Episódios de Mil e uma TrETAS

#112 - A CIÊNCIA DA FELICIDADE NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS | Leonardo Fraiman e Mariana Arasaki

19 de maio de 20261h15min
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Entre tantas teorias, palpites e fórmulas prontas sobre como criar um filho, talvez a grande pergunta continue sendo: como educar crianças emocionalmente saudáveis em um mundo tão acelerado, ansioso e cheio de excessos? No episódio de hoje, a gente fala sobre limites, frustração, autonomia, propósito, inteligência emocional e sobre o quanto educar um filho também transforma quem a gente é no processo.

Porque, no fim, criar uma criança nunca é só sobre ensinar — é também sobre revisitar a própria infância, rever certezas e aprender junto.Pra essa conversa, recebemos o psicoterapeuta, escritor e especialista em educação e comportamento familiar Leonardo Fraiman (@leofraimanoficial) e a criadora de conteúdo, mãe de 13 filhos, Mariana Arasaki (@amordemami).Um episódio sobre presença, escolhas, afeto, responsabilidade e os desafios reais de formar seres humanos em tempos de tanta pressão e imediatismo. #publicidade

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Assuntos3
  • Desafios da MaternidadeA Jornada de Ter 13 Filhos · O Puerpério e o Baby Blues · A Importância da Rede de Apoio · Autonomia e Individualidade dos Filhos · A Dinâmica entre Irmãos · O Papel da Fé e da Oração · Burnout Materno
  • Felicidade e propósitoRedução da Felicidade e Aumento da Depressão · Impacto da Violência e Notícias Ruins · O Papel das Redes Sociais · A Importância do Autoconhecimento e Valores Pessoais · Prática da Gratidão · O Poder do Silêncio e da Oração · A Busca por Propósito
  • Proposito e Planejamento de VidaNão Fazer por Eles · Valorizar Todas as Profissões · Cultivar os Gostos e Curiosidades · O Propósito de Servir · A Importância de Agregar Valor
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O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O

Entre tantas escolhas diárias que a gente faz dentro da maternidade, sejam elas conscientes ou não, vira e mexe a gente se pergunta será que eu estou tomando as melhores decisões para educar meu filho? Porque por mais que os dias e até mesmo os meses passem de uma forma muito corriqueira, é no acúmulo dessas escolhas do dia a dia, sejam elas grandes ou pequenas, que a educação que a gente quer passar para os nossos filhos vai sendo construída.

Só que dentro dessas nossas incertezas e inseguranças, a gente acaba entendendo na prática que educar um filho não é um processo linear. Ainda mais quando a gente compreende que para educar uma criança, a gente acaba revisitando quem a gente é, quem a gente foi e principalmente quem a gente ainda precisa.

precisa aprender a ser. E no meio de tudo isso, a gente vai tentando e aprendendo a ter mais paciência, a colocar limites e aprendendo a lidar com a frustração, inclusive com a nossa própria. Porque a gente fala muito sobre criar filhos, mas pouco se fala sobre o quanto os filhos também criam a gente, revelando as nossas fragilidades, as nossas certezas, as nossas incoerências e nos obrigando a encarar isso tudo.

Eu sou a Júlia e sou a mãe da Cora. E eu sou a Tayla, mãe do Francisco e da Tereza. E esse podcast é Coisa de Mãe.

Essa jornada que é a educação das nossas crianças, que não é feita só pelo núcleo familiar, como também a escola e a comunidade que ela está inserida, é uma conversa que rende muito. E a gente sabe que vocês super gostam de conversar com a gente sobre o tema, por isso a gente trouxe aqui o psicoterapeuta, escritor e palestrante que fala sobre educação e comportamento com adolescentes e famílias, Léo Freiman.

E ela que vive a aventura, se eu posso falar isso? Tenho licença poética pra falar isso. Meu olho tá tremendo aqui, ó. Só de pensar, Mariana. De educar 13 filhos. Sim, vocês ouviram certo. 13 crianças, a criadora de conteúdo do perfil Coração de Mami, Mariana Arasaki. Acertei. Sejam muito bem-vindos. E a nossa plateia, né, que tá aqui hoje maravilhosa.

animada para essa conversa vou começar porque você tem um livro que eu adoro orgulho de ser mais chata que a gente estava falando aqui que eu sou oficial chata ela sentiu abraçada me sentir porque o dia inteiro são o dia inteiro é o dia inteiro não vou mentir não quis dar uma mentira aqui mas o dia inteiro meus filhos me chamam de chato e você falou

Que bom, senão você me confala um pouco mais. É um dos maiores elogios que uma criança pode fazer a uma mãe dizer que ela é chata. Porque não tem como educar no gostosinho. Você não vai aprender nem matemática, nem flauta e nem a virar gente.

Só com base no gostosinho, no fácil, no leve. Então, uma mãe chata é uma mãe consistente. É uma mãe perfeita, louca, que se perde, que erra, que acerta, que está sempre buscando, porque somos assim humanos. Mas é aquela mãe que não abandona a sua missão de formar um filho.

Por causa do todo mundo do hoje em dia ou por causa da preguicite aguda que tem tomado conta de muitas famílias hoje em dia. Então, quando um filho fala, você é chata, o que ele está dizendo? Você está fazendo com que eu me esforce.

Porque para eu ter músculo, eu preciso ter uma força. É chato, mas aí tem o gozo, tem a vantagem, tem o ganho. A mesma coisa com o cérebro. Então, esse esforço da criança se tornar gente é chato, é duro, é difícil. Mas é mais chato, mais duro, mais difícil não fazer.

E tem que frustrar mesmo, né? Eu adorei que antes da gente começar, quando a Tayla olhou pra ele e falou assim, ai, eu te acolhido com o nome do seu livro e tal. Você fala, pior do que uma mãe chata, você falou pra ela. É a mãe que não se preocupa. Muito pior do que ter uma mãe chata é ter uma mãe que não se importa. Não se importa, né? Porque você estava falando de criar filhos, né? Eu acredito que existem quatro dimensões, Julia, de formação humana. Você tem o ter filho.

que é o evento biológico ou de adoção. Você tem o criar filho, que é comida, roupa, condições básicas, higiene. Você tem o educar um filho, que é você fazer tudo isso e transmitir valores. Mas tem o formar um ser humano. Bom, aí, pedia forma, me dizer. São dimensões. Por exemplo, tem muito pai que para aqui no criar.

formar, o que é formar um ser humano? É preparar um ser humano para servir à sociedade. E se você olhar, uma pessoa que não serve à sociedade, não serve para viver. São as pessoas que atrapalham a sociedade. São as pessoas que vivem na umbigolatria. O mundo me deve. O mundo tem que fazer por mim. E, infelizmente, até como um movimento de desempoderamento feminino, o mundo tem que fazer por mim.

Criou-se essa narrativa de nasce uma mãe, nasce uma culpa. Isso não é uma verdade absoluta. Na Suécia, pergunte se a mãe tem culpa. Porque lá se divide a educação, a mulher e o homem. Lá você tem uma licença de maternidade e paternidade de meses. Então tem toda uma construção de divisão de tarefa, de empoderamento feminino.

Então, não tem nada que desempodera mais a mulher do que você criar uma culpa indevida de dívida descabida. Só que é isso que muitas vezes a mulher não percebe e aí ela acaba tendo um filho de 4, um de 14 e um de 44. Porque como... O pai, no caso, se você em casa não pegou, é o pai, ele está falando do pai. Exato. Por quê? Porque muitas vezes a mulher não fala as três palavras mágicas. Não quero mais.

Porque a libertação da opressão, do machismo, ou seja, o nome que você quiser, começa com você perceber, essa vida me serve, essa vida me cabe. Por isso que eu gostei de você falar, Taila, de que educar um filho é também se perguntar assim, que tipo de pessoa eu quero ser? Eu quero ser aquela mãe coitada, massacrada, aquela mãe que está à margem da vida, sujeito oculto na oração, ou eu quero ser uma mãe protagonista?

Quantas vezes eu não vejo no consultório a mãe e a mãe e a mãe diz, mas eu trabalho, eu fico longe do meu filho. Você tem que ter orgulho de trabalhar, você traz sustento, você traz condições para o teu filho, você está dando o exemplo de uma pessoa que acontece, que vive. Mas não, a narrativa é... De culpa. Primeiro, olha que loucura. Teu filho é a coisa mais importante da sua vida, que tem dois erros. Primeiro, você transformou teu filho em coisa.

E aí você depois começa a exigir que se o teu filho chegar em sétimo lugar na corrida, ele tem que ganhar medalha. Aí o teu filho tem que ser perfeito. Aí o teu filho não pode errar. Aí o teu filho vira o quê? O teu boneco de satisfação. E aí se o professor der a nota ruim, carteirada. Se o zelador ligar no teu prédio, porque ele está tocando louco no hall, você manda embora o zelador em vez de ligar. Desculpa, senhor Manuel, pode deixar que eu vou conversar com o meu filho. Então é essa loucura que virou educação.

Uma educação baseada na umbigolatria e no desejo de servir a criança. Quantas situações a gente vê assim, né? E a gente está enlouquecendo as nossas crianças. Não, com os professores, né? Quantas notícias. O próprio caso do estupro coletivo lá dos meninos, como é que essa mãe não foi lá e levou essa criança que sumiu? Levou pra Disney! Levou pra Disney! A gente vive hoje... Socorro! A gente vive hoje uma apologia generalizada da violência.

Os estádios viraram arenas. Pega hoje nos streamings as séries e filmes mais vistas, violência. Pega os jornais, violência. Pega nos bares, programação, violência. Então a nossa sociedade tem uma relação meio esquizofrênica com a violência. Todo mundo diz, não, eu quero ter paz, mas o tempo todo consumindo violência.

