Episódios de Quanto Vale Essa História?

A GRANDE APOSTA

09 de junho de 202632min
0:00 / 32:30
Participantes neste episódio6
B

Bianca Della Fancy

Host
D

Dantas

Co-host
H

Humberto

Convidado
L

Lupercio

Convidado
M

Marília

Convidado
S

Samira

Convidado
Assuntos4
  • Neymar e a Copa do MundoO 7x1 · Humberto · Lupercio · Paraty Club · Paraty GLS · Aposta de carros · Sonho premonitório · Prendas inusitadas
  • Produção de PodcastsSaída de Satã · Chegada de Dantas · Nova temporada em vídeo
  • Relacionamentos AmorososDemonstração de afeto · Relação com Samira
  • Dia dos NamoradosSeleção de histórias · Fotos no Instagram
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Bianca DellaFancy:Eu sou Bianca Della Fancy. E sejam bem-vindos ao Quanto Vale Essa História? E aí? Vocês estão boas? Eu espero que sim. Dentro do famigerado possível, é claro. Hoje é terça-feira, dia de episódio aberto pra todo mundo ouvir, disponível em todas as plataformas de streaming. Não se esqueça que a gente tá aqui toda terça, quinta e sexta. Por enquanto, não temos episódios em vídeo ainda. Porque nós terminamos a nossa primeira temporada, que foi um sucesso. Sucesso graças a vocês. Hello! Muito, muito, muito obrigada por isso. Muito em breve, a segunda temporada do Quanto Vale Essa História em Vídeo vai começar. E vocês não vão se arrepender de acompanhar. Tanto aqui, como lá no YouTube, tá bom? Se você não se inscreveu no canal, vai lá, corre. Pra não perder quando o primeiro episódio da segunda temporada for ao ar, tá bom? Eu tenho mais um recado muito importante pra dar pra vocês. Vocês devem ter notado algumas mudanças aqui na edição do podcast. Gente, Satã saiu do podcast. Satã foi alçar novos ares e foi focar mais na sua carreira musical. Satã, que começou esse projeto junto comigo e foi muito importante desde o começo toda nossa parceria. Satã sempre foi muito esforçado, muito talentoso no que faz e muito amigo também. E agora ele foi lá focar na carreira musical dele, que é incrível, por sinal, né? Tava meio difícil conciliar as agendas, então achamos melhor optar pela mudança. E eu, Bianca Dalla Fence, desejo toda sorte do mundo, Satã, que você consiga atingir aquilo que você quer, chegar exatamente onde você quer, tá bom? Inclusive que você consiga chegar a lugares que você nem imaginou, tá? Eu e todo mundo aqui do Quanto Vale, a gente te deseja toda sorte do mundo, tá bom? Muito sucesso, muito sucesso, meu amor. E estamos recebendo já há alguns episódios aí o Dantas, que vocês já conhecem. Dantas, seja muito bem-vindo ao Quanto Vale Essa História. Dantas, que já cuida aí de muitos podcasts que vocês amam, né? Dantas é a pessoa ideal para estar com a gente a partir de agora. Eu tô muito feliz com a sua chegada. Dantas, seja muito bem-vindo, tá? Que o Quanto Vale Essa História seja um lugar de muito conforto, de muita loucura também. Porque é assim que a gente faz por aqui, meu amor. Se prepara, viu? E pra vocês, meus ouvintes, eu peço que vocês tenham paciência com o Dantas, que tá se acostumando com o nosso jeitinho de ser, né, a nossa edição. Então, se por acaso acontecer algum tipo de contratempo, seja com qualquer coisa, gente, a edição, qualquer coisa que vocês notem de diferente, sim, é outra pessoa que está editando nosso podcast. Eu espero que vocês tratem ele com muito carinho e recebam ele de braços abertos, tá, gente? De coração aberto, estejam de coração aberto para esse novo momento aqui do podcast, tá? Muitas mudanças aconteceram, mudanças muito positivas que eu tenho certeza que só tem a agregar a nossa experiência juntinhos aqui no Quanto Vale Essa História, tá bom? Dito isso, bora começar que eu tô ansiosa pela história de hoje e ela se chama "A grande aposta". Vamos ver do que se trata, né? "Oi Bianca, tudo certinho?" Ai, vida