O que NINGUÉM te conta sobre BARRIGA DE ALUGUEL - Keyla Costa #164
🎯 Clique aqui para entrar na nossa comunidade:https://pay.hub.la/qZtiTSvJtVlNtbWDp3bNMuitas mulheres enfrentam a impossibilidade biológica de gestar, mas poucos conhecem os caminhos reais para contornar esse luto. Keyla Costa revela os detalhes de um processo que ainda é tabu no Brasil.👩⚕️ SOBRE A CONVIDADA:Keyla Costahttps://www.instagram.com/emerenciane/📲 Siga o ETP no Instagram:https://www.instagram.com/elastempoderpodcast/📲 ETP STUDIO/ ELAS TÊM PODER - CONTATO+ 55 (86) 98816-6345 - https://wa.me/+5586988166345Email: etpstudiocontato@gmail.com🤝 APOIO:Art Farmahttps://www.instagram.com/artfarmathe/💬 Deixe nos comentários: Qual assunto mais te interessou? Você já faz acompanhamento integrativo?
- Barriga de Aluguel na UcrâniaDiferenças entre barriga de aluguel e solidária no Brasil · Processo legal e clínico na Ucrânia · Viagem para Kiev em meio à guerra · Tentativas de fertilização e nascimento de Micaela · Encontro com a barriga de aluguel
- Luto pela impossibilidade de gestarPerda do útero após cirurgia de mioma · Impacto emocional da notícia · Fortalecimento do relacionamento com o parceiro
- Presença maternaVínculo de amor e conexão espiritual com a filha · Primeiros cuidados com o bebê · A importância de não desistir dos sonhos
- O papel da fé e da coragemOração a São Miguel Arcanjo como guia · Perseverança diante dos desafios da guerra · Confiança em Deus para a realização dos sonhos
- Desafios culturais e legais no BrasilBarriga de aluguel não é legalizada no Brasil · Cultura e o 'jeitinho brasileiro' como barreiras · Percepção da barriga de aluguel como ajuda mútua
- Adoção como alternativaPesquisa sobre o procedimento e fila de espera · Dificuldades e tempo de espera no Brasil
- Apoio de marcas parceirasIsar BMW e a experiência de test drive · Art Farma e seus produtos · Ateliê Ana Lobão e joias simbólicas
Existem vários caminhos pra você ser mãe. E aí não é porque ela não tava no meu ventre e eu não fui a mãe dela. Que eu não sou a mãe dela. Eu sou a mãe da Micaela. A Micaela nasceu do meu coração. E se tivesse alguém aqui agora assistindo, né? Que tá nessa situação de que não consegue engravidar. A adoção também é uma via também, é uma possibilidade. Mas se essa pessoa quiser pelo menos pensar nessa possibilidade, o que você diria?
Eu vi a pessoa que carregou minha filha por nove meses. Eu vi quem era. Você percebe aí o cuidado que a clínica teve com a pessoa que ela escolheu para carregar a criança por nove meses. O que você faria se descobrisse que não pode gerar um filho? Você aceitaria esse destino ou teria coragem de desafiar tudo até o que parece impossível para viver esse sonho?
Hoje, no nosso especial de Dia das Mães, você vai conhecer a história de uma mulher que não aceitou o não como ponto final. Ela transformou dor em decisão, incerteza em movimento e fé em direção. No final de 2021, ela atravessou o mundo rumo a Kiev, na Ucrânia, carregando um sonho que já tinha sido interrompido uma vez.
Mas o que ela não imaginava é que poucos meses depois, em 2022, aquele país entraria em guerra com a Rússia. E de repente, esse sonho de ser mãe passou a existir em meio ao caos. Mesmo assim, ela continuou.
Entre tentativas, medo, distância e entrega, ela escolheu não desistir. E foi assim que em 2024 o sonho ganhou nome, rosto e vida. Micaela, hoje com dois anos de idade. E já com uma história poderosa para contar.
Esse episódio não é só sobre maternidade. É sobre fé quando tudo desmorona, sobre coragem quando o caminho assusta e sobre o poder de continuar mesmo sem garantias. Respira fundo porque essa história vai te impactar profundamente.
aproveita e já compartilha esse episódio com outra mulher que quer muito ser mãe ou que já é mãe e gosta de ouvir histórias inspiradoras de fé e coragem com a nossa convidada, Keila Costa. Seja muito bem-vinda, Keila, ao Elas Tem Poder. Obrigada, foi muito bom estar aqui e poder contar para as outras pessoas essa história maravilhosa, né? Uma história de fé.
E do agir de Deus no nosso amor. Ele via o amor que a gente tinha e que a gente queria ter muito, ter um filho. E ele abriu todas as portas, todos os caminhos pra gente chegar lá. Maravilha. E eu acompanhei também muito, né? Porque conheço aí vocês e realmente é muito interessante. E eu queria te perguntar, iniciar essa nossa conversa, te fazendo a seguinte pergunta. Porque...
Essa opção, né? Como foi que surgiu essa ideia de vocês terem uma filha através da barriga de aluguel, né? É. Então, conta pra gente como é que tudo...
começou a surgir aí na cabeça de vocês? Desde que eu soube que eu não poderia ter filhos, mas o sonho continuava dentro de mim. A vontade de ter uma filha ou um filho. E aí, nunca morreu. E a gente já estava pensando em várias opções. E uma das opções era a adoção. A gente já tinha procurado uma conselheira tutelar para saber qual seria o procedimento para entrar na fila de espera.
mas até então a gente não tinha tomado nenhuma iniciativa, só mesmo aquela vontade de ser mãe. E aí um dia, meu marido foi... Ele sempre faz orações para o Arcanjo Miguel. E ele foi dormir. No outro dia, era o domingo de Dia dos Pais. Ele acordou e quando ele abriu o celular, ele viu uma matéria da Camila Pavão.
querendo ir para a Ucrânia, para Kiev, para pegar a filha dela que tinha nascido de barriga de aluguel. E também era a primeira filha? Era a primeira filha dela. Ela também não podia gerar filhos, não podia ter filhos. E aí a gente foi atrás e pesquisar. E viu que esse também seria um caminho para a gente.
