Episódios de P.A. Criminal - Um Podcast de True Crime

Episódio 290 - Marc Dutroux - A Besta da Bélgica - Parte I

11 de maio de 202646min
0:00 / 46:47

Nessa semana, Natália nos traz um caso que mudou a Bélgica para sempre e que, hoje, levanta a pergunta: Seria Marc Dutroux realmente membro de um grupo de pedófilos poderosos, no modelo de Jeffrey Epstein?

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Escrito e apresentado por Natália Salazar e Renata Schmidt
Produção: Natália Salazar e Renata Schmidt
Edição: Natália Salazar
Música: Felipe Salazar
Arte: Matheus Schmidt
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Vídeos mencionados no episódio:
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https://www.youtube.com/watch?v=xaf7q9RKjgo
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Participantes neste episódio2
N

Natália Salazar

HostApresentadora
R

Renata Schmidt

Co-hostApresentadora
Assuntos7
  • Tortura e ViolenciaAbuso e tortura de Sabine Dardenne e Leticia Delrace · Morte de Melissa Russo e Julie Lejane por fome e sede · Morte de Anne Marshall e F. Lambreck · O papel de Michelle Martin
  • Teorias da ConspiraçãoAlegações de envolvimento de pessoas poderosas · A ligação com o caso Jeffrey Epstein · Críticas à polícia e ao sistema judicial
  • Marc Dutroux e o caso na BélgicaA vida e crimes de Marc Dutroux · A ineficiência da polícia belga · Teorias de conspiração sobre pedofilia · Comparação com o caso Jeffrey Epstein · O impacto do caso na Bélgica
  • Impunidade e investigação policial deficienteDesaparecimento de Melissa Russo e Julie Lejane · Desaparecimento de Anne Marshall e F. Lambreck · Negligência e falta de prioridade da polícia · Aumento da criminalidade na Bélgica
  • A prisão de Marc Dutroux e a descoberta das vítimasDesaparecimento de Sabine Dardenne e Leticia Delrace · Identificação da van e prisão de Dutroux · Resgate das vítimas e celebração pública
  • Crimes e OcultaçãoSequestro e estupro de menores · Prisão e sentença de Dutroux, Martin e Van Pettigam · Liberação antecipada de Dutroux
  • Infância e juventudeSeparação dos pais e possível abuso · Trabalho como eletricista e atividades criminosas · Casamento e filhos
Transcrição124 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Meu nome é Natália Salazar. E eu sou a Renata Schmidt. E esse é o podcast Pátria Amada Criminal. Sejam bem-vindes. Bem-vindes. E aí, galera? Todo mundo bem? Todo mundo feliz, todo mundo alegre, todo mundo...

animada pra segunda-feira. Gente, a gente não tá animada, tá? A gente tá assim mega cansada, pra variar. Porque entra semana, sai semana, o cansaço permanece. Tudo na vida é passageiro, menos o cansaço. Você já percebeu? O cansaço é uma constante. O cansaço é uma constante na vida dessas grandalhonas, gente.

Sim. Não nego. Não nego, né? Bom, hoje, minha amiga Tiaga, como prometido, eu trouxe um serial killer. E esse é um pesadão da Natália. Porque essa semana já tá ruim.

Já tá difícil. Já não está sendo fácil. E agora vai ficar difícil. Já não tava fácil, agora vai ficar difícil. Agora vai piorar. Eu já vou me preparar, assim, pra minha alma me dar um rolê. Porque normalmente, quando a Natália conta esses pesadão, chega no final, a minha alma já foi embora.

A minha fé na humanidade já se foi. Dá pra ver na minha... É muito engraçado, gente. Dá pra ver na minha cara a felicidade indo embora aos poucos. E não tem como... Quando eu vejo, eu me olho e eu já tô lá... O engraçado é que eu começo a contar e a gente vai ficando triste, vai ficando triste, fica puta, daí fica triste, triste, triste.

No final do episódio, você tá tão pistola e quieta e chateada que eu já começo a ficar tipo, ah, eu preciso terminar logo porque a Renata tá morrendo. Não, não, não é pra correr. É que, pô, eu fico pistola mesmo. Eu não consigo controlar. Eu tô sempre indignada, gente. Meu temperamento é esse. Alguém tinha que colocar, o que você é? Fofa? Feliz? Eu sou indignada. Nossa, eu sou indignada. Eu tô sempre indignada com alguma coisa. Eu também. Eu tô sempre tanto que eu tô tratando em terapia isso.

A gente vai falar de Mark Dutroux, um serial killer belga que cometeu todo tipo de abuso contra crianças e adolescentes. Ah, Natal. Então eu já quero deixar o alerta gatilho, gente. Não é sempre que a gente traz o tema de pedofilia e assassinato em série de crianças aqui para o podcast. Mas esse é um caso bastante emblemático e que, ao meu ver, pelo menos...

ele tem muitos paralelos com o que está acontecendo nos dias de hoje. Então, eu acredito que seja um caso de estudo bastante relevante.

Porque esse caso, ele transformou a Bélgica como país. Nossa, interessante. Isso porque ele mostrou a ineficiência da polícia belga e as muitas falhas no sistema de justiça do país. Isso, juntamente com as muitas teorias de conspiração que envolvem esse caso, abalaram a confiança do povo belga nas autoridades de forma geral.