Você liga o noticiário de manhã, é o quê? Violência. E as pesquisas mostram, olha que loucura, que 13 minutos de notícia ruim aumenta em 37%, achando que você tem um dia ruim.

E aí a gente fica perdido entre a vida do Instagram perfeitinha, que vocês, mães reais, né? Porque toda mãe real acorda com o filho que não acorda, que acorda que vai fazendo lição no carro. Quero muito ouvir essa dinâmica, pelo amor de Deus. Emprivo o meu trabalho. Vem, moleque, isso aqui e tal. E aí cai, vai tomando... Comida no carro, é. Vai comendo, caiu a banana, enfim. Mãe, volta que esqueci meu trabalho. Enfim, isso é a vida real. Mas ninguém posta essa loucura.

Claro. Ninguém posta essa loucura. Então a gente fica perdido entre a vida perfeita e as mães se comparando e se sentindo todas. Ah, você não é magro o suficiente, você não é boa o suficiente, você não é presente o suficiente. Se comparando e competindo. Horrível, autoestima lá embaixo. Com a violência. E a vida horrorosa da violência. E a vida nem é tão horrível como os noticiários mostram e nem tão perfeita como o Instagram. Ou seja, tão perdido. Sabe o que eu falo? Não, ao contrário, sabe o que?

A gente precisa se encontrar aqui dentro. Eu falo para minhas pacientes, fique um mês realmente longe de rede social que não presta. O que é isso? É olhar de todas as suas amigas que você segue ou conhecidas, escolhe realmente aquelas que assim, esse perfil me agrega, esse perfil me ensina, esse perfil me entretém. Eu saio melhor ou pior depois de consumir, né? O resto tira.

Tem que fazer uma curadoria, porque o que a gente vê, a gente se torna por uma célula no espelho, que chama célula espelho. Se eu começo a rir para você, eu estou falando sem motivo nenhum, você vai começar a rir para mim. Porque é natural que o teu cérebro me espelhe. Então, quando a gente fica vendo muito um conteúdo que nos faz mal, a gente se sente um lixo.

E isso para quem tem filha adolescente, então, pelo amor de Deus, você já vem menina hoje com 8, 9 anos fazendo skincare. Para! Para tudo! Você vê meninas com 12 anos querendo fazer cirurgia plástica, o corpo nem está pronto. Isso é uma violência.

Então, se a gente está perdido, não tem outro lugar que a gente vai se encontrar, senão aqui dentro. É a mãe falar assim, peraí, quais são os meus valores? Quem eu sou? E que tipo de mãe eu quero ser? Os meus valores. Se eu sou mais religiosa, se eu não sou religiosa, se eu acredito em ir para o parque, se eu não acredito. Porque para quase qualquer tema que você colocar hoje na internet...

Você vai ter N polêmicas. Toma creatina, não toma creatina. Ai, pode secar o cabelo, não pode secar o cabelo. Dorme com o cachorro na cama, não dorme com o cachorro na cama. Ai, pode dormir com o bebê no quarto. Não pode dormir com o bebê no quarto. Então é uma loucura.

E não tem outro lugar de paz que não o conforto do nosso silêncio, do nosso coração. Eu falo muito para as mães, quando você estiver muito em dúvida, fecha o olho, põe a mão assim e pergunta assim, o que realmente eu sinto que é o melhor a fazer? O que vai me dar mais orgulho de fazer?

O que Deus gostaria do fundo que eu fizesse. Cara, isso é muito mágico. Porque você diminui os umzumzum do mundo, do hoje em dia, do outro, do agradar. E você começa a se escutar. E essa sabedoria é o que nos trouxe até aqui por milênios. E a gente está perdendo.

Acho que vieram muitos lugares pra gente ir, né? Visitar, amor. Pra gente voltar e consultar. Mas, assim, pensando no tema do episódio do formar um ser humano, né? Pra além de ter um filho, criar e educar e formar um ser humano. Como é que forma 13 seres humanos?

Conta pra gente, Mari. Como é que... Como aconteceu a sua jornada até aqui? Bom, ter 13 filhas. Eu sempre tive um sonho em ser mãe. Nunca tive um número. Então você fala assim, algum dia você sonhou com algum número? Não, nunca. Eu sempre deixei... Eu sou católica, então eu deixo Deus agir na minha vida. E eu decidi, junto com meu marido, viver exatamente a promessa que a gente fez no altar. De aceitar todos os filhos que Deus fosse nos dar.

Então, hoje estamos com 13 crianças. Então, assim, é uma jornada, sim, realmente muito difícil. Especialmente porque o que eu mais escuto hoje é Nossa, quem coloca tanto filho nos dias de hoje com esse mundo tão cruel? E é exatamente esse ponto que eu quero chegar. Eu quero colocar os meus filhos para que eles possam fazer a diferença no mundo cruel. Que eles possam mudar essa narrativa.

E hoje, infelizmente, as pessoas deixaram de educar os seus filhos, né? Então, hoje, a lei do menor esforço, na hora que você está criando uma criança pequena, ela é legal, ela é bacana, só que essa conta vai chegar no futuro. Com certeza. Que é exatamente o que a gente vive hoje. Adolescentes e uma juventude sem caráter, sem posição, muito se falha em empatia, e temos a geração menos empática da história.

que mais egoísta, e eu falo isso o dia inteiro para as minhas filhas, nós temos que fazer o bem sem olhar a quem. Você tem que fazer o que é certo. Ninguém nasceu para ser 100% feliz. Eu não conheço uma pessoa hoje que fale, você é 100% feliz? Eu não sou. Mas eu faço das minhas dificuldades a minha alegria. Quando você tem um propósito na sua vida, isso muda o seu gatilho. Eu sinto muito que essa geração não tem propósito. Não tem.

Eu acho que é um dos grandes faltas que eu vejo, assim, geral conversando, é falta de propósito. Geral da vida, de nenhum propósito. Não tem... Então, você se baseia na sua vida em quê? Em nada. Quando você deixa de ter um propósito, algo maior pra você acreditar que vale a pena essa vida...

Então você deixa a sua vida... Ah, tá, tudo bem. Ah, não vai dar certo. Ah, puxa. Ah, tá, tudo bem. Você fica naquela mesmice, sabe? Sem amor, sem entusiasmo, sem valer a pena. Gente, eu tava vendo que essa geração deixou de ir pra balada. Tinha coisa mais gostosa na vida do que a gente ir pra balada, dançar, se divertir com as suas amigas. A gente tava falando disso hoje em dia, você falou. Ninguém vai mais, né? Ninguém mais faz nada. Vamos fazer yoga e tomar matcha.

Não, isso falando dos saudáveis, porque a maioria fica trancada dentro do quarto, num celular, num jogo. Ah, não, aí... É uma geração vítima de um processo crescente de anestesia. É. Porque a hora que você tem tudo, pode tudo, e você acha que você é tudo, você matou o desejo da pessoa.

Porque, por definição, o desejo vem da falta. Por que eu bebo água? Por que eu quero tomar sol? Porque tem uma falta. Então, esta culpa enorme colocada nessa narrativa de mercado em cima de pai e mãe, que você tem que fazer o teu filho feliz a qualquer custo o tempo todo, foi anestesiando as crianças.

Junta com isso, violência nas grandes cidades, diminuição do número de filhos e de convívio. Fica aí um caldeirão, que somado à falta de lideranças, quem é o líder hoje no Brasil? Quem é o líder que um jovem hoje pode falar, nossa, aquele cara é bacana, aquela moça é bacana para seguir? É muito difícil a gente estar com mais contato.

mas a gente está com muito menos convívio. E isso, segundo Martin Seligman, que foi presidente da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria, é um dos maiores motivos para a diminuição geral da felicidade. Só para você ter uma ideia, tem um autor que se chama Tauben Shahar, ele estuda a ciência da felicidade. Ele fala que em 1960 para cá, a gente está dez vezes menos feliz e mais deprimido.

Aff, dez vezes? Dez vezes. O número... Na tua infância, você conhecia a criança deprimida? A criança que se cortava? Era absolutamente raro. Por quê? Porque a criança era educada em comunidade. É porque na nossa infância, você tinha contato. Você brincava. Hoje, as crianças não brincam.

Então, assim, você vai pra festinha, você vai pra eventos, não importa onde você esteja. Se você ver um grupo de crianças, elas estarão todas isoladas num canto, num celular. Quando eu vejo isso, a primeira coisa que eu falo é, pode parar, me dar o celular e vamos brincar. Na minha casa, no meu convívio, todo mundo brinca. O seu mais novo até o mais... Qual que é a janela? A minha mais velha tem 14 anos e a minha caçulinha tem 5 meses.

Então, eu tenho 14, 13, 11, 10. São aí 15 anos, grávida ou amamentando, né? Isso.

e todas as idades e todas as faixas e ainda para você na prática a fase do educar né assim formar educar qual até então né até os 15 qual a fase mais difícil adolescência

A adolescência, ela é uma fase que assim, que ela desgasta muito a mãe, tá? Só que se você educa bem o seu filho de pequenininho, você passa pela adolescência com menos embate com o seu filho. Por quê? O que acontece na adolescência? O seu filho, ele começa a entrar naquele negócio, naquele buraco interno nele, e que ele fala, eu gosto da minha mãe, mas eu não quero ela por perto.

