Episódio #63 - Tecnologia e Digitalização da Segurança do Trabalho (Gustavo Bazzano)
O papo hoje é sobre um tema que está muito em alta: tecnologia aplicada à segurança do trabalho. Recebemos o Gustavo Bazano, CEO e fundador da Arkium, empresa que desenvolve soluções tech pra SST há quase 20 anos, e o bate-papo rendeu muito!Nesse episódio a gente desenrola:🔹 Por que a segurança do trabalho ainda tá "atrasada" na digitalização (e como sair desse buraco)🔹 A diferença entre implementar tecnologia com processo x sem processo 🔹 O medo de "a IA vai roubar meu emprego" - será que é real?🔹 Por que dados ruins = decisões ruins (e como isso pode sabotar teu projeto de IA)🔹 Governança de dados: o que é e por que tua empresa precisa levar isso a sério🔹 Cases reais: monitoramento remoto de trabalho em altura pelo celular, IA conversacional com dados de SST e muito mais🔹 Por que segurança do trabalho não pode mais ser vista como custo, e sim como estratégiaSe você é da área de SST, RH ou gestão e quer entender como a tecnologia pode (de verdade) ajudar a prevenir acidentes e não só empilhar papelada, esse episódio é pra você! 👀👍 Curte, comenta e compartilha com a galera do teu grupo do zap🔔 Se inscreve no canal pra não perder os próximos episódiosNosso muito obrigada aos parceiros Marluvas e MetaSafety por apoiarem esse projeto! 🙌
Gustavo Bazzano
- Segurança do Trabalho como EstratégiaCusto de acidentes de trabalho no PIB · Segurança do trabalho não é custo, é estratégia · Oportunidade de inovação em SST · Transição da reação para a prevenção
- Tecnologia e automação no trabalhoMaturidade digital das empresas · Implementação de tecnologia com processo · Oportunidade de digitalização de procedimentos · Segurança do trabalho como pilar estratégico
- Receptividade e Resistência à IAMedo da substituição profissional pela IA · Tecnologia como ferramenta potencializadora · Valor do conhecimento humano associado à tecnologia · Caminho sem volta da digitalização
- IA e a interpretação de dadosDados ruins levam a decisões ruins · Desafios e Oportunidades da IA · Governança de dados em SST · Organização e padronização de dados
- Soluções Tecnológicas em SST· TecnologiaMonitoramento remoto de trabalho em altura · IA conversacional com dados de SST · Gestão de EPIs e checklists digitais · Algoritmo de score de prevenção de acidentes
- Fiscalizacao e MonitoramentoUso de sensores de celular para monitoramento · NR-35 e monitoramento remoto · Protocolo de atendimento automatizado · IA embarcada no celular para detecção
Fala, galera desenrolada! Sejam muito bem-vindos ao 63º episódio aqui do Desenrola SMS. É um prazer tê-los aqui conosco novamente, hoje com um tema super especial aí para a gente falar de tecnologia na segurança do trabalho, falar sobre digitalização de segurança do trabalho. Já vou trazendo o tema que é para vocês ficarem ainda mais curiosos sobre o que vem por aí. E para a gente começar então, Yuri, salve, salve, desenrolados e desenroladas!
Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do nosso Desenrola SMS. É com grande satisfação que estamos aí, né, iniciando praticamente a nossa 9ª temporada, quase chegando na 10ª. Estão muito felizes, né, a gente tá aí de conseguir manter o projeto entre idas e vindas. A gente segue sempre aí com o mesmo objetivo, que é trazer para todos vocês informação de qualidade e de forma gratuita, né, trazer o que tem de novo no mercado, trazer o que a gente tem, por exemplo, também de afinidade, né, com a forma que a gente pensa segurança também é bem gratificante para nós.
E falando também tecnologia, falar um pouquinho dos nossos apoiadores. Então a MetaSafe, que é a nossa empresa aqui da equipe do Desenrola SMS, que a gente trabalha com a parte de games em realidade virtual de segurança do trabalho, NR-35, NR-33, combate a incêndio com os extintores, jogo dos 7 erros, simulador de embriaguez. E a gente faz bastante esse parque aí nas empresas, o pessoal gosta de trazer atividades diferenciadas.
Então é interessante que vocês conheçam um pouquinho do nosso trabalho da MetaSafe e também a Marluvas, né, que a gente tá até aqui com o nosso mascote da Marluvas aí aparecendo para vocês, dando um oizinho para vocês. Então todos nós aí conhecemos a qualidade dos produtos da Marluvas, o quanto é confortável, inclusive até para usar fora do ambiente de trabalho, né? Então é uma marca de qualidade que nós aqui do Desenrola recomendamos e agradecemos a parceria. Mas vamos lá, sem mais delongas, quem tá aqui para conversar conosco hoje?
Então, para falar, né, de tecnologia, de como essa tecnologia pode ajudar a gente, as empresas, né, e a gente a prevenir acidentes, a gente trouxe aqui então o Gustavo Basano. Tenho prazer de recebê-lo. Ele é CEO e fundador da Arquium, é empresa especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a segurança do trabalho. Há quase duas décadas atua com inovação, transformação digital e desenvolvimento de plataformas que unem software, aplicativos, IoT e inteligência artificial para tornar a gestão de SST mais eficiente, segura e baseada em dados.
Atualmente lidera um ecossistema de soluções voltadas para gestão de EPIs, checklists digitais, permissões de trabalho, monitoramento remoto de atividades críticas, diálogos de segurança e capacitação digital. Seja muito bem-vindo, Gustavo, com a gente.
Muito obrigado, viu? Um prazer. Obrigado pelo convite e parabéns pelo programa, viu?
Legal, a gente agradece. A gente fica muito feliz, né, de poder contar com a tua presença aqui. A gente sempre fala isso, geralmente no final também, que a gente agradece muito quando a gente consegue ter, né, esse tempo com vocês, com o pessoal que vem aqui conversar conosco. A gente sabe como é difícil achar uma agenda hoje em dia, um horário, né? Então quando o profissional vem aqui e contribui com a gente, a gente fica muito feliz.
A gente tá muito feliz com a tua presença aqui. Mas, né, vamos aproveitar o tempo que tu tá aqui também para tentar sugar o máximo aí para a gente poder tirar bastante dúvidas e dar bastante ideias aí para o pessoal e opções, né? E vamos lá, a gente até tava falando um pouquinho no off aqui antes de começar, né? A pergunta que a gente quer começar fazendo para ti lá é realmente, né, em relação à transformação digital, né, na área da segurança do trabalho.
