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Incontinência urinária feminina: entenda as causas, tipos e tratamentos

02 de maio de 202622min
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Em entrevista ao Revista CBN, a uroginicologista Rebeka Cavalcanti falou sobre incontinência urinária e destacou que, embora comum entre mulheres, a condição não deve ser considerada normal e tem tratamento. A especialista explicou que existem diferentes tipos e alertou que, além do desconforto físico, o problema pode comprometer a qualidade de vida.

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Participantes neste episódio2
M

Marcela

HostNarradora
R

Rebeka Cavalcanti

ConvidadoUroginecologista
Assuntos1
  • Incontinência urinária femininaCausas da incontinência urinária · Tipos de incontinência urinária · Tratamentos disponíveis · Impacto na qualidade de vida · Tabu sobre incontinência urinária
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Nós vamos falar sobre saúde da mulher. Isso porque, apesar de comum, a perda de urina ainda é tratada como algo normal. Especialmente por mulheres que, às vezes, têm um escape.

Tem mulher também que eu já ouvi muitos relatos, a pessoa tá ali se divertindo, tem uma tosse, acaba escapando. Acho que isso é normal, sendo que não é. Existem escapes e escapes que não podem ser ignorados. Na maioria dos casos tem tratamento pra evitar diversas situações de desconforto.

É um tema importante que a gente vai tratar agora como especialista em urologia feminina, a doutora Rebeca Cavalcante, uroginecologista. Ela que está com o movimento sobre incontinência urinária. Conversa com a gente hoje aqui no Revista CBN. Doutora Rebeca, bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Uma boa tarde.

Olá, Marcela. Eu que agradeço pelo convite pra falar desse tema que eu considero muito importante e que é de muito desconforto nas mulheres. É um tabu ainda. É um tabu, exatamente. Acho que é por isso que é importante a gente trazer hoje nessa nossa conversa, nessa roda de conversa, justamente porque é tratado como algo normal. Às vezes até de mãe pra filha passa, olha...

usa um protetor diário ou evita se você estiver tendo escapes, porque é normal, a gente nem precisa procurar uma ajuda especializada, quando na verdade é o contrário. Às vezes pode ser um sinal de algo que tenha um tratamento super simples e que tira todo esse desconforto. Agora, doutora, por que é importante, de fato, identificar qual o problema por trás desse tipo de escape? Porque isso está relacionado com o nosso envelhecimento.

infelizmente é comum, mas não é normal. Isso está relacionado com a falta de conhecimento que a gente tem sobre o nosso assuário pélvico, com gestação, via de parto, pegar peso durante a vida toda, fazer atividade física, ter constipação intestinal. A gente tem vários fatores predisponentes, sendo que a gente não fala sobre prevenção e tratamento.

E quando a gente principalmente entra no climatério, menopausa, onde a gente tem toda essa fraqueza baixa hormonal, mudança da nossa mucosa vaginal, da musculatura do assuário pélvico, a gente tem todo o enfraquecimento do nosso corpo, a tendência é que isso, se já acontecia de uma forma pequena, aumente.

E aí as mulheres, normalizando como a gente tende a fazer, já está acostumada a usar o protetor, ou o preservativo, ou o protetor diário, pela menstruação, a gente acaba colocando e vai tocando a vida. E só deixa para procurar tratamento quando o negócio já não tem muito, sabe? Está muito desconfortável, atrapalhando muito a qualidade de vida. E a gente pode evitar que isso aconteça.

Sem dúvida, eu até convido as nossas ouvintes e ouvintes também que estão, os ouvintes também que estão acompanhando aqui a nossa conversa, para caso tenha alguma dúvida, uma situação aí dentro de casa, conhece quem vive uma situação desse tipo, tem questionamentos para mandar para a gente aqui no nosso WhatsApp, 1199-911-9981.

Pode mandar suas dúvidas que a doutora Rebeca Cavalcante vai tentar respondê-las aqui nesse nosso bate-papo. Falando justamente sobre essa questão dos escapes da incontinência urinária, porque além do desconforto físico, esse problema também pode impactar outros aspectos da vida dessa mulher, né doutora?

Sim, eu já tive paciente que foi procurar depois de uma vida inteira perdendo xixi porque ela fez uma viagem de família, era uma mulher jovem, com marido e com filho, e que falou que ela conheceu todos os banheiros da Disney, mas não conheceu todos os brinquedos. Olha só.

