marcelo moreno | 28/09/2026
Perdeu a resenha ao vivo? É só dar o play aqui no Spotify. ⚽De segunda a sexta, às 11h no ar na Rádio Atlântida, com transmissão ao vivo em www.youtube.com/@atlantida_tv
O Bola nas Costas: corneta e futebol sem enrolação quando e onde você quiser.
Acompanhe os principais assuntos do mundo da bola com muito humor, opinião e informação junto da galera.
Rodrigo Quadros
Leandro Bortolazzi
Rafael Diverio
Rafael Gômez
Marcelo Moreno
- A carreira de Marcelo Moreno e sua transição para treinadorfim da carreira como jogador·despedida do futebol com alegria·retorno para o primeiro time·licença pró de treinador·paixão pelo futebol
- Momentos marcantes de Marcelo Moreno no Grêmioúltimo gol no Olímpico·primeira vitória na Arena·comemoração com braços abertos·emoção na Arena do Grêmio·avalanche da torcida gremista
- A limitação de estrangeiros no futebol brasileiro e a valorização nacionaloportunidades para jogadores nacionais·qualidade do futebol brasileiro·adaptação de treinadores estrangeiros·cultura brasileira diferente·ex-jogadores como treinadores
- A importância da cultura gaúcha e o trabalho de Leandro Bortolazzireconhecimento da cultura do RS·evento na sexta-feira·recorde de audiência na ATL TV·música gaúcha fora do estado·documentário Rock do Milênio
- A gestão de grupo e a importância da verdade no futeboldificuldade de agradar 35 jogadores·ser correto com o grupo·não mentir para o atleta·jogar quem estiver melhor·deixar o ego de lado
- A rivalidade Grenal e a possibilidade de jogar nos dois clubessondagem do Inter·respeito à rivalidade·não criar polêmica·identificação com o clube·recusa de proposta do Atlético
Atlântida, rádio das nossas vidas, é a melhor vibe do FM. Estamos chegando com Bola nas Costas ao vivão, 11 horas 7 minutos, temperatura de 21 graus em Porto Alegre, segunda-feira chuvosa em boa parte do Rio Grande do Sul, dia 28 de setembro de 2026. Já estamos chegando com Bola nas Costas e o oferecimento e a parceria é de FMP Pós-Graduação, FMP com mensalidade a partir de R$125. Seja um ótimo dia para ti, uma ótima semana. Vamos nessa, setembro ainda não se entregou, tá na derradeira ali na lombinha, mas ainda dá para fazer muita coisa.
Bora para cima! Saudando os amiguinhos do programa de futebol da Rádio Atlântida, começando com ele, Rafael de Velho.
Tudo bem, Rodrigo Quadras? Rapidamente dou alguns Agradecimentos. Primeiro, meu grande parceiro, mais uma vez.
Tamo junto, meu velho.
A baita parceria. Não ganhamos nada, mas tava divertido.
Nos divertíamos, tá tudo certo.
Segundo reconhecimento, tem uma pessoa que em algum momento precisa ser ovacionada pelo que faz pra cultura do Rio Grande do Sul. Se chama Leandro Bortolazzi.
Verdade.
Opa! O que ele fez na sexta-feira foi um... Cara, era emocionante. E ouvindo, e depois ouvindo na teletv, Lelê, que coisa maravilhosa tu fez. Tu é um cara que é pouco reconhecido pela tua importância na cultura desse estado, e é sério.
Lelê, Bortolazzi!
Ó, cara, obrigado a todo mundo que foi lá, né, cara? Obrigado às bandas que aceitaram esse, o convite pra gente dar continuidade nessa história aí, cara. E acho que nós temos o evento, cara. Acho que dá pra continuar nos próximos anos aí. E quem não pôde ir, segue ali na ATL TV, né? Que aliás, terceiro recorde consecutivo, né?
Que legal, né?
Na TLTV. E era muito legal, cara, porque assim, meu, uma das grandes dificuldades que a gente tinha lá nos anos 90 e 2000 era fazer a música do Rio Grande do Sul chegar fora daqui. E ali na transmissão, cara, era emocionante tu ver os comentários da galera assim, cara: Maranhão, Amazonas, Rio de Janeiro, fora do país. Isso, cara. E não só gaúchos, entendeu? Pessoas que gostam do rock gaúcho e hoje podem ver na sala da sua casa em HD.
Que legal, Lelê!
Então, Bar, grande momento.
Faço das palavras do Diveri as minhas antes de apresentar os amiguinhos e reforçar que dia 22 de outubro estreia uma outra parte muito importante que envolve esse homem aí, Lelê Bortolazzi, Leandro Bortolazzi, que ele resgatou uma memória que somente ele tinha. Porque o Lelê, como trabalhou com as principais bandas, aliás, trabalhou praticamente com todas as bandas do Rio Grande do Sul, o Lelê tem muita coisa guardada. Isso vai ser despejado em 6 episódios no Rock do Milênio, que será lançado Dia 22 de outubro na ATL TV. Mais um documentário exclusivo produzido pela equipe aqui da ATL TV.
É o conteúdo que eu tenho de bastidores das câmeras que eu tinha, que eu gravava, somado ao arquivo da RBS TV, né? Então lá vem, vem coisa legal por aí.
Boa! Saudar aqui, ó, Rafael Gômez.
Ah, bom dia! Até quando o Inter não joga, o Colorado passa mal, né? O Enner Valencia fez 3 gols. De cabeça na virada, perdendo por 2 a 0, saindo do banco de reservas.
Ele também está entre nós.
