, aqui, ó, é Caldeirão Preto no início dos anos 2000. Foi 2000, foi início dos anos 2000, porque eu já jogava RPG há um tempo Minha mãe sempre viu a gente jogando com meus amigos e tal, não sei o quê. Quando aconteceu o caso de Ouro Preto, foi a primeira vez que a minha mãe virou para mim e falou, Rafael, o que que acontece nesse jogo aí? Eu falei, por quê, mãe? Não, essa menina aí de Ouro Preto que aconteceu, dizem que é desse jogo que você joga.
Aí teve que jogar uma vez com a minha mãe assistindo a gente jogar para ela ver que, pô, era completamente diferente do que você falava.
Com quem jogava Vampire, foi justamente nessa parada.
Então, para quem não, para quem não lembra, esse caso de Ouro Preto, a menina ela foi decapitada.
É, não, foi a menina chamada Aline Silveira Soares, ela foi encontrada morta num cemitério da cidade de Ouro Preto com 17 facadas.
Ah, 17 facadas, com 17 facadas no cemitério. Eu joguei Vampire no cemitério, eu já joguei, eu já joguei lá em Petrópolis, já joguei Vampire no cemitério com sangue de boi. Não, nem tinha sangue nem nada, era Só vela, era vela e vinha canção, pô.
Ah, tá, ouviu que era o sangue de boá, pô.
Exatamente. Ah, o sangue de boi, sangue de boá, sangue de boá. Não, fala direito que é vinho francês.
Sangue de boá, porra.
Sangue de boá, porra.
É...
Daí a menina tomou não sei lá quantas facazes e ela tinha um grupo de vampire que ela jogava. E aí na hora fizeram associação, cara.
Então, porque é bizarro. Ouro Preto, cidade universitária. Eles estavam na época daquela festa do 12, que é... Todas as repúblicas estão em festa e tal. E aí a menina, ela tava em uma das repúblicas, mas tava ela, primos, amigos. Ela tava, se eu não me engano, com uma prima e uma amiga nesse dia de festa. Aí a amiga e a prima meio que se perderam dela uma hora, acharam, ah, ela voltou para república, foi para casa. Aí aconteceu isso com a garota.
Só que aí o bizarro é que a parada entra na doideira da polícia, quando vai começar a investigar, vai na República, encontra os livros de Vampire, que jogava RPG. E aí a solução do caso foi dizer que ela foi morta num ritual de jogo de RPG. Então aí fodeu.
Mas isso aí, então eu explico, eu explico uma coisa que a investigação não explicou, mas eu explico pra galera aqui, pra vocês. Rolava essa vibe de jogar Vampire em cemitério, e eu tenho certeza que a polícia já enxotou esse moleque jogando Vampire, sacou, do cemitério. Aí os cara, que os cara, meu irmão, os cara fizeram, juntaram os pontos.
Vamos, vamos transportar para mente dos cara da época, velho.
Os cara ligaram os pontos, irmão. Que que é isso que tu joga? Que RPG é esse? Ah não, RPG que nós somos vampiros. E toma, dá um cascudo no moleque, vai para casa, moleque, vampiro não existe. Provavelmente rolou esse papo, sacou? E aí você junta, é, porra, as matérias, meu irmão, o Leão Lobo lá, Leão Lobo não, o cara falando que é coisa do demônio, porra, a mídia falando que RPG, videogame é coisa do demônio, meu irmão. Esses cara, eles ligaram pontos, meu irmão.
Ó, menina morreu com facada no cemitério, Fomos na República, tinha livro do RPG que a gente expulsa os moleque todo sábado, toda parada.
O ritual os cara acharam no livro de node, era aqui livro de node, falando os demônios, rituais e pronto. E acharam. E a pica é esses moleque da República fudeu, porque assim é linchamento popular e o caralho, a vida dos cara acabou. E depois foi todo mundo absolvido porque, meu irmão, A história não batia nada com nada. Aí depois fudeu, né?
Crê maluco, rapaz.
Só que depois fudeu, tu vai fazer o quê?
Pô, o Stranger Things agora ele tá abordando isso, né? Essa virada dessa temporada para última, da penúltima para última, o Ed ele foi, ele morre em desgraça, né?
É, ele é o herói, ele é o herói, ele é o herói para todo mundo, ele era o errado e morreu sendo errado.
É pesado isso, né?
Não triunfou ali, não tinha parado para pensar por esse lado, por essa questão não, mas é verdade, essa tânica pânica.
Então, mas o foda é que no RPG a gente tem esses casos que, porra, o RPG entrou de gaiato. Mas a gente tem um caso que o RPG deu merda mesmo.
Deu merda mesmo.
O caso de Guarapari já é doideira. Esse já aconteceu, acho que é 2004, 2005. Ele é um pouco depois. E o de Guarapari, ele foi assassinado, o pai, a mãe e o filho. 2000, e os dois assassinos eram dois moleque que jogava RPG com o filho dos cara.
Não, mas isso é recente, velho.
Não é tão recente. Ah, é 2000 e—
não, esse caso aí de Guarapari é recente, bro.
Nem fodendo, é 2004. O julgamento é que foi recente. Eles foram—
o cara, caso é 2004.
É, é caso de Guarapari, ó. Então teve aqui—
não, quando eu falo recente, não, eu sei que eles foram julgados agora, 2020 e poucos.
Nossa, os cara foram mortos em 26 de abril de 2005.
Ah, 2005, eu achei que era mais recente, achei que era 2015. Eu achei que era 2005, caraca. Só que esse daí, detalhe que tu falou que eu não sabia, a menina que morreu lá em—
é o plot twist do caralho. A menina que morreu em Ouro Preto, ela era de Guarapari.
