Episódios de Singular

#180 - férias não remuneradas, porrada madrileña e rebuçados de gengibre

08 de maio de 202620min
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Telepatia maternal e outros tantos temas.

Assuntos4
  • Férias de jogador de futebolRotina e estranheza · Inseguranças e incertezas · Licenciatura e futuro profissional
  • Real Madrid e MbappéViolência em campo · Vini Jr. no balneário · Mourinho no Real Madrid · PSG e Mbappé
  • Fim de época e desempenhoJogo contra o Atlético · Manutenção garantida · Segurança física para a próxima época
  • Telepatia maternalLigações telefónicas · Eventos familiares
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E o Real Madrid, que agora é uma equipa do UFC Ele está feio Está feio Carreras, era uma chapada do Rüdiger

Ontem, antes de ontem, Chua Meni mandou Valverde para o hospital traumatismo encefálico-craniano. Mas é que uma chapada é... Ok, estão ali, jogo, a malta passa-se... Agora, traumatismo craniano é porrada a sério. É pés na cabeça, é joelhos no estômago e ninguém faz nada.

Está muito feio. Agora saiu há bocadinho nova notícia. O bufo do balneário e quem está a mandar as notícias cá para fora, supostamente é o Vini. Um bapé ao general foi quem incendiou aquilo tudo. Depois desta porrada histórica, há imagens dele a sair de Valdebebas, no carro a rir desalmadamente.

O Arbeloa está ali a pensar no que é que eu me fui meter. Estava a treinar a minha castilha. Lenda do clube. Lenda, mas vá. Uma lendinha do clube. O André Almeida do Real Madrid. E agora está metido nisto tudo. Fala-se que o Mourinho vai para lá. Bem, tirem-nos deste filme.

Pois é ver as brincadeiras entre PSG e Mbappé. PSG, mau ambiente, a equipa não ganhava nada, craques andavam ali a lutar, difícil. Chegou Luiz Henrique, limpou os craques, limpou o Mbappé, não queres correr, sais, eu vou buscar os meus putos. E no primeiro ano ganharam tudo, no segundo ano estão quase a ganhar tudo.

E o Real Madrid ganhava a Champions sem grande esforço, deixou de conseguir ganhar. Mbappé foi para lá para ganhar a Champions e não ganhou nada e andam todos à uma ocada. A vida dá voltas de 180 graus. Estou de férias, malta. Estou de férias, aquelas férias não remuneradas. Vocês já sabem como é que é a situação económica dos duplos de jogador de futebol.

E é estranho. É estranho por vários motivos. Primeiro, porque a rotina já está tão enraizada em mim e em nós, enquanto jogadores, que acordar de manhã e não ter treino, esta rotina de treino, de jogo, de sentir a relva, de brincadeiras, de balneário, é sempre estranho. Sabe bem, uma pausazinha, mas não deixa de ser estranho.

Depois há sempre as inseguranças e as incertezas do que é que vai acontecer na próxima época. Não sei para onde é que vou jogar, não sei nada, né? Neste momento não sei nada. Depois há outra camada de... Vou terminar agora a licenciatura.

Vou fazer algo também nesse sentido ou não? Ou vou continuar só a jogar? Também não sei. Por isso são umas férias mas com muitos pontos de interrogação, o que não me deixa estar totalmente tranquilo, deitar-me e... uau, estou de férias.

não estou bem, porque tenho que tenho que andar para a frente tenho que decidir coisas tenho que esperar até que tenha mais dados para poder decidir, por isso estamos aqui neste meio termo, mas bem último jogo da época jogo com o Atlético tínhamos a possibilidade de ficar em primeiro na fase de manutenção, precisávamos de empatar perdemos, ou seja ficámos em segundo, eu acabei por não entrar nesse jogo, fiquei só ali vamos lá

no chamado banquilho um jogo final da época sem muita história acho que o Atlético no geral esteve melhor que nós em mais momentos do jogo não sei se merecem a vitória acho que não, acho que o empate se ajustava bem se bem que eles nos dois primeiros minutos já podiam estar a ganhar 2-0 por isso diria que até merecem mas é isso ficamos em segundo lugar manutenção garantida vamos lá

e fecha-se assim uma época dura, difícil, mas que pelo menos acaba a época a conseguir jogar, a sentir-me bem fisicamente e a poder olhar para a próxima época com, pelo menos com essa segurança de que...

