UMA BOA AÇÃO (com Frimes)
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Bianca DellaFancy lê as histórias mais absurdas, proibidas e sem noção que os ouvintes têm coragem de mandar.
Mande sua história para: quantovaleessahistoria@gmail.com
Lojinha oficial: https://heartmerch.com.br/collections/bianca-dellafancy
- A história de Gisele e a boa ação que virou confusãoGisele empresária do ramo alimentício·burnout e busca por paz interior·decisão de tirar folga do trabalho·oferta de quentinha a morador de rua
- Confronto com morador de rua após oferta de comidamorador de rua pede dinheiro·Gisele oferece quentinha sem carne·morador de rua reclama e xinga·Gisele reage com raiva
- As consequências da briga na rua para a carreira de Giselecolega de trabalho testemunha a briga·situação vira assunto no escritório·chefe sugere afastamento e psiquiatra·Gisele prefere ser demitida
- A inesperada virada positiva da situação para GiseleGisele busca voos e hospedagem·férias sonhadas nos Lençóis Maranhenses·agradecimento ao 'mendigo folgado'·o mal que vem para o bem
- Experiências pessoais de Frimes em brigas de ruadefesa de idoso em ônibus·discussão com homofóbico·motorista expulsa os dois·uso de taser para defesa pessoal
Eu sou Bianca Della Fence e sejam bem-vindos ao Quanto Vale Essa História em Vídeo! Sejam bem-vindos, meus amores! Se você tá me assistindo aqui no YouTube, já comenta agora. Comenta o quê?
Comenta Bianca, sensação do momento.
Bianca, sensação do momento! Nossa, finalmente um comentário bom.
De nada, querida.
Gostei, obrigada.
Olha essa roupa bonita, gostei.
Eu não sei porque eu não te chamei ainda.
Ah, tá bom, desculpa.
Meus amores, comenta agora, Bianca, sensação do momento, pra eu saber que vocês estão aqui juntinho comigo, conectados, tá bom? Eu e minha convidada, que já já vai aparecer pra vocês. Quero agradecer à Realness pela produção desse projeto incrível. E também à Mind pelo apoio, tá? Muito obrigado, meus amores! Olha só, gente, estamos aqui toda terça-feira, episódios em vídeo aqui no canal pra vocês. Também no Spotify. E também toda quinta e sexta, apenas pra apoiadores.
Tá vendo esse QR code aqui na tela? Joga agora o celular aí, minha filha. Joga agora, printa a tela, faz o que você quiser. Mas apoie o podcast. Apenas R$13. É.
Pra onde vai esse dinheiro aí?
Pra quem vai doar? Todo mundo quer doar, gente. Tá falando: Vai doar pra mim, minha filha. Pra eu pagar minhas contas em dia, tá? Vai doar R$13 pra esse podcast, pra você ter acesso aos episódios de quinta, de sexta, que são o nosso Proibidão, o A Hora Extra também, que é babado. E o quadro, o famigerado quadro aqui do podcast, o Apoie Já. Todo final do episódio eu coloco o nosso convidado numa berlinda. E você não vai se arrepender de assistir, tá bom?
Então apoie agora o podcast. E como vocês sabem, nós temos patrocinador! Tá muito chique esse podcast, meu amor. Età Cosmetics tá com a gente do começo ao fim. E esse aqui é o protetor solar Solari. Afinal de contas, Età Cosmetics é uma marca completa e não poderia ficar sem um protetor solar, né? Solari é muito mais que um protetor solar. Ele tem FPS 50. Efeito antienvelhecimento, alta proteção UVA e UVB. Além de proteger contra a luz azul.
Com efeito clareador. E uma dica: não arde os olhos. Etá Cosméticos, porque beleza não tem idade. Dito isso, hoje temos aqui uma convidada muito pedida, muito solicitada, né. Por todo mundo, apoiadores e não apoiadores. Que deveriam se tornar apoiadores. Ela já participou do podcast antes. Pode falar, pode falar.
Várias vezes, inclusive.
A voz tem que ser ouvida, querida.
Ai, desculpa. É que eu, pessoalmente, nunca tinha acostumado.
É novidade pra você, pessoalmente, né?
É novidade, minha primeira vez. Você vai tirar meu cabaça aqui hoje.
Ai!
Ai, Dudu!
Ela que é comunicadora.
Comunicadora.
Atriz.
Atriz.
Pornô.
Também.
Pode falar isso no YouTube? Atriz de amor intenso. Amor intenso. Melhor. Que mais você é, amiga?
Ah, eu também sou cantora.
Cantora, verdade.
Sou cantora, sou modelo. É de carteira de cigarro. Já fiz algumas campanhas, não conta!
Eu já vi você numa dessas campanhas. Desgraça! Primes!
Gente!
Nossa, era Primes! Bem-vinda, amiga!
Obrigada, amiga! Ai, tô feliz! Mas esse daqui vai ser aquele restrito pra proibidão, né? Você só me chamou pra esse.
Amiga, não. Hoje a gente já vai fazer um episódio aberto.
Meu Deus!
Pra todo mundo ouvir, querida. Sinta-se em casa.
Ai, Mi, obrigada, Mi! Ah, eu tô sem unha, me perdoa. Gente, mas eu amei, ó! Ai, gostei! Agora eu vou ouvir mais vezes. Pronto, ó.
Calma, não sei se tá fazendo para você também. Vamos ver se você vai entregar primeiro, meu amor. Tem que entregar. Você já entregou bastante lá quando você gravou comigo sem vídeo.
É verdade.
Quero ver se em vídeo você entrega também. Já tá entregando o look, né?
Beleza. Eu fico uma roupa evangélica até hoje.
Evangélica?
Evangélica? É porque meu pastor falou, olha, cuidado com as coisas que você anda mostrando na internet. Então eu fui uma coisa mais comportada hoje.
A Igreja de Satã. Amei o seu look. Obrigada. Já vou falar logo de cara.
Obrigada.
Amei os seios, estão maiores.
Pena que eu não posso falar o mesmo de você. Eu acho que isso daí, essa roupa eu já vi você usando antes.
Não usei, não, só porque é novo, meu amor.
Então tá bem parecida. Vamos trocar de lindo.
Ah, é da Chanel, filha da puta!
Mas você é lindo, tá bonita.
Olha só, meu amor, é bem-vinda. Obrigada, muito obrigada.
Gente, se vocês quiserem me seguir, me perseguir, é só procurar por @frimes. Cuidado, porque às vezes tem uma empresa chamada Frimesa que se passa por mim, tá?
É mesmo?
Eu não vendo Coisas frias, não. Não vendo mostarda... Como é que chama? Queijo, não vendo. Vendo corpo, mas queijo não vendo.
E vem tudo bem quentinho.
Bem quentinho, nada de frio.
Eu já provei. Deu dor de barriga? Ó, hoje a gente mudou um pouco aquilo, né. A gente toma água sempre, né. Mas hoje mudou, né. Porque a Farmis merece uma coisinha...
Com certeza, tintim, sei lá. O meu é suco de limão, o teu é o quê?
Skol Beer. Peraí. Temos um presente antes de tudo. Olha aí, eu esqueci, meu amor. Claro, porque nós temos patrocinador, querida. E ele te mandou um presentinho. Eta Cosmetics.
Passado, eu tô em pânico. Eu nunca tinha ganhado nada da Eta Cosmetics.
Peraí, tempo de tela tá apagando. É seu!
Ai, obrigada, gente, que lindo! Olha, posso?
Deixa eu abrir aqui.
Gente, mais produtos! Veio aqui um hidratante. Deixa eu logo passar aqui um pouquinho também, lógico. Deixa eu ver aqui. Gente, ai, o cheiro delicioso! Ah, gostei! Tem um cheiro de rosas bem gostoso. Aqui nós temos também... Ah, protetor solar!
Isso aqui eu tava precisando!
