andrezinho silva | 29/09/2026
Perdeu a resenha ao vivo? É só dar o play aqui no Spotify. ⚽De segunda a sexta, às 11h no ar na Rádio Atlântida, com transmissão ao vivo em www.youtube.com/@atlantida_tv
O Bola nas Costas: corneta e futebol sem enrolação quando e onde você quiser.
Acompanhe os principais assuntos do mundo da bola com muito humor, opinião e informação junto da galera.
- História da demissão de Vanderlei Luxemburgo do GrêmioAndré Silva descobre a demissão·Luxemburgo liga para André·dirigentes do Grêmio tentam esconder·faro de repórter
- Experiências de cobertura da seleção brasileira por repórteresfolclore e show da seleção·perguntas inusitadas em coletivas·passada dos jogadores·personalidade dos jogadores
- Cobertura de Olimpíadas e a diferença para o futebolOlimpíada de Tóquio na pandemia·adrenalina do trabalho·interação com atletas de outros esportes·Olimpíada de Pequim com jogadores gaúchos
- Análise do desempenho da seleção brasileira em jogo amistosogoleiro sem condições de jogar·briga do Endrick em campo·Vini Júnior não bate pênalti decisivo·Bruno Guimarães como capitão
- A paixão pela narração esportiva e grandes momentosinspiração em Luciano Duval·descrição perfeita de Ranzolim·visão jornalística de Pedro Ernesto·jogo Brasil e Rússia de vôlei em 2012
- Análise da situação atual da dupla Grenal e técnicossaída de Pesolano do Inter·elogios anteriores a Pesolano·Luiz Castro no Grêmio·previsão de queda dos dois times
Atlântida, rádio das nossas vidas, é a melhor vibe do FM. 11 horas 5 minutos, esse é o Bola nas Costas. A partir de agora o assunto é futebol nas ondas da Atlântida. Agradecendo o carinho da tua sintonia em todo Rio Grande do Sul e também da tua conexão no mundo inteiro, na nossa TLTV, no YouTube, nas plataformas digitais, no aplicativo da Rádio Atlântida e também no atlantida.com.br. Uma ótima terça-feira, 29 de setembro, de 2026.
O Bola tá na área com oferecimento de pós-graduação FMP, com mensalidade a partir de R$125 pila. Vou falar pila, que é R$125 pila para tu fazer a tua pós-graduação. Eu sou o Rodrigo Adams e aqui estou com os amiguinhos do Bola, saudando a turma por ordem de chegada hoje aqui no nosso, na nossa repartição.
Gordo Léo, tudo bem? Bom dia, Rodrigo Adams! Bom dia a todos! Já quero de cara só mandar um abraço para todo mundo setor 15 que trabalha na arena, para os guris da geral do Grêmio e para toda a galera que compareceu ao aniversário do clube no último sábado. Eu tive o prazer junto com a minha amiga Natália apresentar os 123 anos de Grêmio. Que evento legal! Então parabéns a galera do marketing e obrigado por mais uma vez, amigo, aqui ter sido lembrado.
Boa, meu, tamo junto! Olha aqui, ó, Rafael de Velho.
Tudo bem, Rodrigo?
Hoje como é que tamo hoje?
Tem potencial.
Tem potencial?
Tem potencial.
Diga-me então. Rafael Gomes!
Muito bom dia, bola nas costas. Vamos receber um dos maiores mau caráter com quem já trabalhei.
Peraí, meu, que isso?
E não é esse aqui, ó. Vini Moura!
Bom dia. Mau caráter eu não sei, mas que tem história, tem.
Tem história.
Vou te dar honra então, Gomes, já que tu veio.
Por favor.
Com as travas por cima da canela.
Não, não, quando eu falo abertamente que o cara é mau caráter, porque é um brother, é um amigão. Um dos repórteres mais competentes que eu já vi, senhoras e senhores, André Silva!
Bem-vindo ao Bola nas Costas, fazia tempo, hein, Andrezinho?
Fazia, acho que foi na Copa, sei lá, alguma coisa assim, não lembro mais, mas eu não lembro, mas é por aí. Sabe que é de coração, né? Eu não posso dizer aqui como é que eu chamo ele, né?
O André Silva que tá povindo aí de um castigo, né, cara? Porque desde as 6 da manhã, Turando Munari. Imagina, 6 da manhã tu arranca, Turando Munari do teu lado.
6:30 da manhã eu já não aguentava mais, não tinha começado o jogo.
Não é mal daí, né, cara?
O que que esse cara toma? Eu acho que ele não dorme, velho. É impossível, cara, é impossível. 6:30 do lado dele parece que 4 horas da tarde.
É sério, é sério, é sério.
É sem fim, é sem fim.
Não, e sem fim, ele não termina.
É o bonequinho aquele que Ô meu, pô, tivemos esse jogo da seleção brasileira hoje de manhã, né? O Brasil até começou querendo fazer uma baguncinha ali, com 3 minutos quase abriu um 2 a 0. Quando vê, tomou uma virada, depois revirou. Vimos o jogo, tu tava na jornada, Andrezinho?
Era o narrador da jornada.
Terminou, as não defesas botaram.
Olha, Paulo, cara, com todo respeito, ele tem 20 anos, beleza, pô, é jovem, primeiro jogo na seleção, tá. Vamos lá, mas não tem nenhuma condição de jogar na seleção brasileira. Desculpa, com 24 ele vai ser o cara de 20 mais experiente, mas ele, os fundamentos, ele não vai aprender os fundamentos depois dos 20, não vai, cara.
Já estão buscando goleiro então para Copa.
Já não é assim, ó, testamos ele, já não dá. O Otávio não dá, o Neneca não dá, né?
Sim, a única qualidade dele é jogar no Corinthians.
Exatamente, que no Flamengo ele era ruim, Flamengo ele entregava de moral.
Não, ruim é o Alisson.
Vamos agora ver como é que vai funcionar o Morisco, né, com a Índia.
Mas contra a Índia eu pego, mas contra a Índia eu pego no gol.
Vai que os cara dão um chute em gol.
Eu pego no gol contra a Índia, cara, na boa. Porque assim, mas a gente classificou, né, a gente ganhou no jogo de volta da Austrália, 2x2 na volta.
Olha, a melhor parte do jogo para mim foi a briga do Endrick.
Eu também, sabe que eu gostei?
Na boa, que para mim é um jogador que começa a seleção por ele porque tem brilho. É forte, é rápido, meu. O zagueiro da Austrália dando o jogo todo no Hendrik e o Hendrik devolvendo, cara, mostrando que quer estar ali.