E assim, a gente vai tratar dessas teorias de conspiração porque hoje, nos dias de hoje, porque elas foram tratadas como teorias de conspiração por muito tempo. Mas nos dias de hoje, vivendo no mundo de hoje, você chega, você vê esse caso e você fala é teoria de conspiração mesmo ou é realidade? Você começa a ficar meio... Sim.

Se alguém me falasse há 10, 15 anos sobre os Epstein Files, eu ia achar que era tudo uma grande teoria da conspiração. Eu nunca ia imaginar que... Eu nunca. Tanto que a gente falava que isso daí é coisa de conservador maluco, conservador que quer falar que todo mundo é pedófilo, gente doida.

E daí você fala, meu Deus, a tal ilha de predadores. Quando que você vai imaginar? A tal ilha de predadores era real, sabe? Então, a gente precisa, é por isso que eu quis trazer esse caso, porque eu acho que ele tem paralelos com o que está acontecendo atualmente, e talvez ele abra uma discussão bastante interessante, gente.

E como esse é um caso bastante complexo, com muita gente envolvida, eu vou começar essa história do começo e seguir em ordem cronológica. Também por causa da complexidade do caso, eu precisei dividir o meu roteiro em duas partes, porque a primeira parte é bem pesada.

As minhas fontes para esse episódio foram a BBC, a Time Magazine, The Brussels Time, a Murderpedia, mas principalmente 1.335.000 artigos do jornal The Guardian. Porque o The Guardian tem uma cobertura maravilhosa sobre esse caso, tem milhares de artigos e eu fiquei lá me enterrando, chafurdando na pior da humanidade.

Eu também usei um artigo de 1988 chamado Confronting an Atrocity, da jornalista e acadêmica britânica Liz Kelly para a revista Trouble and Strife, uma revista feminista que foi publicada de 83 a 2002.

Eu também vi o documentário Witness, The Lost Children, do Channel 4, e Dutro and the Dead Witnesses, do diretor Pete Eichmann. Ambos estão no YouTube e ambos estarão linkados na descrição desse episódio.

E eu também, eu não mencionei nas minhas fontes, porque o meu roteiro já estava pronto quando eu ouvi, mas eu também ouvi o episódio do 60 Minutes Australia sobre o caso. Eu adoro usar 60 Minutes para pesquisar. Ah, eu amo. Eu amo os documentários. Principalmente o 60 Minutes Australia. Eu acho maravilhoso, porque daí o sotaque é gostoso, não é sensacionalista, é uma coisa bem...

post, eu adoro. E tem um tom meio de documentário da BBC dos anos 2000. Eu não sei explicar porquê. Tem alguma coisa no jeito que eles fazem. Eu não falo isso como uma crítica, né? Eu acho o máximo. Me passa aqueles documentários mesmo, aqueles clássicos do Investigação Discovery, sabe? É, então, eu gosto bastante. E eu adoro o stack australiano. Então, eu também usei esse episódio sobre o caso, tá, gente? Vou linkar ele na descrição do episódio também.

Bem, Mark Dutrô nasceu em Bruxelas em 1956, o filho mais velho de cinco irmãos. Seus pais, Victor e Janine, eram professores. Em 1971, o casal se separou e o pai se mudou da casa da família. Quando Mark se formou... Ai, gente, eu vou falar Mark Dutrô toda vez, tá? Porque eu não quero chamar ele de Mark, como se eu conhecesse esse bofe.

Chama de Dutrou Vou chamar ele de Dutrou Pra ficar bem assim Separado de mim, porque se eu começar a chamar ele de Mark Parece que ele é meu amigo

Quando Dutroux se formou no ensino médio, ele também deixou a casa da família quase que imediatamente. Então a gente sabe que o relacionamento dele com os pais não era lá dos melhores. Ele inclusive chegou a afirmar que os pais eram fisicamente abusivos com ele quando ele era criança, que ele apanhava muito dos pais. O que eu não duvido, porque, gente, ele nasceu em 1956. Naquela época, bater nos seus filhos era meio que uma obrigação paterna.

parental, assim. Eu não sei se... Porque ele é da idade do meu pai. Eu não sei se na época dele, isso ainda era comum, mas na geração anterior a ele, ainda existia palmatória em escola. Tipo, os professores batiam... Porque eu lembro do meu avô contando história de palmatória pra mim. Então? Então, se a punição física nas escolas não é uma coisa tão distante daquela época, imagina em casa, não? Quando ele saiu de casa...

ele foi trabalhar majoritariamente como eletricista. Mas ele começou a fazer uns corres aqui e ali. E, segundo a imprensa local, teria trabalhado também como profissional do sexo. Algumas fontes também mencionam que ele teria exercido a função de cafetão por um tempo. Mas nem todas as fontes falam isso.

De qualquer forma, durante a década de 70 inteira, o Dutrou ganhava vida com furtos, assaltos, roubo de automóveis e tráfico de drogas. Esses crimes se mostraram bastante lucrativos, já que o Dutrou acumulou um total de sete residências, sendo que pelo menos quatro delas eram utilizadas para seus crimes.