A gente vem no movimento aí dos últimos anos que parece que todas as áreas das empresas foram se digitalizando, foram criando, né, software sistemático, e a gente sentia que alguma questão da segurança do trabalho ainda tinha alguns entraves, parece que ainda tinha, né, algumas, algumas situações que o pessoal era um pouco até resistente. Na tua opinião, vamos lá, vamos começar com uma pergunta já pretensiosa: essa mudança tá chegando, chegou para segurança do trabalho?
Que pé que anda isso assim na tua concepção, nessas tuas atividades aí que a gente tá tendo hoje em dia?
Bom, eu queria dividir isso em algumas partes. Vamos lá. A primeira é que Você tem níveis de empresas que estão muito digital, que se preocupam com digitalização, mas a grande parte ainda não tem o nível de maturidade para chegar nesse ponto. E por quê? Às vezes falta investimento, às vezes falta processo. Você implementar tecnologia sem processo vai dar ruim. É a mesma coisa que você implementar, e vamos chegar lá na frente um pouco, e sem ter dados.
Sim, vai dar o mesmo problema. O governo e algumas empresas, eles digitalizaram muitos processos de segurança do trabalho, principalmente quando você tem comunicação com o governo. Isso tá super legal, ganha produtividade, você tira um pouquinho da burocracia, etc. Mas quando você fala no sistema integrado de gestão de segurança do trabalho, dificilmente você acha um ecossistema completo. Geralmente são ilhas E aí, quando você tem ilhas, você tem uma planilha que faz uma coisa, um documento de papel que faz outra, e isso se perde.
Então tem uma oportunidade muito grande ainda para que tanto procedimentos do dia a dia do SESMT sejam digitalizados, não só os obrigatórios a serem enviados. Então acho que no Brasil, quando as empresas entenderem que cuidar das pessoas faz parte da estratégia Ou seja, cuidar, quando fala cuidar das pessoas, não é só benefícios, vale transporte, vale alimentação, bonificação, não é isso. Mas na segurança do trabalho, quando você precisa entenderem isso e colocar isso como pilar estratégico, eu acho que os investimentos na digitalização vão ser maiores.
Assim, a gente recebe muitos contatos, né, conversa com muitas pessoas sobre digitalização. O SESMT às vezes não tem tempo para implementar a ferramenta de digitalização. Por quê? Porque tá corrido, consumido, com um monte de papelada para preencher. Então assim, avançou, avançou. A gente tá num patamar legal? Eu acho que não ainda. Eu acho que a gente tem oportunidade para aumentar essa digitalização do processo de segurança do trabalho.
Interessante. Essa tua fala me marca muito assim, porque por várias vezes até conversava com colegas de trabalho, com equipe, com time assim, que às vezes eu chegava, até às vezes atualmente ainda chega a suspirar assim: quando é que eu vou conseguir fazer segurança do trabalho? Quando é que eu vou conseguir não passar preenchendo papel, documento? Porque Como tu disseste, o volume, a demanda, né, em termos de documentação e obrigatoriedade, requisito legal, cara, te consome.
Então assim, tu não consegue muitas vezes ser proativo. Eu vou fazer uma campanha, eu vou fazer, e aquele volume de coisas vem, te engole assim, né. E aí realmente, aí quando tem alguma situação indesejada, e aí vai-se tudo e tu fica só naquele. E é muito interessante essa tua fala, né, que Talvez, mas o primeiro ponto eu achei bem importante que tu comentaste ali também, né? Às vezes tu iniciar um processo, por exemplo assim, né, um investimento numa questão dessas sem ter um processo bem definido, tu acaba quebrando completamente ali a possibilidade daquilo evoluir, porque daí rapidamente, porque qualquer mudança ela já incomoda, né?
Qualquer tipo de mudança, alteração, ela já incomoda. Então tu já vai começar com uma mudança, o pessoal vai estar com paciência muitas vezes né, zero, isso aí não dá certo. E já descredibilizou o processo.
Esse é o problema, porque geralmente a culpa vai ser da ferramenta, né? Sim, entendeu? Mas assim, às vezes a empresa não tem nem o processo para fazer isso, e a ferramenta ela é um meio, né, não é o fim, entende? Ela te ajuda. A tecnologia, digitalização, ela serve para digitalizar processo, cuidar de pessoas cuidar de como fazer tem que ser a pessoa, não tem jeito. Mas assim, de novo, existe uma onda hoje na segurança do trabalho de falar de cultura, né?
É assim, ó, eu muito discordo disso. Eu acho isso aí assim, talvez seja o ápice de uma empresa quando você tá falando de cultura. Mas como é que você vai falar de cultura se você não sabe nem se o seu cara recebeu um EPI? Você não sabe nem se o cara foi treinado, você não sabe nem se o cara participou no JAL de segurança, entende? Então assim, mudar esse paradigma aonde a gestão de segurança do trabalho precisa estar perto das pessoas, e só consegue ter tempo para fazer isso se você tira a burocracia.
Eu faço, eu faço realmente essa, é uma crítica mesmo que eu faço mesmo, porque eu sofri, sofro muito ainda hoje, né? Umas questões deles. Acredito que volta e meia a gente conversou isso algumas vezes, como é difícil, por exemplo, primeiro dar conta de tudo, segundo unificar tudo, fazer uma linha assim, por exemplo, de, ó, esse tem um overview geral, tipo um lugar que tu consulte tudo daquela situação. E o terceiro ponto, acho que até teve um outro convidado que comentou isso aqui, eu achei muito boa reflexão dele, que ele disse o seguinte: A gente ainda tá muito preocupado nessas burocracias em se resguardar, né?
Então a gente tá muito preocupado em criar evidência, criar evidência, criar evidência. Aí tu cria uma pilha de evidência assim, porque se acontecer alguma coisa, eu fiz a minha parte, né? E aí a gente não tá cuidando de pessoa, né? A gente tá empilhando papel, guardando evidência, né? Mas o tamanho de volume que cria, realmente, né, a gente acaba mais se preocupando com isso. Não vou deixar, digamos assim, meu na reta. É que o pessoal fala na linguagem mais coloquial.
Mas imagina, mesmo que você queira juntar evidência, vamos supor, não tem problema. Não, eu acho que pode ser uma fase, né?
Isso.
Mas assim, na mão e buscar em arquivo morto, papel, não faz sentido mais.
É que o problema todo é que a digitalização ela vai ajudar a ganhar tempo nesse sentido, né? Só que até tu chegar nesse ponto de estar com tudo digitalizado, que é o problema, né? Esse processo, além das pessoas, eu imagino, né, e pode falar com mais propriedade, eu imagino que elas precisam ser treinadas para isso, para usar as ferramentas, para usar corretamente. Tem uma curva de aprendizado, imagino aí. E aí, até que esse processo esteja maduro, que que a gente tá falando de quanto tempo? Sei lá, 1, 2, 3 anos, sei lá, por aí.
