DE EXTENSIONISTA A SUPERVISOR: O QUE A INDÚSTRIA ESPERA? - Esp. Graciani Panizzon | Ep. 179
Você sabia que, na cadeia avícola integrada, a transição de extensionista para cargos de supervisão é uma das maiores fontes de ruptura profissional e uma das menos discutidas tecnicamente? Neste episódio do Podcast O Aviário, aprofundamos 17 anos de vivência na agroindústria: gestão de equipes multigeracionais, inteligência emocional aplicada à sanidade, feedback estruturado como ferramenta de desenvolvimento técnico e a relação crítica entre extensionista, produtor integrado e supervisão. Uma conversa indispensável para quem atua na cadeia avícola integrada.
“Não interessa se você é o sanitarista, você tem que saber de ambiência, de extensão, de comunicação, de gestão.”
– Esp. Graciani Panizzon
Graciani Panizzon é Médica Veterinária com mais de 17 anos de trajetória na agroindústria avícola, tendo atuado em extensão rural, sanidade e supervisão em integradora. Especialista em gestão de equipes, biosseguridade e relação técnico-produtor, hoje atua como consultora e sócia da Avinova Consultoria e Treinamentos, onde replica sua vivência para formar profissionais preparados para a realidade do campo integrado.
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Episódio: DE EXTENSIONISTA A SUPERVISOR: O QUE A INDÚSTRIA ESPERA? - Esp. Graciani Panizzon
Podcast: O Aviário Podcast
instagram.com/oaviariopodcast
Apresentadores:
Me. Gabriela Bittencourt
linkedin.com/in/gabrielatkbittencourt
Me. Wellinton Molinetti
linkedin.com/in/wellinton-thiago-molinetti-19a04b212
Convidada:
Esp. Graciani Panizzon
linkedin.com/in/graciani-panizzon-simon-b32b02197
- (00:00) Abertura e apresentação da convidada Graciani Panizzon
- (06:40) Da extensão à supervisão: como se constrói uma liderança na agroindústria
- (11:19) Gestão de equipes multigeracionais e o choque de gerações
- (21:23) Feedback duro que transformou a carreira: “você é muito agressiva”
- (26:10) Os dois tipos de feedback: o bom para o líder e o bom para o liderado
- (29:05) Por que ninguém sai frustrado quando o feedback é contínuo
- (36:35) A relação com o produtor integrado: ouvir como ferramenta de gestão
- (40:59) Indicação de livro técnico e encerramento
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- Transição de carreira na agroindústriaDa extensão à supervisão · Gestão de equipes multigeracionais · Inteligência emocional e sanidade · Feedback estruturado · Relação extensionista-produtor-supervisão
- Feedback ConstrutivoFeedback como ferramenta de desenvolvimento · Tipos de feedback: bom para o líder vs. bom para o liderado · Feedback contínuo e a redução de frustrações · O feedback como aprendizado diário
- Gestão de equipes e liderançaDesafios da liderança na agroindústria · Comunicação clara e transparente · Defesa da equipe pelo gestor · Adaptação a diferentes gerações
- Desenvolvimento ProfissionalA importância do conhecimento operacional · Plano de carreira e especialização · A necessidade de buscar conhecimento contínuo
- Relação com o produtor integradoOuvir como ferramenta de gestão · A importância do produtor na agroindústria · Abertura da sala e visitas ao campo
- Indicação de livro técnicoDoença das aves
Ah, mas então, assim, tu tava preparada pra ir pra sanidade? Não. E acho que em nenhum momento a gente se sente inteiramente preparado. 100% preparado pra assumir alguma coisa. Não, né? E a gente tem muitos aprendizados. E a pessoa que achar que, ai, não, eu tô indo porque eu sou, assim, ó, o top, eu sou o melhor, não tem ninguém melhor do que eu pra assumir esse cargo, então tem que ser eu mesmo, vai se frustrar. Vai dar com os burros na água, né?
Porque a gente tem que estar aberto a aprender. O extensionista, ele tem que saber como vai ser a próxima semana de abate.
Qual vai ser a conversão? Ah, mas eu não sei. Como tu não sabe? Tu tem lote que vai bater semana que vem, já ficou 40 dias no campo, como é que tu não sabe? Tu tem que saber essa informação, né? Por quê? Tu tem que ter gestão. Agora, se eu simplesmente for pro campo com a minha maletinha, pra tomar chimarrão e comer pipoca, que é muito bom também, também faz parte...
Eu não vou saber essa informação na semana seguinte, né? Mas não acho legal, não acho interessante um gestor que expõe uma equipe, né? Então, assim, ah, deu errado porque minha equipe não foi boa, deu errado porque, né? Deu errado porque eu não sou boa. Eu não consegui gerir minha equipe, eu não consegui convencer a minha equipe que deveria fazer de forma diferente. Batia muito na equipe, sempre. É o meu perfil esse, né? De conversas claras, francas, transparentes com a equipe.
Mas, do outro lado, quando eu tinha que levar alguma informação, eles eram meus. Então, eu nunca ia expor de uma forma negativa a minha equipe perante qualquer pessoa. O podcast O Aviário só é possível através de empresas inovadoras e que apoiam a educação continuada na avicultura brasileira.
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59ª reunião da Sociedade Brasileira de Zoolotecnia, de 27 a 31 de julho, na Ufla, em Lavras. Inscreva-se, sbz.org.br. Olá, pessoal, tudo bem? Estamos aqui com mais um episódio do podcast O Viário. E hoje nós estamos recebendo uma convidada muito especial, professora Graciane Panizon Simon, que vai trazer para nós um pouquinho da sua trajetória e a gente vai...
contar como foi essa evolução dentro da carreira da professora. E claro, ao meu lado, a professora Gabriela Bittencourt vai nos auxiliar aqui na condução dessa conversa, dessas perguntas que eu tenho certeza que vai deixar muito mais rico o nosso episódio. Seja bem-vinda, professora Gabriela e professora Gracie.
