Tão pá! #74 - Coisas desnecessárias
Algumas considerações sobre temas que não acho que façam sentido e ou que me irritam.
- Cancer e SaudeMultiplicação anormal de células · Mutação e superpoderes · Entidade divina e criação
- Transporte público gratuitoCusto para o público · Impostos e usufruir · Economia e gestão de recursos
- Jogos de tabuleiro e socializaçãoConvivência vs. jogar · Turnos e planejamento · Catan
- Misturar batatas fritas no geladoComportamento gastronômico · Textura e sabor
- Subscrição do World of WarcraftJogo com mais de 20 anos · Microtransações e expansões · Economia do jogo
- Alergias e reações físicasPólenes e primavera · Reação ao sol · Genética
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Então, como é que vocês estão? É? Pronto, olha. Eu vim aqui hoje com uma vontade, uma vontade enorme de ser hater. Estamos de lente forma de começar o episódio. Não, ser hater no sentido de... Eu, nos últimos episódios, tenho estado mais numa de falar sobre um tema específico ou abordar um tema assim mais de uma forma mais objetiva. Eu hoje queria vir aqui...
Queria ser hater mesmo, de coisas. Queria ser hater de coisas. E não queria também correr o risco de tornar este episódio muito político, mas vou começar por pegar nas belas palavras do nosso atual Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, que disse que o Governo não pode ajudar toda a gente a toda hora.
Excelentes palavras por parte de um primeiro-ministro. É isso que a população quer ouvir por parte de um primeiro-ministro. Mas já que o Estado não tem ou não pode ajudar toda a gente a toda hora, então eu acho que o povo, a população, também não devia ter que pagar tudo a toda hora. E então, uma das coisas que eu... A coisa principal que eu queria fazer neste episódio era nomear coisas que eu acho que...
ou não deviam existir, ou que as pessoas não deviam compactuar com, no fundo. E queria começar com uma coisa muito simples, que é transportes públicos. Ora bem, eu acho que uma coisa que tem no nome público, não devia ter que ter custos para o público. Porque é do público!
Chame-me comunista, mas acho que é a lógica da coisa. Transporte público. E o público continua a ter que pagar para utilizar o transporte. Não pá, se é público, toda a gente devia poder usar sem custos. Devia ser esse. Na minha cabeça isto faz sentido. Ah, não venham com merdas de... Ah, João Lima, não é assim que a economia funciona e tal, e lucros e gestão de recursos. Não interessa. Eu sei. Eu percebo esses fatores todos. Agora, não lhe chamem...
Então é transporte público. Se o público tem que estar a pagar constantemente...
Não. Eu tenho que pagar para usufruir? Se eu já pago impostos, ainda vou ter que pagar para usufruir? Pá, não faz sentido. Não faz sentido e acho que é daquele tipo de coisas que as pessoas não deviam compactuar. É daquele tipo de coisas que as pessoas, efetivamente, deviam mandar vir constantemente com isso. Esta é uma. Depois.
Perdão, estou com um bocado de fenho. Antes de começar a gravar isto, tive aqui uma série de espirros. Eu às vezes tenho ataques de espirros. Eu estou a gravar isto a uma hora em que o sol está mesmo a entrar pela janela e então o sol bateu-me nas ventas e eu às vezes, acontece-me quando o sol me bate nas ventas, tem assim uma spree de espirros. Então eu ainda estou aqui a recuperar um bocado do fenho dessa spree de espirros.
Descendo um bocadinho a parada da lógica, vamos a uma coisa mais suave que eu acho que as pessoas não deviam compactuar e eu não concordo de todo com isto, que é um comportamento gastronómico que muita gente faz que é misturar batatas fritas no gelado. E vejo principalmente pessoas a fazerem isto no Mac. Bem, um pacote de batatas fritas é misturar no sándalo. Epá, não.
Não faz sentido. A textura de ambas as coisas, o sabor de ambas as coisas, não se mistura. Não. É gevardice. É porqueria. Não é... Ai, sabe muito bom. Sabe muito bom. Ou sabe muito bem. Ai, que é tão agradável. Não é. É estúpido. É parvo. É estar a estragar comida. É estar a estragar batatas e estragar gelado. Parem com isso. Comportem-se à mesa. Está bem?
