Fuga 176: Cangaço Novo - 1ª Temporada
Gustavo e Marcelo conversam sobre sua fuga para o interior do Ceará da 1ª temporada de CANGAÇO NOVO, aclamada série nacional da PrimeVideo!
Link citado no programa:
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- Cangaço Novo: Primeira TemporadaAnálise da produção e qualidade da série · Comparação com séries americanas e produção brasileira · Influência de Cangaço Novo em outras produções · Origem e produção da série pela Amazon · Estrutura narrativa e ritmo da série · Sinopse e pontapé inicial da trama · Atualização do cangaço para o contexto moderno · Elementos de Western na série · Mitificação da figura paterna e jornada do herói · Desenvolvimento de personagens e relações · Papel de Alice Carvalho (Dinorah) na série · Revisão social e banditismo no cangaço · Evolução dos assaltos e profissionalização do bando · Ação e realismo nas cenas de roubo · Filtragem do grupo e conflitos internos · Núcleo romântico e química entre personagens · Elenco e atuações · O papel do pai adotivo de Baldo · Núcleo político e interesses em jogo · Consequências das ações e relação de causa e efeito · Final impactante e cliffhanger
- Recap da segunda temporadaExpectativas e pauta futura para discussão
- Influência de BacurauPapel de Bacurau no surgimento de Cangaço Novo
- Cangaço Novo: Crítica e EntrevistasLink para playlist de Pablo Villaça
Bem-vindos a mais uma Fuga. Estamos aqui voltando para séries, mas de uma maneira inédita, vamos falar da nossa primeira série brasileira. Não é novela, não é documentário, é uma série fictícia de ação, né? Uma ação drama, não sei o quê. A gente vai falar hoje de Cangaço Novo, a primeira temporada que se passa no Ceará.
Então, tipo, é a nossa primeira série brasileira e é a obra mais perto da nossa cidade natal. Que é Fortaleza, capital do Ceará, não sei o quê. O Marcelo ainda mora lá, né? Eu me mudei, mas... Cara, isso aqui não é spoiler, né? Eu já falei, ação, drama, não sei o quê. É uma série caprichadíssima.
Tipo, pra mim, eu vejo uma série padrão HBO. Claro que ela não é um orçamento da Last of Us ou House of the Dragon, mas o que ela faz com o roteiro, o que ela faz com o ritmo, os atores e com o diálogo, pra mim, é impressionante. Tipo, ela ultrapassa muitas séries americanas.
Pois é, eu lembro que quando essa série estreou, lá em 2023, eu não assisti na época, né? E eu vi a galera comentando que mostra que é um padrão altíssimo da produção brasileira. E que é importante que isso seja dito, porque, obviamente, por a produção de série ser muito... Assim, com muita coisa da...
do audiovisual vem dos Estados Unidos, né? Muita gente falou, ó, parece série americana. Só que aí muita gente na época falou assim, não, gente, isso aqui parece produção brasileira de qualidade, sabe? Sim. Então, é tipo, é meio inevitável porque... Mas é a comparação. Pega aí, qualquer pessoa que tá ouvindo, pega aí uma lista das últimas séries que você assistiu e vê aí de onde é que elas são.
É, se não for americana, provavelmente vai ser tipo coreana, os doramas, sabe? Que quantidade é o que domina, né? Pois é. Mas eu acho que o cangaço novo, inclusive, ele foi muito fundamental até mesmo pra séries que a Globo começou a desenvolver na Globoplay, com uma produção gigante, sabe?
É, porque, cara, tem que ter o meu termo, né? Tipo... Eu sei que tem as séries limitadas, não sei o quê, não sei o quê. Mas, tipo, não pode ter uma série de oito episódios que lança cada dois anos. Só pode ser uma série limitada, que uma temporada acabou, ou uma novela de um ano. É, ou uma novela mais reduzida, né?
Mas esse caso é muito bom Eu fiquei muito curioso Eu não sei se tem aí essa informação De o que nasceu depois Né?
Cara, assim, o Guerreiros do Sol, que é uma série da Globo, né? Série bar novela, né? Ela é muito um reflexo tanto do Cangaço Novo, quanto do remake de Renascer, da novela Renascer. Eu acho que tem um fator também de que o Nordeste começou a chamar mais atenção no audiovisual, tanto dos atores quanto dos diretores. Tipo, eu acho que Bacurau é fundamental, por exemplo.
pra surgir o cangaço novo e o que veio depois, sabe? Sim. E assim, é uma série que a gente não falou mas ela é da Amazon Prime Video, né? Então tá lá. Essa é uma série que ela foi comprada pela Amazon ou ela foi feita pela Amazon mesmo? Tipo a produção dela e tudo?
Cara, eu acho, não tenho essa informação com certeza, mas eu acho que é a produção Amazon. Porque depois que eu assisti, eu fui pesquisar entrevistas com os envolvidos e tal. E pela maneira como eles falam que foi a produção, eu acho que foi desenvolvida já com a Amazon, sabe? Uhum.
Mas, como o Gustavo já falou, né? A gente já falou da primeira temporada. A gente sabe que teve a segunda, mas fiquem calmos porque já tá na nossa lista de pautas futuras a segunda temporada. Então esse ano tem a segunda temporada. É, a gente também não assistiu. É. Tipo, essa foi a ideia do Marcelo. Foi uma ideia genial. Porque a gente não pode evitar spoiler. A gente não sabe o que aconteceu na segunda temporada. Tamo evitando. Hoje que a gente pode começar a assistir.
Pois é. Então, já tá aí o aviso, né, que tá na Amazon, primeira e segunda temporada, no programa que vamos falar da primeira, e é muito engraçado, né, antes da gente entrar na parte com spoilers, o... Como é que eu posso dizer isso? A cadeia de eventos que fez a gente assistir essa série, né? Ah, sim. Porque se eu me lembro bem, começou na época do Agente Secreto, que a gente comentou sobre a Alice Carvalho, eu comentei que ela meio que estourou com o cangaço novo, né?
Eu vi um trailer e falei, ah, interessante. Eu vi o primeiro episódio e aquele piloto, piloto, sabe? Que te pega que, tipo, eu engatei depois daquilo. Pois é. Aí eu assisti tudo. Aí meses depois eu recomendei pro Marcelo falando assim, ó, tu me recomendou sem assistir. Tô recomendando pra ti. É. É uma prova que minhas recomendações são boas, né? Que até sem ver. Caramba, sem ver...
