Episódios de Quanto Vale Essa História?

JUNHO OUTRA VEZ

16 de junho de 202626min
0:00 / 26:14
Participantes neste episódio2
B

Bianca Della Fancy

Host
E

Eduarda

Convidado
Assuntos3
  • História de Amor de Dona Helena e LuizJuventude e separação em Paraíba · Dona Helena · Luiz · Mudança para o Rio de Janeiro · Perda de contato e reencontro · Reconciliação e namoro aos 80 anos
  • Produção de PodcastsEpisódios abertos e para apoiadores · Temporada em vídeo · Copa do Mundo · Especial de Dia dos Namorados
  • História Pessoal da ApresentadoraInspiração familiar para o amor · Pais com amor proibido · Cartas de amor · Fuga para ficar juntos
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BDBianca Della Fancy

Eu sou Bianca Della Fence. E sejam bem-vindos ao Quanto Vale Essa História? E aí, meus amores? Cês tão boas? Eu espero que sim. Dentro do famigerado possível, é claro. Hoje é terça-feira, dia de episódio aberto pra todo mundo ouvir. Mas não se esqueça que estamos aqui toda terça, quinta e sexta. Quinta e sexta são episódios apenas para apoiadores. Quinta-feira é o nosso Proibidão. E sexta-feira, a nossa Hora Extra. Gente, se você não apoia esse podcast ainda, você está perdendo tempo, tá bom?

Inclusive, já falei, né, que a temporada em vídeo volta muito em breve. Se você quiser ficar por dentro de tudo que vai acontecer, apoie o podcast. Inclusive, a partir da segunda temporada vão ter coisinhas apenas pra apoiadores em vídeo também, tá bom? Então depois que eu soltar episódio em vídeo só pra apoiadores com algum convidado que você quer muito assistir Não vai reclamar que você não apoia ainda, hein. Então aproveita e vai apoiar o podcast, baratinho.

O link pra você apoiar tá aqui na descrição do podcast e também na bio do nosso Instagram. Aproveita que vai lá no Instagram, @quantovaleessaistoria, e segue a gente, tá bom? Segue a gente e fica de olho, porque muitas coisinhas estão vindo por aí e vocês vão amar, tá bom? Esse mês é um mês com muitas coisas acontecendo, né. Tem a Copa, a Copa que já começou. Mas como eu tô gravando esse episódio antes, eu não sei em que pé que tá.

Não sei se o Brasil tá indo bem, espero que sim, né. Aliás, não vou nem falar que não sei. O Brasil tá indo muito bem. Pronto, já vou aqui jogar pro universo, né, jogar previsão, gente. Entendeu? Márcia sensitiva. Teve também o nosso especial de Dia dos Namorados, no dia 11. Aliás, no dia 12! No dia 12. Ai, que foi lindo, lindo, lindo! Se você não ouviu ainda, corre pra ouvir. Saiu especialmente na sexta-feira do dia 12, Dia dos Namorados, tá.

Lembre-se, não se acostumem com episódios abertos sexta-feira, hein. Como eu já falei, sexta-feira é apenas pra apoiadores. Gata, foi lindo. Se você não viu ainda, vai lá ouvir esse episódio especial de Dia dos Namorados. E também conferir lá no nosso Instagram, no feed, as fotos de todo mundo que mandou história pra gente. Gente, esse podcast só cresce, tá bom? Coisinhas muito boas pra vocês. Espero que vocês estejam gostando.

E vamos começar logo, bora! Bora ler a história de hoje, que eu tô ansiosa! E ela se chama... Junho outra vez. Enigmático, né? Eu diria. Enigmático, vamos ver do que se trata, vamos lá. Oi Bianca, tá boa a vida? Ai, corrida, né, vida? O meu nome é Eduarda, eu tenho 28 anos e falo diretamente do Rio de Janeiro. A história que vou contar hoje não é minha. Ó, fofoqueira! Gosto dessas. É da pessoa mais importante da minha vida. Ela inclusive adora escutar o podcast comigo e pediu pra eu vir aqui contar a história de amor dela.

Nossa, gente! Eu perdi a minha mãe ainda criança e por conta disso sempre morei com a minha avó. Mas Dona Helena nunca foi exatamente o que se espera de uma vozinha. Todo fim de semana, desde que me entendo por gente, Dona Helena se arruma, passa perfume, escolhe um vestido florido e sai pro forró, como se o tempo não passasse para ela. Dona Helena, de Manuel Carlos, essa aí, hein? Já amei, já amei. Ai, gente, é uma história de vozinha, meu Deus, eu amo.