Oi, pessoal. Obrigada, professor Wellington. Um prazer estar aqui de novo, participando com vocês, diretamente de Chapecó. A gente deu uma fugidinha lá do Simpósio Brasil Sul e a gente veio aqui para o estúdio para gravar esse conteúdo super legal para vocês. Legal.
Estou muito, muito feliz pelo convite, participar com a PPGVET, sempre é um orgulho muito grande, então muito obrigada por terem lembrado do meu nome. Obrigado você, professora, por aceitar estar aqui conosco, compartilhando um pouquinho dessa sua trajetória, dessa sua vivência ao longo dos 17 anos dentro da agroindústria. A professora Graciela que passou na extensão, na sanidade e chegou no cargo de supervisão.
E eu quero aproveitar, prof, nesse início, para contar um pouquinho também da minha trajetória. Desde 1997, meu pai tem aviário, então cresci vendo os extensionistas, todo esse mundo da agroindústria. O que me levou a fazer medicina veterinária foi essa...
esse interesse, essa proximidade com os médicos veterinários, com os extensionistas que visitavam a minha casa. E sempre quando me pediam qual era meu grande objetivo, eu sempre falava que gostaria de chegar num cargo de gestão, num cargo corporativo, ou algo nesse sentido dentro da agroindústria. Esse sempre foi meu grande objetivo. E depois o mundo me levou para outros caminhos, né?
E eu queria começar, então, perguntando para a professora Graça, o que fez a professora trabalhar na avicultura inicialmente? O que levou a professora a escolher essa área dentro da medicina veterinária? E aí, depois, eu quero que a professora compartilhe como que a professora chegou nesse cargo de supervisão. Qual foi essa escada, esse crescimento? Como que aconteceu isso ao longo do tempo?
Então, a minha história é um pouco diferente da tua, né? Eu não tinha esse contato direto com produção. Então, cresci na cidade, tinha, assim, os meus avós do interior, mas que eram de outro rumo, eram pequenos produtores, né? Pequenas propriedades, não tinham integração. Então, eu não vivi nesse mundo na minha infância, na minha adolescência.
Quando eu decidi entrar pra faculdade, assim como a grande maioria que vai pra veterinária, eu fui por causa de pet, né? Ah, eu gosto de cachorro, eu gosto de gato, acho que é isso que eu quero fazer na minha vida. E quando eu cheguei na universidade, eu vi que não era bem esse o caminho que eu queria traçar e eu imagino que isso aconteça com grande parte do pessoal que tá aí cursando veterinária. Que a gente entra por um motivo e de repente tu se desvertua e pensa, será que agora eu tô no caminho certo, né?
Sobre que medicina veterinária não é só cão e gato, clínica, cirurgia. Exatamente, que tem um trajeto gigantesco aí que pode ser traçado, né? E aí, durante o curso, eu me identifiquei mais com a área de inspeção.
Então, tanto que eu fiz o meu estágio final foi com inspeção de suínos, né? Junto a um CIF, foi muito legal. Então, por um tempo, eu também quis trabalhar com isso. E saí do meu estágio, saí da universidade e fui trabalhar com inspeção de bovinos.
Mas aí eu cheguei lá e vi que a vida não era tão fácil assim e que eu não me encaixava naquele mundo daquela forma que eu estava fazendo. Eu estava trabalhando numa inspeção estadual e não era exatamente o que eu queria. A universidade onde eu estudei não tinha esse viés formador de profissionais de avicultura.
Embora fosse na região, não tinha isso. E também, eu acho que até hoje segue nesse formato de não ter tanto foco em avicultura, tanto foco em suinocultura. Então, depende de quem. Produção animal como um todo. Produção animal como um todo. Infelizmente, não é.
É a gente, é a gente que tem que ir atrás, né? Por isso existem pós-graduação, por isso existem formas da gente estudar e buscando aprender cada vez mais, né? Se a gente achar que vai sair da universidade sabendo tudo e sendo assertivo no primeiro momento, na primeira escolha, a gente vai se frustrar, a gente vai errar, vai tropeçar no caminho, né? Até encontrar o nosso caminho verdadeiro, né?
Então, dessa forma, eu caí na avicultura. Tive muita sorte, fui para a extensão, para uma equipe maravilhosa, né? Diferente um pouco do que acontece hoje em dia. Quando eu entrei na avicultura, entrei numa equipe que tinham profissionais de muitos anos. Profissionais se aposentando, profissionais de 20 anos, de 10 anos. Então, assim, eram profissionais formadores de outros profissionais. E isso...
Eu digo que eu tive sorte porque me ajudou a me consolidar na minha carreira, me ajudou a me formar. Então, eu pegava essas pessoas como espelho. Todo mundo diz que a gente é a média das cinco pessoas que a gente convive. E é uma verdade. Então, eu convivi com pessoas especialistas em extensão rural, que hoje é raríssimo, porque as pessoas têm pressa. Então, usam um pouco da extensão como um trampolim para a carreira.
Cada um tem seus objetivos na vida, né? Mas se a gente se especializar em extensão rural, é um sofrimento a menos que a gente vai encontrar pra frente, né? E teve uma fase que as pessoas eram especialistas, iniciavam na extensão rural e se aposentavam na extensão rural. O que eu defendo que deveria acontecer se há uma profissão que você realmente gosta, que você tem paixão, não tem problema nenhum em ser extensionista a vida toda, né?
