🎙️DISCURSO | Presidente Lula visita serviços especializados e unidades móveis de saúde no Rio de Janeiro - 28-07-26
O presidente disse que o Brasil “aprendeu a cuidar de todo mundo” e “não será mais governado para 35% da população que pode pagar plano de saúde”. Acompanhado do diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, Lula enalteceu o SUS e programas como o Brasil Sorridente, o Agora Tem Especialistas e o Farmácia Popular.
Foto: Ricardo Stuckert
Lula
Nívea
Padilha
Tedros Adhanom
- Programa Brasil SorridentePróteses dentárias · Recuperação da autoestima · Tratamento odontológico gratuito
- Acesso a Terapias Avançadas no SUSUnidades móveis de saúde · Farmácia Popular · Dificuldade na segunda consulta
Uma coisa importante para dizer para vocês: nós estamos chegando perto de um momento de eleições no Brasil e tem muitas restrições para que a gente possa falar as coisas. Mas eu queria apenas alertar o seguinte: eu só posso dizer que serei candidato a presidente da República depois do dia 2, no próximo domingo, quando haverá uma convenção e o partido vai decidir se serei eu ou outra pessoa candidata. Hoje eu não estou aqui como candidato a presidente da República, eu estou aqui como presidente da República para falar bem da política que o FUD está implantando aqui no Rio de Janeiro.
Eu não poderia deixar de dizer que nós estamos contribuindo junto com a Prefeitura do Rio, junto com o governador Cláudio Couto, para fazer uma revolução na educação. E eu vou falar que esse hospital aqui e os 6 hospitais federais desse estado estavam sucateados, não funcionava mais, sabe, as UTIs, não funcionava mais as cozinhas, não tinha mais médicos, não tinha mais quase nada. Até o estacionamento dos hospitais federais, os funcionários tinham que pagar para colocar o carro lá dentro, porque isso era administrado pela família Bolsonaro.
Esse é o dado concreto. Esse é o dado concreto. Quem não gostar de ouvir vai ouvir. E o que nós estamos fazendo é uma revolução aqui. Nós estamos querendo dizer: se o Getúlio teve coragem de criar esse hospital na década de 30, de 40, não é justo que alguém tem o direito de destruir um patrimônio que o povo do Rio de Janeiro precisava e que precisa. Porque neste país o pobre não tem que ser tratado como se fosse de segunda classe.
Neste país as pessoas não podem morrer porque estão negras, não podem morrer porque estão pobres, não podem morrer porque são mulheres, não podem morrer porque moram nas favelas. Este país aprendeu a cuidar de todo mundo. Este país não será mais um país governado para 35% da população que pode pagar plano de saúde e diz que paga caro para ter uma saúde boa. Mentira, mentira! As pessoas que pagam bons planos de saúde descontam do Imposto de Renda.
Portanto, quem paga é o povo que não tem o benefício da renda que o Estado não recebe. Esse é o dado concreto desse país e que a gente vai ter que colocar o dedo na ferida, porque tá na hora da gente fazer com que a verdade prevaleçam nesse país e não a mentira ou a fake news. É por isso que eu vim aqui. Talvez seja a última reunião que eu venho ao Rio para discutir saúde, porque eu já vim, eu já vim para cacete, porra. Eu já vi, eu já vi, eu já vi mais a Rio de Janeiro para discutir saúde, porque Era uma profissão de fé minha a gente transformar os 6 hospitais federais do Rio de Janeiro em centros de excelência, centro de excelência.
Eu lembro que uma vez a Nívea me disse, presidente, o Hospital de Bom Sucesso, não sei se foi isso, Tá numa situação muito grave, tá numa situação muito delicada, presidente, sabe? Tem não sei quantos leitos fechados, não tem emergência, não tem cozinha, não tem não sei o quê, não tem não sei o quê. E os funcionários que estão lá não querem que a gente leve uma empresa para administrar aquilo. Eu falei para Panísio, com todo o respeito que eu tenho aos funcionários, porque a minha vida começou no sindicato.
