Episódios de Quanto Vale Essa História?

NAS GARRAS DO TIGRINHO

07 de julho de 202633min
0:00 / 33:51
Participantes neste episódio1
B

Bianca Della Fancy

Host
Assuntos5
  • Superação e busca por liberdadeDecisão de separação · Medida protetiva · Recuperação emocional · Fernanda
  • Toxicidade em RelacionamentosSinais de alerta em relacionamentos · Manipulação e controle · Impacto do vício em jogos (tigrinho) · Violência doméstica · Joel
  • Impacto financeiro das facçõesPerda de dinheiro em apostas · Dependência financeira · Roubo de dinheiro familiar
  • Construção de Sociedade MelhorEstigma sobre vítimas de violência · Falta de apoio profissional adequado · Crítica às casas de apostas online
  • Estabelecer limites com a famíliaInfluência paterna nas decisões · Síndrome do salvador · Amigos com conselhos inadequados
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
BDBianca Della Fancy

Eu sou Bianca Della Fence e sejam bem-vindos ao Quanto Vale Essa História. E aí, meus amores, vocês estão boas? Eu espero que sim, dentro do famigerado possível, é claro, como sempre, não é mesmo? Hoje é terça-feira, hein? Dia de episódio aberto para todo mundo ouvir, disponível em todas as plataformas de streaming. Vocês já sabem disso, né? Mas será que vocês sabem também que a gente tá aqui toda terça, quinta e sexta? É, querida, terça-feira episódios abertos.

E quinta e sexta, episódios proibidões, episódios apenas para apoiadores. Então se você não apoia esse podcast, você está realmente perdendo muita coisa que acontece por aqui, tá bom? As melhores histórias são para os apoiadores, né, meu amor? Toda quinta e sexta. Quinta-feira, episódio proibidão, +18. Ai, menino mau! E quinta-feira, a minha hora extra com vocês, com mais histórias que vocês mandaram para gente através do nosso email.

Quanto vale @insiderstory@gmail.com. Não se esqueça que a nossa temporada em vídeo vai vir aí muito em breve, tá bom? E apoiadores vão ter acesso a coisinhas que vocês não vão ter se vocês não tiverem apoiando, hein, meu amor? Tem que apoiar pra ter acesso a cortes que apenas apoiadores vão ter acesso, erros de gravação e muito mais, tá bom? Lembrando que os convidados da temporada em vídeo foram escolhidos a dedo por vocês. Apoiadores sempre saem na frente.

E você não pode ficar de fora dessa, tá bom? Bora começar, bora, que eu tô ansiosa pela história de hoje. Que inclusive é bom dizer que é uma história que tem um alerta de gatilho. Algumas informações contidas na história de hoje podem causar algum tipo de gatilho em quem ouvir, tá? Então ouçam aí com responsabilidade, porque a história de hoje se chama Nas Garras do Tigrinho. E olha, por isso que tem alerta de gatilho, né, minha filha?

Vamos falar de tigrinho hoje? Ai, meu Deus, não! Vamos lá. Olá, Bianca maravilhosa, como está? Corrida a vida. Pode me chamar de Fernanda, já que é meu segundo nome. Eu conto a minha história como um desabafo e um alerta. Olha, gente, eu tô sentindo que a história de hoje é realmente uma história séria, hein? Então vamos lá, vamos nessa energia. Conheci Joel, meu ex-marido, cerca de 5 anos atrás. Eu passava por uma separação e ele foi uma das primeiras pessoas com quem conversei.

Ele me chamou pelo Instagram e logo marcamos de nos encontrar. Ele era muito atencioso, bonito, carinhoso. Quando nos conhecemos pessoalmente, eu achei bem divertido, apesar de bastante tímido. Eu passei a noite na sua casa e no outro dia fui embora. Conversamos durante o dia e disse a ele que iria visitar uma amiga em outra cidade durante aquela semana. Ele reagiu mal, e talvez esse tenha sido o primeiro sinal. Falou para eu ir e aproveitar bem, assim como eu tinha feito na casa dele.