Será que eu vou chorar? Tô sentindo, hein? Vamos ver. A minha avó nasceu no interior da Paraíba, veio para o Rio de Janeiro ainda muito jovem, praticamente uma menina, em busca de uma vida melhor. Ela conta que a vida por lá era dura. O pai bebia demais, a mãe passava os dias tentando sobreviver às dificuldades da casa. E dinheiro praticamente não existia. Muitas vezes o jantar dependia da sorte, outras da generosidade dos vizinhos.

Suas irmãs, assim que puderam, arranjaram marido e começaram a criar a própria família. Mas minha avó não queria seguir esse mesmo caminho. Ela queria mais do que aquela vida podia oferecer. Ela queria desbravar, sair daquele fim de mundo e conhecer o que existe por aí. Gente, não chegou nem na metade da primeira página da história e eu já tô entregue à Dona Helena. Eu não tô nem conseguindo interromper pra fazer muitos comentários, eu tô assim...

Ai, o que vai acontecer? Tô ansiosa. Mas havia uma coisa que tornaria essa partida difícil. Luiz. Sempre que ela falava esse nome, a sua voz mudava um pouco. Luiz foi seu namorado de adolescência. Segundo ela, era o homem mais bonito de toda a região. Tinha olhos verdes, cabelos escuros e um sorriso capaz de vender areia no deserto. Gente, que coisa linda de se dizer de alguém! Meu Deus, olha essa frase, gente! Um sorriso capaz de vender areia no deserto.

Nossa, eu vou anotar essa frase, pelo amor de Deus. Eu preciso usar essa frase em algum momento da minha vida para conquistar alguém, com certeza, né? Gente, tocava vários instrumentos. Ixi, gente, Boff que toca instrumento, meu Deus, as pernas abrem automaticamente, né? A gente nem percebe quando vê. E possuía uma voz tão bonita que nas festas da cidade bastavam os primeiros acordes para as pessoas se reunirem ao redor e apreciarem o show.

Os dois eram apaixonados um pelo outro, mas o romance estava longe de ser descomplicado, pois meu bisavô não aprovava o relacionamento. Achava que Luiz era um vagabundo sem futuro. Por isso, os dois se encontravam escondidos, na maioria das vezes atrás da igreja. Profanavam o lugar com sua paixão adolescente. Ai, eu tô entregue a essa história, caralho! Profanavam o lugar, gente! Não, não! Meu Deus! Quando completou 18 anos, Dona Helena já não suportava mais a vida que levava em casa.

Estava cansada da pobreza, das brigas, do pai sempre embriagado e da sensação de que seu futuro já havia sido decidido antes mesmo de ela nascer. Nossa, que sensação péssima, né, gente? No caso, quando o futuro em questão não é algo que você gostaria de viver, né? Então imagina, você nasce numa família pobre, uma família desunida, difícil, complicada em inúmeros sentidos. E aí você se vê presa nessa situação porque é o lugar que você nasceu, cresceu, e parece que não existe esforço nenhum para mudar essa realidade.

As pessoas não sabem nem como sair dessa realidade muitas vezes, e isso faz você ficar presa naquilo. É exatamente como se o seu futuro tivesse sido decidido por uma família disfuncional, por uma realidade completamente disfuncional, antes mesmo de você nascer. Isso é muito Muito triste. Imagino que seja uma situação, nossa, onde você se sinta completamente impotente, né, e desiludido com tudo. Ai, meu Deus, Dona Helena! Foi então que Dona Helena decidiu pôr em prática o seu plano de sair dali, e o destino escolhido foi o Rio de Janeiro.

Na sua cabeça, a cidade parecia um mundo completamente diferente daquele pequeno pedaço da Paraíba onde havia crescido. Era o lugar das oportunidades, era o lugar das luzes, da música e das pessoas que conseguiam reivindicar a própria história. Estou todo arrepiado, nem sei o que vai acontecer. Quando contou a novidade para Luiz, fez mais do que anunciar sua partida. Pediu que ele viesse com ela. Gente, ela é muito louca, gente, meu Deus do céu, ela é muito atacante.

Tô gag. Não é mais gag que fala, né? Bom, eu vou continuar falando gag, gente. Quem quiser falar acrílica pode falar acrílica, eu continuo gag. Em uma noite, sentados atrás da igreja, a minha avó falou sobre todos os planos que havia construído em segredo. Imaginava os dois dividindo uma pequena casa perto da praia, ela trabalhando durante o dia e ele à noite. Lá, Luiz poderia finalmente viver da música. Se existia um lugar para um rapaz talentoso, dono de uma voz capaz de prender a atenção de qualquer plateia, esse lugar era o Rio de Janeiro.