É exatamente isso que seu filho faz. Então, o meu filho, ele virava para mim e ele vai te ignorar. Você já não existe. Só que assim, se você faz o seu trabalho bem feito na infância, como seria o seu trabalho bem feito? Conversar com o seu filho, puxar papo. Se é aquela mãe cara presente, é aquela mãe chata mesmo. Nós temos que fazer papo.

ter convívio e não só contato, né? Sim, tem que fazer tudo. Brincar, conversar, ter um momento do filho único, não importa quantos filhos você tenha. Tem um momento de você sair com o seu filho. Filho, o que você quer conversar? O que aconteceu? Essa conexão, esse amor que eu crio os meus filhos. Então, assim, quando o meu filho, ele passou duas semanas meio que me ignorando, porque ele estava exatamente vivendo esse buraco negro interno dele, eu fui tentando conquistá-lo. Filho, você quer conversar? Não.

Filho, o que aconteceu? Nada, tá bom. Aí eu entendi, é o tempo dele, eu vou respeitar o seu tempo, saiba que eu estou aqui. Passaram-se duas semanas, ele chegou pra mim pra conversar, aí expôs tudo que tava acontecendo com ele. Mas assim, se eu não tivesse conquistado esse território na infância... Não era agora, ele não ia voltar na adolescência.

Isso é um dado também, né, Léo? Tem um dado da primeiríssima infância que... Tudo que a gente vive nos primeiros seis anos de idade, o cérebro é um pouco como uma árvore. Já viu uma imagem de um cérebro de lado? Cérebro, pulmão e árvore é a mesma coisa.

O formato é em termos de galhos. Então, nos primeiros seis anos, você forma os primeiros galhos da sua mente. Tudo que acontece ali, naquela fase, e que tem uma carga forte emocional, forma uma base de quem você vai ser.

E você viu que é interessante como a Mariana falou? Olha, filho, se a gente fizer isso, vai ser assim. A Sado falou como uma adulta. Não fala assim, ai, filho, então, por que você precisar de pais assim? Porque se você não quiser conversar com a mamãe, você quer que eu te dou um Playstation? Daí você conversa. Então, tem uma adulta. Tem uma adulta. Você vê a energia dela? É uma energia de uma mulher, não é de uma menininha.

Bom, para educar 13... Sim! Eu vou lá fazer, vou fazer, vou fazer aula lá. O Mil e Uma Tretas gosta de falar sobre as tretas que ninguém fala, né? A ideia é essa, trazer as dores, os desafios, para que as mulheres não se sintam ainda mais sozinhas pelo caminho. E uma treta que pouco se fala, mas muito se vê durante a gravidez e no pós-parto, é a incontinência urinária.

Vocês sabiam que mais de 10 milhões de brasileiros sofrem com isso? Que 45% das mulheres com mais de 40 anos têm perda de urina? E que só 30% das pessoas afetadas procuram ajuda? Pois é, a gente precisa falar sobre isso.

Vocês conhecem a Big Frau? Eu fui apresentada no meu pós-parto, saí do hospital usando a Movement Feminina, que é uma roupa íntima descartável com cintura elástica modeladora que absorve em segundos e inibe até 100% dos odores. E foi uma grande aliada no meu perpério.

Essa preocupação eu não tive. E nem eu, porque marida me indicou e eu já fui pra maternidade levando a minha. E não é só sobre a urina, né? No pós-parto tem uma série de líquidos, fluxos, coisas que a gente simplesmente não foi preparada pra lidar. E é aí que a Big Frau entra.

com uma linha completa para diferentes necessidades e níveis de absorção. Então, vamos normalizar essa conversa, minha gente? Porque a incontinência pode acontecer em várias fases da vida da mulher. E tem tratamento como exercícios pélvicos, além de produtos específicos que proporcionam conforto e segurança durante o processo.

E isso muda tudo, porque quando você se sente segura, você vive melhor, você sai, trabalha, encontra suas amigas, sem ficar refém de uma preocupação que ninguém vê, mas que pesa demais. E acho que esse é o ponto, a gente não precisa dar conta de tudo sozinha, nem das tretas que ninguém fala. Tem informação, tem solução e tem marca pensando nisso com muito respeito.

Então a gente vai deixar o QR Code na tela para vocês saberem mais sobre os produtos. E se você está passando por isso ou conhece alguém que esteja, compartilhe esse trecho. Porque falar sobre isso também é cuidar. O que a gente hoje mais recebe no consultório das crianças é solidão. Porque educada a trabalho, as pessoas estão varrendo cada vez mais pais e mães para a escola.

uma relação esquizofrênica também com a escola, que eu quero que dê valores até que dê o limite, aí eu vou dar carteirada porque eu estou pagando e filho meu não pode passar por isso. Hoje os professores estão massacrados. Tem muito professor hoje que já fala assim, parece que eu não estou indo para uma escola, eu estou indo para um hospital psiquiátrico. Uma laudolândia generalizada, porque tudo virou laudo, sendo que, só para dar um exemplo do TDAH,

No mundo, geneticamente, você tem 6% de pessoas com TDAH, dificuldade de atenção e hiperatividade. Só que hoje, numa classe de aula, você vai ter cerca de 80 a 90. Por quê? Só eu. Porque o planeta está viciado em tela.

É só você olhar na recepção de um dentista, é só você olhar no metrô, qualquer lugar que a gente pode ficar do celular e não vai ser roubado, porque hoje em dia as pessoas só não ficam na rua porque vão ser roubadas. Um milhão de celulares roubados por ano, mas isso é outro tempo. O que acontece?

Ter filho, quase todo mundo quer. Educar e formar filho, quase ninguém se dispõe. Porque dá trabalho, é sobre presença. É aquela diferença entre parentesco, que é o laço de sangue, e familiaridade, que é o laço de amor.

É laço de afeto. Tanto que quando a gente chama alguém, às vezes até o chefe se fala, pô, esse cara é um pai pra mim. Você gosta muito de uma pessoa, pô, você é minha irmã. É praticamente da família. Então, o laço de amor, ele é até maior muitas vezes que o laço de sangue. Então, isso que a gente está perdendo, a gente vê hoje, muitas vezes, pais e mães culpados, exaustos, que não se dispõem a educar de verdade e varrem para a escola.

mas não aceitam. E muitas vezes o que essa criança está sofrendo? Solidão. Por que uma criança se corta? Porque a dor na alma, no coração dela é tão grande que é mais fácil lidar com uma dor física que me distraia do barulho de me sentir uma porcaria, de me sentir indesejado, de me sentir não olhado, de me sentir humilhado de estar vivo. Então, você imagina a dor dessa criança.

Então, para mim, a dor número um das nossas crianças, dos nossos adolescentes, é solidão. As pesquisas mostram, por exemplo, que 70% das meninas hoje não gostam da sua aparência.

Uma em cada quatro crianças e adolescentes sofrendo bullying. Uma em cada oito sofrendo cyberbullying. E num país em que a valorização do professor é a pior do mundo. É a pior classificação de avaliação de professor do planeta. Isso é um absurdo. Então, assim, a gente está indo, é o que eu falo, a gente está indo para um abismo. A grande questão é, a gente está indo para um abismo.

A gente vai cair num mundo muito perigoso. Só que tem gente que está empurrando coleguinha, tem gente que está só assustada, tem gente que está criando asa e tem gente que está ensinando os outros a voar. E é para a gente parar para pensar que lugar a gente vai ter nessa caminhada para o abismo. Porque a gente tem países como China, Japão, Coreia, que estão pensando já em 2040, 50.

que tem pleno emprego, que tem tecnologia, que tem formação. E aqui no Brasil a gente nem entendeu o tamanho do problema que a gente tem. Aí você fala assim, Léo, mas com tudo isso, como é que você mantém a esperança e trabalha com saúde mental, com educação? Aí eu falo, como não trabalhar com saúde mental e educação? Se a gente não fizer a nossa parte, a gente vai ser parte do problema, é o que a Mariana falou. Ou a gente assume uma posição com coragem, com esperança.

e volta a falar de Deus, de valores, de dignidade, de bondade, hoje a gente vai ser parte do ruído que se transformou o mundo. Nós estamos nos tornando pessoas ridículas, cada vez mais amando telas e destratando pessoas. A gente está normalizando gente chutando cachorro e maltratando morador de rua. A gente está achando que é normal roubar um milhão de celulares na rua e a gente não fala nada. Então nós, como sociedade, nunca confiamos tão pouco uns nos outros.

As pesquisas mostram o tecido social, a conexão entre pessoas nunca foi tão baixa. Mas aí, de novo, eu me recuso a ficar no assombro, porque não existe não fazer nada. A gente sempre faz alguma coisa. É isso, você pode dizer para os seus filhos, o mundo é perigoso, então salva-se quem puder ou não. Você vai fazer a diferença. Vamos fazer nossa parte. Sim. Eu falo muito disso com as crianças, especialmente porque eu tenho filhos de todas as idades.

E assim, na minha infância, eu fui aquela criança que eu tinha muitas amigas, mas já fiquei sozinha. Então eu pego muito a minha experiência para trazer para os meus filhos. Olha, filho, é o seguinte, se tiver um amiguinho seu triste em sala de aula, se for que ele está sozinho, você pode estar rodeado.

vai fazer companhia para aquela criança, porque o seu sorriso pode transformar a vida daquela pessoa. Quantas histórias a gente não vê de crianças que acabaram fazendo um ato de loucura, que estavam sozinhas, porque ninguém olhou para aquela criança. Ninguém percebeu. E é isso que eu quero criar para os meus filhos, que eles possam fazer realmente a diferença no ambiente deles. Isso é muito bonito, porque amor é a...

única coisa que quanto mais você dá, mais você tem. Isso. Já parou pra pensar nisso? Que coisa legal quando você liga pra alguém, agradece alguém, faz um carinho, dá um abraço.

