Episódios de Reencontro : : Ana Marquez Podcast

75 - A armadura da independência

07 de maio de 202628min
0:00 / 28:01

A gente cresce ouvindo: “não dependa de ninguém”, “seja forte”, “aprenda a se virar sozinha”.

Nos orgulhamos de chegar na vida adulta independentes e autônomas sem perceber que essa força pode ter um lado B que se transforma em controle, perfeccionismo e autocobrança.

Se você tem algum desses "sintomas" vale a pena escutar esse episódio e avaliar onde essa força da independência está te levando pro lado não saudável da moeda. Aprender a dialogar com a vida te ajuda a entender suas nuances, desejos e necessidades da sua alma. E é isso que eu faço no Reencontro - te acompanho para que você aprenda a encontrar suas respostas desenvolvendo sua inteligência espiritual.Se quiser saber mais - https://www.anamarquez.co/reencontroPra conhecer mais sobre as mentorias que ofereço, acesse https://anamarquez.co/mentorias Se você gostou do vídeo, se inscreve no canal e deixa aqui seu like; )------------------------------------------------------------------------- Como me encontrar: Reencontro | https://anamarquez.co/reencontroInstagram | / anaflamarquez YouTube | / @anaflamarquez Spotify | https://open.spotify.com/show/1LsC7Do...Email | ana@anamarquez.co #expansãointerna#desenvolvimentoespiritual #inteligenciaespiritual #retrospectiva #autodesenvolvimento

Participantes neste episódio1
A

Ana Marquês

HostMentora de mulheres
Assuntos5
  • IndependenciaA armadura da independência · Controle, perfeccionismo e autocobrança · Sobrevivência emocional vs. independência · Medo de incomodar e de precisar · Necessidade de desempenho e valor · Solidão interna
  • Mecanismos de DefesaControle como mecanismo de defesa · Perfeccionismo como resultado do valor · Autocobrança para sustentar o perfeccionismo · Crença: 'Se eu não fizer, ninguém faz'
  • Exercícios para MudançaReconhecer e entender as dinâmicas · Criar espaço interno para escutar a si mesma · Conversar com mecanismos de defesa · Escrita intuitiva
  • Autocuidado e AcolhimentoConfiar na própria palavra · Compromisso com sonhos e objetivos · Agir mesmo quando é difícil
  • Diálogo com a Vida e Inteligência EspiritualIntegrar espírito e matéria · Escutar a vida e dialogar com ela · Inteligência espiritual · Autoconhecimento como discernimento
Transcrição76 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Seja muito bem-vinda ao Reencontro, um podcast para mulheres conscientes que sentem o chamado de se reencontrarem e viverem uma vida mais leve e autêntica. Eu sou Ana Marquês, mentora de mulheres, e nesse podcast eu quero te desafiar a conectar alma e espírito, para que você ganhe clareza do que você quer.

desenvolva sua conexão interna para saber o caminho a seguir e tenha coragem e sabedoria para agir de acordo se tornando quem você veio ser construindo a vida que você quer ter não é sobre espírito ou matéria aqui nós vamos encontrar o caminho do e para aprender a integrar espírito e matéria

Para que você possa viver a sua verdade sem se desconectar da vida cotidiana. Para que você possa aprender a escutar a vida e dialogar com ela. Se você carrega esse desejo de alma, de ter uma vida mais leve e alinhada à tua essência, em toda a sua potência, vem comigo que agora começa o seu reencontro.

Olá, seja muito bem-vinda nesse episódio hoje. Confesso que estou vivendo um momento de muita mudança, muita escuridão na minha vida pessoal. Então hoje, essa semana, tem sido um desafio para mim vir aqui gravar o podcast, escrever e tudo mais. Porém, eu tenho um compromisso não só com vocês, eu tenho um compromisso comigo mesma.

de fazer esse podcast acontecer, de fazer esses episódios chegarem em vocês a cada semana. E apesar das ondas e das mudanças e de tudo que está acontecendo,

eu estou exercitando isso que eu ensino vocês e que eu trabalho muito no reencontro, que é esse a gente de verdade se comprometer com os nossos sonhos, se comprometer com aquilo que a gente acredita, que a gente quer. E para mim, parte disso é estar aqui, mesmo nos dias que eu não quero, mesmo nos dias que é difícil, mesmo nos dias que talvez eu preferia ficar deitadinha na cama, assistindo um filme, uma série, alguma coisa assim.

