Viver de RPG: A Rotina de Mestres Profissionais | Aventurando Podcast
Saudações, aventureiros! 🎲No episódio de hoje do Aventurando Podcast, Rafael Amon recebe Carlos Ximu e DM Fernando, dois mestres que transformaram o hobby em profissão — vivendo integralmente de mesas comissionadas de RPG!Nesse papo inspirador, exploramos:🧠 Como é ser um mestre profissional: a rotina, desafios e alegrias de conduzir várias mesas por semana.📅 Organização e preparo: como gerenciar histórias, jogadores e horários sem perder o ritmo (ou a sanidade!).💰 Quanto cobrar? discutimos valores, precificação e o reconhecimento do trabalho do mestre.⚔️ Sessão Zero e relacionamento com os jogadores: dicas práticas para manter campanhas saudáveis e experiências inesquecíveis.Se você já pensou em viver de RPG ou quer entender como é a vida de quem faz isso acontecer, esse episódio é pra você!✨ Conta pra gente nos comentários: você pagaria (ou já pagou) pra jogar uma campanha com um mestre profissional?
Rafael Amon
Carlos Ximu
DM Fernando
- Dicas para Mestres Iniciantes· EducacaoComeçar com mesas gratuitas·Estudar aventuras e cenários·Criar identidade online·Transparência e comprometimento·Não ter medo de começar
- Mestres de RPG Profissionais· EntretenimentoRotina de mestres·Desafios e alegrias·Organização e preparo·Precificação e valores·Sessão Zero
- Precificação e Valor do Trabalho· NegociosValor do tempo do mestre·Custo de vida do mestre·Comparativo com CLT·Pesquisa de mercado
- Ferramentas e Plataformas Online· TecnologiaFoundry VTT·Inteligência Artificial para logs·Resistência ao jogo online·Vantagens do jogo online
- Mercado de RPG Organizado· EntretenimentoHistória do jogo organizado·Modelos internacionais·D&D Celebration·Adventure League
- Paixão e Dedicação ao RPG· EntretenimentoMistura de hobby e trabalho·Superação de barreiras familiares·Carregar equipamentos antigos·Importância do comprometimento
Saudações, pessoa que tem uma mesa comissionada! Eu sou Rafael Mosco, recebendo como convidados Ximu e Mestre Fernando.
Sejam bem-vindos! Finalmente, finalmente, hein?
Eu só te assisti.
É isso, mas aí uma hora a gente consegue se reunir, pô.
Pois é, né?
O cosmo.
Achei que ia quebrar esse lance dos cariocas só se verem em evento, né?
É verdade.
Você já tá por aqui.
É verdade, eu conheci o Rafael no evento, a gente falou 2013, Dungeon Carioca.
Acho que o Muzera chegou ainda no Dungeon Carioca também aqui.
Eu tava na época mestrando, e que Brasil para New Order.
Aí New Order chegava com aquele manto, né, aquela peluda, botava ali. Era muito bom, pô, aquilo é sensacional.
Muito bom.
E a galera que tá assistindo, vendo vocês dois aqui, tem um Ter uma ideia de tema, porque assim, vocês dois aqui no Rio são referências de caras que hoje já trampam full RPG, seja mesa comissionada diretamente pra jogador, mesa comissionada com RPG envolvido com editora. Vocês são dois caras que a gente no Rio tem certeza que fala, meu irmão, se tu pensar em alguém que trabalha full RPG são esses dois. E aí esse é o intuito da nossa conversa hoje.
Bacana, bacana. Vamos revelar os segredos.
E os segredos?
Nenhum.
Dedicação.
As lendas, lendas sobre, né, polêmica.
Tem polêmica, tem muita coisa. Antes da gente entrar no papo, eu tenho que falar aqui hoje da New Order Editora, que, pô, Timur já fez coisa com a New Order, Fernanda há muito tempo, eu também, e que tá trazendo, tá entregando um dos meus RPGs favoritos de todos os tempos, que é o Numenera 2 com Descoberta e Destino.
Eu já tenho o meu, é, então, que vem no case muito bonito.
Aquele case é bonito demais, né? É bonito demais. E é lançamento que você inclusive pode usar o cupom PNP20% para pegar melhor ainda com cupom de desconto. Fica bem barato, fica coisa linda. Também fica lindo com 20% de desconto o breu da luz negra também, que é o nosso OSRBR misturado com as regrinhas da competição. Coisa linda!
Também tem o meu dedicado, aquele que a gente são raiz, é raizaça, aquele que você tá sangrando e não sabe para onde vai.
Também tem o meu autografado, Bacinelo.
Eu também, Bacinelo e Rafão.
E Rafão e Estefano também, até fiz o Estefano assinar.
Pô, tava em São Paulo, o Estefano não assinou o meu, cara. É aquela correria de DOF vai para um lado, vai para o outro. Esqueci de pedir para o Stefano assinar o meu, mas vou corrigir isso a próxima vez que tiver.
Mas é que fica mais lindo ainda vocês terem isso tudo e chamar a gente para jogar.
É verdade, é verdade mesmo.
A gente, hashtag vaga sempre, né, cara?
Mas agora, cara, como é que vocês conseguem arrumar tempo? Que tanto de trampo de RPG que vocês têm de mesa, cara.
Dorme menos, come menos. Uma parada, se cuida menos, pô.
Então, porque a primeira parada que eu acho para a gente começar o nosso papo é pensar em mesa remunerada. Muita gente já pensou em fazer porque o cara tinha um grupo que não tava tanto dedicado, e aí alguém vem, pô, tem um grupo que precisa de mestre, quer fazer uma mesinha com a gente remunerada e tal, a gente paga você. Antigamente o mestre remunerado ele era o cara que era tipo O juiz da partida da pelada, né? Ninguém quer ser juiz. Aí o cara dá um trocadinho pro cara. Ou goleiro da pelada.
Goleiro, eu ia falar do goleiro.
O goleiro direto.
O goleiro direto.
É, é.
E aí o mestre foi um pouco disso, mas eu acho que... Ou churrasqueiro. O churrasqueiro, num churrasco. Mas ninguém no passadão pensaria, meu irmão, meu full trampo vai ser conduzindo mesa de RPG. Essa porra não existia, tipo, 15, 20 anos atrás. Isso era meio que impensável. Era um mercado que não existia, por exemplo. Hoje em dia já dá para dizer, obviamente a gente aqui, né, um reflexo tardio lá de fora, que isso lá fora acho que há uns 10 anos até já tinha gente que trampava só com isso.
Eu pesquisei na época quando eu comecei, mas aqui é novidade. Jogo organizado, jogo organizado já tinha muito tempo, já tinha, já se não me engano, o Rolyplays, né, que foi praticamente o início de tudo, eu acredito.
Tinha outros menstruando, mas Rolyplays era praticamente um grupo de DM do COBE, da galera de São Paulo. Eles faziam evento para empresas, eles contratavam os melhores.
Lá fora tem muito tempo, o jogo organizado de D&D vem desde o 3.0, né? Você com ID e tudo.
Eu tinha aí no antigo D&D também, na década de 90. Eu lia revista na época da Dragon Magazine, via historinha da RPG, eu ficava, é Heavy Buffs, você mandava por carta, você mandava por recado, play by mail, né?
Caramba, é, você tava na revista, mandava mandava, eles mandavam uma carteirinha, você jogava a aventura e dava respostas sobre aventura por via carta.
Caraca!
E você escrevia como mestre assim, cortava da revista, aquela pontilhadinha com a tesoura, você preenchia.