Ai, gente, credo! Insinuando que eu estava indo atrás de homem. Eu não o conhecia direito, mas sabia que ele estava bêbado. Nossa, passada! Mas aí já tinha caído fora, né, gente? Aí você já tinha caído fora. Essa red flag aí eu sinceramente acho que não ia deixar passar não. Se bem que a gente fala isso porque a gente tá de fora, né, gente? Mas imerso na situação, tanta coisa passa e a gente continua, né? Quem sou eu para julgar julgando?

Depois de uns dias, relevei e seguimos conversando. Acabamos namorando sem nunca oficializar. Eu conheci a família dele e ele a minha, e logo depois ele já estava morando comigo. Ai meu Deus, tô tão preocupada com o que vai acontecer com você. Ai, Fernanda. Vale ressaltar que Joel vem de família bastante humilde e que não ganhava muito bem no seu trabalho, mas isso não era um problema para mim. Já que eu estava bem empregada, ganhava bem e não me importava em pagar algo caso a gente fosse sair.

Mas ele sempre dizia que eu iria largar ele em algum momento por conta disso. A vida foi seguindo e estava tudo tranquilo, só que ele sempre foi de apostar. Ai, mulher! Ai, gente, pra quê, né? Você já namorou com ele sabendo disso? Muita coisa acontecendo pra você deixar passar, viu? Tá ignorando muita coisa já, eu acho. Vocês não acham não, gente? Primeiro, essa postura dele de, ai, aproveita lá que nem você fez aqui em casa.

Tipo assim, meu amor, oi? Tá doido? Depois, a questão dele ter essa autoestima muito baixa. De sempre dizer que ela ia largar ele em algum momento. Isso aí também é uma puta red flag, gente. Tipo assim, meu amor, se você não confia em você, por que eu deveria confiar, né? E terceiro, aposta. Né, um boy que aposta. E como você disse aqui, ele sempre foi de apostar. Então, pra mim, já são 3 coisas. E alguma dessas aí poderia ser, sim, um impeditivo pra esse namoro continuar acontecendo, gente.

Vocês concordam comigo ou não? Comentem no Instagram, @quantovalessaistoria, quero saber se eu tô errado ou não. Tô falando por mim, é claro. Mas eu quero saber de vocês, tá? Ele sempre foi de apostar. Embora apostasse bem pouco, como ele dizia, pra se divertir. Eu engravidei. Ai, meu Deus, não, gente do céu! Ai, mulher, eu aqui falando cai fora e você adentrando ainda mais nessa história. Ai, Fernanda, ai, tô tão preocupada porque vai acontecer com ela, gente.

Eu engravidei, foi bem complicado. Muitas vezes ele não podia ir trabalhar porque eu estava mal e ele precisava ficar comigo. Numa dessas, meu pai ofereceu emprego a Joel, alegando que se ele precisasse sair para me auxiliar, não perderia o emprego. O meu pai pagava super bem e sempre ressaltava que ele estava aprendendo o ofício, pois um dia poderia tomar conta dos negócios que eu iria herdar. Nosso filho nasceu e ele seguiu trabalhando.

Mas fazia muitas coisas que me incomodavam. E nesse momento começou a beber muito e a apostar todos os dias. E você com filho recém-nascido pra criar. Inclusive me pedia dinheiro pra brincar, entre aspas, nas casas de apostas. Ai, meu Deus. Há mais ou menos um ano atrás fomos pra praia. E nesse momento ele havia ganhado muito dinheiro do meu pai por conta do trabalho. Gente, eu tô tão imersa na história que eu não tô nem conseguindo fazer meus comentários.

Vocês estão percebendo, né? Eu tô assim, o que que vai acontecer, pelo amor de Deus? Tô ansiosa aqui, real. Eu tinha muitas contas para pagar e ele havia dito que quando voltássemos da praia ele me ajudaria. Lá ele bebia o tempo todo e ficava bravo se eu não quisesse beber, mas eu estava amamentando, não tinha o que eu pudesse fazer. Ai, gente, muito tóxico isso, né? Num dado momento, ele ficou furioso comigo e tentou até me bater.