tão corrida. Agora que chegou o ET, então, gente. Nossa, agora que chegaram os ETs, eu preciso organizar mais a minha agenda. Porque já era corrida antes, agora então que eu preciso falar em outra língua. Agora é no... Ai, credo, morro de medo, gente. "Eu me chamo Marília e moro no Espírito Santo". "Eu sou fanzoca desse podcast, a ponto de apresentá-lo até pra desconhecidos que às vezes puxam assunto comigo na rua". Meu Deus! Maluca, né. Completamente maluca. Muito obrigada, meu amor. Obrigado, Marília. Tá vendo, gente? É isso que tem que fazer. Vocês têm que fazer o esquema de pirâmide pra qualquer um. Porque eu falo: "Ai, gente, faz esquema de pirâmide com a amiga". Porque depois vem a amiga da amiga, aí vem a amiga da amiga da amiga. Mas vocês podem interpretar amiga como qualquer pessoa, gente. Qualquer um vale. Sai falando por aí, minha filha. É isso aí, Marília. Mostra como é que faz. Tá vendo? Aprendam. É assim que se faz esquema de pirâmide, com qualquer um. "Ah, mas vão achar que eu sou louca, Bianca." Qual o problema, meu amor? Todo mundo sabe que você é, eu também sou, tá tudo bem. Eu tenho algumas histórias da minha família pra contar pra vocês. Já aconteceu todo tipo de situação fora do comum. Parece um hospício. No bom sentido. Pff, como se tivesse, né? Se existe um dia que virou patrimônio histórico na minha família, foi o da semifinal da Copa do Mundo de 2014. Ai, uma história de Copa do Mundo! Afinal de contas, dia 11 temos a estreia, né? O começo da Copa do Mundo, gente. Dia 11. Dia 11, depois de amanhã. Hoje é dia 9, tá muito perto. Ai, meu Deus. Tá, vamos lá, gente. Histórias de Copa, então. Já amei. Porque eu amo, gente. Eu sou o tipo de viado que não sabe nada sobre Copa do Mundo, mas tô ali torcendo como se soubesse absolutamente tudo. Quando as pessoas lembram do 7x1... Nossa, foi esse? Puts. Quando as pessoas lembram do 7x1, normalmente falam da tristeza nacional e do silêncio que tomou conta do país. Vocês lembram, gente, desses dias? Do 7x1? Foi uma merda, né? Na minha casa aconteceu tudo isso, mas aconteceu também em outras coisas. O personagem central dessa história é meu pai, Humberto, um homem que sempre levou o futebol muito mais a sério do que seria aceitável para qualquer pessoa comum. Assistir aos jogos da seleção na Copa na casa dos meus pais era praticamente um ritual. Meu pai passava dias preparando tudo, Enfeitava a casa inteira com bandeirinhas, fitas, toalhas verdes e amarelas, balões e qualquer objeto que tivesse as cores do Brasil. Todo mundo que aparecia precisava estar vestido a caráter, porque meu pai realmente acreditava que isso ajudava no desempenho da seleção. Naquele dia a casa estava lotada. Tinha parentes, amigos, vizinhos e algumas pessoas que pareciam ter sido convidadas por outras pessoas aleatórias que apareceram sem a gente nem conhecer. Penetra na gente, quem nunca? O churrasco estava bombando desde cedo e o clima era de confiança absoluta. Meu pai estava convencido de que o Brasil seria hexa. Entre os convidados estava meu tio Lupercio e irmão dele. Os dois tinham uma relação muito engraçada. Nossa, Pérsio? Puta que pariu. Os dois tinham uma relação muito engraçada, eram extremamente próximos, mas passavam metade do tempo competindo um com o outro. Meu pai possuía uma Paraty Club. Eu amo que tem aqui, entre parênteses, tem um carro. Já sabe que eu não entendo nada disso, né? Impecavelmente conservada, que foi carinhosamente apelidada por ele de Titi. Sim, ele tinha dado um nome pro carro dele. E não era apenas um apelido casual, ele realmente tratava aquele automóvel como um membro da família. A garagem parecia um santuário. Já meu tio tinha uma Paraty GLS, igualmente bem cuidada. Gente, esse é o nome da Paraty mesmo? GLS? É uma piada? Deixa eu jogar no Google