Episódios de Performa Q. Pod.

Transformação Digital no Varejo da KaBuM! com IA | Julio Trajano | Performa Q. Pod. na CBN

02 de maio de 202656min
0:00 / 56:26

Ao lado dos hosts Samir Karam (COO da Performa_IT) e Ana Gabriela Marin (CMO da Performa)IT), Julio Trajano compartilha sua trajetória — de vendedor a CEO — e revela os bastidores de grandes transformações no Magazine Luiza, Netshoes e KaBuM!.

Descubra como a inteligência artificial já está impactando diretamente as vendas, a experiência do cliente e a tomada de decisão nas empresas. Entenda por que a centralidade no cliente, a cultura organizacional e a velocidade de adaptação são fatores críticos para sobreviver no mercado atual.

Além disso, Julio traz insights práticos sobre:

  • Como escalar operações digitais com eficiência
  • O impacto da IA no varejo e no comportamento do consumidor
  • Cultura, liderança e tomada de decisão em ambientes de alta performance
  • O futuro do e-commerce e da experiência omnichannel

Se você atua com tecnologia, inovação, negócios ou liderança, este episódio é essencial para entender como grandes empresas estão se preparando para o futuro, hoje.

Principais Tópicos do Episódio:

  • Transformação digital no Magazine Luiza e KaBuM!
  • Inteligência Artificial aplicada ao varejo
  • Estratégias de crescimento e escala em e-commerce
  • Cultura organizacional e foco no cliente
  • Omnichannel e o futuro das lojas físicas
  • Tomada de decisão baseada em dados
  • O impacto da IA no comportamento do consumidor

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Participantes neste episódio3
A

Ana Gabriela Marin

HostCMO da Performa_IT
S

Samir Karam

HostCOO da Performa_IT
J

Julio Trajano

ConvidadoCEO da KaBuM!
Assuntos8
  • Inteligência ArtificialImpacto da IA nas vendas · IA na experiência do cliente · IA na tomada de decisão · Cérebro da Lua (Magalu) · Ferramentas de IA para análise de dados
  • Transformação Digital no VarejoTrajetória de Julio Trajano · Desafios no Magazine Luiza · Experiência na Netshoes · Cultura organizacional · Centralidade no cliente
  • E-commerceEscalar operações digitais · Futuro do e-commerce · Experiência omnichannel · Integração de lojas físicas e digitais
  • Cultura e Liderança em Alta PerformanceCultura organizacional · Liderança e tomada de decisão · Cultura de frugalidade · Rituais de comunicação interna
  • Comportamento do Consumidor e TecnologiaImpacto da IA no comportamento do consumidor · Exigências do consumidor moderno · Consumidor sensível a preço vs. inovação · Comunidade gamer e tecnologia
  • Estratégias de Negócios e InovaçãoTomada de decisão baseada em dados · Adaptação e disrupção constante · Curadoria de produtos · Monte o Seu PC (ferramenta)
  • O Futuro do Varejo FísicoIntegração com o digital · Lojas físicas como centros de experiência · Galeria Magalu
  • Gestão de TalentosProgramas de formação de jovens · Trainees em Inteligência Artificial · Geração Z no mercado de trabalho · Definição de sucesso por geração
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Fala, galera! Está no ar pela CBN Campinas o Performa Que Pode, nosso bate-papo semanal sobre tecnologia, inovação e os bastidores de quem está moldando o futuro dos negócios. Nosso convidado de hoje está à frente do maior e-commerce de tecnologia e games da América Latina. Roda a vinheta!

Performa Que Pode na CBN tem o oferecimento de PagUtil, a evolução em pagamentos de tributos e Performa IT, o futuro hoje. Fala, galera. Sou o Samir Karam. Estou hoje aqui com vocês, junto com a Ana Marim, minha grande amiga diretora de marketing, para mais um Performa Que Pode na CBN Campinas. Valeu, Samir. E hoje a gente recebe o Júlio Trajano. Ele é CEO da Kabum. Júlio, seja muito bem-vindo ao Performa Que Pode na CBN.

Eu que agradeço o convite, super prazer estar aqui em Campinas, né? Somos vizinhos aí, o Cabo Fico em Limeira. Estão em Limeira hoje. É, em Limeira, então bacana demais. Eu tenho uma memória afetiva muito grande aqui em Campinas. Minha avó morou, a mãe do meu pai morou muitos anos aqui. Eu, quando menino, bem jovem mesmo, eu vinha bastante. Ela, infelizmente, já não está mais entre nós aí, mas é uma memória boa que eu tenho de Campinas. Eu morava num prédio, em frente de uma praça, tinha um coreto.

Legal. Eu também morava no prédio em frente à praça com o coreto. Eu não sei dizer o nome, mas é uma lembrança afetiva boa. Obrigado pelo convite. Imagina. A gente que agradece. Obrigado mesmo. É uma honra. Na verdade, a gente é fã de carteirinha aqui do Cabum, da história.

do Magalu também, né? Do Luísa Leps. A gente, como tecnologia, não tem como não ser apaixonado pela história. Pra mim, é o maior case de transformação ágil do Brasil, né? De transformação digital, sem dúvida, quiçá, do mundo, né? Um dos grandes cases. Pra mim, é um exemplo.

E a gente hoje gosta muito de contar essas histórias porque inspira muitas empresas do setor, empresas tradicionais. Tem empresas que já nasceram digitais. No caso, o Kabum já nasceu digital. E o Magazine Luiza nasceu tradicional, uma empresa do setor. E é bacana você ter vivido os dois mundos. Eu quero conversar um pouco sobre isso com você hoje, sobre esse paralelo. E aí eu vou começar com essa pergunta. Quais os desafios, quando você assumiu o Kabum,

Como é que estava a empresa em 2023, que você assumiu até recente? E como é que foi para você, que trabalhou durante muito tempo num varejo tradicional e passou por esses desafios e assumiu uma empresa já nativa digital? Como é que você consegue fazer esse paralelo dos desafios entre essas empresas que você já passou?

Legal, Samir. Antes de eu chegar no Cabum, eu comecei a trabalhar na vareja há muitos anos. Eu tenho 32 anos de vareja. Sou novo, hein? Vendedor nato. Nasceu vendendo ali. Então comecei bem jovem mesmo. E comecei... Eu me considero jovem. Então aqui 32 anos parece muito, né? Exatamente. E é muito. Eu podia começar com 12 anos.

Podia começar com 10, com 9. E aí, então eu comecei a ter contato com esse online, com o e-commerce em meados de 99 para 2000. Bem no início. Você deve lembrar bem disso. Não tinha conexão. Não é que a conexão que você tem hoje aqui, que é super veloz. É conexão de escada. Então, eu acho que eu lembro em casa, eu tinha que acessar depois do horário para poder pagar um pulso só. Então, tem toda essa história. Era tudo muito difícil. Então, comecei a viver esse momento.

Mas para encurtar um pouco essa história, em 2016 a gente teve uma troca de comando dentro do Magazine Luiza, o Marcelo Silva, que era o antigo CEO, o Frederico assumiu, e ele me convidou para estar à frente da operação do e-commerce, que era bem pequeno naquele momento. Ele apresentava cerca de 16% a 20% do nosso negócio. Nem 20%, não chegava a 20%. Tá bom.

E aí a gente fez um trabalho muito interessante, nós vamos conversar bastante aqui, para que hoje em dia, mais de 80% da nossa operação hoje está já do grupo como um todo, dentro de operação online. E aí, depois disso, o Magalu adquiriu a Netshoes.

em 2019, eu assumo a NetShoe em 2021, fiquei até 23 lá, e em 23 assumo o Kabum. Foi uma experiência super legal, respondendo a sua pergunta. É uma cultura totalmente diferente, um consumidor que eu não estava acostumado, não conhecia muito.

Os gamers, né? Foco total em gamers e muito game e muita tecnologia. Perfeito. E eu vinha, pelo menos, do último mercado que eu estava, que era um mercado diferente. Eu conectava com corredores, com gente que gosta de crossfit, gente que gosta de fazer exercício, jogar futebol.