Tinha carteirinha de mestre profissional nos eventos, você, você, né?
Na 5ª edição ainda teve essa carteirinha ainda, que era junto com o médico, né?
Agora, agora é virtual, né?
Agora eu tenho a minha até hoje, era bonitinha. Tem até um certo, algum vermelho, né?
Porque como eu participei do DD Celebration, todos os eventos, né, de muitas temporadas lá para fora, tinha que ter, porque era pelo ID que ele identificava. Porque as pessoas podiam jogar com qualquer mestre, com seu personagem dentro dali.
Ele podia levar o personagem para outras mesas.
Aí ele tinha, como ele comprovava? Com ID. Daquele mestre. Aí qualquer mestre podia checar esse ID. Não, ele realmente ganhou a espada +1, ele realmente ganhou o item.
É que quando acabava a aventura, o mestre submetia a ficha da sessão, né, dizendo o ID de quem jogou, o que que tinha acontecido, fazia o relatório, e a pessoa pegava o ID do mestre, entendeu?
Ah, ele tava lá.
Pô, vou te falar, eu acho que isso é uma parada que no nosso mercado aqui eu sinto falta de alguma editora brasileira pegar para fazer esse trampo. Do cara. É assim, eu sei que é difícil, porque para o Wiza é mais fácil, porque ela era primeiro que uma empresa enorme e ela tinha a IP que era Didi, que ela tinha que desenvolver só aquela IP dela, né?
Herdou muita coisa, né? Mas já tinha algumas coisas sementadas.
Mas a gente aqui, por exemplo, se a gente pensar no modelo da New Order, as nossas editoras, a grande maioria, acho que a New Order acho que é o maior exemplo que a gente tem nesse formato.
A Sociedade Pathfinder.
Então, mas ela tem muita IP, tem NPCs também, né, que é os mestres oficiais de Warhammer, inclusive. É, tem esse lance, sempre estão nos eventos para mover.
Então, mas não tem esse lance de submeter a ficha do jogo, continuidade. O cara, pô, eu joguei, esse meu personagem tava na mesa do Ximu nessa aventura da Sociedade Pathfinder, eu quero usar ele para na mesa que tiver o Fernando. E sabe qual, eu achei isso muito maneiro, isso eu achei muito maneiro.
Poxa, tinha uma, eu não sei se vai desvirtuar muito, né, do papo, mas tem uns jogos organizados que, pô, era muito legal, cara. Tem um antecipou da Rime of the Frostmaiden em que tinha um evento da truta cabeçuda, era que esse é um peixe que é típico lá de pesca, e o evento era de pesca e tal, só que são invadidos por um mar gigante do gelo lá e várias paradas, e a mesa, você tinha que enfrentar os minions, aí depois para chegar na giganta.
Caraca, então você tinha, aí você pulava de mesa, o seu personagem pulava de mesa, você conseguiu, aí você vai para mesa tal, aí o cara levantava mesa tal, aí às vezes a giganta dava uma pancada no cara, entendeu? Ele voava, jogava para outro grupo, jogar para outra mesa, tava em combate aqui no campo, jogar para outra mesa. No, no, aquele também do, da Tiamat, o Rise of Tiamat, o World of Dragon Queen, do Element Evil, não, não, não, não, é do Que é o primeiro livro, que é a Horde of Dragon Queens, que tem o dragão azul atacando Greenest.
Então o dragão é representado, né, por bandeira no jogo organizado, e ele baforada. Aí o cara apitava, aí ele falava mesa tal, mesa tal, mesa tal, mesa tal, você entrou, você entrou de destreza. Que o dragão passava embaixo.
É, as épocas, né?
Aí tem Aquela mesa tem um mestre, aí tem um mestre geral que ele coordena as ideias. Aí quando uma mesa termina, aquele mestre tem que avisar ao coordenador que aconteceu isso, aquilo. Por exemplo, eu tô narrando a aventura Os Sonhos do Mago Vermelho de Thay, que é da Advento League. Então ali eu tô usando essas aventuras. Eu tô usando uma épica que é um ataque dos Magos Vermelhos à cidade de Mithrandar, que é a cidade dos elfos marinhos.
No Mar da Estrela Cadente. Eu gosto de ter remos, eu sou fã. O que acontece? A cidade é aquelas... arquitetura grega, né? Rumo grego. E praticamente cidade subaquática. Então, a aventura tem 24 mini quests. Cada uma é pra um grupo.
Mas eu tô jogando com um grupo único, o grupo fazendo tudo.
Então a gente dividiu tudo pra um grupo só fazer todas as quests. E tá sendo maravilhoso. Eu fico imaginando isso com 10 mesas.
Essa da truta eu fui... Essa da truta eu cheguei a fazer, cheguei a participar. Como mestre, mas a gente fez online por causa da pandemia. Então eles pulavam de canal do Discord. Então esse negócio de pancada, pulava do canal do Discord. Maneiro! Aí daqui a pouco eu tava recebendo gente, daqui a pouco eu tava recebendo gente.
Pipocava no Discord. Não, recebi uma pancada, vim pra cá.
Maneiro!
E aí aproveitando que você falou, antes da gente entrar e falar de mestres profissionais, trabalhadores de RPG, eu tenho que falar da RPG com Nozes, que tem o By This Word, Um RPG bonitinho, pequenininho, aquele bacana para tu jogar aquela fantasia classicona, bem diagramada. Também com o nosso cupom de 20% de desconto. Vai lá no site da RPG com nós, tem coisa bacana para sair para o By This World, tem coisa nova que já saiu. Dá para você montar um pacotão legal de By This World, usar o nosso cupom de desconto e ainda ter um precinho mega camarada nesse jogaço.
Verdade.
Ximuzera e Fernando, vamos lá, vamos entrar no Pra Valer.
Agora de pé.
Primeira coisa que a galera que vem falar com a gente é, meu irmão, não sei como Ximu e Fernando conseguem mestrar tantas mesas de RPG ao mesmo tempo. Se eu tiver que mestrar duas mesas na semana, a galera que fala vai dar burnout, vai esgotar, não tem como fazer. E hoje, por exemplo, quantas mesas cada um tá mestrando no Pra Valer? A Vera, comissionado, ou também as mesas que pode ser tudo, pode juntar tudo, é o conjunto total.
Não, comissionado eu tenho 8, cara, coisa linda, hein? Comissionado eu tenho 8, né? E tem 2 flutuantes aí de próprios amigos, né?
Mas é tudo mesmo sistema?
Não, cara, assim, na maioria das vezes da ideia, porque o pessoal pede, eu dou um leque, eu dou um leque geral. Sabe, eu ofereço muitas opções. Eu ofereço até assim as opções de quem tá jogando D&D. Ó, você tá jogando D&D? A gente para essa temporada 1 e joga uma mini temporada de outra para você conhecer outra coisa. Depois volta para o D&D para ter aquela temporada, sabe? Tem um até a mesa que tá topando aí jogar um Marvel, jogar super-heróis.
Então começou o nosso grupo de presencial, começou a jogar. Eu que falei para o Lustrosa do Marvel Multiverso, né? É muito gostosinho. Então É, são 8, mas na maioria D&D, cara.
E tu, Fernando, como é que tá? É o D&D, né?
Atualmente eu tô com 9 mesas por semana, varia de 3 a 7 jogadores. Até te mostrei, né? E tem uma que vai— essas mesas são semanalmente, mas tem uma que vai iniciar amanhã que ela vai ser uma vez por mês. Então eu tô com 9 mesas e uma que vai ser uma vez por mês. Eu já cheguei a ter 14 mesas por semana, confesso. Mas eu percebi que não dava. Aí eu percebi que eu consigo mestrar tranquilamente até umas 10 mesas, tranquilo. Então eu fico evitando de 8 a 10 mesas por semana, mas mesmo assim são sempre semanais.