Eita, ele era então um crime boss, um chefão do crime. Na verdade, ele não era chefão não, tá? Ele era eletricista. Só que ele passava mais tempo desempregado fazendo corre do que propriamente empregado fazendo instalação elétrica. E como ele estava desempregado, ele era um profissional desempregado, ele coletava assistência social do governo. Tá.

E por fora ele fazia furto, assalto, ele trabalhou num desmanche de carro por um tempo, então ele fazia desmanche e exportava peças de automóveis ou automóveis caros para fora da Bélgica, para a Polônia, para a Hungria. Então, assim, ele não era um chefe do crime, mas ele acumulou diversas residências, sete residências ao total.

As residências eram boas? Não, era um bando de casebre podre, mas era o que ele merecia por ser uma pessoa... Ah, então não eram tipo casonas, não é que ele tinha... eram vários... Eram umas casas meio podres, umas casas de classe média, classe média baixa, meio podres, mas eram sete residências.

Vai ter vários nomes em francês nesse episódio, então você precisa me corrigir se eu estiver falando alguma merda. Porque vai chegar. Eu tentei procurar a pronúncia das palavras, mas você sabe que o meu francês é assim, pobreter. É très bizarre. Em 1976, ele se casou com uma mulher chamada Françoise Dubois, com quem ele teve dois filhos.

O casal se separou em 83 devido em grande parte ao comportamento abusivo do Dutrou, bem como seus muitos affairs. Uma de suas muitas amantes era uma mulher chamada Michelle Martin, que se tornaria sua segunda esposa e mãe de seus outros três filhos. Esse nerd teve cinco filhos. Ele faz corre e faz filho. Essa é a vida dele até aqui.

E essa Michelle Martin, ela era professora. Ela era professora do ensino primário, assim, ela era professora infantil. A atividade criminal escalonou em 85, quando Dutrou, com a ajuda de um ou mais cúmplices, começou a sequestrar meninas para estuprá-las. Meu Deus! A primeira vítima confirmada foi uma menina de 11 anos de idade, chamada Sylvie D.

ou Sylvie D. A gente não tem os sobrenomes delas, porque como a maioria era menor, e isso são casos antigos, eles optaram por preservar a privacidade das meninas. Ah, que bom. Ela foi sequestrada pelo Dutroux e seu cúmplice Jean Van Pettigam, em junho de 1985. Em outubro daquele ano, eles sequestraram Maria V, Maria V, Tá?

de 19 anos, que identificou um terceiro homem como cúmplice. Em dezembro de 1985, uma mulher chamada Axelle D. foi sequestrada e estuprada por Mark Dutro e seu cúmplice Jean Van Pettigam. Segundo ela, o Jean teria dito que eles eram parte de uma gangue.

Ainda em dezembro, eles sequestraram e estupraram uma menina chamada Elizabeth G., de 15 anos de idade. E em janeiro de 86, uma menina chamada Catherine B., de 18 anos, foi sequestrada por Dutroux e pelo menos mais um cúmplice. Em fevereiro de 86, o Dutroux, o Jean e a Michelle, esposa do Dutroux, foram encontrados e presos.

Isso porque o Jean Van Pettigand, sendo o melhor cúmplice de todos, havia conversado tanto com as vítimas que ele teria dado informações importantes que ajudaram as vítimas e a polícia a identificá-los. Que bom, que bom que ele é burro. Ainda bem. A gente ama um criminoso burro, gente. Sim.

O Jean também confessou quase que imediatamente, dando detalhes importantes sobre os sequestros. Ele admitiu sua participação no sequestro da Axel e confirmou que o Mark Dutro teria filmado e tirado fotos do abuso da Elizabeth. A Michelle foi presa também porque ela ou facilitou o sequestro ou pelo menos tinha conhecimento dos sequestros.

Em 1989, Jean Van Pettigam recebeu uma sentença de seis anos e meio. Seis anos e meio? Michelle Martin uma sentença de cinco anos. E Mark Dutroux recebeu uma sentença de treze anos e meio de prisão. Isso tudo, gente, pelo sequestro e estupro de cinco meninas, sendo que três eram menores de idade.

Nossa, ridículo. A sentença do Mark era mais dura também porque ele foi condenado por roubos e assaltos. Então ela foi agravada ainda. Os 13 anos e meio de prisão era uma sentença agravada por roubos e assaltos. Ou seja, pelo sequestro e estupro ela ainda era menor.

Mas essa história, obviamente, não acaba por aqui. Como se não fosse um soco no estômago saber que o trio recebeu essas sentenças extremamente leves para os crimes de sequestro e estupro, a gente precisa lidar também com o fato de que nenhum deles cumpriu a sentença inteira. A Michelle foi liberada depois de apenas dois anos atrás das grades.

E o Marc Dutrô cumpriu apenas três dos 13 anos aos quais foi condenado. Três. Ele foi liberado em 1992 pelo então ministro da Justiça Melchior Watelet.

Parabéns, espero que ele esteja orgulhoso desse legado dele. Pois é. O Melchior, ele liberou vários predadores sexuais por bom comportamento. E mais tarde ele perderia o cargo, inclusive, por conta desse caso do Mark Dutron. Que bom. A gente vai falar um pouco mais disso mais pra frente.

