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#179 | A IA vai acabar com o seu trabalho? Inteligência artificial e estratégia de marca

21 de julho de 202629min
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A IA vai acabar com a sua profissão? Nesse episódio eu explico por que a inteligência artificial não faz estratégia de marca sozinha e como usar a IA como copilota sem terceirizar o pensamento.

Participantes neste episódio1
G

Galileu Nogueira

HostFundador e CEO da Galileu Branding
Assuntos6
  • IA como Mediadora de VínculosAprendizado de técnica · Condução do processo de marca · Construção de prompts eficazes · Questionamento das respostas da IA
  • Estratégias de MarketingIA como copiloto · Terceirização do pensamento · IA como ferramenta · Limitações da IA em estratégia
  • Interação Humano-IA e PromptingDefinição prévia de estratégia · Benchmark de mercado · Pesquisa com consumidor · Entendimento do comportamento do consumidor
  • Profissões do futuroVisão analítica independente de ferramentas · Risco de substituição por falta de técnica · IA como aliada para otimização
  • Planejamento EstratégicoHabilidade analítica · Diferenciação no mercado · Entendimento do consumidor
  • IA como Ferramenta CriativaCobrança de assinatura · Visão de lucro das empresas de IA · Respostas convincentes mas erradas
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
GNGalileu Nogueira

A IA, ela vai acabar ou não com o nosso trabalho, com a nossa estratégia? Se ela consegue fazer tudo, se ela consegue pesquisar sozinha, se ela consegue te dar milhões de caminhos de como a sua marca deve se posicionar, se ela consegue sugerir nomes, se ela consegue sugerir estratégia, se ela faz tudo, então pra que que a gente, eu e você que estamos aqui, ainda mais eu que tô trabalhando há 15 anos, dinossauro já, pra que que a gente tá nessa terra então?

Pra que que a gente existe? Se a IA vai dominar tudo, vai matar todo mundo? Então assim, por que não? Por que não a gente desistir agora? Agora é o momento de ir embora então. Mas é isso que eu vou falar nesse episódio. Será que é o momento de ir embora? Será que ela vai matar as nossas profissões? Ela vai substituir os humanos? Ela, né, você que não fala obrigado para ela, você não pede por favor, será que ela vai te eliminar quando ela poder ter a revolta das máquinas?

Fica nesse episódio que a gente vai discutir como é que vai ser o futuro do branding utilizando inteligência artificial. Olá, olá, olá, cidadão da Galileia! Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Branding Tudo Podcast, sozinho comigo, eu e você, você e eu. Esse episódio que vocês amam que eu grave. Então eu já fiz testes mil, já gravei sozinho, já gravei com a Maritozini, vocês também amaram. Então assim, vamos continuar nesse formato, né?

Quase um canal do YouTube, né? Na hora que a gente para para pensar, esse formato meio videoaula, meio temático, é um formato de canal do YouTube do jeito que vocês gostam. Então assim, sejam muito bem-vindos. Se você chegou aqui através do link de um amigo, eu me chamo Galileu Nogueira, Eu sou fundador e CEO da Galileu Branding e já tenho mais de 15 anos de experiência construindo marcas por todo o Brasil. A Galileu Branding é uma consultoria que ajuda a sua marca a se posicionar corretamente, a encontrar a expressão certa visual, verbal, e principalmente encontrar diferenciação no mercado tão competitivo.

Você acredita que esse é o momento da sua marca, da sua empresa? É só acessar galileubranding.com.br, contar lá o seu desafio, que a minha equipe vai entrar em contato com você. E quem sabe a gente não vai trabalhar juntos. Já atendemos mais de 29 marcas: Jeep, Itaú, Ambev, Liv Up, tantas outras marcas, e a sua pode ser a próxima, beleza? Vamos ao episódio de hoje. Hoje eu quero falar do assunto mais polêmico de todos, que é justamente IA, a inteligência artificial, a AI, se você for gringo, se você quiser falar inglês no Brasil.