Meu pai do céu! Mulher, sai daí! Sai louca daí! Tentou me bater enquanto o bebê estava no meu colo. Eu sabia que isso não estava normal, que algo tinha acontecido para ele estar daquela forma, ainda que sempre que bebesse ficasse agressivo. Nunca chegou ao ponto de partir para cima de mim. Até então, gata, isso aí é uma coisa que não dá para você tentar controlar a situação, não. O negócio é cair fora mesmo, por você e agora pelo seu filho também.

Eu liguei para minha mãe e pedi que alguém me buscasse, mas eles estavam muito longe e isso iria demorar muito para acontecer. Então disse para ele que iríamos embora e ele me respondeu que se eu quisesse que juntasse as coisas e carregasse o carro sozinha. Olha, foi um momento tão sofrido na minha vida que me dói só de lembrar. Meu bebê não tinha um ano e estava muito assustado. Eu carreguei o carro e fomos embora, eu dirigindo e ele ainda bebendo.

Gente, que Ai, que perigo ter esse homem por perto! Nossa, eu tô com muito medo por você, pelo seu filho. Ai, gente, Joel foi o caminho inteiro me xingando e num dado momento disse que iria ao banheiro. Eu disse que tinha que esperar porque não tinha nenhum posto pela frente e ele disse que o interesse era meu, porque se fosse o caso ele iria mijar dentro do meu carro. Ai, gente, eu não sei nem o que dizer. Depois de muito procurar um posto, achei um e parei.

Ele não desceu. Ai, esse cara me jogou dentro do carro. Tá de tiração comigo, né? Não, gente. Eu disse que o banheiro estava naquela direção. Ele respondeu que não precisava. Ai... Que tinha mijado dentro de uma garrafa PET. Ai, tô tão puta. E aí eu te pergunto: por que que ele não me avisou e me deixou sair da rodovia à procura de um posto? Eu digo para vocês, porque ele é um grande filho da puta. Não temos dúvida quanto a isso.

Acho que todos aqui concordam com você. Todos aqui do Conta Velha História, tenho certeza que concordam com essa informação. Chegamos em casa à meia-noite. Eu dormi com meu filho e fomos eu e meu pequeno para casa da minha mãe e do meu pai, que não estavam. Fui à psicóloga, estava decidida a me separar. Tudo para mim estava bem esclarecido. Ele vivia falando que para mim tudo era dinheiro, que eu era interesseira e tudo mais, mas a única coisa que eu queria era estabilidade para criar meu filho e nada mais.

Eu chorei muito naquela consulta com a psicóloga. E quando entrei no carro do meu pai pra voltar pra casa, meu pai começou a dizer que o Joel era um ótimo pai, que faz de tudo pelo menino. E que se eu me separasse, Joel ia morar na rua. Que era pra eu pensar bem. Nossa, gente, eu tô... Ai, meu Deus! Como é que você fala um negócio desse pra sua filha? Que quase apanhou desse homem? Foda-se pra onde ele vai, meu amor. Ele é um homem independente, já parrou pra ele no trabalho, é pra você, inclusive?

Ai, gente, que absurdo! Nossa, eu tô muito puta, cara. Um ótimo pai que faz de tudo pelo menino. Mas é curioso, né, gente? Os homens, né, como eles se defendem, né, gente? Como homem defende homem, né? A filha perigando apanhar, essa criança perigando apanhar. Desse filho da puta que é esse homem, me vem o pai dela e fala pra ela pensar bem, porque se ela separasse dele, que era um ótimo pai, ele ia morar na rua. Ai, gente, de verdade, posso estar sendo escrota, mas assim, um grandíssimo foda-se pra esse cara.

Pois que vá, meu amor, pois se a rua é o único lugar que você tem pra ir, vá, vá. Mas você não vai ficar mais perto de mim e do meu filho, não. Imagina! Fui jantar com uma amiga que também estava se separando. E ela me disse que meu caso não era tão ruim quanto o dela. E sabe quando você é idiota e começa a ver as coisas com outros olhos? Eu estava assim. Meu pai tinha pena, eu também. E acabei cedendo. Gente, você tá rodeada de imbecis, né?

