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Teologia do Domínio e Movimentos de Base - Aula 15: Sionismo Cristão (3)

11 de maio de 20261h27min
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Nesta Aula 15, concluímos a apresentação do Sionismo Cristão, abordando seu desenvolvimento nos EUA e seu estado atual.

Assuntos3
  • Sionismo CristãoDesenvolvimento do dispensacionalismo · John Nelson Darby · James Brooks · Cyrus Scofield · Dwight Moody · William Blackstone · Memorial Blackstone · Theodor Herzl · Louis Brandeis · Declaração Balfour · Woodrow Wilson
  • Impacto do DispensacionalismoBíblia de Estudo Scofield · Teologia liberal · Instituto Bíblico Moody
  • Relação Israel-EUADeclaração de Independência de Israel · Guerra Árabe-Israelense de 1948 · Guerra dos Seis Dias (1967) · Nakba · Monte do Templo
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Sejam todos bem-vindos, todas bem-vindas a mais uma transmissão da Teologia Pé no Chão. Hoje é dia 10 de maio, às 10 horas, dia 10 às 10 horas, e é também o dia das mães, portanto não poderia deixar de começar esta aula sem primeiro de tudo dar os parabéns a todas as mães do mundo.

a todas as mães que estão aí neste domingo. Por favor, me digam se o som do YouTube está ok. Bom dia, pessoal do Facebook. Bom dia, pessoal do YouTube. Bom dia, pessoal do Spotify. Para onde essa aula irá logo na sequência. E estamos aqui, então, para a aula de hoje.

sempre faço isso com muita alegria, com muito prazer.

Som ok, legal. Então estamos ao vivo, podemos dar continuidade. Bom dia, Carolina. Bom dia, Sérgio Brea. Legal. Bom dia a todos e todas, todos que estão na sala, no Facebook, no YouTube, no Spotify. Aqui em Curitiba, nublado, frio, mas já estava na hora, né? Estamos em tempo. Esse é o canal Teologia Pé no Chão e eu sou o professor Eliseu.

Neste ano, ao longo deste ano, desde janeiro, eu estou trabalhando com vocês o tema Teologia do Domínio e Movimentos de Base. Aqui no canal você encontra cursos introdutórios, cursos curtos sobre Teologia do Domínio.

Algumas referências bibliográficas, inclusive o meu livro que eu sempre mostro aqui, Caminhos para Compreender a Teologia do Domínio, pela editora Recriar. O link está aqui no chat.

Estou recomendando também aproveitar a hora do livro, esse livro aqui, Sionistas Cristãos na Rota do Armagedon, do professor Stephen Sizer, para quem quer se inteirar melhor do sionismo. Mas este ano eu não estou trabalhando a teologia do domínio em si, bom, já falei ali até do sionismo, não estou trabalhando a teologia do domínio em si, mas os movimentos que ela abarca.

os movimentos que lhe deram origem e que agora lhe dão sustentação. Essa era uma grande curiosidade minha ao estudar a teologia do domínio, entender como isso se forma, quais são as condições de surgimento.

e de força de um movimento como a teologia do domínio. Então, desde o início do ano, nós estamos estudando diversos movimentos surgidos nos Estados Unidos, principalmente ao longo do século passado.

como, por exemplo, o movimento carismático, o movimento pastoreio, o movimento palavra da fé, o nacionalismo cristão, a identidade cristã, e hoje estamos terminando o movimento do sionismo cristão.

Nas próximas aulas apresentarei novos movimentos e assim pretendo caminhar com vocês nesta tarefa que eu me impus de estudar o que se esconde debaixo desse grande guarda-chuva chamado Teologia do Domínio. Bom, nos últimos dois domingos eu estou trabalhando com vocês o sionismo cristão, com vocês o seu imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp imp

Eu apresentei na primeira aula um glossário para a gente entender os termos, e eu acho que todos vocês perceberam a complexidade do problema, e também apresentei brevemente uma história de Israel. É claro que para entender o que eu estou apresentando nestas aulas,

seria necessário conhecer a história de Israel, especialmente a história moderna de Israel, e também o sionismo, que eu chamo aqui de sionismo secular ou sionismo judaico.

Mas esses não são temas destas brevíssimas aulas. Eu não tenho como entrar nesses assuntos. O meu assunto está delimitado ao sionismo cristão e a sua relação com a teologia do domínio.

Então, na aula passada eu falei sobre o sionismo cristão na Inglaterra, demonstrei como ele é derivado do israelismo britânico e do dispensacionalismo, falei brevemente sobre esses dois movimentos, e avancei na história do sionismo cristão até mais ou menos 1917.

Quando termina a Primeira Guerra Mundial e o controle da Palestina passa do Império Turco Otomano, que foi derrotado e se esfacelou no final da Primeira Guerra Mundial, o domínio da Palestina passa do Império Turco Otomano para a Inglaterra. E a Inglaterra, então, tinha emitido...

uma declaração que é considerada a certidão de nascimento do Estado de Israel, que é a Declaração Balfour. E tem esse nome por causa de um político britânico chamado Arthur Balfour. Bom, nós fomos até ali. Hoje o meu objetivo é apresentar para vocês o sionismo cristão nos Estados Unidos. Por quê?

Porque a partir da Primeira Guerra Mundial, o sionismo cristão... Desculpa. Os Estados Unidos, o poder do mundo, passa da Inglaterra para os Estados Unidos. Então hoje eu quero mostrar para vocês o desenvolvimento do sionismo cristão nos Estados Unidos e tentar chegar até...

aos dias atuais, eu dividi esse nosso tema em três atos, o primeiro ato é o ato referente à Inglaterra, que eu falei na aula passada, o segundo ato é o ato referente aos Estados Unidos, e o terceiro ato seria, digamos, as informações atuais, e com isso eu acho que você já consegue concatenar aí com o nosso tempo atual, com a situação atual.

e já consegue entender, pelo menos sucintamente, o que significa o sionismo cristão, e como ele penetrou profundamente nas nossas igrejas. De modo que hoje é considerado natural ser cristão e apoiador do Estado de Israel, ser sionista. E é considerado muito estranho ser cristão.

e ser anti-sionista, ou seja, contra a política sionista do Estado de Israel. Então vamos lá, vamos hoje então para a nossa 15ª aula, a 3ª aula sobre sionismo, 3ª e última, em que eu tenho aqui uma grande tarefa para cumprir. Quando eu digo que vou falar do sionismo nos Estados Unidos,

falei da Inglaterra na aula passada e vou falar agora nos Estados Unidos, não pensem que eu estou colocando em ordem cronológica.

como se eu tivesse tratado do sionismo até 1917, na aula passada, até a declaração Balfour e final da Primeira Guerra Mundial, e hoje eu fosse tratar dos Estados Unidos, portanto, a partir do ano 1917. Não, não é isso que eu estou fazendo. Na verdade, eu vou recuar no tempo e mostrar um movimento...

em dois lugares ao mesmo tempo. Então, ao mesmo tempo que estavam acontecendo aquelas coisas na Inglaterra, estavam acontecendo estas coisas nos Estados Unidos, ok? Então, a aula de hoje, ela cobre um período...

paralelo ao da aula passada. Então, repetindo, não considerem, não pensem que a aula de hoje é continuidade da aula passada. Não é. É uma mudança de foco. Na aula passada eu abordei o sionismo cristão na Inglaterra. Por que na Inglaterra? Porque é a Inglaterra que era dona do mundo e ela que abocanhou a Palestina.

Então ela que teve condições, foi ali que o dispensacionalismo cristão alcançou a esfera política e determinou a política da Inglaterra. Hoje eu vou mostrar a mesma coisa acontecendo nos Estados Unidos ao mesmo tempo. Então isso é muito importante. Ao mesmo tempo. O mesmo dispensacionalismo britânico migra para os Estados Unidos.