O cara aquele que parece o Rohrl lá, o goleiro da Austrália, o Soltar, sei lá, que é do tamanho do Rohrl, aquele jogo. Parece o Rohrl, mas ele faz o pênalti, ele parece um viking, né? Parece um cara, e o cara lenha e lenha, lenha e lenha, e o povo, o Hendrik, a metade dele foi para cima do cara para brincar.
Eu gostei também, eu olhei e falei, puta, que falta dá para fazer?
O gol da virada é um golaço, velho. O terceiro gol do Brasil, pô, velho, tudo que a gente não fez na Copa do Mundo a gente entregou naquela jogada ali, cara.
O Vini até bateu um pênalti hoje, aceitou bater. Jogou no pé do Bruno e bateu o pênalti.
Hoje ele foi, hoje deu. No 4x2 contra Austrália dava pra bater um pênalti.
Pra te mandar pra casa mais cedo, ele não quis bater o pênalti.
Exatamente, na hora que valia fim da fome no mundo, bateu o Bruno Moraes.
Na hora da pomada, sem risadinha, ele não quis, mano.
Vamos contextualizar, o Bruno bate o primeiro. E aí no segundo o Bruno—
não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, Mas não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, o não, não, não, Rafinha é o melhor cobrador.
Não, não, mas digo, sem o Rafinha tem que ser o Vini.
Tem que ser.
Todo mundo sabia que tinha que ser o Vini, que, que, e aí, e não tinha lá.
Mas ele acabou de falar que o Bruno Guimarães é o segundo batedor.
É, eles falam.
Esse é o ponto, na hierarquia lá é o Vini. Exato.
Eu tô entre os admiradores do Bruno Guimarães desde quando ele jogava no Atlético Paranaense.
Ele tava jogando muito na Copa, naquele jogo ele afundou, ele afundou, né?
E achamos nosso capitão para o próximo Ciclo também, né? Eu gostei dele com a braçadeira.
Essa aí nós cantamos durante a Copa do Mundo, te lembra? E o próximo capitão da Copa da Seleção é o Bruno Guimarães.
Mas isso aí eu acho meio vacilo. Ah, porque não pode ser. Por que não pode ser o Bruno Guimarães o primeiro a bater?
Porque o Vini é melhor que ele.
Mas o não, batendo pênalti, o Bruno Guimarães é o melhor.
Não, mas quem não viu na Copa?
Não, na Copa ele errou, mas ele é o melhor.
Sabe do jogo?
É que na real ele errou feio.
Ele errou, mas ele foi muito mal naquele jogo.
Quem que erra o primeiro pênalti em 94? E quem era o melhor batedor?
Era ele.
Não, mas é que daí tu vai ficar puxando.
Não é, cara, é que o melhor batedor tem um cara. Qual é o problema?
Mas olha só, eu vou te falar um negócio também.
Romário não batia pênalti, ele assumiu pra ele o batedor.
Aí o cara, se for bom batedor, tem que ser um cara com personalidade. Na seleção brasileira, se a gente for pensar em personalidade, qual o cara que pode bater um pênalti na seleção brasileira hoje?
Vini, Rafael, né?
O Vini, cara, me desculpa.
O Vini é um jogador que se ele erra o pênalti, eu não sei se ele é fundamental. A seleção não tem mais personalidade.
Não, Léo, mas olha o que eu tô te falando.
Tá falando uma vitória contra o Austrália.
O jogador, tu pega e conversa com ele, tu vê qual é a personalidade do meu jogador. O Vini Júnior é o jogador que ele tá no jogo, os cara vaiam ele, os cara são racistas com ele, ele toma falta, ele erra, ele continua jogando. Porque ele tem, cara, mas aí que está criticando, ele tinha que bater porque outro cara é melhor que ele.
Não, cara, falou outro cara é melhor, bate o melhor.
Meu ponto é parecido com o do Vini. Se o Vini Júnior erra aquele pênalti, segue no jogo, segue no jogo, segue no jogo.
E o Bruno Guimarães conseguiu voltar.
Eu acho que a personalidade, o cara sentiu.
E tudo que a gente já viu, tudo que a gente já viu do Vini Júnior é tipo assim, ele se prova. Eu concordo com o Vini, ele se prova o tempo todo. Então se ele afunda ali, tipo, ah, perdi o pênalti, meu, acho que ele ia tentar fazer 3, 4 gols na partida para ninguém falar nada depois.
Já aconteceu na vida do Vini Júnior errar um pênalti no jogo e voltar para o jogo. Bruno Guimarães foi a primeira vez que aconteceu.
Tá, André, você encontra os caras para ajudar o Divergente, só para fechar esse negócio do pênalti todo. Tu viu o jogo da Noruega com Portugal?
Sim.
Não.
O que fez o goleiro da Noruega, cara, contra nós era um leão. Não, pegou tudo quando o Brasil deu o gol, ele errou tudo.
Ele foi salvo por um que tava impedido.
Lá na Copa ele também, ele embucha lá. Eu fiz uma gritaria também, eu digo, lá contra o Brasil foi, né?
Virou uma aranha negra. Mas ele dá uma furada em bola fora da área e o cara faz o gol, e a sorte que tava impedido.
Esses caras estão me devendo 10 adicionais de viagem.
Bruno Guimarães pingou legal já, né?
10 adicionais vieram. Não é 16 porque a gente foi para Argentina, tá?
Mas pingou legal, né?
Se contra a Austrália, podia pingar mais, né, cara?
Não dá para falar de destaque. Quem que dá para falar além do Otávio? Que a gente olhou nos testes assim, ó, o que que eu gostei? Não, o que que tu não gostou?
Que eu não gostei?
Quem não gostou contra Austrália não pôde jogar, cara.
Vamos lá, o lateral esquerdo fez comum, né?
Mauro Júnior.
Até assim, tá ok, mas nada, cara, comum, comum, sabe? O cara, cotação lá de velho, 6 anos.
Sim, sim, mais um lateral esquerdo comum da seleção.
Exatamente, mais um é o Douglas Santos Maior.
É o único Mauro Júnior boa do Revelação ali, eu acho. É compositor também, ou é o do Banjo, não sei, mas é o melhor.
Eu não, o Vini depois que Fácil o jogo, tinha espaço, foi bem, mas não, mas ele tava com um pouquinho também ali, né, conseguiu fazer uma bobagemzinha ali, né. Quem?
O Mateus, eu falei Mateus Cunha? Não, desculpa, desculpa, desculpa.
Não, o Rayan não foi bem, falar nisso.
Não, não, não foi, cara. O 9 do Brasil, velho, o Endrick. Desculpa, não, não, eu tô confundindo, eu tô confundindo. Ronaldo, me deu um, não, jogou o Rafinha agora na cabeça.
Quem que é?
Quem é que puxa contra-ataque?
