Tomando uma com... GUILHERME PALESI #EP309
O Futeboteco recebe hoje o influenciador e apresentador Guilherme Pallesi, o Guipa, para o episódio 309 do Tomando Uma Com!
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APRESENTADORES:
Rodolfo Gomes
Felipe Oliveira
PRODUÇÃO:
João Rodrigues
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- Vícios e dependência químicaInício do uso de drogas durante a pandemia · Impacto na saúde física e mental · Superação de gatilhos e busca por sobriedade · Compartilhamento da história como inspiração · Diferença entre o uso recreativo e a dependência
- Guilherme Pallesi e sua jornadaTransição do futebol para causas sociais · Combate ao machismo e violência contra a mulher · Experiências com "redpills" · Perda de patrocínios devido a posicionamentos · Crescimento como referência em causas sociais
- Caso Neymar e Robinho Jr.Hierarquia e conflitos no futebol · Repercussão midiática e o impacto no clube · A questão da vaidade e do ego dos jogadores · Diferença entre o comportamento em campo e fora dele · O papel do staff e a propagação de notícias
- Crise do CorinthiansDívida impagável e o problema da Neo Química Arena · Rejeição da SAF e a manutenção do modelo atual · Críticas à gestão de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves · Propostas de modelos de gestão e investimento · O papel da torcida e a paixão pelo clube
- Carreira ProfissionalInício no rádio e na televisão · Experiências em diferentes emissoras e programas · A paixão pelo rádio e a evolução profissional · A importância da espontaneidade e autenticidade · Participação em reality show
- Campeonato Brasileiro de FutebolExpectativas para a Copa do Mundo · Opinião sobre a convocação de Neymar · Críticas à preparação da seleção nas eliminatórias · O papel do torcedor e o patriotismo
- Relacionamentos e NamoroRelacionamento com Thaisa do vôlei e atentado na Turquia · A importância de ouvir a parceira · A dinâmica de relacionamentos e a vida pessoal
- Transformação PessoalReconhecimento de termos e expressões problemáticas · Abertura para ouvir e aprender · Combate ao racismo e à homofobia · Evolução gradual e natural
Salve, salve galera! Como é que vocês estão? Hoje estamos aqui pra mais uma semana, mais um episódio de Tomando Uma com um cara que eu tenho cada vez mais admirado mais. Eu lembro que eu conheci ele há muito tempo, na Bradesco Sports. Sabia nem a cara, porque eu ouvia o rádio. E aí, automaticamente, ele foi crescendo. A gente foi acompanhando alguns episódios ali que viralizaram, polêmicas, etc. Ele foi se consolidando, deu uma desaparecida, voltou. E mais do que falar de futebol...
da gente prestar atenção no que ele tem falado ultimamente, a gente tem visto um serviço prestado para a sociedade brasileira de maneira impecável contra esses head peels, essa galera que acha que o homem tem que ser um ser humano superior à mulher. Ele faz um trabalho muito legal com relação a isso e cada vez mais fugindo do futebol, mas sem deixar a essência de lado. Então, uma honra recebê-lo aqui. Faça a apresentação, Felipe.
Grande Guilherme Palesi, o Guipa. Aí sim. Obrigado, gente. Obrigado pelo convite. Fiquei muito feliz de estar aqui. Parabéns pelo cenário, pelo estúdio. Me senti em casa. E, cara, eu tenho certeza que vai ser uma resenha muito legal. Realmente, eu migrei um pouco dessa linha do futebol. Mas eu migrei porque eu vi necessidade de migrar. Você falou dessa questão de eu ter desaparecido um pouco do cenário esportivo. Foi uma opção minha.
eu tava fazendo um programa na Rádio Mix, que era o programa de entretenimento, e aí quando eu vou pro reality show da Record e volto, fui chamado a voltar a fazer programas de esporte, aí aceitei de novo, tô na RedeTV, só que devido a essa movimentação nojenta em relação a essa questão dos homens machistas...
E eu vivenciei na minha casa a violência doméstica, eu percebi que as mulheres precisavam de uma voz masculina pra defendê-las. E aí eu falei, bom, já que eu gosto de uma guerra, vamos pra guerra, né, pai? Eu fujo da guerra, mas quando eu entro, eu não quero sair, tá ligado? Então eu falei, vambora. Então eu tô aqui à disposição pra falar de futebol, pra falar desses bunda mole, desses redpill. Se vocês quiserem, eu tô à disposição.
Animal, cara. Porra. Caralho, cara. Eu queria que você contasse um pouco essa tomada de decisão, dessa mudança de percurso, porque assim...
Cara, eu te conhecia como comentarista, lembrava da treta lá com o... Rica. Com o Rica, etc., que viralizou na época da pandemia e tal. Mas, cara, de repente eu começo a receber vídeo pra caralho do seu Instagram, bombadaço, e você falando coisas que eu concordava muito a respeito desse momento que a gente vem vivendo no Brasil, cada vez mais a violência contra a mulher aumentando.
E a Câmara, muita gente inclusive barrando leis que beneficiam as mulheres nesses casos, a política de cá, a política de lá, criando inclusive subterfúgios pra gente não evoluir nessa questão, ficar estagnado, mesmo com esse número de feminicídios cada vez maior no Brasil. Como é que foi essa decisão de falar, cara, é isso, quando você decidiu comprar essa guerra, mano?
Irmão, não houve uma decisão. Na minha vida tudo é assim, cara. Eu vou vivendo e as coisas vão andando e se encaixando e eu vou seguindo meu caminho conforme a vontade de Deus. Eu não parei um dia e falei assim, bom, eu vou migrar do esporte para essa causa, que é a causa da luta contra o feminicídio, contra o machismo, enfim. Tanto que eu ainda faço o programa de esporte, tenho o programa na RedeTV. Essa análise que eu fiz.
E percebendo o quão necessário era essa defesa das mulheres, aconteceu quando eu apresentava um podcast na Academia Aronberg, que era a academia que eu treinava. Já no programa da Rádio Mix eu já fazia de sexta-feira, que o tema era relacionamento e sexualidade, toda sexta a gente falava desse tema. Eu já fazia um trabalho de diminuição da ideia do machismo, então eu falava do bom tratamento à mulher, de você ser cavaleiro à mulher. Mas nunca foi algo que viralizou assim, que tomou uma proporção tão grande.
mas nesse dia que eu fui entrevistar esse cara no podcast que eu tinha na Ironberg ele era um Redpill, eu não sabia o que era Redpill pra mim o nome dele era Redpill juro por Deus eu sou um cara que assim, eu assisto o Lago Azul ainda na TV, tá ligado? eu sou bem a moda antiga ainda, tá ligado? eu sou perdidão a maior prova de que eu sou perdido com tecnologia irmão, eu sou os meus vídeos, tá ligado? meus vídeos eu faço vídeo deitado na cama eu faço vídeo eu faço vídeo deitado na cama
dirigindo sem cinto de segurança, pelo amor de Deus, gente, coloca o cinto de segurança, Casper, não vai ficar doido. Então assim, eu sou assim, eu sou desse jeito. E aí, cara, na primeira pergunta que eu fiz pro cara, eu ia entrevistar o cara. O cara questionou licença maternidade, mano. E eu já tava meio revoltado com algumas coisas, falei, mas vem cá, você nasceu de chocadeira, sua mãe não utilizou de licença maternidade. E aí o que era pra ser uma entrevista, virou um debate.
Aí terminou o debate, tal, beleza, o cara foi pro meu lado dele, eu fui pro meu lado, ok, mas eu jantei o cara. E aí, cara, no final de semana começaram, aquelas pessoas que fazem react de lives, começaram a reagir a essa live que eu tinha feito, a esse podcast que eu tinha feito. Um deles foi o Luigi, que é estourado na internet, que eu não conhecia. Claro, claro. E aí ele começou a me chamar de Feministo Bob.
Mano, o feminista do Bob é muito bom e não sei o que e tal. E eu, cara, nem dei muita importância pra parada. Só que chega na segunda-feira que eu vou olhar meu Instagram, porque no final de semana eu dava uma pausa na rede social. Chegou na segunda-feira, eu vi um monte de cara me xingando, falando, tá traindo o movimento. E um monte de mulher me defendendo e agradecendo o que eu tinha feito de ter colocado esse tal Redpill no lugar dele. Falei, vou pesquisar o que é Redpill.
E aí eu fui atrás pra saber o que era, porque até aquele momento eu não sabia. O debate que o cara não me fez entender nada do que era o Red Pior. Ele tentava me explicar, eu não entendia porra nenhuma. Aí eu pesquisei e falei, pô, esses caras são problemáticos. E o pior, eles não são problemáticos só na bolha deles. Eles jogam, eles comunicam esses problemas ou essas frases problemáticas ou esses temas problemáticos pra uma sociedade.
E isso é o problema. Se eles fossem um grupo que guardasse a ideia pra eles, tipo uma seita, dane-se, meia dúzia de gato pingado, beleza. O problema é que eles propagam isso na internet. E essas propagações, pegando pessoas que não são esclarecidas, essas pessoas pegam essas informações pra elas, e aí, cara, esse grupo vai crescendo cada vez mais. E aí eu falei, pô, vou entrar nessa guerra. E aí foi quando eu comecei a debater com essa galera, velho.
No começo foi muito complicado, porque eu tinha muito pouco apoio de homem. Muitos homens falavam, mano, o que você tá fazendo, velho? Trocou de time, tá loucão, tá batendo de frente com a massa. Eu perdi patrocínios. Juro por Deus. Um deles de uma aberta, inclusive, que falou assim, que pra ser o conteúdo agora tá um conteúdo muito mais voltado pra mulher. A gente quer um público masculino por causa das apostas. Perdi uma marca de materiais esportivos também que me patrocinava. Só que alguma coisa me dizia, segue.
E eu fui indo, mano, mesmo sem grana, mesmo batendo na trave muitas vezes, com chance de ser demitido, com processo, com ameaça, e eu fui ganhando público. Porque quando eu começo, as mulheres que eram mais feministas, elas falavam assim, aí, esse cara tá surfando numa onda que não é dele, tá querendo aparecer, tá querendo pegar mulherada, não conhecia a minha vida, não conhecia o que eu já tinha vivido em relação à violência doméstica e tal.
E os caras totalmente voltados a defender os homens. Homem defender o homem. Então eu fiquei meio sozinho no começo. Mas alguma coisa, eu sei o que é, Deus falava, vai, segue. E eu fui indo, cara. Com a cara e com a coragem. E hoje, graças a Deus, mano, estamos batendo aí 1 milhão e 300 mil seguidores no meu Instagram. No meu Instagram, em 30 dias, bate 100 milhões de visualizações.
Hoje eu posso dizer com tranquilidade, sem falsa modéstia, que eu sou referência no assunto. E cada vez mais eu tô entendendo mais sobre o assunto e alertando mais pessoas. E o mais legal, cara, eu vejo que as mulheres hoje, elas me valorizam a ponto de me parar na rua e falar pô, gratidão pelo que você tá fazendo. E os caras, cara, eu tô conseguindo reverter esses caras. Isso que eu ia perguntar. Tem muito cara do meu lado hoje em dia, mano.