Mas aqui a gente não fala inglês, a gente fala em português. Muitas vezes a gente tá vendo milhões de tutoriais, milhões de cursos, milhões de coisas de como usar a inteligência artificial para branding, mas não é bem para branding, é para design ou para identidade visual. Eu ainda não vi nos autos das minhas pesquisas aqui ninguém ensinando a usar inteligência artificial para estratégia de posicionamento de marca, estratégia de branding em si.

Eu tô vendo muitos tutoriais de cloud, de manuse, etc., para tráfego pago, para marketing digital, para coisas que são muito mais operacionais. E aqui é o tema central desse episódio. Quando a gente tá falando de estratégia de marca, vamos pensar que estratégia, né, é juntar pontos, é observar cenário, é entender como como é que você pode se diferenciar, entender como é que sua concorrência está fazendo, é entender como você constrói esse lugar de diferenciação, é entender como você faz com que o consumidor fique na sua marca e não vá para outra.

Então, o ato de fazer tudo isso, o ato de pensar em tudo isso, é o que a gente chama de estratégia. Não é uma explicação obviamente muito simples aqui, sem nenhum tipo de dado teórico, algum tipo de referência bibliográfica, mas pensar numa estratégia é isso. E aí, cidadãos que estão me ouvindo nesse episódio, a gente vai falar de uma palavrinha, de um verbo aqui que eu tô o tempo inteiro falando desde o começo dessa introdução, que é pensar.

Quando a gente fala de uma estratégia, a gente precisa pensar. E o ato de pensar, ele ainda, ele é necessário quando a gente está construindo estratégia. Porque quando a gente olha para um cenário competitivo, quando a gente olha para concorrência, quando a gente olha para tendências, quando a gente olha para o futuro, para futurologia sobre marca, sobre, sobre tudo isso que a gente tá conversando, sobre marketing, sobre o consumidor e todas essas relações.

A gente desenvolveu um hábito até a inteligência artificial chegar aqui, que os bons estrategistas, os bons profissionais de construção de marca, de estratégia de marca, são profissionais que conseguem ter uma habilidade analítica muito forte, em que essa leitura de todos esses fatores que eu acabei de mencionar ela é muito fluida, ela é muito rápida, mas ela é muito regada à técnica. Esse profissional consegue justamente olhar para todo esse cenário e entender um espaço vazio ali na mente do consumidor que pode ser dominado, uma oportunidade de diferenciação que ninguém tá trabalhando, com base numa análise de comunicação.

Esse profissional consegue olhar para o que lá fora, nos outros mercados, tá dando certo e trazer para o Brasil, por exemplo, só que numa visão conhecendo muito o país que a gente vive, Tudo isso faz parte do ato de pensar. E o pensar, a inteligência artificial parece fazer isso por você, mas ela não faz. Quando a gente tá falando que a inteligência artificial, né, o nome— eu adoro inclusive uma definição que eu vi esses dias na internet: a inteligência é artificial.

Ou seja, ela parece, ela é construída, ela é fabricada para que essa inteligência exista, mas ela é artificial. Ela não é exatamente a inteligência que nós seres humanos temos aqui no nosso cérebro, como bilhões de sinapses acontecendo. Ela tenta emular isso. Obviamente ela consegue fazer muita coisa que a gente demoraria horas, dias, meses, e uma capacidade analítica muito forte para fazer isso muito rápido. Mas ela não substitui ainda o ato de pensar.

Por que que ela não substitui o ato de pensar? Eu gosto de falar muito que a inteligência artificial ela é um copiloto, ou ela é uma ferramenta. E como toda ferramenta, você aprende a usar uma ferramenta para usá-la de maneira boa, de maneira eficaz, efetiva. Como todo bom copiloto, esse copiloto te ajuda a direção que você deu, ele ajuda a manter você na rota, ele ajuda a manter você olhando para tudo que você precisa na hora de fazer a navegação.

Mas a navegação é sua, a rota quem definiu foi você. Então, quando a gente para para entender que a inteligência artificial ela tem esse papel de copiloto, tem esse papel de ferramenta, Aí a gente começa a entender que o jogo de terceirizar o nosso pensamento para inteligência artificial não é sustentável. Ah, Galileu, mas tem um monte de gente construindo estratégia de marca usando o Claude do início ao final, tá conseguindo dar nome para sua marca, definindo uma estratégia, definindo conteúdo, ela tá definindo tudo.