Tudo bem? Bom dia. E o Criciúma venceu. Criciúma voltou a vencer na Série B, 3 a 0, né? Tudo isso para o Colorado. Parabéns, Dili, que baita evento na sexta-feira. E a gente teve o prazer de ver uma coisa maravilhosa, que foi a comunidade cantando Merda de Bairro na hora que ele cita o Charles Master. Ele entra no palco.
Pô, que animal, cara! Que legal, velho!
Sacada de quem? Desse homem que tá aqui do meu lado de velho. Foi genial nas palavras do Betão. Fudido.
Ô Rafael Oliveira, deixa eu te fazer um convite, porque hoje nós temos um convidado especial. É figurinha carimbada aqui na casa, é praticamente um integrante deste programa, vira e mexe aparece por aqui. Eu quero que tu faça saudação para o nosso convidado.
Sabe que o Bola nas Costas, para mim, eu insisto, ele tem, ele é um programa de muita diversão, mas tem dois momentos do Bola nas Costas que eles são maravilhosos. Um é, tem sido frequente, 2026, é o pós-derrota de algum dos dois times da dupla Grenal, ou seja, semana a semana, né? E o outro é quando a gente tem entrevista. E quando a gente vai entrevistar um cara como Marcelo Moreno, se preparem porque vai ser edição de colecionador.
Marcelo Moreno, muito obrigado, cara, por estar aí. Como eu te falei ali na conversa, hoje é pra gente contar história.
Tamo junto, prazer de estar aqui com vocês. E história é o que a gente tem, algumas a gente não pode contar, né? Complicado, né, cara, a gente mandar alguns companheiros aí aí na mídia abrir várias coisas, né, vários podres aí de alguns. Não vale a pena soltar agora porque depois a conta chega para mim.
Tu sabe, Marcelo, que eu tava justamente falando o negócio das banas, essa questão do documentário e tal. Daí a gente começou a mexer nos arquivos. Eu até comentei isso na sexta-feira lá, mas a gente tem que fazer uma versão depois assim com imagens e depoimentos, que a gente tem que deixar isso guardado num cofre e quando a gente morrer os cara lançam. Porque não dá pra lançar com a gente vivo ainda. Tem um monte de coisa que é melhor contar depois que a gente não estiver mais aqui.
É melhor, né? Pra não me comprometer, né?
Ô Marcelo Moreno, 39 anos, acabou a carreira de fato agora ou ainda tem um pouquinho ou tá mudando a carreira?
Ou vai ter uma terceira aposentadoria depois?
Não, acabou, acabou. Eu tive a oportunidade de voltar porque eu tinha encerrado minha carreira um pouquinho triste porque meu pai tinha falecido, tá no céu. E eu não merecia, depois de 20 anos de carreira profissional, terminar com aquela tristeza que eu sentia todos os dias, né? Então decidi voltar por 3 meses só para me despedir do futebol com alegria. Foi o que eu fiz, fui para Bolívia, para o meu primeiro time, onde eu fiz meu primeiro gol profissional, e terminei fazendo o último gol profissional nesse mesmo time também.
Fechei um ciclo. E não vou voltar mais a jogar futebol, mas sim vão me ver pelos campos porque sou treinador com licença pró. Em breve tô nos gramados novamente porque aquilo que me apaixona, né?
A gente tinha convidado nas últimas semanas, vieram alguns convidados aqui, alguns deles eram ligados ao Inter. Aí o pessoal começou, pô, não teve ninguém do Grêmio. Então eu queria que contasse alguma história, alguma memória legal que tu tenha vivido aqui no Grêmio.
Cara, tem várias, várias situações assim que são bem bem importantes, fazer o último gol do Olímpico, o gol que deu a primeira vitória na Arena, né? Isso, o segundo, né? André Lima fez o primeiro gol.
Sim, tu faz o 2 a 1, cara. Sabe o que que eu escrevi aquele dia? Eu tinha um blog que eu não era, era no Curseduca até, na RBS, era o blog tricolor. E aí eu botei, cara, que a tua comemoração ela é muito parecida com a comemoração do Renato em Tóquio, com os braços abertos assim, ó, que é aquela coisa que o Renato ele sai com os braços abertos comemorando. E era tão emblemático porque era contra o Hamburgo, né, cara? Parecia, eu disse assim, tu abriu as asas e abraçou o povo tricolor e tal.
Acabou de descobrir.
Nem me compara com o craque Renato, porque a história que ele tem aqui dentro do Grêmio é fantástica. Foi algo sem querer, né? Foi uma emoção tão grande, porque que estádio lindo, né? Arena do Grêmio é maravilhosa. Aquele dia todo mundo ligou a lanterna do telefone, desligaram as luzes, todo mundo ficou assim. Então foi um momento sensacional, sensacional que aconteceu assim na minha vida. E não foi um título, mas aquilo pra mim no pessoal é como se tivesse sido algo marcante, como é.
Se passaram tantos anos, né, foi em 2012, e eu ainda continuo lembrando porque para mim é marcante realmente viver situações assim no Grêmio, como outras, né, de ver avalanche, porque foi isso que me trouxe para cá, além da contratação, da compra que o Grêmio fez para o Shakhtar Donetsk. Foi eu ter entrado no YouTube e ver avalanche. Eu não conhecia muito sobre o Grêmio, mas eu tinha conhecimento da avalanche, da história. Isso me motivou também a vir, cara.