E essas pessoas ajudaram a me moldar para que eu pudesse, então, posteriormente assumir um outro papel, que foi a sanidade. Ah, mas então, assim, tu estava preparada para ir para a sanidade? Não.
E acho que em nenhum momento a gente se sente inteiramente preparado. 100% preparado para assumir alguma coisa. Não, né? E a gente tem muitos aprendizados. E a pessoa que achar que, ai, não, eu estou indo porque eu sou assim, ó, o top, eu sou o melhor, não tem ninguém melhor do que eu para assumir esse cargo, então tem que ser eu mesmo, vai se frustrar.
Vai dar com os burros na água, né? Porque a gente tem que estar aberto a aprender. A gente olha para uma profissão ou olha para a forma que um profissional trabalha e é natural do ser humano a gente criticar muito, né? Ah, se fosse eu, eu faria assim, eu faria assado, eu faria diferente. Aí quando a gente cai naquele cargo, tu pensa, bah, eu não consigo fazer um terço do que aquela pessoa fazia.
porque é difícil mesmo, tem umas burocracias por trás, tem conhecimentos que a gente só vai ter na prática, que não é a faculdade que traz, que não é a própria extensão não te traz isso, quando estou falando de um cargo de sanidade, por exemplo, é o dia a dia do cargo que vai te fazer aprender, vai te fazer tomar ação mais assertiva.
Porque a gente tem que tomar ações rápidas, né? Quando você é um problema no abatedouro, é um, dois, três e já você tem que ter a ação. E aí, tu tem que estar bem preparado para isso, porque se tu errar, o erro pode ter consequências muito grandes, né?
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Acho que é uma curiosidade também de quem está nos acompanhando, a nossa audiência, o extensionista, o sanitarista, os supervisores, os diretores, enfim, que nos acompanham aqui. Mas eu queria perguntar para a professora, quando assumiu o cargo de supervisão?
A gente sabe que é um cargo de extrema importância, de extrema responsabilidade dentro da indústria. Como a professora já mencionou, é algo que tem que ser tomada, essa decisão chega para você os problemas, chega para você o que está acontecendo naquele momento e a decisão tem que ser imediata e muitas das vezes vai partir do líder. E como que a professora...
se adaptou, como que a professora conduziu essa fase de ser uma líder, ter uma equipe para gerir, ter também pessoas para reportar tudo o que estava acontecendo, levar resultados, solução de problema. Como que a prof fez para conciliar tudo isso dentro do momento que assumiu esse cargo de supervisão?
Eu tive a possibilidade, e indico para quem tiver essa possibilidade, de traçar esse caminho. Extensão, no meu caso como veterinária, pude atuar na sanidade, uma pessoa que é da agronomia, da zootecnia, não vai atuar como sanitarista, mas que esteja muito próximo desse cargo, e aí então eu fui para a supervisão.
Então, quando eu cheguei na supervisão, eu tinha uma visão de cadeia. Eu sabia qual é o sofrimento de um extensionista. Eu sabia quais são as dores de um produtor, né? Que a visão do supervisor nem sempre vai ser a mesma visão que o produtor tem. Nem sempre vai ser a mesma visão.
que o extensionista tem, né? E nem tudo que um supervisor sabe vai chegar até o extensionista, porque existem situações que tu não vai reportar o porquê essa ação foi tomada agora. É uma decisão corporativa, é uma decisão muito acima e que tem seus motivos e a gente tem que aplicar. E aí, às vezes, a gente, como extensionista, não entende, né? Fica meio frustrado, fica meio revoltado, porque não quer fazer daquela forma, enfim.
Então, como eu já conhecia esses papéis, ficou um pouco mais fácil para mim, né?
A gente conhecer a ambiência, saber o que causa determinada doença, o que pode levar a um manejo inadequado, o que ele pode causar. Quando chega uma condenação na indústria, o que causou aquilo? Então, é porque a cama está muito úmida ou porque a ventilação foi feita da forma errada, então eu tenho caldo de pata, por exemplo. Então, a gente sabe disso, aí quando tu chega na supervisão, fica mais fácil de tu controlar, porque...
O extensionista vai ter isso, né? Ah, eu tive um problema na indústria, o que aconteceu lá no produtor? Nada, lá estava ótimo, lá não teve problema nenhum. 100%. Estava 100%, olha, meu melhor produtor, né? E aí, quando tu já conhece, tu sabe, não, alguma coisa deu errado. Então, tu não vai me passar a perna com qualquer situação, né? A gente já vai estar preparado para isso. Então, esse é o primeiro passo.
Saber, conhecer, né? É diferente de algumas outras lideranças. Existem profissões que talvez você não precise conhecer a fundo a fase anterior, né? Você entendendo de gestão de pessoas, talvez você já consiga liderar e tudo mais. No agro não é assim, né? Na agroindústria não é assim. A gente realmente precisa conhecer.
E eu tive uma equipe muito jovem, porque as coisas foram mudando no decorrer do tempo. Então, eu falei inicialmente que quando eu entrei, tinham profissionais se aposentando. Hoje, se você vai em qualquer agroindústria, talvez o mais velho vai ter 5 anos, 6 anos, 10 anos, num pau brabo. Então, mudou o perfil das pessoas que estão lá. E eu tinha uma equipe muito jovem.
trabalhando comigo. Porém, uma equipe muito ativa, com muita vontade de aprender, que existe isso também, né, gente? A gente, às vezes, a gente tem esse costume, como os nossos pais tiveram, os nossos pais falavam pra nós, né? Ai, mas na minha época é que era bom, na minha época a gente brincava na rua. E a gente tem isso de falar agora, né? Ai, na minha época, porque eu andava de bicicleta, as crianças agora não andam.