aqui. Porque eu não senti clima de piada, deixa eu ver. Gente, Paraty GLS mesmo existe. Ai, meu Deus, como eu cheguei até aqui sem saber que existiu ou existe uma Paraty GLS? Meu pai do céu, tô sendo gay errado. Vocês sabiam que existia, gente, Paraty GLS? E ela nem é colorida, gente. Bom, ela pode estar com o que você quiser, né? Já, essa história tá caricata demais, né, gente? História caricata. Eu amo. Durante anos, os dois viveram uma rivalidade saudável, cada um se gabando que o próprio carro era superior ao do outro. O detalhe era que era evidente que um queria adicionar a Paraty do outro na própria garagem. Pouco antes do jogo começar, Enquanto as pessoas ainda circulavam entre a churrasqueira e a sala, meu tio lançou uma proposta irrecusável ao meu pai. Ele sugeriu uma aposta envolvendo os dois carros. Gente, vai dar uma merda! Nossa, eu tô vendo tudo. Isso vai dar uma merda, porque obviamente quem desdenha quer comprar, né, gente? Isso aí é antigo, né? Quem desdenha quer comprar. Então tá um desdenhando da paratia do outro, mas a vontade mesmo é de ter. Isso aí já tá nítido, isso aí é desde que o mundo é mundo. Agora eles vão apostar e é bem no ano que o Brasil perde 7x1? Puta que pariu! Ai, querida, vai ser o bó! Alguém vai tomar no cu, viu? Não só o Brasil, né? Meu pai aceitou rápido a aposta. O problema é que cada um tinha entendido a aposta de uma forma diferente. Ai, meu Deus! Meu pai imaginou que os dois fariam previsões sobre o placar exato da partida. O meu tio, porém, tinha algo muito mais simples em mente. Pra ele, a aposta seria apenas sobre o resultado final: vitória, derrota ou empate. Meu pai achou aquilo tão fácil que, internamente, já se deu como dono da Paraty GLS do meu tio. Duvido de que o Brasil venceria, escolheu a vitória sem hesitar. Aí, gente, já sabemos quem tomou no cu. Já meu tio afirmou que a seleção perderia. Ai, meu Deus! Nós que estávamos acompanhando a movimentação dos dois achou uma loucura meu tio apostar tão friamente na derrota. Gente, vocês estão tendo uma noção disso aqui? Essa Carro, gente! Eles apostando carro! Que loucura! Tem que ser muito doido pra apostar um carro, gente, pelo amor de Deus! Ninguém levou a sério. Meu pai chegou a rir na cara dele e tratou aquilo como mais uma das provocações típicas entre irmãos. O que ninguém sabia era que Lupercio estava estranhamente tranquilo porque havia acordado naquela manhã convencido de que tinha sonhado exatamente com aquele resultado. Surtado. Não apenas uma derrota, mas uma derrota desastrosa. Gente, Lupercio para o chão, né? E o seu pai assim, coitado. Gente, eu tô ansiosa para ver a hora que esse homem souber que ele perdeu. Você já imaginou a gente sofrer por um 7x1 do Brasil? E aí tem um plus de que você perdeu o seu carro. Não contente com uma derrota, meu amor, são duas. Tá bom pra você? Puta que pariu. Quando a partida começou, meu pai estava no auge da confiança. Ele não conseguia ficar sentado. Andava pela sala, opinava sobre as escalações, explicava estratégias e comemorava qualquer chute aleatório. O primeiro gol da Alemanha foi recebido com alguma preocupação, mas ninguém entrou em pânico. Havia muito jogo pela frente e a confiança ainda era enorme. Meu pai tratou o lance como um "accident de percurso" e continuou acreditando que o Brasil viraria a partida. Afinal, era só um gol. Uma situação facilmente reversível. O problema foi que a Alemanha resolveu transformar aquele jogo numa experiência traumática. Gente, foi uma humilhação, né? A real é essa, foi uma humilhação. Nossa, esse homem vai se foder tanto, gente, vai perder o carro, meu Deus. Quando o segundo gol saiu, a conversa na sala diminuiu. No terceiro, as pessoas começaram a trocar olhares sem entender exatamente o que estava acontecendo. Você aí, gente, você, você