E como é que rola esse lance de preparação? Porque, por exemplo, o mundo ideal, o universo ideal de você, se você fosse mestrar 10 mesas, é que fossem o mesmo sistema, a mesma aventura e no mesmo período de tempo, começando junto. E não é isso que acontece.
Para mim não é ideal. É, eu me perderia. Eu já narrei 2 mesas de Baldur's Gate, de Seda Avernus, que eu me perdia porque eu não sabia se esse grupo— porque mesmo que eu anotava tudo, ficava na memória eventos do outro grupo e me contaminava. Aí eu tinha que fazer muito exercício mental para não confundir as coisas e anotar essencial. Então, como eu gosto de narrar várias aventuras diferentes, porque cada dia é diferente, como eu narro normalmente à noite, então pega a parte da tarde para eu me dedicar ao projeto.
Então quando o jogo vai acontecer 8 horas, eu já tô já umas 3 horas antes sentado mexendo naquela história, vendo o mapa. Então eu vou entrando na imersão naquele cenário, vendo o mapa, vendo inimigo, vendo um token que tá com problema, um módulo dando conflito, né, e coisas do tipo. Então se for mesmo aventura, eu até perco às vezes o gosto, sério. Tem que ser coisa diferente.
Como você, como é que funciona?
É, eu trabalhei 25 anos com, com, em área comercial, né, cara? Então você já começa a aplicar processos, fluxos e tal. Então eu desenvolvi um template para mim de como fazer as coisas, como fazer tanto a preparação no Foundry, né, no VTT, até o desenvolvimento e tal. Então isso me ajuda, me norteia, porque, ah, onde estão? Então aqui, então foi aqui para embaixo. Ah, vocês estão aqui? Não estão aqui? Não tem esse clique aqui? Então volta.
Então estou em outro lugar. Então tô aqui. Beleza, então aqui, entendeu? Então eu já, eu desenvolvo um template encaixado para cada campanha e eu faço um log, entendeu? E o log fica armazenado numa inteligência, uma inteligência artificial. Eu faço o log, né? Eu conto a história para ele do que aconteceu, eu faço um resumo para mim para eu montar, ela faz um resumo, e aí eu jogo para dentro esse log para dentro do Foundry. E aí eu tenho, eu alimento esse fluxograma com log para saber onde as pessoas estão.
Vou te dar uma dica bacana que eu tô usando há uma semana, não, há um mês que eu aprendi isso. Tem uma IA que você coloca no Meet que tudo que é falado em reunião ela escreve e faz resumo automaticamente. E eu tô começando a fazer isso para eu ter registro das sessões sem eu ter que ficar lembrando, tá ali já. Então é a mesma coisa que você faz, só que ao invés de você alimentar, o próprio Meet Eu coloquei há um mês, foi até um jogador, cara, é por isso que é bom testar vários jogadores diferentes, né?
Você ganha XP. Ele foi, me indicou, coloquei outra coisa, mas isso aí que ele faz é muito bom.
Aí eu faço esse log, aí eu jogo para inteligência artificial, ela bota dentro do template que eu quero, ela faz o trabalho escrito e eu pego o trabalho escrito dela e jogo para dentro do Foundry como o resumo. Aí eu sempre vou saber onde é que tá de acordo com esse fluxo. Aí tem um fluxo para Avernus, tem um fluxo para Strahd, tem um fluxo para Dragonlance. Né, tem um fluxo para Vecna, entendeu? Tem fluxo para Kingmaker, né, que eu tô com uma mesa de Kingmaker.
O Kingmaker é sensacional, né? Eu tenho vontade um dia de jogar uma Kingmaker no ao vivo.
Eu tive que fazer, eu tive que fazer módulos pessoais para fazer o gerenciamento de reinos, porque tem a parte que vira batalha meio campal, né?
Um reino contra o outro, gerenciamento da vida, né?
Parece, né? É uma questão de gerenciamento de recursos do reino deles, né? Chega uma hora que eles têm que administrar mesmo ali essa área, né? Além de jogar como personagem, tem que administrar.
Não, beleza, mas aí vocês chegam em dizer como é que vocês estudam, tem tantos temas, né? Como vocês resumem de uma sessão para outra. Mas, cara, pensando na galera que trabalha, sei lá, num horário comercial de 9 às 6, O cara vai ter aquelas 8 horas de trabalho por dia. Se a gente for pensar que você vai ter uma sessão de jogo, ela é igual mais ou menos para mim, né, pensando assim como professor. O trabalho do professor não é só quando ele tá dentro da sala de aula ministrando para os alunos, ele tem todo o trabalho antes de preparação da aula, de estudo do material para o que ele vai falar.
E no mestre de RPG tem essa parte também que é tipo, é o É o iceberg embaixo da água. Então, como é que vocês veem esse, organizam o tempo de vocês pensando um grupo de jogo que vai ter, sei lá, uma sessão por semana? E como é que vocês dividem esse tempo? Ó, tantas horas é a sessão de jogo em si, tanto tempo eu uso para preparar a sessão antes. É um padrãozinho que vocês seguem? É no flow, dependendo de cada grupo, de cada aventura?
Como é funciona? Depende realmente de cada grupo. Eu costumo sempre, eu sempre faço, não interessa que tipo de aventura seja, fazer a sessão zero. Tudo bem, para, é bom para eles, é bom para mim, tá? Porque você sente os jogadores, você vê a perspectiva que eles vão ter da aventura. Não interessa se é uma aventura pronta oficial ou se é a sua autoral, entendeu? Então você faz aquela sessão zero E ali já faz uma parte de world building e também de quebra de gelo.
E se puder encaixar um pouquinho de mapa de relacionamento, você já mapeia tudo que você precisa para você preparar aventura, em que tom ela vai ter, tá? Contato social também, entendeu? Ah, tem algum problema, alguma fobia, algum papo que não vai bem? Ó, por mim Isso aqui já não entra, então não precisa se preocupar com isso. Alguém tem uma fobia, alguém tem um papo, alguém tem um gatilho com alguma coisa, vamos lá, não querem falar aqui, fala comigo no particular.
Isso tudo na sessão zero, tá? Aí você sente, dependendo do que você sente, você escreve, você já estabelece o perfil daquele grupo. Você tendo perfil daquele grupo, você sabe como você vai condicionar a aventura. Porque assim, desculpa, Luiza, desculpa, Rádio, mas eu mudo muito as suas aventuras, né? De estrada, todas elas eu mudo bastante. Gosto da maioria delas, mas eu mudo. Então é até para perspectiva dos próprios jogadores, entendeu?
Dele de não fazer a vontade deles, mas eles experimentarem aquilo para que eles estão, né, ali dispostos a viver, né? E assim, aí existem dois tipos de preparações. Tá, de preparação. Uma é escrita, tá, que aí você pode usar a ferramenta que você quiser, né, de organização e tal, fórum, aqueles, tem também aquele site de word building que você vai fazendo, né, entradas e tudo mais, né. Eu faço na munheca porque eu sou das antigas.
E então eu faço isso primeiro e depois tem uma outra etapa que é uma etapa que demora mais. Que é botar isso dentro do Foundry.
É, cara, mexer no Foundry já é um, leva um tempinho assim esse prep.
