Episódios de Caso Bizarro

CB #185 - Entidade da Sacada com Jana Rosa

06 de julho de 20261h21min
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No episódio de hoje discutimos sobre uma um duende humilde, um date bem invejado e o caso de uma riquinha possuída pelo demônio!

***

🎭 Temporada de gravações Caso Bizarro no Teatro Youtube!

Ingressos aqui: https://bit.ly/4egVSrU

〰️

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🛸 orelo.cc/casobizarro

Participantes neste episódio2
M

Mabê B

HostJornalista
J

Jana Rosa

ConvidadoEspecialista em lavabubus
Assuntos8
  • Delegacia como pronto-socorroFetiche por ser preso · Mulher trans querendo ser presa com marido · Crise de identidade e solidão · Otimismo com a transformação policial
  • Adolescente apreendido por execuçãoVenda de ingressos falsos · Abordagem policial em menores · O BO delivery · Lana Del Rey
  • Companhia da Imaculada· NegociosFuga de casa para festa · Irmã paralisada de medo · Mentira sustentada por anos
  • Riquinha endemoniada e tigresFesta infantil com tigres · Acidente com tigre · Silenciamento dos ricos · Nepo baby assassina · Alergia a amendoim
  • Duende humilde e a erva sumidaOferenda de maçã para duendes · Oferenda de alho · Aviso do duende
  • Espírito SantoVizinha morta na garagem · Cumprimento do espírito · Mãe médium
  • Cinema da Fundação· CulturaFigurantes sem saber do tema · Dark Horse · Oscar
  • Abdução e Copa do MundoVidente prevê abdução de jogadores · Desejo de ser abduzida · Chuteira da Copa · Time brasileiro em crise
Transcrição465 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
MBMabê B

Aberta a temporada de Caso Bizarro no Teatro do YouTube. Vão ser 9 convidados, tá? Tinha divulgado no dia 21, domingo agora, que vai ter Chiqui Fi, só que tem muito mais, tá? Então, ó, dia 28 vai ter Foquinha e João Luiz. Dia 10 de julho vai ter Lorelay Fox. Dia 20 de julho vai ter Briana, Jenny Prioli e Fiber Toluto. E dia 24 de julho vai ter a Paty dos Reis e o Thiago. Como é que vai funcionar? Eu vou deixar o link aqui na bio para vocês comprarem os ingressos.

São ingressos para vocês acompanharem a gravação. Então sim, dessa vez vai ser gravado. E quem não puder participar, né, ir lá assistir no dia, você vai conseguir ver no feed do Caso Bizarro depois. Então fica tranquilo, vocês estão sempre pedindo para a gente gravar. Nem sempre dá para gravar no teatro, mas dessa vez vai rolar uma temporada de gravação. Então muito obrigada, YouTube, pela oportunidade. Eu estou muito animada.

As vendas já estão abertas, então corre lá! Sejam bem-vindos ao Caso Bizarro! E hoje eu estou aqui com ela, Jana Rosa, especialista em lavabubus, né, internacionalmente.

JRJana Rosa

Sim, muito obrigada pelo reconhecimento.

MBMabê B

Conhece um pouco de moda também, né? Um pouco de moda, beleza.

JRJana Rosa

Não, mas tô super feliz de estar aqui, tô muito animada com Vamos arrasar!

MBMabê B

Sim, a gente tava aqui conversando antes sobre como a gente tá aqui num projeto de ajudar as pessoas, né, encontrar o seu momento, o seu eu interior, né. Então vamos começar aqui. O primeiro caso é T de preso. Olá, Mabeu. Olá, Jana. Não vou me identificar. Sou delegado de polícia de um estado qualquer desse país e trabalho como plantonista em uma cidade grande. Talvez eu esteja em crise ou só tenha chegado naquele estágio em que a pessoa percebe que naturalizou coisas demais.

Ser delegado plantonista significa, em tese, uma função simples: registrar boletim de ocorrência e formalizar autos da prisão em flagrante produzidos pela Polícia Militar. Na prática, significa que eu e uma equipe pequena passamos 12 horas absorvendo o colapso emocional, criminal, psiquiátrico e social de uma região com milhares de pessoas. Em teoria, a investigação fica pra outro setor. O plantão é o começo da história. Só que a vida real não respeita organograma.

Então, muitas vezes, nossa atuação investigativa vai até o local do crime, procura a câmera, conversa com testemunha, tenta entender minimamente o que aconteceu e conclui o básico do básico. Ah, fulano matou alguém, tá segurando a faca, sua roupa tá coberta de sangue, esteja preso. O curioso é que quem olha de fora imagina algo próximo da série policial. Investigação sofisticada, modus operandi... Grandes organizações criminosas.

Mentira, delegacia é puro suco do Caso Bizarro. E falo isso com carinho. Existe muito trabalho pra pouca gente. E infelizmente, muita gente despreparada também. Qualquer pessoa pode entrar numa delegacia de bairro, em qualquer lugar do país, e encontrar um funcionário irritado. Eu tento ser diferente. Não por virtude, talvez por curiosidade. Eu gosto de ouvir as histórias.

JRJana Rosa

Ai, que coração, mano.

MBMabê B

Ai, que coração.

JRJana Rosa

Eu tô super tensa, tá? Além de eu tô tensa.

MBMabê B

Eu tô aqui também. Não, não, mas...

JRJana Rosa

Falou coisa de delegacia, Dia, eu já tô... Já dá um negocinho, não.