Porque a Ucrânia é legalizado, né? Aqui no Brasil, essa opção não existe de barriga de aluguel. Aqui no Brasil, o que existe é a barriga solidária. E como é? Qual é a diferença de uma para a outra? A barriga solidária não envolve dinheiro. Tem que ser um parente de até quarto grau para poder gerar. E tem que ter aprovação do CRM.
Já a barriga de aluguel é uma outra pessoa que vai gerar e envolve dinheiro. Sim, e é totalmente legal lá nesse país. Lá na Ucrânia é totalmente legalizado. Não só lá, como tem outros países também que tem uma legislação que aprova. Então, lá é totalmente legalizado. Tem a clínica que a gente escolheu. Tem todo um aparato médico psicológico para essa mulher que vai gestar.
E pra gente também. Muito legal. Kelly, eu quero já te pedir aqui licença e falar pra você que tá aqui assistindo, que continue com a gente, porque essa história é muito interessante. Mas eu quero, agora, aproveitar pra agradecer a nossa marca parceira, a Isar BMW, por estar com a gente aqui no Elas Têm Poder, por proporcionar que a gente possa trazer histórias inspiradoras como essa que a gente tá contando aqui hoje.
para que, enfim, outras mulheres possam ser ajudadas e inspiradas por essas histórias. Então, se você quer viver sua experiência BMW, basta apontar a câmera do celular para o QR Code que aparece na tela e você pode aí marcar o seu test drive, que com certeza você vai gostar muito dessa experiência. Mas vamos agora aqui voltar para a história da Micaela, né? E de vocês, lógico. Então, assim, quando você soube...
Que não poderia gerar um filho, né? De uma certa forma, eu acredito que seja como um luto. Sim, muito a dor. Então, pra você como mulher, nesse momento que você recebeu essa notícia...
Como é que foi? Como é que você lidou? Qual foi o primeiro pensamento que veio? Enfim, já tava casada ou não tava? Não, não tava casada. E aí eu fiz uma cirurgia, tive que fazer uma cirurgia urgente pra tirar o útero. Eu deixei os meus ovários, mas perdi o útero. Eu tinha um mioma e aí meu estado já tava bem avançado e tinha que fazer a cirurgia. Não podia ficar com ela. Então, assim...
Quando eu acordei da cirurgia, que o médico falou, olha, você perdeu o útero, não poderá mais gestar um filho. Eu chorei horrores. Foi muito triste, né? Porque, assim, eu acredito que toda mulher, por mais que naquele momento, hoje ela não queira, mas em algum momento da vida, ela vai querer ter um filho. E, de uma certa forma, é bem impactante, né? Você saber que você nem tem escolha mais, né? Você não vai poder ir pronto, né?
Então, acredito. E no relacionamento, isso chegou a, enfim, a balançar, né? E aí foi uma das coisas que mais fortaleceu ainda mais a gente, porque ele disse, não, vamos lá, vamos atrás de alternativas. Vamos congelar os óvulos, vamos tentar alguma coisa, né? Mas aí foi onde a gente foi estudar, e aí viu que barriga aqui de aluguel não era possível, só barriga solidária.
E ainda tem um detalhe, a pessoa que vai aqui no Brasil ser sua barriga, ela já tem que ter gerado pelo menos um filho. Então, é ainda mais complicado. E aí, eu não tenho irmã, né? Pra achar uma pessoa que queira, minha mãe não tem mais útero. Sim.
E achar uma pessoa que quisesse fazer isso da família é bem difícil. E como você vai chegar pra uma pessoa e pedir, né? É bem complicado. Então, ali, esse caminho a gente descartou. E aí, o que ficou pra gente era o da adoção.
Vocês chegaram a tentar alguma coisa? Não. Não, eu cheguei a falar com uma conselheira tutelar sobre isso e quais seriam os caminhos pra chegar lá, né? Pra entrar na lista. Mas é uma lista muito grande e demora muito pra conseguir. Certo. E quando vocês, como é que foi que surgiu? Você disse que ele viu, né? O Joselito viu.
essa mulher falando de barriga de aluguel. E tem uma história antes que você contou, de que na noite anterior ele fez uma oração, né? Na noite anterior ele fez uma oração pra São Miguel Arcanjo. E aí, quando ele acordou, e foi olhar o celular, normal, naturalmente, de manhã, e ele viu a matéria dessa mulher querendo ir pra Kiev, na Ucrânia, porque ela tinha gerado um filho de barriga de aluguel lá, e tava tentando ir pra lá, não tava conseguindo por conta da pandemia.
E aí a gente foi pesquisar, né? Mano, peraí, que possibilidade é essa? Que caminho é esse, né? E aí a gente foi pesquisar, ver qual era a clínica, quais eram as clínicas, né? Em que países poderia fazer isso? Quais as legislações? Aí a gente foi pesquisar e aí viu que o melhor era essa, né? Que é a Biotex na Ucrânia, em Kiev.
E aí, a gente entrou em contato com eles. Tinha uma pessoa aqui no Brasil. Na verdade, eram duas pessoas. A gente entrou em contato com as duas. E só uma retornou de imediato pra gente na hora. E aí, a gente conversou com ela. E incrível, ela era de Parnaíba. Olha aí, bem aqui de perto da gente. Ela mora em São Paulo, mas ela nasceu em Parnaíba. E aí, ela começou a conversar com a gente. Contar que ela tem uma filha também. E aí, ela contou todo o processo, como funcionava.
E se a gente quisesse, ela dava o contato da clínica pra gente entrar e começar a conversar. E aí a gente aceitou. Certo. Então, assim, nesse momento, vocês...
entenderam assim, não, deve ser um sinal, né? Aqui do Arcanjo Miguel mandando pra gente. A gente entendeu que era um caminho que Deus estava colocando pra gente, pra gente conseguir realizar o nosso sonho, né? Ele mostrou um caminho. E aí eu acredito muito nisso, né? Que pra gente realizar os nossos sonhos não é, assim, uma coisa de...
Ah, eu quero e vou pedir a Deus e ele vai me dar de graça. Não é porque Deus vai dar que vai vir fácil. Eu acho que a gente tem que passar por uma luta, por um caminho pra poder conseguir realizar isso.
Verdade. E foi bem, né? Bem emocionante aí a história toda. Foi, foi. Então, aí vocês, enfim, entraram em contato e tal. E quando foi a primeira viagem pra lá e como foi essa viagem? O contato foi em agosto. Final de agosto a gente já começou a entrar em contato com a clínica. Em setembro a gente assinou o contrato com eles.