Leva. Se eu tenho, se eu preparo 6 horas uma aventura, uma sessão de jogo, 4 delas é dentro do Foundry. Porque eu vou configurar o mapa, eu vou colocar efeito no mapa, eu vou configurar cada personagem, cada magia que ele faz tem um efeitozinho, e as pancadas têm efeito, os monstros também têm efeito. Pô, o cara vai ver o dragão, vai ver, vai ver o dragão soltar um sopro, mas que quer ver o breve, vai ter o som. E você configura todo o mapa, o mapa tem as paredes, você colocar as paredes nos mapas e tal, você configurar os sons.
Por exemplo, você botar um som na sala porque tá tendo um culto, num cântico, né, você fazer o rádio dela. Isso demora tempo, que a configuração e abraçar não é, não é, não é raciocínio, sabe, é braçal. Então É ir lá configurar, parará, parará, parará. Então isso acaba tomando tempo, sim.
O teu médio, como é que tá, Fernando?
Chega próximo, porque o que ele falou praticamente desenhou o dia a dia, né? Que você, por exemplo, um grupo veio, ele quer jogar Descida Avernus, né? Antes de qualquer coisa, conversa, porque um grupo de RPG é um relacionamento, não tem como, é uma relação. Então, um grupo do WhatsApp, já começa a conversar, marca a sessão zero, que é essencial sessão zero para que você possa apresentar não só a plataforma ou as regras, mas você conhecer as pessoas, conhecer as histórias dela.
Porque muitas coisas no RPG, o mais importante ali, na minha opinião, é você conhecer a pessoa, é você ver que a pessoa tem a sua mesma paixão, seu íntimo. Ah, quero jogar, por que descer da caverna? Normalmente a pessoa quer jogar aventura pronta. Isso é fato, é porque ela quer ter o prazer de ter concluído uma campanha oficial. Pô, imagina, eu terminei a Tirania dos Dragões, duas aventuras do 1 ao 15, tá até no currículo do jogador.
É verdade, eu tenho oficial, né?
Então oficial, não terminei o Curse of Strahd, eu terminei que seja Icewind Dale, não importa, a pessoa quer esse prazer. Mas aquela conversa, a sessão zero, ver ficha, possibilidade né, é recurso narrativo para que possa colocar aquele personagem dentro da própria história, para que as coisas possam acontecer, não sejam eles, não seja apenas um enfeite na história. A história não, uma aventura não é sobre a cidade ou sobre os NPCs ou sobre vilão, é sobre aqueles personagens e aqueles, aqueles eventos orbitando ao redor deles.
Para isso acontecer tem que ter uma confiança mútua entre jogador e mestre. Então, como ele falou, sessão zero essencial, você possa saber. Por exemplo, às vezes o jogador fala: não, eu joguei GURPS, eu joguei isso. Então, conforme os jogos que ele jogou, eu tenho uma noção de que tipo de estilo de jogo ele gostaria de ter.
E às vezes ele já jogou D&D, mas em mesa, mas nunca jogou no Foundry.
É, cara, ele é uma ferramenta que para algumas pessoas que o cara não tá acostumado a jogar online, por exemplo, Ele pode ser uma barreira.
Não é, porque aprende organicamente, cara. Como eu sempre falo, sou chato, RPG é paixão. Então a pessoa que quer jogar, quem quer fazer, tá em pé, ela vai querer jogar aquilo ali, ela vai querer aprender. Depois de 10 minutos, a pessoa vendo aquele cenário acontecer, aquela chuvinha caindo no mapa, aquele estoque, não, clica ali. Depois de 2 combates, já tá automático.
É porque o ser humano, ele tem uma certa resistência à mudança, né? Ele, tanto que a gente assim, ah não, não gosto de jogar online, só gosto de jogar presencial. Já jogou online? Não. Como é que você sabe que você não gosta?
Eu te contei isso, foi em off.
Como é que você sabe que você não gosta?
Especialmente a galera da nossa época que veio da mesa presencial, tem uma galera que não quer nem experimentar, né, o digital.
Eu já tô entrando na polêmica, né, já tô entrando na polêmica, né, dessa resistência a se jogar online, dessa resistência a se jogar. Eu acho que assim, muitas pessoas que reclamam, né, do RPG online é porque elas são pessoas assim, de certo ponto, privilegiadas, porque a maioria delas você vai ver que é do eixo São Paulo, Rio, tá? Agora, aquela pessoa do interior, do, é que ela não tem grupo para poder, ou às vezes o cara, pessoal, você jogar vampiro, o mestre, que o único mestre que eles têm só mestre vampiro, porque o cara gosta de vampiro para caramba, e o cara quer experimentar D&D, ou o cara quer experimentar super-herói.
Ou o que jogar, um Alien da vida RPG, o número da era.
Gosta para caramba de Alien, assistiu, viu a filmologia toda, que a gente tem um RPG de Alien, pô, vou jogar um Alien. Nada a ver, nada a ver. E aí ele fica sem. Aí como é que ele vai jogar? Online com o mestre, com o mestre de aluguel, entendeu?
Eu fui bem resistente a mesas online, confesso a vocês. Quando eu comecei, quando eu conheci mesas online lá em 2014 para 15, Eu fiz cara feia, falei, não, não dá. Que eu, imagina, eu mestrei RPG por 23 anos presencial, toda semana tava mestrando para 2, 3 grupos, e você entrar no online. Então o que que eu fiz? Eu comecei a mestrar no ouvinte, comecei a mestrar, fui no Facebook, montava 3 mesas por semana, fui mesmo. Isso foi em 2015, 16.
Aí aos poucos eu fui compreendendo que aquilo ali é diferente. Uma mesa presencial tem um estilo de jogo, a mesa online tem um jogo. Ambas têm suas vantagens, mas eu atualmente eu gosto muito de mesas online porque eu não preciso, fora a dinâmica e a logística para você chegar até o local para jogar, tem a parte de você conhecer pessoas do mundo todo. Eu tenho jogador que mora na França, jogador que até na Austrália jogou comigo.
Mas isso é parte de uma globalização, isso é parte da globalização. Por exemplo, eu trato hoje em dia, você pode ter mais avesso. Tava falando até com minha esposa, né? Eu tava falando assim, Claudinha, hoje em dia, pelas revistas que você lê, pelas coisas que você consome, você às vezes tem mais avesso, tá mais próxima de uma garota de Nova York, também classe média, do que a pessoa do outro bairro, entendeu? Que tenha ali, gosta de outras coisas.
Então tem essa parada que você falou, a internet consegue, como você tá falando, Assim, juntar, imagina, várias pessoas apaixonadas por RPG e distantes uma da outra. Um amigo seu viaja para França, que aconteceu comigo. Como vou jogar com esse cara que eu amo jogar com ele? Mesmo.
E essa galera que separa, e meu grupo, por exemplo, de moleque foi isso assim, como começou um a trabalhar e foi para faculdade e foi morar em outra cidade e tal, e a gente parou porque naquela época a opção era só a mesa presencial. Hoje em dia, com as ferramentas que a gente tem, tanto de comunicação online, né, de fazer videochamada, por exemplo, cara, isso era há 20 anos, era impensável.
Marketplace, hoje não precisa ficar correndo atrás desses, dessas xerox, né, às vezes mal escaneado. Hoje tem muito marketplace, você pode conseguir RPGs em PDF até dentro dos VTTs, marketplace dentro dos VTTs.
Eu que tenho o livro Jogador mostro. Eu tenho as aventuras, eu fiz as de um Foundry, coloco lá, entendeu?