Nossa, realmente o cara não tá afiado. Mas, cara, é uma série, ela tem oito episódios, né? Essa primeira temporada. E eu fiquei muito feliz de ter assistido agora, porque o final tem um gancho tão grande. E um outro fator que me fez ficar ainda mais feliz e mais ansioso pra segunda temporada é que, em entrevistas que eu vi na época da primeira temporada, os atores comentaram que, quando eles filmaram a primeira temporada, o roteiro da segunda já tava pronto.
Pois é, isso aqui é um bom momento pra gente entrar na área de spoiler. Tá. Porque eu posso falar da minha experiência. Então, ó, vai assistir a série, a primeira, a segunda temporada, o que você quiser aí. A gente vai falar hoje só da primeira e depois que você ver a série, eu volto pra cá. É, pois é.
eu terminei a série, eu falei assim, peraí, porque, bora lá, o que eu sabia da série? A tua recomendação. Só isso. Aí eu assisti a série. Quando eu cheguei no final, eu falei, caramba, acaba assim? Só que aí eu pesquisei no Google e já tinha um trailer. Ah, tá.
Aí eu peguei e falei, ok, então já tem a segunda temporada e o trailer, ele mostra, ele pra casa do maleiro já, sabe? Já é assim, continuação.
É, e cara, eu fiquei muito curioso com isso, porque é um projeto... Assim, o que mais me surpreendeu da série, o que mais me deixou feliz com ela, é que ela é extremamente bem escrita, no sentido de que preenche muito bem os oito episódios, não tem uma gordura, não tem uma injeção de linguiça, tipo... Cara, os momentos fillers são fodas.
sabe? O Lino e a Dinorah nadando. A dança dos boys lá, aquela festinha deles, bêbados. Muito filler, muito tipo, caramba, calor, um montão de cara sem camisa dançando pra uma TV. Todas as cenas de... flashback.
Não são fillers, mas começam fillers, né? Tipo, tá mostrando algum negócio aqui. Aí com o tempo e com o contexto do presente, que eles vão virando menos e menos filler. Aí, claro, eu reassisti agora pra gravar. Sabendo o que a gente sabe, os flashbacks são muito mais fodas.
Não, e é interessante porque a série tem essa estrutura, né? Que o episódio começa, todos os episódios, começam com o flashback em preto e branco, aí entra o título da série, e aí começa o episódio com os eventos no presente. E, cara, assim, eu já tinha uma sensação muito forte que ia ser bom pelo boca a boca que eu vi da série, né? Mas o começo, eu acho que a premissa, ela já é interessante, sabe? Porque a gente acabou não falando da sinopse, né? Mas a sinopse, rapidamente aqui...
Basicamente é um cara, o Baldo, interpretado pelo Alan Souza Lima, que ele é um ex-militar recém-demitido do emprego dele do banco, e ele tá precisando de dinheiro pro tratamento do pai adotivo dele em São Paulo, né? E ele sai de São Paulo em direção ao Ceará, né? O interior do Ceará, em busca da suposta herança do pai biológico dele. Esse é o pontapé inicial da série, né? É, e tipo, mesmo assim, isso que tu falou aí é mais a sinopse do primeiro episódio.
Porque eu diria que, tipo, sinopse da série. Ou então sinopse da primeira temporada, né? Porque talvez a segunda aí, eles vão pro espaço. Que nem o Veloz Furioso, não sei. Mas, pra mim, eu vejo assim. O Prodigal Sam volta pra cidade dele, num velho oeste.
ele tem que lidar com o peso das coisas que tem lá. Só que, tipo, mesmo assim, tem todas as coisas da Dinorah, tem todas as coisas da política, né, do fator Robin Hood, tem muita coisa ali, né, ainda. E o nome da série, Cangaço Novo, eu acho muito adequado, porque todas as dinâmicas que a série desenvolve, tanto dos protagonistas, quanto a relação deles com o mundo do crime e o lado político,
É uma atualização perfeita do que era a época do cangaço, sabe? E tipo, tu mencionou o Guerreiros do Sol, né? Que é depois do cangaço novo? É, foi feita depois. Caramba, eles fizeram muita coisa entre uma temporada e outra, né? É. Meu Deus do céu. Mas o Guerreiros do Sol é no passado, né? É na parte do cangaço. Cangaço velho. É, o cangaço velho, é.
Só que, exatamente o que tu falou, eu acho muito legal, como ainda tem um flashback, ainda tem a vibe de, tipo, todos esses caras aqui, o Sabiara era cangaceiro, né? É, ele conheceu o pai do Baldo e tudo, né? Pois é. Não só do Baldo, né? Das meninas também. Aham. Então, tipo, tem uma conexão ainda, mas o fato do cara ser um gênio com os números, negócio de banco, não é negócio assim, bora roubar um banquinho aqui. Não, não.
Bora ver o negócio com a aposentadoria Bora investir o dinheiro Bora mexer na política É assim que a gente ganha Realmente é muito bom Mas mesmo assim Acho que isso foi parte da minha recomendação pra ti Ainda tem muito uma vibe de western Né?
É, que é o outro grande mérito, dos vários grandes méritos da série que eu botei na minha pauta aqui, que é o seguinte, ela é muito realista, muito pé no chão no sentido das causas e consequências, né? É muito pé no chão mesmo. Só que eu gosto como a série se permite ter esse lado, entre aspas, fantasioso de essa estrutura, esses conflitos muito inspirados no Western.
E também no fator de como o pai dos vaqueiros, né? Da família vaqueiro, que é a família protagonista. Como existe uma mitificação da figura dele, né? Nossa, totalmente. Então quando ele volta pra cidade, a galera, caramba, é o filho dele, não sei o que. De uma maneira assustadora, né? É.
É ele mesmo que interpreta, né? Então ele interpreta o pai. Não, mas tipo, a devoção da galera. Ah, sim, sim. Quando ele chega lá, tipo, caramba, o Jesus que voltou da morte. Porque, como tu falou, né? Como ele tem a cara dele, tem um pouco da vibe de ele morreu, mas ele reencarnou e voltou pra gente, sabe? Só que na forma do filho. Então tem todo um negócio profético, não sei o quê. Eu acho muito bom a jornada dele, de tipo...
eu só quero pegar meu dinheiro e ir embora. Não sei nada disso, eu não lembro de nada, não sei o quê, não sei o quê. Aí ele começa a se interessar. Tem um momento que eu acho que é muito tosco, que é tipo, ele não se lembra de porra nenhuma, mas ele fala, ah, eu sou fulano aqui de tal, eu sou fodano, não sei o quê, não sei o quê. Porra, cara, tu não sabe nem quem tu é.