é, os caras mandam mensagem pô, valeu pra abrir minha mente o que você falou me fez refletir tem essa parada? irmão, vou falar pra você, primeiro que eu não sei onde vive o que se alimenta e onde se reproduz Redpill, porque há 3 anos eu faço esses conteúdos, eu saio praticamente todo final de semana, eu não encontro esses caras eu nunca vi ninguém falando do Bolsonaro e Pudo eu sou Redpill
piu ou não compartilhou com a sua ideia, sei lá. Qualquer coisa assim. Nada. Nada. Não existe. Os caras não vêm falar comigo. Então, assim, eu não sei de onde estão esses caras. Eu sei que os meus amigos, enfim, as pessoas mais próximas, até os meus conhecidos, no primeiro momento, eles pegavam e falavam mano, acho que não é uma bola dividida legal pra você se meter. Eu não concordo com muita coisa que você tá falando. Porque existe um machismo enraizado dentro da nossa sociedade. Isso é fato.
Só que, mano, devido à quantidade de conteúdo, a quantidade de problema, a quantidade de casos que eu fui colocando, eles começaram a perceber, as pessoas esclarecidas e do bem, que a parada era muito séria, irmão. Que eu não tava fazendo de alegre, tá ligado? Que eu não tava fazendo de brincadeira. No início, meu foco era bater em Red Pill. Hoje, cara, minha causa é muito maior, irmão.
Hoje minha causa é defender a mulher contra o feminicídio, é botar o dedo na ferida pra cima de político, cara, que não entende que isso é o grande problema da sociedade hoje, tá ligado? Lutar pra que haja uma movimentação grande por parte dos deputados, dos vereadores, das pessoas que hoje estão representando o nosso país, pra que as mulheres se sintam amparadas. Além disso, cara, eu tô começando a entrar também numa seara que eu não queria entrar, juro por Deus, que é de abuso sexual infantil, cara.
Mano, o que tem hoje em dia de caso de criança abusada, cara, é um bagulho absurdo, irmão. Então, assim, são causas que eu percebo que estavam meio que esquecidas, que muitas coisas aconteciam, mas pra evitar o choque da sociedade era colocado debaixo do tapete, tá ligado? E eu, cara, eu tirei tudo isso debaixo do tapete e eu tô batendo de frente pra que a justiça tome uma providência, pra que a sociedade entenda o tamanho desse problema.
Cara, isso é muito legal, porque as pessoas que um dia não acreditaram em mim, hoje me veem como um exemplo e pelo menos param pra ouvir. O legal é que como eu sou doidão, a pessoa que não gosta de mim, ela para pra me criticar, mas ela me ouve. E a pessoa que gosta, ela também me ouve. E me ouve pra ficar ali de boa. Então assim, eu não tenho um público que não acompanha. Os haters vão lá, invadem minha rede social pra me xingar, aí as pessoas que gostam de mim entram pra me defender, meu engajamento sobe e é o que eu quero.
Não é o engajamento em si que eu quero, eu quero que o meu vídeo seja propagado pras pessoas começarem a mudar o pensamento delas, tá ligado?
e cara, você deve receber várias denúncias a galera deve mandar umas paradas pra você, assim, ó, eu queria ver esse caso aqui e tal, etc irmão, eu recebo 200 denúncias mais ou menos por dia caralho e eu sou sozinho, mano minha mina falou que faz 3 semanas, a Lara que eu tô dormindo e falando a noite
O bagulho é bizarro, irmão. É surreal, não é fácil não, porque é muita notícia pesada, né, irmão? É um negócio assim que você fala, não é possível que eu tô vendo isso. Mas, cara, assim, sinceramente, essa causa é importantíssima. É muito necessário que exista um cara pra fazer esse tipo de trampo.
Eu espero que isso só cresça. Claro. Mas também tem uma coisa que vai na questão pessoal, que é, tipo, você lidar com uma energia pesadíssima no seu dia a dia. Como é que está a tua cabeça com relação a esse tipo de trampo que você está fazendo? Você consegue...
colocar na balança o cara que falava ali só de futebol para o cara que falava agora se ele está mais feliz, se ele está mais realizado, se ele está mais... sabe, com uma energia mais desgastada. Como é que você está pessoalmente trabalhando com isso? Cara, falar de futebol não é fácil também, viu, gente? É, lógico. Eu, ainda mais que eu sempre fui meio polêmico, então, assim, futebol, religião e política são três coisas que a galera não sabe ouvir opinião contrária da sua.
Então, há um ataque muito grande, havia um ataque muito grande quando eu fazia conteúdo só de futebol. Ainda recebo os ataques do futebol, porque ainda tem o programa, como eu falei. Mas assim, cara, realmente nada se compara com o assunto que eu estou abordando. O assunto que eu estou abordando é algo muito pesado, cara. O que eu tenho feito, irmão, é orado muito.
Lido muitas mensagens positivas. Eu acho assim, tem vezes que eu vou ser muito sincero. Tem vezes que eu falo assim, mano, não vou dar conta. Hoje eu cansei, hoje eu não quero falar sobre nada. Eu quero tirar uns dias de folga, de off. Só que aí eu começo a receber mensagem das pessoas que um dia eu ajudei.
Mensagem das pessoas que eu vou ajudar. Mensagem das pessoas que não precisam da minha ajuda, mas querem contribuir com uma mensagem positiva. E isso, cara, é a maior válvula de energia que um homem pode receber, tá ligado? Você tá na rua, por exemplo, chega uma menina com síndrome de Down e fala assim, minha mãe é muito sua fã.
Foi por causa de um vídeo seu que eu saí de uma escolinha onde eu sofria bullying. Sabe os negócios assim? Então, porra, mano, pra mim isso acaba com o meu estresse. Isso acaba com a minha dor, com a minha insatisfação, com a minha tristeza dentro de mim. Então, o povo que hoje me acompanha que me dá essa energia.
Se eu estivesse sozinho no escritório fazendo isso sem ser reconhecido, provavelmente eu não aguentaria. Porque são muitas notícias pesadas, irmão. É que assim, não sei se dá pra falar de tudo que eu recebo, de uma parte que eu recebo, porque eu não sei se cai o YouTube. Mas tem coisas muito pesadas. Tipo, mano, abuso sexual de pai pra cima de filha.
E a juíza dispensar o cara, não deixar o cara preso, porque diz que ele não é um cara que causa perigo pra criança e pra esposa. Então, assim, são muitos casos pesados. Esses casos que a gente viu aí da Zona Leste, do Pantanal, que eu fui um dos precursores aí em divulgar, de dois meninos com menos de 10 anos que foram abusados, que viralizou absurdamente esse caso. Então, são casos pesados, cara.
que realmente eles deixam você numa vibe meio triste assim. Porém, na hora que você tá na vibe triste, parece que Deus atua na sua vida, que você começa a receber mensagens positivas. E são essas mensagens positivas que me fazem acreditar nesse processo, que me fazem ter certeza de que eu tô escolhendo o caminho certo, que eu escolhi o caminho certo. E eu sei que eu tenho muita coisa ainda a pagar pra Deus. Eu tive uma fase da minha vida que eu caminhava muito pelo errado.
E hoje eu me sinto um cara, mano, feliz, muito mais responsável, muito mais útil pra sociedade. Antigamente eu me achava um vagabundo inútil, tá ligado? Então assim, eu sei que isso é um propósito, eu sei que isso é uma caminhada que eu fui escolhido por Deus. Então por mais que eu tenha essa dificuldade de lidar com essas notícias, eu não quero sair, cara. Eu não quero sair porque eu sei que muita gente depende de mim.
Cara, e você falou sobre essa parada de caminhar pelo lado errado. Eu vi uma entrevista sua, boa parte de uma entrevista sua no podcast Estagiários, recentemente, que você falou sobre alguns episódios que você viveu e eu não tinha conhecimento a respeito de tudo isso. Eu achei incrível a maneira muito... Cara, sem rodeio que você fala a respeito das coisas que você... E sem rodeio, sem vergonha.
Você é um cara que você não tem vergonha de nada das coisas... Cara, isso eu acho que diz muito a respeito do seu conteúdo, porque eu estava falando, inclusive, aqui com o João hoje, a gente estava falando sobre estratégia de conteúdo, como a gente postar. E, por exemplo, essa coisa do vídeo de estar na cama. Isso diz muito porque... Aproxima, né? Sabe por quê? Porque é sobre, assim, não importa a estética. O que importa é o que está sendo falado, tá ligado? Mas acho que a maneira como você fala sobre a sua vida, o que você...
toca em certos pontos, não tem como... O cara fala o que de você? Todas as merdas que você fez, você mesmo fala, você mesmo admite, então você derruba todo mundo. Você pensa assim também?
E é muito louco, porque faz três anos que esses Redpill tentam achar alguma coisa de mim, mas tudo que eles falam eu já falei, tá ligado? É doido. Cara, não foi fácil mostrar pra minha família que eu acreditava nesse meu jeito e que esse meu jeito era o jeito que eu queria seguir. E não foi fácil não porque minha família não me ama, muito pelo contrário, porque minha família me ama muito e sabe quanto que as pessoas julgam os outros, né?
Então assim, eu sempre fui esse cara espontâneo, verdadeiro, de falar o que pensa. No primeiro momento, quando eu era novo na profissão, não era tão conhecido, eu apanhei muito por causa disso, tomei muita pancada de chefe, enfim, falavam que era meio bomba relógio, mas era mantido nos empregos porque eu tinha qualidade na comunicação. Mas chegou uma hora que eu falei assim, cara, eu não posso deixar de ser o que eu sou.
Eu não posso me comparar com o outro. Eu tenho que tentar fazer história do jeito que eu sou. Mas você tentou ser isso? Tipo, se comparar... Não, não tentei ser isso. Mas eu percebia que as pessoas me comparavam. E que muitas vezes, até as pessoas que me amavam falavam Pô, Gui, tenta mudar um pouco o seu jeito. Tenta caminhar de uma outra maneira. Tenta usar uma roupa diferente. E eu não acreditava que eu teria que fazer isso.
Na verdade, nem que eu não acreditava. Eu não aceitava que eu ia ter que fazer isso. E essa questão de falar tudo que eu...
tudo que eu penso, aconteceu num episódio muito foda. Eu sempre sonhei em participar do Inteligência Limitada, do podcast. O Vilela é meu amigo. E aí eu lembro que eu tava há um mês mais ou menos limpo de droga, e sempre sonhando em participar do programa e tal, só que, mano, nessa minha transição da vida da loucura pra vida normal...
Eu, principalmente no início, eu me afastei um pouco da mídia, não precisei ser internado nem nada, mas eu trabalhava na Rádio Mix, mais quietinho, eu não postava muita coisa na rede social. E eu lembro que do nada, mano, o cara, ele teve um compromisso, ou teve um problema na família dele, cancelou a ida dele por inteligência. E a Fabi, que era minha amiga, que sabia mais ou menos desse processo, Fabi que trabalha com o Vilela, falou assim, Guipa, tem um espaço aqui pra você participar da inteligência, você não quer ir? E aí, cara, antes de eu pensar, eu já respondi, quero.