Eu falei na aula passada que John Nelson Darby, o pai do dispensacionalismo, esteve nos Estados Unidos quatro vezes e falando para grandes lideranças. Então o dispensacionalismo pegou nos Estados Unidos, vingou, como se diz, e também evoluiu para a esfera política.

Então, guardem isso, tá? Eu estou tratando de dois lados do Atlântico, né? Que estão caminhando por causa do dispensacionalismo ao mesmo tempo. Depois, essas informações poderiam até ser colocadas em ordem cronológica.

Aí a gente teria que ficar viajando da Inglaterra para os Estados Unidos. Poderia ser essa a minha abordagem, mas não é, ok? Bom, espero que esteja claro. Vamos lá então. Eu vou fazer o mesmo caminho que eu fiz na aula passada. Primeiro eu vou mostrar o dispensacionalismo nos Estados Unidos e depois como o dispensacionalismo...

subiu para a esfera política. Então é o mesmo caminho. Na aula passada eu falei do dispensacionalismo e depois como o dispensacionalismo chegou ao parlamento inglês e ao primeiro ministro inglês, aos primeiros ministros ingleses. E hoje então eu vou mostrar primeiro o dispensacionalismo nos Estados Unidos e depois como o dispensacionalismo chegou ao Congresso americano.

e acabou determinando a política externa dos Estados Unidos em relação à Palestina. No final deste ato 2, desta segunda etapa do curso, eu vou mostrar para vocês como os Estados Unidos chegam junto com a Inglaterra em 1917. Então vamos lá. O John Nelson Darby, que é o pai do dispensacionalismo,

Esteve nos Estados Unidos na década de 80, 1800, século XIX. 1880. E ali ele participou de estudos bíblicos. E ele teve a sorte, a providência de falar com pessoas influentes, com grandes líderes. Por exemplo, James Brooks, Cyrus Schofield, Dwight Moody.

e William Blackstone. Esses quatro nomes vão ser fundamentais para a dispersão, ou melhor dizendo, propagação do dispensacionalismo.

Então, recapitulando, John Nelson Darby vai aos Estados Unidos, promove diversos estudos bíblicos entre Estados Unidos e Inglaterra, e nesses estudos ele tem a participação de quatro grandes nomes que vão ser fundamentais para a propagação do dispensacionalismo. Quem são esses homens? James Brooks.

James Brooks vai patrocinar entre 1880 e pouco a 1894 estudos bíblicos. Aliás, de 1875, antes do John Nelson Darby, até 1894, portanto quase 20 anos, ele vai patrocinar conferências de estudo bíblico.

essas conferências foram realizadas em Niagara, na divisa entre Estados Unidos e Canadá, justamente onde o John Nelson Darby depois vai chegar. Esse James Brooks, que patrocina esses estudos bíblicos e proféticos, ele era presbiteriano, porém pré-milenista.

assim como o dispensacionalismo é pré-milenista, esse James Brooks, apesar de ser presbiteriano, e normalmente o presbiteriano é amilenista ou pós-milenista, esse James Brooks era pré-milenista. E ele, então, patrocinava esses estudos bíblicos. Ele havia lançado um livro chamado Maranatha.

que é uma expressão do aramaico que significa vem Senhor, usado na Bíblia, lá no Apocalipse, Maranata, ora vem Senhor Jesus, sobre arrebatamento. E ele menciona o dever de abençoar...

Israel e o risco de ser amaldiçoado se rejeitar esse apoio, baseado naquele famoso versículo, abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Um versículo falado para Abraão, mas equivocadamente tomado como significando expansivo ao moderno Estado de Israel, o que é um erro grave.

Mas esse James Brooks, então, ele estava preparado, digamos assim, para receber o ensinamento de John Nelson Darby. Então ele adere imediatamente e se torna um dispensacionalista.

Então essa foi a participação do James Brooks, ser um grande propagador do dispensacionalismo nos Estados Unidos por meio dessas conferências bíblicas de Niagara, que vão até 1894.

O segundo nome que eu mencionei aqui é o Cyrus Scofield. Cyrus Scofield tem uma longa história de vida. Ele se converteu tardiamente e ele teve contato tanto com James Brooks como com Dwight Moody.

o famoso Moody, evangelista. E ele, a grande participação dele no dispensacionalismo e no sionismo é que ele vai organizar uma Bíblia de referência, uma Bíblia de estudo, chamada Bíblia de estudo Schofield. Esta Bíblia vai ser lançada em 1909.

E ela vai ser patrocinada, patrocinada financeiramente, e vai ser divulgada para o mundo inteiro. Então, o dispensacionalismo nasce na Inglaterra, é levado para os Estados Unidos, e dos Estados Unidos é levado para o mundo inteiro.

Então essa Bíblia canonizou o dispensacionalismo. Por quê? Porque o irmãozinho pegava ali a Bíblia dele, lia o texto bíblico e depois lia a nota de rodapé com a interpretação de John Nelson Darby do sionismo, do dispensacionalismo, e misturava a Bíblia com nota de rodapé e achava que esta era a única interpretação possível. Então o nome do Scofield, Sirius Scofield,

ele fica integrado à história do dispensacionalismo e à história do sionismo porque ele canonizou esta doutrina.

É impossível dimensionar o impacto desta Bíblia para o dispensacionalismo e para o sionismo. Eu só posso dizer que ela se tornou a leitura padrão, ela se tornou a doutrina padrão.

As outras formas de interpretar a Bíblia e de entender o Estado de Israel, como eu falei na aula passada, a doutrina da substituição, a doutrina da complementação, a doutrina dos dois pactos e tal, não tinham como concorrer com a Bíblia de Schofield.

Então vai levar muito tempo até que as pessoas tenham condições de fazer a crítica da Bíblia de Schofield, porque o cara simplesmente colocou na Bíblia a doutrina de John Nelson Darby. Esse Cyrus Schofield faleceu em 1921, aos 78 anos.

O terceiro nome é o famoso Dwight Moody. Moody é do século XIX. Mas o Moody era um grande pregador, um pregador popular, um homem simples, sem formação teológica, sem formação acadêmica, que se torna um... que adere ao dispensacionalismo do John Nelson Darby. Ele teve na Inglaterra, inclusive, ele foi buscar na fonte. E com o seu jeito popular, ele se tornou...

um grande propagador do dispensacionalismo e do sionismo. Como ele viajava, ele era um tipo de Billy Graham. Como ele viajava por todos os Estados Unidos, por várias igrejas, pelo mundo, pregando, ele também se tornou um propagador do dispensacionalismo e do sionismo. Depois, ele...

O Instituto Bíblico Moody, famoso, se dedicava a formar obreiros rapidamente. Temos que lembrar que, nesta época, a teologia liberal estava entrando nas... Bom, já tinha se propagado na Europa, e estava entrando nas faculdades teológicas dos Estados Unidos.

e estava causando um grande problema, porque colocada em dúvida até mesmo a autoridade das Escrituras, algumas verdades fundamentais da fé cristã, se Cristo nasceu de Maria, não nasceu de Maria, se Cristo é Deus, se a palavra de Deus é inerrante, etc. O Moody...

se tornou uma grande barreira contra a teologia liberal. Então eles passaram a desprezar o estudo bíblico, o estudo acadêmico, para se proteger da teologia liberal. Resultado, o Instituto Bíblico Moody se tornou uma escola rápida, uma escola de formação rápida. O objetivo dele era colocar evangelista na rua, pregador na rua. E ele se tornou inspiração...

para trocentas escolas de teologia que não eram mais voltadas para o estudo das escrituras, por medo de caírem na teologia liberal. Então, esta negligência, entre aspas, do estudo bíblico tornou o dispensacionalismo e o sionismo como que doutrinas padrão.

