Episódios de Paranormal FM

PNFM - EP163 - A Teoria da Simulação

02 de maio de 20261h3min
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Será que estamos vivendo numa simulação? Será que isso aqui é real?
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Apresentação: Fernando Ribas e Leonardo Marques
Vinhetas e Formato: Fernando Ribas
Pauta: Luana Machado

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Assuntos4
  • Simulação da realidadeHipótese de Nick Bostrom · Argumento das civilizações avançadas · Estatística de simulações · Consciência simulável · Inteligência artificial e simulação de personalidades
  • Nerdice e Cultura PopO filme Matrix · Animatrix · Mito da Caverna de Platão · Alegoria da Caverna
  • Fenomenos ParanormaisAparições recorrentes · Casos de assombração · Bugs no sistema · Apometria
  • Sincronicidade e intuição pessoalTeoria de Carl Jung · Coincidèncias significativas · Inconsciente coletivo · Apofenia e viés de confirmação · Interpretações espirituais
Transcrição166 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Paro, Aue.

No ar ZYP23, Paranormal FM, com Fernando Ribas e Leonardo Marques. Bem-vindos a quadros do planeta Terra, Léo Marques e Fernando Ribas. Falamos de onde, Ribas? Paranormal FM. Ou pode não ser também, que hoje a gente vai falar de situações bizarras e a gente pode estar vivendo na Matrix uma simulação totalmente divergente?

É possível, cada dia mais eu acredito nisso aí, né? Tanto absurdo, né, cara? É, a vida parece ser uma fantasia cada vez mais, né, cara? Pois é, tem umas paradas que se tu contar as pessoas nem acreditam. Cada vez mais a nossa vida parece um filme de terror, meu irmão. Foda, né? E não podemos falar do Elon Musk, que uma galera aí fica inflamada. De novo isso, cara? Episódio passado, meu irmão, veio gente nos comentários lá do Spotify. Me chamaram de invejoso e o caralho. É mesmo, cara?

Eu não vi isso não, mano. Pô, vou lá ver essas paradas. Não, eu tomo um bloco, né, cara? Eu não quero fã de Elon Musk aqui, não. Pô, mano, mas deixa, cara. Deixa que tem que gerar engajamento, cara. Isso aí gera engajamento. A gente precisa engajar. Engaja, que te quero bem. Maluco provavelmente assalariado igual a gente, defendendo o bilionário. Só pode ser piada, né? Geralmente é assim que acontece. Enfim. Pois é. Bom, senhores, pra começar a gente tem que falar de um assunto muito sério, que é falta de dinheiro.

Você é aí, e dá um fio aí, e dá um fio aí.

Então se você puder apoiar nosso projeto aqui, se você gosta do Paranormal, curte esse projeto, curte nosso formato aqui, você pode entrar no Apoia.se aqui, dá uma moral no apoia.se barra Paranormal FM ou entrando no Instagram, você vai lá nos destaques e vai ver que você pode fazer o seu apoio diretamente pelo Pix, se você preferir, né? E se você entrar no Apoia.se, você vai entrar também no nosso grupo do WhatsApp para falar conosco pessoalmente, diretamente. Olha só que privilégio que você vai ter. Pô, que privilégio.

Caralho, que bônus de bosta Que a gente tá dando pras pessoas, né, cara Falar com a gente, caralho Acho que as pessoas só ouvem Porque não querem interagir conosco Então, por isso que ninguém tá apoiando Então, apoia lá, galera Você não precisa entrar no grupo, não, tá? Não é obrigatório, não Só se você quiser É, o grupo é um plus, né? Você não precisa entrar no grupo, não É, às vezes eu tô fazendo esse disclaimer As pessoas devem estar pensando que são obrigados Ninguém é obrigado, não, pô Você entra se você quiser

Então tem a nossa loja de camisas também lá. Estamos meio desanimados hoje, né? Vocês repararam aí. Mas hoje... Cara, é a pauta. Pode ser. Essa pauta aí, cara, ela mexe com o subconsciente. A gente fica, porra, pensativo. A gente fica mochusco. A gente fica mochusco, cara. Verdade, cara.

Eu imagino que devo estar se sentindo um pouco como Alice, escorregando pela toca do coelho. É, eu acho que sim. Vejo isso em seus olhos. Você é um homem que aceita o que vê, porque pensa estar sonhando. Ironicamente, não está muito longe da verdade.

Cada vez mais a gente chega à conclusão de que a ignorância é uma bênção, né, cara? Tu não saber das coisas é o melhor negócio, né, cara? Quando eu não fazia esse podcast aqui, cara, eu não tinha noção de muitas coisas, né? Não ouvia sobre determinados assuntos e tal. Eu era um cara mais feliz, sabia? Porque, porra, não ficava desanimado assim, pensando, caraca, será que a gente tá vivendo a realidade? Eu achava que era a realidade, né? Meu trabalho, minhas coisas. Pô, hoje em dia, será que vale a pena?

Cara, essa coisa da era da informação veio pra ferrar o ser humano mesmo, cara. Porque, meu irmão, a gente vive de tomando o rivotril, cara. De ansia com ansiedade e o cacete, né? Sim. A gente tá sempre ansioso, né, cara? É foda. É. E vou te falar, cara, nada do que tá acontecendo no mundo aí, não tem nada que você possa fazer. Não tá, assim, nas nossas mãos, né? Não. Não adianta eu sempre Twitter reclamar, porra nenhuma, porque Twitter nem existe mais. Pois é. Acabou o Twitter.

É foda, irmão. Difícil, difícil. Mas, Rios, dá uma introdução aí sobre o que a gente vai falar hoje pra galera já ficar situada, meu irmão. Cara, vamos falar da teoria da simulação, né? Será que nós estamos vivendo numa, sei lá, numa espécie de simulação aqui? E, na verdade, o nosso eu tá em outro lugar nesse momento, né? A gente pensa nessa possibilidade aí, né? Que loucura essa porra, né? O filme Matrix trouxe isso de uma forma muito maneira, né? Cara, Matrix virou um filme cult, né?

A gente pode dizer isso a esse filme, né? Sim, sim, sim. Com certeza. Pois é. Com certeza. Essa hipótese veio muito forte com isso, né? Com esse filme aí e tal. É, tomaram o Matrix, as alegorias do Matrix agora pra essa questão do Red Pill e tudo mais, mas não é sobre isso que nós vamos falar aqui. Mas ele virou muito culto mesmo e se baseou nessa...

Nessa hipótese de estarmos realmente vivendo uma coisa, mas vivendo outra, na verdade. A gente vai aprofundar um pouco mais aí, mas isso começou lá atrás, com Platão, Descartes, lá em 1637 e tal. Então tem essa teoria aí de um gênio maligno.

que está enganando os nossos sentidos e tal, e isso seria praticamente uma um protótipo de uma ideia dessa teoria da simulação, né e aí muita coisa de cultura pop, incluindo o Matrix bebeu dessa fonte, obviamente, né tem essa coisa do mito da caverna, né da alegoria da caverna, deixa eu falar um pouco disso também

Então, assim, é muito interessante. Agora, o Matrix, realmente, quando ele saiu lá em 99, né, cara, eu realmente não compreendi o filme. Quando eu vi a primeira vez, eu tive que ver de novo, assim, pra entender. E eu lembro que, pô, as pessoas que falavam desse filme na época, do Matrix, diziam assim, ah, pô, o cara tá dentro de um computador. Era isso, entendeu?

Mas, obviamente, não era tão simples assim. Era uma rede neural e tal, enfim. As máquinas já tinham tomado conta, né? Do planeta e os humanos serviam de bateria para... Olha o gargalo energético da inteligência artificial aí, né? Os humanos serviam de bateria para as máquinas, né? E para mantê-los vivos, a mente deles ficava aprisionada numa espécie de simulação, né? Que é a Matrix. Muito interessante a ideia, né?

É, realmente é, cara. Uma teoria muito maneira, assim, e muito paradoxal também, né? Te faz refletir mesmo, assim, caraca, será que isso tudo é real? Será que não é? É. Eu não sei se você viu, a gente já falou disso aqui. Tu chegou a ver o Animatrix? Acho que viu, né? Cara, vi pequenos fragmentos, tá? Não vi de verdade, não, assim. Não posso dizer que vi, não.

Então, o Animatrix é muito foda porque complementa os filmes, né? Então, por exemplo, no filme eles mencionam uma nave lá que tá perdida. Aí no Animatrix você vê o que aconteceu com essa nave. Ah, legal, Mariano. É, aí por exemplo, tem um menino que aparece acho que no segundo, no terceiro filme, que ele tá na base dos humanos lá e ele ajuda a carregar de munição aqueles mecanoides lá que ficam lutando contra os sentinelas e tal.