É outro lifestyle, né? É um outro lifestyle, né? Mas isso foi muito interessante, porque eu tive que estudar muito. Porque eu acho que todas as nossas alternativas de sucesso do varejo estão baseadas no cliente. Eu sou doente no cliente, então eu precisava entender o cliente para saber o que fazer. E foi isso que eu fiz. Eu costumo brincar, e é verdade.

que eu, quando eu era jovem, não joguei videogame, muito videogame, né? Porque eu não tinha nem tempo, comecei a trabalhar cedo e tal. E aí fui descobrindo, comecei a estudar. Meu filho é um aficionado por game, então me ensinava muito. Então eu comecei a estudar, abri uma conta no Twitter. A gente tem um time de League of Legends, um time em uma casa em São Paulo, a Game House. Nós temos 10 atletas lá, nós somos tetracampeões brasileiros de League of Legends.

Que massa. Que é o jogo hoje, um dos jogos mais reconhecidos do planeta, nesse nosso segmento.

E aí comecei a estudar. Eu lembro que eu cheguei um dia lá, aqui na Riot em São Paulo. Falei, tinha um jogador nosso lá. Falei, eu quero que você me ensina todo jogo aqui. Comecei a jogar, porque a gente tem que saber, né? Pra tomar desse jogo. Conhecer o produto. Tá próximo da comunidade. O bom vendedor é aquele que conhece o produto que tá vendendo. Conhece o produto que conhece a comunidade. E a comunidade pra quem tá vendendo.

Exatamente. O que eles querem. Então, esse foi o meu... Pra te falar do grande desafio do começo, foi esse aí. Deu um frio na barriga, mas depois eu me adaptei. Hoje eu gosto demais. Demais.

Que legal. Júlio, você começou de vendedor e hoje você está a CEO, está à frente dessa grande corporação. Você se destacou muito jovem como vendedor. Você comentou assim, eu sou doente pelo cliente. Como é que foi essa sua jornada? O que te diferenciava para ser um excelente vendedor desde jovem? Eu acho que essa... Eu tenho uma questão que eu carrego comigo, que é a história do inconformismo.

Sou sempre muito inconformado com as situações. Meta, por exemplo. Meta, para mim, se eu não bater a meta, eu não estou conformado. Eu estou super inconformado de não buscar. E traçar estratégia. Até hoje eu acho que eu faço muito disso. Se não está funcionando de um lado, vamos tentar de outra forma. Vamos buscar alternativas. Nunca desistir. Então, para ser bem pragmático na resposta, eu acho que é realmente esse inconformismo que eu tenho de fazer algo acontecer. E desde muito novo.

Pra vocês terem uma ideia, quando eu comecei a trabalhar, meu pai, formado em faculdade federal, sempre muito estudioso, gostava muito de ler. E ele falava pra mim, se você não for bem nos estudos, eu vou te tirar do trabalho. Então, era o inverso. Então, eu acho que isso pra mim sempre foi muito forte. E eu precisava, inclusive, entregar resultado. E até hoje, eu digo que eu não preciso ter chefe pra me cobrar. Porque cobrar igual eu me cobro seria muito difícil.

Eu queria, ainda voltando nessa sua trajetória de carreira, você viveu esse momento de transformação do Magalu. Já ouvi muito o Fred, o Fatala, contando sobre o caso. E conta um pouquinho pra gente, na sua visão...

Qual foi o maior desafio de uma empresa que nasceu tradicional se tornar uma empresa com esse número que você acabou de trazer de 85%? Mais de 80% da venda ser digital. A maior transformação foi em pessoas, foi em processos ou foi de fato investir em tecnologia?

Essa pergunta é muito legal, porque eu acho que não tem uma bala de prato, transformação, vamos colocar tecnologia e virar uma empresa de varejo. Não tem como, não tem como. Mesmo porque o Magalu nasceu de uma empresa tradicional do varejo físico, de lojas físicas. Então, e o Magalu, eu não sei se você lembra, mas em 1992, não sei se você sabe dessa história, em 1992, o Magazine Luiza...

lançou a loja virtual. Loja virtual. 92? 92. Caramba. O que era a loja virtual? Não tinha internet aqui. Não, não tinha quase que nem internet. Não, não existia internet. Não existia. E aí, como é que funcionava? As cidades menores, olha a visão, em 92. Cidades menores, instalava uma loja, não tinha produtos na loja, você tinha os vendedores.

Então, na época, eu acho que eu vou falar um negócio que muita gente não conhece, que é o videocassete. Eu acho que os jovens aí, abaixo de 27 anos... Peça de museu. Peça de museu. A Mari nunca viu na vida. Com certeza que não. Peça de museu. Então, tinha o videocassete, você falava, quero comprar uma geladeira.

O vendedor ia lá, colocava... Aí tinha um book, falava no minuto 3 e 20, ele ia lá no 3 e 20, a geladeira virava, abria a porta, enchia a geladeira, viria a geladeira do outro lado. É o videozinho 360 de hoje, e aí a gente começou a ter muita base desses produtos, porque a gente captava tudo em Ribeirão Preto, nos estúdios lá que a gente tem até hoje, captava tudo e jogava nessa base.

Então isso foi... Visionário. Visionário. Foi a ideia da Luiz Helena. Foi a ideia da Luiz Helena. Brilhante. Existem até hoje muitas dessas lojas. O sonho é trazê-la aqui um dia. Ah, é? Vamos fazer um hashtag bem Luiz Helena. Eu ajudo. Eu ajudo. E aí a gente...

Essa base nos ajudou muito. E aí quando a gente foi fazer essa transformação, foi lá atrás, desde 2000. Então, óbvio, questão cultural, trabalho, novas ideias e, obviamente, tecnologia. Sem dúvida, tecnologia presente desde muito cedo. Mas antes do e-commerce, que eu quero detalhar aqui, antes do e-commerce também a tecnologia sempre foi muito presente nas lojas físicas do Magalú. A cultura de muita tecnologia. Legal. E as pessoas, como é que foi passar por isso?

Obviamente teve gente que se adequou mais rápido, teve o que a gente chama ali dos early adopters, que são quem adota mais cedo uma nova, não só mais uma nova tecnologia, mas uma nova mentalidade, uma transformação. Botamos ali o Luisa Labs nascendo, como a gente falou, numa salinha pequena e hoje mais de duas mil pessoas, talvez trabalhando com tecnologia.

Como é que dica você dá para uma empresa ou para um empreendedor, um CEO, que está querendo implementar essa transformação digital? Ainda mais hoje, a gente vai falar disso alavancado com o IA, que torna esse assunto ainda mais crítico e urgente para quem ainda não passou por esse processo de transformação. Qual é o maior desafio que você entende que a empresa vai precisar superar nessa jornada?

A nossa empresa tem uma cultura muito voltada para as pessoas. Então, inclusive pessoas que têm muito tempo de casa, 30 anos, 40 anos, 50 anos de casa, né? Trabalhando dentro da empresa. E a empresa nunca abriu mão de desenvolver as pessoas com o novo propósito, né? E tecnologia nesse momento. Eu lembro como se fosse hoje. Você tem ideia? A gente criou naquele período.

era um pipoca com guaraná toda segunda-feira só pra falar de tecnologia qual a tecnologia veio pra frente quem quisesse participar não era obrigado, aberto que não tinha transmissão online era fisicamente realmente tinha pipoca com guaraná e a pessoa começava a entender fazer questionamento, se posicionar eu tô fazendo muito paralelo do que nós estamos vivendo hoje com inteligência artificial é aí que eu quero chegar

É muito isso, né? Eu acho que é uma mudança gigantesca. A gente teve uma outra muito grande, que foi a questão do celular, quando a chegada do smartphone, não celular. E aí, então, a gente sempre fazia isso e adaptando as pessoas. Trouxemos gente de fora, claro. Obviamente, você precisa trazer um know-how diferente, uma perspectiva diferente, com visão um pouco mais acentuada. Então, o Frederico chegou nessa época, em 2000 também, também participou de todo esse processo de desenvolvimento do online e contribuiu bastante.

E aí depois, muito foco na tecnologia, né? De desenvolvimento mesmo, desenvolvendo pessoas e também a própria tecnologia. Foi muito bacana esse processo aí. Se você achar que a gente conta essa história aí, você tem umas três horas. Duas horas aí pra gente contar. Oi, Júlio. E disso tudo que você viveu, você viveu muitas transformações, né? Qual foi a transformação mais difícil?

Nossa, que pergunta difícil essa da Amy, porque são tantas. Mas eu acho que transformações... A gente gosta disso, sabe? O varejo é uma transformação diária. Eu costumo dizer... É loucura, né? A gente tem muito cliente de varejo, né? Deve ter. O varejo é loucura. E o nosso varejo é...