Quem ganha? Os dois. Você escreve uma carta de agradecimento? Quem ganha? Os dois. Então, às vezes, tem rituais tão pequenininhos, por exemplo, hoje tem famílias que, em casa, fazem ali uma vez por semana um ritual de gratidão. Por exemplo, imagina que legal, você tem um jarro na tua casa, você deixa do lado uns papeizinhos, e as pessoas escrevem três coisas pelas quais somos gratos.

Isso aumenta em um mês o índice de felicidade das pessoas. Porque no lugar de olhar o que eu não tenho, eu começo a ver o que eu tenho. E o mais legal é fazer esse exercício com coisas simples. Quer ver, a gente pode fazer aqui. Eu já fiz por um tempo a meditação. Aliás, eu comecei as minhas orações, que hoje viraram orações, mas lá atrás, quando eu comecei, eu comecei com um ritual de agradecimento. Eu acordava em jejum e ia agradecer.

Obrigada, o dia tá bonito, o dia é bonito. Era muito difícil no começo, mas cara, como muda tudo. O dia muda, tudo muda. Obrigado por ter dedo, obrigado por poder ter olhos. Obrigado por poder abrir os coelhos e sair água. Gente, não faltam motivos.

Não, e isso que eu falei, no começo era muito difícil, eu falava, mas é que, obrigado por que eu concordo. Hoje você vai tão fácil, vai sair tanta coisa que você fala, nossa, tipo... E não faltam motivos e na maioria das vezes a gente só percebe quando aquela coisa falta. Então eu lembro que eu peguei uma virose, há pouco tempo atrás, uma virose da minha filha que eu peguei, nunca tinha pegado virose dela. E daí eu me entupi toda no nível que deu uma sinusite, que deu um negócio que eu não conseguia respirar.

E eu não conseguia dormir porque eu não conseguia respirar. E eu falei, cara, respirar. Uma coisa que a gente faz não sei quantas milhões de vezes por dia e a gente não percebe. Tudo. Como que a gente não dá valor ao nosso corpo em pleno funcionamento? E só quando a gente, por algum motivo...

Não consegue fazer que você fala, cara, só deu estar respirando. E é por isso, Julia, que é tão pesquisado isso no mundo inteiro, o quanto a prática da gratidão é impactante na felicidade. Sabe quantas pessoas morreram hoje? 180 mil no mundo. 180 mil pessoas morrem todo dia. 180 mil pessoas.

Hoje estão ou cremadas ou enterradas. E aí ficou o e-mail, ficou o sapato, ficou o óculos, ficou o som, ficou o abraço não dado. A gente nasce sem nada. A gente morre e não leva nada.

O que a gente está fazendo no meio? O que a gente está valorizando no meio? Tudo que você conquistou, lutou, gananciosamente, para onde vai? Para onde vai esse relógio? Para onde vai esse brinco? Para onde vai essa roupa? O que vale de verdade?

Meu sonho, assim, como ser humano, é realmente quando chegar do outro lado e encontrar Deus, ele fala assim, bom menino, você aproveitou, valeu, você fez bem.

Foi bom o que você fez para o mundo. É o meu maior sonho. Imagina se cada mãe, cada pai, educasse o seu filho, não para ser o melhor do mundo, o mais lindo, o mais magro, o mais rico, o mais famoso. Mas imagina que sonho. É o meu sonho.

Se cada mãe e cada pai formasse uma criança para ser a melhor para o mundo, pensa, a humanidade em um ano mudava completamente. Se você colocasse no coração, eu quero que meu filho seja a melhor pessoa para o mundo. E às vezes é coisa simples, é cumprimentar a moça do sacolão, a caixa. É o teu zelador, é o tio da portaria da escola.

Gente, se cada familhinha cuidasse do que está no seu entorno, às vezes até assim, a pessoa que cuida da limpeza na tua casa, você já olhou os dentes dela? Você já pensou em pagar um tratamento dentário para ela? Como é que está o filho dela? Ela tem condição de ir para a escola? Ele está com material escolar?

Se a gente olhasse um pouco mais à nossa volta, assim, um metro a mais, penso que podia ser esse mundo. Então, talvez essa seja a revolução. Talvez espiritualmente a gente não está na época de ter um líder, um salvador da pátria, um presidente. Com certeza. Talvez a mudança hoje planetária seja do micro, da gente sair dessa narrativa de que o mundo é ruim. Não, o mundo é maravilhoso.

O mundo é maravilhoso. Eu também acho. Todo dia a gente tem oportunidade de fazer um monte de coisa. Olha isso aqui. A gente tá aqui por quê? Porque a gente quer. Porque a gente ama. E a gente sabe que esse nosso papo pode tocar a vida de talvez milhões de pessoas. Que também vão estar lá adormecidas. Porque também foram massacradas com culpa. Com não dar, não ter jeito. Hoje em dia as pessoas.

Tem um livro maravilhoso chamado Humanidade, de Rutger Bregman, chama Uma História Otimista do Homem. Ele fala o seguinte, quando tem tsunami, tragédia, acidente, milhões de pessoas rapidamente ajudam. Ele vai dando inúmeros exemplos de como o ser humano é bom. O ser humano é bom. Mesmo nas guerras, os soldados, está pesquisado, a maioria dos soldados atira para o alto, porque não quer matar a outra pessoa.

Então, assim, o ser humano é naturalmente bom. A gente, por uma narrativa, o ser humano é complicado, a gente deixa de contar um com o outro, por quê? Porque a gente consome mais. As pesquisas acadêmicas são contundentes em mostrar que quanto mais a gente está de mau humor, angustiado, chateado, irritado ou sozinho, mais a gente compra.

Quando a gente está super feliz, a gente não compra. Tudo bom! Oi, querida! Então, faz todo sentido que... Para, tá bom. Já entendi o recado.

Bom, é piada inteira? Faz todo sentido... Já entendi a indireta? É um diagnóstico sendo dado, né? Faz todo sentido que exista uma construção pra gente incentivar o morado, que a gente consome mais. Caraca! Sozinhos, irritados, magoados, ressentidos ou incomodados, a gente consome mais.

Pode parar, você vai conversar com a Tominha. Vai não chamar, amiga, vamos lá comprar um sapato, vamos tomar um café. Às vezes o papo é tão bom que um, você não posta, dois, você nem deixa o sapato, depois você vai. Por quê? Porque onde tem conexão, tem menos comercialização. Eu queria te perguntar, Mara, porque a gente, quando a gente já teve episódio de gêmeos, múltiplos, a gente fala muito da...

do desafio que é criar autonomia de cada um, né? De cada criança. Como é que é para vocês? Como é que você cuida dessa... De dar autonomia e de... Individualidade. Individualidade. Não, eu ia falar dos dois mesmo. Ah, sim. Quando você tem muitos filhos, é muito importante, para você ter uma maternidade leve, é que você dê autonomia para os seus filhos. Que eles façam tudo já desde pequenas. Então, assim, desde pequenas, eu incentivo que os meus filhos façam tudo sozinhos.

Eu sou uma mãe que eu gosto de lavar louça, tá? Eu sou uma mãe que eu gosto de estar fazendo as coisas na minha casa. Então, eu trago os meus filhos para o meu mundo. Então, quando eu estou lavando louça, eu coloco uma música. Então, eu estou lá dançando, eu estou lavando a louça, eu canto. E aí, os meus filhos, mãe, posso lavar a louça com você? Lógico, filho, vem aqui. Eu aproveito neste momento para estar conversando com eles, escutar o que eles querem fazer.

Ah, e aí, o que você está querendo? Ah, mãe, eu gosto disso, gosto daquilo. Ah, então tá bom, então vamos fazer tal coisa? Vamos.

Então, eu aproveito todos os momentos da minha vida com os meus filhos para poder dar autonomia e também ensiná-los a fazer tudo. Por que isso? Eu não vou dar conta de fazer tudo, gente. É humanamente impossível que eu cuide e que esteja presente em todos os momentos dos 13. Mas a partir do momento que você dá autonomia, você traz para eles o discernimento de que eles são capazes.

tudo muda eu vendo de fora tem a sensação que a autonomia deve ser até uma coisa na tua inevitável porque são 13 não tem como né você que uma cidade do outro também igualidade que deve ser um desafio muito maior por exemplo é na hora de comer eu sei eu tenho minha filha menteada estava comigo essa semana é então uma não come um negocinho nem a pau que a outra corre são duas

Então, por exemplo, uma alimentação, se respeitar a individualidade de 13 crianças que talvez se alimentam, uma vai comer isso, uma outra não vai comer aquilo. E aí, junto dessa pergunta, eu vou emendar a outra que eu tenho muita curiosidade. Desde da hora que você me deu oi, antes da gente começar a gravar, você tem uma leveza, você tem um sorriso, você caminha, flutua, né? Com 13 filhos em casa e um de 5 meses. E aqui, como a maioria das pessoas que vem são...

mulheres grande maioria com filhos ali até 6 7 anos muitas primeiro filho muitas primeiras e sim foi muitas por éperas a gente tá sempre reclamando bastante dos 489 mil pratinhos que a gente tem que rodar a gente sempre vê uma exaustão silenciosa por trás daquela mulher né da sobrecarga e tudo qual o seu segredo

Eu rezo. É verdade, a oração me dá forças. E é onde eu, quando está tudo ruim, eu me ajoelho, eu vou diante do sacrário e falo para Jesus, está ruim. Mas eu sei que você morreu por um motivo. E esse motivo valeu a pena. Então eu sei que a partir de agora o problema não é mais meu, e sim seu.

