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Como Melhorar Suas Mesas de RPG: Dicas Reais de Mestres Experientes | Aventurando Podcast

20 de agosto de 20261h14min
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No Aventurando de hoje, Rafael Amon e Igor Cruz recebem dois convidados que respiram RPG: Leandro, do canal Você Que Loot, e Gimmy, do Tá Rolando RPG.O papo nasce de um pedido da audiência: afinal, quais são as melhores dicas para mestres e jogadores melhorarem suas mesas?A partir daí, o episódio vira uma verdadeira masterclass de RPG — leve, engraçada e cheia de histórias reais.Falamos sobre:🎲 Como transformar ideias em aventuras jogáveis– Do método Five Room Dungeon ao conceito de encontros sociais, puzzles, combate e recompensas– Como começar pelo final e construir a história de trás pra frente– Como criar ganchos, plot twists e encontros que realmente importam⚔️ Como equilibrar descrição e fluidez na mesa– Usando sentidos, ambientação e espaço para a imaginação– Miniaturas, teatro da mente e quando cada um funciona melhor💀 Personagens devem morrer?– Riscos, consequências, sessão zero e limites de cada grupo– Morrer “à toa”, morrer por burrice, e quando a morte vira narrativa épica🧙‍♂️ O papel do jogador na fluidez da mesa– Como aprender regras na prática– Como ajudar o mestre sem precisar ler livros inteiros🚫 O que fazer quando o mestre (ou jogador) é babaca?– Como identificar, conversar, medir o clima da mesa e saber a hora de sair– Diferença entre estilo de jogo e comportamento tóxico

Participantes neste episódio4
R

Rafael Amon

Host
I

Igor Cruz

Co-host
G

Gimmy

ConvidadoCriador de conteúdo
L

Leandro

ConvidadoJornalista
Assuntos7
  • Lidar com Jogadores Tóxicos· EntretenimentoDiferença entre estilo e toxicidade·Conversa e sessão zero·Identificar e sair da mesa·Toxicidade no hobby em geral
  • Morte de Personagens em RPG· EntretenimentoConsequência narrativa·Sessão zero e limites do grupo·Morte à toa vs. morte épica·Risco e clareza para os jogadores·Sistemas de RPG com alta mortalidade
  • Transformar ideias em aventuras· EntretenimentoFive Room Dungeon·Encontros sociais, puzzles e combate·Começar pelo final·Ganchos e plot twists
  • Comunidade e Toxicidade em Hobbies· SociedadeToxicidade em fandoms·Comportamento tóxico em mesas de RPG·Empresas e lucro (ex: Wizards of the Coast)·Identificar gatilhos pessoais·A importância de filtrar conteúdo
  • Facilitar Aprendizado de Regras· EducacaoResumos e guias visuais·Aprender jogando (método tutorial)·Sistemas de RPG mais simples·Não se prender apenas à ficha·Perguntar e consultar regras
  • Equilibrar Descrição e Fluidez· EntretenimentoTeatro da mente vs. miniaturas·Uso dos sentidos na descrição·Explorar a imaginação do jogador·Presley Method (PRESLI)
  • Crescimento e Diversidade no RPG· EntretenimentoNovos jogadores e gerações·Diversidade de jogadores em eventos·Superação de estereótipos
Transcrição495 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RARafael Amon

Saudações, pessoa que busca conhecimento na internet. Eu sou Rafael Monstro, tô com meu amigo Igor Cruz.

?Voz B

Bom dia, boa tarde, boa noite, galera.

RARafael Amon

E recebendo os experts, Leandro do Você Que Lute e Gamefyre.

GGimmy

Pode brindar com água?

RARafael Amon

Pode.

GGimmy

Tem que, tem que.

RARafael Amon

O brinde é pra eles.

GGimmy

É isso.

RARafael Amon

Tem a pausa da bebida.

LLeandro

Tô em ótima companhia aqui.

GGimmy

Pô, bicho. Melhor, péssimo.

LLeandro

Seja bem-vindo, Leandro.

RARafael Amon

Você é de casa, cara. Já tem endereço.

GGimmy

Não, eu já tá, isso aqui já tinha que, já tava prometendo acontecer algum tempo.

RARafael Amon

Foi verdade, cara, a gente tá ensaiando gravar desde a iniciativa de Sulacap.

GGimmy

Quem não pode crer, mano, tem razão.

RARafael Amon

Vai botar aí, sei lá, pelo menos um ano e meio, quase 2 anos, cara.

GGimmy

Mas uma hora acontece, aconteceu. Esse é o primeiro, pô, é o primeiro. É isso aí, maravilha.

RARafael Amon

Hoje vocês estão aqui porque a nossa audiência fica pedindo dicas pra gente e Como nós não somos gabaritados para dar dicas muitas vezes.

?Voz B

É verdade.

RARafael Amon

Eu sou o mestre do avato. Avato. E o Globo vai começar a me ensinar.

?Voz B

Eu nem sou mestre ainda.

RARafael Amon

O nosso mestre expert não tá aqui hoje.

?Voz B

Não tá aqui hoje.

RARafael Amon

Tá trabalhando. Nós trouxemos dois mestres e jogadores gabaritados, criadores de conteúdo, para elucidar as dúvidas da nossa audiência.

GGimmy

Meu Deus, que oratória maravilhosa. Só que... Elucidar foi bonito, né? Nossa, me pegou.

LLeandro

O bardo, o bardo.

RARafael Amon

Um excelente vernáculo.

GGimmy

Ai, olha aí. Meu Deus. Repito, repito. Só falta usar o adentrar agora.

RARafael Amon

Moleque, eu me adentrar, na moral, na moral, abrindo o coração pra vocês, eu acho que tinha que abolir o verbo adentrar das mesas de RPG, cara.

GGimmy

Você adentrou, é tipo isso? É, que não é tudo, né.

LLeandro

A galera não sabe. E amostrar também, amostrar, né, que a galera usa como verbo. Vou te amostrar isso.

RARafael Amon

Bonito. O adentrar, ninguém usa o entrar não. Você entrou, você adentra na caverna. Sei lá, pra parecer, né, mais, olha, você adentrou.

GGimmy

Agora sou mais erudito.

RARafael Amon

É foda.

?Voz B

Cê entra com mais conhecimento quando você adentra.

RARafael Amon

Pior que essa merda, cê...

GGimmy

ganha vantagem no dado se você adentra. Se só entrar não dá nada.

LLeandro

Quando você vai bem no teste de percepção, adentra.

RARafael Amon

Isso aí.

LLeandro

Quando vai mal, é só entra mesmo.

RARafael Amon

Só entra.

GGimmy

Mas... Vou botar essa regra agora.

RARafael Amon

Boa, é boa, é boa. Nossas dicas tão na dungeon dos temas.

?Voz B

E hoje... E a gente agradece.

RARafael Amon

É, agora, eu nunca tinha visto aventureiros...

?Voz B

Porra, personalizado, né, moleque?

RARafael Amon

E aí, personalizados que entram na própria dungeon.

?Voz B

Mostra aí, né, por favor.

LLeandro

Vai no B-roll, vai no B-roll ou não?

RARafael Amon

Vai aqui, né? Aquele que tu mostrou na câmera ficou bom pra caramba. Ficou, mané?

?Voz B

Mostra ali, mostra aqui, ó.

RARafael Amon

Só tem que tampar o nosso focinho, ó.

?Voz B

Bota aquela mãozinha.

RARafael Amon

A gente esconde a cara. Aquela de agredir maquiagem. Aí esconde teu olho, isso aí, ó. Bloqueia o olho e vai focar. Tira tua cara, bota isso, bota o mané aí, ó.

?Voz B

Aí vai focar. Pena pôr minha poção, acho que ficou.

LLeandro

O pessoal falou que no outro episódio eu não mandei beijo pra ninguém, aí eu falei, pô, não tô acostumado a dar entrevista em podcast.

RARafael Amon

Pô, nunca assistiu a outra, cara.

LLeandro

Mandar um beijo, ó, pro Barbo. Do fundo da dungeon que fez essas duas miniaturas e entregou pra gente lá no DOF. Que irado, cara! Foi muito, foi incrível.

GGimmy

Eu vou pedir pra você mostrar do game também, né? Vou pedir pra você pegar o mini game.

?Voz B

Olha só aqui, olha isso, hein?

GGimmy

Onde é que você vai levar isso? Segura o mini game, segura o mini game.

RARafael Amon

Se esconde aí pra câmera focar.

GGimmy

Cara, o Barbo merece vários beijos porque é muito lindo, cara. Eu fiquei sem palavras. Você também ouviu seu vídeo lá? A gente ficou sem palavras, que ele dando um mini você, cara.

LLeandro

É incrível, mano.

?Voz B

A minha voz já é aguda.

LLeandro

Aí quando ele me deu, eu falei, que menino!

?Voz B

Caraca, mas assim... Entrou emoção, né?

LLeandro

Cara, entrou no tipo, meu Deus do céu, foi muito engraçado. Eu fiquei com vergonha do vídeo, mas foi maravilhoso, cara. Pô, agora eu me senti aquele tipo do Cebolinha, tá ligado?

?Voz B

Que tu fazia aqui assim, ele mudava a cara.

RARafael Amon

Ah, que trocava os olhinhos, né? Caralho, muito bom.

LLeandro

Caraca, Power Ranger, né?

RARafael Amon

Power Ranger do... Power Ranger, gente, muito velho, mané. Puta que pariu, só referência velha.

GGimmy

Cebolinha, Power Ranger, só coisa dos anos 90 pra trás.

?Voz B

É, pô, tem que ter.

LLeandro

Tem uns anos aquele Power Ranger que mudava a cabeça.

?Voz B

Quem que a gente agradece essas dicas aqui?

RARafael Amon

Aos membros do canal do Perdidos no Play. Valeu, galera, por ter mandado suas perguntas.

GGimmy

Vocês dois assim, eu tô eu e eles.

LLeandro

A gente foi lá, cara, jogar.

RARafael Amon

O do mini coraçãozinho eu ainda cheguei. O mini ring luz me quebra.

GGimmy

Qual é o mini ring luz? Como é que é o mini ring luz?

RARafael Amon

Eu não quero ver. Vamos saber o mini ring luz?

?Voz B

Eu sei, eu já vi, mano.

RARafael Amon

Era do Adnir, era do Adnir no 15 Minutos.

GGimmy

Então muito bom.

RARafael Amon

Eu não sei fazer, eu não sei fazer o mini ring luz. Era Cara, não sei fazer.

GGimmy

É muito mais difícil.

?Voz B

Aí eu fico, isso aqui é tranquilo.

GGimmy

Coraçãozinho, pô.

RARafael Amon

Agora vocês que são aventureiros, cara, adentrem essa dungeon.

LLeandro

Aproveitar aqui, ó, galera, se não tá assinando o Perdido Play, vai lá assinar, apoia lá, na moral, que aí você participa, contribui com os episódios, mandar pergunta, mandar dúvidas, e quem sabe vem até aqui com a gente. Temos aqui um artifício e um bardo, né? É? Eu sou artifício, no caso.

?Voz B

Ok, ok, mas tô com...

GGimmy

Você é meio bardo também e eu sou meio artifício, acho que a gente é meio multiclasse, mas eu entendo que o primeiro pode ser, não sei.

RARafael Amon

Numa party fodida que os dois multiclasse é igual, né, mesma merda, um é o inverso do outro.

LLeandro

Vou pegar a tua inspiração aqui e vou aproveitar pra ser o primeiro a abrir aqui no baú.

RARafael Amon

Ok, ok, logo no primeiro, vamo lá. Sim, tá bom, pode pegar, pô, pega ele aí.

GGimmy

Fico atrás com a guitarrinha ali.

LLeandro

É complicado, né.

RARafael Amon

Cara, se bem que na ordem... Ah, é, tem isso. Essa dungeon ela ficou bem linear, né, fudeu, é quase, ó, você é o da frente, o de trás do meio.

LLeandro

Não é o Mimico, tá de boa, pô.

RARafael Amon

Vamos começar de boa. Olha aí, olha o papelzinho.

GGimmy

Não começa tão mal.

LLeandro

É pra gente dar dica pra galera, como transformar ideias em aventuras jogáveis. Interessante.

?Voz B

Pô, isso eu gostaria.