Bruno Guimarães toca para o Vini, que toca para o Endrick.
Então era o Endrick, desculpa, cara. Desculpa, só para o pessoal tentar entender assim, eu tava no despertador na hora e tava com a telinha aqui, tá ligado? E eu jurei até agora que era Matheus Cunha.
Jogou bem, jogou bem, eu gostei do Endrick.
O senhor escalou o Mancha lá?
Ah, bueno, nosotros estamos recebendo acá esta leyenda, um abracito.
Professor, não tem o Otávio, sabe que o Weverton pode jogar?
Otávio, bueno, Otávio que juega en Puerto, jugaba en Puerto. Bueno, nosotros vamos empezar una fase que vamos llamar nuevamente Alisson y también Weverton.
Solo que llamó, solo que naturalizó y llamó Sergio Rocher y votó a Trinidad. Parece que no tiene nada que ver.
Nosotros llamamos Rocher en los bastidores de embuché.
Ô, eu vou aproveitar que o André tá aqui. A gente já falou do amistoso da seleção e não vale mais que 10 minutos.
O André tem uma coisa em comum que mais 3 caras da mesa tem aqui também.
É isso aí, já estamos em Maria, não estamos trabalhando no morro.
Não, não só isso, trabalhar no morro lá em cima lá, né?
Não, mas o Tão Maria era outra coisa, era aquela coisa. Agora não tá pelado ali, o cabelinho.
O André já cobriu seleção brasileira? E eu queria que o André contasse a versão dele, quando a gente conversa lá em cima, fora do microfone, o que der para contar no microfone, de como é que é uma cobertura de seleção brasileira.
Cara, posso falar uma palavra?
Pode, aqui pode tudo.
É um show, é um folclore total, né? É um show, né? Você sabe disso, né?
É muito divertido, cara.
E assim, ó, eu vou contar um episódio, tá? Que resume assim, e não é, não é, não é, eu não tô classificando a pessoa que não, claro, vai participar, é porque é o jeito folclórico, a gente chama aqui. Eu tava naquele super clássico das Américas, que o, aquele da lambreta do Damião lá em Córdoba, e o nosso querido Jeremias Werneck tava fazendo a sua estreia em cobertura de seleção pelo UOL ainda na época. E aí eu encontrei o Jeremias, tal, eu tava no hotel da seleção, e A gente teve a primeira entrevista coletiva no dia seguinte.
Cortez, então, lateral do São Paulo, convocado pelo Mano Menezes para Seleção Brasileira, tinha recém-casado no Habib's, claro, esferrinha para turma, todo mundo falando do Cortez e tal. Cortez era atração, botaram o Cortez na coletiva. Cortez, né, na época ele não tava com cabelo raspado como ele usou, a gente tá vendo, cabelão. E aí vai para coletiva e um repórter do lá, um colega nosso lá, o Barã, Leonardo Barã, querido Leonardo Barã, diz assim: Cortez, qual é o cabelo mais bonito na seleção brasileira, o seu ou do Neymar?
E termina. E aí o coitado do Jeremias tá na primeira de seleção, é isso, fica tranquilo que é assim. Tu não vai perguntar de esquema tático, o que que tá acontecendo. É isso aí, fica tranquilo.
Zoeira.
Como diria Rafael de Vera, é um grande folclore.
É, cara, é muito engraçado a conversa com a seleção.
Uma das coisas que eu mais achava engraçado era olhar a passada, Andrezinho. Ah não, a passada dos caras, velho, tu define muito de como é que vai ser o comportamento de um cara numa coletiva ou lá no nosso ambiente de mídia ali, conforme a passada dele, cara. É muito engraçado isso, cara.
O que eu mais gostava na Copa era nas coletivas da seleção, Márcio Bernardes, resenha bam bam bam.
Eu gosto do É tilote. Porém, sempre faz excelentes perguntas. Ela é boa de pergunta, velho.
O seu Osíris, ele vem quando ele— quanto mais efusivo é o Paraná lhe abraça, maior é a indicada. Ele vem, ô professor, o Paraná lhe abraça. Aí o cara já abre um sorrisão, ele só vai jogar no 4-2-4. Pula, desarma o treinador na hora, cara.
E pergunta curta, né?
Tem uma junção de muito carioca.
Tem.
E quando junta muito carioca, tipo o Mirachenko, aquela coisa assim, sabe? Sempre tem uma pergunta capilar, que é o mais feio, mais bonito, sempre tem mais animado. É muito divertido, vai ser muito divertido.
Não, é sensacional, tu te diverte todos os dias porque não tem como aquela seriedade que a gente se acostumou com dupla nacional e tal.
Mas qual foi a primeira que que tu fez? Qual foi o primeiro? Não precisa ser pela gaúcha, primeiro que tu foi de seleção na tua vida.
Primeira de seleção que eu fui na minha vida foi fazer Haiti, será?
Não, primeiro, quando o cara tem que pensar assim, fora do Brasil.
O primeiro jogo de seleção que eu fiz foi aqui no Brasil, foi Brasil e Argentina 99, 7 de setembro de 99. Isso, 4 a 2 aqui no Beira-Rio. Eu tava cobrindo a Argentina, passei o dia inteiro no hotel da Argentina desde as 8 da manhã Até a hora de sair para o estádio, tava lá na nossa gloriosa Rádio Pampa.
Não, eu falei aqui no grupo, aqui tem 4 na mesa que foram de lá.
E aí, sabe o que aconteceu? Passei o dia inteiro no hotel da Argentina. A Argentina era um cano, aquele time 99. Os cara não olhavam para cara da gente, não olhava para nossa cara, para não dizer outra coisa.
Ninguém falou, ninguém falou, ninguém falou.
Não, o dia inteiro sentadinho, plantado que nem um otário.
Tomar o 4, Andrézinho falou, tem que tomar ali 4.
Exatamente.
E aí tem uns bonito que torce para Argentina hoje em dia. Eu fui criado com isso aqui, velho. É isso aí, né?
E aí depois, tá, depois eu emendei lá um monte de coisa pra fazer de seleção, fiz pré-olímpica e tal.
Tá, mas André, eu te apresentei como um dos maiores repórteres que eu já vi. Pra mim, a história—
apesar da altura não dizer isso, né?
Mas isso é o de menos.
Você vê, eu tô de pé aqui pra poder ficar na altura deles que estão sentados.
A história que apresenta as fichas do André pra mim, eu lembro que era coordenador de jornada da Rádio Gaúcha num jogo.
É forte a Rádio Gaúcha aí, de verdade. Coordenador de jornada.
A Rádio Gaúcha é gigante, né, cara?
É muito grande, né, meu?
Ela sobrevive, né, cara?