E o lance do cara também, né, dessa galera que começou a trampar, aí tá longe e tal, as mesas comissionadas, a grande maioria das pessoas que eu já conversei que eram jogadores de mesas comissionadas, eles falam que um grande fator motivador era o comprometimento da galera, a galera que tá na mesa comissionada, irmão, é a galera que tá ali, porra, engajada, que vai levar a sério aquele dia, a hora do cara jogar.
Aí a gente entra no outro, fazer o personagem, entrar naquele outro ponto da coisa. Infelizmente, tá, quando a gente envolve dinheiro, a coisa fica um pouco mais séria. Desculpa, desculpa, é, desculpa, gente. Não dá para a gente romantizar isso, tá? Quando você tá pagando por alguma coisa, você vai dar mais atenção, sim, você vai ficar mais em cima, pô, sabe? Isso para os dois lados. Quando você é mestre comissionado, por isso que eu falo que tem um glamour em mestre comissionado, que qualquer mestre que tem fala, pô, não, eu, mas meu grupo, mestre tá ganhando, é muito mole.
Não é mole assim, não é mole assim, porque não existe não tô a fim hoje de nada. Exato.
É, exato.
Não tem afim hoje narrar, não tem, não tem aquilo. A galera vai sair para tomar um chopp sexta-noite, não dá, galera, tem a mesa de Vecna para fazer, é trampo.
Hoje mesmo de manhã eu acordei 6 horas, eu tava 9 horas mexendo no Foundry. Aí a minha filha: pai, vamos lá na sala ver um filme. Maria, não posso, não dá. Tô mexendo no calendário, tô mexendo no Canvas, tô mexendo na mesa de amanhã que eu vou narrar Sessão Zero, e tô lendo também o livro. Não faço, né? Então não tem como. Aí tô ali 9 horas da manhã, eu já acordei 5 horas da manhã, levar minha filha no ponto do ônibus, voltar, tinha que sentar 5:30 e ficar até 11 horas da manhã mexendo no fardo, como uma profissão.
Não tem padrão, né?
Com foco total.
Não tem, tô a fim, não tem, tô um pouco gripado e não vou, entendeu? Sabe, não tem essa. E o pessoal acha que é mole, acho que é só sentar aí e vai ganhar muito dinheiro.
Né, é, é, que aí é foda, pensa aí, cara, é foda que isso aí também tem tudo que é profissão que ela é autônoma assim, né, tipo, porque assim, mesa comissionada hoje a gente tem entre aspas dois formatos, ou você pode ser um mestre comissionado que você vende a tua mão de obra, né, o teu tempo para uma editora, que editora, sei lá, eu vou, é, no, tá no Iniciativa, New Order, Como eu tinha com a New Order. Exato, porque tipo, sei lá, New Order vai falar: estou no Iniciativa RPG, eu quero ter 10 mesas de jogos da New Order no Iniciativa RPG.
Tinha as arenas comigo.
As arenas que ela fazia, ela comissionava arena com você. Então quem tava te pagando aquele serviço era a New Order, não eram os jogadores que estavam indo pra arena.
Mas é o marketing da empresa.
Exato, então tem que falar.
Eu apoio muito isso.
A empresa tem que contratar, né? Deveria, eu acho inclusive que deveria. É um marketing que as editoras deveriam estar alerta pra fazer.
As editoras poderiam Minha opinião, né, ter uma união das editoras para montar equipes próprias para os seus sistemas, fazer mapa. Eu acho que mostrar, porque a pessoa, a pessoa que quer jogar RPG, ela quer conhecer aquele RPG, ela quer conhecer jogando, não lendo. Vamos jogar, é porque tem uma pessoa para ler.
E o outro formato, que é o que vocês também fazem muito, que aí é o mestre, ele é contratado direto. Aí é você oferecendo o teu serviço, aí a pessoa com grupo, ou vem um em um, e vai entrando, né, e os grupos vão se montando.
Não tem, e não tem uma regulamentação ainda, né? Então é aquilo, na maioria das vezes é cobra por Pix, né? Ou tal, ou, né, tem uma organização. Eu já sei que tem gente que paga até, mexe como CLT aí mesmo. Que legal, pô!
Tem gente que eu pensei, se eu fosse jogador de RPG igual ele, jogador de CS, ele poderia ter um mestre contratado na carteira para estar ali. Mas que engraçado, vai ter para o meu brother.
Existem pessoas que pagam outro para jogar um jogo de tiro com a pessoa.
Exato, tem, né?
Então tem gente que faz grupo, principalmente no Discord, e monta já uma coisa mais organizada, que faz como mensalidade. Você tem, você paga tal plano, você tem direito a tantas transações, tantas vezes no mês. E tem a gente, né, que é mais por fora, que é Pix mesmo, e é isso aí. Então Para a galera que vai começar, né, eu falo assim: imagina o Uber, você tá indo para o caminho certo. Não vai ser a tua profissão, por mais que a gente tenha começado aqui, não vai ser a sua profissão única.
Você, para viver disso, você vai ter que fazer muita mesa, ou seu ticket ser muito alto.
Porque para você ter muita mesa leva um tempo para você ser conhecido, porque muito da propaganda é boca a boca de jogador. É o cara que jogou contigo, chamou 1000% e vai passando. Então é tempo, não dá para o cara achar que vai começar hoje como mestre comissionado e aí, porra, sei lá, vou pedir demissão do meu emprego porque eu vou viver disso agora.
Por isso que eu quis deslocar um pouco a pessoa, eu quis deslocar um pouco a pessoa do trabalho, por isso que eu fiz o Mestre de Monroes Jogos. Entendi. Por isso que eu fiz o Mestre de Monroes Jogos. Todas as minhas redes sociais agora são Mestre de Monroes Jogos para vocês identificar e ter um polo, que um lugar estimula outro, outro lugar é caro, estimula outro lugar, não sei o quê, papapá, fica uma coisa solta. Eu falei, pô, eu preciso uma identidade para isso, tá, pessoal, para o pessoal poder se referenciar.
O Fernando foi nessa também, virou DM de aluguel.
A primeira dica que eu dou, assim, fora o que ele tá dando, quando eu comecei, muitos mestres vinham até mim perguntando se poderia entrar no projeto de aluguel. Coloquei projeto de aluguel, aí coloquei uma página no Facebook e no Insta, que eu vou começar a mim pegar mais, e no WhatsApp os grupos em si. A primeira coisa que eu falava, cara, cria sua identidade na internet, não coloque Mesa de Fernando, não faz isso não, coloca o nome do projeto.
Ah, Cálice de Ouro, Projeto Cálice de Ouro, que seja. Por quê? Para pessoa criar uma identidade e lembrar de você, entendeu? E porque aquela coisa, né, parece meio egocêntrico, não, Mesa do Fernando, não, é um projeto aonde você pode ter Um momento especial ali compartilhando uma paixão, jogando D20, jogando uma história com pessoas que têm um comprometimento que você busca. Porque uma das coisas, só abrindo para ele, só uma das coisas que me fez entrar nesse meio não foi o dinheiro, foi o comprometimento.
Porque quando eu mestrava, desde 2015 que eu falei até 2020, 3, 4 meses free na internet, eu tinha muitos jogadores que entrava, jogava 2 sessões e sumia.
Geral fala isso.
E sempre tinha, e eu tinha 5 meses, sempre tinha 1 ou 2 de cada mês que queria jogar mesmo. E como eu te falei, na década de 90 eu sempre fui um mestre que tinha 2, 3 mesas por semana. Sempre fui um mestre que tinha uma mesa de Vampiro, a mágica, uma mesa de D&D e uma mesa genérica que era Arcano, Trevas, era Castelo Falco, Estanhas Mágicas, aqueles mágicos horríveis, misericórdia, antigo. O novo agora é lindo, eu tenho o novo e tenho o antigo ainda, tem o MPP.