Aí no Animatrix, você vê como é que esse menino acordou da simulação. Sabe que é isso aqui. Porque ele já surge lá, né? Já surge dentro do contexto, né? É, você vê ele interagindo com o Neo, e o Neo ajudando ele a ter o despertar da mente dele, né? Pra ele entender que aquilo ali não é uma realidade. É uma realidade, mas não é a realidade mesmo, né? É uma simulação e tal.

Tem um lance de casa assombrada também num episódio lá, que as crianças iam pra uma casa onde coisas estranhas aconteciam nessa casa. Tipo, chegavam lá no centro, era uma casa abandonada, e no centro da casa objetos flutuavam, sabe? Tinha umas coisas assim, fantasmas e tal.

Só que na verdade não era fantasma, não era nada disso. Era um bug no sistema, que fazia aquelas coisas ali acontecerem, né? Então esse conceito é muito maneiro, né? E aí você se questiona. Pô, será que essas histórias de assombração, de espírito, é um bug na simulação? Que tá mostrando aqui um vulto aqui pra mim, né? É só um glitchzinho aqui que tá me pegando. Pois é. Pode crer.

Cara, mas a gente fala sobre isso quando a gente fala sobre aquelas aparições recorrentes, né, cara? Sim. Você, num determinado lugar, você vai ver sempre o espírito da fulana de tal. Aquela fita que fica voltando, né? Aquele filme ali, aquela fita tá ali voltando sempre naquele pedaço, ou seja, é um glitzinho só ali, né? Pois é.

Isso é muito doido de pensar e dar pano pra manga pra muito papo filosófico também, né? Muita coisa. Pois é, é bem interessante. Tu pode descascar a nossa realidade em várias dimensões, né? Eu já falei sobre as teorias que eu acredito nesse sentido e que a gente vive numa cebola, na verdade. Cada um numa casca, né? Cada um numa camada. E aí, em certos pontos, né? Você vai ter comunicação com quanta dimensão, enfim, pra cima ou pra baixo.

Cara, porque se tu parou pra pensar, a gente não tem... Se você sentar e começar a raciocinar sobre a tua vida, né, e tal, você pensa, cara, qual o sentido disso tudo aqui, cara? Qual o porquê disso tudo aqui? De eu estar aqui nesse planeta, ter nascido em tal cidade, e ter que trabalhar, sabe? É muito doido, cara. Tipo, pra onde que a gente tá indo, né? Sim, verdade, cara. Tipo, o porquê...

disso, cara, é um negócio muito doido, assim, se você começar a destrinchar, tu pode até dar, pô, sei lá, dar uma pirada da cabeça, né, também. Pode, pô, buga legal, certeza. Se você aprofundar maneiro mesmo, tu buga legal, fala, cara, e tem propósito nisso? Será que não tem? Pois é, cara, e aí tu pensa, pô, cara, será que é a consciência humana, né, cara? Pra onde que vai quando tu morre? O que acontece com a tua consciência, com as coisas que você aprendeu aqui, né?

Eu não acredito que morreu, o teto preto acabou, sacou? Eu me recuso a acreditar nisso aí até por uma questão de conforto. É um pouco de empáfia nossa também não aceitar isso. Porque, porra, tu tem um animal de estimação, ele falece, você fala, pô, acabou, foi tão bom a vida dele, foi boa, eu dei uma vida boa, eu tive uma vida boa com um bichinho e tal. Mas pra você meio que acabou ali, né? Mas a gente não pode. Tudo que nós fizemos, tudo que nós investimos na nossa vida de conhecimento, enfim, não pode sumir, né? E aí

Cara, tu até me lembrou uma coisa que eu ouvi quando eu fiz a apometria, né? Que os guias falaram pra mim assim, a gente não tem controle sobre quem vai embora da nossa vida. Aí a gente fala assim, inclusive, pô, você tem um pet aí e teu pet vai morrer. Quem é você pra querer que ele não vá? Quem é você pra não aceitar que tá na hora do pet morrer, sacou? Sim, é, a gente fica nessa negação, né? Mas é, não somos nós quem controlamos isso, né?

Não é a gente que decide quem vai e quem fica, né? É, exato. Quer dizer, ninguém fica, né? Todo mundo vai em algum momento. Mas eu me recuso a acreditar que acabou, né, cara? Tem que ter algum sentido isso aqui, não é possível, cara. É, para um sentimento de justiça, né? É importante você pensar que não, não fica só aqui, né? Depois vai ter um acerto de contas aí em algum lugar e tal. Porque senão...

O caos seria instaurado, né? Falo, gente, é só isso e acabou, tá? Que vocês puderem extrair disso aqui é o que vai valer. A gente ia viver, meu irmão, num modo por Mad Max total. Pois é, cara. Aí tu vê as teorias malucas que aparecem de vez em quando aí. Maluca, assim, de você ouvir e falar pô, não é possível, cara, que isso aí é verdade, sabe? Porque é um negócio muito absurdo. Tipo um episódio passado, né, que a gente falou da Amy, que é aquela cientista que tá na lista aí dos cientistas mortos, né?

Que foi sumida? Que ela falou da teoria do John Kill, né? Dos ultraterrestres, cara. Que são os humanos do futuro que estão voltando pra cá. Então tu vê, cara. Tem muita loucura, né, cara? Envolvida, tem muita teoria, muita coisa que... Pô, vai que é verdade, cara. Olha que maluquice. É.

Sim, muda totalmente a nossa percepção de realidade. É, cara, mas eu, assim, bom, é meio redundante falar isso porque a gente tem um podcast chamado Paranormal FM, mas eu acredito, cara, que tem alguma coisa além disso aqui, né, porque não é possível, cara. É, eu concordo.

E fora a quantidade de coisa paranormal que acontece, né, cara? Pessoas que são contatadas por espíritos e tal, enfim. Acabei de falar da apometria que eu fiz. Muita coisa específica que eu ouvi ali que a pessoa não sabia, sabe? Claro que assim, pode ter gente cética que fala Ah, não, a pessoa sugestionou e você relacionou ali com a tua vida e tal. Cara, não. Eram coisas realmente específicas que a pessoa teria que me conhecer pra falar, sacou? Sim.

E falou coisas específicas de situações específicas também. Que não é só conhecer a pessoa, né? Não é só falar da personalidade, é falar de fatos que não dependem só de você, né? É soma de fatores. Então, assim, eu realmente acredito que tem algo além dessa realidade aqui que a gente está vivendo, né, cara?

Agora, se é uma simulação ou não, aí a gente já não sabe também, né? Bom, então para a gente buscar pegar esse gancho, vamos falar sobre o que é a hipótese dessa simulação, né, Hilbert? Então eu vou puxar aqui, vamos lá. Bom, a versão moderna dessa ideia foi formulada em 2003, até recente, pelo filósofo Nick Bostrom.

Ele propôs um argumento simples, mas ao mesmo tempo poderoso, que diz o seguinte, pelo menos uma dessas três afirmações seguintes deve ser verdadeira. Número 1, civilizações nunca chegam a um nível tecnológico capaz de simular realidades completas. Número 2, civilizações avançadas não têm interesse em simular seus ancestrais. E número 3, estamos quase certamente vivendo uma simulação.

Olha só que três hipóteses bizarras, né, cara? Quer dizer, a gente não tem nível tecnológico para simular uma realidade. Se a gente chegar no nível que a gente possa simular realidades, a gente não vai querer simular o passado, né? A gente vai sempre buscar para frente e a quase certeza de que a gente está vivendo uma simulação. Então, a gente imagina aqui como exemplo uma civilização milhões de anos mais avançada do que a nossa.

E ela poderia, teria poder de simular planetas, histórias, consciências. Então imagina que essa civilização, ela cria milhões de simulações. Então vamos começar do início. Nós somos uma civilização milhões de anos à frente do que nós. A próxima civilização que chegou nesse patamar pode simular planetas, histórias e consciências. E a partir disso ela cria milhões de simulações.

E isso para cada realidade original, né? Então, ou seja, a partir de cada realidade original, ela pode criar milhões de simulações. Então, quantas consciências dessas seriam reais? Quantas seriam simuladas? E se as simuladas fossem maioria, né? Então, estatisticamente, a gente provavelmente estaria em uma delas. Então, a lógica desse pensamento é a seguinte. Se fosse possível, se for possível criar simulações extremamente realistas, então pode haver milhões de simulações para cada realidade real, o que tornaria estatisticamente mais provável.

que a gente estivesse dentro de uma simulação do que da realidade. Caramba, bicho. Até pra você introduzir o assunto é complexo, né? Sim.

É um conceito difícil de compreender também, né, cara? Porque você vai ramificando para várias possibilidades também, né? Ah, claro, você vai. Se você pode simular qualquer circunstância, você pode realmente nos fazer viver qualquer realidade. É, agora, tu sabe uma coisa que me pega, cara? A quantidade de gente que é igual, né, cara? No mundo. Parece que a galera foi feita na mesma forma. Tu já reparou?