O seu pai— ai, gente, eu vou falar, foda-se, me desculpa, mas alguém tem que falar. Seu pai é um imbecil, a sua amiga é uma imbecil, né? Que amiga é essa? Você contou tudo para ela? Você falou para ela que ele quase te bateu? Ah, mas o seu caso não é pior que o meu. Meu amor, não é uma competição para ver a mulher que tá mais fodida aqui, não. As duas estão fodidas, querida. Você que tá separando e eu que tô quase apanhando desse cretino, desse cafajeste dentro da minha casa.

Então assim, é o seu pai falando merda de um lado, a sua amiga falando merda do outro, e você no meio sendo influenciada por essas pessoas. Gente, eu tô com uma raiva! Meu pai tinha pena, eu também, e acabei cedendo. Sabe por que Joel ficou agressivo na praia? Porque perdeu todo o dinheiro apostando. Todo! Assim eu vim a saber por ele depois. E mentiu pra mim dizendo que tinha dinheiro no banco, estava investido, mas que não conseguia acessar.

Gente, daí não vou nem falar nada. A parte de ser um bom pai é verdade, mas ele nunca precisou se preocupar em comprar uma fralda, um remédio, uma roupa, nada. Sempre foi apenas eu. Então, em que momento ele é um bom pai? Me diz. Só porque ele não bate no seu filho, ele é um bom pai? É isso? O cara não dá uma fralda, um remédio, uma roupa, nada. Ele é bom pai em que momento, meu amor? Ai, gente, tô tão puta que você que paga tudo enquanto ele tá apostando o dinheiro dele, gastando o dinheiro dele todo e perdendo o dinheiro dele em tigrinho.

Essas pessoas que te encorajaram a ficar com esse traste, na hora que você se arrebentar todinha, não vai ter o que fazer para te ajudar, meu amor. Um traste desse, um rato, um verme, um lixo de homem. Ai. Me poupe. Contava que em algum momento ele me ajudaria e acabou perdendo tudo em apostas. Voltei com ele. Nesse meio tempo eu já não estava mais no meu emprego, pedi para sair para poder ficar com o bebê, mas eu tinha minha fonte de renda já que tenho alguns imóveis alugados, porém Nesse meio tempo, meu irmão pediu ajuda nos negócios dele.

Eu iria ter que trabalhar de noite em alguns dias da semana, o que para mim era ok. Numa noite dessas, parei no posto para abastecer e, para minha surpresa, não tinha dinheiro na minha conta. Adivinha, gente? Eu, ó, eu vou, eu não vou falar mais nada, gente. Eu tô a um passo de falar bem feito, gente. Tô errada? Quando você acha que esse cara vai te respeitar? Você e o seu filho. E por que que você acha que ele faria isso se até agora ele não fez isso?

Até agora, em momento algum, ele fez isso. Desde o começo esse homem te desrespeita, desde o começo. E mesmo assim você está aí voltando com ele. Você aceita aquilo, meu amor, que você acha que merece. Você desde o começo aceita desse homem o pior. Esse cara te destratando, te tirando pra— olha, vou nem falar. Ai, gente, tô puta! Caralho! Adivinha, Joel pegou o dinheiro e usou para quê? Sim, apostar. Nossa, eu quebrei o pau! Ele me pediu mais uma chance.

Eu não aguentava mais, mas ele tinha me garantido que devolveria meu dinheiro. Ele estava em outro emprego, trabalhava numa empresa do lado da nossa casa, só que não passou no contrato de experiência. E vim descobrir que era porque ele vivia pedindo dinheiro para as pessoas lá. Uma vergonha! Ele não procurava emprego, passava o dia deitado dentro de casa. O que você podia fazer assim, né? Vamos agora, vamos para o fato de que esse homem é um viciado em jogos, né?

Ele é um escroto, ele é ridículo, ele não te respeita, mas ele é um cara viciado em jogos. Ele precisa de ajuda, pronto. Ele precisa de ajuda. Se o seu pai, por exemplo, tá com tanta pena dele, o seu pai podia marcar para esse homem uma consulta com psiquiatra, né? Agora, o que não dá para você morar com esse cara, ter um relacionamento com esse cara achando que em algum momento ele vai te respeitar, coisa que ele nunca fez, tá?

