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Inês Santos

31 de julho de 202635min
0:00 / 35:26

Entrevista Exclusiva. Biografia.

Participantes neste episódio1
I

Inês Santos

ConvidadoCantora
Assuntos6
  • Legado musical de Sonia SantosInício no Coro dos Pequenos Cantores · Estudo de violoncelo e canto lírico · Participação no Chuva de Estrelas · Festival da Canção com José Cid · Álbuns: Os Segredos dos Deuses, Leva-Me, Sal
  • Tecnicas VocaisMezzo-soprano · Influência do canto lírico · Adaptação a diferentes estilos musicais
  • Colaborações MusicaisCanção Trânsitos · Canção Romaria · Canção dedicada ao Alentejo · Uso de cordofones portugueses · Colaboração com Mário Marques
  • Fama e Exposicao PublicaCabelo rapado no Chuva de Estrelas · Reação do público e medo de doença · Perseguição por fãs · Rapando o cabelo na pandemia
  • Experiências Internacionais e Contexto PolíticoÓpera em Toronto: Pedro e Inês · Prémios Sophia · Atuações para comunidades portuguesas · Clima em Toronto
  • Decodificando: DiásporaOrigem em Coimbra · Crescimento cultural de Coimbra · Música para a diáspora portuguesa · Fado de Coimbra
Transcrição131 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Olá a todos, bem-vindos ao programa TuliMix. Temos aqui hoje, portanto, uma pessoa que tem mais de 3 décadas de carreira, portanto é Inês Santos, é uma das vozes mais versáteis da música portuguesa. O seu percurso artístico começou ainda na infância como solista do coro dos Pequenos Cantores de Coimbra, tendo posteriormente estudado violoncelo e canto no Conservatório de Coimbra. Eu ia adiantar aqui um pouco mais a conversa, mas é melhor nós falarmos.

Não sabia esta parte, que tanto aprendeste também a tocar violoncelo. Esta parte não tive hipótese ainda de saber.

ISInês Santos

Em primeiro lugar, olá, Lili, olá a todos os ouvintes que estão neste momento a ouvir esta entrevista. É muito, tenho muito gosto em estar aqui convosco. Sim, eu tive, eu comecei a cantar muito, muito nova, aos 3 anos eu já cantava, e ingressei aos 9 no Coro dos Pequenos Cantores. E logo de seguida eu quis muito ir aprender música, ou seja, apostar e investir na minha formação musical. Mas quando nós somos muito novos, a mudança de voz ainda não foi feita e nós não podemos começar a cantar canto lírico.

Portanto, eu fui, eu tive mesmo que escolher outro instrumento até ter idade para começar a estudar canto lírico. E escolhi o violoncelo porque o violoncelo é um dos instrumentos mais semelhantes, mais parecidos à voz humana.

?Voz A

Isto estou a olhar para ti e parece que 30 anos parece foi ontem. Não sei se tu tens essa noção.

ISInês Santos

Eu também sinto, sim. Sinto que foi ontem, mas por outro lado também sinto que já lá vai realmente muito tempo.

?Voz A

Já fiz muita, muita coisa diferente.

ISInês Santos

Sim, já fiz tudo. Quer dizer, acho que ainda há mais coisas para fazer.

?Voz A

Mas tu podes dar aqui um breve resumo, nem sequer vou estar aqui a falar, mas pronto, é Chuva de Estrelas, não é? A gente tem que falar sempre sobre a Chuva de Estrelas.

ISInês Santos

Sim, a Chuva de Estrelas acaba por marcar. Portanto, eu já tinha estudado, já fazia atuações, nomeadamente com o coro. A primeira viagem que fiz para fora do continente foi para Almadeira com o Coro dos Pequenos Cantores. Enquanto a minha família foi para Paris, disseram: queres ir para Paris connosco ou queres ir para Almadeira com o coro? E o que é que eu escolhi? Ir para Almadeira com o coro, claro. Passámos uma semana inteira com o coro e portanto a minha família deixou-me abdicar desta viagem em família para ir seguir aquilo que eu realmente amo, que é cantar.

E depois a chuva, 5 anos, 5, 6 anos mais tarde, quando eu tinha 15, Foi aquela oportunidade de mostrar ao grande público. Na altura, a televisão tinha uma força que não tem hoje em dia, não é?

?Voz A

Não havia tanta concorrência.

ISInês Santos

Não havia tanta concorrência, havia muito menos canais e as pessoas paravam para assistir. Hoje em dia é tudo muito rápido, é tudo muito rápido. Portanto, as pessoas paravam para assistir. Aliás, eu estou-me a lembrar, enquanto digo isto, estou-me a lembrar que eu parava para assistir a todos os festivais da canção e fazia uma tabela, fazia um concurso, fazia uma espécie de jogo com os meus irmãos em que tínhamos uma tabela atribuíamos pontuação para depois ver quem é que tinha a pontuação mais parecida com o jurado no final dos concursos.

Portanto, nós parávamos em família para ver televisão e, portanto, a chuva teve um impacto muito, muito grande. E depois o facto de eu ter rapado o cabelo também foi algo que me ajudou muito. E pronto, a partir daí comecei a cantar profissionalmente com 15.