Eu já falei em outros programas, a avalanche do Grêmio é sensacional. Uma pena que hoje a gente não consegue ver isso, porque é uma marca do Olímpico, uma marca do Grêmio, da torcida, da geral, que, cara, o jogador sente, sente com certeza essa emoção, sabe, de você ir comemorar com a torcida, você ver aquela torcida descendo assim, cara. É, chega a me arrepiar de lembrar assim de vários gols que eu fiz e ver aquela torcida maravilhosa aí, torcendo, gritando com muita emoção, né?
Até aproveitar, mandar um abraço para a galera da Geral. Eles estão fazendo uma mobilização de recursos porque eles estão chamando de o maior recebimento da história da arena. Então eles, tu pode entrar no perfil da Geral ali porque eles querem fazer contra o Galo na semifinal aquilo que tem que ser feito, uma grande festa na abertura. Então entra ali no perfil da rapaziada que tem tudo explicadinho ali como é que vai ser a festa lance por lance.
Eu prometi para eles que ia dar esse toque aqui, assim como a gurizada já fez aqui alguns momentos no Ruas de Fogo, né? Toda mobilização do no Max ali. A gente também tá fazendo essa daí, Gordão.
E mandar um abraço também, aproveitar só para a galera da geral que tava todo mundo junto no aniversário do Grêmio sábado, cara. Uma baita festa. Depois eu falo na hora do abraço de gol, cara. O que que foi mais difícil no jogo, nesse jogo específico da inauguração da arena? Foi o jogo em si ou foi ter que aturar o Blooming Group antes tocando? Aqueles cara de azul, aquela bosta. O que foi mais o pior da inauguração ali?
Não, cara, eu acho que o gramado não tava aí.
Não, o gramado tava não.
Era menor beach soccer aquele dia.
Os caras estavam jogando descalços já.
Eu me lembro que todo mundo falou sobre o gramado na TV no outro dia também.
Que não tava bem pronta a arena ainda.
É, não tava, mas assim, dava pra se jogar, mas ainda não tava bem firme, soltava uns pedaços de grama pra um lado, pro outro. Não tinha aquela firmeza que você precisa ter dentro do do campo. Mas tirando isso, cara, não tenho o que falar. Foi uma festa maravilhosa, foi perfeito porque eu fiz o gol também. Então isso, isso é muito legal, não tenho o que falar. Arena é fantástica para mim.
Aquele time de vocês, ele era muito forte, era muito bom, mas a gente não conseguiu ter uma grande conquista, não, que a gente não conseguiu. Porque tu acha que, que faltou ali? Porque tu fica ali até 2013, né? E via desde aquele time da virada ali do Luxemburgo, que porque é bom também. Enfim, o que que aconteceu, o que que não aconteceu, o que faltou para o Grêmio ser campeão naquele time que era muito forte?
Era muito forte mesmo, cara, porque eu acho que ninguém esperava que o Grêmio pudesse montar um time como aquele, né? Aí tava Dida, Marcelo Grói, tava o Zé Roberto, Elano, cara. Depois veio Barcos, Vargas, tinha o Gabriel, né? Tava André Lima, Kleber, eu. Tipo, a gente tinha um time muito competitivo.
Não, o time era bom, cara. No papel era muito competitivo.
Era bom, muito competitivo.
A Itacano, mano.
Fomos pra Libertadores, né? Foi o nosso maior logro naquele momento. Mas aquele time merecia, merecia ganhar títulos. E eu acho que foi por detalhes mesmo de organização da gente. Porque o time não se formou no início do ano. O time foi se formando durante o ano. E já quando a gente tava entrosando, Não deu tempo da gente poder ganhar esse título nem no campeonato, nem no Gaúcho, nem no Brasileiro, nem na Copa do Brasil. Então eu acho que por isso que é importante fazer uma boa gestão, se preparar um ano antes, 6 meses antes, para que não aconteça o que tá acontecendo hoje, por exemplo, nos dois times, tanto no Inter como no Grêmio.
A gente sempre fala do Renato como um cara folclórico, né? Mas pô, tu foi treinado pelo Vanderlei Luxemburgo, assim, que também é um treinador do folclore brasileiro, assim. Como é que era essa gestão de, de, porque faz tempo até que a gente não vê o Luxemburgo treinando, tá concorrendo, treinador, comentarista. Como é que era o Luxemburgo no vestiário?
É diferente do Renato, né? São métodos diferentes de trabalho. Renato, um cara mais parceiro. Nunca trabalhei com ele, tá? Mas eu, eu imagino, e também já ouvi vários companheiros assim me falarem, que é leve trabalhar com o Renato. Tipo, não chega a ser cansativo porque ele é um cara que te deixa à vontade, te exige dentro de campo, mas na hora que você tiver que jogar, na hora que tiver que entrar em campo, você sabe que você tem que dar tudo por aquele cara que tá te ajudando, tá te dando a liberdade de você chegar, convidar ele para alguns lugares, ser amigo dele.
É isso que ele procura também. Além de ser um cara que tem uma resenha maravilhosa entre os jogadores. E esse é o diferencial dele, obviamente. Eu vejo que muitos falam sobre os treinamentos que ele dá. Eu não concordo com algumas coisas que eu escuto, porque é um cara que é vitorioso, um cara que se dedica, um cara que tem resultado, não pode ter treinamentos ruins. Se você vê um time jogando, ganhando. Eu acho que não vai por aí a crítica.