E elas, então, passaram a ser propagadas sem questionamento. E o momento favorecia essa propagação. Havia aqui já um certo...

um certo pessimismo que vai se acentuar depois com a Primeira Guerra Mundial e vai abrir caminho para o pré-milenismo, para o dispensacionalismo, para a iminência da volta de Jesus, para o fim do mundo.

E Israel passa a jogar um papel fundamental nessa visão escatológica. Por quê? Porque Israel agora é o relógio de Deus. Então veja, você tem todo um estudo bíblico que considera a volta de Jesus e o fim do mundo como sendo iminente.

E para a gente acompanhar esta iminência, tem que olhar para Israel. Fechou. Dispensacionalismo e sionismo. Então, James Brooks, Cyrus Schofield e Dwight Moody são os pais do dispensacionalismo nos Estados Unidos.

Eu estou falando aqui muito rapidamente, mas você deve entender a capacidade de alcance desses homens, por meio de estudos bíblicos, por meio da Bíblia Schofield e por meio das escolas e dos institutos espalhados pelos Estados Unidos, propagando intensamente essas doutrinas. O Moody, além disso...

Ele transmitia programa de rádio em dialeto judaico do leste europeu, iidish.

E ele incentivava, então, por meio dessa programação, o retorno de judeus para a Palestina, sob a proteção da Inglaterra. Então ele vai se tornar um grande elo entre o sionismo cristão da Inglaterra e dos Estados Unidos. Bom, agora eu vou falar, então, do quarto nome. O quarto nome vai fazer o nexo.

entre dispensacionalismo e política.

Então, prestem atenção. Eu falei do James Brooks, falei do Cyrus Schofield e falei do Dwight Moody. Agora eu vou falar do William Blackstone. O William Blackstone é o pai do sionismo cristão nos Estados Unidos. Esse homem é tão importante quanto Theodore Harris, que era o pai do sionismo judeu, e também tão importante quanto William Heschler, que eu falei na aula passada.

que era aquele grande estudioso que botou gás no Theodore Harris, que é considerado o pai do sionismo cristão na Inglaterra. Esse William Blackstone é tão importante quanto.

Vocês vão ver porquê. Ele é, então, discípulo do John Nelson Darby, ele é um dispensacionalista convicto, ele é um empresário bem-sucedido, é um pregador e professor leigo da Bíblia, ligado à Igreja Metodista, então também pregador e professor, escritor, palestrante, missionário atuante.

E ele é o autor do primeiro best-seller relacionado à vinda de Jesus. Ele lançou um livrinho em 1878 chamado Jesus is Coming. Jesus está voltando, que se tornou o primeiro best-seller sobre profecias bíblicas.

muito antes do Raul Linsen, dos anos 80, muito antes do Tim LaRey, dos anos 90 e 2000, aí do Deixados para Trás. Esse, então, é considerado o pai do sionismo. Ele fundou uma missão hebraica em Chicago em 1887.

Lembra que eu falei que a Inglaterra, por causa do israelismo britânico, passou a se dedicar à pregação do evangelho para os judeus, visando a conversão dos judeus? Então esse William Blackstone faz a mesma coisa nos Estados Unidos. Ele fundou a Missão Hebraica de Chicago para a evangelização de judeus. E ele trabalhou intensamente para aproximar...

Os cristãos americanos dos judeus. Os judeus não tinham nada a ver com o cristianismo. Eram um povo à parte. Inclusive, lembrem-se da identidade cristã, muitos cristãos estadunidenses eram antissemitas.

Lembrem disso, o israelismo britânico, quando veio para os Estados Unidos, se tornou antissemita. Então não havia diálogo, nem um bom relacionamento, entre cristãos e judeus nos Estados Unidos. William Blackstone, por causa do dispensacionalismo e por causa do sionismo, vai trabalhar para aproximar esse pessoal. Em 1890...

Portanto, após as visitas de John Nelson Darby, em 1890, ele promoveu uma grande conferência nos Estados Unidos, uma conferência que bombou na mídia, chamada Conferência sobre o Passado, Presente e Futuro de Israel.

E ele conseguiu levar para esta conferência cristãos e rabinos, judeus importantes da comunidade judaica nos Estados Unidos, teólogos, protestantes de diversas igrejas. Foi uma conferência gigantesca.

e que recebeu ampla cobertura da mídia. Os grandes jornais americanos cobriram esta conferência. Como resultado desta conferência, o William Blackstone não ficou muito satisfeito, ele achou que houve muito barulho, mas pouco resultado prático. Ele redigiu um documento

E você até encontra aí na internet um documento em 1891. Então, no ano seguinte, alguns meses depois, ele redigiu esse documento chamado Palestina para os Judeus. Palestina para os Judeus, 1891. Esse documento ficou conhecido como Memorial Blackstone, porque foi redigido por ele. Agora, prestem atenção, 1891...

É antes do livro do Theodore Helms.

que foi publicado em 1896, chamado Estado Judeu, que é considerado o marco zero do sionismo. Então prestem atenção. Theodor Herz é um austro-húngaro que é o idealizador do sionismo judeu. Sionismo judeu. Austro-húngaro, secular. Judeu, ateu.

Ele lançou o livro em 1896, chamado O Estado Judeu, com todo o projeto político do sionismo, e em 1897 vai promover o primeiro congresso sionista, Congresso Sionista Internacional, se não me engano, na Suíça.

Antes do Theodore Hells lançar seu livro, antes do primeiro congresso sionista, William Blackstone lança o seu documento. Cinco anos antes do livro do Theodore Hells e seis anos antes do primeiro congresso sionista. Se você levar isso em conta, então William Blackstone...

não é apenas o pai do sionismo cristão, porque ele é anterior ao William Heschler, britânico, ele é anterior ao Theodore House. Então ele não é apenas o pai do sionismo cristão, ele é considerado o pai do sionismo.

Com isso, eu reafirmo aquela minha tese que eu estou apresentando desde as aulas passadas, que o sionismo cristão é anterior ao sionismo judaico. E que é provável, não se pode afirmar isso, não se pode provar, mas é provável, é possível que o documento do William Blackstone tenha servido de inspiração e não se pode afirmar.

para o Theodor Herz. É possível que o Theodor Herz tenha lido o memorial do William Blackstone, defendendo a Palestina para os judeus. E que quando ele escreveu o seu livro, O Estado Judeu, ele já tinha lido o memorial Blackstone.

Essa é uma informação impressionante. Eu já tinha dito para vocês na aula passada que William Heschler, aquele filho de alemães, missionário inglês, etc., capelão na embaixada da Inglaterra em Viena, entrou em contato com o Theodore Harris.

e acabou injetando ânimo nele e praticamente abrindo as portas para o Harris trafegar no âmbito político na Europa. Agora eu estou dizendo para vocês, por isso que eu falei que não é cronológico, agora eu estou dizendo para vocês que William Blackstone é anterior ao Heschler e é anterior ao Harris.

E que o documento dele, escrito em 1891, deriva diretamente do dispensacionalismo de John Nelson Darby.

Então, o mesmo Darby que influenciou William Heschler, influenciou também o William Blackstone. Esse documento, então, é a primeira petição formal em favor dos judeus, antes do Theodore Harris e antes do Congresso Sionista. Foi assinada, essa petição, esse memorial foi assinado por 413 pessoas.

estadunidenses proeminentes. Então, gente do Congresso, intelectuais, judeus, empresários, grandes lideranças, pessoas da mídia, 413 pessoas de todos os espectros.