Então ele de fato é um viciado, uma pessoa viciada. Ele precisa de ajuda, né? A pessoa precisa de ajuda, ela precisa querer ajuda primeiro, porque você não vai forçar ele a se tratar, né? Se ele quer se tratar. Então assim, meu amor, esse B.O. não é seu, tá? Você não é obrigada a salvar a vida de ninguém, tá bom? Quem é que vai salvar a sua vida e a do seu filho na hora que esse cara colocar vocês numa situação, numa enrascada, né?

Quando vocês não tiverem mais um puto no bolso porque esse cara gastou tudo com jogos, quem é que vai salvar vocês? Então, meu amor, me desculpa, gente. A gente tem que ser egoísta muitas vezes na vida, sim. E eu não acho que nesse caso egoísmo, ainda mais que ela tem um filho, acho que ela tá pensando nela e no filho dela. Então chega um momento que é assim, meu amor, sinto muito, tá bom? Você precisa de ajuda, procure essa ajuda, tá?

Eu não posso fazer nada por você porque eu tenho um filho para cuidar. Um filho, não tenho dois, eu tenho um. Então você, por favor, vá lá procurar sua ajuda, vá marcar uma consulta, vá se tratar desse vício, porque essa é a única forma de você ter qualquer tipo de contato comigo e com o seu filho, inclusive. Pela nossa segurança física, emocional. Não tem jeito, gente. Eu faria exatamente isso. E se você achar que eu tô errado, meu amor, você pegue esse homem e vá criar esse homem.

Pegue para criar, porque eu não faria. Não faria, gente. Ai, me poupe! Colocando o meu filho em risco, acabando com o meu dinheiro e o dinheiro que eu uso para cuidar da minha criança, do meu bebê, por causa de porra de tigrinho. Me poupe! Não, gente. Sai fora! Decidida, mandei ele embora. Nossa, finalmente acordou pra vida! Ele me prometeu que iria na psicóloga. Foi a uma consulta e depois nunca mais. Gente, eu não vou falar nada.

Quando mandei ele embora, mais uma vez meu pai, com síndrome de salvador, ofereceu mais uma oportunidade pra ele. Falei que não. Que não queria, mas ele insistiu que seria bom para mim e o bebê. Joel começou a trabalhar com meu pai e meu pai deu um carro para ele ir e vir todos os dias, assim eu não precisava levá-lo. Ele sempre reclamava do meu pai que era muito difícil trabalhar com ele e eu dizia que não queria ouvir nada a respeito, que ele já sabia que seria assim.

Mas veio então o maior golpe da minha vida. Levei meu filho na creche e ao retornar uma mensagem chega no meu celular. Era a minha mãe. Eu só lia na tela: ele não podia ter feito isso. Parei o carro, liguei pra ela. A minha mãe me disse que Joel havia gastado Praticamente R$22.000. Puta que— gente, eu não sei nem o que dizer. R$22.000 do meu pai, e que pediu para ela não me contar porque eu iria mandá-la embora. Eu escrevi para ele: tu sabe, Joel, que agora terminou, né?

E ele me respondeu que sim. Cheguei em casa e ele me pediu para levá-lo na rodoviária, pediu a minha mala. E depois que eu larguei ele lá, ao chegar em casa tinha uma mensagem, acreditem, pedindo dinheiro para passagem. Nossa, gente, meu Deus do céu! Chorei, chorei e chorei por pena, raiva e por pensar no meu filho que saiu de casa com um pai e uma mãe e voltou só comigo. Fiz uma consulta online com minha psicóloga que me orientou como proceder com o menino e o que explicar.

Funcionou, ele não me pede pelo pai, só ao brincar o menciona às vezes, porque os dois brincavam muito juntos. Os dias têm passado e é muito sofrido porque criar uma criança sozinha é bem difícil. Mas o pior é que sinto que estou sendo o motivo de piada para algumas pessoas. Por exemplo, eu contei a uma amiga porque eu precisava desabafar com alguém, e todos os áudios que ela me mandou foi rindo. Rindo do quê, gente? Amiga, você tá rodeada de uma corja de pessoas péssimas, nossa senhora!