E isso é uma maneira, gente, muito concreta da gente trabalhar e desenvolver a nossa autoconfiança. A autoconfiança é a minha capacidade de confiar na minha própria palavra. E eu só desenvolvo ela quando eu...

eu pratico, que quando eu falo, eu faço. Se eu tenho um sonho, se eu tenho um desejo, se eu tenho um objetivo, eu vou me movimentar em direção a ele, mesmo que seja difícil, ou melhor, especialmente quando é difícil. Então, hoje, vamos falar sobre as armaduras que a gente, às vezes, carrega sem perceber.

e sobre como algumas qualidades nossas podem ser uma faca de dois gumes. Aquilo que a gente considera que é a maior qualidade que a gente tem pode ser justamente aquilo que nos prende a uma dinâmica que já não funciona mais. Desde muito pequena, meus pais me diziam que eu era muito independente.

Eu queria fazer tudo sozinha, não pedir ajuda e isso sempre foi visto como uma grande qualidade. Até por mim, também sempre me vi como independente, autônoma, vou lá e faço, ótimo. A gente cresce ouvindo isso, não dependa de ninguém, seja forte, aprenda a se virar sozinha. Então essa pra mim era de fato uma qualidade, era algo que eu via que, nossa, que legal que eu sou assim.

E especialmente para nós mulheres, essa questão da independência acaba sendo uma faca de dois gumes não só para mim. Isso é uma coisa muito social que a gente vive.

E existe essa linha muito fina entre independência e sobrevivência emocional. Porque, às vezes, essa necessidade que a gente tem de fazer tudo sozinha, de dar conta de tudo, não nasce de uma força. Ela nasce do medo de incomodar.

ou ela nasce desse nosso desejo de não incomodar esse medo de ser demais esse medo do precisar esse medo de assumir nossas próprias fragilidades esse medo de não merecer ser aceita ser amada de ser pesada para os outros carregarem

E quando o amor parece condicionado ao quanto a gente dá conta sozinhas, a gente começa a transformar essa carência, esse desejo natural do ser humano de ser amado, de ser aceito, de pertencer, em necessidade de desempenho.

E tem muitas mulheres que não percebem isso acontecendo. Eu mesma, ao longo do meu processo de autoconhecimento, essa foi uma das capas mais difíceis de tirar. Porque a gente recebe o tempo inteiro como ser independente é uma qualidade, como ser forte é uma coisa boa, como a gente conseguir fazer tudo sozinha é maravilhoso.

então muitas mulheres não percebem isso acontecendo de verdade acham que elas são apenas organizadas responsáveis maduras mas no fundo elas estão vivendo em estado constante de alerta como se relaxar fosse perigoso como se depender de alguém fosse um risco

Como se pedir ajuda significasse perder o seu valor, não valer tanto, não merecer tanto. E aqui acontece uma coisa muito silenciosa. Essa independência, ela deixa de nos trazer liberdade e ela vira uma armadura. Porque a mulher aprendeu que as suas necessidades pesam para os outros. E então, para não incomodar, para não ser um peso, para ser agradável, começa a engolir tudo a seco.

ela sente mas não fala precisa mas se cala cansa mas continua e vai construindo uma vida inteira sustentada pela ideia de que ela só será amada se não der trabalho se não incomodar se agradar nos atendimentos eu raramente vejo mulheres sofrendo uma solidão externa presta atenção que isso é muito importante

A solidão que a maioria de nós vive não é externa, é interna. É a sensação de estar carregando o piano da nossa própria vida nas costas, enquanto ninguém percebe realmente o peso desse piano.