MBMabê B

Vai vir bom.

JRJana Rosa

E eu tô, tipo assim, me esforçando. Eu preciso prestar atenção em cada palavra, que eu tô um pouco medicada. Mas eu tô aqui.

MBMabê B

Não, o Chico Felipe sempre faz isso medicado e dá tudo certo. Tá bom. Medicadíssimo. Delegado normalmente não escuta muito as pessoas na delegacia, mas eu escuto. Isso me desgasta muito, me diverte mais ainda.

JRJana Rosa

Delegado não escuta?

MBMabê B

É, ele disse que muitas vezes o delegado escuta crítica.

JRJana Rosa

Ah, é crítica ao sistema, né? É crítica ao sistema. É, tipo assim, pra que que serve o delegado então?

MBMabê B

Né? Vai fazer o quê? Porque delegacia é um para-raio de gente doida. Sempre aparece alguém querendo se entregar. O último que veio aqui disse que precisava ser preso imediatamente porque havia roubado um capacete de moto. Fomos à investigação, perguntei: existe boletim de ocorrência? Não. Existe vítima identificada? Não. Existe processo? Não. Mandado de prisão? Também não. Ou seja, o Estado sequer sabe que o suposto crime existe.

Eu não tenho poder pra prender alguém apenas porque ela deseja profundamente passar uma noite numa cela. Ai, que bapho! Ultimamente, tenho respondido: Hoje é seu dia de sorte. Eu te perdoo e você está livre.

JRJana Rosa

Gente, as pessoas com fetiche de ser presa!

MBMabê B

Sim, fetiche de ser presa. Que loucura! Teve um sujeito tão empenhado em ser preso que fez uma verdadeira Via Cruz policial. Saiu da minha delegacia, foi pra outra e depois pra uma terceira. Insistindo que era estelionatário e precisava urgentemente ser encarcerado.

JRJana Rosa

Daniel Forcaro.

MBMabê B

Daniel Forcaro. Foi ele. Foi ele, será? Sem vítima, sem ocorrência, sem mandado, sem nada. Às vezes a vontade de colocar na cela só para pessoa descobrir que a cadeia perde a graça nos primeiros 15 minutos. Eu acho que nunca teve graça, né? Eu acho que assim, não tem um momento que seria legal. Aí ele, curiosamente, quando percebem que a experiência inclui calor, cheiro de mijo, concreto, muitos mudam rapidamente de versão e começa a esclarecer que na verdade não fizeram nada.

Mas a melhor história nem aconteceu comigo, foi com uma amiga delegada em outro estado. Uma mulher trans apareceu na delegacia logo após o marido ser preso. Diz que queria ser presa também, pra ficar junto dele. Não tinha crime, não tinha flagrante, não tinha motivo jurídico nenhum. Explicaram: Senhora, a senhora só pode visitá-lo. A senhora não pode ficar presa com o seu marido.

JRJana Rosa

Ai, que querida!

MBMabê B

Ai, né, às vezes o amor, ele... Ai, gente! Mas ela insistia que queria ser presa. Até que resolveu criar suas próprias condições pra isso. Começou a quebrar objetos da delegacia. Depois passou a agredir os guardas que estavam no local. E a partir daí surgiu a tão desejada situação flagrancial. Teve presa por dano ao patrimônio público e lesão corporal. E ela ficou genuinamente feliz. Só que a felicidade durou pouco. Existe toda uma discussão ainda em evolução sobre local de custódia de mulheres trans no sistema prisional.

Hoje há orientações mais modernas e maior possibilidade de escolha. Na época, o encaminhamento dela era pra unidade feminina. Quando percebeu que não estava indo para o mesmo presídio do marido, ela entrou em desespero. O plano romântico havia fracassado. Ela queria prisão, mas ela queria prisão acompanhada. No fim, gosto de imaginar que depois conseguiu visitá-lo, que a história terminou de maneira menos triste do que começou.

E talvez seja exatamente isso que mais me impressiona no plantão. As pessoas chegam até a delegacia procurando coisas completamente diferentes uma das outras. Tem gente querendo vingança, Tem gente querendo socorro, tem gente querendo atenção. Tem gente querendo assustar alguém. Tem gente querendo ser ouvida pela primeira vez em anos. E tem gente querendo ser presa só pra não se sentir sozinha. Ai, eu sou canceriana! Ai, não acredito!

Eu não acredito que ele tá romantizando a delegacia pra gente, sabe? Ai, eu tô triste.

JRJana Rosa

Cara, ele é muito coração. Eu tô triste, de verdade.

MBMabê B

Parece muito uma cidade pequena, né. Porque não tem crime de verdade, né, assim.

JRJana Rosa

É verdade, né.

MBMabê B

Tipo... Gente que tá assim, ai, eu sou estelionatário, me prenda, me prenda agora. A delegacia vira uma espécie de pronto-socorro moral da cidade. No meio disso tudo, você tenta continuar humano. Apesar de toda a caricatura masculina e conservadora que ainda existe na polícia, uma fofoca precisa ser dita: tem muito gay na polícia. Muito mais do que as pessoas imaginam. E isso também tá mudando a instituição aos poucos, ainda que lentamente e com resistência.

Existe muito pra melhorar, obviamente. Muito mesmo. Mas talvez eu seja otimista o suficiente pra acreditar que algumas transformações já estão começando. Enfim, só queria dizer que uma repartição policial está bem mais próxima de um episódio de Caso Bizarro do que de modus operandi.