Só que aí eu falei, mano, o que eu vou falar nessa porra desse programa, velho? Porque, mano, não tem o que eu falar, tá ligado? Tipo, eu tô trabalhando na Mix, fazendo um programa de entretenimento, não tô falando tanto de futebol, mas eu falei, eu vou. E aí, cara, quando eu cheguei lá, alguma coisa me dizia que eu tinha que falar sobre droga.
sobre a minha recuperação. E eu lembro que antes de entrar no ar, eu mandei mensagem pra minha mãe. Falei, mãe, acho que eu vou falar sobre a minha recuperação da droga. Minha mãe falou assim, Deus me livre, filho. Pelo amor de Deus, você não pode falar sobre isso. Vai acabar com a sua carreira. Você é novo no mercado, as pessoas vão te julgar. E aí eu desliguei com a minha mãe e liguei pro meu chefe da Rádio Mix. Falei, e aí, Vika, o que você acha?
E ele sabia desse meu processo. O Vika que foi meu chefe na Mix, ele foi muito importante pra mim, nessa fase. E ele falou, cara, é sua história. Fala.
E eu lembro que eu fui. Fui, participei do programa. Eu tinha um outro convidado junto comigo no programa. Mas a minha parte foi a parte que mais chamou atenção. E aí quando eu saio do podcast, eu saio com 35 mil seguidores a mais. Muita gente me apoiando. Muito mais me apoiando do que me criticando. Muita gente mais pedindo ajuda do que propriamente me julgando. E aí eu percebi, cara, que quando você coloca pra fora uma fraqueza sua, você demonstra o quão forte você é.
E essa demonstração da sua força, ela transmite pra outras pessoas que precisam de uma força externa pra sair de uma situação como essa que você tá passando. Então eu recebi várias mensagens positivas do tipo, cara, mano, que foda a sua história. Mensagem de conselhos, tá ligado? E aí eu falei assim, cara, eu tô no caminho. Naquele momento em diante, cara, eu tinha 100% de certeza que eu tinha que falar exatamente tudo que eu vivia. Porque o influenciador digital não é só aquele cara que sorri.
É aquele cara que mostra a verdade. E eu, cara, nos momentos mais difíceis, eu tava gravando. Tava gravando e mostrando pro pessoal, ó, não tô bem hoje, mas tô forte. E quando você tá num processo de recuperação, que você envolve outras pessoas, e essas pessoas te pedem ajuda, é mais uma força que você vai ter do tipo, eu não posso cair.
Porque se eu caí, os outros caem junto. Então quando eu vi que eu tinha... Quando eu vi que eu tinha uma estrutura de pessoas que me ajudavam, que queriam me ajudar, e que estavam passando pelo mesmo processo, eu falei, opa, eu não posso cair. Senão eu levo todo mundo embora. Todo mundo cai comigo.
E aí foi uma batalha de um ano e meio, cara, nessa dificuldade. Um belo dia eu parei de sentir vontade e eu falei, pô, me recuperei. Então eu falo abertamente sim, cara. Eu acho que assim, todo mundo tem deslize, todo mundo tem tropeço e esse relato é um relato de vitória, não é um relato de tristeza pra pessoa dentro de casa ter pena ou qualquer coisa do tipo. É pra mostrar pro povo que se eu ganhei, se eu venci, as outras pessoas também podem vencer.
Você entrou nessa parada de cair nas drogas, assim, foi mais ou menos na época da pandemia, né? Na verdade, sim, na verdade eu já curti uma festinha eletrônica, um sintético e tal, mas era um negócio mais leve. E aí na pandemia, mano, eu imaginava que a Covid ia durar um mês, dois meses só, tá ligado? Eu tava recebendo do trampo.
Trabalhava na Band na época. Falei, bom, esse bagulho aí vai durar uns dois meses, vou ficar de férias, né? Enquanto os caras que faziam o programa comigo estavam, mano, à disposição da Band pra fazer matéria de Covid, de pandemia, eu tava em casa, mano, doidão, fazendo uma festa atrás da outra pros amigos e pras amigas, porque eu não tinha dimensão do que era a parada. E eu vi o tempo passar e eu ficando pra trás, tá ligado? E aí chegou uma hora, mano, hoje eu peço 118 quilos. Eu fui pra 87, irmão.
Que eu falei, mano, o que que tá acontecendo? Ou eu paro ou eu morro, tá ligado? E aí foi a batalha que eu encarei de frente. Eu penso que nós somos invencíveis, cara, quando a gente quer alguma coisa, tá ligado? Quando a gente realmente quer, mano, se for da vontade de Deus, porque o único que pode parar a gente é Deus, mas se a gente quiser uma parada e Deus, mano, der o aval, velho, a gente consegue o que a gente quiser, mano.
E eu falei, mano, eu preciso vencer isso, cara. Eu preciso vencer porque meus pais, eles souberam, que eu contei pra eles. Eu preciso vencer porque minha saúde depende disso. E eu preciso vencer porque, cara, eu trouxe um monte de gente junto comigo nesse processo. Então eu vou vencer. E, cara, eu fui pra cima. Não foi fácil, mas venci.
Então assim, é isso aí, é isso que eu carrego hoje dentro de mim. Eu me arrependo de ter usado, não vou mentir, eu não vou vir com o discurso de tipo, ah, não, não me arrependi nada, era porque eu tinha que ter usado. Não, muito pelo contrário, eu usei porque eu fui idiota. Mas graças a Deus eu venci. E eu venci, eu sei que eu trouxe um monte de gente pro lado da Vitória também que parou por causa de mim. Animal, velho. Porra. Cara, quão duro é esse processo da...
de saída dessa possibilidade de cair. Porque, assim, eu vejo o Cazão, por exemplo, falando que todo dia pra ele é um grande desafio. Sim. Todo dia pra ele, ele sabe que se ele fizer alguma coisa, se ele estiver no ambiente, se esse ambiente for, ele pode cair. Mesmo que ele saiba que ele tem poder de não cair, ele não quer se colocar em determinadas situações, o que mostra que quando você...
fica um dependente, você, qualquer momento, pra você, pode ser um gatilho. É só por hoje, né? Então, como é que isso está hoje pra você? Tranquilo, irmão. Sabe por quê? Porque o meu processo foi o processo onde eu estudei sobre o assunto.
E eu percebi que no início a gente tinha que fugir dos gatilhos. Então eu tinha que fugir daquilo que me remetia à parada. Tá ligado? Só que depois, mano, quando você percebe que a química foi embora, você tem que encarar os gatilhos, irmão. Ah, você tem uma outra maneira de ver. Eu tenho uma outra linha de... Bosner. Exato, eu tenho uma outra linha de ideia do que é o vice. Então, tipo assim, mano, eu encarei os gatilhos.
Eu simplesmente peguei e falei... Eu vou colar no rolê e não vou usar. Exatamente, exatamente. Deixa eu só... O Evandro lá... O Evandro lá pra você estar ao vivo aqui no podcast, tá? Podcast Futeboteco. Coloca aí que eu tô ao vivo, tá bom, lindo? Futeboteco. Coloca aí. O Evandro é pai do Davizinho, da Vilusa, sabe? Da Vilusa. Claro, claro. Então, não tem torcedora portuguesa. O torcedor portuguesa é só seu filho, só que é doido.
Tchau, lindo. Beijo. Valeu. Vai me tudo dando. Esse é meu parceiro. Esse foi o responsável por eu estar no jornalismo hoje. Olha aí. E esse projeto novo que eu falei pra vocês, é ele que tá cuidando também.
Mas voltando ao assunto Sobre a questão da droga Eu percebi, cara, que quando a gente Foge dos gatilhos o tempo inteiro Se a gente por acaso Enfrenta esse gatilho do nada O gatilho aparece na sua frente Você tá ali naquela situação, aí que mora o perigo Você não tá preparado, né E eu lembro exatamente, mano, eu fiquei um ano e meio Acordando 5 horas da manhã e dormi 10 horas da noite Todos os dias, não importava Todos os dias, mano, focado no esporte Pra barato determinado E aí
Aí um belo dia, cara, eu comecei a pensar na parada e percebia que eu não tinha mais vontade de usar a parada. E aí estudando e tal, eu falei, bom, agora é a hora de eu encarar os gatilhos. Primeiro rolê que eu fui sozinho. The Edge, pra quem é de São Paulo conhece. Mano, The Edge é o caldeirão, filho. Esquece. The Edge, mano. O que eu fui feliz da The Edge, eu não sabia. Você já tá rindo aí, por quê?
sozinho, irmão. Aí eu cheguei na The Edge, os seguranças todos me conheciam, porque eu ia no Super After direto, os seguranças olharam pra minha cara com o maior cara de decepção, assim, tipo, puta, o Guipa caiu, tá ligado? Aí eu falei, mano, não caia, hein, rapaziada, não vem que vocês ideias de louco aí, não precisa chorar, não, eu tô aqui pra me testar. Aí eu cheguei, entrei na balada, fiquei até 3 horas da manhã sozinho, sóbrio e fui embora.
Mano, foi a maior vitória da minha vida, velho. Eu falei, mano, que isso, velho, fiquei aqui, velho. E, mano, você não tá entendendo, eu chegava lá, conhecer todo mundo, os caras me ofereceram a parada e falavam, não, não quero, não quero, obrigado.
Nesse nível. Nesse nível, mano. Exato. Então, porque, mano, você trabalha com o público, tá ligado? Você é conhecido. As pessoas estão numa balada eletrônica. As pessoas vão te oferecer o quê? Vai te fazer droga, velho. Vai te dar café. Pra além da dificuldade, não sei se teve dificuldade, mas assim, pra além do desafio de vencer o gatilho, como é que foi a tua experiência de viver aquilo sem estar louco? Mano, pra mim, vou te falar a real, delícia, mano.
Eu saio, eu vou pra festa eletrônica todo final de semana. Eu tô limpo há quase cinco anos, velho.
Mano, é a melhor coisa que tem. Eu tenho uma namorada que é doida, eu falo que minha namorada é nóia sem ser nóia, tá ligado? Porque ela não usa droga e não bebe, mas ela é doida, dá pra virada. Ela adora uma festa eletrônica. Então a gente pega, por exemplo, a gente vai numa festa, ah, puta, o DJ que eu gosto, o Headline vai tocar, sei lá, três da manhã. A gente vai pra festa duas.
Aí a gente fica uma horinha antes do DJ entrar, a hora que o DJ entra, a gente vê o DJ e vai embora. Cara, vou te falar, pra mim é essencial, pra mim é ideal. Por quê? Porque eu curto a música eletrônica, então eu vou pra festa pra me divertir. Mas não tem como aguentar. Só que assim, eu consigo ir todo final de semana.
porque eu não vou estragar meu corpo. Então eu fico uma horinha, duas horinhas no rolê, volto pra casa, durmo, no dia seguinte tô zerado. Porque a sensação do pós-rolê que você se acabou, é a pior coisa que tem. Você fica burro, você fica idiota, você não entende o que tá acontecendo. Você fica depressivo também. Porque ele toa, toa, toa, eu sou serotórico.