E em novembro a gente viajou. E aí foi uma aventura, porque foi a primeira viagem pro exterior, sem falar a língua deles, sem falar... É ucraniano, é? Ucraniano. É. E aí a gente sabia que tinha uma guerra, mas a gente achava que era uma guerra local, no interior, na fronteira da Ucrânia com a Rússia. Então a gente achava que essa guerra era ali. Que não ia chegar na capital, que era onde a gente estava.
Mas a gente foi em novembro, em fevereiro a guerra estourou. Então, a primeira vez vocês foram em novembro. Em novembro. Aí, conheceram a clínica, fizeram os exames e tudo. Aí, a gente foi, conheceu a clínica, tem todo um aparato, tanto de hospedagem, de alimentação, do tratamento médico, de locomoção, da onde a gente ia, né, pra parte que fazia os exames, que voltava, tudo, tudo, tudo.
Era pela clínica, pelo contrato que a gente tinha assinado. E todo o aparato. Tinha um tradutor que ficava com a gente o tempo todo traduzindo pra orientar. E aí, foi. Uma aventura, né? Sim. Então, aí vocês voltaram. E aí, depois disso, ficou a expectativa.
Sim, aí a gente fez. Porque não é certeza, né? Que da primeira vez vai dar certo. Não, ficamos lá 15 dias. Ficamos 15 dias lá, onde eu fiz a estimulação, né? Recebi injeções. E o Joselito fazia a coleta dos espermas. E aí, depois desses 15 dias, a gente voltou e ficou aguardando eles dizerem quando que iria ser a primeira transferência. Tá. E pra escolher essa mãe de aluguel, como é? Assim, o...
Eles que escolhem, vocês não sabem nada. A gente não tem nenhum contato com a barriga de aluguel. O que a gente sabe é que é uma mulher que já tenha gerado um filho. E ela recebe um tratamento psicológico, onde ela já entra sabendo, entende, que ela não tem nenhuma ligação com esse bebê. Ela só vai gerar o bebê, não tem vínculo.
Nenhum com a criança. E pra que ela não crie um vínculo afetivo, ela tem todo um tratamento psicológico e um tratamento médico. Eles fazem antes um tratamento, um estudo. Ela tem que fazer um exame e mostrar que ela é sadia, que ela tem saúde. E aí eles fazem também um estudo da vida dela. Como ela fuma, ela bebe. O que é que essa mulher faz? Os hábitos dela.
Então, aí eles... Mas vocês dão alguma dica? Tipo assim, ah, eu quero uma pessoa... Não, não, nenhuma ligação. Que seja loura, que seja não sei o quê. Não. Não, porque é só a gestante. Ela só vai... Ela só vai carregar a criança. Entendi, entendi.
E aí, então, quando vocês fizeram... Mas existe a opção, porque no meu caso, os óvulos eram meus. Mas existe a opção de óvulo doado. É porque, assim, deixa eu colocar aqui como é o processo mesmo. Pra fazer na Ucrânia...
Um dos pares do casal tem que ter um problema. Não pode gerar um filho. Não pode ser simplesmente porque, ah, eu quero. Ele ou Joselito não queremos gerar, então vamos pra lá. Não.
Tem que ter um problema de saúde e que comprove que você não pode gerar o filho. Entendi. No meu caso, foi eu. Eu não podia gerar um filho. Então, eu fui fazer os exames e mostrei, mandei pra eles. Eles traduzem, né? Tem uma pessoa que faz a tradução. Traduzir os exames pra mostrar que eu não podia gerar uma criança. E aí, o Joselito fez também os exames pra mostrar que ele era sadio. Porque um dos dois tem que estar tudo ok. Sim. E aí, a gente foi.
Tá, e aí teve... São várias tentativas, assim, na hora de colocar esse óvulo? Na época, o nosso pacote, porque eu não sei se ainda tá do mesmo jeito, mas o nosso pacote eram tentativas infinitas. Eram tentativas infinitas. Se eu não me engano agora, parece que são dez tentativas. Mas na minha época, o pacote eram infinitas as tentativas.
Paga um valor e vai tentando até dar certo. E vai tentando até dar certo. Isso. E aí, no caso da Micaela, foram quantas tentativas? Micaela nasceu na quinta tentativa. Quinta, né? É. E aí, quando a gente chegou da Ucrânia, e aí você fica, né? É um caminho novo. Então, você tem certeza que no primeiro vai dar certo. Não, Deus está mostrando todo o caminho. Vai dar certo. Vai nascer no primeiro. Aí não foi.
E aí, quando vocês receberam essa primeira notícia? Aí, quando a gente recebeu o resultado negativo, muito triste. A gente fica, assim, arrasada. E se questiona, né? Meu Deus, será que deveria ter sido isso mesmo? E aí, a gente vai vendo. Vai pra segunda tentativa. Não, não vou desistir. Eu acredito que se ele mostrou o caminho, na hora certa, vai acontecer. E aí, isso lá, eles vão mudando. Se não deu certo com essa gestante...
Eles procuram uma outra mulher. E aí, eles vão tentando até acontecer. E aí, na quinta tentativa, Micaela nasceu.
Então, quando eles mandaram dizer, ó, deu certo, né? Tá tudo ok. Aí eles vão mandando pra vocês os exames, as coisas. Eles sempre vão comunicando tudo que vai acontecendo. Eles vão comunicando pra gente, né? Então, na primeira tentativa, eles dizem, ó, vamos fazer a primeira tentativa, né? Vamos fazer a ovulação e colocar na gestante. Aí eles falam, a transferência foi feita. Aí tem que esperar pra fazer o exame.
Aí a gente chegou a ter a primeira transferência e não deu ok, não teve resultado, não ficou grávida. Na segunda, ela ficou grávida, mas não teve batimentos quando foi fazer o ultrassom. Aí na terceira, do mesmo jeito. E na quarta, ela não ficou grávida. Aí na quinta, que é a Micaela, aí eles já mandaram. Foi feita a transferência, teve batimento cardíaco.
Aí, pronto, aí aguardar a próxima ultrassom. E aí, cada ultrassom que ela ia fazendo, todo mês, a gente recebia os batimentos cardíacos, via o tamanho, foto, como é que tava, a gente recebia tudo. Legal. E aí, a expectativa, né? E quando chegou a hora, né? De vocês irem buscar, né? Vamos lá, tá chegando quase no dia. Como era... ...