Bianca, você foi uma mãe agora! Caramba, cara! Aqui nós temos também um antissinais. Eu, eu, mas eu acho que isso aqui pode ser mesmo antissinais, porque eu falo Libras, eu falo a língua de sinais.
Um produto, um produto que é, não é inclusivo, antissinais, cosméticos, que isso?
Não, brincadeira, gente, mas uma delícia. Amém, obrigada!
Parabéns para você que ganhou presentinho hoje nesse aniversário, viu?
Obrigada!
Eu quase não ganho nada, não ganho bingo, não ganho programa, mas aqui você vai ganhar, tá vendo?
Obrigada, obrigada!
Tranca a porta. Vamos lá, agora é isso. Porque isso aqui é um ambiente de respeito. Eu recebo histórias dos meus ouvintes e eu quero que você respeite. Não é um casinho qualquer, um email, é uma história. Eu quero interpretação, quero que você leia sentindo o que tá aqui dentro.
Eu vou gastar todo meu Wolf Maia, porque eu fiz história de teatro. Wolf Maia, eu fiz Wolf, eu fiz Célia. Você fez Célia?
Helena.
Você já fez Helena, de Manoel Carlos?
Eu sou... Eu fui... Não, amiga, sim. Pior que sim.
Eu fiz Chiquitita só. Foi a única coisa que eu fiz. Eu passava atrás, assim, varrendo. Foi tudo.
Meu Deus!
É. Mas o meu sonho era ser a professora Helena, mas não consegui.
Mas vai chegar lá.
Um dia eu chegarei. Um dia eu serei Bianca Della Fez.
Amém. Você passava de rodinha atrás, vassourinha.
Passava, vassourinha.
Amiga...
Fiz Chiquititas também, na época. Eu fiz o Cravo e a Rosa.
O que que você era?
Era a vaca. Que ficava lá com o Pretúcio. Eu já fiz também...
Essa você foi babado, que eu lembro.
Fiz. Paraíso Tropical.
E essa, será quem?
Era uma prostituta que passava pro fundo.
E segue sendo.
É, até hoje. Encarnei menina, porque eu sou estanislavskiana.
Você vive o personagem.
Eu vivo o personagem, eu gosto de método. Sou atriz de método.
De método, atriz de método.
Atriz de método.
Achei que era da rua.
Também, às vezes.
Também, também.
A vida é uma atuação, Bianca. A vida é uma atuação. Gostou dessa frase? Vai estar no meu túmulo. A vida é uma atuação.
Obrigado. Já mandou fazer?
Já.
Onde é que tá?
Tá lá no Maranhão, eu vou buscar. Que saindo daqui, eu já vou de... Já vai direto. Um táxi vai me bater ali.
Vai ser seu último grande ato aqui?
É, aqui vai ser o meu show final. Aqui eu vou ser o Cisne Negro.
Medo! Já acabar assim? Vamos começar?
Let's go, let's go!
Let's go, que eu tô ansiosa pela história de hoje.
Aprendi até a ler pra vir pra cá. Porque da outra vez eu usava IA, a voz de IA. Porque a gente não se via. Não, era ligação de ar, meu amor.
Olha como você é, mas aí eu aprendi a ler, ó.
Bibianca, Bianca, com convividade, convidado.
Ai, não vai dar, gente.
Por que tá verde e amarelo? Você é bolsonarista?
A gente significou. Ah, tá bom, para com isso.
Tá divulgando meu álbum, então tá bom.
Você é O verde.
Tá, você é o amarelo.
Amarelo, é.
Tá bom, adorei.
Vamos lá, tem que aumentar bem já, 36, né? Tá quantos anos, Farms?
Eu acabei de fazer 18, fiz 18 essa semana.
Você é o frio da vida, hein?
O quê?
Não entendi, Bianca. Amiga, a história de hoje se chama Uma Boa Ação. Eu gosto disso.
Lógico, let's go!
Oi, Bianca, tá boa? Ah, tô corrida na vida. Meu nome é Gisele, tenho 38 anos e morro de rir com os relatos que vocês trazem. Palhaça, né? A gente é palhaça.
Imagina a Gisele em casa assim.
A Bianca, figura. Eu sou uma empresária do ramo alimentício. É, tem um carrinho de hot dog na frente da funilaria. Que vivia constantemente à beira de um burnout. E quase perdi meu réu primário por isso.
Caralho, velho. O que é burnout?
Burnout é quando você tá... Amiga, eu acho que tu tá em burnout.
Será que eu tô com burnout?
Porque até onde eu sei, tudo que você tá me trazendo classifica burnout.
Será? Mas o que é?
Excesso.
Excesso. Volumioso, lascívia.
Lascívia de muito trabalho.
Ah, então eu sou burnout.
Você é total burnout.
Eu sou burnout.
Ah, também quero ser burnout.
Eu gostei desse gerúndio.
Burnout. Você tá pegando fogo e tá fora.
Chique.
Você tá burnout.
Burnout. Ai, chique! Não, aí você ressignificou.
Será que tá pegando fogo, mas tá fora?
Tá fora.
Eu não tô ali ainda.
Burning out.
Você tá só vendo, viu?
Chique. Eu naturalmente já sou uma pessoa de pavio curto, me estresso com bastante facilidade e é muito raro eu levar desaforo para casa. Se alguém me trata mal, minha primeira reação normalmente é mandar tomar no cu. Eu mando tomar no cu! Mas durante o período eu estava fazendo um esforço genuíno para reconectar com a minha paz interior, ou seja, masturbação. Isso, gente, não tem nada melhor para se reconectar do que tocar uma sirene, uma ninguetinha.
Você fica burrona?
Eu já sou burrona, meu amor. O meu cérebro fica igual um frango, liso, liso, liso, liso. Eu estava fazendo yoga, terapia uma vez por semana, uma vez por semana, e tentando dentro do possível não transformar qualquer inconveniente em uma batalha pessoal.
Ah, tá vendo uma coisa equilíbrio, né?
É um equilíbrio.
Tentando se equilibrar.
Eu acho.
Você é uma pessoa equilibrada? Não, mas que pergunta, né? Meu Deus.
Mas eu tento, Bê, eu tento. Não, mentira. Eu acendo velas, eu adoro velas aromáticas. Foi assim que eu queimei meu barraco. Aconteceu um pequeno acidente lá do Maranhão, passou em todos os jornais. Eu queimei meu peito.
Ah, é sério?
É sério, Bê. Eu tive que fazer vaquinha pra conseguir esse peito aqui. Queimou meu peito.
Você tá tirando onda.
Jamais, foi isso mesmo, queimou meu barraco. Aí foi que o barraco desabou.
Nessa foi que meu barco se perdeu. Nele tá gravado só você e eu. Você não tem nem onde é que tá. Bicha, a gente leu duas frases, já tá assim. Foi então... Foi então que numa sexta-feira decidi tirar a tarde de folga do trabalho. O meu emprego era bem estressante. Trabalhava numa empresa bem tradicional. E aquela semana em específico não estava fazendo bem pra minha good vibes. Fiz o que precisava na parte da manhã. Depois, planejei sair na hora do almoço. Comeria algo rapidinho na rua.
Podia ser você.
E voltaria pra casa pra descansar.
tá. Mas eu fiquei curiosa. Com o que será que ela trabalhava? Uma empresa muito tradicional?
Alimentícia, né?
Não, alimentícia é o que ela tem agora. Antes ela trabalhava nisso, né? Ah, é, né?
É, ó.
Que será que ela trabalhava?
Mas era muito estressante e era bem tradicional.
Bem tradicional.
Será que ela era secretária do Bolsonaro?
Eu acho, faz sentido.
Bem tradicional.
Deve ser muito estressante também trabalhar com a família Bolsa.
A família Bolsa, eles são um bando.
Jamais trabalharia com eles.
Jamais?
Jamais.
Jamais.
R$1.000 só fez eu comer o que eu comi.