E aí, já que a gente tá falando em cultura, não costuma ser muito da nossa cultura brasileira, né, alguma coisa que não seja imediata. É para amanhã. Não, assim, duas semanas não funcionar, isso é uma porcaria.
Quem é que vai ter persistência para ficar?
E aí roda, daí tem turnover da empresa, aí roda todo mundo, aí às vezes sai a equipe do SESMIC, aí o próprio começa, aí o cara sai do projeto, aí entra outro.
Mas assim, você entende o custo para empresa?
É isso? Sim, sim.
E outra coisa, quando você entra numa empresa, sei lá, começa como tech segurança, você quer crescer, Quer fazer outra coisa. Ninguém quer fazer a mesma coisa o tempo todo, a vida inteira. E como é que você empurra o cara numa burocracia de papelada esperando que esse cara vai evoluir e evoluir teu negócio?
É, não vai, né?
Não vai. Ele vai sair, vai para outro lugar.
Sim, mas o que que seria um caminho? E aí daqui a pouco tu pode me trazer até a experiência que vocês têm. O que que é o caminho mais fácil? É implementar por blocos isso? De repente é mais fácil?
Aonde a dor é maior, começa pequeno, começa pequeno. Assim, a gente tem cliente que a gente começou com um módulo pequenininho, hoje tá, ele usa todos os módulos, entende? Porque o impacto é muito grande e você tem que ir testando, as pessoas têm que, sabe, acostumando, vendo que aquele negócio funciona, acreditando. Por quê? Porque a resistência é natural do ser humano, entendeu? Agora Eu não tenho dúvida nenhuma, as empresas que fazem no digital qualquer processo de segurança do trabalho, eles têm um problema, inclusive dependendo do grau de risco dela, ela tá fadada a não aproveitar uma outra janela que a gente vai falar daqui a pouco.
Interessante, tá deixando mais uma ideia para a gente conversar. E assim, Gustavo, até o próximo tópico ali que a gente anotou como um norte para a gente. Mas se tu quiser também complementar com a tua ideia anterior ali, e a gente ainda sente muita resistência daí também. A gente falou, né, da empresa, enfim, mas assim, dos profissionais em si, né? A gente ainda, esses dias tava conversando com alguém, mano, que que era, e aí veio a crítica, né?
Agora tudo é IA, não sei o quê, eu quero, eu quero ver isso aqui, aquela brincadeira, quero ver isso aqui me substituir porque não sei o quê. E a gente sente esse medo da substituição, a gente sente que alguns profissionais ainda entendem isso como, sei lá, um risco, uma concorrência, né? E acredito que os profissionais de outras áreas também, isso tá bem comum hoje. Mas assim, né, quando a gente fala, né, na questão de aplicativo e arte, na tua visão, qual é o verdadeiro papel da tecnologia dentro disso tudo, né?
Acho que tu deste uma prévia ali. Mas principalmente nessa área da segurança do trabalho, assim, qual é o principal papel que a gente fala em tecnologia hoje? E de certa forma, para a gente quebrar esse paradigma, né, que os profissionais que são da área que enxergam ainda dessa forma como uma concorrência, tá?
Eu gosto de separar também com 3 profissionais. Você tem o cara que não usa máquina, que tá aqui. Você tem só a máquina, que tá aqui. E você tem a máquina humano, que tá aqui, entende? Não tem como competir, não tem como competir. Quando a gente fala máquina e humano, assim, o conhecimento, o conteúdo sempre vai ser do humano, nunca vai ser de outro. Nenhuma IA, nenhum computador vai pegar isso. Agora você imagina associar o conteúdo, a experiência com ferramentas, potencializa muito.
Então para mim, em termos de profissionais, você vai substituir nunca, jamais. Ninguém quer assim. Tem alguns erros clássicos. Você pega um cara que conhece muito de segurança do trabalho, conhece procedimento, tá perto das pessoas, aí você fala assim: eu vou digitalizar o processo. O cara não gosta de computador e tem, né? E tem, mas o cara tem um valor grande dentro da organização. Aí você fala assim: você vai liderar o processo de digitalização.
Você acha que vai dar certo? Muito pouco provável. Porque primeiro que você tá tirando um recurso de alto valor agregado da sua organização para fazer um projeto de digitalização que precisa de método, precisa conhecer a ferramenta, precisa ter paciência, entende? Então o profissional, para mim, que unificar primeiro a questão do conteúdo com a tecnologia, esse aí Tem lugar qualquer lugar. Esse cara nunca vai perder. Agora, brigar contra digitalização— vamos pegar exemplos do nosso cotidiano. Você anda com dinheiro na carteira?
Não, não.
Você poderia ser. Eu conheço alguns que andam, entendeu? Mas tem limitação, entende? Tem limitação. Ninguém quer mais isso. Alguém quer voltar a fazer assinatura de contrato fora da plataforma? Ninguém quer fazer isso. Alguém quer sair do WhatsApp?
É um caminho sem volta.
É um caminho sem volta. Agora, como é que você usa isso dentro da sua organização na segurança do trabalho? Esse talvez seja um viés importante das pessoas entenderem que o conhecimento adquirido desses profissionais antigos que não gostam de tecnologia ou são contra a tecnologia, isso não é problema Não é problema. Eu não leio livro em digital, eu leio livro. Isso não é um problema, faz menos tecnológico ou mais tecnológico, não é isso.
Sim, sim, entende? Mas esses caras, eles vão para outro nível quando eles se associarem. Agora, existe um papel da organização em pensar num projeto desse. O projeto não pode ser: ah, eu vou comprar uma ferramenta, vou digitalizar um processo e vou cobrar o quê? Qual é o resultado esperado em termos de ROI? Esses projetos se pagam assim, ó, 7, 8, 10 vezes. Fazer a conta que você quiser, a conta que você quiser, só de custo direto.
Eu não tô nem falando dos indiretos. Só que você pergunta para um cara desse: quanto é que custa para você? Pergunta para um diretor: quanto é que custa o processo de segurança do trabalho do Não tô falando de salário, essa coisa. Quanto é que custa o seu cara enterrado num monte de papel? Entende?
Então, por isso que eu digo. Tanto é que a ideia ainda, né, quando a gente vai falar de orçamentos, por exemplo, das áreas da empresa, para o ano, o orçamento do ano que vem, aí todo mundo, o setor tal tem isso, segurança do trabalho, EPI, treinamento, ponto. É isso aí que entra. Inclusive, vocês têm que diminuir o custo de EPI. Exatamente. E treinamento, se puder, também.
