CB #186 - Poc da Guarda com Fabão e Tiago P. Zanetic
No episódio de hoje discutimos sobre um lobo universitário, uma possessão para lá de estranha e uma poc da guarda!
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🎭 Temporada de Caso Bizarro no teatro!
CB no Teatro YouTube (gravações): https://bit.ly/4egVSrU
CB ao vivo em Recife: https://bit.ly/3SWirK8
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Dicas Bizarras:
▪️O Feitiço de Áquila ▫️ Disney+ (Tiago)
▪️Off Campus: Amores Improváveis ▫️ Prime Vídeo (Mabê)
▪️Margô Está em Apuros ▫️ Apple TV+ (Fabão)
▪️Space Skits @spaceskits (Tiago)
▪️Álbum Born to Kill - Social Distortion (Tiago)
▪️Álbuns Duquesa (Mabê)
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- Apreensão de Avião em PortugalFesta e embriaguez · Economizar com transporte público · Cara de brava para não ser incomodada · Rapaz com violino · Perseguição involuntária · Aparência de 'cadeirudo'
- Adventismo do Sétimo Dia· ReligiaoJantar na casa da tia-avó Fátima · Pastor da Igreja Adventista · Oração pelo pai doente · Possessão de tia Fátima · Conversão para o Adventismo
- Poc da GuardaCemitério de Maruípe · Encontro com velho estranho · Aparicão de uma 'poc' · Possível espírito protetor
- Lobo UniversitárioEstudante de psicologia com opiniões preconceituosas · Colar de lobo · Uivos e grunhidos aleatórios · Comportamento de cachorro · Parada repentina do comportamento
- Funeral e Cerimônia de EnterroFuneral da tia · Pisa em tumba simples · Primo tragado para a sepultura · Túmulo de indigente · Primo mancando até hoje
- Interações e dinâmicas do podcastOuvir o podcast pulando casos bizarros · Volta a ouvir todos os episódios · Rir sozinha ouvindo o podcast · Arrependimento por não ter ouvido antes
- Doação de SangueDoador universal · O positivo vs O negativo · Doação de sangue por AirDrop
Oi, gente! Eu vim aqui convidar vocês pro Caso Bizarro ao Vivo no Teatro. A gente tá com uma temporada muito especial no Teatro YouTube, ó. Em julho, a gente ainda tem as datas: 20 de julho com a Briana, Jenny Prioli, Fih Bartolotto. E dia 24 de julho com o Thiago Pezzanetic e a Paty dos Reis, que tá fazendo episódio comigo agora no Clube do Audiolivro. Episódios novos aí no Caso Bizarro. Então muita coisa nova rolando. E, ó, vai ter também alguns Casos Bizarros ao vivo em outubro no Teatro YouTube.
Mas eu ainda tô fechando aí os convidados. Então em breve vou trazer informações pra vocês. Mas em outubro, no dia 11 de outubro, no Teatro Rio Mar em Recife, vai eu, Chiquify Tiago Pezzonetic e Fabão. Sim, eu e os 4 meninos, as 2 duplas fixas do Caso Bizarro, estaremos lá em Recife para um evento assim muito especial, um Caso Bizarro ao vivo pela primeira vez no Nordeste, no dia 11 de outubro. E gente, tudo que eu falei agora, todos os links, todas as vendas já estão abertas.
É só você olhar nos links lá na descrição do episódio e bora assistir! Sejam bem-vindos ao Caso Bizarro. Hoje eu estou aqui com Fabão.
Uma boa noite para você.
Com Thiago Pesanetic.
Um bom dia para você.
E eu sou uma beia.
Uma boa tarde para você.
Uma boa tarde para você.
Contemplados, tudo contemplado.
Estamos felizes.
Tudo bem? Você viu que eu mudei? Ó, como é que é?
Ó, ó, ó, como que eu tô? Você quiser.
Aqui, ó, se eu quisesse, se eu quisesse.
Tudo bem? Movimento hoje, né?
Hoje eu tô aqui, ó. Olha só, movimentudo.
E é sobre isso?
É sobre se movimentar, né, amiga?
É sobre se movimentar. E Você que tá aí sentado, se movimenta agora pra assinar o Caso Bizarro. Tanto a Aurelo quanto a Apoia.se são oportunidades de você assistir a gente tomando banho, assistindo a gente na piscina, assistir a gente usando entorpecentes, assistindo a gente pedindo dinheiro pros nossos amigos pra poder fazer o filme do nosso pai.
Assistir... Eu levo uma câmera comigo nos dates que eu vou.
Nos dates, exatamente.
Você coloca na GoPro.
É POV, estou num date.
POV, é, você é o Fabão tendo um date.
Você é o Fabão tendo um date.
Então, e tem assina, vê até o pós-date também.
Exato. Você fica também sabendo de informações, por exemplo, esse date aqui como ele terminou, ou esse date aqui ele teve uma repetição depois.
É sem cortes.
É sem cortes? Sem cortes, só de diretor. Então é isso, gente, assinem, os links estão na descrição do episódio.
Se movimenta, faz assim com o dedinho, ó, o mouse, ó. Ó, custa nada.
Para essas coisas, fosse eu para assinar, eu ia ser com mouse. Porque coisa importante, comprar algo, assinar algo, computador. Celular não serve para isso.
Exatamente.
Não gosto. Até que eu odio quando fala, aí tem que comprar no nosso app. Que app? Que não vai acontecer.
Ah, eu comprei um tênis hoje pelo app.
Você é moderna.
Eu sou moderna.
Você é modernuda.
Mas, gente, eu queria lembrar vocês também que hoje eu estou gravando com extrema dor. Eu estou com muita dor no meu braço. Então quando terminar esse episódio, eu quero que vocês lembrem-se que eu gravei com dor. Que eu fui feliz um dia, que não foi hoje. Mas um dia aí no passado eu fui. Mas que eu estava aqui por você, tá?
E eu quero que vocês lembrem também que eu estava aqui muito bem. Uma saúde assim, inabalável.
Acima da média.
Acima da média, inabalável. Cansadinho, mas inabalável, minha saúde. Nossa, tá assim, ó, fluindo, diferente dela.
Que ele fez aquele meme, né?
Eu vim vestido desse jeito para mostrar que tenho saúde diferente da minha amiga que está amada.
Eu não me toquei que era esse meme, mas esse meme é muito bom.
É muito bom. Acho que a amiga tá com dengue, eu acho.
Só que é tipo, ó, a fodida da minha amiga.
É isso.
E a sua saúde?
Eu tô bem, mas eu tenho— eu sou deprimido, depressão, imunodeficiência. Então assim, por fora eu tô bem, por dentro eu tô mal. Mas aí é meio que a minha história constante da vida, entendeu?
Exatamente.
E é isso, viver é dor.
Exuberante, que eu não sei o quê.
Como diz Letrux, viver é um frenesi.
Só que o meu é um frenesi. É porque eu fumo, né? Daí tinha, acabou esse, mas nas figurinhas do fumaço de cigarro tinha o Você Broxa. Aí você tinha que escolher o que você queria ter. Tinha a menininha do beatbox, né, que tá assim, tipo, você faz beatbox. É, Você faz beatbox e tal. É, tio, você broxa.
Quero o cara abrindo a toalha assim.
Tinha um que era: você compartilha trend de IA.
Olha!
Hoje não aconteceu comigo, né?
Você financia filme de ex-presidente.
De ex-presidente.
Inelegível.
Como assim não aconteceu com você?
Não, eu pensei que você tava falando do negócio do coisa. Mas você tá falando de trend de IA, não do... Qual trend de IA? Como é o nome do bicho lá, canguru?
Do abacatudo?
Não!
Qualquer coisa de IA.
A trend do arquibancada.
Ai, gente!
Que o povo se coloca como se um... Posso falar?
Obrigado aí para as pessoas que eu sigo. Eu não vi ninguém fazendo isso. Eu só ouvi gente falar, mas eu sei o que é.
Então vocês deem graças a Deus que tem que ser paga.
Ah, é pago?
É pago.
Puta, a pessoa pagar para ser feliz?
Mas você tem um crédito assim, descobri pesquisando, né, Grazi?
Eu pesquisei e tal.
Eu só não fiz porque deu errado o meu. E aí, porque o meu deu errado, eu não fiz.
Mas é porque você é um rice of party, né?
Mas aí eu tenho que estar. E aí, quando eu fui tentar fazer, eu fiz errado. E consumiu o creche, aí me cobrou em dólar. Eu falei, ah, não vou fazer não. Aí comecei a falar mal.
É isso, é isso, é isso, é assim que constrói o Red Pill.
Ele tenta quando ele não consegue, ele agora vou odiar as mulheres. Bom, vamos começar então. O primeiro caso é POC da guarda. Oi, Mabê, Fabão e tio. Sou Thaís de Vitória, Espírito Santo. Descobri o podcast recentemente. Onde eu tava? Eu já virei fã.