Então você vai resolver. Sua fé. A minha fé, ela é a minha força. E eu faço questão de trazer isso muito pra vida dos meus filhos. E eu falo muito pra eles. Porque isso, você pode olhar pra sua vida se achando uma vítima. Poxa, a vida tem 13 filhos, que saco. Nossa, eu sou muito chata. Isso, aquilo. Ou eu posso olhar pra minha vida e falar, cara, eu tenho 13 filhos e isso é sensacional. Eu estou mudando o mundo com essas 13 crianças.

E é isso, eu sempre vou olhar para a minha vida com amor. Mesmo tendo toda dificuldade, mesmo tendo muita tristeza. Às vezes eu vou estar sobrecarregada, vou diversas vezes, Ju. Só que eu faço da minha vida um propósito. E o meu propósito é a cruz.

Então, ali eu encontro toda a razão para eu poder continuar feliz, alegre e mostrar para os meus filhos que vale a pena. Mas aí você sempre está lavando a louça cantando com música alta. Ah, sempre. Eu sou uma ouvida música, gente. Eu também, eu também. Eu amo música. Então, eu acordo...

eu vou tomar banho, eu tenho uma playlist eu tenho uma playlist pra tudo, os meus filhos sabem disso então assim, meu Spotify ele tem playlist de todos os meus filhos mas assim, você tá acordando de madrugada, né? você tem cinco meses eu tenho uma de cinco meses, assim, eu tenho um porpério muito difícil eu sofro de baby blues 13 porpérios depois todos você tem baby blues? todos

É porque é algo, eu falo, 85% das mulheres têm, é algo químico, é normal. E a Vera ainda trouxe pra gente que às vezes você pode ter tido as duas gestações, né? No episódio com a Vera e a Cuné, ela falou, e aí numa terceira desenvolver uma depressão, ou não, que não tem muito isso, né? De uma...

Você pode ter tido 10 filhos e talvez só no 11º... Você tem alguma coisa. Eu tive em todos. Você teve em todos? Todos. No Baby Blues. Todas. Então, outra vez que eu engravidava, na hora que eu descobri que eu tava grávida, o primeiro sentimento que vinha no meu coração é... Mais um puerpério. Eu vou passar por isso de novo. Ai, Jesus, não. Então, eu começava a rezar. E quais são os seus sintomas? Eu fico com crise de choro.

isso já na maternidade tá então na maternidade no primeiro segundo dia eu já estou mas é quando começa a queda hormonal é o meu filho com ansiosa eu não durmo a grávida atrás saltar ainda está a 30 girar a cadeira é pra mim o perpério é a parte mario que é o mais difícil na sua vida o perpério

Sem sombra de dúvidas. E aí, quando eu comecei a compartilhar a minha vida no Instagram, eu comecei a falar muito do puerpério. Porque, como eu passei por isso... Gente, eu cheguei uma vez na maternidade, e aí eu tava lá chorando, me acabando, e aí a enfermeira passou, e eu falei assim, poxa, mas eu me sinto tão sozinha, porque só eu passo por isso, né? E esse sentimento que a mulher sente.

Você está passando por isso sozinha. Todo mundo à sua volta está feliz e só você está vivendo isso. A gente fez isso aqui só para contar para o mundo inteiro que não. E aí a enfermeira entrou e falou assim, é, mas é só você que está assim. Aí eu acabei de chorar mais ainda. Que louca.

Aí a equipe da minha médica entrou e aí eu estava chorando, porque eu sou aquela pessoa que eu verbalizo o que eu sinto, tá? Porque me ajuda. Claro. Então as minhas irmãs sabem disso. A minha irmã já se mudou pra minha casa diversas vezes antes de ela casar, pra poder me ajudar no meu profério. E aí o meu médico, a equipe da minha médica passou e ele virou e fez assim. Eu falei, doutor, por que só eu fico assim? Aí ele olhou pra minha cara e fez assim, Mari, eu passei em cinco quartos antes de vir aqui.

Os cinco quartos, a única diferença que eu vejo entre vocês e os outros cinco quartos que eu passei é a seguinte. As cinco mulheres atrás estavam chorando sozinhas no banheiro. E você está chorando com o seu marido.

Tudo. Aí eu peguei e falei assim, naquele momento, não é que me deu um alívio, mas eu senti não é pena a palavra certa, mas eu me senti pior pelas mulheres estarem passando por isso sozinhas no banheiro. Eu chorei sozinha no banheiro. E eu falei assim, poxa vida, doutor, não é justo. Vamos fazer uma comunidade aqui e a gente chora todo mundo junto? Aí eu comecei a em maneira para com essa loucura. Falei, não, doutor, a gente tem que estar junto, a gente não tem que estar chorando sozinho. E aí eu vi naquele momento o quanto a gente precisa se ajudar.

A gente tem que se fortalecer, a gente não tem que passar por isso sozinha. Então todos os meus puerpérios, desde que eu abri o meu Instagram, eu compartilhei. E todas as mães que viram o meu relato e elas passaram por isso depois, elas voltaram para me agradecer. Mari, eu passei por meu puerpério, tive exatamente tudo o que você descreveu e com a sua ajuda foi super mais leve. Eu sabia que eu não estava sozinha. É.

E é engraçado, né? Porque agora que você falou, na hora veio a minha imagem, chorando sozinha no banheiro, e era muito num lugar...

como se eu não fosse autorizada, né? Eu sabia muito menos do que eu sei agora, depois de 120 episódios, sei lá quantos que a gente tem aqui. Como se a gente não fosse autorizada. Aí você já ouviu falar de Baby Blues, mas você nunca sentiu, então você não sabe se é isso, ou se esse é seu estado novo, eterno, que sentimento é esse, é muito louco.

E de não estar aprendendo a amamentar e você ainda não sabe se o seu bebê tem horas e você não sabe se vai dar conta daquilo. É tanta coisa. E com certeza naquele momento, se eu tivesse chorado com o pai da Cora, ele teria me acolhido. Sim. Mas eu escolhi chorar sozinha no banheiro porque eu não me senti autorizada. É que você sente vergonha do que você está sentindo naquele momento. Então a primeira vez que eu chorei...

A primeira vez que eu chorei de baby blues, eu não sabia o que era. Meu marido desceu pra fazer o registro da minha filha e eu fiquei olhando pra ela e aí de repente eu comecei a chorar. Aí ele me ligou. Ô amor, como que vai ser o nome dela? Só Filomena ou Maria Filomena? Aí eu falei assim, bom, ela nasceu no dia de Nossa Senhora. Então vamos fazer homenagem? Coloca Maria Filomena. Mas na hora que ele me ligou, eu estava chorando, aí eu enxuguei minhas lágrimas. Desfassou a voz. E eu desfacei.

E eu falei, meu amor, coloca a Maria Filomena. Eu desliguei com ele e eu continuei olhando para ela e eu falando no meu coração, Jesus, essa é a coisa mais incrível do planeta. Porque eu estou chorando. Eu não sei o que está acontecendo comigo, mas acho que eu estou ficando doida. É isso.

Até eu começar a descobrir o que eu estava sentindo. Até depois, tipo assim, na época que eu tive minha primeira filha, gente, 15 anos atrás, não tinha, tipo assim, a internet era mato, ninguém falava disso. E eu começava a conversar com as minhas amigas, com pessoas, e eu descobri que eu era sozinha. Mas ontem a gente botou... Mas não é que você estava sozinha, é que as pessoas mentiam. Não, eu descobri que na maternidade, a mulherada mente muito. Isso é um dos fatores que mais machuca a saúde mental das mulheres e das mães.

Quase todas as nossas emoções em um minuto e meio elas passam quando a gente as aceita. Um minuto e meio? Não, não estou falando de questões fisiológicas, estou falando de emoções. Emoção mesmo, estou falando, tem tanta coisa que... Quando você as aceita, ouviu essa parte? É isso aí que eu levo um pouquinho mais de tempo.

Quando você aceita o que está sentindo e se autoriza a sentir. Porque existe uma diferença entre emoção e sentimento. Emoção é fisiológico. Eu não controlo. Sentimento é a minha interpretação do que eu estou sentindo.

Então eu senti um calor. É raiva, é tristeza, às vezes é as duas coisas. Depende muito de como eu interpreto. Quando eu não aceito, quando eu entro no assombro, quando eu me sinto errada por sentir isso ou aquilo, que na verdade isso é uma grande loucura, porque tem nada de errado, tem só o nosso corpo dizendo como a gente está, aí aquela emoção que poderia durar um minuto e meio, pode durar anos. Sim.

e virar às vezes até traumática. Mirá, sabe que você está falando isso? Que esta semana eu falei para a minha analista, eu falei, eu estou sentindo um negócio aqui. Não quero sentir? Como é que eu paro de sentir? Porque não faz nenhum sentido. Ela falou, acolhe e espera passar. Isso. Melhor coisa que você tem a fazer, quando você tiver. Coloca no bolso e segue o seu dia.

Isso. Quando você estiver inundada de sentimento, né? E pra mulher isso é bastante comum, seja lá o momento que for, porque a fisiologia da mulher é extremamente complexa, né? E homem nenhum vai jamais entender, mas é o dado da realidade. Esse papo eu vou ter com Deus quando eu chegar lá. Esse eu vou ter, eu vou falar.