Então, banqueiros, empresários, cristãos, judeus, políticos, gente da mídia, gente poderosa, gente influente, artistas, jornalistas. A nata, a elite nos Estados Unidos, assinou esse documento, o que não é pouca coisa. 413 autoridades assinaram esse documento.

documento em defesa da restauração da palestina aos judeus nesta época o império russo né que não era ainda a rússia comunista era o império russo estava promovendo os chamados progrom os

que são expulsões em massa de judeus dos seus domínios. E isso estava criando um grande constrangimento, era tipo um Hitler da época.

não tão violento quanto Hitler, mas era, digamos, o nazismo da época. O nacionalismo russo estava expulsando os judeus e tornando a vida dos judeus o inferno na Rússia. E isso estava gerando comoção. Para onde encaminhar milhões de judeus? Para a Europa não tinha como, para os Estados Unidos não era interessante. Nenhum país tinha condições de absorver...

Milhares, centenas de milhares de judeus. Então esse documento cai num momento muito importante, num momento em que o povo judeu precisava de uma solução. E como a Palestina estava sob controle do império turco-otomano, mas a Inglaterra estava de olho nesse território, esse documento serviu para sensibilizar as autoridades.

Então esse documento foi encaminhado ao presidente americano da época, Benjamin Harrison.

e enchendo a bola dele, dizendo que era plano de Deus restaurar os judeus na Palestina, e que cabia ao Benjamin Harrison ser um novo Ciro dos dias atuais. Olha aí a unção de Ciro. Ser um Ciro dos dias atuais. Então, esse documento...

Ele teve uma ampla repercussão nacional e internacional, porém ele não chegou a causar nenhum movimento político sério. O presidente americano chegou a mencionar o problema dos judeus, mas não houve nenhuma medida prática, política, nesse momento, em 1891.

em relação aos judeus. O momento ainda está muito precoce. Mas esse documento foi parar na Europa, foi parar na mídia, foi parar na mão da Inglaterra, da Alemanha, da Rússia, do próprio Império Turco Otomano. Esse relatório correu nas mãos de gente poderosa.

Então ele fez aí o seu efeito, né? E é então a primeira petição em favor da restauração do povo judeu na Palestina. William Blackstone vai revisar esse documento e vai reapresentá-lo sucessivas vezes. Ele é um ardoroso...

defensor da causa judaica. Ele é honrado publicamente, tanto pelos cristãos sionistas, como por judeus. Então, William Blackstone pode ser considerado o cristão que é pai do sionismo secular e pai do sionismo cristão.

antes de qualquer pessoa. Então, olha que interessante. O dispensacionalismo nasce na Inglaterra, Joe Nelson Darby leva para os Estados Unidos, e nos Estados Unidos ele caminha rápido. E ele vai, então, retornar para a Inglaterra e vai impulsionar, bombar o sionismo.

aonde ele havia começado. Então ele lança, digamos, vitamina, ele fortalece o sionismo europeu. Um outro nome importante, e aí eu vou dar uma paradinha,

Um outro nome importante aqui na política, esse é judeu, não é cristão, e nem é um judeu religioso, é um judeu ateu, é Lois Brandes. Lois Brandes, ele é um judeu.

nasceu em 1856, faleceu em 1941, ou seja, quase que ele chega na criação do Estado de Israel, faleceu com 85 anos, mas a grande importância dele...

é que ele vai fazer a conexão do sionismo cristão com os judeus e com a política. Por quê? Porque ele é ministro do STF. Ele é ministro da Suprema Corte dos Estados Unidos entre 1916 e 1939. Ele é um judeu secular.

ele é afiliado à associação sionista de boston então ele é um judeu sionista e ele vai então a mexer os pauzinhos nem a sua influência para apoiar a causa dos judeus ele se encontrou com alto Arthur Balfour o autor da da declaração Balfour então ele teve

contato direto com sionistas cristãos e com autoridades inglesas que iriam deslanchar a causa palestina. Então ele já era ministro da Suprema Corte em 1916, em 1917 ele se encontra com Arthur Balfour.

E ele declara, apoia a declaração referente ao lar dos judeus. Esse Brandeis também, ele vai servir para fazer contato do William Blackstone com o presidente americano.

Ou seja, por mais que William Blackstone fosse um grande nome do sionismo cristão, não era fácil ter acesso ao presidente americano. O presidente americano da época da declaração Balfour era Woodrow Wilson. E em 1917, William Blackstone reenvia o seu memorial para o presidente americano Wilson.

E o Brandes vai promover o encontro dos dois. E o resultado desse encontro é que o Woodrow Wilson assina, não, apoia a declaração Balfour.

Assim que termina a Primeira Guerra Mundial, o Woodrow Wilson emite um documento de apoio à Declaração Balfour e de apoio à criação de um lar para os judeus na Palestina. Dificilmente a Inglaterra conseguiria dar andamento a esta intenção sem o apoio dos Estados Unidos. Porque lembre, na Primeira Guerra Mundial...

o poder está passando da Inglaterra para os Estados Unidos. A Inglaterra sai arranhada da Primeira Guerra Mundial e os Estados Unidos entram no cenário, no cenário internacional. Na Segunda Guerra Mundial, evidentemente, isso já está consumado, a Inglaterra já perdeu seu posto para os Estados Unidos. Mas nessa época, o apoio dos Estados Unidos foi muito importante para...

o plano da Inglaterra de criar um lar para os judeus na Palestina, abrir a Palestina para imigração judaica. E William Blackstone atuou, então, aqui politicamente, com o apoio do Louis Brandeis, para influenciar, para induzir o presidente norte-americano, que não é pouca coisa,

a apoiar os planos da Inglaterra. Bom, com isso, então, gente, eu mostrei pra vocês o que é o sionismo norte-americano. Lembra que eu falei no início da aula que não se trata de sionismo britânico, depois o sionismo estadunidense. Não. São acontecimentos que estão correndo paralelamente.

Ambos impelidos pelo dispensacionalismo. Ambos impelidos pelo dispensacionalismo. É o dispensacionalismo que vai subir para a esfera política na Inglaterra e é o dispensacionalismo que também vai subir para a esfera política nos Estados Unidos. E essas duas potências, Inglaterra e Estados Unidos, vão convergir ao impelidos pelo impelidos pelo impelidos pelo impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impelidos ao impel

na Declaração Balfour. E a Declaração Balfour vai abrir as portas para formalmente apoiar a migração de judeus para a Palestina. Vai desequilibrar.

a população da Palestina e vai gerar o problema depois que a própria Inglaterra não consegue resolver e devolve para a ONU e a ONU segue o que a Inglaterra tinha planejado. Então, não foi a Inglaterra que criou o Estado de Israel.

mas foi ela que preparou o caminho que a ONU depois seguiu, que foi determinar a criação de dois Estados. Um deu certo, o outro não, e gerou-se esse problema que a gente tem aí até hoje. Vamos ver aqui os comentários. Anivaldo, obrigado por nos ensinar de maneira clara e nos mostrar como determinadas teologias impactam.

profundamente o comportamento de pessoas e comunidades e até de países, causando estrago em nome de Deus. Obrigado, Anivaldo, pelo seu apoio. José Carlos, bom dia para você também. Deixe-me ver aqui no YouTube. Comentem aí, pessoal, para deixar o chat acordado. Digam olá, façam perguntas, façam comentários.

Bom dia, Carolina, Sérgio, beleza, Márcio e Leandro, bom dia, William, Oliveira, bom dia, Miguel, bom dia, ótima aula para todos, valeu, bom dia, Anivaldo, bom dia, Hildes, beleza, vocês estão aí. Bom, gente, eu fico grato ali que o Anivaldo falou que a aula está sendo clara, né, eu fico feliz porque dando aula online a gente não tem muita noção.

do feedback, né? E eu entendo que é muita informação, eu tento ser o mais claro possível, repetir, repetir as informações, recapitular, porque de fato é muita informação.