A própria equipe do Claude faz isso sozinha, né? O cara de marketing lá do Claude falou que ele não tem equipe, que ele tem 14 agentes de AI que simulam profissionais de copy, de criação, de não sei o quê, Beleza, mas você não é a pessoa que trabalha na Anthropic, você não é a pessoa que trabalha no Claude, você é uma pessoa que não necessariamente viu todos os tutoriais e treinamentos que o Claude, todas essas inteligências artificiais disponibilizam, e você principalmente não tem a mesma carga intelectual de trabalho, de carreira, que aquele profissional que tá no Claude, tá trabalhando, pode usar e conseguir usufruir ainda mais na construção de agentes de AI.

Ele está justamente trabalhando na empresa que é criadora do negócio. Ele não fez os agentes sozinho. É muito ilusório você imaginar que ele, aí, um dia ele pensou em 14 agentes, ele mesmo programou, ele mesmo fez o prompt dos 14, ele mesmo construiu, ele mesmo refinou. Não, ele tem uma equipe da Antropic trabalhando com ele. Ele com certeza trouxe a demanda, os desenvolvedores, os experts que trabalham lá ajudaram a construir os agentes, e ele obviamente como profissional foi lá e refinou cada uma dessas coisas.

Então o ponto, quando você ouve alguém falar de, ah, mas a pessoa fulana está construindo tudo, fulano fez tudo do zero lá, não contou com ninguém, com profissional nenhum, eu tenho minhas dúvidas de o quanto essa estratégia que foi criada completamente do zero ela vai ser eficaz no mercado real, não no mercado artificial. A gente escuta no mercado corporativo uma frase muito boa que é: o papel aceita tudo. Quando a gente principalmente está desenhando orçamentos de marca, quando a gente está desenhando estratégia, a gente fala lá Olha, o objetivo é esse, o resultado esperado é esse, o KPI de sucesso é esse.

Tudo que a gente quiser definir como estratégia e a gente colocar no papel, ele aceita tudo. Agora, se de fato isso é efetivo, se eficaz no dia a dia, a gente vai descobrir quando a estratégia estiver no ar. É a mesma coisa para inteligência artificial. Quando você tiver conversando com ela e você pedir para batizar o nome da sua empresa, por exemplo, ela vai dar sugestões que não necessariamente tem técnica, não necessariamente elas têm um histórico, não necessariamente elas traduzem o que você como empreendedor, como gestor de marca, quer traduzir isso na hora de fazer.

Se você não souber escrever um bom prompt, a gente sabe que a ferramenta de inteligência artificial aceita tudo. Se eu falar quero um nome de marca esdrúxulo que chame atenção, que quando tiver rolando no feed o consumidor pare para prestar atenção na minha marca, ele vai dizer vários nomes e tudo que você pedir ele vai fazer. Então a questão é, nem sempre tudo que ele vai responder para você significa que é bom, que é eficaz, que é efetivo.

Ela simplesmente vai responder para você. Outra coisa que eu quero falar também, antes de prosseguir falando um pouco sobre isso, é que eu também ouvi uma frase, eu não lembro quem foi o autor, mas rolando no mundo das internets, que a pessoa falou o seguinte: a gente tem que sempre lembrar que as inteligências artificiais são um produto. Este produto cobra assinatura e esta empresa visa lucro, e esta empresa quer ter um IPO bilionário, e os donos dessa empresa querem ganhar trilhões de dólares e reais com sua própria invenção, com seu próprio produto.

Esta ferramenta ou este produto precisa ser útil, eficaz, efetivo, sim, porque senão você abandona ele. E esse produto é um produto que precisa sempre te agradar. Então, quando a gente lembra desse viés, que é um produto que ele vai me agradar o tempo inteiro para que eu não cancele assinatura, eu não vá embora, eu continue dando lucro, como empresa, como negócio, o seu olhar sobre a ferramenta muda bastante. Imagina que assim, ele vai dizer tudo para te agradar, para que você continue sendo um assinante das versões pagas.