Pô, te amo tanto, cara. Como assim? O que é isso? Por que tanta complexidade? Por que tanta disparidade? A fisiologia da mulher é muito mais complexa do que do homem. Eu sei. Sei bem. Qual é a grande sacada? Se aceita. Se acolhe.

dá nome, conversa e se puder, escreve. Quando a gente tem emoções difíceis de lidar, as duas coisas que a gente tem que fazer, ou conversar com alguém, pode ser com Deus, falar.

e escrever. A pior coisa que a gente pode fazer é ficar ruminando. E o que a maioria das mães e mulheres fazem? Eu sou uma idiota, a gente vai sentir isso, eu sou uma tonta, eu sou uma fraca, eu não faço nada certo, vai dar tudo errado, meu filho vai ficar traumatizado, meu filho vai ficar sozinha, eu não vou dar conta, meu marido também não vai querer, ele vai me largar, eu vou ficar péssima, e aí ferrou minha vida.

E aí, esse estado de desconforto vira um incêndio emocional, quando, na verdade, o que a gente tem que fazer? Se acolher. E a boa notícia é, as emoções não bem trabalhadas podem se tornar traumas. Na psicologia, o que é o trauma? Ou é uma dor emocional muito grande, ou é uma série de pequenas dores ao longo do tempo. Como que traumatizando? Assim como eu posso traumatizar um osso, posso traumatizar o emocional.

Marido abandonando, ironia, menosprezo, desprezo, falta, muito grito, tudo isso pode traumatizar o nosso cérebro. Mas a boa notícia vem agora. Se eu construir rituais de autoacolhimento, eu me curo. Pode vir pela oração, pela meditação.

por 30 respirações calmas e lentas. Está pegando fogo, você está mal, os filhos estão brigando. Vai para o quarto, respira 30 vezes, se bota no eixo.

Porque a hora que você se bota no eixo, você recobra o funcionamento da córtex frontal, essa área do cérebro, que toma a decisão. Por que que às vezes você vai lá e reza? Porque Deus fez o ser humano de um jeito que quando a gente está calmo, e a oração é uma das coisas que mais nos acalma,

porque a gente se conecta com a fonte básica da luz e da bondade, a hora que a gente faz uma oração, a gente acalma a córtex pré-frontal e consegue tomar melhores decisões. Por isso que a gente fala, nossa, a hora que eu rezo parece que Deus me guia. É óbvio, porque nós e a sede da vida, seja lá a sua religião, a sua fé,

99% das pessoas entendem que há uma força maior. O ser humano é predisposto à espiritualidade, independente da sua religião. Na hora que a gente acalma, a gente se conecta com a fonte, com a luz, que é pura bondade, que é pura paz. E uma mãe em paz é um lar em paz. É ligar às vezes para uma boa amiga.

para uma colega, para um CVV, ou para uma psicóloga, e dizer, estou precisando de ajuda. Porque a hora que você se diz, se autoriza a dizer assim, estou precisando de ajuda, você pode me ajudar? Alguma vez alguém ligou para você e você falou assim, nossa, por que essa pessoa pediu ajuda, ela me atrapalhou? Não. Mas a maioria das pessoas tem medo de pedir ajuda. De incomodar.

E eu sempre falo para as minhas pacientes, escuta, alguma vez na tua vida você ficou chateada de alguém te pedir ajuda, de dizer assim, nossa, eu estou mal, me dá uma palavra de carinho. Então a gente precisa lembrar que às vezes pedir ajuda é como dizer para o outro, olha, você é tão especial, você é tão valioso, que diante de você eu posso desmontar. Eu acho você tão incrível que eu estou precisando um pouco do quanto você é especial. Me olha.

Isso é pedir ajuda. Mas você sabe qual é o problema hoje? Que eu vejo bastante, tá? As pessoas deixaram de pedir ajuda porque elas se acham autossuficientes. Então hoje a gente tem um problema muito grande. Especialmente no mundo materno, as mulheres, elas deixaram de ter rede de apoio. E a rede de apoio é fundamental para que você possa ter uma maternidade leve. Antigamente, nem precisa ser tão antigamente, um pouco antes da geração das nossas mães.

Quando uma mulher engravidava, a família dela inteira se mudava, imobilizava, podia acalmar aquela família, aquela nova criança que estava nascendo. Então, a mulher, eu lembro da minha babá falando, Mari, quando eu tive meu filho, eu nem da cama levantei por 40 dias. Uma cozinhava, outra com a roupa, talega para a escola. E aí eu comecei a pensar e refletir sobre isso, e é exatamente isso.

você precisa de cuidado. Não só a criança, mas a mãe precisa. Porque naquele momento, tudo dela internamente está se reconstruindo, se voltando ao normal. Ela também está nascendo para um novo papel. Isso. E hoje, quando eu falo disso, eu falo, gente, mas é importante que você tenha rede de apoio para que você possa descansar. A primeira coisa que eu escuto é, mas você que pariu, você que tem que cuidar. Eu falei, tá, tudo bem?

Só que você ter rede de apoio, seja pago, seja uma amiga, seja sua mãe, seja sua irmã, seja sua sogra, que esteja ao seu lado, te fortalece. Quem é a sua rede de apoio? Hoje eu tenho a minha principal rede de apoio, tá? É o meu marido, minhas irmãs, minha mãe.

é algumas amigas já tive amigas minhas na alemanha que eu precisei fazer os próprios filhos devem a de 15 com a de cinco meses mas a minha filha hoje ela é super minha super companheira então antes eu vim pra cá de 15 é menina é menina então estava maquiando estava fazendo o cabelo ela pegou o negócio vem cá mãe que ela fez o cabelo enquanto maquiagem estava ali assim dá pra você formar uma boa rede de apoio

Mas é que hoje as pessoas se acham autossuficientes. Elas não pedem ajuda. É, ou se acham autossuficientes ou também tem muito medo de incomodar. Ou não tem quem procurar também. É, tem uma coisa que eu acho que tem muita coisa do ego também, né? Não tô dando conta sozinha. É, a coisa de conseguir. Eu vejo algumas amigas minhas que têm dificuldade de escancarar.

a dor ou a dificuldade de sentir no lugar de estou falhando né já que tá todo mundo super todo mundo faz tudo todo mundo é capaz de tudo todo mundo por que que eu não tô dando conta porque que eu não consigo não tem essa dificuldade de pedir ajuda nesse lugar mesmo assim a vida de palco

Todo mundo se mostrando o tempo inteiro. Todo mundo, de alguma forma, mostrando. Eu sou mais resolvido, eu sou mais famoso, eu sou mais rico. Eu consigo fazer tudo. Eu sou mais magro. Todo mundo não pede ajuda se eu dou conta. E aí parece que é uma fraqueza, quando na verdade é uma força. Eu acho. A humildade, pode reparar, toda pessoa sábia tem isso. Pode pensar no Roger Federer. Pensa nas pessoas mais incríveis. Sejam famosas ou não.

são humildes. Elas não dão conta de tudo. Elas pedem ajuda. Elas se cercam de gente que as alimenta. Eu acho que é uma das coisas demais. Isso é uma riqueza, só que está se tornando cada vez menos frequente. Porque é isso. Todo mundo acha que tem que dar conta. E se uma mãe diz assim, ai, nossa, me arrependi de ter filho. Nossa! Não!

Tem até autoras que estão começando a ter a coragem de escrever e falar. A gente já teve a Carla aqui. Se arrependeram, não amam o filho. Amo meu filho, mas eu gostava da minha carreira, eu gostava da minha vida, eu sinto falta disso ou daquilo. Mães que falam, nossa, estou com raiva da minha... Nossa, mas tem raiva dessa filha. Gente, uma mãe sente todas as emoções. Claro. Todas. Todas. Possíveis. Por isso que não tem emoção boa ou emoção ruim. Tem ato bom ou ruim.

Por isso que eu digo, está inundada com uma emoção dolorosa, desconfortável, aceita que azeita. Aceita, respira, espera, conversa com alguém ou escreve. Quando a gente escreve, a gente se acalma muito. A gente faz isso muito quando é criança, adolescente, a gente larga esse hábito. Esse diário, né? É o lugar de falar.

Eu aprendi também desde muito... Um tipo de terapia que você deve conhecer é a microfisioterapia. O poder de escrever, de materializar e jogar fora. Joga mesmo. Quem faz alguma coisa joga, descansa, sei lá, joga. Nem lê de novo, você só materializa, tira do seu corpo e... Até traumas. Se você tem um trauma...

E por seis dias seguidos. Seis dias, se você escreve sobre aquela experiência por seis dias, sem reler o que aconteceu, como escrevendo, caro diário, Deus, sei lá, descreve o que aconteceu e não lê. Segundo dia, terceiro, quarto, quinto. Depois de seis dias, o teu índice de estresse diminui incrivelmente. Por quê? Porque você se autorizou a pôr para fora. Por isso que a gente fala desabafar. É que nem a panela de expressão.

A pior coisa que a gente pode fazer com emoção difícil é ficar aguardando. E é o que, infelizmente, boa parte das mulheres fazem. A gente vive na vana. A gente fez isso aqui para desabafar. É super importante. Eu tenho as minhas irmãs.

então assim são quantas irmãs somos em no total somos em 7 eu tenho três irmãs e três irmãos as minhas irmãs assim são tudo então tudo que eu sinto eu faço exatamente isso eu ligo para elas e falo está acontecendo isso isso isso eu verbalizo que eu tô falando que na maternidade você já conseguia verbalizar isso é muito rico né eu vejo minha filha com o e aí

verbalizando ficou tão orgulhosa tão novinha já conseguindo nomear coisinhas assim dores buracos e é importante que você verbalize que você está sentindo isso que eu trago muito para os meus filhos também você sentir raiva não é um problema a maneira que você expõe a sua raiva é o problema você agir você então a raiva não é ruim você pode usar sua raiva como força como um gatilho olha eu quero alcançar aquele objetivo tô com raiva mas eu vou chegar ali mas sem passar a perna em ninguém fazer

Violência, Rony. Humano. Sim. Então, assim, você tem que saber como você vai expor o seu sentimento.