Vamos dizer, o que que aconteceu aí dentro de vocês, né? É um turbilhão de emoções, né? Você tem medo, mas aí você tem coragem ao mesmo tempo. Porque é sua filha que tá ali, que você tem que ir buscar, que tá esperando você. Sim, tem até aqui essa foto. Essa foto é quando vocês foram lá. A primeira vez. Da primeira vez, né? Isso. Isso já é lá em Kiev. Isso é em Kiev, quando a gente chegou lá a primeira vez. E era, tava muito gelada nessa época? Frio, muito frio. Tava nevando lá.
Muito frio. Sai do quente do Piauí e vai nele, né? Tem uma outra foto aí que eu acho interessante, que é essa do Arcanjo Miguel atrás, né? Essa foi quando a gente percebeu, descobriu que o Arcanjo Miguel, ele é padroeiro de Kiev.
Na Ucrânia, né? Então, assim... Uma coincidência, né? Era mostrando mais um caminho, mais uma coincidência, entre aspas, de que, olha, a gente tá aqui, Deus tá te orientando, tá mostrando o caminho, que o caminho que vocês escolheram tá correto. Eu achei interessante, porque você disse que o José Lito sonhou, né? Sonhou. E aí vocês foram pra lá sem saber. Ele fez oração pro Arcanjo Miguel. É, fez oração. E aí a gente foi pra lá sem saber.
Quando chegou, que a gente descobriu que o Arcanjo Miguel era padroeiro da cidade de Kiev. Olha aí. A gente achou impressionante, né? Uma coisa assim... E aí
Em todos os momentos a gente via o Arcanjo Miguel.
Legal. E aí tem a foto da Micaela quando nasceu, né? É. Ela tinha quanto tempo de nascida? Ela tinha uma semana. Quando vocês chegaram lá... Ela já tinha uma semana. Ela tinha uma semana. Ela tinha uma semana. Assim, a gente foi pra Europa, a gente tinha que chegar antes pela Europa pra poder conseguir entrar através da Polônia, né? A gente foi pra Polônia, pra Polônia conseguir entrar em Kiev, né?
E aí, quando a gente chegou na Europa, uma semana antes, a gente foi chegando na Europa e recebendo a notícia que a Micaela tinha nascido. Ela nasceu no dia que a gente chegou.
Eu costumo dizer que eu criei um vínculo de amor, um cordão umbilical de coração, de amor invisível com a Micaela. Então, eu conversava com ela. Toda noite eu conversava, perguntava como é que ela tava. Minha filha, eu tô aqui, tô esperando você. E aí, quando a gente chegou na Europa, ela nasceu. Foi a gente pisando lá na Europa.
E a gente recebendo a notícia, ó, Micaela nasceu. Olha aí, ela esperou os pais chegarem, né? Pra poder nascer. Ela esperou. E a previsão ainda era de... A previsão era pra ela nascer no dia 1º de março. E ela nasceu no dia 23 de fevereiro.
Olha aí. E aí, no caso, vocês ainda demoraram esse tempo pra chegar até ela. Pra chegar até ela. Por conta da situação da guerra. Isso. Porque aí a gente foi primeiro... Sim, aí vocês saíram. Vamos lá, deixa eu entender. Saíram daqui pra São Paulo. Isso. São Paulo pra onde? De São Paulo, a gente preferiu esperar na Itália. Porque a gente podia ficar em qualquer lugar da Europa, né? Mas a gente podia ir pra Polônia. E aí a gente preferiu, não, vamos ficar na Itália, que a gente aproveita pra conhecer. E aí a gente foi pra Itália.
Mas foi chegando lá... Aí ficaram quantos dias lá? A gente ficou uma semana, porque a gente tinha que esperar a carta, uma carta que eles iam mandar pra gente, dizendo que a gente já podia entrar em Kiev, né? Dizendo o que é que a gente ia fazer lá. Porque num país em guerra, como é que dois estrangeiros iriam entrar de boca sem dizer o que é que vão fazer, né? Então a gente esperou eles mandarem uma carta. É a clínica que manda essa carta.
Isso, a clínica mandou a carta explicando que a gente ia pra pegar a nossa filha.
Tá. Aí lá da Itália, vocês pegam um avião e vão pra onde? Aí de lá, a gente foi pra Polônia. Polônia. Isso. Aí da Polônia, a gente pegou um ônibus, a gente foi de ônibus. Tem a opção de ônibus ou de trem. E a gente escolheu o ônibus e a gente foi de ônibus pra Kiev. E foi uma aventura no meio de uma noite, né? Que eu me lembro. Então, explica aí como é que foi aí essa aventura, né? De pegar esse ônibus pra chegar lá.
Sem falar nada. Nada, nada, nada. Porque lá eles não falam... Algumas pessoas falam inglês. Mas a maioria é ucraniano. E mesmo que falasse, a gente não fala inglês. E você não ia entender, né? E atenção, porque... Muita atenção, porque a gente não sabia o que esperava a gente no caminho. Se a gente ia ver alguma coisa. Se ia explodir alguma coisa. Se tinha alguma... Mas aí, graças a Deus, a gente não viu nada. A gente foi de ônibus.
E a gente não viu nada. Mas o ônibus ia tranquilo, que nem normal? Tranquilo. Segue normal, aí tem uma parada na fronteira, onde a gente tem que descer, desce todo mundo, entra os cachorros pra verificar se não tem nada. Eles fazem a revista na gente, a gente passa por uma pessoa pra perguntar o que a gente vai fazer lá. Aí foi onde a gente mostrou a carta. E como era esse momento? Era no Google?
Ah, no Google Tradutor. E aí, na hora que a gente mostrou a carta, que ela olhou, aí ela, ah, tudo bem. Ela já sabia, né? Eu acho que já é tão normal pra eles, que ela sorriu, aí, ah, tudo bem. Aí entregou, e aí a gente... Meu Deus do céu. E aí foram pra lá... Mais um medo, né? É um medo grande, porque você não sabe o que pode acontecer. Mas eu digo muito, eles são pessoas que estavam passando por guerras, mas é um povo...