?Voz A

Sim, exato. Tu já que idade é que tinhas quando começaste pela música? Sentámos agora a falar aqui das suas estrelas.

ISInês Santos

Eu comecei a cantar aos 9 com o coro e lá está, já fazíamos atuações por todo o país. Nomeadamente fizemos um espetáculo em homenagem ao Zeca Afonso no Teatro João Vicente em Coimbra, em que éramos cerca de 300 vozes em palco. E isso foi quando eu tinha uns 10 anos e foi uma noite que me marcou para sempre. Primeiro pelo repertório do Zeca e pela força do Zeca Afonso, e depois porque realmente trabalhar em conjunto com tantas outras vozes foi absolutamente emocionante.

E portanto eu já estava habituada a atuar, a atuar ao vivo. Depois o Chuva de Estrelas, mesmo antes do Chuva eu criei um grupo que chamava Alter Ego, um grupo de música acústica, um bocadinho música de câmara, digamos assim, não era bem clássico, mas havia ali uma mistura. Os instrumentos eram muito clássicos: violino, violoncelo, viola de arco. E depois então Chuva de Estrelas, e a partir daí Foi fazer tudo um pouco.

?Voz A

Depois avançamos um pouco, são 3 anos mais tarde. Se eu pudesse te abraçar, se eu pudesse abraçar, sim.

ISInês Santos

Falou no José Cid há pouco aqui em off. Pois, é verdade. O José Cid foi quem me convidou para ir ao Festival da Canção. Eu já tinha sido convidada 2 vezes nos anos anteriores e recusei porque eu não me identificava com aquelas canções. Portanto, eu faço sempre tudo muito, muito só aquilo que me fala ao coração. E portanto, se as canções não me diziam nada, eu decidi não aceitar os convites. E quando José Cid me apresentou aquela canção, Se Eu Te Pudesse Abraçar, eu disse imediatamente que sim. E ganhámos com unanimidade. Foi espetacular.

?Voz A

Exatamente. Tens depois, portanto, álbum Os Segredos dos Deuses, Leva-Me, e Sal. Sempre em português, é interessante.

ISInês Santos

Sempre em português. E o quarto álbum, do qual também iremos falar com certeza mais à frente, também será totalmente em português. Eu tenho uma exceção no disco anterior, que é o Sal, tenho uma canção que eu canto em crioulo. De resto, todos os meus discos são 100% em português. Essa é a minha pátria, é aí que eu me sinto verdadeiramente bem, e é aí também, através da nossa língua, que eu consigo expressar-me da melhor forma. E portanto, para mim só faz sentido assim, só faz sentido em português.

?Voz A

Mesmo sendo nova, já tinhas assim algumas ideias do que é que gostarias de cantar, ou eventualmente começaste pelo coro, portanto?

ISInês Santos

E foi, nunca tive ideia nenhuma, eu não planeio rigorosamente nada. E penso que isso talvez não tenha trabalhado a meu favor, mas de facto eu só faço as coisas com que me identifico, e portanto Sempre pautai a minha carreira muito por uma certa espontaneidade. Eu no coro aprendi a cantar desde George Gershwin com Summertime, a Cole Porter, Espirituais Negros, Ave Maria de Schubert. Portanto, era muito eclético e foi isso que pautou sempre a minha carreira e o meu trabalho.

Eu canto de tudo, sempre gostei de cantar tudo, apesar depois das gravações em discos foram sempre em português. Mas realmente o meu repertório enquanto cantora freelancer, porque eu tenho sido uma cantora freelancer até agora, tem sido cantar um pouco de tudo. Portanto, eu gosto muito disso e gosto muito— eu fiz também um programa na TV que era o A Tocar Não É Estranho, em que eu tinha que encarnar e imitar outros personagens, um bocadinho indo ao início onde imitei Sinéad O'Connor, e eu adorava esse desafio, adorava. Eu imitei The Cure e imitei a Maria Callas. Portanto, foi muito giro.

?Voz A

Eu gosto muito desse. Pois era isso que eu estava aqui a tentar ver enquanto estava a te ouvir. Portanto, tu, por exemplo, destacaste-te por teatro musical, ópera. Não sabia. Graças a esta entrevista eu fui ver alguns vídeos teus e eu realmente és versátil, porque há aqui, não é, Vários pontos, mas que consegues conjugar. E em relação à ópera, tens umas vozes, uma voz bastante espetacular.

ISInês Santos

Sou mezzo-soprano, sou mezzo-soprano. As sopranos é que vão mesmo lá acima, mas sim, sou mezzo-soprano. E foi no Coro dos Pequenos Cantores que eu descobri isso. Aliás, eu primeiro, o mestre colocou-me na parte dos contraltos e eu fugia sempre para o meio, me juntava sem ele saber. Eu juntava-me às minhas colegas sopranos e mezzo-soprano. Portanto, eu estava ali sempre.

?Voz A

A tua voz ficava ali equilibrada entre o outro, aquela que tu não querias.