Vitória, Espírito Santo, né? Eu pensei que era do Moqueca de Rato, do Mamba do Espírito Santo.
A Moqueca de Rato é de lá?
É, Moqueca de Rato é banda do Mozine, né?
Criador do Cracolândia. Moqueca mesmo. Aí agora eu pergunto, a moqueca original de onde? Do Espírito Santo ou tem essa briga no Chaba?
Não, Capixabá, Espírito Santo.
Ah, então resolveu.
Mas tem alguma briga sobre o Muqueca ser de algum lugar.
É, não sei, deve ser da Bahia.
Ainda bem que eu não tô no meio dessa briga, então não preciso saber também.
Mas tudo bem.
Desculpa.
Vocês são sensacionais, eu dou risada sozinha e me identifico demais.
Muito obrigado.
Qual de nós?
É verdade, porque se for com Fih—
Eu me identifico demais com a Bey e Fabão, não me identifico com Thiago Pesanet que tá escrito aqui.
Que bom, não é fácil ser eu não. Nossa, não, eu não tô tão mal assim, fica tranquila, gente, é só um personagem.
Ele chorando.
É só um personagem que começa a chorar. Eu fazia unha com uma manicure perfeita que atendia em frente ao condomínio onde eu morava, em Santa Marta. Só que a diva encontrou um ponto melhor no bairro vizinho chamado Taboazeiro. Entre os bairros tem o cemitério de Maruípe, com um caminho aberto que é um ótimo atalho. Certo dia eu tava super atrasada pra fazer a unha e pensei, por que não cortar caminho pelo cemitério?
Ai, caramba! Tô de bobeira?
Tô de bobeira.
Tem lugar mais pacífico que cemitério?
É, não dá pra dizer.
É pacífico, é verdade.
É só pedir licença quando entra.
E falar, não me acompanhe quando sai.
É isso?
A rua do cemitério é estreita, pouco movimentada e bem silenciosa. Tem um centro espírita logo no começo. E acho que tava tendo algum tipo de serviço naquele dia porque tinham muitos carros estacionados por ali. Porém, tudo silencioso. Continuei andando até chegar perto da entrada do cemitério. Até que apareceu um carro com um velho muito estranho, com uma energia horrível.
Os caras só tava existindo.
Adoro isso de Laços de Família, o velho podre.
Ele começou a jogar o carro meio para cima da calçada, como se quisesse me fechar. Na hora eu senti algo ruim nele, mas como boa capixaba pensei: ele não é nem doido, tá me vendo? E ainda olhei puta para ele. Apareci o passo e cheguei na entrada do cemitério. O velho tava com o carro parado ali. Comecei a ficar com mais medo do velho fazer algo comigo, ao mesmo tempo que me questionava: Carros podem entrar em cemitérios?
É, me questiono às vezes.
Será que carro pode entrar?
É aquela coisa que ocorre, né? Você tá no ônibus às vezes, inclusive.
Não pode se questionar, você pode criar isso pra gente.
Carro pode entrar no cemitério, gente?
Mas e se for carro espírito?
Só a Cristina. É, a gente, Cristina, melhor livro. Se o Stifinking tiver assistindo esse episódio, um beijo, Stifinking.
É o seu favorito?
É, a Christine não, mas é um dos mais. Ele tem 700 páginas e são 700 páginas de puro surto do satanismo. Porque quando ele escreveu, ele tava cheirado que nem um loucaço.
Metade do catálogo, metade, 80% do catálogo dele. Não, não é nessa época, era o que ele tava no topo, né?
É, nessa época sim, mas tipo uns 20 livros só que ele fez cheirado. Ele tem 100, gente, não é muito recentemente, pô. Não, faz mais de décadas que ele parou.
Um beijo para você, um reizinho.
E aí tá, aí ela voltando aqui, beleza. Ela tava se questionando, fiquei olhando ao redor para ver se tinha alguém caso precisasse gritar por socorro, e não tinha ninguém, só o velho que me encarava. Eis que do absoluto nada surgiu uma poque esbaforida. E quando digo poque, é poque, é um viado.
Mas poque ainda fala?
Ai, veio 2000 É, não, ninguém falou.
Eu era uma gay, mas é porque é uma mulher hétero.
Ai, pô, que mana!
Yagi também não se usa.
Não, eu sei, eu sei que não faz assim.
Yagi, hoje em dia você fala gay.
Não, não, tô perguntando, não tô ofendendo ninguém, só estou perguntando.
Gay nojento soltando aqui, tipo.
Tipo gay podre, lixo humano, passivo tóxico.
Daí eu viro aquele meme, né? Vocês não me ensinam.
A gente tem que ensinar o Thiago. Até o final desse mês a gente vai ensinar o Thiago.
Isso. Seu look era um clássico social.
Eu vou chegar lá no Dédalus assim: Ei, gayzada!
Meu Deus. Uau.
Seu look era um clássico social. Sapato, camisa de botão de manga curta, calça social cinza, cabelinho liso pro lado e aparelho nos dentes.
Era o Vitor.
Era o Vitor. Do nada, a gay começou a puxar papo comigo. Ai, moça, posso ir pro seu lado? Tô atrasado. Eu disse que sim.
Sai, viado, daqui!
Sai!
Passa, viado, daqui!
Passa, viado! Eu disse que sim, mas com certo receio. Porque essa região é muito conhecida por ter assaltos. E a Poki desembestou a falar. Disse que tava indo encontrar a tia do namorado pra irem ao Rio de Janeiro, onde finalmente ele ia encontrar o namorado pessoalmente. Disse que tinha vindo de Portugal, que tinha 17 anos, que conheceu o seu boy pela internet, que ele era mais velho, que estavam apaixonados e que compraram uma casinha juntos.
Seu namorado era designer de interiores, estava trabalhando na decoração de um hotel no Rio.
Muita informação, viu?
Nossa, muita informação! Com tanta conversa, nem percebi que já tínhamos chegado ao fim do projeto. Agora sim, local movimentado, com criança soltando pipa, família passeando. E adivinha quem passou lentamente de carro olhando pra gente?
Quem, amiga?
O velho!
Mentira!
Passou nos encarando, desceu e foi embora pela saída. Nessa hora, a gay virou pra mim e falou: Preciso ir, senão a tia do meu namorado vai me deixar pra trás. Saiu correndo. Eu só consegui responder, vai, vai dar tudo certo. E a gay sumiu, simplesmente a criatura evaporou. Nem havia saindo do cemitério, não havia entrando em lugar nenhum. Eu olhei para o lado por um segundo, ela se foi. Quando cheguei na manicure e contei a história, uma cliente ficou toda arrepiada e falou, você já pensou se essa gay era espírito?
E eu gelei, porque parecia real demais. A mulher ainda completou, roupa social, talvez tivesse indo encontrar o namorado quando morreu, ou talvez tenha sido assassinado e nem sabia que desencarnou.
Chocada!
E o velho que matou?
E aí, que também era espírito.
Que também era espírito.
Eles estão presos nesse circo.
O carro era espírito.
O velho tava voando assim, né?
É o carro invisível da Mulher Maravilha. Velho assim, ó, ninguém vai ver, ninguém vai ver ele flutuando. O velho que matou o menino, o menino gay. Até hoje, ou ele falou que era um homem mais velho. Ah, era o namorado, era namorado dele.
E vai saber se eles vão se encontrar, tipo o Feitiço de Áquila, né?
É, durante... Ai, eu adoro esse filme!
É muito foda, muito foda. E aí eles... Inclusive fica a recomendação, Feitiço de Áquila, filme dos anos 80, sensacional.
Indicação bizarra.
Indicação bizarra prévia. E aí eles nunca se encontram porque ele tava indo buscar ele de carro.
Exatamente.
Pra levar ele pro Rio de Janeiro. Assim que eles completarem isso, eles iam ficar juntos pra sempre.
Ai, não deu certo.
Ai, não!
E aí quando uma virgem espetar o dedo em uma roca...
Até hoje não sei no que acreditar, mas eu prefiro pensar que era uma gay protetora enviada para me acompanhar, me livrar do velho asqueroso. O que vocês acham? Bom, Thaís, como você viu, a gente já resolveu aqui, né?
Aí você pensou, nossa, o espírito, ela caiu numa tumba que tava perto.
Meu Deus, a gay vai! Aí ela olhou e falou assim, ah, não vou ajudar esse viado não.
Ah, pelo menos aqui vai ficar.
Ah não, a gente já deu papo, já tá de bom caminho já. Daí ela se encontra.
Era Poké de guarda, Yag de guarda. Mas só foi falando, distraindo ela, atravessou o caminho todo.
Ela usou ela como uma guia de guarda.