E aí você tem esse caso em Guarapari, que esses dois biruta— conta aí, tu tava contando aí, então pode contar.
Aí os dois biruta que foram na casa do cara jogar Um deles já era conhecido da família, já ia lá, já jogava e tal, não sei o quê. Nesse jogo, o cara decidiu que na história tinha que matar a família. E aí amarraram o pai, a mãe e o filho, deram os moleques, deram sonífero para os três, e depois deu um tiro em cada um e matou.
E aí no julgamento os cara falam: não, era nossa quest, mano, eles não iam morrer não.
É, achou que eles iam morrer de mentira, que era no jogo, irmão.
E os cara saíram, meu irmão, fizeram saque cartão de crédito, roubaram várias paradas. Porra, que papinho, né?
E para tu ver, aí foi o julgamento, foi do RPG. O julgamento foi em 2017. Um deles fugiu, eram dois, um fugiu, o outro foi julgado em 2017, foi preso. O segundo só foi preso em 2022 no Rio de Janeiro porque a blitz da Polícia Federal parou o cara E aí viu que ele tinha mandado de prisão expedido e o maluco foi preso. Doideira. É foda que assim, é o que a gente fala, RPG também tem uns malucos no RPG, irmão.
Sim, cara, tem uns malucos no RPG, mas não é RPG que faz o maluco, cara.
Isso que é o problema, tudo quanto é lugar, cara.
Quem foi preso? Os livros, entendeu? Então assim, o cara que matou não foi o RPG que matou.
Mas já aprenderam livro, já aprenderam livro, hein? Já aprenderam livro.
No de Ouro Preto, por exemplo, olha aí, o Espírito Santo proibiu venda de livro de RPG. Tô ligado, durante um tempo você não podia.
Chegou a tramitar algo para proibir, para tentar proibir, não lembro se conseguiram durante um tempinho e caiu.
E acho que o Espírito Santo ficou um bom tempo sem poder vender livro de RPG, demorou até a galera conseguir reverter a proibição.
Período obscuro, né, cara? E aí tá aqui, sobreviveu.
É porque, cara, opinião popular é foda, mané. Depois que sai, porra, em jornal, televisão, porque é isso, brother. A minha mãe me via jogando RPG com os meus amigos. Óbvio que ela não assistia sessão, mas ela sabia quem eram os meus amigos que jogavam, que era, porra, molecada do meu condomínio, que ela viu desde pequeno, sabia minha índole. Mas quando sai no fantástico falando do jogo, aí a parada muda de figura, sacou? É, a parada fica diferente.
E é foda isso, cara, porque sempre vem com um calhamaço de ignorância na frente, cara. Sempre vem com calhamaço. Nunca é alguém, nunca é um repórter que já jogou, que já participou da parada, porque na época ninguém tinha jogado.
Hoje o RPG, ele brinda, ele se beneficia do fato de que a galera que jogou gente tá adulta.
É verdade.
Naquela época não, os cara eram os repórter com umas gravatona dessa largura aqui assim, marrom listrada, que não combinava com o pé no pé, com ombreirão. Esses cara nunca estão olhando isso aí falando é um ritual.
Sabe o que que não tinha naquela época? Não tinha torre de dados maneira igual da Celestian Geek.
Ataque de oportunidade, ataque de oportunidade.
Se você quer os melhores acessórios de RPG com excelente custo-benefício. Torre de dados da Celeste Changuique, tá? Vai, olha qual é, grid modular riscável e apagável, que vai estar no próximo jabá que a gente vai fazer.
Se eu soubesse, se eu soubesse, eu tinha comprado. Comprei um, tem um mês que eu comprei um.
Aí ia comprar mais caro que esse. Se tivesse usado nosso cupom CLPNP20, ia ter 20% de desconto para comprar.
Dei mole, hein?
Mas seja, não seja um bundão como É, dá tempo de você não fazer igual 3D. Entra lá, pega o ator de dados, pega junto o grid para fazer o kitzinho.
É maneiro, grid é bom ter, hein? Grid desenhável, apagável, é bom ter, é bom ter, cara.
E agora a gente falou dessas aí e tá com GURPS Illuminati. Acho que vale a pena a gente falar da primeira teoria da conspiração que eu, como molequinho RPGista, brilhou minha cabeça, que na capa do Gump Cyberpunk vinha. Este livro foi apreendido pelo Serviço Secreto Americano.
Isso é muito bom, cara.
E é verdade. Que maneiro, né, cara?
E é engraçado porque a capa que veio, eu não sei se a capa da segunda edição, da terceira, era uma diferente dessa da edição que foi presa, né? O que acontece, foi, você lembra as datas certas? Foi 91, acho que foi 90, 91, porque o GURPS mesmo, GURPS Cyberpunk, ele só sai em 94, salvo engano, 93, 94.
É que eles aprenderam os manuscritos, né?
Os caras explicaram, vou explicar mais ou menos o que que aconteceu. Você tava, você tava andando, eu ia falar Samuel Jackson, Steve Jackson Editora, né? Steve Jackson Games, eles estavam produzindo esse, esse compêndio de GURPS no universo cyberpunk E um dos caras, o Jackson, e um do autor do que eu agora esqueci o nome também, o autor do Cyberpunk, eles tinham uma BBS. Para você jovem que não sabe o que que é uma BBS, BBS é a proto-internet.
É verdade, era uma internet que você tinha que era um servidor que as pessoas se conectavam por telefone. Era como se fosse, imagina, uma sala de chat. É, exatamente. Imagina 50 telefones ligando para o mesmo lugar e todo mundo poderia se falar e trocar por ali, tá? Era mais, era uma proto-internet, era uma intranet do seu bairro ali. Geralmente era de bairro em bairro. Então esses caras, eles tinham uma BBS que se chamava Illuminati, porque sim, porque sim, porque não, porque sim.