Por isso vai fazer 100 anos ano que vem.
Já devolvi o mau caráter.
Não, não tem problema. Viu como é mau caráter? Grêmio, se eu não me engano, era Caxias. No dia que o André descobre, não é sem querer, ele, cara, tava todo mundo lá, só o André descobriu que o Vanderlei Luxemburgo tinha sido demitido. Cara, era um jogo que ninguém queria fazer.
Vocês querem? Eu conto aqui como é que eu descobri.
Por favor. Eu quero, porque essa pra mim é uma das maiores histórias de repórter, porque isso é faro, isso é feeling, isso é rapidinho pra resumir, tá?
É véspera da final da Copa das Confederações, inclusive. O Grêmio tinha um jogo treino um sábado de manhã com o Caxias. Todo mundo tá lá, a gente ia transmitir, a Gaúcha ia transmitir até a final da Copa das Confederações. Luiz Augusto Alano, Luiz Henrique Benfica sentadinhos na arquibancada velha do Olímpico, não era nem na cabine, e eu no campo porque era jogo treino, bate-papo e tal. E aí, o que que acontece? Começa o jogo treino, eu olho, Roger Machado treinando o time do Grêmio.
Não lembro quem é que tava no Caxias lá e tal. Eu estranho, procurei o Luxemburgo aqui, nada. Olhei para cima, não tá na arquibancada. Pô, e o cara quer jogo treino, quer olhar lá de cima, essas coisas assim. Fui na assessoria do Grêmio, né? Escuta, Luxemburgo, né, tá lá no vestiário, já sobe. Passou mais 5, voltei, tá, mas tá com dor de barriga. E nada do cara aparecer, cara. Aí Eu tinha uma boa relação com ele, tinha o telefone dele, liguei para ele, chamou, chamou, não respondeu.
E aí eu já tava achando que tava me dando migalha, cara. Tentei umas 3 vezes, não tive resposta. Botei o telefone no bolso e só falei no ar: só o Luxemburgo não tá aqui, não sei em que ponto do estádio ele está acompanhando o jogo. Foi essa frase, ainda lembro que eu fiz. Passou mais uns 2 minutos, meu telefone começa a vibrar na calça. E eu saio, vou para o canto assim do lado reservado do Grêmio. Alô, o que que tu quer? Quero saber onde é que tu tá.
Que era o Luxemburgo me ligando de volta. Tô indo para o aeroporto. Para de piada aí, porra! 9 da manhã num sábado aqui, nossa, que tá fazendo piada, cara? Não, onde é que tu tá vendo o jogo? Que canto que tu tá? Sei lá, tá doente? Fui despedido. Você tá de sacanagem comigo? Tô falando sério. Aí, cara, para me provar que ele tinha sido despedido, ele pega e levanta o volume do rádio do carro dele. Eu tô ouvindo vocês aqui, rapaz.
Aí eu escuto de fundo a voz do Benfica falando, Luiz Henrique. E eu assim, foi despedido, fui. Aí ele me— não posso usar as palavras que ele usou para elogiar. Não, não dá, não dá, não dá. Que ele usou para elogiar, digamos assim, né, os dirigentes do Grêmio na época. Eu disse, tá, então tá, eu vou dar notícia. Desliguei o telefone, agradeci para ele, disse assim, depois eu falo contigo. E só me adiciona o Benfica. O jogo treino acho que perdeu importância porque o técnico do Grêmio foi despedido antes de começar o jogo treino, dentro do vestiário.
Faz meia hora, Vanderlei Luxemburgo tá indo embora agora para o apartamento recolher as coisas, vai para o aeroporto.
Cara, eu lembro que tu fala assim, ó, com todo respeito ao Luiz Augusto falando, mas ele não vai mais narrar. E aí o cara, é o coordenador, Mangolão assim, eu falei, como assim, cara? O Vanderlei Luxemburgo não é mais técnico do Grêmio.
E, cara, acabou o jogo. O melhor movimento é os meus colegas todos, quando ouvem, vem, né, para saber o que tá acontecendo. E eu olho para arquibancada onde estão os dirigentes do Grêmio, e eles começam a descer para o campo. E aí, quando chega no campo, e essa frase, isso eu vou dizer aqui sem problema nenhum, Rui Costa, que era o executivo do Grêmio, olha para um dos dirigentes do Grêmio Acho que era o Quitolina, né, se não me engano, Marcos Quitolina, diz assim: eu falei que a gente tinha que ter comunicado antes, porque ele, ele aponta para mim, ia descobrir antes.
A gente, eles iam comunicar só depois do jogo. E aí, e aí o argumento ficou assim: o André é amigo, se tá bem com Luxemburgo, é óbvio que ele vai contar para ele. Eu lembro desse dia aí, detalhe, foram dar coletiva, Adams, o Koff, os caras do Grêmio lá dando coletiva, e eu na coletiva com celular assim no ouvido, ó, porque era o Luxemburgo Descascando, cara, que eles estavam rebatendo no meu ouvido, que os cara tava fazendo uma coletiva.
E pra mim isso é faro de repórter, meu.
Ele olha em volta, meu, era um jogo que ninguém queria ouvir, ninguém queria ouvir.
Ele olhou o clima, achou estranho, ele foi atrás da informação, cara.
Que baita!
Tava todo mundo lá, todo mundo podia ver que o Luxemburgo não tava lá.
Eu lembro desse dia, sabe por quê, cara? Além da demissão ter sido algo estranho, eu lembro do link do Jornal do Almoço que entrou com o Ricardo Laia ainda. E o Mãozinho invadiu esse link, o Mãozinho. E aí ele tava puto que tinham demitido Luxemburgo.
E ele segue na demissão do Luxemburgo. Tu fala com ele hoje, ele tá nesse mundo.
Eu acho que na apresentação do Renato ele tava assim, ó: Luxemburgo demitiu! Nos meus arquivos eu devo ter esse vídeo do Mãozinho invadindo, cara, o link do Ricardo lá. E Ricardo lá: pera aí, amigo.
Mas sabe, o Gomes tem razão nisso aí, porque tava todo mundo vendo o jogo treino. Começa o seguinte, convenhamos, escala sábado de manhã, o setor do sábado de manhã normalmente é um setor meio frio assim, porque é o treino. Antes ainda tinha um rachão que dava para ver e tal, então não tinha isso. Mas pô, é uma escala que quase ninguém quer ir. Pega o André, que já tinha toda a experiência que tinha, né, de Olimpíada, coisa. Pô, André, vai ter que fazer sábado de manhã.
Ah, então vamos fazer direito esse troço aí. Tava todo mundo vendo. E aí um repórter que descobriu antes de todo mundo ver.