Sabe? Esse momento eu acho muito cedo pra ele ter isso. Mas depois que ele vai lá pra casa da onde o pai morreu, depois que... Pronto. Nos primeiros momentos, acho que talvez no segundo episódio, que todos eles ganharam respect points, é quando eles vão separadamente ajudar aquela família lá. Aham, é.
Naquele ponto já é, ok, ele não está mais vendo como eu vou aqui pegar meu dinheiro e vou sair. É, isso eu acho muito massa, porque esse fato dele, até é uma coisa meio jornada do herói, né? De relutar. Totalmente.
Só que o dele é trágico, né? Tipo, eu não sei se vai ter uma terceira temporada, não sei como é que tá nisso aqui, mas pelo final da primeira, pelas coisas que o pai dele, adotivo, ficava falando, não sei o quê, normalmente é assim, né? Não sei se vai terminar a história com ele, sei lá, em...
libertália, sabe? É, sim, sim. Mas eu acho muito legal porque todo o primeiro episódio eu acho ele brilhante, assim, porque é outra coisa que a série faz muito bem. Uma das primeiras cenas mostra o bando, né, os novos cangaceiros lá, com ele sem camisa, atrás do carro, aí a de Nora, né, que é a Alice Carvalho. Ela para e ameaça ele. Aí tu vai ver o que aconteceu, né, depois. Mas o que eu acho legal é que na série, tem isso obviamente nesse episódio, mas ao longo da série isso acontece várias vezes.
Que é uma série que ela não bota mistérios ou situações de dúvida e enrola pra responder só no final da temporada. Não. Sei lá, no máximo no episódio seguinte já tá resolvido, sabe? Por exemplo, quando o pai dele, adotivo, depois queima as armas, o espectador sabe o que aconteceu. Mas eles não demoraram a resolver isso, sabe? A trama ela avança num ritmo muito bom.
Então, eu acho que é uma narrativa, uma estrutura de arco de personagem. Que, em si, ela é muito clássica, né? Ela é muito fácil de tu se identificar, se interessar. E os atores são muito bons, tipo... Muito. Nossa, a naturalidade deles. E, tipo, todos eles...
Ok. A única que eu acho meio fraca é a tia lá. Tem umas coisas que ela fala que eu não compro que ela tá falando, mas o resto, todo mundo, eu acho muito... Tipo, ok, estamos vendo pessoas aqui que vivem essa vida. Aham.
E, tipo, pra mim faz muito sentido esse ter sido o trabalho que a Alice Carvalho explodiu, porque ela é MVP da série, sabe? Porque tu vê, tipo, ela tem uma intensidade na personagem que era muito fácil ficar uma coisa que tirasse da série, sabe? Que ela é muito intensa, muito... A palavra é intensa mesmo. Só que, ao mesmo tempo, é muito natural, sabe? Como ela fala, como ela se expressa, como ela xinga os caras. E o que eu acho muito interessante é que, assim, é na lógica do cangaço, né?
o que eu acho foi um movimento de banditismo, né? Então, gerado ali pela seca e a pobreza da região, os caras se armaram e vão tomar aqui o que a gente quer pra gente viver, né? E com o passar do tempo foi tendo um certo revisionismo. Então tem gente que trata como só banditismo mesmo.
E tem gente que vê como uma forma de revolta social e tal. Eu acho muito legal como a série, ela engloba e discute isso. Por exemplo, o protagonista, o Bado, né? Ele vai assumir um tipo de liderança ali. Só que eu acho legal que existe todo um processo na temporada de reorganizar o bando. Porque não é uma questão de, tipo, ah, como esses caras vão ser o bando do protagonista? Eles são, tipo, o Robin Hood. Não. Tem os caras lá que são os desgraçados mesmo, né?
que eles esquecem de convidar. É. Eu achei isso muito bom. Mas tipo, foi um burrice deles. Porque os caras iam ficar muito putos, ficaria maneira, né? Iam saber que eram eles. E deu merda, né?
É, mas tipo, todo aquele segmento inicial, por exemplo, quando aquele cara abusa da mina, da família de onde eles vão se esconder por um tempo, aí logo esse cara morre, aí o amigo dele defende o cara, mas aí eles mantêm ele no grupo, aí um momento posterior na série, ele toma um tiro num tiroteio, e tipo, a Alice olha pra ele, sofreu da puta, morre, queimou no inferno, não sei o que.
É porque é o seguinte, essa história é muito boa. Essa história é um conto em si, né? O cara faz lá um negócio com a filha do fazendeiro. O fazendeiro fica puto, encontra o cara e mata o cara. É. A gangue fala assim, alguém aqui tá nos traindo e matou aquele cara. Ele nem pensa no fazendeiro. É o Facão o nome do cara, né? É.
Aí tem aquele negócio que eu já mencionei, que os irmãos lá vão, sem saber, ao mesmo tempo, visitar a família pra entregar o negócio e a família tá morta. Esse cara foi lá e matou a família. Uhum. Tipo, nossa. Realmente, né? Naturalmente, ele limpando ali e meio que tá limpo, né?
É, e eu achei interessante esse momento porque existe, sempre vai existir ali até o final da série, uma tensão do bando em relação ao baldo e a conexão dele com a família, né? Isso eu achei muito bem escrito porque traz o fator do realismo que eu comentei antes, né?
Eu acho que, tipo, não é... Talvez no final vira mais uma família, não sei o quê. Mas no começo, é um bando perigoso. Totalmente. Tipo, eles veem aquele negócio que o cara manda isso aqui e eles não voltam pro bando pra reclamar. É tipo, é isso que acontece quando passa pela gente, sabe? Aham. Então você sente que, tipo...