Ele é um excelente treinador, sim. E o diferencial que o Vanderlei tem obviamente é domínio de grupo, né? O Vanderlei, ele sabe administrar, sabe tirar e extrair o melhor de um jogador de futebol. Uma coisa que eu admiro dele, do Vanderlei, que chegava um jogador, por exemplo, no elenco e ele tava muito abaixo, sem confiança, E ele conseguia resgatar aquele jogador, trazer para o elenco e que ele possa ser titular em pouco tempo.
Então isso é uma virtude que um treinador tem que ter, além de ser um cara que taticamente ele tinha a visão dele muito aberta. Começava o jogo, em 5 minutos ele conseguia já administrar, ver, mexer um jogador aqui, trazer. Ele conseguia ter uma leitura de futebol muito, muito além do normal dos outros. E é isso que eu vi. Além do comando que ele tinha muito forte. Obviamente que tem desentendimentos do jogo com vários atletas, mas é do futebol, acontece. Todo mundo ali tá a mil por hora.
Ele não conseguiu administrar aquele grupo que tinha muito cara cascudo e muito cara— tinha um jovem surgindo ali, o Alex Telles também é desse grupo do Grêmio também, ele surgindo nesse time. Ele não conseguiu administrar todos vocês ali? Já era um Vanderlei num outro momento, talvez? Não, o cara era muito, que ele tinha muito cascudo, a briga, tu e do Barcos ali para jogar ali, enfim, tudo. É, não era fácil para escalar esse time.
É, não era, não era fácil para ele nem para nós jogadores, mas assim, não foi por falta de liderança ou por falta de não ser um grande profissional. Acho que foi porque não deu liga mesmo, entendeu? Começaram a trazer muitos jogadores que acabou dificultando até para ele, né, escalar o time depois. Porque tinha 3 jogadores no ataque, 4 no ataque, 4 meia, 4 volante. Fica difícil de você escalar um time que os outros só dá para botar 11, só dá para colocar 11.
Então eu acho que foi por aí mais ou menos que aconteceu a falta de planejamento. É essa falta de planejamento, de gestão, que eu falo que é importantíssimo os times terem para que coisas assim não aconteçam. A gente, como eu falo, hoje eu vejo o Grêmio e o Inter passando por esse momento difícil que estão passando, e eu não quero falar que é só a gestão que tá errada. Quando acontece isso, acontece no geral, é todo mundo que tem que estar envolvido, todo mundo que trabalha para os times tem que estar envolvido nisso e tem que achar uma solução para que isso não venha acontecer.
Tu falou que tu tá indo para, né, pra carreira de treinador e tal. E tu falou agora uma coisa ali de questão de grupo, né? E isso eu fico pensando muito assim com relação a vocês que são jogadores, e o teu caso mesmo até depois quero te perguntar sobre essa questão dos estrangeiros no Brasil. Mas cara, vocês saem às vezes de um país, vai pra outro país, tu chega, não conhece ninguém assim. E eu fico imaginando que, pô, às vezes não é tão fácil tu ser recebido por um grupo de 20, 30 bonecos lá que os cara não te conhecem, né, velho?
Pra tu te adaptar e chegar jogando. Tem uns cara que parece que também eles chegam e sai jogando, né? Mas essa questão de gestão de grupo, tu acha que isso é o essencial mesmo do sucesso de um treinador e de um time, de um grupo no caso?
Cara, ser gestor de um grupo, ele é muito importante, né?
É difícil, né?
Não é fácil agradar 35 jogadores a que eles queiram pensar igual você. Não é fácil. E muito mais se eles não jogam todos os jogos titulares, né? Todo mundo quer jogar. Então eu acho que tentar ser o mais correto possível, que o grupo entenda isso, que você é um cara correto, que você não vai mentir para o atleta, entendeu? Então eu acho que se você mentiu uma vez, irmão, não mente mais, porque na próxima os cara não vai acreditar em você.
Porque tu sabe, Marcelo, a gente, desculpa te interromper, que assim, a gente como torcedor, cara, às vezes a gente vê jogadores que são colocados em determinadas partidas, que entram ali de repente no segundo tempo e tal, e para nós torcedores parece que aquele jogador entrou e ele deu um resultado melhor do que o que tá sendo escalado. Aí no jogo seguinte ele não volta, sabe? Eu, para mim como torcedor, eu fico louco com isso.
Dá sequência para o cara, sabe? E os treinadores parece que os caras não querem dar sequência, querem mudar alguma coisa, tem medo de mudar.
É, hoje em dia eu vejo pelas redes sociais, eu vejo pelas notícias que empresário manda mais do que o treinador, né? Mas não sei de fato se é verdade, né? Você fez uma pergunta que é muito óbvia: por que que não joga o melhor, né? Então será que tem alguma coisa que tá limitando esse treinador ou o clube a que esse jogador, o outro jogador, tenha que jogar? Pode ser que aconteça, eu não sei, não tenho a verdade.
Mas o jogador sabe disso aí também, né? O vestiário sabe também, né? Pô, pera aí, esse cara não tá merecendo, não tá fazendo merecer para ser o titular agora, essa coisa assim.
Por isso que você tem que saber falar a verdade para o teu grupo. O grupo tem que comprar a tua ideia, porque se você fez uma, fez duas, o pessoal mesmo tá enxergando, tá vendo. Ninguém é cego no futebol, todo mundo é malandro, todo mundo é esperto, todo mundo faz aquilo por muitos anos, então sabe quem é de verdade, entendeu? Então gerir um grupo é difícil, mas se você for com a verdade, for simples, tentar mostrar o teu trabalho.