Ele vai responder tudo que você pergunta, ele vai te dar sugestão de tudo que você pede. Só que isso não quer dizer que são sugestões boas ou são sugestões que vão mudar o jogo da sua marca. Então primeiro a gente tem que ter esse panorama: é um produto que tem que me agradar, e ele vai responder tudo. Uma outra coisa que eu também já vi uma pesquisa, eu vou colocar o link na descrição aqui, que já falaram com algumas pessoas que a inteligência artificial, as respostas da inteligência artificial para a maioria das pessoas que usam são vistas como respostas convincentes, ainda que os dados estejam errados, ainda que não seja a melhor estratégia.

Então, se você tem utilizado inteligência artificial com mais frequência, você deve ter percebido que tem muita coisa que ela sugere, que ela coloca no roteiro, que ela coloca na estratégia, que quando você lê com um olhar mais criterioso e você questiona o resultado, ou seja, você fala: mas de onde você tirou esse dado? Mas por que que você acha que essa estratégia é convincente? Mas se o concorrente A tá usando isso, por que que você tá sugerindo isso igual para mim?

Quem já fez essas perguntas já viu com toda certeza a inteligência artificial te respondendo: Você tem razão, eu não tinha parado para pensar sobre isso. Nossa, você trouxe um ponto que eu não tinha considerado. Nossa, esse dado eu inventei. A gente já viu muito isso. Então eu teria muito cuidado em terceirizar todo o meu pensamento para inteligência artificial e apostar todas as minhas fichas, seja na gestão da marca que já existe ou na criação de uma marca nova, numa inteligência artificial que ela tá aprendendo junto com você sobre a sua marca mas que ela ainda não tem todo o recurso suficiente de análise de mercado.

Então existe sim uma necessidade de você abastecer, treinar, colocar dados. Mas o meu ponto aqui nesse episódio junto com vocês, cidadãos, é que para que a inteligência artificial seja uma copiloto, para que ela seja uma ferramenta que otimiza o seu pensamento, primeiro você precisa pensar, primeiro você precisa saber, primeiro você precisa ter técnica. Para que você possa pedir para inteligência artificial colocar um prompt de batize o nome da minha empresa que vai vender planta, ela vai dar qualquer nome genérico, ela vai dar qualquer nome aleatório, ela vai dar qualquer nome que você pode ler, achar até bonito, até legal, mas isso não quer dizer que é o melhor nome, que é a melhor escolha para sua marca.

Você pode pedir para desenhar uma estratégia inteira de conteúdo e essa estratégia não funcionar em absolutamente nada no seu mercado, porque essa inteligência artificial não conhece você. Aí a gente vai para o próximo tópico, que é contexto. O contexto é o que todos os profissionais que trabalham com inteligência artificial têm falado, que para você ter estratégias muito bem-sucedidas você precisa dar um excelente contexto. E é aqui que mora o ponto alto desse episódio, porque para que eu possa dar contexto eu preciso fazer o quê primeiro?

A definição da estratégia de marca All by myself, sozinho, eu preciso definir estratégia antes para dar o contexto para ela criar depois. Eu preciso definir tom de voz, atributo, eu preciso definir manifesto de marca, eu preciso definir diferenciais, pontos únicos de venda, eu preciso definir a minha narrativa de marca. Tudo isso para ser definido antes. Eu posso até utilizar a inteligência artificial para me ajudar a definir isso, Mas o benchmark de mercado, você que tem que fazer a listagem de concorrente.

O que que você, como estrategista, ao longo de 16, 20 anos de estratégia trabalhando com isso, enxerga que é o forte da marca A, da marca B, da marca C? O quanto de pesquisa você vai ter que realizar com o consumidor, seja qualitativa, quantitativa, para que você conheça mais sobre o mercado, conheça mais sobre as percepções de consumidores reais? Então você vai ter que conversar com as pessoas, você vai ter que construir essa estratégia primeiro, você vai ter que passar por todas as fases de um diagnóstico, de uma descoberta, aquela fase famosa no design think do discovery.