JRJana Rosa

Beijos. Cara, ele acabou comigo. Nossa, minha energia lá embaixo, cara. Muito triste das pessoas que querem ser presas pra ter uma companhia.

MBMabê B

Nossa, isso doeu.

JRJana Rosa

Isso doeu de verdade.

MBMabê B

E eu fico muito... Eu penso muito em velhinhos, né. Porque é o meu ponto fraco, né, velhinhos. Eu sou muito dos velhinhos. Ai, não me fala!

JRJana Rosa

Eu já vou chorar.

MBMabê B

E aí, lembra quando... Acho que foi na pandemia que tinha, tipo, um projeto social que você ligava pra velhinhos de outros países? Sentindo muito sozinhos, né? Porque agora eles não podiam mais sair, né, dos centros que eles estavam vivendo e tal. E eu lembro que eu liguei pra umas velhinhas, assim, pra ficar conversando. Cara, eu sou muito fã de velhinha.

JRJana Rosa

Eu amo também, senhora!

MBMabê B

Sabe? Se chegar uma senhora na delegacia, tipo, eu quero ser presa, eu falava, então vamos, vamos tomar um chazinho.

JRJana Rosa

Ah, não, mas isso não pode acontecer. Pelo amor de Deus. Não pode acontecer. Senão eu morreria.

MBMabê B

Pelo amor de Deus. Eu acho que eu morreria também. Eu acho que eu tomaria um chazinho com ela na cela. Tipo, vamos fofocar um pouquinho na cela? Vamos assistir uma novelinha?

JRJana Rosa

É que a cela, no caso... Não é, como ele bem disse, não é um lugar bom, né? Agora, a outra que foi atrás do marido, assim, gente...

MBMabê B

Ela foi loba?

JRJana Rosa

Não, não sei se ela foi loba. Gente, não, você não pode acabar com a sua vida por causa de um homem.

MBMabê B

Lógico, lógico.

JRJana Rosa

Nenhum homem vale isso, gente. Nenhum cara. Você não pode acabar com a sua vida por causa de um homem.

MBMabê B

E ela, tipo, ela ainda achou que ela seria presa na mesma...

JRJana Rosa

Tava na cara que não ia, né?

MBMabê B

É, porque acho que ela... Pensou assim, ah, é, a polícia é transfóbica mesmo, a instituição é assim. Porque já teve muitos problemas no passado em relação a isso, né?

JRJana Rosa

Só que ele falou prisão, né? Ele não falou na cela. Tipo, se ele tivesse preso ali na delegacia—

MBMabê B

porque é isso que tem, a pessoa fica presa ali, é que a pessoa ficou na prisão, exato, uns dias ali, daí vai encaminhada, né?

JRJana Rosa

Ou vai solta, sei lá, se a pessoa só causou. Eu nunca fui. Você já foi presa?

MBMabê B

Não, eu fui acusada de estelionato. Foi, fui. Mas é uma história, ah, eu vou contar, vou ver como é que eu vou contar.

JRJana Rosa

Pelo amor de Deus, cara, agora vai falar.

MBMabê B

Não, mas é um, gente, que é a primeira vez que eu falo sobre isso e eu falei tão rápido assim. Não, mas calma que tem explicação. É quando, gente, eu não sei se já contei essa história, mas vamos lá.

JRJana Rosa

A gente já tá muito tempo nesse podcast, Babi, pelo amor de Deus.

MBMabê B

Eu morava em Minas, né, no Itajubá. No sul de Minas, uma cidade de 90 mil habitantes. E eu tinha 15 anos. Ia ter um show do CPM-22 na cidade. E aí, o show ia ser no Tigrão, que era o lugar poliesportivo, ginásio poliesportivo da cidade. E aí, atrás do Tigrão tinha o... Tinha o Bar Cultural. O Bar Cultural era a balada da cidade. Então você ia no CPM-22, e aí tinha depois... Uma... Como que chama isso? Tipo, não é pré. Porque era depois da festa.

Mas era tipo uma... Uma festa 2, pra quem vai nesse show. Tipo, pra galera ir depois no Bar Cultural. Então você ia no ESPM 22, aí você comprava o ingresso. Você tinha que comprar os 2 ingressos, né. Mas aí era um pouquinho mais barato se você já tivesse ido no ESPM 22. E o ingresso era, tipo, R$15, sabe? Era muito de boa. Aí tá, daí a gente foi, eu ia para os dois shows, tanto do CPM depois da festa lá no Bar Cultural. E aí teve dois amigos que chegaram lá e eles compraram ingresso ali na hora para o Bar Cultural, só que eles acabaram desistindo de ir.

Daí eles falaram, ah, vocês podem vender para gente? A gente falou, tá bom. Aí tava eu, umas amigas, tava eu, minha prima, uns amigos e tal. Aí a gente vendeu, a gente vendeu pra duas meninas lá pelo mesmo preço que eles pagaram, foi tipo R$15, R$20, alguma coisa assim. E entramos. Quando a gente tá lá de boa na balada, de repente eu vejo uma segurança arrastando a minha amiga pelo braço. E eu levei um susto, aí eu saí correndo, fui lá e falei, o que tá acontecendo?