Eles tinham uma BBS chamava Illuminati e esses caras conseguiram se conectar justamente para escrever sobre o futurismo que o cyberpunk traz né? Porque uma história de cyberpunk precede você tá num futuro distópico ou muito à frente, enfim. Então eles conseguiram se conectar com pessoas que se autointitulavam hackers e crackers, é pessoas que trabalhavam com segurança da informação já naquela época. Então eles se conectaram com essas pessoas, trocaram dados e informações com essas pessoas para poder escrever a história de cyberpunk.
Então eles tinham, cara, era uma base de dados absurda sobre como poderia ser, como funcionava a segurança digital naquela época, que não era, não podia nem se chamar de digital direito. Eles tinham uma base de dados enorme de como era a segurança digital naquela época e um futurismo do que que poderia estar vindo por ali, saca? O problema É toda BBS, ela tinha alguma forma de monitoramento através do governo. E você também, óbvio, você tem a galera que não entende, quando entra ali não entende o que que tá acontecendo, acaba fazendo denúncia anônima.
Então o que que aconteceu? Um amálgama disso tudo, tá? Denúncias anônimas com revisionamento do governo norte-americano. O serviço Entenda bem como eu vou falar, o serviço secreto dos Estados Unidos, meu irmão. Não foi a polícia, não foi eu, não foi a polícia local, não foi nem o FBI, parceiro. Foi o serviço secreto do governo do fucking Estados Unidos, invadiu o escritório da Steve Jackson Games.
É aquela raid, né, que os cara faz fazer uma operação ao mesmo tempo, simultaneamente, em 3 locais. Um era a casa do Lloyd Blankenship, que era o autor, que o BBS ficava lá.
Exatamente.
O outro era o escritório mesmo da Steve Jackson Games, e o outro era a casa, não sei, era a casa de não sei quem, algum outro lugar.
Terceiro lugar eu não lembro, mas foram em 3 lugares diferentes.
E os cara fala, irmão, era aquele esquema de operação mesmo. Tanto que eu até tava vendo uma entrevista já antigona agora do da galera da Steve Jackson falando, falou que no escritório, quando eles quiseram entrar no escritório do Steve Jackson Games, os cara tavam preparado pra botar a porta no chão, pra derrubar. E os cara falou, não, não, não, tem a chave, eu tô com a chave, abre a porta. Os cara falou, saca o caralho, eu vou jogar a porta no chão.
E tem uns relatos, eles falam que eles quebraram tudo pra arrebentar cadeado, arrebentar gaveta que ficava trancada, porque foi invadido num momento, eu não lembro se foi horário, se Acho que foi um fim de semana, não me lembro, que não tava funcional o escritório, por exemplo. Então as pessoas que trancavam as próprias gavetas não estavam lá. Então os malucos, meu irmão, ficaram dando marretada de chave de fenda para abrir as gavetas, tá ligado?
Arrebentando, arrebentando cadeado de locker, sabe? Daqueles armários, meus irmãos. Isso tudo, compadre, porque eles, cara, os caras estavam sendo acusados de conspiração, brother.
É muito louco, mano.
Os caras estavam sendo acusados de conspirar contra o governo, contra a soberania nacional, no auge da Guerra Fria.
Então, porque o Steve Jackson, ele fala, cara, nas primeiras semanas, ele— olha a doideira— o Serviço Secreto arrebenta teu escritório. Aí levou computador, manuscrito, tudo. O cara leva tudo que tem lá e não diz o que que ele foi fazer, tá, mano? Os caras Eu só pego e leva.
Aí ele falou que nas semanas seguintes eles ficavam perguntando, depois eles souberam o motivo. É exatamente para entender o porquê que os cara tinha entrado, depois que eles foram informados do porquê, o que que merda era aquela que tava acontecendo.
O filme do Tetris, eles tinham que fazer um filme disso, cara.
Porra, também acho, também acho.
Filme do Tetris é incrível, mas eu não sei como é que não fizeram até hoje, cara.
Esse caso merecia para caralho.
Eu não sei como é que não fizeram até hoje.
Depois de de 4 meses eles receberam uma carta do serviço secreto falando isso que o 3D falou: não, vocês estão sendo investigados por conspiração. Aí depois de 4 meses o cara sabe qual foi a acusação que ele ia ter. E eles falam, meu irmão, em 4 meses a editora foi pôr buraco, eles tiveram que demitir metade da equipe. O livro que ele tinha para lançar não tinha mais porque os cara apreenderam. Aí para tentar começar a reescrever o Gump Cyberpunk Frank, ele falou, pegando os playtest, pô, tu tem um pedaço aqui, me dá esse pedaço aqui.
Eles foram montando um Frankenstein, cara, porque que acontece, nesse meio tempo ele chegava lá, pô, irmão, libera, libera tal parada aí, entendeu? Eu não sei qual é a acusação, mas libera isso aí, isso aí não tem nada a ver com editora, isso é papel meu, não sei o quê e tal, isso é manuscrito meu, sacou? Aí os cara deviam ler, ah não, isso aí pode devolver, isso aí pode devolver. Então eles foram montando a primeira versão de saber, tanto que Tem umas 4 revisões, sabe?
Cyberpunk tem 4, não são 4 edições, são 4 revisões. Tem 4 lançamentos revisados.
E Caça às Bruxas, né, cara?
Porque os cara, meu irmão, foram, os cara foram montando.
Mas assim, e o maior plot twist, depois disso a Steve Jackson Games processou o serviço americano, processou o governo americano, o governo americano, né?