Ó, ela faz parte do bando muito mais que o Baldo, não sei o que, não sei o que. Só que ela, mesmo assim, sabe, né? Porque, cara, os dois caras lá que juntaram outro bando e mataram quase metade do bando deles. Aham, é. Talvez na segunda temporada vai ter mais disso, sabe? De ter mais um outro bando, ou então, sei lá, trazer uma galera do BOP. Ah, sim. Pronto, o amigo do Baldo, o militar, será que ele vai entrar na trama?
Da teoria é pra entrar, né? Ou então ele entrou só como fornecedor de São Paulo. Pois é. Eu não sei se esse cara vai vir e tal, mas... Outra coisa que eu achei muito massa da série, de novo, mostrando o quão bem escrito é o roteiro, o quão bem organizado ele é, é que...
ela não é aquela série que introduz um milhão de coisas de uma vez e vai trabalhar isso ao longo da série. Ela é organizada no sentido de introduz a situação do Baldo, aí vai mostrar ele a galera do bando aceitando ele ganhando respeito e tal. E na metade da temporada, acho que no quarto episódio mesmo tá meio que estabilizado, tá em harmonia ali eles funcionando. E aí eles introduzem o fator político, sabe? Então eu gostei que ficou até organizado pra...
Você calmamente introduzir o que você tem que introduzir primeiro, né? Que é a relação dos irmãos vaqueiro com o bando, né? E depois evoluir a trama pra parte política, né? É, fazer vários arcos, né? Porque você não vê isso muito hoje em dia. Eu acho que quando as séries estão ficando com oito episódios, com seis episódios, você vai perdendo tempo.
pra fazer esse tipo de coisa, mas eles conseguiram emular aquelas séries mais antigas, que são de 20 não sei quantos episódios. Aham, é. Que tem um arco, não sei o quê, aí ok, estabeleceu, mas ó, piorou. Ainda tem um season finale depois disso, sabe? Então escala mais ainda.
É, e eu acho que a série acerta muito, não só no roteiro dela, em termos de estrutura, progressão narrativa, mas também, tipo, esses momentos que tu comentou que são meio, entre aspas, filler, né, que não necessariamente avançam a trama, eu acho que eles são muito bons porque eles são momentos mais íntimos que traz o fator do realismo, que eu mencionei que a série faz muito bem, mas também ele desenvolve muito bem os personagens, sabe?
É, e tipo, é uma coisa foda de uma série, sabe? Mostrar as coisas que você nem vê no filme. Talvez não dê tempo de ver a conversa do Ubaldo com o Sabiá sobre a filha dele, sabe? Aham. Não, e outra cena, tipo, bem no começo da série, acho que até no primeiro episódio mesmo, quando dois caras do bando, eles entram na casa da Dinorah e do namorado dela.
e ela tá pelada no sofá, aí eles entram tirando sarro e tudo. Eu achei muito bom que quando os caras vão embora, a interação deles é muito boa. Que ela fala assim, eu sou gostoso pra caralho. Aí o namorado, é gostoso pra caralho e muito bem. Eu cansei, sabe? Você vê que a relação deles, eles são muito apaixonados, sabe? Gostei muito disso na série. Outra coisa que eu achei legal também, que é a hostilidade da Dinorah com o Baldo, né? Que é tipo... Nossa, cara, ela, no primeiro episódio, ela mata ele.
um momento muito bom que ela improvisou, inclusive, foi quando ele falsifica a assinatura dela, que ela pega o prato de comida e cospe, assim. Cospe, aí bate o dedo assim, é efeito. Ela disse que quando ele foi fazer a cena, era só pra ela chegar e ameaçar ele. Mas aí ela disse, não, vou acumular baba aqui na minha boca que eu vou fazer um negócio. Aí foi improviso. Na hora ela inventou isso aí, sabe? Faz sentido. Nossa, eu ia ficar muito puto se alguém fizesse aquilo na minha comida. Aham. Sabe? Então foi perfeito.
Inclusive, eu vou botar na descrição Uma playlist Do Pablo Vilaça, que é um crítico de cinema Que ele entrevistou os atores O trio dos irmãos Ele entrevistou os roteiristas, entrevistou os montadores Entrevistou os diretores Então tem um material completo aí de entrevistas Informações que eu acho interessante Foda Mas...
Ela é uma personagem... Nossa, ela é muito expressiva, né? O rosto dela é muito expressivo. Mas, como eu já falei, né? É a naturalidade dela, a intensidade da personagem. Nossa. Porrada de porrada. Ela dá muita porrada. Muita porrada. Isso é outro negócio, né? Que a gente já falou muito. Eu acho a ação da série muito boa. Muito boa.
Eu acho impressionante que, se tu vê os assaltos da série que eles mostram, cada um é diferente. Assim, em proporção, é basicamente cada um de um jeito diferente. É. Porque eles estabelecem, acho que no primeiro episódio mesmo, o modus operandi deles, né? Que é entrar fazendo esculacho, né? Tirando a roupa da galera, pegando o dinheiro. Se dividir, duas equipes, né? Uma vai pra polícia, pros policiais não poderem sair lá da delegacia. Aham.
E a outra equipe vai lá pro banco. E de vez em quando tem até uma terceira equipe que fecha as ruas da cidade. Aham, é verdade. Sabe? Mas é, a galera tudo tira a roupa, eles botam uma bomba, explode o cofre, pega as coisas, entra no carro, vai embora, eles tem um lugar que eles se escondem por uns dias e depois eles voltam pra cidade, né? A cidade, que é até importante falar aqui, é uma cidade fictícia, né? É Cratará.
Aham, sim. E é muito legal também que ele está a coisa do escudo humano, né? Nossa! Que você pega o gerente do banco. Cara, isso eu não sei se é real, mas quando eu vi eu falei, ok, cara, isso aqui já moderniza o conceito, sabe? Porque eles estão no carro, não é mais cavalo, os caras são mais brutais ainda. É quase um negócio Mad Max. Exatamente, é muito Mad Max.
E aí, outra coisa que eu acho mais que eu falei dessa evolução dos assaltos, né? Porque quando o Baldo entra pro bando, de fato, pra agir no bando, ele tem um assalto tradicional, entre aspas, né? Como ele já tava fazendo há muito tempo. Tem até aquele momento que eu acho muito foda, quando ele explode com os caras, que... Ele reclama, né? Que os caras são muito impulsivos, não sei o que e tal. Que aí eu acho que é um momento chave que começa a mostrar a mudança dele, né? De ele querer assumir aquela persona do... o filho do vaqueiro e tudo.