LLeandro

Aventuras jogáveis é que me pegou aqui, que eu tipo assim, algo pra você fazer pra você vender e outras pessoas podem.

?Voz B

Não, não, não, eu acho que é pra ele jogar mesmo, né?

GGimmy

Pra dar certeza, tá ligado? Parece bem abrangente a pergunta, né?

LLeandro

É, cara, eu tipo Tipo assim, o meu approach é aquele que chama de encounter facing, né? Então tipo assim, eu sempre penso nos encontros antes de pensar na aventura. E não necessariamente combate, não necessariamente isso não. Mas assim, encontros, né? Então tipo assim, cara, tem que ter um encontro social, tem que ter um encontro de exploração barra puzzle barra alguma coisa do tipo, uma armadilha.

GGimmy

Tipo Five Room Dungeon, né?

?Voz B

Maneiro.

LLeandro

E um encontro de combate. Então, quando eu pego a minha ideia, eu falo, cara, essa ideia aqui é muito maneira. Como que eu posso transformar isso num formato de aventura? A primeira coisa que me vem à cabeça é isso. E aí eu dou a dica pra assistir, vai no YouTube, ou então tem um blog chamado... Essa ideia começou num blog, que é um blog post chamado de Five Room Dungeon, o dungeon de 5 salas. Que é basicamente... Inclusive eu dei a palestra sobre isso lá no RPG RJ, a gente falou sobre isso também na nossa palestra lá na Pet Love.

GGimmy

Mas é uma excelente dica. Eu comparo isso ao Joseph Campbell do Herói de Mil Faces, que o cara pegou um monte de lendas antigas, histórias antigas, e falou, cara, tudo é a mesma coisa, entre aspas, né? Mas tudo se encaixa em alguns conceitos. Esse 5 Room Dungeon, ele pega um pouco disso para um jogo principalmente de one shot, né? De uma aventura única assim. É incrível mesmo.

LLeandro

E aí, tipo, é o guardião, que é a entrada, entrada da dungeon, quem guarda essa dungeon. Então, isso quer dizer o quê? Se transforma em você começar com a emoção lá em cima, né? Começar já com alguma coisa que deixa a aventura num passo legal. Aí depois você tem um social e o ambiente, que é tipo um encontro social. Entrou na dungeon, passou do primeiro desafio de quem tava guardando, quem tá lá dentro. Então primeiro social, tem um prisioneiro lá dentro, tem alguém que tá perdido lá dentro, tem um fantasma que meio que tipo, enfim, Anda por lá e ficou preso lá há milhões de anos e ele sabe algumas coisas, ele pode ajudar a party ou ele pode não ajudar a party, aí vai da sua vontade.

É algum desafio do ambiente, tipo um puzzle, uma armadilha, uma coisa do tipo. O combate final, número 4, que é tipo, cara, eles chegaram, passaram pela dungeon, interagiram, e agora vai ter um combate mais robusto. E o 5º, a recompensa. E aí que eu gosto de falar que ou é recompensa ou o gancho.

GGimmy

Plot twist pra uma próxima.

LLeandro

Que é tipo assim, cê quer que a aventura termine ali? Dá uma recompensa maneira pra eles, eles conseguiram e tal, não sei o quê, recompensa. Cê quer que aquilo continue? Dá a recompensa, mas também coloca alguma coisa que dê um gancho pra aquilo continuar pra frente.

GGimmy

Uma coisa que eu gosto muito, cara, vocês mataram uma pessoa que não era pra matar.

RARafael Amon

Oi.

GGimmy

O boss não era inimigo, eu adoro fazer isso.

RARafael Amon

Isso eu gosto também.

GGimmy

E dá certo toda vez, as pessoas ficam: É bem legal, é o plot lá da tua parada, não tá rolando, né? Não, eu só vou adicionar, tipo, gostando disso, tem duas dicas que eu acho que se encaixa, talvez se encaixa em várias das perguntas. Mas cara, ele falou jogáveis, porque você transformar uma ideia numa aventura, ela pode ser um livro, ela pode ser uma coisa que você controle, mas jogável, lembre-se que você não precisa controlar tudo.

Lembre-se que os seus jogadores, cara, eles mandam quase tanto quanto você. Então as escolhas deles tem que importar. Eu acho que isso é muito importante. Saiba que abandonar na ideia, né? Pô, não entra numa de deixar tudo muito fechado assim, porque, cara, os seus jogadores têm que importar naquele mundo. E a outra coisa é, você cria os problemas, a solução quem cria são eles. Você não precisa, porque às vezes o mestre entra muito nessa de, tá, eu criei esse problema, como é que eu vou resolver essa porra?

Aí você pensa em todas as possibilidades, chega na hora eles pensam em outras 10 que você não pensou. Então, cara, eu fui aprendendo a deixar os jogadores serem criativos. E outra, eles importarem. Eu lembro, eu criança jogando, criança mesmo, 9, 10 anos jogando, eu botava o meu personagem. Meu personagem fazia coisas que não botavam.

RARafael Amon

Pô, eu também fiz muito isso.

GGimmy

Quer matar esse personagem? Você não vai, porque ele é importante. Não, os jogadores têm que importar. Isso é muito sério assim.

RARafael Amon

Eu queria upar o meu personagem pelos meus amigos. Pô, meu personagem tinha que estar lá dentro da aventura também, pô.

LLeandro

É importante permitir que isso solucione o problema também, né? Porque muitas vezes um puzzle, né? Ah, tem uma Resposta pra um puzzle, mas às vezes tem.

?Voz B

Mas não pode ter uma única resposta, né.

RARafael Amon

É, mas às vezes eles têm.

GGimmy

Às vezes você recompensa a criatividade, né.

LLeandro

Exatamente, cara.

RARafael Amon

Nem era a resposta, a solução que tu tinha pensado.

LLeandro

Não é a parada, não era aquilo que você tava imaginando, mas cara, eles pensaram numa forma criativa que faz sentido e deixa, entendeu, e permite. Tipo o labirinto lá, o labirinto de muitos caminhos. O último puzzle é o seguinte, é um espelho, eles colocam o espelho na porta da saída, porque o espelho é a chave pra sair. E aí ele tem que barganhar com o seu próprio reflexo.

GGimmy

Que foda.

LLeandro

Pra pegar a chave que tá lá dentro do espelho.

RARafael Amon

Esse é o puzzle.

LLeandro

E aí na primeira vez que eu mestrei a iniciativa, cara, a menina falou, cara, todo esse labirinto ele é meio feio, né, e tal, não sei o quê. Cara, eu queria tentar dar o face step, me transportar pra dentro do, do, do...

?Voz B

Pô, maneiro, cara. Pô, foi irado. Caralho, é.

LLeandro

E a gente resolveu dessa forma, só que aí ela ficou presa dentro do espelho. E aí na hora que a galera abriu a porta pra sair, tipo, tava todo mundo saindo. Não, não, peraí, peraí, peraí.

?Voz B

Ele entra no espelho e sai.

LLeandro

Pô, irado, criou uma cena irada.

GGimmy

Mas isso em combate rola, às vezes a galera tem uma parada que foge a regra ou que não tá na regra, você fala, mano, essa ideia é tão legal, deixa acontecer.

?Voz B

Pode crer.

GGimmy

Recompensa a criatividade do jogador, porque senão ele vai ficar engessado. Se você recompensa, ele vai cada vez pensar mais fora da caixa e o jogo fica mais divertido até pra gente que tá assistindo.

LLeandro

É, com certeza, a gente fica muito às vezes tipo assim, neurótico, tipo, ah, se eu deixar ela fazer esse feitiço dessa forma vai quebrar o combate. É. É, e tipo, com certeza vai ser muito maneiro para essa pessoa que tá tentando usar esse feitiço dessa forma diferente.

?Voz B

Pode crer. Pô, o Marcinho fala disso para caramba também, né, cara, sobre o roleplay em si ajudar mais do que as regras em si, né, cara. E isso acaba funcionando. Isso aconteceu para caramba em Mutant, mano. Ele pensava nos problemas e aí a gente às vezes sem usar os próprios atributos da ficha, né, pensava, começava a falar sobre o ambiente, pô, Tem árvore, tem poça, tem pano, tem não sei o quê, tem... E aí a gente acabava solucionando as coisas sem usar uma rolagem, né.

Às vezes eu usava rolagem se fosse algo muito mais difícil. Porra, isso é do caralho, eu acho maneirão.

GGimmy

Uma coisa que eu já conversei com o Leandro, eu acho que ele concorda comigo, acho que... Não é uma questão de concordar, é uma questão de perfil. Eu sou muito mais do roleplay do que da regra. Pra mim a regra está à disposição do roleplay e não ao contrário. E isso não é certo ou errado, porque tem pessoas que caralho, o tesão do cara é a matemática da coisa.

?Voz B

Ou é a regra, é eu viajar na regra.

GGimmy

Isso não é errado, isso só não é o meu perfil. Eu me amarro no roleplay. Então essa dica que a gente tá dando é exatamente isso, é a regra servindo o roleplay, a melhor história que a gente vai contar junto.

?Voz B

Pô, legal. A dica de vocês foi importante principalmente pra mim, né, que eu também vou começar a narrar.

GGimmy

Em breve.

?Voz B

Em breve, em breve. E por onde que eu comecei, cara? Eu não tenho noção, né? Tenho noção de jogar, nunca narrei um jogo. A primeira coisa que eu pensei, eu falei, cara, eu vou pegar histórias que eu conheço. De como? De filme, de série, de livro, para poder me basear. E aí é criar alguma dificuldade ali.

LLeandro

Você falou agora disso aí, por onde que eu começo. Eu lembrei de uma parada também que, pô, é uma parada que eu faço direto, mas eu faço mais para campanha, mas dá para fazer também para um one-shot, suas aventuras menores. Começa pelo final. Assim, com certeza. Imagina como que é o final dessa aventura. E aí constrói o que você precisa para chegar lá.

GGimmy

Leandro, isso é dica para minha esposa, escritora, Fada de Saturno. Ela dá aula disso, é uma das coisas que ela fala, é uma das técnicas para você criar história. Essa começa pelo final, depois você entende como vai chegar lá, porque você sabe onde você quer chegar.

?Voz B

Pode crer. Isso é dica de empreendedorismo, cara. Ou justo, você traça o seu objetivo e vem traçando os passos que você precisa até chegar nele.

GGimmy

Principalmente se você envolve plot twist, que eu sei que você gosta também. Principalmente se envolve plot twist, você tem que saber o final. É verdade. Você tem que saber e falar, cara, como é que eu vou esconder isso aqui da galera? Como é que eu vou fazer de uma forma o suficiente pra quem tiver atento se liga, mas que entende? Esse é interessante mesmo.

LLeandro

E é importante que eu sei que a galera vai querer falar nos comentários, isso não é railroad. Não é railroad.

RARafael Amon

Surge a galera falando que isso é railroad.

LLeandro

Isso não é railroad. A questão é que você não é que tipo você tá traçando todos os passos que eles vão tomar pra acabar. Não, não, não, não é isso. Primeiro porque, tipo assim, você tá falando...

GGimmy

Até porque isso conta... Desculpa, contradiz o que eu acabei de falar.

LLeandro

Exatamente.

GGimmy

De deixar as coisas deles interferirem, né?

LLeandro

É, mas tipo assim, você... Eles é que vão traçar o caminho até esse lugar. Você só vai pensar assim, pô, eles precisam estar no nível 8 pra isso.

GGimmy

É esse tipo de coisa.

LLeandro

Eles precisam conhecer esse NPC pra isso.

GGimmy

Eles precisam ter essa informação.

LLeandro

Eles precisam ter recuperado aquele item, eles precisam ter conseguido aquela informação.

GGimmy

É isso.

LLeandro

Como eles vão fazer isso, da onde você vai inserir.

RARafael Amon

Não é o ogro quântico, né, que você vai pra cidade, o ogro tá lá.

GGimmy

Não vai pra essa cidade, vai pra outra, o ogro vai tá lá. Principalmente essa coisa de quem são os personagens que eles vão fazer amizade, quem são os personagens que eles vão lutar. Cara, isso é uma caixinha de surpresa pro jogador, você não sabe sempre. Isso eu acho legal deixar assim, entendeu? Tipo, às vezes aquele NPC lá que era mauzão, a galera vira amigo do cara, brother. E é isso, e acontece. E aí você depois se pensa como você vai chegar naquele final É um final, não é que o final seja imutável, é exatamente o que você falou.