Eu gosto muito das mágicas, mas falta grupo. Então acontece, então quando você É, me perdi, me ajuda, viu? Eu te falei.
Então, mas tá falando do, da galera que vem no não pago, não tem comprometimento, do cara que paga.
Aí eu percebi, eu percebi que quando eu comecei o projeto vinha pessoas que queriam ter comprometimento. Então muitas vezes a pessoa paga é pelo comprometimento mesmo.
Eu acho, eu tenho, eu tenho muito essa impressão também. Aí agora a gente vai entrar num bloco de começar a dar dica para galera que quer entrar. Antes da gente ir, fala, manda aí.
Eu acho que tem isso que você falou, mas acho que isso aí, pelo menos a minha experiência, é com, a não ser que seja uma galera vindo junto, é todo mundo é amigo, vamos jogar lá. Se for montar aqui, montar aqui, montar aqui, o comprometimento vem primeiro porque ele tá contratando serviço.
Sim.
Depois ele, quando ganha essa energia, aí fica lindo. Aí o pessoal, né, fica no comendimento pelo jogo que é, porque o pessoal vai interagir. Você vê no grupo, no grupo de jogo, o pessoal: porra, mas você não fez isso, não sei o quê, a gente pode fazer isso, não sei o quê. E fica sozinho. Eu aviso que só olhando, às vezes eu nem falo nada, eles estão lá, parará, parará, parará, parará, e eu tô, dou corda, dou linha.
Mas no começo, sendo um de cada, não é o serviço desconhecidos, mas aquela coisa, quando a pessoa quer pagar por algo, ela tem interesse. É, ela tá mentindo para ter interesse. E quando ela senta com 2, 3 pessoas e você tem uma sessão zero e cada um já conversa, já percebe, cada um vai se interessando.
E quando ela senta com 2, 3 pessoas e você tem uma sessão zero e cada um já conversa, já percebe, cada um vai se interessando.
Importante. Faça sessão zero para a gente, é a dica que eu dou, é muito importante. Conheça os seus jogadores, conheça.
A gente vai entrar na sessão de dica. Antes das dicas, desculpa, vamos para o nosso último spot de hoje, que é para falar da Celeste Anguic. Que tem um recado importante, porque eles fazem torre de dado, bandeja de dados, tudo num preço sensacional. E se você quiser, galera que tá com, pô, mesa comissionada, grupo fixo, tu quer agradar teu mestre, tem mesa comissionada presencial. Então eles fazem torre de dado e bandeja de dado customizado.
Tu pode montar, pô, com o nome da galera ou a logo que o grupo tem, do que eles montaram, arte de personagem. Manda lá pro Kleber que eles fazem pra você num preço bacana. Que com o nosso cupom CELPNP20 na loja deles da Shopee.
Qual cupom?
CELPNP20.
Boa.
20% de desconto.
Só brinca com 20, coisa linda.
Pô, é que assim, a gente só trabalha com cupom de 20%, irmão.
Só cupom de 20%.
Ó, parceiro nosso é desconto máximo pro nosso cliente. A gente quer que o cara tenha a melhor experiência de compra.
20% num D20? Quanto que é?
É 4 de 1, 2, 4. Você tinha 16 de 1 a 4, ou 16 a 20. É muita coisa, muita coisa, muita coisa aí para tu colocar na tua mesa. Canecas e espadas da Tenda Medieval. Olha que coisa linda que não fica também na mesa de jogo.
Aí, como é que é? É instagramável. É o Fernando que tá namorando a espada do Conan da Tenda Medieval. Nem fala, cara.
E tem cupom de 20% do PNP, PNP 20%.
Vamos conversar com os ídolos para ver se eles me autorizam.
Aí, porra, olha aí, manda botar aqui, mas está bonitão, botar aqui no cenário, Instagramável, para tirar foto, colocar no Instagram, é sensacional, fica lindo. Agora vamos lá, galera, tô aí, o Mancebinho, o novinho, o Chimuzinho e o Fernandinho de 20 anos, molecote, porra, tá aí na saindo da faculdade, entrando faculdade, falou, meu irmão, pô, minha marra é mestrar RPG, eu quero trampar com isso. Eu acho que a primeira parada que eu vou pedir de vocês para ajudar esse jovem, como é que ele pensa no trabalho, como é que ele começa a precificar?
Por exemplo, o cara que ele ainda não é famoso, ele não tem um, ninguém conheceu ele mestrando um Casa Velha RPG, ele não tem um Discord grande com muita gente, mas como é que ele Bota a cara para dizer para o mercado: estou aqui, estou disponível para ser contratado para ministrar, para narrar uma mesa para você.
Cara, eu vou ser bem sincero, você primeiro deveria, a minha dica é você tentar narrar na faixa para a galera te conhecer, para a galera te conhecer, entendeu? E para você conhecer também outras pessoas que fazem esse serviço. Para você poder se precificar, que não existe uma fórmula de bolo, tá? Inclusive, eu já recebi muito SMS de outros mestres conhecidos querendo fazer mesmo. E pô, quanto é que você cobra? Falei, cara, isso é uma coisa muito pessoal.
Assim, não é pessoal assim, não vou te dizer porque é pessoal. Não, é tipo assim, o que isso te custa?
O que você abdica para ter?
Exato, o que isso te custa? O qual o seu Sabe, você, você trabalhava antes de, pô, sei lá, questão de tempo, né?
A gente tá falando do valor do tempo de cada um.
Sim, você trabalhava, você trabalhava antes o quê? 6 horas por dia, 8 horas por dia? Quanto você ganhava no mês? Divide isso por 30, divide isso por horas no dia, você vai saber quanto é que você ganha a hora, entendeu? Quanto é que você vai poder cobrar a hora para que isso valha a pena?
Normalmente é 220 horas por mês, né?
Que eu trabalho na estaleira, é promessa.
Então você, você Tem que fazer isso valer a pena, porque você vai ter que separar o amor do trabalho, cara. É, isso é muito difícil quando o teu trabalho e teu hobby se misturam. Você tem que separar, porque às vezes você, por exemplo, eu no começo, quando fazia mesa comissionada presencial, eu falava, ó, galera, como é presencial, dura mais. Quando é online, é por volta de 3 horas. Quando é, quando é, por volta de 5 horas.
Eu fiz esse teste nas mesas na época, cara, sabe?
Já teve mesa que o jogo tava gostoso e já tava em 6 horas, 7 horas, entendeu? E tal.
Mas aí tem um acréscimo, por exemplo? Tipo, não tem, não existe uma hora extra?
Não tem, eu não faço, tá?
Eu sei que trabalha com esse de banco de hora, né?
É porque aí, aí o que que acontece? Você fica assim, pô, se eu for contabilizar isso num mês, não sabe, pode ser muito frio que eu tô falando, mas é, entendeu? Você tem que fazer valer, exato, você tem que fazer valer a pena. Você não pode sair num zero a zero se você tivesse trabalhando, entendeu, no que você tava. Você tá querendo uma coisa melhor. Ah, você pode até perder um pouquinho no começo porque é um sonho seu, que era trabalhar com RPG, mas você tem que fazer valer a pena.