ISInês Santos

Eu, sem ele saber, ia sempre para a ponta para poder cantar as tesituras mais agudas. Exato. E eu, aliás, sempre tive muita tendência a cantar um bocadinho em tons mais agudos. Mas sim, sou mezzo-soprano. Mezzo-soprano significa que não chega àquelas aquelas coloraturas de uma Montserrat Caballé, por exemplo. Mas sim, exato, é o que é, nasci assim.

?Voz A

Interessante também que tem aqui, estás aqui a falar do Filipe Laferia, que já tem 80 anos, não é?

ISInês Santos

Fez, acho que foi 80 anos.

?Voz A

Pois não, eu tive com ele há 2 ou 3 meses e fiquei aí porque ele tem um, portanto, um musical que já passou várias vezes e Portanto, bastantes vezes. E por acaso fui lá, fiquei a ir lá para falar sobre esse musical também. De qualquer forma, portanto, temos aqui a Canção de Lisboa, não é?

ISInês Santos

Fiz a Canção de Lisboa em 2000 e qualquer coisa.

?Voz A

Olha, não sei dizer.

ISInês Santos

2005, 2006. E depois fiz o Fado e História de um Povo. Portanto, Canção de Lisboa, música dos anos 30. Não é aquela música muito, aquelas, aquelas, aquela colocação de voz muito típica do início do século, daquelas cantoras da rádio, dos anos 30, que eu gosto imenso de fazer, por acaso. E depois fiz em 2010 o Fado, História de um Povo. Portanto, aí cantava fado. Mais uma vez venho dos anos 30 para o fado, para o canto lírico. Eu fiz uma ópera em Toronto, fui protagonista de uma ópera em Toronto que chamava Pedro e Inês.

Para a qual fui nomeada para um prémio de melhor protagonista numa ópera. Não ganhei, infelizmente, mas acho que ser nomeada já foi muito bom.

?Voz A

Mas participar, pois, participar é tudo.

ISInês Santos

A companhia, a companhia de ópera veio a Portugal fazer um casting e eles procuravam alguém que cantasse fado, mas também conseguisse cantar lírico. E como essa era precisamente a minha formação, escolheram, felizmente, e eu fiz o papel de Inês. Que é a minha Inês de Coimbra. Eu sou de Coimbra, a história de Inês, de Pedro Inês, é de Coimbra. E também fala sobre a imigração, que começou em Toronto há 72 anos, 73, na altura da ditadura, obviamente.

E portanto foi uma experiência absolutamente fantástica trabalhar no Canadá. E já lá tinha estado antes, precisamente com o José Cid, a cantar para as comunidades portuguesas. Sim, portanto estive no 10 de junho, no verão, com o José Cid e com os Santos Educadores e por aí fora. E depois estive a viver um inverno Em que tínhamos que, antes de ir para o ensaio, eu tinha que tirar a neve toda do caminho de casa, da entrada de casa, pôr sal e depois então ir para o ensaio, porque a neve era, tinha uma altura.

?Voz A

Obviamente estás a falar de Toronto.

ISInês Santos

Toronto, sim, Toronto.

?Voz A

Pois, o tempo, não é? O tempo aí.

ISInês Santos

Mas acho que Montreal é muito pior, pelo que me dizem, portanto eu até tive sorte. -30 não é mau de todo.

?Voz A

-30? Olha, eu já percorri, é o mapa dos Estados Unidos e depois temos, percorri assim na horizontal, portanto do lado de, sim, tanto aí do lado do Canadá. Não estava tanto frio, não me recordo de ter apanhado tanto frio, mas mentes.

ISInês Santos

Eu apanhei muito frio, muito frio mesmo.

?Voz A

Foi bastante frio, mas tiveste a oportunidade, não sei se foi aí a primeira vez, se calhar não, de conhecer o público, os imigrantes, por exemplo?

ISInês Santos

Eu já cantei, eu cantei em Crutei, em Paris, cantei também depois na Torre Eiffel, também em Paris, para as comunidades portuguesas. E cantei em Toronto em 98, portanto foi muito antes da ópera. Eu cantei em Toronto em 98 com os The Acid e depois voltei 11 anos mais tarde para fazer a ópera. E a ópera não foi para a comunidade portuguesa, a ópera foi mesmo para a comunidade da música clássica de Toronto. Tanto é que o prémio para o qual fui nomeada é um prémio muito específico da ópera, da música clássica, da música lírica em Toronto. É o Dora Award.

?Voz A

Dora Awards.

ISInês Santos

Será que diz isto? Desculpa, qualquer coisa, award.

?Voz A

Pois, o que eu tenho aqui é realmente Dora Awards. Já foi há um tempo.

ISInês Santos

Já foi há um tempo, sim.

?Voz A

Opa, eu sei falar inglês, eu estive nos Estados Unidos, mas pronto, já está aqui Dora Awards, está bom assim. Olha, por falar nisso, por exemplo, eu tive, não foi há muito tempo, há o IPMA, que é o International Portuguese Music Awards. Eu acho que é concorrer, se não me engano, isso. Já tentaste?