É que bom, é bom ver que às vezes existe alguma consequência, né? Porque às vezes a gente vê o caso que a pessoa faz isso e não só não acontece nada, como ela ainda ocupa outros cargos. Esse tem que ficar... Pois é, esse pelo menos foi envergonhado em praça pública e perdeu o cargo. Ah, que bom. O Mark Dutrow foi liberado em 1992, apesar da oposição da promotoria e do psiquiatra que o havia examinado na prisão.

A própria mãe do Marc Dutroux escreveu ao diretor da prisão para alertá-lo sobre o filho.

Ela reclamou que o Mark estava usando as visitas supervisionadas à casa da avó para fazer o inventário dos pertences dela, algo que estava deixando a idosa angustiada. Mano, a mãe do maluco está falando, deixa esse maluco preso. E ela escreveu ainda, o que eu não sei e o que todos que o conhecem temem é o que ele planeja para o futuro. Você tem a mãe do maluco falando, ele não está reabilitado, ele vai me matar.

Ai, gente, desculpa. Eu vou parar de te interromper. Não, fica indignada. Solta os cachorros mesmo. Eu não quero atrapalhar a narrativa, mas eu quero deixar registrada a minha revolta, a minha indignação e a minha vontade de subir no palanque e gritar com o megafone. Prossiga, por favor. Então, segundo o jornal francês, Liberation? Liberation.

Liberation. Liberation. Liberation. Pensa naquele R2R. Liberation. Liberation. Eu estou só sendo chata, fala do jeito que você quiser. La liberation. Mas eu preciso aprender. Não precisa não. Eles tudo... Já falo muita língua também, Natália, tá bom. Segundo o jornal francês Liberation, as cartas nunca foram respondidas.

Esse podcast é um oferecimento da Wise, o app feito para você ser do mundo. Com a Wise, você pode enviar, receber e pagar com o cartão em mais de 40 moedas, economizando na conversão. Seja enviando dinheiro para um parente que mora fora, pagando com o cartão da Wise em uma viagem para o exterior ou recebendo dinheiro de outro país. Com a Wise, você faz tudo de forma prática, segura e rápida.

Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam.

E, gente, se vocês, assim como a Renata, já estão extremamente revoltados aqui, calma que piora. Eu já tô com o pessoal. Mano, o pior dos crimes do Marco Dutrô começaram após a sua soltura.

Em junho de 1995, duas meninas de 8 anos de idade, chamadas Melissa Russo e Julie Lejane, desapareceram depois de sair de casa para uma caminhada na vizinhança. A vizinhança delas era... eu não vou nem tentar pronunciar. Elas moravam em Liege, no leste de Bruxelas.

E a gente vai perceber, gente, que a Bélgica é um paizinho, né? Muito pequeno. Mas os crimes do Mark, eles vão de um lado para o outro, do sul ao norte, eles vão ao redor de Bruxelas, vão para o litoral, volta. Ele não tem muito uma área específica onde ele atua.

A Melissa e a Julie, elas eram extremamente apegadas uma na outra, elas eram melhores amigas, elas estudavam junto, elas faziam dança juntas, e a Julie foi para a casa da Melissa e elas perguntaram para a mãe da Melissa se elas podiam dar uma volta pela vizinhança e logo elas iam voltar.

E daí deu uma hora, duas horas e nada das meninas voltarem. Daí as famílias começaram a buscar na vizinhança, tentar achar as meninas. E quando eles não encontraram, eles ficaram cada vez mais desesperados e chamaram a polícia. Quando os pais ligaram para a polícia para reportar o desaparecimento, a polícia se mostrou, num primeiro momento, muito solista, pronta para investigar o caso.

no entanto a polícia não tava completamente preparada para uma investigação daquela magnitude era como se eles não soubessem por onde começar isso segundo os próprios pais né das meninas e isso claro fez com que os pais dessas meninas perdessem a confiança na polícia

Duas semanas depois, eles estavam tão desesperados que eles resolveram fazer tudo o que eles podiam, tudo o que estava no alcance deles, para que o desaparecimento delas não caísse no esquecimento. Eles deram uma coletiva de imprensa, mandando uma mensagem para os possíveis sequestradores e para as meninas.

deram entrevistas para a televisão, mandaram fotos para os jornais, espalharam panfletos e penduraram cartazes, incluindo cartazes nos principais aeroportos da Ásia e da Europa.

infelizmente nada aconteceu o chefe da investigação chegou a falar para um dos pais para o pai da julie que o caso das meninas não era prioridade para a polícia naquele momento nossa mano quem que fala isso para um pai

O pai dela falou que o chefe da investigação chegou assim e falou não, essa não é a principal prioridade da polícia nesse momento. Uma senhora que tem sua bolsa roubada ou é agredida tem tanta prioridade quanto sua filha.

Imagina você falar isso pra um pai, gente. Não existe isso, sabe? E é bizarro, porque a gente viu muito isso em caso de desaparecimento de criança nos Estados Unidos nos anos 80 também, né? Começou a mudar um pouco depois do caso do Johnny Goss, que a gente fez alguns episódios pra trás, né? Alguns anos.

Mas é bizarro. A gente fica chocado hoje, mas era a resposta meio que normal da polícia, né? Sim. Sabe que eu fui pra Luxemburgo esses dias, né? Fica lá perto da Bélgica. E aí eu fiquei sabendo por uns amigos que estão lá, que a Bélgica é considerada... Eu acho que ela tá no segundo lugar daquele ranking, acho que é Númbio. Vou até confirmar. É o segundo país mais violento da Europa. É tipo do ranking nesse ano. Sério? Sim. Meu Deus, gente.