A árvore de boletos nunca para de dar frutos, cara. Então ela vai, o seu aluguel vai continuar a mesma coisa, se você paga aluguel, né? Ali a prestação do carro vai continuar a mesma coisa, a comida, a luz, vai continuar a mesma coisa, cara, você estando no seu trabalho CLT ou estando trabalhando de mestre comissionado. Então você precificar isso aí, você tem que ver quanto isso te custa, ou matematicamente ou baseado no que os outros vão te dar de feedback.
E como é que funcionou para você esse lance de, de esse controle de horas da galera na mesa, Fernando?
Então, o que acontece, você perguntou dica para dar para quem vai começar, correto? Primeira coisa, esquece preço por enquanto. Minha dica que eu daria: estude aventura que você quer, estude o cenário que você quer mostrar. Ah, eu quero mostrar uma aventura de— começa uma aventura pequena e não cobre nessa aventura primeiro. Faça grátis.
Ah, boa!
Dá fácil para você se conhecer, o seu limite, para você poder mostrar aos jogadores qual tipo de narração que você tem e o que você pode oferecer. Se você quer mestrar DC da Averno, vou dar esse exemplo clássico, muito conhecido, essa, ou melhor, Tira Aninho de Dragões. Nada impede você mestrar somente uma sessão ali no início da aventura, aquele prólogozinho grátis.
Bota Existem as prévias, né, por exemplo, dos Triads tem The Beast, é, tem a casa não sei o quê, tem essas prévias que você falou algo que eu já uso.
Ele tá falando é das Adventure League, são aventuras que é criadas pela Wise, que ela tá bebendo da antiga RPGA, que são o seguinte, resumindo aqui rapidamente, mas me volta para o assunto, senão eu viajo. Normalmente quando uma campanha oficial de ID é lançada uma campanha oficial, Tiro de Dragões. Eles lançam campanha de capa dura, mas tem várias aventuras paralelas, normalmente 20, que são eventos que estão ocorrendo naquela região, não na região em si, mas naquela temporada de dragões.
Então, por exemplo, a Tiro de Dragões se passa no Mar da Lua, Diego, Advento League no Mar da Lua, mas a Tchernia realmente se passa na Corte da Espada. Então o que acontece? Então os eventos Mar da Lua e Corte da Espada, o interessante que você pode pegar uma dessas aventuras Advento League e narrar que montou um shot que normalmente são 3, 5 horas, nas duas sessões free. Aí quando o grupo jogar, você fala, gente, tem oportunidade de continuar.
Aí já entra no livrão.
Essa dica eu dei para várias pessoas. Por quê? Porque quando eu comecei o projeto, vários mestres vieram até mim, e como eu explicava 1, 2 ou 5, no sétimo DM eu já tava já, pô, tô explicando muito, vou fazer o quê? Eu vou criar um grupo no WhatsApp chamado RPG Remunerado. Quem quiser entrar é bem-vindo ali. A gente toca XP sobre precificação, sobre, gente, é, um jogador fez isso errado, o que eu faço, dicas. Então primeiro começa com a mesa fria, começa com uma aventura que você conheça, numa região que você conhece, que você domine.
E não pensa numa aventura como algo que você tem que seguir ao pedalito, pensa uma aventura como um cenário. Porque quando você pensa em um cenário, você consegue inserir ali qualquer coisa. Você consegue ser qualquer jogador. E quando as pessoas perceberem que isso é só uma prévia, como ele falou lindamente, é uma, é como se fosse só uma apresentação realmente da campanha, da aventura, o jogador que quer continuar, isso fala, tem possibilidade de continuar, mas legal, como comissionado, tal, tal.
Nada impede o cara começar assim simples. Eu mesmo comecei, me arraiei 5 anos free para depois dar o insight, pô, vou fazer isso aqui ser uma profissão. Porque na época, quando eu tava em 2017, 2018, 2019, eu tava fazendo diagramação de livro de RPG e fazendo revisão. Porque eu decidi, eu até comentei com um amigo meu, a Nézia, pô, não vou mais trabalhar fora com o que eu não amo. Cansei de estaleiro, vou trabalhar com RPG. Agora tem que saber como.
Aí eu percebi que eu já tinha tudo pronto, eu já tinha um projeto, já tinha jogadores. Só cheguei, ó, gente, as nossas campanhas vão findar e vou abrir mesas remuneradas. E 70% do que jogava comigo quis continuar, continuaram nas mesas pagas. E teve plays ali que eu, no início, né, síndrome de impostor, não cai nessa armadilha, confia em mim. Eu falo, pô, ninguém vai pagar para jogar comigo. Aí perguntei um jogador, outro, Fernando, vai pagar sim, vai em frente.
Então o que eu digo, vai, só vai, não espere estar preparado. Nós nunca estaremos. Usa instrumentos que você tem, né? É um verdadeiro assim, não importa, você é um aventureiro na vida. Você tem uma espada, um punhal, um pedaço de pau, vai para cima.
Nem o Matt Mercer tá preparado sempre.
É, cara, também tem isso.
Ninguém tá preparado.
E vai com o caixamento que você tem e faça. E uma coisa importante, seja transparente sempre. Eu brinco que eu sou sempre leal ao mal, mas que esse mal que é enfeite, leal, transparência, organizado, fiel ao horário, não importa se tá chovendo. Eu sempre brinco, gente, pode, o mundo pode estar acabando, caindo meteoro, eu vou estar narrando. Se tiver 3, eu vou, eu vou mostrar. Pode estar caindo o mundo, eu fico brincando. A Lua explodiu, tá caindo meteoro da Lua aqui, gente, 7 horas sessão, tá?
Vou estar assim porque compromisso é importante, porque eu levo muito sério a tempo. Tempo é uma coisa muito valiosa.
Eu acho que isso é uma das coisas que até quem contratando uma pessoa para narrar, tem que levar, é exato, espera e leva em consideração.
Aquilo que eu falei do contratado de serviço, entendeu? A pessoa gosta, mas ela quer isso.
A pessoa é casada, tem filho, faculdade pós, tudo mais. Eu tenho players que tá jogando comigo na quarta-feira à noite, ele mora aqui no Brasil, ele foi para França fazer uma pós em microbiologia, não sei o quê, coisa desse tipo, ele não pôde mais jogar, passou para quarta de tarde. Ou seja, então sempre tente fazer o seu horário ser flexível para você poder dar oportunidade para vários tipos de jogadores jogarem, né? Porque há uma demanda de horário, há uma demanda de mestre dedicado.
Então se você realmente acredita que você consegue, faça um projeto com mesas free, com 3 sessões, começa. Agora, precificar, uma dica: Vai no Facebook e procura mesas comissionados, mesas paga, mesas remunerados, e pega uma média. Pô, esse cara aqui oferece o quê? Aí ele cobra R$20 por sessão, esse cobra R$50. Mas os R$50, por quê? Pesquisa mesmo. Não é stalkear, mas é pesquisar mesmo.
É até para entender, né, o que o cara tá fazendo.
Assista mesa de outros, pergunte a outros DM. Quer dica? Vai no nosso grupo do WhatsApp, depois você coloca É, quando deixa na descrição, todos são bem-vindos, não paga nada. Ali é para a gente trocar XP. Ali tem 70 e poucas pessoas, 60 são DMs e os outros são artistas, desenhistas, programadores, donos de editora tá ali também. É ali a gente troca XP, ali é para mestres que querem trocar XP.
Sensacional, cara. Eu acho que para a galera que tinha dúvida, não sabia o que fazer, por onde entrar, já é uma coisa, já é um excelente nome.
E Vou dar uma dica aqui minha, uma confissão. Eu não tive apoio de familiares nisso não.