Eu brinco assim, até que a gente costumava jogar o FIFA, né? O FIFA, que é um eu contra você. Hoje a gente joga Fortnite, porque é tiro pra tudo quanto é errado. A concorrência cresceu demais. E nós estamos no país, que é o Brasil, né? A parte de questão tributária e fiscal.

Esse eu acho que é o maior gargalo que a gente tem ainda. Nós estamos passando por isso agora a partir do ano que vem. Até 2033 a nova questão fiscal e tributária. Então, isso também, eu costumo dizer que se eu precisasse fazer alguma coisa diferente do que eu fiz, eu estudaria mais a questão tributária e fiscal. E gravamos um episódio recente com o Dr. Homero, que é um especialista sobre reforma tributária. Sobre reforma? Putz, que legal.

Já lançamos exclusivos sobre reforma tributária. Depois, quem está ouvindo pode procurar.

A gente te passa depois o link. Eu acho super importante, inclusive para a dica para quem está ouvindo, porque tem muito dinheiro em cima da mesa. Eu não estou falando para fazer nada fora do que está escrito. Mas você precisa saber. Mas você precisa entender cada detalhe, onde você vai faturar para colocar o seu centro de distribuição, as suas lojas, tudo isso. O varejo é isso, a transformação. Na verdade, eu gosto de falar que não é que a gente está vivendo...

uma nova disrupção. A gente está num estado permanente de disrupção. Sempre. Acho que estar sempre em constante transformação, acho que essa é a melhor dica para quem quer vencer no varejo. Nós temos surpresa com dólar, surpresa com tributos, surpresa com... Geopolítico. Geopolítico. Então isso tudo influencia muito na questão do negócio. Pessoal, o papo está muito bom, mas vamos fazer uma pausa rápida. Segura aí que a gente volta já já, logo depois do intervalo.

Performa que pode na CBN tem o oferecimento de PagUtil, a evolução em pagamentos de tributos e Performa IT, o futuro hoje. Estamos de volta no Performa que pode na CBN Campinas e hoje com Júlio Trajano, CEO da Cabum.

Muito bom, Julião. Vamos falar de um assunto que acho que está todo mundo aqui falando. A gente arranhou um pouquinho no primeiro bloco, que é a inteligência artificial. Como é que está o uso realmente de IA com vocês? A gente tem ouvido aí notícias, principalmente do lado do Magalu, ali com o Cérebro da Lu, mas a Kabum também está embarcando nisso. Como é que está hoje esse assunto lá dentro da empresa como um todo? E o que você tem visto pela frente? De fato, é algo que está revolucionando o varejo ou ainda é só experimentação?

Nossa, essa aí é como eu tinha até comentado anteriormente aqui sobre essa nova evolução, a transformação. É uma evolução, mas uma transformação gigantesca. E assim, não tem como, dado que a gente já tem visto hoje, não tem como estar de fora, não desenvolver nada para o seu negócio, porque não vai morrer.

Vai morrer. Então, na empresa, hoje, ele está dentro do nosso plano estratégico, a partir de já. Legal. Nós temos cinco pontos. Um dos pontos estratégicos é a inteligência artificial. Não é a, mas é ali. Não, é em tudo. E não é a inteligência dependendo só de um departamento de inteligência artificial, não.

Todo mundo vai ter que se desenvolver para poder atuar no dia a dia com isso. O RH, o marketing, o financeiro, todo mundo. O nosso RH já está funcionando. Ótimo exemplo. Nem tinha de contato, você tocou no ponto. O nosso RH, por exemplo, eles desenvolveram... Não foi o detalhe, não foi a tecnologia. Eles desenvolveram uma ferramenta e você chega lá hoje e fala assim...

Eu quero saber quando vence minhas férias. Consigo pegar meu lerite, plano de saúde, tudo. É impressionante. Imagina o tempo otimizado com isso, né? Tempo e gente, né? Porque senão você pega um telefone, eu mando um e-mail pra alguém responder uma dúvida de um plano de saúde ou de um lerite que eu preciso receber. Então é realmente fantástico. E aí, dado tudo isso, nós começamos a desenvolver também, de novo...

Tem o back office todo, toda a parte de supply. Hoje a gente consegue tudo fazer. Hoje a aferição dentro do Cabo 1, quanto eu vendi dessa mercadoria? Hoje 60% do que eu vendo eu importo. China, Estados Unidos. Então eu tenho um lead time bem grande da operação de desenvolvimento do produto. O controle de estoque ali é super sensível. Muito, e é em dólar.

Nossa, tudo em dólar. Eu pago no dólar. Então, o que acontece? A inteligência já consegue me dizer quantos produtos eu vou vender na semana 32, 33, 34. E a preditiva. E a preditiva. E estudando o resultado do dia. Mas hoje foi um pouco pior o ajuste. Então, sim.

Esse é um outro ponto da parte supply. Agora o mais legal que eu queria contar foi quando a gente desenvolveu o Cérebro da Lua lá dentro do Brasil. E eu indico todo mundo testar aí pelo WhatsApp, o Cérebro da Lua é muito legal. E hoje você abre o seu WhatsApp no Magalu verificado lá, Magalu verificado.

E você consegue comprar o que você quiser. Não só comprar, mas como tirar dúvida. Tem uma história muito boa, que foi de ontem essa história, vou até contar, que uma cliente nossa, de Minas Gerais, ela se assistiu ao WhatsApp e ela perguntou, eu quero comprar um trem para colocar no cano.

Um trem para colocar onde? Exatamente isso, um trem para colocar no cano. E na verdade ela estava querendo comprar um Veda Rosca. Um Veda Rosca. É isso que eu ia imaginar. E a Lu conseguiu entregar para ela o Veda Rosca. É impressionante. E foi um depoimento da cliente. Nós vamos até mostrar depois esse depoimento. Que legal. Então assim, essa história, sabe? É que mira tudo trem, né? Tudo trem. O Veda Rosca é um trem, né? É um trem.

É o trem para colocar no trem. Aí ficaria mais difícil. Aí ficaria um pouco mais difícil. Mas é um pouco disso. A experiência é fantástica. Eu navego bastante. Sou aficionário de televisão oficial na minha vida pessoal também. Navego bastante. Já comprei bastante. Então, a busca... Eu falo para ela assim, não, eu não quero que entregue nesse endereço. Quero que entregue nesse outro endereço meu. De Limeira, por exemplo.

Eu morava em São Paulo, o meu endereço fica em São Paulo. Não, não quero em São Paulo, quero que entregue em Limeira. Ela já troca o seu carrinho. Fala, não, então é isso que eu quero mesmo. Lu, tem cupom? Aí ela fala, tem um cupom aqui para você, já vou colocar um cupom no seu carrinho aqui, um desconto. E como é que está a adoção? Não sei se é muito recente, mas a adoção está dentro da curva que vocês esperavam. Ganha escala muito rápido.

é impressionante, ganha escala muito rápido o público tem aceitado porque tem aquela história transformação do e-commerce foi algo que levou muito tempo a gente falou de na internet em 95 pra começar a ter e-commerce por volta de 2000 e pra realmente ser algo crescente levou anos eu tenho visto, a gente já falou disso em outros episódios nossa hipótese mas que tá quase virando uma tese é que a revolução, a transformação da IA galera

vai ser maior do que a da internet. E eu não tenho dúvida nenhuma disso. Certeza que é mais rápido. O que a gente tem visto é, realmente, a taxa de adoção está muito mais rápido. A gente já viu dados, né? O tempo que o Google levou para atingir, não lembra qual era o ano. 100 milhões. 100 milhões de usuários, o chat GPT já... Longe. Far away. Atinge muito antes, né? Muito mais rápido. Muito antes e um público bem maior. Isso. Você pega, assim, eu tenho filhos jovens aí, minha filha é de 12 anos e o meu filho de 15. Legal. Que já são adeptos ao chat GPT. Interessante.

Ou seja outra ferramenta. Mas o chat de PT, que hoje é 95% do mercado brasileiro hoje o chat de PT. E meus filhos hoje vão estudar o chat de PT. Hoje minha cachorrinha em casa estava com problema. Minha esposa comentou. Meu filho já me meteu no chat de PT.

o exame de sangue da cachorra para saber que eu quero o problema, sabe? Então, isso, eu estou falando de 12, a de 12, a de 15, e todo o meu time, né? Hoje, até ontem, mês passado, o meu time lá de tecnologia, de planejamento, não é nem de tecnologia, de planejamento, eles desenvolveram uma ferramenta, eu estava te contando, uma ferramenta de inteligência artificial super simples.