Mas cara, eles vão precisar tá no nível 8, eles vão precisar de tal item. Então, você dar os meios pra que eles cheguem lá com as coisas necessárias, mas com essa, como é que se diz, com essa maldade de deixar que as coisas que eles vão fazer, sejam quais forem, importem no seu mundo, né.

?Voz B

Show.

GGimmy

E tomem muitas notas.

LLeandro

É tu, é tu.

?Voz B

Agora é GuiM.

RARafael Amon

Agora.

GGimmy

Olha o outro, olha o outro.

?Voz B

Mas nesse mesmo?

RARafael Amon

Não, ou se quiser vocês querem.

GGimmy

Eu vou no mesmo, eu vou no mesmo. Valeu, Uhuu, boa.

?Voz B

A gente vai no outro, né?

RARafael Amon

Tá certo, pegaram dois.

GGimmy

Não tem nenhum tanque aqui, cara.

?Voz B

Não, e tu já viu que não tem armadilha nesse baú.

GGimmy

Exatamente, vai dois de cada, dois de cada.

LLeandro

Faz sentido.

GGimmy

Boa, vamos lá.

?Voz B

E depois a gente embaralha os baús de novo.

GGimmy

Para o mestre, como equilibrar descrição e fluidez?

RARafael Amon

Tá aí, hein, cara. Isso é foda, eu vou te falar. Até vocês que criam conteúdo Não sei se vocês chegaram a pegar na época, mas quando começou as streams até de RPG, por ganhar, a galera conhecer e tal, cara, tinha uma época de uns monólogos, a galera queria ser o Tolkien, né? Ficava 15 minutos só o mestre.

GGimmy

Mas tem uns mestres que tem esse estilo também, né? Tem uns mestres que são esse estilo que são bons da beça.

RARafael Amon

É que exatamente, tu quer ouvir a história do cara, mas às vezes para quem o cara como jogador fala, caramba, pô, eu tô jogando, eu tô É, tá contando uma história para mim.

GGimmy

Todo mundo já passou por isso já.

RARafael Amon

Como é que tu regula esse, esse vai e vem, né?

GGimmy

Eu escrevo algumas coisas, eu não confio na minha cabeça. Eu assim, quando a gente joga profissionalmente, eu escrevo muito mesmo. Eu escrevo tipo, eu deixo todas as minhas dicas porque eu não confio que, caraca, eu vou, passou o dia e eu não fiz aquilo que era legal. Quando é profissionalmente, e o Leandro jogou comigo, ele até falou, caramba, você tem tudo escrito. Não, não jogo assim não, é porque tempo contado, enfim, outros fatores.

Mas eu tento um equilíbrio, então eu escrevo pequenas coisas assim, eu escrevo 3 parágrafos de uma cena, entendeu? Só para poder dizer, ah, era o lugar, você entra, tem uma claraboia e tem não sei o quê, itens importantes, coisas ali, bum, é isso. Então eu, tipo um livro de aventura que você vai, aquela letrinha itálica, eu deixo alguma coisinha escrito. Se eu acho importante, eu deixo alguma coisa escrita para mim só para eu poder me guiar.

Então é isso. Mas assim, e isso faz com que eu não seja nem tão rápido nem tão lento, porque eu leio, eu leio. Olha, vocês vão entrar ali, tal, tal, acontece isso. E a partir dali a gente improvisa. E esse improviso é a fluidez do jogo. Eu acho que faz sentido no que a pessoa tá se referindo, porque os jogadores interagem, eles perguntam, eles, enfim. Eu acho que é mais ou menos isso, cara.

LLeandro

Eu acho que como assim, não é, não é uma regra, tá? Mas tipo assim, eu acho que como via de regra, você jogar online e tipo tá streamando, um pouquinho mais de descrição vai. Por quê? Porque você precisa ambientar o público dentro daquela narrativa e tal.

GGimmy

Faz sentido pra caramba.

LLeandro

No jogo de casa isso não cabe. Aquele monólogo do mestre descrevendo a abelhinha passando em volta da árvore e entrando na colmeia. Não, mano, não. Eu acho que, cara, tem de novo, né, eu tô nerdando demais hoje. Tem um blog post Cara, de um designer. É que nem quando tu falou, né, tipo assim, tem gente estranha no hobby? Porque você é o estranho, né?

GGimmy

Eu vi isso, é, cara.

LLeandro

Mas tem um blog do Leon Barilaro, que é um designer que eu gosto para caramba, que ele fez um blog há pouco tempo atrás, que, cara, tipo assim, dê espaço para os seus jogadores preencherem a cena com a imaginação deles.

?Voz B

Perfeito.

LLeandro

Por quê? Porque o jogador sempre vai trazer mais para o pessoal. E aí, tipo, por exemplo, eu dei esse exemplo no vídeo que eu falei desse blog no meu, no meu Instagram lá, eu falei desse post. E aí, tipo assim, eu dei exemplo, cara, os jogadores voltam para a cidade de uma missão e aí tem uns criminosos que estão tipo saqueando a cidade. Presta atenção nessa descrição, tá? Os três, eles estão tipo depredando a cidade, entendeu?

As pessoas estão correndo de um lado para o outro gritando Tem uma mãe segurando uma criancinha no meio da rua e tentando arrastar ela, mas ela tá meio catatônica, chorando, não sei o quê. Pra cada um de vocês três, depredar a cidade é uma coisa diferente.

?Voz B

É, com certeza.

LLeandro

Um imaginou que eles estavam quebrando as vidraças, o outro imaginou que eles estavam pichando as estátuas, o outro imaginou que eles estavam, tipo, pegando os carrinhos de frutas e jogando as paradas no chão, o outro... Porque isso é o que você preza mais, é o que te deixaria mais chocado numa cena de depredação da cidade. Logo você tá mais investido em parar os criminosos, saco é? E aí, tipo assim, você vai falar assim, ah, mas eles estão tipo, pô, mas eles estão tipo depredando as lojas, quebrando as vidraças.

Sim, então tem um, você vê que tem um cara que tá jogando pedra, aí você vem, aí você tipo, é que é tipo assim, é que nem o pôquer, né? Ele apostou, aí você vai e bota em cima, você aumenta a aposta. Sim, cara, e você vê que tem um cara que tá, ele tá só pegando pedra, uns pedregulho, jogando nas vidraças, tipo roubando as coisas que tem na nas vitrines e passando pra próxima e quebrando a vidraça. Cara, não, então, sabe qual é?

E aí acabou, vocês já estão investidos em parar os caras, vocês já estão investidos em fazer a cena. Se eu parasse pra descrever tudo, tudo, tudo, eu automaticamente ia negar pelo menos uma das coisas que um de vocês falou, que um de vocês pensou.

RARafael Amon

Sem querer, né?

?Voz B

É, sem querer.

LLeandro

Sem querer.

RARafael Amon

Mas qual é o feeling, por exemplo, de quanto é pouco, quanto é muito?

?Voz B

Boa pergunta.

RARafael Amon

Tem uma regra? Porque eu já vi uma galera dizendo, ah, eu, quando eu vou fazer uma cena assim, eu narro um item visual. Aí o cara vai até dividir nos sentidos, né? Um item visual, um item olfativo.

GGimmy

Eu ia comentar isso. Você explorar os sentidos é muito importante. Você, tipo, não falar só o que ele tá vendo, você falar o que ele tá sentindo, cheiro, você, qualquer coisa que você traga a mais de sentidos, dos 5 sentidos, você já traz. Aliás, de 6 sentidos, você pode falar de alguma energia arcana que ele sentiu.

RARafael Amon

Pode crer.

GGimmy

Fez a espinha dele Enfim, então assim, é que tem a ver com personagem, né? Enfim, determinado depende do sistema também, mas essa coisa dos sentidos é muito importante, cara. Eu acho que tudo no fim das contas se resume, na verdade, te respondendo especificamente, não tem muita regra. Eu acho que cada encontro pede um nível de descrição diferente, sabe? Sim. Então um encontro em que você quer que a galera utilize o cenário, talvez seja legal você mostrar, falar do cenário.

Se bem que miniatura ajuda muito nisso também. Você ter miniaturas e as pessoas verem, cara, teve, eu não vou lembrar agora especificamente, mas teve uma pessoa que a pessoa descobriu como derrotar um monstro pela miniatura, porque ela olhou para mim, ela falou, esse cara tá com bracelete. Não tinha nada a ver, mas ela descobriu o que era para fazer por causa disso, olhando a miniatura. Então assim, a miniatura, tipo, ter uma escada ou não ter, ter um, você ter itens dentro da sua dungeon que Você quer que não seja um combate parado e pô, tem um monte de elevação, de coisa, não sei o quê, a galera vai usar, entendeu?

E às vezes você não precisa descrever se você tem miniatura. Então é difícil achar esse balanço realmente, né?

RARafael Amon

Por exemplo, uma cena de boss, pô, os cara entrando pra, sei lá, pensando no Cavaleiros do Zodíaco, os cara subir nas 12 casas, vão enfrentar o mestre. Cara, quando tem uma carga dramática, acho que às vezes até o mestre carrega um pouquinho mais massa, sabe?

GGimmy

É isso que eu ia falar.

RARafael Amon

Aquela dramaticidade, diferente do cara entrar num numa taverna que os cara só aguenta lá para comer, beber e fazer um descanso longo. Pô, tu sabe qual é a narrar mais rápido?

?Voz B

Não pode crer. Mas o que eu gostei na dica de vocês, e de verdade, né, essa parada do você usar os sentidos, né, com você descrever a ação mais macro, que aí você descrevendo a ação mais macro você dá abertura para cada um ter alguma coisa. E aí eles podem completar, né? Eles vão perguntar, cara, porra, era assim?

LLeandro

É por isso que, por isso que, cara, mesmo com terreno, nenhuma batalha com— toda batalha sempre acontece no teatro da mente, com certeza, tá? Discutimos isso aqui com o Bacineandro, porque miniatura não fala, miniatura não casta magia, miniatura não mexe a espada, miniatura não levanta o escudo, miniatura não chora, miniatura não nada disso. Então, tipo, mano, cabe a você mesmo se você vai deixar o terreno e as miniaturas te engessarem, ou se você vai deixar isso complementar o seu jogo, tá ligado?

Mas de novo, tem um minimozinho que é o método Presley, que é um vídeo que eu falo lá também no meu, que também vem de um blog também, que é uma sigla que ele criou, o LITIS Method. Que é LITIS, é uma sigla para tudo que ele gosta de escrever numa cena. E aí eu traduzi para PRESLI, que é personagem, riscos, agora o L eu não tô lembrando, é S a saída, L a luz e I é interação. Então assim, personagem, tem alguém lá dentro? Riscos, quais são os riscos quando eles entram nessa sala, quando eles entram nessa dungeon, quando eles estão fazendo isso?

Isso. Saída, tem alguma saída, né? Normalmente a saída é melhor deixar para o final, mas para você ficar no card que você vai ter que escrever para poder botar a palavra. Quais são as fontes de luz e quais são as coisas que eles podem interagir?

GGimmy

Pô, legal, muito foda.

LLeandro

E eu tenho essa palavra presa ali no meu escudo mestre, para toda vez que entrar você olhar. É muito bom, cara.

GGimmy

Uma resumida que eu posso dar, eu acho que para muitas coisas, para muitas perguntas contas é você lembrar que os jogadores importam e eles estão jogando, e os jogadores lembrar que o mestre importa, que ele também tá jogando. É verdade, isso resolve 90% de problemas que acontecem na mesa. Lembra que o mestre tá jogando, e mestre, lembra que os jogadores estão jogando. É um lembrar que o outro importa.

?Voz B

Isso que tu falou, eu acho super importante, porque normalmente a gente fala da agência do jogador, do jogador poder fazer o que ele quer, mas a gente também tem que lembrar que o mestre preparou aquela parada. Né? Então ele tá jogando, ele quer se divertir, de fazer vocês se divertirem de uma certa forma. Porra, se o cara tá dando uma dica de para onde você ir, por que que tu vai virar as costas e ir para o outro lado?

RARafael Amon

De sacanagem, né? Porque não faz sentido nenhum na história de ninguém, só para tasanar, tá ligado?

?Voz B

Vamos tacar fogo na floresta.