Você vai ter que conversar com o consumidor, você vai ter que ir na rua, você vai ter que observar comportamento, você, porque inteligência artificial ela não vai conseguir emular exatamente o comportamento do seu consumidor. Então imagina que você vende calcinhas E aí você quer fazer uma estratégia para uma marca de calcinhas. Será que o Claude ou qualquer outra inteligência artificial sabe como é que é o comportamento da mulher brasileira que utiliza underwear, que utiliza calcinhas, que utiliza pijamas?

Ele até pode saber, porque ele vai fazer uma varredura no que tá disponível na internet. Até que ponto que tá disponível gratuitamente na internet e que esta IA vai pegar a informação pública faz sentido para o seu próprio negócio? Faz sentido para sua realidade, faz sentido para sua cidade, faz sentido para sua região. Então você vai ter que fazer as entrevistas, você vai ter que conduzir, escrever o questionário. De novo, para passar cada uma dessas etapas, você com certeza pode e deve utilizar a inteligência artificial para criar o questionário, para refinar um pouco dessa pesquisa, como é que você faria, pedir sugestões de entrevistas qualitativas ou quantitativas, como é que você conduziria um grupo focal.

Você pode aprender com a artificial a construir a estratégia. Isso você pode fazer, mas quando você fechar o questionário, quando você começar o benchmark, quando você começar a olhar o que que é de ponto de diferenciação, que tem de oportunidade de mercado, você tem que ler, você tem que interpretar os dados, você tem que dar o input, ou seja, o comando. Então quando você tá construindo um contexto para abastecer inteligência artificial, você vai precisar munir ela de tudo que você já fez previamente para que ela possa construir depois.

Então, quando a gente fala de uma estratégia de comunicação, que é a última etapa, né, a gente tem estratégia de negócio, estratégia de marca e estratégia de comunicação. Na hora que você for desenvolver uma estratégia de comunicação, pedir, por exemplo, para fazer uma sequência de carrossel ou uma grade de conteúdo semanal, um roteiro de TV ou um roteiro de rádio, ela vai ter que consultar o contexto, ou seja, o seu próprio tom de voz, os seus atributos de marca, o seu diferencial competitivo, para que ela possa construir estratégia depois.

Então vocês entendem, cidadão, que não adianta você simplesmente chegar: construa para mim uma estratégia de conteúdo para minha marca de calcinhas que tem 50 anos, para que eu possa ter clickbait, para que as pessoas parem na hora que elas tiverem scrollando o feed lá para ler o meu post. Ela vai criar algo tão genérico que, assim como você que tem a loja de calcinhas aí em Paraupebas, a pessoa que tem em São Paulo, que tem no Rio, que tem em Aracaju, vão receber basicamente as mesmas instruções se o contexto não for dado.

Então, meu alerta aqui para todo mundo que tá falando: a inteligência artificial vai matar, vai isso, aquilo outro. Nada mata nada, né? Quando a televisão chegou, ela ia matar o rádio. Quando a internet chegou, o YouTube chegou, ia matar a televisão. Quando o streaming chegou, ia matar o YouTube. E ninguém matou. As pessoas só se reacomodam. A forma de consumir esses conteúdos muda. As coisas diminuem sim de intensidade. Quem lê jornal hoje É quase ínfimo número se comparado ao passado, mas tem seu público, tem a sua audiência, tem movimento de mercado.

Então a gente às vezes pode ver um comportamento de uma geração que gosta de ler o físico, o impresso, do que só o digital. Tem marcas que estão apelando, por exemplo, para construção de design mais autoral, mais manual do que usar inteligência artificial. Então assim, tudo se reacomoda. Mas o meu alerta aqui para vocês é: não substituam a construção da estratégia 100%. Enxerguem a inteligência artificial como ferramenta, como copiloto.

É excelente você, por exemplo, conduzir estratégias e conduzir entrevistas, por exemplo, qualitativas com cliente ou quantitativas, e você munir esses dados e falar: encontre padrões, veja o que o grupo olhou em consenso. E uma série dessas coisas em que você conseguiu utilizar inteligência artificial para otimizar o seu trabalho. Recentemente a gente fez um trabalho com cliente em que a gente entrevistou 16 funcionários da empresa para pegar a percepção interna de marca.