Simples, não estou falando, não é nada engenharia de foguete aqui, é coisa simples mesmo. Que hoje eu tenho acesso para poder fazer uma reunião com o time, um fornecedor ou minha equipe mesmo, que eu consigo pegar detalhes. Eu estava te contando uma que eu fiz hoje, eu falei, eu quero uma análise dessa data, quantos clientes compraram, quantos clientes foram novos. Depois ele me trouxe, eu falei, quero saber quantos clientes retornaram.

Então é impressionante. Você conversa com os dados. Quais os produtos mais vendidos, eu consigo enxergar os produtos mais visitados, com menor conversão.

Então, assim, é algo surpreendente para a tomada de decisão. O varejo tem que ser muito rápido. Então, essa inteligência artificial, se ela não estiver composta para isso, e de novo, repetindo o que eu acho bem importante, com a centralidade do cliente, focado no cliente e desenvolvimento, eu acho difícil. Então, assim, a nossa tomada de decisão tem que ser muito rápida. Não posso esperar dois dias. Se eu esperar dois dias, eu perco dois dias de venda.

Ou eu posso ganhar dois dias de venda maiores do que era a minha meta. Então, a tomada de decisão, ele nos ajuda muito nesse contexto aí, nesse caso. Legal.

Júlio, você falou sobre o cliente, você está comentando da experiência do cliente. Existe um caminho para que os clientes, no futuro, sejam os agentes. Porque os clientes vão ter os seus agentes. Como vocês estão se preparando para isso? Exatamente. A gente discutiu muito o nosso último planejamento. Exatamente esse é o nosso desafio. E esse eu acho que vai ser gradativo. Então, todos os agentes fazendo isso por nós.

nossos clientes, né? Vamos dizer assim. E operando por nós. E a gente vê, nós tivemos uma reunião com o próprio Google esses dias, que eles queriam definir um protocolo, né? Não sei se vocês estavam sabendo lá do UCP. RCP, né? Não, UCP mesmo, né? UCP. Mas mesmo nos Estados Unidos ainda tudo muito novo, né? Então você vai lá e o próprio Google tenta pelo Google, ah, quero comprar uma fantasia de Halloween pro meu cachorro.

Então, aí ele te traz a opção e fala, não, mas essa está muito cara, direto na ferramenta. E ele conectada com todas as plataformas do varejo. Nós acreditamos muito nesse negócio. O MCP, que é o protocolo de comunicação padronizado de IaaS como um todo. Não sei se o Google tem outro. Depois precisa ver se eu falei certo, eu não sei. A gente viu, inclusive, que a Localiza, acho que foi recentemente uma que agora...

Pelo que eu vi a notícia, dentro do chat GPT você... Ah, no chat GPT. No chat GPT, não, no Google. Você consegue hoje alugar um carro direto pela IA Generativa. É mais ou menos o cérebro da lua. Então, acho que está todo mundo indo para esse mercado, de conseguir conversar com a IA.

e concordo contigo, cara é um caminho sem volta, né? a gente, tanto o uso pessoal a gente falou no último episódio aqui também sobre essa questão de que todo mundo pessoal, você que tá ouvindo aqui pode ser um arquiteto de IA, não precisa ser só uma pessoa de tecnologia acho que essa é a principal transformação de mentalidade, né? porque tem gente do back office que fala, mas isso não é pra mim isso é o pessoal lá da tecnologia todo mundo

Ah, isso é difícil, né? É difícil. Porque você tem que saber falar português. Só não quer nem falar. Se você souber escrever e pedir para ela o que você quer, você cria hoje produtos, aplicativos, como você falou, agentes. Então, eu acredito muito nessa democratização. Eu gosto de falar que a gente, durante muito tempo, tentou ensinar, veio ensinando para as pessoas a linguagem da máquina. Você programar, falar com tecnologia, até comprar num e-commerce.

Não é algo natural. Não, não é. Certo? Para alguém que não é nativo digital, clicar, etc. E ver formulário para encher. Agora, com IA Generativa, pela primeira vez na história, a gente conseguiu ensinar para a máquina a linguagem dos homens. Exatamente. Então, não precisa mais treinar as pessoas em tecnologia. E se ela não soube, ela aprende.

Só você falar do seu jeito. Cara, eu acho isso tão incrível. Depois de trem, você tem alguma dúvida? Exato. É o melhor case que você poderia trazer. Você sabe que em 2023 eu estive numa feira muito grande lá em Taiwan. Uma feira de tecnologia maior do mundo. É fantástica essa feira. É fantástica. Foi a primeira vez que eu tive acesso à inteligência artificial funcionando ali.

E eu fiquei tão impressionado que eu achava que tinha rolo ali, sabe? Sim, alguém por trás ali mexendo. Porque ele falou pra mim, você conversa com ela em inglês? Porque ela ainda não aprendeu português. E eu escrevi, foi bem. E depois escrevi em português. Ela respondeu tudo em português. Nem o cara sabia. Alguém já ensinou português pra ela. Foi impressionante, nem o cara sabia. O cara da MSI, o diretor alto da MSI lá. Então foi impressionante.

E aí eu cheguei num hotel e você falou assim, eu posso fazer o check-out, o late check-out aqui?

Ele falava, olha, tenho disponibilidade, consigo para você ter 15. Não é uma pessoa, eu estava falando com a inteligência artificial. Então, assim, me surpreendeu muito e agora isso, como eu te falei, eu acho que é um terreno que está se fechando, quem não correr para frente vai ficar e vai morrer. E eu queria te perguntar, nessa sua visão ainda no tema de IA, mas agora olhando do lado do varejo, da Kabum.

como um varejo de tecnologia. Que impactos que vocês estão vendo que essa nova tendência, o uso de ar pode mudar até no comportamento do consumidor? Vocês já estão até vendo, sei lá, as pessoas vão... O ciclo de troca de notebook, por exemplo, vai aumentar, vai diminuir.

a tecnologia está popularizando isso já tem algum impacto de forma concreta para vocês em vendas? já está sentindo isso? tem um lado positivo e tem um lado de preocupação porque isso no nosso negócio afetou demais o nosso negócio você deve estar percebendo o preço de memória porque o mercado mundo consumindo e consumindo forte então se você por exemplo nossa empresa quiser montar lá o seu ambiente você vai precisar de uma placa de vídeo você vai precisar de uma placa de vídeo

Você vai precisar de memória, você vai precisar de processador, que é o que a gente faz. Acho que o Kabum teve um super boom em 2018 com criptomoeda, por exemplo. E você, para buscar criptomoeda, para minerar, você precisa de uma placa de vídeo, principalmente.

Então, a gente enxerga muito positivamente o que vai acontecer nessa conexão. Então, a gente está fazendo um trabalho muito forte para atender os PJs. A gente tem atendido muitas empresas que querem formatar o seu ambiente de cloud, com memória, com placa de vídeo. Mas, por outro lado, tem esses rumores que fazem faltar produto e a gente tem que correr atrás. Então, acho que esse é um pacto direto na nossa questão da inteligência artificial para o varejo, para os negócios. Obrigado.

Júlio, você falou bastante de inteligência artificial e dos movimentos. Conta um pouco para a gente como vocês fomentam isso entre os colaboradores e como vocês estão fazendo a governança disso. É ótimo, muito legal. A gente tem trabalhado muito nisso. Lembra aquela história que eu contei que a gente fazia no passado? Café com Guaraná? Não é café com Guaraná, não. Pipoca com Guaraná. A gente está um pouco nesse conceito de trazer isso para dentro de forma lenta, gradual.

Mas, levando em consideração que nós temos todo tipo de pessoas ali, as que sabem muito e as que estão começando agora e têm interesse, sabe? Então, acho que nesse processo... E a gente mostra as ferramentas. Olha que legal a ferramenta do RH. Olha que legal essa ferramenta que agora a gente tem, essa ferramenta. E as pessoas se encantam. Olha como é simples de executar isso.