Igual você tem usado o Fabão, por exemplo, para atravessar a vida. Nossa, não, ele fica falando, falando, falando, e aí você atravessa momentos difíceis.
Verdade.
Por exemplo, agora eu tô com um momento de dor, e eu falando, ela vai rindo, esquece da dor. Pois é, eu estou com uma dor dentro do meu coraçãozinho, eu estou aqui, estou esquecendo dela. Você está?
Olha, ô amigo, precisa de qualquer coisa, tô aqui, tá bom?
Muito obrigado. Posso ir?
Pode, claro.
El peligro soy yo.
Ô louco, foi sensual, foi sensual demais.
Madre mía, soy yo.
Não, mas sua voz tem que ter um—
El peligro soy yo. Olá, Mabê, Fabiano e Tiago, tudo bem? Como estáis? Me llamo Lúcia, estou em Portugal. Brincadeira. Oi, Mavê, Fabão e Thiago, tudo bem? Me chamo Lúcia e moro em Portugal.
Letícia, cara, onde você tá vendo Lúcia aí, velho?
Nossa, gente, Letícia para Lúcia.
Não, mas ele leu tudo certo, ele leu duas vezes errado a mesma palavra.
E tipo, oi, Mavê, quem é Lúcia?
Não pode falar, se apresente, né?
É, não, é, não, pelo amor de Deus.
Oi, Mavê, Fabão e Thiago, tudo bem contigo? Eu sou a Letícia e moro em Portugal. Bah, não sei, ela é gaúcha, mora lá. Meu caso é curtinho, mas impactante, é de foder. Pois é, pois é.
Mas se fosse em português de Portugal seria Meu caso é uma porra, é uma foda. Ah não, mas pera aí, eu tô falando igual o gaúcho também, tô contaminado. Fala igual o português de Portugal. O carinho, como é que é?
O carinho?
A gente não tá zoando sotaque de ninguém. Quer dizer, a gente tá zoando sotaque de todo mundo, na real.
Eu sou ruim de sotaque.
Pois bem, meu caso é curtinho, mas impactante.
Opa! É fueda?
Pois é, é fueda.
Fueda, claro.
Pois é de quando o caso bizarro... Não, calma. Meu caso é curtinho, mas impactante. Pois é de quando fui o caso bizarro de alguém. Pois bem, tudo começou depois de eu ter saído de uma festa. Era por volta de 4 da manhã e eu estava bastante embriagada. Estava borracha. Como uma boa imigrante fodida, abre parêntese, e muito longe de estar nas minhas plenas faculdades mentais, fecha parênteses, eu optei por economizar o dinheiro do transporte por aplicativo, porque não tá patrocinando esse episódio, e esperar pelo fatídico ônibus da madrugada.
Me preparei, transporte público, me preparei toda carteira no peito, bolsa debaixo do braço, a cara de brava. Afinal, sou brasileira, sou brasileira, para ninguém mexer comigo. Tinha que mostrar para todos que os perigos noturnos naquela noite era eu.
Ai, gostei!
Fiz o caminho todo de ônibus até em casa com a cara mais fechada que eu conseguia, o que juntando com a embriaguez penso que devia estar mais para a cara de doida do centro que estava prestes a cometer um crime.
Ela devia estar com uma cara tipo assim, ela tava assim, ó. É, exatamente.
E na cara dela ela tava tipo assim, não, tava assim na cara dela, tipo. E todo mundo que chegava, ela assim, ó.
E ela tava assim, ó.
E ela assim, Jota.
Quando desci, vi um rapazinho, um rapazote, um gajo que tinha saído junto comigo. Ele devia ter uns 20 e poucos anos e carregava um violino nas costas.
Gosta de um violino?
Eu gosto.
Sabe aquela, né? Vira a cara e mete a vara. Caju castanha.
Fiquei muito aliviada, pois... Fiquei muito ali, viada. Idiota. Fiquei muito aliviada, pois além de ter cara de bonzinho Ninguém com um violino iria me fazer mal naquele momento. O caminho do ponto de ônibus até minha casa é muito pouco iluminado e dura em média uns 7 minutos andando. Foi então que resolvi andar próxima desse menino. Assim são duas pessoas fazendo esse caminho sombrio às 4 da manhã. Então o seguinte cenário se instaurou: O rapaz caminhando normalmente entre as ruas escuras e eu apertando o passo para me aproximar dele.
Ai, meu pai! Foi então que eu comecei a notar que o rapaz começou a andar mais rápido e eu, não querendo ficar para trás, andava mais rápido também.
Coitado do violinista português!
Quanto mais próximo eu ficava, mais rápido ele andava, até que chegou um momento em que ambos pareciam que estavam fazendo marcha atlética no meio da rua. Ai, gente, tadinha. Eu não ia desistir se ele estava apressado para chegar em casa por algum motivo. Eu estava destinada a acompanhá-lo. É o trailer de Obsessão. Por sorte minha e azar dele, ele morava na mesma rua que eu. E após— ai, meu Deus— e após esses minutos de atletismo que fizemos, notei que ele pegou a sua chave em desespero e estava tentando abrir a porta do seu prédio igual uma vítima de filme de terror.
Que o cara fugiu, tremendo, Deixava ele no chão, né?
Foi quando ele olhou pra mim e em completo espanto eu que me toquei. Meu Deus, eu era o motivo dele estar correndo.
Eu gostei que ela se tocou.
Ela demorou muito tempo.
Tudo bem, ela tinha bebido, vai. Ela tá ali bebida.
Mulher, a gente normalmente não se acha.
É verdade, é verdade.
A gente não tem essa preocupação de estar assustando homem no meio da rua de noite.
Fala mesmo, fala, mami. Fala, mami. Massacra, mami.
Vocês falavam, fala, mãezinha, né?
Fala, mãezinha.
Massacra, mãe.
Juro que passou de tudo na minha cabeça, até que ele estava com dor de barriga ou algo assim, mas jamais imaginei que alguém poderia estar correndo de mim. Para piorar a minha situação, eu achei tão cômico o mal-entendido que eu comecei a rir. Sim, eu não disse nada, apenas passei por ele rindo enquanto ele me olhava em choque, ofegante, tadinho. A fim de dar mais contexto, era inverno e estava uma noite fria como Tinha um pouco de neblina.
Gente, era o cenário perfeito, ela era o cadeirudo. Além de bêbada e com cara de doida, eu estava vestindo sobretudo preto, longo coturno e estava com a maquiagem inteiramente borrada, derretida, diga-se de passagem.
O Coringa do 6º Anjo tá parecendo o do cadeirudo lá.
Ela era o cadeirudo, no qual só reparei quando cheguei em casa. Enfim, como somos praticamente vizinhos, tenho medo dele me encontrar e contar pros moradores que eu sou uma maluca stalker que perseguiu ele. Um beijo, Letícia.
Nem vai saber que é você porque você tava segurado, né?
Você tava doido.
Trauma a gente não esquece.
Correndo louca na rua.
Que eu vou falar, gente, pelo amor de Deus, eu vou fazer toda uma explicação para não ser cansado. Eu, Thiago, odeio a situação quando eu entro numa rua vazia, alguma coisa, e tem uma mulher andando na mesma direção que eu. Calma, gente, eu odeio porque, porque aí eu tenho que pensar como que eu vou fazer para deixar ela tranquila, para deixar ela confortável. E aí normalmente eu tenho que fazer o quê? Atravessar rua. E essas vezes, se eu tô com pressa, é pior, porque senão às vezes eu posso esperar assim, deixa ela virar a esquina, daí eu sigo. Eu tenho que atravessar a rua.
Eu já vi o tipo mulher assustada olhando para vocês, já direto, direto. E você identificou na mesma hora?
Nesse caso que eu tô falando, que você vai e tá chegando atrás e você vê que a pessoa fica, a linguagem corporal fica tensa. E aí é isso que eu tô falando, que eu odeio, que me incomoda, porque tipo assim, é minha vontade de chegar e falar Tá tudo bem, não vou fazer nada, eu tô indo para minha casa. Não é obviamente um dos loucos chegar, né?
Não, exatamente, não é a mesma coisa. Mas tipo assim, eu quando tô andando tipo em Laranjeiras, onde eu moro, perto de alguém, eu já começo a ficar tenso porque automaticamente eu falo assim, cara, essa pessoa vai olhar para trás, sei lá, então sabe, mas por racismo e machismo também pode ser.
Mas eu acho que no teu caso talvez é que ajude, é que você é muito estiloso, amiga. Então acho que geralmente as pessoas não vai pensar que você é, amiga.
O que tem de velhinha dentro da minha própria academia?
Não, as velhas racistas, tudo bem. Eu tô falando tipo de menina, de medo de você como homem, entendeu?
Acho que talvez eu tento passar tipo com fone de ouvido dando uma cantaroladinha para ela olhar e falar assim, ai, o viado, entendeu o que eu quis dizer?