Tem uma pergunta aqui que eu acho muito boa, porque, enfim, a gente estava falando sobre autonomia e sobre o desafio de educar e de formar para o mundo. E como é que os pais podem ajudar os filhos a desenvolver um projeto de vida que a gente estava falando, o propósito? Como é que os pais podem desenvolver isso sem impor as expectativas pessoais?

Maravilha. Tem quatro grandes dicas. A primeira delas é, sempre que seu filho puder fazer, não faça por ele. Não roube do seu filho o direito de errar, de aprender, de trilhar o caminho dele. Segundo.

converse com o seu filho mostrando o valor de toda ação humana. O jardineiro é importante, o porteiro é importante, o pintor é importante, a professora é importante. Porque a hora que você vai mostrando que todo mundo contribui com a história da humanidade, você não vai colocando aquela ideia de, olha, essa profissão é legal, isso aqui dá dinheiro, aquilo não dá. O que é uma grande tolice. Porque tudo dá dinheiro e nada dá dinheiro.

E mais do que dinheiro, é a gente sentir valor, vontade de acordar, orgulho da gente. Por isso que eu coloco muito como um propósito e não como uma profissão. Terceiro, cultivar junto com os filhos.

o gostinho deles. De repente um filho gosta de cerâmica, não ficar com aquele afã de assim, ah, mas você vai ganhar dinheiro com isso, ah, mas vai fazer o quê? Uma vez eu vi uma propaganda num ônibus, era uma propaganda com uma menininha com o tutu do balé, e aí dizendo assim, sabe o que ela vai ser quando crescer? Aí estava assim, feliz. Então assim, quando você vai ao longo do desenvolvimento infantil e juvenil,

cultivando junto com a criança o gosto, a curiosidade, a abertura, a exploração da vida, quando vai chegando no final da adolescência, dentro dessa ideia de que tudo é importante, que eu dou conta, você vai tendo uma forte chance de entender que tudo que eu fizer para o mundo é valioso. E isso conecta com o propósito. Sabe o que significa a palavra propósito?

O propósito é aquilo para o qual algo foi feito. O propósito desse relógio, qual foi? Ele pode ser usado de peso ou de papel, mas ele tem um propósito. Qual o propósito do ser humano? Ser vir. Por quê? Se você olhar as pessoas mais felizes...

são aquelas que servem, são aquelas que ajudam, são aquelas que abrem porta, são aquelas que estendem a mão. São as pessoas mais felizes, as mais generosas, são as mais felizes. Nossa, lembrei agora da frase da Tereza. Minha filha cede muito tudo e com uma facilidade que me preocupava porque é menina e cede tudo por uma que é menino, aquela coisa. E aí uma vez me falaram, não, não.

Se ela cede, se ela doa com essa facilidade que você está falando, é porque ela está tudo certo, ela tem para dar. Então, assim, não se preocupa com isso. O problema é o que precisa o tempo todo. Isso, porque receber é sorte, dar é sabedoria. Então, quando você vai cultivando isso ao longo dos anos, naturalmente a pessoa vai se sentindo livre para falar assim, puxa, acho que eu quero tecer tapetes.

E eu vou descobrir o que é tecer tapetes. A enorme maioria das pessoas tem uma, duas, três, quatro profissões ao longo da vida. E está tudo bem. Eu sou professor, eu sou palestrante, eu sou psicoterapeuta, eu já animei em festa infantil, eu já fiz fotos, eu já trabalhei em loja. E eu não sei o que eu vou fazer daqui a dez anos. Hoje eu sou criador de conteúdo. Então, se a gente desobrigar os filhos de nos agradar...

Se a gente desobrigar os filhos de escolher uma profissão pelo dinheiro e sim estimular que eles escolham agregar valor. Porque, gente, qual a coisa mais rica que tem? Uma pessoa que tem motivo para acordar. Uma pessoa que tem facilidade para dormir. Um dos maiores terapeutas que tem no mundo chama-se travesseiro. Quer ver o quanto você está feliz e em paz? É o quão leve você dorme e o quão energizado você acorda. Estou flascada no meio. Hoje não está bom.

Eu não sei, assim, eu... Hoje veio a segunda lapada, a hora que ela acabou de tomar. Brigada com o travesseiro. Se tá brigando com o travesseiro, pega uma folha de papel. Agradece, porque a falta de sono, a falta de sono é a necessidade da alma te dizer alguma coisa.

Nossa, mas aí a alma nunca me disse nada na vida, porque eu tenho insônia. Aí você vai pegar uma folha de papel, faz isso por duas semanas. Ó, fecha o carrinho de compras e pega a folha de papel, entendeu? Faz isso, se dá um presente. Pega um molesquinezinho, um caderninho. Eu vou dar pra ela, eu tenho. Nesse momento, sai de rede social, não faça nada.

Não faça nada, não fale nada, não compre nada. Aceita. Escuta o som da tua alma querendo falar. E escreve. Talvez no primeiro dia você vai escrever, escrever, escrever. Não relê. Escreve, escreve, escreve, escreve, escreve, escreve, escreve, escreve. Mas é hora que eu escrevo bastante, tá? Aí escreve. Mas vou tentar focar ela no travesseiro. Depois que escrever, puxa, ainda estou sem sono. Saia da cama.

Pega um livro de romance ou algum tema leve, nunca noticiário, nunca no social. Não, eu nem vejo. Pega um livro de romance, alguma leitura leve.

faz uma oração. Não sei tua fé, também não preciso saber. Só creio. Pode ser, pode ser assim, Deus, ou pode ser Jesus. Minha luz, minha luz, Jesus, o que você acreditar. Sim. E fala assim, eu te peço, passo pro meu coração. E põe a mão. Você vai ver como é incrível, em minutos, minutos, você vai começar a sentir que a respiração acalma, aí você volta pra cama.

Não briga com o sono na cama. Faz isso. A gente se desconecta muito do silêncio, da paz, de Deus. Porque a gente vive numa sociedade muito barulhenta. E a verdade está no silêncio. Não é do nada que se fala o princípio, era o verbo. A gente precisa silenciar a nossa fala de zum, zum, zum, para escutar a verdade da vida.

a vida tem de verdade para me dizer e às vezes a gente vai chorar outro dia eu fiz uma meditação comecei a pensar tal me peguei chorando e era uma dor precisava chorar nossa era tão bom aliviei e chorei até por coisas boas também porque às vezes sobre isso a nossa alma nosso inconsciente nosso coração tá querendo nos dizer alguma coisa

Eu sou a Eise, sou mãe da Nina, de dois anos, e eu sou executiva de carreira, e eu estou no momento ápice, assim, que eu sempre quis de carreira, eu sempre quis ser mãe, então eu me vi realizada. E aí mês passado eu comecei a ter gatilhos muito emocionais, eu faço terapia há muitos anos, até que a gente chegou no diagnóstico semana passada de um burnout.

E para mim foi muito difícil, porque eu já tive muitos problemas de saúde, eu tenho doença autoimune, já tive outras coisas muito mais pesadas na minha vida do que o meu momento atual, que é muita pressão no trabalho, uma filha pequena, meu marido, casa, e eu sou sempre muito grata, e eu falava assim, cara, como assim eu estou vivendo um burnout? Como que eu não estou conseguindo sair dessa situação que eu estou agora?

E ouvindo vocês falando, eu falei, é incrível como o destino traça as coisas. O tema de hoje era para a gente falar de educação, de outras coisas. E aí, de repente, a gente começa a falar de trauma, a falar de silêncio. Eu acabei de voltar de uma viagem sozinha. Foi a primeira vez que eu viajei sem ninguém. E eu falei para o meu marido, eu preciso viajar sozinha.

E aí ele falou assim, tá bom, onde a gente vai? Eu falei, não, querido, você não está entendendo. Eu preciso de silêncio mesmo, eu preciso, eu eise, me reconectar comigo. Eu preciso de mato, eu preciso ouvir a natureza, eu preciso ouvir água, eu preciso meditar, eu preciso de um tempo para mim, assim, porque eu estou muito mal, eu não consigo sair.

desse looping. E assim, e o burnout é... A gente ouve, né? Eu via muitos vídeos, ouvia muitas coisas, e nunca me imaginei chegar nessa situação. Mas é louco, porque o nosso pensamento, ele fica em looping mesmo. Você não consegue sair dessa. Eu tava com as meninas lá dentro, e elas falando de segundo, terceiro filho, porque tem gêmeos e tal. E a minha cabeça falava assim, Jesus Cristo amado. Como ter outro segundo filho? Tipo assim...

Não dá, impossível. Nossa, como que eu ia colocar na minha rotina? E eu sou uma pessoa... Amor, temos mais... Aí, quando ela começou a falar, eu falei assim, você vê como é... Você tá doente, né? Eu tô doente nesse momento. Eu tô em tratamento, né? Então é isso, assim. Não estou pronta mesmo. É o momento de eu me silenciar e de eu me cuidar. E nesse momento, durante a viagem, foi incrível. Foi incrível eu poder meditar. Foi incrível eu poder me ouvir.

Foi incrível eu poder acordar nove horas da manhã sem nenhuma criança me chamando.

sem marido, sem café da manhã, sem ninguém a gente precisa disso também exato, e quando a gente falando de educação aqui o tempo todo a gente tem que se voltar pra gente se a mãe não tá saudável a criança não tá saudável a casa não tá saudável, ninguém tá saudável

E essa autocobrança que a gente tem do mundo mesmo, porque a gente vive nessa sociedade machista e terrível para nós, e a gente o tempo todo fica nessa autocobrança. E é isso, a gente não pede ajuda, a gente vai vivendo, a gente acha que dá conta, a gente fala, não, vai, vamos. E você fica nesse looping e uma hora você adoece, que é o que está acontecendo comigo agora.