Se o hospital não está funcionando e tem algum funcionário não querendo que a gente administra aquilo de forma correta, quer que continue a bandalheira sem atender o povo, eu vou lá, Lívia, eu vou lá fazer uma assembleia para colocar as coisas no seu lugar, porque o hospital não foi feito para cuidar só dos funcionários, o hospital foi feito para cuidar do povo. E por isso tem que pagar bem aos funcionários para que eles atendam o povo da forma mais decente possível, porque os funcionários também não pode ser tratado como se fosse escravo.
Se nós quisermos exigir que os funcionários tratem bem as pessoas, é preciso pagar o que lhe é devido, mas é preciso que a gente saiba que que a prioridade não é o médico, não é o enfermeiro, não é o presidente da República. A prioridade são as pessoas humildes que vão no hospital à procura de curar uma dor de barriga, uma dor de cabeça, evitar a morte precoce. É por isso que nós estamos fazendo isso dentro do hospital. E eu fiz questão de pedir para Padilha: convide o companheiro Tedros Pra vir ao Rio, pra vir aqui.
O Sérgio não tá traduzindo, ele não tá nem ouvindo coisa, mas eu vou falar, ele vai entender pela minha bronca aqui. Por isso que eu falei pra Dília, traga ele aqui, porque o que nós estamos fazendo aqui é um exemplo para o mundo. E a gente tem que ter orgulho de dizer, não existe no planeta Terra nenhum país com mais de 100 milhões de habitantes que tem um Sistema Único de Saúde que funciona como funciona o nosso SUS? Não tem.
E o SUS não funciona bem por causa do governo, por causa do prefeito, por causa do presidente ou por causa do governador. Na crise da COVID ficou muito claro Que o SUS funciona bem porque os funcionários, os faxineiros, os enfermeiros, os médicos, as camareiras, aquela pessoa mais humilde que lavava o banheiro, teve coragem de trabalhar, passava a vida, que o governo não teve coragem de fazer. E é por isso que o SUS ganhou respeitabilidade.
É por isso que o SUS ganhou respeitabilidade, e é por isso que nós estamos fortalecendo o SUS, para ter orgulho de andar com essa camisa. Eu tenho duas coisas na vida: a camisa do SUS, a camisa do Corinthians e a camisa do Vasco. Não é do Flamengo, do Vasco. Então eu falei: traga o Tedros aqui, Padre, porque o que eu quero mostrar ao mundo é que é possível cuidar do povo pobre. Eu quero mostrar ao mundo que não é por falta de dinheiro, às vezes é por falta de vergonha na cara das pessoas que governam, que não querem fazer prioridade.
Porque governar é decidir. Eu sei que você tem uma quantidade de dinheiro, pouco ou muito, mas tem uma hora que você senta na mesa e tem que decidir para onde vai esse dinheiro. É esta hora que a gente tem que saber se o governo tem compromisso ou não. Para quem que vai esse dinheiro? Se vai para os mesmos de sempre, ou a gente vai permitir que o povo mais humilde, aquele catador de material reciclável, aquela pessoa que tá dormindo na sarjeta porque não teve chance na vida, vai ser tratado no hospital com a mesma fidelia que é tratado um grã-filho que chega aqui?
E nós achamos que essa é a função nobre de médico, a função nobre de enfermeiro, a função nobre de quem se dispõe a trabalhar no hospital. A gente não tem que saber se a mulher que vai fazer o parto é preta, a gente tem que saber que é uma mulher, a gente tem que saber que é pobre, tem que saber que é mulher e tem que tratá-la com respeito e com decência. E se todos os governantes do mundo Tivesse um pouco, um pouco de humildade, tivesse um pouco de compromisso, o mundo seria melhor.
A gente não tava vendo o mundo gastar 3 trilhões de dólares em guerra e nenhum centavo para cuidar da saúde. Quantas crianças morrem de fome? Quantas crianças morrem de diarreia? Quantas crianças morrem de uma simples gripe porque o dinheiro tá sendo gastado para matar e não para salvar vida? Então queria que o Tedros viesse aqui para ele dizer: no país é um país pobre, nesse país já foram exterminados 5 milhões de indígenas que existia aqui quando nós fomos descobertos pelos portugueses.