Mas vocês têm um ritual que vocês mostram isso? Ou é uma comunicação interna? Nós temos. Nós temos uma reunião toda terça-feira. A gente tem uma reunião que a gente chama de resenha ninja. Porque o nosso garoto propaganda ali é um ninja, né? A gente tem um resenha ninja toda terça-feira, que é transmitido para todos os colaboradores do Cabum. Nós temos hoje cerca de 1.100 colaboradores. E a gente está falando, tem um momento ali que a gente fala muito de tecnologia e, obviamente, inteligência artificial, né? Muito bom, muito bom.

Júlio, vamos falar de rituais, então, e cultura, porque é isso que sustenta uma empresa tão forte como a que vocês estão construindo. Tão forte desse sucesso, né? Fala mais sobre isso. Você comentou de um ritual da Magalu também. Como é que é? Isso é muito bacana, né? Então, a gente tem hoje todas as empresas do grupo, inclusive nas lojas, nas 1.300 lojas, nos nossos centros de distribuição, toda segunda-feira pela manhã.

Nós fazemos um alinhamento, nós cantamos o hino nacional, o hino da empresa, e um alinhamento geral. Seja vendas, seja o que aconteceu, por exemplo. Olha o merchan do Luciano Huck ontem, que passou no domingão do Huck. Olha o que aconteceu, qual vai ser as campanhas dessa semana. Os aniversariantes da semana, a gente canta parabéns, dá presente. Ah, que legal! Foi meu aniversário.

Foi ontem Parabéns, Samir Tu merece um brinde Vamos visitar vocês lá em Limeira Então essa cultura E a gente Diz que isso é muito forte As pessoas gostam muito Cada semana uma área que faz A gente chama de rito de comunhão Parece rito, mas não tem nada com religião É o rito de comunhão É alinhamento Vamos chamar de alinhamento Maisons而ons Maisons Maisons

E a gente adequa para cada um. Então o time de tecnologia faz o deles, o Kabum faz o deles. O nosso, a gente está mudando para segunda por conta do espaço, mas a gente faz na terça-feira. Eu contei para vocês um pouco do Resenha Ninja. E a gente consegue alinhar todos os pontos da semana ali, sabe? Então isso é muito legal, é muito forte. E faz muitos anos que a gente faz isso já. Que legal. Eu queria puxar uma pergunta, conectando essa sua história no varejo, como comercial, agora Kabum, tecnologia.

E o número que você trouxe de mais de 80% hoje das vendas do grupo é pelo digital. Hoje você se considera uma empresa mais varejo ou mais tecnologia?

Eu acho que nós somos hoje uma empresa de tecnologia focada no varejo, voltada para o varejo. Então, acho que é esse o nosso cenário. Inclusive em loja física, porque parece que tecnologia é só para o e-commerce. Não. Nossa loja física hoje, você acessar qualquer loja do Magalu hoje, você vai receber, os vendedores vão te receber com um mobile, um telefone de celular na mão. Perfeito. Um telefone de celular. E dali você faz o cadastro.

Ah, Samir, seu CPA. Oh, Samir. E como é que está aquela televisão que você comprou? Pô, você quer comprar...

Quer ver um outro modelo? Quer ver um celular? Então, hoje tudo por ali, sabe? Mobile vendas. Eu convido todo mundo que não conheceu, nós abrimos uma loja nova, Samir. Lá em São Paulo, na Avenida Paulista. Ali é onde era, no Conjunto Nacional, onde era a antiga Livraria Cultura, não sei se vocês lembram. Chama Galeria Magalu. Esse projeto é um dos mais bonitos do mundo, né? Tá super bem falado. Ah, vou estar na Paulista semana que vem.

Dá uma passadinha lá que você vai... Nós abrimos a loja do Magalu lá dentro, tem uma loja do Cabum.

Da Época Cosmetics, que é maravilhosa. Da Netshoes. Bom, a Galú já falei. Então, todas elas integradas, com muita ação, sabe? Já viu o vídeo da loja. Já viu? É maravilhosa no local, né? Entra dos banners assim. É lindo. E ali tem um fluxo gigantesco. E a gente levou muita tecnologia para essa loja também, sabe? Legal. Então, isso para nós é por isso que eu falo. Somos uma empresa de tecnologia, mas focada, voltada para o varejo. É, eu... Maisons, galera. E aí

Gostei, adorei a resposta, porque assim, a gente tem aquela frase que no futuro toda empresa vai ser uma empresa de tecnologia que faz alguma coisa. Isso. A gente estava com, recebemos aqui o... Essa é boa também. Se é foto do Nubank, que cara, é uma empresa de tecnologia ou é um banco? É.

É muito difícil hoje você pensar em inovação e pensar em ter sucesso, vamos dizer assim, no mercado, sem você ter tecnologia embarcada. Hoje em dia eu acho que é quase impossível você pensar em competitividade, porque o mercado, vamos ser sinceros aqui, é um mercado muito agressivo. Demais. O varejo é um mercado muito competitivo. Demais.

Como é que você vai querer ser competitivo e liderar qualquer mercado que seja hoje, em 2026, se você não tiver tecnologia como um alicerce? Pode ter um ou outro business. Mas, cara, a gente já recebeu aqui na bancada superintendente de hospital, CFO, CEOs de empresas, banco, varejo, indústria.

e não tem setor onde realmente... Então, eu gosto dessa visão de que toda empresa no futuro, pega o case da Amazon, que acho que foi inspiração para muitas empresas aqui. É isso, é hoje uma empresa, eles estão posicionados no LinkedIn como uma empresa de tech. Nasceu vendendo livros, mas eles estão posicionados como uma empresa de tech. Desculpa te interromper, Samir, não é porque a gente quer.

O consumidor, o consumidor, não é? Eu gosto de tecnologia, eu tenho pouca tecnologia. Se você não colocar, o consumidor hoje, ele chega no hospital, a tecnologia que já existe, ele já está acostumado. Ele fala, não, eu não quero perder tempo com isso, sabe? Eu quero algo mais rápido e com mais praticidade para poder executar, seja em venda, seja em um hospital, seja em um atendimento. Você falou da Localiza, achei super legal. Então, sim.

É velocidade, você chega no Localiza hoje, você vai alugar um carro, você aluga pelo WhatsApp, chega lá, pelo aplicativo já abre o carro, você não tem contato com um ser humano, né? Exato. Esse é o lado ruim da história do IPG. Mas você não tem, ou seja, é uma operação que é muito bacana. Então, acho que esses detalhes, o consumidor está cada vez mais exigente com isso e a gente tem passado por isso já, né? Ô, Júlio, quando a gente olha para o varejo como um todo no Brasil, né? O varejo tech.

você vê que tem espaço para o crescimento, a gente olha o varejo lá fora, a gente vê tendências, para onde você vê que o varejo, de fato, está indo, do ponto de vista de adesão de tecnologia, trazendo isso para a realidade do Brasil e, obviamente, também para a realidade do Magalu e do Cabum.

Essa é a minha opinião. Eu acho que o varejo físico ele vai estar cada vez mais... Ele não morre, pelo contrário. Ele está mais vivo do que nunca. E não é no Brasil, não. Estou falando no mundo como um todo. Você vê a China, a própria Amazon nos Estados Unidos que começaram a abrir lojas. O investimento que o Walmart está fazendo.

passado chegou a ter esse, ah, não vai mais ter loja, shopping acabou. Já cheguei ouvindo na NRF, em Nova York, na Feira do Vale, vai morrer loja física, vai acabar loja física. Eu não vejo isso acontecendo. Nossas lojas físicas estão crescendo e crescendo bem aqui no Brasil. E abrindo mais lojas. E aí eu estava falando do mundo todo, não é só no Brasil. Então do mundo todo. Você vê a China.

A China que abrindo lojas e lojas. JD, várias lojas. Então, a Best Buy se reinventou, está indo super bem nos Estados Unidos. O próprio Walmart. O Walmart reinventou as lojas dele nos Estados Unidos. Ele tinha uma guerra grande com a Target. O Walmart tinha sempre preço, mas não tinha disposição. Hoje, se você for nas lojas do Walmart com muita tecnologia, uma exposição que brilha os olhos.

E eles estão dominando esse mercador. E agora entrar no segmento de ligar a loja física fazendo venda de legume, fruta, entrega em 15 minutos nos Estados Unidos inteiros. Olha que legal. Então, essa é a explosão da conexão. Então, imagina a quantidade de clientes que vão para a plataforma deles.