Amiga, R$100 às vezes, só por R$100 eu já iria dar uma pesadinha.
Você ficaria então balançando bandeirinha, Zé, na roupa, R$100.
Quanto?
Duas parcelas de Pix, 10 vezes de Pix, R$100.
Pro Bolsonaro?
Não, pro Nick. Não irias?
Não.
Montadíssima. Então, R$500.
Eu iria, eu iria, porque se eu tivesse montada de graça, eu iria.
Ia ser close.
Porque se eu tivesse de graça com a bandeirinha dele, ninguém ia votar nele.
Chique.
O público dele é o quê?
É verdade, eles são homofóbicos.
Se vissem a gente ali com bandeirinha pro Nick, acabou a campanha dele, acabou. A gente vai boicotar a campanha desses vermes de dentro pra fora. Você arrasou, amiga.
Caraca, você não é só um rosto bonito, você também é um par de olhos que sabe ler e interpretar texto, entendeu?
Eu acho.
ChatGPT pra quê, né, meu amor? Meu plano corria como o esperado. Como tinha ido na cozinha para o almoço, acabei me empolgando. Sozinha? Ah, desculpa, é que eu tô sem lentes, eu botei só nos dentes, esqueci dos olhos. Como tinha ido sozinha para o almoço, acabei me empolgando. Então pedi mais comida do que o necessário. Pedi um pratão de arroz, feijão, batata frita e carne. Um PFzão, um bife a cavalo, um bife ao rolê. Eu acho tudo.
Acabei comendo a carne toda, mas sobrou bastante para o... Peraí. Mas sobrou bastante do resto. Ela comeu só a carne. Então não é vegana, a gente já sabe que ela é uma pessoa bem carnívora, né.
Proteína, né, amiga.
Proteína é bom. Pedi para o garçom... Você tá tomando muita...
Tá tudo bem? A chapa tá... Tá frouxa? Colega, gente, colega!
É que eu bebi um pouco antes de entrar.
Calma, segura a onda disso aqui, ó.
Acabei comendo a carne toda, mas sobrou bastante do resto. Pedi para o garçom embalar para viagem, já pensando que poderia fritar um ovo na janta para complementar. Diva, quem guarda come duas vezes, né?
Ah, tá, que ótimo!
Quem guarda concede. Quem guarda concede.
Quem guarda concede.
Quem disse essa frase?
Nossa!
Opção número 1, Jair Bolsonaro.
Meu Deus, você tá... Hiperfoco.
Opção número 2, Gandhi. Opção número 3, Buda. Ou opção número 4, Jesus Cristo.
Cara, muito difícil porque os 4 são muito parecidos.
São pessoas muito, muito iguais. Jair Bolsonaro e Jesus andaram sobre as águas.
Andaram, pena que um não afundou. Só que a caminho do restaurante até a minha casa, passei por um homem em situação de vulnerabilidade social.
Você costuma ajudar, amiga, as pessoas de vulnerabilidade social?
Amiga, eu ajudo.
Eu também, dou um biscoito, dou um cigarro.
Eu ajudo todo mundo, eu não excluo ninguém na festa.
Cara, mas isso é verdade. Você falou uma coisa muito importante, de dar um cigarro, dar um negócio. Uma vez eu tava vindo tarde da noite da festa. E aí, anteriormente, eu tinha dado um cigarro pro doidinho do centro, né. Carinhosamente chamado de doidinho do centro. Cara, eu ia ser assaltado esse dia. Só que aí ele começou a gritar, ei, esse daí não, essa daí não, você é minha amiga! E sabe por quê?
Porque eu dei um cigarro antes. Ai, que lindo isso! Ai, gente, uma boa ação. Não é sempre que a gente vê isso.
Não é sempre.
Hoje já tá em falta.
É verdade. Então às vezes um cigarro pode salvar sua vida.
Salvar sua vida. Seu celular, no caso.
É verdade.
Eu também ajudo, mas é porque eu assisti muito... Aquele filme, como é que chama?
Ghost: Do Outro Lado da Vida. Não?
Aquele filme, menina, que tem Maria... O Alto da Compadecida.
O Alto da Compadecida, verdade.
Nesse filme, ele fala que Jesus se disfarça... Se disfarça dos mendigos, de prostitutas gays. Pra testar a sua fé, a sua bondade.
É verdade.
E aí, eu ajudo...
Eu posso ser Jesus? Posso estar disfarçado de Jesus aqui? Quer dizer, disfarçado de drag de peitos hoje, mas sou Jesus. Você olharia Jesus em mim, Bianco? Vem pra mim, Severo Jesus.
Eu tô babado. Imagina se Jesus volta e volta assim.
Ia ser cante.
Ia ser cante demais.
Jesus ia ser cante.
Pensa, a igreja ia ruir.
Ia ruir.
Bicha, todo mundo esperando ele lá. Bem, vai chegar assim, loira. Ó, loiro, loirão. Cheia de marcas de sofrimento.
Imagina Jesus. Devia dar uns pau aqui.
Que horror. Mas eu acho super válido você ser Jesus.
Eu acho válido.
Loiro, várias marcas de chagas no rosto, então nem se fala. Várias chagas?
Pesado, bicha. O que é marca de chagas?
Vou continuar. Ele sofreu muito, né, Miguel?
Sofreu.
Você também?
Eu sofri mais que a Juliette.
E não menos que Jesus.
E não menos que Jesus. Sou quase a Britney Spears.
Você é quem, afinal?
Eu sou ninguém, nem existo. Eu sou tudo e não sou nada.
Onipresente. Ele estava sentado em cima de um papelão. Eu tô com muito medo da gente ir pra um lugar...
Não, a gente vai juntas nessa. Não, a gente não vai ser cancelada hoje não. Hoje não. Eu também não vim aqui pra isso. A gente vai conseguir passar por isso.
Juntas.
Sem fazer uma piadoca babaca.
Podre.
A gente vai conseguir. Eu confio no seu caráter, na sua justiça, na tua benevolência. Nem sei o que é benevolência, mas acredito nela.
Ele estava sentado em cima de um papelão, ok, com cobertor bem sujo e cheirava a cachaça e sujeira. Ele tá falando de você, caraca.
Mas olha, em minha defesa, quem me emprestou esse vestido foi a Glória.
Gente, adorei brincar.
Quem é essa menina de vermelho? Eu vim pro baile. Você que pensou. Tiffany!
Aquelas— não, tô brincando.
Corta isso pra você.
Não vai cortar jamais. Ele me chamou pedindo ajuda. Pode fazer.
Ô moça, não tens um trocado?
Nossa, que bonito! Gostasse, eu ia fazer mais assim. Ô moça, não tem um trocado aí não?
Amiga, faz só mais uma vez, só para—
Ô moça, tu não tem um trocado aí não?
Você convence muito. Eu acho que era você, eu acho que era você.
Amiga, a gente não pode para esse lugar.
Bianca, aqui na Praça da Sé, já te vi lá com os pombos brincando, girando, caçando pica. Você foi no Arouche, já te vi no Arouche junto com a Doll. Já te vi lá.
Vai!
Dinheiro eu não tinha, mas olhei para quem tinha nas minhas mãos. Não custava nada fazer uma boa ação, faria total sentido em mim era equilibrada. É, gaba, e no fone tocando o Equilibrium.
Você já sabe quem chegou.
Salve, do Dumbo. Quem tá aí?
Sou eu ainda.
Ô meu senhor, dinheiro eu não tenho, mas Tenho essa quentinha aqui, tá bem gostosa. Amiga, me perdoa, vai dar certo, confia. Não, eu vou mudar o tom, vou mudar o tom. Desculpa, eu fui palhaça. Ó, meu senhor, dinheiro eu não tenho, mas eu tenho essa quentinha aqui e tá bem gostosa. Obrigada. Sim, me abaixei e dei Não, pera aí. Me abaixei e deixei o saco no chão, na frente dele. Tirei minha calcinha de acolhendar e botei o saco pra fora. Na frente dele.