LLeandro

É um investimento duplo, né, cara? Tipo assim, o jogador fazer um personagem que caiba naquela campanha, lógico, né? Seja investido naquilo E o mestre que se apaixona pela história que o cara criou, sabe? Porque quer jogar aquela história que quer. Pô, cara, então se o teu objetivo é conseguir a tal do machado lá, que você, que você, enfim, bota isso na aventura, cara.

GGimmy

Isso é, eu tô investido nessa história, eu crio até o final, eu crio aventura para, eu tenho dois grupos que eu crio aventura assim. Eu não sabia o que que eles queriam jogar, a galera falou, você, eu falei para eles, cria um personagem que você quer jogar e me dá uma história dele. E eu só fiz a história quando todos me deram a história, porque aí o meu trabalho era o quê?

?Voz B

Unir todos os pontos.

GGimmy

Aí ligou, cara, fulano era irmão de fulano. Meu irmão, a galera se investe num nível. É claro que eu coloquei coisas que eu queria, é óbvio, mas só que o ponto de partida foi a história deles.

RARafael Amon

Então, maneiro isso.

GGimmy

Só que eu terminei há pouco tempo, até tô colocando lá no TikTok, eu vou ter que terminar, que há muito tempo que eu não boto, a galera até me pede. Mas o final da campanha de 2 anos, a galera chorou, irmão. Eu inclusive, porque de tão investido que a galera tava. É a galera chorar mesmo, a galera se emocionar, a galera ficar feliz, bicho.

LLeandro

Jogar com Gui, mas é diferenciado. O cara botou uns parada na nossa aventura. Vai lá no YouTube, já aproveita, tá no YouTube, vê o podcast até o final. Depois vai lá no canal do Tá Rolando RPG e assiste a aventura lá que a gente jogou, pequenas almas, grandes corações. A gente jogou com Marcos Rossi e com Zé Renacho, são dois, são dois caras sensacionais, mano. E o cara botou os detalhes que tinham a ver com a gente assim, Tipo, nós pessoas, não os personagens.

GGimmy

Na maldade.

LLeandro

Na maldade.

GGimmy

E a cara deles quando vão vendo é muito legal.

LLeandro

Mano, eu quero ver essas caixas, eu tô aqui nervoso.

RARafael Amon

A gente tá aqui, ó, deixando o papo rolar e eu tô aqui, ahn, ahn, ahn. Então pô, vamos. Tá na hora. Vamos pra grécia.

GGimmy

Eu vou, eu vou pra essa.

LLeandro

Vai você, vai lá.

RARafael Amon

Na coragem.

GGimmy

E esse dado aí?

RARafael Amon

Esse aqui é o guardião da dungeon, né? Só que ele, pô, já pegou todo o tesouro dele e tá dormindo.

GGimmy

Eu passei por ele, eu senti um bagaço.

RARafael Amon

Tem 5 episódios que ele tá aí e nunca acordou.

?Voz B

Até agora não acordou.

GGimmy

Pô, será acordar, eu vou ficar boa.

RARafael Amon

Não dá, moleque, vai estar hibernando.

LLeandro

Sou eu agora?

GGimmy

Não sou eu, eu andei até lá.

RARafael Amon

É verdade, ele teve iniciativa, ele chegou primeiro.

?Voz B

Iniciativa foi dele. Boa, vai lá, vai lá, vai levantar o pino na frente.

GGimmy

E detalhe, que mímico lindo, na moral, olha que coisa linda.

LLeandro

O trabalho, esse é trabalho de Igor, é da pina para o meu possuente.

RARafael Amon

Butterworth Incorporated.

GGimmy

Quase me furei aqui, é, bicho, muito raro. Tira abertinho assim.

?Voz B

Ele não fica, ele quer se disfarçar de uma outra.

GGimmy

Matar personagens por consequência narrativa estraga a diversão?

RARafael Amon

Pô, tem esse negócio de matar personagem, ele é uma paradinha que tem muita gente que tem dúvida, cara. Verdade.

?Voz B

E eu já vi gente puta porque o personagem morreu. É, eu já vi gente puta porque o personagem morreu, mas também não ficou puto quando começou a fazer merda na mesa.

RARafael Amon

Opa, também tem isso.

GGimmy

Era Presley que você falou?

LLeandro

Era Presley.

GGimmy

Então não existe o risco?

LLeandro

Existe.

GGimmy

Você deixa o risco bem claro. Eu toda vez que eles estão entrando em alguma coisa, eu deixo o risco claro assim, alguma coisa que possa realmente matar um personagem. Primeiro, uma conversa prévia. Você tem problema de morrer na mesa? Você tem algum problema de morrer, cara? Eu streamando já me perguntaram. André, André, narradores na rádio perguntou se você tem problema de morrer. Eu falei, eu não. Só que se você tem algum, o que que acontece?

Falei, cara, se você me matar, me mata muito gore. Eu quero morrer maneiraço. E é isso. Mas tem gente que às vezes tem problema, e tudo bem, converse com o jogador.

RARafael Amon

Essa para mim é sempre uma boa pergunta, ok? E para jogar, sei lá, o cara quer jogar um D&D, A morte é um risco claro no D&D, assim, desde que o jogo existiu lá atrás.

GGimmy

É, cada vez mais ainda, né?

RARafael Amon

Como é que o cara faz para jogar e ele fala, cara, eu não quero que o meu personagem morra de jeito nenhum? Porque eu como mestre, sendo muito sincero, eu muito provavelmente eu viraria para esse cara e falar, cara, eu não sei se eu consigo encaixar na minha mesa. Pois é. Porque como é que eu vou dar, sei lá, pensando em 4 jogadores, como é que eu vou dar desafio para 3 que aceitam morrer porque é parte do jogo perder um personagem e fazer outro e um que não?

?Voz B

E o cara virar café com leite?

RARafael Amon

Exatamente, ele vai ser o café com leite?

GGimmy

Então eu não faria isso, eu não faria isso, exatamente como você tá sugerindo. Tipo, eu vou falar, é, cara, então não dá, ou então enfim.

LLeandro

É, eu acho que, eu acho que tipo nesse caso, cara, tipo assim, se é um negócio que você quer muito que esse cara esteja na sua mesa, um brother teu e tal, Tipo, vocês têm que chegar em algum acordo que, tipo, se por acaso ele cair, né, e tipo, ele vai ter que sofrer uma consequência grave disso, seja espiritual, seja até mesmo física, vai perder um braço, vai perder uma parada, que tipo, senão também vira uma coisa assim, né, tipo banal.

Mas eu acho também que o cara que não quer morrer, tipo assim, não quer que o personagem dele morra, a gente tá falando um cara que não quer morrer, é complicado. Vamos matar os jogadores, pelo amor de Deus. Mas assim, não quer que o personagem morra, eu acho que o cara não quer que seu personagem morra à toa.

GGimmy

Eu acho, é isso, cara.

RARafael Amon

Eu acho maneiraço. É porque a minha dúvida quando chega nessa hora do morrer à toa é: se não é um morrer à toa, então ele tinha uma hora para morrer?

GGimmy

Porra, velho, é com boy, só pode morrer com boy, só pode.

LLeandro

Não, não, não é que só pode morrer com boy, mas assim, de novo, toda vez que eles, o que o Gui me falou, são os riscos. Eles têm que estar é ciente de que tipo aquilo ali não é uma briga com uma tribozinha de 5 goblins, é um negócio que tem um peso, entendeu? Por exemplo, cara, se vocês não acharem a chave, não conseguirem chegar lá no final, e vocês vão ficar presos nesse labirinto para sempre. Eles têm que saber isso no momento que eles entram no labirinto, cara.

Eu joguei, saber o risco. Então, mano, tipo, se o risco tá colocado aí, até perguntar mesmo isso que potencialmente um dos personagens pode, sim, é um risco desse nível. E aí eles saberem que é isso, mas não é só contra o boss. Mas eu acho também que tipo, ah, cara, entrou ali, tipo, sei lá, Fandelver entrou na rua lá na estrada para chegar em Phandalin, aí veio o Goblin crítico, bum, primeira luta do primeiro, aconteceu exatamente isso, amigo, porque assim, eu, sabe qual é a parada?

RARafael Amon

Eu acho isso, eu acho que isso, moleque, Eu gosto no jogo, sacou? É porque assim, porque eu gosto desse suspense de não saber o que que acontece no mundo, irmão. Eu sou demole para um goblin, o goblin me jambrolhar no crítico, faz outra ficha. Eu vou olhar um pouco, sabe o que aconteceu comigo quando eu comecei a mestrar a Tomb of Annihilation? Tô jogando agora, no comecinho, cara, em Porto de Anzaru. Acho que é o primeiro encontro, que é no armazém que tem tipo no subsolozinho, é uma planta.

A planta, os cara nível 1, a planta tirou um crítico, pô, negativo da vida do cara.

?Voz B

Geral virou adubo.

RARafael Amon

E ainda mais na Tomb Raider, que não tem nem o ressurreição, não tem nada, irmão.

GGimmy

Morreu, morreu, cara. Eu tô jogando Tomb Raider, eu falei para eles que o livro mesmo fala prepara mais de um personagem porque eles podem morrer, porque não tem nível. Tipo, você encontra, os encontros são meio assim. A Nath falou, cara, beleza, eu não tenho. A Nath foi jogar comigo, eu Tipo, não tem problema de morrer, beleza, eu entendo, só não rasga a minha ficha. Porque o livro fala, rasgue a ficha do personagem quando ele morrer.

A Natália falou, cara, só não faz isso que eu não quero isso, mas morrer tudo bem. Então assim, eu acho que é isso que você falou do quanto que vocês chegam num acordo, porque a Nath não curte muito isso de jogar coisas muito desafiadoras assim, entendeu? Não é a vibe dela, não é a vibe. Mas ela topou jogar, tá adorando o jogo. Eu falei, cara, você vai gostar, o jogo é bom. E ela entrou nessa de tipo, beleza, pode morrer, mas não rasga a ficha. Show, perto da galera.

LLeandro

Tipo assim, tipo, aí a gente vai entrar numa outra discussão e a gente que é nerd de RPG vai querer falar sobre isso. Mas assim, D&D é para isso? Eu acho que não, eu acho que não.

GGimmy

No início até era, né?

LLeandro

Porque a primeira edição até é, mas hoje em dia, pô, eu falaria isso, cara, você curte esse tipo de parada? Você curte tipo o problema de que, cara, você virou uma esquina errado, você vai morrer? Joga Shadowdark, pô.

RARafael Amon

É, isso eu concordo.

LLeandro

Vai jogar um SR, entendeu? Vai jogar uma parada assim. É, agora, cara, o D&D, tipo assim, hoje em dia já se fala muito mais explicitamente, cara, é um jogo de fantasia heroica.

?Voz B

Sim, né?

GGimmy

Tanto é que, tanto é que um jogo, é verdade, tá ligado?

?Voz B

Porque é mais familiarizada, né, para todo mundo, é mais difundida.

GGimmy

Como ele falou, tem jogos como Tomb Raider que trazem mais, que a proposta vai mais para fora, o jogo muda a regra do jogo, do tipo, ó, tem uma maldição que faz com que isso aqui não funcione. Então tipo assim, ele tá mudando a regra básica do jogo para poder inserir nesse tipo de aventura. Eu acho justo, eu adoro, acho todo mundo lá incrível.

?Voz B

Mas assim, resume muito no que tu falou logo no início, cara, que é você deixar claro o risco.

GGimmy

É que ele falou do blog lá do Presley, né, da situação. Cara, só um detalhe, eu joguei com os meus sobrinhos, porque toda vez que eles estão aqui a gente joga. Eles, eu viciei eles em RPG, isso eu tô muito feliz com isso. A galera tem entre 10 e 16. Eles entraram, eles precisavam roubar um negócio no tesouro de um dragão negro. Botei a miniatura de um dragão adulto na mesa e eles sabiam que não era para lutar contra ele. O meu irmão que joga de vez em quando querendo meter a porrada no dragão, eles desesperados segurando ele, porque, cara, não é para bater, porque o risco— eu deixei o risco claro antes deles chegarem lá.

Então, e eles que eu tô falando são jogadores esporádicos entre 10 e 16 anos, e eles se ligaram, eles entenderam, né? O lance é esse, você deixa o risco ali, porque se eles fossem meter a porrada, eles iam morrer. Exato, numa soprada do dragão, sacou? Então acho que é isso, deixar o risco, assim como o resto da sigla, deixar o risco, eu acho que define, deixa bem claro esse tipo de coisa. E de novo, uma sessão zero, cara, conversa.