Até esqueci o número do pai dele. Tem um nome. Amaro. Amaro Vachera, é. Eu me lembrei porque isso é uma bebida italiana. Aquelas que eles, com aspas, são digestivos. Desculpa pra tomar um negocinho depois de comer. Aham. Só que tem gosto de inferno.
Caramba, perfeita inscrição pra uma bebida maldita. Gosto de inferno, sabe? Mas eu achei muito bom porque ele começa a querer profissionalizar ou atualizar os caras, né? Então ele compra umas armas melhores. Carro. O carro eu achei genial. Ele falou assim, cara, esses carros são umas merdas. Ele tem que pegar carro melhor, eles tem que andar blindado, as bombas tem que ser de tal jeito, não sei o quê. Ele... Tu falou profissionaliza?
Essa é a palavra mesmo. Tipo, ó galera, a gente não pode... Ele fala, literalmente, essa é uma cena que eu diria que podia ser filler. Mas é foda. Quando ele fala assim, ó, se a gente continuar atirando... Essa cena aqui deve ter adorado, maçã. Se a gente continuar atirando com essas armas aqui, a gente vai perder nossos dedos. Aham. Senta aí e bora limpar as armas.
muito foda, porque os caras, eles eram uns neadetais, uns idiotas é, era muito rústico muito amador digamos assim, né? Muito e aí, convenientemente digamos assim, ele é um ex-militar que trabalhou em banco, então ele tem a expertise de trabalhar com armas se o atirador pica e entender como funciona os bancos, né? tipo, ele teve o treinamento de cangaço indireto e aí
É, basicamente isso. E eu acho muito legal como tem esse fator de quando vai ter uma cena de assalto, primeiro que tem um senso de perigo, porque basicamente a cada nova cena de assalto tem uma baixa na equipe ou dá uma merda, e também tem o fator de que você entende como espectador que terão novidades nas cenas, né?
Não, e ele também, ele é uma série que bota no teu cabeça uma vibe mais escorcese, que tipo, ok, o problema não necessariamente é pegar o dinheiro, mas depois que pegou, vai fazer o que com ele? Uhum. Sabe? Conta praquele cara que foi esfaqueado, não sei o que. Ele tava lá com a casa toda decked out numa cadeira de massagem, não sei o que. É. Tipo, os caras são perigosos, os caras são burros pra caralho.
E quando tem um assalto, logo após eles começarem a melhorar as condições de armamento e tudo, eu acho muito bom que é quase um plano sequência acompanhando eles assim. E tu vê as tensões no meio do assalto. O vôzinho, o bala tá dentro do banco. Eles estão, tipo assim, decked out. Os caras estão de máscara, eles estão de negócio brindar. Eles estão parecendo militares, né? Aham.
Aí parece, aí pá, solta um tiro assim ali. Que porra foi essa? Ele vai lá fora e vê que a Dinorah tá segurando um veinho que tava batendo, fazendo um vídeo. É. Nossa, cara, eu achei incrível as cenas de roubo. Como a gente já falou, né? Tem essa evolução. E essa cena específica que tu mencionou é o do roubo que tem o ponto sequência, né? Uhum. É muito bom porque não é o ponto sequência pra fazer aquele exibicionismo de, ó, vamos fazer assim o ponto sequência.
Eu acho que é uma escolha fundamental, porque como é o primeiro assalto mais estruturado, ou seja, o primeiro assalto no formato que eles não estão acostumados, você acompanhar passo a passo, basicamente, aumenta a tensão, sabe? Eu achei isso muito massa. Eu gostei como tem essa questão deles irem filtrando o grupo, né? Tirando os caras mais explosivos. Porque tem um cara lá, que é o cara que forma o segundo bando lá, né?
O ameaço, é? É, o ameaço. Nossa, esse cara, a voz dele é irritante. É, ele é muito engraçado. Pra ele, o cangazo tem que ser violento, qualquer coisa de macho, tipo, não, tem que ser de macho, não sei o quê. Então, cara, eu achei muito bom, porque ela tem a qualidade de uma série dramática hiper bem escrita, com os personagens excelentes, que tu se importa com eles e tal, mas também tem a qualidade de entretenimento, né? Como tu falou, uma série que dá pra dizer que é uma série de ação, né? Então, isso eu acho muito bom.
E ao mesmo tempo, eu mostro aqui pro outro lado dela, é uma série de drama, sabe? O episódio do Lino e da Dinorah. Várias outras coisas acontecem, mas nesse episódio que conta lá mais as coisas deles. A primeira vez, ai que lindo, não sei o que, não sei o que. Quando ele morre, nossa!
Nessa segunda vez, quando ele leva ela pra praia, ele vivo, eles felizes, eu já tava chorando de tristeza. Nossa, é. Porque, de novo, é o que tu falou, ela é a MVP. O jeito que ela atua, quando ele morre, tipo assim, eu não olho pra tela, porque é uma pessoa ali, sabe? Não, eu não quero ficar assistindo a pessoa desesperada, sabe? Porque a pessoa que ela tá morrendo, não sei o quê. E o episódio seguinte, que é o episódio de busca.
que ela faz o negócio lá de pegar o carro, acabar a gasolina, pronto, bora se arranjar aqui, esconder ele, e depois ela se perde, tem umas visões, não sei o quê. É coisa que eu nunca imaginei que eu ia ver nessa série, que ia me pegar também. Tipo, pode ter um romance. Que série, que coisa audiovisual brasileira não tem um romancezinho ali? Mas...
De eu realmente me preocupar. E, falando sério, de chorar, aí não são muitas. Não, e até, não só na tradição do cinema e audiovisual brasileiro, como internacional também, é comum o núcleo romântico ser chato, sabe? Totalmente. Mas não, eles aqui, tu vê que tem uma química... Não, tu vê que o cara é um devoto.
É, aquela cena deles no Ferro Velho é muito boa. Nossa, é. Porque você vê que ela tem uma casca muito rígida, porque até na entrevista do Pablo Velaça, que ele fez com o trio dos irmãos, a Alice comenta que tem esse fator de que ela é uma mulher que cresceu num contexto muito masculino, né?