Então, eu acho que essa conexão, para mim, vai estar cada vez mais integrada. Eu gosto muito dessa visão que a gente fez. Eu contei para você que a gente fez a Galeria Magalu. Magalu já é super integrado. Eu acho que é um ponto de muito sucesso para quem apostar nisso. Você vê que hoje a tecnologia é um item que é um diferencial

ou ela é um item que ajuda a empresa a se tornar mais competitiva? Porque o consumidor, aí é uma opinião também, tá? Não tem certo ou errado, pode ter todo tipo de persona, a gente já falou de cliente, mas a gente sabe que o consumidor no varejo é muito sensível a preço. Muito, muito. Como é que a gente equilibra, na sua visão, essa questão de preço?

mas também está o tempo todo investindo em alta tecnologia, porque não é barato, vamos dizer assim, desenvolver um projeto como o Cérebro da Lua, como outros projetos, e ao mesmo tempo a gente sabe que o consumidor é bastante sensível a preço. Como é que vocês equilibram esse desafio de competitividade e inovação? Essa é uma pergunta muito interessante, que a gente trabalha muito. O preço é muito importante. Eu costumo dizer que o preço... Você não precisa ser o mais barato, você tem que ser competitivo.

Então esse ponto é muito importante. Porque se você for mais barato em tudo, você não vai ganhar dinheiro. E dentro do nosso negócio do varejo, você não dá para investir. Não gera valor nenhum para o acionista. Então agora, se você consegue ter essa briga de... Briga não, essa disputa de preço cedo do competitivo e reduzir custo.

dentro do nosso negócio. Eu costumo dizer que custo é igual unha, tem que cortar toda semana, ou todo dia, que seja, sabe? Não podemos deixar... Eu olho despesa todas... Pra você ter uma ideia, eu aprovo até hotel, reserva, passagem aérea, esses detalhes, porque a gente precisava trazer essa cultura de frugalidade, né? Então, frugal é ser... Porque eu sei que com isso eu vou entregar o melhor pro cliente. Isso vai gerar...

Eu consigo gerar valor e trazer isso. Eu trabalho com uma margem um pouco menor. A gente ganha escala. A gente é muito grande. A gente é o maior e-commerce. Eu tenho escala para isso. Eu sou quase sempre o maior cliente dos meus fornecedores. Então, eu consigo ser competitivo para os meus clientes. E, obviamente, com nível de serviço bom. Porque não adianta também ter preço e não ter nível de serviço. Eu estava contando para vocês do Walmart, com o Target.

Ele se reinventou. Então, acho que isso tudo nos leva a uma situação positiva. Uma guerra de preço.

Oi, Júlio, e como que o público creator muda esse perfil de consumo de vocês? Nossa, muito boa pergunta. No Kaboom, especificamente, a gente tem uma comunidade, já conversamos sobre isso, uma comunidade muito grande de gamers e pessoas que são adeptas à tecnologia, que amam tecnologia. Amam? Amam.

mesmo. Você contou até, estava contando com o seu irmão. É, apaixonados por tecnologia. E eu estava contando para o Samir. Hoje eu fui almoçar com, antes de vir para cá, almocei com o Gaulês. O Gaulês é o maior streamer do mundo. Famous, famous. Muito famoso. Maior streamer do mundo de esportes. E ele estava me contando, né, que, pô, Julinha, semana foi muito difícil. Eu streamei 14 horas por dia. Na média eu faço 10 horas. Imagina aqui que é 14 horas na frente.

de uma câmera, buscando assuntos, gerando conteúdo. Exato, não é 14 horas paradas. Não, e com 200 mil pessoas ligadas, 150 mil, né? E a gente tem uma parceria com ele, por exemplo. São outros também, o Alanzoca, talvez nome que vocês nem conheçam muito, que é muito voltado. Meu irmão conhece, ele é super gamer. E isso ajuda a gente a conectar muito com a comunidade, entender o que a comunidade está querendo, sabe?

Ele leva essa palavra da nossa marca, né? De verdade. E aí, teve uma época, em 2023, o Gal me ligou e falou assim, o Gal Leis, falou, Julinho, eu estou vendo aqui o frete do Kabum, está difícil de comprar, você tinha um menu de frete aqui para escolher o frete. Ele falou, pô, coloca duas, nós mudamos na hora, só duas opções, um rápido e o frete normal.

A nossa conversão fez assim. Por isso que eu falo muito rápido. Numa visão que ele tinha que o chat dele, o público dele, que a nossa comunidade, estava falando para ele lá. Que legal. O que é a importância dessas parcerias com esse público. Olha a sacada. É para além de levar a marca. Você está escutando. Muito mais. Ele é um canal de aquisição seu, mas ele também é um canal de voice of customer.

Sem dúvida, sem dúvida. Isso para nós é muito importante também. A gente leva muito em consideração. Parte do nosso trato que a gente tem com ele é isso. Eu preciso saber o que a comunidade quer. É uma comunicação de duas vias, né? Exatamente. Receber o input também da comunidade. Claro, claro. O pessoal está pedindo. E a comunidade é rápida, hein? É. Se a comunidade diz que quer comprar um computador com uma LED vermelha, eu vou ter que ter uma LED vermelha. Quem sou eu? Eu gosto da azul, mas...

comunidade que é a vermelha, né? Então, isso é muito importante. Eu tava ouvindo um podcast outro dia, o pessoal que fez ali na Transamazônica, foi um um jipe, né? Um tour de jipe ali, de moto, etc. Foi muito louco. E aí o pessoal fez tudo, tudo live.

Fazendo o streaming do roteiro como um todo. Nossa. E aí o legal foi que tava contando assim, cara, peraí, eu descobri que tava, por exemplo, com o farol queimado do carro pelo chat. Os caras avisaram pra ele. Eu perdi meu óculos, a galera voltou lá no Jardim, falou assim, não, você deixou em tal lugar.

Obrigado. Então, tipo assim, olha essa comunicação de duas vias, como ela muda a realidade. A gente tem que aprender muita coisa de o que a gente achava que era verdade absoluta. A gente, eu digo assim, grandes marcas, né? Fazendo uma comunicação sempre de uma via.

E eu acho que essa nova realidade, ainda mais com essa pulverização com esse público, permite com que a gente escute muito mais as pessoas. Olha o exemplo que ele me deu hoje, que eu acho que casa muito com isso que você está trazendo. Ele me contou que a maior audiência dele está entre as 8, 9 da manhã até as 5 da tarde.

Eu falei, pô, Galilese, mas... Horário comercial. Eu tô trabalhando, eu tô estudando. Ele falou, Julinho, isso eu percebi. O que que acontece? O pessoal da minha comunidade... Multitela. Multitela. Então, muitas das vezes, ele tá ali com o computador trabalhando, aquelas empresas que permitem o YouTube ou o Twitch, ligado, ele tá trabalhando, ouvindo. E eu tive que mudar a forma da minha comunicação. Então, os jogos que eu transmito, ele tava me contando hoje, eu tenho que falar quanto tá o resultado. Ó, tá dois a um.

Porque ele não tá... O cara não tá nem vendo. Quando eu quero chamar atenção, eu falo algo muito específico pra... Tipo, caramba, olha isso. Vem ver isso aqui agora. Aí o cara olha e pergunta no chat o que aconteceu. Porque ele tava... Entendeu? Então, é adaptação. Isso tudo, pra todo negócio tem essa adaptação, né? Muito legal. Achei muito interessante isso aí. A forma que ele me trouxe de poder se reinventar, né? A forma de transmissão dele.

Legal. E eu queria conectar essa pergunta boa da Ana aqui com essa questão de ouvir mais o cliente, né?

Quais são as estratégias hoje do Cabum para estar mais próximo, para realmente, você considera que é uma empresa hoje que tem uma centralidade no cliente, que olha realmente para o seu cliente? E se esse consumidor, na sua visão hoje,

E de quando começou, vou voltar com o início do episódio, lá atrás, com o início do e-commerce, que vocês estavam até da loja virtual, você vê que hoje as pessoas estão mais exigentes, o público mudou? É. Nossa, então, o Magazine Luiza não é de agora. E se você pegar desde a fundação da Dom Luiza Trajano, não é a Luiza Helena, né? É a tia da Luiza Helena, Dom Luiza.