Olha só essa frase, bicho.
Puta que pariu.
Me abaixei e deixei o saco no chão.
Imagina. Abaixou até embaixo.
Credo. Na frente dele.
Na frente dele.
Tá chorando, velho.
Imagina, desacolhendando, e as bolas vindo daqui da nuca.
Ele com fome, mano.
Com fome.
Eu não tenho, mas eu tenho outro saco. Peludo.
Puta que pariu! Ai não, sacanagem, gente. O homem olhou para mim com uma cara de poucos amigos e reclamou: pô, moça, eu queria dinheiro, já almocei hoje. Olha, olha, bicha!
Eu fiquei em choque com a audácia. Reforcei que tudo que eu podia oferecer era comida. E que sentia muito. Ele, não satisfeito, continuou: Mas a senhora com essa bolsa chique aí não tem 50 centavos pra me dar não? Fala sério, dona! Ai, gente, tantos anos de carreira, né, Bia?
Às vezes eu paro. Se a gente conta a história de verdade da gente que tá bonita desse jeito, vocês não vão acreditar, gente.
Nesse ponto eu já tava achando que tinha alguma câmera escondida. Filmando toda aquela conversa. Não é possível. Respondi que realmente não tinha nada e comecei a andar seguindo o meu caminho.
Eu também ficaria desconfiada. Eu ficaria procurando o Luciano. Luciano Huck tá por aqui!
É, mano, vai transformar minha casa.
É, tem alguém aqui procurando. É o Luciano Huck. Eu também ficaria desconfiada.
Mas aí, se você desconfia que tem alguém filmando, você vai andar? Você vai embora? Ou você vai ajudar? Tipo esses tiktokers hoje em dia que salvam as pessoas. Aí você ia ajudar. Aí não, eu vou te comprar.
Não, eu tenho R$50 aqui, vai lá e troca por um maço de cigarro e volta aqui me dá o troco.
Esperando a revelação da pegadinha, né? E nada. É verdade, amiga.
O morador de rua então começou a gritar: tem que roubar essas porra mesmo, que ninguém tem boa vontade! Isso sou eu tentando te imitar, tá? Me perdoa, não ficou tão bom.
Nossa, tem que roubar essas porra mesmo, passar essas porra mesmo.
É, não tô contra ele não, amiga. É um emprego como outro qualquer, eu acho também. Eu já trabalhei como pickpocket quando eu fui para os Estados Unidos. Eu trabalhei como pickpocket lá no metrô. Como é que foi, cara? Era um trabalho suado, né? Todo mundo acha que tipo muito tranquilo, mas tem que ter bastante mão de cola e ágil, rápida. E tem muito preconceito com as pickpockets.
Cara, tô trabalhando, me deixa em paz.
Exatamente, tipo Hello? Porque você tá com essa câmera na minha cara.
Você conseguiu fazer um pé de meia?
É, eu consegui pegar alguns dinheiros lá.
Pegou?
Dólares. Já viu dólares?
Já.
Já peguei alguns também lá.
Pegou celular também?
Não, celular é mais difícil, porque tem rastreador, sabe? Quando a gente pega, bate carteira. E foi assim também que eu consegui pegar outra identidade.
Tu pegou outra identidade?
É, hoje eu me chamo Brighters. Brighter Souza.
Sabem que você tá aqui? É seguro você estar aqui?
Não. Não deveria estar me expondo.
A polícia federal vai bater aqui.
Vamos acabar a história antes de...
Que eu vou sair louca daqui. Eu já estava quase atravessando a rua, mas ao ouvir aquilo— o que que foi aquilo?
Tem que roubar essas porra mesmo, que ninguém tem boa vontade.
Todos os meus chakras se desalinharam.
O desequilíbrio veio na hora. Ratos, sapatos, baratas, mostrem suas patas!
Dos cidadãos civilizados.
É isso.
Eu dei meia volta e fui tirar satisfação, meu amor.
Como que você falou para ele?
Fala aí, faz você.
Não, você que vai fazer.
Eu só sei fazer mendigo.
Tá, então pera aí. Uai, que porra é essa? Eu te dei um prato de comida e você ainda fica desdenhando?
Gostasse? Gostei.
Nesse momento já havia alguns curiosos parando para ouvir a Algumas pessoas estavam com celulares apontados para mim, com lives no TikTok. O quê?
Onde é que tá isso?
Não, tá não, não tá aqui. Algumas pessoas estavam de fones de ouvido e removeram um dos lados para conseguir escutar melhor. Eu tiraria o óculos. Você também é assim? Para escutar melhor eu tiro o óculos. Se eu tiver de óculos escuro, eu não consigo ouvir.
Mas é legal também, eu não ouço nada, por isso que eu saio de óculos escuros, né? De fone também, para garantir que eu vou ficar na minha.
Mas eu tô falando sério, eu tenho que tirar o óculos para poder ouvir.
Mas você tem miopia?
Acho que é de machismo.
Eu tenho os dois.
Você tem os dois?
Quantos você tem de astma?
Cinco.
Eu tenho também.
Cinco também?
Aham.
Puta, por isso que eu tô bonita hoje, tá só o blur aqui, parecendo o filtro da primeira temporada do Drag Race. Você tá bonita pra caramba.
Você é um lixo, sabia?
Obrigada, amor, você também. O homem percebeu a minha comoção e se levantou. Quando ele ficou de pé, me senti um pouco insegura e dei um passo para trás.
Que que é? Tá com medo, é, sua piranha? Acha que eu vou te bater?
Amiga, eu fiquei com medo de verdade. Você parece um homem!
Ai, amiga, para! Eu sou atriz também, caralho. Você é atriz? Esqueceu?
O Silvia veio mesmo, passada.
Quem?
Silvia. Você não falou que você pensa em Silvia? Helena? Não? Manuel Carlos? Célia? Célia! Ai, é com C, eu pensei com S.
O Silva veio? O Silva.
É, pra mim tudo é curtir.
Nisso, alguns homens que estavam assistindo se colocaram no meio e fizeram uma barreira humana entre o mendigo e eu. Ele continuou gritando.
Desculpa, é que eu fui um mendigo agora. No meio da barreira do futebol, dei um arroto. Já que eu não posso jogar nada, eu arroto pra pessoa.
Bicha, como? Me diz.
Interpretação, é que eu tô dando pro ar.
Me perdoa. Ai, ele continuou gritando e eu, cheia de ódio, retruquei no mesmo nível.
Você acha que eu vou ter medo de um fodido igual a você, mendigo do caralho? Eita, achei pesado, achei pesado, amiga.
Fala de novo.
Você acha que eu vou ter medo de um fodido igual a você, mendigo do caralho?
Os homens que tinham se colocado no meio continuavam tentando acalmar os ânimos, pedindo para que nós dois parássemos e cada um seguisse o seu caminho. Só que naquele ponto, nenhum dos dois parecia disposto a colaborar. O homem continuava proferindo uma sequência de xingamentos cada vez mais machistas.
Ah não, agora não, aí não, misoginia aqui não, aqui não, meu amor, aqui não se cria, aqui não se cria, aqui não. Nós somos mulheres, nós somos irmãos, nós somos amigas. Nós somos amigas, nós somos amigas, nós somos irmãos, nós somos amigas, nós somos amigas, nós somos irmãos, nós somos mulheres, nós somos drags. Você é drag?
É que não é fácil mexer isso.
A primeira vez que eu vejo puta sem peito nenhum era a Bianca.
Vai se foder!
Uma puta sem sem peito e nem bunda era a minha, cara.
Agora eu tenho peito e tenho bunda, querida. Nunca ninguém reclamou não.
Quer falar aqui, amor? Ó, aqui, ó. Não, eu não era.
Uma auréola.