Então, a gente tem a mania de criticar a geração posterior à nossa. E, na verdade, a gente tem que tentar achar uma forma de trabalhar junto, porque é uma geração diferente mesmo. E não vai ser igual a gente. Não adianta a gente tentar colocar na cabeça que vão fazer da mesma forma que a gente fez, porque não vão. E se fizer da mesma forma que a gente fez, não vai dar certo, porque o mundo está mudando.
Então, eu conseguia entender isso com a minha equipe. Tem muitos desafios, porque quando você está nesse cargo de supervisão, você tem vários pontos para conciliar. Você tem um cliente que é a indústria e você tem que atender.
Você tem superiores, que é gerente, corporativo, o pessoal da remuneração, o pessoal da sanidade. Cada um tem seus objetivos e você vai ter que juntar todos eles para levar isso para o campo. E aí você tem um produtor que quer ganhar dinheiro, mas não quer investir, não quer fazer tantas coisas, quer gastar o mínimo possível. Você tem extensionistas que não entendem, às vezes, a decisão que você está tomando. Você tem questões sanitárias, tem uma fábrica de ração. Então, vejam que para você...
É complexo. É complexo. E você tem que juntar tudo isso, filtrar para levar para o extensionista. Se a hora que você leva lá, né? Te trancaram numa salinha, ó, o resultado não está vindo. O que você vai fazer? Se você chegar no mesmo nível para o extensionista e dizer o resultado não está vindo, vocês estão ficando loucos, não vai dar certo, né? Então, tudo tem que ser um filtro também.
inteligência emocional. É fácil? Extremamente difícil, porque você tem que cuidar da mente dos teus extensionistas, mas principalmente da tua. Então, a forma que eu sempre tentei conciliar tudo isso...
Primeiro, eu acho que já estava isso implantado no meu local de trabalho, mas a gente sempre teve reuniões semanais. Então, eu acho que esse é o ponto principal. Pode ser uma reunião de 15 minutos. Um sistema de gestão estabelecido. Estabelecido. Então, o que aconteceu, como está e, principalmente, como vai ser a próxima semana. O extensionista tem que saber como vai ser a próxima semana de abate.
falando de frango de corte, por exemplo, qual vai ser a conversão? Ah, mas eu não sei. Como tu não sabe? Tu tem lote que vai bater semana que vem, já ficou 40 dias no campo, como é que tu não sabe? Tu tem que saber essa informação, né? Por quê? Tu tem que ter gestão. Agora, se eu simplesmente for pro campo com a minha maletinha, pra tomar chimarrão e comer pipoca, que é muito bom também, também faz parte...
Eu não vou saber essa informação na semana seguinte, né? Então, a gente tem que estar preparado para o que vai acontecer para todo mundo sofrer menos. Se eu já levo, eu como supervisora, já levo essa informação para o meu gerente, que olha, semana que vem, mês que vem, os próximos 15 dias vai ser punk, não vai dar boa. Não que isso vá acalmar o coração das pessoas, mas vai preparar.
Então, vai ser uma porrada a menos que vai vir pra frente, né? E mostra a organização. A organização. Tem controle do que está acontecendo e possivelmente do que vai acontecer, né? Não é algo que, meu Deus, surgiu do nada, eu não sabia isso, né? Algo que você mostra mesmo essa organização geral de cadeia do que está acontecendo. Exatamente. E você tem uma defesa pra tua equipe, porque...
A minha opinião, um bom gestor vai defender a sua equipe. Se tem alguém que não está de acordo com o que você possa defender, você tem que tirá-la da equipe, né? Mas você tem que defender. Vai ter erros no percurso, vai ter problemas no percurso que poderiam ter sido feitos diferentes. Isso você vai ter que tratar individualmente. Mas não acho legal, não acho interessante um gestor que expõe uma equipe. Então, você diz, ah, deu errado porque minha equipe não foi boa, deu errado porque eu não sou boa.
Eu não consegui gerir minha equipe, eu não consegui convencer a minha equipe que deveria fazer de forma diferente. Então, eu sempre batia muito na equipe, sempre. É o meu perfil esse, né? De conversas claras, francas, transparentes com a equipe. Mas...
Do outro lado, quando eu tinha que levar alguma informação, eles eram meus. Então, eu nunca ia expor de uma forma negativa a minha equipe perante qualquer pessoa. Porque o problema seria eu nesse caso, né? E é legal esse conceito, prof, de quando...
a culpa está em mim, a solução também está em mim. Exatamente. Então, se a gente acredita que se aquele resultado não veio, ele não surgiu naquele momento, a culpa é minha. Então, se eu acredito nesse conceito, a solução também está em mim. Exato. Então, é algo que eu gosto muito sempre de falar.
Eu ia complementar isso, dizendo que isso é uma coisa que a gente fala muito na nossa pós, né, prof? Está na parte de extensão rural, assim, né? Da importância do extensionista, enfim, do profissional, do veterinário, do zootecnista, saber lidar com pessoas, né?
Eu sempre comento também nas aulas, e quem é nosso aluno já ouviu essa frase, que se você se formou achando que você vai trabalhar com o bichinho, com a galinha, com o cachorrinho, com a vaquinha, está muito enganado, porque por trás desses animais existe uma pessoa.
que provavelmente trabalha e ganha com isso, né? No nosso caso aqui, que trabalha com produção animal. Então, saber conversar, saber lidar com as pessoas, às vezes parece simples. Não, eu sei, eu sou uma pessoa muito amigável, mas no dia a dia essas questões são diferentes, né?