Outra situação foi quando fui me orientar com uma advogada que fez a mesma coisa. Eu me senti humilhada com ela dizendo que eu deveria arrumar um homem para me bancar e não as porcarias que eu arrumava. Nossa, eu não sei, gente, eu tô meio sem palavras, sabia? Mas eu vou falar bastante coisa no final, aguardem. Joel me pedia para voltar, mas eu não aceitava. Eu me sentia livre das amarras que ele me prendia e nunca mais vou passar por isso de novo.

Ai, que finalmente! É isso que eu quero ouvir de você, é isso. Mas carrego uma culpa por sentir que abandonei ele no momento delicado. Mas Deus é testemunha de que eu tentei. E escrevendo agora, eu me sinto idiota por tantas chances dadas, mas eu acreditava que ele precisava e conseguiria mudar. Só que não conseguiu. Meu pai conversa muito comigo e disse que Joel é vítima do tigrinho. E que deve ter apostado querendo mais e só foi perdendo até perder tudo.

A ganância tomou conta dele. O meu pai não está magoado pelo dinheiro, mas pela atitude. Ele disse que não foi roubado. O que Joel fez foi tirar algo de mim e do meu filho. Depois de tudo, ele voltou para casa da mãe, mas mentiu o motivo. Disse que voltaria para perto do filho e que tinha até um emprego. O que ocorreu na realidade é que Joel pediu ajuda ao meu pai para pagar uma pousada até arrumar um emprego. Meu pai ajudou com o aluguel de um mês e disse que após isso não precisava pedir nenhum centavo a mais, que ele estaria por conta própria.

Ele demorou, mas arrumou um trabalho. Perto da minha casa, que fazia com que volta e meia a gente acabasse se vendo. Eu fui obrigada até a mudar o caminho de ir para casa para não ter que cruzar com ele. Hoje tenho uma medida protetiva contra Joel. Por muitas vezes ele me ameaçou, até chegar no momento em que viu um carro na frente da minha casa e me mandou várias mensagens incluindo insinuando que tiraria meu filho de mim. Esse foi o último contato que tivemos.

Me chamou atenção que ele sempre sabia exatamente o que eu estava fazendo e com quem. Até hoje eu não sei como ele sabia, mas ali começaram as ameaças. Eu comecei a ficar com muito medo porque afinal era só eu e meu filho em casa. Eu nunca proibi Joel de ver o menino, pelo contrário, ele fazia chamada de vídeo quase todos os dias e mantinha contato com a criança normalmente, só não vinha na minha casa. Um dia a minha cunhada me disse que todas as facilitações que eu estava fazendo pra que ele pudesse ver a criança ia custar a minha paz.

Eu achei que não, que ele mudaria, mas ela estava completamente certa. Eu coloquei a medida protetiva e nunca mais tivemos contato. Só sei que ele voltou pra casa da mãe dele. E uma vez por semana me manda R$100. Meu Deus. Hoje, 22 de maio de 2026, completam-se 4 meses. E sabe como eu me sinto? Feliz, livre e realizada. Não tenho mais culpa e me sinto tranquila em saber que faço tudo o que posso pelo meu filho e que seguirei fazendo.

A vida tem seguido muito tranquila e sei que a tendência é só melhorar. Ai, que alívio! Que alívio esse final, gente. Olha, parece que eu tirei um peso de cima de mim. Fernanda, Fernanda! Gente do céu, que babado essa história! Olha, primeiramente, sinto muito que você tenha passado por isso. Sinto muito de coração. Ai, eu nem imagino tudo que você sentiu. A angústia, né, de ver a sua família desse jeito, né. E é isso, você acreditou nele, né.

Você acreditou que ele poderia mudar, você acreditou que ele pudesse ser alguém melhor. Você amava esse homem, então esse sentimento, ele é legítimo, ele é seu, tá? Não se envergonhem por isso. Não tem motivo algum pra você ter vergonha de ter amado, confiado, acreditado, né? Mas no momento em que você tem um filho, eu acredito que as coisas mudam, né? Porque daí não é só sobre você, tem um outro serzinho ali que depende única e exclusivamente de você.