ISInês Santos

Não, não, eu vou concorrer com estas canções, vou concorrer com estas canções, definitivamente. Aliás, o meu produtor, Mário Marques, que é de Arganil e vive em Toronto, é um mega baterista, ganhou este ano um Grammy Award. Ele já ganhou um IPMA. E eu quero com estas canções, portanto tenho que me candidatar ou concorrer para o ano que vem, porque elas vão ser editadas em 2026.

?Voz A

Exato.

ISInês Santos

Portanto será para o IPMA de 2027.

?Voz A

Exato. Mas aquilo é como se fosse os Globos de Ouro, mas para as comunidades a nível geral. Ao fim e ao cabo não é só para os Estados Unidos, mas é como se fosse os Globos de Ouro.

ISInês Santos

E aquilo, mas antes disso, antes de concorrer, o importante é agora fazer chegar a canção a toda a gente.

?Voz A

A toda a gente.

ISInês Santos

Esta canção, Trânsitos, é uma canção que tem um refrão super orgulhoso. Basta ouvir uma vez para apanhar. E é uma canção muito portuguesa, tem um refrão muito, muito, muito minhoto. A canção fala sobre a minha avó Emília do Minho. É uma canção muito minhota, muito alegre, muito fácil de apanhar e de dançar. É uma chula, uma chula, mas com uma abordagem um bocadinho mais moderna. Portanto, é preciso agora que as pessoas conheçam as canções e depois então vamos aos concursos.

?Voz A

Exatamente, exatamente. Como tinhas dito há pouco, portanto, enviaste uma música Portanto, a música são várias músicas, não é? Portanto, é para criares um álbum, segundo já tens por aí umas 7 ou 8, se não me engano, não é? Não, e é daquele álbum que eu estou a pensar, não sei.

ISInês Santos

Lancei o Tranças dia 4 de junho, então se calhar sai dia 20 de junho. Romaria, o Tranças tem letra e música de Fernando Tordo, o Romaria tem letra e música de José Revola, que é um músico de Coimbra, dos Anakí, do Estaca Zero, tem muitos músicos Nessa canção tem muitos músicos da zona de Coimbra. E depois em setembro vem uma nova canção dedicada ao Alentejo, muito boa, muito bonita. É uma canção que não é minha e é uma canção que eu quero gravar há muitos, muitos anos.

Eu não vou revelar muito mais, mas eu pedi autorização ao autor desta canção, um autor muito conhecido do Alentejo, para gravar há mais de 10 anos. E só agora é que eu vou fazer. Portanto, agora chegou o momento. Em setembro eu vou lançar uma nova canção dedicada ao Alentejo, e depois vão sair mais canções. E no início do ano que vem sai o álbum.

?Voz A

Sai o álbum. O estilo de música variou um pouco, ou como é que está a ser criado dentro do álbum?

ISInês Santos

Sem dúvida alguma, sem dúvida alguma. A base de todos eles é serão os cordófones portugueses. Portanto, o mote é trazer os cordófones portugueses, que normalmente são utilizados em folclore e música popular, trazê-los para novos ambientes musicais, porque eles têm toda a capacidade de o fazer. São ambientes muito versáteis que dá perfeitamente para, através de uma abordagem diferente, trazê-los para outros ambientes. Portanto, o Trânsas é uma chula que tem aqui uma mistura também de viola portuguesa, a Bragueza, portanto cordófone português, com a Bansuri Indiana, portanto é uma mistura, e é uma chula com uma abordagem um bocadinho diferente.

O Rumaria é uma, é a minha viagem pessoal enquanto artista, enquanto pessoa, de alguém que passou grande parte da infância no Norte, nasceu em Coimbra, inspirou-se em Coimbra, estudou no conservatório, cantou fado de Coimbra. Já na altura, 90 e tal, eu cantava fado e canção de Coimbra. Vou voltar a cantar. Um fado de Coimbra. E depois vim para Lisboa, e a partir de Lisboa fui percorrer o mundo nestas minhas experiências todas que eu já tive. E então eu, esse álbum vai refletir muito isso.

?Voz A

Muito bem.

ISInês Santos

O álbum, a canção que vai sair em setembro vai ter viola campaniça de uma forma que provavelmente nunca terão ouvido. E mais não digo.

?Voz A

E mais não disse.

ISInês Santos

Mais não digo.

?Voz A

Olha, aproveita, normalmente é no final, redes sociais, tanto os contactos Já estamos a terminar? Não, não estamos, mas podemos, se quiseres, dar aqui alguma dica.

ISInês Santos

Entretanto, tens vídeos?

?Voz A

Tens algum vídeo, por exemplo?

ISInês Santos

Esta canção da qual vos falava, do Alentejo, vai ter a participação do Tose Bexiga, que vive em Évora. Quando eu convidei, ele disse que sabia exatamente qual era o ambiente que a canção tinha, porque ele é daí, é da Raia. Aliás, eu tenho um projeto que se chama Raia, precisamente. Reiano. E portanto, e nesta canção Trânsitos tenho o Omiri Vasco Ribeiro Casais, conhecido como Omiri. É um multi-instrumentista que também faz, também traz uma nova roupagem para a música popular e o folclore.