Pessoas que deixam de sair, que deixam de passear, que deixam de viajar porque elas têm urgência urinária, então elas não conseguem segurar muito tempo. Senhoras que deixam de passear, que deixam de ir para a casa dos filhos, deixam de fazer qualquer coisa porque elas têm medo de perder xixi.

que as outras pessoas sintam que ela está perdendo xixi, ou se elas já estiverem acostumadas, às vezes, a perda é tão grande que elas deixam de fazer porque elas não querem molhar a cama, da família, da filha, o sofá. É uma coisa que chega a ser incapacitante. Tem mulheres que perdem durante a relação, então elas param de ter relação sexual por causa disso. Nossa!

É importante a gente ficar alerta. Tem algumas mensagens chegando, já vou trazer aqui. A Giovana diz que ela é jovem, tem 30 anos. E diz que assim como essa ouvinte, como essa paciente que você citou da Disney, ela vai muitas vezes ao banheiro, mas pensava antes que a justificativa era tomar muita água. Ela não tem tomado muita água, reconhece que isso é um erro, mas diz que mesmo sem tomar muita água durante o dia, vai diversas vezes.

Ao banheiro, isso pode ser um sinal de algo mais grave? É um alerta? Ela deve procurar ajuda?

Sim, com certeza. A gente não fala nem em algo mais grave, mas simplesmente o diagnóstico clínico simples, isso sugere uma síndrome da bexiga hiperativa, que é ter um desejo súbito, imperioso, uma necessidade de ir várias vezes ao banheiro, que pode estar associado ou não à incontinência. Como ela é jovem, ela provavelmente não tem perda.

Mas quando ela envelhecer, ela vai ter essa urgência, esse aumento de frequência com perdas. A gente tem que entender o que está acontecendo, mas muitas vezes isso pode ser idiopático. Você não tem uma causa específica, a gente não sabe. Mas de qualquer forma, a gente tem tratamento.

importante, né? Eu acho que esse é o principal foco aqui da nossa conversa. Existe tratamento, você não precisa viver uma situação de desconforto achando que é algo pequeno, porque muitas vezes quando a gente fala sobre saúde da mulher existe esse tabu também e também por muitos anos, por muito tempo as mulheres foram negligenciadas. A saúde da mulher de certa forma foi negligenciada porque quando você chegava com uma queixa desse tipo num consultório médico então...

Muitas vezes você era mandada embora, para casa, diziam, ah, mas isso não é nada, é normal, acontece, é coisa da idade. Essas mulheres viviam com isso e perpetuavam esse tipo de relação para as demais mulheres da família, por anos e anos. E hoje a gente vê que não.

que esse tipo de situação e tantas outras têm tratamento e podem melhorar e muito a vida e a saúde dessa mulher. Vou trazer mais uma pergunta de ouvinte, tá, doutora? A Brisa diz o seguinte, ela questiona quais são as principais causas dos escapes de urina em diferentes idades.

A gente tem três tipos principais de incontinência urinária. A incontinência urinária de urgência, como dessas meninas, que é uma alteração da sensibilidade da bexiga, que muitas vezes pode estar associada à infecção, mas às vezes não está associada à infecção, que é esse desejo súbito, imperioso e frequente de fazer xixi, muitas vezes com a bexiga até relativamente vazia.

Isso aí a gente chama de incontinência urinária de urgência. A incontinência urinária de esforço é quando a gente tem mais uma fraqueza do esfíncter, da musculatura, que sempre quando a gente tem um aumento da pressão intraabdominal, você acaba perdendo. Isso está muito associado à tosse, ao espirro, à atividade física. E que se a gente não fizer nada, a tendência é piorar. Cada vez com esforço menor, a gente vai perder mais.

mais vezes e mais volume. E a incontinência urinária mista, que é aquele meio do caminho, que mistura tanto a urgência quanto ao esforço. A gente tem outras causas de incontinência urinária, mas elas são menos prevalentes. Essas são as principais que acontecem no nosso dia a dia. E no decorrer do nosso envelhecimento, o que é mais comum? A gente ter a de esforço.

que começa pequenininho, que acontece só de vez em quando, e aí a gente vai empurrando com a barriga. Quando o negócio começa a acontecer com mais frequência, a gente começa a botar o protetor diário ou o absorvente. Quando a gente começa a entrar no climatério menopausa, aí a gente associa com a urgência, e aí a gente tem desforço e de urgência, e piora todo mundo, e aí sim que normalmente as pessoas vão começar a procurar tratamento. E você falou sobre a negligência, ainda acontece nos dias de hoje.