Bate o abed do caramba. Bate o abed do caramba, exatamente. Mas abed é assim, ó. Abed acontece. Vamos supor, você sai no sábado. Aí domingo, abed forte. Segunda-feira, abed fortezinha. Aí terça-feira, abedzinha. Quarta-feira, você já tá pensando em comprar ingresso pra uma outra festa.
Quinta, você comprou ingresso, sexta-feira você já tá querendo a badge da segunda-feira, tá ligado? Porque você vai pegar a festa de novo. Não tem jeito, é uma doideira. Então assim, cara, eu aprendi a lidar com essa vida nova. E pra mim ela tá sendo incrível, porque minha cabeça funciona mais. Eu sou uma usina de ideias hoje, que eu não era na época da loucura. Então, cara, eu me sinto muito feliz hoje do momento que eu tô vivendo.
financeiros, imagina que sua vida só cresceu depois que você parou, né? Muito, mano, muito, muito, muito, muito, absurdamente. Eu gastava muito dinheiro com loucura. Era coisa de 2 mil, 3 mil pro final de semana. Não que eu tinha isso, eu pedia emprestado, entendeu? Era doido. Quando você tem, quando você é loucão de doideira, você pede dinheiro emprestado, você compra fiado, você faz um monte de merda.
Depois você vai se arrepender e você vai falar, meu Deus, o que eu tô fazendo na minha vida? Mas é isso, cara, é o processo. Por isso que eu falo, velho, não usem drogas. Porque não exige, ah, porque eu tenho o controle da droga. Mano, a droga que eu usei, ninguém tem o controle. Se a pessoa olhar pra mim e falar, ah, eu tenho o controle, eu vou olhar pra pessoa e falar assim, tá bom, querido, um dia você vai lembrar de mim. Porque é verdade.
A cocaína é uma droga que você pode ter controle por um, dois, cinco anos. Um dia que você estiver, por acaso, sem controle, ou destemido, ou depressivo, você vai se afundar.
É um vacilo, você se afunda. E o que aconteceu comigo? Eu batia no peito e falava, eu tenho controle da parada. Eu era malandro pra caramba. Só que um dia eu caí. Tá ligado? E aí quando você cai, o buraco é longo. Você subir de novo, esquece.
Ô Guipa, galera, lembrando muito aqui no chat da sua passagem icônica pela Bradesco Sports no programa O Bicho Vai Pegar. O Lucas Guidi, inclusive, mandou um superchat aqui pra gente. Sou fã desse cara desde a época do Agora O Bicho Vai Pegar. Quero saber quando ele vai voltar a fazer gols pelo Casa Verdenz. Casa Verdenz, time de Vardes, lá da minha Casa Verde. É o time mais simbólico, tá ligado? Porque o time da Casa Verde mais forte lá é o Vida Louca. Na verdade, é da freguesia, né?
tem o 9 de julho também, que é da região, mas o Casa Verde é o time que foi montado ali no boteco que a gente ficava, no boteco do Candinho, e eu brincava que era o camisa 9 do time, tá ligado? Essa época da Bradesco foi muito legal, porque foi onde eu comecei, né? Foi ali na Bradesco que eu vi a situação da minha vida migrar, e eu ir pra um outro caminho que não era o caminho que eu imaginava que eu percorreria em relação à área...
profissional, muito profissional eu tive a oportunidade de começar a trabalhar lá fizemos um programa que a gente não imaginava que fosse dar certo, que era agora o bicho pra pegar que é o programa que hoje provavelmente a gente sairia preso por isso que eu falo é importante a gente entender o que cabe hoje e o que não cabe, e evoluir mano
Eu era um cara totalmente, mano, desmiolado, doidão, tá ligado? Que naquela época dava muito certo. Mas hoje não dá, hoje tem coisas que não dá pra você falar. Porque não cabe mais, tá ligado? Não tem mais espaço pra isso. Naquela época também não cabia. Só que naquela época não existia tanta força por parte da minoria pra combater esse tipo de machismo, esse tipo de comentário, esse tipo de situações homofóbicas. Então, cara, hoje em dia tem.
Então já que tem, cara, evolua. E como é que você... Quanto você precisou se desconstruir, mano?
Porque a gente, porra, que eu já falei de merda nessa vida, eu também, eu acho que a desconstrução, ela acontece a partir do momento que você quer desconstruir, e acontece de forma natural, por exemplo, outro dia eu fiz um vídeo defendendo uma causa lá, e aí eu falo no vídeo que a lei que era a lei favorável a mulher foi feita nas coxas, e aí umas mulheres mandaram mensagem pra mim, mas assim, hoje, com maior elegância do mundo, porque elas percebem que eu não faço por mal.
que o que eu quero é ajudar, mas tem coisas que eu ainda não sei. Então a mulher falou assim, uma não, algumas, falou assim, Gui, essa expressão nas coxas é uma expressão de cunho racista e tal. E cara, eu não vou questionar. Se a menina falou, tá tudo bem. Não tem por que questionar, fala assim, ah, bom mimimi, por que que é isso, o que que tá acontecendo? Não, irmão, você aí...
Eu não vou ser mais infeliz Ou menos feliz De não usar esse termo Eu não vou usar esse termo Então assim, eu não vou ficar nessa pegada Eu era um cara que eu questionava muito Ah, é tudo mimimi E aí eu fui evoluindo e fui percebendo que não é mimimi, irmão É o passo pra trás de nós, cidadãos do bem Pra combater os vagabundos que estão ali fazendo merda pra caralho Tá ligado?
Então, se é comentário racista, não faz mais. Então, acho que essa desconstrução aconteceu porque eu sempre fui, depois que eu entendi como estava o mundo, eu sempre fui aberto a conhecer as coisas, a entender o que podia e o que não podia, a entender o que dava para falar e o que não dava, o que hoje em dia existe em relação ao combate, alguma coisa que naquela época a gente não combatia. Então, eu sempre fui aberto a ouvir.
E esse jeito de ser aberto a ouvir me deu a possibilidade de evoluir, tá ligado? Então essa evolução aconteceu de forma gradativa e natural.
E você entrou na... Só pra voltar no papo do jornalismo, você entrou na Band como, cara? Você sempre quis ser jornalista? Não! Quis trabalhar com futebol? Nunca ouvi rádio na minha vida, rapaz. Nunca ouvi rádio na minha vida. Eu vi a televisão, só novela, só. Vale a pena ver de novo, adorava. Minha voz que eu ia com a minha avó. Eu nunca fui mão de rádio. Eu apaixonei pelo rádio, irmão. Foi doido, porque assim, eu fiz educação física um ano. Achei que educação física era só jogar futebol.
Tá ligado? Igual na escola mesmo, escola velha, que os caras são dão futebol. Falei, eu faço essa faculdade aqui e vou passar rapidinho. Mano, educação física é difícil pra cacete, mano. Caralho, velho. Aí, primeiro ano, eu peguei quase todas as DP. Falei, meu pai do céu, aqui não é lugar pra mim, não. Aí eu saio, eu falo assim, bom, eu gosto de conversar, eu gosto de falar, eu vou fazer jornalismo, comunicação, aí eu viro polícia. Ó as ideias.
caralho, velho eu pensei em fazer jornalismo porque eu achei que ia ser mais fácil informo aqui e depois vou virar polícia não vai nem aí, mano, pra televisão você acredita, velho aí beleza, aí meu primeiro emprego foi numa assessoria de imprensa, cara de uma amiga do meu pai ela era diretora do SBT, abriu uma assessoria de imprensa dentro da casa dela
E aí, cara, eu vi que não ia dar certo, porque no primeiro dia eu entupi a privada da casa dela, irmão. Juro por Deus. Eu juro por Deus, mãe. Juro por Deus. Eu juro por Deus. Uma loucura. Primeiro dia, mano. A mulher saiu pra trabalhar, pra dar reunião. Ela falou, ó, fica à vontade, sabe? Tinha um cachorrinho lá. Aí me deu uma vontade de dar uma barrigada. Eu falei, vou no banheiro.
Quando eu fui no banheiro, meu parceiro, era o primeiro andar do apartamento, não descia por nada nesse mundo o túnel. E aí eu falei, meu pai do céu, e agora o que eu faço, mano? Aí não tinha nenhum diabo verde lá, tá ligado? Porque eles jogam. A minha casa sempre tem, né, pai? Tá ligado? Aí beleza. Aí eu falei, mano, e agora? Eu comecei a pesquisar na internet como que fazia pra desentupir privada de forma natural dentro de todas as coisas que tem em casa.
Aí eu descobri que se você ferver água e jogar homo, o homo vai borbulhar e aí você joga na privada. É real, truco. E o bagulho desceu, tá ligado?
Eu deixei umas amostras lá. Aí eu já falei, mano, vai dar ruim isso aqui. Aí depois saí, durou umas duas semanas minha lá no trabalho, aí eu fui trabalhar numa emissora evangélica, na época eu não era evangélico. E aí na emissora evangélica eu passava TP pra oração, pros caras lá falarem o bagulho lá dos púlpitos, da vida. Beleza, era uma TV evangélica. E aí nessa TV evangélica tinha a parte de esporte.
que era a partir de rádio e tal, não sei o quê. E o Anderson Schoen trabalhava lá, que era um jornalista que na época trabalhava na Rádio Globo. E aí um dia eu cheguei, eu nem sabia que ali era a área do esporte, eu subi o elevador errado, entrei numa sala doida lá, e eu me deparei com um monte de cara, e o Schoen estava gravando um boletim.
Tentava fazer um boletim do tipo, ah, o Corinthians venceu nesta terça-feira, a equipe do esporte por 2x0, tudo no improviso. Aí eu falei, carai, mas é bom, né, velho? Aí eu falei pra ele assim, como é que faz esse negócio aí? Como é que você fez? Tá lendo? Ele falou, não, é improviso. Pô, mas como? Ah, porque eu trabalho com rádio muito tempo. Falei, tá aí. Coloca pra trabalhar no rádio. Eu achava que era mó fácil. Põe pra trabalhar lá, que você não sabe trabalhar de Globo.
Põe aí lá. Põe lá pra trabalhar. Não é assim e tal. Aí eu falei, pô, mas eu gostei desse negócio. Acho que eu quero...
trabalhar com isso. E aí comecei a trabalhar web rádio, comecei a trabalhar em rádio do interior, comecei a trabalhar em rádio pirata, quase fui preso numa rádio pirata. Lá na Zona Norte, lá na Casa Verde, na Brasil, a gente tava fazendo um programa, nem sabia que eu vou ganhar pirata. Do nada chega a polícia, pai. Mano, apontou arma na minha cara e os caramba, juro por Deus, já passei cada um. E aí, beleza. Aí quando eu já tava desacreditado do jornalismo, o Evandro Lopes, que é esse cara que me ligou, ele recebeu uma proposta pra fazer parte do grupo da Bradesco Sports FM, que era uma rádio 24 horas de esporte, do grupo Bandeirantes, e a proposta pra ele não era interessante.
porque ele sempre foi milionário, mas é porque ele trabalhava com uma assessoria de imprensa que pagava mais, e ele falou assim, ó, eu tenho um cara pra indicar.