Em resumo do que eu falei até agora, John Nelson Darby vai para os Estados Unidos, e desse encontro do Darby com os cristãos norte-americanos, eu tirei quatro nomes. James Brooks, que realiza as conferências proféticas, o Cyrus Schofield, que depois vai promover, preparar, promover, publicar, divulgar a Bíblia de Estudos, que vai canonizar.

Se você se pergunta por que todo mundo hoje é sionista, parece que todo mundo é sionista, só eu não sou, é por causa da Bíblia de Schofield, que foi bancada a dinheiro vivo para ir para o mundo inteiro, e isso os americanos têm grana para colocar o que eles produzem no mundo inteiro. Depois o Moody, que vai ser um grande propagador, um...

mestre de missionários para o mundo inteiro e modelo de escola com pouco estudo bíblico, então o dispensacionalismo nada de braçada, porque ninguém vai enfrentá-lo, se enfrentá-lo vai ser acusado de liberal, então eles criam aí um grande constrangimento. E depois o William Blackstone, que vai fazer então a conexão com a política e com o apoio desse Louis Brandes.

Bom, feito isso, então, agora, nós vamos para a terceira etapa. Lembra que eu falei que a primeira etapa era sobre a Inglaterra, a segunda etapa era sobre os Estados Unidos, não em ordem cronológica, mas apenas uma questão de foco. E agora, então, nós vamos para o terceiro ato, a terceira etapa, que é o sionismo moderno. Veja.

Eu não quero passar a impressão para vocês que eu estou aqui criticando ácidamente esses homens do passado. Esses homens do passado tiveram uma concepção, uma leitura da Bíblia que eles acreditavam ser a correta, e eles agiram conforme a sua consciência. A situação dos judeus de fato na Europa era dramática, era um tipo de...

era um tipo de nazismo, com maior ou menor intensidade, mas os judeus sofriam horrores desde o século XVIII, o século XIX, bom, sofrendo a vida inteira.

Mas especialmente na era moderna, após a Revolução Francesa, com o aumento do nacionalismo na Europa, da criação dos estados nacionais modernos, o judeu foi se tornando um problema para todos os países. Ninguém queria no seu território um povo que não era assimilável.

E o próprio europeu, querendo firmar sua identidade italiana, alemã, francesa, inglesa, holandesa, não queria esses judeus assimilados. Era uma questão ideológica da época.

Então, o sionismo, ele toma fôlego no meio dessa situação. Ele toma fôlego. E ele requer uma resposta. As pessoas não podiam simplesmente dizer, ah, mandem pra cá esses milhões de judeus. Quer dizer, acho que foi um presidente, acho que foi o presidente Wilson.

Não, o presidente Harrison, que falou, toda vez que você manda alguém sair de um país, indiretamente você está obrigando esse povo a entrar em outro país. Então esse é o problema. O que fazer com os judeus? Então o sionismo foi uma resposta para esse problema. Agora, o que eu quero ressalvar aqui é o seguinte. Depois da criação do Estado de Israel,

é que o sionismo vai, digamos, mostrar sua verdadeira cara, seu verdadeiro projeto. Até a Segunda Guerra Mundial, você tem um drama.

um drama que vai alcançar o seu pico, o seu auge, com o nazismo de Hitler. Especialmente a solução final, que foi os campos de concentração e a eliminação em escala industrial do povo judeu. Isso é um trauma na história da humanidade e indelével.

Então, até esse momento, defender uma pátria para os judeus era uma causa humanitária. O problema vem depois, depois da criação do Estado de Israel, com a política adotada pelo Estado de Israel. Aí você tem uma outra etapa.

E aí que o sionismo, tanto judaico como cristão, merece ser criticado. Então, antes da criação do Estado de Israel, nós temos um problema, uma questão, uma causa para resolver.

E lembrem vocês que o sionismo judaico nem pensava necessariamente na Palestina. Quem vai dizer não tem que ser a Palestina são os cristãos, porque os cristãos estavam em busca do cumprimento profético, segundo o dispensacionalismo.

Então, essa ressalva aqui é importante. Nós estamos fazendo uma crítica em retrospectiva. Não estou aqui para apedrejar o povo do passado que queria, por solidariedade ao povo judeu, resolver o problema dos judeus e se condoer da situação deles. Bom...

A partir da... Bom, em rapidíssimas palavras, a Inglaterra então emite a declaração Balfour,

A Liga das Nações, que é o órgão anterior à ONU, delega a Palestina à Inglaterra. Vou falar apenas da Inglaterra e da Palestina, não vou entrar em outras questões. Se alguém tiver interesse, leia lá. Mas a Palestina, então, vem para o controle da Inglaterra e a Inglaterra vai administrar a Palestina por 30 anos. De 1918, final da guerra, até 1948. 30 anos.

Nesses 30 anos, a Inglaterra não conseguiu resolver o problema da Palestina. Por quê? Como eu falei para vocês na aula passada, ou a retrasada, a Inglaterra prometeu a Palestina para judeus e árabes.

E talvez ela tivesse a intenção de criar dois estados, seria uma solução fácil. O problema se revelou muito mais grave do que a Inglaterra imaginava. Ao ponto de os palestinos...

os próprios judeus na Palestina se voltarem contra a Inglaterra, imaginando que a Inglaterra não iria cumprir o que prometeu. Bom, veio a Segunda Guerra Mundial, todo o drama que a gente já sabe, a Inglaterra devolve a Palestina para a recém-criada ONU, a ONU designa uma comissão para estudar a questão, se vale...

de estudos que a Inglaterra tinha feito para tentar resolver o problema, e opta pela solução da criação de dois Estados, isso em 1947. Em 1948, na véspera do mandato da Inglaterra, quando a Inglaterra ia efetivamente devolver o território para a ONU, o Estado de Israel, David Ben-Gurion,

declara a independência do Estado de Israel, e esse Estado de Israel é imediatamente reconhecido pelos Estados Unidos, assim como foi reconhecido pela União Soviética, pelas potências europeias e tudo mais.

E os palestinos, então, vão mergulhar no caos, porque o território está ocupado e os judeus querem tirar os palestinos do seu território. E aí ocorre a tragédia que os palestinos chamam de Nakba, o horror.

o terror. Bom, essa é uma história que eu não vou contar aqui, porque é a história do Estado de Israel ou do sionismo secular judaico. O que eu quero mostrar para vocês é o sionismo cristão. Como que o sionismo cristão se desenvolve a partir da criação do Estado de Israel. Para falar sobre isso, eu tenho que narrar aqui só dois fatos históricos. Só um minutinho.

Dois fatos históricos. Primeiro, criação do Estado de Israel em 1948, acho que 11 de maio, 14 de maio de 1948. Declaração de independência do Estado de Israel, de fundação do Estado de Israel. Independência da Inglaterra, fundação do Estado de Israel. Imediatamente Israel entra em guerra com as nações árabes ao redor e vence.

Então tem uma guerra, um banho de sangue ali imediato de nações árabes, é a primeira guerra árabe-israelense, em que as nações árabes ao redor, Jordânia, Egito, Síria e tal, não aceitam a criação do Estado de Israel e imediatamente atacam, mas Israel surpreendentemente vence a guerra. 20 anos depois, há uma outra guerra.

uma invasão surpresa de nações árabes contra os judeus, e os judeus vencem a guerra, é a guerra de 1967. Nesta guerra, Israel toma a faixa de Gaza,

a Península do Sinai, a Cisjordânia, as Colinas de Golan da Síria e toma também a Jerusalém.

Toma a cidade de Jerusalém. Essa tomada da cidade de Jerusalém vai se tornar uma refundação do sionismo cristão. Porque, vejam só, se o sionismo cristão pensava que a fundação do Estado de Israel era importante para o cumprimento profético,

Jerusalém não estava sob o controle do Estado de Israel. Na partilha da ONU, a ONU deu.