Muito educado. Muito, muito educado. Muito, eles são, como é que eu digo? Eles ajudam você. Eles procuravam perguntar, né? Entender o que a gente tava tentando falar.
E aí, eles davam todo um suporte ali. Tanto a clínica, que qualquer mensagem a gente mandava, quanto as pessoas ali ao redor. Você não via na cidade, nem quando a gente estava tentando entrar, as pessoas desesperadas, ou chorando, ou uma tentando tirar vantagem da outra. Isso a gente não viu em momento nenhum lá.
E aí, quando vocês chegaram na cidade, que chegaram nessa clínica, como é que foi esse momento? A emoção, o medo, tudo misturado. Como é que aconteceu lá? Quando eles receberam a gente, a gente foi primeiro pro hotel. Eles têm um hotel, eles têm todo um aparato. Aí a gente foi pro hotel, deixamos nossas coisas e aí foi ver a neném. A gente foi receber a neném.
Que, pra mim, foi a maior emoção do mundo. Pra mim, meu mundo parou aí. Sim, foi nesse momento aí. E aí você vê que valeu a pena. Iria de novo, atravessaria a guerra se tivesse, pra pegar ela novamente. E aí você esquece até que tá tendo guerra e que valeu a pena chegar lá. E vocês receberam essa criança?
E agora? Os dois num país estranho, né? Porque quando a gente tem filho... E os dois sem experiência no país estranho. Quando a gente tem filho aqui, né? Tem a mãe, tem uma irmã, tem alguém lá. Era só vocês dois. Só nós dois e vai com Deus. E como é que foi essa primeira noite? Foi de muita emoção, muita mesmo. Eu fiz aqui um...
Eu fiz antes, eu tive aulas, né, com a esposa do pediatra da Micaela. E aí, ela me ensinou a dar banho, a botar pra dormir, a trocar uma fralda. Porque eu não sabia nada. Sim, naqueles bonequinhos, né? É, isso. Como eu não tenho irmãos, aí ela pegou uma bonequinha. E aí, ela me ensinou a trocar a fralda. Aquele, tu vai fazer assim. Se ela tiver com o umbigo, tu vai limpar assim. Então, eu tive uns dois dias de aulas.
E aí, pronto. Meu Deus do céu. E aí, depois... É só Deus mesmo e a coragem. É Deus e coragem. E aí, morrendo de medo, e a gente pegou a Micaela. A primeira vez que ela fez cocô, pronto. Sujou tudo, tudo, tudo, tudo. Meu Deus do céu. E o Joselito? Eu e ele. Ajudava também. Nós dois. Ele teve sempre todos os momentos lá do lado. Sujou tudo. Aí, a gente lá vai, dá segura a ela, dá banho com todo cuidado, porque na Ucrânia...
Quando a neném nasce lá, a cultura deles, você não banha enquanto o umbigo não cair. Não pode dar banho na criança. Banhar mesmo com sabonete é com um mês. É só com água. É só com água. Só lavou o bumbum ali e pronto. Não podia dar banho nela enquanto o umbigo não caísse.
E aí, tu seguiu essa regra de lá? Segui. Segui porque... É, tinha que seguir porque se desse algum problema, né? E tava com eles lá, é. E aí, a gente podia deixar por duas horas, todos os dias, no berçário lá. Aí, a gente deixava ela lá no berçário, porque era o tempo da gente sair pra resolver a documentação dela. Aí, a gente deixava lá e saía.
Então, não podia descumprir uma regra deles, se ela ia ficar duas horas com eles e depois acontecesse alguma coisa. Com certeza. E aí, essa documentação para vocês voltarem, foi tranquila? Foi rápido? Foi tranquila, porque a clínica também cuida de tudo. A única coisa que a clínica não cuida é na Embaixada do Brasil, que aí lá a gente vai sozinhos. Mas não o cartório lá em Kiev, foi tudo com eles.
A gente foi pro cartório só pra assinar a documentação. A gente assinou e pronto. Saiu com a documentação toda ucraniana de lá. Isso demora quanto tempo? Assim, do dia que vocês chegaram? Foi uma semana, mais ou menos. Uma semana. E vocês ficaram lá o todo quantos dias? Nessa vez que vocês foram buscar ela? Quinze dias. Quinze dias. Então, ela já tinha um pouco mais de quinze dias de nascida, então? Tinha. Tinha uma semana quando a gente chegou. E a gente ficou quinze dias.
E aí, lá, vem voltando pra casa, né? E assim, lá era desesperador quando a sirene tocava. Sim. É mesmo porque tava na guerra. É, porque tava na guerra. E aí, quando a sirene toca, você tem que já deixar pronto o que você pode precisar usar, né? Leite, roupas, tudo você deixa separadinho. Na hora que a sirene toca, você pega, se veste, sai correndo e desce pro bunker.
E aí, aconteceu de vocês fazerem isso algumas vezes? Várias vezes. De madrugada tocava. Teve uma vez que de madrugada tocou e a gente não escutou. Tinha uma brasileira lá que eu conversava com ela. E aí, ela tinha o meu contato. E eu acordei, porque de três em três horas, a Miquela tinha que comer. E aí, eu acordei, que era hora dela comer. E aí, eu vi que a Silvana tinha me ligado. Que era a brasileira que tava lá. E aí, eu liguei pra ela.
Oi, Silvana. Ela, que, o alarme! Você não tá escutando, não? Aí, foi que eu... Tipo assim, hã?
Eita, o alarme! Mas aí a gente já tava lá, era hora dela comer, e a gente não se desesperou e ficamos lá confiando em Deus. Meu Deus do céu. Mas assim, era o alarme, tocou a orientação, era todo mundo desce com o que tá, com o que tem, e vai pro bunker. Porque uma bomba ninguém sabe aonde ela vai atingir. Então podia atingir o prédio deles.
E a recomendação era essa. Então foi um teste mesmo muito forte para os nervos, né? Cada vez que aquela sirene tocava, você entra em pânico. Porque, meu Deus, a Micaela, o que é que eu vou fazer? A minha intenção era proteger ela. Então a gente fica desesperado.
E teve, assim, algum momento que até hoje, assim, você lembra? Que impactou mais, assim, que ficou gravado? Alguma coisa que, sei lá, que te chamou mais atenção nesse processo todo? Do processo, pra mim, a parte marcante é quando eu peguei Micaela. Quando eu vi, sabe? Quando falaram, ó, Micaela nasceu, foi uma emoção. Uhum.