Mas as coisas não eram tão simples assim. A mãe de Luiz estava doente e ele tinha irmãos menores para cuidar. Embora amasse Helena, abandonar a família significava deixar para trás pessoas que precisavam dele. Ai, gente, eu vou chorar. Naquela época, ela não entendia, e talvez nem quisesse entender, as nuances existentes na situação. Por um segundo pensou em permanecer, mas foi só dar de cara com o pai que ela voltou a ter certeza de que precisava ir embora.

Quando a gente sente que tem que sair, gente, não tem quem faça a gente ficar. Meu bisavô, é claro, não aceitou a decisão de Helena. Quando descobriu seus planos, houve gritos, ameaças e, por fim, uma surra daquelas que ela lembraria pelo resto da vida. Ai, gente, quem bate sempre esquece, né? Mas quem apanha, meu amor, Não queira. Pra ele, uma moça solteira não atravessava o país sozinha, muito menos pra ir pro Rio de Janeiro.

Essa cidade era atestado de que sua filha viraria puta. Antes puta do que infeliz embaixo do seu teto, seu lixo. Ai, gente, desculpa, não aguentei. Mas Dona Helena sempre foi mais teimosa do que prudente. Numa madrugada de junho, enquanto a casa inteira dormia, ela pegou uma mala velha, colocou dentro dela algumas roupas, um par de sapatos e meia dúzia de fotografias. E assim Helena saiu sem fazer barulho. Ai, tô toda arrepiada, gente.

Antes de seguir para rodoviária, passou na casa de Luiz. Gente, eu Tô muito arrepiado, que eu tenho algo para contar que tá me— tá vindo muito na minha cabeça assim, né, lendo essa história. Tem uma outra história que tá me lembrando muito essa, eu tô ficando emocionado, mas eu vou contar só no final, tá bom? Antes de seguir para rodoviária, passou na casa de Luiz. Ela me contou essa parte tantas vezes que consigo imaginá-la perfeitamente.

A rua de terra vazia, a luz fraca da varanda e os dois jovens tentando fingir coragem diante de uma despedida que nenhum deles queria viver. Então fizeram a única promessa que poderiam fazer: escreveriam um para o outro e um dia, quando as coisas melhorassem, dariam um jeito de se reencontrar. Minha avó embarcou para o Rio de Janeiro acreditando nisso. Ai, gente, Tonielina! Nos primeiros meses, tudo parecia um sonho. O Rio era exatamente como ela via na televisão: enorme, barulhento, cheio de gente, praias e oportunidades.

Assustadoras às vezes, mas sempre fascinante. Ela conseguiu um emprego como doméstica na casa de uma família de classe média. Trabalhava muito, mas dessa vez tinha seu próprio dinheiro. E escrevia para Luiz. Contava sobre os ônibus lotados, os prédios enormes, o mar que parecia não ter fim. Falava das pessoas que conhecia, dos lugares que visitava e da saudades que sentia. Luiz respondia, falava da cidade, das músicas que estava compondo e das novidades da família.

Mas pouco tempo depois da partida de minha avó, a mãe de Luiz morreu. As cartas seguintes ficaram mais tristes, mais curtas e espaçadas, até que um dia Deixaram de chegar. Minha avó escreveu uma carta. Nenhuma resposta. Escreveu outra. Silêncio. Depois outra. E nada. Durante meses ela esperou. Primeiro preocupada. Depois magoada. E por fim, convencida de que Luiz Havia seguido em frente. A vida também continuou andando para ela.

O trabalho virou rotina. Vieram os bailes do fim de semana, os novos amigos, as noites de dança e as histórias que só acontecem quando somos jovens. Foi em um desses bailes que ela conheceu meu avô. Eles se apaixonaram por uma noite. E aí veio minha mãe. Logo meu avô desapareceu da mesma forma que havia surgido. Gente do céu! A minha mãe cresceu apenas com Dona Helena, assim como eu. Logo depois de eu nascer, a minha mãe se foi.

Ai, gente, tô sem palavras, juro, não tô tendo nem condição de interromper. E sempre fomos só nós duas. Até o ano passado. Era época de São João e fomos à feira de São— Ai, gente, a história de São João! Ai, agora eu vou chorar. Era época de São João e fomos à feira de São Cristóvão. Para quem não conhece, a feira é um pedaço do Nordeste plantado no meio do Rio de Janeiro. Tem forró, carne de sol, cuscuz, sotaques de música por todos os cantos e gente dançando até altas horas da madrugada.