50 e poucos por cento do território para Israel, 40 e poucos por cento para os palestinos, e Jerusalém recebeu um status de território internacional sob gestão da ONU. Nesta guerra de 1967, Israel, numa atitude defensiva, numa atitude bélica,

Toma os territórios palestinos, toma as colinas de Golan da Síria e toma a cidade de Jerusalém. Dentro do cronograma sionista cristão, o relógio andou. Por quê? Já haviam tomado o território da Palestina. Agora tomaram a Palestina inteira.

Tomaram Jerusalém. O que falta agora no relógio sionista cristão? O templo. Então, tomaram Jerusalém, mas não tomaram o monte do templo onde está a mesquita. Porém, o cronograma profético dos sionistas cristãos andou. Deu pra entender? Em 1948 surge formalmente o Estado de Israel. Opa, isso é um cumprimento profético.

Em 1967, toma a Palestina inteira, do rio ao mar. Do rio Jordão ao mar, toma tudo. Os palestinos passam a ser agora refugiados em seu próprio território. Israel toma tudo. Faixa de Gaza, Cisjordânia, toma a península do Sinai do Egito, toma as colinas de Golan e toma Jerusalém.

Eu estou com uma dúvida aqui se Sinai foi tomada nessa guerra ou na Guerra de 72, tá? Me desculpem aí, porque depois vai ter outra guerra, a Guerra de 72, e eu acho que é ali que Israel vai tomar a Península do Sinai. Então a Península do Sinai eu tenho dúvida, a Península do Sinai depois em 79 com a Noar Sadá, Benarim Beguin e a gestão do Jimmy Carter, né, aquela famosa...

acordo de paz de Camp David, Israel vai devolver o Sinai para o Egito. Mas eu estou em dúvida aqui, se alguém até quiser pesquisar aí, na guerra de 67 ou na guerra de 72, em qual dessas guerras que Israel tomou o Sinai. Mas o Sinai aqui não importa.

O Sinai aqui não nos interessa, o Sinai nunca foi território de Israel, nem do Israel da Bíblia, nem do Israel moderno, a não ser nesse pequeno ínterim em que ele tomou a terra do Egito.

Bom, voltando aqui. Então, em 1967, o que acontece de importante para o calendário sionista cristão? Israel toma a terra da Palestina inteira, do rio ao mar, e toma Jerusalém. O que fica faltando agora para o projeto sionista cristão? A tomada do monte do templo, a tomada do monte Sião.

A destruição da mesquita e a construção do terceiro templo. Neste período, vai surgir então os grandes livreiros americanos. Então, a guerra acontece em 67. Em 1970, três anos depois,

Três anos depois, Raul Linsen vai lançar o livro O Fim do Grande Planeta Terra. Esse livro vai se tornar, já vai interpretar...

o estabelecimento do Estado de Israel, as guerras de Israel e a reocupação de Jerusalém, já vai interpretá-la dentro do calendário sionista cristão. Esse livro vai ser best-seller por 10 anos.

Durante 10 anos de 1970 a 1980, esse livro vai ser best-seller. Não é pouca coisa. Raul Linsen fez fortuna com este livro. O fim do grande planeta Terra. Claro, trabalhando o calendário dispensacionalista e o calendário sionista cristão. Jesus está às portas.

estão ali, Israel é o relógio de Deus outros livros que, esse livro inclusive, esse livro O Fim do Grande Planeta Terra, foi lido por Ronald Reagan que vai ser eleito em 1980, e foi lido por Menahem Begin, que foi primeiro ministro de Israel durante o governo do Jimmy Carter e depois do Ronald Reagan, Menahem Begin Música

A famosa foto que eu falei dos acordos de Camp David. Esse Paul Linsen faleceu agora em 2024, aos 95 anos. Ele acompanhou todo o calendário, fez trocentas previsões, errou todas, mas continuou produzindo livros até... A CIDADE NO BRASIL

alta até a alta idade, faleceu aos 95 anos. Outros livros dele famosos que eu tenho aqui, Satanás está vivo e ativo no planeta Terra, em 1972, A Libertação do Planeta Terra, um novo mundo está chegando, em 1975.

Anos 80, o nome do livro, lançado em 1980. Anos 80, Contagem Regressiva para o Armagedon. Olha o nome do livro.

Contagem regressiva para o Armagedon. Depois, a batalha final. Depois, a geração terminal. Depois, planeta Terra, o capítulo final. Depois, arrebatamento. Depois, planeta Terra, 2000 depois de Cristo. Depois, código do apocalipse. Depois, lua de sangue. Depois, desapareceu no ar. Depois, a batalha final.

A esperança de todo crente, o ódio eterno, as raízes da jihad. Então esse Raul Linsen passou mais de 30 anos produzindo livros ligados ao sionismo cristão.

ligados ao Oriente Médio, ligados ao Armagedom, ao Apocalipse, ao cumprimento de profecias. Eles perdem um ponto, mas apresentam outro, e tem aí um público cativo deste público sionista cristão. Então vejam, aquilo que a Bíblia de Schofield fez no nível...

do estudo bíblico, no nível canônico, o Hal Nintsen vai fazer no nível popular, no nível de grande propagação do sionismo cristão e do dispensacionalismo, ao ponto de ser lido por Ronald Reagan e por Menahem Begin. Então, olha a influência do sionismo cristão.

O presidente Jimmy Carter era sionista. O presidente Jimmy Carter, falecido agora recentemente, não tenho aqui a data dele, mas ele foi presidente entre 76 e 80, ele era sionista e apoiava Israel. Mas quando o partido da extrema-direita, o partido do... Atenção ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente

Netanyahu chegou ao poder nos anos 70, ele adotou o programa sionista, o programa de assentamentos na Cisjordânia, o Jimmy Carter se tornou contra este projeto, foi contra, e passou a apoiar a criação de uma pátria palestina.

imediatamente perdeu o apoio dos cristãos e dos sionistas e perdeu a reeleição e Ronald Reagan espertamente ganhou a eleição. Então olha que interessante. Durante algumas décadas, a esquerda ou a centro-esquerda, o trabalhismo, foi governo em Israel.

A partir dos anos 70, a extrema-direita, a direita ou a extrema-direita, assumem o governo de Israel. Raramente, se alguma vez, a esquerda ou o trabalhismo vai retomar o governo. E essa mudança política muda o modo de o Estado de Israel lidar com os palestinos. Eles passam a ocupar...

os estados conquistados em 67, ou seja, não temos nenhuma intenção de devolver. Por quê? Porque estão colonizando, dominando estas áreas. Um outro nome importante aqui, que é profundamente ligado à teologia do domínio,

é o Jerry Fowell. Jerry Fowell faleceu em 2007, foi um homem muito importante para a teologia do domínio, para a ascensão da direita cristã nos Estados Unidos, era um pastor batista de uma grande igreja, chamada Igreja Batista Thomas Road.

Até 1967 ele evitava política, mas após a guerra de 67 mudou completamente de opinião e passou a entender que os cristãos tinham que entrar na política. Guardem esse nome, eu vou voltar nele quando falar da teologia do domínio. Daqui alguns domingos eu vou tratar especificamente da teologia do domínio, como movimento.

E então vocês vão ver que esse Jerry Fowell é um homem muito importante. Em 78, Menahem Beguin, primeiro ministro de Israel, convidou o pastor Jerry Fowell para visitar Israel. Israel passou a perceber que o apoio dos cristãos era muito importante. Que havia o sionismo cristão e que o sionismo cristão tinha poder político. Atenção ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente

Então Menahim Beguin convidou o pastor Jerry Fowell para visitar Israel. No ano seguinte, deu um jatinho de presente para o Jerry Fowell.