Bom, eu quero que vocês façam isso, conversar um por um, conversa, você entendeu? Tipo, o que que eu quero, como que eu quero jogar, como que, como que eu quero montar o meu elenco de acordo ao rival que eu vou ter. Vai jogar quem tiver melhor, e tem que ser assim, tem que jogar quem tiver melhor. Por exemplo, eu tava no Cruzeiro, cara, melhor ano da história. Tá, do Cruzeiro, melhor time, ganhamos tudo, campeão brasileiro, campeão mineiro.
Eu arrebentei nesse ano, tá, como todos os meus companheiros também. Só que a gente tinha 2 times para jogar, todos eram craques, todos. Mas quando você tava no banco, você sabia que você podia ser titular absoluto. E nessa época não tinha 5 substituições, eram 3 por posição, e eram 3, só entrava 3. Imagina, Então, que que é um grupo bom? Quando o treinador ou o grupo mesmo de jogadores experientes falam assim: não, vou deixar meu ego, a minha arrogância para o lado, eu vou ser humilde quando eu tiver aqui para o banco, sabendo que eu sou melhor.
É, mas mentalidade vencedora, né? Que é um esporte coletivo, né?
Exatamente.
O armáriozinho do vestiário, deixa o ego ali, cara, deixa, deixa para fora.
Ah, ele tem um carro melhor, não tem problema, é dele, é dele, ele conquistou. Ah, ele tem uma casa melhor, ele tem uma mansão melhor, porque futebol é assim. Os problemas a gente não enxerga agora porque não mostram, mas são além do que a gente pensa. E eu tô falando com propriedade porque eu já vivi isso durante toda a minha carreira. E quando você deixar esses egos, essas arrogâncias para fora, e é um pouco mais humilde para enxergar que você pode ser um grande atleta, um grande ser humano, um grande profissional dentro de campo, deixando de lado muitas coisas, o resultado vem, entendeu? Muitas vezes ele vem.
O trabalho mental então é fundamental, né, para muito importante.
E ele falou antes ali esse lance que eu cobro direto aqui, cara, eu falo que cada vez menos a gente vê jogadores com vínculo com os clubes, com Inter e Grêmio. O Marcelo Moreno acabou de falar, cara, ele veio para cá muito pilhado pela Avalanche, cara. Então, ou seja, ele já tinha uma identificação antes de entrar no campo. Sabe? E isso aí faz diferença dentro do campo.
Eu peguei aqui só rapidamente, Diverio, os atacantes do Grêmio no ano de 2013 ali, quando a gente tava falando anteriormente, tá? Era tu, Hernán Barcos, Eduardo Vargas, Kleber Gladiador, André Lima, William Batoré, o William José, né? E Yuri Mamute.
Não, William José é um, não, são 2 Willians diferentes.
Tá certo, aquele que era do Avaí lá, aquele grandão.
Ele veio na barca dos Silas, confundi aqui.
Isso, William José, que foi do Real Madrid, campeão da Champions.
Então só isso é importante, campeão da Champions.
Informação. Não, e além disso, tava vendo a escalação de um dos jogos aqui, tu tinha na lateral direita o Pará e na lateral esquerda o Anderson Pico. Imagina o que que devia ser a conversa pré-jogo com o Pará de um lado e o Anderson Pico do outro.
Pará é muito, muito resenha, muito querido. Anderson Pico também, cara. O Anderson Pico tinha uma qualidade técnica técnica e de força assim extraordinária. E obviamente a gente era risada para tudo, qualquer canto dentro do vestiário.
Mas tem jogador de todo tipo, que eu ia te falar ainda, que pega na outra extrema do Pará e do Anderson Pico, do teu Zé Roberto.
Totalmente diferente, o cara sério, que o cara, um profissionalismo assim absurdo do Zé Roberto.
Vocês fazendo piada e ele fazendo abdominal.
E tu achou ele primeiro a chegar, cara? Zé Roberto, cara, de verdade, ele e o Dida, a gente chegava uma hora antes, ele já tava na academia. E a gente, caraca, mano, isso aí é um exemplo que a gente tem que pegar, entendeu? Tipo, e aí o jogo do Brasileirão não tava ainda.
E o Grêmio fala que não dá mais para o Zé Roberto, ele sai, ele vai para o Palmeiras, ganha campeão de novo.
Homem, 11:30 marcou o sinal, bola nas costas recebendo hoje Marcelo Moreno. A gente vai rapidão para o show do intervalo e volta em seguida com mais resenha, mais papo aqui Every game day you show up for your team.
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Aqui nas ondas da Atlântida, Atlântida, rádio das nossas vidas. 25 minutos para o meio-dia, a gente tá de volta com bola nas costas. Seja uma ótima entrada de semana para todos nós. Agradecer o carinho da audiência e também da conexão da galera na TLTV lá no YouTube curtindo em imagens. O Bola nas Costas e tu que também curte aí nas plataformas digitais, tem um recado para turma aqui. Faça sua pós-graduação com uma instituição que é referência na formação e no ensino do direito.
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Esse daqui é daqueles assim, ó, não tweete durante o jogo, tá? Mas o cara é jornalista, Pablo Manzotti o nome dele, jornalista argentino. Ontem, 18:21, 2 a 0 para o Racing, ele, ele tuita o seguinte: vá perdendo 2 a 0 e os câmbios que mete como variante para dar luveta são Villa e Valencia, 2 jogadores que nem deveria haver comprado. Esse é o ex-boca.
Marcelo Moreno, que tal o espanhol do Lelê?
Eu entendi, então já valeu.
Já, portunhol, né?