E ganhou, e ganhou, e ganhou. Os cara assim, para o dinheiro para época na minha humilde opinião, foi pouco, foi merreca, tá? Foi bem merreca. O estrago foi gigantesco, estrago foi gigantesco, porque eles ganharam $55 mil só de indenização, mas pelo menos não pagaram os advogados, reembolsaram os advogados que eles tiveram que usar para se defender, para poder processar. Então é muito louco isso, foi um negócio assim, cara, é desproporcional.
Por pura ignorância, cara. Pura ignorância. Os cara não sabiam com o que tavam lidando, brother.
Doideira, pô, tu não saber que é um jogo, uma editora produzindo um jogo.
Mas olha que pica, olha que pica. Porque aí, vendo o copo meio cheio, né, vamo fazer o exercício do copo meio cheio. Porra, o puta do futurismo que os caras fizeram, brother. É um cara, é do caralho mesmo.
Virou um case que virou propaganda no livro, sabe? Exatamente. Publicado este livro que foi apreendido quando meu grupo leu aquilo ali, pô.
Aí foi um dos acordos, no caso, vamos civilizar, a gente vai falar abertamente desse troço.
Não, porque ele saiu quando o livro foi publicado, que os cara fizeram catacata das coisas. Assim, a editora ia falir se não lançasse mais nada. Ele falou, ó, vamos dar um jeito, vai vai ter que sair o GURPS Cyberpunk com que a gente pegou do que já tinha de playtest, de manuscrito recuperado e tal. Vamos meter essa porra no livro, vai ser a propaganda, a gente vai dizer o que aconteceu. E aí virou o GURPS Cyberpunk, depois vira um dos suplementos mais vendidos de GURPS por causa dessa parada.
Mas eu acho que o Illuminati vem em seguida, justamente por entrar nessa vibe. O GURPS, cara, o Cyberpunk GURPS, ele fica out of print out of print, tipo, cara, sei lá, em dias, menos, acho que menos de uma semana, sacou? Tipo, ele fica out of print. Aí eles fazem uma primeira edição revisionada e eles já fazem uma edição tipo com muita, com uma lateragem enorme. E aí dali um tempo, tipo, em tempo recorde, ela fica out of print também.
Tanto, sabia que o Gump Cyberpunk brasileiro, se eu não me engano, ele já vem depois de várias revisões. A capa do Gump Cyberpunk Cyberpunk brasileiro não é a capa do Cyberpunk americano.
Eu acho ela até mais maneira. Eu acho a nossa capa também mais maneira.
Os cara tocanhando naquela capinha animal, aquela capinha animal.
Mas o do gringo acho que era uma capa roxa com uns negócio da cabeça meio esquisito.
E aí a nossa já vem com essa capa aqui. Depois veio um outro módulo que já saiu para o Cyberpunk, cara.
E assim, assim, hoje você não encontra ninguém que queira nem vender, né, cara? Tipo, a galera não quer nem vender essa parada. Porque depois que, depois que você me chamou para gravar, falei, cara, deixa eu catar. Maluco, você encontra o PDF da 4ª edição, que é a última revisão que teve, por $9. É óbvio que você encontra, você vai encontrar para fazer o download dessa porra, infelizmente. Gente, eu sou a favor de valorizar sempre o artista, mas você encontra.
Mas assim, se for por vias legais, irmão, nem adianta, né? Adianta. O brasileiro então, o brasileiro, eu não consegui achar. Tudo bem que eu não fiz uma pesquisa com afinco, eu sou bom de fazer pesquisa, fiz uma pesquisa rápida. O brasileiro eu não consegui nem, tipo, não achei nada, só achei informação, só achei assim, Gup Cyberpunk, não sei o quê. Eu não achei um link de Amazon, link de sei lá, de eBay, de nego tentando vender, de alguém falando.
Não achei PDF assim, busca rápida que eu fiz. Só que tipo, fazer uma busca mais a fundo, talvez eu ache. E assim, cara, é incrível. Eu queria muito ter, eu queria refazer minha coleção de GURPS, cara.
Também era nosso sonho voltar, cara.
Meu sonho é ter uma editora que trouxesse a parada de volta.
A gente tem uma coisa aqui no PNP que a gente fala que estamos a zero dia sem falar de Gump. Todo episódio tem que falar uma coisa de Gump.
Mas para falar de jogo que é nacional para a gente jogar teorias da conspiração, temos o Conspirações da Luz Negra.
Já tá no nome, é isso aí.
Tem, e pô, tem um suplemento do Edifício Joelma para jogar.
Eu não li ainda, eu tenho, mas não li ainda.
É um posterzão, eu tô ligado, eu tô ligado. E cara, Ah, pira, é maneiro, valeu, maneiríssimo, maneiríssimo. Tem a planta, eu tô ligado, eu tô ligado, é maneiríssimo.
Eu já folhei, eu já abri, né?
Mas eu não— Conspirações, ele é um jogo muito, muito acessível e muito versátil. Você quer fazer um one shot? Dá para fazer até em certo grau, você consegue até fazer bonecagem, cara, se tu quiser. Dá para fazer campanha porque tem evolução de personagem, tem questões que você trabalha com, ah, eu perdi esse atributo por causa de um caso passado, entendeu? Você pode recuperar a tua, a tua, você perde ponto de paranoia, né? O nome paranoia é uma mecânica também.
Você pode fazer terapia, né?
Agora você pode fazer terapia, uma sessão de terapia você rola um dado, cai 6 você regride um nível. Se você fizer 3 sessões seguidas você rola um dado, se for 2, se for 5 e 6 você volta um nível, entendeu? Vai aumentando. Cara, muito legal. Se você resolver parcialmente um caso, obrigatoriamente você diminui também um nível, porque ele tem um gradiente muito pequeno, né? É de 0 a— você começa com 0 de paranoia e vai até 6. Quanto menos você tem, mais fácil aumentar, porque você vai rolar o dado e você não pode tirar igual ou maior.