Casa, filhos, relacionamento, trabalho, demandas emocionais de todo mundo. Eu escuto isso todos os dias, não só nas sessões, mas em rodas de amigas, em grupos de WhatsApp, em grupos de empreendedoras. Essa sensação de estar sozinha, mesmo quando tem muita gente em volta. Porque a solidão não está no físico, não está fora, ela está nessa sensação interna que a gente leva. E aí

E mesmo quando existe alguém ao lado, a gente fica na sensação de não conseguir descansar de verdade, de não conseguir repousar, de não conseguir soltar. Porque companhia não é a mesma coisa que suporte emocional, não é a mesma coisa de compartilhar responsabilidade, e não é a mesma coisa de eu me sentir segura o suficiente para soltar essa necessidade de dar conta de tudo sozinha, de controlar tudo.

e de dar resultado, de ser eficaz. Tem mulheres que nunca aprenderam como é ser cuidadas sem sentir que precisam merecer esse cuidado antes. E aí, o que acontece? Para a gente sobreviver a essa solidão, para a gente sobreviver a esse medo de não ser aceita, a esse medo de incomodar, a necessidade de ser agradável, o que a gente faz? A gente cria mecanismos de defesa.

E esses mecanismos de defesa são muito conhecidos e eles são o controle, o perfeccionismo e a autocobrança.

normalmente, eu diria que o controle vem primeiro. Mas essa dinâmica não só é algo vivo, como é algo muito dependente ou relacionado às experiências da nossa biografia. Os eventos que aconteceram na nossa vida que vão moldando as crenças que a gente tem a respeito disso. De valor, de merecimento, de ser amada, de ter que agradar, etc.

Mas normalmente o controle vem primeiro. O que acontece? Lá atrás eu aprendi que quando eu tinha uma necessidade, eu incomodava. Eu não era agradável.

E então, a gente começa a tentar garantir que tudo saia do jeito que deveria para não correr o risco. Para nem correr o risco. É por isso que é um mecanismo de defesa. A gente monta ele, a gente desenvolve esses mecanismos para não correr o risco daquilo que a gente tem mais medo. O não ser aceita, o não pertencer, o não ser amada, o incomodar.

Então, a gente vai assumindo tudo, resolve tudo, antecipa tudo. Quantas mulheres vocês conhecem que vivem nessa necessidade constante de antecipar as coisas? Ontem mesmo eu estava numa conversa com umas amigas da escola, das crianças, e assim, éramos em quatro.

Todas dizendo do quanto estão cansadas de serem as pessoas nas suas famílias que precisam antecipar as coisas, que precisam fazer todos os cálculos de horário, de o que tem que comprar, o que não tem que comprar do mercado, não sei o que.

É uma via de mão dupla. Quanto mais a gente se coloca no lugar de controlar, mais o outro se coloca no lugar de ser controlado, de ser passivo, de fazer o que me mandam fazer. Isso é outra questão que a gente pode trabalhar em outros podcasts. Mas o que acontece? Quando a gente entra nessa dinâmica do controle, a gente começa a acreditar que se eu não fizer, ninguém faz.

Se eu não faço, ninguém faz. E essa nossa crença molda a nossa realidade, porque, de fato, começamos a ser responsáveis por planejar, por assumir, por resolver, por antecipar, e realmente as outras pessoas à nossa volta começam a...

saírem do jogo, ficarem passivas. Então, sim, isso que é uma crença, se eu não fizer, ninguém faz, se torna uma realidade e se torna uma dinâmica. E, então, quanto mais eu controlo, mais eu reforço a ideia de que as coisas só funcionam, porque eu estou fazendo. Olha que loucura! E nisso a gente entra numa prisão.

Perigosa, vou dizer. Por quê? Porque eu começo a acreditar que o meu valor está diretamente ligado a isso. Ligado a eu garantir que as coisas vão acontecer. Que no fundo tem um quê de performance. O meu valor está ligado ao que eu faço. Ao que eu faço acontecer.

Se eu dou conta, eu sinto que eu estou bem. Ótima. Mereço o amor. Se eu falho, eu sinto que eu decepciono. E aí, quando eu falho, eu sinto que eu não sou o suficiente. Que eu não sou merecedora. Eu decepciono. Aos outros e a mim mesma. Então, é como se a gente estivesse o tempo inteiro girando vários pratos ao mesmo tempo, sem poder deixar cair nenhum.

Uma coisa é eu girar vários pratos, todos estamos girando vários pratos ao mesmo tempo. A gente tem várias áreas da nossa vida que precisam acontecer ao mesmo tempo e que demandam coisas da gente ao mesmo tempo. Ok, isso é uma coisa. Agora, eu viver girando vários pratos sabendo que eu posso escolher deixar um prato cair, sabendo que eu posso escolher diminuir a velocidade do prato que eu estou girando ou sabendo que eu posso escolher reduzir a quantidade de pratos é uma coisa.

ficar girando todos esses pratos ao mesmo tempo com a sensação de que eu não posso soltar nenhum e de que eu não posso deixar nenhum cair, porque as coisas só acontecem quando eu faço acontecer, é outra sensação. E muitas vezes o que acontece é que a mulher é admirada pelo que ela consegue fazer. E aí, de novo, a gente reforça a crença da performance.