A Feira de São Cristóvão já parece uma festa junina em qualquer mês do ano, mas em junho se transforma de vez. E minha avó adora aquele lugar. Naquela noite, caminhávamos sem pressa pelos corredores lotados. Dona Helena cumprimentava desconhecidos como se fossem velhos amigos. Parava para ouvir uma música aqui, experimentava um doce ali e me contava, pela centésima vez, histórias da Paraíba. Foi então que aconteceu. Ai, gente!

Estávamos passando em frente a uma das barracas quando ouvi uma sanfona. Nada incomum. Na Feira de São Cristóvão há sanfonazinhas praticamente em todos os cantos. Mas de repente eu senti minha avó apertar meu braço com força. Virei o rosto. Ela havia parado de andar. Por um instante achei que estivesse passando mal. Seu olhar estava preso no pequeno palco montado diante da barraca. Seguia a direção dos seus olhos. Um homem muito velho tocava sanfona.

Os cabelos eram completamente brancos. O rosto carregava rugas profundas e as mãos denunciavam décadas de trabalho. Ainda assim, havia uma elegância na forma como segurava o instrumento. Ele cantava e que voz! Era grave, forte, bonita. Lembrava muito a voz de Zé Ramalho. A minha avó continuava imóvel, sem piscar, nem respirava direito. Foi quando vi uma lágrima escorrendo lentamente pelo seu rosto. Ai meu Deus, os olhos estavam arregalados, como se estivessem olhando para uma aparição.

Então o músico levantou os olhos e olhou na nossa direção. O sorriso desapareceu de seu rosto, os dedos vacilaram sobre as teclas, Por um segundo, a música quase parou. Depois de mais de 50 anos, o reencontro de Luiz e Helena. Meu Deus, gente, eu tô chorando! Que coisa linda! Que coisa linda, gente! Depois que o show terminou, Luiz veio até nós. Por alguns segundos, os dois apenas se olharam. Eu nunca tinha visto a minha avó daquele jeito.

Sentamos pra conversar e foi ali que ouvi o restante da história. Nossa, tá muito difícil pra mim. Luiz contou que cerca de 1 ano depois de minha avó partir pro Rio de Janeiro, ele também se mudou pra cá. Ah, meu Deus! Tentou encontrá-la, procurou no endereço que tinha das cartas, perguntou, correu atrás de pistas. Mas o Rio era grande demais, e os dois acabaram se perdendo um do outro. Gente, não acredito que ele se mudou pro Rio de Janeiro também!

Com o tempo, cada um seguiu sua vida. Luiz também construiu sua própria história. Teve filhos, netos, ficou viúvo. Mas nenhum dos dois imaginava que décadas depois se reencontrariam. Por acaso numa noite de São João. Ou talvez não tenha sido por acaso. O que sei é que desde aquele dia eles não se desgrudaram mais. Agora, todo fim de semana, a minha avó se arruma, passa perfume e vai para os bailes dela. Mas não apenas para dançar, mas para acompanhar o namorado artista.

Ai, gente! Que coisa linda, meu Deus do céu! Isso mesmo, aos quase 80 anos de idade, Dona Helena voltou a namorar o rapaz que amou a vida inteira, desde os 18 anos. E toda vez que vejo Luiz tocando sanfona e minha avó dançando na frente do palco com um sorriso de menina, eu penso que a vida às vezes demora muito para entregar algumas coisas. Mas de vez em quando ela entrega. Gente, gente, juro, palmas, palmas, palmas, palmas! Meu Deus do céu, eu tô em prantos, eu tô toda cagada!

Nossa, gente, nossa senhora, que coisa linda, que coisa linda! Meu Deus, que história linda, gente! Fazia um tempo que eu não lia alguma coisa que me tocava tanto assim. Olha, no começo já tava sentindo que vinha alguma coisa aí. E aí, não sei, quando me falou que era São João, gente, me pegou de um jeito. Eu amo São João, né? E acho que São João tem uma magia mesmo, né? E nossa, eu não podia esperar por uma história mais linda do que essa para a gente celebrar o São João.

Que coisa linda, gente! Eu lembrei muito dos meus pais. Eu já contei algumas vezes, não sei se eu já contei aqui, Mas a minha mãe, minha mãe era super disruptiva na época de adolescente dela. Minha mãe é branca, meu pai é um homem preto retinto e minha mãe é de Minas Gerais, Belo Horizonte, meu pai de São Paulo capital. Minha mãe conheceu meu pai lá nos anos 70 andando na rua com Black Power e calça boca de sino. E ele sempre diz assim que minha mãe quando viu se apaixonou pelo negão.