E poderão estar sempre a par de todas essas minhas novidades através do meu Instagram, Inês Santos Oficial. Facebook é igual, aliás, o Facebook não é igual, o Facebook é Inês Santos Cantora. Portanto, Inês Santos Oficial ou Inês Santos Cantor, eu vou colocando sempre as novidades. Tem os links para escutarem as canções no Spotify ou em qualquer outra plataforma digital, claro, aquela que for da vossa preferência. Se gostarem da canção, por favor, guardem a canção nas vossas playlists, nas vossas bibliotecas, é muitíssimo importante.

Podem seguir também o meu perfil do Spotify, Inês Santos Oficial, e está um vídeo lindíssimo, um videoclipe muito bonito, um teledisco, como se diz em Portugal, no YouTube do Trânsito, que tem participação de 4 avós da Associação A Vó Veio Trabalhar, que é uma associação que faz um trabalho muitíssimo importante no combate ao idadismo e ao isolamento à idade sénior. E portanto, elas vieram passar uma tarde maravilhosa comigo a uma aldeia onde gravámos o videoclipe, que está disponível no YouTube, aí na Estante Oficial.

?Voz A

Sim, esse trabalho deve ter sido enriquecedor, não é?

ISInês Santos

Foi muito, muito giro. Eu continuo a tratá-las porque andamos sempre na correria e quando temos essa oportunidade de estar com eles, sim, sem dúvida. Eu infelizmente já não tenho nenhum avô vivo e foram uma fonte, sem dúvida alguma, uma fonte de inspiração e de amor, e que eu vou guardar para sempre aqui num cantinho muito especial do meu coração. E portanto, ter esse mimo de outras avós que não são as minhas, mas que me trataram como se fosse Foi, foi uma tarde mesmo muito bonita e ficou registado num videoclipe, portanto ficou registado para sempre. E elas também vão poder contar aos netos, e é giro isso, é muito bonito.

?Voz A

Tu quando eras pequena já pensavas que era isto que querias seguir ou calhou acontecer?

ISInês Santos

Viraste para cá? Não, eu desde os 3 anos que dizia que queria ser cantora. Eu nunca disse que quero ser enfermeira ou médico ou aquelas coisas que as crianças querem ser. Astronauta, bombeiro. Nunca disse. Eu sempre disse, eu quero ser cantora. Eu tenho aqui um poema em casa escrito pelo meu avô Domingo, avô Machado. Eu sou Inês Machado, em que diz que aos 3 anos eu já cantava e dançava junto dele, e que um dia haveria de ser a alegria da família.

Não sei se sou, mas pelo menos tento. De qualquer modo, a nossa família é muito alegre, porque uma família do Minho muito numerosa como é a nossa— nós somos 29 primos direitos Fazemos um fim de semana de primos, só de primos, em todos os meses de julho de cada ano, e somos mais de 50, e é uma cacofonia.

?Voz A

É, pá, isso aí, não é? Conseguir até antes de começar, não é, esse encontro, conseguir reunir a malta toda deve ser, não é?

ISInês Santos

Nós fazemos questão de guardar aquele fim de semana, que sabemos sempre qual é, e juntarmos mais de 50 primos é uma coisa, é uma coisa.

?Voz A

Olha, Inês, dou-te aqui uma dica. Uma dica que ninguém nos estava a ouvir, começa a cobrar bilhetes, cantas 2 ou 3 músicas para o resto da família ouvir.

ISInês Santos

Ai, coitados! Eles já me ajudam muito, nós ajudamos muito os outros.

?Voz A

Claro, claro, sim, sim, exato. O que é que teve na cabeça se arrapares o cabelo naquela altura? Não pensaste? Quem é que te disse para arrapares o cabelo? O que é que aconteceu?

ISInês Santos

Eu, antes de ir à chuva, não cortava nem 1 centímetro. A minha mãe estava A minha mãe estava sempre a dizer, tens que ir cortar as pontas ao cabeleireiro. Eu estava naquela fase da adolescência que nós somos muito vaidosos e queremos muito que toda a gente nos aceite e tal. E eu tinha uns óculos muito grandes e tinha o cabelo muito, muito comprido. E fui à audição do Chuva de Estrelas e o Fernando Martins, que era o portão musical do programa e que ainda hoje em dia é o portão musical de muitos programas de televisão, disse-me, perguntou lá da bancada dos jurados que eles tinham para as audições, Quem é que vai cantar Sinead O'Connor?

E eu, de trás dos meus óculos, disse: sou eu. E ele disse: então vais rapar o cabelo? E eu disse: eu não tinha pensado nisso, mas olha, é uma boa ideia. E ele: não, eu estava a brincar. E eu disse: não, eu acho que é uma excelente ideia. E a minha mãe, que também é assim, pronto, é minhota pelo 90, pensou: olha, realmente é uma boa ideia. E assim foi. Assim foi.

?Voz A

Eles acabaram muito.

ISInês Santos

Não me lembro, não me lembro. Eu penso que sim, mas foi mais daquela emoção, daquele choque, não é? Daquela emoção. Não foi, não foi com pena, foi, era tudo muito emocionante, não é?