E aí o Luiz Henrique, do Benfica, ele me descreve uma cena que é também maravilhosa, que o André conta.
Que é outro enorme repórter.
E a gente começa a contar a história que o... Pô, era cabeado, né? E aí o André... E aí como o André tem a notícia e ele tá do lado dos outros repórteres, ele começa a andar pro lado pra ninguém ouvir a notícia que o André tem pra dar. E aí quando o André começa a andar pro lado, os caras já sabem, puta, o André vai nos foder. E aí todo mundo começa a andar atrás do André. E aí o Luiz Henrique tá na arquibancada assim, E vê, e aí ele, outro, ele é muito melhor caráter que o André, mas ele diz assim, ó, parecia o Sete Anões andando.
Muito bom, cara. Não, mas é, dei sorte, digamos assim, né? Tinha um bom amigo pra me ajudar, né?
O próprio demitido, né? Mas assim, tu não ficou com uma boa relação com o Luxemburgo, com o treinador, com fonte, porque os cara, bah, aquele cara legal, aquele ali. Não é por isso, ah, porque ele é bonito, é porque tu, pô, O cara faz trabalho sério. Talvez o André não conte mais. Eu sei de histórias do André assim, de cara que tentou— eu não vou usar a palavra comprar porque não é o caso, mas assim, então ser amigo, parceiro? Não, não é isso. É forçar, talvez forçar, sabe?
Vamos lá, eu não vou dar o nome do dirigente, senão ele vai querer processar todo mundo, né? Permitido processar todo mundo, porque ele é, porque como diria um amigo nosso, ele é advogado, né? Mas eu dei a contratação do jogador do Grêmio, não vou nem dar o nome do jogador, que se eu der o nome do jogador, todo mundo vai saber quem é. Mas um jogador que o Grêmio contratou, vamos lá, o Grêmio contratou o Rafael Gomes. E cara, é assim, ó, eu vou contar como é que eu descobri também.
Eu cheguei no estádio para ir fazer o treino, já no CT novo do Grêmio, tô entrando lá com meu celular aqui assim, mas E eu escuto vozes porque tem uma divisória ali, tipo uma lona, um negócio pirata. E, cara, tem umas vozes e eu não consigo reconhecer. Mas daqui a pouquinho eu consigo saber quem é que tá falando. E o cara: não, nós vamos anunciar tal hora, vamos anunciar, tá, tá, beleza, beleza. E eu peguei, não conheço o jogador, mas vamos lá.
Dei uma pesquisada, achei quem era o cara, que era o empresário, meti uma mensagem para o cara: olha só, assim, assim, assado. Não, não, vamos confirmar esse cara aí perto do meio-dia. O cara tá chegando em Porto Alegre já e tal, tá contratado. Beleza, o cara vinha de ônibus, acho até, vinha de Santa Catarina. Aí eu peguei e dei a notícia, fiz um, escrevi um textinho para o site. O cara não era nem importante que eu nem entrei na rádio, deixei para dar o meio-dia, para ver a importância do jogador.
Só fiz um texto para botar no site aqui, faz parte do— e aí quando sai essa notícia do jogador esse no site Eu olho, veio o dirigente falar comigo. Quero saber quem te deu a notícia. Olha, desculpa, mas eu não vou te dizer, né, cara? E aí ele faz a proposta: se tu me der o nome de quem te passou, eu te dou uma informação melhor. Aí vou fazer aqui, vou me afastar do microfone, tá? Dou esses passinhos para trás da grade que nos separa.
Digo assim: sabe por que que eu tô há 30 anos trabalhando nisso? Porque eu não sou esse tipo de pessoa. Acabou a relação com o dirigente.
Que loucura! Tentou te ganhar no, no plano, né? Isso acontece também, muito, meu. 11:29, faltando 30 segundos para as 11:30. A gente tá recebendo Andrezinho Silva hoje aqui no Bola nas Costas, numa resenha de carreira. Falamos de seleção, já vamos falar de dupla Grenal no segundo bloco. A gente vai para o show do intervalo e volta em seguida com mais Bola nas Costas. Atlântida, rádio das nossas vidas. Agora 25 minutos para o meio-dia.
Esse é o Bola nas Costas ao vivo, falando de futebol para toda a rede Atlântida no Rio Grande do Sul e também no mundo inteiro através da nossa TLTV, das plataformas digitais. Agradecendo o carinho da tua parceria e audiência, amiguinhos. Estamos de volta com bola hoje, recebendo André Silva. Andrezinho, quantas Olimpíadas já também, meu? 5. Caramba, velho!
8, 12, 16, 20, 24, 20/21.
E qual foi a mais legal? É a minha, ou emblemática assim, a inesquecível?
Cara, a mais emblemática vai ser sempre a de Tóquio, né? A Olimpíada no meio da pandemia, né? Sem público, tu tem que ficar isolado, usar máscara, usar um cabo de 2 metros para a distância que eu tô de ti assim, mais ou menos. Poder botar o microfone perto do entrevistado, todas essas restrições assim. A mais legal de trabalhar acho que foi a última em Paris, assim, por tudo que é, até porque tinha a volta do público, tem mais isso, tava todo muito ansioso.
Claro que eu vou pensar, pô, minha primeira Olimpíada lá em 2008 foi legal, foi, mas a que eu mais curti, e aí entra muito tempo que tu tá fazendo, né, foi a Olimpíada de agora. E assim, a mais, mesmo que eu vá fazer, não sei se eu vou se eu vou fazer mais alguma, enfim, mas, ou não. Mas sempre eu acho que vai ser essa de lá, porque, cara, o que aconteceu ali em 2020, 21, que a gente viveu aqui, e para chegar lá é ficar 4 horas no aeroporto, fazer um teste.
Se tu não for aprovado no teste, os cara te botar no avião de volta, tanto vale, literalmente na mão, né?
Exato.
Tem um troço muito louco disso aí, André, que um dia eu tava falando com o Gilberto sobre isso. Quando vocês cobrem uma Olimpíada, vocês É óbvio que um cara cobra Copa do Mundo, pô, a gente vê umas coisas assim, sei lá, a outra Copa que vocês foram, vocês viram uma das grandes partidas da história do futebol. Quando definir em futebol, tá aquilo ali.
Copa de 14, o Suárez derrubou o troféu de melhor em campo em cima do meu pé naquele jogo, ele fez 2 gols contra o Uruguai no Itaquerão.
Esse tipo de situação em Olimpíada assim, o que que tu diz? Talvez o cara na hora, o cara não perceba porque o cara tá ali na tensão do trabalho, na emoção do Mas depois, quando tu foi deitar, ah, cara, olha o que eu vi hoje, assim, de ouvido e tal.
