Episódios de Evangelho de Cada Dia

Homilia Diária | Evangelho de Cada Dia - EP. 1456 - 01 de Maio de 2026

04 de maio de 20268min
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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

14,1-6

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:

"Não se perturbe o vosso coração.
Tendes fé em Deus,
tende fé em mim também.

Na casa de meu Pai há muitas moradas.
Se assim não fosse, eu vos teria dito.
Vou preparar um lugar para vós,

e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar,

voltarei e vos levarei comigo,
a fim de que onde eu estiver
estejais também vós.

E para onde eu vou,
vós conheceis o caminho".

Tomé disse a Jesus:
"Senhor, nós não sabemos para onde vais.
Como podemos conhecer o caminho?"

Jesus respondeu:
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém vai ao Pai senão por mim".

Participantes neste episódio3
D

Dom Frei João Bosco Barbosa de Souza

Host
P

Padre Fernando Ribeiro

HostPadre
P

Padre Romildo Lopes

HostPadre
Assuntos2
  • Exemplo do Profeta sobre trabalho e esmolaO trabalho como participação na obra criadora de Deus · O trabalho como vocação e dignidade · Denúncia das injustiças no trabalho · São José como modelo de trabalhador
  • Evangelho de João 14Jesus ensinando na sinagoga · A incredulidade dos conterrâneos · A fé no cotidiano
Transcrição21 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Começa agora, Evangelho de Cada Dia, com o padre Romildo Lopes. Naquele tempo, dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados e diziam, de onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres?

Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria? E seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso? E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse...

Um profeta só não é estimado em sua pátria e em sua família. E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé. Palavra da Salvação

Olá, meus irmãos e minhas irmãs, ouvintes do Evangelho de cada dia. Sejam bem-vindos a mais um momento de escuta e partilha da Palavra de Deus, do Santo Evangelho. Hoje, nossa diocese se alegra pelo seu 37º aniversário de instalação da diocese. Uma data especial, pois celebramos a memória facultativa de São José Operário.

nesse sentido somos convidados a refletirmos acerca também da dignidade do trabalho e a fé que reconhece Deus no cotidiano então meus irmãos e minhas irmãs neste dia 1º de maio mês também mariano a igreja celebra com profunda sabedoria a memória de São José Operário como disse, unindo a fé cristã ao mundo do trabalho humano e a palavra de Deus que ouvimos hoje ilumina exatamente isso Música

O Evangelho nos apresenta Jesus voltando à sua terra. Ele ensina com sabedoria, realiza prodígios, mas encontra um obstáculo inesperado. A incredulidade daqueles que o conheciam desde pequeno. Não é ele o filho do carpinteiro?

Essa pergunta aparentemente simples carrega uma resistência profunda. Eles não conseguem enxergar além da aparência. Não conseguem reconhecer que naquele homem simples, trabalhador, está o próprio Deus. E aqui está uma verdade essencial para nós. Deus não se revela apenas no extraordinário.

mas também no cotidiano, no simples, no trabalho de cada dia. Jesus não nasceu em um palácio, ele cresceu numa casa simples, aprendeu uma profissão, trabalhou com as mãos, viveu a realidade do esforço humano.

Isso não é um detalhe, isso é teologia. São João Paulo II, na encíclica Labor and Exercents, nos ensina que o trabalho humano não é apenas um meio de subsistência, mas uma participação na obra criadora de Deus.

O trabalho, portanto, não é castigo, é vocação, é dignidade. Em Nazaré, Jesus santificou o trabalho humano. Ao lado de São José, ele transformou a oficina em um lugar de redenção. São José silencioso, fiel, trabalhador, não disse uma palavra nas Escrituras.

mas falou com a vida. Ele nos ensina que o trabalho é serviço, o trabalho é amor, o trabalho é caminho de santidade. Mas o Evangelho também nos faz um alerta muito sério. Os conterrâneos de Jesus não creram. E por que não creram? Porque achavam que já sabiam tudo sobre Ele. Quantas vezes isso acontece conosco?

Estamos na igreja, ouvimos a palavra, conhecemos as orações, mas o coração pode se tornar fechado, endurecido, acostumado. A familiaridade pode gerar certa indiferença. Santo Agostinho dizia que temos Jesus que passa e não volta.

Quantas vezes Jesus passa na nossa vida cotidiana, no trabalho cansativo, na rotina repetitiva, nas dificuldades financeiras, nos desafios profissionais e não o reconhecemos. Meus irmãos e minhas irmãs, o cristão é chamado a ver Deus onde os outros não vêm.

No esforço diário, na luta honesta, na responsabilidade assumida, ali está Deus agindo. E mais, o Evangelho diz que Jesus não realizou muitos milagres ali por causa da falta de fé. Isso nos faz refletir quantos milagres Deus quer realizar em nossa vida profissional, familiar e espiritual, mas encontra um coração fechado?

A fé abre caminhos, a incredulidade fecha portas. Neste dia do trabalhador, a igreja não apenas celebra o trabalho, ela denuncia também as injustiças. São João Paulo II afirmava com clareza, o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho.

Isso significa, o trabalhador tem dignidade, não pode ser explorado, deve ser respeitado em seus direitos, o trabalhador deve promover a vida, não destruí-la. São José Operário nos ensina que o verdadeiro valor do trabalho não está no lucro, mas na dignidade da pessoa.

Hoje somos convidados a duas atitudes, redescobrir a fé no cotidiano, ou seja, ver Deus no trabalho, na rotina, na simplicidade.

E a segunda questão seria viver o trabalho como vocação, ou seja, não apenas como obrigação, mas como caminho de santidade. Ou seja, qual for a sua profissão, seu esforço tem valor diante de Deus. Se você trabalha muito e não é reconhecido, Deus vê. Se você luta e enfrenta dificuldades, Deus caminha com você. Se você está cansado, Deus sustenta você.

Cristo também trabalhou, Cristo também se cansou, Cristo também viveu o esforço humano. E é por isso que Ele pode transformar o nosso trabalho em redenção. Que hoje, olhando para São José, possamos aprender a trabalhar com dignidade, viver com fé, reconhecer Deus no simples e nunca permitir que a rotina apague o olhar da fé. Rezemos assim.

Senhor Jesus, que quiseste ser reconhecido como filho do carpinteiro, ensina-nos a reconhecer tua presença no trabalho de cada dia. Por intercessão de São José Operário, dá-nos um coração fiel, humilde e perseverante. Santifica nossas tarefas, fortalece os trabalhadores e faz de nossa vida uma oferta de amor.

Que nunca nos falte a fé para reconhecerte no cotidiano. Assim seja. Amém. Que Deus abençoe você, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Até amanhã, se Deus quiser.