Sempre foi focada no consumidor. Desde então. Pra você ter uma ideia, o consumidor comprava. Ela era muito pequena, numa, duas lojas. O consumidor comprava e pagava no carnezinho. Sabe, aquela coisa que volta lá pra pagar. E aí ele voltava e falava, ó, Luiz, essa parcela eu paguei aqui. E não riscaram. Ela não queria saber se estava certo ou estava errado. Falava, está tudo certo, meu amigo.

Tá tudo certo. E a Luiz Helena, depois, na sequência, é uma das pessoas... Se tem alguém no mundo que é focado em cliente, eu acho que vai empatar com a Luiz Helena. Legal. Empata com a Luiz Helena, né? Ela que é o maior do mundo, empata com a Luiz Helena. Então, e aí, dentro dessa cultura difundida que a gente tem, a gente sempre trabalha isso, né? Então, o ano passado, por exemplo, ano retrasado, a gente teve uma campanha, a gente sempre teve uma campanha do ano, que foi Encanta Magalu, pra encantar o cliente.

Então, eu, por exemplo, no Kabum, quando eu cheguei lá, a gente faz uma reunião semanal, uma reunião de duas horas e meia, toda sexta-feira, para entender o que aconteceu com os clientes. Clientes estão reclamando disso, esse produto está com alto índice de devolução, está acontecendo isso. Comitê de clientes. Chama comitê de clientes. Chama comitê de clientes. Então, a gente aprofunda tudo. Porque o que eu faço? Antes dessa reunião, eu uso a inteligência artificial, eu vou lá no chat PT, dou um chat, ou Gemini, que a gente usa bastante. Busca aqui para mim, no Reclame Aqui,

com as últimas reclamações todas do Cabo aqui, eu quero entender. Região, produto, impressionante, né? É impressionante. Antes isso era na mão, se eu quisesse fazer, porque o reclamo aqui não me entrega isso rápido. Na verdade você não conseguia fazer. Não conseguiria. Tem uma série de outras coisas pra cuidar, alguém vai acabar fazendo.

e aí você... Não conseguiria. Então, assim, eu acho que essa centralidade ela não depende só de tecnologia. Depende muito da tecnologia, mas as pessoas precisam estar muito... Todas as nossas decisões são pensadas no consumidor, no nosso consumidor. E eu repito, não é o que eu gosto ou o que você gosta, é o que a nossa comunidade gosta, entendeu? O que pode ser diferente do que a gente gosta.

E vocês já mudaram, tomaram alguma decisão, você lembra, de negócio por conta do cliente? Por exemplo, o cara de produto, de vamos incluir, vamos tirar esse produto. Essa pergunta é muito legal também. Vocês estão com umas perguntas bem boas aí. O frete é um exemplo disso, né? O frete é um, mas eu tenho um mais legal ainda. Quando a gente comprou o Kabum...

o Cabum estava com uma operação de e-commerce um pouco maior, vendendo chapinha de cabelo, liquidificador, violão, freezer. E aí eu comecei, como eu te falei que eu estudei muito, eu comecei a ver muito a comunidade falando assim, pô, o Cabum não era isso, não é mais o mesmo, eu quero ver tecnologia, eu vejo um secador de cabelo. Então nós tivemos que tomar uma decisão muito dura, Samir.

que representava cerca de 600 milhões de reais de faturamento por ano. Nós abrimos mão nesse faturamento, aquela história de dar um passo para trás para dar uns três para frente. E conseguimos, então, justar focado no que era o nosso core, tecnologia e games.

E nós conseguimos crescer venda e conseguimos crescer também a rentabilidade. Então tem hora que você precisa de tomar decisões difíceis, mas tem que ser voltado para o cliente. Depois disso foi um sucesso. Então um outro exemplo rápido disso é quando eu cheguei também, eu percebi que o Cabum era pouco conhecido. Pouco conhecido fora da comunidade. Fora da comunidade. Porque a gente que editei... E aí o pessoal perguntava assim...

posso comprar no Kabum? É de confiança? E aí nós começamos, vai me entregar, porque tem muito falcatrua. O mercado está inundado. Eu acho que isso até fortalece as grandes marcas. Fortalece as grandes marcas, mas eu preciso avisar para o consumidor que aqui você pode comprar, que aqui não tem erro. E a gente começou a fazer uma campanha para esse tipo de comunicação, e deu muito super certo.

Legal. E, Júlio, o consumidor brasileiro de tecnologia, na sua visão e nos dados que você tem, ele é mais sensível ao preço ou ele é aberto à inovação, às coisas diferentes que você traz? Eu acho que ele é. Ele é muito aberto a novos produtos, a estar na vanguarda. Nós temos um objetivo lá que é estar na vanguarda da tecnologia. Lançou, a gente tem que ter. Nós temos que ser o primeiro a ter. Legal. Tem vezes que não dá certo, mas...

A meta está lá. Tem que estar na vanguarda, tem que ser o primeiro a lançar o produto aqui e é voltado mais para o nosso cliente. Então, nós temos produtos exclusivos, lançamentos exclusivos. Ele até paga mais um pouco. Paga, sim, um pouco, né? Nesse caso, que você foi o primeiro, conseguir sair na frente e tal. Não abre mão. De qualidade, né? É um ponto muito importante que é a qualidade dos produtos que a gente vende. Nosso ticket é muito alto, né? Sim. Nosso ticket é muito alto.

Então, essa qualidade também conta muito. E eu acho que esse... Vocês têm uma curadoria incrível, assim, né? De produtos. Gigante. Para realmente garantir a qualidade do produto. Gigante, assim. Tenho curiosidade até minha pessoal de como é que vocês conseguem dar conta, como é que funciona isso. Porque é muito produto, né? É muito produto, cara. A gente que é de tecnologia, às vezes não dá conta de acompanhar o lançamento, a gente vai no Kabum para ver o que está...

chegando. Mas a curadoria tem que ser muito bem feita, e a gente consegue fazer isso também. Uma pessoa que não entende tanto de tecnologia, ela consegue lá e conversar em alguma maneira, e alguém sugerir? Escolher um equipamento bom pra ela. Por exemplo, eu vou trabalhar no escritório, mas eu vou fazer edição de vídeos, porque normalmente essa pessoa hoje na minha vida é o meu irmão, ou alguém no meu trabalho que eu pergunto.

Na performance tem bastante gente para te ajudar. Você sabe que lá atrás, a ligação que eu mais recebo, até hoje, a ligação que eu mais recebo dos meus amigos, eu falo, putz, quero comprar um computador. Qual computador eu compro? E aí nós lançamos uma ferramenta. Parece até que a gente combinou. Se a pergunta não é combinada, não. Nós lançamos uma ferramenta, que chama Monte o Seu PC. Então, você acessa o aplicativo e tal. Só que ele nasceu, né? Nós lançamos há três, dois anos atrás. Ele nasceu meio...

cabrito, vamos chamar assim, o que a gente tinha, a gente foi desenvolvendo. Hoje ele está todo em inteligência artificial já. Então você, se você for um gamer, eu quero comprar um computador para eu jogar Counter Strike. Ele vai te sugerir, baseado na performance do jogo, o que precisa, que tipo de...

Ele tem inclusive o treinamento dos jogos com a exigência de cada... Sim, sim, sim. A quantidade de memória que você colocar, o tamanho do monitor. E aí o cliente vai, então eu quero essa placa, ele sugere, ou então você monta e a gente entrega montado na casa do consumidor. Então, se um arquiteto precisa de uma máquina, eu quero usar AutoCAD, ele clica lá, nós vamos sugerir a máquina para ele, ou as máquinas, ou as peças, e a gente faz toda essa montagem. Entregamos periféricos também.

Monitor, como eu falei, teclado, mouse, tudo isso, né? E se quiser o bonequinho dentro, dá pra colocar? É uma boa ideia a gente vender o bonequinho. A gente não vende ainda, mas é uma boa ideia. Voice of Cust. O meu irmão com certeza compraria. É, voice of Cust. Talvez é a questão da exclusividade, da personalização. E eu acredito que, cara, só ia...

sendo bem sincero, consegue fazer isso de maneira escalável. Muito, muito. Porque imagina você ter um atendente para atender cada cliente, montar uma consultoria individual para o volume de clientes. Nem só o volume, mas tem, por exemplo, eu tenho placa que não cabe naquele gabinete.