Ela falou assim, ah, vocês têm que se explicar porque vocês venderam ingresso falso e não sei o quê e não sei o que lá. E aí ela pegou e jogou. Eu falei, não, essa minha amiga não vai sozinha, eu vou junto, tal, não sei o quê. Aí beleza, aí levou. Só que quando a gente chegou lá, já tava a polícia. E aí foi muito assustador, porque a gente era criança, menor de idade, não era nem pra gente estar naquela balada, né. E aí tinha 16 anos, 15, sei lá.

E aí a menina apontando, foram elas, elas que venderam! E aí eu cheguei E aí, naquela época, gente, isso assim, sério, faz 25 anos, né? Outras épocas. Então, sei lá, eu não tive medo da polícia. Eu pensei assim, como eu não fiz nada certo, então nada vai acontecer comigo. E aí, tipo assim, a polícia chegou e falou, ah, o que aconteceu? Ele falou assim, ah, essas meninas aqui compraram ingresso de vocês. Quando elas tentaram entrar, foram barradas.

Elas chamaram a polícia e falaram que elas compraram de duas meninas, descreveram vocês e acharam vocês dentro da balada. E, cara, eu nunca vou entender como a segurança achou a gente. Porque sério, Eram duas meninas normais, tipo, a gente não tinha nada diferente. Não tinha o cabelo azul na época.

JRJana Rosa

Você não tinha?

MBMabê B

Não, imagina!

JRJana Rosa

Eu tava imaginando uma mini você de cabelinho azul.

MBMabê B

Não, eu até usava um papel crepom nessa época, colorido. Mas assim, o meu cabelinho era tipo loirinho, assim. Aí, sei lá, as meninas descreveram e a segurança entrou e catou. E catou a minha amiga, na verdade, não catou eu. Mas aí eu fui, né. Porque eu tava no rolê. Aí tá, daí os meus amigos saíram todos juntos, assim, foi um baba-fato, umas 8 pessoas. E aí eu comecei a conversar com a polícia, aí a minha amiga começou a chorar porque os pais dela são muito bravos. E tipo assim, o pai dela—

JRJana Rosa

Eles sabiam que ela tava lá?

MBMabê B

Eles sabiam, mas tipo, se ela falasse qualquer coisa, tipo, os pais dela iam dar um cacete nela. E aí ela tava tipo muito desesperada. E a minha mãe é muito tranquila, assim, se eu falasse, se eu explicar pra minha mãe, minha mãe acredita em mim. Tudo certo, uma pessoa normal. Aí, então, não tava com medo da minha mãe, mas eu tava achando assustador e tal. Mas eu falei para polícia, eu falei, olha, aí eu tomei as rédeas de tudo.

Eu falei, olha, sim, os amigos pediram para a gente vender, eles compraram aqui na frente de outras pessoas. Eles, ah, quem que, de quem que eles compraram? Eu falei, olha, não sei, a gente não viu, não estávamos lá. Eles desistiram e aí saíram. Aí ficou aquela coisa tipo assim, ah, tá, mas vocês vão ter que ir para delegacia, porque vai ter que ir para delegacia. Aí eu consegui convencer o cara a gente não ir pra delegacia. Isso assim, uma hora conversando, tá? Aí nisso, as meninas entraram na balada. Tipo, acho que eles deixaram—

JRJana Rosa

As que foram lesadas?

MBMabê B

As que foram lesadas entraram na balada.

JRJana Rosa

E vocês, as menores infratoras, né?

MBMabê B

E a gente lá conversando com a polícia. E aí, tipo, a polícia meio que concordou. Tipo assim, eram dois policiais. E realmente era um que era bonzinho e o outro que era estressado. E o bonzinho tava assim, não, então... É, tá certo, se vocês não... Tipo assim, vocês só pegaram dos seus amigos. Os seus amigos também compraram de outras pessoas. Tava meio assim. Aí chegou um amigo meu e... Tava meio puto, porque já tava fazendo uma hora.

Ele falou assim, ai, nada dá certo nesse país. Ficam vindo atrás de menor de idade, por não sei o quê, não sei o que lá.

JRJana Rosa

Militou, militou!

MBMabê B

Militou do nada, assim, pleno 2001. E aí, o policial ficou puto! Aí ele falou, é que a gente tem que fazer isso. Era governo Fernando Henrique, né?

JRJana Rosa

Governo Fernando Henrique. É FHC! Ele chegou assim, é FHC!

MBMabê B

E aí ficou, tipo assim, ficou uma grande... O cara ficou muito puto, ele falou, então a gente vai pra delegacia agora, não sei o quê. Aí eu falei assim, mas eu não vou entrar na viatura. Eu não vou entrar pela viatura. E a delegacia ficava na esquina da minha casa. Mas calma aí. Aí ele falou, ai, não sei o quê. E aí nessas, a gente tinha feito amizade com 3 caras. Que eram maiores de idade, que falaram que iam na delegacia assinar.

Porque ele falou que precisava de uma pessoa maior de idade pra assinar na delegacia. Quando ele falou isso, um cara que tava do lado falou assim: Ah, eu posso assinar. E tipo assim, a gente nunca tinha visto esse cara na vida.

JRJana Rosa

Só que 25 anos atrás, a gente ainda achava que: Ah, é um amigo, tá me ajudando. Hoje você já ia falar assim: Meu Deus, não.

MBMabê B

Nunca, jamais. Mas calma que tem história. Aí a gente falou assim: Ah, tá bom. Aí ele falou assim: Ah, eu tô de carro, eu posso levar vocês na delegacia. Aí eu falei, tá. Porque eu não queria ir na viatura. Daí o policial falou, então a gente vai seguindo vocês. Aí eu falei, tá bom. Aí eu entrei no carro. E assim, naquela época, eu não entrava no carro com gente estranha nem nada. Mas eu pensei, ah, a polícia tá seguindo, tá tudo certo.