Nesse país, durante 350 anos, 5 milhões de escravos vieram para cá para trabalhar e criar esse país como nós somos. E ainda hoje são tratados como se fosse segunda classe. Eu falei para uma delegação muterna que eu quero mostrar que é possível, através da vontade política do Estado, a gente não olhar o tamanho, a cor, o quedro, ele rujou, ou a conta bancária. Chegou na nossa mesa, é um ser humano, ele vai ser tratado com respeito, com carinho e da forma mais civilizada possível, porque esse é o papel de quem assuma a responsabilidade de trabalhar e de cuidar da área da saúde.
Ou seja, ninguém deveria fazer uma opção de ser médico para ficar rico. Ninguém deveria. A opção de médico é quase que uma dádiva de Deus, é cuidar das pessoas independentemente de quem quer que seja. E o papel do Estado é fazer com que as pessoas que vão trabalhar no Estado ganhem bem, ganham salário justo para que todo mundo possa se dedicar. É isso que a gente tá fazendo no hospital. Eu sonho, Padilha, Que daqui alguns anos, quando eu tiver mais velho, daqui a 40 anos, quando eu tiver mais velho, que alguém perguntar para mim: o Rio de Janeiro tem um hospital de qualidade?
Eu falo: vá no Hospital de Andaraí, vá no Hospital de Bom Sucesso, vá no Hospital Federal, que tudo vai ser de qualidade, tudo vai ser de qualidade. Porque a gente nada nesse país é criado com facilidade. Tudo que a gente vai fazer para os pobres é difícil. É incrível, o pobre custa muito barato. Não tem nada mais barato do que cuidar do pobre. Mas tudo que a gente vai fazer para o pobre, a máquina, a máquina, o sistema não existe para pobres.
Pobre tá marginalizado. Hoje eu fiz uma reunião lá com Sérgio Padilha. Eu quis financiar carro, sabe, táxi, Uber, motocicleta, e hoje eu fiz uma reunião porque a burocracia é um verdadeiro inferno, sabe. Me parece que o sistema financeiro brasileiro tá habituado a emprestar dinheiro para rico, porque quando o pobre vai lá Precisar de R$10, de R$20, é uma puta de uma exigência. A gente dá o salário como garantia, a gente cria fundo garantidor, e mesmo assim o pobre é tratado como se não prestasse.
Então, gente, é para eu acabar com isso, acabar com isso. Eu tô vendo essa moça aqui, Pedro, essa moça aqui Olha o sorriso dessa mulher. Por que que eu tô mostrando isso? Essa mulher fez um tratamento nos dentes, o Brasil Sorridente, colocou essa prótese maravilhosa. Eu vim aqui e perguntei para ela: escuta aqui, companheira, você tá conseguindo mastigar carne? Ela falou, tô. Tá conseguindo comer castanha de caju? Ela falou, tô.
E amendoim? Tô. Mas, ô Lula, o que eu tô mesmo é beijando para caramba, porque com os meus dentes. E agora, antes de vir para cá, agora, antes de vir para cá, eu fui visitar 3 pessoas que fizeram prótese. No nosso novo esquema de prótese, não faz mais daquele molde que enche aquele negócio na boca e fica apertando o costelo da boca, não. Agora escaneia a boca, escaneia a boca, sabe? Tira fotografia da boca e vai para máquina 3D e faz a prótese.
Gente, as 3 pessoas lindas deveriam ter vindo conosco aqui, as 3. Sorriso, sorriso cinematográfico. E os três dizendo: como é bom voltar a beijar! Eu pensava que era só comer, eu pensava que era só mastigar castanha, mas eu descobri que quando a pessoa coloca uma prótese— tá aqui as nossas dentistas, aqui, ó, tá aqui— quando a pessoa coloca uma prótese, é a recuperação de uma autoestima. Alguém que já teve 120 kg Quando tem 80 kg, aí o cara se sente a pessoa mais feliz do mundo, não é isso?