É isso mesmo, o nome do ranking é Numbel. É o segundo país da União Europeia, o segundo país mais violento da União Europeia. Que horror! É tenso, é tenso. Eu fui pra Bruxelas uma vez, foi meio 13 no sentido de que assim, a gente não aconteceu nada com a gente, mas dos países que eu conheci, das cidades, né? Eu fui só pra Bruxelas, não conhecia as outras. Mas sabe quando você vai pra cidade e a cidade é meio perigosa à noite?

A mesma sensação de insegurança de você andar no centro de São Paulo à noite, em termos de lixo, da galera, de usuário, de substância mais tensa andando na rua. E aí eu fiquei com essa impressão. A cidade é linda. Quando você vai para as regiões mais turísticas, é tudo muito bonito e tal.

Mas a criminalidade da Bélgica é um problema para a galera de Luxemburgo, porque eles são colados e tem muita gente, por conta do Benelux e da União Europeia, o trânsito é livre, então impacta a galera dos países em volta. Claro, principalmente um paizinho pequenininho igual a Luxemburgo. Que é o país com o maior número de Porsche por habitante.

É, o país de boi, né? Você tem um país extremamente rico do lado do país mais violento, do segundo país mais violento da União Europeia. Então, é... E eu tava vendo agora, eu tava procurando o nome do ranking, porque eu acabei de ter essa conversa, né? Eu tive essa conversa tipo anteontem. E eu tava procurando o nome do ranking, e eu vi que Ligia é uma das regiões mais perigosas, junto com Bruxelas e a Antuérpia, por causa do porto. Antuérpia, né? Sim, é Antuérpia.

Então é um problema A violência é um problema lá Criminalidade alta, como a gente vê em São Paulo Gente, não tinha ideia Eu achava que a Bélgica era o maior país de boy O maior país assim, frufru Porque eles são franceses Ah, então, eu achava que era um país meio frufru É meio tenso

Mas enfim, dois meses depois, duas adolescentes chamadas Anne Marshall, de 17 anos, e F. Lambreck, de 19, desapareceram enquanto estavam em uma viagem ao litoral, em Ostend. Elas estavam viajando com alguns amigos de escola, e um dos amigos telefonou para os pais da Anne, dizendo que ela e a F. tinham ido para um show na noite anterior e não tinham voltado.

E os pais da Anne, a família Marshall, eles liberaram ela, apesar dela ter só 17 anos, justamente porque ela e a F eram extremamente responsáveis. Elas não saíam para a balada, elas não eram de ficar se escondendo, fazendo besteira, ficar até tarde da noite na rua.

A F odiava qualquer tipo de droga, essas coisas, bebida. Ela era bem careta mesmo, elas eram extremamente responsáveis. Então, eles falaram, claro, pode ir. Confiaram completamente nas meninas, porque elas eram muito cabeça, muito responsáveis.

assim, tua falta, sabe? Até demais. E ir num show sozinha com 17 anos não é nada demais. Pelo menos na minha época. Não é nada demais. Não, mas elas tinham ido pra Ostown, que é no litoral. Eu acho que são duas horas de onde elas moravam. E elas foram com os amigos da escola, os pais liberaram porque elas eram muito responsáveis.

Bem, quase que imediatamente a polícia ignorou a urgência da situação. Mais uma vez. Dizendo que quando garotas adolescentes desaparecem, é porque elas normalmente estão fazendo algo de errado com os amigos, com garotos, ou fugiram com o namorado.

Nossa, gente. Quando a mãe da Anne falou que aquilo não era o perfil da filha e insistiu que havia algo de errado, um policial teve a pachorra de dizer que ela deveria assistir menos Miami Vice na televisão. Nossa, gente. Deu pra ver que a grosseria é o padrão da polícia aqui, né? E daí ela respondeu pra ele dizendo talvez você tenha que começar a assistir pra saber o que fazer. Vixe! O que eu achei um lacre.

E daí ele começou a discutir com ela e falar, não, eu tenho 20 anos de força policial e blá blá blá. E ela, então, acha minha filha. E aí? Era um serial killer. E aí? Tava fazendo o quê? Nesses vinhos, prestando atenção, não tava. Pois é. Bem, essas quatro meninas estavam desaparecidas ao mesmo tempo. Algo que era bastante incomum na Bélgica.

E isso começou a mudar a imagem que a população tinha do país. Mas até então, ninguém tinha conectado os pontos, ninguém tinha conectado os dois casos. As duas que desapareceram em Ostana eram duas adolescentes, e as que desapareceram em Liege eram duas meninas de oito anos. Então, eles não conectaram os pontos. Não era mesmo o perfil, né? Aparentemente.

Em dezembro de 1995, o Marc Dutroux foi preso por roubo de carros e passou quatro meses na prisão. Em maio de 1996, com o Marc Dutroux já solto, uma menina de 12 anos chamada Sabine Dardenne desapareceu a caminho da escola em Tourné, ao sudoeste de Bruxelas.