E eu pensei, pô, o cara tá se disponibilizando. Eu fui muito inocente, eu falei, ah, esse cara tá se disponibilizando.

JRJana Rosa

Eu entendo, eu retiro o que eu disse de 25 anos atrás. Calma, calma.

MBMabê B

Mas aí, beleza. A gente foi pra delegacia. Aí chegou lá, daí o cara, o delegado olhou para mim e falou, ah, eu conheço você. Aí os caras já ficaram muito nervosos, os policiais, tipo assim. Eu falei, ah, eu moro nessa rua, eu moro aqui e tal, por causa disso. Aí o cara, ele falou assim, ai, sua avó é Dona Cléra? Eu falei, a Dona Cléra, não sei o quê. Ele falou vários nomes da família. Aí eu falei sim. E aí o cara ficou tocando um terror na gente, assim, do tipo, ó, é isso que vocês estão fazendo, que vocês estão sendo acusados, é muito grave, é crime de estelionato.

E eu falei, mas Mas a gente não fez isso. Daí eu fiquei falando, e minha amiga chorando, porque ela tinha certeza que ela ia apanhar, morrer, que o pai dela ia matar ela. Tava assim. Aí eu tô falando que é minha amiga, mas é o meu tio, tá? É minha prima, na verdade é minha prima. E o meu tio era muito bravo na época, a tia também. Então tô aqui contando a verdade agora. Era da minha família, mas eu falei, ó, fica tranquila que vai dar tudo certo.

Aí beleza, a gente— e aí eu conversando com o cara, ele falou, ah, porque vocês vão ter que vai ter um BO e não sei o quê. E aí nessa começaram a chegar pessoas na delegacia que também estavam com o ingresso falsificado. E aí os policiais falavam, vocês compraram delas, gente? Aí eles falavam, não, a gente não comprou dela, a gente comprou de uns caras. Mas eu fico pensando, e se eles tivessem falado sim?

JRJana Rosa

Quadrilha! Aí era chique, quadrilha.

MBMabê B

Mas é isso, chegaram tipo umas 6 pessoas, tipo 2 em 2. E aí apontavam pra gente, perguntavam se tinha comprado da gente. Que eu acredito que não deva ser essa maneira de você lidar com adolescentes, né?

JRJana Rosa

Não.

MBMabê B

E assim, com crime, porque você tá tipo colocando— primeiro você pergunta pra pessoa, e se a pessoa falar que comprou de duas meninas, então descreva as meninas. Ah, elas estão ali sentadas, beleza. Mas eles perguntavam, você apontava pra gente, você comprou delas? E eu me senti muito— e aí isso foi me deixando irritada, sabe? Eu tava com senso de justiça muito grande. Aí eu falei, eu, pois eu não acho certo o que está acontecendo aqui, porque vocês Ah, mas vocês estão acusando a gente, sendo que eu já falei várias vezes.

E a gente ia ficar repetindo a história. E eu ficava pensando, meu Deus, gente, o ingresso é de R$15, sabe? Eu ficava irritada. Mas eu tava assim, meu, eu não vou ficar mal, não vou ficar com medo. Qualquer coisa, eu chamo minha mãe, minha mãe vai acreditar em mim. Minha prima não, minha prima chorava porque ela sabia que a mãe... Aí... Aí, que a mãe e o pai dela eram muito bravos. Aí, tipo, uma hora ele falou assim, ó, então é o seguinte.

A gente vai abrir um BO. E esse BO vai chegar na casa de vocês daqui a 3 meses. E depois eu descobri que isso não existe, tá? Não existe isso, um BO delivery de 3 meses depois. Mas eu acho que ele quis dar uma assustada na gente, sabe? Tipo, quis assim, meter uma bronca ali. Ele falou, vai chegar daqui a 3 meses, tal, não sei o quê. Então vai chegar na casa de vocês. Daí eu dei só o meu endereço, não dei o da minha prima. Porque eu falei, ah, quando chegar na minha casa eu explico pra minha mãe, eu conto a história.

E aí ele falou, agora vocês podem ir, vocês estão livres. Aí eu virei pro policial e falei assim, agora você leva a gente lá, né?

JRJana Rosa

Porque eu não vou na festa.

MBMabê B

Na festa, aí minha prima quis voltar, eu falei, eu não vou acabar essa noite.

JRJana Rosa

A vida é uma só, né?

MBMabê B

A vida é uma só. Imagina, hoje em dia eu teria ido embora chorando.

JRJana Rosa

Nossa, teria pedido um delivery que ia chegar junto comigo na casa, eu ficava chorando.

MBMabê B

Aí a minha prima, imagina, Vai ter que voltar pra festa. Eu falei, eu vou voltar. Porque eles tiraram a gente de lá, a gente tava se divertindo.

JRJana Rosa

Servida, hein.

MBMabê B

Servidíssima. Aí, o policial falou... Aí, o policial virou pra mim e falou assim, agora você quer voltar na viatura, né? Aí eu falei, agora eu quero. Aí os meninos falaram, não, pode ir, a gente leva vocês lá. Aí a gente entrou no carro, eu, minha prima e esses 3 meninos. Aí quando a gente tava chegando perto da festa, eles, ah, vocês querem ficar aqui mesmo? Porque a gente vai fazer uma festa lá em casa, vamos beber e tal, não sei o quê.