Tipo assim, você é um homem assim que consegue ler rápido que você é viado.
Faz sentido, faz sentido. Mas eu fico muito Muito tenso. Quando eu pegava metrô, eu lembro que eu ficava tenso quando eu tinha que passar. Falava, ai, gente, se esbarrar sem querer, a pessoa achar que tipo assim... Eu ficava tenso, eu ficava tenso, eu ficava tenso, tenso, tenso.
É, então tá vendo? Tem muitos problemas no mundo.
É, pois é, viu, gente?
Não é fácil ser homem.
Ai, não, amiga. Eu tô conhecendo, não sei se vocês conhecem, um rapaz chamado Cazaré.
Ai, meu Deus do céu, gente.
Tô fazendo esse cursinho, né?
Que é pra aprender a ser homem, né? Não, lições preciosas.
São preciosíssimas, é.
Em breve, Fabão Legendários, né?
Eu vou subir o morro e mamar todos. Deus que me livre. Nossa Senhora!
Nossa Senhora! O careca, aquele careca que escreve aquelas matérias dos mamódromos lá, tá perdendo.
Deve estar, é o...
Ele tem que estar de olho.
Eu sei, ele me mandou mensagem, eu tenho que ler um negócio dele que eu sei que eu tenho que ler, mas vamos lá. Tô queimando ficha, vai.
Au!
Bora, lobo universitário! Como que você seria um lobo? Vai, faz o seu lobo.
Meu uivo? Eu acho que eu ia fazer assim.
É o lobo minimalista, entendeu? Oi, gente!
Oi! Oi, oi, tudo bem?
Então, eu sempre ouvi o Modo, sabe? Tipo, tá assim, tá contando tipo assim, gente, então sempre ouvi o Modo, já ouvi todos os episódios, mas devo admitir que sempre pulei os do caso bizarro de dentro do Modo e nunca tinha parado para ouvir quando ele se emancipou. Não, legal, conta mais assim, joga na nossa cara. Tenho críticas a fazer, eu tinha meio que uma resistência porque não botava fé nas histórias das pessoas, apenas uma garota prepotente.
Ainda bem que reconhece, escrota do caralho.
Só sei que em 2026 eu voltei, voltando para academia, eu voltei para academia em um belo dia de março. Brasileiros de Letras, o Caso Bizarro começou a tocar automaticamente no meu fone enquanto eu estava na academia. Depois disso foi ladeira abaixo e eu ouvi basicamente todos os episódios. Basicamente, porque não totalmente, só dizendo, já que eras tão fã.
Massacra, mãe!
E você percebe que nós somos inevitáveis, né? Uma mulher azul é inexorável, ela é igual ao destino.
E ela é também inoxidável, inoxidável e impermeável. E ela é também impenetrável.
Amiga, amiga, mano, amiga, mano, só escuto isso e pareço uma doida na academia e na rua enquanto faço treino de corrida, rindo sozinha. Nossa, não gosto de correr com podcast, eu me perco.
Mentira, você corre Se corre hoje?
Você corre com música, né?
Porque eu vi esses dias um cara falar que tipo a galera fala que tem que correr sem ouvir nada. Gente, me livre!
Então cada pessoa faz o que quer, né? O cara tá errado.
A minha sorte é que—
Como assim cada pessoa faz o que quer? Democracia?
Ah, desculpa, gente, 2026 democracia.
Mico, Mico!
Não, assim, cada pessoa faz o que quiser, só que tem que ser um otário para correr no silêncio, né?
Não dá.
Eu já aconteci com isso. Pelo amor de Deus!
A minha sorte— Tipo assim, eu não malho de fone, mas eu malho com personal que conversa comigo.
Ai, mas é bom ou ruim?
Eu gosto. Eu não gosto quando os papos são legais, desculpa.
Eu gosto também de não fui eu que chutei você, ó.
Que vai, gente?
Não fui eu que chutei você.
Ah, tá.
Eu ia pensar só não fui eu que chutei você. Falei assim, ai, meu Deus.
É verdade, eu nunca... Não, mas ele fala... Eu não falo que minha personal conversa comigo, eu gosto.
Mas assim, são conversas muito rápidas, não é tipo assim, a vida, não, não, não, tipo...
Ah, mas quando você vai sozinho, você não escuta música?
Quando eu vou sozinho, tá, pois é, óbvio.
Eu escuto música, eu leio livro. E eu assisto série.
Nossa, amiga, que é isso?
Não, não tudo meus tempos, tipo assim, um dos tempos.
E ela vai passando assim, ó, uma cena, ouve. Adoro essa.
Não, eu não gosto nem quando— para mim o maior desespero é barbeiro, porque eu tô muito vulnerável, porque eu tô lá sem óculos, que eu não escuto, e o cara quer conversar comigo. E eles sempre querem conversar comigo.
Não, eu dou sorte que eu tenho um barbeiro muito irado, tá? Traquina, você é muito Muito bom, hein?
Mas aí ele troca ideia, você gosta e tal. Então, mas não é que eu não gosto da pessoa, não queira trocar ideia, é que quando eu tô sem óculos eu não escuto. E aí ele tava cortando meu cabelo e falando, ah, mano, ah, vamos dar a mão também. Estives?
É, eu tenho o Traquinas e o Estives. Traquinas é um bom nome, eles são muito bons, bons profissionais, bons barbeiros.
E aí é isso, fica falando comigo, eu nem consigo entender. E Tem agora acontecido um fato que assim, eu não tenho um... Quando eu marco no lugar que eu vou, pergunto: Tem algum funcionário, algum profissional de preferência? Falo: Não. Porque eu não lembro o nome de ninguém. Só que eu tô caindo sempre com o mesmo cara. E ele sempre me faz as mesmas perguntas, na mesma ordem, sobre minha profissão, essas coisas. E ele não lembra de mim, porque ele pergunta e ele reage da mesma forma em todas as vezes. Eu vou começar a imaginar...
Como se fosse a primeira vez.
O Coringa do Nolo.
Qual que é a profissão que você responde?
Não, eu falo a real. Não falo podcaster, eu falo editor de quadrinhos.
Tipo assim: Ah, profissão.
Ai, meu, eu falo publicitário.
Eu também, eu falo publicitário. Ai, eu não vou explicar, gente.
Você vai falar que é podcast, você fala radialista.
Qual que é o podcast?
Aí tem que contar. Publicitário, publicitário.
Aí eu tenho que explicar que eu falo sobre crimes aqui.
É, eu não posso falar podcast porque eu sou só tipo um liminha de pente.
Claro que não, você é podcaster.
Eu sou podcaster?
Você é podcaster.
E o Barba precisa voltar a me fazer YouTuber, né? Teus vídeos estão gravados ali.
Tiago se descobriu podcaster.
Podcast hoje, Tiago.
Descobriu meu podcast?
Eu já fui antes que você.
Desceu pra ele.
Eu tinha podcasts antes que você.
Eu tinha antes de você, meu filho.
Não, você não teve antes de mim.
Tive sim.
Não, senhora.
Meu pai reptiliano, meu vizinho reptiliano.
Foi muito antes do meu?
Claro que não.
Eu tive podcast antes de conhecer você, são mais de 10 anos, querida. Eu era tipo jovem nerd, eu tava desbravando a podosfera.
Não, você não tinha podcast naquela época, não.
Tinha, antes de te conhecer.
E você, de casa, o que que você acha?
É que eu não vou falar porque o meu podcast é com pessoas que não estão mais na minha vida.
Eu achei que você tava falando de um outro.
Não, tive. Comenta aqui se você acha, tipo assim, ai, olha, Fabão, eu acho que ele tinha. Aí você pode comentar, tipo assim, olha, Fabão, eu acho que a Mabê tinha. Sobe a enquete, sobe a enquete.
O primeiro podcast que eu ia fazer é muito antigo, faz muito tempo. Eu quase entrei pra um negócio que ia ser horrível, era sobre coisas nerds. Eu tive um site nerd, uma nota dela.
Quando eu conheci ele, ele tinha um site nerd que ele escrevia artigos.
Artigos.
Que isso, gente, esse homem tem muitas camadas.
Tem muitas camadas, uma pessoa.
Você que fica mandando, você menina, menino, menine que fica mandando DM pro Thiago mostrando partes, esse homem tem camadas, tá? É, ele não é só um ruivo tatuado.
Exato.
Ele tem layer. Fala, mãe. Ele tem layers.
Ele tem layers.
E uma delas não é leitura, ó.
Essa é a única que é difícil, né? O escritor que não sabe ler, né?
Vai, vai, amigo.