Se cair igual ou maior, aumenta 1. Aí, se eu tiver com paranoia 0, só não aumenta se cair 1, entendeu?
Entendeu?
E o 6 só aumenta se cair 6. É isso, entendeu?
Entendi.
Então você vai rolar o dado, aí se cair, aí se vocês, aí beleza, ganhei 1, ganhei 2, ganhei 3, ganhei 4, ganhei 5. Tem uma tabela do lado com uma lista enorme de paranoias.
É maneiro, é maneiro.
E tem uma paranoia lá que é a minha preferida, que é a paranoia, eu esqueci o nome, é um nome complicado, que é a paranoia que você acha que tudo foi substituído. Você é um, você é um, você é um substituto, você não é o Ramon original.
Quem é?
Onde é que tá meu amigo? Entendendo o que é, cara? É muito, mas tem uma listona lá.
Isso tem um potencial para atrapalhar o jogo no nível. Ah, não atrapalha nada, não vou tacar isso nada em você, cara.
Esse clima de conspiração num cenário brasileiro dos anos 90, que é a pegada do livro, né?
Mas aí que tá, O jogo, ele dá para você material para você jogar nos anos 80. Não, 90 é o elástico, né? O 90 tá amarrado aqui. Você pode ir até o 80, pode até o 2000, mas 90 é a casa. Então 90 é o meio, é meio quinho. Ele tem ali a base boa em 90, mas você tem 80 e 2000. Mas você tem um próprio aí de um, de um de impressos da ANEP, que é a Agência Nacional de Paranormalidade, que inclusive tem um Mulder, a gente muda, que ele trata desde 1500 ao Brasil, não sei o quê, rasurado, não sei o quê.
Nessas rasuras é que você coloca letras lacunas, entendeu? Nunca vai ser um jogo de conspirações igual do outro.
É, e ele assim, ele, você brinca com o livro, com a própria diagramação dele.
É, diagramação é muito maneira.
Você tem, você tem lá, você tem lá aqui, ó, você tem, por exemplo, os casos aqui, ó, Aí você tem umas... a transcrição ela tem a paradinha do rasurado.
Entendi.
Então isso pode dar pano pra manga pra uma aventura tua, tá ligado? Você pode botar uma aventura tua nessa brincadeira aí no meio.
E pra fazer personagem assim, ó. É muito rápido, é muito bom.
Duas coisas que eu me apaixonei pelo Conspirações. Um, porque ele tem uma introdução aos anos 90. Porque assim, Nós somos velho e paia, nós vivemos muito bem os anos 90, mas a galera que nasceu já para final de 90, início de 2000 ali, já não iria ter isso na memória. Não, não ia ter na memória não, não ia saber de algumas paradas. Talvez tenham estudado na escola, obviamente, mas não ia, não ia ter a—
não só saber, precisa incorporar os paradigmas. Por exemplo, no Vampire que a gente tava jogando, a galera tava falando por telefone direto, vai aqui, vem aqui, vem aqui, a palavra Você tem que incorporar que você tá jogando um jogo. Isso às vezes eu piro quando eu lembro, como é que a gente vivia nessa época sem celular, cara? Marcar um encontro, você ia estar lá no encontro e acabou o papo. Você vai fazer uma pesquisa, você não tem Google para você pesquisar, entendeu?
Então é uma coisa que você incorpora aí, você incorpora aí, tem que incorporar esse tipo de coisa.
Eu ia para casa da minha avó às vezes, brother, para fazer trabalho de escola, porque minha avó tinha coleção da Barça Barça toda, tá ligado?
Meus avós tinham, porra, era nas escolas, tinha vendedor de Barça.
E foi uma parada, e foi uma parada que ficou com os meus avós, mas foi uma cotização da família inteira, tá ligado? Não, vamos dar de presente a coleção Barça, porque meu avô adorava ler, meu pai adorava. E era um mobiliário da família, cara, pensando na criação, era um item de decoração, era decoração Total, era um item de decoração. Então você tem que ter esse contexto. Então o livro, ele no início, ele te ambienta nisso. Louco, até arrepiei.
O livro te ambienta nisso, cara. Eu fiquei lendo aquela parada, cara, deu uma quentinha no coração, sabe?
Eu gravei já na varanda, fiquei lá lendo lá.
Porra, foi maneiro demais, tipo, eu lembrar, cara.
Pô, eu lembrei do quadro das crianças que choram.
Nossa, velho, você tá louco.
Filho da puta, aquela época.
Aquilo é muito bom, ele conta o caso.
Ele conta o caso.
Em 85 você tem um pintor italiano, esqueci o nome dele aqui agora, que aí fala que o tabloide lá da Inglaterra mostra uma casa que pegou fogo e quase que os moradores morrem. E a única coisa que não pegou fogo na casa foi o quadro da criança. Ele pinta 27 quadros e se alega na conspiração, na lenda urbana, de que ele fez um pacto pacto quase, é claro, né, óbvio, né, nunca é o pacto com o capeta de sucesso e fama. E aí dizem também os boatos, e aí ninguém tem nada gravado, nenhum registro de que ele numa, numa, num jornal local ele deu uma entrevista se arrependendo, mas ninguém tem gravado isso, falando, pedindo perdão para as pessoas.
E a parada é que tipo uma entidade, tipo uma entidade, não entidade corpórea, uma Uma corporação que não é copy, mas entenderam a realidade, né? Que meio que te ajuda, te dá uma ajuda nesses casos aqui.
Então assim, é o Men in Black?