Se ele quiser aquela placa, aquele gabinete, não dá. Então, aquele processador naquele, a placa não funciona, sabe assim? Então tem toda essa questão de conexão também. Ela consegue fazer isso de uma forma super assertiva, porque os dados estão ali. Não só a velocidade, mas a assertividade também. Às vezes o ser humano pode errar.

Não esqueci de verificar o manual Página 35 Que essa placa não serve Mesmo alguém de tecnologia Esse caso de uso é muito bom E a IA A gente já falou aqui também Vejo que é uma possibilidade muito grande De ser uma ferramenta não só de Produtividade, de automação Mas também de hiper personalização Muito

Quem que te conhece hoje melhor? O chat GPT, o Gemini, que você falou que usa bastante, ou até um teu colega de trabalho, ou até a esposa em casa, né? Vou causar uma polêmica aqui, né? Mas sem dúvida não. Você já conta tudo, você sabe tudo, tem todos os seus dados ali. Não tem jeito, né? Então, assim, imagina quem consegue hoje te oferecer um produto.

personalizado para aquela sua necessidade sem você ter que pedir ou perguntar. Impressionante. Parece até que é pegadinhas. Tem hora que a gente usa a inteligência artificial e fala, não é possível, porque esse cara sabe tanto de mim assim, porque não falei tudo isso para ele. Não falei tudo isso para ele. Teve aquela trend de, ah, cria uma imagem minha, não é? Pergunta do que você sabe sobre mim. Cara, o resultado é incrível.

Ela sabia coisas que nem eu sabia direito. É impressionante. Caramba, nem eu sabia que eu sabia isso.

E deixa eu te contar, esse projeto do Monte o Seu PC, que eu falei para vocês, hoje já 9% das nossas vendas já estão sendo através da inteligência artificial. Olha que vendedor, hein? 98% eu falei para vocês, 98% hoje no Brasil, 95% é o chat PT. O chat PT hoje representa 9% das vendas desse produto. Porque o consumidor que não usa a ferramenta, que a gente tem também, mas ele chega lá... Vocês já estão tendo essa mensuração de clientes que vêm através do chat PT? Isso já é representativo?

9%. É pequeno, mas não é pequeno. Eu acho bom. Pelo prazo, pelo tempo que tem. Exatamente. E aí ele pergunta, putz, ele usa um monte de seu PC, a pergunta, lá no chat, eu digo, pô, eu quero montar um computador porque eu sou arquiteta, ou eu sou programador, eu quero montar um computador pra mim, o que você sugere?

O chat GPT já está acessando o monte do seu PC e devolvendo essa resposta. É perfeito. Que legal. É perfeito. E aí você consegue tomar decisão nessa compra que a gente está falando. Incrível, incrível. Nem eu sabia que já estava nesse nível de integração. Não tem integração. Na verdade, a integração... Ele entra na página e faz a consulta, de fato.

Parabéns, olha só. Júlio, tem uma pergunta que eu quero te fazer voltada para as pessoas do varejo. Como é que vocês estão fazendo para a mão de obra das gerações novas? Nossa, é bem boa essa pergunta. Nós temos vários programas dentro da companhia de formação de talentos dos jovens. Ah, isso aí, Sabiró.

Então, a gente tem desde Jovem Aprendiz, um programa, nós fizemos um programa agora, Samir, nem te contei, um programa no Magalu, do, como é que chama, de inteligência artificial, dos trainees, trainees voltados para a inteligência artificial, só para formação própria para isso, e eu fiquei, eu participei das entrevistas todas, foram muitas inscrições, tipo, mais de 50 mil inscrições, e eu fiquei impressionado de ver

a qualidade desses jovens, vamos chamar assim, né? Eu me considero jovem, mas eles são mais jovens. São jovens, são mais jovens. Então, assim, eu fiquei impressionado de saber a qualidade. Então, tudo isso, né, seja na parte de tecnologia, seja na parte de loja, plano de carreira no Magalu é muito consistente, sabe? Então, a gente tem esse plano muito bem assertivo dentro da companhia, sabe? E adequando. Eu costumo dizer lá, quando eu cheguei no Cabo, eu tenho muitas gerações aí lá.

18, 19, 20 anos, 21 anos. Eu gosto muito de ouvi-los. Porque eu acho que me agrega tanto. Eu aprendo mais do que eu consigo ensinar. Olha que legal. Então eu tenho reunião com eles. Eu faço almoço com os estagiários. Que é super legal. E eu acho que eu tenho aprendido muito. Tem muita gente que fala. É a geração Z. Não quer saber trabalhar.

Pelo que eu vejo, tem muitos que querem trabalhar. Como tem adulto, quer trabalhar também. Mas os que a gente tem trabalhado aí, querem, tem desafio, querem crescer na vida, querem fazer diferente, querem ser alguém, né? Fazer a sua história. Isso é muito claro, sabe?

Eu concordo demais, Júlio. A gente vê muito isso. Essa parte de gerações é uma questão, muitas vezes, de comunicação. Da gente entender. Todo mundo quer ter sucesso. Se você perguntar para alguém, não, você quer fracassar? Não. A questão é, a definição de sucesso é diferente.

A definição de sucesso lá atrás, quando a gente estava entrando no mercado de trabalho, ela é diferente da definição de sucesso. E tudo bem nessa parte. E tudo bem. Ter sucesso é... O caminho é outro. E a gente tem que ser humilde. É legal você trazer esse ponto da humildade que você tem.

Para ouvir essas pessoas, qual é a definição de sucesso delas. O que elas querem para a carreira delas e como você, como executivo da empresa, pode proporcionar isso. Quando a gente consegue ouvir as pessoas e traçar, adaptar, eu acho que se encontrar no meio do caminho. Também não é 8 ou 80. A gente entender que não é da forma que a gente trabalhava antes.

e entender que também não é da forma que talvez a geração que está entrando no mercado de trabalho espera que seja. É realmente entender o que é sucesso, entender o que a empresa pode proporcionar e traçar. Mas uma coisa eu tenho certeza, não é como era antes. A gente tem que entender que funcionou até aqui e não é o que vai funcionar daqui para frente. Não é o que vai levar para frente, não tem como. Isso realmente não tem jeito. Boa.

É fazer com intenção. É isso aí. Júlio, que papo da hora, cara. Que papo da hora. Não tem como te agradecer mais realmente do que está aqui. Foi sensacional. Obrigado. Mas agora vocês têm que me visitar lá em Inglaterra. Agora está marcado. Conhecer nosso escritório. Com certeza o Léo, que é garoto propaganda do Cabo 1 quase, nosso CEO vai com certeza. O Léo vai gostar. A gente tem uma. Tem lojinha lá? Se tiver lojinha, a gente já passa, já faz as contas. A gente não tem, mas a nossa loja está online. Então ele pode comprar.

E nós temos uma arena gamer lá, pra quem gosta. Ah, você tá brincando. Posso levar meu irmão quando eu falo? Inclusive na Galeria Magalu a gente tem. Nós temos lá na Galeria Magalu aquele piloto, aqui você pode fazer a simulação. Simulador. Mas é o top, Dino, que os pilotos da Fórmula 1 treinam mesmo.

E nós temos computadores para jogar 5 contra 5. Você joga LOL, joga Counter Strike. Você testa tudo. A loja eu vou visitar semana que vem. Você vai ficar encantado. E no escritório a gente tem também. A gente vai marcar uma visita lá. Será um prazer recebê-los. Eu quero agradecer muito o convite. Para mim foi um prazer. O papo aqui que a gente ficou... Parece que eu estou aqui, assim, dois minutos. Passou super rápido. E chegou o momento de divulgar o cupom.

É isso aí, a gente vai deixar aqui nos comentários, nos comentários do vídeo, cupom pro Kabum. Então, você que é de tecnologia, tá aqui o nosso público, entra lá que vai ter condições imperdíveis pra você. Bom mesmo, hein? Cupom muito bom. Muito bom aqui. Exclusivo do Performa Que Pode aqui.

E você que chegou com a gente até o final, já sabe, curta, compartilha, se inscreve no canal, acessa aqui o cupom de desconto do Kabum, faz uma pergunta, a gente faz a pergunta para o Júlio, faz a resposta chegar até você. É um prazer responder todas as perguntas, viu? Com certeza, é isso aí. Performa que pode. Porque você pode performar. Valeu! Performa que pode na CBN teve o oferecimento de PagUtil, a evolução em pagamentos de tributos e Performa IT, o futuro hoje.

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