E eu tinha trabalhado com o Evandro na emissora evangélica. Mas assim, a gente era muito parceiro, muito carne e unha. Só que ele era mais velho do que eu. Ele seguiu o caminho dele, seguiu o meu, mas ele sempre teve na cabeça que eu podia ser um bom profissional. E aí ele falou, ó, eu não tenho interesse, mas eu tenho um cara pra indicar. E ele me indicou. E foi ali, cara, que tudo começou, tá ligado? Foi ali que eu comecei a entender o que era o rádio, comecei a me apaixonar pelo rádio, comecei a ter oportunidade de televisão.
Nunca pensei, mano, em ser influenciador, em ser conhecido, em tirar foto com os outros. Nunca, velho. Eu acho que é por isso que os bagulhos dão certo pra mim. Porque eu não faço a parada planejada, tá ligado? Tipo, a galera fala, agora você tá fazendo esse conteúdo de defesa da mulher e planejado. O único planejamento que eu tenho é de acabar com esses vagabundos. Ponto. Eu não falei, vou criar esse conteúdo pra ganhar engajamento e crescer profissionalmente. Não.
Mesmo jeito no rádio e na TV, as coisas foram acontecendo, cara. Então, assim, acho que é por isso que dá certo. Acho que as pessoas percebem que eu sou verdadeiro. Que eu não busco aquela parada de forma incessante. Eu participei de um reality show, nunca tinha assistido reality na minha vida. Não foi o negócio que eu fui lá me inscrever. Não, vamos fazer esse negócio. Eu pedia pra Deus ir pro povo de casa pra me tirar do reality.
Eu não aguentava mais lá. Eu juro por Deus. Eu falo, gente, me vota pra eu sair dessa porra. Eu não saía, os caras não votavam, tá ligado? Então, assim, minha vida é essa, mano. Eu não me planejei pra trabalhar com jornalismo. O jornalismo foi entrando na minha vida, tá ligado?
Cara, você teve um relacionamento com a Thaisa do vôlei e, cara, eu li uma parada...
que vocês poderiam ter morrido naquele atentado terrorista na Turquia, ela jogava lá, né, cara? Sim, sim. Cara, eu fiquei aterrorizado com essa porra. Conta direito os bastidores dessa parada aí, mano. Por isso que é bom o homem ser pau-mandado, né, parceiro? Graças a Deus eu sou pau-mandado. Cara, agora se a mina estiver vendo... Se eu não fosse, esquece, pai. A gente estava passando um reveal na Turquia.
meus pais estavam lá na Turquia com a gente, eu tava morando com ela, e aí eu comprei dois ingressos pro Reina, que era uma balada lá, de música eletrônica, enfim, na Turquia, de frente pro bósforo, o bagulho era muito louco. E aí eu lembro que a gente foi jantar, a gente tinha voltado o jantar, ia pro rolê, eu e ela. E aí, obviamente, ela falou não quero ir pro rolê, eu falei sim senhora, não vamos. Vamos ficar em casa, eu gasto dinheiro, eu jogo o dinheiro fora, dane-se, foda-se.
E aí, mano, joguei o dinheiro fora, fiquei puto por dentro, mas fui pra casa. Dia seguinte eu acordo e... E aí
Ela do meu lado começando a chorar, e eu falei que tá chorando. Mano, gente, você... Falei que fala direito. Ela tava recebendo um monte de mensagem de brasileiras, de jogadoras, enfim, da família, preocupado porque o Reina tinha passado por um ataque terrorista dentro da balada. Os caras entraram de Papai Noel, mano, com fuzil, com AK-47, e saíram matando todo mundo vestido de Papai Noel. E a gente era pra estar lá, velho.
tá ligado? Correram muitas pessoas nesse dia. Muitas pessoas. Mano, o cara entrou atirando, pai. Olha o meu tamanho, olha o tamanho do meu nariz. Primeiro lugar ia ser eu. O cara ia entrar, olhar, falar aquele burro da mão, tia, olha, pram, acabou, filho. Já era, não devia ter jeito, não devia ter como escapar. Dá pra me esconder atrás da geladeira aqui, por exemplo, entendeu? Caralho. É, o bagulho foi sinistro. E aí eu lembro que, pô, a gente ficou meio em choque, tá ligado?
Não queria nem sair de casa. Ela pediu pra ser negociada no primeiro momento, mas a gente acabou ficando. Então, assim, foi o livramento, pai. Foi o livramento. Por isso que eu falo, tinha muita coisa pra viver ainda.
Entendeu? Mas não é fácil não. Você imaginar que se você tivesse optado por estar em um lugar, você teria morrido. Nossa, que doideira. É doideira, mano. É melhor você chegar atrasado num avião que cai. Tá ligado? Não tem outra história que acontece isso? Tinha premonição lá, velho. Exatamente. Muito louco, cara. Foi bizarro. Mas graças a Deus estamos vivos aqui, Filmes e Fortes. Cara, uma outra coisa que eu queria falar com você, um pouco sobre o que tá acontecendo hoje em dia no futebol, sabe? Você falou pra mim fora do ar, falou, cara, eu tenho uma opinião e...
Diferente com relação a essa parada do Neymar que aconteceu essa treta com o Robinho. Eu fiquei curioso, falei, não, vamos puxar esse papo durante o programa que eu quero ouvir a opinião dele que provavelmente é diferente da minha. Como é que você viu essa história? Porque o que foi noticiado pelo GE é que teria havido...
um destempero ali e agora a assessoria do... O staff do Robinho estaria acusando o Santos de não prover segurança no trabalho, que teria sofrido um tapa violento no rosto, etc. O Neymar, tanto o Neymar como o Santos.
Não se pronunciaram até agora. Daqui a pouco tem jogo. A gente está gravando aqui no dia da terça-feira jogo contra o Recoleta na Sul-Americana. Ambos viajaram juntos. Polêmicas. Muita gente detonando o Neymar. Criticando a atitude dele. Como é que você viu essa história? Irmão, esse tipo de coisa...
que aconteceu, acontece praticamente em todos os clubes, vezes por ano, isso não é um caso isolado, tá ligado? Existe um negócio que eu não vou nem entrar no mérito se é certo ou errado, mas existe dentro do esporte de alto rendimento, que é a hierarquia.
Então, por exemplo, o treinamento que é o treinamento do rachão, isso vale pro basquete, que eu joguei, vale pro vôlei, vale pro futebol. No rachão, o rachão que parece ser um negócio recreativo, não é recreativo, é pau, velho. Os caras querem ganhar, tá ligado? Porque tem uma rixa dentro do clube, uma rixa boa. E nesse caso específico, cara, falando do futebol em si...
Cara, eu já vi vários casos parecidos como esse, de jogador da base pegar e fazer uma graça com o jogador mais experiente, o jogador mais experiente entrar, dar no meio, botar o respeito pra cima do moleque, o treinador observar pra não deixar passar do ponto, se passou do ponto, opa, vambora, vambora, resolvido. Só que é impressionante como tudo no Santos alastra, velho.
Tudo no Santos, cara, toma uma proporção diferente, tá ligado? Mano, eu lembro do Tevez e do Marquinhos. Os caras saíram no braço, irmão. Mano, tem imagem dos caras saindo no soco. O Tevez daquele jeito baixinho, dando uma muqueta de baixo pra cima no cara. Terminou ali, fi. Ninguém repercutiu com a mesma força que tá sendo repercutido esse caso do Santos. Eu acho que o Santos tem problemas muito maiores pra serem resolvidos. E, cara, eu acho assim, o Robinho Jr., ele é filho de um jogador.
que com certeza já deve ter dado uma intimada em algum jogador da base, do mesmo jeito que o Neymar deu para cima do Robinho. Essa questão do tapa, não estou dizendo que o tapa é certo, mas eu acho que o que não é certo é essa propagação do que rolou, ao invés de colocar panos quentes e pensar num bem maior que é o Santos, irmão.
Olha a merda que tá o Santos. E nós estamos debatendo um caso que com certeza vai interferir no vestiário do clube. O que eu sei, a informação que eu obtive sobre isso é os jogadores do Santos estão putos da vida com o Robin Junior. Como que seu staff vai falar da declaração falando que não tem segurança? Como é que se deixou repercutir tudo isso? Cadê a sua nota a respeito do assunto? Irmão, vou falar pra você. Se o seu jogador de futebol toma um tapa na cara do Ronaldo Fenômeno, eu beijo a mão dele, velho.
Pô, Ronaldo Fenômeno, irmão. Porra, tá ligado? Tipo assim, hierarquia, meu parceiro. Então assim, não que seja certo, mas acontece. Se você conversar com qualquer jogador de futebol, não tem. Eu não conheço um jogador de futebol, um jogador, ou ex-jogador, que se for falar vai ficar do lado do Robinho.
Eu acho que não vai defender o Neymar, obviamente, mas vai tentar botar panos quentes. Tipo assim, acontece. Porque acontece, irmão. E não é só no futebol, em todos os esportes. O cara que é mais novo se cria, o outro vai lá dar no meio, bota o cara pra ferver e ainda vai fazer o cara buscar o café.
Cara, mas se o Neymar é vítima dessa situação, até falei sobre isso hoje e repito aqui. Se o Neymar se sente vítima, você não acha que seria prudente da parte da assessoria dele, do staff, ou do próprio Santos divulgar a imagem? Ele não é vítima, mano. Ele não é vítima.
Eu acho que ele não tá no cara. Mas aí, nesse caso, o Robinho sai como exagerado da parada. É que assim, mano, eu vou falar uma parada pra você, cara. O Neymar tem tanta coisa em cima... Eu não gosto do Neymar, hein, gente? Quem me conhece sabe. Mas eu acho que o Neymar tem tanta coisa em cima dele, tá ligado? Pra pegar e dar declarações. E aí a declaração dele vai gerar uma repercussão gigante. E aí vai ter gente falando coisas absurdas a respeito do Neymar.
Então eu acho que o Neymar tá fazendo o dele, cara. O único problema, mano, é que isso, sabendo que o Neymar é um cara de cabeça fraca, e a gente sabe que ele é, a única coisa ruim é que esse tipo de coisa vai interferir no campo. E quem perde com isso é o Santos, irmão.
O Santos já tá na ladeira abaixo. O que o Robinho Júnior joga de bola? Alguém pode me falar? Joga porra nenhuma. Não que isso, mano, valha o tapa na cara. Lógico que não. Mas assim, cara, o Neymar tá chateado com o que tá acontecendo. Acabou com o ambiente do vestiário do clube. O que o Robinho Júnior vai poder fazer pelo Santos? Vai entrar em campo e representar? Não vai. Tá ligado? Então assim, mano, eu vejo isso, sinceramente, como uma briga de vaidade.
