Episódios de Quanto Vale Essa História?

RITMO RAGATANGA (com Vitor diCastro)

19 de maio de 202656min
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Assuntos2
  • Abertura e Boas-vindasBoas-vindas ao Quanto Vale Essa História · Interação com o público (likes, comentários) · Produção do episódio pela Realness · Instruções para envio de histórias · Introdução de Vitor de Castro
  • Identidade e NomePronomes de Vitor de Castro · Nome real de Vitor de Castro · Origem do nome artístico 'Di Castro' · Primeiro crush de Vitor de Castro · Preferências de Vitor de Castro em relação a homens · Identidade de gênero e sexualidade de Bianca DellaFancy
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Eu sou o Bianca de La Fancy e sejam bem-vindos ao Quanto Vale Essa História em Vídeo! É, meus amores, vocês estão gostando dos episódios que estão saindo aqui no YouTube? Então comenta muito, já deixa o seu like, se inscreve no canal se você não for inscrito ainda e comenta agora, já comenta o que agora? Você ia aparecer, você não vai aparecer agora não, não te introduzi ainda. Comenta o que quiser!

Manda um beijo. Fala assim, nossa, que mulher linda. Você é negra? Olha só, gente. Minha avó veio com o fomante. Tá com o pé na cova, mas vai participar hoje. Comenta então, você é negra? Comenta alguma coisa muito engraçada, muito maravilhosa. Eu vou ler os comentários e comento agora que eu tô de olho. Comenta assim, estou desde o começo, vou ficar até o final.

Comenta isso. Pronto, amei. Comenta aí que eu vou curtir e vou responder, tá bom? Dá um hype nesse vídeo também, tá bom? Que agora tem isso no agora. Tem isso no YouTube, tá? Então dá um hype pra gente subir aí na Billboard, né? No top 100 aí, na coisa toda. Bom, toda quinta-feira, a gente tá aqui com o nosso avô. Episódio proibidão. Toda quinta-feira, apenas pra apoiadores. E toda sexta-feira tem hora extra. Eu, Bianca Della Fiense, trabalhando mais em pró.

da minha comunidade. Afinal de contas, eu trabalho pra vocês, eu estou aqui por vocês, eu amo vocês. Bom, dito isso, meus amores, eu quero agradecer a Realness por essa parceria incrível. Todos os episódios em vídeo estão sendo produzidos pela Realness, então muito obrigada pela parceria, meus amores. Não se esqueça de mandar essa história por e-mail através do nosso e-mail. Quanto vale essa história arroba gmail?

.com E também, meu amor, esse podcast não se chama Quanto Vale Essa História? A toa não, tá? A ideia é que você comente quanto vale essa história, de 0 a 10. Depois de ouvir o episódio de hoje, você vai comentar. Vai deixar seu comentário aqui no YouTube, no Spotify, no Instagram, com a sua nota. E vai falar o que achou do nosso convidado e da história de hoje, tá bom? Dito isso, vamos introduzi-la. Introduzi-le, né?

Não sei como me referir a essa pessoa. Meus pronomes são iludidos. Engraçado. Finalmente temos uma coisa em comum.

Finalmente! Ele que é comunicador, ator, ator de teatro, de palco. É tablado. Tablado. Gente, também é esotérico, não é uma coisa assim, né? Astrólogo. Astróloga Vitor de Castro. Que coisa linda! Obrigado, nossa, que honra! Muito obrigado, é a primeira vez que você me convida pra qualquer coisa. Geralmente você vem sem convidar. É.

Geralmente eu sou mais um de alguém. Ai, que lugar sombrio é esse? Imagina! Seja bem-vinda ao meu programa. Primeira vez que você tá aqui, né? Nunca participou do Quanto Vale a essa história, né, amiga? Também nunca ouvi. Mentira! Mas nunca participei, né? Tá, então é a primeira. Vamos tirar o cabaço. É a primeira. Vamos tirar o cabaço. Então, boa noite, senhora que tá assistindo, assistindo. Bom dia, bom dia. É bom dia? É geralmente de manhã que é... Sai meio-dia, sai meio-dia. Eu sou drag da família.

Mas as pessoas te ouvem de manhã. Será que alguém para a vida de manhã? Ah, eu vou ouvir Bianca. Porque a noite tem, você tem cara de noite. Ah, você acha que vai ter mais de noite? Racismo. Parece escura.

Não, mas é porque eu ouço a sua voz e penso, é drag de noite, né? Uma voz cansada também. É que você costuma lembrar de mim à noite, né? Quando você tá sozinha no seu quarto, né? É, na hora de dormir. Você vai se conhecer, então. Exatamente. Aí eu boto pra tocar no Spotify, eu falo, Alexa, toque Bianca Delatense. E eu começo a me tocar bem lentamente. Nossa.

Que nojo. Bom, olha só, bem-vindo. Muito obrigado. É a drag da família. Pois é. E hoje é nem dia de proibidão, né? Deixa eu te falar uma coisa. Redes sociais, por favor. Sim, gente. Arroba esse menino. Você vai lá, eu tô lá sempre. Maravilhoso, fazendo graça. No duro foi incrível. Adorei gravar com você. No duro foi incrível mesmo. Arroba Vitor de Castro, né? Vitor de Castro. Meu arroba é di com i, né? I Castro.

Só nome de verdade é esse mesmo, assim, na vida mesmo? É Vitor Carneiro de Castro. Vitor Carneiro. Mas é de Castro. É porque quando eu era adolescente, que a gente é velha já, né? Então quando eu era adolescente, eu gostava do Leonardo DiCaprio. Aí eu achava bonito o DiCaprio junto. Aí eu juntei, assim. Mas daí eu tinha, sei lá, 11 anos. Aí quando eu comecei a fazer teatro, eu achava bonito assinar o Vitor DiCaprio. E você já tinha fantasias assim? Fantasias, 11 anos não são fantasias, né? São desejos, sonhos. Desejos, sonhos. Com o Leonardo DiCaprio?

Ai, olha, não Sabia não, nunca tive assim Não faz o primeiro crush, então? Não, não, ele não faz muito meu tipo, não De homem, então Nunca gostei dessa vibe Branquinho, do olho azul Isso que eu ia falar Sabe que o tipo da Vitor Exatamente Ela adora Sem essa peruca, ontem a gente saiu Você Ah, eu sei o cara Ah, então ontem você escondeu Ontem eu tô de peruca Ai, deixa eu...

Que ontem a gente saiu, a gente lá, e você tava com uma camisa aberta. E eu mandava você, mandava não, né? Sugerir que você abrisse a camisa cada vez mais. Porque é um peito de... É um peito. É, eu tava ficando entumecido. Gente, Vitor de Castro, enfim, é isso, isso é real. A gente saiu ontem à noite numa festinha aqui em São Paulo. E Vitor de Castro simplesmente começou a abrir a minha blusa, a minha camisa. E lamber meu mamilo. Alexa, tocar a Bianca de la Fé.

Ó, deixa eu te explicar uma coisa, meu amor. Aqui é um podcast sério, por mais que não pareça, né. Mas a gente tá tratando de histórias de vidas reais. Aqui nessas fichas, tem as suas fichas aí. A gente tem a história do dia, que foi enviada por um ouvinte. Através do nosso e-mail. E eu quero que você respeite essa história. E não só respeite, como entregue. Dramaturgia, porque não é um caso...

Não, é um e-mail. Não. É uma história, é uma vida. Tá. Então a gente vai ler essa história hoje. E eu quero que você entregue dramaturgia. O DRT tem que ser utilizado, então. Por favor. Tá bom. Se é que tem, né? Ah, bom, depois eu mando a nota fiscal, né? Você tá mandando um ator trabalhar. Ó, vamos conversar, peraí. Vamos conversar. Se você ler direitinho, não te processa pelo almoço de ontem.