No passado, eu teria que estar em todas as reuniões, eu precisava ter um caderninho anotando, ó, a percepção da pessoa A, B, C, D, E. Eu precisava anotar tudo que cada um tava falando. Depois eu precisava ficar ali 2, 3 horas lendo tudo que eu anotei para falar, ó, isso aqui, isso aqui é em comum, isso aqui, isso aqui é divergente, isso aqui só apareceu em poucos grupos, isso aqui apareceu em todos os grupos. Para a gente ter uma análise.

Hoje, com inteligência artificial, eu consigo fazer isso rapidamente: encontrar padrão, agrupar resposta, procurar oportunidades. Eu consigo criar um questionário de pesquisa de mercado sem ser necessariamente um expert em pesquisa de mercado. Isso significa que eu vou saber interpretar um dado? Isso significa que eu vou tirar insights dessa pesquisa de mercado sozinho? Não, porque você não tem experiência como um profissional de pesquisa de mercado para ler uma planilha de Excel, para ler um resultado tabulado e falar: essa inteligência artificial tá fazendo certo ou tá fazendo errado?

Gente, existe muita condução errada, muito cruzamento de dado, muita invenção de fonte. Eu mesmo já corrigi 500 vezes. Esses dias eu gravei um roteiro, por exemplo, que ele falou um determinado número lá: o aplicativo tal tem X milhões de usuários. E eu sabia que ele não tinha X milhões de usuários. Eu perguntei, eu falei: bom, De onde você tirou esses X milhões de usuários? E aí ele respondeu: você tem razão, eu inferi com base em algumas matérias que eu li, mas eu não tenho uma fonte concreta para afirmar que este dado é o dado real.

Ou seja, eu como profissional ia falar um dado que ele não é, não existe, ele não tá fundamentado, ele simplesmente ia me fazer passar vergonha. Eu apresentaria para marca, a marca devolveria para mim, provavelmente dizendo: olha, está incorreto, não sei de onde você tirou. E se ele me perguntar, gente, ah, de onde você tirou esse dado? A minha resposta jamais poderá ser feita: ah, eu tirei do Gemini, eu tirei do Claude. Não, você precisa descobrir a fonte desses dados.

Então você como profissional começa a entender como é que se constrói o racional antes para usar inteligência artificial para otimizar, organizar, sugerir novos caminhos, apontar lugares que você não via. Mas não terceirize a sua inteligência completamente e coloque as mãos em uma estratégia de marca, seja uma marca às vezes conhecida. Já falei isso para vocês em alguns momentos nos stories. É muito perigoso você pegar uma marca como Hope, por exemplo, que é uma marca que a gente atendeu, que tem 60 anos de história, eu falar: cria uma estratégia para mim.

O que ela responder, respondeu, e eu apresentar como se nada. É muito perigoso. Então se munam de informação, estudem a técnica de branding, entendam como se constrói marca para depois você entender como é que a inteligência artificial pode te ajudar. Lá no BDPI Imersão São Paulo, que inclusive está com matrículas abertas no dia 24 e 25 de julho de 2026, eu vou ter uma matéria que fala exatamente como é que a gente na Galileu Brand usa inteligência artificial para construção de estratégias de marca.

Eu vou destrinchar um pouco de como é que a gente usa os comandos, mas mais do que o prompt, mais de qual é a inteligência, é a lógica que a gente usa para nos ajudar a ter um trabalho mais bem feito mais eficiente, com mais otimização de tempo, mas principalmente com mais riqueza de cruzamento de informações ou de dados. Mas por trás dessa metodologia que a gente usa lá existem 11 profissionais da Galileu Branding que tem 15 a 20 anos de experiência, que conseguem ler e falar: isso aqui não tá certo, isso aqui a inteligência tá surtando, isso aqui a gente não recomenda, essa parte eu não apresentaria para o cliente, isso aqui não tem fundamento que ela tá falando, com base em que ela tá falando.

Então ter essa inteligência vai fazer com que suas estratégias de AI sejam cada vez melhores. Então se você quer aprender um pouco mais sobre esse, essa forma de usar AI na construção de estratégia, clica no link da descrição, entra na turma do BDP Imersão São Paulo Powered by ESPM. Vão ser 2 dias de aula, 24 a 25 de julho, 16 horas de aula comigo, com professores convidados, e a gente tem um network incrível, né, uma turma que é feita de profissionais que vieram do Nubank, do Itaú, da Natura, da Ambev, de tantas outras marcas conhecidas.