Como vira e mexe lobisomens são citados no podcast, lembrei de uma história. Não vou revelar a universidade nem o estado onde se passa a história para preservar a pessoa e por ser irrelevante. Se você quer preservar, é irrelevante. Quando eu estava no primeiro período de psicologia, tinha um rapaz super crente, de opiniões super duvidosas, digo, preconceituosas, que irritava todo mundo. Eu passei a ter certa raiva dele e comecei a observá-lo para poder reclamar de tudo que ele fazia.
Até que um dia, nessas minhas observações, eu percebi que ele apareceu com um colar horrendo de lobo. Só uma, não, só uma grande cara de lobo esculpida. Ah, mas pode ser fã do Jacob.
Pode, dependendo de como ele é fisicamente, ele deve ser bem gostoso.
Ah, você queria tipo um cara com um lobão?
Não, Deus que me livre. Deus que me livre, Deus que me livre.
Passando os dias, comecei a ver ele uivando em momentos aleatórios.
Ai, não, acho que não é para tanto também.
Tipo, roda de conversa, todo mundo batendo papo, e ele metia um au. Eu ia fazer mais alto, mas fiquei com medo de estourar no vídeo. É o lobisomem pidão. No meio da aula, ele grunhinha, grunhinha como se fosse um bicho, tipo assim, ó. Não, isso parece outra coisa.
Ele é furry, né?
Não, ah, eu pensei, na verdade não tinha pensado nisso. Furry fica tipo, é uma comunidade que eu entendo pouco, eu conheço, eu sei deles, mas eu acho eles bacana, eu acho legal que eles existem.
Acho vocês fofos, julgo um pouco, mas acho legal.
Mas eu acho que eles esperam ser julgados, que é uma subcultura basicamente. Então ele pegar, nossa, além disso eu percebi que ele coçava como um cachorro, ele pegava a mão e coçava atrás da orelha como se fosse um cachorro que pega, ai meu Deus, levantando o rosto assim. Puta, aí é foda, cara. Mas vai saber se ele era mesmo lobisomem, né? Era uma coisa que todo mundo era louco para comentar, mas ninguém tinha coragem de tocar no assunto.
Os dias se passando e ele uivando, grunhido e se coçando, até o momento que do nada ele parou. Parou de ser lobo e parou de ser crente.
Tá bom, posso falar, tio?
Parece uma máquina de cortar cabelo. O latido dela é bom.
Não, uma bela latida me assusta. Tá, você tá com dor? Parou.
Aí, agora que ela se distraiu, parou. Late como um cachorro pequenininho.
É tipo assim, a gente bateu no cachorrinho.
Aí você só cachorrona, né? Dogão é mau.
Meu Deus, é assim mesmo.
Parecia um chihuahua agora.
Um chip.
Ai, que susto! Eu tô tomando susto real. Que burro!
Parece um shih tzu.
É, tá bom.
Ai, eu tô aqui.
Parece um shiitake, parece shimeji, parece um tai xixi.
Aí deixa eu contar uma coisa nada a ver, só para me elogiar.
É, eu quero podcast, afinal agora é o novo quadro que nós temos, que é momento de a gente só elogiar, vai, vai, amiga, você é incrível, amiga, você é linda, vai elogiar.
Não, eu quero ver o que você quer, eu quero elogiar a gente. Aí, amiga, você é linda, você é maravilhosa.
Amiga, não.
Ah, eu só me entendo. Amiga, você é linda.
Você, e que mais que você pode falar de mim?
Você é estupenda.
Estupenda, estonteante.
Não, falando sério, eu fui num restaurante e aí um cara chegou. Eu já fui lá algumas vezes nele. O garçom virou e falou assim, para, incrível. O garçom virou para mim e falou assim, quando você veio aqui eu tinha bigode, né?
Eu amo quando isso acontece, eu amo.
Aí eu falei assim, ah é? É tipo assim, eu não tinha o que falar, né? Eu não sabia o que dizer.
Você quer você, moça?
Aí ele falou assim, é, eu ainda tava usando bigode e tal, não sei o quê. Aí eu tirei, agora eu tô com uma cara de menino, né? E porque eu fui, aí juro, assim, mó conversa. Não, não, ele tava coisa de boas. Aí ele queria sugerir uma sobremesa e tal, ele falou assim, ah, porque a sobremesa que daí agora, como eu tô sugerindo, eu sou o menino do, o menino da torta. Mas quando tava com bigode, eu era o homem de bigode da torta. Ele começou, ele entrou numa pira muito grande. Aí ele falou assim, quantos anos você acha que eu tenho?
Nossa, ele queria muito que alguém falasse sobre ele, né?
Era o quadro dele, criou um quadro lá no restaurante. Não, mas ele é muito fã, muito fofo demais.
Amiga, era um restaurante da Maísa tá ali?
Não, não.
Ah tá, porque ela tava devolvendo a história. Aí a gente, aí ele virou e, ai me perdi, mas ele falou, quantos anos você acha que eu tenho?
É, quantos anos você acha que eu tenho? E ele tinha muito cara de novinho. Daí eu falei, eu acho que você tem 18. Ele quase, eu tenho 19 anos, não sei o quê. E daí eu falei, bom, agora eu vou devolver, né? Agora eu falei, e quantos anos eu tenho? Aí ele virou e falou assim, ah, você tem uns 27, uns 27, 28. Aí eu falei assim, não, Não, eu tenho 40, moço, vou fazer 40 semana que vem. Ele: o quê? Não é possível. Não, juro, ele sai de onde?
Saiu real? Nossa, rapidão. Mas aí, Vigo, aí beleza, vamos pagar tal, não sei o quê. Aí pagamos, aí ele falou assim: 40?
Juro, ele ficou assim, pegou o microfone do restaurante: 40?
Ele falou assim: eu não acredito que você tem 40. E eu gosto gosto muito de ouvir essa frase, que é idiota, que as pessoas falam assim: gente, sim, nós temos 22, né?
Aí eu que não pareço ter a idade, você parece ter 16.
Ai, obrigado, amigo. Você acha que você parece ser mais velho?
A única coisa que faz você parecer mais velho, e não é sobre aparência, é que você é alto. Aí parece uma pessoa adulta, sabe?
Assim, é isso.
Dependendo da roupa que você veste, fica mais É tipo assim, dá um tom mais velho. Mas eu não acho que você parece. Não, e foi isso, ele ficou tipo, até na hora que eu tava indo embora, ele mais 40, tipo assim, virou um gordão mesmo.
Restaurante?
Não, é aquele restaurante, é um restaurante que a gente vai, japonês, que é perto da minha casa.
A história da, rapidinho, a história que aconteceu foi, a gente foi no restaurante e aí a gente tava lá comendo e tal, aí tava eu, uma B, Maqui, eu acho, né, nós três, é uma B e Aí veio um cara servir a gente.
Essa história tem uns 4 anos.
Aí veio um cara servir a gente e tal. Aí ele veio na mesa, depois ele voltou e falou assim pra mim: Você é famoso? Aí eu fui e falei assim: Ah, acho que não.
Tamo aí, né?
Aí eu falei: Acho que não. Aí eu acho que a Márcia, uma vez, falou assim: É sim, ele é sim. Ele falou assim: Ah, tá. Porque tem uma mesa lá no fundo assistindo vídeo que você aparece, uns vídeos seus. Aí eu, ah tá, foi.
Era, eu lembro que era bem na época que tinha viralizado, eu não lembro o que que era, era o Ervas Finas. Não era, não era.
Até porque Ervas Finas não faz menos tempo que isso.
Não, Ervas Finas foi o primeiro.
O primeiro foi Abaporu, amigo.
Não, Abaporu foi uma marola.
Ervas Finas, não, mas vava pro porra, foi, será que era?
Era o Ervas Finas, foi quando eu fui impactado por coisas, porque eu já te seguia, a gente já conhecia. O Ervas Finas realmente foi o que eu fui impactado por fora de seguir você, de outras pessoas, de ver.
Mas não era que tinha acabado de ser o Ervas Finas? Não, o Zodão já viralizava nessa época. Tipo, você já viralizava nessa época, mas não é tão, tipo assim, faz 4 anos, você não era tão famoso quanto é hoje.
Aí a pessoa tava lá assistindo e tal. Ele falou assim, porque tem uma pessoa ali no canto, uma turminha ali no canto assistindo você. Aí eu, ah, tá bom. Aí fiquei meio sem graça e tal. Aí sai. Aí depois voltou ele, ele falou assim, olhou para um lado, olhou para o outro, a Maísa tá aí, gente.
Juro.
Aí a gente se entreolhou na mesa e fez tipo assim, ah, que legal, legal. Aí ele, ela entrou e sentou numa mesinha lá no fundo. Aí eu, ah, tá. Aí ele Grava conteúdo com ela.
E o que ele falou depois?
Aí a gente só se entrolhou quando eu puxei o ar para falar não, obrigado.
Ele vai viralizar, foda!
Ele jurou, ele jurou. Assim, eu e a Maqui, a gente passou semanas falando isso. Grava um vídeo com a Maísa, vai viralizar.