Uma vaidade muito grande pro pai do Robinho Jr., que não tinha nem estreado direito no profissional, já tava falando que ia fazer gol no Corinthians, como o pai dele fez. Primeiro ele precisa jogar bola pra fazer isso, porque é grosso. Robinho Jr. é grosso. Só tem o nome de jogado bom. Mas o Robinho Jr. é grosso. Então, assim, é o cara que... Você percebe que ele tem o ego exacerbado. Porque eu vou falar pra vocês, se eu sou torcedor do Santos, e eu tô no lugar do Robinho Jr., e toma uma proporção como essa, por mais que nos bastidores eu tenha ficado puto da vida...
Eu queira ser negociado, eu ia chegar pro meu staff, eu ia pegar e dar uma entrevista e colocar para os clientes do tipo, nós vamos resolver, mas o que importa é que é o Santos, tudo pelo jogo de hoje. Por que, cara? Mas o que eu li é que o Robinho Pai, que ficou putíssimo com essa história, que teria escalado a situação fora de campo, porque teria tipo assim, porra, eu cuidei do Neymar.
Ele falou que ia cuidar do meu filho, agora vai dar tapa na cara do meu filho. Quem que ficou putíssimo? Então, eu li que o Robinho ficou puto. É loucura. Ô, Robinho, paga o que você deve pra justiça, meu parceiro. Que porra de você ficou puto, irmão? Você não tinha nem que saber dessa história, filho. Você tá guardado na cela, parça. Aí é loucura. É loucura. O Robinho ficou bravo. Imagina a família da mina que você fez o que fez com ela, filho. Como que não tá? Ah, é loucura isso aí, velho. É loucura.
É brincadeira, eu fico doido com isso. E eu fiquei sabendo dessa história do Robinho. Eu gostei que você falou. Eu já queria dar no meio dele mesmo. Porque o Robinho, beleza, legal, que ele fazia em campo, muito bacana. Mas é o Zé Ruela, um prego fora de campo. Ó a merda que ele fez. Aí vem falar do Neymar. Ô, irmão, acorda pra vida, xará. Cumpra a sua peninha aí, velho. É, velho, essa questão dessa história aí pra mim tá muito mal contada ainda, velho.
Se fosse comigo e eu me sentisse mal, eu ia pedir as imagens, velho. Agora eu vou fazer uma provocação, Gui. Você falou o seguinte, você falou assim, ó. Eu vou fazer uma provocação.
Ah, eu estava lá na Bradesco, existem termos que a gente usava que a gente não usa mais, fala sobre, a gente tem que evoluir.
Cara, até outro dia o Luxemburgo mandava o jogador tomar no cu e não sei o quê. Outro dia o Mano Menezes chamou o Yuri Alberto de burro e caiu no Corinthians. Então assim, isso já é um sinal de que os tempos mudaram, que jogador não aceita mais, não tolera mais a mesma coisa que tolerava antes. A parada do Teves e do Marquinhos foi uma briga, porque teve ali dois caras se socando.
O que se conta no caso do Neymar e do Robinho é que o Robinho não é que ele brigou, ele só apanhou, ele só tomou um tapa. Foi esculachado, né? Ele meio que teria sido agredido.
Assim, eu entendo pra caralho o que você está falando a respeito de, pô, o ambiente do futebol é isso aí. Hierarquia, meio que é uma parada meio militar. O código de ética da parada. O código de ética, irmão, aqui eu mando, você obedece, o Romário fala que o Ronaldo ia buscar os bagulhos pra ele lá e você quer ser meu peão, você está chegando agora, você tem que trabalhar pra mim. E a gente sabe que funciona o futebol assim. Mas, ao mesmo tempo...
Tem que funcionar assim pra sempre, porque não é também um ambiente de trabalho. Se eu chego aqui, tô infeliz com o Renan, dou um tapa na cara dele. Como é que fica a nossa relação depois? O cara vai querer trampar aqui comigo? Vice-versa, se eu tomo um tapa na cara de um cara que, mano, assim, é a hierarquia, mas também é jogador, tá na minha ali, não é o presidente, etc. Então será que a gente também não, quando a gente olha, futebol é assim mesmo, tá tudo certo, a gente não bloqueia uma certa evolução que a gente tem que ter de, mano, não tá da hora.
o cara no ambiente de trabalho dá um tapa na cara de alguém. Eu acho que você não aceitaria tomar um tapa na cara de um cara comentarista do seu trabalho. Não, nunca. Mas assim, eu acho que eu nunca vi nenhum comentário esportivo mais velho batendo no mais novo, tá ligado? Não é o que acontece. Não é o que acontece. E em relação a essa mudança do futebol, de não caber mais, por exemplo, eu acho que existem casos muito maiores pra serem combatidos e que estão sendo combatidos, que antigamente era normal, mesmo não sendo normal, era normal, mas que hoje é inadmissível.
Atos racistas. Quantas vezes no passado a gente não via nego chamando outro de macaco no estádio e o cara simplesmente pegava e mostrava o dedo do meio e seguia o jogo. Hoje em dia as pessoas se ofendem por quê? Porque é uma causa a ser debatida, a ser discutida e a ser vencida. Não cabe o racismo na sociedade, principalmente no futebol, onde o grande mestre do futebol é um cara que é preto.
tá ligado, que é o Pelé? Então esse combate é um combate gigante que movimenta uma sociedade e que dá exemplo pro restante do povo, pra população que acompanha o esporte. O caso da homofobia também, acho que hoje em dia não cabe mais. Essa questão do vestiário do futebol, do vestiário da bola,
É algo que fica entre eles. Não é algo que tem que ser propagado. Não é algo que vai mudar o preço do dólar. Não é algo que vai mudar, interferir na vida da população. Tá ligado? Então, eu acho o seguinte. Quem tem que determinar o que cabe ou o que não cabe, eu acho que é cada clube, tá ligado? Se, por exemplo, o Neymar deu um tapa na cara do cara e não cabe mais isso, que o clube puna o Neymar.
Mas o clube está na mão do Neymar, né? A gente está devendo até as tripas para o Neymar. Então não é uma parada que a sociedade tem que combater. Vamos combater o fim da... Da briga no treino. Exato, da perseguição contra os novinhos dos clubes. Não, eu acho o seguinte, é uma parada que tem que ser determinada e trabalhada dentro do vestiário. E não tem necessidade de haver essa propagação, irmão. Eu juro por Deus, eu acho que isso é uma coisa tão pequena, cara.
Você acha que o staff do Robinho errou? Eu acho que o staff do Robinho está cavando a saída do Robinho.
Eu não sei quem é o Stafford do Robinho. Mas eu vou falar uma coisa pra vocês. Eu não sei quem é o Stafford do Robinho. Mas não duvido que seja ou o Juliano Bertolucci, ou o não sei o que Leite lá. Se alguém puder pesquisar, pode ter certeza. É o cara grande. Porque não é um cara novato nisso que ele tá fazendo. Pra mim, o que eu sei é que o Santos recebeu uma sondagem de dois clubes do futebol brasileiro. Um deles, pelo que eu soube, era o Flamengo. Sondando o Robinho Jr. Olha só.
Cara, o Robinho Jr. renovou o contrato? Renovou. Mas, mano, ele não joga. E ele é um moleque que, mano, na cabeça dele ele é craque. Vida as declarações que ele dá. Ele não é. Então, cara, jogador jovem que tá chegando agora e que se acha craque, quer jogar. E quando não joga, ele não acha que a culpa é dele. Ele acha que a culpa é de quem não escala. Então, cara, é muito estranho isso, velho. Eu continuo achando, irmão. É uma questão que tinha que ser resolvida no vestiário. Que não tinha que propagar desse jeito.
Cara, é uma parada que repercutiu absurdamente e pode prejudicar, inclusive, o Neymar na seleção. Já prejudicou. Quem que é? Vamos dar uma pesquisa depois. Quem que é José Luiz Maceira? É esperto, não é burro não. Vai por mim. Você acha que ele viu, então, uma oportunidade, nesse caso, pra tirar o Robinho dos Santos, é isso? Cara, eu acho que foi uma oportunidade de movimentar o nome do seu atleta.
Eu falo com propriedade, irmão. Esse tipo de coisa acontece sempre, velho. De novo, não estou dizendo que é certo o cara apanhar. Tá ligado? Vou dar um exemplo. Troca de faixa no jiu-jitsu. Mano, corredor polonês, pai. Os caras dão fachada. Isso em todas as equipes, irmão. Vai chegar lá pros caras e vai falar assim, vamos mudar isso aqui, ó. Eu tô montando uma equipe de jiu-jitsu aqui, mas eu acho que hoje não cabe mais se dá fachada nos atletas. Mano, é assim, é uma parada legal? Não é.
Eu já tomei fachada nas costas, já tomei soco por causa de boxe. Não é legal. Mas é uma parada que, velho, que é tradição dos caras. Pertence ao bagulho, igual o direi no Luxemburgo. Você entende? Pertence ao futebol. Você dá fachada nas costas do cara que mudou de faixa, que teve graduação, pertence ao jiu-jitsu. Você violentar uma mulher sendo professor de jiu-jitsu, não pertence ao jiu-jitsu. Vamos combater, ao invés de combater a fachada nas costas, combater o vagabundo do tal do Mika lá, que violentou a mulher que ele dava aula.
Tá ligado? Diferentemente do jogador de futebol tradicional brasileiro, que geralmente é aquele moleque que vem da favela, que tem uma história de vida difícil, dura, o Robinho Júnior, apesar de ter vivido esse drama com o pai, que ele não tem culpa, ele foi criado berço de ouro. Ele não precisa do futebol pra...
Pra viver, porque ele tem uma família com muito dinheiro. Você acha que isso influencia também na tomada de decisão? Porque se é um cara que precisa muito daquilo ali, ele vai pensar duas vezes. Eu acho que o Robinho, cara, ele não tá pensando no dinheiro, ele tá pensando no poder, velho. Na fama, no status, no tamanho. O cara que ele vem de berço de ouro e vira jogador de futebol, ele tá pensando muito mais em se tornar um atleta de ponta, ser astro e ter aquela importância de ser um jogador, tipo, um camisa 10 do Santos Futebol Clube, do que propriamente no dinheiro.
E o que eu te falo, na cabeça dele, eu acho que ele tinha que ser titular do Santos. Pô, é incrível, cara. Eu vi a chegada do Robinho Jr. no profissional. Eu vi o que fizeram com o Voivoda. Enchiam o saco do Voivoda pra colocar o tal do Robinho Jr. Quando colocava, não jogava porra nenhuma. E aí falava assim, ah, mas jogou pouco tempo, pô. Tem que botar o cara jogo todo. Não dá, não é bom.
Então, eu vejo que ele tem na cabeça dele que ele pode mais. Que ele pode ser usado mais, que ele pode ser mais titular. E não pode, irmão. Não pode. Então, de verdade, cara, hoje, pra mim, o Robinho Júnior é o cara que não pode ser tratado nessa situação da briga com o Neymar como vítima. Eu acho que, assim, ele propagou algo e essa propagação do que foi, do que aconteceu o torna culpado assim como o Neymar. O Neymar bateu nele, bateu. Só que foi o que eu falei. O bem maior de tudo é o Santos, irmão.