Não, não é Men in Black. O que seria essa?
O que acontece, você vai fazer teu personagem. Não sei se é isso que ele tá falando.
Não, não, é aqui, ó.
Quer ver, ó?
São os arquivos lá, os arquivos que é tipo, os arquivos é tipo uma entidade, os arquivos da ANEP. É, exato.
Obrigado.
Você falou, né?
A Agência Nacional de Paranormalismo.
E é tipo uma entidade que te ajuda, tá ligado? Aqui, ó, por um acaso, ah não, é porque você tem, no caso, o quadro da criança que chora é uma creepypasta. E ele joga umas creepypastas no meio para te inspirar, para, acho que é para inspirar histórias, né? Mas você também tem a ANEP aí, que é uma agência, é, mas é aquilo, é comunidade informacional. Que é a comunidade informacional também. Você tem as informações aqui também de causas, de coisas.
E aí aqui por um acaso é o Máscaras de Chumbo, que é muito maneiro também, cara.
O livro ele te ambienta muito e ele te dá muita ferramenta para você trabalhar isso em mesa, do clima. Não é um jogo, ele é um jogo muito inspirado no Old Mas ele tem muita ferramenta narrativa.
Então, porque tem aspectos, mas a parada até que eu perguntar para vocês, que vocês leram livro e tal e vão mestrar e tudo, Cthulhu, por exemplo, para quem não conhece, para quem não leu os contos do Cthulhu e às vezes vai jogar e tal, talvez sinta algumas dificuldades em entender a vibe que a gente falou, por exemplo, ah, pô, teu personagem tá lá para, vai ficar maluco e eu vou morrer. Que que eu tô fazendo lá se eu tô lá para perder?
No Conspirações, que você vai estar lá tendo algum caso que vai ter algum nível de maluquice porque baseado em alguma teoria da conspiração, como é que o cara que vai jogar, ele pode ter o feeling de saber para onde o personagem dele vai, até onde tem que ir. Ou, por exemplo, no Arquivo X, o Scully e o Mulder, eles investigavam as paradas, eles iam atrás.
Quer falar?
Não, então eu queria uma coisa, uma coisa que eu queria falar, que eu ia falar antes de você fazer essa pergunta, e que dá para emendar para quem mais você pode falar, que a segunda coisa que eu me apaixonei foi a construção dos personagens. Como você faz a construção dos personagens é uma forma muito maneira, é incrível. Você é, você pode ser literalmente qualquer coisa coisa. Pode ser literalmente qualquer coisa. Ah, você quer ser um padeiro, um sorveteiro?
Legal.
Você quer ser um sorveteiro que é, que é assolado por pessoas na meia-noite, assombrado por pessoas na madrugada? Você pode ser um sorveteiro. Então assim, é, isso me encantou muito, a forma da construção e a forma de como numa campanha o teu personagem pode Isso é muito legal. Eu acho que tem a ver com a tua pergunta. Eu vou deixar o Márcio falar, porque o Márcio tá mais fresquinho, que ele leu há pouco tempo, ainda gravou conteúdo.
Eu li já tem um tempinho, eu não lembro, eu não lembro exatamente de tudo ainda. Eu vou deixar o Márcio.
Você tem 3 arquétipos: você vai montar um agente, ou um conspiracionista, ou um incauto. Cara, é difícil dizer qual desses 3 seria mais divertido assim, porque o agente ele é focado na agência. Quando você vai criar o teu agente, você vai também definir que agência que agência. Aí vai vir algumas perguntinhas: qual o tamanho dela?
Não, você pode usar a Bin, você pode dizer que você trabalha para mim, pode criar. Mas eu acho mais maneiro você criar tua agência.
Em que que ela investiga? Ah, eu investigo criptozoologia, investigo ufologia, investigo tudo que é paranormal, sei lá, investigo a Alura do Banheiro, a lenda urbana toda. Você vai criar lá, criou. Você tem o conspiracionista, que é o cara, o Mel Gibson em Teoria da Conspiração. É aquele cara que tá dentro de casa fazendo as conexões, botando a garrafa de cerveja em cima da maçaneta, que se virar cair ele sabe que alguém tá tentando entrar.
É esse cara, é o conspiracionista. E você tem o incauto, que é a tua mãe, tá ali vivendo a vida normal, completamente comum, e cai de paraquedas. E aí o livro fala: deixa o caos acontecer. E aí o que acontece? Você vai ter o caso. As aventuras no Conspirações são chamadas de caso.
Caso.
Eu vou ter um caso do Edifício Joelma, você tem a carta, você tem vários casos aí que você vai colocando na tua aventura. E aí, meu amigo, o céu é o limite. Você, por exemplo, eu dei um exemplo de uma aventura no vídeo que eu fiz, que é, que foi uma ideia inicial, que não vou escrever livro disso, mas me deu vontade de escrever na hora que eu tava um dia num hotel assim, num hotel fazenda. Eu falei, cara, se de repente dessem uma notícia de que o acesso aqui à serra tá bloqueado e não desbloqueia nunca.
Só vai ficando, vai ficando, vai ficando. No começo, os clientes do hotel, os hóspedes, vão começar a continuar tratando todo mundo como empregado, como funcionário, vão exigir explicações. Mas com o tempo, os funcionários são tão sobreviventes, tão na merda quanto eles. Daqui a pouco a sociedade começa a ruir ali dentro, começa o pessoal tratando que nem tribo. Dá para você jogar em conspirações, entendeu? Aí eu dei a ideia, por que não você colocar ali no meio gente anotando tudo?