Pera aí, é que eu sou um anjo. A minha auréola tá assim. Obrigada, reconheceste? Viu como eu sou Jesus?
O meu herói não tem capa. Oi? O meu herói não tem capa.
Meu herói usa auréola. Usar a uretra?
Porque capa a gente também usa.
O meu herói usa calcinha.
Calcinha?
É.
Passa uretra?
A minha uretra? É, eu tive que fazer aquele negócio de bolsa. Eu tô usando uma bolsa agora da Chanel que coloca pela uretra e aí já vem assim carregando do lado.
Que é para poder fazer xixi, parece que é.
Colocoloscopia que chama o nome desse negócio? Não, né? É a primeira vez que eu vejo uma puta sem bunda nem peito. E eu respondia, responde aí, Bico: pelo menos eu tenho casa.
Gente, por que vocês mandaram essa história para cá? Gente, essa história não tem que vir para cá.
Não tenho peito, não tenho bunda, mas eu tenho casa, amor. Tenho moradia, querido. Ai, puta que pariu, Bianca, amiga. E você não queria o cancelamento dessa merda?
Puta que pariu, a gente não manda essas histórias.
Depois de alguns minutos, ele finalmente pareceu se cansar e voltou a se sentar no papelão. Os homens que estavam tentando apartar a briga aproveitaram para pedir que eu fosse embora e deixasse a situação acabar ali. Eu também já estava cansada e comecei a me afastar. Achando que finalmente aquela história tinha terminado.
Só que antes de eu conseguir atravessar a rua, o homem começou a gritar novamente. Ele tinha aberto a quentinha e encontrou—
ele encontrou baratas, mostrem suas patas!
Ele tinha aberto a quentinha e encontrou mais problema para arrumar comigo.
Essa porra não tem nem carne, tá me tirando piranha! Ixi do céu! O burburinho voltou. Eu já estava com o pé na faixa de pedestres, voltei literalmente correndo em direção ao folgado. Estava próximo de dar com a minha bolsa na cara dele. Mais um dos transeutes. Transeutes? O que é transeutes? Me impediu.
Transeutes. Transeuntes.
Transeuntes.
Pedestres que transam.
Transeuntes.
Pessoas que transam na rua.
Ai, o Cruze, eu adoro.
Você é transeunte?
Eu faço muito banheiros, moitas.
Qualquer lugar é lugar pra você?
Qualquer lugar é lugar pra mim.
Qualquer lugar é lugar mesmo?
Qualquer lugar é lugar. Qual foi o lugar mais inusitado que você já fez alguma coisa assim? Qualquer lugar é lugar, mas inusitado, inusitado. Não vale os clássicos: ah, banheiro, escada de prédio.
Isso aí todo mundo faz.
Nunca fiz escada de prédio.
Você não mora em prédio?
Você mora em casa?
Você tem casa?
É, escada de prédio já fiz. Sabe onde que eu já fiz? Atrás do carro de lixo, naquela caçambinha. Onde joga o lixo atrás lá. É, eu ficava— sério, gente, por favor. Eu ficava com menino que ele fazia a higienização dos carros, né? E aí um dia eu fui levar uma marmita inclusive para ele, que ele tinha falado para eu levar. Falou tipo, ai, amor, não vou conseguir pedir aqui a iFood, tá? A internet tá ruim. Ele tinha me ligado, eu fui lá.
É, a gente tava nesse nível já, já tava. A gente já tava ficando, já tinham 6 meses. E aí eu fui levar lá para ele e tal, e ele Ele falou assim, cara, tô com mó tesão. Eu falei, ai, para, John. Ixi, já ia falar o nome dele. E aí, bi, a gente tava lá e tal, começou a dar um beijinho assim, tipo, ah, obrigado, você é mó querida, não sei o quê. E ele falou assim, paga só um aqui rapidinho. E aí ele sentou no carro, e aí eu comecei a coisar, né.
Só que aí a gente viu que tinha câmera, e a gente entrou dentro da parte do carro de lixo que ele já tinha lavado, e a gente ficou lá.
Eu acho que tava lavado.
Ele lavou.
Já fiz atrás de uma caçamba também.
Já fez? A Duda Del Russo. Estava próximo de dar com a minha bolsa na cara dele, mas um dos transeuntes me impediu mais uma vez, se colocando fisicamente entre nós.
Isso é agora, é agora, é agora, é a agitação, agitação.
Vai, B.
Tá tão errado isso aqui.
Vai.
Eu vou te fazer engolir os dentes então, para você ter mais sustância, seu arrombado.
Mentira, ela não falou assim. Faz de novo.
Eu vou te fazer engolir todos os dentes para você ter mais sustância então, seu arrombado de meta.
Mentira, ela não falou assim. De novo.
O que é a vida? Primez, o que é a vida? Faz você então.
Não, é a última. Agora faz você. Vou te engolir os dentes. Não, a garota. Eu vou te engolir os dentes para você ter mais sustância, seu arrombado. Gostou, meu quererá? Que do âmago veio do âmago. Só três.
Amiga, não jamais conseguiria chegar nesse nível.
Obrigada.
Meu Deus! E eu até agradeço por isso. E o mendigo continuou sentado. Toda hora que ela fala mendigo, é babado, né? E a pessoa em situação de vulnerabilidade continuou sentado, provocando pra que eu batesse nele. E pra que ele saísse certo na história. Nesse momento, eu já tinha perdido toda e qualquer razão. Ela vai bater no mendigo, bicho.
Ela vai bater no mendigo. Eu gosto de provocar também, até a pessoa sair do limite. Você faz isso? Eu adoro, amiga. Você fica provocando até a pessoa estourar, depois você faz assim: mas por que você tá exaltada? Mas você tá brava?
A pior é que tem pessoa que tem sonsa.
É manipulação isso daí? Minha psiquiatra falou que eu sou manipuladora, mas não acredito nela, só acredito nas coisas que eu ando— eu sou a mocinha da história.
Eu também sou assim, é que nem tirar tarô, cartas, né?
Eu também sou cética.
Só faz sentido quando sai coisa boa, meu amor.
Exatamente.
E quando eu saio, astrologia.
Jesus, budismo, só acredito quando fala: você vai achar R$100 na rua. Aí eu acredito.
E você acha? Não. Mas é um começo.
É um começo, sempre é um começo.
Tudo é sempre um começo.
Ou um ponto continuando.
Oi?
Ou um ponto continuando. Você não acha?
Mas reticências.
Reticências, gosto de reticências. Continuei gritando, gesticulando e tentando avançar na direção dele enquanto os homens que estavam ali faziam o possível para me impedir. Quer fazer ela Gesticulando?
Gritando, pode levantar. Pode levantar, pode levantar.
Pode levantar?
Pode. Peraí. Eu sou, vai, eu sou um mendigo.
Tá, você é um mendigo e eu vou tá aqui louca gesticulando.
É, eu tô... Abri, peraí, eu abri a quentinha.
Abriu a quentinha e não tem carne.
Caralho, que merda, não tem carne nessa porra!
Ela gesticulando.
Cadê a carne, porra?
É o quê, querida?
Cadê a carne, filha da puta?
Só tem ovo. Só tem batata frita. Não vem mais, não vem mais, não vem mais. Você tinha que me chamar, amiga.
Você é muito biterro.
Tinha que ser, tinha que me chamar para o outro lá, Proibidão de Quinta-feira.
Eu até achei que você ia conseguir, amiga. Confiei em você. Até que eu vi alguém chamando meu nome, olhei para o lado e reconheci um colega da empresa onde trabalhava. Ele estava parado na calçada, completamente em choque, olhando para mim no meio da cena. O mendigo saiu andando com minha quentinha na mão e o cobertor sujo nas costas. Eu tentei me recompor e seguir meu caminho também.
Puta que pariu! Tinha ali um álibi, tinha um álibi, tinha um álibi.