Deixa eu fazer uma pergunta, já que eu sou colorado, por mais que seja um ídolo do Grêmio. Teve uma época que disseram que o Inter te sondou. O que que tinha de verdade nisso aí?
Era verdade, era verdade.
E por que que não deu?
Tá tudo certo. Eu me lembro que eu tava na China, Rodrigo Caetano, eu acho que era o diretor de futebol aqui do Inter, e a gente conversou, meu empresário veio para cá, a gente teve uma muito perto de fechar, realmente foi uma coisa que por detalhes do meu time da China que não me liberaram, estavam pedindo um dinheiro um pouco alto assim para que a gente não fechou. A gente pensou assim que a torcida do Inter não ia me aceitar por ter jogado no Grêmio, porque eu entendo a rivalidade que aqui no Sul tem.
E a gente já tá meio puto contigo e o Adas aqui, se tu joga no Inter. A real é essa, não vai ficar tão legal aqui de vez em quando. Ah, que legal, o Moreno jogou no Inter, foda-se.
Mas assim, nunca fui um jogador que criou polêmica ou que ofendeu nunca nenhum torcedor, jogador assim, sempre respeitei em campo, né?
Oi, não, É isso aí, não pode ter polêmica. Se jogar nos dois lados, não tem. Eu vou te falar a real, tá? Quando o Roger treinou o Inter, eu acho que eu fui um dos gremistas que não pegou uma pilha tão grande.
Eu também não.
Acho que aí o Alisson não pegou. Todo mundo, cara, eu te coloco 10 técnicos aqui que treinaram o Grêmio e Inter. O Espinosa é um, treinou os dois.
E faz parte de ser profissional também, né? Obviamente que se você fez alguma coisa, não sei, tem uma polêmica muito forte, que os torcedores do Inter não permitam que você vá para esse clube, aí sim. Mas no meu caso não existiu também, acho, era tranquilo, porque eu sempre tratei de cuidar muito isso dentro de campo, sempre só fiz o meu trabalho como tinha que ser feito, nunca—
O Juliano jogou no Grêmio depois ali, o Juliano tá no 5x0 no Grenal e ele é campeão da América pelo Inter, ele tá tudo tranquilo dos dois lados.
Não tá muito tranquilo, não tá tranquilo, porque eu acho que ele perde um pouco da identificação.
Sério, cara?
Claro, ele era o campeão da Libertadores com o Inter, ele vai para o Grêmio tendo oportunidade de voltar para o Inter.
A torcida do Inter não— diz que não foi ele, foi Deus.
E que o Edinho roubou a cena para ele, né? Ele roubou todo protagonismo.
Estão tentando fazer uma reaproximação do Edinho com a torcida do Inter, mas vai ser difícil.
Mas eu entendo o que você fala, a identificação, quando você vira um ídolo, quando você vira um personagem importante dentro da história de um clube, obviamente que muda. A gente pode falar do Renato ou pode falar do Alessandro, por exemplo.
Por exemplo, tu jogaria no Atlético?
Aí muda. Eu já tive proposta do Atlético milionária na época do Ronaldinho, quando ele foi para lá, e e não. E eu me lembro assim diretamente que eu falei com o presidente, que era o Kalil. Sempre fui educado com minhas coisas. Meu cara, me desculpa, mas eu sou cruzeiro. Tipo, não quis ofender ninguém. E eu acho que eu não me permito jogar aí por tudo que eu vivenciei no Cruzeiro.
E ganhar Libertadores, aquele time da Libertadores, 13, né?
Isso, imagina.
Ronaldinho foi para lá para isso, né? Para poder, para poder ganhar título. Títulos e montaram um bom elenco, eles foram campeões, iam me pagar super bem, muito melhor do que eu tava ganhando antes. Só que, cara, muitas vezes por respeito e saber que eu não ia poder caminhar em Belo Horizonte, porque de fato eu não ia poder fazer nada em Belo Horizonte, porque eu ia ter duas torcidas que iam estar, uma querendo que eu mostre resultado, né, outra que ia soltar tua mão, outra que ia ficar brava, claro, comigo, por decisão que eu tomei.
Então é a mesma coisa aqui. De fato, eu acho que se o D'Alessandro— imagina D'Alessandro tendo oportunidade de jogar no Grêmio, impossível.
Não tem como.
O Sobs contou isso pra gente, que foi procurado e optou por não vir.
Muito difícil. E o Renato, não tem como. Impossível. Eu acho que impossível por causa disso, pela idolatria que eles criaram dentro de um clube de futebol.
Agora ele jogar Né, não tem como.
Semana passada, Marcelo Moreno, a gente falou aqui sobre um detalhe, sobre uma nova norma, né, agora do futebol brasileiro, que gerou um debate intenso aqui nesse programa sobre a limitação do número de estrangeiros no futebol brasileiro. Queria saber tua opinião sobre isso.
Acho importante.
Tu acha importante?
Eu acho importante.
Bom ter a limitação?
Eu acho bom ter a limitação de estrangeiros não só de jogadores, mas também de treinadores, né? Eu acho que é uma, é uma forma de você dar oportunidades para os jogadores nacionais, né, a mostrar o seu trabalho. Talvez seja um fator muito importante da gente, da gente assim, o Brasil tá dando uma oportunidade para jogadores do Uruguai, da Argentina, que são titulares nessas seleções e que eles estão tirando uma vaga de um jogador brasileiro que poderia estar brigando também se ele fosse titular na seleção brasileira, mas ele perde esse espaço para um estrangeiro.