É, mas a gente tem comportamentos semelhantes mesmo, né, cara? Não, mas eu digo de aparência também, cara. Ah, de aparência? Tem, tem. Uma galera que parece mesmo. Tem gente que não tem relação nenhuma, é igual, cara. Num nível, assim, muito assustador. É verdade, cara, é verdade. Tipo o baterista do Red Hot e o Will Ferrell, né, cara? Por exemplo. É, caralho. Esses são idênticos, né? Separados de maternidade. Bizarro demais. Bizarro demais, cara.

É bizarro. É muito bizarro. Aquele quadro deles no Jimmy Fallon é muito foda, mano. Tu fica confuso, cara. Pra quem é quem, né?

É, chega num ponto e tu não sabe quem é quem mais, né? É verdade. Tu fala, pô, não é possível, cara. Quem é quem aí? É, isso certamente é um glitch nesse sistema aí, não tem como. É, e os dois são altos, né, cara? Praticamente a mesma altura, assim, mesmo biotipo, assim, a cara é igual. Sim. Só que eu acho que um é mais velho também, né? É, eu acho que um é mais velho que o outro. Você olhando os dois ao mesmo tempo, você percebe diferenças entre eles.

Mas eles são muito, muito parecidos, é impressionante, cara. Pois é. Isso me pega, tá? É impressionante.

É, realmente é estranho mesmo É muito louco isso E a gente tem uma mania de ficar buscando semelhança entre as pessoas É, isso é verdade Porque tu vê alguém e tu fala Pô, parece aquele fulano que tá famoso Tu fica buscando isso inconscientemente Pois é

Tem aquele vídeo também que a gente já viu, né? Do glitch na NBA. Mas eu entendo aquilo como mais comportamental mesmo, cara. É, sim, faz sentido. Principalmente no esporte, né? Porque o esporte, ele... O que acontece? Porra, no futebol, por exemplo. Vamos usar o basquete. Se o cara jogar a bola por cima de você, a tua reação imediata é olhar pra cima, né? Acompanhar a bola, né? Então...

É muito provável que dois ou mais atletas vão fazer a mesma coisa. É que aquele vídeo, cara, ele pega um movimento muito fino, né, cara? Sim. Parece um videogame bugado, né, cara? É, cara. Porque, por exemplo, a gente tá correndo em direção ao ataque. Aí roubam a bola e jogam por cima de nós. A gente vai mudar de direção e voltar pra defesa. Mas não quer dizer que a gente vai virar pro mesmo lado ao mesmo tempo, né? Tu pode virar pra esquerda ou pra direita.

Mas as pessoas viram ao mesmo tempo. O jogador e o técnico fazem o mesmo movimento. Isso é muito bizarro.

Isso dá uma parada na tua mente mesmo, muito bizarro. É muito louco. Bom, mas pra gente falar desse argumento, né? Pra o argumento da hipótese da simulação funcionar, alguma coisa precisa ser verdade, né? Então a consciência deve ser simulável. Ou seja, o que você chama de eu pode não depender de matéria biológica, mas de padrões, informação e processamentos. Então, estamos chegando nisso aí com inteligência artificial, né, cara? Exatamente, cara, exatamente. A gente não tem um corpo físico, basicamente, né?

As personalidades da realidade virtual não têm um corpo físico, né? Elas são formadas por isso. Padrão, informação e processamento. É exatamente isso. Eu vi um post no Instagram recentemente que eu não fui atrás para ver se era verdade e tal. Até porque hoje em dia não dá para saber o que é verdade e o que não é, né, cara? É meio difícil, assim. Você tem que ir atrás da informação e apurar.

Mas o que eu vi era que tinha na China um produto que estão vendendo lá com o IA, que é tipo uma caixinha com projetor e você cria, parece que eles criam um prompt lá pra gerar uma personalidade de um ente querido que se foi. E aí você alimenta com imagem da pessoa e tal, se tiver áudio você coloca também. E aí, tipo, aparece uma miniatura da pessoa ali falando contigo, como se fosse um holograma, sacou? Caraca.

Tipo o Sawars. É, só que interage e tal. Eu não sei se é verdade, tá? Eu vi um Reels no Instagram mostrando isso aí, mas eu não fui atrás pra saber se era verdade. Se alguém tá ouvindo aí, conhecer ou tiver visto isso aí, comenta aí no Spotify. Mas é meio isso, né, cara? Tudo bem que pode ser uma consciência mais em baixo nível, né? Que não é totalmente complexa quanto um ser humano, mas é um início disso aí também, né?

É, é possível mesmo. Do jeito que as emulações são perfeitas na inteligência artificial, né, cara, não acho que é impossível que isso aconteça de verdade, não. Eu acho até que é meio duvidoso do sentido ético, assim, né, fazer uma parada dessa, entendeu? Porque daqui a pouco vão simular pessoas, já fazem isso, né, simular voz de pessoas famosas e tal, mas simular a pessoa em si, por éticamente, é muito questionável.

Cara, tem uma voz de inteligência artificial que é famosa, que é usada largamente na internet atualmente, inclusive em inglês também, que é um locutor brasileiro, cara. É a voz de um locutor brasileiro. Ele provavelmente não ganha nada por isso, né? Imagino eu. Não, certamente não ganha, né? Pois é. Certamente não ganha. Poderia até questionar isso, né? Pedir, mas não sei se vai ganhar. Pois é. Hoje em dia fica difícil. Do jeito que tá lastrado também, não tem nem como o cara mensurar isso mais bizarro.

Falta discussão aí em cima desse tópico também, né? É, verdade, verdade. Bom, aí, curiosamente, a ciência moderna não contradiz essa ideia, né? Ela não confirma, mas também não contradiz. E no nível quântico, a realidade não é fixa. E a gente pode representar isso da seguinte forma, que antes de observar qualquer coisa, tudo é possibilidade.

E depois de observar, só existe um único resultado. Aí como se o universo estivesse renderizando a realidade. Ou seja, as coisas só acontecem quando você olha, quando você observa. E isso é uma parada meio lógica, mas mesmo assim paradoxal também. Que antes de você olhar para uma paisagem, aquela paisagem não existia para você. Mas será que ela foi renderizada naquele momento que você olhou, tá ligado? Cara, pode crer.

E tu tá num ônibus com as cortinas fechadas. Tu tá em movimento. Então tu pensa, tô indo do Rio pra São Paulo, né? Beleza. Tu tá convencido porque você entrou num ônibus, tá estudo de São Paulo, sentou ali naquele banco e você sente que tá tudo em movimento. Mas em momento nenhum você olhou pela janela. Aí quando você abre a cortininha, tem que aparecer uma imagem ali. Um landscape pra você ali, né? Pois é. Uma paisagem. Caralho, mandei um landscape do nada, Rio. Ficou bolado agora, né?

O babaca do inglês. Vamos lá. Aparece uma paisagem. Mas será que a paisagem já estava ali antes? Para todos que estão dentro do ônibus? Ou só para você que olhou, sacou? Para explicar de uma forma mais palatável, o videogame tem isso, os videogames mais antigos. Você está em uma cidade, só que para não carregar demais o sistema, a cidade fica escondida. Os prédios que estão mais longe... Sair Antirio está aí, né?

É, conforme você vai chegando perto, ele vai te mostrando, né? Vai renderizando. Sim. E se você vira abruptamente, às vezes não aparece, vai formando depois, né? É, sim. Isso, obviamente, nos joguinhos mais antigos, né? Hoje em dia, o processamento é mais rápido, mas... Pô, tu virou do nada, não tem nada, e aí surge alguma coisa. Pois é. É bizarro pensar isso, cara. Bizarro pra caramba.

É, cara, é assim, é esquisito, né? Porque, tipo, essa coisa de upload de consciência, né, cara? Putz, cara, imagina a quantidade de possibilidade que pode acontecer no futuro aí, se isso realmente virar uma realidade, né? Vai ter filme do Schwarzenegger novo aí, com ele jovem, né? É, de verdade mesmo? É, tô falando como uma possibilidade disso, né? Não, porque fizeram aquela merda com o Will Smith, né, cara? Putz aqui, pariu, cara.

Ah, cara, aquele... Como é que é esse filme? Gemini Man, como é que é? Caraca, Gemini, Gemini, sei lá. É alguma porra, sim. Will Smith, deixa eu botar aqui pra ver o nome. Espera aí, Will Smith. Gemini Man. Gemini. Gemini Man. Gemini Man. Porra, muito ruim, mano. Ficou ridículo, né, cara? Porra, um filmezinho... Assim, a interação é ruim, né? Tudo é ruim naquele filme, cara.

Aí no final, merda, né? Que ele fica cuidando do eu dele mais jovem como se fosse um filho, né? É, é. Mas ensinar ele e tal. O maluco no pedaço, indo pra faculdade no final. Pô, ridículo. É, o filme não é maneiro não, cara. Não é maneiro mesmo não. Enfim.