Sim, tem jogador que acha maneiro morrer, cara. Tem jogador que gosta de fazer build, e aí se ele morrer é um motivo para ele testar outra build. É isso. Um vídeo do TikTok, a galera que me segue já viu porque o vídeo bombou para caramba, tem bastante visualização. Que conta uma cena lá jogando com a Nádia do Experimento 267, era o marido da Nádia. Ele morre, ele morre com um Mind Flayer quebrando. Daí eu descrevi bem gore porque eu sabia que ele gostava, quebrando o crânio dele, entrando os tentáculos e tudo, foi uma coisa bem horrorosa.

A cara de todo mundo: meu Deus, eu matava esse mestre! Meu Deus, se fosse ele! Você vê na filmagem, ele tá assim, ele amarradaço, você tem que só conhecer o teu jogador.

RARafael Amon

Por exemplo, eu não sou do Gor. O Gor, por exemplo, você não me pega.

GGimmy

Sim, você falou isso para mim, inclusive.

RARafael Amon

A gente jogou uma campanha de conversando em Pathfinder, segunda edição, que era nas Terras Sepulcrais, que é a parte de Golarion lá, que é um lich que comanda. E o Primo, não, é o rei das catologias.

GGimmy

É maneiro.

RARafael Amon

Era só doideira. E ele tem conhecimento de doideira, Primo.

GGimmy

É, eu gosto, irmão.

RARafael Amon

Nosso grupo de Nossa feira é só marmanjo, só velho, e a gente botou safe word no nosso grupo. Mas é justo, a gente botou, irmão.

GGimmy

Tem hora que não dá, irmão. A gente volta à sessão zero, conversar sobre morte, conversar sobre gatilhos. Cara, eu na época da pandemia eu tava fodido da cabeça. Eu tô falando palavrão para besta, ok? Foda-se. Então não, eu tava, eu tava bem ferrado, viu? Tá vendo lá no chão? Eu casco. Eu tava fodido da cabeça, a gente jogou Cthulhu, eu tive uma crise zaralhaça de ansiedade. Não contei pra galera, tava no momento que dava pra parar, falei, galera, a gente pode pausar por hoje, eu tô cansadão.

A gente pausou. E cara, foi uma sessão assim, eu não entendia também direito, a gente não tinha feito sessão zero, só amigos. Eu, cara, pra ser sincero, eu nem sei qual foi o gatilho, só sei que eu tive. Então do tipo assim, e depois eu entendi, eu falei, pô, poderia ter falado pra eles, galera, não tô me sentindo bem, tá rolando uma crise. Cara, a Nath que teve que me segurar depois, cara, porque eu tive uma crise de ansiedade daquelas Pesada. E não foi alguma coisa do jogo, entende?

?Voz B

Mas algum gatilho, entende?

GGimmy

Não é leve.

RARafael Amon

Essa é a parada. Vamos embora, vai! É bom que assim você abriu, você sabe que é o mesmo. Fala, pô, meu amigo se tomou dano, vou tomar dano também, vou pegar um aí também, mano.

GGimmy

A gente é muito brother, a gente toma dano junto.

LLeandro

É isso aí, a gente vai morrer.

GGimmy

Ou então quer dizer que a gente tá lutando contra isso.

LLeandro

No caso da pergunta que você pegou, a gente morre junto também, né?

GGimmy

Opa, é isso.

LLeandro

O que fazer se o mestre é babaca?

RARafael Amon

Eita, caralho!

GGimmy

Sai do jogo, porra!

RARafael Amon

Eu falei, eu sou completamente gamer, irmão. Eu também, eu também.

GGimmy

Não joga!

?Voz B

Eu também.

RARafael Amon

Mas é foda porque tem uma galera que a gente, por exemplo, cara, você tem que ser amigo pra caramba que joga, é uma galera maneira, tem internet. Mas tem muita gente que o cara tá no primeiro grupo, é os amigos, sei lá, de infância, o amigo do bairro. O cara às vezes nem sabe que pode ter experiências melhores que aquilo.

GGimmy

É verdade. E porra, é o cara que não gosta de RPG porque a experiência foi ruim, com um mestre que não era legal.

RARafael Amon

Exato.

GGimmy

Mas ó, uma coisa é o mestre que não tem, o mestre sem experiência, o mestre que tá tentando coisas e não tá tão investido quanto a gente. Outra coisa é o cara babaca. Entendeu? Acho que assim, se o cara dá pra ter uma chance, dá pra ter uma conversa, é uma coisa. Porque às vezes você não encaixa. Assim como psicólogo. Você não encaixou, brother. Pô, o jeito dele de ministrar não me envolve. Ou o jeito desse de... E essa pergunta vai pros dois lados, tá?

Eu estou ampliando essa pergunta. Tô usando uma magia pra ampliar ela pros dois lados. O reverso é verdade. Porque, brother, você tá jogando como mestre e o jogador não tá funfando, não necessariamente ele é babaca, mas às vezes as coisas que ele tá fazendo tá te incomodando e tá impedindo que você se divirta. Pode crer, eu não jogo mais, eu não mestro mais. Às vezes tem pessoas que às vezes eu não mestro mais, eu jogo, mas não mestro.

Então você vai vendo. Agora, a pessoa é babaca mesmo, porra, aí não joga com a pessoa, porra, foda-se.

LLeandro

Eu acho que sempre legal, cara, tipo assim, que como o RPG é uma dinâmica de várias pessoas, eu acho que é interessante assim, você tirar o foco dele e voltar para as outras pessoas. Tipo assim, cara, esse cara, esse mestre é babaca, cara. Eu vou, depois do jogo, eu vou puxar o Igor e o Gui para um canto e falar, pô, cara, Será que, tipo assim, tentar uma mesma percepção que eu, né? Exatamente. Tentar ver, cara, pode ser que só você tá com, tentar um termômetro assim, tipo assim, pô, cara, eu tô achando isso aqui muito, muito merda.

?Voz B

Tá maneiro pra vocês?

LLeandro

Tá muito merda, o que que vocês estão achando? Porque, cara, isso eu passei na minha mesa comissionada assim, tipo, enfim, deveria nem tá falando isso. Aliás, ó, um beijo pro pessoal da mesa comissionada, que eu não mandei o alô lá no outro programa, agora eu tô mandando alô.

?Voz B

Beijo da Xuxa. Pô, tu não mandou alô, mas tu falou deles pra caramba.

LLeandro

Falei deles pra caramba, pra caramba.

RARafael Amon

Foi mesmo.

LLeandro

Aí que depois eles vieram, pô, podia ter mandado um alô pra gente, tal. Mandei o alô. E aí, enfim, pessoal já não tá mais jogando com a gente, tal. Mas tipo assim, cara, a minha grande falha foi não olhar pro resto dos jogadores. Eles já estavam bolados, ó, há muito tempo.

GGimmy

Você não percebeu que eles estavam bolados?

LLeandro

E pra mim era aquela situação que é tipo assim, ah, tá, não é o ideal, mas tipo, beleza. Aí pisou na bola de novo, ah tá. Aí deu uma pisada, aí deu aquela pisada na bola com o pé esquerdo, aí já falou, vai começar a azedar, entendeu? E aí tipo, eu demorei no que eu, do que eu tipo se tornou um pouco insuportável para mim, já tinha passado dos limites para galera há muito tempo. E aí tipo, entendeu? Então assim, você reforçar sua percepção, era eu ter a percepção de olhar para o resto enquanto aquilo tá acontecendo, inteligente, olhar para o resto, sacou?

E ver, é isso mesmo, eu tô viajando, ou é comigo e tal, e tentar descobrir a situação. E cara, eu sou do guime também, cara. Tipo, eu acho que assim, babaca é babaca uma vez, duas vezes, três vezes, cara, mete o pé.

GGimmy

E é diferente, repito, é diferente do cara que tá tentando ou que não encaixou com você. Porque pode ser que um cara que é gore para caramba, é um gênio no gore, ele não vai encaixar contigo. E o cara é um gênio, gente boa, pô, o jogo dele é incrível, só nunca não encaixou com você. Isso acontece, tá tudo bem também. E aí você pode, ah, hoje eu vou jogar com ele sim, não vou jogar sempre, mas— ou isso é diferente, não encaixar é diferente da pessoa ser babaca, que é a questão da pergunta.

E cara, tem jogador babaca, tem mestre babaca, tem de tudo, porque os seres humanos são seres humanos. Então saiba onde você anda, não precisa ficar, como é que se diz, forçando a barra numa parada que não vai, não vai dar certo e você não tá se divertindo. Cara, eu já passei por isso, tá, de tipo acabar a sessão e ficar e falar assim, cara, eu preparei a sessão, pintei miniatura, fiz tudo e estou puto. Eu não quero tá puto. Eu não quero hoje sábado de noite ter gastado meu sábado.

RARafael Amon

Pô, meu hobby vai ser eu ficar puto?

GGimmy

E eu tô puto, eu tô chateado, eu não tô feliz, ninguém tá feliz, a galera brigou, eu não tô— é isso. Então você vai entendendo com quem que você joga, entendeu? Essa é a dica. E saiba determinar o que que é babaquice, o que que não é, o que que é isso, cara. Isso que o Leandro falou é perfeito. O que que é uma implicância, porque às vezes a gente tem nossas implicâncias. E às vezes é uma parada que tá com você mesmo, entendeu? Então verifica ali se todo mundo tá na mesma página.

?Voz B

Mas é uma vibe que vocês puxaram mesmo, cara. Tipo, cara, tá te incomodando? Deixa de jogar, irmão. É isso, né? E você não precisa parar de jogar.

GGimmy

Não, é isso.

?Voz B

Procurem outras pessoas.

RARafael Amon

Mas o foda, eu concordo pra caramba, mas o foda é que eu acho que tem situações que não dá pra ser só binário. Porque se o cara é teu amigo, mas só na mesa, só quando vai jogar o cara é babaca, O cara não é uma pessoa babaca, sacou?

GGimmy

É, tô ligado, porque tem muito alfa player, por exemplo.

RARafael Amon

Tu vai jogar, a pessoa se transforma, irmão.

?Voz B

Mas se ele tem um amigo, tu pode dar esse papo para ele e falar, pode manter a nossa amizade, mas não vou jogar contigo mais.

RARafael Amon

Concordo, mas esse é o ponto assim, da primeira vez você já fala assim, já corta o cara.

?Voz B

Até porque da primeira vez, para trocar uma ideia, você, porra, você concordou algumas vezes, né, para você, você ruxar demais, que talvez seja um cara que esteja num dia ruim.

RARafael Amon

Sim, mas claro que é por isso que eu acho que às vezes um experimento, o Leandro falou, cara, fez uma para ele, passou batido, mas já tinha incomodado outros. Aí foi fazendo. Mas será que, porra, na primeira incomodadinha já não valia um toque? Pô, irmão, essa parada aí, o que que aconteceu e tal?

GGimmy

Aí depende do quanto que você é próximo da pessoa, porque tem o oposto.

RARafael Amon

Vocês mestram em evento, vem estranho para jogar com vocês na mesa.

GGimmy

E tem uma galera que, gente que paga para jogar comigo também, né?

LLeandro

Tipo assim, o cara pagou, tipo Tipo assim, também tô pagando, nem pretendo.

?Voz B

É estranho, caralho, tem esse nível, mano?

RARafael Amon

Será? Não sei, mas se o cara tá pagando, irmão, eu já— gente que paga, né, o cara pode falar, irmão, você já viu?

GGimmy

Você já fez a experiência no chão assim? Você já fez a experiência de entrar em comentários, principalmente do falecido Facebook?

RARafael Amon

Não, deve ser ali, meu Deus.

GGimmy

Toda vez que alguém, que alguém vai tentar mostrar, ah, tô fazendo uma campanha paga, tô fazendo uma mesa paga, meu irmão, é xingamento. É um monte de babaquice. E aí são pessoas que, cara, ah não, isso não é, não pode ser. Enfim, vocês imaginam.

LLeandro

Eu já sorrateiramente fui ali, já fui para o próximo, já tá lá. Então, já que você tomou a iniciativa, se o mestre for babaca, sai da mesa do game, cara.