Porque essa história, tipo assim, é bem absurda, né? Mas é absurda quando tem alguém vendo, é alguém conhecido.
Pior ainda, alguém conhecido, principalmente na era onde tem ali, como a gente consegue registrar. Imagina se ele tivesse filmando isso tudo, amiga.
Então, e a questão assim do trabalho, é verdade, é babado.
Na segunda-feira, a história já tinha chegado no escritório. Eita, cagueta, fofoqueiro! Meu colega contou— é viado, com certeza. Era Samira que tava filmando. Meu colega contou o que tinha visto para as outras pessoas. E é claro, a situação tinha sido tão absurda que virou assunto entre todos os funcionários. Meu chefe me chamou para conversar e perguntou se aquilo realmente tinha acontecido. Bicha, imagina o chefe então! Quero saber que você Você brigou com mendigo, comeu a carne toda, deu uma quentinha sem carne para o mendigo.
Que tipo de pessoa é você? Que tipo de pessoa é você?
Cadê seu ticket alimentação daqui da empresa?
Você tá usando com o quê?
Tá usando com o quê? Você tá usando crack? Que que é isso? Puta que pariu, minha filha! Eu confirmei.
Imagina, o seu chefe falando isso, você tem que falar assim: sim, sim, era eu.
Fora, não, eu acho sacanagem. Fora da empresa você não precisa, não Não precisa se justificar. Achei sacanagem isso aqui.
E é uma situação muito constrangedora, né? A gente tá tirando onda, mas é uma situação séria. É uma situação séria. Ela teve um ataque, ela teve um episódio de mania. Então é uma situação—
E ela foi intimidada, gente. Querendo ou não, era uma mulher e era um homem. Apesar dos pesares, é um homem desconhecido, um homem que aparentemente, mesmo que excluído e marginalizado da sociedade, é um perigo perigo para uma pessoa, é um perigo para uma mulher sozinha, sabe? Então eu acho que é realmente intimidador e eu ficaria muito assustada e apavorada, sabe? Eu acho que foi babado. E aí o chefe dela ainda intimidar ela perguntando se isso foi verídico, eu achei— como que chama quando a pessoa abusa de poder?
Abuso de poder. Aí é o que Maravilha falou uma vez, que o poder é o vício mais perigoso maravilhoso do mundo. Só queria jogar isso assim aleatoriamente. Eu sei, mas acho tão bonito que eu falo isso.
É bonito. Não, eu gostei, achei lindo. Obrigada.
Ela era mãe das drags.
Que Deus a tenha.
Eu confirmei, ainda tentando explicar toda a sequência dos acontecimentos. Imagina ela falando uma sequência igual o Bom Dia das Maravilhas, sequência do quadradinho. E agora eu fui chegando e fui dando a carne tinha. Ele jogou na minha cara, falou que nem carne tinha. O mendigo foi subindo, o mendigo foi descendo, e os homens aparecendo dizendo que eu tô—
é babado, amiga. Isso é um single já, sequência do mendigo sem carne.
Ai, bicho, que ódio! Eu tinha começado a história tentando fazer uma boa ação, E terminado quase partindo pra cima de um desconhecido no meio da rua por causa de uma marmita sem carne.
Meu chefe disse que, considerando o meu nível de estresse nas últimas semanas e o que tinha acontecido, achava melhor que eu tirasse alguns dias de férias. Além disso... Ah, bom então. Então coisas boas aconteceram.
Férias, né?
Além disso, sugeriu de maneira não tão sutil que eu procurasse um psiquiatra.
Então, gata, vai se tratar, vai se tratar, filha da puta, no meio da rua. Quando ele sugeriu isso, eu fiquei indignada, para variar. Gente, ela tá na menopausa, ele tá bambado, tudo, a mulher fica aqui indigna. Achei um absurdo que uma briga na rua fora do meu horário de trabalho—
isso aqui a gente tava falando, isso, abuso de poder. É o que maravilha.
Ah, é o que já falava que isso aqui aconteceria fora do meu horário de trabalho, tivesse qualquer relação com a minha capacidade profissional. E ela tá certa aqui, ela está certíssima, muito certa. Comecei a argumentar, mas ele foi bastante direto e disse que ou eu aceitava o afastamento e procurava ajuda, ou a empresa teria que encerrar o meu contrato. Ah, não, não, isso aqui não, eu tô em pânico, isso aqui não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, Gag não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, dela não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, gag não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, em não, não, não, não, Libras, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, aprendeu? não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, Mentira, eu tô gag dela gag. Passada as coisas dos sinais.
Eu fiquei alguns segundos em silêncio e para surpresa dele respondi que então preferia ser Demitida, bicha. E vou te falar uma coisa, vou te falar uma coisinha, querida. Você vai ficar gai quando eu falar que assim, ele falou férias, mas na verdade era afastamento. Um afastamento, porque você viu, ele falou lá em cima férias, né, alguns dias de férias.
Depois você assiste a ser afastada ou a empresa vai tomar providências.
Gente, chocada. Gente, cuidado com o que vocês fazem na rua, viu? Você, então, que fica se enfiando em contêiner de lixo.
Vixi, mas olha, babado!
Tá tudo vindo, né, na memória, né?
Voltou agora. Mas amiga, morro de medo de ser presa, viu? Porque é crime, é um pouco de creme. É creme.
E você sabe que você ia se foder, porque você não tem escolaridade?
Não tenho.
Uau, uau, uau! Você ia ganhar a vida assim, lá.
Eu ia ser babado.
Você ia sair assim.
Na hora que eles disseram assim, aí você falou a verdade, querida, que eu sou esperta.
Agora, enquanto escrevo, tem mais uma frase.
Ficou?
Se era para sair, eu pelo menos queria sair recebendo a rescisão.
Sim, é seguro-desemprego, FGTS, o tempo de que ela ficou lá, né? Exatamente, importante.
É que não fala quanto tempo ela ficou lá. Fala? Não, né? Não, ela não Mas se for um bom tempo, então ela vai tirar uma graninha boa.
Quanto?
Chuta aí. Quando eu saí da agência que eu trabalhava, fiquei 7 anos lá.
Trabalhava?
Trabalhava, passado, né? Hoje em dia a gente também não toma mais, né?
É verdade. Nunca trabalhei, sabia? Minha vida já, nunca tive a carteira assinada.
Ah, eu já tive, tive uma vez.
Já teve carteira assinada? Eu tenho o meu pôster da Lady Gaga assinado, mas minha carteira nunca foi assinada por ela. Não. Uma amiga minha que riscou atrás, briguei com ela, fiquei puta.
Eu saí, ó, quando eu saí da agência eu ganhei R$17 mil.
Caraca, Bia, o que que você fez com essa grana toda? R$17 mil, R$17, dá para contar muita coisa.
Amiga, virei drag.
Você virou drag com R$17 mil?
Comecei a fazer drag.
Caraca, eu vim para cá com esse dinheiro, eu comecei a fazer drag com R$100. Meu budget agora para fazer drag é R$300.
Ai, babado, já tá.
Você gasta quanto numa montação assim? Tipo, ai, preciso me montar... Quantos dígitos? Não precisa falar números, que acho deselegante.
É, também acho deselegante.
Tipo, quantos dígitos assim?
Tipo hoje?
Hoje, é. Uhum, ok. Essa aí. Só essa daí já. Uhum. O vestido não conta, mas...
Amiga, bota R$100 aí que a gente já sai de casa. Vambora, amiga.
Bicha, R$100? Eu tava juntando R$95. Eu tô gastando em média isso também, B.
Sim, é pouco demais. R$100?
Não, para gastar numa montação, é R$150, R$200.
Que isso? Como? Não, amiga, é uma caixa boa.
Não, esse aí eu ganho. Ah, então, amiga, uma caixa que eu compro é sempre as mais bonitas.
Você ganhou uma Alice, você falou que é mais—
Valentim me deu aqui o O peito, a Aimée Drag Show que me deu.