O Santos é o bem maior de tudo. Não é uma parada que ele começou a jogar futebol ontem e ele só viu isso acontecer com ele. Não é uma parada que envolve racismo, não é uma parada que envolve homofobia. É uma parada que existe dentro do futebol. Que eu tenho certeza que o Robinho Júnior já deve ter visto numa categoria de base, o moleque subindo de categoria.
E acontecendo com o veterano e com esse moleque que subiu, uma coisa parecida. Eu acho que essa propagação da notícia, numa semana tão importante como essa do jogo para o Santos, faz do Robinho também culpado nessa situação. Podia ser tratado de uma outra maneira isso. Ser conversado e resolvido no vestiário. Não há necessidade de propagar. Pode crer. E isso, pelo que a gente leu, isso deu uma prejudicada no Neymar, né? Na seleção brasileira. E no Robinho também. O time do Santos está puto com o Robinho Jr.
Por isso que eu falo, velho, não é algo que assim é bizarro o que aconteceu. Do tipo, pô, dividiu o vestiário, ou de repente todos ficaram contra o Neymar, tá ligado? Mano, é algo que assim, é um absurdo a divulgação. Aí pega jornalista sensacionalista e fala, se eu sou presidente do Santos, o Neymar nunca mais entra aqui. Eu vi jornalista falando isso, velho. Sabe, isso só prejudica, velho. O Santos é o bem maior. Se eu fosse o torcedor do Santos, eu ia estar puto com os dois, de estar propagando esse daí.
Essa é a minha visão. Do mara que saiam, né, velho? Pro Santos continuar melhor, né, velho? Ô Guipa, hoje a gente viu notícia de... Ontem teve mais uma votação no Conselho do Corinthians e os caras barraram qualquer possibilidade de saf. A gente trouxe aqui os caras a Safiel, tem umas duas semanas, cara. E eu confesso que eu conheci, não sou corintiano, confesso que eu conheci muito pouco do projeto e, cara...
Modéstia à parte, depois os caras saíram aqui falando em off, que os caras deram a melhor entrevista da vida deles, desde que eles assumiram essa parada, porque a gente pressionou muito e tinha resposta para tudo, cara. Tinha... Falava, não, vou apertar aqui. Os caras tinham um jeito. Eu gostei muito do projeto. E mais uma vez, o Corinthians internamente enterra esse tipo de possibilidade.
e agora aventa com a possibilidade do Stable poder participar da próxima eleição. Como é que você vê essa questão política do Corinthians? Para onde o Corinthians vai? Como é que você enxerga esse momento do clube? Onde o Corinthians vai para merda, se depender dos caras que estão lá. Não tem outra justificativa. Eu acho que a pessoa que ama o Corinthians, a pessoa que entende um pouco de bola, a pessoa que entende um pouco de administração, ela percebe que o Corinthians hoje tem uma dívida impagável.
E essa dívida impagável, eu não falo nem da dívida do clube. É uma junção da dívida do clube com a Neoquímica Arena. Mano, vocês têm noção que todo o dinheiro da bilheteria dos jogos vai para um fundo para pagar a Neoquímica Arena? Só que nada foi pago ainda praticamente, porque os juros é o que o Corinthians praticamente paga e toda vez que o Corinthians joga na Neoquímica Arena? Ou seja, é um buraco sem fim, cara. Bola de neve, né? É uma bola de neve.
É você pedir um dinheiro, mano, no banco emprestado e parcelar em 200 vezes. Você não vai pagar nunca aquela dívida, irmão. Então, cara, hoje, se a pessoa é uma pessoa que realmente ama o clube e entendida do que o Corinthians vive, não há outra alternativa a não ser uma SAF. E não tem que ser essa fiel também, irmão. Você não gosta. Eu acho o seguinte, cara. Corinthians é gigantesco. O Corinthians dá retorno.
O Corinthians, cara, consegue fazer de uma empresa gigantesca se tornar duas, três vezes mais gigantescas. Corinthians é o time que mais dá retorno, irmão. É o time que mais lota estádio. É o time que vende camisa.
É um time que vocês podem ter certeza, que se chega uma empresa do tamanho de uma Crefisa, por exemplo, investe no clube, paga a dívida da Arena, tá ligado? Pra se vender como marca dentro da instituição, a torcida do Corinthians, que é apaixonada, vai vestir a camisa daquela empresa e vai fazer essa empresa crescer duas, três vezes mais. Ah, mas a dívida é muito grande. A dívida do Palmeiras também era muito grande. Corinthians é um clube que se vende, gente.
Se o Corinthians hoje tivesse a Neoquímica Arena Paga e essa dívida de 1 milhão e 300 ou 2 bilhões, sei lá quanto que é, a ser trabalhada, com o dinheiro da Neoquímica, da renda, o Corinthians conseguiria fazer uma contenção de gastos, pagar essa dívida em algum momento, seja de 3 anos, 2 anos, porque o Corinthians tem como pagar. A questão é, o Corinthians trabalha devendo dinheiro e ainda trabalha no saldo negativo em relação ao mando dos jogos.
O valor do mando dos Jogos do Corinthians, que é 3 milhões, 4 milhões, nunca vai pra mão do clube. Então as pessoas que votam contra a SAF dentro do Corinthians, Corinthians do jeito que tá, com dívida de estádio e dívida do clube, são pessoas que não gostam da instituição. E a gente sabe quem são essas pessoas. São pessoas que um dia lutaram pra saída do Dua Libi, dizendo que o Dua Libi tava se perpetuando no poder. Andressante, você tá fazendo o que, meu amigo?
A mesma coisa. A mesma coisa. Ou vocês acham que um dia a Duílio mandou no clube?
Não mandava porra nenhuma. O outro lá que vendia carro, o Roberto de Andrade, não mandava porra nenhuma. Não mandava porra nenhuma. Quem manda no Corinthians e vai mandar é o Andrés enquanto ele não for investigado. Enquanto as investigações do país não forem investigações sérias, o Corinthians vai ser mandado por Andrés Sanches e companhia, irmão.
Olha o tanto de notícia que sai de investigação que vai começar pra cima do Andrés e some a investigação. Pra cima do Duílio, tá da Lafila e some a investigação. Cadê esses caras serem investigados? E sabe por que eles querem que o Stable permaneça no clube? Que o Stable seja reeleito? Porque o Stable, cara, abaixa a cabeça pra esse agente, velho. O Stable, ele era da situação do Augusto Melo. O Stable vira presidente do clube e, mano, simplesmente abre as portas novamente pra Andrés Sanches e companhia.
Renovação e transparência. Totalmente, mano. Totalmente vergonhoso o que acontece dentro do Corinthians. Renovação e transparência é meu ovo. Desculpa a expressão, mas tem nada de renovação e transparência, irmão. O Corinthians não tem como pagar essa dívida se não for com uma SAF. Eu lembro o André Sanches dando uma entrevista pro Benjamin Bach antes da eleição do Augusto Melo com o André Negão. Eu tenho um acordo com a Caixa.
Nós vamos pagar esse estádio. O Benjamin perguntou assim, mas, Moicá, mesmo se o André Negão não ganhar, mesmo se o André Negão não ganhar, nós temos esse acordo. Cadê o acordo, Andrés?
Então, pra mim, cara, o Corinthians tá na mão de pilantras. Mas se não for nesse modelo da Safiel, que você falou que você não curte, qual seria o modelo de Saf que você acha que é mais... Cara, sinceramente... Factível pro Corinthians? Mano, 51% é 49%. Tá ligado? Isso existe, a gente sabe que existe. Principalmente lá fora. Você não precisa dar o clube pra uma empresa. O clube pega um montante... A empresa pega um montante do clube. O clube ainda fica com percentual.
mas quem toma a frente vai ser a empresa a empresa vai trazer o lado profissional de uma instituição, de uma empresa vai tirar essas raposas de lá porque ninguém vai aceitar aquele bando de raposa fazendo hora extra na terra, aqueles véios a Safiel é isso, pô mas a Safiel é o que? separar o social do futebol e o clube vai ser da torcida mas qual que é a segurança que a Safiel me dá?
Eu acho que o Corinthians tem estrutura pra pegar uma empresa braba, tá ligado? Uma empresa gigante, mano. Tipo a Fenway. Tipo uma gigantesca, entendeu? Sei lá, uma monstra. A melhor empresa do mundo, bota no Corinthians. Essa fiel é uma empresa que foi criada pra isso. Eu acho que o Corinthians tinha que trabalhar em cima de empresas... Acho não, porque não dá mais agora que vocês vão dar mole. Mas tinha que trabalhar em cima de empresas que já tem conhecimento dentro do futebol, que já trabalha no futebol e que são empresas de resultado e sucesso.
Não é pegar o Joe Texer que só fez merda e botar no Corinto. Não. É pegar a empresa. Quem que é a SAF do time bom aí? Sei lá, vou dar um exemplo. Do Real Madrid, que não é uma SAF, mas vou dar um exemplo. Quem que é os caras? Os caras aí, beleza. Teve resultado? Teve sucesso? Teve. Vamos chamar pra cá. Eu acho que é isso que tem que ser feito. O Grupo City era uma puta de uma jogada. Só que o Corinthians perdeu o Grupo City pro Bahia. Eu ficaria felizasso se o Grupo City tomasse a frente do Corinthians.
Pô, Corinthians com a estrutura que tem, torcida que tem, mano, dívidas quitadas. Todo mundo é que ele joga no Corinthians. O Corinthians mesmo com esse jeito, tudo quebrado, aí ganha título, irmão. Imagina estruturado, esquece. É.
Você não teria, não temia ser tipo o satélite do City? Porque meio que o Bahia é isso, assim. Mas o Corinthians é gigante, irmão. O Corinthians não é Bahia, parça. Eu vou te falar, se o Corinthians... Você acha que o City quis o Corinthians? Eu não sei se quis o Corinthians. Mas o que eu quero dizer é o seguinte. Qualquer empresa hoje que pegar o Corinthians, ela pode ser dona de meio mundo dos clubes. Ela não vai entender o que é o Corinthians.
Mano, o Corinthians é algo surreal, é algo que é fora do normal. O que a torcida do Corinthians faz é absurdo. A paixão que, mano, que move um corintiano é absurdo. Qualquer pessoa que um dia faça negócio com o Corinthians, seja nos bastidores, seja como patrocinador, seja jogador, vai entender se não entende o que é Corinthians. Corinthians é diferente, irmão. Então, assim, nunca ia ser apenas um clube do City. Ia ser o clube do City. Porque a torcida ia mostrar pros caras que tinha que respeitar. Entendi.
Essa fiel se inspira pelo que os caras falaram aqui no bairro de Munique. E é um modelo de sucesso. Lá o que acontece, o clube detém a maioria das suas próprias ações e as empresas têm participação minoritária, tipo Audi, Adidas, etc. E a ideia dos caras é esse dinheiro vir de ações que serão compradas na bolsa de valores por corintianos. Justamente explorando esse amor do corintiano, que é absurdo.