Entendi. E de qualquer maneira, eu e você somos da Mind, né? Então assim, a gente pode fazer pela Fátima pensar. Tá bom, pode contar comigo. Eu sou verde, ó, você já viu que assim... Não precisa mostrar, não. Mas é legal mostrar bastidores. Um é amarelo e um é verde, o meu é qual?

O Verde. O Verde, tá? Isso, você é o Verde. Vitor, eu tô falando sério, eu quero entrega, tá? Tá bom, tudo. Porque a gente já recebeu aqui, ó. Vanessa Wolff, Samira Close, Camila Frendi. Grandes atrizes. Grandes atrizes, Fabão. Todo mundo entregou, assim, dramaturgia. Tá bom. E você, se for diferente, vai ser muito criticada ali pelas notas, tá bom? Tudo bem, e eu espero ser criticado sim, entendeu? Que eu sei que o seu público, só de olhar pra você, eu já imagino que é um público assim. É difícil.

É difícil. Exigente. Exigente, tem que ser. Por isso que eu cheguei à perfeição. Palmas. Que coisa linda. Não sai o bate-pão. Vamos começar? Vamos. E a história de hoje se chama... Ritmo Ragatanga. Ó, todas as histórias aqui são escolhidas a dedo. Entendi. Pelos seus dedos, né? Nossa. Eu não leio a história... Essa história tem cheiro de triste.

Eu não leio as histórias antes, tá? Mas em algum momento a gente vai entender por que essa história foi pra você. Cara, pelo nome eu já amei, porque assim, eu era uma grande gay do Rouge. Mentira. Grande gay do Rouge. Nossa, assim, eu era, eu fui no show do Rouge, eu tinha 15 anos, já tinha passado um pouco o hype, e eu fui com uma faixa na cabeça. Rouge.

Pensa eu. E eu já tinha 1,80m, né? Com 15 anos. Então, assim, eu enorme com a faixa na cabeça. Muito gay, né? De 15 anos. Lá em Taubaté. Ai, bicho. Sim, eu fui muito gay. A bichinha de Taubaté era você. Eu era total. A bichinha de Taubaté. Exato, era eu. A bichinha de Taubaté. Era eu. E eu amava Rujo. Rujo foi meu Destiny Child. O CD rosa, de Glitter. Um sucesso. Ele cheirava moranguinho. O Lolo.

Vamos começar. Olá, Bianca. Olá, pessoal. Tudo bem? Ah, eu tô corrida, vida. Eu imagino aquele meme da pessoa... Sou eu. Meu nome é Gabriela. Sou de Arikaz, no Akiras. Ou será que é Akiras? Akiras. No será? No será?

Sou de Akira... Ou Akiras... Akira, não, não vou falar certo. Alguém sabe como é que fala? Porque o negócio do jambu foi o ó pra mim, tá? Porque era jambo ou jambo? Pelo norte e pelo nordeste do Brasil. Mas era jambo ou jambo? São os dois! Não, a pessoa tava querendo jambo ou jambo? A pessoa tava querendo jambo.

Com o... É, com o Jambu. Então é isso, foi o que eu imaginei. Eu e Camila Frenda e a gente... Quando vocês começaram a falar Jambu, você falou, ah, é aquilo que treme. Eu fiz, não, o que treme é Jambu. Camila falou, ah, o que treme, eu acreditei. E a Camila Frenda é a mãe. É jornalista, né? É o que a gente imagina, né? Você sabe, você sabe? Mas não, a pessoa... Pior que a Drag Queen, você sabe?

Nossa, você vê que ela conseguiu ser pior. Pior que uma dracu... Aí eu começo a me questionar. Será que ela não sabia mesmo que o podcast era errado? Será que ela não foi pelo hype? Ah, ela é escorpiana, você acha que ela é sonsa? Nossa, Camila. Bom... Aquiras. Aquiras. Meu nome é Gabriela, sou de Aquiras, no Ceará. E tenho uma história de fã e de família pra contar pra vocês.

Quando eu tinha 13 anos, eu era obcecada pela banda Rouge. Aí, ó. Temos muito em comum, viu, Bianca? Quem foi criança nos anos 2000 vai entender. Tudo começou com o programa Popstars, recebido pela SBT, que tinha como missão formar a próxima girl band brasileira. E deu certo. Cinco garotas belíssimas saíram do anonimato para se tornarem grandes estrelas.

Acompanhei semana após semana todas as etapas, eliminações, até a grande final que selecionou as grandes vencedoras. Apesar de amar todas, tinha uma especial que me deixou completamente apaixonada. Fantini. Você tinha alguma predileta? Eu tinha. Quem era? Depois virou bolsominho. Pô, quem que é uma coisa? Luciana, né? Ah, Luciana, que é o meu preto, né?

Não, era loira, foi quem saiu primeiro. Ela era minha favorita, eu adorava. Mas eu sempre achei a mais carismática a Karen. E daí até hoje eu acho a Karen maravilhosa. E quando a Luciana foi cancelada, eu falei, então eu tava certo. Quem é a Karen? Eu não lembro o nome dela, exatamente. A Karen foi a que depois foi... Eram duas negras, amiga. A Karen e a Aline. Sim.

A Lily Willey foi do BBB. E a Karen é a outra. Ah, a Karen é mais carismática de todas. Ah, de todas. Imagina, a Karen fez Mudança de Hábito. A Karen virou uma grande atriz musical. Então ela era. Mas a Fantine, ela tinha coisa de ser a mais masculina. Inclusive assim, masculina assim, pros anos 2000. Se fosse hoje, eu daria outra opinião. Mas dizendo assim, né? Quando a gente lia lá naquela época. Eu falei nada. Tem que ser. Não, fui eu que falei. Mas assim, né? Verdade seja dita. Ela era a mais sapatona.

Eu acho, inclusive, que é uma grande frustração que ela não seja sapatão. Ela não é, né? Diz que não é, né? Tá, até onde a gente sabe, né? O que ela diz? Não sei, né? Tem que ligar pra ela, tem que perguntar, né? Fantine, comenta aqui no vídeo, você é sapatão? Vai que ela comenta, né? Sim, sopa, sapatão. Cuida da sua vida. Então, será que a Bianca já não vai contar um negócio mesmo sapatão pra gente?

Será? Parece, né? Vamos ver. Na escola, a gente brincava de ser as Ruge. Eu também. E eu sempre tinha que ser a Fantine. Porque pra mim, ela era a mais bonita, a melhor cantora, a mais tudo. Você lembra da música que é... Vem aqui com a gente, com a gente, agora vem ser uma popstar. Eu gostava que essa música... Popstar.

Eu amava. Quanta gente não dançou, sabe, assim, escondido. Ah, é delícia. Ah, é delícia. Aí eu descobri que eu era viadão mesmo. Sim. Eu descobri porque eu era sempre asiático.

Engraçado. O Yellow Face, desde aquela época, eu era asiático, eu era patrícia. Você vai mudando de etnia, né? Eu sou africana grande. Agora você é negra. Sim. Eu tô no meu momento... Negra. Negra. Wakanda Today. Quando eu sofri uma coisa aí, já muda. Exato. Aí volta a ser europeu. Entendi. É, gente, aí, ó. Vendo e prendendo. Pero todos os latinos, sim.