E esse ponto que a Prof. Grasse falou de ir conhecendo as cadeias, subindo de cargo, a gente também já fez um momento sobre isso, né, Prof? Que a gente falava sobre os degraus que a gente precisa subir para chegar onde a gente quer. E que nem sempre isso acontece do dia para a noite, né? Às vezes...
deu sorte, está na hora certa, no lugar certo, e você tem uma oportunidade de crescimento. Mas se você chegar nesse local sem o conhecimento, sem saber o básico de lidar com pessoas, sem saber o básico de conhecimento sobre onde você vai trabalhar, porque falou também sobre a ambiência.
Não interessa se você é o sanitarista, você tem que saber de ambiência, você tem que saber de extensão, você tem que saber de comunicação, você tem que saber de gestão. Nós estamos falando de gestão, né? Ah, mas existe a inteligência artificial hoje que ajuda. Ajuda, mas não substitui, né? E conhecimento nunca é demais. E a gente vê isso mesmo nas gerações, esse conflito de gerações que ocorre, das pessoas terem muito...
Serem muito afoitas, né? Momentâneo. Isso, momentâneo. Ah, nesse momento, eu estou trabalhando há seis meses e acho que não quero. Não é isso, não gosto, não sei fazer e vou buscar outra coisa. E essa outra coisa é sempre mais, mais, mais, né? Então, acho um ponto bem importante para a gente estar falando aqui para o pessoal que está nos ouvindo que cada etapa é uma etapa e que precisa ter início, meio e fim, né?
E falando nisso, prof, conta um pouquinho de como foi a tua... A transição ali da sanidade para a supervisão, porque são duas coisas bem diferentes mesmo. E como que você saiu depois da empresa, enfim, e foi para outros rumos que daí você chegou naquele momento, eu quero fazer o que eu exatamente gosto, ou o que eu exatamente sei fazer. Como é que foi essa transição de carreira aí depois? Sim.
Então, como eu falei anteriormente, a gente nunca vai estar preparado 100% para um cargo, né? Nunca. Principalmente quando se fala de gestão de pessoas. A gente tem coisas que são nossas, que é da nossa cultura, a gente nasceu assim.
E a gente tem que transformar, tem que mudar. Eu, por exemplo, sou uma pessoa expansiva quando eu vou falar. Então, eu uso as mãos, eu falo alto. Então, nem sempre eu estou querendo xingar alguém. Às vezes, eu estou só querendo conversar. Mas a pessoa está entendendo que eu estou louca da vida, né? Que mais um pouco eu vou avançar, né? E então, eu tive, e também tive muita sorte, de ter feedbacks. E trabalhei com isso a minha vida toda. Feedbacks claros e transparentes.
O feedback, quando a gente usa ele, a gente não usa para agradar. Eu sempre digo que feedback positivo, ele é bom para o teu ego. Mas não é bom para o teu crescimento, né? Ah, você é muito boa nisso. Obrigada, mas... E o a mais. E o a mais, né? Então, eu tive essa sorte que eu sempre recebi feedbacks. Inclusive, por um período, o meu feedback era você é muito agressiva, você precisa melhorar, você é muito agressiva.
Então, eu não fui instantaneamente para um cargo de supervisão. Eu participei de um processo seletivo enquanto estava na sanidade e a sanidade exige essa agressividade, vamos dizer assim, que tu tem que tomar decisões que se a pessoa não quer, sinto muito, tu vai fazer, porque sanidade não se discute.
Então, eu tinha esse perfil realmente mais agressivo. E então, no primeiro momento, eu não passei nesse processo porque eu tinha que dar uma segurada. E foi um aprendizado diário. Para mim, foi a melhor coisa, foi levar um não. Eu entendi, eu preciso mudar.
Como que eu vou mudar? Não sei, porque era difícil. Então, eu tinha que me segurar no dia a dia, porque era difícil. E não vou te dizer que eu aprendi. Eu ainda estou em processo de aprendizado e vou viver com isso minha vida toda, porque é uma coisa minha. Eu tenho que todo dia estar me policiando e aprendendo sobre isso.
E aí, então, saí, daí deu certo, mudei, melhorei a forma de comunicar, falei um pouco mais baixo, mexi um pouco menos a mão, né? Engoli algumas coisas, porque também eu era muito afoita, assim, tipo, ah, tem que resolver, eu vou resolver. Existe isso sim, mas não é todo o tempo que tu tem que tomar uma decisão imediata. Às vezes, tu...
Dá uma paradinha, né? Dez minutinhos, toma um café, daí tu vai conseguir resolver melhor a situação. E aí, então, fiz essas melhorias, vamos dizer assim, fui para a supervisão, fui muito feliz no meu cargo de supervisão, sempre gostei muito do que eu fazia, gostava muito de estar com a equipe, tinha milhões de desafios, coisas que eu não concordava e tinha que ser feito.
coisas que eu gostaria de fazer diferente e não podia, porque existem regras para ser seguida e a gente tem que saber conviver com isso também. E aí eu fiquei, foram, se não me falha a memória, seis anos de supervisão.
com muito aprendizado, e chegou a um ponto que eu não me encaixava mais naquele lugar. Ah, mas então a empresa era um problema. De forma alguma. A empresa nunca foi um problema na minha vida. Jamais. E eu não saí porque existia um problema.
Eu saí porque eu não me encaixava mais ali, eu queria fazer algo diferente, eu queria descansar a mente de uma forma diferente, né? Então, eu saí, fiquei um período, um curto período fora, realmente, sem pensar muito em avicultura.