Você ainda recebe ideia? Tipo, ah, tem uma ideia de vídeo boa?
Eu recebo diariamente, eu amo receber. Eu só acho engraçado quando as pessoas mandam tipo assim faz dessa marca e bota o nome da marca contra essa marca aqui. Eu falo não, né, gente? Caralho, gente, sabe?
Não, você chegou a conhecer a Maísa já?
Maísa, já.
Você devia contar essa história para ela um dia, ela vai morrer de rir. Ela vai achar engraçado.
Mas eu já vim em evento e ela foi muito querida.
Não, sim, é que a gente achou engraçado porque ele chegou do nada, tipo assim, não tem nenhuma, tipo assim, a gente nunca falou nada sobre, não é uma pessoa que Tipo, ele não viu um vídeo dela com você entrando, ele só pensou, pô, mas é famosa, esse cara aqui também é, deixa eu dar uma ajuda nele no engajamento. Só que ele falou muito assim, vai bombar o seu vídeo. E a gente ficou zoando que falou semanas assim.
Ele queria que eu fosse na Maísa, tipo, a menina entrou claramente tipo escondidinha.
E era aniversário dela, lembra?
A gente foi depois. Por ele, eu acho.
É verdade, ele contava tudo, ele falou coisa naquela mesa ali, né?
Ah, mas fofoqueiro é fofoqueiro, não importa o ambiente, não importa a profissão, né? Aí tava adorando. Ele deve ser aquelas pessoas que acha que tipo assim todos os famosos se conhecem, é, ele deve ser isso, né? Não, mal sabe que a galera é toda tretada. É que nem sabe que eu acho engraçado, por exemplo, hoje em dia eu não produzo mais quadrinhos por enquanto, né? Mas quando eu tava muito no meio de lançar quadrinhos, essas coisas, e o pessoal marcava nos tweets, em publicação, 5, 6 pessoas tal de dos quadrinhos, ai, que se admira.
Normalmente essas 6 pessoas eram tretadas entre si e fica um climão, né? Porque as pessoas, qualquer meio é assim, as pessoas muitas vezes não sabem as tretas que acontecem. Que nem, por exemplo, eu e ela, a gente é brigado, mas as pessoas não sabem que a gente é profissional o suficiente para trabalhar junto.
Ele não entra na minha casa.
Tem influenciador que eu olho e falo assim, nossa, agora me copiando!
Meio que é, né?
Desculpa ser referência.
É, né? A Ref Assinado, Ref. Aí o rapaz, né, o Iva, coçava a orelha, tal, até que um dia fazia isso. Cada cachorro que lamba a própria caceta.
Eu adoro esse ditado.
Daí ele fazia isso até que um dia do nada ele parou, parou de ser lobo e parou de ser crente. Não sei o que, não sei se foi o curso de psicologia que o ajudou em sua batalha espiritual, mas ele concluiu o curso e se tornou uma pessoa decente. Ou você que julgava ele para caralho.
Ele era lobisomem.
Não, eu também acredito. O curso de psicologia ajudou ele criar psicológico suficiente para não ser descoberto.
Exato.
Jamais saberia o que se passava na cabeça dele e prefiro sem estudar psicologia. É meio que seu trabalho, né?
Tira o DRT. Não, DRT não.
Apenas esse papel, não?
Isso é doença vendo médico.
Tira o documento de—
como que é o de psicólogo?
Psicólogo card.
Porque tem o CRF, CRM, CRP, CRP, CRP, Conselho Regional de Psicologia. Deve ser CRPP de psicólogos e psiquiatras.
Deve ser alguém gritando.
Como tem psicólogo, né? Psicólogo é tipo, é o novo advogado. Né, mas ele mexeu com sua cabeça ou ele mexeu com a cabeça? Qual das cabeças?
Tá lembrando?
Não, não, tô dando uma olhada se mexeu. Não mexeu não, pelo contrário. Achei todo qualquer coisa. Aí desculpa, mas foi só um passatempo, né?
Às vezes é isso, é 50 minutos, né?
É, até mesmo.
Opa! Uepa! Jamais passaria na cabeça dele. É isso, adoro o podcast de verdade. E ainda bem que baixei a guarda para ouvir, né?
Vamos ouvir. Arrependeu, né? Se arrependeu, né?
Experiência é o nome que damos aos nossos erros.
Você vai ter que provar que você se arrependeu, tá? Porque não é mandando um casinho pra cá que você vai amolecer meu coração, não, tá?
É dinheiro.
Exatamente, é se tornando apoiadora. Ah, mas eu já sou. Apoie com mais dinheiro.
Crie uma conta, outra conta.
Crie outra conta.
Crie um fake. Bom, vamos para o próximo caso. Não, vamos, claro, estamos aqui para isso, né, linda? Possessão Adventista. Olá, Mabê, Fabão e tio. Olá, oi, meu nome é Luísa Melo, sou designer de interiores e estou aqui trabalhando até às 3 da manhã enquanto escuto podcast. Vocês são companhias nas madrugadas de trabalho, obrigado por isso.
A segunda designer de interiores que aparece hoje.
É porque o designer de interiores era o namorado da Poki que morreu.
Ah, é verdade.
Um abraço para categoria aí dos designers de interiores.
Eu quase fui designer de interiores.
É mesmo?
Foi minha primeira ideia de faculdade. Eu cheguei a cursar duas aulas e desisti.
Deu para você perceber muito como seria o curso, né? Com certeza.
Bom, vamos lá, vamos de caso bizarro. Olha, imitou o bordão da Déia Freitas, que ela fala: vamos lá, vamos de história. Mas é sobre isso.
Eu tive ideia, eu queria muito que você fizesse um caso, é uma linha do Não Enviabilize só com histórias que envolvem igreja e colocar o nome de Vela Acesa.
Ai, dá essa dica para ela. Bom, a ideia tá ouvindo, já que a gente decidiu.
Igreja, tipo, ai, sei lá, coisa tanto, eu acho mais para coisa mais pesada do qualquer coisa alegre, mas vela acesa.
A história é que ela tem a luz acesa, que é o que são os medos assim, uns causos de medo, tá? Eu tinha por volta de 7 anos de idade quando tudo aconteceu. Hoje tenho 34 e não costumo lembrar de praticamente nada da minha infância, mas lembro até bem desse dia. Contextualizando, fui uma criança criada na igreja evangélica, então era comum que os meus pais, ainda casados na época, tivessem amigos da igreja, pastores, essas coisas.
Meus pais. Num dia fomos a um jantar na casa da minha tia-avó Fátima, que é casada com tio-avô Fulano. Nesse jantar também estava um casal de amigos dos meus pais, que são pastores da Igreja Adventista. Bom, entre conhecidos e famílias éramos 11 pessoas. Era um jantar normal de reunir a família para conversar, nada religioso.
Imagina lavar louça.
Até porque, apesar da maioria dos presentes ser evangélicos, a Fátima era de outra religião que eu também não lembro. Só me lembro da minha mãe, né, não usa cocaína, não usa droga. Que isso?
Não, é, aí come.
Só me lembro da minha mãe falar que era uma religião de coisa ruim, que ela mexia com demônios, etc. Ou seja, preconceituoso. A gente já sabe qual é, né?
É crime, é crime, é crime.
Lembro que na casa dela havia várias esculturas, altares, velas, livros, mas sei lá, não achava nada demais. Ficava com um pouco de medo, mas Mas mais por conta das coisas que a minha mãe falava. Bom, nessa época meu pai tava doente. O pastor perguntou para Fátima se ela permitiria que ele fizesse uma oração pelo meu pai. Achei respeitoso, até porque estavam na casa da Fátima. Ela concordou também, respeitando a fé ali, até porque a Fátima respeita a fé dele, diferente da sua mãe.
Mais um beijo, querida.
Todos demos as mãos na sala e o pastor começou a— ah, eu posso falar Eu ia ficar puta se fosse na minha casa. Eu ia falar, pode rezar na tua casa? Seu pai tá doente, seu pai pode ficar doente na sua casa?
É assim, né?
Porque na minha casa todos são saudáveis.
Eu não gosto de oração, de tipo forçada assim.
Gente, eu respeito.
Eu achei, eu achei, eu achei.
Mas assim, eu não ia gostar que rezasse na minha casa.
Eu acho assim, sendo bem sincero, eu achei pertinente, achei educado ele perguntar se pode, porque aí te dá o direito de falar, prefiro não.
E eu falaria, prefiro não.
Tem uma mulher que cortava, né, o cabelo da minha avó, da minha mãe e tal. Já cortou até o meu assim. E ela, isso é relevante, eu quero muito saber. E ela, e ela era evangélica e tal. E ela pegava assim e ela sempre chegava quando cortava o cabelo de alguém, pedia para rezar para pessoa. Eu falei a primeira vez, eu falei, comigo não, tá? Obrigado, corte, pá pá pá.