Alguém que tá com uma dor, como eu fiquei com uma dor, sabe, no fêmur durante 3 anos, com medo de tomar anestesia geral. Quando eu fiz a cirurgia, que eu criei coragem, em 2 dias me tiraram o fêmur, eu já tava subindo 8 degraus na escada. Que maravilha! E Então uma pessoa que com 20 anos de idade já perdeu os dentes da frente, ia ter uma janela por causa da qualidade da água, por causa da qualidade da comida, por causa da qualidade da vida dele.
Essa pessoa não pode mais rir. Você vai no encontro, ela taca a mão na boca. Você não consegue mais beijar, não arruma mais namorado. Ninguém quer namorar alguém que não tem dente, nem mulher quer namorar homem quer namorar mulher. Esse é o dado concreto. E de quem é a responsabilidade? Plano de saúde não cuidava da boca. Nenhum plano de saúde tem problema odontológico. Trata até de outras coisas, mas da boca não trata. Um dia eu cheguei a falar para academia de medicina: por onde entra comida não é tratado como saúde pública, por onde sai é.
É uma loucura isso. Aí criamos o Brasil Sorridente, criamos. E hoje, Padilha, quero te dizer hoje na frente de todos, é a primeira vez desde que eu criei o Brasil Sorridente que eu senti a sensação de desejo completo, quando eu vi aquelas 3 pessoas todas sem dente na boca, e depois com o dente na boca, a mudança na fisionomia das pessoas. As pessoas dizerem: eu nasci outra vez, eu voltei a ganhar gosto pela vida. É isso que a gente sente quando a gente vai no médico.
A Nídia sabe, foi a primeira conversa que eu tive com a Nídia. Vamos criar o Brasil, assistem, agora tem especialista, porque a gente, o povo pobre, precisa da maldita segunda consulta. Por que que nós criamos o SAMU? Porque o cara era atropelado e morria sem socorro. Por que que nós criamos o Farmácia Popular? Porque o cara ia no médico, o médico dava receita, ia para casa, colocava a receita embaixo do travesseiro, morria sem poder tomar o remédio.
Depois nós criamos o Farmácia Popular. A pessoa ia no médico, dava consulta, comprava o remédio, mas faltava a segunda consulta, o especialista. Aí quando a secretária da, da, da, da UPA Sabe, o doutor da primeira consulta ia marcar o especialista a daqui um ano, daqui dois anos, daqui dez meses. A pessoa voltava para casa para morrer. Aí às vezes conseguia depois de dez meses ir no especialista. Chegava no especialista, ele olhava a pessoa, falava: tá precisando fazer uma ressonância magnética, tá precisando fazer uma angio, não sei das quantas aí.
Aí a moça voltava no balcão, o carro, a pessoa doente voltava no balcão: olha, ele mandou eu fazer uma ressonância magnética, dá para marcar? A mocinha lá, só daqui a 11 meses. A pessoa voltava para casa para morrer. Eu fiquei pensando: porra, Nívea, vamos fazer, vamos fazer a segunda consulta, sabe? Foi demorado, foi difícil. Porque não é fácil fazer as coisas nesse país não. Finalmente a gente tem, eu vi os números aí, 150 carretas.
Se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha. Se o pobre não pode ir no médico, a gente vai lá, sabe? 880 vans ambulatoriais, odontológicas. Não é para ficar esperando no gabinete o cara ir tratar do dente. Não, nós temos que ir na periferia, é na favela da Maré, é no Chapéu Mangueira, é na Rocinha. Sei lá que tá o sem-dente, é lá que a van tem que estar para fazer o tratamento dele, para tratar dele, fazer limpeza no dente, fazer tratamento de canal, fazer obturação.
Até ortodontia a gente pode fazer, até. E depois escanear a boca, escanear, tirar fotografia da boca, e depois fazer um dente bonito. Isso é luxo? Porra nenhuma! Isso é obrigação moral. Tá aqui a nossa companheira, nossa secretária de saúde, saúde robótica, saúde. Ela é professora titular da USP, tá? Ela é dentista da USP, tá? Então hoje, isso é luxo? Não é luxo. É apenas dar direito à pessoa. Por que que o cara pode encher a boca de ouro e vai colocar dente de porcelana em Londres e vai colocar na Itália, e o porra do pobre não pode colocar um dente aqui de qualquer coisa que seja?