E então começa a associação, a partir de 78, começa a associação entre a direita cristã dos Estados Unidos, que é do dominionismo, da teologia do domínio, com o sionismo cristão. No ano seguinte, 1979, Jerry Fowler vai fundar a Moral Majority.

a maioria moral, que vai ser uma entidade, uma ONG fundamental para a teologia do domínio, fundamental para o surgimento da direita cristã e fundamental para a eleição de Ronald Reagan e, consequentemente, a derrota de Jimmy Carter. Então esse Jerry Fowler é um pastor comum que entra de cabeça na política.

então ele é convencido pelo dispensacionalismo cristão, ele é conquistado pelo sionismo judaico e pelo sionismo cristão, inclusive recebe de presente um jatinho, nessa época presentes de jatinho, jatinho já faziam seus efeitos, e ele então entra de cabeça na política, e essa maioria moral, essa ONG que ele cria em 79, imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente ao imponente

vai ser fundamental para a direita cristã, que, por sua vez, bebe profundamente do sionismo cristão e passa, então, a promover o Estado de Israel nessa sua nova feição.

nessa feição agora da extrema direita. Então a direita americana se une à direita política do Estado de Israel, que é colonialista. É o sionismo 2.0. Não é aquele sionismo lá anterior, é o sionismo na sua verdadeira face. O Fowell vai dizer, acredito firmemente que Deus abençoou a América porque a América abençoou os judeus.

Se esta nação quer que seus campos permaneçam brancos de trigo, que suas conquistas científicas continuem notáveis e que sua liberdade permaneça intacta, a América deve continuar a apoiar Israel.

Aqui você já percebe claramente a distorção da interpretação das escrituras. Abençoarei os que te abençoarem, amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Então o sucesso dos Estados Unidos não se deve ao imperialismo norte-americano, estadunidense. Se deve ao fato de ter apoiado os judeus. Então se os Estados Unidos querem ser uma grande nação, tem que apoiar Israel. Se não apoiar Israel, Deus derruba.

os Estados Unidos. Como o projeto é dominionista, o dominionismo, então, converge seus objetivos com o sionismo judaico. Então, aí que entra o encontro de interesses do dominionismo cristão com o sionismo cristão e sionismo judaico.

No governo do Ronald Reagan, de 81 ao 88, ele então, obviamente, estava comprometido com o sionismo cristão. Ele deu amplo apoio ao sionismo cristão. Ele convidou Raul Linsen para fazer palestras no Conselho de Segurança e no Pentágono. Olha onde foi parar.

o dispensacionalismo e o sionismo cristão. Raul Lintzen, pastor, foi fazer palestra no Conselho de Segurança e no Pentágono.

E o Ronald Reagan disse, estou voltando minha atenção para os velhos profetas do Antigo Testamento e os sinais que predizem o Armagedom, e me vejo pensando se somos a geração que vai ver isso acontecer. Quem se lembra do governo do Ronald Reagan vai se lembrar que foi o auge da Guerra Fria, foi o maior perigo...

de guerra nuclear que nós já vivenciamos, mais do que qualquer outro momento. A guerra fria e a ameaça nuclear estavam na capa dos jornais durante a maior parte dos anos 80. Ronald Reagan estava ouvindo diretamente, de fontes diretas, do dispensacionalismo e do sionismo cristão.

Tim LaRey vai surgir nessa época. Ele é companheiro do Jerry Fowler, ele é companheiro dos líderes da direita cristã, é um das grandes mentes da direita cristã, e ele é um pastor batista, dispensacionalista, conservador, autor de dezenas de livros. Qual é a grande contribuição do Tim LaRey? Sim.

O Tim LaRaye vai entrar na área da ficção, romances de ficção.

O Raul Linsen escrevia estudo bíblico popular, a interpretação das profecias de acordo com uma visão popular, para consumo de massas. Aquele povo que não estuda a Bíblia profundamente, ao estilo Moody. Ao estilo Moody. Jesus está voltando, é pegar pra já. Não tem que pensar muito, não. É só olhar pra Israel, apoiar Israel e bora lá. Bora lá.

O Tim LaRey vai enxergar um filão no universo da literatura e vai entrar na área da ficção, dos romances. E ele, então, vai produzir a série Deixados para Trás. 13 volumes, todos eles de altíssimo sucesso, que viraram até série no cinema.

publicados entre 1995 até 2007. Ele faleceu agora há pouco, há 10 anos, em 2016, aos 90 anos. Esse ficou verdadeiramente rico.

Esse descobriu a galinha dos ovos de ouro. Aliás, o galinheiro inteiro, né? Botando ovos de ouro. Ele vai transformar o dispensacionalismo em ficção. Nessa ficção ele pode tudo.

E então, na sua obra de ficção, Israel joga o papel que ele entende ser aquele estabelecido por Deus. Se alguém disser que ele está errado, ele vai dizer, bom, meu amigo, é ficção, é como eu vejo, né? Cai na minha liberdade criativa. Então, Raul Intzen atuou na área dos estudos bíblicos de consumo popular, Tim La Rey entrou na área...

da área da política, claro, da militância, da direita, do conservadorismo, de também estudos bíblicos, mas ficou extremamente famoso, famoso no mundo inteiro, com a ficção escatológica.

a série Deixados para Trás. Assim como o pessoal que lia a Bíblia do Schofield não tinha cabeça, não tinha o preparo para separar o que era a Bíblia do que era a interpretação, o povo que lê Tim Larrem

acha que está estudando a Bíblia. Eu já dei aula em faculdade, e ao dar aula sobre certos assuntos bíblicos, o aluno levantava a mão e dizia, professor, mas o Tim Larrey diz o seguinte, e eu dizia, Tim Larrey é ficção.

E é estudo bíblico de baixa qualidade. Quer continuar lendo Tim Larrey, não precisa fazer faculdade teológica. Vá para casa, vá ler Raul Linsen. Beleza, é uma opção. Quer fazer faculdade teológica, aí tem que levar o assunto a sério.

Um outro grande nome do sionismo cristão, que eu ainda quero colocar aqui para vocês, estou terminando, tá? É o Petty Robertson. Petty Robertson faleceu agora também em 2023, aos 93 anos. Tem foto dele orando com... É...

com Jair Bolsonaro, quando Jair Bolsonaro foi eleito, uma das primeiras viagens que ele fez, em 2019, foi ir aos Estados Unidos, e numa das reuniões, ele encontra esse Pat Robertson.

Esse Petty Robertson é um tipo de Edir Macedo dos Estados Unidos, né? Ele era dono de uma grande rede de TV, infelizmente não estou com o nome dela aqui agora. Acho que é CBN, se não me engano. CBN. Ele era dono de uma rede Globo dos Estados Unidos, né? Um Edir Macedo...

muito maior, digamos, né, muito maior do que Edir Macedo, ele deve ser um dos gurus que o Edir Macedo segue. Ele também criou uma ONG, tipo a do Jerry Fowell, né, depois que a ONG do Jerry Fowell caiu, ele criou a dele, a chamada Christian Coalition, coalizão cristã.

E ele é um profundo dispensacionalista, um convicto dispensacionalista e sionista cristão. Então, aquilo que o Tim Larrey...

e o Hal Linsen fizeram na área da literatura, o Patty Robertson vai fazer na área da mídia, por ter TV, por ter TV, rádio e TV, e o poder de mídia, ele vai colocar o sionismo cristão nos quatro cantos do mundo, não é pouca coisa. Então tem duas falas dele aqui, uma ele fala o seguinte, fiz um voto solene ao senhor, e o seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene ao seu voto solene

que acontecesse o que acontecesse, por mais impopular que fosse, quaisquer que fossem as consequências, eu pessoalmente e as organizações sob minha responsabilidade defenderíamos Israel. Essa é uma boa definição do que é o sionismo cristão hoje. Faça Israel o que fizer, nós o apoiaremos.

como eles consideram Israel um papel, um ator profético?

e eles aderiram a isso, então faça a Israel o que fizer, ele contará com o nosso apoio, ponto. Eles são incapazes de autocrítica. Não tem como pedir para essas pessoas que fizeram juramento, que adotaram essa posição dogmática, fazer uma autocrítica e dizer, opa, opa, opa, aí não.