Sempre foi dito pra ela que arma não é coisa de mulher, que não sei o que e tal. E o próprio bando que ela tá atuando é hipermasculinizado, então ela teve que ser casca grossa cedo. Então você vê que ela tem uma casca, uma proteção que ela meio que armou pra ela própria, que poucas pessoas conseguem atravessar essa casca.
você vê com o Ubaldo, o irmão dela que foi um inferno pra ela conseguir confiar nele então quando ela tá no lixão que ela tá transtornada e tal e o Lino chega, ela é super grossa com ele e ele manda a Haley, por que que tu tá todo o tempo assim? aí ele dá uma quebrada nela nossa, totalmente né e eu diria que quase todas as cenas deles dois juntos
me ajuda a fortalecer mais ainda o meu apego à relação deles. Tipo, quando eles estão dançando, aí ele, ó, eu seria o teu farm boy, sabe? Aquela conversa é muito boa, a conversa do fértil velho, tipo, ah, tu não foi pra praia? Então bora. Aí ele leva ela.
muito boa, quando... Eu não lembro exatamente o que acontece, mas eles estão lá naquele lugar onde o bando se reúne, ela chega, não sei o quê, ele já tá lá com a galera, né? Aí, alguém fala alguma coisa, ou ela fala alguma coisa, e alguém responde, mas ela fica puta, bebe assim, bota o copo na mesa e se levanta. Aí ele vira o copo dele, bota na mesa, se levanta e vai embora junto com ela.
É, é muito bom. Esse episódio eu acho muito bom porque também é um episódio de virada que é quando a parte política de fato começa a bater de frente com o núcleo dos vaqueiros, sabe? Entra a personagem da Hermila Guedes, né, que ela também tá na Rede Secreta. Tem vários atores na Rede Secreta desse filme. Vários? Nossa, peraí. Antes disso, qual é o teu favorito do bando? Ah, tá, pô. Tirando a Alice, que é a Dinorah, que é a MVP da série.
Não, os NPCs. A galera... A Alice, ela é Arthur Morgan. Sabe? Eu tô falando a outra galera do bando lá. Tá, tá.
Cara, assim, Jeremias, né? Que é o braço direito foda. Sim. Pô, o cara do português do Agência Creta é muito bom. O Tirolesa. O Tirolesa é minha resposta. É, nossa, ele é muito bom. O bom é porque, tipo, não explica. Todo mundo tem nome. O Jeremias não, né? O Jeremias se fudeu. Fala aqui no meu do roubo, se fudeu, né? Mas por que o cara é Tirolesa?
Não, e eu lembro que na época do Agente Secreto comentou com minha mãe, né, que tinha assistido com a garça nova, assim, ah, ele também tá do Agente Secreto. Quando eu fui assistir, eu achei, assim, eu sabia que era ele, mas eu achei ele diferente o suficiente a ponto de, eu não sei se eu ia reconhecer ele no Agente Secreto, se eu tivesse visto antes. São os óculos. É, os óculos, a roupinha, né, dele. Nossa.
Mas, tipo, ele bêbado dançando lá. Muito engraçado. Ele, nossa. Imagina, tu tá dirigindo assim, aí tu vê na rua um carro perpendicular à estrada e um cara deitado no capô, daquele jeito. É. É muito estilo, sabe? De jeito que ele sai se arrastando assim, pulando, sabe? Nossa, é muito engraçado.
até o Sabiá eu acho legal não, o Sabiá é foda também ele é o Rosea do grupo, né? Rosea do Red Dead, o velho lá exatamente e tipo, outros atores do Arredo Secreto que estão nesse filme o ator que faz o Enísio que o cara que dá o emprego pro Wagner Moura ele tá nessa série sim tem Emília Guedes, né? que faz o parromântico do Wagner Moura no Arredo Secreto eu já mencionei Alice, né? também
O Facão. O Facão. Que é o cara do jornal lá. É. Que é o cara que fica invisível do Retrato dos Fantasmas também, né? É. O cara que fica invisível. Aham. É um elenco muito bom. O pai dele, do Baldo, o pai militar de São Paulo, eu nunca tinha visto esse cara, mas tipo, esse cara tem rosto de militar aposentado, sabe? Nossa. Meu Deus do céu. E olha que tu conhece, né? Teus militares aposentados. Conheço.
Esse personagem eu achei muito bom, porque eu pensei que ele ia acabar morrendo em São Paulo, sabe? E por isso o Ubaldo ia ficar de vez lá no Canaça. É, eu também achei isso. Eu também achei que, tipo, ele ia ser contra.
Só que dá um 180 Aquela festinha lá, acho que é no último episódio Que ele senta e conversa e tipo Vira a chave, eu gosto de ti agora Sabe? Eu acho muito boa essa relação porque Quando ele decidiu levar o pai Pra cidade, pro interior Eu pensei, caramba, como é que vai ser isso? Porque o cara é um ex-militar Que ele tá debilitado Por causa da doença dele, mas Ele é carca grossa ainda Eu acho que ele fez
E ele começa a atuar de uma forma que eu não esperava. Tipo, quando ele suspeita que o Ubaldo tá mexendo com o crime, vai de noite na loja de eletrônicos, acha as armas e queima tudo. Nossa, com o carrinho dele lá. É. Eu pensei, puta que pariu. Porque assim, esse momento, eu acho que é um dos mais, entre aspas, que me passou uma sensação de realismo, que é o seguinte, ninguém nunca vai achar que é o pai do Ubaldo militar de São Paulo que fez aquilo, sabe? É, e tipo, foi aquele negócio que você falou mais cedo, né? Podia ser...
Um grande arco da temporada De tipo, alguém nos fudeu Não sei o que, não sei o que, não sei o que Aí depois, quando o pai dele tá quase morrendo Ele fala, fui eu que queimei as armas Só que o buraco já tá muito fundo Sabe? Só que não, eu acho que isso foi Uma quebra de clichê, na minha opinião
de pegar e o cara chegar assim pra ele e falar fui eu. Meu que satisfação, de tipo, eu quero que tu saiba que eu fiz isso pra te proteger. Não pra machucar o filho, né? Obviamente. É. Inclusive, isso aí que tu falou agora, eu acho muito interessante porque o personagem do pai do Ubaldo, o pai adotivo, que é muito interessante a história que o cara fala assim, que é isso aí, é o teu pai adotivo? Ele não, pai. Ele fala assim pro Jeremias.