E aí que foi que eu decidi, junto com a Gabi, a gente montou uma empresa que se chama Avinova, de consultoria e treinamentos, para replicar esses conhecimentos, para estar inserido nesse mercado. Quem entrar na avicultura nunca vai sair.
Então, assim, eu passei pela avicultura, foi uma fase da minha vida. Gente, não existe, tu vai amar, não tem como você não gostar de tudo isso, né? Não tem como estar... Perder contato com o produtor é péssimo, são as melhores pessoas do mundo pra conviver, né? Tem desafio, tem outra coisa importante de saber.
Se tu... Tu vai ser odiado por alguns. E tu vai ser amado por outros. Isso faz parte da tua vida. Seja ela com os teus... A tua equipe direta. Seja com o produtor. Sejam pessoas que estão acima de você. Ou que é da indústria, por exemplo. Que tu só vai ter contato. Vai ter pessoas que vão adorar a forma que tu trabalha.
E vai ter pessoas que vão odiar. E tá tudo bem, porque na vida real é assim. Às vezes tu olha pra uma pessoa que tu nunca viu na frente e tu diz, ai, não gosto, né? Não é uma pessoa que eu gostaria de conviver. Tu nem sabe quem ela é. Mas é assim. E a gente gera isso, porque tu vai tomar decisões que não vai agradar todo mundo.
faz parte da vida, do processo, da gestão, se a gente quer entregar resultado, muitas vezes, e a gente também funciona assim, muitas vezes chega para nós algumas coisas, não, mas isso eu não quero, isso não é legal, não vou fazer, não, tem que ser feito, se a gente quer um resultado, não é se eu quero, se eu gosto,
tem que ser feito, e aí vai de encontro a isso que a professora falou, acaba que, né, gerando esses desconfortos ou algo que as pessoas não entendem que aquilo faz parte do processo e no final todo mundo busca um resultado, né, então eu vejo que isso é muito importante.
E equilibrar tudo isso também é difícil, porque tu não pode ser agressivo o tempo todo, como foi o caso dos meus feedbacks aí, a gente não pode querer matar todo mundo o tempo todo, mas eu não posso ficar passando a mão em todo mundo o tempo todo também, né? Então, tu tem que ter uma balança... Os dois extremos não são bons. Exatamente, os dois extremos não são bons. Tu ser amigo de todo mundo não é legal. No fim, tu não é amigo de ninguém, né? Sim. Então, é...
Essa balança não é fácil de medir, mas é um aprendizado diário, é contínuo. A vida toda a gente vai estar trabalhando com isso. E é legal quando a professora fala de feedbacks, que tem um conceito que diz, tem dois tipos de feedback. O feedback bom para mim...
E o feedback bom pra pessoa. O feedback bom pra mim é eu dizer, ai, você é lindo, maravilhoso, tá tudo bem, o que você tá fazendo. Mas pra pessoa, isso é ruim. É bom pra mim porque ela vai olhar, o meu líder é bonzinho, o meu líder gosta de mim. Mas pra ela, se você fala só as coisas boas, não vai ser bom pra ela, não vai trazer um crescimento. E a gente só evolui se a gente tiver...
tudo isso atrelado ao nosso dia a dia. Há pessoas observando, muitas vezes a gente faz ações, desenvolve coisas dentro da empresa, dentro da agroindústria, que não são legais, ou tem atitudes, como a professora falou, que não são legais, mas é uma segunda, uma terceira pessoa me falando isso, que vai...
Fazer muitas vezes naquele momento, não, mas eu não sou assim, não, mas isso não acontece. Mas é uma sementinha que é plantada e você vai ver que realmente é aquilo que impacta no seu dia a dia e na sua jornada. E só para complementar isso, professor.
O feedback, a importância do feedback, né? A importância do feedback ser claro e bem feito e não ser algo obrigatório. Porque quando o feedback passa a ser aquele feedback que o supervisor ou a liderança precisa fazer, porque é uma regra, porque é uma norma...
às vezes acaba estragando, entre aspas, ou perdendo algum bom funcionário porque não sabe usar as palavras corretas, porque não conhece a fundo o seu funcionário. A gente sabe que tem gestor aí, é uma equipe de cinco, mas tem gestores que a equipe é 50 pessoas. Enfim, quando vai passar um feedback, vai dizer alguma coisa para o seu funcionário, tem que conhecer realmente e falar pontos que essa pessoa consiga melhorar.
que você vai ajudar. Eu acho que o feedback tem que ser uma ajuda. E ainda existe muita falha nisso em questão de lideranças. De todas as áreas a gente vê. Se você vai pesquisar sobre isso, vai falar com outras empresas em outros locais também, de diferentes áreas, o feedback, ele feito de forma errada e no momento errado ele estraga um funcionário.
E assim, as empresas, as maiores empresas pelo menos, têm isso de ter uma data marcada para fazer feedback. Eu não vejo que isso seja um problema. Eu acho que está correto até porque, como as empresas são grandes, se você não tem esse controle, às vezes não vai acontecer. Não vai ter feedback. Se você não coloca na sua agenda, a rotina te engole e você não vai fazer. Agora, onde está a falha?
A gente, enquanto líder, sabe que até tal data você vai ter que entregar o feedback lá, que é um sisteminha que tu vai preencher também, né? Eu sei que é até aquela data. Então, eu tenho tempo de fazer meu tema de casa. Se eu não fiz até ali, eu tenho esse tempo de fazer o tema de casa. Uma questão que eu levei muito a sério na minha vida sempre foi o feedback.
Nunca agradei todo mundo. Tenho certeza que muitas pessoas saíram de um feedback comigo frustradas. Mas nenhuma pessoa que passou por mim quis alguma vaga, quis crescer e não estava claro porque não cresceu. E não no momento que quis crescer.