GGimmy

Ou então você nunca joga com ele, que é o que eu fiz com ele. Ele nunca, nunca misturou para mim.

RARafael Amon

Aí, ó, tá vendo?

GGimmy

Vocês viram a dica? Você viu a dica que eu falei? Você percebeu a dica? É que eu falei o seguinte, Adicionando ao que você disse, se o mestre for babaca você sai da mesa do Gui Mi, ou então você nunca joga com ele se mostrando para você, você vai fingindo sempre que você tem compromisso.

RARafael Amon

Foi uma ilusão, eu achava que vocês eram da mesa fixa um do outro.

GGimmy

Porra nenhuma, jogou junto uma vez. Teve umas duas vezes que deu merda no dia que eu ia jogar com ele, eu fiz personagem, a gente conversou e no dia deu merda assim.

LLeandro

Então na nova dinâmica de grupo que eu falei que eu quero fazer aqui você vai estar no grupo lá e a gente vai fazer aquele negócio de quando puder. É complicado, nossa vida é complicada. Como o jogador pode facilitar o seu contato com o volume de regras, quantidade de perícias, especificidades de combate, por exemplo?

GGimmy

O jogador, o jogador, o jogador, porque o teste normalmente já lê, né, cara? Ele se prepara.

RARafael Amon

E vou te falar, tem uma galera chegando, molecada nova, não quer nem ler livro, é que assistir tutorial no YouTube e jogar.

GGimmy

É o que eu falei para vocês antes aqui, hoje em dia curva se joga RPG. Pode crer, meus sobrinhos, meus alunos de guitarra, a galera se tá com um cordão de dado, caraca, tu joga RPG! Hoje em dia é isso, porque a galera não tá a fim de ler. A parada tem uma mística em volta, que eu acho super positivo, porque quando eu conheci tinha essa mística mesmo. Isso é irado. Mas assim, então é isso que você falou, totalmente verdade, a galera não tá a fim de ler mesmo.

?Voz B

Essa pergunta veio diretamente dos membros do canal.

LLeandro

É, mas, cara, eu acho que tipo A gente falou disso do outro episódio também, cara. Eu acho que ter aquele resuminho da sua ficha, entendeu? Pega aquilo ali, condensa num negócio tipo muito— aprende a fazer o beabá, entendeu? Acho que é tipo isso. Eu iria com essa parada, porque principalmente se a pessoa tá começando, não adianta você querer jogar aquele negócio em cima dela, 200 páginas, não vai, não rola. E inclusive nem deve, né, gente?

Pelo amor de Deus, o cara valeu, vai jogar RPG, valeu o livro de jogador, às vezes ele não tá Não precisa, não, tipo, não precisa.

GGimmy

Eu vou, eu vou, não, não precisa.

LLeandro

É tipo assim, ele vai, ele vai aprender jogando. Inclusive, hoje em dia, o meu método de ensinar é assim: isso aqui é o D20, é a maior parte do tempo que eu pedir para você rolar alguma coisa vai ser esse dado aqui. E aí você vai ter que adicionar ou diminuir alguma coisa, ou não adiciona nada a esse resultado. E aí, se for um combate, você vai ter que jogar um outro dado Mas aí é que eu vou botar aqui o guia aqui do seu lado e ele vai te ajudar o tempo todo.

RARafael Amon

Isso acho legal, tá?

LLeandro

Vamos jogar, acabou. É isso, é só isso que eu falo. Eu não falo mais nada, nada. Porque tipo assim, mano, se você parar para a gente explicar aquele pedaço de papel ali, você vai perder 45 minutos e o cara não vai gravar, ele não vai reter nada, nada. Então assim, é enquanto ele vai. E aí, mano, é aquele, é igual videogame, pode crer. Quando você tá andando, andando, no começo você só sabe andar, Aí chegou numa, aperte triângulo para interagir com o objeto da cena.

Aí quando acontece, ah, você quer entrar sem ser percebido? Agora você vai fazer um teste de furtividade. Que que é isso? Isso aqui é uma perícia. Aí apareceu no jogo passo a passo. Lembra do D20? Pega o D20 que eu te falei, lembra? Você tem mais 3 aqui, ó, vai lá e adiciona 3 no resultado. 11. Isso. Aí agora eu vou te descrever o que que acontece com o seu resultado que Aí agora não sei o quê, não sei o quê. Aí eu quero convencer esse cara a fazer isso.

Então agora você vai fazer um teste de persuasão. E aí assim, mano, você vai indo aos pouquinhos, que se tentar pegar e explicar, já cai nesse, nesse.

GGimmy

Leandro, eu sou mais kamikaze que você, eu não explico nem quais são os dados. Foda-se, juro, cara. Eu tive umas, eu tive algumas experiências recentes assim. Eu fui jogar com uma galera que nunca jogava, foi essa mesa de 2 anos que a gente terminou agora. A galera terminou Expert, né?

?Voz B

A galera curtiu, né?

GGimmy

2 anos foi essa, e foi entrando gente. Enfim, essa, essa entraram pessoas que eram mais experientes e tal. Tem uma galera que, cara, tem muito uma coisa do— só um parênteses— tem muito uma coisa que o André fala, o Narradores fala, que tem perfil de jogadores. Tem um jogador que vai querer ler tudo, vai ter o jogador que não vai querer ler nada, e vai ter o jogador— enfim, tem um jogador do roleplay, tem logo jogador especialista, tem um cara que faz combos e faz builds, e enfim, vai ter de tudo.

E cada coisa, tá tudo certo, né? Nenhum desses é um Mas, cara, eu quando fui ensinar para essa galera, teve um outro grupo que era uma galera do rock aí que quis jogar também. Mais da metade da mesa nunca tinha jogado. E pessoal, agora eu mestrando nos eventos, no DOF, no Iniciativa, o Terra Vista, nesses, que é um outro sistema. Então assim, em várias coisas diferentes eu só falo assim, a pessoa faz a ficha comigo, eu faço a ficha com ela para que ela saiba.

Então assim, ela já entendeu ali mais ou menos que tenha, ela tem habilidade tal, entendeu? Ela não sabe como isso funciona, eu também não quero explicar para ela, porque é a coisa do tutorial. Eu falo para ela, vocês estão nesse lugar, a gente, vocês adentram no cenário, eu falo, vocês estão no, eu falo que vocês, me pegou desprevenido, eu falo, vocês estão em determinado local e aí tem isso, isso, né? Falo lá o lance do Presley, o lance do cheirinho e tal, falo tudo que tá acontecendo.

O que que você vai fazer? E a pessoa vai me falar, ah, eu vou escalar aquela parede. Ah, tudo bem, então pra escalar você vai rolar o D20. Aí eu falo. Eu deixo a pessoa ser criativa porque, de novo, eu sou o babaca do roleplay.

LLeandro

É evacuação, como você faz pra sair, e S são os sentidos. É isso.

GGimmy

Ah, boa! Os sentidos que a gente falou aí, ó. Lembrei. Mas então é basicamente isso, tipo, é, é, é, eu deixo a pessoa falar. Então, por exemplo, ele quer atacar, tem um monstro. Ah, eu vou atacar com a minha espada. Show, é assim que faz. Entendeu? E essa coisa de você botar um jogador experiente do lado pra ajudar na ficha também é bem legal. Pô, God criança é do caralho, é boa. É que às vezes não é possível, mas quando isso é possível, te ajuda o mestre um bocadão.

LLeandro

Isso, é assim, se você acha que isso é um impeditivo pra tua galera por qualquer motivo que seja, que tipo assim, ah, tem muita regra e são, sei lá, são crianças, ou então é uma galera mais velha, ou então é uma galera que tipo você que mais que inventou delas jogarem do que elas tão a fim de jogar e você, cara, joga outro sistema que não tenha tanta coisa.

?Voz B

Pode crer.

GGimmy

Tem sistemas simples, cara.

LLeandro

Vai pro Melodia Perdida.

GGimmy

Easy D6.

LLeandro

Vai pro mouse, pro Easy Six.

RARafael Amon

Caralho, tá jogando algum shot de Easy Six agora?

GGimmy

Livro de mármore, eu comprei, eu peguei ele lá agora na mão.

LLeandro

Mouse reader, entendeu?

GGimmy

Aqueles livros de jogos, eu jogo com criança, tava falando pra eles, eu jogo aquele sisteminha habilidade, energia, sorte com criança e é maneiração. Tem magia não, é tipo Easy Six, você fala qual é a magia e vê isso e é muito legal essa coisa. E de novo, eu venho dessa escola do roleplay, então pra mim o roleplay que manda. Depois do roleplay a gente adequa e usa as regras de acordo com o roleplay.

RARafael Amon

Tipo a Debra Ann Woll ensinando o John Bertão. Aquilo ali é ouro, cara. Aquilo é sensacional.

GGimmy

Aquilo é ouro.

?Voz B

Eu peguei essa pergunta, eu acredito que sejam pessoas que já são iniciadas, né, mas talvez puxando pra esse lado.

GGimmy

Ah, sim, tá, ok, faz sentido.

?Voz B

Por quê? Porque ela fala como é que ela pode lidar mais com as regras, que são muitas, mas precisa resumir? Eu acho que é muito que o Leandro já deu a dica, né? Se você entendeu o que que você está proposto a fazer, porra, eu quero fazer um elfo, Ranger, beleza, lê o que que a raça elfa faz, lê o que que o Ranger faz, com a proposta do Ranger, faz um resuminho.

GGimmy

Ó, eu sou muito pai também, também tenho isso, eu faço uma ficha que vocês vão ver, né? A ficha que eu fiz lá para os comediantes, cara, a ficha que eu faço tem tudo na ficha. Ficha. A magia está descrita na ficha, tem o texto da magia, tem tudo na ficha. Então se o cara minimamente— e eu também dou essa dica, aquela dica do você é o próximo, cara, você dá a dica do cara, você olha para sua ficha que você vai saber isso. E às vezes a pessoa: ah, onde é que tá aquele negócio?

Beleza, mas ela já sabe que tá lá. Então assim, tá tudo na ficha, entendeu? Isso ajuda muito. Então você como jogador fazer isso, né? Ou o mestre, cara, procura, tem um milhão de anotações de fichas diferentes que você pode achar, vê uma que se adequa para você, coloca o máximo de coisa ali, que eu acho que no jogar você acaba se familiarizando mais com as regras.

RARafael Amon

Tipo o da Guerrache, que botou umas cartinhas, né? Pode crer, é coisa de carta, habilidade, que é uma parada muito visual.

GGimmy

D&D tinha nessas coisas, carta também tem várias coisas visuais e tal.

LLeandro

Cara, jogo tá bonito demais.

?Voz B

Mas eu tenho uma outra dica como jogador, cara, não se prenda tanto às regras, se prenda mais a jogar o jogo. Desenvolve, conversa, propõe, pergunta, independente do que você tem na sua ficha. Às vezes as pessoas se prendem na ficha e acham que só pode fazer aquilo. Verdade, porra, você pode conversar, você pode correr, você pode andar, você pode gritar, você pode fazer uma porrada de coisa, irmão.

LLeandro

Cara, eu tenho, eu entrei nessa pira uma vez, cara, como eu tenho saudade de tipo o tempo que eu não jogava RPG. Você vê a galera que não joga, mano, nada engessado, nem olha para ficha, nem olha, meu irmão. E ele tá aqui, sério, não, então eu vou chegar, eu vou falar assim, não sei o quê, mano.

GGimmy

O cara nem olha, joga com criança, irmão, é muito irado.

LLeandro

Quando você pega o cacuete, cara, já era, porque aí você vai procurar toda solução aqui quando a solução tá aqui, ó.

GGimmy

A solução tá no começo. E também tem essa coisa, cara, não sabe a regra, pergunta. Tem às vezes o jogador tá jogando há um tempo e não sabe uma parada fica com vergonha. Mó galera, isso acontece direto. Aí o cara fica assim, não, mas é que eu podia usar, eu não sei o quê. E fica, eu falo, irmão, você pode perguntar, pô. E pergunta para mim como funciona isso, eu vou te responder.

?Voz B

Outra parada, o mestre não precisa saber tudo, ó. O livro tá ali para ajudar, cara, né?

RARafael Amon

É que tem mestre que tem vergonha.