A gente falou, ah não, a gente quer ficar aqui mesmo. Aí eles, ah, tá bom. A gente saiu do carro. Tipo assim, tá, eles estavam com segundas intenções, sim. Mas eles foram fofos! Foi horrível ter pego carona com esses caras. Mas foi isso, eles foram fofos.

JRJana Rosa

Mas era uma coisa que a gente fazia quando era mais nova mesmo.

MBMabê B

É, uma coisa meio de inocência também. E aí eu voltei pra festa. Aí eu cheguei lá nas festas, lá na balada. Aí toda vez que a gente via as meninas, eu falava assim, ó, vamos fazer assim.

JRJana Rosa

Assim, você olhava pra ela assim, ó?

MBMabê B

Fazia assim, ó! Ai, é muito bom!

JRJana Rosa

É muito bom!

MBMabê B

E elas? Elas ficavam desesperadas. Na hora que elas viram a gente, elas abriram os olhos assim. Aí eu falei, toda vez que passar por elas... Aí passava por elas, ó. Ai, que fofo!

JRJana Rosa

Cara, isso é muito bom! É muito bom, ó!

MBMabê B

Ó! Aí, resumindo a história, isso acabou... Teve uma faminha na cidade, porque a minha prima era meio famosa na cidade. Ela, tipo assim... As pessoas pagavam muito pau pra ela, ela era bem bonita. Tal, ainda é até hoje. Mas assim, teve uma faminha pequena, mas não chegou.

JRJana Rosa

Bonita e bandida.

MBMabê B

É, tipo assim, ai, olha, estavam na delegacia, não sei o quê.

JRJana Rosa

Achei meio Lana Del Rey essa menina.

MBMabê B

Mas ninguém nunca ficou sabendo. E o BO nunca chegou. Então minha família nunca soube. Talvez seja a primeira vez que minha família esteja sabendo.

JRJana Rosa

25 anos depois.

MBMabê B

25 anos depois fomos acusados. E aí o policial falava isso, no BO de vocês vai estar acusação de estelionato.

JRJana Rosa

Ai, meu Deus.

MBMabê B

E aí eu falei, nossa, tá vendo? Era mais tranquilo, assim.

JRJana Rosa

Cara, eu, na verdade, não pode, né, menor de idade. Aí quem tem que ser avisado é o pai, a mãe, né.

MBMabê B

Exatamente. A gente não podia nem ter sido interrogada pela polícia, assim. Tipo, tudo que aconteceu foi super errado.

JRJana Rosa

Mas isso é muita coisa de interior também, né. E de antigamente, sem internet, não é?

MBMabê B

Era outros mundos.

JRJana Rosa

É muito interior.

MBMabê B

Mas assim, a única coisa que eu fico feliz é que, tipo, eu tava mais tranquila. Porque a minha prima... Cara, ela chorava tanto que parecia que ela tava, que ela era torturada, sabe? Parecia que ela tinha uma organização criminosa, né? Mas ela chorava e ela chorou o tempo todo porque ela com certeza ia apanhar do pai dela. Então assim, eu lembro que a gente ficou assim com o cu na mão assim, meu Deus, o Bel vai chegar em 3 meses.

Aí eu falei não. Aí ficava, posso contar pra minha mãe? Ela, não, não conta. E eu não, cara, eu nunca contei pra minha mãe. E é chocante porque eu conto tudo pra minha mãe. Eu não entendo como eu não contei isso pra ela. Mas inclusive a minha mãe ouve, né, os podcasts.

JRJana Rosa

Então como ela chama?

MBMabê B

Célia.

JRJana Rosa

Célia, um beijo, diva, sua filha!

MBMabê B

Mas acho que a única coisa que eu escondi da minha mãe, o resto eu sempre contava mesmo.

JRJana Rosa

Mas acho que foi por causa da sua prima também, né? Porque quando tem alguém tenso, a gente guarda.

MBMabê B

Porque ela poderia contar para minha tia, sei lá, e aí minha prima podia apanhar e eu tinha muito medo disso.

JRJana Rosa

Ai, será que só tinha? Coitada da sua prima, ela já trabalhou isso. Isso, será nela?

MBMabê B

Não tem ninguém quando bandida. Eu acho que, eu acho que não, acho que tá tudo certo hoje.

JRJana Rosa

Nossa, mas foi muito Lana Del Rey, Cold, gente!

MBMabê B

Eu ficava assim, ó.

JRJana Rosa

Ah, então você foi para delegacia, não é?

MBMabê B

Delegacia, mas não foi por um crime que eu não cometi.

JRJana Rosa

Não, mas é muito mais chique. É chique, não foi chique de qualquer jeito, tá? Parabéns, tá?

MBMabê B

Do que você ir para delegacia porque você quer passar uma noite ali, né, com alguém assim. Tipo, esse já é mais triste.

JRJana Rosa

Cara, acho que eu nunca fui pra delegacia.

MBMabê B

Nunca?

JRJana Rosa

Fiquei pensando aqui, acho que eu nunca fui, sabia?

MBMabê B

Depois, uma outra vez eu entrei pra poder... Porque uma amiga minha... Aí esse é pesado mesmo. Mas que uma amiga minha ficava com um cara que ele ameaçava ela.

JRJana Rosa

Ai, meu Deus.

