Quando o Candomblé deixa de ser família?
O que transforma um terreiro em uma família de Axé — e o que acontece quando esse vínculo deixa de existir?
No Candomblé, fazer Santo nunca foi apenas passar por uma iniciação. Existe uma diferença entre estar iniciado e realmente pertencer a uma comunidade, construir vínculos, reconhecer uma linhagem e compreender as responsabilidades que existem entre quem ensina, quem aprende e quem caminha junto.
Neste episódio do Jékialó, eu falo sobre família de Santo, pertencimento, hierarquia, ancestralidade e sobre uma mudança que talvez esteja acontecendo silenciosamente dentro dos terreiros: pessoas que possuem cada vez mais acesso ao ritual, mas cada vez menos vínculo com a comunidade que deveria sustentar esse conhecimento.
Porque uma casa de Candomblé não se conhece apenas pelos fundamentos que guarda. Também se conhece pela forma como as pessoas se tratam quando não existe obrigação ritual nenhuma envolvida.
E talvez uma das perguntas mais importantes para quem vive o Candomblé hoje seja muito simples:
Você apenas pertence a um terreiro ou aquele terreiro realmente se tornou sua família de Axé?
Eu sou Ogã Leandro.
Este é o Jékialó, podcast do Farol Ancestral.
Cuide do seu Axé.