Outra que tenho aqui apontado também neste meu post-it cor-de-rosa. Outra que é também no que toca a comportamento de pessoas. E esta aqui bate-me aqui perto, no coraçãozinho, que é. Imaginem a situação. Vocês estão à mesa, num convívio amena cavaqueira com os vossos amigos, a jogarem todos um jogo de tabuleiro. Não interessa qual é que é o jogo de tabuleiro. Estão a jogar um jogo de tabuleiro, a jogar cartas, o que seja.
Estão todos a jogar muito bem. É um daqueles jogos que é por turnos, cada pessoa vai à vez a jogar. E há uma pessoa que está constantemente a querer conviver.
Em vez de estar a jogar o jogo. Amigo, companheira, neste momento estamos a jogar o jogo. Queres conviver? Fazes depois do jogo. Aqui neste momento é a tua vez de jogar. Ah pá, pois é a minha vez de jogar. Nem me apercebi. O que é que eu tenho que fazer mesmo? É pá, já te explicámos o jogo no início da noite. É a tua vez de jogar. Há aqui pessoas que já têm os seus três turnos planeados à tua frente. E há aqui esta pessoa que está... Ai, mas espera... Mano, estamos a jogar.
Toda a gente concordou que agora é para jogar o jogo de tabuleiro. Queres conviver? Não vinhas para aqui. Nesta hora em específico, estamos todos a trabalhar para o mesmo, que é este joguinho de tabuleiro com as pecinhas e tudo mais. Vamos dizer que é catã.
Estamos todos no Catan. Eu tenho três ovelhas na mão. Estou à espera do meu turno para poder trocar esta merda por uma mísera madeira e um tejoulo para poder construir uma merda de uma estrada e finalmente poder ganhar a tableta da estrada mais longa. E estás tu aí a sempre... Ah, mas o que é que eu faço? Mano, rola o dado e joga!
Desculpem, acho que esta foi demasiado... Esta foi demasiado. Mas isto existe. Isto existe e nerva. Assim, eu não vou dizer que isto me nerva sempre, ok? Mas há jogos e jogos. Há jogos que me deixam mais entusiasmado para jogar do que outros. Eu vou admitir que já tive episódios de Catan agressivos.
Já joguei jogos de Catan que quase que acabaram em porrada. E já joguei outros jogos em que não estava minimamente preocupado se as pessoas estavam a demorar muito tempo ou não. Varia muito. Varia muito se calhar quanto o jogo, quanto o mood, quanto a situação. Obviamente que há aqui várias variáveis.
que afetam este tipo de situação. Obviamente que há. No entanto, quando este tipo de situação acontece, em que eu quero jogar o jogo e há alguém que está a querer confraternizar, a querer conviver, em vez de jogar o jogo...
Há momentos em que isto me chateia mesmo. Me chateia mesmo. Pá, o senhor te concordou em jogar o jogo? Vamos jogar o jogo, se a favor. Convive-vos depois. Fala sobre o problema da habitação a seguir. Fala sobre a dificuldade que tem sido lidar com o teu chefe no trabalho a seguir. Agora estamos a tentar colonizar esta ilha aqui no meio do mar. Pode ser? Pronto.
Esta é uma. No tópico de jogos. Outra que eu acho que é muito relevante e não tem nada a ver com o facto de ter voltado a jogar o jogo, que é, porquê que o World of Warcraft ainda tem subscrição? O World of Warcraft é um jogo com mais de 20 anos.
É um jogo que tem microtransações. É um jogo que cada vez que sai uma expansão nova tens de gastar 60 paus. Porquê que ao final destes anos todos e desta quantidade de economia que este jogo tem embutida eu ainda tenho que continuar a pagar uma subscrição mensal para jogar aquele jogo? Porquê que o World of Warcraft ainda tem uma subscrição?
Que sentido é que faz eu estar a pagar mensalmente por um jogo que existe há 20 e tal anos e que tem que estar constantemente a injetar dinheiro de 3 em 3 anos para comprar a nova expansão, o novo pedaço de jogo. Porquê? Quem? Quem é que decidiu que isto faz sentido?