Ainda mais nessa situação, né, com o pai tão, tão ausente, com tantas questões para lidar ali. Eu acho que para além do vício em tigre, que isso, o vício, né, no tigrinho e aposta de modo geral, isso é uma situação que deve ter cuidados assim, né, deve ter cuidado, deve ter tratamento, a pessoa deve procurar ajuda. Mas para além disso O que me pegou nessa história é que ele nunca te respeitou. Então não é só a questão do tigrinho, né?

Esse homem sempre foi desrespeitoso com você, desde o primeiro contato que vocês tiveram. Esse homem foi desrespeitoso com você. Pra mim, o tigrinho foi só um acréscimo à pessoa que ele sempre foi, né? Então quando ele foi péssimo com você lá no começo, quando vocês estavam marcando de se encontrar, Que você ia viajar pra casa da sua amiga, né. Pra mim, ali já mostra o tipo de pessoa que ele é, sabe. O tigrinho é um plus, é uma coisa a mais que piora a situação dele.

Como eu já disse, eu não acho que você tenha obrigação alguma de cuidar dele, tá. Um marmanjo desse tamanho, marmanjo véio e podre desse. Não acho que você tenha obrigação alguma de tratar ele, de... Ai, eu tenho que cuidar dele. Não, meu amor, você vai cuidar do seu filho. Você trate de cuidar do seu filho. E se esse homem está atrapalhando qualquer coisa na sua relação com seu filho, no crescimento dele, esse homem tem que sair de cena, porque o importante é seu filho.

Ele vai se tratar, ele que vai se cuidar, tá bom? Ah, mas Bianca, como assim? É marido dela, ela tem que cuidar dele. Meu amor, ela tem um filho só, ela vai cuidar do filho dela. Ele é um homem adulto, ele vai lá fazer o que tem que fazer por ele. E se ele não tem amor próprio para fazer isso, ele que arranja amor próprio, ele que vá atrás. Gente, marcou uma consulta com a psiquiatra e foi uma vez só e foi embora. Hein, até que ponto esse homem tá realmente comprometido com a mudança dele?

Pela mulher dele, pelo filho dele? Será que tá mesmo? Eu acho que não. Porque gastou R$22 mil do sogro. Não é só sobre o Tigrinho, né? Não é só sobre o Tigrinho, sobre o fato dele ser viciado em jogo. Não é só sobre isso. Ele é uma pessoa que eu, Bianca Della Fence, jamais confiaria e jamais iria querer perto de mim. Jamais. Então fiquei muito feliz com a medida protetiva, muito feliz mesmo. Isso foi o maior ato de amor que você fez pelo seu filho durante essa história todinha, tá bom?

As chances todas que você deu para ele, sim, foram muitas chances mesmo. Mas é isso, como eu disse, já tá feito, meu amor, está feito. Isso diz muito sobre você, sobre você acreditar nas pessoas, o amor que você sentiu por ele. Você foi um pouco otária assim, né? Você foi um pouco trouxa assim. Né? Vamos ser real, foi trouxa assim, não foi nem pouco não, foi bastante. Mas acho que isso diz muito sobre o amor que você sentiu por ele e sobre o fato de você ser uma pessoa que acredita nas outras.

Isso é legítimo, isso é parte da sua humanidade, não tenha vergonha disso, tá? Mas talvez seja bom você diminuir um pouco as chances, tá bom? Diminui um pouco as chances que você dá para os outros, principalmente se envolve seu filho, se envolve a criação dele. Se envolve as condições financeiras da sua família, né. Talvez muitas chances assim denunciem o que você acredita que merece. E se você acredita que merece mais que isso, então se dê mais que isso.