É grande, é um grande teste psicológico para saber que existe uma corporação. Exatamente, isso é conspiração, tudo cabe. Você pode jogar MIB, você quer jogar uma coisa mais, você pode jogar um MIBzão. Eu dei a ideia de um Aventureiro do Bairro do que você é um incauto motorista de ônibus que entra numa rua errada na freguesia Jacarepaguá. E aí você entra num bairro que não tava antes, e aí todo mundo do ônibus é outros jogadores. Eu dei essa ideia também. Então assim, dá para você jogar essas paradas, saca?
Sensacional.
E é acessível porque você tá— ninguém precisa decorar um lore gigante do Cthulhu.
São coisas e lendas que você pode colocar da gente, do teu dia a dia.
E as limitações, as limitações tecnológicas tecnológicas, elas eu acho que de forma alguma atrapalhariam a narrativa. Porque pensando, por exemplo, sei lá, meu filho que tem 15 anos jogar essa parada, talvez ele, ah, eu pego meu celular, não há problema. Ele fala, eu pego meu celular, cara, lembra que nessa época não tem celular. É. E aí como é que eu falo com alguém então? Ou você tem um pager, caraca, ou você tem uma ficha, é, ou você tem uma ficha de orelhão. E talvez seja maneiro ligar na casa.
Tem que possuir uma casa.
E eu acho até legal, eu acho que pode até tipo criar um imaginário novo, sabe, lúdico, para molecada. Moleque, caraca, tô na idade das, da idade da pedra. Então eu acho que, eu acho que tem potencial para um adolescente mais interessado, sabe, de ensinar história, cara.
É verdade, para ter uma ideia de como é que era alugar um panorama no Brasil.
Eu tenho dinheiro. Não, meu camarada, você tá na época do Collor, a tua poupança foi confiscada, você é um fodido agora.
Esse jogo, cara, é um serviço de utilidade pública.
É, mas é mesmo, é mesmo, entendeu?
Era muito bom.
Eu só tenho, eu vou falar, eu vou falar, eu não falei isso para o Diego ainda, vou falar com ele. Eu tava falando com o Márcio aqui, eu só tenho uma parada que assim, achei ele mão pesada.
É muito desafiador.
É o desafio, desafio para mim.
Para mim, vai ter gente que vai estar assistindo aqui, vai falar, oba!
É, vai ter gente que vai gostar, porque tem gente que não gosta de coisa muito épica. E, cara, eu, para mim, ele tá no ponto.
É, então, mas eu quis conversar com ele porque eu sei qual é, eu aprendi de conversar com ele que ele curte. E assim, quando eu falo que é uma coisa, não é um soulslike, não tá longe disso, mas depende do grupo.
Tu joga com uma galera que tá acostumado, tipo, meio que deu a ideiazão que ele resolve tudo.
Porque a ideia, ele fala isso quando começa a falar das regras, ele fala: as boas ideias precedem a regra. Não vai ser o teu personagem que vai salvar o dia, vai ser você. Você tem que ter boas ideias para poder resolver. Tu não vai sair surfando o 766, nessa guerra que eu tive lá, lutando com um bichão sinistro lá, com, com, com, com Lopin, sabe como é que é o Lopin da franquia Zíbia? Tu não vai ter o Lopin da franquia Zíbia lutando com ele, não vai vai ter isso, entendeu?
Você tá ali na merda, cara, você vai ter que resolver as coisas ali da melhor forma possível.
Isso é do caralho, cara, é muito bom não ter a necessidade de ter teste para tudo, porque as boas ideias elas sobrepõem testes. Isso é do caralho. Eu até queria entender um pouco mais com grupo que não tem boas ideias, porque é, não, então aí calma, aí onde eu vou chegar, é onde eu vou chegar, porque tem uma essa puxada que eles ficam vendendo do oil Oil Fantasy, que eu ainda quero entender o que que é o Oil Fantasy de verdade.
Um dia eu vou parar o Balbi na rua, mas você vai precisar parar o Balbi aqui para falar de Oil Fantasy. Você tem que ter os próximos 2 dias aí, vai dar aula.
Mas então eu tenho, quando eu falo que eu achei ele pesado, é justamente por conta disso, porque ele não é um RPG. Também foi um debatinho em off que a gente teve. Ele não é um RPG que você precisa saber jogar RPG para jogar ele, tá? O Márcio me convenceu disso e eu comprei a ideia muito bem, entendi. Ele tá certo nessa análise, ele não é de fato. Mas ele é um RPG que se você tem pessoas pouco criativas, se a tua party é só de pessoas, se é só de pessoas, vamos chamar de travadas então, se você, se a tua party, eu acho que a vibe USR ela Nisso ela não consegue render.
Tem só pessoas muito travadas, pessoas que não desenvolvem, é porque são muito jogadores mais passivos. E tá ok você ser um jogador passivo, isso não é uma crítica, sim, mas uma party que só tem jogadores assim, tu quer jogar com a tua galera do board game, teu grupo é de board game, tu quer inserir um RPGzinho, às vezes aquela pessoa tenta e nem dá uma travada porque ela pensa na mecânica antes, ela pensa que vai vir uma cartinha que vai ajudar ela para dizer o que que ela tem que fazer.
Jogo de DNA ou de school, ele tende a ser mais prejudicial quando você tá com uma mesa mista, tá? Porque aí a galera que é mais experiente tende a botar no bolso do cara, a eclipsar. Se o mestre tá diante de jogadores que todos eles estão no evento, isso acontece muito em evento, a galera tá assim, não tem noção.
O que você vai fazer?
O que que eu faço? Mas tá todo mundo assim, o mestre já vai se ajustando. Legal. Agora, se você tem uma mesa mista, o mestre ele vai tender focar aqui, ó, porque os cara aqui sabe, entendeu? Tem que ter muito tato para poder nivelar, ele vai ter que ter muito tato.