Não sei para onde vou, não sei onde vou, só sei que não vou por aqui. É alguma coisa deste género? Forma como abstenção, música de sempre daqui termina? Ou começa? Não sei.

Mas é isso, não sei para onde vou jogar, mas pelo menos sei que estou bem para jogar. E isso já é um ótimo passo. No torreiro desta época existiram muitos momentos em que eu não sabia se conseguiria voltar a jogar bem. Conseguiria estar dentro de campo sem me sentir um boneco de porcelana que ao mínimo toque me partia todo. No fim de semana passado, depois do jogo...

Eu fui rapidamente para Braços de Rafaela, porque fazia anos. Foi um aniversário em que não pudemos estar assim tanto tempo juntos, porque eu tinha jogo. Então, tivemos assim um bocado divididos, mas a minha mãe foi ver o jogo, a Évora, e depois dali seguimos. Olha, já é a terceira vez que isto acontece. É inacreditável. Mas, esperem aí.

Quer dizer, deixa gravar? Deixa. Estou? Oi. Estou mais chato a três vezes. Não, diz. Olha, seria poder demais que tu ires ficar amanhã às duas e meia ou três horas? Às duas e meia, não, acho que é na boa. É? Sim, sim. Porque assim me apanhava um comboio mais cedo, eu deixava lá.

E apanhavam como é mais cedo, senão vou chegar tarde e depois no domingo assim também vinha mais cedo. Ok, está bem. Pode ser? Está bem, está bem, pode, pode ser. Ok. Sim, sim, pode ser. É assim. Está bem, nada. Obrigada. Beijinho, tchau, tchau. Imaginem, já é a terceira vez nesta semana que uma vez foi a Rafa que falou da minha mãe 5 segundos depois a minha mãe liga-me. Ontem estávamos os dois sentados no sofá.

E eu digo, pá, tenho que ligar à minha mãe, mas estou com preguiça de chamar. Pá, eu não adoro chamadas. Estou com preguiça, não sei o quê. A minha mãe liga-me. E agora, estava a falar da minha mãe, a minha mãe liga-me novamente. Mas foi isso. Saímos de Évora. Fomos para... Diretamente para a Beloura. Jantar, tínhamos um jantar marcado, jantar de aniversário. Eu, a Lu, a minha mãe, os pais da Rafa, o irmão. Rafa.

Num restaurante que é a Oliveira, que era um restaurante que tinha muito bom aspecto e que se localizava na rua à frente, paralela à nossa, aqui, que é ao pé da nossa casa. Só que nós nunca conseguimos ir lá. Já tínhamos falado, epá, este restaurante tem bom aspecto, temos que ir, temos que ir. Quando demos por nós, o restaurante mudou de sítio e foi para a Beloura.

para um gueto de luxo que eu sempre fui lá duas vezes só mas gosto sempre de passar por um eles têm lá tabletas, aquilo é, imaginem para quem não conhece é um guetozinho, tem muros à volta e depois lá dentro é uma mini cidade com casas gigantes tem alguns prédios mas tem muitas vivendas moradias gigantes tem farmácias, ginásios, tem um bocadinho de tudo lá restaurantes residente

e em vários sítios do lado do mini-gueto tem um cartaz que diz... Eu até... Deixem-me ver se eu encontro aqui para vos dizer exatamente... Acho que se pesquisar a boloura se for ao mapa consigo não. Libertar espaço de armazamento. Calma, calma bicho. Imagens? Você acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou, acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou acreditou

Se eu for aqui a imagens... Eu vou ao mapa. Eu acho que pelo mapa consigo. Que é um cartaz que é de loucos. Aquilo é um cartaz de filme terror. Ah, Valora... Pois, mas isto é resort. Como é que eu... Quinta da Valora. Ok. Deixa-me ver aqui se eu encontro... Vou pôr isto em satélite. Satélite não.

Eita, ué da burra. Como é? Ah, ok. Está aqui. Agora, onde é que é aquela entrada? Deve ser esta aqui, né? Vamos lá ver aqui.

Pois, mas aqui eu acho que já estou dentro. Não queria estar dentro, queria estar na entrada. Não estou a encontrar, mas é algo do género. Não tragas para aqui aquilo que te fez vir para aqui. Ou não faças aqui aquilo que te fez vir para aqui.