Tinha por aí.
Não, eu não quero, não quero que reze em cima de mim. A oração que eu quero que você reze tá vindo lá de baixo, não de cima, minha filha. E aí, e aí eu falei não, e ela super respeitou, e ela era super querida comigo. Mas aí que é o grande ponto, assim, eu gosto do respeito. Ela perguntou, eu falei não, eu não falei babaca, eu falei não, não gosto, tal.
Quando é algo imposto, igual que recentemente aconteceu no avião de uma criança.
É, nossa, eu derrubava o avião inteiro. Quando eu vejo esses vídeos, eu tenho vontade de derrubar o avião, gente, derrubar duas torres junto.
Juro, eu não posso nem dizer aqui porque eu também não consigo nem lembrar.
Eu ia tipo, nossa, gente, eu ia tipo um lado, hein.
Desculpa, todos demos as mãos na sala, todos demos as mãos na sala e o pastor começou a orar aquelas orações bem evangelho. Até aí tudo bem, mas foi bem aí que a Fátima caiu de 4 no centro da roda de oração. Ela se contorcia de olhos revirados e falando com uma voz grossa Uma voz que definitivamente não era dela. Só consigo me lembrar dela apontando para o meu pai falando, eu tô atrás de você, eu quero você! Longe de mim cortar a vibe da história em seu clímax agora, mas eu era só uma criança.
Então as filhas da minha tia-avó me levaram para um quarto junto às outras duas crianças, ficamos lá trancadas. Então não vi mais nada, só pensei assim, é o pobre da infância, é trancado no quarto, você é Você não vê a possessão, você não vê. Mas foi suficiente. Lembro de ficar bem assustada, mas as minhas primas ficaram tentando nos distrair brincando. Fiquei sabendo depois que o pastor exorcizou o demônio do corpo da minha tia lá na sala da casa dela com os paranauê de pastor.
Depois que o demônio foi embora, eu e as crianças saímos do quarto e minha tia Fátima estava fazendo uma fogueira no quintal da casa dela. Juntou todas as imagens que ela tinha, estátuas, coisas míticas.
Gente, ela sofreu, ela sofreu intolerância Tolerância religiosa.
Juntou todas as imagens que ela tinha, estátuas, coisa, e colocou tudo na fogueira. Naquele dia ela aceitou Jesus e foi para igreja desse pastor. Ai, gente, e pasme, até hoje ela é adventista, bem como toda a família dela. Não os vejo há muitos anos. Fun fact: hoje eu sou umbandista e namoro uma mulher. Eu adoraria poder me recordar melhor da minha infância e dessa história para conseguir lembrar quais imagens e coisas ruins eram essas. Porque sendo bem honesta, eu devo ter tudo aqui em casa de tia.
É isso, pô.
Acho que a minha tia-avó no final era apenas uma médium que talvez não tenha sabido lidar muito bem com incorporação de obsessor, se assustou e acabou indo para esse caminho da igreja evangélica. Sim, gata, foi um grande, uma grande revelação. É um chá revelação, somos intolerantes.
Inclusive eu fiz um chá revelação esses dias do meu tipo sanguíneo, uma vez como presente.
Ai, eu falei para ti, ele não sabe dele, ele não É a segunda coisa que eu não lembro. Eu percebi que meu cérebro não guarda. Eu não sabia, mas minha mãe sabe qualquer coisa. Precisa, mãe é, pá.
Mas quando eu falei, você é O positivo? Eu sou negativo.
Ah, então você é para baixo.
Nós somos contrários.
Mas falaram que a gente, ó, quer ver, é igual ímã. Não, mas botar a mão em mim, ó.
Não, mas isso seria iguais, pô. Vocês estão errando no magnetismo.
Claro que não.
Os opostos se atraem.
Não, mas no sangue é os Não, eu posso te repelir. Você pode repelir?
Se você jogar o sangue dela, vai fazer impermeável.
Doa o meu sangue pra ela, morre.
Ah, doa?
Dou o dela pra mim.
Nossa, se eu quiser matar os dois, é só colocar um de vocês.
Eu sou doadora universal, meu querido.
Eu sou aquele que pode doar pra todo mundo.
Eu sou eu, doadora universal.
Você é positivo, mulher. Eu sou negativo. Eu sou O negativo. Doadora universal é O negativo.
Você é O negativa. Não é?
Vou perguntar, porque eu achava que já vai ter gente gritando.
Aí agora vai falar negativo, é um negativo.
Respeita a mami!
O positivo é um doador versátil, mas não é universal. Ah tá, eu posso doar para todo mundo, mas eu só posso receber sangue de O positivo e O negativo?
Não, você só pode.
Aí vem aí mais gente nos comentários.
Por exemplo, eu só posso receber do meu, mas posso doar para todo mundo.
Então, mas isso que eu tô falando, eu posso doar para O positivo O positivo, para A positivo e para AB. Não, eu posso.
O seu é o sangue passivo. É o sangue passivo, que dá para todo mundo.
Positivo, A positivo, B positivo, que eu acabei de olhar aqui. E eu não posso, mas eu só posso receber de O positivo ou negativo. Ou negativo, é porque você pode me mandar. Aí eu vou te mandar pelo WhatsApp. Me manda no AirDrop.
Mando, vou te mandar uma gotinha por AirDrop.
Seria legal, né? Chega ali Fabão enviou o arquivo, daí abre.
É uma doação. Quantas bombinhas? Quantas coisas você quer?
Eu quero duas bombinhas de sangue.
Duas bombadas então.
Bora, Fabão!
Vamos lá, gente, pé na cova! Olá, Fabão, Mabê e Thiago. Me chamo Priscila e meu caso aconteceu há uns 7 anos atrás no funeral da minha tia, 2019.
Eu vi 7 anos atrás. Eu quis contribuir com informação.
Alguma coisa, daqui a pouco ele vai falar um planeta, quer ver? Minha tia era muito conhecida na cidade e havia muitas pessoas para os serviços funerários. Aquela coisa, né, família reunida, um chorando de um lado, outros fofocando e rindo do outro. Eu particularmente fico entre os dois grupos. Já quase tirou, já, meu irmão. Já quase na hora de pegar a réf— não, quem pegar pegou, não vou explicar. Tiro já, já, já quase na hora do enterro, aquele chororô todo.
O caixão fechou e fomos ao local onde minha tia seria sepultada. Meu primo e minha, e uma amiga da minha mãe acompanhavam a multidão por cima de alguns túmulos. Eu não entrei Eu não entrei no coisa, quando minha mãe foi enterrada no cemitério, daí não entrei.
Nem no velório?
No velório fui.
Ah, tá. Eu sou a favor que cada um faça o que se sinta melhor.
E aí tinha gente lá da família e próximos assim, tipo, não, você tem que ir. Não quero.
Cada um lida só.
Respeito, cara.
Quando minha tia faleceu, o meu primo não quis ir nem no funeral, nada. Ele não quis.
Eu fui lá.
Não, você tem que fazer o que for melhor para você. Inclusive, eu sou contra serviços funerários.
Eu sou contra morrer.
Não, eu sou a favor que todo mundo morra, mas todo mundo morra ao mesmo tempo assim, porque ninguém vai ver lá ninguém. Quem vê lá também vai lá morrer.
E uma amiga da minha mãe acompanhavam a multidão por cima de alguns túmulos. Ó, os dois rindo. Tá aí uma coisa que eu não faço nem que me paguem. Eis que meu primo, ao pisar em uma tumba simples, foi tragado para a sepultura.
Aí, areia movediça não existe.
Olha isso, gente. Era de noite e meu meu primo estava usando calça social e ao lado de fora um velho dentro do carro. Sua perna todinha foi parar a 7 palmos. Ai, que nervoso! Era um túmulo de uma pessoa enterrada como indigente, então não havia terra, somente— ai, não havia terra, somente a placa de concreto e o caixão embaixo. O clima fúnebre foi logo embora e todos começaram a rir da cara dele. Caiu na cama, cheiro de Cortou.
E a mãe, cheiro de defunto. Minha mãe precisou ser amparada, pois passou mal de rir do pobre coitado.
Pô, é bobão, né?
Até hoje esse meu primo anda— ai, pesou. Até hoje esse meu primo anda mancando, então sempre que os vemos falamos que o espírito desconhecido segura o pé dele.
Nossa, ele machucou real.
Beijo.
Às vezes ele usa ponto e vírgula, né? Tipo coisa assim, né?
Beijos. Eu entendi. Beijo, gente! Amo os podcasts, não perco nenhum. Sucesso sempre!
É o programa Mulheres que termina assim, tem aquela sempre dignidade. Já é, que que é esse aí?
É o Leão Lobo.