Que vão trocar com você dores em comum do seu segmento, do seu mercado. Quem sabe vocês não vão aprender ainda mais e fazer negócios inclusive com a turma que você tá fazendo parte. Então clica no link da descrição, se matricula, garante sua vaga. Eu quero ver você junto comigo em julho. Então vamos fazer um checklist para você entender como é que vai se utilizar essa inteligência artificial no seu, na sua vida. Primeiro de tudo, aprender técnica, aprender estratégia, ler autores, entender como se constrói, ler BDP, o guia do seu querido influenciador que você gosta, o criador de conteúdo sobre branding, leia Ana Couto, lê Factfulness, leiam, aprendam a lógica, a estratégia.

Não terceirizem o pensamento. O luxo no futuro vai ser justamente todo mundo que consegue ter uma visão analítica que não dependa de uma ferramenta. Terceirizar o nosso pensamento para uma ferramenta é o caminho do fim. Você vai ser um profissional que basicamente não consegue sustentar uma ideia, um posicionamento, uma defesa sem ter que apelar com: eu fiz usando AI, a fonte foi o Claude, a fonte foi o Manus. Não seja esse profissional.

Se você for esse profissional, aí de fato acabou para você, porque você vai ser facilmente substituído por algum outro profissional que tem a técnica e consegue utilizar muito bem inteligência artificial. Segundo, entendeu a técnica? Conduza o processo de construção de marca do jeito que a gente aprende, do jeito que a gente sabe fazer. Conduza as entrevistas, elabore os questionários, faça sua etapa de discovery, entre no site das marcas, Faça o diagnóstico, escute o consumidor, escute o mercado, veja o que os concorrentes estão fazendo e alimente a inteligência artificial da sua preferência.

Alimentou isso, depois você aprenda a construir as perguntas corretas. Como é que eu faço um prompt? O prompt não é: crie para mim estratégia de conteúdo. Você que tem que dar a direção. Eu quero estratégia de conteúdo que exalte o atributo 1, 2 e 3 da minha marca. Que a gente consiga investir R$10.000, R$15.000 por semana para impulsionar esse conteúdo, que causa esse e esse efeito em quem lê, que reforça esse e esse atributo que eu gostaria que a marca ficasse mais clara na cabeça do consumidor.

Torne isso com a linguagem, com o tom de voz da marca. Faça isso com o visual que está anexo ao arquivo do projeto. Me traga 3, 4 opções com títulos que tenham um objetivo de gerar atenção, de gerar reflexão. Olha como é rico um prompt que você escreve e você dá direção. Você sabe o que a marca quer significar, você sabe o que ela quer construir, e aí é você que vai guiando esse processo e não o contrário. Quando você fizer tudo isso, você tiver a estratégia desenhadinha, pronta, o agente abastecido, a estratégia construída, etc., você tiver montando a apresentação, questione tudo o que foi dado, tudo que foi instruído pela inteligência artificial.

Devolva as perguntas: de onde veio esse dado? Por que que você sugeriu dessa forma? Qual foi a lógica que você utilizou? Por que que você sugeriu algo que é parecido com o que a concorrência faz? Qual é a razão de você ter justificado isso? Com base em qual depoimento do consumidor você falou? Isso é um consenso, não é? Isso é só um consumidor que falou dentro de um grupo? O que que a gente precisaria mais para reafirmar nossa tese?

Como é que eu testo essa tese? Dá para a gente ter um caminho alternativo. Questione a inteligência artificial, embora pareça convincente, embora ela dê uma resposta que você lê e fala: nossa, faz muito sentido. Questione. Ela foi feita para te agradar, ela foi feita para renovar o pagamento no seu cartão, ela foi feita para que você trabalhe cada vez mais abastecendo informação ali, para que você fique naquela plataforma e não vá para outra.