Traduzido isto por miúdos, é... Não venhas para aqui fazer lixo porque tu vieste para aqui para estar isolado da sociedade. Isso aqui comporta-te, já que escolheste afastar-te dos comuns mortais, comporta-te como alguém da realeza. Mais ou menos isto. Porque é sempre giro.

Porque há os guetos normais, a essência dos guetos normais é vocês são os delinquentes, por isso façam as vossas delinquências longe de nós. Depois há os guetos de luz, que é nós estamos acima dos outros, por isso vamos nos juntar todos longe da plebe e aqui comportamos e temos o nosso mundo perfeito.

No domingo organizámos um lanchinho aqui em casa, também foi muito giro, com os mesmos intervenientes de sábado acrescentando tia da Rafa e padrinhos da Rafa. Acho que foi isto, não é? Foi isto. Um lanchinho, muito bem. Olha, por falar nisso, o R continua pulado ao teto. Por isso, para quem quiser recomendações de balões de hélio, que duram e duram,

Partilene das Laranjeiras. Não é barato, mas pagam a qualidade. Temos um R que já não está no seu esplendor físico, mas que a parte de cima do R está bem rija e ele está ali. Impávida e sereno, colado ao teto. Está ali muito bem. Não sei até quando é que isto vai durar, mas nós temos-lhe deixado ali.

Mecânica do picanto. O que é que acontece? Eu acho que já vos tinha falado na semana passada. O picanto precisa urgentemente de pastilhas de travão. Já precisava, eu deixei arrastar. Um dia mudo, um dia mudo. E aquilo agora a pastilha já deve ter ido toda de vela. E já temos só o metal a bater no metal. Ou seja, cada vez que eu travo é aquele som metálico mesmo. Parece o Halloween a gritar.

O que é que eu fiz? Quis trocar as pastilhas. Tenho aí umas pastilhas, quis trocar. Mas já sabia de antemão, uma vez que andei com o carro assim, o disco já se foi desgastando. Por isso, idealmente, teria que trocar discos e pastilhas.

Os discos já envolvem mais experiência, mais ferramentas, e envolvem também ter discos que eu não tenho e não encomendei. E não era essa a ideia. Eu queria agora... A minha ideia inicial era, ok, o disco está desgastado, não se deve meter pastilhas novas em discos desgastados, porque o contacto não é perfeito, a pastilha vai se desgastar muito mais rapidamente.

A travagem também não vai ser incrível, mas era uma solução intermédia, em que eu trocava as pastilhas, via como é que aquilo ficava, e depois, posteriormente, lá trocava os discos e se fosse preciso metia novas pastilhas. As pastilhas são 20 paus. Nada de outro mundo.

O que é que eu fiz? Tutoriais no YouTube, ver que ferramentas é que preciso, ok, preciso disto e daquilo, fui ao Le Roi, comprei, cheguei ao carro. Primeiro, encontrei uma nova garagem ao ar livre, o parque de estacionamento da Decathlon Sintra, que é um bom parque, um parque grande, sem grandes movimentos, meti-me ali num lugar estratégico e lá andei eu. Soco!

Falhei logo a missão, logo à entrada, porque um dos parafusos da pinçazinha do travão não o consegui tirar. O primeiro, após algum esforço, lá consegui. O segundo, mentira. E chegou um ponto em que eu já estava a moer o parafuso e a chave rodava sobre o parafuso e não dava.

Ainda pensei em comprar uma chave um tamanho abaixo, mas uma vez que o disco já está todo ratchet, eu pensei acho que desta vez vou ter que abdicar do meu orgulho enquanto mecânico e vou ter que levar a uma oficina, eles que me troquem já pastilhas e discos.

Estou a falar traseiros, calma. Os dianteiros vão ter que aguentar porque a vida também não é isto. Mas trocar e fica já disco novo, pastilha nova, fica com as pastilhas de substituição. Estou à espera que eles quando troquem, troquem também aquele parafuso que já está ruído. Para eu depois conseguir também fazer as minhas brincadeiras.

E... portanto é isso. Marquei para segunda-feira. Vou ali deixar o carro anor out. Discos premium, pastilhas premium. Por que não andamos aqui a brincar? A diferença de preços não era substancial e eu disse, vai premium. Picante merece.