que tá me ouvindo, você lembra onde você assistiu esse jogo? Com quem você assistiu? Você lembra da sua reação Quando isso começou a acontecer, quando foi um, foi dois, foi três, gente, foram sete. Cara, nossa, puta que pariu, uma história que lembra desse momento logo agora que vai começar. Ai meu Deus, não, é bom a gente ler uma história dessa logo no começo para não ler no final, né? É melhor assim, é melhor a gente ler essa história no começo para deixar isso para trás, entendeu? A gente tá abrindo caminho para o Brasil, a gente tá tirando a pedra do caminho. Pronto, vou me encarar desse jeito, melhor. Eu lembro perfeitamente do meu pai parado, olhando fixamente pra garagem. Não pra televisão, pra Titi. Ai, gente, tadinho. Era como se ele estivesse assistindo a uma filha desaparecendo diante de seus olhos. Enquanto isso, meu tio permanecia sentado numa cadeira de plástico toda a tranquilidade do mundo, tomando cerveja e observando a situação se desenvolver. Cada novo gol alemão, ele parecia mais confortável, contente em ter confiado no sonho profético. Meu pai— Gente, tô chocado com esse negócio de sonho. Eu tô agindo com normalidade aqui porque eu tô gag, que esse homem, Lupercio, sonhou com isso tudo assim de uma forma Absurda, porque não foi só tipo: "Ai, vai perder, sonhei com uma derrota do Brasil." Foi tipo assim: "Sonhei com uma derrota horrorosa do Brasil." Eu queria falar com esse homem, gente. Queria ver se ele me ajuda com umas questões aí. Tô precisando descobrir umas paradas aí. Me ajuda aí, Lopes, eu descubro umas paradas, pelo amor de Deus. In off. Meu pai, por outro lado, começava a apresentar sinais claros de desespero. Cristo, eu tô com dó. No quarto gol da Alemanha, o silêncio tomava conta. Quando veio o quinto gol, em um intervalo tão curto que parecia um pesadelo surreal, o clima da casa havia se transformado completamente. Só que naquele momento, meu pai já não estava mais preocupado com a seleção. Foi então que aconteceu a cena que se tornou lendária na minha família. A gente lá vem. Em certo momento, ele simplesmente se levantou, caminhou até o irmão e, diante de parentes, amigos e estranhos, caiu de joelhos com lágrimas nos olhos e completamente derrotado, implorou para que Tio Lupercio não levasse Tite. A gente que dó, meu Deus! Meu pai estava disposto a qualquer negociação. Disse que aceitava qualquer acordo, qualquer condição, qualquer exigência que permitisse que ele continuasse sendo dono de seu carro. Meu tio, que realmente adorava provocar o irmão, percebeu imediatamente a oportunidade que tinha nas mãos. Ai, gente, não, não! Ai, tô com muita dó dele, juro. Apesar de sempre sonhar com a Paraty Clube do meu pai, meu pai sabia que aquela disputa nunca foi séria de verdade. Ah, ah tá. O que ele queria naquele momento era algo muito mais divertido. Depois de fazer um pouco de suspense e aproveitar a atenção de toda a plateia, concordou que não levaria a Tite. O alívio no rosto de meu pai foi tão grande que parecia que o Brasil havia acabado de virar a partida. Gente, tá, mas a troco de quê, né? Eu não sei vocês, mas tô sentindo um cheirinho de que isso vai sair tão caro. Isso vai sair tão caro, meu filho. Se eu fosse você, eu dava essa paratia agora, viu? Só que a felicidade durou poucos segundos. Ele secou as lágrimas e deu um abraço aliviado no meu tio. Em seguida veio a nova condição: se a Alemanha ainda marcasse mais gols até o fim do jogo, o meu pai teria que cumprir uma prenda escolhida por ele para cada novo gol. Nossa, tal que no quarto gol ainda eu falei: gente, que ia sair muito caro, eu avisei. Como a alternativa era perder a Paraty, meu pai aceitou sem pensar duas vezes. A seleção não seria tão ruim a ponto de levar mais que 5 gols. Bom, como sabemos, foi uma decisão que ele se arrependeu