Leão Lobo, eu via muito Leão Lobo na Paulista, né? Ele mora aí, não vou revelar onde o Leão Lobo mora, claro, vai que eu morava na casa.
Nossa, mas todo mundo sabe onde é São Paulo.
Já vi muita gente.
Você já me em São Paulo?
Não, ainda não, mas eu vou ter a chance. Vai, não tem mais, né?
Oi? Não, não tem mais caso bizarro, foram esses aí. Mas sobre o pé na cova, é, vamos finalizar o pé na cova.
Eu não acho que ele banca por causa disso, também acho que não, mas eu acho que inclusive averigüe, porque quando eu tinha 14 anos eu andava mancando, aí minha avó falou para minha mãe assim: esse menino anda estranho. Aí esse cachorro que finge? Não, ela: esse menino anda estranho. E aí minha mãe achou que minha vó tava sendo homofóbica, mas ela só tava dizendo que eu mancava.
Você andando que nem a Chiquinha, falando: esse menino anda estranho.
Eu assim: mãe! Cacara, cacara, cacara, cão! Cacara, cacara, cacara, cão! Aí minha vó: esse menino anda estranho. E eu fazendo assim no chão: mãe! Mas eu só mancava, eu tive um tumor na cabeça do fêmur, tá?
É sério isso?
É, eu acho que você foi, amigo. Você teve Na cabeça do fêmur.
Que isso?
Eu tenho aqui, eu tenho a cicatriz aqui.
Mas você descobriu só por causa que sua avó falou? Você não tinha nada?
Ela contou a história e eu fiquei muito chocada.
Foi por causa da minha avó.
Porque eu não consigo parar.
Ela tava andando estranho. Aí você chegou no médico, o que que é isso? Ah, ele é gay.
É, o médico falou assim, ele tá andando estranho. Eu falei, quem tá andando estranho aqui? De lá, gente, quem tá andando estranho aqui, mãe?
Eu, hein?
Era, já curou, tá tudo bem. É, daqui a um mês eu vou falar assim, ai, eu tava andando estranho, fiz uma cirurgia no corpo inteiro.
Mas você tinha quantos anos?
14.
Cara, é novão, né?
Novo.
Nossa, ainda bem que tua avó viu, hein?
Como você lidou na época?
Eu fiquei um ano sem conseguir andar, eu fiquei de— eu comecei, eu vou falar assim, ai, eu tava andando estranho, fiz uma cirurgia no corpo inteiro. Mas você tinha quantos anos? 14. Cara, é novão, né? Novo. Nossa, ainda bem que tua avó viu, hein? Como você lidou na época? Eu fiquei um ano sem conseguir andar, eu fiquei de—
eu comecei, parei a escola lá. Você parou a escola, amiga?
Parei a escola. Aí eu fiquei muito assustado. Aí depois eu descobri que eu não iria repetir de ano, porque eu ia receber as provas em casa e fazer as provas em casa. Aí você fica puto, né? E aí quando eu percebi que tava todo mundo meio que paparicando, os alunos iam me visitar, meus amigos iam me visitar, eu falei, ai, você adorou a atenção! Aí eu meio que gostei, sabe?
Essa foi minha experiência com o tumor.
Aí o pessoal falava, ele já tá andando 4 meses depois. Ai, não ando, gente.
Com cantinhas, que é o caso desse cara aqui.
E caí no box uma vez ainda com ponto. Aí caí no box porque abriu os pontos. Não, não abriu nenhum. Eu passei sabonete no pé e fui tentar deslizar. Aí caí para fora.
Não, cara, o cara cresceu, operou a cabeça do fêmur para retirada de tumor. Juro, a brincadeira mais idiota.
Estranho, juro, juro, juro.
Eu passei sabonete no pé e quando eu fizei Vum, pra trás e caía no chão.
Mas acho que toda criança já brincou de fazer essa merda, de jogar sabonete, passar sabonete e ficar deslizando. Mas meio que você podia escolher, sei lá, um ano antes ou dois depois, assim.
Mas agora eu vou ficar tranquilinho, vai ser tranquilinho.
Tá tudo certo, gente. Bora então para as dicas bizarras.
Vamos para dicas bizarras.
Eu vou começar com off-campus, que dizem que é o heated rivalry do Zé. Heteros. Será que a gente quer alguma coisa assim? Tô brincando, mas a galera tá pirando. Tem um Prime Video, é homem e mulher.
Ué, mulher não mama? Ah, olha aí como é que ela tá falando que é homem e mulher.
E mas não, mas é porque é uma série também que é sobre rock. E aí é um casal, só que assim, eles pegam todos os clichês de comédia romântica e tem assim, colocam lá. Mas aparentemente parece que isso é divertido, porque eu assisti 2 episódios pode dizer, eu tô gostando, mas é bem jovenzito.
Eu vou pegar o gancho da sua mão e eu vou falar daquele Margot Has a Money Trouble, que é da Apple TV, que é muito legal. Assim, agora virou um novelão, chega no episódio, vira um novelão meio Shonda assim, de tipo, ai, quem vai ficar quando você quer, mas é uma história de uma menina que se envolve— não é spoiler, né, porque não é spoiler— ela envolve com o professor, ela engravida. E aí, como ela vai cuidar dessa criança? Como ela vai conseguir dinheiro? E aí tem que assistir.
É meio que, é meio que tipo assim, tá, engravidei, não tava planejando, entendeu? E agora? Então é meio que uma coisa meio atual de, né, de você ficar—
eu acho bem atual, acho bem atual.
É bem atual e é bem engraçado também.
É bem engraçado.
Nossa, fiquei até com vergonha da minha indicação Não, o meu é de graça também, é rapidinho. Chama Space Kids, que é um cara que faz uns desenhos. Tem que ter o inglês meio bom assim, tipo, porque ele faz muito piadinha com trocadilho em inglês. Mas são videozinho de 30 segundos, 1 minuto. Tem no Instagram, tem no TikTok. Sério, é um dos melhores conteúdos que existe da história da internet. E o Social Distortion lançou o Born to Kill, novo CD, depois de 18 anos.
Foda para caralho. Eu fico com vergonha de ficar indicando música, porque todo mundo fala, ah, é hétero, é não sei o quê.
Vocês também merecem respeito.
E eu também, em setembro, vai ter o show do Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs, e eu vou estar lá, hein.
São 7 pigs?
São 7 pigs, é o Pig Seven, pessoal. É o nome da banda, é Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs. E eu vou estar lá, foda.
Você esqueceu um?
Não, senhora. Pigs Pigs Pigs, porca porca porcona suja de calcinha. Pigs, pigs, pigs, pigs, pigs, pigs, pigs. 7.
Obrigado.
Agora você fez, querido, mas aquela hora você fez 6.
Esse é cabalístico, não pode.
É, tá na pegada, o game. Ai, também eu vou indicar o novo álbum da Duquesa. Amo!
Não era outro título, ela, que Generosa? Não, Duquesa Imperatriz. Não é Duquesa mesmo? Você não tá errando?
Não, é Duquesa mesmo. É Duquesa. Inclusive, como que é aquele— ai, gente, esqueci o nome— aquele escritório que o povo—
o Tiny Desk, aquele escritório, né, aquela salinha.
É aquilo, não dá tempo, falta dar. O Tiny Desk da Duquesa também é muito incrível. Já faz tempo que eles lançou, mas aqui eu tava revendo ontem.
Qual que é o mais legal que vocês acharam? Vocês falam, pô, isso foi foda. Pode ser É gringo, eu gosto muito da Nath Peluso.
Ah, gringo, eu gosto muito da Nath Peluso.
Eu não gostei do Bad Bunny, achei que ele tava sem vontade.
Uma opinião impopular sobre Bad Bunny.
Não, mas é que eu fui ver porque eu tava numa— eu achei, pô, Bad Bunny da hora. Eu achei ele meio sem vontade, ele tava estranho ali, sabe, naquele dia assim. Não sei, mas assim, as músicas são boas, né?
Ai, queria indicar meu canal do YouTube, tá? Vai lá, gente, eu sou o Fabão no YouTube.
Então é isso, a gente vai deixar também linkado tudo para vocês. Espero que vocês tenham gostado desse episódio. Um beijo e até o próximo!
E um beijo pra Duquesa.
Ah, é, Duquesa. Um beijo pra Teresa Brown.
Manda um beijo pra alguém.
Um beijo pra Tsunami, que você gosta.
Pra Nanda Tsunami.
MC Morena também.
MC Morena foda.
MC Morena.
Pra Júlia Costa. Júlia Costa. Pra Éboni.
Pra Carmen Lúcia.
As mulheres do rap. O referendário do funk.
Vai se foder!
Tati Trace.
Tati Trace!
Tati Quebra Barraco, Deise Tigrona.
Rainha Deise Tigrona. MC Carol de Niterói, a bandida! Beijo!