MBMabê B

E aí eu... Só que ela falava rindo, sabe? Um dia eu falei assim, é que a gente tem que ir na delegacia fazer isso, né? Fazer esse BO aí. E assim, era uma cidade de 2 mil habitantes. E o cara era policial da cidade vizinha.

JRJana Rosa

Ah, super tranquilo!

MBMabê B

Óbvio que os caras tudo conheciam ele. Mas eu falei, tipo assim, a gente vai fazer esse BO. Hoje em dia, eu entendo que foi meio perigoso o que a gente fez. Mas a gente ficou lá até fazer o BO, obrigou o cara a fazer. Porque o cara falou, ai, é bobeira. O cara falou pra eu falar, ficou aquele papinho, sabe? No fim, o cara era um covarde de merda e não fez nada. Mas assim, até aí, o cara é policial, né.

JRJana Rosa

Pelo amor de Deus.

MBMabê B

Ela tinha um rolo com ele há anos, o cara era casado. E aí, um dia, a mulher ligou pra ela, falou assim: Ah, você tá saindo com ele? Com fulano tal? Ela falou: Tô. Ela falou assim: Então, eu não recomendo. Ele é um merda. Ele não sai aqui... A gente terminou há anos. Ele não sai daqui de casa porque ele ainda tem comida e roupa lavada, não sei o quê. Mas eu já te dou a dica que ele é um merda. A mulher dele falou isso? Sério, eu achei ela perfeita.

JRJana Rosa

Lobíssima.

MBMabê B

Loba. E aí, foi quando minha amiga desencanou. Eu falei: Cara, esse cara quer uma mulher pra resolver as coisas. Imagina, a minha amiga tinha 18 anos, eu também tinha 18 anos. E aí foi a única vez que eu fui na delegacia, tipo... E naquela época nem tinha essa coisa de delegacia da mulher e tal.

JRJana Rosa

Não, mas foi muito amiga boa e vocês foram muito corajosas.

MBMabê B

Foi.

JRJana Rosa

Porque é uma situação que você também não sabe, né. Se você vai, se você não vai. De todos os jeitos, é ruim e dá muito medo.

MBMabê B

Não, e é muito zoado. Porque como é uma cidade pequena e a minha amiga não tinha condições de fugir, de ir pra algum lugar e tal. Hoje eu acho que eu teria feito coisas bem diferentes assim, sabe? Mas a sorte é que ele era um bom.

JRJana Rosa

Teria ameaçado? Meu sonho já apareceu.

MBMabê B

Ah, mas eu quero andar armado.

JRJana Rosa

Eu gosto assim também, ó.

MBMabê B

Assim, né? Eu não fiz assim para ela, devia ter feito.

JRJana Rosa

Eu fiz assim para um homem uma vez, que foi o dia mais feliz da minha vida, porque eu sou muito feliz em avião, porque eu sei que a pessoa não vai estar com uma arma. Sim, você não tem isso? Tipo assim, lugares que eu me sinto muito segura para brigar com homem: avião. Sim, né? Porque você chega ali, aí o cara tá sem estar com a perna aberta assim, né, folgado. Então eu sempre falo assim: querido, fecha sua perninha. Então eu sempre arrumo briga em avião, que eu amo.

Mas fora de um avião, eu tive uma situação que eu achei que eu tava segura, que era na Coreia do Sul. Olha que louca, né? Zero segura, porque é um país super machista. Mas eu tava lá esperando uns amigos, a gente tava trabalhando e eles estavam viajando. A gente se encontrou e aí a gente, ai, vamos sair, não sei o quê. E eu cheguei antes deles na frente de uma festa, um negócio de que tocava disco, que era num prédio meio desativado, um lugar meio esquisito.

Mas tinha um tipo um 7-Eleven ali na frente e eu tava parada assim. E nisso veio um cara e começa meio a chegar perto de mim falando umas coisas, super esquisito, não sei o quê, sabe, o doidinho. Aí eu peguei e falei, não, vou atravessar do outro lado. Fiquei com medo. E daí atravessei do outro lado, ele continuou a falar umas coisas meio olhando para mim do outro lado da rua. E aí eu fui do outro lado e fiz assim, ó. E aí ele olhou, ficou passado, não sei o quê, começou a falar e saiu andando.

E eu entrei no 7-Eleven e comecei a tremer e ligar, ai, vocês estão chegando morrendo de medo?

MBMabê B

A gente vai ter que matar uma pessoa, galera.

JRJana Rosa

Eu falei, ou ele vai entrar aqui. Daí só tinha um coreano que eu nem sabia se falava inglês lá dentro. Eu, um coreano à noite, um doido. Eu falei que eu ia matar ele. Aí, mas foi muito gostoso. Nossa, mas foi um dia muito perfeito assim poder fazer isso, sabe?

MBMabê B

Eu acho que devolver o constrangimento é sempre bom.

JRJana Rosa

É muito. Não, hoje a gente já sabe que é a melhor coisa, né?

MBMabê B

É a melhor coisa fazer de louca. Vai me matar, vai matar, mas vai morrer com medo.

JRJana Rosa

Não, e mulher tem que ter fama de louca.

MBMabê B

Louca.

JRJana Rosa

Tem que ter fama de louca, porque já vão falar que a gente é louca, né? Já vão fazer de tudo para não respeitar. Então tem que ter fama de louca, tem que ter fama de difícil.

MBMabê B

Exato, tá? Eu gosto de gente que tem medo de mim.