bastante. O restante da partida foi acompanhado por um sentimento completamente diferente daquele que costumava existir em jogos de Copa do Mundo. A seleção brasileira já parecia condenada. Mas a verdadeira tensão dentro da casa estava concentrada na figura do meu pai. Ninguém mais discutia o jogo. O assunto principal havia se tornado quais seriam as prendas inventadas pelo meu tio se o Brasil ainda tomasse mais gols. Durante o intervalo surgiram inúmeras teorias, como Como todos conheciam Tio Lupécio, ninguém esperava nada simples vindo dele. Meu pai, por sua vez, já não demonstrava qualquer interesse pelo futebol. Ele apenas torcia desesperadamente pra Alemanha parar de tomar gol. Só que o segundo tempo, meus amores, trouxe exatamente o contrário. Caralho, o Brasil levou 5 gols no primeiro! No primeiro bloco! Gente do céu, que humilhação, não lembrava disso. E mais 2 no segundo bloco, meu pai. Quando os alemães marcaram mais um gol, meu tio imediatamente registrou que aquela era a primeira prenda. Pouco tempo depois veio outro gol, garantindo a segunda. Gente, que humilhação. "Puta que pariu!" A expressão do meu pai era a de alguém que estava vendo a própria sentença sendo escrita em tempo real. O gol brasileiro no fim da partida passou quase despercebido. A diferença era tão absurda que ninguém tinha energia para reagir. O foco permanecia nas consequências que estavam por vir. Assim que o jogo terminou, Meu tio finalmente revelou a informação que deixou todo mundo ainda mais intrigado. Ele contou finalmente que havia sonhado com a derrota do Brasil na noite anterior e que, segundo ele, no sonho a seleção levava uma surra histórica. Foi só por isso que decidiu apostar. Aqui na família a gente leva muito a sério essa coisa de sonhos. É relativamente comum a gente ter sonhos premonitórios. Ai, gente, ai, que agonia, que nervoso, fiquei arrepiado. Encerrada a partida, chegou o momento que todos aguardavam. Meu pai tentou renegociar o acordo. Ele imediatamente acusou o irmão de estar trapaceando com essa coisa do sonho. Tio Lupercio respondeu que ninguém proibiu premonições. É verdade, né, gente, ninguém falou nada, mas se a gente parar pra pensar, é meio que é um jeito de ganhar vantagem, né? Bom, cada um ganha como pode também, né, gente? Depois, meu pai tentou abater uma das prendas por conta do único gol do Brasil. Nada funcionou. Tilo Persi estava decidido a cobrar cada uma das duas prendas conquistadas durante o segundo tempo. Como a Paraty GLS que tinha sido meu tio estava estacionada em frente à casa. Ele decretou que ela receberia uma lavagem completa. Ué, mas isso é prenda, por acaso? Até aí meu pai achou que tinha saído no lucro. Pois é, também achei. O problema veio na segunda parte da sentença. Segundo meu tio, uma lavagem comum não teria graça nenhuma. Para tornar a situação memorável, Ele decidiu que meu pai faria o servi— Ai, não. Meu Deus! Meu Deus! Ele decidiu que meu pai faria o serviço usando algumas roupas da minha mãe, que seriam escolhidas especialmente pra maximizar o constrangimento. Ai, gente, que vergonha! Ai, que vergonha! A minha mãe, que estava se divertindo muito mais do que deveria, participou ativamente da escolha do outfit, que envolvia baby doll e lingerie. Não, não! Ai, gente, que vergonha, meu Deus. 56 anos passando por isso. Ah, nada que eu não vou passar também, né, gente. Mas no meu caso, né, foi uma escolha. Em poucos minutos, meu pai de 56 anos, apareceu usando uma combinação tão ridícula que todo mundo já estava chorando de rir antes mesmo de ele buscar a mangueira. A cena ficou ainda pior porque meu tio fazia questão de dirigir a cena como se fosse o gerente do Lava Rápido. A cada parte do carro limpa, ele exigia Mais dedicação. Se meu pai passava o pano no capô, precisava repetir porque não