Mas em casa, eu não podia amar tão abertamente assim. A minha mãe, dona Lourdes, era muito religiosa. E não me permitia que eu escutasse nada que fosse do mundo. Por isso, eu vivia na casa da minha tia Carla. Sempre tem uma tia, né? Sempre. Tem uma tia que deixa, que libera. Que fala, ó, não conta pra sua mãe, hein? Que se você contar, que deve ser a tia que é a irmã da mãe. E que acha...

a mãe muito conservadora. Com certeza. Eu sou esse tio. É, né? Eu também seria. Eu sou tio e acho que eu sou bem esse tio também. Que daí você chega e faz assim, ó, eu vou deixar. Não, você já é um mau exemplo. Eu acho, mas eu também. Os meus sobrinhos foram no meu casamento. Então, assim, é bom que desde criança já viram como é que é gay, beijando. Viram o mundo. Viram o famoso mundo. É. Mas tomara Deus isso mude. Começa um discurso homofóbico.

Tá vendo? Irmã de minha mãe. Irmã da mãe, a mais descoladona. É maconheira. Ela era muito mais aberta em relação a tudo. Então, sempre que me sentia muito presa, eu corria pra casa dela e ficava lá por horas escutando o Rouge com a minha prima Alice. A Alice era um pouco mais velha que eu. Já tinha 16 anos. Mas também amava o Rouge. A favorita dela era Luciana. Ou seja, elas eram as duas loiras. Luciana e Fantini.

Minha mãe fazia sempre um drama de que eu não ficava em casa. Que eu só queria saber da tia Carla. Eu sempre fui bocuda e retrucava logo dizendo. Ué, mas a família não é importante? Família não é só a senhora não, viu? Gostei. Nossa, babadeira, né, Nina? Olha a cara da mãe. Gostei, Bianca. É isso, ó. Chique. Vai falar que família é só você? Não, meu amor.

Tem você que é a Fantini. Fantini da família, né? Quase da família, sim. Obviamente levava boas chineladas. Mas não me arrependo. Anos 2000, tá vendo? Se fosse hoje. Você tá vendo? Vamos lembrar que essa história é antiga. Antiga sim, tem 20 anos. É, em 20 anos a gente falava de chinelada abertamente. Não, não, só falava como levava. E acho que eu já levei de tapa na cara. Quer falar sobre isso? Quer falar sobre isso? Aqui não. Na terapia, várias vezes.

Praticamente todos os dias depois da escola, eu ia pra casa de Giacarla. E eu e Alice fazíamos nosso próprio show do Rouge com só duas integrantes. Ela, a Luciana. Eu, a Fantine.

Uma dupla, né? A Flora Donatella. Que dupla é essa? Que beijinho doce. E ele tem... E o curioso é que dizem que as duas se odiavam, né? Ah, é? Que até a saída do doce. A Luciana e a Fanchini? Vamos ver que vai sair o documentário. Tomara que elas contem, né? Mas o documentário delas? A gente tá por fora de Rouge. Gente, olha o mundo... Quem é fã de Rouge é o quê? Maricô. Maricô.

Somos, amiga. Qual é o nome do fandom do Rouge? Tem fandom? O primeiro... Conas. Conas. E assim, somos, porque assim, por mais que eu esteja por fora das informações do Rouge, eu sou muito fã. Não, é só... Fui muito fã, me descobri gay por conta do Rouge também, com CD, CD rosa de glitter. Meu pai não queria deixar eu ter. Foi triste na época, eu queria muito ter o do Rouge e das meninas, do Bom Xibomomom. Hum.

Mas aí, meu amor, é um combo assim, meu amor. Ou outro. É, porque já é um nível de viado muito forte pro meu pai. As meninas... Não, uma criança de 13 anos. E eu ouvi escondido. E na escola também. Do nada vai baixando, vai ficando triste. Esse lugar é sombrio. Porque a gente, nós somos crianças que fomos de alguma forma... Ai, meu Deus, gente. Não, pode abrir o coração, não tem problema.

Nós somos crianças que fomos podadas, né? As pessoas veem a gente hoje tão livre, tão solto, tão alegre, alegre, feliz. Vem a gente. Nem imagina já o que a gente teve que passar. Imagina, sabe por que imagina? Porque a gente só é assim tão solta, tão pra frentex. Pra frentex.

Porque a gente sofreu muito. Você que tem 22 anos. Não, gente. Você já usou pra Frentex na sua vida? Mas já ouviu do Dery. Geralmente é o homem da nossa idade. Geralmente é o homem da nossa idade. Só que é mais bonito.

Mais vezes você é tido. Tocamos aquele CD de glitter até riscar. Num belo dia, tia Carla chega em casa e conta super animada pra nós duas. Meninas! Rouge em Fortaleza dia 22 mês que vem! Imagina que delícia! As duas na hora pensando vem dançar com a gente, com a gente. Lembro que fiquei tão chocada que permaneci imóvel por alguns segundos.

Vai ter show do Rúdia. Agora é da bicha. Tramou bicha. Tramada bicha. E aí que veio mais uma notícia. O patrão tá patrocinando. Não, é a tia. É a voz da tia. Ah, tá. O patrão tá patrocinando. E vai dar ingresso pra gente lá no serviço. Vou levar vocês. Ou seja, não só vai ter o show, como vai ser de graça. De graça. Essa tia tem que fazer uma endoscopia.

Eu e a Alice pulamos, nos abraçamos aos prantos. Imaginando como ia ser ver de pertinho aquelas meninas que nós só víamos pela televisão. Sim. Só de pensar na Fantine tão perto de mim, eu ficava arrepiada, ó.

Gente, tá me cheirando história sáfica. Será? É com o sapatão, eu acho. Mas se não fosse a fantina, você não estaria pensando nisso? É porque no caso, o que faz diferença é que é ela falando isso de uma mulher. Ok. Vamos ver, será? Será? Vamos ver, por enquanto. Sinto de longe o cheiro do couro. Mas, assim como veio a euforia, logo a realidade bateu. Mas tia, a minha mãe não vai deixar eu ir pro show.

Desde que o pastor falou que elas eram do demônio, ela não deixa eu nem falar o nome delas lá em casa. Exatamente. A minha mãe me impedia de ouvir ragatanga. Sua mãe impedia? É, porque a série re... Sabe o C-D-C-R? Você sabe também? Ah, lógico. A série re... Agora, o que é isso? Eu posso ter invocado quantas entidades... A gente me deu uma puta que pô, o demônio agora. Ah, mas deu super certo. Olha onde a gente tá. É...

garota. Nem você também ficar de fana dessa, vende a sua também, boba. E a gente tá melhor que elas, né? A minha...

Tô brincando, não, não estamos não. Claramente não estamos. Lítidamente não estamos. Mas a sua mãe era evangélica? Não, ela era muito católica. E ela podia ouvir também. Não, assim, ela falou isso uma vez. Que história é essa de... Aí eu lembro que eu pesquisei. Não me pergunte como, porque é isso, né? 2003, não existia nem Google. Não me pergunte como, eu sei que eu pesquisei até descobrir o que elas estavam cantando, de onde vinha isso. Mostrei pra minha mãe, porque tudo pra ela me liberou.

era, entendeu? Passando, amiga. E aí é isso, aí eu descobri, né? Porque é isso, é um... E ela aceitou depois? Aceitou. É isso, né, amiga, assim. Anos 2000, que a gente mal tinha informação. Não tinha como, não tinha acesso. E tá assim, minha mãe perguntou, eu respondi, fim de papo. Aí ela... Nossa. Ó.

Fui cantar a serenéia, a derrer. Ó o Temer. E você se assumiu, você saiu do armário com outros anos? 22. 22? Sim. Mas todo mundo sabia já. Amiga, a serenéia, a derrer.