É porque é um meio que é complicado, cara. Como é que tu vai? Ainda mais vocês, porque vocês trabalharam no mercado de trabalho convencional. Como é que agora tu vira para família?
Eu trabalhava em ar naval, cara, em Fora as Eixas, viajei para Recife, trabalho aí ganhando muito dinheiro, sai disso e vou para meses, começo a trabalhar.
Que engraçado que é, né?
Eu trabalhei com offshore, com navegação, tipo, Alexandre, Então, mas não é natural para família.
Já é um peão melhorado, a gente fala no Instagram, melhorado.
Porque a família virar a entender, pô, tipo, não, pô, aquele cara que eu sabia que nem um emprego formal, que é uma— hoje em dia não tem mais estabilidade para nada, né?
Mas é igual trabalhar com arte, você trabalhar com música, trabalhar com até com comida, eu vejo como arte, não tem como não. E tudo isso tem uma coisa relacionada que eu sempre falo, Paixão. É, quem é apaixonado, meu querido, não tem chuva, não tem sol, não tem mochila pesada. Cara, eu era um mestre na década de 90 que carregava uma mochila com mais de 300 livros, mochila pesadona assim, e por paixão, cara. A gente, nós somos assim, ele, você.
Imagina, viste muito, várias vezes me estando em evento, e a paixão do Harry, que era uma mala mesmo assim, mala mesmo. De doutor, sabe, que abre assim, que carregava todos os meus livros de rolimasta, que nessa época era minha época de rolimasta.
Cara, época de Vampira Mágica, eu tinha mostrado esse também aqui, eu levava todos os livros de clã para casa, usava carrinho todos os dias, usava carrinho, não tinha essas malas com rodinha. Hoje em dia tá tudo aqui, os livros PDF, celular, tablet, resolve a vida.
Mas eu boto mais no computador que eu Cara, tô vendo que a gente já tá chegando aqui uma hora de gravação, passamos de 50 minutos. É, então daí tem que fazer a parte 2, tem que fazer a próxima chamada, pode fazer a parte 2. Então, para a gente, polêmica, tem muita dica mais para dar. É, então vamos fazer uma agora, a próxima dica, que já é a gente puxando o encerramento do final. É, o Fernando deu uma excelente ideia dessa, da galera entrar em contato e perguntar, porque vocês são referência nesse mercado, vocês são o norte, cara.
É gratuitamente para quem, para quem ele souber, para quem e tal.
Então aonde é que o cara encontra vocês? O que que vocês estão fazendo? Como é que a gente vai deixar o link do Facebook, Instagram e WhatsApp?
Pode. Eu costumo dizer que, e tudo dentro de aluguel, isso pode me conjurar, cara. Um mero cantrip faz isso. Mandou mensagem WhatsApp, eu já, é 3 da manhã, pode mandar, pode mandar, eu não ligo. Eu gosto, eu amo isso. Muito bom, porque eu vejo pessoas interessadas, isso aumenta o meu interesse. Eu vejo pessoas apaixonadas que querem jogar, motiva demais.
Motiva, cara.
É muito bom você pegar um grupo novo ou um cara antigo e o cara tá 30 anos sem jogar. Fernando, eu tô sem jogar 20 anos, sem nada sobre competição, nem falo, mas quero jogar. Só vem, maneiro. Precisa pisar nada, porque o cara faz a ficha no Fórum em 20 cliques. É verdade, 20 cliques, o cara faz um ataque Só aperta a tecla T em cima do toque do alvo, aperta sua ficha, fez o ataque, o dano já— eu nem, eu nem vejo o dano, eu só narro.
Eu quase não jogo dado. E se for ainda no Menera que vai vir e outros jogos que não joga dado, o mestre brincando, é fácil ainda.
É, eu já queria era te encostar, Timosia.
No Menera eu falo que é o sistema do mestre preguiçoso, né?
Mas é o sistema que demanda do mestre mais controle criativo da cena.
Para mim é qualquer PBT. Eu odeio PBT.
Mas eu faço o quê? Eu não narro tudo. Eu peço para o jogador narrar a cena dele. Por que não narrar? O golpe é dele.
Ah, mas é PBT, você trabalha com isso.
Eu falo bem assim, ó: você acertou, arrancou, você matou o cara. Descreva a cena para ele, para os anjos dele, como se fosse uma cena de um filme para gente. E o cara viaja. Não, que eu pulo, não sei o quê, escorreguei. Cara, não importa a regra.
Tem que fazer um programa só disso, essas dicas de narração.
Vamos fazer, fazer.
Tem as famosas cutscenes, né? Mas, cara, onde me encontra? @carostimune nas redes sociais, vocês encontram o Mestre Mu nos jogos.
Você colocar Shimune em qualquer local, aparece ele.
Casa Velha RPG, mais de 620 horas eu tenho de mestragem no Casa Velha.
E Ginga também agora, né?
Entendeu? E agora Ginga, né, que eu sou, né, do corpo de sócios de lá. Dinha, a pessoa não conhece, é editora que eu trouxe aí o Calemba, né? Ganhou 2 Goblins de Ouro no último DOF, né? E ganhou o Goblin de Arte, melhor arte, as cores, ganhou de melhor arte e o RPG do ano, né? E tem o Cangaço Trevoso, né? Tem o Nessus, tem o Vai ter agora o financiamento coletivo que vai vir do Muito Abaixo do Oceano, né, para fazer, para fazer o print, né, para fazer o print.
As pesquisas que o autor fez foi coisa linda.
São 3, são 4 coautores, né, é o Franz, a esposa, eu e o Rafael. Mas o Franz é absurdo, é o Franz, ele narra mais de 100 sistemas, mais de 160 169.
Mas a pergunta aqui, mas storytelling, o lobisomem é um sistema, vampiro é um sistema, ou tudo é um só? Aí utiliza o Franzen, tem que vir um dia aqui para falar, vai enumerar lista esses 169.
Tem que fazer, tem que botar à prova, tem que fazer assim, pegar coisas na regra de cada um dos 169. Se o cara fizer isso, é o quê que acontece?
O quê sobre o sistema? Uma dica que eu vou dar aqui, última: você não precisa dominar o sistema que você vai ministrar. Traga jogadores que conheçam o sistema e use ele a seu favor. Melhor coisa que eu gosto é um de velho de regra na mesa. É o meu maior aliado, cara. Eu amo.
Eu acho assim tão bobeira essa parada de que o mestre tem que saber tudo. Caraca, se fosse assim, não existia livro de referência.
Eu era assim na década de 90.
O livro Dungeon Master Guide é para você ler e você consultar. Então você esquece, cara, você esquece isso, você não absorve. Tudo, você vai errar. E no meio do— eu só aprendi muito no streaming, cara. Eu tenho uma gerenciação de tempo horrorosa em streaming, sempre tive problema porque eu passava dos horários. Todo mundo fala um timão de duração, que os jogos tinha 4, 5, 6 horas, entendeu? E não dá certo, não dá certo. Então, cara, é, né, você gerenciar tempo e tem que estudar, cara, tem que É, se você quer improvisar, você tem que ter conteúdo.
É isso, vamos guardar a pauta para o programa de dicas para mestres de RPG. Vocês estão, é, tem que voltar para esse caminho. É isso, tamo junto, cara. Obrigado, Smuk, por ter aceitado.
Nada, cara, eu que agradeço.
Obrigado, Fernando, uma honra ter vocês aqui, cara.
Eu que agradeço.
Queria muito ter vocês aqui. Nada, pô, tamo junto. Valeu você que tá com a gente até agora, tamo junto.