Cara, sabe o que é? É adrenalina, né? Ela tira essa questão, digamos assim, de sensibilidade, né? Porque tu tá muito concentrado no que vai fazer. É tipo a história que é lá, tu tá no estádio, o cara, o repórter torce. Cara, no estádio o cara não consegue, o cara pode ter, todo mundo tem time na vida, vamos deixar bem claro isso. Mas, cara, no estádio é impossível tu tá, se tu não te focar no que tá acontecendo, Tu tá reportando ali, né?
Tu tá ferrado. Tu vai fazer uma merda e, né, não vai funcionar. Já diria Pedro Ernesto, né? E, cara, assim, eu não vou nem me usar dizendo, vou usar o Rodrigo Oliveira dizendo. Nessa Olimpíada de Tóquio, o Rodrigo foi fazer, acho que era semifinal, não era nem o jogo da medalha de bronze do tênis feminino, da Stefani e da Pigossi. E o Rodrigo Rodrigo, um cara tranquilo, você já conhece, né? Pouco ansioso, pouco ansioso e tal. Imagina na primeira Olimpíada.
Rodrigo fez um negócio desse tamanho assim, cara, vários tomos que ele foi lendo. Daqui é o Japão, o guia dele, guia dele sobre a Olimpíada. E cara, ele foi fazer esse jogo do tênis e na correria, naquele negócio, o cara acostumado com futebol, ele me desce enlouquecido, ele descrevendo para mim, para zona mista, para ouvir as brasileiras. E ele chega e aí cai o celular, cai o gravador, cai o microfone, foi espalhando um troço para cada lado assim.
E aí ele disse que as jogadoras, assim, me ferrei, não vou ouvir ninguém, voltar sem nada e tal. Diz que as jogadoras param, começam a se agachar, uma junto o telefone, a outra junto o microfone, entregam para ele. Aí, quer nos entrevistar? Aí ele começa a entrevista. Aí ele volta assim, cara, eu achei que eu ia perder tudo e elas foram além de tudo simpáticas e pararam. Eu disse assim, Rodrigo, Aqui não é assim.
Aí às vezes tu quer entrevistar o lateral esquerdo reserva da base, tu tem que passar por 3 assessores, pelo empresário, pelo fornecedor de material esportivo, pelo cara ainda mascarado, e dá uma declaração ruim.
Ele não é treinado a dar entrevista.
Essa parte mais legal de tu cobrir os esportes fora futebol, que tu consegue trocar uma ideia com uma pessoa que é gigante, sim, que é absurdamente É que no futebol tu não falaria, né?
Tu pode entrevistar o Djokovic às 10 da manhã no tênis, aí acabou aquela pauta, tu vai fazer a ginástica, entrevistou a Rebeca, acabou aquilo ali, tu sai, tu vai fazer o basquete, pega um cara da NBA e todos falam, todos são legais, cara. E é tipo assim, é comum para quem tá lá e para eles também é comum te atender, não tem nada de anormal. A única vez com futebol que eu senti isso Claro que mudou a dinâmica de seleção brasileira, foi fazendo inclusive a Olimpíada de 2008 em Pequim lá, que eu saí daqui para cobrir primeiro a seleção brasileira e ela não tava em Pequim, ela foi para o interior da China, várias cidades lá.
E tem umas histórias muito boas lá, e estamos aí para isso. E aí, cara, tinha muito gaúcho, muito jogador daqui. Então tinha Ronaldinho, Lucas Leiva, Sobis, Renan, quem mais aí me ajuda?
Edver Anderson.
Meu, e aí era tipo assim, eu era o repórter que eles mais conheciam, por motivos óbvios.
E os cara no interior da China, pô.
E aí, cara, mesmo que tinha repórter lá, tinha os cara bom, tá, nego pesado lá, cara da Globo e tal. Só que tipo assim, eu era o cara conhecido, então os cara parava, eles já vinham para resenha saber o que tava acontecendo em Porto Alegre e tal. E aí, claro, vantagem que eu consegui entrevistar todo mundo, mesmo que o Dunga não fosse com a minha cara. Os boleiros parava para falar. Tinha um lá que não gostava de mim, mas beleza. Faço parte também.
É do jogo.
Aí, qual é a grande medalha que tu cobriu, André? Já que quando se fala de outros esportes, tu também é dos caras que mais conhece. A tua grande medalha, seu puta, é esse dia que é inesquecível.
Um dia inesquecível, cara. Em Londres eu tive o privilégio de narrar muita coisa, tá? Narrei quase todas as medalhas do Brasil porque calhou de eu tá narrando. Aí o ouro do Zanetti na, na reia, bronze também para mim vale na reia, os bronze, as 3 medalhas da Maíra eu tive sorte de narrar também e tal, né, no judô. Caramba, eu vou dizer que sabe qual é a transmissão que eu mais achei espetacular de fazer? E que assim, se tu me disser assim, qual é a melhor coisa que tu fez enquanto eu narro, né, foi um jogo que não valeu medalha, ele encaminhou uma medalha.
É aquele Brasil e Rússia do vôlei em 2012, que o Brasil salva 7, 8 match points, tá perdendo o jogo no feminino, e o Brasil ganha o jogo. Aquele jogo ali, eu vou te dizer assim, eu já parei para ouvir, para ter uma ideia. Eu já peguei as 2 horas e meia de jogo, botei a imagem e fiquei ouvindo a gravação. Eu tenho as gravações comigo para eu poder ouvir, eu puder curtir algo que eu não tinha curtido ainda, porque na hora, na adrenalina, tu tá fazendo.
Só que eu, pela repercussão que eu recebi do que aconteceu aquele dia, eu tinha certeza que tinha sido legal. E aí eu esparramo, ouvi para ver se foi bom. E aí aquele dia eu assim, porra, se eu fizesse tudo isso aqui todos os dias da minha vida, seria, não vou conseguir, ninguém faz todos os dias a melhor atuação da vida. Exatamente, cara.
Pegando esse gancho, como é que surge a narração na tua vida? Tu era repórter e aí tu vira narrador. Como é que aí, quem tu gostava de ouvir?
Para mim, e esse cara eu agradeci para ele, ele ter me inspirado e me instruído espiritualmente, digamos assim, para gostar de esporte. Cara, narrar não sei como é que surgiu, tá? Aquela coisa, o cara jogava no colégio, ficava, jogava com os guri, jogava narrando, no meio do jogo tu tá narrando que nem um maluco. A bola tá comigo, não tem, sabe? Não tem assim a ser, surgiu. Aí as pessoas começaram, ah, tu consegue fazer? Tava aí no meu primeiro emprego, ah, tu pode já só no esporte, pode narrar?