tinha ficado sexy o suficiente. Meu pai, que é outro palhaço, a essa altura já tinha aceitado o seu destino. E começou a entrar na dança, rebolando a bunda e sensualizando com a mangueira. Pra nós que estávamos assistindo tudo de camarote. Ele com um baby doll transparente. E uma calcinha filantropa por baixo. Gente, mas calma aí. Ele tava com uma cueca, daí tinha uma calcinha por cima e um baby doll. Era isso, né? Só podia ser. Porque se ele botasse uma calcinha, só uma calcinha, gente, as coisas iam ficar pra fora, né? Devia ser uma cueca. É, é isso, gente. É uma cueca, e aí uma calcinha e um baby doll. É isso. E um sutiã, provavelmente. E todo mundo olhando. Ai, que humilhação. Concluída a primeira humilhação. Todos voltaram pra garagem achando que o pior já tinha passado. Estávamos enganados. Ai, gente. Meu tio ia escalonar um pouco mais. A segunda prenda atacava justamente o ponto mais sensível do meu pai: o orgulho automobilístico. Meu tio anunciou que começaria uma apresentação comparativa. Meu pai foi obrigado a ficar vestido com aquelas roupas da minha mãe, levemente molhado, em frente à Paraty do meu tio e fazer um discurso detalhado sobre as qualidades daquele modelo. Ah, do modelo do tio. No começo, ele tentou ser econômico, mencionando apenas algumas características básicas. Meu tio imediatamente interrompeu. A partir daí, meu pai teve que entrar em detalhes. Precisou elogiar a pintura, o acabamento, a mecânica, os bancos, o conforto, o desempenho, enfim, tudo. Quanto mais constrangido ele ficava, mais a família se divertia. Isso é uma família não, isso é um bando de inimigo. Meu tio ainda fazia perguntas como se estivesse conduzindo uma entrevista. Queria saber qual carro chamava mais atenção, qual tinha mais presença e qual representava melhor o auge da engenharia automobilística da época. A pior parte veio no final. Depois de quase 11 minutos de elogios forçados, Tio Lupercio informou que ainda faltava a conclusão. Meu pai então: precisou declarar diante de todos os presentes que a Paraty GLS do irmão era superior à sua querida Tite, a Paraty Club. Ele demorou alguns segundos, olhou para a própria Tite estacionada e falou a frase com a expressão de quem estava assinando uma confissão a contragosto. A família inteira, sabendo do seu amor pelo modelo da Tite, não se aguentava de rir. Gente, coitado, coitado. Até hoje meu pai sustenta que o verdadeiro sofrimento daquele dia não foi assistir o Brasil levar 7 gols. Segundo ele, a pior parte foi ter sido obrigado a mentir publicamente "e falarem verdades sobre o carro do meu tio". De lá pra cá, os dois continuaram sendo implicantes um com o outro. Sempre de forma saudável, mas quase sempre fazendo o outro de palhaço. Gente, isso é demonstração de amor no mais profundo significado dessa palavra. Infelizmente, Tio Lupercio faleceu em 2023. E não está mais entre nós. Mas ele deixou o seu maior legado, a sua "paratija LS", para o seu irmão. Ai, meu Deus! Ai! Meu pai cuida dos dois carros com mais amor do que um dia deu a mim e aos meus irmãos. E tá tudo bem, ele é um ótimo pai, mas a gente pega no pé dele mesmo assim. Esse ano, meu pai vai reunir novamente as pessoas pra assistir aos jogos e prometeu que vai fazer uma homenagem ao meu irmão. Sabe Deus o que ele está aprontando. Gente, que delícia de história! Meu Deus, que delícia! Nossa, uma ótima maneira de começar o clima da Copa aqui no podcast. Gente, amei! Amei demais! Ai, Tchelo Persson, onde quer que você esteja, espero que você esteja muito feliz e muito orgulhoso do seu irmão, da sua família. Mas de como seu irmão tem cuidado do seu presente, né, da sua Paraty GLS. Que já é GLS, né, gente. Meu Deus, não chegou nem a ser LGBT, né. Imagina, coitada. Tá louca, né, criança. Não chegou nem a ser LGBT, tudo péssimo. Mas