Eu acho incrível como o destino é implacável. Hoje eu aprendi muito e a gente falou sobre muitas coisas. Peguei muitas das suas dicas, principalmente sobre... Porque é uma coisa que eu trato na terapia há muitos anos. Só que eu falei para a minha terapeuta, eu falei, cara, eu preciso de um mecanismo de defesa mesmo.

A situação que a Nina está com aquela birra terrível de dois anos, que não quer nada, nada está bom, tudo está ruim, você oferece uma coisa e não quer. Aí você fala, não, então vamos combinar? Vamos vermelho ou verde? Não, eu quero o azul. E começa aquele choro, mas mecanismo de... Cara, tá bom, vem amor, vem você, vai você agora, deixa eu, eu preciso desse momento para mim. Então, eu preciso dessas dinâmicas de defesa, sabe? Então, foi muito bom.

Foi muito bom essa trauma. Que bom te ouvir. Que demais ouvir isso. Vale lembrar, traumas podem ser curados por nós. Com certeza. Mesmo pessoas que tiveram trauma de pai ou mãe que não é nem mais vivo.

Quando a gente cria um ritual de autoacolhimento, a gente se cura de traumas. Os traumas não precisam ser entendidos como eventos para sempre, eternos. Não. Porque o que nos salva do trauma é essa frase, eu estou aqui. Você não está sozinho.

Porque o trauma se instala como reação a um desamparo, uma dor. E tudo que a gente queria era ter tido alguém que dissesse, eu estou do teu lado, está tudo bem, eu estou aqui. Se a gente não teve essa voz na infância, a gente pode ter lá na vida adulta, mesmo que não teve. E para o cérebro dar na mesma. Essa é boa notícia. Os traumas não precisam paralisar a nossa vida.

Meu nome é Amanda, eu tenho uma filha que se chama Laís, de dois anos e nove meses. Agora eu estou grávida de novo, de dez semanas. Está bem no comecinho, obrigada. E eu achei muito interessante vocês falando da importância da gente verbalizar, escrever. E a escrita foi um refúgio para mim no puerpério da minha primeira filha. E aí eu publiquei um livro.

de crônicas e poemas, que eu tenho muito orgulho hoje. Mas quando eu releio ele, é muito interessante, porque às vezes eu releio e falo, nossa... Fala o nome do livro, né? Chama Em Busca da Superfície na Maternidade, porque eu me sentia num grande mergulho mesmo, com muitas emoções, sentimentos.

E aí eu achei que precisava de subir na superfície de novo depois de se mergulhar, né? E eu escrevi até os dois anos dela. Então, assim, foram muitos textos. E depois de dois anos que eu senti na superfície, agora engravidei de novo, né? Vamos ver como é que vai ser. Lá vai mergulhar novamente.

Mas aí eu releio e vejo, nossa, quanta intensidade, quantas emoções, e mesmo já tendo passado por essa fase, é muito lindo, né? A gente quando relê coisas também que a gente viveu, e a gente poder se orgulhar da nossa história, da trajetória, mesmo com as dores, com as feridas, saber que a gente superou muitas coisas nessa trajetória, e se tornar mãe para mim é isso, é a gente reviver muita coisa da nossa infância.

E ao mesmo tempo buscar essa cura, essa transformação para alcançar de novo a superfície e sermos melhores para quem a gente está querendo criar, formar e ser uma pessoa melhor. Eu tenho dois filhos, eu falo muito isso aqui, o desafio que é os dois irmãos.

Porque assim, é um batendo no outro, enfim, aquela coisa de irmãos que batem e brigam, o que mais me enlouquece hoje em dia é essa situação.

Como que você criou, cria, faz essa dinâmica entre seus filhos? Porque irmão, eu tenho duas irmãs, você tem sete irmãos. A gente sabe que irmão... Não se bate. É, briga. Mas assim, qual é o limite? Como que você consegue estabelecer o mínimo de limite ali dentro dessa situação? Bom, eles brigam muito na minha casa, tá? Não é diferente da casa de ninguém. Quantos quartos você tem na sua casa? Tenho quatro quartos. Quatro.

é e quando eles estão brigando é eu que que eu faço eu nunca tomo partido na briga deles é o primeiro deixa de se resolverem eu vejo que é uma briga sei lá meio desleal fundi 10 com de quatro cara não dá não tá num tanto tanto que não dá pra falar se pega e fala cara filho cede sabe porque está enchendo saco de um monte 4

Mas quando eles estão lá, tipo, brigas justas, eu deixo eles se resolverem. Porque é importante que eles se resolvam. Se não está tendo uma agressão, eu não vou me meter na briga deles. Obviamente, se está tendo agressão, se eles brigaram, se já está uma coisa muito desproporcional, o que eu faço na minha casa? Pode parar essa briga agora. Aí, descomparado, se olhando, agora vai ficar todo mundo sentado, abraçado. Ah, não vou.

Ah, você vai. Ninguém mandou brigar, porque quando um não quer, dois não brigam.

Este é o lema da minha casa. Então quando o não quer dois não brigam. Eles ficam com ódio de mim quando eles se abraçam. Mas eles ficam assim. E por que eu mando abraçar? Abraçar, meu. É só um modo figurativo. Mas para que eles possam voltar a se amar. Para que não deixe que aquela briga corrompa o coração deles. Por que acontece quando você separa os seus filhos? Ah, cada um está de castigo num canto.

Ele vai ficar no quarto deles assim, nossa, que ódio daquele moleque, tudo de castigo por culpa dele, minha mãe é injusta. Aí o outro vai estar no quarto dele falando exatamente a mesma coisa. Quando eles estão abraçados, eles esquecem da briga. O motivo principal, quando você olha, passaram-se dois minutos, eles já estão...

rindo, se perturbando novamente, brincando, e aí o motivo principal do abraço foi concluído. Que eles voltassem a se amar. E isso que eu falo diariamente, vocês podem brigar. A briga não é um problema. O problema é quando vocês fomentam o ódio.

um contra o outro. Aí é o problema. E isso eu não vou tolerar, porque os meus filhos se amam. Vocês têm diferenças, vocês têm dificuldades, mas na minha casa a gente supera as dificuldades. Se amando, se respeitando, dialogando. Eu acho que esse é o principal que eu preciso ensinar pra eles, que eles dialoguem. Na vida eu não vou discutir com você gritando, na minha casa não vem quem grita mais, e sim quem conversa. A gente fala baixo na minha casa.

Então é isso que eu preciso ensinar pros meus filhos. E não é só ensinar, né? Eles aprendem observando. Com certeza. É o principal ponto. Eu não posso falar por isso. Vocês não vão xingar se eu xingo. Vocês não vão fazer tal coisa se eu faço, né? Muito mais do que o que a gente fala é o que a gente faz. Muito mais.

Então, assim, quando você tem muitos filhos, o que é o mais importante? Educar bem os primeiros. Porque os caçulas aprendem com os primeiros e não com os pais. É surreal. Quantas vezes eu estou saindo da minha casa, as pequenininhas olham para a minha cara e falam vamos lá que eu vou pôr o sapatinho em vocês. E elas falam, não, não quero você.

Como você não me quer? Não, eu quero Tintin. Não, eu quero a Mena. Não, eu quero o outro. Porque os irmãos são... Já estão... Já são os heróis deles. Eles se espelham nos irmãos. A vontade deles é ser igual aos irmãos. Então, o João Pio, que tem quatro anos, acabou de fazer quatro anos, se pergunta pra ele, João, o que você quer ser quando eu crescer? Ele olha pra minha graça e fala assim, eu quero ser irmão, mas ela é igual o Martim.

Que tudo. Que máximo. E é isso. Esse é o espelho dele. O Martim é o herói do João. E não eu. Eu sou o amor da vida dele. Ele fala pro pai dele que ele me ama mais que o meu marido tem a mãe dele, entendeu? Não importa. Você tem sua mãe e essa é a minha. Você não vai pegar a minha mãe.

Mas esse é o amor que eles têm que ter um com o outro. Então, é isso. Os meus irmãos são a razão da minha vida. Eu faço tudo com os meus irmãos. E eu falo aos meus filhos isso todos os dias. Vocês, mais do que qualquer pessoa no mundo, são as pessoas mais ricas. Porque vocês têm 12 irmãos. E não tem força maior que vocês podem ter juntos.

Depois de tudo que a gente ouviu hoje, fica muito claro que educar não é uma tarefa que acontece em um único lugar. Não é só dentro de casa, não é só na escola e também não é responsabilidade de uma pessoa só. Educar é um movimento coletivo que atravessa todos os espaços onde uma criança cresce, observa e aprende.

E talvez por isso seja tão desafiador, porque educar exige coerência, exige presença, exige intenção. Não é sobre perfeição, porque ela não existe, mas é sobre responsabilidade afetiva, sobre entender que cada palavra, cada atitude, cada silêncio também ensina. A educação que começa em casa ganha forma na escola, mas é no mundo que ela se prova, se expande e se transforma.

Por isso, hoje a gente quer agradecer profundamente a quem esteve aqui com a gente, na plateia Mio e Iumba, compartilhando experiências, reflexões e principalmente vulnerabilidades, e os nossos convidados, Léo, Mari, por trazer opiniões, histórias tão ricas na nossa roda de conversa. E obrigada a você que está aí do lado nos acompanhando, refletindo com a gente. Nos vemos semana que vem, no próximo episódio. Beijo grande e até lá!

E aí

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