Já vinha carregando isso. Porque isso aconteceu comigo. Eu também, quando eu levei um não na supervisão, não foi pra mim uma surpresa. Já vinha se arrastando isso, eu já sabia dos meus problemas. Então, nunca foi frustrante pra mim. Foi sempre um aprendizado. E eu tentei levar isso pras pessoas que trabalhavam comigo, né? Alguns devem ter encarado dessa forma que eu tô falando, outros talvez não. Mas também faz parte do jogo, né?
Legal, prof. E agora pensando, a professora subiu de cargo, foi evoluindo, acho que ficou muito claro para nós dentro do episódio que para você chegar em um cargo de supervisão ou em um cargo de liderança, independente de onde for, você precisa...
conhecer o operacional, você precisa ter passado por aquilo, porque você vai ter que resolver problemas. E para resolver problemas, você tem que ter passado por aquilo, por aquela experiência, você tem que saber como que, aonde o calo aperta, aonde que dói, aonde você consegue...
resolver de que forma você consegue resolver. E as pessoas só vão te seguir, elas só vão te olhar como uma pessoa que traz resultado, uma pessoa que resolve o problema, se você passar algo claro e mostrar para ela a solução.
Se você chegar com algo lá, a pessoa, não sei, vamos ver, vamos procurar. Não, para resolver a gente vai fazer isso, isso, isso. Então, você vai engajar muito mais a tua equipe, vai mostrar esse espírito de liderança. E muitas vezes, a gente pensa que...
Quando penso em empresa, e até mesmo dentro da agroindústria, vou trazer uma liderança externa, né? Não ter esse pensamento de formar a liderança dentro de casa. Eu acho que é muito importante também, para quem está nos acompanhando, nos escutando, que está num cargo de extensionista, de sanitarista, ou até mesmo de estagiário, trainee, pensar que aquilo é uma fase, faz parte do processo de crescimento e do processo de aprendizado para chegar aonde...
a pessoa almeja onde a pessoa quer, e também deixar muito claro, eu acho muito legal isso, a professora Gabriela sempre fala, a professora Graça trouxe aqui para nós, está tudo bem fazer carreira na extensão, está tudo bem fazer carreira na sanidade, muito pelo contrário, você se torna especialista daquilo.
Quanto mais a gente faz, melhor a gente fica, a gente se torna referência e consegue auxiliar, consegue crescer, colaborar ainda mais dentro da empresa. Porque essa entrada, esse onboard dos colaboradores, ele precisa ser feito por um padrinho, por uma pessoa que tenha o mínimo de experiência, ou melhor, ou tenha o máximo de experiência, para conseguir transmitir.
da melhor forma possível, conseguir passar para aquele colaborador a cultura da empresa, o que é certo, o que é errado, de que forma vai abordar. Então, eu vejo que isso é muito bom e as empresas, as agroindústrias, elas deveriam investir mais também nesse olhar, né? Com certeza.
ter um plano de carreira muito bem claro também, né? Pra quem quer ficar dentro da extensão, pra quem quer ficar dentro da cidade, porque quem ganha são eles, né? Porque acaba que não perdendo essa essência. Mas já está indo, né? Pro final aqui, prof. Antes da gente finalizar, eu queria...
saber como a professora passou dentro dessa transição do campo, depois para um cargo de sanidade, depois mesmo para um cargo direto de liderança. Como que era o relacionamento com os produtores? E quais são os conselhos que a professora deixa para quem quer crescer, evoluir e quem está nesse cargo?
em relação a isso, porque com certeza teve contatos com muitos dos seus produtores e muitas das vezes as pessoas querem apenas conversar, conversar com quem manda, digamos assim. Então, talvez por uma proximidade, como que foi essa transição e como que a professora trabalhava com isso ao longo desse período que ficou nesse cargo de gestão? Sim.
Então, eu sempre tive, talvez isso até devesse incomodar os meus líderes, né? Quando não tinha reunião, né? Porque tem muitas reuniões também, mas quando não tinha reunião, o meu computador era ligado às nove da manhã, a partir desse horário. Porque o primeiro momento era o meu momento com os extensionistas, porque tem muitas coisas que tem que vir do campo e eles tem que ter repassado. Tem coisas que talvez eles não precisassem ter repassado, mas o coração deles quer, né? Quer dar uma aliviada no que está acontecendo no campo. Então...
Então, o saber ouvir é muito importante. E aí, você abre as portas para trazer os produtores que não estão conseguindo resolver lá no campo. Ah, o extensionista tem que resolver. Sim, esse é um conceito inicial, a função dele é resolver os problemas no campo, é trazer o mínimo de problema para dentro da agroindústria. Isso é uma verdade. Mas a gente tem que imaginar que a gente está falando aí que normalmente um extensionista tem 30, 40 produtores. .
Vai ter problema. Vai ter lote que o produtor não está feliz com aquele resultado. Pode até ser que ele já sabia que ia dar ruim. Mas ele quer pelo menos sentar com alguém que manda, como eles pensam, quer sentar com um chefe para dizer, olha, eu não gostei do resultado. E se ele falou isso, o coração dele se acalma também.
Sempre tive, e eu sempre tive uma pessoa de muito tempo de agroindústria, que era meu braço direito, que conhecia todos os produtores. Então, sempre me auxiliou muito nisso. E todos os produtores que tivessem qualquer situação que quisessem conversar, eu sempre tive minha sala aberta. Minha sala nunca foi uma sala de porta fechada.