?Voz A

Para uma miúda, era tudo que estava envolvido, não é?

ISInês Santos

Sim, sim, toda aquela experiência.

?Voz A

Quando é que foi a primeira experiência que viste que o público começavam a falar contigo, a meter-se contigo por te conhecerem?

ISInês Santos

Nós gravámos o Chuva de Estrelas em julho de 94, só que o programa só foi transmitido em outubro de 94. Eu passei todo um verão de lenço na cabeça por causa do calor, com medo de queimar, porque eu sou muito branca. Então eu estava sempre de lenço. Aliás, eu hoje em dia continuo a usar lenço, é uma coisa que eu que ficou. E ninguém vinha falar em Coimbra. As pessoas que já me conheciam vinham de cabelo rapado e não me abordavam, tinham medo que eu estivesse doente.

E era um tabu muito grande. Só quando eu depois, e só quando depois em outubro o programa foi emitido, é que logo no dia a seguir foi a loucura, porque era impossível eu passar na rua sem as pessoas perceberem que era eu por causa do cabelo rapado. Não havia muitas crianças, muitas jovens de cabelo rapado na rua. Então era muito fácil perceber que aquela menina, aquele rapaz seria eu. E era, eu tenho uma amiga, ainda hoje fala, um dia que fomos à baixa em Coimbra, que nós não conseguimos mesmo dar um passo, mesmo com autógrafos e abordagens.

Estive a comentar com a minha sobrinha que tive algumas pessoas que começaram a seguir-me e a perseguir-me de forma um bocadinho doentia também. Portanto, houve de tudo.

?Voz A

As pessoas às vezes não pensam na realidade, não é? Às vezes não pensam, e é que pode acontecer.

ISInês Santos

Mas foi, houve algumas situações diferentes. Os quais tivemos que lidar. Mas sim, a partir do momento em que apareceu a primeira eliminatória, foi. E durante muito tempo eu mantive o cabelo comprido, curto, até porque fizemos uma turnê da Chuva de Estrelas. Eu também fui ao Festival da Canção com o cabelo curto. Hoje em dia as pessoas ainda dizem que me conhecem pela minha voz ou pelo meu tom de pele ou pela cor dos olhos, mas sobretudo a voz. Portanto, com a voz é difícil.

?Voz A

Eu ainda tenho afeições daquela imagem que que as pessoas têm do Chuva de Estrelas. Portanto, ainda tens razão.

ISInês Santos

As pessoas continuam a perguntar se eu sou a carequinha do Chuva de Estrelas.

?Voz A

Já não rapavas o cabelo?

ISInês Santos

Eu rapei o cabelo lá, eu rapei o cabelo na pandemia.

?Voz A

Foi?

ISInês Santos

Rapei a mim mesma.

?Voz A

Foi?

ISInês Santos

Sim, porque eu sempre quis, eu sempre disse, um dia rapo o cabelo, rapo porque pronto, só para vencer isto novamente. E na pandemia nós estávamos todos meio Meio malucos, não é?

?Voz A

Meio perdidos, sem saber o que fazer ali.

ISInês Santos

E então eu decidi, olha, vou rapar o cabelo. Depois pintei de todas as cores, andei a divertir-me basicamente, porque também não havia muito mais para fazer. E portanto, rapaz, eu durante a pandemia rapai o cabelo a mim própria assim.

?Voz A

Utilizaste tecnologias para poderes fazer alguma coisa em casa enquanto houve a pandemia?

ISInês Santos

Não, não, na altura não. Eu estive, aliás, eu estive a fazer televisão, tive essa sorte. Eu estive a fazer alguns programas para TVI. Nomeadamente o All Together Now, que era aquele programa que tinha 100 jurados. E fiz, eu ainda fui trabalhando durante a pandemia, tive alguma sorte, sim. E eu também, tecnologias não é muito a minha praia. Claro que agora tem que, tem que, tem que passar a fazer parte da minha vida, porque hoje em dia um artista sem tecnologias não faz falta do cromo hoje em dia.

?Voz A

E felizmente existe esta forma de poder publicar.

ISInês Santos

E portanto, sim, claro que hoje em dia faz parte da minha vida, mas na altura não era uma coisa que eu usasse muito. Sim, ainda fiz vários vídeos a cantar várias coisas, mas por diversão só maquilhava-me, imitava como se fosse um chuva de estrelas lá em casa.

?Voz A

A gente tem aqui o alerta, mas ainda temos tempo.

ISInês Santos

Tenho outra entrevista a seguir, mas não é já.

?Voz A

Tens?

ISInês Santos

Vê lá. Não é já.

?Voz A

O que é que achas que mudaste desde o início de carreira? Mudou até este momento em relação à música, a tua forma de ser também? O que é que achas que mudou? Claro que são muitos anos, não é?