As mulheres costumam falar para a ginecologista. A ginecologista, se não tiver a experiência na área de atuação da uroginecologia, acaba pedindo um exame que as mulheres procuram no Google, que é o estudo urodinâmico.

assusta muito mais do que ele realmente é, sabe? Que simula o funcionamento do trato urinário inferior. E aí elas olham aquilo no Google e falam assim, não, não quero fazer isso não. Vou usar o meu absorvente, já estou acostumada, já usei isso a vida inteira. Ou muitas vezes elas ficam com vergonha de ir no urologista, porque a grande maioria dos urologistas são homens.

E ficam com vergonha. E aí, a gente segue nessa bola de neve. Da falta de informação. Não dá pra continuar assim. Tem que ter informação e tem que procurar ajuda, né, doutora? Olha, chuva de perguntas aqui. Eu vou tentar organizar pra gente poder contemplar todo mundo que tá com dúvida. Essa questão da incontinência unilária, tanto a de urgência, de esforço e a mista. Existem terapias que podem ajudar a minimizar os efeitos? Como, por exemplo, fisioterapia pélvica. Algo nesse sentido, doutora?

A fisioterapia pélvica está sempre aplicada e está sempre indicada. Uroginecologia não existe sem a fisioterapeuta pélvica do lado. A gente é...

Tem que andar junto, não adianta. Uma coisa que nós mulheres não sabemos, e eu gosto de falar, somos mulheres, temos vagina, que está no assoalho pélvico, deveríamos sempre fazer fisioterapia pélvica, nem que seja para conscientização e prevenção. Fortalecimento a longo prazo. Medida simples, você aprender a contrair e relaxar o seu assoalho pélvico. Ter consciência sobre ele e fortalecer.

Mas, infelizmente, algumas vezes é o contrário. Quando a gente começa a perder e aumentar essa perda, a tendência é que a gente contraia demais. E aí é músculo. Acaba criando uma fadiga nessa musculatura e você perde mais e você cria outros problemas. Uma disfunção mixional. Você não consegue relaxar para fazer xixi, você não consegue relaxar para fazer cocô. E aí é aquela bola de neve mais uma vez que a gente tem.

Mas a fisioterapia pélvica é o inicial. Legal, vale a pena, então, investir nesse tratamento, nessa terapia, nesse tratamento, até para minimizar todos esses efeitos, principalmente quando a gente fala na questão da idade. Tem um ouvinte, achei interessante a mensagem dele, é um filho preocupado com a mãe. É um Navarro, de Goiânia.

Ele diz o seguinte, tem jeito pra minha querida mãezinha, ela tem 88 anos, teve 8 filhos, urina o tempo todo. Ela fica sem querer beber o mínimo de água que é necessário pra ela, que ela precisa beber, por causa da quantidade de vezes que tem que ir ao banheiro. Chega até a ter infecção urinária recorrente.

Já levei em vários médicos, mas eles dizem que é da idade e que não tem nada a fazer. Fico muito triste com isso. Tem algo que eu possa fazer para ajudá-la nesse processo, apesar da idade?

Tem, sim. Ele precisa levá-la no especialista, no número ginecologista, porque a gente vai fazer algumas avaliações. Avaliações mais simples, o ultrassom com a bexiga cheia e vazia. Porque uma senhora de 88 anos, fora o envelhecimento da musculatura, a gente também pode ter o envelhecimento da musculatura da bexiga. E às vezes ela perde por transbordamento, ela não consegue esvaziar satisfatoriamente essa bexiga. É uma bexiguinha que está mais cansada pela idade também.

Então, isso. E a infecção urinária, ela predispõe aos sintomas também de urgência e de urgência incontinência. Então, de uma forma inicial, esses exames, a gente tem medicação que melhora essa urgência urinária, esse desejo súbito e essa perda.

Então, junto com a fisioterapia, que vai fortalecer, remodelar a inervação, a gente pode avaliar se ela tem indicação de reposição hormonal tópica, começar uma medicação adequada para ela, fazer a fisioterapia, avaliar esse esvaziamento vesical, tem como melhorar. A gente, muitas vezes, quando o caso está muito avançado, a gente não consegue falar em cura, mas o nosso objetivo principal é qualidade de vida.

é melhorar para ela conseguir ter controle, conseguir chegar até o banheiro, não deixar de ser feliz, não deixar de passear.

É equilibrar. Pusto-benefício. Muito legal, Navarro. Então, vocês já sabem, procura um uroginecologista ou uma uroginecologista pra ajudar e leva aqui, separa essa entrevista e já leva quando você for no médico, mostra aqui o que a doutora Rebeca trouxe pra você. É importante ajudar a sua mãezinha. Obrigada pela sua participação, pela preocupação com ela e com a saúde dela. Tem várias mensagens chegando aqui. Eu vou tentar juntar algumas. A Ana Paula fala...

que antigamente ela dormia direto, agora ela tem sido acordada à noite, muitas vezes à noite, para fazer xixi. Questiona se isso é preocupante. É preocupante, doutora? É desconfortável, com certeza.