Posso. Botaram, fui, fiz, narrei no jockey, narrei corrida de cavalo, que nunca imaginei que eu fosse fazer. Fui lá, aprendi. É de lá que eu conheço, né? E aí, cara, foi surgindo, sabe? Surgiu assim, não tem assim, ah, eu queria dizer o seguinte, o cara que fez eu gostar de esportes, de todos de tudo que é esporte, cara, que já morreu faz um bom tempo já, mas que é para mim o maior narrador que eu vi em televisão na vida, Luciano Duval.
Esse cara era um fenômeno e ele entendia, ou mesmo que ele não soubesse tudo, tá? O importante quando a gente comunica é fazer quem tá nos ouvindo no mínimo achar que a gente entende daquele assunto ali, né? Tu comunicar, cara, eu tô dizendo lá, eu tô numa luta de judô, ah, caiu agora, agora o árbitro deu comando de mate. Eu tenho que explicar para o cara que comando de mate, quando para a luta, separa os caras, alguma coisa. Mesmo que eu não entenda, eu não sei as regras do judô, mas eu sei algumas coisas básicas.
E isso para mim é fundamental. E eu aprendi muito vendo ele. E acho que a gente aprende muito vendo, cara, muito ouvindo, né? Não necessariamente existe uma técnica para vocês. E no rádio, o cara que eu mais gostava de ouvir, o Ranzolim, porque era o cara que tu ouvia o jogo, eles assim, a bola está na meia esquerda de ataque do Inter, no campo do lado esquerdo da goleira do Beira-Rio, a bola está não sei o quê, o cara vai cruzar não sei o quê.
A descrição ela era perfeita, é como se tivesse ouvindo, tava só ouvindo, mas tivesse vendo o jogo. E isso para mim é a grande coisa. E para mim o cara que melhor comanda uma jornada, né, que tem a melhor visão, o O Lint tinha muito disso. Eu não trabalhei com ele no futebol, só trabalhei com ele aqui quando ele já tava no jornalismo, mas eu não tava mais, mas ele não tava mais fazendo futebol. Mas o cara que tem essa visão jornalística de uma transmissão é o Pedro.
Eu sei que não ia falar, é inacreditável.
Todo mundo já fez jornada, é impressionante como ele é um showman, né? Como o velho, é a visão de repórter que ele tem da vida, como ele enxerga tudo tudo da cabine, é inacreditável. E ele sabe a hora de estacionar, sabe?
Ó, tem um senso de mestre de cerimônia de velho.
Fala pouquinho que eu te chamo mais vezes.
Não, e ele tem um feeling. Eu lembro uma vez que era o Grêmio tá jogando uma partida na Libertadores, não sei se era Grêmio-LDU, e eu tinha sido escalado para cobrir o episódio de racismo do Márcio Chagas do Lajadense. E eu parti do Esportivo. Que era Esportivo, eu acho que era, não acho que era, tá, enfim. E aí eu tô o dia inteiro no TJ ali da federação, e aí começou o jogo do Grêmio e nada do julgamento, e nada, e nada. E daqui a pouco, no meio do jogo da Libertadores do Grêmio, sai a decisão que o Esportivo seria rebaixado por racismo.
E aí eu aviso o coordenador, e o coordenador: não, tu tem que dar no ar isso aí. Eu: beleza. Aí interrompe a jornada, eu dou no ar. E eu penso assim, cara, eu vou falar um minuto. E aí o Pedro, no meio do jogo do Grêmio na Libertadores: não, não, não, para tudo. Só das maiores decisões. E aí, cara, a jornada dá uma virada, óbvio que depois volta, mas eu lembro que esse feeling assim, eu falei, cara, eu não tinha noção do tamanho do que eu tava fazendo.
E o Pedro teve noção, ele chancelou a tua manchete, ele sabia que era algo gigante, ele botou na voz dele para engrandecer o teu trabalho.
Não, não, para tudo, Rafael Gomes, repete isso aí que é histórico.
Mas isso aí que o Rafa falou é muito real, porque tipo assim, o Rafa fala ainda durante o jogo Cara, o Pedro, ele tem um negócio que é assim, ó, tá no carro indo para o estádio, ele olha para ti e fala: hoje é o teu jogo, hein? Porque tipo assim, ele: hoje é o jogo da torcida, ah, hoje é o jogo do comentarista, hoje é comigo. Porque sabe, tipo, ele sabe o que que o jogo pede. Crise do caramba, não sei o quê, Vini, jogo é contigo.
Cara, mas tu quer ver um exemplo? Pô, cara, a gente tá falando de Rádio Gaúcha, né, meu? É o norte assim de jornalismo esportivo, né? E para a gente aqui, Copa mundo e tal. O que aconteceu esse ano lá de no pré, no nosso pré-jornada, que era o Gaúcha na Copa, eu entrando como antelóquio para fazer reportagem com os torcedores, coisa do Pedro também. Não tem que botar, dá uma graça, dá uma brincadeira e tal, coisa dele, velho, sabe?
Ele pega o negócio, essa distinção de saber a hora que é sério, a hora que é da sacanagem e tal, porque se deixar a gente vai só para sacanagem.
É óbvio, vamos deixar bem claro, é isso, 90% do gauchão é isso aí.
Ô meu, eu tava cagado.
Eu fiz torcer desse ano nas férias daqui, que eu fiz um jogo que era ele, né? Eu tinha feito alguns jogos, mas nenhum com ele. Era o primeiro com ele. Aí falei com o Rafa, falei com o Jory, falei com todo mundo. E o vice seguiu o conselho. E o Vini falou, fala pouco, entra só, entra, é um, é rapidinho e sai. Aí a primeira que eu vou entrar, ele pega o microfone, eu tô com Gabardo, ele foi, ele fala assim, ó, ele não tá na jornada dele, ele fala: ô gordo, mas tu tá mais magro, hein?
Eu falei: ah, Pedro, agora eu tô conseguindo ver, antes eu ia no banheiro por tato, era por braile.
Ele gosta, né, cara? Ele gosta do banheiro.
O Diverio sabe como é que a gente ganhou o Pedro, né?
Eu sei.
Não, nessa eu já ganhei, né?
A primeira, aí falou putaria, até porque, né, até porque eu não vou deixar passar, ó, Adem, que é o nosso, o Diverio é o, aqui é o meu, é o meu mais meu contemporâneo do que eu vou dizer agora é: a gente tinha uma lista, né? Quando o Brasil ganhou a Copa, teve o filme, não teve? Todos os Corações do Mundo. A gente trabalhava por aqui, logo depois, um ano, dois depois, três, quatro, a Divera chegou e a gente tava na produção e o Pedro apresentava o Show dos Esportes. Todo mundo foi pro show.