Mas seria uma possibilidade também, né? Sim. Bom, aí a gente falou sobre essa questão, né? Será que a realidade precisa ser observada para existir, né, cara? Aí a gente fica com essa dúvida aí. Bom, além disso, tem umas limitações, né, cara? Que o universo tem limites para o ser humano, né, cara? Que é a velocidade da luz, tamanho mínimo das coisas, né? Que é o Planck Length, que é a menor unidade de medida do universo, né? E tempo discreto.

E aí tem os sinais também, né? Que se a gente tiver realmente Uma simulação, será que tem pista Disso aí? E aí a gente tem algumas coisas Que inclusive a gente já falou aqui no Paraná FM, né? Uma delas é o Deja Vu, né, cara? Que é uma sensação estranha De repetição que a gente tem, né? Parece que deu um bug Na nossa consciência, né? Isso é bizarro. Quando rola o Deja Vu, tu fica, caralho

que tá acontecendo de novo isso? O que que tá acontecendo? Pois é. Dá uma bugada real, né? Sincera, né? Pois é. É um bug no nosso cérebro, né, cara? Na memória, né? É, mano. Tu fica, caralho, mas eu já vivi esse momento aqui. É. É o Matrix Reloaded. É isso aí, cara. É isso aí.

Além disso, tem a questão da sincronicidade, a gente falou disso também, né? Que são coincidências muito significativas que acontecem, né? Tem uma coisa que a gente já falou também, questão de ter ideias, por exemplo, né? Parece que as ideias estão aí, numa rede mental invisível, e qualquer um pode pegar essa ideia. Você teve essa sensação? Uhum, sim, sim. A gente usou até um exemplo do Tigrão, quando conversamos sobre isso, lembra?

Lembro, lembro. Tu lembra da nossa época de banda, que a gente chamava ele de Tigrão, né? Tchau, tchau.

Ah, Tigrão, ficava assim, né? Vem aqui pro seu Tigrão E porra, do nada surgiu o bonde do Tigrão Na mesma época, né? Pra você denunciar A nossa idade, né, cara? A gente falou, caralho, pegaram o nosso jargão e fizeram música Como é que pode essa porra? Mas não é uma ideia nossa, é original, né, mano? A gente só tava usando como zoeira E alguém capitalizou isso, né? Pois é. Bom, cara, essa questão da Sincronicidade aí, né? É uma teoria Do Carl Jung, né? Que desafia A ideia da consciência

E a sensação de pensar em alguém e receber uma mensagem dessa pessoa logo em seguida. Ou de encontrar respostas inesperadas para uma questão pessoal, em momentos aparentemente aleatórios. E já foi experimentada por muitas pessoas, né cara? É uma coisa meio que normal, assim.

essa questão de sincronicidade. E aí, para o Carl Jung, esses episódios podem ir além da simples coincidência. E ele criou um termo para definir esses padrões, que é a sincronicidade, que é um conceito que diz que a existência de conexões significativas entre eventos, mesmo sem relação a parentes, e de causa e efeito também.

E aí, segundo ele, cara, a sincronicidade é uma coincidência significativa que acontece sem explicação causal direta, que é diferente de eventos ligados por lógica física, como uma bola que se move depois que foi chutada, por exemplo. E a sincronicidade envolve acontecimentos que se conectam pelo significado objetivo que é atribuído pelo indivíduo. Bom...

Em outras palavras, não é apenas o evento que importa, mas o impacto simbólico que ele provoca. E a base teórica do inconsciente coletivo, que acho que encaixa nessa questão das ideias que eu falei. Essa teoria está ligada a outro conceito central do pensamento junguiano, que é o inconsciente coletivo.

O Jung defendia que existe uma camada profunda da mente humana que é compartilhada por todos. Olha aí a parada das ideias aí. Que é composta por símbolos universais e padrões de comportamento. Nesse contexto, a sincronicidade seria uma manifestação dessa rede invisível onde mente e realidade estariam interligadas de uma forma não linear. Agora tu vê, cara, é muito doido o cara ter pensado nisso aí lá atrás, né, cara? É, é verdade, cara.

cara ter chegado a essa teoria aí. É verdade mesmo, bizarro mesmo, cara. Bizarro, né? Mas realmente, cara, faz sentido pensar nessa parada quando você coloca em exemplos práticos, como a gente falou aqui, né? Você fala, porra. Sim. Se houve uma ideia ou um comentário, você fala, pô, mas eu já conversei sobre isso com um amigo, já pensei nisso em algum momento e tal. Ou seja, parece que a ideia está circulando aqui numa rede e você, de vez em quando, você se conecta a ela.

Pois é, é tipo quando tem uma ideia, aí você não coloca em prática, e aí no tempo você vê alguém fazendo a mesma coisa que tu imaginou.

Aham, exatamente, tu fica puto É, com coisas específicas, né, cara Coisas assim Que você não imagina que alguém ia ter A mesma ideia que você teve É claro que hoje em dia é difícil ter ideia original Porque Tem mais gente no mundo, né, cara As coisas já avançaram por um nível absurdo Mas, enfim

A gente tava até falando sobre isso, né? Antes de gravar, que eu fui ver o filme do Michael Jackson ontem. A gente tava falando que dificilmente vai surgir alguém igual, né, cara? Um artista parecido, né? É, porque vai ser rapidamente taxado, né? E esmagado naquela comparação ali. Porra, cruel, né? Pois é, pois é. Cruel pra caramba. Porque você vê, por exemplo, tem o The Weeknd aí hoje em dia.

Tem um vocal agudo, semelhante ao do Michael Jackson em algum aspecto. Mas quando fala isso, ele fica puto. Porra, não tem nada a ver, nada a ver, não sei o que, não sei o que. Mas não é um cara que dança como o Michael Jackson, por exemplo. Então, dificilmente vai ter um cara que faça as duas coisas tão bem quanto ele. E sempre vão comparar. Falar, não, o Michael era melhor, não sei o que, enfim.

É, é muito doido pensar nisso aí, né? É. Além disso aí, cara, essa teoria da sincronicidade, ela tem um diálogo com a ciência, né? Embora não seja um conceito científico que foi comprovado, alguns paralelos têm sido explorados ao longo do tempo. Um deles aí envolve o fenômeno do quantum entanglement, que estuda dentro da física quântica, no qual partículas permanecem conectadas independentemente da distância.

Então tem um paralelo científico com essa teoria da sincronicidade. O Jung chegou a discutir essas teorias dessas conexões entre mente e matéria com o físico Wolfgang Pauli. E ele sugeria que podia existir em nível mais profundo de realidade onde tais relações fazem sentido. E ainda assim, cientistas destacam que essas analogias são especulativas e não constituem evidência direta. Então assim... É.

Deve ser difícil provar isso. Sim, mas tem muita coisa na ciência também que é difícil provar, né, cara? Deve ter muita... Esses caras que estudam aí física quântica, né, e tal. Eu não gosto dessa palavra quântica porque ela ficou extremamente marginalizada com essa porra de coach quântico, né, cara? É, esmerilharam ela pra caralho, é verdade. Esmerilharam pra caralho, tudo quântico, né?

Pois é, é uma palavra que perdeu um pouco a credibilidade. Mas esses caras devem presenciar muita coisa que nem eles conseguem reproduzir depois. E aí fica nessa de tentar provar, mas não consegue. Então, mas eu acho que se você não consegue reproduzir, não consegue provar, não pode ser chamado de ciência. Sacou? Ah, eu acabei de ver um espírito se materializando aqui na minha casa e passando aqui de um cômodo para o outro. Mas você tem como provar? Tem como reproduzir isso? Não. Então não é científico. Então assim...

A gente fica nessa dúvida também. Posso chamar de ciência? Não posso chamar de ciência. Não posso comprovar, não posso replicar, não posso fazer de novo. Se bem que aí o meu pensamento é meio simplista, que você não pode detonar uma bomba nuclear duas vezes, né? Se você detonar a primeira, você se fudeu ou morreu, não vai fazer de novo. Mas ela cientificamente existe.

Mas enfim, vamos entender aqui como é que a sincronicidade se manifesta, né? Os relatos mais comuns aí que são associados a essa teoria, né? Que é o seguinte, ó, pensar em uma pessoa e em seguida ela te ligar. Isso é muito comum, né? Repetição de símbolos ou números em momentos relevantes. Isso é muito doido também, né? Já aconteceu contigo isso aí?

Se você observar muito, você começa a ver... Quer ver um exemplo de sincronicidade? Quando você compra um carro, qualquer carro que seja, e você começa a ver outros carros iguais ao seu, você fala, caraca, tem um monte de carro aqui, olha aí, meu parente ali, meu co-irmão, sacou? Principalmente a nossa realidade de carros, de carros populares, a minha particularmente, você vê um monte de carro igual, você fala, pô, ali, né?