A criança que... Você só falou os 22. É, acho que foi quando eu aceitei pra mim, entendeu? Porque pra mim não fazia sentido falar sobre uma coisa que eu queria que mudasse, entendeu? Então assim, eu queria que mudasse, eu queria conhecer uma mulher, eu queria me apaixonar, eu queria ter filhos com uma mulher e viver tudo isso pra uma... Então eu fui meio que batalhando, não, isso vai acontecer na minha vida, é uma fase, é uma fase, é uma fase. E você tentou viver isso de alguma forma? Chegou a enganar?

muita gente por aí. Não, nunca enganei, não. Só beijava, assim, transei com umas mulheres na vida, assim. Coitadas. Coitadas, não. Hoje eu realmente acendo umas velas umas velas por elas aí. Mas daí, acho que depois já do quinto homem, eu entendi que do quinto homem.

Aí tu falou, não, realmente é isso que é isso. Aí eu fiz, não, foi depois que eu me apaixonei por um homem. E aí eu falei, realmente, não vai dar pra mim não. Eu tenho que aceitar que é isso. Passada, amiga. E aí eu contei. Mas olha, agora ela vai falar da mãe, né. Ela disse assim, ela fica nessa lavagem cerebral de igreja e não escuta ninguém, mas calma.

Eu vou falar com a sua mãe, vamos dar um jeito. Ou seja, tia Carla acalmando o coração dela. Gente, tia Carla é uma tiazona, assim, né? Tiazona no sentido de ser uma tia maravilhosa. Uma tiazona, né? De ser uma tia maravilhosa, assim. E vou te falar, nós, pessoas LGBTs, a gente tem pessoas na vida, assim, na nossa trajetória...

Que são como o tia Carla, muitas vezes. Claro, infelizmente, tem gente que não tem. Algumas pessoas assim, né? Na família e tal. Mas às vezes acontece de ter uma tia. Uma professora. Uma amiga da mãe. Amiga da irmã. É. Porque geralmente é aquela pessoa que não é preconceituosa. E também tem um pouco mais de informação sobre aquilo. Aí ela vê que você é meio bichinha e ela cola em você. Pra te proteger.

Pra te proteger, pra te dar letra Pra de repente falar sobre você com outras pessoas Pra falar com a pessoa que tá sendo UOL com você, a sua mãe, seu pai Eu lembro que a primeira pessoa pra quem eu falei Da minha sexualidade Foi a minha irmã Que ela fazia esse papel aqui E aí eu tava apaixonado por um cara

Aí eu cheguei nela e falei, ó, preciso te contar. Tô apaixonado por um cara, não sei o que. Aí ela me ligou e fez assim, eu já sabia, eu só tava esperando você me falar, não sei o quê. Nossa, toda vez que a mãe vinha me perguntar, aí que eu descobri que minha mãe vinha perguntar pra ela. É, ela. Entendeu? E aí ela falava, tipo assim, não, ele vai ter um momento dele. Olha só, ela falava isso pra sua mãe.

Falava, tipo assim, não podia dizer que eu era gay mesmo, porque eu mesmo não tinha dito isso, mas ela dava essa acalmada, assim. Deixa ele, na hora certa, ele vai falar, se for assim. Ah, mas assim que eu saí do armário, aí eu já virei, assim, o irmão favorito. É mesmo? Lógico, quem não gosta de teu irmão gay? É, né? Várias pessoas. Infelizmente, muita gente.

Um brinde aos irmãos gays. Um brinde aos irmãos gays e às tias e amigas de mães. Por isso que eu acho que a tia Carla é... A gente. No processo. Um brinde. Eita, sim. Tá bom pra você? Eu tentei confiar em tia Carla, mas já sabia que não daria certo. Quando ela foi me deixar em casa, aproveitou pra puxar o assunto com a minha mãe. Ou seja, a tia Carla também é rápida. Ela é rápida. Fera mãe. Mas de jeito... Nossa, pera.

A voz de evangélica. De jeito nenhum. Assim, será? De jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. A evangélica. Mas de jeito nenhum. Ela tá tomando bomba? O que que tá acontecendo com ela? Ela tá ungida. Ela tá ungida. Pelo óleo do senhor. E faz um sotaque meio carioca pra ser bem... Nossa. Mas de jeito nenhum. Que Gabriela vai nisso? Um show em Fortaleza.

Dessas enviadas de satanás, até parece! Gente, eu até fiquei com um pouco de medo dessa mãe. Eu tô ungido, meu amor. Isso aqui é o... Não é bomba, não. É o... Como é que chama? Água benta? É o legume. Que legume? Ungido pela água do senhor. É o brócolis. É o brócolis.

O segredo é o brócolis. É brócolis com água benta. Meu Deus. Então essa mãe já falou de jeito nenhum. De jeito nenhum, mamãe. Fui pro quarto e chorei muito, muito, muito, muito. Mas chorei baixinho. Eu não gostava de chorar na frente de ninguém. Muito menos da minha mãe.

Ai, tô com dó. Ah. Nos dias seguintes, fiquei tão triste que depois da escola, eu vinha direto pra casa pra dormir o resto do dia inteiro. Só de pensar em ouvir uma única música do Rouge, meu olho enchia de água. Eu tô com dó. Ela é bichinha coca-có. Que curioso, né, Bianca? Nossa, Bia. É bichinha coca-có. E que doido, né? Como as histórias se relacionam, né? Se facilmente podia saber uma história sua.

Será que a Bianca é uma mulher tranca? Bianca, Bianca só eu. O nome da personagem é Bianca. Não é Bianca. É Bianca, o nome é Bianca. É Bianca? É Gabriela. Não, não, Gabriela é ela. Gabriela é ela. É que na primeira ficha eu dava Bianca, vírgula. Falando de mim, né?

Ai, meu Deus. Gente, eu sou tão burra. O que você usou? Como eu consigo ganhar dinheiro? Nada, é água. Mas como eu consigo ganhar dinheiro fingindo que eu sou inteligente? Sou burra. Será que foi o Rouge que me fez burra? Não. Tô pensando agora. Ah, eu quero tanto seu beijo molhado. Seus lábios de mel que me deixaram louca. Eu vou te dar um beijo molhado. Eu sempre vou trazer você pra mim. Ah, ah, ah.

E se você quiser Ótimo Olha então ó Gabriela Vai Bianca Será que Gabriela é uma mulher trans? E tá contando uma história dela Antes da transição de Não faria sentido? Você entendeu? Nossa, você tá muito burra

Porque ela é uma mulher cis. Ela disse, ou eu sou uma mulher cis. Não. Vamos deixar no ar, vai aqui. Depois de umas duas semanas, a minha prima Alice se convidou pra passar a tarde comigo lá em casa, mesmo eu querendo ficar sozinha. Amei a Alice também. Ela entrou no meu quarto com uma mochila nas costas que colocou cuidadosamente no chão. De dentro dela, ela tirou ele. O CD de glitter do Rouge, novo em folha.

Uma camiseta que tinha escrito Fantine, com um desenho de coração do lado e um ingresso do show em Fortaleza, que seria na semana seguinte.

Olha que prima maravilhosa. Bicho, é isso que eu tô falando, entendeu? É isso. Isso é família. Isso é família. Isso é família, não é essa mãe? Vagabunda essa mãe? Filha da puta essa mãe. Ah, enviadas do satanás. Você que é o satanás da vida da sua filha. Filha de uma puta. Dá raiva disso. Isso é mãe? Isso é mãe? Você não sabe nenhum que quer ser mãe. Mãe é Alice. Alice é uma criança. Alice é mamãe. É.

A tia é uma mãe. A brima, mamãe. A mãe mesmo. A mãe é o diabo. Você é o satanás. Você é o demônio. Você é o acerejê. É.

que canta sereninha, você vinha uma pra ela, pra essa puta. Antes que Gabriela pudesse falar qualquer coisa, a prima Alice disse... Minha mãe vai vir aqui mais tarde falar que quer me levar pra um retiro da igreja no fim de semana que vem e queria que você fosse junto.