ISInês Santos

Sim, a essência é a mesma, exatamente a mesma. A paixão pela música, fazer só aquilo em que acredito, não me deixar, não deixar que o exterior me force a fazer coisas com as quais eu não me identifico. Por outro lado, também percebi que nem tudo são rosas, e isso também faz parte da vida, faz parte da vida, e é bom. Deve ter sido difícil, não é? Quero dizer, é uma miúda inocente com um grande sonho que teve ali aquela oportunidade, depois percebeu que as coisas não são bem.

E também foi difícil lidar com isso, porque como falávamos, eu na altura saí à rua e eu não conseguia andar quase. E começar daí e depois voltar a uma certa normalidade é um bocadinho complicado para a cabeça de uma jovem.

?Voz A

Mas nada que hoje em dia não tenha já Mas hoje já consegues ligar com normalidade? Já não, obviamente que euforia é normal e é bom existir euforia, não é? Mas já consegues ali controlar as, não é emoções, mas perceber o que é que, onde é que deves ficar?

ISInês Santos

Eu tenho os pés muito assentes na terra. Eu não acho que vai tudo ser uma maravilha. Sei que tem que fazer por isso, tem que ser eu a batalhar. Ninguém vai batalhar por mim. Portanto, sou eu que o faço sempre. Depois, claro, as pessoas vão se identificando e vão se juntando, mas a base, a base de força e de luta tem que partir sempre de mim. Se ela não existir, vai ser bem complicado. E eu por vezes retiro-me um bocadinho também.

Eu aprendi também, lá está, a não forçar, não forçar as coisas, não fazer coisas. Eu não gravava há 10 anos simplesmente porque não quis. Fiz outras coisas, eu faço outras coisas, tenho outra profissão, e portanto vou gerindo muito bem todos os momentos e e os momentos que também preciso de me recolher um pouco. E agora sim estou pronta para partilhar música e para celebrar com as pessoas estas canções, nomeadamente estas duas, o Romaria e o Trânsitos, que são muito festivas e são muito para o exterior, para o convite à celebração e à festa. Portanto, estou pronta, agora estou pronta para isso.

?Voz A

Essas duas músicas transmitem alguma mensagem que queiras explicar?

ISInês Santos

O Trânsitos fala precisamente disso que estávamos a falar, que é Acreditar, chegamos sempre lá. Ou ai, ou vida, quem te ama sempre alcança. Escrevi pelo final todo. Ou ai, ou vida, quem te ama sempre alcança. Ou seja, a canção é uma homenagem à minha avó, que já cá não está, mas o que fica são as memórias que ela me deixou no meu coração e os seus ensinamentos. E que se eu sempre acreditar, vou sempre chegar onde quero. Não posso é deixar de acreditar e de lutar.

E portanto, essa é a mensagem do Tranças. E depois a mensagem do Romaria também não é muito diferente, porque o Romaria diz: todas as vidas são uma Romaria, às vezes sem santuário para se poder rezar. Ou seja, todas as vidas são, têm uma imensidão de caminhos. Às vezes estamos mais em cima, outras mais embaixo, mas com fé e com luta e com força nós vamos seguindo o caminho.

?Voz A

Ele vai também.

ISInês Santos

Quando eu comecei a Insiders, diz que eu não sabia o que é que eu devia ser. E as coisas foram surgindo. O Fernando Tondo surgiu, surgiu o José Rebola, surgiu o Marito Marques, que ganhou um Grammy, surgiu o engenheiro de som que está a misturar e masterizar o disco, que é o Eli Kadar, que trabalhou com o Herbie Hancock, com o Seal, com o Tracy Chapman, já ganhou 4 Grammys. Portanto, foram coisas que foram acontecendo. Portanto, o que é preciso é ir e acreditar, e a partir daí tudo, tudo acontece.

?Voz A

Ora, para aí mais ou menos uns 3 minutinhos. Tu continuas a morar perto de Coimbra, penso eu?

ISInês Santos

Não, eu vivo em Lisboa. Não, não, eu vivo em Lisboa desde mais ou menos 97. Há 30 anos que eu vivo em Lisboa.

?Voz A

Sim, ok.

ISInês Santos

Eu sou de Coimbra, Coimbra centro. Vivo em Lisboa há 30 anos, desde que comecei a cantar assim. Eu acabei o liceu e depois vim.

?Voz A

Sim. Como é que achas que está Coimbra neste momento?

ISInês Santos

Ao fim destes anos todos, Coimbra está a nível cultural muito melhor do que esteve aí durante uns tempos. Hoje em dia há muita coisa a acontecer em Coimbra, está muito vibrante, muitos artistas, muitos tipos musicais, muitos coros, muita gente a juntar-se e criar coisas que são muito, que me dá muita motivação. E também eu fiz força para que este disco acontecesse muito a partir de Coimbra. Por isso é que tenho José Rebola, tenho Luís Pedro Madeira, tenho Pedro Damasceno.

Dos Diaba 7, da Brigada Vitor Jara, o Mário Teixeira de Arganilo também quis muito ir beber a essa fonte, que é a minha fonte, foi aqui que eu nasci, onde vivi até aos 18 anos, portanto para mim fazia sentido que Coimbra estivesse muito presente nestes discos. Coimbra a nível cultural está, a abertura do Convento de São Francisco enquanto teatro ajudou muito, estão a acontecer muitas coisas a nível comunitário também. Em Coimbra que me dão, que dão aqui um novo alento à cidade, porque a cidade andou ali um bocadinho adormecida durante tudo.