Eu nunca reparei que tinha tanto carro assim, sacou? É aí uma parada que você não estava conectado, mas que começa aparecendo. Então números também são a mesma coisa. Essa sensação de que eventos são alinhados. Por exemplo, aqui em Petrópolis, quando você... Tu conhece bem Petrópolis, sabe que a Rua do Imperador, ela começa na Igreja do Rosário e vai em direção a Austin Lewis, correto?

como a gente morava no bairro, sempre morava no bairro a gente, pra nós, a rua do Imperador era o contrário, né? Começava do Austin Lewis, que era onde o ônibus chegava, né? Mas o ônibus, na verdade, entrava pelo final da rua, enfim. Tanto faz, porque a rua é de mão dupla, então se dá pra ir e voltar, não importa. Mas se você pegar a igreja ali num determinado momento do sinal com sinal verde a meio, mastro, por exemplo sinal verde tá, vamos dizer que são cinco sinais, né?

Ele tá no terceiro você consegue atravessar a rua inteira com os sinais abertos, tá ligado?

Aí você fala, caraca, tá tudo alinhado, eu peguei só sinal aberto hoje, mas se você parar em um, você provavelmente vai parar no terceiro também, sacou? Porque é a cronologia do semáforo, não tem nada quântico, é só uma questão de... Se não tem trânsito e você tá na velocidade média da via, não tá acelerando muito... É só a probabilidade, né? É isso, se você...

não tem trânsito e tá na velocidade média da rua, não tá acelerando demais, você vai pegar os sinais mais ou menos no mesmo que são calculados justamente pra isso, pra deixar o trânsito fluir, né? Porque se ele parar aleatoriamente, pô, o trânsito vira um caos maior do que já era.

É verdade. De número, acho que eu nunca tive não, cara. Tô tentando puxar da memória aqui, mas não tô lembrando não. É, deu perceber, assim também na minha vida não. Mas você... Ah, eu tenho o número da sorte. Aí você acaba vendo esse número, né? Coincidentemente, né? Acaba vendo ele várias vezes.

Pois é. E a gente nunca ganhamos na Mega Sena aquele bolão lá do Acredita Se Quiser, né? Sacanagem. É, mano. Tentamos, né? Tentamos. Mas temos que tentar mais. Não dá pra desistir, né? Pois é. Próximo aqui, ó. Coincidências que influenciam decisões importantes. Tem essa coisa também, né? E o próximo é a sensação de que eventos estão alinhados. Isso acontece direto, né? Tipo, eu tô quer ir pra um emprego novo, aí acontece uma situação ali que alinha com a tua vontade de ir pro emprego novo. Tem uma série de coisas assim.

Pode ser coincidência também, né, cara? Às vezes não tem nada a ver, não tem nada de extraordinário também, né? É, cara, assim, o exemplo que tu deu, ele é bem fácil de refutar pelo seguinte, você, pô, eu quero ir para um outro emprego. A primeira coisa que você vai fazer é começar a procurar outros empregos. Mesmo que você não mande efetivamente currículo para lugar nenhum, você vai começar a pensar, pô, será que é aquela empresa contratando? Aí você já vai começar a pesquisar, então...

a tua percepção pra aquilo vai abrir, né? Quando você tá tranquilo no teu emprego, tu não procura, então tu fica de boa. É, o que acontece também, quando a gente quer muito uma coisa, qualquer coisa vira confirmação pro que a gente quer também, né? É, exatamente. Se a lição de coincidência que influencia a decisão, isso é, também é muito, a gente força muito isso aí, né? Pois é. Conheceu uma web namorada e fala que vai casar. Aí qualquer coisa é sinal pra tu casar mesmo.

É, exatamente. Aí, cara, pô, vamos completar um ano no meu aniversário, olha, e pô, enfim, né. Pois é. Tô dando um exemplo aqui, tá, gente? Não sei se alguém aí vai se identificar aí. Claro, claro. A gente tá chutando exemplos aqui só pra desenhar. É, sim.

Mas isso é muito comum, eu acho também. Às vezes a gente, por querer muito alguma coisa, tudo vira alinhamento, né? Tudo vira uma justificativa para o que a gente quer também. E até essa teoria da sincronicidade fala isso também, que essas experiências costumam acontecer em momentos que são carregados de emoção também, né? Tem emocionalmente significativos, né? O que reforça a tua percepção de que você está vivendo algo especial ali.

É, até porque o que eu tava falando, o nosso cérebro, ele é muito eficiente em buscar um padrão, né, cara? Ele vai buscar padrões. Quer ver um exemplo disso? É quando você recebe esses testes, esses vídeos aí, as letras fora de ordem formando palavras. E tu consegue entender, né? Pô, na teoria, não devia entender, né? Porque tá todo embaralhado. Mas você pega o padrão e, ó, vou conectando aqui, né?

É, total. Então, assim, mesmo que não exista objetivamente lá a ordem, você vai identificar esse padrão. E esse fenômeno é conhecido como apofenia ou tendência de atribuir significado a eventos aleatórios. E a gente é muito vítima disso, cara. Digo, seres humanos de forma geral, né? E aí, além disso, vem o que tu mencionou, que é o viés de confirmação, que pode levar as pessoas a só lembrar das coisas marcantes, né? E ignora tudo mais que aconteceu, né, cara? Ou seja, às vezes em que nada aconteceu, tu descarta, sacou? Sim.

É bizarro. E é verdade, a gente faz isso mesmo. Sim, pra tudo, né, cara? É, pra tudo, cara. Pô, bizarro. Tudo depende da nossa vontade, do que a gente quer. Se a gente quer uma coisa específica, qualquer coisa vai ser viés de confirmação pra aquilo ali. Exato, exatamente isso.

Não quero fazer uma determinada coisa, então eu vou achar os pontos negativos daquela coisa para me convencer de que eu não estou fazendo por conta desses motivos específicos. E vale para o outro lado também, quando você quer muito algo, qualquer coisa vira viagem de confirmação.

Além disso aí, cara, tem interpretações filosóficas e espirituais também, né? Fora do campo científico. A sincronicidade é frequentemente interpretada como um sinal de alinhamento pessoal, uma forma de orientação do universo e um indicativo de conexão entre mente e realidade. E essas interpretações aí aparecem em diversas correntes espirituais que veem o fenômeno como uma linguagem simbólica da existência. O espiritismo flerta muito com isso também, né?

na minha opinião, que é essa coisa do aprendizado, do alinhamento pessoal, enfim, que é bem interessante. E ter uma ideia que fique aberto em cima desse tema, da sincronicidade, que mais de meio século depois da formulação dessa teoria,

ela continua sendo um conceito debatido entre psicologia, filosofia e espiritualidade. E não tem um consenso científico, obviamente, que comprove a existência desse fenômeno, mas o impacto subjetivo é muito reconhecido. E, no fim, a proposta do Jung levantava uma questão fundamental. Até que ponto os eventos da nossa vida são apenas aleatórios? E até que ponto carregam significado? Então, assim...

É muito essa coisa da sua caminhada de vida, né, cara? Qual o caminho que você vai seguir? Porque em determinados momentos você tem que escolher caminhos, tomar decisões, né? Cada decisão você vai ter uma ou duas ou mais renúncias. Então, ao mesmo tempo que parece que é aleatório, talvez não seja, né?

É, é. É porque realmente a gente não tem como expandir o tempo. Então se você escolhe uma coisa, você dificilmente vai conseguir lidar com outra. Então você tem que abandonar aquela parada ali. Não tem jeito, né? Mas é maneira essa teoria da sincronicidade. É maneira mesmo. É, é bem interessante, cara. Eu já tive bastante sincronicidade assim também. É muito doido. É uma sensação esquisita. Mas é aquilo. Será que realmente é a sincronicidade ou viés de confirmação, né? Então a gente não sabe muito bem. É até difícil distinguir, na real.

Sim, verdade, verdade mesmo. Matrix está em toda parte, está à nossa volta. Mesmo agora, nesta sala aqui, você a vê quando olha pela janela ou quando liga a televisão. Você a sente quando vai trabalhar, quando vai à igreja, quando paga seus impostos. É o mundo que acredita ser real para que não perceba a verdade.

Bom, então vamos ouvir sobre essa teoria com ecos na espiritualidade. A gente comentou no começo, o Ribas falou, que a gente ia mencionar Platão, né, cara? Então a gente vai mencionar aquele episódio das sombras confundidas com realidade, que é aquela alegoria das sombras de Platão que questiona o que a gente chama de realidade.

Então, nessa alegoria da caverna, que foi proposta pelo Platão no livro A República, é uma das metáforas mais influentes da história da filosofia. Ela foi escrita há mais de dois mil anos e continua sendo usada para discutir a percepção, conhecimento e a própria natureza da realidade. Isso aqui são temas que aparecem e reaparecem em debates sobre tecnologia, consciência e até sobre simulações.

Nessa alegoria dessa história da caverna, Platão descreve um grupo de pessoas que vivem acorrentadas dentro de uma caverna desde que nasceram, e elas estão posicionadas de uma forma que só conseguem olhar para uma parede à sua frente. E atrás delas tem uma fonte de luz, como se fosse uma fogueira, por exemplo.