E aí, por um outro lado, eu tenho visto uma, sei lá, uma tendência, não sei como chama, mas da galera dizendo assim, não, esse ano a gente vai investir em inovação. Então, Yuri, teu PA é investir em inovação. E aí a galera sai desesperada, não, porque eu tenho que inovar, eu tenho que inovar.
Aí vai para o Claudinho, vai para o Claudinho, vai para ChatGPT.
Exatamente, só que daí tu nem sabe o que fazer, entendeu? Mas aí a empresa deu um recurso para tu gastar, mas tu tem que dar um jeito de gastar. E aí não olhou todo esse processo. Então também tem esse viés, é um problema, porque também não vai dar certo.
Também não vai. Mas assim, as empresas, os profissionais precisam entender da base de conhecimento, entende? A base do conhecimento é o que te deixa independente, independente da ferramenta que você vai usar no futuro. A gente, como uma empresa de software, a gente tem propósito. E se amanhã não existe mais a Microsoft? E se amanhã não existe mais o Google, o que que você faz?
Entende?
Então quando você faz a digitalização, você tá trazendo a base de conhecimento para um processo que você pode colocar em qualquer outro lugar depois. Não importa qual é a ferramenta, entende? Então é assim, para mim, os profissionais que unificarem essas, essas dois pilares, eles têm uma chance grande de se diferenciar. Ainda mais agora com IA.
Sim. E aí, quando tu fala em dados, eu acho que isso é uma coisa que também é algo que tá pegando assim, que eu vejo que a galera tá começando a entender a importância de gerir dados e olhar para dados assim. Então vejo que o pessoal tem buscado mais essa informação e tudo mais dentro, né, do que vocês fazem assim. Como é que, como é que isso tá se comportando no mercado? Tu vê que a galera tá conseguindo tomar decisão em cima de realmente faz diferença essas métricas? Como é que é isso para você?
Faz muita diferença. Assim, de novo, é o nível de maturidade dessas empresas. Se tem algumas consultorias grandes que falam assim, 80%, 85% dos projetos de inovação de IA do mundo falham. Aí você vai falar assim, por que que falha? Ah, é por causa do algoritmo? É por causa do modelo? É por causa do token? É porque eles falham? Porque os dados são ruins, entende? Se os dados são ruins, o resultado é ruim. Aí o projeto fracassa. Eu não sei se agora o tema não é, mas eu queria entrar.
A ideia, a gente conversando assim, ó.
A gente tem projeto já dentro da empresa, dentro da organização. Sabe qual foi a primeira coisa que a gente se preocupou?
Governança.
Como usar? Para que usar? Por que usar? E a outra coisa, amanhã sai esse cara daqui, que que você faz? Você consegue passar um dia sem trabalhar com IA?
Alguma coisa tu vai acabar, né? Porque até uma pesquisa no Google já te direciona.
Exato. Mas então, para tudo, o que eu quero dizer é o seguinte, ó, quando você fala empresa É, o dado é teu, entende? A inteligência é tua. Então, se você tem um dado estruturado, padronizado, organizado, higienizado, o teu potencial de solucionar um problema é muito maior. E vou dizer por quê: nunca a humanidade passou por uma revolução tão grande como essa aqui. Pode falar de Revolução Industrial, pode falar o que você quiser, nunca.
A gente não sabe o impacto do que a IA vai trazer na humanidade, não sabe, não sabe.
E tá só começando, e tá só começando.
Você vê aí gente proibindo modelos entre países, entende? Por quê? Porque o negócio tomou uma proporção muito grande. Então, se você tem dados organizados, você tem bons resultados. Se você tem pessoas que tratam esses negócios com a responsabilidade e a governança que isso merece, você tem bons resultados. Mas tem que organizar. Então, sem dados você não é nada.
Agora, com dado, com a pergunta certa, com o processo certo, com padrão onde você sabe que, independente do que tá acontecendo, você tem os dados confiáveis, aí tu conseguiria citar de repente assim alguns exemplos, por exemplo, de dados que não funcionam bem, ou que o porquê que esses dados assim especificamente não funcionariam bem dentro dessa questão de trabalhar com a IA? Assim, é porque, vamos lá, é para o pessoal, de repente a gente tá falando, ele não consegue visualizar isso no seu dia a dia.
Se você fizer uma pergunta agora para IA, fala assim: me fale sobre a segurança do trabalho no Brasil. Me dê estatísticas que comprovem que tem muita morte. Beleza? O que que aí ela vai falar para você? Vai dar exatamente o que você quis. Por quê? Porque primeiro que ela te bajula, ela te agrada. Isso é a primeira coisa. Agora, com qual conhecimento ela fez isso? Sim, da onde ela fez isso? É a mesma coisa você pegar, pegar um relatório dos seus acidentes ou incidentes, colocar na IA da sua empresa e falar assim, ó: Analisa para mim.
Analisar o quê? Sim, com qual viés? Você quer? Tinha uma história com um amigo meu, falava assim, ó, que o advogado ia defender Jesus. Você quer que fale bem ou mal? Aí é mais ou menos assim, entende? Então assim, de novo, eu volto para a questão da governança e da política e dos dados. Se você tem dados confiáveis, padronizados, ela se perder ou sair do contexto, tem risco? Tem, mas é muito menor, claro, entende? E isso me preocupa um pouco, porque é normal quando você tem uma nova tecnologia as pessoas fazerem o oba-oba.
É normal, tá? Isso faz parte do ser humano, né? O cara quer fazer tudo com IA, pesquisa até o tempo com IA, entendeu? É impressionante, né? Mas tudo bem. Mas assim, gasta 2 caminhões de água para dar bom dia. Tem gente que não consegue conversar conversar. Tem adolescente que consegue conversar sem perguntar para IA, cara.
E que perigo isso, a gente pensa a vida inteira dentro da IA.
Mas assim, mas por isso, assim, não dá para fugir disso, entende? Quando a gente traz para segurança do trabalho, que o tema que a gente tá falando, não adianta se você não passar por esse processo de organização dos dados, não passar por esse processo de curadoria da informação, a chance de uma mentira virar verdade é muito grande, né?
Sim. Aí tu faz todo um trabalho em cima, né, de uma informação, tu levantando aqueles dados aí, tá errado, tá errado. E aí tu continua tendo os mesmos problemas.
Vamos pegar o Excel. Eu posso chegar aqui no Excel agora e falar assim, ó, eu tive 40 acidentes ontem. É mentira ou verdade? Como é que eu vou saber quem lançou? Da onde eu vou pegar isso? Agora, se eu tenho um processo aonde para lançar um acidente tem que entrar numa tela que tem log, que alguém vai aprovar, que alguém vai verificar, que alguém vai validar, aí você fala, mas isso é burocracia. Não, porque esse negócio é automático.