Elas são perfeitas. Você vai lá pra casa e a gente vai no show do Rouge. Elas são perfeitas. Amiga. Numa época sem celular que não ia ter como a mãe ligar pra essa criança. Fazendo plano, amiga. Não ia ter um stories. Não ia ter um stories. Cara, como era mais fácil mentir antes. Era mesmo. Não tem stories, não tem whatsapp. Antes era ótimo. Uma vez eu saí de casa, eu tinha 14 anos, não, tinha acho que 16 anos. Aí minha mãe não queria deixar eu sair de casa à noite. E aí, o que eu tinha aprontado sempre que eu sou dessa?

E aí, eu falei assim, quer saber, eu vou numa festa assim, que era aniversário de qualquer pessoa, que eu nem me lembro. Eu deixei os travesseiros bem assim, sabe? Igual filme. Deixei na cama, abri a porta, pulei o portão, fiz tudo em silêncio. Voltei da festa, você tá vendo? Se fosse uma época com o celular, minha mãe ia obrigar ela a ter o Find Me lá, o Find My Earful. E ela...

ia postar, procurando, meu filho sumiu, meu filho morreu. Você entendeu? Num dia, os grupos do WhatsApp, ligando. Você fez isso mesmo, bicho? Isso aqui é de filme. Eu fiz, cara. Eu fui uma criança, adolescente cinematográfica. Adorava. Adorava as séries adolescentes, assim. Eu queria muito viver. Criança viada do interior, não. Queria sair, né? Queria sair. Seu sonho era pra São Paulo? Não. Eu vim pra cá com 17 anos.

Eu passei fome quando vim pra São Paulo, mas eu preferia passar fome aqui do que morar no interior. É difícil a vida do interior. Nossa, pesou babado agora. Eu pesei ou... A história me trouxe camadas.

Eu tô assistindo as minhas camadas. Eu tô assistindo as minhas camadas. É um programa profundo. Ué. Quanto vale essa história? Mas eu tô passada com essa história. Eu não sabia que tinha vindo pra cá com 17 anos. É, aí eu passei fome real. E a sua mãe não foi atrás, assim? Não, porque é isso. Ela também sabia que eu não teria a vida que eu gostaria lá. Então ela me dava o suporte emocional. Quando eu ia visitar ela, ela me enchia de pacote de macarrão, de molho, etc. Pra eu comer. Que era assim que ela podia ajudar. E é isso, assim. Mas nessa época você ainda não era suporte.

assumindo, né? Só os 22. Então é isso. Só que daí dos 17 aos 22 eu já ganhei minha independência, né? Fui trabalhar, fui fazer faculdade. Sempre digo isso. Antes de você se assumir pra sua família... Tenha certeza que você não vai passar fome. Exato. Se você vive num ambiente que é hostil, um ambiente que você não tem acolhimento, não se assuma.

Segura, se fecha mesmo. Essa é a dor de ser LGBT. É a dor, mas é melhor você se programar, se organizar. É viver essa mentira, né? Você não poder ser quem você é de fato, por um tempo até você poder ser uma pessoa que minimamente consegue morar em algum lugar. Se eu for expulso de casa, eu tenho pra onde ir. É pensar na sua segurança. Na sua segurança financeira. Sempre falo isso pra meus filhos.

É, mas tem que você que é filha de Bianca, que bom que você já aprendeu que é isso. Se você acha que seus pais vão ser violentos, não deixa eles saber. Saiam da casa deles e depois os processos. Mas vamos continuar então. E aí, quando ela contou essa história maravilhosa, amei Retiro, porque eu já usei tanto como mentira.

A gente quer dar igreja. E uma vez, cara, tem uma amiga minha que conta essa história. Que ela era de uma igreja muito homofóbica. E aí o pastor teve uma ideia maravilhosa. Ele fez um retiro e botou só os LGBTs pra fazer esse retiro. Que era o meu retiro de conversão. A Ashley Pepper?

Virou a Dédalos. A Zing Duplex. A Zing Duplex começou assim. E aí juntou, óbvio, que isso... Meu amor. Quer dizer, deu errado pra eles, mas pras gays deu muito certo. Querida. Hoje em dia faz esses retiros de homossexuais. Tem meio do mato pra ficar pelado. Tem, amiga. Gente, eu tô na religião errada, não é possível. Eu acho, amiga. Porque retiro de gays no meio do mato... É, mas é retiro sem religião agora. Ah, você já foi.

Isso aí chama... Ibirapuera? Bananal? Pô, que bobagem isso aí, mano. Autorama é o nome disso. Autorama. Obviamente, comecei a chorar de novo. Você vai esconder isso aqui muito bem da sua mãe, tá entendendo? Perfeito. Perfeita. Mas por que deixou com ela, né? Irretocável. Podia ter guardado, né? Acho que ela quis fazer a surpresa. Vamos aceitar. É verdade. Podia ter guardado e entregue só no show, né? É, poderia ter falado pra ela. A gente vai no retiro sim e depois... Não é retiro nada, bom. Retiro nenhum, é.

Mas talvez ela não quisesse no retiro, né? Talvez ela ficasse, eu não quero não. Realmente. Concordei com tudo. E quando minha tia chegou em casa pra buscar a Alice e fazer o convite, a minha mãe ficou surpresa. Vocês querendo seguir os caminhos de Deus. Ainda incentivando a sua filha. Ela incrédula. E ela... Que ateia.

Vocês? Vocês? Um bando de bichos do mundo. O quê? Você que é perdido. Logo você. Você vê que as irmãs se dão muito bem. E ela conhece bem a irmã que tem, né? Tanto que... Ela falou assim, ó...

Eu confio muito em Deus, Lourdes. Eu só não sou cega igual você. Eu quis fazer um convite pra Gabi, já que ela anda tão tristinha. Olha, ainda pagou de crente. E ainda jogou na cara da outra, que é outra cega, fanática religiosa. Ainda falando, eu sou uma imbecil igual você que acredita em qualquer coisa.

Você vê que é isso, parece a gente discutindo no WhatsApp com a família, né? Eu saí de todos os grupos de WhatsApp, com primo, com tio, que eu não sei o que, e olha... Nenhum! Na eleição de 2018, pra mim, foi o fim. Aí ali eu já prometi. E toda vez que me colocam, eu fico esperando. Na primeira mensagem eu saio.

Mas eu não saio assim que me botam. Nem pra provocar? Você manda pra cutucar assim? Pra quê, amiga? Nossa, tô tão tranquilinha. Um RTT de domingo na família. Pra quê? A troco de quê? Deixa. Ah, é a troco da diversão. Não, eu me divirto batendo plugueira.

Aí ó, saímos, Gabriela continuou contando. Saímos eu e Alice do quarto. E Alice complementou. É, tia, deixa ela aí, vai ser muito legal. Menina, olho junto. Ela é, eu gostei. Hoje deve ser uma mulher maravilhosa. Minha mãe olhou pra mim. Pra Alice. Pra Carla.

Sério, a gente é muito criança, viado que cresceu. E depois de uns 30 segundos, concordou. Tive que me conter pra não parecer alegre demais, lógico. A menina que não devia gostar de ir na missa um dia, de repente. Alegríssima. Encontrou o senhor no retiro. Senão é óbvio que ela ia perceber que tem algo errado. Gostei, que todas elas souberam... Elas estão alinhadas no plano. Na mentira, elas estão sustentando. Que o difícil da mentira é sustentar.