Permita menos, entendeu? Permita menos, tá na hora de não permitir, gente. Vamos não permitir por um pouquinho? Vamos não permitir por um tempo? Faz bem, entendeu? Faz muito bem. A advogada que você falou, a sua amiga, o seu pai. Pra mim, isso é uma corja. Tá? E se eu fosse você, eu aproveitava esse momento, já que essa história é fresca, né? 4 meses atrás só, é uma história super recente. Se eu fosse você, eu aproveitava esse momento pra estudar muito bem as pessoas que eu permiti que entrassem na minha vida de alguma forma.

É claro que você não vai tirar seu pai da sua vida, né? É seu pai, você ama ele, né? Imagino. Mas impor limites. Até que ponto o seu pai tem que influenciar nas suas decisões, entendeu? Eu acho que ele tá influenciando muito, você tá se permitindo influenciar muito pela opinião do seu pai. É tipo assim, meu amor, não é você que quer casado com um traje desse, tá? Sou eu. Então eu vou me separar dele e ponto final. Não é o seu pai falando que ele é um bom pai que deveria ser o ponto principal da sua decisão, né?

A advogada falando alguma coisa, meu amor, é você devolver os confortos pra ela. E falar assim: você pode se ater à sua profissão, por favor. Não te pedi opinião sobre a minha vida. Inclusive, vou atrás de outra advogada, alguma que consiga fazer o trabalho dela sem parecer uma grande de uma fofoqueira enxerida. E foda-se! Quando a pessoa fala da sua vida dessa forma, né, como advogada, como a sua amiga falou também, enfim. Gente, vocês têm que tacar o foda-se um pouco mais na vida de vocês.

Tem que pagar de louca um pouco mais. Né, a pessoa sentiu no direito de falar o que queria. Meu amor, você vai ouvir o que você nem imaginava ouvir, meu amor. Você vai se arrepender de ter pensado que tinha a liberdade pra falar assim da minha vida afetiva. Você vai se arrepender. Façam as pessoas se arrependerem um pouco mais, gente. Essa é minha dica com essa história, tá bom, Fernanda? Façam as pessoas se arrependerem um pouquinho mais.

Vocês estão muito permissivas, gente. Quando alguém— vou falar a real pra vocês. Quando alguém fala um absurdo pra mim, gente, eu entro naturalmente num estado de foda-se, eu vou pagar de louca. E você vai se arrepender. Ah, mas eu não quero que achem que eu sou não sei o quê, que eu sou grossa. Foda-se, gente! Deixa o que digam, o que pensem, o que falem. Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem? Nunca ouviram essa música?

Foda-se o que vão pensar! Que você é raivosa, que você é estressada, que você é louca, maluca. Foda-se! Mas pode ter certeza que essas pessoas nunca mais vão falar com você dessa forma. Porque elas vão ter medo de mexer com uma louca, entendeu? Vão ter medo de falar com você. E é bom ter medo mesmo. Se não me respeitam porque devem me respeitar, pelo menos vão me respeitar pelo medo que vão sentir de mim. E é isso que eu tenho a dizer hoje.

Ai, gente. Meu Deus do céu! Gente, eu quero muito saber o que vocês acharam dessa história. Quero muito saber o que vocês acharam dessa história. Corre no nosso Instagram, @quantovalessaistoria, e comenta lá a sua nota de 0 a 10. E comenta o que você achou, gente. Já falei muito aqui hoje, já falei muito, já falei muito. Ai, meu Deus, babado, né, gente? Pelo fim das bets, pelo fim do tigrinho, dessa merda que tá acabando com famílias.

Essa é só mais uma história de famílias que são levadas por conta dessa porcaria. Estamos aí, Erika Hilton, contamos com você. E não tolerarei. No mais, é isso, gente. Ai, menina, fiquei puta, viu? Hoje foi babado. Ó, quinta-feira tem mais, tá bom? Episódio apenas para apoiadores, o nosso Proibidão. Aguardo vocês aqui, hein? Quinta-feira. Se você não apoia o podcast ainda, dá tempo de você apoiar, hein? Corre, o O link tá na descrição lá do nosso Instagram e também na bio aqui do podcast, tá?

É o nosso Orelo e também o nosso Apoia.se. Por hoje é só, meus amores. Até quinta-feira, um beijo, tá bom pra você? Nossa, eu tô puta!

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