?Voz A

Mas já conseguiste atuar a Coimbra, por acaso?

ISInês Santos

Estou aqui, sim, sim, ainda é. O ano passado estive nas festas da cidade de Coimbra, sim.

?Voz A

Ótimo, né?

ISInês Santos

No Jardim da Sereia. Sim, sim, este ano não é, este ano, este verão não é um verão de concertos, é um verão de promoção do álbum. Claro que pode haver uma apresentação aqui e ali, mas o foco dos concertos não é para agora, é para um bocadinho mais tarde, porque eu preciso apresentar as canções às pessoas, naturalmente. Mas sim, eu estive nas festas da cidade de Coimbra e no Convento de São Francisco também a cantar Fado de Coimbra, lá está, que faço questão de trazer para a minha música, para o meu disco, apesar dos mais velhos dizerem que só os homens devem cantar Fado de Coimbra.

Eu não concordo, e portanto vou cantar um Fado de Coimbra, um fado que eu amo desde muito, muito nova, e portanto faço questão de ter Coimbra também no disco.

?Voz A

É que eu agora, e graças à nossa entrevista, portanto conheci o teu historial todo, não é? Não conseguimos conhecer a vida toda das pessoas, mas fica-se na dúvida. Quando ouvi estas músicas mais recentes, eu assim, bom, um dia tenho que ouvir a Inês Santos a cantar Fado, não é? Que é lógico, foi a primeira coisa que me veio assim. Mas depois vejo cantar com aquela voz, com aqueles sons tão elevados, eu já não sei o que é que é.

ISInês Santos

Eu canto Fado de Lisboa, canto algumas coisas, mas aliás, o meu disco anterior tem tem fados, mas o Fado de Coimbra é cantado por, é cantado de uma forma que é mais, mais é uma serenata, não é? Exige mesmo ao cantor projetar a voz de uma forma diferente. Portanto, o facto de eu ser, de ser da minha formação ser canto lírico, neste caso só me ajuda, só ajuda. Pois é isso, vamos ver, vamos ver.

?Voz A

Agora mais ou menos, mais ou menos um minuto, agora a antena é tua, tá bem?

ISInês Santos

Então, em primeiro lugar, agradecer mais uma vez por este tempo de antena consigo, Luís, e com todos os que nos estão a ouvir pelo mundo fora. Esta canção também é para vós, não é só para os portugueses que estão em Portugal, é para todos os portugueses que ao ouvirem as minhas canções se vão identificar e que vão viajar. Nomeadamente, o Romaria também é a minha viagem pessoal pelo Minho, Coimbra, Lisboa. E portanto, as pessoas que vão ouvir estas músicas vão com certeza viajar de volta para as suas casas em Portugal.

Portanto, a música também é para a diáspora, obviamente. Naturalmente eu não faço música só para X ou para Y. Convidá-los a todos a ouvir, a seguirem o meu perfil no Spotify, Inês Santos Oficial, onde poderão ouvir o Trances, o Romaria, que já saiu também, o segundo single, e todo o meu repertório para trás. Estão lá 3 álbuns para trás também. O meu Instagram é Inês Santos Oficial e o meu Facebook Inês Santos Cantora, onde eu vou posto sempre todas as coisas que vou fazendo, de concertos, de novas canções, de promoção. Portanto, se quiserem estar mais pertinho de mim, sigam-me nas redes sociais.

?Voz A

Eu aproveito, como estás-me a passar agora a bola, para agradecer poder estar aqui tanto a conversar, mas conversar.

ISInês Santos

E quem está, é muito bom conversar.

?Voz A

Exato, é isso mesmo. Mas agora apenas aí uns 30 segundinhos, o que é que tu gostas de fazer Quem é Inês Santos? Ao fim e ao cabo, o que é que gostas de fazer? Continuas sempre a pensar na música ou consegues libertar e ler um romance? Não sei.

ISInês Santos

Ai, eu adoro ler! Eu estou a ler 5 livros neste momento, portanto vou saltando. Normalmente são de história. História pode ser de Portugal ou do mundo, mas normalmente são de história ou biografias ou por aí fora. Estava a comentar com a minha sobrinha, aliás, ela disse-me Ainda há dias, não sei se reparaste, mas já cantaste não sei quantas vezes no meio da rua. Portanto, a música está sempre presente. Eu muitas vezes vou cantar na rua e não me apercebo. Portanto, a música está sempre aqui.

?Voz A

Olha, Inês, o tempo está mesmo a acabar. Peço desculpa.

ISInês Santos

A gente gostava muito de viagens.

?Voz A

Tens aqui muita coisa que dava para falarmos, com certeza. Fica boa a oportunidade também, Inês.

ISInês Santos

Olha, muito obrigada, muito obrigada. Até breve.

?Voz A

Obrigada. Até breve.

ISInês Santos

Beijinhos.

?Voz A

Com licença.

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