Você é uma boa mentirosa? Não, cara, não sou. Na verdade, assim, eu acho que eu sou, tanto é que sou ator e tal, eu sei mentir bem. Mas eu fico achando que é covardia minha mentir. Eu acho que mentira é com a gente covarde ou com a gente sonsa. E eu me nego a ser uma coisa ou outra. Então eu prefiro falar a verdade e sustentar a verdade. Porque daí eu sei que eu consigo chegar com ela até o final. Porque assim, se uma hora descobrirem que é mentira, vai ser pior pra mim. Então eu prefiro já falar a verdade agora. Nossa, Vitor, que lindo. Mesmo que ela seja difícil. Que lindo, pena que eu te conheço.

seria ótimo se fosse verdade os dias passaram vagarosamente estava contando os minutos pro fim de semana que seria o melhor da minha vida, chegava em casa e corria pro meu armário pra folhear o encarte do CD novinho que minha tia tinha me dado que perigo ela guardar isso em casa cara, folhear encarte de CD, que sonho deve ter gente que tá ouvindo isso e não tem ideia do que faz, gente você comprava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava o CD você encontrava

E aí vinha um encarte. Muito óbvio. Mas peraí. Tinha pôster. Tinha. Às vezes vinha. Brinda, brinda, brinda. Às vezes vinha pôster. Viam fotos belíssimas. Belíssimas. E como a gente não tinha acesso ao Instagram, não tinha nada, né? Pra gente ter uma foto das nossas divas, a gente tinha que comprar uma revista.

Aí você comprava o CD. Às vezes era um CD numa barraquinha. E você só via quando comprava, porque não tinha internet. Então não tinha essa coisa de ver as fotos antes. Inclusive o mais triste de comprar CD pirata era isso, né? Que vinha uma folha chumbrega de papel sulfite. Ai, amiga. Com uma impressão ruim, às vezes toda cortada. Tudo azulado. Tudo azulado.

Enfim, gente, tempo usado. Como a gente tá velha, bicha. A gente tá... É. Cacuras, né? Tá quantos anos? Trinta e seis. A gente tem a mesma idade, gente. De oitenta e nove. Eu tenho... Bicha, esses dias aumentou aqui, esquece dos anos oitenta. Vocês estão com... Vocês estão com agora? A gente começou os anos oventa. Me recuso a acreditar que eu sou nos anos oitenta. A gente nasceu no último semestre dos anos oitenta, mas ainda é... Eu nasci no último mês dos anos oitenta. Nos últimos dias. Nos últimos dias. Nos últimos dias, dia quinze de dezembro. Foi pra isso errar.

Criei os anos 90. Eu não sou dos anos 80. Me recuso. Quando eu tinha 18 anos, eu tinha uma camiseta que eu comprei na galeria do rock que tava escrito Made in AIDS. Aí todo mundo ficava. 80, eu é 89, é 80. Mas você gosta de ser os anos 80? Eu gosto de ser velho. Não, eu gosto. Não, eu...

Não, sim. Jamais serei. Beijava a Fantine nas fotos, depois escondia lá no fundo, embaixo de um monte de roupa de novo. Chegado o dia, fui de manhã pra casa da minha tia Carla. Levei minha mochila pro fim de semana só com o essencial. A camisa da Fantine e o ingresso. Só o que precisa. Nem calcinha.

Não, não vou levar calcinha, não vou levar pasta de dente. Eu preciso só da Fantine e um sonho. Só. Sairíamos às 17 horas pra Fortaleza. Mesmo o show só começando às 8 da noite. Vamos lembrar que ela é lá daquela cidade que é do interior. Eu e a Alice queríamos ficar coladas no palco. Meu sonho era a Fantine reparar em mim e na minha camiseta.

Que sonho! Às 4h45. 15 minutinhos antes de sair. Estávamos quase prontas pra sair. Quando no portão aparece minha mãe. Aos berros. Ela espancava o portão. Você quer que eu faça ela? Faço questão. Imagina ela espancando o portão. Se você quiser que você levante. Não vai espancar o nosso cenário. Mas você pode simular. Lógico. Você pode simular.

Você é a mãe. Sua mãe e você é a Carla levando a Gabriela. Você tá com a Gabriela e a Alice saindo e ela aqui no portão, assim, ó. Carla! Eu sei que você quer levar a Gabriela pra aquele show de Satanás! Só por cima do meu cadáver! Imagina essa mulher! Você gostou?

Que lindo. Você imagina essa mulher no portão. Gente, quem já morou no interior em casa, de rua, eu morava sem saída. Era maravilhoso, porque uma mãe começava a fazer barraco com a do filho, todo mundo ia... Lógico, a gente que era criança já ia colar vacina no portão. E a mãe da Gabriela tava comendo o cu dela.

É, tudo no cavalo. Ihhh, Gabriela. Eu amei a sua mãe, viu? Cara, e é ótimo. Amei, amei a sua mãe. Será que eu já ouvi coisas do tipo da minha mãe? Tipo, não mexa com Satanás. Será que veio de uma memória? Será que foi uma memória nada afetiva? Nada afetiva. Só foi uma memória de brincadeira. Então a mãe dela deu a louca.

Antes que minha mãe derrubasse a casa, tia Carla abriu a porta e a minha mãe foi entrando. Meu Deus. Ou seja, ela tava na casa da tia Carla. Isso é pior. Assim que entrou, deu de cara comigo com a blusa da Fantini. Tadinha, mano. Gente, essa foi... Você cascando, eu vi que eu... Não! Ah, mas é que vamos combinar. É que como a história já faz muito tempo, olha que engraçado. Você fala, eu tenho certeza que você vai levar pro show quando você tá me louco com a camiseta da Fantini.

Eu vi que ela tava com o meu CD na mão. E antes, tava escondido no fundo do armário. Ó, tá vendo? Não podia ter deixado na casa dela. Não podia. Foi burrice da Alice. Ela revirou minhas coisas na minha ausência e ligou os pontos. Minha mãe me pegou pelo cabelo e começou a me puxar. Gente, é um recorte, né? Anos 2000. Começo dos anos 2000. E não é uma história nossa. Não.

A gente tá olhando uma história fofiziada. Mas poderia ser. Poderia ser. Não que eu nunca tenha sido puxado pelo cabelo. Mas enfim. Ela me puxou pelo cabelo, começou. E durante essa cena, tia Kylie interveio. Olha o jeito que você trata a sua filha. Olha o jeito que você trata a sua filha. É que é o País Araújo mesmo. Você acha que Deus é isso? Você acha? É, você acha? Agora você acha. Amor, é isso?

A garota só quer ver um show, Lourdes. Puta que pariu! Cala a boca! Gabriela! Vamos pra casa agora! Vixe, a Globo. A Globo tá perdendo. E com toda a coragem do mundo, forcei a mão dela pra fora do meu cabelo. E berrei mais alto que as duas. Eu não vou, mãe! Eu vou pra Fortaleza ver um show! Você querendo ou não!

pequena Gabriela, uma criança criança, olha a atitude dessa menina, gente essa criança botaria os redpill no chinelo tem os homens chegando nela que tatuagem é essa de borboleta ah não meu amor

Essa menina deve ser babadeira hoje em dia, mas vou te falar. Mas a mãe respondeu. Pois então saiba que se você entrar nesse carro, você não é mais minha filha, tá entendendo? Nem precisa voltar pra casa. Fica aí com a sua tia que você tanto ama, que te deixa fazer tudo. Quando você chegar aqui grávida, ela vai achar é bom. Eu odeio ela.

Imagina, agora imagina a Gabriela amando essa ideia. Você vai ter que morar com a sua tia. Prometa. Eu quero voltar grávida. Eu acho. Da fontine. Não vou ficar grávida, porque nem de homem eu gosto. Sapatão, sapatão, sapatão. Eu falei que te achei. Que delícia, bicha, você arrasou.