A grande maioria das incontinências urinárias são benignas da urgência urinária, mas é uma coisa que atrapalha muito a qualidade de vida. Não é para preocupar, mas é para cuidar, sabe? Avaliar que isso vai te incomodar. Quem é que acorda várias vezes à noite e consegue ficar acordada na manhã seguinte descansada?

Tem como melhorar isso. E muitas vezes, dependendo da sua idade, só uma reposição hormonal tópica já ajuda. Uma adequação, uma medida comportamental. O que muitas mulheres fazem? Como elas perdem, elas deixam de beber água durante o dia inteiro, na hora do trabalho, para não ficar levantando e ir no banheiro toda hora. E chegam em casa e começam a beber.

Aí, nem eu, nem ela, nem você, Marcela, vamos conseguir dormir a noite inteira. Se a gente pegar tudo que a gente precisa, perto da hora de dormir. Então, medidas comportamentais, muitas vezes, são iniciais. Avaliar tipo de líquido. Tem líquidos que aumentam a sensibilidade vesical, como o álcool, a cafeína, o chá. A gente tem que avaliar cada pessoa para entender o que aquela pessoa tem de fator predisponente e onde a gente pode interferir.

Perfeito, é importante ter esse alerta. Quero trazer aqui o relato da Isabel Lima do Recife. Ela conta, não é uma dúvida, na verdade, ela conta um caos pelo qual ela passou. Diz que por muito tempo teve incontinência e ela associou ao fazer pilates. Ela tinha uma força indevida na área da bexiga.

Fazia de forma equivocada, o exercício foi corrigido e depois que ela corrigiu a forma como fazia o exercício, parou essa liberação descontrolada do xixi. Quer dizer, o meu questionamento é fatores externos também, como a forma como você faz algum tipo de exercício, beber água bastante antes de dormir, isso também colabora, né, doutora, pra esse tipo de incontinência.

Sim, com certeza. A gente fala algumas vezes que as pacientes têm uma disfunção miccional, uma incoordenação desse assuário pélvico. Na hora que ela teria que contrair, ela expulsa. Provavelmente é o que estava acontecendo com ela. Então, ela conseguiu corrigir essa funcionalidade do assuário pélvico, ela coordenou esse assuário pélvico e melhorou a qualidade de vida dela. Porque muitas pacientes confundem fisioterapia pélvica com pilates.

São fisioterapeutas normalmente que fazem pilates, mas um especialista em assoalho pélvico, os exercícios são diferentes. Fazem a sinesioterapia, mas tem exercícios específicos para a musculatura da continência, o levantador do ânus, toda a musculatura do assoalho pélvico, de uma forma diferenciada.

Olha, são muitas mensagens que estão chegando aqui pra gente ver como esse assunto ainda é tabu e afeta milhares de mulheres aqui no nosso país. Eu vou trazer mais algumas, doutora, conforme se não puder responder uma ou outra, se for caso muito específico. A senhora, por favor, fica à vontade pra dizer. Mas acho que são dúvidas que são mais gerais, que também atingem outras mulheres. E a gente pode tentar trazer aqui um pouco de conforto e esclarecimento sobre esse tema tão importante.

A nossa ouvinte Luciana diz que ela questiona se o mioma que encosta na parede da bexiga pode causar incontinência urinária. Aí ela traz o caso pessoal dela, diz que ela tem um mioma que está pressionando a bexiga, tem 50 anos e essa incontinência dela já dura mais ou menos um ano.

O mioma pode predispor, ele pode comprimir a bexiga, mas ele sozinho provavelmente não é o único causador, sabe? Isso talvez ela tenha indicação de realmente fazer uma esterectomia, depende do tamanho do útero, dessa compressão, mas não quer dizer que vá melhorar 100% essa incontinência. Talvez ela precise de algo mais, mas isso é uma coisa realmente que tem que ser avaliada antes.

Perfeito, tem que falar com o seu médico. Júlia Matos, segurar o xixi deixa a bexiga flácida? Não, não deixa a bexiga flácida. Mas você cria aquela incoordenação do assoalho pélvico. Você...

Prender demais o xixi também não é normal. A gente diz, tem um número mágico, são de duas horas. O intervalo entre uma ida ao banheiro e outra para fazer xixi de duas horas é considerado normal. Então, segurar muito o xixi não é normal e fazer muito perto um do outro, uma hora, meia hora, também não é normal. Mas isso depende da quantidade de líquido que você bebe, da sua disposição. Poder segurar esse tempo...