E então foi isto. Foi isto. Estou excitado para isso. E para depois ver o que é que eles andaram a fazer no carro. Andaram a desmontar e ver. Ok. Isto é assim. Eles fizeram isto aqui. Nice. E depois também para ver. Que diferença é que vai fazer. Porque honestamente ando a conduzir. Ando com a condução super ultra defensiva. Condução Atlético Madrid 2015. Porque não consigo travar.

O carro até trava, mas faz um basqueiro, que eu não adoro. As pessoas ficam tipo, o que é isto? O que é que se está a passar? Então estou sempre a dar muita margem para antecipar os possíveis cenários. Imaginem, estou a chegar a uma rotunda. Vou a 20h, 30h. Assim que vejo que há uma brecha, acelero para não ter que parar. E faço isto em tudo. Sinais. Lá ao fundo está um sinal vermelho. Devagarinho. Quando ele passa verde, eu, zau, lá vou eu. Mas isto também não é vida.

Então, lá deixei. Ah, foram 200 paus. Ah, mandei também trocar o óleo dos travões. Ficar já tudo. Ali um DOT 5, um melhor óleo possível. Depois, pensamos em trocar o eixo dianteiro também. Pastilhas e travões para ficar tudo com a mesma marca, com a mesma qualidade.

Estou com medo é dos amortecedores, porque os amortecedores também já estão off, mas são caros. É uma coisa que eu não vou conseguir fazer de certeza, porque envolve aquela questão das molas, apertar molas, ter um... Não me lembro agora do nome, mas é aquela cena que aperta a mola e aquilo é perigoso, se a mola salta, parte-me todo. E para isso já basta o vale-verde, então não dá bem para inventar.

Ah, pensava que eu tinha ido embora. Calma. Então, não podem esperar 5 segundos, 10 segundos. Calma, não aconteceu nada, o telemóvel está a funcionar, o Spotify está a andar, calma. Fui na quarta, hoje é sexta, quarta, cortar o cabelo. E aconteceu uma cena muito estúpida, para finalizar este episódio. Estava a cortar o cabelo, com o meu puto Enoch.

E ele abre uma gaveta, tira dois repesados, um para ele, um para mim. E eu, ok, repesado. Peguei, abri aqueles clássicos com aquele plasticozinho e meti na boca. Passado 10 segundos, começa a me arder a boca, mas de uma forma estúpida. E eu assim, pronto, ok, pode ser aquele momento inicial, não sei bem que repesado é este, mas vou aguentar-me e já se vê, isto já passa. Não passava. Tive que parar, imaginem, para não ter... É...

aquela sensação da boca toda a arder, deixava o reposado num cantinho da boca, numa bochecha, depois deixava noutra, só o que acontece? Eu deixava um bocadinho e começava a sentir a bochecha dormente. Deixava na língua, língua dormente. E eu, o que é isto? Que reposado é este? Eu já estava a ficar mal disposto, estava ali, depois cabeça para cima, ele já me estava a fazer a barba, e eu, isto eu não vou aguentar. Vou ter que tirar isto.

Eu tinha posto o plástico no bolso, pensei, na próxima oportunidade em que ele se virar, eu abrir a boca, repossado, plástico, bolso. Ele vai e eu, olha já, tal, tal, tal, olho para o plástico repossado de gengibre. Mas o que é isto? Quem é que gosta disto? Repossado com a boca toda a arder, a boca toda a dormente, para quê?

Gengibre é aquele toquezinho mesmo leve, muito leve, ou então é uma estupidez. Ah, mas isso faz bem. Não me interessa. O que é que me interessa fazer bem se eu tenho a boca toda dormente? A boca toda dormente é o Carreiras.

Malta, vá lá. Vá lá. Imaginem, há repessados de Coca-Cola, repessados daqueles de fruta, repessado de caramelo, repessado de menta, repessado de café. Repessado de gengibre? Gengibre. Ginger. Malta, vá lá.

Meu pensamento é singular, negatividade tá-se a dissipar Meus tropas dão sangue, eu sinto a circular Escondido no estúdio, o orque tá raro Escrita de madruga, pra mim não tá tarde Meus diz estão comigo só pra acompanhar Me avolar no sky, mete o olho cá embaixo Tropas estão com olho gordo no meu tacho Dá uma salta, tampa, não briga