GGimmy

Tem duas coisas, pega o livro e consulta, ou não quer engessar, fala assim, galera, olha, eu não lembro essa regra, vamos inventar. O Guilherme faz isso, sabe? Essa, vamos inventar agora e depois a gente olha, para não engessar, para o jogo não demorar. Agora, se a galera é muito ligada na essa regra, que eu já tenho jogadores que são assim, vamos parar e olhar. Faz sentido, que se a galera não vai ficar puta, a galera vai parar, vai olhar todo mundo junto. A gente aprendeu junto, aprendeu junto, vamos embora.

LLeandro

A minha regra, a minha regra é o seguinte: ninguém na mesa sabe qual é a regra como escrita. Então vai rolar isso, vamos inventar, vamos fazer uma coisa. Tá todo mundo de acordo que isso aqui funciona?

GGimmy

É isso, conversa. Tá todo mundo de acordo?

LLeandro

Depois da sessão a gente vê. Se eu não sei, mas o Amon sabe, saber. Então agora o Ramon vai falar, ah, é assim que funciona. Beleza, então é assim que funciona, vai ser assim.

GGimmy

Eu tinha um jogador que era, beijo, ele está em outro plano, o Luciano, meu parceiro, cara. Ele era a enciclopédia de regra. Qualquer dúvida, ele, não, mas você quer saber da 5ª edição, da 3ª? O moleque era assim, não era só da ID não, era qualquer sistema que eu jogava com ele. Ele era uma enciclopédia. E eu não sabia, eu olhava para ele já, ele vinha, então Então, Gui, era sensacional, sensacional.

RARafael Amon

Vamos para mais um baúzinho.

GGimmy

Eu vou pegar mais um do Mítico porque eu quero perguntar isso aí. É isso aí que eu gosto de morrer, pô. Olha o tamanho da minha miniatura para o dente do Mítico.

LLeandro

Eu tô fodido aqui separando a party, né?

?Voz B

É verdade, tem um split party.

GGimmy

Eu já vi que ali não tem armadilha, não tem nada.

RARafael Amon

E pela nossa gravação, provavelmente é a última dica Olha o dica que a gente vai dar pra galera, derrotando o Mímico.

GGimmy

Pô, cara, acho que a gente vai ter que pegar outra, hein, porque a gente acabou respondendo. Como lidar com um jogador escroto?

?Voz B

A gente falou também do papel do jogador, então...

GGimmy

Eu que joguei aquela magia que inverteu.

RARafael Amon

Vale a pena a gente pegar o último papel.

GGimmy

A gente faz, vamo mostrar agora. Todo mundo de acordo que o papel é do jogador? Todo mundo de acordo.

?Voz B

Tá valendo essa regra?

RARafael Amon

Fez o ruling?

LLeandro

Regra da casa, regra da casa.

GGimmy

Vocês me dizem se faz sentido. Como lidar quando as atitudes... Hã? Como lidar quando as atitudes são, imagino, tóxicas no hobby?

RARafael Amon

Ah, cara, porque aí não é dentro da tua mesa.

?Voz B

Não necessariamente dentro da mesa.

GGimmy

É, isso aqui é do hobby. Tá, posso começar?

RARafael Amon

Falar uma coisa? É, vai, pô, por favor.

GGimmy

Entenda, qualquer hobby, qualquer fandom, qualquer coisa Vai ter muita gente tóxica. Você não vai escapar disso nunca. E eu digo isso assim porque, cara, fui— galera alternativa tem muita gente filha da puta. Galera que não é alternativa tem muita gente filha da puta. Star Wars tem muito babaca. Fã de Iron Maiden só tem, tem muito escroto pra caralho. Tem fã do Pink Floyd também. Qualquer merda que você entra vai ter gente muito escrota e você vai ficar puto e não querendo fazer mais parte. Só que, cara, eu vim pro RPG achando que todo mundo era lindo. Não é.

RARafael Amon

Nossa. Não é.

GGimmy

Eu sou do rock achando quando era moleque lá que todo mundo tinha que ser padrão. Não, agora eu me encontrei. Tem um monte de filha da puta, cara. E vai ter isso na igreja, vai ter isso em qualquer lugar que você for. Vai ter gente legal, vai ter gente filha da puta, porque humanos são tóxicos. Então se você não quer lidar com pessoas tóxicas, vire um ermitão, infelizmente. E o melhor que você pode fazer eu acho que é selecionar as pessoas que você tá, selecionar as pessoas que você vai ouvir, porque também às vezes você entra numa de ouvir o cara escroto porque você não gosta dele.

Então vou ouvir, cara, isso faz mal pra você. Irmão. Então o canal tal fala de um jeito que você não gosta, que te agride, não ouve, sacou? Então assim, faça um saneamento da sua mente, tá ligado? Porque, cara, gente tóxica, infelizmente, eu não tô, não tô zoando, qualquer comunidade é tóxica, por mais inclusiva que ela tente ser, vai ter algum lugar ali que vai ter gente tóxica, que vai ter gente babaca. É ser humano.

RARafael Amon

Mas assim, é meio foda porque, porra, eu concordo pra caramba com o Guime, mas é o tipo de parada que a gente entende, a gente racionalmente fala isso, mas por exemplo, é você postar uma parada e em 50 comentários um ser o cara tóxico. E porra, você parar para ler aquele cara, que aquela parada te pegar.

GGimmy

Isso como criador de conteúdo é uma armadilha horrorosa, porque tem 49 que os 49 falando benzão de você, mas o que te pega é aquele lá. E cara, infelizmente isso aí é psicólogo, irmão. Irmão, porque todo criador de conteúdo sofre com isso.

?Voz B

Eu vou até além, cara, porque às vezes vem gente nova e é o comportamento tóxico expulsa aquela galera.

GGimmy

Muito, né? Galera de Star Wars, irmão, que eu faço muito parte da família de Star Wars. Porra, tamo junto aí, tamo junto. A galera de Star Wars, bicho, é muita gente entrou ali por causa dos novos filmes, no episódio 7, 8, 9, e saiu. Essa galera apanha, mulher principalmente. E cara, não deveria ser assim. Sim, foi mal, não deveria. E RPG tem um pouco disso também, tem a galera que odeia, ama odiar D&D. Aí o cara não, o cara fala, cara, eu adoro D&D. Não, então você não sabe nada de RPG, mano, deixa a pessoa gostar.

RARafael Amon

Ou então o cara que, um absurdo, está jogando D&D hoje com tanto sistema, pô, pai, daí eu tenho preguiça.

GGimmy

Muito, é, que não importa. O lance é, se você quer ser inclusivo, se você quer dar voz a pessoas, se você quer novas pessoas entrando, tente não ser tóxico. Todo mundo tem suas opiniões também, eu sei, mas É difícil, cara.

LLeandro

É, cara, eu acho que vocês estão, vocês estão certíssimos, entendeu? É, quanto mais a gente ama uma parada, né, as pessoas amam uma parada muito ferrenhamente, elas vão ter opiniões muito específicas em relação àquilo. E o RPG é um caso muito assim, que tipo a gente tem pessoas que amam muito uma coisa de muito, de um jeito muito ferrenho, de uma forma muito quase agressiva, entendeu? Mas, cara, o que eu também, assim, para tentar pegar um—

GGimmy

ela pode, desculpa, ela pode fazer psicólogo para saber que ela não é o rei do mundo, né? Também assim, foi mal, bicho.

LLeandro

Mas para pegar um espinho positivo nessa parada assim, é que também, tipo, cara, eu acho que a gente tem que dar uma chance para todo mundo, entendeu? Tipo assim, cara, por exemplo, agora no Iniciativa teve uma galera muito forte do World of Darkness.

RARafael Amon

Dos LARP.

LLeandro

E aí, tipo assim, eu sempre fico assim achando que eu sou o cara das miniaturas de terrenos, logo o cara do D&D, logo o cara que essa galera não vai clicar. E, mano, nada a ver, cara. Fiquei super de boa com a Bela. Eu já conhecia a Bela Farias, mas tipo assim, a Letícia eu conheci no off. Mas aí, pô, conheci, vim aqui, troquei ideia, fiquei de boaça. Fizemos conteúdo junto, rimos para caramba, jogamos juntos, brincamos, tudo isso daqui.

Então, mano, muita coisa tá na tua cabeça também, essas paradas, entendeu? Porque eu Tipo assim, ah, não sei o quê. E, cara, o Gui me falou uma parada certa mesmo. Eu acho que em algum momento, pela sua própria sanidade, você tem que escolher o que que você vai consumir e o que que você não vai consumir. O Gui sabe que eu vou falar para ele também agora, tipo assim, que eu falei para ele há um tempo atrás, antes do Dó. Eu falei, cara, pensa da maneira, tipo assim, se você vai realmente chegar no hater e tentar responder ele, pensa em como você vai fazer isso para isso não te machucar, né?

Te machucar. Tipo assim, cara, uma parada que eu adoro fazer com hater é assim, cara, não entendi muito bem.

GGimmy

Ah, eu adoro fazer isso também.

LLeandro

É, eu não explico esse seu, esse seu ponto de vista, cara. Eu não entendi o que que você quis dizer com isso. Isso é muito legal, porque assim, para mim isso não faz sentido nenhum.

GGimmy

E aí você vê ele discorrendo sozinho Por um tempão achando que ele vai te convencer. E você pergunta de novo, mas eu não entendi ainda. E vai para sempre, é bonzão. E você vai ganhando comentário.

LLeandro

Sabe qual é, cara? O cara é tipo assim, eu adoro as paradas tipo assim, pô, mano, Wizards of the Coast, que se foda, não sei o quê, pô, vai jogar Pathfinder. Falei, cara, Pathfinder, o que que é isso? Cara, nunca joguei, é maneiro. Adoro fazer isso. Uma barriga do rei, mano. Eu comecei com Marvel Super Heroes, eu joguei World of Warcraft na minha adolescência inteira, entendeu? Eu joguei nos últimos 5 anos, eu joguei mais sistema que eu joguei na minha vida inteira.

Eu tenho 41 anos, que a galera acha que eu só jogo D&D, ou porque eu só, porque eu pinto miniatura, eu faço, então tudo meu é D&D, mano. Não é, entendeu? Eu jogo mais sistema hoje do que eu jamais joguei na minha vida.

GGimmy

Leandro, a gente conversou sobre isso há pouquíssimo lá no Discord, lá no chat.

LLeandro

Tipo assim, Descobriu a porra do, sei lá, do ouro, né?

GGimmy

Uma coisa que eu e Leandro estávamos conversando na iniciativa é sobre Didei especificamente. Cara, Didei é o maior, beleza, é isso aí. O lance é, é o maior em questão de ser, não disse melhor, eu disse é o maior, é o mais difundido, é isso que eu quero dizer. Cara, a empresa é legal?

LLeandro

Não.

GGimmy

Você pode jogar Didei e saber que a empresa é muito filha da puta. Mas aí é aquela empresa só que é filha da puta? Não, qualquer empresa grande é filha da puta. Quando você come uma parada, empresa de carne que botou, é escrota pra caralho. Do que da roupa que você veste, porque é merda. Porque empresas, olha aqui mais uma novidade, empresas são filha da puta quando chegam num sentido, quando chegam muito grande. Uma empresa pequena que você vê o cara ralando ali, que é seu parceiro, se ele chegasse naquele nível não é por culpa dele, é porque para você chegar nesse nível você vai ser filha da puta, você vai olhar só o lucro.

RARafael Amon

É o sistema, não tem como, não tem como.

GGimmy

Então você tá mirando no lugar errado, sacou? Você tá mirando no lugar, ou então você tá deixando de ver que tudo em volta de você que envolve empresas são filhas da puta, veem lucro, cagam pro consumidor, cagam pra quem tá apoiando e blá blá blá blá blá. Assim como a Wizards. Eu amo D&D, eu gosto da Wizards? Não, porque ela é uma empresa. Não porque a Wizards é escrota, porque uma empresa deste porte vai ser escrota.

LLeandro

Agora, uma coisa que eu queria falar assim também antes de começar, de tipo assim, cara, mantenha-se longe da toxicidade. Tipo, e aí pra isso você tem que diagnosticar o que que é que são os seus gatilhos.