Então a gente tem que dar mais oportunidade para os jogadores brasileiros, porque no Brasil, cara, tem muita qualidade, tem muita qualidade de futebol. Aqui a gente tem grandes jogadores que muitas vezes perdem espaço, obviamente, para jogadores que vêm de fora. Eu acho que não precisa ser tanto jogadores estrangeiros, dá para dar uma baixada e também limitar alguns treinadores de fora para que o nacional possa ter oportunidade de mostrar o seu trabalho.
Hoje você vê o Campeonato Brasileiro, tem poucos treinadores brasileiros e tem bastante treinadores bons que estão desempregados, por exemplo, e que querem aquela oportunidade.
Então, mas por que que nas principais ligas a gente não tem isso? Sei lá, na Premier League não tem só técnico inglês. Na Espanha não tem só técnico espanhol. Por que que no Brasil tem, a gente tem que pensar diferente nesse limitar, limitar, não deixar de 20 times, 15 times tendo treinador estrangeiro?
Eu acho que é uma, é uma forma de você valorizar o trabalho dos brasileiros, é uma forma de você dar oportunidade de capacitar um treinador brasileiro que futuramente pode ser treinador de uma seleção brasileira, que tem cultura que é diferente. Eles podem ter, levar um treinador europeu e que lá tudo é igual, é uma cultura só. Aqui não, Brasil é diferente do mundo inteiro. Brasil tem uma cultura que é diferente, que Ancelotti, por exemplo, ele vai vir aqui, vai ter que se adaptar ao futebol brasileiro, a mentalidade das pessoas, dos jogadores. Não é fácil para ele poder entender como pensa.
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O Neymar, como pensa o Vini, por que que ele usa a calça lá para baixo, por que que ele gosta de picanha na semana de um jogo sendo que o europeu come certinho. Tipo, um monte de situações que o treinador europeu vai ter que se adaptar. No final das contas, futebol é um, é universal, só que a cultura ela fala mais. Então preparar um treinador nacional para ser o próximo treinador da seleção, é importante limitar só. Não quer dizer vamos tirar todos, não é proibir, é limitar. É só limitar.
É que eu acho que teve uma surfada de onda assim, cara, que é isso, foi o efeito Jorge Jesus assim, sabe? Olha, ele veio para cá, ele pegou o futebol brasileiro e sul-americano, envelopou, botou no bolso e pegou para ele. E aí ele foi embora, e aí ficou aquela imagem tipo, uou, o cara veio aqui bateu na cara de todo mundo e mostrou como é que é. Aí, que que a gente fez? Aquela coisa meio de João Cadela, né? Vamos lá na fonte ver se tem mais coisas.
Aí, na mesma época, surge o Abel Ferreira, que tá até hoje fazendo um grande trabalho. Aí todo mundo pensou, opa, tem alguma coisa lá, vamos tentar. E, cara, na boa, acho que se pegar, são poucos os clubes que não surfaram essa onda do futebol português, principalmente, né? Aqui o Grêmio surfou essa onda, mas O Grêmio também tentou com treinador sul-americano, o Internacional teve uma sequência também de nomes, né?
Agora também é, então ele veio para o Grêmio e não, cara, não deixou nada, deixou muita coisa.
E o Jorge Jesus, ontem eu vi boa parte do jogo, né, cara? Portugal ganha da Noruega com ele, ele o treinador, e o Cristiano Ronaldo no banco.
O Flamengo não traz auxiliar técnico do Mengão?
É isso, e tu lembra o primeiro jogo dele no Brasileirão? Ele toma 3 do Atlético Goianiense. Aí a música no Clube do Esporte era: o que que eu sou sem Jesus? Nada, nada.
Tem o Coudet também que veio.
Claro, Coudet, Cacique Medina, Miguel Angel Ramírez.
Vamos ser justos, o Arthur Jorge, um baita trabalho no Botafogo, né?
Foi campeão da América, campeão, tá no Cruzeiro, né?
Sim, tá no Cruzeiro agora.
Mas esse é bom também, tem que ser num time, pegamos errado, um time assim já, ó, formado, um time consolidado, que tem investimento, né? Porque se você, você falar, se você parar para ver Flamengo, Palmeiras e Botafogo, quando investiu mais em trazer jogadores top do mundo todo para poder ter um grupo forte e competitivo, nesses três você me mostrou resultado. E os outros, né? E os outros estrangeiros ganharam alguma coisa? Alguma coisa, né?
Mostraram um bom trabalho, sim, mas ganharam alguma coisa? Para ser melhor tem que ganhar, né? Para te deixar consolidado em um lugar. Então, se eu te fazer uma pergunta agora: vocês vão gostar que venham jornalistas estrangeiros pegar o lugar de vocês aqui? Vai limitar o trabalho de vocês também, é diferente. Então tem que dar oportunidade, tem, mas dá uma, dá uma segurada aí, entendeu? Porque aqui tem muitos profissionais importantes dentro do Brasil?
Faz um bom tempo assim, eu tava tentando fazer um exercício mental no primeiro bloco assim, pô, a gente teve uma leva ali atrás, né, capitaneada, vamos dizer assim, pelo Fernando Diniz, né, de novos técnicos campeões e tal. Um pouco mais para trás, o Rogério Ceni e tal. A gente não tem um cara de uma nova geração agora surgindo com esse perfil assim, né? Ou é uma viagem minha assim?