Então, até a forma conversacional, que pareceu uma conversa, uma pessoa te recomendando, dizendo também ajuda no efeito psicológico sobre isso. Então questione, não acredite de primeira, não ache que o primeiro resultado é o resultado definitivo. Tenha um momentinho de você olhar aquilo, ir para casa dormir, tomar banho. É importante tomar banho. E no dia seguinte você relê o arquivo e vê se só tá fazendo sentido. Se não tiver fazendo sentido, comece tudo de novo, questione, valide com a própria área de marketing da empresa, faça uma apresentação prévia.

Não chegue lá, você vai passar vergonha, cidadão, se você chegar lá apresentar exatamente o que veio, primeira resposta, primeira oportunidade que veio, o cliente pode olhar para você e falar: não é nada disso, não é isso que a gente construiu, não é essa percepção que a marca tem, não é isso que a gente vê no mercado, não é isso que a gente tem como dado interno, não é isso que a gente tem como dado de pesquisa que a gente compra.

Não faça isso. Se você fizer tudo isso que eu tô falando, com certeza a IA não vai acabar com sua profissão, a IA não vai acabar com a consultoria, porque a gente é pago para pensar. A inteligência artificial não pensa por nós. Ela finge que pensa, ela organiza coisas, ela cadencia informação, mas ela não tem a capacidade ainda, dentro do campo da estratégia, de sugerir uma oportunidade de mercado com base em pesquisas que ela fez no próprio mecanismo de busca ali, no que tá disponível na internet.

Ela não vai enxergar uma oportunidade de mercado. Sabe quando você cria uma marca que é o Nubank, quando foi lá e falou: vou criar um cartão de crédito 100% digital, um banco sem agência, ele não tem anuidade, para que você consiga mudar o mercado financeiro brasileiro. Eu duvido que a inteligência artificial vai te dar essa sugestão. Se você falar: quero abrir um negócio que mude o mercado brasileiro de bancos, ela vai falar: olha, cria um banco que não tem agência, cria um banco que não tenha cartão, que tenha um cartão mas que não cobre anuidade, que ele seja 100% administrado pelo celular e mire no público jovem.

Eu duvido que a inteligência artificial hoje né, até porque esse vídeo é válido até às 23:99 de hoje, que amanhã o Cloud lança mais 40 mil features lá e muda tudo que eu tô falando aqui. Mas até então, o que se sabe sobre estratégia é que ele não vai trazer uma oportunidade de mercado, aquele insight que você tem lendo, aquele, aquela sensação ali que você fala, cara, aqui tem uma oportunidade, aquela palavra, aquela palestra que você ouviu, que você fala, putz, tem oportunidade ali, eu conectei esse, esse ponto, vi que isso aqui pode ser um lugar legal para marca.

Estamos combinados? Se você então— vou fazer de novo, ó, pelo menos você quer aprender como usar IA dessa maneira um pouco mais cautelosa, o BDP Imersão vai ser o lugar perfeito. A gente vai ter um módulo só sobre isso e eu vou trazer exemplo real do como é que a gente usa, os cuidados que a gente tá tendo dentro da empresa, para que quem sabe você não coloque como boas práticas na sua empresa também. Beleza? Se você gostou desse episódio, entendeu que sua profissão não vai acabar e você quer tranquilizar um amigo que é gestor de marca, um empreendedor que tá construindo sua marca, e precisa ser alertado da maneira como ele usa a inteligência artificial para não criar algo genérico, para não criar algo que a gente olha já o texto e fala: ia, não vou nem ler.

Manda esse episódio para ele, dá 3 estrelinhas, dá o like, compartilha, faz tudo aquilo, né, que a gente sabe para fazer o vídeo engajar, dar o hype aqui no YouTube. Manda para esse amigo que eu tenho certeza que depois desse vídeo ele vai voltar e falar: putz, eu não tava usando a inteligência artificial do jeito correto, vou pesquisar mais, vou aprender mais, e principalmente eu vou ler mais técnicas, teoria, autores, para que eu possa aprender como pedir para inteligência artificial.

Combinado? Um beijo e vejo vocês no próximo Branding Tudo Podcast. Esse episódio é um oferecimento de Galileu Branding. Clique no link da descrição e peça já sua proposta. Identidade sonora criada pela Sound Thinkers.

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