Mas você começa a falar assim, opa, esse dado é confiável, ele aconteceu. Eu dei um exemplo qualquer, pode ser qualquer coisa, entendeu? Posição geográfica, se o cara aplicou o DDS, Beleza, aonde ele aplicou? Em casa? Chegou em que tinha que chegar? O cara assinou?
Sim, isso é sempre uma dor, né?
É sempre uma dor. Eu penso que um pouco da resistência também acontece porque historicamente nós temos problemas com dados na segurança do trabalho, principalmente em registros, né, de números, subnotificação. Exatamente assim. Então eu já vi rumores assim da galera dizendo, não, mas eu Não vou reunir todos os dados da minha empresa dentro de uma IA, porque qualquer auditor pode chegar aqui e perguntar para a IA da minha, né, que tá rodando lá na minha empresa, quantos acidentes eu tive, ela vai falar, né?
E eu não declarei, eu não fiz, enfim. Então, porque é a vida como ela é, né? A realidade é essa.
Mas assim, isso não acontece porque os seus dados não ficam públicos se você tem uma boa estrutura de implementação de IA.
Sim, mas no caso de um auditor chegar lá, ele pode, ele pode consultar. Aí essa era a minha questão.
Eles estão fazendo, o que que as pessoas fazem hoje? E aí é o perigo, mas de novo, não é perigo. Vamos imaginar que você tem os dados da sua empresa que você não tem eles curados, ou seja, são jogados ali só, beleza? Chega um auditor e pede os relatórios para você, você dá os relatórios para ele. O cara, para facilitar a vida dele hoje, eu tenho certeza que tem muita gente fazendo isso, vai pegar aquilo ali, vai jogar numa IA que sabe que contexto, e vai falar assim: analisa esse relatório para mim, de qualquer um, não importa.
Vai trazer um resultado. Se o auditor é um pouco mais esperto, ele vai falar assim: me dá as inconsistências. Seria um pouco mais esperto. Me dá as inconsistências. Aí ele vai falar assim, ó, ponto 1 não bate com ponto 2, o ponto 3 não bate com ponto 4, o ponto 5 não bate com ponto 5. Aí a gente quebra. Se você tem os dados curados, isso não acontece, entende? Agora, aí, assim, eu acho que a gente não vai para esse caminho, né?
Porque aí, a tomar a decisão para um auditor, assim, você vê que é uma IA, entende? Por quê? Porque Não tá preparado para isso ainda, entendeu? Você não tem todo o contexto da legislação brasileira, você não tem todo, é difícil, entendeu?
Sempre tendenciosa, ela sempre vai querer te agradar.
Mas de novo, se você tem dados bons, você começa a mitigar risco, entende?
Sim, é que tudo isso depende do nível que a empresa tá, como tu disseste lá no começo, depende. Porque senão tudo isso vai por água abaixo.
Mas você entende a oportunidade? Claro, não tem como fugir disso. Então, por exemplo, você pega uma empresa que tem 70 anos, 80 anos, 50 anos, 40 anos, pode existir por mais 40, 50, 70, 90. Você vai deixar teu negócio no papel?
Sim, nossa, sim. Até uma experiência própria assim, tipo algumas empresas, né, que eu visitei nos últimos 2 anos, principalmente questão de consultoria, aparece a quantidade de empresa que eu já chegava para fazer consultoria, coisa nesse sentido. A gente perdeu tudo na enchente aí, papel, papel, ficha de EPI, documento, contrato, certificado de treinamento. E eram coisas assim, não tinha pensado nisso, que ainda hoje correu o risco de empresas não ter o documento nem que seja escaneado, não era ficha de paper, deu uma ficha de paper. E aí tu imagina, numa reclamatória trabalhista, numa auditoria.
Mas eu já ouvi profissionais dizer assim, não, não, eu não vou escanear porque daí o auditor não vai aceitar, porque é digital. A gente veio de um mundo de digitalização onde ainda existem crenças em relação a isso assim, né? E são crenças que por mais que a gente fale, aqui é muito isso que a gente faz assim, é tentar quebrar essas crenças. A galera resiste em função disso, assim, porque alguém algum dia disse que não, carteira digital não dá, se tu não apresentar a física tu vai ser multado, entendeu?
Exato, é. Mas assim, você vê que é uma questão de uma oportunidade ímpar.
É, sim, com certeza.
A gente tá muito avançado, o Brasil é muito avançado em digitalização, tá? Muito avançado. Questão de cartório, questão de assinatura, questão de legislação. A gente é bastante avançado comparado com outros países na segurança do trabalho. É que você tem vários stakeholders desse negócio, né? Eu costumo dizer que todos são atendidos, tá? Você fala com o cara do financeiro, ele fala assim: ah, compra menos EPI, tá? Quanto gasta de EPI? Quanto tempo demora? Dura um EPI? Você não tem esse dado, cara.
Qual é a média de uso?
Você não tem. Então como é que você vai ser eficiente se você não consegue nem medir?
Vai medir isso na mão para ver, não consegue, não consegue muito, né?
É muito volume, entendeu? Então se o cara fala assim, eu vou bancar um projeto desse de digitalização no sério, só com a redução de EPI ele banca, de compra de EPI eu digo, né?
Só isso.
Dependendo do volume da empresa, só as multas que ele toma por não conseguir colocar uma ficha de EPI na mão da justiça, ele já banca.
Não, e a quantidade de dificuldade da periodicidade de entrega, né, que eu vejo direto também, Pix de PI assim, ah, tem que entregar o manual do fabricante lá, disse que no mínimo de tanto em tanto tempo tem que trocar, tá, tá, tá, tá. Olha, nunca vi uma que conseguiu fazer ainda, não vi. É muito difícil, mas e aí não tem, né, não tem como, digamos assim, então culpar o profissional.
Não, claro que não, porque é impossível, né, dentro dessa organizacional, tudo nessa demanda de estratégia.
Aí tu vai lá, o cara, nesse período aqui não tinha EPI que cobriu, não tinha. E aí realmente acaba, né?
Mas tem uma oportunidade da segurança do trabalho ser uma voz da empresa em termos disso, entende? De falar assim, olha, pode fazer a conta que você quiser, o financeiro, para o RH, para o jurídico, para quem você quiser, entendeu? Só o custo direto Sim, só o custo. Eu não tô falando nem de custos indiretos, nem de imagem, eu tô falando nada disso, só de homem-hora trabalhado. Pode fazer a conta que você quiser, ele se paga. E aí você começa a liberar as pessoas para essência, né?
Fala assim, cara, como é que eu reduzo o acidente de trabalho na minha empresa? O cara pensar, né? Estudou para isso, ele gosta disso.