Quando eu peguei ela aqui, pra mim foi a maior... A parte mais impactante de todas é ver minha filha. É pegar nela assim. Pronto, foi uma vitória. Minha filha nasceu. Conseguimos, né? Os três conseguiram, porque acredito que é. Ela tava aí. Sim, eu acredito muito que a gente tava ligado espiritualmente. É. E aí você vai se tornando...
Nesse tempo aí que vocês foram, diferente de quando a mãe tá aqui, né? Gerando o filho. Vocês foram se tornando pai e mãe através das notícias que mandavam, das imagens. Sim, sim. Eu acredito que eu me tornei mãe no momento que eu recebi o positivo. Ali o meu amor já começou a nascer. E ali todos os dias eu já conversava com ela.
E era muito interessante essa coisa de conversar, né? Porque aí a gente... Eu, pelo menos, acredito nisso, em energia e tal. Ela ia recebendo, né? É, eu acredito que eu tava mandando energia expositiva pra ela. Então, todos os dias eu conversava com ela. Minha filha.
cuidado, tenha paciência, seja forte. Porque tava tendo guerra ao mesmo tempo lá. Então, a gente via as notícias no jornal e meu coração ficava, meu Deus do céu, manda notícia, pergunta pra clínica se tá tudo bem com a surrogate, né? A gente ficava assim com o coração apertado.
E essa mãe de aluguel, ela não teve nenhum contato com vocês? Ou vocês chegaram a conhecer? Não, no final, a gente tem uma opção, né? Eles perguntam pra gente, vocês querem conhecer? É uma opção dos pais e dela também, de querer ou não conhecer.
E aí eu disse que eu queria conhecer. E ela também quis conhecer a gente. Por que eu quis conhecer? Porque eu sou muito grata pra ela. Porque foi através dela que meu sonho se realizou. Ah, mas teve dinheiro envolvido. Mas não importa, né? Mas não importa. Tinha que ter essa pessoa, né? E se não tivesse ela, não teria acontecido. Então eu sou grata demais. Eu converso com ela até hoje. A gente conversa.
Ela curte as fotinhas da Micaela no Instagram. Ela me manda foto da filha dela. Ela tem uma filha. Qual a idade da filha dela? A filha dela tem quatro anos. Olha, interessante. Que eu lembrei agora também, né? Dos presentes que a gente tem aqui pra dar pras nossas convidadas. Falar aqui das nossas marcas parceiras.
Porque a Micaela é um excelente, né? Foi o melhor presente, mas a gente também tem presente aqui. Que é da Artifarma. Aqui é uma lembrança da Artifarma pra você. Muito obrigada. A Artifarma tá com a gente aqui no Elas Têm Poder. E se você quer conhecer um pouco mais dos produtos, né? Do que a Artifarma oferece, é só apontar a câmera do celular pro QR Code que aparece na tela. E você vai ter acesso aí a tudo de bom que a Artifarma tem.
E também falar do Ateliê Ana Lobão, que também mandou um presente aqui lindo, que foi desenvolvido especialmente...
para as nossas convidadas. Muito obrigada. A Ateliana Lobão também é um lugar muito, né? É uma marca muito interessante. É uma empresa que cuida muito dos detalhes e que desenvolveu essa peça, especialmente para a gente. Então, se você quer conhecer também, é o que tem de lindo aí no Ateliana Lobão. É só apontar também a câmera do seu celular.
Pro QR Code, você vai ter acesso ao Instagram deles e ver o tanto de coisa linda que eles têm lá. Porque, assim, joia, né? Uma joia é algo que fica pra vida toda. Sim. Então, você pode ali eternizar algo, uma simbologia e passar de mãe pra filho, pra neto, enfim. Então, essa joia que a Ana Lobão desenvolveu.
É uma simbologia do Elas Têm Poder, que é transformação, que é evolução contínua. Então, a gente fica super feliz em ter essas marcas com a gente, porque a gente sabe que, é como você disse, você não podia ter sua filha se não tivesse a mãe de aluguel. E para a gente estar aqui conversando, trazendo essas histórias, a gente precisa de marcas, parceiras marcas, que acreditem nesse projeto e que apoiem o projeto. Então, agradecer mais uma vez aí.
A Arte Farma e ao Ateliê Ana Lobão. Keila, e aí vocês estão aí, a gente está aqui nesse momento aqui da história, contando esse retorno e tal, vocês se conhecerem. E como foi esse momento de você conhecer a mãe de aluguel, né? A mãe de aluguel, a pessoa que abrigou ali a Micaela por nove meses.
Foi ótimo ter conhecido ela. Por quê? Porque eu vi a pessoa que carregou minha filha por nove meses. Eu vi quem era. Você percebe aí o cuidado que a clínica teve com a pessoa que ela escolheu pra carregar a criança por nove meses. Uma pessoa calma, centrada, que você sentia a energia dela. Que era uma energia boa.
Então foi muito bom. Ali eu me acalmei mais ainda. Então, assim, ali você tem toda a certeza que foi tudo certo, que você fez a coisa certa. E aí ela é casada ou ela é mãe solteira? Não, ela é mãe solteira. E ela estava na época com a situação do pai dela, que estava na guerra. E ela mora com os pais? Ela estava morando só com a filha e com a irmã. Porque o pai e o irmão estavam na guerra.
E é uma pessoa jovem, mas não é a sua idade dela? Jovem, jovem. Ela tinha, acho que uns 26 anos. Então, é muito interessante. Eu também acredito que, se fosse o meu caso, eu queria também conhecer, né? Sim, eu tenho muita gratidão. Não só por ela, mas pelo povo ucraniano. Porque se eles não tivessem nem essa lei também, e todo o carinho com que eles receberam a gente, e trataram a gente lá, todo momento foi...
Até na Embaixada do Brasil, na Ucrânia, a gente foi bem tratado. E se tivesse alguém aqui agora assistindo, né? Enfim, que está nessa situação de que não consegue engravidar. A adoção também é uma via, também é uma possibilidade. Mas se essa pessoa quiser, pelo menos...
pensar nessa possibilidade, o que você diria? É um caminho. Se você está disposto a correr o risco, os riscos que existem, porque existem vários riscos, mas o que eu diria? Para você pesquisar todos os caminhos e ver as possibilidades que você tem de entrar. E que esse é um caminho.