Um cara que seja meio inovador, com possibilidade de títulos, um bom trabalho no no Mirassol, né, que levou o Mirassol, que é o Rafael Guanais. Já tinha visto eles. Fui pesquisar sobre o Eduardo Batista agora, quando ele assinou com o Inter, e tinha umas quantas matérias que eles vão tudo se substituindo, essa galera toda da nova geração aí. Tipo, entrou o Humberto Louser agora no Criciúma, ele, o Eduardo Batista, que é um pouco mais velho, o Guanais, o do Maurício Barbieri. Um pouquinho mais velho, né?
Ele era da turma do Diniz, cara. Deve ter, é, ele Não sei se ele tem 50, mas é a idade, mas eu digo assim contemporânea, já pode botar nessa turma aí, né?
Então, mas falta realmente, falta campeonato. É que tá ganhando sempre o mesmo, né? Esse que é o lance, os times que estão ganhando são sempre os mesmos. O Abel Ferreira ganha no mínimo ou quase sempre uma por ano, aí ganha o Dorival Júnior, que ganhou no São Paulo, ganhou no Flamengo a Copa do Brasil, ganha o técnico que tem o Flamengo normalmente também, quase Como foi? Foi o Rogério Ceni no ano, no ano passado o campeão do Flamengo foi o Felipe Luiz. Acho que Felipe Luiz talvez seja o maior expoente dessa geração aí.
Acho que esse é o que a gente vê lá na frente na seleção, talvez.
Que aliás tá liderando o Campeonato Francês, não tá? Pelo menos tava.
Tava, pelo menos. Não me lembro se continua, mas ele é um—
E como é importante ressaltar isso, um ex-jogador jovem.
Muito jovem. Estudioso.
Que entende futebol, tem uma leitura tática muito importante. E o que você falou no início, ele tem um vestiário, ele tem como, ele tem como liderar um vestiário, que isso é muito importante.
Então ele começou a treinar os colegas dele.
Claro, se a gente parar para analisar, é importante a gente trazer para esse lado de treinador de futebol os ex-jogadores. Você sabe de futebol, pô, você tem mestrado do futebol, você trabalhou 20 anos, você entende o que que é um posicionamento tático, uma pressão alta, média, baixa. Você sabe que, ó, como que tem que marcar, tipo perfis e um monte de coisa. Então isso é importante, trazer os ex-jogadores. E foi o que fez a Argentina. Argentina, a comissão deles, todos são ex-jogadores, e é um treinador novo.
Então a Copa do Mundo da geração 2002, vai contrato mais uma vez agora.
Ganhou uma, foi vice da outra, tava negociando essa semana.
Bom treinador, hein?
Pô, a geração 2002 do Brasil, campeã do mundo, só o Rogério Ceni é treinador.
Pois é, e eu queria pegar como gancho essa coisa de treinador. Quem é o cara mais inteligente que tu trabalhou num vestiário e que tu diria, esse aqui seria um grande treinador?
Vou me inspirar nesse, cara.
Tem vários que têm talentos para poder ser treinador. Ou pode ser um assistente técnico ali, um auxiliar. Por exemplo, um cara que eu admiro muito é o Zé Roberto, Gilberto Silva.
É, o Gilberto Silva é diferente, né?
São caras que tive o privilégio de estar junto e que eu sei que tem uma liderança importante, só que eles querem outras coisas. Então, e tá tudo certo, mas a gente tem que dar mais oportunidade. Para esses treinadores. Porque se você vê, não tem oportunidade para o treinador brasileiro, porque tem outros que estão tirando aquele lugar. Tem vários ex-jogadores que estão querendo trabalhar e não dão essa confiança para eles. Tem vários.
Agora, quando começarem a dar essa confiança para esses treinadores que são ex-jogadores, as coisas vão acontecer. Pode apostar no que eu tô te falando, porque isso vai revolucionar o futebol brasileiro. Brasileiro. Tem que ser assim. O cara tem, o cara tem, estudou a vida inteira aquilo. O cara tem que, tem que ter a oportunidade de poder mostrar o seu trabalho.
Faltam 2 minutinhos, menos de 2 minutinhos para a gente ter que entregar o programa em função do horário eleitoral. Deixa eu assinar aqui o nosso Abraço de Gol, ó, para a gente chegar junto. Ele tem pinta de gol, ele tem jeito de gol. É Abraço de Gol, inacreditável! Abraço de Gol tem um oferecimento de Cervejaria Salva, a melhor cervejaria do Brasil. E já vamos colocar aqui junto a turma do Lance Polêmico, claro, para RR Fit. Conheça projetos reais, lançamentos e dicas para montar tua academia em @rrfit_eqipamentos.
Deixa o Capitão Daniel, abraço de novo, porque tem uma galera nos ouvindo em Santiago. A cidade foi praticamente devastada pelos temporais, tem 8 mil desabrigados. Muitos amigos nossos nos mandaram, então eu tô pedindo para todo mundo ir lá no @prefeituradesantiago @prefeituradesantiago é o Pix oficial da prefeitura que tá reunindo recursos para ajudar. Cara, são quase 10 mil pessoas fora de casa numa cidade que nos escuta muito.
Então a galera de Santiago fica o nosso abraço, nossa solidariedade. Você que quer ajudar, @prefeituradesantiago.
Boa! Mais alguém, gurizada? Boa, Moreno, muito obrigado pelo carinho da tua presença aí, da tua parceria. Sempre bom te ver. Moreno é um cara que não envelhece, né, velho?
Aí, ó, daqui a pouco.
Valeu, velho, obrigado pela presença aí. Tamo junto, tá bom?
Prazer estar aqui com vocês, tá?
Valeu. Bola nas Costas tá indo nessa e volta amanhã a partir das 11 aqui na Atlântida.
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