Mas eu acho muito interessante porque ele tinha tudo pra ser o arquétipo do personagem que ele quer o bem do filho, mas ele acaba sendo uma figura antagônica, meio vilanesca. Só que eu acho legal que tu trouxe isso aí do fato dele querer proteger o filho e tal. Porque, de fato, nos diálogos, nos olhares, na entrega entre os atores, você enxerga um carinho ali, além do antagonismo, né? Sim.
Você vê a preocupação do militar aposentado. Exatamente. E, cara, até o núcleo político, que quando entrou, eu comecei a ficar preocupado. Porque, assim, eu já estava tão investido aqui nessa coisa do bando, e introduziu esse outro fator que amplia muito o escopo, né? Que também é um fator interessantíssimo, porque na época do cangaço, lá do final do século XIX, começo do século XX,
Também foi a época do coronelismo, né? No sertão e tal. Aquela coisa do... Todo mundo vai ficar à mercê das decisões políticas, né? E ele atualiza isso pra cá, né? Pro Cagace Novo também. E eu achei interessante ter a personagem da Hermília Guedes que faz o par romântico com o Baldo porque ela ajuda ele, né? Como pode. Mas ao mesmo tempo, isso de novo. Uma coisa muito bem escrita da série.
você vê que pra ela também tem um interesse que aí é uma coisa meio que, entre aspas, natural de uma outra classe social que ela tá em relação ao baldo e o bando dele, sabe? Porque ela ajuda, mas tá até uma hora lá que é alguma coisa que acontece que é prejudicar a campanha do marido dela.
Que é um político que você vê que ele meio que tá, entre aspas, do lado certo da força, mas tu vê que são outros tipos de interesses que rolam ali, né? Que aí traz um tom de cinza pra série que nem nada é só bom, nem nada é só ruim. Eu achei muito legal como isso entrou na série, como se desenvolveu a ponto de encorpar a história, sabe? Porque aí você vê que eles começam a querer se filiar a interesses políticos, porque já vai envolver os interesses deles próprios, eu digo os vaqueiros, né?
É, porque, tipo, eu acho que eles entendem que, cara, eles podem roubar o banco. Mesmo assim, não iguala ao poder do político lá. Ou do pai dele, né? Então eles falam assim, ok, então eu tenho que tirar esse cara do poder.
É, e eles tentam o máximo possível dentro da lei, entre aspas, né? Então, tipo, eles querem comprar o terreno, então é o dinheiro roubado, mas aí tem todo o cuidado de criar a conta no banco pra parecer legítimo e tal. Eu acho isso muito interessante também, de como a série, ela incorpora esse fator político.
Mas ao mesmo tempo ela não deixa de lado o lado do bando dos assaltos, né? Eu gosto como eles botam objetivos, então tipo, vamos pegar aquele banco que é o mais longe, numa cidade maior, porque lá tem mais dinheiro, porque a gente tá precisando de mais dinheiro, só que o risco é maior, aí tu fica aquela tensão, né? Que é o assalto que eles não chamam o ameaço, né?
É, mas esse assalto já era o político. Cara, esse, eu fico impressionado o quão que a galera topou. Porque ele chegou assim, ó galera, a gente vai fazer um assalto aqui, mas o dinheiro não vai pra gente. É, vai ser investido, né? Pois é. E aí, até por isso que eles fazem aquele filtro no grupo, né? Só a galera de confiança mesmo que vai. Já a pessoa chega por ameaça, né, que ele já é esquentado, já é puto com o baldo. Imagina ele ouvindo aquele impeachment, né? Pois é.
E aí eu acho legal porque Ao mesmo tempo que eles vão fazendo isso Você vê as relações se deteriorando Então por exemplo, no bando Tem uma rachadura total ali E a personagem da R.M. Legais A relação dela com o marido já começa a ficar Prejudicada Porque tem outro fator que também eu achei muito interessante Igual o do pai que queimou As armas e logo você descobre o que aconteceu É quando a Dinorah e o Lino Eles tentam matar o político Sim, que era um impulso Também
É, e eu acho aquilo muito humano, assim, de... Eles não pensaram nas consequências, né? Se eles tivessem conseguido matar o cara, ia dar merda de qualquer jeito, sabe? E aí ele respingou de achar que o rival político dele que mandou matar... Então, tem uma relação de causa e consequência na série que torna ela muito boa de assistir, porque tem...
Aqui, tem série que você tá tão seguro que não vai acontecer nada com os personagens principais que você não sente tanto o peso de algumas coisas, né? Mas não, aqui quando o ameaço ataca eles, eu pensei, pronto, pode ser que morra todo mundo que se o Baldo ia... dinorar, sabe? É, aí é complicado, né?
que é outra cena que eu acho muito boa também, porque eu gosto da naturalidade quando eles estão no tiroteio, eles começam a xingar um outro. É, porque o ameaço fala, né? Eles descobrem que é ele. Aham. Porque por enquanto, o jeito que começa, né? Tem um cara que tá lá em cima, checando, né? Faz uma patrulha. Aí ele fala alguma coisa, pá, tira na cara e cai lá de cima. Estilo Midsommar, sabe? É complicado.
É, a briga, eu achei muito massa ter a briga meio final ali da Dinorah Contra o ameaço, né? Porque desde o começo da série que eles têm uma rusga Não, e cara, você fica o tempo todo achando que vai chegar alguém ali, né? E não, o bom é porque é ela que vai e ela que resolve
E eu achei muito massa, porque até aquele momento Tinha a questão do Ubaldo Ele ter entrado no bando, mas Os caras achavam que ele é meio frouxo, entre aspas, né E a hora que ele enfileira os caras E vai matando um por um Nossa, cara, aquela cena Aquela ali virou Breaking Bad, sabe? Tipo, eram três caras Que faziam parte do bando E ele foi lá e pá, matou na hora Nossa, é...
O arco do Baldi eu acho muito bom. A transformação dele. É a partir daí também que ele decidiu ir visitar onde os pais morreram, né? Uhum. Que aí tu entende que eles foram traídos e tal. É muito parecido com o arco do Breaking Bad, né? Do cara que tem todo motivo pra fazer o que ele tava fazendo. Só que aí ele mergulha um pouco demais na ganância ali, se perde, não sei o quê. E se fode, sabe? Aí vira uma tragédia.