Aí ultrapassou todos os limites e rever a doutrina do dispensacionalismo e a doutrina do sionismo cristão. Uma outra fala do Pat Robertson que eu quero destacar aqui, os judeus são um povo escolhido de Deus. Israel é uma nação especial que ocupa um lugar especial no coração de Deus. Olha aí a doutrina dos dois pactos. Lembra que eu falei na aula passada?

a doutrina dos dois pactos. Deus tem duas esposas, a igreja e Israel. Depois que ele casar com a igreja, ele vai resolver o problema dele com Israel. Então é isso. Israel como nação, como etnia, como Estado político...

como país, ocupa um lugar especial no coração de Deus. Para entrar nessa nação, basta se declarar judeu. Ponto. É isso. Eles acreditam nisso. E essa crença produz consequências gravíssimas. Gravíssimas. Mas eles são incapazes de fazer essa autocrítica. Continuando aqui, entre aspas, ele, Deus, defenderá esta nação.

Deus defenderá esta nação. Faça ela o que ela fizer. Portanto, os cristãos evangélicos apoiam Israel. Olha só, portanto. É conclusão. Então, portanto...

as premissas, né, considerando que as premissas anteriores são corretas, portanto, segue-se que os cristãos evangélicos apoiam Israel. Essa é uma das razões pelas quais eu estou aqui, ponto. Então, a fala desses homens faz a gente entender o que é o sionismo cristão, um apoio incondicional a Israel, baseado em premissas.

obviamente equivocadas, que não se sustentam teologicamente, mas que estão tão profundamente entranhadas na fé desses irmãos que é impossível convidá-los a uma autocrítica. Então, mesmo que o sionismo cristão do passado, como eu falei agora há pouco, tivesse boas intenções,

Ora, qualquer boa intenção tem que ser sujeita à crítica. Ela não pode ser incondicional. Nem a aliança de Deus com o antigo povo de Israel foi incondicional. Como agora esse apoio pode ser incondicional?

Será que as bombas de Israel são diferentes das bombas do Irã? Será que o sangue derramado por soldados zudeus são diferentes do sangue do povo palestino, do povo iraniano, do povo argentino, do povo boliviano, do povo cubano?

Essa é a pergunta que nós temos que fazer. E por último, para mostrar que o sionismo cristão está em plena atividade nos Estados Unidos, John Hagee.

Está vivo, ele é de 1940, está vivo, com 85 anos, pastor de uma mega igreja batista em Cornestorm, Santo Antônio, Texas, San Antônio, Texas, idealizador de um evento anual desde 1981.

chamado Noite em Honra a Israel, criador da maior organização sionista dos Estados Unidos, sionista cristão dos Estados Unidos, chamada Cuffee, Christians United for Israel.

Cristãos Unidos por Israel. Patrocina a mudança de judeus para Israel e assentamentos judaicos na Cisjordânia. Isso é uma coisa que eu acho que eu não falei até agora. As igrejas americanas, com o dinheiro que tem...

financiam assentamento de judeus em territórios ocupados. Então, você hoje olha para o mapa da Palestina e pensa assim, a faixa de Gaza é dos palestinos, não tem judeu lá. É verdade. Faz uns 20 anos que os judeus saíram da faixa de Gaza.

Os judeus ortodoxos odiaram essa saída, mas ela foi feita. Agora, olha o mapa da Cisjordânia e dá um zoom no mapa da Cisjordânia. A Cisjordânia é um território palestino, porém está lotado de vilas e condomínios e habitações judaicas.

E os norte-americanos, os cristãos estadunidenses, bancam, assim como a gente recolhe dinheiro para missões, para mandar para os missionários na África, na Ásia, etc, etc, toda igreja do mundo faz isso, aqui no Brasil é comum, todo mundo sabe disso, as igrejas dos Estados Unidos arrecadam dinheiro para financiar.

a construção de casas e vilas em territórios ocupados. Por quê? Porque eles acreditam que a Palestina inteira pertence aos judeus. Mais do que isso, fala-se também na Grande Israel. Segundo alguns judeus, o território que Deus deu aos judeus vai do Sinai até o Eufrates. Então Iraque...

Jordânia e tal, está tudo no vinagre, porque pertencem a esse projeto expansionista chamado Grande Israel. Então, quando se fala do rio ao mar, eles não estão falando do Jordão ao Mediterrâneo, eles estão falando do Eufrates ao Mediterrâneo.

Essa política existe, e tem doido para tudo. Basta uma interpretação mais rigorosa, e os cristãos vão apoiar, por quê? Porque está na Bíblia, lá em Deuteronômio. Ok? Bom, esse John Hegg, então, também tem livros, né? A Batalha por Jerusalém, 2001.

Contagem regressiva para Jerusalém em 2006, em defesa de Israel em 2007, e financiamento do Armagedon, acho que é a Financial Armagedon, Armagedon financeiro, seria a tradução, em 2008. Então, só para vocês entenderem que o sionismo está vivo e ativo.

E agora com o Donald Trump, como eu falei com vocês, tudo isso está em pleno vigor. O Donald Trump, por exemplo, mudou a embaixada dos Estados Unidos em 2017 de Tel Aviv, que é a capital oficial de Israel, para Jerusalém e foi aclamado pelos sionistas cristãos.

Por quê? Porque é uma forma de os norte-americanos dizerem para o mundo que eles consideram Jerusalém como sendo a capital de Israel, uma cidade eterna, indivisível e posse eterna de Israel. Então, só para vocês saberem que o Donald Trump está... Desculpem. O Donald Trump está plenamente...

alinhado com o dispensacionalismo e com o sionismo cristão.

O Pat Hedgeset, que é o secretário de guerra dos Estados Unidos, é um nacionalista, é supremacista branco e é sionista. Faz cultos com os militares nos Estados Unidos e interpreta as guerras de acordo com profecias bíblicas. Com certeza, a guerra contra o Irã, segundo ele, tem cumprimento profético. Só para vocês entenderem onde está o sionismo cristão hoje.

Bom gente, com isso eu encerro esta nossa abordagem sobre o sionismo Bom dia ali para quem eu não falei bom dia Cristian Ivonete Donati, bom dia E deixe-me ver aqui no Facebook Bom dia, bom dia, bom dia Deixa eu ver, o Márcio Leandro colocou um comentário Bom dia

Tomou a Península do Sinai em duas ocasiões. Sim, a primeira em 56, a crise do Suez, e a segunda, mais demorada, em 67, durante a Guerra dos Seis Dias. Beleza. E o território foi devolvido somente em 82. Beleza, é isso mesmo. O acordo foi feito, acho que em 79, foi devolvido em 82, então você confirmou ali que ele foi tomado de fato em 67 e não em 72. Muito obrigado, Márcio, pela informação.

Gente, é isso então, encerramos aqui a abordagem do sionismo cristão, no próximo domingo voltamos com um novo movimento, o Movimento do Reino Agora, desejo a vocês um felicíssimo domingo, especialmente para as mães, para todas as famílias, e também uma ótima semana para todos. Forte abraço, até domingo que vem.

Teologia do Domínio e Movimentos de Base - Aula 15: Sionismo Cristão (3) | Castnews Index — Castnews Index