Eu não sofri tudo que eu sofri pra hoje não ter... O meu faro vem lendo uma história. Você entendeu? Ah, tava na cara. Que ia ser. Ela era fã da Fantini. Ela que é fancha.

Não, e assim, olha como ela jogou isso na cara da mãe dela, biché. Ou seja, a mãe já achava que ela era do satanás. Agora. Já achava que ela ia virar puta, ficar grávida, etc. Ia ficar perdida no mundo. De repente ela vira e fala, mãe, sou sapatã. E acabou. Acabou. A partir daí... É só pra trás. Daí pra frente, só pra trás. Só pra trás, sim. Minha mãe ficou branca. O CD caiu da mão dela e quebrou a capa. Ah, não. Não, mas eu gostei desse drama.

Mas o de glitter, meu amor? Você tá louco? Acho que é pra você ver do glitter. Os vizinhos chegaram pra acudir enquanto eu mantinha ao máximo a cara de confiante apesar das lágrimas caindo no meu rosto. Eu não aguento pensar ela chorando, tadinha. Eu tô com muita dó dela. Ela chora a história toda. Imagina ser uma tiquitita, assim.

Eu imaginava chiquititas, sabe? A carlinhadinha chorando assim. Eu tenho dó, criança chora e fico com dó. Eu também, óbvio, imagina. Tia Carla pediu a um dos vizinhos que cuidasse de minha mãe. Que muito provavelmente era só mais um dos dramas dela, B. Tia Carla. Mas por precaução que a acompanhassem até ela se sentir melhor.

Ela me falou pra eu entrar no carro Que já estávamos atrasadas Cagou, a mãe tendo um ataque Estérico, homofóbico, caindo no chão Gelada, e a tia Carla Pulou o cadáver dela Falou pra uma vizinha X Em terra A gente tem um jazigo ali no Parque das Hortências Você enterra ela lá que eu vou pro show do Rouge Um beijo Matou a família e foi pro cinema

Quando chegamos no show, cara, que bom que essa história acaba no show. Entendeu? Isso acaba no show. Vamos ver. Quando chegamos no show, já estava quase na hora de começar, então não ficamos perto do palco como planejado. Eu ainda estava com a cabeça nas nuvens por conta de tudo que tinha acontecido. Acabou de sair do ar bar. É.

Mas assim que os primeiros acordes soaram nas caixas de som, eu lembrei de onde eu estava e do que eu estava prestes a viver. Alice começou a pular e me abraçar. Gabriela, são elas! Olha a fantina ali! Ah! Naquele momento não existia nada além do meu sonho se realizando bem na minha frente. Na hora da música, não dá pra resistir ao teu amor. Ah!

A tia me pegou de surpresa e me fez subir nas costas dela. Na parte em que Fantini canta, eu vou roubar seu coração. Eu estava acima de todo aquele mar de gente. E bem nesse momento, ela olhou pra mim. Tá vendo como ela é lésbica, gente? Isso é cor de sapatão.

que a sapatão, que às vezes isso nem tava acontecendo tanto mas a sapatão, ela tem isso começa a viver uma coisa aí ela, mas naquele momento ela olhou pra mim, eu juro o signo sapatão é um dos que eu mais gosto é lindo, e vou te falar, falta muito isso na gente eu acho nós gays, homossexuais é, porque eu acho que a gente tem pouco pouco sapatônismo

Eu, por exemplo, faz uns meses já que eu saio com uma pessoa. E o nome dele é Tony. E ele é muito curioso, assim, que a gente já sai há muito tempo. A gente não namora, mas é uma pessoa que eu... E ele é muito romântico, muito. E eu chamo ele de Sapatone. Ó, Sapatone.

Que eu achei que era... Que você não é romântica. Ah, eu era mais. Aí depois do meu divórcio eu fiquei mais seca. Quebrou a cara, ficou seca. Mal sabe ela, que já tinha roubado o meu coração há muito tempo. Gente, eu espero que a Fantini ouça isso aqui. Isso aqui é uma declaração, assim... E com certeza ela deve ter várias histórias de sapatonas que olhar... Ela é mulher. Ela é, não sei se ainda é, mas era muito sapatão. Eu tinha certeza que um dia a gente ia descobrir, mas até agora... Até agora não. Esse momento fez todo o resto da vida.

Eu tô ficando emocionado. Esse momento fez todo o restante do dia parecer irrelevante. Na volta pra casa, no banco de trás, a realidade.

Bateu na minha porta. Me permiti e chorei como nunca antes. Sapatão. Alice me abraçava. A tia Carla no banco do motorista dizia pra mim. Gabi, se sua mãe te expulsar mesmo, você pode ficar comigo e com Alice.

Ai, eu quero a Tia Carla Já deve ser uma senhora, né Tia Carla, deve ser uns 50 e poucos Deve ser incrível, deve ser uma senhora maravilhosa Tia Carla, se você estivesse assistindo Se você conseguir ouvir ainda Ver ainda Tia Carla Tia Carla Corta a pé

Aqui, tia Carla, tá vendo? Maravilhosa. Gente, alguém desliga os aparelhos. Dá tia Carla. Dá tia Carla. Mas, tia, você ouviu o que eu falei? Eu gosto de mulher. Você ainda vai querer olhar na minha cara? Oxe, menina. Você acha que eu já não sabia?

Olha que maravilhosa, tá vendo? O que você acha que eu mandei fazer a blusa da Fantine pra você? Tu só faltava lamber a foto da mulher na parede? Gente, a Carla... Você tá vendo que a tia é bem mais inteligente que a... Que a mãe. Que a mãe. E foi assim que eu me assumi pra minha família. Minha mãe passou dois meses sem olhar na minha cara. Enquanto isso, eu passei a morar na tia Carla. Olha! Eventualmente, ela pediu pra eu voltar e disse que não ia mais se meter na minha vida. O que ela até cumpriu. Eu não falava nada e ela também.

Não perguntava. Aí agora a gente faz aquele momento. Anos depois. Aí passaram-se 15 anos dessa história. Em 2018, o Rouge fez uma turnê de reencontro. E eu consegui com meu próprio dinheiro. Sem ninguém me repreender. Vê-las ao vivo de novo.

Dessa vez, de pista premium. Tá, querida? Pista premium. Na grade. Pra enxergar a Fantine bem de pertinho mesmo. Na hora de... Não dá pra resistir ao seu amor. É de Akaila, né?

nos dias de hoje ela veio pro lado onde eu estava e cantou que iria roubar meu coração mais uma vez olhando pra mim novamente, tem que perguntar se não é um delírio da sua cabeça, que as vezes eu fui pro show da Beyoncé e falei gente, ela cantou Love on Top pra mim a Mariah falou comigo no show

Isso é fato, tem um vídeo da Mariah falando comigo. A Mariah olha pra mim e ela acena assim. Foi assim, mas essa parte eu cortei. Entendi. Ela fala, Bianca. Oh, my God. Ela é fast. The drag, oh, my God. So pretty. Ela fala, na verdade, quem estava naquela plateia...

Era a Gabriela, de 13 anos, que já tinha tido seu coração roubado tantos anos atrás. Mas também acolhido por aqueles que a amavam do jeito que ela é. Ai, gente!

Que história linda, bicha. Eu amei. Pra você que é seca por dentro, não tem um coração. Não é lindo? Não, é lindo. Não, eu só não tenho muito coração pra macho. Pra homem. É. Eu acho que eu faço muito bem, inclusive. Mas eu... Nossa, achei lindo. Inclusive, eu também estava nesse show. Mentira.