Nossa, como você consegue? Nossa, como você é forte? Você dá conta de tudo isso? Nossa, eu queria ter tua disciplina. Quantas vezes a gente não escuta esse tipo de coisa? Sem perceber, essa mulher começa a depender desse reconhecimento. Como se o amor ou o merecimento desse amor, da aceitação, do pertencer,

viesse através dessa eficiência. Então, ela começa a confundir fazer com ser. Confunde produtividade com valor, controle com segurança, resultado com merecimento.

E daí nasce um outro mecanismo de defesa maravilhosa. Nasce o perfeccionismo. Por quê? Porque se meu valor está no que eu entrego, eu preciso acertar sempre. Eu preciso fazer bem sempre. Eu preciso performar. Eu preciso evitar erros. Eu preciso garantir que está tudo funcionando perfeitamente. Gente, eu... Quando eu ia em entrevista de emprego e me falavam, né?

Quais são as suas três qualidades? Eu dizia perfeccionismo. Eu sou perfeccionista. Eu achava isso uma grande qualidade. De verdade. Eu achava que era por causa do meu perfeccionismo, do meu controle, é que eu tinha atingido todas as coisas na minha vida.

Sem perceber o quanto esse perfeccionismo me prendia, me limitava, me exauria e me diminuía. E me mantinha totalmente dependente. Nessa independência aparente, externa, existia uma dependência interna do meu alto valor. De como eu me via, da imagem que eu tinha de mim mesma. Isso não é só meu. E eu sei que não é só meu.

Eu conto essa história porque isso tudo que eu tô trazendo foi um caminho vivido, aprendido, passado pelo corpo em muitas situações da minha vida. Então, gente, quando a gente acha...

que o meu valor está no que eu entrego. Então, eu preciso acertar sempre. A gente vai reforçando essa crença do como controlar. Lá no fundo é bom. Então, mesmo que por fora eu não queira ficar controlando tudo e eu me sinta cansada, e eu percebo que às vezes eu estou sozinha carregando esse piano, lá no fundo existem instâncias inconscientes minhas que estão reforçando essa crença.

E eu começo a achar que para continuar sendo aceita, eu preciso continuar performando. E aí isso vira uma tentativa inconsciente de garantir amor, aceitação, pertencimento. Só que viver assim é essa vida em que eu estou girando vários pratos ao mesmo tempo e eu não me permito soltar nenhum, deixar nenhum cair e nem parar de girar mais devagar. E nem girar mais devagar nenhum. Eu preciso girar todos muito bem.

E isso é um ciclo exaustivo e custa muito caro. Então, a gente começa a fazer um processo de autocobrança. Como? Quanto mais eu faço, quanto mais eu controlo, mais eu percebo o quanto é essencial que eu controle.

E então eu controlo ainda mais, eu começo a linkar o meu resultado a esse amor, esse merecimento, esse pertencimento, esse olhar do outro para mim. Então eu começo a entender que o perfeccionismo é uma ótima qualidade, porque é o que me ajuda. É o que me ajuda a sentir que eu mereço, porque eu faço tudo muito bem. E aí, para sustentar esse perfeccionismo, vem o nosso terceiro mecanismo de defesa que eu estou falando nesse podcast hoje.

a autocobrança. Porque aí eu realmente começo a acreditar que eu preciso garantir essa perfeição, garantir esse resultado para que as coisas à minha volta continuem acontecendo bem, para que eu continue recebendo esse olhar de aprovação do outro. E então eu volto esse controle que eu tenho para as coisas externas para dentro. E eu começo a me cobrar.

E esse controle e essa pressão de expectativa em relação ao resultado, eu giro ele para dentro de mim, em direção a mim mesma.