Mas eu não sou esse tipo, eu tento sempre, e eu imagino que você também faça isso. E assim, eu já joguei com mestre que é assim como você tá falando, mas é, mas eu não sei se é sorte, e graças a Deus passei por isso concurso e me ensinou também a ser um mestre melhor. Eu passei por muitos mestres, tipo assim, quando via que tinha— eu tenho, eu tenho uma tendência a ser alfa player infernal. Sim, porque tipo, eu não— a merda do podcast que eu não posso parar de falar o tempo nenhum, tipo assim, se tem um silêncio na mesa, sou eu que quebro o silêncio sempre.
Ou seja, eu acabo me tornando um alfa, porque às vezes a pessoa tem um timing para pensar. É verdade, às vezes a pessoa tem um time para pensar, só que aquele silêncio silêncio me incomoda, entendi, da cria do, do, não pode haver silêncio, sabe? Tipo, tem que fazer o jump cut o tempo todo na vida, sabe? Então eu tendo a ser, e eu vejo, por exemplo, Ximu me conhece muito bem, joga junto há anos, Ximu me conhece muito bem. Quando o Ximu tá ministrando para mim, por exemplo, ele, quando ele sabe que eu vou me pronunciar, ele já puxa para outra pessoa, fulano, ele já puxa.
Isso só vai com conhecimento e com tempo, sacou?
Estimula, entendeu?
É, não, a gente já conhece também.
Então é, mas aí que tá, se você tem uma mesa que a galera já é mediana, mestre mediano, ou já é novato também, mas já tem um pouquinho mais de experiência, afinal de contas você tá mestrando, e tem uma outra galera que é um pouco mais desenvolta, não precisa nem ser experiente de RPG, não, não, tem dois travados, um travado, a minoria travada, cara, a tendência é que pela falta de experiência dos caras, que mesmo desenrolado eles não têm experiência, é engolir esse cara que além de não ter experiência é travado.
Mas aí, ó, eu vou vender agora o Conspirações muito bem para esse tipo de gente aqui que você tá— desculpa, não falei, parecia que eu tava depreciando, né? Mas esse tipo de gente que você tá citando aqui, ele tem na parte final do livro, meu irmão, um tutorial rápido. Não é um tutorial chato, um tutorial rápido e direto de como mestrar, como jogar. Ou seja, meus camaradas, de campanha. Você está querendo um RPG com uma temática que você ama, fácil de jogar, onde você pode ser qualquer coisa.
Você não precisa ser um guerreiro elfo da floresta, você não precisa ser um bardo sei lá o quê, sei lá o quê. Não, você pode ser qualquer coisa, qualquer coisa.
Eu fiz um personagem no vídeo que ele era um militar, só que o aspecto dele, que às vezes a gente pode cair no na cilada de os aspectos tem que ser tudo igual com ocupação, porque existe os 3 elementos no Conspirações, que é ocupação, aspecto e especialidade. Aí eu botei lá militar, aspecto nas horas vagas é mecânico de automóveis.
Entendi.
Isso aí, na hora de tu fazer teus testes, você já ganha um dadinho de— vamos supor, fazer um— vou fazer uma ligação direta. Ligação direta não é um dado humano, não é uma coisa corriqueira, então você não ganha o dado humano. Dado humano é para uma coisa bem humana, bem corriqueira. Pô, mas a minha ocupação também não é militar, mas o aspecto dele é mexer com carro, já ganhou dado. Aí se a especialidade dele, se eu tô falando ligação direta num caminhão, a especialidade dele é com especialidade em caminhões, com especialidade ganha mais um dado, entendeu como é que é?
Aí vou montando meu pool de dados. Nesse caso da ligação direta seria um dado de risco, não seria o desafio, não fica tão difícil. Então você, ah, vou botar também um dado de paranoia então, Aí você vai botar mais um dado. Ou seja, vou ter que ter 3 números na hora de rolar meu dado único, que é 4, 5 e 6. É isso, é isso.
Eu ainda, os camaradas, eu vou falar, tô falando com a lente da verdade ali. Você que se interessou no início, depois a gente deu uma achochada, agora a gente tá trazendo você de volta. Lê a parte final do livro, você vai poder ensinar os seus jogadores e você vai se ensinar a mestrar conspirações. Cara, eu tô muito feliz com essa parada. Obrigado, tô muito feliz de ter.
Melhor encerramento para esse podcast, não pudeu, impossível. É esse, vamos fechar com esse. 3D, para a gente fechar de vez, onde é que a galera te encontra?
Então, eu deletei todos, deletei não, né?
Eu, eu, agora você é o Real.
É, agora, meu irmão, agora eu sou Afonso 3D underline Real, porque Afonso 3D só eu realmente pausei. Eu não estou usando mais minhas redes antigas, era Cruzado, porque eu tô fazendo Era Cruzado novo. Eu tô fazendo um experimento social agora porque eu tava com shadowban bizarro, e aí eu quero ver se as minhas novas redes sociais eu vou conseguir atingir números parecidos com o que eu tinha com as anteriores. Então é @afonso3d_real.
E também sigo o Bunker X no YouTube, no Spotify, Instagram. É isso aí, meu canal com Afonso Solano sobre conspirações, birutices, Illuminati, ETs, mortes misteriosas, afins.
Show!
E para você que tá assistindo, deixa aqui no comentário se você já usou alguma teoria de conspiração na sua mesa, se você já tem conspirações ou não tem. E se você não tem, pega com o nosso cupom de desconto e aproveita, dá aquele like maroto, porque é importantíssimo demais para gente o seu comentário, o seu like. É isso, valeu 3D, valeu Márcio, forte abraço, valeu, larga o like!
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