E a fala que normalmente a gente, a Deise deve ter ouvido isso também, talvez provavelmente também, Gustavo. Normalmente assim, quando dá algum problema, quando dá algum fim, alguma situação indesejada, segurança do trabalho, técnico de segurança tem que estar na área, tem que estar na área. Não pode, não pode ficar técnico de segurança dentro da sala, do escritório, do container. Técnico tem que estar na área, mas você não entende o que o cara tá fazendo lá dentro, não consegue sair de dentro da sala muitas vezes.
Tu consegue às vezes Fica dias sem conseguir sair da sala, porque o tamanho, né? E realmente, a essência de efetivamente estar lá com as pessoas, né, de estar no dia a dia, inclusive de entender se aquilo que a gente tem tentado e colocar em prática tá rodando. Porque uma coisa é no mundo ideal, né, mas no mundo real, quando tu tá lá batendo, tu tá vendo que os cara, né?
E isso é realmente uma coisa que não é muito legal quando você pega administradores, diretores, CEO. Tem muita gente que assim, não quero generalizar, Tá? Tem muita gente que já botou isso na estratégia da empresa, tem muita empresa que fez isso já. Alguns não fizeram ainda e estão perdendo oportunidade. Sabe por quê? Porque tudo que aprenderam na parte de administração não tá sendo aplicado, seja de recursos humanos, seja na área financeira, porque isso é eficiência de processo.
É, exatamente.
É que a segurança nunca foi colocada nesse quadradinho, ela foi um setor à parte, e ela é sempre vista como um custo, como prejuízo para a empresa, é sempre custo, nunca é vista como algo estratégico na organização.
Algumas empresas estão mudando.
Algumas sim.
Algumas estão, mas assim, tem uma oportunidade para essas empresas ficarem muito mais competitivas. Olha só, o custo de segurança do trabalho, não custo, mas os acidentes de trabalho representam 4% do PIB do Brasil.
Sim, é um absurdo, né?
São 4% do PIB. Me diz uma empresa que representa 4% do PIB, entende? Então assim, ó, vamos pensar que o viés é financeiro, que não é, porque você tem impacto nas vidas, tem impacto na sociedade, tem impacto, sim, é muito maior, é muito maior, mas justifica. Então para mim não tem nada a não fazer, né?
Porque não fazer, a gente tá, a gente tá falando aqui, né, idealizando algumas questões, falando informatizar e tal. Mas traz para nós, por favor, assim, Gustavo, alguns exemplos, por exemplo, das soluções hoje que tu já oferece. De repente cita alguns exemplos especificamente hoje que vocês já fazem lá na área.
Então hoje são mais de 10 módulos, todos integrados, né, sempre com o trabalhador no centro. Então você consegue ver diário de segurança, EPI, checklist, autocheque, investigação de acidente, apontamento de desvio, taxa de frequência, NBR, gravidade, osas, etc. O que que a gente tá, a nossa construção, tá? A gente demorou mais de 10 anos para organizar esses dados de forma centralizada, com muito cliente, com vários processos, vários segmentos, vários setores.
Agora a gente vai para um passo maior. A gente escreveu, aí é que é novidade, tá? A gente escreveu um projeto de inovação na FINEP para criar o primeiro algoritmo com IA generativa para ver se todos esses dados conseguem fazer um score de prevenção de acidente. Legal, 100% brasileiro.
Interessante.
Mas é uma IA, né? Uma LLM, é um algoritmo. Qual o grande desafio tecnológico? Porque isso vai para ciência, vai para PID, não vai para um produto ainda, porque o acidente é um evento raro fatal. Então, quando você tem um acidente raro, você não tem um padrão. Sim, é difícil essa racionalidade, muito difícil. Então, assim, de novo, a segurança do trabalho tem uma oportunidade muito grande. Então, a gente primeiro organizou a casa, pegou todos os processos, tanto os ativos quanto os reativos, taxa de frequência, taxa de gravidade reativo, restante ativo.
E começa a perguntar assim: Tem correlação? O cara que participa mais de diálogo de segurança, que pega as fichas de DPI dele, várias relações que dá para fazer, né, cara? Dá para brincar com esse negócio. Agora, a gente consegue brincar com isso agora porque sim, tá organizado. Agora você vai numa grande instituição, você tem isso, você consegue ver isso, entende? Agora isso vai para outro patamar. Por que vai para outro patamar?
Porque você tá trabalhando preventivamente. Falar isso há 10 anos atrás era impossível, você não tinha tecnologia para isso, entendeu? Hoje você tem cientistas, o Brasil tem cientistas muito legais na área de IA, professores. Então você juntar academia com problemas reais do negócio leva um outro patamar, não é? Claro, a gente tá numa fase, ah, o cara tá detectando se o cara tá usando EPI com câmera, cara, super maneiro, tudo isso soma, entende?
Tudo isso soma. Mas assim, de novo, como é que a gente sai da reação para prevenção.
É isso, né?
Entende? O Brasil é um país reativo em acidente de trabalho, muito reativo. A gente sempre trata o acidente para depois vir para trás, entende? Então essa organização com todos esses módulos é que nos permite agora tentar alçar uma coisa um pouco mais de valor agregado, entendeu?
E Vamos pegar como exemplo aquele técnico lá que tem 40 anos de empresa, que sabe um monte de coisa e que só ele sabe tudo que ele sabe. Existiria uma forma de conseguir trazer esse conhecimento para dentro da IA também, de uma IA generativa, para que isso pudesse ser somado a esse sistema ou não isso ainda?
Então, ó, a gente tem exemplos, tá, de pessoas que têm 40, 50 anos de profissão e usam o nosso aplicativo para fazer checklist. Dentro de organizações. Esse cara não precisa estar dentro da IA.
Pois é, não precisa. Mas eu digo em relação a trazer ganho para os novos que estão chegando, sabe?
Isso, conhecimento dele, claro. Porque um cara que tá aplicando— vou dar o exemplo que você me falou do seu óculos lá com treinamento, cara. Isso é uma transferência de conhecimento.
Isso, isso, essa transferência.
Esse cara é importante porque primeiro ele é um cara que quebra paradigma. Se ele tá usando Né? Essa é a primeira coisa, né? O cara tá usando. E o segundo, esse conhecimento que ele traz melhora o checklist, entendeu? Melhora as perguntas que têm que ser feitas, melhora as análises que têm que ser feitas. Esse cara sabe quando bate o olho onde vai, onde que não vai, entende?
Então, na prática, isso já acontece, essa autoalimentação com a informação que esse cara vai trazendo.