E entre essa luz e os prisioneiros passam objetos e figuras. Então o que os prisioneiros veem são apenas as sombras projetadas na parede. Sem nunca realmente terem visto o mundo exterior, eles acreditam que aquelas sombras são a própria realidade. E aí encaixa mais um pouco aquilo que eu falei, né, cara? Sobre a metáfora do ônibus, né? Se você tá dentro de um ônibus que você entrou dizendo que ia pra São Paulo, mas você não tá vendo a paisagem, você tá acreditando que ele tá indo pra São Paulo, né? Mesmo que você não esteja vendo o caminho, né? Bom, então tem um...

um significado filosófico atrás disso tudo. E a alegoria representa diferentes níveis de conhecimento. Então as sombras são a percepção limitada da realidade, os objetos reais são o mundo físico, e a luz exterior é a verdade e o conhecimento pleno. Então, para o Platão, os sentidos humanos são insuficientes para compreender a realidade verdadeira, e o que percebemos pode ser apenas uma versão distorcida ou incompleta do que realmente existe.

E isso é verdade mesmo. Você conversa com pessoas que negam a realidade a todo momento.

hoje em dia é normal, né? E acredito que nós também neguemos a realidade em muitos fatos também, né? Não tô me isentando de ser de ser um negacionista, não. No sentido de negar certas coisas, não tô falando negacionista no sentido... Cara, mas aí que tá, eu acho eu acho que tudo isso aí eu acho que as pessoas têm uma ideia da ciência hoje, que a ciência tem todas as respostas.

Que a ciência sabe de tudo, a ciência tá ali e não vai mudar, ou é isso ou não é, sabe? As pessoas têm essa ideia do que é ciência hoje em dia e esquecem que a ciência usa muito da filosofia desses caras aí, cara. Pra entender muita coisa, né? A filosofia, ela foi literalmente o berço da ciência, cara. Antes da ciência existir, né, como uma disciplina separada, era tudo chamado de filosofia natural.

É, porque a filosofia questiona as coisas e a única forma de você provar algo é testando. E pra testar você tem que ter dúvida, né? Sim, total. Ó, tem que duvidar aqui pra poder fazer o teste. Não, e assim, a filosofia do Platão, do Aristóteles e tal, elas já tentavam explicar o mundo, cara. Através de lógica e observação. Quer coisa mais científica que isso? Sim, verdade, verdade. Muito doido, né, cara? Exatamente. É, faz todo sentido, sim.

O Einstein lia muito Dostoyevsky. Sabia disso? Não, não sabia. Ele lia muito esse filósofo aí e ele dizia, inclusive, que ele aprendeu mais com ele do que em livros de ciência, cara. Olha que loucura. Também é uma curva de aprendizado totalmente diferente da nossa, comum, né? É, sim.

Mas isso serve até pra mostrar como que as pessoas são diferentes. Por isso que os sistemas de educação são muito falhos, né, cara? Pô, demais, cara. Não tô dizendo que as pessoas não precisam se educar. Mas a educação formal nem sempre forma pessoas inteligentes, né? Isso que eu quero dizer. É porque a educação formal não te ensina a raciocinar, né, cara? Te ensina a decorar coisas que você não sabe nem pra que serve. É, exatamente, cara. Exatamente, é.

É, você vai aprender uma forma de fazer determinada coisa ali e pronto, né, cara? Aquilo ali, né? Então, o bom senso é uma parada que você só vai conseguir aprender, meu irmão, na prática, né? Pois é. Inclusive o ensino... Assim, não estamos falando de faculdade, universidade. Estamos falando do ensino geral, né? Pra criança, por exemplo.

Eu tô falando de faculdade também, cara. Faculdade também? Eu tô falando de faculdade também, porque te ensina como fazer determinada coisa, né? Sim. E eu acho que esse é o objetivo mesmo, ó. Se eu vou fazer medicina, eu quero que ela me ensine especificamente como curar...

as doenças do corpo humano, né? Ou como fazer reparos, fazer costura, fazer remendo, o que seja. Porra, agora eu botei a medicina num porra de nível baixíssimo. Mas assim, quero dizer que você vai aprender especificamente aquilo. Não quer dizer que um médico é uma pessoa inteligente por natureza, tá ligado? Sim. O cara pode ser um idiota pra qualquer outro assunto que não seja medicina. O cara pode ser, porra, um puta médico. O cara é foda.

O cara é um ortopedista, pica, ele conserta osso como ninguém, faz cirurgia como ninguém.

Mas o cara não sabe trocar uma ideia de, pô, como é que tá a tua semana? Pô, como é que foi? De cultura geral, sacou? Sim, o cara tem inabilidade em outras áreas, né? Você pode conhecer um médico e o cara num boçal pra tudo mais. Assim como você pode conhecer, sei lá, um motorista de ônibus, o cara é pica mesmo, o caraca faz o trajeto dele sem atrasar, não sei o quê. Mas o cara é totalmente alheio a qualquer outra coisa, entendeu? Ah, sim, sim.

É normal isso, né? Eu quero dizer que a inteligência não é adquirida pelo estudo formal, sacou? Ah, sim. A inteligência são fatores diversos que você tem que somar para a pessoa ser inteligente. A pessoa pode não ser culta, mas pode ser inteligente. É, muita gente que nunca estudou, mas é inteligentíssimo, né, cara? Então tem isso aí também. Isso é normal, né? A gente vê no Brasil, tem uma galera aí que tem diploma, mas é um completo idiota, né, cara?

Tu vê um cara num carrão aí, que provavelmente é formado, e o caralho tu vê o cara jogando lixo pela janela do carro. Normal isso aí. Ah, gostei, gostei. Gostei da sua analogia, gostei. É verdade. Pô, cansava de ver isso no Rio, pô. Então é isso. O cara é bem educado pra caramba no sentido formal, né? Recebeu uma educação de alta qualidade, mas ele é alheio ao convívio social, porra, básico, sabe? Sim.

Ou seja, as regras básicas pra ele não se aplicam. Então, porra, é muito bizarro isso, cara. E quando tu explica pro cara, pô, cara, mas tu tá fazendo... O cara fala, meu irmão, não interessa, eu me formei, me formei em Harvard. Então, meu irmão, posso jogar o lixo aqui. O lixo vai desaparecer. Alguém vai buscar esse lixo. Sacou? Tô dando emprego pro gari, pô. Já ouvi isso aí também. Exatamente, exatamente. Isso é o Vigileto. É da foda, né? Bizarro.

Bom, deixa eu voltar pra alegoria da caverna aqui, ó. Pô, nessa narrativa que a gente tava comentando, um dos prisioneiros que tava acorrentado lá desde o nascimento consegue se libertar e sai da caverna. E aí ele vai ver o mundo de verdade, ver o mundo externo, né? E aí no começo ele fica confuso pra cacete, não entende muita coisa. Depois ele passa a enxergar bem com clareza as coisas e finalmente ele entende que aquelas sombras eram só ilusões do que ele tava vendo, né? Era só realmente sombra do que existe de verdade.

E aí quando ele retorna pra contar pros outros, ele é desacreditado e muitas vezes até rejeitado, né? Porque o que acontece? Acontece uma crítica à percepção. E a alegoria levanta essa questão central. E se aquilo que a gente considera real for só uma representação? É disso que a gente tá falando, né? E esse questionamento influenciou profundamente a filosofia ocidental, sendo retomado em diferentes épocas pra discutir o conhecimento científico, a percepção sensorial e a manipulação da informação. Aí a gente volta pro exemplo do Matrix, né, cara?

Que é uma narrativa moderna da mesma parábola aí, né, cara? Ou seja, existe uma realidade que você percebe e existe a realidade real de verdade que é mais profunda e está oculta. Faz muito sentido isso aí, tá? Eu acho que faz sentido. E aí a gente volta para aquilo que a gente estava falando sobre inteligência artificial, por exemplo, né? Hoje em dia, a gente pode estar vendo com inteligência artificial, com a realidade virtual e com a manipulação de imagens e informações que todo mundo tem acesso hoje, a ideia de que a gente pode estar vendo apenas sombras ganha novos significados, né, cara? Sim, total.

É muito doido pensar nisso tudo, cara. É de ferrar com a cabeça, na real. É, bizarro pra caceta, cara. Bom, o próximo conceito aqui é o conceito de Maya, que é o conceito que define o mundo como uma ilusão na filosofia oriental. E tem uma ideia de que a realidade pode não ser exatamente como percebemos.

não é exclusiva da filosofia ocidental. Muito antes desses debates modernos sobre a simulação, tradições da Índia Antiga já discutiram esse tema por meio do conceito de Maya, que é um dos pilares do pensamento espiritual hindu. Aliás, vamos trazer a Mia em breve para falar sobre os deuses do hinduísmo, porque é muito interessante, cara.