Por que que não pode? Então eu falei para Lila: traz o Ted, o Ted tem que conhecer, porque ele conhece país rico e país pobre. E eu duvido que tem algum país rico que faça o que a gente tá fazendo. Pode ir a Londres, pode ir a Paris, pode ir a qualquer lugar. Vai Nova York, vai Nova York, para também ter o povo da periferia ter o tratamento que estão dando aqui. Vá, vá tentar pegar uma ambulância lá em Nova York para ver quanto custa.
Vá. Aqui não, aqui o SAMU é de graça e a gente não escolhe. Ninguém pede carteira profissional, ninguém pede conta bancária, ninguém pede extrato. Tá doente, precisou, tá o SAMU para tratar de você. Ainda falta coisa, falta muito. Eu sei que falta muito, eu sei que quanto mais a gente faz, mais vai ter que fazer. Mas o dado concreto é que esse país é pobre, mas esse país tem que assumir o compromisso. É a primeira vez na vida que esse país tem um presidente metalúrgico que não tem diploma universitário.
Eu só tenho primário, doutor, só o primário e um porrinha de um curso de torneiro mecânico no Senai. E eu quero provar, eu quero provar que é o seguinte: a gente tem que saber, tem que saber o que que a pessoa sofre. A pessoa tem que saber como é que vive o pobre. Eu lembro do, olha, o senador Dornelles, uma figura que eu gostava, ou eu gostava do Dornelles. O Donelli foi eleito senador. Eu fiz amizade com Donelli e uma vez o Donelli falou para mim: ô Lula, você sabe que eu não sabia que o Rio tinha tanta gente pobre?
Eu só fiquei sabendo na campanha que eu comecei a subir o morro e percebi a pobreza. Porque a elite não sabe, a elite nasce de costas para o morro e de frente para praia. Ou para o aeroporto, sabe? Mas passa onde mora o povo que trabalha na casa dele? Você acha que algum patrão pergunta para empregada doméstica: ô menina, sabe como é que tá teu filho? Como é que tá a tua barriga? Você tá com dor de barriga? Como é que tá teu marido?
Você acha que alguém pergunta? Pergunta nada, pergunta nada. É esse país que nós precisamos mudar. E por isso, Pedro, por favor, Não tenha vergonha de dizer que você conheceu um país pobre, mas governado com dignidade. E na hora de discutir saúde, a gente não tem medo de discutir com ninguém. Cada pessoa pobre, cada um de vocês que tá aqui, cada um de vocês que tá aqui, se precisar fazer radioterapia, há 3 anos atrás você morria tentando fazer.
Agora vocês vão ter um tratamento numa máquina tão moderna que se o Trump tiver que fazer, vai fazer na mesma máquina. Se o Xi Jinping tiver que fazer, vai fazer na mesma máquina. Se o Lulinha tiver que fazer, vai fazer na mesma máquina. Porque vocês não são pior do que nós, vocês são iguais. E sobretudo, vocês são a razão da gente existir. Por isso a gente tem que cuidar de vocês com muito respeito, com muito amor e com muito carinho.
Padilha, parabéns, querido! Parabéns, parabéns, porque nós vamos mostrar que tudo é possível quando tem vontade política. Tudo é possível aqui nesse país, Pedro. Em 1846, o imperador tentou fazer um canal para tirar 12 milhões de pessoas do Nordeste da seca. A região que eu morei. Um canal que tem 740 km de extensão, 15 mil km de adutora. Ninguém deixava ele fazer quando eu assumi a presidência em 2003 e falei: eu vou fazer. E já tá pronto o Canal do São Francisco, levando água para 25 milhões de pessoas pobres.
Então, recuperar a saúde do Rio de Janeiro, recuperar os hospitais federais é dar decência ao povo do Rio de Janeiro. E eu acho que a gente não completou a obra ainda, mas o que estamos fazendo é um começo maravilhoso, é um começo maravilhoso. E nós vamos ser exemplo de como tratar do povo mais necessitado desse país. Um beijo no coração, obrigado a vocês, obrigado Padilha, obrigado Tedros, obrigado governador, obrigado prefeito.