Em agosto daquele mesmo ano, Leticia Delrace, de 14 anos, foi sequestrada enquanto voltava para casa em Bertry, no sul da Bélgica. E foi aí que a sorte do Dutro começou a acabar. A mãe da Leticia disse que a filha jamais fugiria de casa e que algo muito sério deveria ter acontecido para que ela não voltasse.

E a polícia belga daquela região finalmente começou a levar a coisa a sério. Como eu falei, as meninas desapareceram de diferentes regiões da Bélgica. Então cada polícia meio que tratou de um jeito. E um departamento de polícia não falava com o outro, principalmente porque tinha as barreiras de língua e de ego, que eles não se falavam muito.

Então ninguém tinha conectado os pontos ainda. Mas a polícia, no caso da Leticia, eles falaram, pô, a menina desapareceu, a mãe falou que ela não é do perfil dela, fugiu de casa. Um policial nesse país não foi estúpido com a família da Vítia. Pois é. Até agora. Pois é.

ele resolveu levar a sério e a polícia eles refizeram o caminho que a menina teria feito naquele dia entrevistando pessoas que moravam ali no caminho inteiro palmas para o trabalho e

um menino disse que uns dias antes uma vã estranha estava circulando na vizinhança. E ele e a irmã mais nova dele lembravam claramente dessa vã porque essa vã era velha e fazia muito barulho. E ele conseguia lembrar da primeira parte da placa, das iniciais da placa. E daí a polícia...

pegou van tal assim assim assado, registrada com tal placa, com as iniciais. E eles receberam uns 20 nomes. E entre esses 20 nomes tinha Mark Dutroux. Que já era um nome muito conhecido, porque esse homem era um sex offender. Ele era um predador registrado. Ele era um estuprador em série.

que já havia sido condenado a 13 anos e meio de prisão pelo sequestro e estupro de cinco garotas. E que ainda estaria preso se não fosse aquele imbecil soltar. Pois é. Ele foi novamente preso em 13 de agosto de 1996, junto com seus dois cúmplices, sua esposa Michelle Martin e um homem chamado Michelle Lelievre.

Depois de dois dias intensos de interrogatório, Mark Dutroux finalmente quebrou. Ele disse para a polícia que em sua casa em Marcinel, eles encontrariam duas de suas vítimas. Quando a polícia entrou na casa, eles encontraram uma porta secreta no porão. E era uma porta...

e ela estava camuflada com concreto e umas prateleiras. A gente tem vídeo desse porão e da polícia abrindo essa porta e a gente vai mandar para os nossos apoiadores. A porta dava entrada ao que só pode ser descrito como uma jaula, uma cela. E lá eles encontraram e libertaram Sabine e Letitia.

E quando essas meninas foram encontradas, o país parou para celebrar. Porque todo mundo estava acompanhando as notícias e todo mundo acompanhou quando o Marco Dutroux foi preso. E quando ficou sabendo que tinha duas vítimas que poderiam estar vivas, o país meio que parou para acompanhar as notícias, os jornais.

Então foi uma grande festa, uma celebração quando elas foram libertas com vida. Eu imagino que para o país deve ter sido o equivalente a uma caça ao bicho-papão. Sim. Era uma vitória para o povo belga, mas também uma esperança para os pais das outras meninas que continuavam desaparecidas.

Infelizmente, essa esperança durou muito pouco. Quando os detalhes do estupro e do abuso que as meninas vivenciaram naquele porão vieram à tona, as famílias, assim como o restante do povo belga, ficaram horrorizadas. A Leticia disse que ela estava voltando para casa quando eles, o Mark e o Michel, de dentro de uma van, começaram a puxar assunto com ela.

eles então a agarraram pelo pescoço e a puxaram para dentro na van eles a forçaram a engolir comprimidos e quando ela acordou ela não sabia onde tava e nem que horas eram

Ela ficou presa em um quarto, mas logo foi levada para o porão, onde a Sabine já estava há cerca de 75 dias. Nossa! Segundo a Letitia, os sequestradores disseram às meninas que elas não seriam soltas, pois seus pais teriam se recusado a pagar o resgate.

Isso é uma coisa que a Sabine fala também, que eles falaram durante todos os dois meses e meio que ela estava lá, eles falaram que... Elas falaram que os sequestradores disseram seus pais não querem saber de você, eles se recusaram a pagar o resgate.

Tanto que acho que é no 60 Minutes Australia que tem uma carta da Sabine que ela escreve para os pais e ela fala se vocês conseguirem juntar o dinheiro, desculpa ter que pedir isso, mas é que realmente, sabe? Por favor, eu espero que vocês ganhem na loto para conseguir esse dinheiro. Eu sei que é um dinheiro difícil de conseguir.

Ela tá meio que implorando pros pais porque ela acha que os pais abandonaram ela. Sabe o pior? É que isso não é incomum. Tem alguns anos que eu li esse livro, talvez é um caso que eu até traga pro canal, que é a história da Natasha Kampouf, que ela foi presa na Alemanha, ela ficou anos sequestrada. E ela conta que o sequestrador dela falava isso pra ela.

A maioria fala, porque eles... Ele fala, sua família não quer... Você acha que sua família te quer pra pessoa desistir de fugir? Porque eles querem fazer a pessoa acreditar que ninguém tá procurando por ela e que ninguém se importa se ela tá viva ou não, então por que não ficar ali? É, não, isso acontece em diversos casos desse tipo, porque primeiro eles quebram você psicologicamente a ponto de você simplesmente não tentar fugir.