E nessa autocobrança, a gente passa o tempo inteiro se vigiando, sempre em alerta e sempre com a cabeça, com a mente avaliando o que eu fiz, o que eu deveria ter feito, o que eu poderia ter feito melhor, o que não ficou tão bom. E quando eu vejo que tem algo que não ficou tão bom, entra a nossa amiga culpa, eu devia ter feito isso, o arrependimento, enfim, essa cobrança que no final acaba sendo tudo a mesma coisa.

essa necessidade de se corrigir o tempo inteiro, de nunca achar que fez suficiente, de nunca sentir que pode relaxar de verdade, e aí mesmo cansada, continua, mesmo sobrecarregada, continua, mesmo emocionalmente drenada, continua, porque eu nem cogito a possibilidade de que eu tenha o direito de soltar os pratinhos, de deixar algum cair, e...

E daí não existe essa maneira de pensar dentro de mim. Quando eu falo assim, eu acho que muitas mulheres vão se reconhecer muito fácil. Mas tem outras que vão continuar se escondendo atrás da crença de que, mas é assim que funciona. É só assim que funciona.

Então, se você já consegue identificar esses mecanismos de defesa atuando na tua vida, ótimo! Já está no passo da identificação. É o primeiro passo da mudança.

Se você nem sequer consegue identificar onde isso está rolando na tua vida, porém, você se sente sobrecarregada, drenada, sozinha, se você tem esses sintomas, olha para isso, porque essa dinâmica está escondida em algum lugar da tua vida que talvez só você ainda não conseguiu ver.

Existe, quando a gente tá nesse âmbito, existe essa crença silenciosa, que é a de se eu parar, tudo, tudo desmorona. Tipo, eu tô aqui sustentando todos esses pratinhos.

Essa criança pesa, essa criança drena a vitalidade, rouba a nossa leveza e transforma a nossa vida nesse estado de tensão permanente. Então, olha, se você tem esses sintomas, olha para essas questões. Faz o exercício que eu vou contar daqui a pouco para que você consiga identificar onde está pegando isso na tua vida.

Porque muitas vezes a gente, enquanto mulher, parece extremamente funcional para quem está olhando de fora, mas por dentro a gente está vivendo exaustas e numa solidão, escuras. E às vezes essa é a parte mais difícil, a de perceber que aquilo que sempre nos gerou aplauso,

que sempre nos gerou orgulho de ser quem a gente é, de conseguir as coisas que a gente conseguiu, é a mesma coisa que pode estar te adoecendo. Aquele famoso entre o remédio e o veneno,

Está a dose. É a mesma substância que pode ser um remédio e pode ser um veneno. É isso aqui com essas três questões. Controle, autocobrança e perfeccionismo. Às vezes, sim, é bom a gente ter uma certa determinação, uma certa resiliência, uma certa autonomia. Mas quando isso começa a drenar a nossa energia, é sinal que virou veneno. E a gente precisa olhar para isso.

O que acontece na nossa sociedade é que como a gente ganha muito aplauso, não dá tempo de olhar para isso. A gente às vezes nem quer, porque é aquilo que está dando certo, aparentemente. E muitas, muito poucas pessoas olham para uma mulher que tem essa vida organizada e imaginam o quanto ela está cansada. E muitas mulheres vivem essa solidão emocional.

Não porque não tenham pessoas ao seu redor, mas porque desaprenderam a confiar. Desaprenderam a confiar no outro, a confiar que as coisas vão acontecer mesmo quando ela não está no centro. Desaprenderam a pedir ajuda, desaprenderam a relaxar sem se sentir culpadas. Então, como é que a gente começa a sair dessa dinâmica? O que eu posso trazer para vocês hoje? Primeira coisa, primeira coisa, reconhecer, entender, enxergar essas dinâmicas.

observando, percebendo aonde você sente que precisa controlar tudo, aonde você sente que se você não controla a coisa não funciona, a coisa não anda. O que esse controle te faz sentir, te faz sentir segura, te faz sentir que você se controla e não vai falhar, que você vai conseguir o que você quer.

aonde que o resultado virou medida do teu valor observa aonde que quando você consegue fazer você se sente muito merecedora com muito valor mas quando não consegue o teu chão desaba

Aonde isso acontece na tua vida? Aonde você se cobra não só porque você quer crescer e aprender, mas porque você está constantemente tentando superar o medo de não ser suficiente. Ou tentando superar a sensação de ser menos do que você deveria. Segundo ponto que você pode fazer, segundo exercício.

criar um espaço interno para escutar essa parte sua. Essa é uma prática que eu gosto muito, que eu aprendi quando estava fazendo a formação em a certificação em coach junguiano, que é a gente conversar com esse mecanismo de defesa.