A não ser que eu tivesse uma reunião. Senão, minha sala sempre foi uma sala aberta e também sempre muito disposta e sempre fui muito para o campo. Aliás, eu tinha até uma coisa errada. Porque o supervisor tem que estar no campo não só nos momentos difíceis.
ele tem que estar no campo no dia a dia, em coisas boas, fazer essa rotina de sair com o extensionista. Mas, às vezes, a rotina engole a gente, né? Então, eu vivi grande parte desse período, eu conseguia fazer isso. Tem aqui avicultura, suinocultura, produção é assim, tem altos e baixos, né?
E uma parte disso eu vivi com dificuldade, que tu tinha que ir para o campo para apagar incêndio, para resolver problema, para produtor não sair, para você segurar produtor. Então, além de receber produtores na empresa...
Eu fui muito pra casa deles, porque eles também têm isso, né? Você quer falar que vem aqui na minha casa, eu não vou sair da minha casa pra ir lá conversar. Então, a gente tem que estar disposto a isso. A conversa é o melhor caminho. E às vezes, tu tem que estar preparado, porque tu vai lá pra ouvir um monte de coisa que você não gostaria de ouvir. Que você não mereceria ouvir. Que não faz sentido ouvir. Tem isso também, mas aí a gente escuta, conversa.
Dá uma caminhada, entende se aquele produtor realmente faz sentido para a empresa ou não faz. E se não faz, está tudo bem também. É assim com a gente. Quando a gente já não se sente mais parte daquele espaço, a gente tem que ou sofrer o resto da vida ou decidir tomar outro caminho. Com produtores é a mesma forma. Ou tu tem que dar essa opção para ele. Ele pode continuar sofrendo contigo.
mais um tempo, ou ele também pode decidir que ele não quer mais fazer isso, ou você pode decidir que ele também não faz mais parte, né? Então, ouvir é o caminho. O produtor tem necessidade de ser ouvido. E a gente tem essa necessidade também, a gente não é diferente do produtor. É outro ponto importante. Somos todos iguais dentro de uma agroindústria. A gente depende do produtor.
Então, o produtor não é o cara lá do campo que tanto faz. Muito pelo contrário. Se não existir o produtor, não existe mais ninguém dentro da agroindústria. É a base de tudo. É a base de tudo. Então, se tem alguém que tem que ser muito bem tratado, muito bem ouvido, é o produtor.
Isso é legal. E aproveitando aqui, você que chegou até nesse momento no nosso episódio, se você não se inscreveu ainda no nosso canal do YouTube, se você ainda não está inscrito, aproveita esse momento e se inscreve, que sempre, toda semana, nós temos um episódio novo e você vai receber em primeira mão esse episódio. Professora Gabriela, professora Gracie, a gente está chegando aqui no final do nosso episódio.
E eu queria falar que foi uma verdadeira aula de gestão, uma verdadeira aula para a gente entender como que acontece o processo de evolução dentro da avicultura, o crescimento do profissional, quais são os pontos. A professora se entregou várias dicas práticas, ferramentas para ser utilizado, deixou aqui alguns insights para...
Quem está nos acompanhando, quem é a nossa audiência, e utilizar no dia a dia, utilizar dentro da sua rotina, porque crescer dentro da empresa, independente de qual empresa for, se é da agroindústria, a vida da gente profissionalmente, ela não é fácil, é muito empenho, muita dedicação.
muita repetição também naquilo que a gente faz, entender o processo, o que fez certo, o que fez errado, o que fez errado para imediatamente, o que fez certo replica, melhora, avança, para a gente sempre estar entregando mais, porque o grande objetivo de todo mundo é entregar resultados, ser reconhecido e estar num ambiente de trabalho onde se sinta bem. Eu acho que isso...
faz parte do jogo da vida, e vale a gente sempre considerar dentro da nossa jornada, né, professor? Com certeza. É muito bom falar sobre isso, né? A gente poderia gravar vários e vários episódios, porque é um assunto que a gente fala bastante, né? Inclusive, a gente tem uma aposta só sobre extensão rural, né? Enfim, eu...
Sou apaixonada por extensão, todo mundo sabe, eu adoro. E entender um pouco da parte de gestão também é um ponto muito desafiador, que às vezes a gente pensa que sabe e entende de gestão, mas falta aí um pouco de conhecimento e a gente precisa buscar atrás. Então, como o professor falou, fiquem ligados aí nas nossas páginas, no nosso YouTube.
Quem não conhece ainda a nossa pós-graduação, a gente convida a conhecer, porque a gente tenta moldar e preparar profissionais que realmente estejam preparados para o mercado de trabalho com o que a gente sabe, com o que a gente vivenciou, que precisam ou não. Então, muito obrigada por essa oportunidade de a gente conversar aqui, Prof. Grassi também. Antes de finalizar, Prof., eu sei que não foi combinado, mas...
E queremos aqui que a professora deixe um livro que a professora leu, não precisa ser técnico, muito pelo contrário, de indicação para os nossos ouvintes. Olha, o meu vai ser técnico, tá? Porque a doença das aves deve ser visto, deve ser conhecido. E se você seja veterinário ou não seja, é técnico, é zootecnista, estude.
Tem que estar na cabeceira da cama. Tem que estar na cabeceira da cama, porque você precisa saber o que é certo quando você for encontrar algo diferente lá no campo. Você não precisa saber decora a doença que está lá, mas você precisa saber que aquilo é diferente. E isso faz toda a diferença no dia a dia da gente para conseguir resolver mais facilmente um problema.
Legal, prof. Prof, muito obrigado pela sua participação, por estar aqui conosco, compartilhando tanto conhecimento, tanta experiência da sua jornada de vida. A gente agradece em nome do podcast O Aviário. Muito obrigada.
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E-book sobre Avanços na Nutrição de Aves