Naquele porão, elas foram repetidamente estupradas e torturadas. Dias depois, Marc Dutroux fez uma nova confissão. Ele disse que a polícia deveria cavar o jardim de sua casa em Salle-le-Bussière. Lá, eles de fato encontraram os restos mortais de Bernard Weinstein, um cúmplice do Marc que ele havia matado depois de uma desavença.

Naquele mesmo jardim, eles encontraram os corpos de Melissa Russo e Julie Legiane. E como elas morreram vai te deixar extremamente revoltada. Porque essas meninas... Mais. Muito mais.

porque essas meninas foram sequestradas em junho de 1995 e levadas para a casa do Marc Dutroux, em Marcinelle, onde elas foram aprisionadas, estupradas e torturadas no porão por meses.

a michelle a esposa do marc doutrô mãe de três filhos e professora do ensino fundamental sabia que as meninas estavam lá e a gente pode discutir a gente até vai discutir se ela era parte do abuso ou se ela mesma era uma vítima do marc

mas ela sabia que essas duas meninas de oito anos de idade estavam presas naquele porão pois bem o mark foi preso por roubo de carros em dezembro de a essa altura as meninas já estavam no porão há cerca de seis meses sofrendo todo tipo de abuso

Enquanto ele estava encarcerado, a Michelle foi diversas vezes até a residência. Ela alimentou os cachorros do Mark, pastores alemães que cuidavam da propriedade. E em nenhum momento, durante os quatro meses que aquele homem ficou preso, ela entrou naquele porão. As meninas... Está zoando. As meninas morreram de fome. Mana, está zoando. Essa mulher ia na casa para dar comida para os cachorros. Uhum.

A Michelle, mãe de três filhos, professora infantil, professora de crianças, deixou duas meninas de oito anos morrerem de fome e de sede sozinhas, trancadas em um porão.

Esse é o tipo de caso que me faz querer muito acreditar que existe uma vida após a morte que nem eles pregam no cristianismo. Porque tem que ter um círculo no inferno especial pra gente assim, sabe? Cara, é... E assim, em sua defesa, a Michelle disse o que toda mulher escrota fala. Ai, eu tinha muito medo do meu marido. Eu era uma vítima também. Mas você vai me desculpar. A gente tava preso, né? Você vai me desculpar.

Não, pra algumas coisas... Se você é uma pessoa adulta, se você é uma mulher adulta e você sabe que tem duas meninas de oito anos trancadas em um porão, morrendo de fome, de sede, de medo...

e você não faz alguma coisa, você vai alimentar os cachorros e você não faz tudo que está no seu poder para libertar aquelas meninas, você é uma escrota. E você não merece nenhum tipo de empatia ou simpatia da minha parte. Não me interessa se você é uma vítima também, amor. Você pode ser uma vítima. Eu acredito. Você é uma vítima? Ótimo. Eu acredito em você.

Mas se você não faz de tudo que tá no seu poder como uma pessoa adulta pra libertar aquelas duas meninas, você é uma escrota. Você é a escória da humanidade. Até porque duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo, né? Ela pode ser uma vítima dele, eu me escroto. Nem toda vítima é santa. No caso, falando dela. Não, ela pode ser. Eu não duvido que ela também seja uma vítima, que ela também seja vitimizada pelo marido. Mas, desculpa.

Duas crianças estão presas num porão, morrendo de sede, de fome e de medo. E você, como uma pessoa adulta, vai na propriedade, alimenta os cachorros e não entra no porão? Ela também falou, teve uma... Em uma das fontes que eu usei, ela falou que ela... Mencionou que ela tinha falado que ela tava com medo do que as meninas podiam fazer com ela. As duas crianças de 8 anos? Como se as meninas tivessem... É, como se as meninas tivessem ficado meio feras, assim, sabe?

Ela ainda tenta culpar as vítimas, né?

Sim, porque ela achou que as meninas estavam tanto tempo sozinhas que elas tinham ficado meio selvagens. Elas não tinham nem ter força pra levantar de onde elas estavam. Nossa, gente, essa mulher, olha, desculpa, ela e a Carla Ramolka, por mim, podem dar as mãos e andar juntas. Sim. E vamos ter mais e vamos ter mais indignação. Ah, que bom. No julgamento, o Mark disse que ele tinha delegado a tarefa de alimentar as meninas ao Bernard Weinstein. E aí

aquele que foi encontrado morto também no jardim da casa dele quando ele saiu da prisão e viu que o bernard tinha deixado as meninas morrerem ele resolveu enterrar o cúmplice vivo como punição

Então, durante todo o julgamento, e a gente vai falar disso na parte 2, a gente vai falar do julgamento em detalhe na parte 2, ele falava que ele não era culpado da morte das meninas, porque ele tava tratando as meninas bem. Ele tava só segurando elas no porão. Pra torturá-las e estuprá-las, mas elas estavam comendo. Mas elas estavam vivas. Nossa.

entendeu? E quando ele diz ainda que quando ele saiu, ele tentou ajudar as meninas, que elas ainda não estavam mortas, e que ele tentou ajudar, que ele fez de tudo pra ajudar as meninas, mas que ele não conseguiu ajudá-las. O que é uma puta mentira, porque ele ficou quatro meses preso e essas meninas já estavam mortas já fazia semanas, né?