Então, essa conversa pode ser através de uma escrita intuitiva, através de uma meditação, caminhando, fazendo o teu exercício, caminhando, não importa onde, o jeito que você vai começar esse exercício. O que que importa? Você vai fazer, vai se conectar internamente com isso, com isso que você identificou. Aí eu percebi que eu tenho muita necessidade de controle nessa questão.

eu percebi que eu me cobro muito nessa questão, eu percebi que o perfeccionismo atua em mim desse jeito, ok. Imagina que você está sentada de frente para essa tua característica, de frente para esse controle, de frente para esse perfeccionismo. E você vai perguntar para essa parte sua, do que você está tentando me proteger? Do que você me protege?

Se possível, faz umas respirações antes. Eu gosto muito de fazer isso em meditação. Então, realmente fazer uma respiração, se concentrar, fazer uma oração de proteção, a que você queira. E aí, fazer essa pergunta. E você pode só ficar de olho fechado, escutando a resposta. Ou você pode começar a escrever e ver o que sai.

A escrita intuitiva é uma ferramenta terapêutica muito poderosa porque ela nos ajuda a nos deparar ou a encontrar aquilo que está mais escondido em nós e que, através dos nossos filtros,

do que a gente quer ver ou não quer ver em nós mesmas, a gente muitas vezes deixa esse conhecimento de fora. Então, na meditação isso muitas vezes aparece, às vezes tem gente que vê em forma de imagem, tem gente que escuta, tem gente que tem um insight.

e na escrita intuitiva você começa a escrever, de repente você vê assim, nossa, eu comecei a escrever sobre isso e depois a coisa se transformou naquilo. E aí você começa a entender essa relação entre os temas, porque existe. Se veio, é porque existe. E se veio nesse momento, é porque é importante. Então, essa é uma ferramenta muito poderosa, que eu uso bastante nos processos que eu acompanho.

E que eu escuto relatos também muito potentes do quanto isso ajuda e do quanto isso se torna uma prática mesmo, né? A pessoa vai, quando eu falo sobre desenvolver a sua inteligência espiritual, é você começar a assumir essas ferramentas como suas, como práticas que você pode fazer e cartas que você tem na mão quando você está vivendo uma situação difícil. Então, levar muito em consideração que, às vezes, aquilo que a gente mais chama de força é também o que mais nos aprisiona.

uma independência pode virar um isolamento, uma força muito grande de fazer algo pode virar uma rigidez, produtividade pode virar fuga emocional. Isso não significa que essas características sejam sempre ruins. De novo, a diferença entre o remédio e o veneno está na dose. E o autoconhecimento vai nos ajudando justamente a perceber quando uma qualidade nossa deixa de servir a nossa vida,

e começa a servir ao nosso medo. Porque quando a gente está falando de desenvolvimento emocional e espiritual, a gente não está falando sobre a gente se tornar outra pessoa completamente diferente. A gente está falando sobre ir tirando certas capas, certas camadas de nós, e conseguir fazer esse exercício de discernimento, de discernir.

o que é bom daquilo que originalmente era bom, mas se tornou uma dinâmica ruim.

que é o que nos contos vem muito como separar o joio do trigo, separar o milho bom do milho mofado. É sobre isso que a gente está falando, tá? Conseguir olhar de verdade, com honestidade, para as partes nossas que foram criadas para nos proteger, que reforçam crenças, que nos mantém no medo, que nos mantém pequenas.

e que hoje, talvez, é justamente aquilo que está te impedindo de viver uma vida mais leve, com mais verdade e com mais amor. Espero que você tenha gostado desse episódio. Te encontro no próximo.

Eu espero que você tenha gostado de mais esse episódio. Se você gostou, aproveita para encaminhar para alguém que também precisa ouvi-lo. Se ainda não está inscrita no canal, aproveita, se inscreve e deixa seu comentário, que eu adoro saber como esse episódio te tocou. E se chegou no momento, no seu momento de fazer o seu reencontro, entre em contato comigo que eu estou te esperando.

Anunciantes1

Ana Marquês

Mentorias
external