Não sei se no mesmo show, mas na turnê De reencontro De reencontro em 2018, eu fui aqui em São Paulo E aí eu também tava na pista premium Eu também falava isso Que eu tava lá pelo Vitinho de 13 anos Tá com sério, juro por Deus? Sim, eu juro

por Deus, e olha, é uma coincidência é uma coincidência e eu tava lá nesse show e pra mim assim, realmente o Rouge marcou esse momento, um momento em que de repente você descobre que você pode ser uma popstar, entendeu? porque a gente tinha muitas referências gringas de Britney

de a própria Mariah, sabe essas divas, a Cristina Aguilera mas quando elas vieram cantando português, a gente ainda que não falava inglês, a gente que era pobre sabe, você tem assim uma diversidade nesse grupo e todas cantando todas a gente acompanhou elas ganhando o programa então tinha essa coisa, é como se o BBB fizesse a carreira musical da tia Milena Canapau, você entendeu?

Porque você acompanhava, foi um reality mesmo. Você via elas convivendo, elas aprendendo, a gente torcia. Então quando elas ganharam, foi uma grande febre. E esse foi o momento que hoje eu observo e falo, cara, nossa, ali o Vitinho, a criança viada, tava plena. Foi feliz. Foi muito feliz. Então, nossa, adorei essa história.

Que eu e Gabriela, Gabi, é isso. Tava no mesmo lugar. Dividindo, tá vendo? Ela também cantou pra mim. Eu vou ganhar seu coração. Quando ela falou, eu fiz assim, ai, Bona. Ah, o meu coração? Ah, o meu coração. Ai, me pôr, né? Não, e isso é muito real, amigo, o que você falou. Porque nessa época, né, a gente não tinha referências brasileiras, assim, desse pop, assim, que a gente gostava. Esse pop enviado, assim, essa coisa toda. Dos looks, das danças, era muito americanizado. E a gente não falava inglês. Então a gente...

A gente não sabia nem o que elas estavam falando, na verdade. Eu cantava Britney, cantava Mariah, cantava Beyoncé. Cantava sim, né? Cantava. I'm not a girl. É só, repetia instrumentos musicais. E era engraçado a gente cantando. I'm not a girl, not get a woman. Not yet a woman. E hoje, né? E hoje continuamos. Not a girl, not get a woman. E não vamos ser. Not Donna B. Not, não, não. Nem queremos, nem seremos. Nem seremos.

Mas venceremos. Vencemos. Amei. Já posso dar a minha nota. Amei, pode sim. Vitor de Castro, quanto vale essa história? Olha só, aqui estão as suas placas de nota, de 0 a 10. Você vai escolher a sua placa, sem mostrar pra mim, nem pra nossa audiência. E você vai escolher, e você vai levantar ela com orgulho. E vai falar quanto vale essa história e por quê. Vitor de Castro, quanto vale essa história? Quase saiu o Vitor de Quadro.

Isso é quadruí. Vamos trabalhar.

Eita! Que isso, 19! Achei muito bom. Não, mas eu achei que 19 ia ser o máximo, mas não é. Você quer pôr 20? Não, eu vou botar aqui, peraí. Pergunta de novo. Vitor de Quadros, quanto vale essa história? Oito, nove... 98! Sim, eu achei uma história muito maravilhosa. Que isso! Eu acho que 10 é pouco. O recorde, quanto vale essa história. Nunca tivemos um... Eu tô louca, tô pensada. Nunca tivemos isso aqui. Tô louca. Mas tá louca mesmo.

Cara, é isso. Eu acho que essa história é maravilhosa. Eu dou nota 10 pra Tia Carla. Que coisa linda. Sabe, assim, eu acho que é uma história que a gente precisa mesmo. E é bom que a gente tenha o exemplo da Tia Carla, a gente tenha o exemplo da Alice. A gente tenha o exemplo da própria Gabriela.

Do Rouge, da Fantine. Todo mundo menos a mãe. A mãe também é um exemplo do que não fazer, né? Lixo de pessoas. De lixo de gente, entendeu? Então, eu amei. Que bom que eu peguei essa história. Eu tinha medo de ser uma história irrelevante, como tantos. Eu já ouvi desse podcast. Ai, ai. Que assim, não é com a morte de vida de cor. Eu fui agredido. Isso é duro. Mas eu sou... Isso aqui é mais duro que seu peito.

E olha que seu peitinho. Você gostou, né? Ah, ontem eu botei a boca cheia em boca. Olha só, a minha nota, como vocês já sabem, é a nota dos meus telespectadores, meu amor. Telespectadores, realmente. Da minha proteia, dos meus ouvintes. Vocês vão comentar agora quanto vale essa história de 0 a 10. Comenta aqui no YouTube, comenta no Spotify, comenta em todo quanto é lugar, inclusive no nosso Instagram, arroba quanto vale essa história. E comenta, claro, o que vocês acharam da participação de Vitor de Castro.

aqui no Quanto Vale Essa História. Você deve saber, é óbvio que você sabe que nós temos os produtinhos da Bianca da La Fence, meu amor. E você pode escolher qual você quer. Temos a blusa do Ei, que lugar sombrio é esse? Sim. Tá passada, tá passada, que eu sei. Sim, esse eu amo. Sim.

Yes. E a nossa eco bag também tá passada, tá passada que eu sei. Qual que você quer hoje? Eu quero a eco bag, tá passada, tá passada que eu sei. A eco bag? Olha, é sua amiga. Eu achei ótimo. É sua, você pode comprar no site. O link pra você comprar tá aqui na descrição do vídeo e também na bio do Instagram, tá bom? Vai lá adquirir. Canequinha também gostou?

Gostei. Pode ficar também. Tá no site. Amiga, pra você é um presente aqui do Topolestói. Ai, eu amei. Eu já vim sabendo que eu ia querer isso aqui. Já veio. Já porque eu assisti os outros episódios e eu falei se ela falar da Eco Bag. Bota a Eco Bag, cola pra ela. Olha, gente, que linda. Nossa, é pra vender mesmo, né? Mostra aí o que você tá usando. Bota, mostra direitinho. A canequinha é sua também, pode mostrar a canequinha. A minha Eco Bag, mentira. Aí, ó. A canequinha tá bom pra você. A minha é do Proibidão. Ah, mas eu queria a sua.

Pode trocar, pode pegar essa. Ah, não, é o contrário. Então, aqui, ó. A minha é chapré. Hã? A minha tem Godon Ray. Olha que lindo! Dá pra comprar no site, ó. Essa daí é do Proibidão de Quinta-feira, que é o... Ai, menino mal! Parabéns por suas presenças, meu amor. Amei! Eu amei a sua participação!

Ai, olha, eu amei. Muito obrigado. Muito obrigado a você por ter vindo. Não, obrigado você. Obrigada você. Mas tá, de nada. E eu quero aproveitar e chamar todo mundo pra me assistir no teatro toda quinta-feira, 8 da noite, no Teatro Itália. Eu apresento o meu solo intenso. É um solo pra falar mal de homem. Ai, que delícia. Tem coisa melhor na quinta-feira à noite? Eu acho que...

Você vai, eu acho ótimo que as esposas levam os maridos e aí elas ficam cutucando, eu vejo lá do palco Eu amo! Elas cutucando assim, alabo, alabo Então eu acho isso engraçado Quinta-feira, oito horas da noite no Teatro Itália Gente, vai, eu não fui ainda, mas eu sei que é bom Você não foi ainda? Já vi cortes, já fui sim, já fui, amei, amei Eu amo seu trabalho, tô sempre lá

Meus amores, por hoje é só, meus amores. Terça-feira tem mais episódio em vídeo. E quinta-feira tem episódio proibidão pra apoiadores. E sexta-feira, a minha hora extra. Um beijo! Tá bom pra você?