Batata e pimentão, carvão, vomição, clavórdios, 100% algodão.
E ainda tinha os convidados que vinham de fora, né? Que era sempre na quinta-feira, que é sábado, saca? Quinta-feira, quinta-feira tu podia descansar na produção porque chegava aqui, já tinha 50 cara, só precisava saber quem é o cara, a ordem que os cara vão entrar, e os cara iam entrando, né?
E os cara entrava com banco da praça, banco de torres.
E aí, como é que se tornaram os nossos amigos?
Pedro tem mania de chamar todo mundo de seus culhões. Aqui tá, todos os culhões do mundo. Nós criamos um novo quadro que era todos os culhões Cara, apareceu uma mesa de boteco, aquele estúdio da Gaúcha, com comida, com salgadinho.
Era muito que vocês possam brincar. Não existia live, né?
É tudo perigo que o gordo gosta, sabe? Do nada entra uma banda, aí entra um loque.
É o meu sonho, né?
Aí um ex-jogador, sabe?
Todo mundo.
Tem uma bandinha de uns alemães tocando, daqui a pouco chegou aqui Argel conosco ali. É isso aí, é isso aí. Isso é o mais legal.
Como é que é a história do bicho fera?
Sabe o que que é?
Aí tava lá essa zona toda, aí entrava o Diverna, na televisão, largava, pode fazer assim, largava um papel, né? Ó, tá na linha o Pelé.
Aí como é que era? Ó, toda linha para falar com a gente, o Pelé. E aí, Pelé, tudo bem? Como é que foi a seleção brasileira hoje? Então tá bom, muito obrigado, Pelé. E aí, aí o Pedro, defesa dele, ele dizia: mas em minha defesa, vocês nunca colocaram o Pelé no ar.
2 minutinhos de seriedade e a dupla Grenal. Eu vou fazer, eu vou fazer, vou fazer a pergunta, eu vou fazer, eu vou fazer, tá? Trocou técnico do Inter. O que que tu achou?
O que que eu achei sobre o quê?
Eduardo Batista, a saída do Pesolani, a chegada do Eduardo Batista.
Cara, eu acho que trocar tinha.
Tweet Retro.
Bem, ó, que mau caráter, eu não sabia disso.
É outra sacanagem contigo, porque eu defendi ele durante um ano.
Ah, é verdade.
Tweet Retro, é verdade.
Tweet Retro chega com GetNet, soluções de pagamento que são mais negócio.
Gomes, no dia 4 de fevereiro de 2026, melhor técnico do Grande Sul, @andreandersilvaRS. Tuitou às 9:51 da noite. Aliás, sigam o @Lebon, ele xinga todo mundo no Twitter. Ele é bom. Paulo Pesolano tem um grande mérito, não vai ser o primeiro, seu time é extremamente organizado. Lembra quando treinou o Cruzeiro e tinha essa característica? Nem sempre é sobre ter as melhores peças, mas sim como organizá-las.
Só que qual é a data?
Fevereiro, fevereiro.
Não tem contexto, não tem contexto, mas é o seguinte, Ele, qual foi o único elogio que ele teve nosso, de todo mundo, inclusive de vocês aqui, o ano inteiro? Time organizado, que ele conseguiu organizar o time.
A ideia, a ruindade tem limite, velho.
Acabou a organização, só sobrou a ruindade.
E aí o seguinte, quer saber o que eu acho sobre a dupla Grenal? Infelizmente eu acho que vão cair os dois.
Eu ia fazer essa pergunta, eu ia dizer para uma histórica reportagem, um histórico depoimento do André foi Alô Manaus, alô Londrina, alô Bahia. Eu ia dizer agora assim, ó: alô Alagoas, alô Ponta Grossa, Maceió, alô Ponta Grossa, alô Recife.
Sabe quem é o autor do gol? Quando eu dou esse depoimento, é o segundo gol do Bahia na Arena Fonte Nova contra o Grêmio, Matheus Bahia.
Eu escutei essa narração 7 vezes.
E eu ia dizer o seguinte, André, cara, eu conheço gente, Vini, conheço colorados, evidentemente, né, por motivo óbvio, que tinham salva essa narração. Como toque do celular.
Foi essa época aí, o Denis Abraão, ele batia mais ponto nas rádios que os profissionais.
É que é histórico, tá todos os dias lá.
Eu ia completar essa narração desse ano com alô Porto Alegre, alô Porto Alegre.
Alô Porto Alegre, Porto Alegre. E pode estar com o Caxias, alô Carol.
É, o Juventude ganhou ontem pelo menos.
Bom, perguntamos do Pesolano e o Luiz Castro, o que que ele deixou para o Grêmio?
Nada.
Que dívida bacana ainda.
Vai nos meus retrôs do Luiz Castro aí ver se tem algum elogio ao Luiz Castro.
Não, Luiz Castro era só porra.
Luiz Castro, a Drega acertou desde o primeiro dia.
Essa aí, ela falou que era migueleiro.
Falou, falou, falou desde o início.
Eu falei também, dizia desde a chegada. O cara aí algumas vezes eu escrevi Miguel, eu tinha certeza que era Miguel.
Foi um grande Miguel.
Sabe quando é que tu vê que o cara é Miguel? Quando a galera fala, quando o Renato fala, é, tem que treinar mais. Se pro Renato o time tá treinando pouco, aí tu vê que tá foda.
Tem abraço de gol, Adan?
Vem, vem, vem, pode.
O Marcelinho Câmara, nosso estagiário aqui, ele pediu.
Não, não, cara, ali não, calma, cara.
Tô mandando abraço pro cara da rádio rapidão aí.
Consegue mandar um abraço de gol pro Eduardo?
Ricardo, motorista do Uber, que aqui ouve vocês todo dia. Teu abraço aí para o motorista.
Manda tu um abraço, quem é que tu conhece aí que deve estar ouvindo, quer mandar um abraço para alguém? Manda um abraço para os culhões aí.
Ah, pode ser para os culhões. É o Munari, só tá descendo o morro, né? Cara, eu não consigo entender, eu gostando do Munari, por que que ele tem gostado de torcer?
Achamos quem é.
Eu acho ele um bom, uma boa pessoa, apesar de torcer para a Argentina.
Vocês são até meio parecido.
Ele nasceu em Maquinê, né?
Andrezinho, obrigado pelo carinho da visita aí. Porta sempre aberta, meu. Obrigado aí pela parceria de sempre. Tamo juntasso. Valeu, valeu, rapaziada. O Bola nas Costas volta amanhã a partir das 11 e pouco aqui na Atlântida. Depois do show do intervalo tem horário eleitoral gratuito e depois discorama.
FMP Pós-Graduação
Pós-graduação