ai, que delícia, que delícia de história. Eu amei, amei, amei. Gente, essa coisa de ficar implicando um com o outro, isso é amor. Imagina, isso é amor. Isso é amor, gente. Eu amo. Eu sou essa pessoa também, tá? Muitas vezes quando eu cutuco, aí que eu amo de verdade. Se eu ficar lambendo muito as suas bolas, pode ter certeza que alguma coisa tem. Ou você me irrita, ou tem um pouquinho de ranço de você, alguma coisa tem. Ou eu gosto de você, mas alguma coisa tem. Agora, se eu implico com você, é porque eu te amo de verdade. Pode contar comigo porque der e vier. Porque às vezes a gente lambe as bolas porque tem, né? Ai, por respeito, né? Aquela coisa, lambear as bolas. Se bem que lambear as bolas não faço por ninguém não, mas a gente respeita as pessoas, né, gente? A gente trata todo mundo de uma forma boa, cordial e tal. Isso aí é normal. Mas se eu implico com você, meu irmão, é porque você é meu amigo de verdade, viu? Pode confiar, conte comigo. Pro que deve, a gente pergunta para minhas amigas mais próximas. Eu sou, meu Deus, e elas são comigo também, viu? Elas são comigo, pode falar. Por exemplo, uma amiga minha que vocês conhecem muito é a Samira. Pergunta pra Samira como é que é a nossa relação. Gente, é uma falando atrocidades pra outra o tempo todo. E é muito bom, é muito bom. Eu amo essa forma de demonstrar carinho assim, implicando. Porque quando é pra gente falar sério, né, e demonstrar o nosso amor com carinho mesmo, assim, com palavras de afeto, né, com acolhimento, é tão significativo. Porque não é sempre, né, que a gente tá ali falando "Coisas bonitinhas". E aí, quando a gente fala, a gente sabe que tem um significado diferente, né. A gente sabe que é de coração mesmo. E a gente sabe que essa implicância é por amor. Então, quando a gente sabe disso, é muito gostoso, muito gostoso. Não é todo mundo que pode ser assim com a gente, não. Você aí que tem esse tipo de relação com seus amigos, parentes, namorados, namoradas, enfim. Vocês sabem que não é todo mundo que pode pegar nos nossos pés em encrencar com a gente, que a gente vai aceitar de boa, não. Não, não, não, meu amor. Existem pessoas específicas que podem ser assim com a gente. E a gente é de volta. Eu amo. Nossa, que delícia, que delícia! Muito boa forma de começar o clima de Copa aqui no podcast, gente. Eu amei, amei demais essa história. Achei muito fofa. Obrigada, Marília, meu amor. Muito obrigada, Marília, por mandar essa história pra gente. Um beijo para todo mundo aí. E poxa, conta para gente qual foi a surpresa, né? A gente quer saber qual foi a surpresa que o seu pai organizou para homenagear Tio Lupercio. Conta para gente depois, eu quero ter esse spin-off dessa história, quero saber qual foi. Depois conta para gente o que aconteceu. Espero que o Brasil ganhe, né, gente, para a gente ter um novo desfecho para essa história. Bom, os jogos começam no dia 11, que já é Depois de amanhã, quinta-feira, a gente vai acompanhar. Vamos ficar juntinho acompanhando os jogos, hein, gente. Pelo amor de Deus! E não se esqueçam que dia 12 tem especial de Dia dos Namorados aqui no Quanto Vale Essas Histórias. Sim! Se você mandou a sua história pra gente e ela foi selecionada, eu vou ler ela aqui pra todo mundo saber como que você conheceu o seu grande amor. E as fotos que vocês enviaram pra gente vão sair lá no nosso Instagram, @quantovaleessaistoria. Então aproveita, segue a gente. E não se esqueça de me falar quanto que vale a história de hoje, hein. De 0 a 10, quanto vale a história de hoje? A grande aposta. Tô de olho, hein. Comenta muito no nosso Instagram. Que eu vou adorar saber o que vocês acharam. Por hoje é só, meus amores. Até quinta-feira! Um beijo! Tá bom pra você? Gente, apostar um carro! Que doideira!

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