É esperado, mas fazer isso de rotina também não é normal. Isso predispõe a infecção urinária. É, e é grave a infecção urinária, tem que ficar de olho. Uma última pergunta dessa rodada de ouvintes, depois a gente segue para falar um pouquinho sobre o movimento da incontinência urinária. Fazer isometria, prancha, exercícios como esse ajudam? Questiona o nosso ouvinte Paulo.

Ajuda sim. Fortalecer o core, que é do abdômen, ajuda na incontinência urinária. Mas você precisa também fortalecer o assoalho pélvico.

Perfeito. Então, tá aí dúvidas respondidas dentro do possível. Tentei juntar aqui de alguns ouvintes. Agora, vamos falar sobre esse evento, doutora, a respeito da incontinência urinária. Perder xixi não é normal. A gente tá falando aqui, tá vendo tanto de dúvidas que surgem a respeito desse assunto. E por isso a importância de ter um evento desse. Queria que a senhora trouxesse um pouco mais de informações. É um evento que vai acontecer no Rio de Janeiro, né? Isso. Dia 17 de maio.

Esse vai ser o terceiro evento, desde que eu comecei na coordenação da Urologia Feminina, da Sociedade Brasileira de Urologia Seccional do Rio de Janeiro, é um foco meu de conscientização de mulheres leigas, porque é o que eu vejo no meu dia a dia do consultório, que elas ficam quicando, quicando, quicando, que é um tabu, que elas têm vergonha, para tirar essas dúvidas, explicar os tipos de incontinência, os fatores predisponentes, as formas de tratamento e prevenção.

E o objetivo é qualidade de vida. Então, a gente associa todo esse bate-papo com especialistas. E os especialistas são ginecologistas, urologistas, fisioterapeutas pélvicas, com café da manhã saudável e a aula de yoga, que é para consciência física e mental focada no assuário pélvico, porque a gente tem a mania de sempre se deixar para depois. Então, o objetivo é cuidado, saúde física e mental de mulheres.

Tirar todas as dúvidas. E, Marcela, se alguém quiser mandar uma dúvida, eu tenho meu Instagram, que eu sempre gosto de responder as perguntas, que é o arroba urologiafeminina. Todas as dúvidas vocês podem mandar lá, que eu tento responder sempre na medida do possível. Estou sempre à disposição, tem vários vídeos, várias informações.

Muito legal, doutora, agradeço. É isso, agradeço muito essa sua disponibilidade aqui neste sábado de feriado, tirando todas as dúvidas dos nossos ouvintes que estão participando aqui deste Revista CBN. Fica então o Instagram da doutora, é o arroba...

Urologia Feminina. Urologia Feminina. Por lá, você pode tirar as suas dúvidas e também ter informações a respeito desse evento que ocorre no Rio de Janeiro no dia 17 de maio. Começa às 8h30 da manhã, vai até às 11h, no quiosque Quintal do Rio, lá na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

Na programação está incluída a caminhada com a panfletagem. Tem bate-papo com vários especialistas também para você tirar essas dúvidas. Tem aula de yoga. Imagina fazer uma aula de yoga ali pertinho da Lagoa. Que delícia deve ser. Quem é do Rio de Janeiro aproveita essa oportunidade no dia 17 de maio.

a partir das oito e meia da manhã. E você que não é do Rio e continuou com dúvidas, manda mensagem para a doutora Rebeca, lá no arroba Urologia Feminina, é o Instagram dela. A doutora está disponível para tirar essas dúvidas que assolam as mulheres que, infelizmente, vivem com essa realidade. Mas, dica boa é dica dada. Você que também tem alguma amiga, mãe...

mãe, irmã que sofre com esses problemas, aproveita. Acabou a entrevista? Já entra lá no site da CBN, cbn.com.br, também no seu tocador de podcast favorito, e compartilha o áudio dessa nossa conversa, compartilha o vídeo lá do YouTube também, para esclarecer dúvidas, que com certeza a doutora nos ajudou bastante neste sábado. Doutora Rebeca Cavalcante, te agradeço muito pela sua participação hoje aqui com a gente, até uma próxima.

Eu que agradeço a oportunidade de falar e conscientizar cada dia mais mulheres. Muito, muito, muito obrigada. Eu que agradeço. Doutora Rebeca Cavalcante, uroginecologista, que tem essa especialidade em urologia feminina, está com a gente falando sobre o movimento sobre incontinência urinária. Perder xixi não é normal. Procure um médico. Obrigada, doutora.

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