GGimmy

Tipo assim, criadores, cara, o unfollow existe pra isso. A pessoa tá te fazendo mal ou te fez mal, Pessoalmente, você ficou puto com alguma coisa que a pessoa fez, ou então ele tá rindo pra caralho aqui. Você ficou puto com alguma coisa que o cara fez e você não é amigo suficiente pra falar, nunca mais fala, acabou. Olha que lindo. Ou então vou falar quem é, não, fala mesmo. Ou então acontece alguma, falando de uma forma até mais impessoal, o cara falou uma coisa que já aconteceu isso, cara, um criador de conteúdo falar uma parada que eu me senti agredido, ele não tava falando pra mim, nem conheço o cara, mas Mas pô, foi uma parada que não bateu bem para mim, eu vou continuar seguindo ele?

?Voz B

Não faz para quê, né?

GGimmy

Não é tipo assim, mas só para complementar, tentar convencer, vou tacar hate nele, nada disso.

LLeandro

Eu não gosto de certas coisas e assim, tipo, como todo mundo também tem meus gatilhos e tal, eu não gosto de gente que faz vídeo tipo assim, não faça isso, se você tá fazendo, é o famoso cagar regra. Eu não gosto, então eu não sigo. É, mas assim, também não confundir isso com ser apático em relação a coisas que têm que ser lutadas contra, que tem uma diferença muito grande.

?Voz B

Pode crer.

LLeandro

Se é um tema que só você não gosta do jeito que o cara tá falando, que você só não gosta da maneira, se você não gosta só do tipo de mensagem, beleza. Agora, se é alguma coisa que fere algum grupo de minoria, que fere alguma coisa, ou seja, é um crime, é um cara tá fazendo, cara, exatamente.

GGimmy

Aí não, mas aí a gente sai do hobby, a gente tá vendo um o cara cometendo um crime, na maioria dos casos, assim.

LLeandro

Não, eu te entendo, tem uma área assim, tipo, sabe? É porque, porque eu acho que tem certas paradas que são importantes, sacou?

?Voz B

Você não sabe identificar esse tipo de coisa, né?

LLeandro

E, cara, toxicidade na mesa é tipo parar na hora, entendeu? E conversar, entendeu? E tentar resolver fora. Não conseguiu uma vez, duas vezes, tchau, um abraço.

GGimmy

Infelizmente é isso.

RARafael Amon

É porque foda muito do cara tóxico é o maluco atrás do teclado, é o maluco, porra, que nunca ao vivo não é, ao vivo é sempre diferente.

GGimmy

Quando o cara tá à distância de uma voadora, ou é uma galera que não fala, não fala, pode crer, ao vivo, ao vivo, a gente falando é outro rolê.

?Voz B

Eu concordo, mas juntando com o lance do mestre babaca, se você juntar essas duas coisas, a gente pode ver que no nosso hobby, se a gente pegar anos 80, anos 90, 80 era a galera que era mais excluída, né, para caceta. E ela tem aquele, é detentora daquele conhecimento, né. Então ela sabia como lidar. Hoje, como você falou, e é verdade, porra, o RPG é cool.

RARafael Amon

Essa galera, mano, eu fiquei muito, mas essa galera que era excluída e que era detentora de um poder, agora não aceita entrada dos outros também.

GGimmy

Não tem mais o poder porque não tem muito mais Tem uma galera coroa que ficou felizona, e tem uma galera mais coroa do que eu, e tem uma galera mais coroa do que eu ficou putaça, e que esse aí não pode. Mas é o que que eu falei, fã de Iron Maiden, fã de Star Wars. Uma vez um amigo, um amigaço meu, amo ele, chegou para mim uma vez, falou: não, porque eu sou fã de verdade Star Wars, porque eu vi Star Wars 77 no cinema. Eu falei: cara, isso não quer dizer que você é mais fã, quer dizer que você é mais velho.

Exatamente, tudo perfeito, tá tudo. Porque eu assisti o episódio 1 no cinema só e eu sou fã para caramba. Você realmente tá falando que eu não sou fã? Ele correndo, tipo, cara. E o cara que viu 7, o cara que gosta do 9, eu odeio 9, o que que é? Quem gostou do 9 tá tudo bem, cara. Eu acho que é meio que isso, igual lance de regra. Desculpa falar isso, mas, cara, a galera de regra que aí não saiu agora essa nova regra do, do, foda-se, do Vampire, acabou o jogo.

Não sei se ele sabe que não existe a polícia da regra, não vai bater na porta dele, o cara fala assim, caralho, o maluco usou errado. Não vai, você joga do jeito que você quiser, paladino da regra mesmo, vai Porra, cê joga, você combina, faz aquela coisa, todo mundo está de acordo com a tal regra, a gente usar o da terceira ou da segunda ou do caralho. Pode, só conversa com a galera e faz. Não existe polícia da regra, cê não tá preso àquele jogo.

LLeandro

É legal, duas coisas que eu fiquei muito feliz lá do Iniciativa foi ver, tipo assim, cara, galera tipo assim, mano, nada a ver assim, cara com camisa do Flamengo, bermuda branca, tipo, sabe qual é? Tipo assim, um cara que não tinha nada a ver com o hobby assim da pessoa que a gente acha que é o estereótipo, né? Cara, a galera muito nova que eu não vi nos outros esportes, cara, uma galera de 19, 20, 21, 22, uma galera muito, muito novinha, cara.

Isso aí é incrível porque a minha experiência anecdótica, que a gente tá, a gente tá tipo, né, elevando o hobby, tipo, tá passando o bastão para uma outra galera, tá vindo mais gente.

GGimmy

E isso é positivo, muito positivo, cara.

?Voz B

Eu, pô, eu te dou a mão, Leandro, nessa parada, porque o evento foi uma celebração maravilhosa, né? Porra, a gente rever os amigos que estão longe, chega perto, a gente consegue ter muita gente próximo. Mas o que eu mais fiquei feliz foi ter visto a minha filha lá, porque ela é minha filha, né? Então ela já é nerd para cacete igual o pai. Beijo, Duda! E os amigos dela, irmão, tinha porrada de amigo dela junto com ela. E aí eu vejo a molecada de 15, 16 anos tudo junto olhando aquela porra, fala Porra, irmão, é isso, é nova geração seguindo, tá ligado?

GGimmy

Bicho, para mim 100% é isso.

RARafael Amon

Guilherme, Leandro, obrigado por vocês terem falado para caralho, né? Se deixar, a gente vai aqui a noite inteira.

GGimmy

A gente abriu alguns, ó, foi ok.

RARafael Amon

Foi o meu medo e vontade, era um dia vai que a gente consegue um patrocínio de uma pizzaria, porque se o cara traz uma pizza aí, irmão, Pizzarias, nos alimentem, por favor, gente. Você tem uma pizzaria? Conhece um brother que tem uma pizzaria no Rio de Janeiro?

GGimmy

Olha aí, vamos trocar uma ideia.

LLeandro

É verdade, também comem pizza, inclusive muito.

GGimmy

É, é uma das comidas principais na hora da—

?Voz B

uma das parceiras do RPG é a pizza.

GGimmy

É verdade isso aí.

RARafael Amon

Vocês estão perdendo a oportunidade de falar com seu público-alvo.

LLeandro

Alvo.

RARafael Amon

Mas para falar com o público-alvo, manda o recado dessa vez, Leandro, para não dizer que a galera falou, pô, você não mandou o beijo para minha mãe, para meu pai, para você. Fala com a galera, dá teu recado.

LLeandro

Ó, mandar um beijo para a galera da minha mesa de comissionário, a galera do meu grupo de casa também. Estamos voltando, vamos voltar com one shot Daggerheart. Inclusive já tá aqui o convite para o senhor, para vocês também, se quiserem fazer parte do grupo lá, para a gente— vai ser um grupo de rodízio, se vocês quiserem estar lá para tipo, ah, eu quero jogar isso. E é isso, meus filhos também Porque eu com certeza vou mostrar isso pra eles, papai sendo entrevistado. Aí eu vou mandar... beijo, Samuca e Léia. É isso.

RARafael Amon

Coisa linda, eu vou seguir, velho.

GGimmy

Cara, eu vou mandar um beijo pras, sei lá, 3, 4 mesas que eu tenho. É muita gente que tem mesas de 7 pessoas. Tem 2 de 7 pessoas, então é muita gente. Beijo pra todo mundo que me atura e também... caraca, me atura parece com miniatura. Olha que cabeça, nada a ver. Miniatura, miniatura, dá pra fazer um Você Que Lute com isso aí, ó. E pras minhas bandas também e pra... Não sei mais pra quem mandar. Pra Nath, mandar um beijo pra Nath.

RARafael Amon

Ah, é verdade.

GGimmy

Por favor, né. Cara, a Nath, tadinha, ela assiste tudo que eu faço, cara. A gente é muito— eu assistindo as coisas dela, ela é muito fofinha, é um amor.

?Voz B

E onde que a galera te encontra, GuiMi?

GGimmy

Cara, a galera me encontra no GuiMi_Fire, tanto no Instagram quanto no TikTok. TikTok é o foco, eu posto mais coisa lá. E também no Tá Rolando. Tá Rolando RPG você encontra no YouTube, tem algumas mesas, algumas mesas com— tem uma mesa com esse cara aqui. E lá eu faço trilhas sonoras, porque sim, você também me encontra em trilhas sonoras de outras mesas. Galera do labirinto do Ordem Paranormal, várias. Tem a mesa do Alvorecer da Resistência de Star Wars.

Eu faço trilha sonora para essa galera e para as minhas mesas também. Então eu edito, mestro e faço a trilha. É um inferno, mas fica legal.

LLeandro

É o Jack of All Trades.

GGimmy

E você também, é, e você me encontra, o Gimme Fire, no Spotify. Você encontra as minhas trilhas para você usar nas suas mesas. E tem muitas trilhas lá, foda, tem muitas trilhas. A trilha que a gente fez para nossa mesa, tem trilha de terror RPG para caramba, tem trilha de deserto. Então tem muitas loucuras lá. E também tem trilhas de outras coisas que não são RPG, mas tem muito RPG para você poder usar, ambiências. Então é isso, você me encontra em muitos lugares.

E a galera que não tem nada a ver com RPG me encontra um monte de banda que eu também faço parte. Então é isso, o Maiá, que é banda autoral, o Prisma, que é banda de Pink Floyd, Gus RJ, que é de Ghost. Cara, tem, você me encontra, que é multiclasse mesmo, né, cara?

RARafael Amon

Tá vendo? Agora, galera que é do craft, quer saber sobre pintura de miniatura, fazer terreno?

LLeandro

É isso aí, você que lute, só que o lute é o lute do tesouro, né? Você que lute tanto no Instagram quanto no TikTok, aguardem, porque depois que eu ver entrevista do K.R. aqui, eu tô conversando com ele, vou abrir o curso de terreno.

RARafael Amon

Boa!

LLeandro

Vou abrir um curso de terreno aí com aulas online, ao vivo ali. Você também vai poder entrar na turma e ter aquela aula gravada. Se você não puder estar online na hora, você pode assistir depois. Então em breve vem aí um—

GGimmy

fora uns 1 milhão de dicas que você dá, eu já peguei várias suas, tutorial.

LLeandro

Nossa, vem aí as aulas onde você vai poder fazer os terrenos ali comigo ao vivão, ou assistir depois a aula.

GGimmy

Se você não conhece o Leandro, o Leandro é um gênio de pintura, de construir terreno, é um negócio surreal.

?Voz B

Já aprendi muito com ele.

GGimmy

Eu também, a gente troca, é porque eu tenho o privilégio de ser muito parceiro dele. Então volta e meia a gente se liga, eu falo, mando mensagem enorme, mensagem enorme, a gente se manda 3 minutos falando podcasts assim, mas pô, e troca ideia sobre terreno, sobre tudo. Aprendi para caramba. Esse cara é, ó, é o cara para quer aprender a fazer terreno, quer aprender a pintar, siga ele que vale muito, bicho.

RARafael Amon

Show! E se você assistiu até agora, cara, segue aí o canal, se inscreve no canal, tem a galera que assiste, se inscreve, na moral. E se quiser participar, são as pessoas tóxicas, são as pessoas tóxicas. Aquele que só assiste, não deixa um like, não comenta e não se inscreve, você é o espectador tóxico. É isso, valeu, tamo junto.

GGimmy

A próxima pergunta: como lidar com espectador tóxico?

RARafael Amon

Boa, vai tá no próximo programa de dica aí, vai ser essa.

GGimmy

Valeu.