A gente lançou agora, fazem 3 semanas, 3 semanas você consegue conversar com seus dados. É IA conversacional da Arca. Você consegue conversar com seus dados pelo WhatsApp e pelo portal. Poucas pessoas estão fazendo isso hoje em dia. Quantos checklists eu fiz ano passado? Ele te responde. E desses, quantos tiveram não conformidade? Pelo WhatsApp. Depois que acabar aqui eu mostro para vocês.
Que legal!
Agora, por que que você fez isso? Seus dados estão organizados.
Claro, que legal.
Entende? Então olha a mudança. Quando você fala de conversacional com dados, você tá deixando de ir num Power BI, num PowerPoint da vida para ver um relatório e tá interagindo com seus dados.
Como tu falou, começa a fazer correlações ali nas tuas perguntas, né?
E você começa a retroalimentar, porque você vai criando prompt interno de novo dentro da tua organização. Dentro do teu contexto. E isso vai aumentando. Nunca mais me pergunte isso, isso aqui tá errado. Então, quando as pessoas da tua empresa tiverem usando o IA de forma corporativa, é o que a gente fez dentro da nossa empresa, a gente comprou licença de IA para todo mundo. Então não tem shadow IA, é tudo, é tudo oficial, todo mundo tem que usar a mesma padronizada com email corporativo.
Ah, legal.
Entende? E tem regra, tem skills, tem o que a IA pode fazer, o que ela não pode fazer.
Por quê?
Porque é produtivo, tem que ser, tem que ser assim, não tem outro caminho.
Porque daqui que acontece hoje, tem duas situações, né? A gente escuta às vezes gestores, ah, não é para ficar passando na IA, né? E o segundo, e os que não, tem que passar tudo. Aí que acontece, né? A tua vai de um jeito, a minha tá acostumada com os dados que eu trabalho de outro, e as informações nada conversa com nada, né?
Porque daí, sem contar que é um monte de dado sigiloso que tá indo para uma IA que tu nem sabe.
É, exatamente, né? Joga tudo lá dentro e tá aí, né?
E é assim, quanto a isso, você tem contratos, tem regras, isso aí é tranquilo, tá? Agora, por isso é importante, mas vamos pensar o seguinte, O que você faz? Você pega um relatório desse aqui, coloca na tua IA.
É isso.
Aí você gera um documento. Esse documento foi para onde? Foi para o teu computador. Cadê a base de conhecimento da empresa? Quem curou? Quem fez a curadoria daquilo ali? Está certo? Está errado? Se tá no tom da tua empresa, entende?
Assim que tá dentro lá da missão, dos valores, do contexto. Contexto da organização como um todo, né?
Não é sensacional brigar que se você vai usar ou não vai usar? Esquece, esquece, entendeu? Mas assim, eu iria primeiro para essa parte de digitalizar, padronizar, criar políticas, governança, e depois o resultado qual é vai vir. Se você tiver isso aqui, se você não tiver isso aqui, esquece.
Legal. Antes nós tava falando ali de nós entrar, até queria que tu falasse um pouquinho só dessa solução também específica que nós estávamos conversando antes ali da questão. Eu achei sensacional a solução de monitoramento da questão para trabalho em altura, que nós estávamos conversando antes, só para o pessoal entender, né, o nível de produto, né, que vocês já conseguem trabalhar hoje. Era uma dor, era uma dor, né?
Então De novo, a gente gosta de fazer as coisas de grande impacto de forma simples. Todo mundo tem um celular na mão, todo mundo tem. Aí surgiu uma oportunidade e um setor para falar assim: como é que a gente monitora que o cara tá trabalhando em altura? Em caso dele precisar de um atendimento, isso é automatizado. Bom, o cara tem um celular, isso é um processo, vamos digitalizar esse processo usando sensores do celular. Casou com a norma NR-35, veio uma atualização permitindo monitoramento remoto.
Quando ele fez isso, a gente fez um protótipo, colocou um fluxo que o cara tem que avisar. Você configura, tá? É tudo configurável. Ó, a cada 5 minutos o cara tem que avisar que ele tá trabalhando em altura ainda. Ele inicia uma sessão, ele pode sacolar o celular para renovar a sessão, ele pode falar Renove a sessão, ou ele pode clicar Renove a sessão. Se a sessão é renovada, na central de monitoramento fica normal lá aparecendo uma tela que ele tá trabalhando.
Todo mundo que tá trabalhando ao redor tá logado. Por quê? Porque no procedimento do protocolo de atendimento é manda o mais próximo primeiro, que como o cara trabalha sozinho, entendeu? Então você tem uma rede de apoio.
Beleza.
O cara teve o atendimento, acionamento automático, a central entra em contato com ele. A gente chama de guardião, tá? Todos os guardiões recebem uma mensagem pelo WhatsApp, SMS, email, e alguém pega esse atendimento. Qual que é o procedimento? Ligar para pessoa: você tá bem? Aí a pessoa fala: consigo contato. Conseguiu contato? Tá bem, beleza. Fecha o atendimento. Você tem um falso positivo, não tem problema nenhum. Essa é a intenção, entende?
E aí a gente monitora hoje mais de 3.200 pessoas trabalhando na Alpha. Essa é a fase 1. A fase 2 é o algoritmo embarcado no celular, que a gente tá fazendo em conjunto com a universidade e com uma pessoa que tá fazendo doutorado, aonde a gente embarca dentro do celular se ele subiu ou não subiu a escada. E aí ele não vai nem precisar mais abrir a sessão, entende? Então, qualquer que— aí você fala assim, mas isso serve só para o cara que trabalha sozinho?
Não, o cara da elétrica, por exemplo, que tem um trabalho em altura, você tem que ter um cara lá embaixo, um cara lá em cima. Se o cara tem algum problema, você já sabe que o cara tá trabalhando em altura, você aperta um botão se o cara cair. Porque naquele momento, por mais que o cara seja treinado, ele não sabe se ele liga para— sim, entendeu? Ele pode ficar nervoso. Sim, a resposta à emergência é muito mais rápida, é muito mais rápido, é muito mais rápido.
E aí a gente atendeu um gap de novo, entrando para questão da inovação, né? Ou seja, baixo custo porque a empresa não precisa investir em celular, já tem, já é uma ferramenta de trabalho, só que com tecnologia. De novo, eu volto para— parece simples, né? Claro, tem os celulares, tem os sensores embarcados, etc., mas de novo a gente digitalizou um processo, entende? No final é digitalização, padronização.
Sim, e no fim, no fim da linha é mais segurança para aquela pessoa.
Muito mais segurança. E para tocar D de fornecimento, de valor, né?