O look você comprou no brechó?
Comprei no brechó. Uma mendiga cante deixou para mim.
Sempre tem, adoro essa sapata.
Comprei na Rena, então.
Tá sapata? Não vi.
Tô, uma sandalinha de brilho.
Ai, que linda, amiga!
Não cabe no meu pé, ó, da Cinderela. Por isso que eu comprei.
Mostra! Eu achei que era sapato isso aqui.
Daí eu me amei.
Que coisa linda! R$100 então. R$100.
O que eu gastei foi só o sapato.
Chique, amiga! Acho que é sobre sustentabilidade também.
Pois é, por isso que eu estou falando, gente. Se a gente passar na rua, mendigo pede pra gente, a gente conta a história, ele nem acredita. Ele ajuda a gente, é verdade. Pega o Pix e passa.
Eu vou te dar uma quentinha sem carne.
Não, mas agora eu quero falar uma benevolência que você fez uma vez. Quase fez, na verdade. Isso aqui é uma história verídica. Eu tava fazendo uma live, não sei se você vai lembrar disso, tava fazendo uma live, você entrou. E aí eu tava contando que meu guarda-roupa tava todo quebrado, tava caindo. E tava mesmo. E aí a Bianca falou para mim falar assim, ô, escolhe um guarda-roupa aí que eu vou comprar um para você. Você lembra disso?
Tô falando sério agora. Não, porque eu falei que eu não precisava, porque eu tinha—
é verdade, eu lembro disso. É verdade, eu lembro. Eu queria comprar, você falou que não comprava. Falar, não confio no seu gosto.
Mas eu achei muito, uma amiga de verdade, foi muito lindo aquele dia. Fiquei muito emocionada. Foi aquele dia que eu falei assim, cara, essa cara de nojenta é só a cara dela, o coração dela é bom, ela é uma boa pessoa.
Eu ajudo, dou um biscoito, uma coisa. Para mim não tem tempo ruim.
Ali a gente virou amigas, todo mundo. Agora, enquanto escrevo essa história, eu estou com outras 5 abas abertas procurando voos e hospedagem para as minhas tão sonhadas férias que não tiro a olho.
Olha, e ela tava com burnout.
A diva aceitou. Só de me imaginar deitada numa praia nos lençóis maranhenses.
Olha, vai lá para casa, vai para o meu quintal, a diva! E tu sabe que toda história aqui do podcast tem um pouco a ver com o convidado, né? Eu tava na dúvida se você era uma mendiga, mas agora entendi porque ela tá falando dos maranhenses. Agora sim fez mais sentido.
Semagas, eu li isso, ó. Com uma caipirinha na mão, todo resquício de ódio que poderia habitar no meu Meu ser já se desfez. É, gente, não tem como ter ódio lá no Maranhão não, né? É tudo.
E olha como o mundo dá voltas, agora estou aqui contando a história do filho da puta que me proporcionou tudo isso, o mendigo folgado dos lençóis sujos. Um beijo, querido. Da próxima vez te dou um filé à parmegiana.
Fala, querida!
É isso, é isso, é isso.
O mal é que vem para o bem, cara.
E tem que ajudar as pessoas.
Não, isso aqui com certeza, a gente, quando a gente puder ajudar, a gente ajuda.
Tem que ajudar, tem que ajudar.
Tá tudo certo. Mas ele é ele que ajudou ela, no final de contas. E aí, ó, o verso fechando: menina, e ele também, né?
Porque ele não teve a carne dele, mas ele teve o— não teve a carne dele, a substância, mas teve Todo o restante que tem ali, né?
Exatamente.
Uma boa ação acabou levando para um lugar ainda maior, sabe?
Que, né, gostei, miga.
Nossa, você já entrou numa briga assim com alguém?
De briga de rua? Já, já briguei, mas foi para defender uma pessoa.
Como foi isso?
Eu tava dentro de um ônibus, né? Eu tava assim sentada na frente antes de passar a catraca, tá? E aí tava subindo uma pessoa, né? É, para não pagar, que aí eu me finjo de— só porque eu sou calva, a pessoa acha que eu tenho mais idade do que eu já tenho, né? Então eu finjo lá, genial. Imagino que eu tenho mais de 60. E aí tava entrando um senhorzinho que ele tinha deficiência visual, né? E aí tinha umas pessoas em pé e tava meio que destratando ele, sabe?
Aí, amiga, eu fico puta quando começa, quando eu vejo esse tipo de situação. Eu acho realmente deplorável, porque porra, a pessoa já tá ali numa situação, né, que é muito desfavorável, muito difícil. Então, véi, tipo, umas pessoas na frente, eu tipo não acho da boa.
Já não tem muita acessibilidade, né?
E aí é foda. Aí eu comecei a discutir com um cara que tava em pé, um babaca lá, um troglodita. E aí ele começou a ser homofóbico, obviamente, chamar de viadinho, não sei o quê. E aí o senhorzinho sem entender nada, né? Então foi um para para acertar. O motorista parou o ônibus e desceu nós dois, o que eu achei errado.
Desceu você e o senhorzinho?
Não, eu e o homem tava brigando.
Que perigo, amiga!
Que perigo! E aí, e aí, ó, Corria, corria horrores. Não, mentira, porque eu ando com Abigail também dentro da bolsa, que eu aprendi com um amigo meu. Abigail é uma peixeira.
Mentira!
Lógico que tá com ela aí. Tô.
Cadê?
Tá aqui, ó. Peixeira? Não, não trouxe ela. Ela tá ali no camarim.
Tu teve? É sério?
Não, mas eu andava com taser.
Eu quero muito um taser.
Eu acho chique, mas é da Hello Kitty.
Eu queria um todo cravejado, chique.
Mas você já teve alguma situação dessa de briga?
De brigar na rua?
Não, você é tranquila, né, bi?
Eu sou muito de boa.
Você só briga na internet, só larde, não morde.
Eu nunca, nunca briguei na internet. Já briguei muito, né?
Com quem que você brigou? Ai, eu já briguei assim com alguma drag do meio assim? Não, não, nenhuma. Você nunca brigou? Eu também não, eu sou muito de boa. As pessoas até gostam assim de mim, eu acho.
Nunca brigou com uma apresentadora?
Com apresentadora não. Loira, ela brigou comigo. É diferente uma briga que se briga sozinha É dela, o Belo. Mas olha, ela me mandou uma mensagem primeira mão.
Quem?
A loira me mandou uma mensagem.
A Maioral, ela mandou uma mensagem para mim no Instagram, falou assim, tipo, nunca mais.
Não, cara, foi muito fofa a mensagem, de verdade. Ela mandou assim, tipo, olha, sei que pareceu que eu estava agindo dessa forma, mas nunca, em nenhum momento. Eu respeito tudo que você faz, respeito a sua trajetória. Você é muito artista. E é isso, eu espero que em breve a gente possa se encontrar. Helena Borges. E aí eu fiquei tipo, oi, você tá falando comigo? E aí a foto sumiu.
Aí eu fiquei, foi o último voo da nave, o último voo da nave, me jogaram sem paraquedas da nave. Sinto muito por isso, acontece, beleza também, né? Primes! Oi, eu, agora, meus amores, agora, agora é o momento onde vocês aí de casa e Primes vão dar uma nota para essa história. Certo. Como chama a história mesmo?
Uma Boa Ação.
Uma Boa Ação. Uma Boa Ação. Quanto vale essa história? A gente tem tablets, meu amor, a gente tem tablets, ó, temos televisão, tablet, ó, madeira maciça.
Estúdio, tá muito bonito, tá?
Tive que trocar o fundo, você acredita?
Trocou o fundo?
Troquei, porque nos primeiros episódios que tava arrombado o fundo, né?
Já dá para fazer assim de trocar o fundo?
Dá para costurar as pontas, né?
Eu já fiz corine. Fez?
O que que é isso?