E no Brasil, por que é que é tão pouco falado? Porque não é legal, né? Não é, no Brasil não é legal. Porque você já deve ter conversado com outras pessoas, outras mães. O que é que pode prender, sei lá, que pode impactar a não acontecer como lá, aqui no Brasil?
É uma coisa cultural? Eu acredito que seja uma coisa cultural, né? Que ainda não acreditem que é esse... Não só cultural, mas também... Como é que eu vou dizer?
Aqui no Brasil tem muito jeitinho brasileiro. Pois é, eu pensei disso. Eu pensei na questão que às vezes é até... Porque tem que ter uma seriedade muito grande. E eu penso também na forma de cultura, do jeito de ser daquele povo. Que às vezes não...
São corretos e tal. E aqui no Brasil tem essa história do jeitinho brasileiro que pode dar problema. Aqui no Brasil eles não veem como uma mulher ajudando o outro a ter um filho. E que na verdade é isso. É um povo solidário. E que era uma mulher me ajudando. Sim. A carregar o meu filho. É uma mulher ajudando o outro. É. E quando a sua família, né? A mãe, enfim, a família do Joselito.
Eles sabiam que vocês estavam tentando a barriga de aluguel? Não, ninguém sabia. Na verdade, só quem sabia é a senhora e o seu Nelson. Sim, pois é. Eram as únicas pessoas. E aí, quando vocês chegaram com essa criança no braço, como é que foi? Não, quando a gente... Uma semana antes da gente ia, a gente contou pra todo mundo. Aí, contou. É, contou pra todo mundo. E todo mundo, não, não acredito, vocês vão pra lá. A família do meu pai só ficou sabendo quando eu cheguei lá.
E aí, que eu contei, botei no Instagram. E aí, todo mundo, que ele, eu não acredito.
Que lindo! Estou emocionada! E cuidado com essa guerra, o que vocês estão fazendo aí? Vem para cá!
E aí, a volta. A volta com a Micaela. Porque a ida já foi tensa. Só vocês dois, né? É. E a volta com ela nos braços. A volta foi a tensão. Porque a gente voltamos de trem pra Polônia. E aí, a gente fez todo o caminho de trem. Uma noite inteira de trem. Chegamos no outro dia na Polônia. E ela chorava muito? Não, a Micaela sempre foi muito calma. Muito calma. Ela nunca foi de chorar muito.
Meu Deus, foi uma bênção, né? Porque viajando com essa criança. Ela foi uma bênção. Esse tempo todo. Nem no avião. Ela chorava assim, pouco. E aí parava. Não foi. Mas também a gente fez pausas. A gente primeiro viajou de trem na Bolônia. Então, foram quanto tempo de trem? Quanto tempo?
Eu acho que foram 12 horas. De Kiev pra Polônia? Pra Polônia. 12 horas de trem? 12 horas de trem. Meu Deus do céu. Foi uma noite toda. Aí tinha como trocar tudo lá no trem? Tem. O trem era... A gente pegou uma cabine toda pra gente, né? Compramos as... São quatro camas. A gente comprou as quatro camas. E aí tem uma mesinha grande no centro. E aí era tranquilo, porque não treme. Apesar de ser um trem antigo da União Soviética.
Mas foi bem tranquilo, não tremia, não tinha barulho nem nada. Foi tranquilo lá. Tinha onde esquentar, porque eu comprei um aparelho pra esquentar a mamadeira. Então, colocava no aparelho, esquentamos e foi normal. Aí dormimos em Cracóvia.
ficamos acho que dois dias em Cracóvia. Pra ela poder também descansar da viagem. E aí a guerra acontecendo. E a guerra acontecendo. Mas aí na Cracóvia já estávamos na Polônia. Já estávamos livres. Aí ficamos dois dias lá. Aí de lá a gente viajou pra Portugal. Dormimos em Portugal. Quanto tempo de voo? Da Cracóvia pra Portugal? Pra Portugal. Não me lembro agora, mas não. Não foram muitas horas. Foram poucas. Acho que três horas. Foram poucas.
Aí dormimos em Portugal. Aí de Portugal a gente veio pra Fortaleza. No outro dia ou vocês passaram um dia? Não, só dormimos. Aí no outro dia a gente já pegou um voo e viemos pra Fortaleza. E são mais ou menos o que? Oito horas, eu acho, né? Oito horas. Aí em Fortaleza a gente dormiu também. E no outro dia que a gente veio pra Terezinha.
Muita luta, né? É, porque a gente achou que assim ia ficar menos estressante pra ela. Porque se é cansativo pra um adulto, pra uma criança também é bem cansativo. É verdade. E o que essa experiência te...
Qual foi a principal lição que você tirou dessa experiência, né? De, enfim, sonhar com a sua filha, de passar por todos esses perrengues aí e voltar. O que mais ficou marcado, assim, de ensinamento? Que valeu a pena e que o amor abre os caminhos. É, né? Abre. O amor abre os caminhos, é verdade. E se você tivesse desistido, né? O que você estaria deixando de viver agora?
Ai, eu estaria deixando de viver a maternidade, né? De ver a Micaela crescendo, aprendendo a falar, aprendendo a andar. Isso não tem preço. É, realmente. É a coisa mais gratificante da vida. É algo assim que só quem passa, né? É. Só quem é mãe. E, Fran, eu esqueci de contar, né? A gente pagou uma parte do...
Do processo. E a gente viajou. Sim. Fez todo. Voltamos. E aí, quando a gente chegou em fevereiro, que estourou a guerra. E agora?
Vai acontecer o quê? A clínica, a gente viu vários casais desesperados pra tentar pegar as crianças que já estavam lá, as que não estavam. E a gente, meu Deus, e agora a clínica vai honrar com o contrato? Pois é. Não tem nem como você cobrar. É, porque as pessoas estavam em guerra.
não tem como você cobrar, vocês têm que seguir. E a gestante vai ter surruguetes para carregar essas crianças? E aí a gente ficou, tinha um grupo de mães que estavam nesse processo de barriga de aluguel lá na Ucrânia.
E a gente viu muita gente desistindo. As pessoas, não, não vou... A clínica mandou a opção, perguntando, vocês querem continuar com o tratamento ou vocês querem parar e só depois retornar? E aí a gente viu muita gente desistindo e pedindo dinheiro de volta e dizendo que não queriam mais. E aí a gente parou pra pensar. E não. Vamos continuar.