Sim, sim, sim, sim. Muito bom. A gente ia perguntar aqui qual que é o futuro da segurança, mas acho que a gente já foi respondido muitas vezes, né? Eu acho que isso assim, e que bom que a gente tá caminhando para isso assim, né? Como tu disseste, acho que é um caminho sem volta e espero que a gente consiga fazer isso na velocidade que tá caminhando aí, de fato, né? Porque normalmente a segurança do trabalho é sempre a última, né, a começar as coisas.
Então, infelizmente, é, mas tem uma oportunidade assim, não sei se eu posso falar mensagem final aqui, mas vamos lá, é assim, o profissional, passa pelo profissional da segurança do trabalho, esse cara é o ponto focal para esse negócio, não pode ter medo de primeiro, de que vai perder o emprego, esquece. Ó, primeiro, por legislação não pode, tá? Vamos pelo lado legal, não pode. Agora, se o cara tá agregando valor na empresa, agregando valor nas pessoas, por que que um cara desse vai ser substituído?
A tecnologia não vai fazer isso, nunca fez. Nunca fez. Agora, a oportunidade desse cara ir para um outro patamar, outro patamar, ela tá aqui. E tomara que as empresas brasileiras comecem a entender que digitalização e segurança do trabalho é estratégico, não é custo.
Legal. Não, acho que Tivemos aí alguns insights muito positivos. Acho que espera, né, que para o pessoal também que tá acompanhando, né, que busque também, né, que vá atrás, apropriar, mas também se inteire um pouco mais no assunto. Porque justamente isso, né, a gente sente que remar contra isso, né, é praticamente perder espaço, praticamente estagnar, né. Para quem, mesmo para quem almeja, para quem não almeja voos maiores, né, que a gente comentou aqui, tem profissionais que não Alguns, eu quero seguir fazendo o que eu faço e tá tudo certo.
Mas com certeza, né, cada vez as pessoas querem mais fazer o seu trabalho de forma bem feita e por que não ter mais tempo de qualidade para poder investir naquilo que a gente entende como proativo, né? E ninguém tá dizendo que não é, falamos várias vezes, que não é importante o documento, o checklist, o padrão, mas se isso pudesse ser feito de uma forma mais automatizada, né, se a gente puder conseguir ter essa rastreabilidade e fazer essas relações, Aí acho que aquela minha dor que eu comentei no começo, aí eu acho que a gente começa a fazer segurança.
Eu acho que a gente começa efetivamente a cuidar das pessoas, né? A gente começa. Bom, agora eu vou tentar ser analítico nisso aqui, porque até hoje a gente acaba sendo reativo, né? Aconteceu lá, tem a pirâmide, desvio tá aumentando, segura a pirâmide, vamos tentar, não deixa ela subir, você aperta, né? E acho que realmente é muito interessante assim quando a gente vê, né, soluções que nem a que tu trouxe para nós hoje aí, tá certo?
Então a gente tá se encaminhando aqui para o nosso final. Acho que dava mais uns 2, 3.
Posso falar uns 10 dias com vocês aqui, adorei.
Vamos fazer uma série, uma série que a gente tava aqui.
Verdade, né?
Tem bastante coisa. Ah, tu lembra? Vamos fazer agora o bloco de história mexana da viagem. Eu gosto muito, eu gosto muito desse assunto. Esse é o momento, né, basicamente ali que a gente mais uma vez te agradece muito aí pela tua vinda, pelo teu tempo, pela tua disponibilidade, né, pelo teu compartilhamento aí de informações. E é o momento também que a gente deixa aqui o nosso mimo, né, que a gente chama.
Obrigado! Então valeu, chocolatinha! Quase 10 anos já. O quê? Não, 10 temporadas.
Isso, isso mesmo.
Ou é bastante, hein?
É bastante, é bastante.
A gente estamos indo para 4 anos, né?
Estamos indo para o quarto ano.
Não, mas primeiro parabéns pelo trabalho, porque esse trabalho de divulgar a segurança do trabalho, ser uma voz da segurança do trabalho, principalmente no Rio Grande do Sul. Você vê muito evento em São Paulo, muito evento no Rio, e nós somos parceiros, viu? Se quiser fazer coisa aqui no Rio Grande do Sul, é legal a gente manter essas correlações, são muito legais.
A gente gosta muito disso, dessas parcerias. A gente faz muito, né? Vai, sai em feira e traz alguém aqui, daqui a pouco alguém leva nós em um lugar, daqui a pouco a gente leva esse outro, e a gente vai ajudando, né, a formar essa comunidade, que é uma coisa que a gente sempre sentiu, meu Principalmente no começo, assim, eu sentia muita, o pessoal muito fechado, assim, era segurança do trabalho, era um negócio, não, isso aqui é o que eu sei, não, mas aqui é o meu checklist, eu não vou te fornecer, não, foi eu que fiz, como é que eu vou te fornecer?
E a ideia era justamente essa, a gente compartilhar, a gente se tornar uma área mais coesa, mais sólida, mais forte e se ajudar, acho que é isso aí.
Conta com a gente e parabéns aí pelo programa de vocês.
Muito obrigado. Então, mas é isso, né, Ades? Quem aqui tá acompanhando a gente aí desde o começo, não esquece, né, de copiar o linkzinho aqui também, compartilhe nos grupos lá de segurança. Não compartilha só checklist lá nos grupos, compartilha também o episódio.
Isso aí, manda lá nos grupos, né, o episódio para galera ver ou ouvir, né. Também está disponível nas plataformas de streaming ali, então aproveitem esse conteúdo, né, tão rico. E se vocês tiverem também sugestões, comentários, né, comentem, tragam para gente, porque isso também nos ajuda a trazer mais conteúdo de valor para vocês, né, trazer aquilo que vocês querem ver, né. É isso que a gente, que a gente tenta fazer aqui. Então, desde já agradecemos.
Não esqueçam, né, de se inscrever no canal também para acompanhar os próximos episódios aí.
Isso aí, pessoal. Então, para nós encerrarmos esse nosso bloco, então, reforçando aí, já que falamos também de tecnologia, né, também nós temos aí a MetaSafe, que é a nossa A nossa empresa aqui do time do Desenrola, que investe bastante também nessa questão de capacitação através de gamificação, através de metodologias ativas aí, buscando aí uma fixação maior de conhecimento e também trazer algo inovador, diferente, né? Muitas vezes o trabalhador já tá até um pouco saturado de ver o mesmo treinamento com o mesmo técnico, com o mesmo slide.
Então às vezes é legal a gente colocar isso numa atividade que faça sentido para eles, então conheçam um pouquinho mais também do trabalho da MetaSafe. Pessoal, cada minha parte era isso.
É isso, obrigado, obrigado, Gustavo, mais uma vez.
Até a próxima, tchau tchau tchau tchau, obrigado.
MetaSafe
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