E minha mãe se apaixonou mesmo pelo meu pai, só que a minha avó por parte de mãe era racista, então ela não permitia que minha mãe ficasse com meu pai. Ela proibia ferozmente a minha mãe de encontrar meu pai, e naquela época não tinha muito o que fazer, né? Então meus pais começaram a se comunicar por cartas. Vocês acreditam? Pois é, minha mãe lá em Minas Gerais e meu pai em São Paulo. E minha mãe até hoje tem essas cartas, gente.

Minha mãe até hoje tem essas cartas. E eu, há muitos anos atrás, tive a oportunidade de lê-las. E é lindo demais e um pouco desesperador também, porque é um amor que dura anos. Meus pais são casados há muitos anos já, mais de 30 anos casados. E é desesperador pensar que eles quase não foram capazes de viver isso, e isso tá ali registrado nas cartas, minha mãe falando que tava cansada de esperar, que não ia dar mais, tava sofrendo muito.

Ela falando que encontrou outro cara. Minha mãe sempre foi louca, meu amor. Minha mãe não ia ficar esperando também, não. Minha mãe falando numa carta que ela encontrou outra pessoa que tava cuidando dela, mandando meu pai seguir a vida dele. Mas o amor falou mais alto e minha mãe fugiu de casa. A minha mãe fugiu de casa para ficar com meu pai. E eu amo essa história, gente. Amo essa história. Eu amo como isso tá dentro da minha família, sabe?

Como isso tá... Como essa vontade de viver o que se quer sempre esteve na minha mãe e passou pra mim, sabe? Tá ali entranhado na gente a vontade de ser quem a gente é e de viver nossas próprias escolhas, de viver aquilo que a gente sabe que nasceu para viver, sabe? Seja lá o que for. E eu tenho muito orgulho de ter a minha mãe, enfim, de viver tudo que vivemos. Essa história me tocou bastante, lembrei muito dessa história, pessoal.

Por isso que eu tô compartilhando com vocês. Olha, quero mandar um beijo, mas um beijo enorme para você, Eduarda, por ter mandado essa história tão linda para mim. Eu tenho certeza que os ouvintes estão emocionados assim como eu. E você vai ter certeza assim que você for lá no nosso Instagram, @quantovaleessaistoria, e você vê os comentários, tá? Porque eu tenho certeza que vai ter muito comentário. Quero muito que vocês comentem bastante, tá, gente?

Para Eduarda ver como essa história é incrível. E eu quero muito que vocês mandem um beijo para Dona Helena. Eduarda, faz um favor para mim, mostra para sua avó os comentários lá no Instagram. Gente, comentem bastante, tá? Comentem bastante, comenta 10, nota 10. Pra Dona Helena ver como a gente ficou emocionado e como a gente tá feliz com a felicidade dela. Dona Helena, se você estiver me ouvindo, um beijo enorme. Dona Helena!

Dona Helena, aqui, Dona Helena, olha pra cá! 80 anos, a gente tem que chamar assim. Dona Helena! Aqui, Dona Helena! Dona Helena, um beijo pra você, tá bom? Muito, muito, muito feliz pela sua história de amor. Mas feliz ainda que deu tudo certo, né. Que essa história inspire a gente a continuar. Gente, é uma história de Dia dos Namorados e uma história de São João ao mesmo tempo. Que coisa linda! Bom, eu vou perguntar aqui pra vocês, mas eu quero que vocês deixem nota 10, hein.

Porque a Dona Helena vai lá ver os comentários de vocês. Então, quanto vale essa história, gente? De 0 a 10. Corre no nosso Instagram, corre lá e deixa um recadinho. Pra Dona Helena, que ela vai ver, porque a Eduarda vai mostrar pra ela, tá bom? Muito obrigado, meus amores. Que coisa linda, eu tô muito feliz. Terminou esse episódio hoje com os olhos cheios de lágrimas, mas o coração quentinho por ler uma história de amor tão linda como a de Dona Helena e Seu Luiz.

Espero ver vocês dançando aí um forró bem gostoso, hein. Bem atochado, bem arrochado, você e Seu Luiz, hein, Dona Helena. Por favor, hein. Por hoje é só, meus amores. Quinta-feira tem mais episódio proibidão. E aí não é com a Dona Helena, nem com o Seu Luiz, pelo amor de Deus. E sexta-feira vem episódio aí, hora extra, apenas pra apoiadores. Apoie o podcast, hein. Já falei. Um beijo, até quinta-feira. Tá bom pra você? Nossa, eu tô toda cagada. Que coisa linda.

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