Sim, e outra coisa também que eu gostei bastante é como os políticos evil, né, digamos assim, eles, inclusive os capangas daquele político são muito bons, né? Os caras bem, não diria caricato, mas... Trabalharam extra nos NPCs. Exatamente, perfeito. Que tem o delegado, né, que ele é meio engraçado assim.
Nossa, delegado, é. É muito bom. Mas aí eles descobrem que, tipo, não, a bala que atingiu o cara era de uma arma do vaqueiro que há muitos anos ninguém viu essa arma. E eles mandam uma apreensão, né? E eu adorei essa cena porque a Dinorah sempre tá usando essa arma, que é a arma que ela viu o pai usando, ela nunca pôde usar. E depois de adulto ela começou a usar essa arma.
E ser ela que vai jogar no mar, eu achei muito legal, porque ela joga no mar e ela toma um banho. Por que que tá aquilo, né? A água é um signo muito forte de renovação, né? De limpeza e tal. E era a conexão dela com o Lino, né? Ela tá abrindo mão de duas pessoas ali, né?
Exatamente, é. Porque era a conexão dela com o pai, ela usava a arma, era meio que um fuck you, né? Porque o pai era super escroto com ela, mas era uma burrice. Porque ela sabia que a arma tava registrada, né? O cara vem lá e fala, é, não, isso aqui é bala da arma do incidente lá do Amaro. Tipo, ele sabia a arma, sabe?
E é legal também que os flashbacks Que iniciam os episódios Tem um envolvendo a arma E tu fica meio Caramba, essa arma foi recuperada Não sei o que Acho que eu vou até rever Só os inícios do episódio Pra ver assim, né Com o contexto A história, né É Inclusive é muito legal Quando aparece o cangaço novo Com aquela cor bem chapada Bem colorida Contrastando com o preto e branco Assim
Aí troca. É. Acho muito massa. E o final da temporada é muito impactante, né? Porque, inclusive, aquele político desgraçado fazer uma motossiata, tipo, foi uma não sutileza que eu gostei. O político que faz motossiata pra tentar ganhar a galera, né?
mas eles estão lá numa festinha do político e tal, e nossa quando os caras falam assim, bora lá queimar aquela merda, eu já fiquei desesperado porque não só aquela igrejazinha ela é um signo de resistência ali, como o dinheiro tá lá só que aí quando os caras chegam e quem vê os caras chegando é o pai adotivo do baldo, nossa essa cena dá muita raiva bora lá né mas agora vamos lá
Os caras, eles estão indo de escrotos. Eles não trabalham pro cara, não é o cara que quase morreu por causa dessa galera dessa igreja. São randômicos com um sentido de vingança que veio do nada. É, pegaram um A no discurso do cara, né? Pois é. O velho falar assim...
Eu vou lá resolver isso. Idiotice. Sim, é. Aí, ok. É um velho. Cara, não sei o que, militar, né? Não sei o que. Mas depois, o Jeremias fazia a mesma coisa. Tipo, tá pegando fogo. O dinheiro. Sai correndo? Não. Tá pegando fogo. O dinheiro. Galera, tá pegando fogo.
avisa, né? Porque ele ir pra lá e ele entrar, é assim, ok, vamos, primeiro, cadê o Jeremias? Depois vão perceber e depois vão perceber que talvez, ah, o Jeremias que a gente não sabia onde tava, talvez esteja ali dentro. É, pois é. Nossa, quando eu vi isso pela primeira vez, o desespero que os dois iam de beijos, sabe? Sim, total. Porque o Jeremias é outro que, no estilo Game of Thrones, eu tô com medo dele morrer. É, ele é o tipo, o braço direito do baldo, né? Não, e ele é muito gente fina. Pocat!
Eu falei, né? Dos outros bandidos lá, não sei o que, não sei o que. Ele é o que mais parece, tipo... Cara, o que que tu tá fazendo aqui? É, verdade, é. Mas, cara, quando o pai Adorativo do Baldo chega lá e o cara bate, joga ele no chão, já fica em puta ali. Nossa. Aí quando ele começa a tacar fogo, eu... Puta que pariu. E assim, é um final que eu acho ele foda, porque quando os caras tão fugindo, eles ainda pegam os caras, né?
Não, a Dinorah, ela faz uma triangulação ali, não sei o que, e ela correndo, pula na frente do carro. É, nossa, muito foda. Então, eu achei legal que eles pegaram, então teve um pouco de catarse, assim, né, positiva, mas aí quando o Baldo entra, pega o Jeremias e fala assim, teu pai, não sei o que, aí ele sai com o pai nos braços, ele começa a gritar assim, e acaba a série, aí eu, puta que pariu. Termina o jeito que você fala assim, caramba, agora sim, esses caras vão estar sangue no olho, vingança, sabe?
E eu tive um efeito mandela porque é o que aconteceu, né? Eu expliquei mais cedo no episódio. Quando acabou, eu falei, peraí, não. Acaba assim? Eu achei, quando eu tava assistindo agora na segunda vez, que o final era ele no dia seguinte entrando na caminhonete e indo lá pra cima dos maleiros já. Isso que era porque eu vi o trailer... O trailer não. Eu vi o teaser da segunda temporada. Ah, sim.
Mas esse final tá tocando lá tudo o que você podia ser do Médio do Nascimento. E é um shot tão longo que eu tive vários pensamentos. Eu falei, caramba, os caras realmente tacaram fogo no negócio. Tentaram atropelar a galera que tava tendo uma festinha ali. Tentaram fugir e acharam que, tipo, ok, fugiram. E aí, não vai ter polícia, não? O que já veio isso, né? Aham. Eu fiquei pensando assim, caramba, a produção realmente queimou a igreja, né?
A gente trot longa ali queimando tudo, não sei o que. A música é foda, mas muito mais que isso, ele parece muito o cliffhanger, né? De tipo, parte 1. Continua a próxima semana. Sim, total. Então é isso. Falamos aí sobre Cangaço Novo, a primeira temporada. Excelente. Curtinho assim, né? Oito episódios, mas...
Não, gostoso de assistir, porque a gente falou mais cedo, não tem filler que você fica de saco cheio. Todo momento é interessante assistir. Aham, mas enfim, falamos aí da série de novo. Tá no Prime Video, né? E aguardem, porque no futuro vai vir aí o programa sobre a segunda temporada. Então, é isso. Obrigado por ouvirem e tchau. Tchau.
PrimeVideo
Cangaço Novo