É um trocadilho para perine, que é que as mulheres fazem.
Perine?
Perine.
Ai, quero fazer!
Fecha, fecha, dá uma fechadinha, ficar fechado. Não, porque eu não uso muito.
Aí vai ser ativa, né?
Eu sou ativa de calcinha. Elas existem, eu sou uma delas, uma das poucas. É babado, é muito triste.
Mas ativa de calcinha comem bem?
Comem bem, eu acho que comem bem. Ninguém nunca reclamou. Só da calcinha eles reclamam bastante. É um convite. Você teria coragem, Bianca? Imagina, depois desse beats aí bacana. Já tá sentindo esse fogo fermentando? Porque eu sou assim, eu boto uma gota de álcool na boca, já fico com vontade, né?
Agora eu fiquei curioso para saber essa coisa aí.
E se você quiser ver mais disso, meu amor, tem que fazer o apoia.se, tem que apoiar aqui essa parte só para eu explodir a voz.
Quanto vale essa história? Que ouve uns tambores, tá? De 0 a 10, quanto vale essa história? Uma nota honesta. Tá, tá. Vocês também, gente. Agora é hora de comentar. Vai comentando aí quanto vale a história de 0 a 10. Quanto vale? É só um número, viu? Tá, 0 a 10. Primez, quanto vale essa história?
Eu acho que essa história vale 6,53.1, quase um 7, quase 7. Porque, amiga, porque eu fico, eu de verdade fiquei um pouco mal pelo mendigo, eu acho que é babado. A gente tava fazendo zoeira aqui, mas pô, numa situação como essa, ele queria só o dinheiro, talvez para usar alguma coisa. Não, a gente não sabe, né? Porque às vezes a gente julga, a gente tá muito agora principalmente num lugar onde a gente julga, né? Tipo, aí vai usar droga, a gente pensa logo isso.
Mas fome é uma coisa que dói de verdade, eu acho. Então quando a gente puder ajudar, ajuda mesmo, gente. Mas velho, Dava pra ver também que ele tava folgado, tava sacana ali com ela, tava testando a paciência da musa. Então por isso eu acho que eu vou dar um 6.
Mas eu acho que ela tentou.
Ela tentou, né? Ela tava no fundo dela mesmo.
Mas ela não tinha dinheiro também, né? Tem essa questão, tipo assim, ele pediu dinheiro, mas ela não tinha dinheiro pra dar. Não é como se ela não tivesse ajudado, né? Ela ajudou da forma que ela podia. Eu acho que é mais solícito do que não fazer nada, sabe?
Mas tá aí uma coisa também, quando eu vou ajudar, eu nunca dou dinheiro. Eu sempre dou ou cigarrinho, dou ali um, compra uma bebidinha, né, quando é tipo alguém que eu conheço. Ou então dá comida mesmo, levo para comer, tipo, ai, tô com fome. Então tá, vamos ali, você escolhe o que você quer comer.
Se tiver no restaurante assim, uma padaria.
Mas lembrei de uma situação, uma vez eu tava passando pelo centro da minha cidade, uma moça veio e me pediu shampoozinho para beber dela. Aí eu falei Ah, vamos lá então, vamos comprar. Ela escolheu, eu comprei fralda. Você acredita que a filha da puta tava vendendo lá na frente?
Ai, fiquei com tanto ódio, amiga.
Calma também, bicha, era da Xuxinha que eu comprei.
Mas isso aí é empreendedora, empreendedorismo.
Então ela tinha pedido a coisa que ela queria, não tinha feito eu gastar com shampoo da Xuxinha, que foi R$50. Depois eu fui andando para casa para comprar um sorvete, nem consegui. Mas é isso.
Dito isso, ajudem as pessoas. Ajudem as pessoas.
Independente se vai vender lá na frente, aí é com eles, gente. Eu acho que o karma é uma coisa que existe. Se você faz o bem, você recebe o bem. Isso aí ele vai trocar, é o dilema dele com Deus.
Independentemente do que vai fazer, qualquer coisa que você der, a sua parte tá feita, né? Exatamente. Sua contribuição é mais o que tá vindo dentro de você do que tá vindo de fora pra dentro.
Nunca deixem que corrompam a bondade que tem em você. Eu acho que isso é importante da gente se lembrar.
Ai, mas que coisa linda!
Eu sou uma pessoa meio funda. Eu sou pré-sal, eu tenho uma função.
Você é pré-sal babado!
Obrigada, eu peso o clima bacana.
Nossa, mas você pesa, mas você sobe ele. É uma montanha-russa estar com você.
Subir pra lá, é por isso. É o final.
Já tá vendo isso? Tá vendo essa sirene? É a polícia?
Não, já chegaram aqui.
Eu apoio já, mulher!
Eu apoio já!
Primez, agora Você vai ter que arrasar, porque os meus apoiadores estão de olho, meu amor. Afinal de contas, agora é o quadro Apoie Já, apenas para apoiadores. O QR code, eu esqueci como é que fala. Eu falo código, é em português, né? O código QR tá aqui na tela.
Código QR é abreviação de quer. Se você quer o código, tá aqui na tela.
Caralho! Se você quer o código, tá aqui na tela. Então joga o celular aí na frente, minha filha, e apoia o podcast através do Orelo, tá bom? Apenas R$13 pra você ver o que vai acontecer aqui agora, além dos episódios exclusivos para apoiadores, tá? Terça e quinta. Farmes, os apoiadores mandaram alguns temuxos.
Ah, essa é minha, eu adoro, tá?
Amiga, essa aqui te lembra alguma coisa?
Ai.
Lembra? É assim, né?
Tá pior, tá pior. Ih, menina, isso aí, fichinha, fichinha, fichinha.
Escolha um tema, porque é muito fácil você jogar a história alheia. Eu quero saber da sua história, Farms. Pode pegar aqui.
1993.
Ai, meu Deus!
Ah, tem que pegar aqui.
Pega um tema e você vai me dizer. Preciso ter uma boa história para contar sobre esse tema, tá?
O feat que não deu bom. E feat, feat, featuring, feat que não deu bom, que não me trouxe nem frutos, resultados, né?
O feat só trouxe carrego.
Ai, lembrei, teve um. Tem mais uma história, é um nome, mas vou contar também a história por trás desse feat.
Tem um outro, deixa eu ver o outro.
Esse aqui a gente segura.
Segura, quero ver como é que vai ser ali.
Tá, vamos ver aqui então. Viagem que deu errado? Tem uma.
Tem uma?
Tenho.
Qual você prefere? Deixa eu ver aqui.
Tem muitas histórias pra contar, Bianca. Eu sou um livro.
Tudo deu errado, né?
Tudo dá errado na minha vida, querida. Amiga, todos os meus erros me trouxeram até aqui hoje. E eu tô pagando por isso.
Ai, que horror!
É, pra você ver.
Esse é bom também, calma.
Peraí, vou ler todas essas da porra?
Não, eu tô vendo aqui, calma, amor.
Ah, tá bom. Vai manipular?
Óbvio.
Ah, direta já, meu amor.
Aqui é que nem as urnas. Quem eu escolho? Qual você escolhe? Fit que não deu certo ou viagem que deu errado? Pode ser os dois.
Pode ser os dois, meu amor. Vou começar então.
Peraí, peraí, peraí, peraí. A gente fica por aqui, mamãe. Nós ficamos por aqui pra você ver como vai rolar essas duas histórias. Fitch que não deu certo. Eu quero nomes, tá, gata? E viagem que deu errado. Você vai ter que apoiar o podcast. Apoie já.
Eu peguei o voo, amiga. Eu vim chorando no voo. O Fitch com a Pabllo não deu certo.
A gente fica por aqui. Obrigado pela participação, foi tudo! Você sempre arrasa, viu?
Ah, obrigada, amor.
Tem uma coisa que é só sua.
É? Meus peitos. Tá bom pra você?
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