O país novamente parou para acompanhar o velório de Melissa Russo e Julie Legiane. Os pais da F. e da Anne Marshall, que ainda estavam desaparecidas, foram convidados para o funeral. Eles participaram com um misto de luto e angústia pelo que estaria por vir. Os corpos da F. e da Anne foram descobertos duas semanas depois, enterrados em uma das residências do Marque d'Autrô, em Jumé.

Ele disse que elas foram sequestradas e entregues a um cúmplice. E que depois de cerca de cinco semanas sofrendo todo tipo de abuso, elas foram sufocadas e enterradas. Segundo a autópsia, porém, elas haviam inalado terra. O que dá a entender que elas também teriam sido... Que elas foram enterradas vivas. Exatamente. Segundo a mãe da Anne, ela era virgem antes de ser sequestrada.

O pai dela lamenta, mas diz que depois de saber de tudo que a filha teve que passar nas mãos daqueles homens, no final, foi até bom não tê-la encontrada com vida. Ele diz que ele não imagina como seria conviver com aquela realidade o resto da vida. Nas residências do Marco Dutroux foram encontradas centenas de filmes pornográficos profissionais e amadores, bem como vídeos caseiros que ele havia feito com a esposa e com as vítimas.

e com o monstro da bélgica preso e todas as vítimas entre aspas recuperadas a polícia precisou das explicações ao público como aquilo podia ter acontecido na bélgica todas as vítimas ficaram vivas por semanas antes de serem mortas por que a polícia não priorizou o caso por que não ouviu as famílias

Por que não seguiram tantas pistas que levavam ao Dutrô? Como que esse homem sai e não tem nenhum tipo de acompanhamento da polícia? Como pode ele ser condenado por sequestro e estupro de cinco meninas e poder viver fora... e ser solto e poder viver 14 meses fora da prisão fazendo seis novas vítimas? E reincide e fica só quatro meses preso. Não tô nem falando das meninas, tô falando só do roubo de carro. Só do roubo de carro, é? Não tô nem entrando... Tchau, tchau.

A indignação pública crescia a cada explicação mal dada, a cada inconsistência, a cada evidência de negligência, incompetência e corrupção. Sim, corrupção. Porque esse caso é envolto de muitas coincidências. Coincidências muito mal explicadas, que viraram teorias de conspiração e que, como eu disse, que agora...

a gente até questiona se de fato são apenas teorias de conspiração ou se são realidade. O Mark Dutrow e seus advogados disseram que ele era uma pequena parte em um pedophile ring, um grupo de pedófilos de pessoas extremamente poderosas, que envolvia policiais, juízes e até a realeza.

Eita! Essas afirmações foram desconsideradas como uma teoria de conspiração ou o Dutrô tentando se safar dos crimes que ele cometeu. Tentando falar que não, que eu... Porque ele falava que ele estava só segurando as meninas para que outras pessoas as usassem. Ou para vendê-las para fora do país.

que ele era uma pessoa, um intermediário. Da hierarquia desse grupo de pedofilia, desse grupo de criminosos, ele era o mais baixo na hierarquia. Ele era só o cara que sequestrava e segurava as meninas para os outros grandes, poderosos e até membros da realeza. E daí todo mundo falou, ele está querendo se safar, ele está querendo falar que ele não é o criminoso, que o criminoso é outro.

No entanto, com tudo que a gente vê acontecendo hoje no mundo, a gente fica realmente pensando, gente, existem membros da realeza da Europa envolvidos em crimes de pedofilia com o Jeffrey Epstein. Então, é possível que tenha acontecido. Só que a gente sabe, assim, a hora em The Hope, a gente tem dois países, membros de duas realezas, duas famílias reais diferentes, né? Pois é.

envolvidos com Epstein. Não é tão farfetched, tão exagerado. Não é mais só uma teoria de conspiração. Não. Não é mais só uma teoria de conspiração. Então, no próximo episódio, a gente vai se aprofundar nos muitos erros da polícia, no julgamento, nessas muitas teorias e decidir o que a gente acha sobre esse assunto.

Eu vou preparar o meu antiácido, porque eu sei que vai me dar queimação. Vai dar uma azia desgraçada. Mas a parte mais pesada era essa mesmo, em que a gente fala dos crimes. A gente vai falar... Gente, a polícia errou muito nesse caso, mas errou assim feio, errou rude, sabe? O cara fugiu, ele fugiu, depois ele foi preso de novo, parou o país de novo.

Foi, olha, tem pano... É o Ted Ban de Belga. Tem pano pra manga, gente. É o Ted Ban de Belga mesmo. Ele tem pano pra manga esse caso. Então, até a próxima semana. Se você é apoiador do Pátria, você já sabe que você não vai receber daqui só uma semana. Você vai receber a segunda parte daqui dois dias, na quarta-feira. E se você ainda não é apoiador do Pátria, você está esperando o quê para dar o seu dinheiro para a gente? Gente, por favor, gente. Vamos contribuir com esse podcast.

ajuda as tias a viverem de produzir conteúdo e a começarem os episódios menos mal-humorados e é isso gente, eu espero que vocês tenham uma boa semana e tchau e beijos e é isso

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