Pra que o sócio fosse o próprio torcedor. Mas você acha certo isso, irmão? É igual aquele bagulho da vaquinha lá, mano. Mano, pra mim não é certo. Você doou? Cara, doei. Mas eu acho que não é certo, irmão. Eu acho que o que a gente tinha que fazer era pegar quem colocou o Corinthians nessa dívida e cobrar esse cara. Concordo. Pô, você já viu alguma empresa?
vamos supor, o cara é presidente da empresa ele falha a empresa aí o cara é afastado e aí os próprios funcionários da empresa, os amantes da empresa, os consumidores da empresa vão fazer uma vaquinha pra salvar a pele do cara não, ele vai ser cobrado é o que tem que acontecer no clube, não dá pra tudo que acontecer de ruim, todo tipo de dívida jogar na mão do Corinthians e fazer uma vaquinha
tá ligado? Igual essa questão, ah, vai comprar uma cota do clube, torcedor vai ter o poder de ser dono do clube, isso ainda existe, irmão. Corinthians precisava de uma empresa gigantesca, estruturada, que, mano, já tivesse experiência e que falasse assim, nós vamos fazer do Corinthians o maior do Brasil. Se o Corinthians tivesse a estrutura financeira do Palmeiras e a estrutura financeira do Flamengo, pode ter certeza que estaria anos luz à frente do Flamengo e do Palmeiras.
E não é porque eu sou corintiano. Bom, o Corinthians, mano, quebrado, fudido, lascado, ganhou título do Flamengo, ganhou título do Palmeiras.
Esse ano vai ganhar? Provavelmente não. Porque não dá, mesmo que tenha tradição, camisa e torcida, se você não tem uma estrutura financeira, não dá pra ser sempre bater campeão. Porque precisa de uma estrutura financeira, uma estrutura de clube profissional. Mas mesmo assim o Corinthians ganha. E com relação ao time, Depay, você manteria, mandaria embora? Cara, o Depay, se você já pegou os números do Depay em relação aos gastos, se o Corinthians fosse estruturado financeiramente, se ele jogasse no Palmeiras e ganhasse os títulos que ele ganhou, ele se pagaria.
A galera passa uma imagem do Depay em relação aos valores totalmente deturpada, porque o certo é a gente imaginar o quê? O que ele ganha e o que ele dá de retorno. Botar uma balança. E não pensar assim, ah, o Corinthians quebrado não pode pagar isso que está oferecido a ele. Não é assim que tem que ser o cálculo. O cálculo tem que ser retorno em cima daquilo que ele recebe.
E ele ganhou três títulos pelo Corinthians, ele ganhou prêmios pelo Corinthians, ele movimentou o mercado pro Corinthians. Então se você pega, isso existe na internet, se você pega os números dele, em termos de títulos, o que ele ganhou, ganhando os títulos, e o que ele gasta, o que o Corinthians paga por ele, ele se paga, velho.
O problema é que o Corinthians não tem como tirar do bolso o valor que ele ganha por mês. Tem estrutura pra ter. Tem estrutura, irmão. Se ele tivesse num time que fechasse no azul, ele não seria um problema financeiro pro clube. Você, enquanto... Se você tivesse poder no Corinthians, você partiria por uma gestão austera, tipo bom e barato, ir até arrumar a casa, ou você tentaria partir pra ganhar campeonato? Irmão, não dá pra você fazer o bom e barato, porque o Corinthians ia ter que fazer o bom e barato por uns 10 anos. E ainda assim não ia pagar.
O Corinthians tem um problema chamado Neokimicarena, gente. O Corinthians não vai conseguir pagar Neokimicarena. Foi um mal pro Corinthians. Foi, velho. Foi. Foi um jogo de ego, vaidade absurda do Andrés com o Juvenal Juvencio. Porque ele não queria dar o estádio da Copa pro São Paulo. Porque ele tinha algum problema com o São Paulo. E ele achou que, mano, que por algum motivo ele ia ganhar o estádio do governo. E ele fez o estádio e falou, mano, alguma coisa vai acontecer. Não vai precisar pagar esse estádio todo. E vai ter que pagar, irmão.
O estádio do Corinthians só paga juros, velho. O estádio do Corinthians hoje, infelizmente, não é um bom negócio. Não é um bom negócio. Se o Corinthians tivesse só a dívida do clube, o Corinthians conseguiria se pagar em três anos, fazer uma contenção de gastos. Mas não é ter o estádio também, mano. A situação do Corinthians é diferente da do Flamengo, é diferente da do Palmeiras, que todo mundo fala que o Palmeiras e o Flamengo são exemplos. Dá pra sair do buraco. Dá se você não tem o estádio impagável.
É, o modelo do Palmeiras foi absurdo, né? Não pôs um centavo pra fazer o antigo Allianz e foi o precursor que fez o clube voar, né, cara? A partir dali virou outro time, né? Ô Guipa, pra gente começar a encaminhar, a gente tem um momento aqui que é o quadro da nossa patrocinadora da Best Nacional que a gente fala sobre brasilidade, mano. E a gente vai estar nas vésperas da Copa. Quero saber sua opinião, dia 18 tem convocação.
Eu quero saber sua opinião a respeito de convocação de Neymar, se você faria ou não. Independentemente disso, eu quero saber também se você é um torcedor de seleção brasileira em Copa do Mundo. Eu não sou um torcedor de seleção brasileira em eliminatória, em amistoso. Estou cagando, mas na Copa eu viro um louco.
Mas eu vejo muita gente que abandonei, não estou nem aí mais, tem que ganhar a Argentina. Como é que você se lida, vive hoje em dia com essa coisa de seleção brasileira e o que você espera dessa seleção da Copa, Contilotti? Cara, eu acho que futebol de seleção é Copa do Mundo, né?
Então na Copa do Mundo a gente se transforma. Acho que a pessoa que é patriota, que ama o país, independentemente dos seus problemas, ele tem que se transformar, ele tem que virar um torcedor. Eu vou torcer muito pela seleção brasileira, apesar de não acreditar no título da seleção. Acho que o Brasil jogou fora três anos de preparação nas eliminatórias. As eliminatórias, elas são feitas para que a gente se prepare, para que as seleções grandes se preparem.
Então quando você pega três anos com o Dorival Júnior, com o Diniz e com o Ramon Menezes, você jogou fora, irmão. O Brasil hoje não tem condição, na minha opinião, de ganhar a Copa.
Mas eu vou torcer muito pra que ganhe. O Antielote, pra mim, ele tem que ter tranquilidade pra trabalhar nessa primeira Copa. Porque a Copa do Antielote, pra mim, vai ser a próxima. Onde ele vai trazer novos jogadores, ele vai montar uma estrutura do time, ele vai ter um time mais ajustado, mais azeitado, com as ideias dele, com a estratégia dele, com a tática dele. E aí sim, na próxima Copa, a gente pode brigar. Agora, nesse ano aqui, cara, eu acho que é subir na ladeira, cara.
É sair correndo na ladeira enquanto os caras estão descendo na... Estão correndo na descida. Eu acho que não dá pra acompanhar as principais seleções.
Sobre o Neymar, cara, eu penso o seguinte, o Neymar 100% titular. O Neymar do jeito que tá, eu acho que se você convocar vai ser um problema. Porque o Neymar não vai aceitar banco de reservas. A torcida do Neymar não vai aceitar banco de reservas. Não é nem é do Brasil, é a torcida do Neymar. E aí você coloca o cara no banco, primeiro jogo, seleção brasileira jogando, com sacrifício, dificuldade de fazer gol, começa uma enxurrada de mensagem.
Oh, tem que botar o Neymar, oh Neymar, oh Neymar. E o Neymar não é mais o mesmo Neymar.
Pô, beleza, vamos botar o Neymar no segundo tempo. Mano, o Neymar não tá se criando nem contra as equipes do futebol brasileiro e sul-americano, irmão. Sabe? Então, eu acho que o Neymar hoje, se ele for pra Copa do jeito que ele tá, ele vai mais tumultuar o ambiente, não pela pessoa Neymar, mas pelos bastidores, do que propriamente ajudar. Você se surpreendeu com a volta dele ao futebol brasileiro? Negativamente. Você esperava que ele fosse deitar?
Muito mais, muito mais. Eu não acreditei no Jorge Jesus, quando ele falou que o Neymar não tinha mais condição de jogar outro nível. E hoje eu acredito.
Pra mim não tem mesmo. O que você acha que fez ele ficar... Lesões, irmão, lesões, muitas lesões, cara. O Neymar apanha muito, velho. O Neymar joga, o futebol do Neymar é futebol de muita porrada. Ele sofre muito com porrada. E você não aguenta tanta porrada do jeito que ele toma. Diga uma hora que você se machuca, você sente dor. Ele deve sentir dor no corpo inteiro, irmão. Não deve ser fácil, tá ligado? E ele não tem mais condição de jogar.
Não tem, não tem. Eu acho que ele se decepcionou com isso também. Eu acho que essa postura agressiva do Neymar hoje, brigando com o torcedor, brigando com o jogador, é muito porque ele está decepcionado com ele mesmo. Você imagina, o cara aqui, mano, é gênio, o Neymar é gênio. Ele sabe o que ele tem que fazer.
A cabeça dele diz pra ele o que ele tem que fazer. Mas o corpo não responde, irmão. E essa sua história com a seleção, você torce? Muito, muito. Eu adoro. Foi o que eu falei, cara. Eu sou patriota, eu amo meu país. Seleção brasileira, a gente tem que se transformar. Aí eu tiro a camisa do Corinthians, boto da seleção e marcha.
do caralho. Puta papo, velho. Puta papo. Muito obrigado por ter vindo aqui. Eu vou falar pra vocês, por mim eu ficava mais, mano. O problema é que eu tenho outro podcast hoje e assim, combinei treinar com a mulher. Se eu não chegar na hora do treino da mulher, eu não vou conseguir treinar com ela. E ela foi na academia e ela perdeu a minha casa. Ela vai ficar puta da vida, entendeu? E quem manda é quem? Fala pra mim.
A mulher é que quer. É isso, pô. Graças a Deus. Vai tá papo, cara. Do cacete. Obrigado por ter disponibilizado. E a sorte pra você aí na força dessa luta. Tamo junto, pô. Obrigado. Valeu mesmo, mano. Mete o pé aí que a gente tá junto. É isso. Fiquei feliz de conhecer vocês. Saber que tá todo mundo na mesma ideia, no mesmo ideal. Tô à disposição. Quando vocês quiserem, eu volto. Desculpa pra sexta-feira aí, que acabou não dando certo.
Mas hoje deu. Ivano, tô à disposição. Quando vocês precisarem de mim. E, pô, porque o que é de vocês é da hora. Eu tava entrando aqui, tem mais de 300 pessoas simultâneas, velho.
Manda um abraço pra todo mundo aí. Vai ver os cortes depois. Da hora aí sim, pô. Legal mesmo. Tamo junto, cara. Obrigado, obrigado a todo mundo que assistiu. Deixe seu like, se inscreva no canal. Um grande abraço e até mais. Tchau. Valeu.
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