A gente vai falar disso em breve aí. Como eu faço aula com ela, ela sempre traz alguma coisa sobre isso. Nas aulas de yoga. E, pô, eu fico com a minha cabeça maluca, assim, pesquisando depois. Porque tem umas histórias muito maneiras, assim, também. E cada deus, ele traz um conceito diferente, sabe? Os deuses do hinduísmo. Então é muito foda, cara. É muito foda mesmo. Vale muito a pena a gente fazer um episódio sobre isso aí. Em breve vai rolar.

E aí, cara, o que é Maya, né? Na tradição do hinduísmo, Maya pode ser entendida como a ilusão que encobre a verdadeira natureza da realidade. Isso não significa que o mundo não existe, mas sim que aquilo que percebemos não é realidade última, né? Em vez disso, seria uma versão distorcida, limitada ou condicionada da existência. Doideira, né?

Isso aqui me remete muito à teoria do multiverso também, né? Diferentes realidades que a gente não consegue enxergar. Como é que funciona essa ilusão, né? Segundo os textos clássicos, como Upanishads, Maya atua como um véu que impede o ser humano de perceber a verdade fundamental do universo. E essa verdade é chamada de Brahman, que é a realidade absoluta, infinita e eterna, e Atman, que é a essência individual ou a nossa consciência.

E a ideia central é que Atman e Brahman são, na essência, a mesma coisa. Mas Maya cria a ilusão de separação entre indivíduo e universo, sujeito e objeto, e mente e realidade. Isso me lembrou um filme que eu vi, até já comentei sobre esse filme, que é o Alien Code. Cara, é um hacker, um cara que trabalha quebrando código. Ele é contratado por um órgão do governo.

para ganhar uma grana muito violenta, para ir ficar no laboratório durante um tempo, para quebrar um código de um objeto supostamente alienígena, com uma mensagem que era criptografada. Ele foi contratado para quebrar essa criptografia e entendeu qual era a mensagem desse objeto.

E aí ele vai, cara. Só que quando ele quebra o código, ele começa a ver uma realidade diferente, cara. Ele começa a enxergar outra realidade, ele começa a ver os alienígenas, e ele conhece pessoas que trabalharam nesse programa também, que também veem os alienígenas. Só que é muito doido, porque, assim, por exemplo, tinha um cara que ele via o alien em pé, no quintal de trás da casa dele, só que ele não se mexia. Ficava parado lá, como se tivesse pausado, sacou? Uma realidade pausada.

Só que na verdade não tava pausado, era a maneira como o cara conseguia enxergar. Entendi, como ele interpretava aquele código ali. É, sim. E todas as pessoas que trabalhavam nesse programa que quebravam o código, nascia um tumor no cérebro da pessoa, por conta disso. Caraca, que doideira.

Porque era uma parada que quebrava alguma coisa no cérebro da pessoa também, sacou? É muito maneiro esse filme, cara. Tem muito a ver com isso aí, que a gente tá falando aí, dessa ilusão de Maya, né? É muito interessante. Até tem um encontro dele com um alienígena conversando, e ele não consegue ficar muito tempo que ele sente dor no cérebro. Porque é uma parada tão diferente que quebra alguma coisa estrutural ali no cérebro dele, sacou?

O HD não tá formatado pra aquele tipo ali. Não é Fetch 32, né? Sim, sim. E o Alien assume uma forma lá que ele vai conseguir compreender, sacou? Uhum, saquei. É isso também. Pô, bizarro, maneiro. É muito bom esse filme, recomendo aí. Já dei alguns spoilers, né? Mas enfim, vale a pena assistir.

Filme relativamente novo. Pô, maneiro. Vou procurar. Pra quem quiser ver. Bom, um exemplo clássico, uma analogia comum na filosofia hindu é o seguinte, confundir uma corda com uma cobra no escuro. E a cobra parece real, ela causa medo, causa reação e emoção, mas ela não é verdade. O nosso cérebro faz isso direto, né, cara? A gente cria situações no nosso cérebro. Por exemplo, quando você tá passando por algo que você perde a tua segurança, por exemplo.

sei lá, você foi demitido, né? Teu cérebro cria todas essas reações aí de medo, você fica carregado de emoção, porque você fica com medo do futuro, de coisas que não existem ainda, né? Mas o nosso cérebro cria essas realidades também. É verdade, é verdade. Você já começa a simular situações que ainda não aconteceram, mas que tu vai, porra, vou ficar fudido, nunca mais vou me recuperar, né? Fudeu, vou morar na rua. É, exatamente. Passei por isso direto, cara. É, sim.

Sim, não vou poder pagar minhas contas, mas como é que eu vou fazer? E nada disso é real, né, cara? Nada disso é prático. É, sim. São simulações que o teu cérebro cria e que você sofre por aquilo ali. Exatamente, cara. Sem que exista. Exatamente isso. Tem a ver com essa comparação da cobra aí, com esse exemplo, essa analogia da cobra. E Maya funciona dessa forma, né? A experiência é real, mas a interpretação pode ser ilusória, que é um conceito bem interessante. É verdade.

Bom, resumindo essa questão toda que a gente só arranhou aqui por cima, né, Ribas? Porque é uma parada que você pode realmente aprofundar demais, né? Scratching the surface. Scratching the surface. Hoje eu tô na vibe de inglês também. Hoje, pô, tô conectado com um cara que fala inglês o tempo inteiro e francês também. Não sei de quase nada. Não sei de quase nada, né? É, então tá. Mas enfim.

E hoje eu tô impregnado por essa realidade aí, da babaquice do inglês no meio. Pessoa que fala palavras em inglês ali soltas no meio de um texto em português, né, cara? Nada a ver, né? Mas, cara, eu vou te falar, tem 10 anos que eu tô no Canadá. Tem palavra em português que eu já esqueci, cara. Eu tô ligado, cara, eu tô ligado. Eu posso parecer, posso soar babaca quando isso acontece, mas não esqueci mesmo. Não tem nada a ver, não, cara.

E a gente convive As pessoas às vezes falam Pô, não sei nada de inglês A gente sabe muito de inglês Que a gente convive com o inglês o tempo inteiro, né? Consumindo filme, consumindo música Enfim, a gente, porra, então o inglês tá ali Cara, eu aprendi inglês sozinho, né? É, assim, o básico Eu aprendi sozinho também, depois eu fui estudar Pra poder aprender melhor, né?

com estrutura, né? Aprender com estrutura. Mas você vive muito do inglês, então, do nada, você fala termos inglês o tempo inteiro, né? Pois é. A galera aqui no Quebec fala francês, do nada solta uma palavra em inglês também. É normal. É, pode crer. É mais comum as pessoas, né? Então...

Enfim, vamos resumir mais ou menos aqui, vamos chegar no capítulo final dessa questão pra gente ter uma ideia desse paradoxo aqui. Então, o que acontece é que o argumento do Bostrom, ele não pode ser provado, mas ele também não pode ser facilmente descartado, né? E essa é a parte mais desconfortável, porque a gente vai comparar agora com uma atriz, com um filme, né? Nesse filme, os humanos vivem num mundo virtual sem saber, as máquinas controlam a simulação e a realidade verdadeira tá escondida, né? A gente tá...

sempre em suspensão, a gente está sempre dormindo sonhando em teoria e na hipótese da filosofia a gente não sabe quem ou o que criou essa simulação, pode ser que não hajam máquinas malignas pode ser que haja, ele diz que pode ser pode não haver máquinas malignas e a simulação muito encorajador isso aí exatamente

É porque, assim, com milhões de possibilidades, qualquer uma pode ser real. Esse que é o lance dele, que ele fala aqui. Então, a simulação pode ser científica, histórica ou até mesmo recreativa. E tem argumentos que apoiam essa ideia. Por exemplo, o avanço tecnológico, que a gente já falou aqui sobre esse crescimento exponencial de inteligência artificial e tudo mais.

E a gente consegue simular parte do mundo hoje em dia. E o que é mais interessante pra gente pensar é que hoje você consegue fazer, né? Quando você faz aqui um... Ah, vou fazer um videozinho aqui na IA e tal. Você tá tendo acesso agora a uma parada que ficou popular. Mas você tem que pensar que pessoas muito mais ricas, né? Já tinham acesso a isso há muito tempo antes, né? Então, muito do que você consumiu pode ter sido modificado de alguma forma, né?

Total. Ou seja, você recebe as informações que podem já ter sido modificadas e geralmente são, né? Ou por influência, ou por pedido, né? Enfim, só pra gente ter isso em mente, né? E mais um tópico dessa questão, desses argumentos, é que o universo parece computável, né? Alguns físicos observam que o universo segue regras matemáticas precisas e tem limites, né? Então, assim, a gente já falou sobre os limites, que é a velocidade da luz. Cara, o universo não faz sentido nenhum, cara.