Ah, já sei. Enfim. Eu disse que ia tentar não tornar este episódio com uma tendência política. Eu disse e vou tentar manter aí nesse... Ok? Pronto.
Outra coisa, e agora se calhar entramos em tópico mais de fisionomia humana, que é, primeiro que tudo, alergias e fenho. Eu estou aqui a falar e estou a me irritar porque estou a ouvir o meu próprio fenho enquanto falo. Portanto, nesta altura de primaveras e tudo mais, malta que não consegue respirar por causa dos pólenes no ar. Isso não me afeta. Mas às vezes acontece esta cena que me aconteceu agora. Por exemplo, apanho com sol nas ventas. Tenho um ataque de espirros e fico fenhoso.
Não sei que condição é esta, mas eu tenho isto desde pequeno. Apanho um bocadinho de sol e de repente estou cheio de espirros. O meu pai também tem isto, portanto não sei, há aqui qualquer genética que me levou a que isto acontecesse. Portanto, se fosse possível, se houvesse maneira de colmatar esta falha na fisionomia humana, era remover estas alergias aos pólenes e estas cenas de reagir ao sol desta maneira. Outra. Cancro.
E acho que é uma excelente maneira de terminar o episódio. Uma coisa que acho que não faz sentido existir é cancro. Porque se formos a ver no que é que é, como é que funciona, é uma condição que faz com que células do vosso corpo se comecem a multiplicar e a crescer de uma forma anormal. No fundo há uma mutação.
Ou seja, acaba por ser uma tentativa do corpo humano a ser mais do que o que é. Portanto, crias superpoderes? Ah, não, é cancro. Não faz sentido. É esta condição existir. É aquele tipo de coisas... Quando eu penso bem sobre o assunto, é aí que eu reparo que, exatamente, se existisse uma entidade qualquer, um Deus que criou toda a humanidade e todo o ser humano,
Não faz sentido que tenha criado com esta condição inerente. Não faz sentido. É este tipo de coisas que me faz, de facto, dizer exato, não existe qualquer tipo de entidade divina que tenha criado o ser humano à sua imagem porque não teria criado com esta merda. A não ser que seja uma entidade divina que também tem cancro.
Aí, ok. Mas ao mesmo tempo, é parvo. Porque se tem o poder de criar toda uma espécie e não tem o poder de se curar do cancro, não é assim tão divino quanto isso. É só um merdas que queria ter mais pessoas para sofrer ao mesmo tempo que ela deles. Enfim.
Vamos assumir que esta entidade divina não tem chandre. Vamos ser progressivos também. Já que estamos a dar cancro à entidade divina, sejamos progressivos. Ok? E pronto, queria também dar-vos a oportunidade para partilharem o que é que vocês acham que não devia existir. Já agora deixem nos comentários. Não sejam haters de pessoas em particular. Está bem. Eu sei que mencionei o Primeiro-Ministro ao início, mas também não estou aqui para mandar ver especificamente o Primeiro-Ministro.
mas se querem ser haters que sejam haters de conceitos haters de coisas agora se vamos estar a ser haters de outras pessoas para isso não vale a pena não contem comigo para compactuar com isso sejam haters de comportamentos haters de situações desnecessárias esse tipo de hate eu apoio está bem?
o que eu também apoio é todos os meus patronos que continuam a apoiar-me semanalmente e mensalmente, obrigado a todos vocês que estão aí desse lado e continuam a acompanhar deixo também novamente a sugestão para todos vocês que estão a ver, para dizerem-me o que é que mudou aqui na estante aqui atrás, fica o puzzle para vocês se divertirem também tenteem encontrar o que é que...
mudou desde o último episódio e é isso, já sabem, se me quiserem apoiar, o Patreon está na descrição por apenas 2€, acompanhem as livestreams na Twitch, estou com conteúdos todos os dias a sair no TikTok, Instagram e YouTube Shorts, portanto obrigado por estarem desse lado e já sabem qualquer coisa disponha Tão pá!