Olha aí. Foram muito, né? A fé tava bem fortalecida ali. Tava bem forte. E aí a gente paramos, pensamos nas possibilidades. E aí, não, não vamos. Vamos deixar acontecer. E vai ser o que tiver que ser. O que Deus programou pra gente é o que vai acontecer. E é aí onde a gente entra, né? Com a coragem.
Porque o sonho estava ali para se realizar. Deus mostrou o caminho. E ali foi onde a gente entrou com a angústia, com o medo. E com a esperança ao mesmo tempo. Com a perseverança de que ia dar certo. E aí a gente não desistiu. A gente falou para eles, podem continuar com o processo.
Maravilha. Então, fica essa lição, né? Pra quem tá aqui assistindo. Se você tem muita vontade, né? De fazer algo. Enfim, se isso fala mais alto aqui no teu coração, não desista, né? Procure caminhos. Às vezes...
A gente realmente tá bem pertinho ali de conseguir mais desistir, né? Porque precisa do esforço, né? Da luta. E aí, a gente às vezes se perguntava, toda vez que chegava um negativo, será que tá acontecendo? Ou será que é só a clínica tentando acalmar a gente pra dizer que tá rolando o processo, né? A gente ficava com esse medo. Com a dúvida, né? Mas aí a gente via outras pessoas que não tinham desistido e que estavam nascendo os bebês e a gente... Né? Não. Então, nossa hora vai chegar.
E aí foi quando nasceu a Micaela. E outra coisa interessante, outra passagem que a gente teve. Quando a gente tava na Itália, a gente tava visitando uma igreja. Tem várias igrejas. Você sai andando na Itália, tem igreja pra todo lado. E aí a gente entrou em uma dessas igrejas. E na hora que a Micaela nasceu, porque foi assim... Depois a gente foi ver o horário que ela nasceu, foi exatamente na hora. Eu vi uma imagem de Nossa Senhora e comecei a chorar.
Eu me arrupiei toda e comecei a chorar. Foi uma emoção muito grande que eu senti. E aí, o Joselito, o que foi? Que ele disse, eu não sei, eu tô muito emocionada. E eu chorava, assim, mesmo. Sim, um choro. Isso aconteceu comigo lá em Fátima.
Eu chorava, sim. Um choro assim que a gente não sabe de onde é que vem. Eu tava toda arrupiada e chorando. E aí passou, né? Enxerguei as lágrimas. E aí a gente visitou a igreja e andou. Mas eu fiquei com aquilo. Eu me emocionei muito diante daquela imagem de Nossa Senhora. E a gente saiu andando. E quando a gente chegou no apartamento, eles mandaram a mensagem.
A neném de vocês nasceu. Olha. Aí mandaram a foto dela. Pois são mensagens que apareceu, né? Quando a gente pegou o documento dela, que a gente foi ver o horário, meu Deus do céu, não foi na hora que a gente tava na igreja e que eu me arrupiei. Foi nesse horário que a Micaela nasceu. Eu senti quando a Micaela nasceu. Ela já veio mesmo com muita, né? Muita...
Muita proteção, né? Eu quero meu umbigo ligado nela. E aí eu senti na hora que ela nasceu. Olha aí, incrível. A minha conexão de amor com ela. E é isso. Existem vários caminhos pra você ser mãe. E aí não é porque ela não tava no meu ventre que eu não fui a mãe dela. Que eu não sou a mãe dela. Eu sou a mãe da Micaela.
a Micaela nasceu do meu coração eu digo pra ela e ela diz ela já diz, eu digo que ela nasceu metade do meu coração, metade do coração do pai dela, saiu do peito e se transformou em Micaela aí quando eu pergunto pra ela Micaela, como foi que você nasceu? eu nasci do coração da mamãe ela não sabe fazer, ela faz só assim do coração da mamãe e do coração do papai
Olha aí, é interessantíssima essa história. Então, assim, é uma história de muita fé, coragem, né? E resiliência também. E parabéns aí pela coragem de vocês, pela Micaela estar aí. Que Deus abençoe que ela seja muito feliz, né? Junto com a família.
E você que tá aí do outro lado, se gostou desse episódio, dessa história, se de alguma forma te tocou, se você, enfim, passa por essa situação de querer ter um filho e não poder, né? Pode aí deixar seu comentário no episódio. A Keila pode ir lá e responde.
A gente vai deixar aí a rede social dela. E é isso. A gente fica super feliz em contar essa história. Porque eu acredito que, como eu sempre falo, que o propósito aqui do Elas tem poder é trazer conteúdo de qualidade, histórias inspiradoras, para despertar o poder da outra mulher que assiste ali do outro lado. Essa história, com certeza, vai impactar muita gente. Enfim, vai trazer esperança para muitas mães. Muitas mulheres que querem ser mães.
E é isso que a gente precisa no mundo, né? É dar apoio, né? É dar uma palavra, como você veio aqui contar a sua história, como uma maneira de realmente ajudar, né? De contribuir na vida de quem está ali do outro lado.
Então, mais uma vez, parabéns. É uma história muito forte. A Micaela, com certeza, quando tiver daqui a alguns anos, ela vai ver esse episódio, né? Ela vai assistir, vai ver a mãe dela contando aqui como é que foi. Isso é muito importante, fica registrado aí pro mundo todo. Inclusive, a própria mãe de aluguel, se ela tiver lá uma legenda, ela consegue entender aqui esse episódio. E pra você que tá aí do outro lado, eu quero agradecer sua audiência.
Dizer também que esse estúdio onde a gente grava, Elas Tem Poder, você também pode alugar esse estúdio para fazer ou o seu podcast, ou uma palestra, algum vídeo. O que você quiser fazer em termos de infoproduto, é só buscar em algum lugar o QR Code ou o número do telefone que apareça por aí e entrar em contato com a nossa equipe, que a gente vai ter todo o prazer de também proporcionar a você um espaço.
como uma equipe totalmente treinada e capaz de transformar o seu conhecimento, a sua história em um infoproduto de qualidade. E na próxima quarta-feira, a gente se encontra para mais um episódio do Elas Tem Poder Podcast. Um abraço e até lá.
Art Farma