Não Já pensou nisso? Nenhum Não faz mesmo, cara Cara, a mesma molécula Aqui no teu corpo Tem nessa cadeira Que tu tá sentando em cima agora É verdade Já parou a pensar nisso? Isso é muito bizarro, cara Isso é muito bizarro

Porra, não faz sentido essa merda, cara. A gente tava falando antes sobre o filme do Michael Jackson, né? Antes de gravar e que ele tinha um chimpanzé, né? Sim. E eu falando, porra, será que a idade do chimpanzé é mais ou menos igual à idade do ser humano? Porque na minha cabeça eu pensando, porra, o código genético é bem semelhante, né? Acho que varia o quê? Um gene, talvez? Dois no máximo? Não sei.

Não sei exatamente agora, mas é muito semelhante. E, cara, não é só isso, né? O que forma, o que compõe o corpo nosso, dos animais, dos objetos, é a mesma matéria, cara. É muito louco isso de você pensar, cara. É muito louco, é muito louco, muito louco. É isso que eu fiquei pensando. Por que o armário não fala, né? Não tem consciência.

É uma parada bizarra, né? Pois é, é muito doido, cara. Tô pensando nessas coisas aí. Como é que pode... Eu já falei isso aqui. Isso quebra com a minha mente, cara. O universo é infinito e ele tá se expandido. Como é que uma parada infinita se expande, cara? Já é infinito.

Eu acho que a gente não tem ainda uma unidade de medida para o tamanho do universo. É isso que pega, tá ligado? Pois é. O que você vê? As regras básicas, elas são limitadas, o que a gente está falando aqui. A velocidade, eles calcularam que existe uma velocidade máxima que é a velocidade de Zaluiz, né? E que tem um limite na menor unidade de espaço, né? Que é o Planck-Leng que a gente falou. Isso foi calculado, né? Para simular do cientificamente, para você ter parâmetros, né? Mas o tamanho total do universo ainda não tem uma medida específica, né?

Você tem um limite pra menor, mas não tem um limite pra maior, né? Então você chama ela de universo, né? E aí isso faz parecer que o universo, na verdade, é um software, né? E a nossa consciência, na verdade, é uma interface, como se fosse um jogo, né? Como a gente falou, né? Quando você olha alguma coisa, ela renderiza pra você ali. Bizarro pra essa porra, né? Sim, cara. E aonde que o universo tá pendurado? É, exatamente. Não sabe, né?

É, não tá pendurado em nada, né, cara? Bizarro, né? Ele tá expandindo pra todos os lados, né? Então não tem como tá pendurado, é muito bizarro.

Bom, críticas e problemas em relação a esse paradoxo é o seguinte, ele não é testável, ou seja, não tem nenhum experimento até hoje que prove ou refute a hipótese, né? Então, como você não pode provar nem refutar, tem uma probabilidade dela ser real. Um outro problema é que a regressão é infinita, né? Se a gente está numa simulação, quem criou os criadores da simulação? E quem criou os criadores dos criadores da simulação? Então, a gente vai de regredir infinitamente, né?

E a gente transporta isso para a religião também, né? Mas se Deus criou tudo, quem criou Deus, né? É, cara...

É, cara, deu um nó na cabeça esse episódio, tá? Vou mentir não. É, é verdade, cara, é verdade. Porque você, porra, você começa a pensar em milhões de possibilidades, né, cara? Milhões de coisas, né, cara? Porra. É, bom, se a realidade que a gente não vê foi igual à realidade do Matrix, eu prefiro ficar aqui, cara. Não quero acordar, não. Ah, não, cara. Pô, tu vai acordar pra comer papinha? Pra comer mingau de aveia sem gosto? Eu até gosto de mingau, né, cara? Mas, pô, não é igual aquele.

As minhós fariam a láctea, né? É, o problema é que não existe aveia, né, cara? Não existe plantações naquela realidade. Sim. Então, o que é aquele conteúdo ali daquela guasma? Pois é. Qual é a tua filosofia? Qual é a tua... O teu pensamento? O que pode ser aquilo ali? Aquilo ali, cara, é algum...

Irmão, é daquele... Tu já assistiu aquele filme do Expresso... Do trem, né? Que a humanidade que sobrou... Quem sobreviveu está num trem dividido por classes, né? Como é que é o nome? Snowpiercer. É esse aí? Snowpiercer? Eu não sei se é esse, cara. É com o Capitão América. Ele que é o... É, esse mesmo. É, então. E eles comem uma... Tipo uma geléia de malcotó, né? Tu lembra disso? Lembro.

Porra, bizarro, cara. Tu descobre que é feito aquela porra, ele fica boladaço, fica putaço, meu irmão. Enfim. É feito de quê? É feito de gente, né? É feito de barata, mano. Barata processada. Barata é uma parada infinita. Enquanto a gente vê aqui, vai existir barata. É, o futuro da humanidade é comer inseto, né, cara? Isso aí é fato. Cara, o futuro da humanidade é ser comido por insetos, tá?

E não na forma bíblica A gente vai ser Os insetos vão sobreviver Starship troopers Os insetos já vêm com armadura Eles já nascem com armadura Eles são pica Se der uma cagada e eles crescerem Ficarem gigantes, fudeu, acabou a humanidade

Não, mesmo se eles não crescerem, eles são maiores em número, né, cara? Eles só não estão organizados ainda, sacou? É, sim. Cara, o dia que é barato se organizar, a gente tá fodido. Formiga? Cara, quantas formigas são necessárias pra levantar o teu peso do chão? Poucas, tá? Poucas. É. Besouro, que é um bicho forte pra caramba, né? Cada formiga levanta o quê? Cem vezes o peso dela? Isso é bizarro de tu pensar, mano. É. Então, juntou 20 formigas ali, já te levanta.

Eu lembro sempre do episódio dos Simpsons que os golfinhos se revoltam e falam meu irmão, agora é tudo nosso, vamos tomar essa porra. Cara, qual era o desenho animado que tinha uma formiga gorda, gigante que comia pra caramba, que era uma experiência de laboratório? Ah, cara, ela comia sem parar, né? É, comia sem parar, acho que era Bel no nome da formiga. Isso mesmo, cara. Aí ele ficava, comida, comida. Isso mesmo, cara.

Era o Tom e Jerry? Acho que era o Tom e Jerry, cara. Era o Tom e Jerry? Eu não lembro, cara. Eu acho que era o Tom e Jerry. Eu só tenho a lembrança da formiga. Pode ser um, sei lá. Mesmo um desespero. Pensamento intrusivo. Tom e Jerry ou agora eu não sei. Tom e Jerry ou Pantera Cor-de-Rosa? Não lembro. Mas enfim, eu lembro do episódio sim. É foda. Bizarro.

É Tom Jair mesmo, achei aqui. Tom Jair? Ah, isso mesmo. Eles ficam aliados nesse episódio. É, e essa formiga é um experimento de laboratório. É, a gente tá tentando alimentar a formiga o episódio inteiro. Bizarro. Esta é a sua última chance. Depois disto não haverá retorno. Se tomará a pílula azul, fim da história.

Acorde em sua cama e acredite no que você quiser. Se você tomar a pílula vermelha, fique no País das Maravilhas. E vou mostrar onde vai a toca do coelho.

Bom, senhoras e senhores, então ficou esse episódio super leve pra vocês ficarem, dormirem tranquilos aí essa noite. Ou essa tarde, quem tá no trabalho, matando trabalho e ouvindo você que tá aí, ó. Em vez de fazer tua planilha, tu tá escutando, porra, podcast, meu irmão. Tu acha isso certo?

Cara, a melhor coisa é ser ignorante pras paradas, cara. Porque se tu começar a pensar muito nessas possibilidades aí, tua cabeça buga, cara. Total. Com certeza. Tu vai de arrasto. Não tem essa, não. O teu cérebro frita, né? Pois é, cara. Rivotril, Dorflex ou MyFryer.

no meio do apocalipse é isso aí isso aí gente bom fiquem aí durma com esse barulho aí e a gente se der tudo certo se a gente não acordar dentro de uma bateria conectados por USB provavelmente na nossa nuca porque eles amenizaram esse USB tu tá ligado? tu tá ligado que eles deram amenizada pelo como é que se fala? controle parental né?

Porque a conexão não era por ali, né, irmão? É, é que nem até o Dorme Aranha, né? Que tu acha que a aranha solta até pela patinha. Não é, né, cara? Mas, pô, ia ser esteticamente difícil de fazer, né? O cara tendo que virar de bunda, né? Pois é. Foda, é isso aí, gente. Fiquem com esse barulho aí, durmam se puderem. E a gente se vê semana que vem. É isso aí, pessoal. Bom, sem nem o que falar, cara. Tô realmente atordoado com esse negócio aqui.

Tá mesmo. Sei nem como é que eu vou dormir hoje, cara. É, agora eu vou tentar ver um vídeo só de memes pra libertar minha mente, trazer a mente pro normal. Então é isso, pessoal. Semana que vem estamos de volta aí, se tudo der certo. Se o mundo não acabar... O mundo não vai acabar, né? O que vai acabar somos nós. Exatamente isso. Valeu, gente. Valeu, pessoal. Até o próximo episódio. Até mais.

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