JRJana Rosa

É sobre ter medo, que daí te respeita. Exato, não é?

MBMabê B

Eu acho que tá tudo certo. Tem que ter medo. Eu adoro aqueles vídeos assim, ah, como é que eu faço para andar na rua sozinha? Que é umas mulheres às vezes tipo que estão andando assim, aí elas começam a andar, correr atrás, né? Eu falo, gente, é sobre É encontrar as nossas formas de ser maluquinha.

JRJana Rosa

Ai, gente, sagrado feminino aqui, tá? Posso ler aqui? Eu tomei o shake aqui, eu não tô nem tomei ele até agora. Daqui a pouco eu vou começar a tomar. Riquinha endemoniada. Olá, Mabê e Jana, pode me chamar de Professora Helena da novela Carrossel. Eu sou professora internacional e infelizmente a tristeza do professor não tem fim em lugar nenhum do mundo. Eu tenho várias histórias bizarras, mas essas são especiais porque elas envolvem a mesma criança endemoniada.

A primeira parece fic, mas eu juro que não é. Assinei até um NDA que estou quebrando aqui, mas nem dá nada porque a escola fica no país mais improvável da Terra. Nunca adivinhariam.

MBMabê B

Gente, eu tô muito curiosa.

JRJana Rosa

Que país?

MBMabê B

Letônia.

JRJana Rosa

Para mim, Letônia. Nossa, Letônia!

MBMabê B

Tipo, qual é o país mais improvável?

JRJana Rosa

Que aliás tem uns artesanatos ótimos. Meu sonho ir lá.

MBMabê B

Ai, o meu afilhado, ele tem hiperfoco no Cazaquistão.

JRJana Rosa

Ai, Cazaquistão também é bacana.

MBMabê B

A gente vai ter que ir.

JRJana Rosa

Nossa, e como que chega lá? Deve ser por Dubai, né?

MBMabê B

Por Dubai, eu acho que é por Dubai. Ai, mas é lindo, viu?

JRJana Rosa

É lindo, não é? A natureza, aqueles cavalos correndo, não é lá no Cazaquistão? Eu tenho uma pasta no TikTok de lugares que eu quero ir, tem vários vídeos de cavalos correndo lá. Agora eu não sei porque eu não ando de cavalo, não sou da natureza, mas eu respeito a mãe da natureza, tá? Planeta Terra. Vamos lá então, tá? Estamos na escolha improvável, né, que a gente nunca adivinharia. Já sabemos que é ou na Letônia ou no Cazaquistão.

Estava eu numa segunda-feira normal na escola e meus alunos todos em polvorosa. Eles estavam falando na língua deles, então eu não entendi, mas a minha professora assistente traduziu. Uma das minhas alunas, podre de rica, dessas que sofreria a taxação de grandes fortunas graças ao presidente Lula e o ministro Haddad, maravilhoso, tinha feito aniversário no fim de semana, e a atração da festinha eram tigres. Tigres de verdade. Ah, é lá para o lado da Rússia, pode ter certeza, é lá mesmo, é por lá.

É um costume bizarro, porém comum em festas de ricaços pelo mundo. Eles alugam um bicho selvagem para festinha. Até aí tudo bem, e é comum mesmo, é verdade. Festa acontecendo, crianças brincando, até que uma criança foi foi puxada para baixo da mesa. Poderia ser assombração, mas era pior. Um dos tigres se soltou e arrastou uma menina para baixo da mesa.

MBMabê B

Meu Deus!

JRJana Rosa

Um dos seguranças da festa conseguiu salvar a menina, que levou um arranhão enorme no rosto, teve que ser levada para o hospital, e quase que aquela festa virou enterro, literalmente. Isso foi no fim da semana, no fim de semana, e todos os alunos estavam falando disso, obviamente, e todos assustadíssimos. Felizíssimos. No dia seguinte, a família da dona da festa se ofereceu para pagar a mensalidade de todos os coleguinhas da escola da menina, caso eles não falassem mais da festa e do acidente da menina, que tropeçou em uma mesa de vidro.

Meu Deus, ricos silenciando, sempre silenciando nós do proletariado. Dependendo de quanto pagassem, eu aceitaria sim e mandaria para um podcast em Exatamente. Lembrando, escola internacional, façam as contas da mensalidade de uma turma inteira. Aparentemente é, então era ou Rússia ou pode ser Índia também, lugares que tem muitos bilionários. Provável, mas ela pode ter inventado que era improvável. Foi Brasil, não, mas isso tem cara de Rússia também, tá com cara de Rússia.

Aparentemente os pais aceitaram esquecer esse acidente e vida que segue. Ah, então todos os pais falaram sim, sim, aceito. Quanto tempo de mensalidade?

MBMabê B

É um ano? Pô, um ano para uma escola particular?

JRJana Rosa

Falou, era assim, a família se ofereceu para pagar a mensalidade de todos os coleguinhas, caso— não falou de quanto tempo. Vamos trabalhar com um ano, né?

MBMabê B

Vamos trabalhar.

JRJana Rosa

Aceitaram. Nós professores assinamos um documento dizendo que não sabíamos de nada. Isso faz alguns anos, eles estavam no primeiro ano na época. Eu troquei de escola, mas ainda tenho contato com os professores que ficaram lá. E pasmem, a aniversariante segue tentando matar um dos coleguinhas antes do fim do primário.

MBMabê B

Coitada. Bom, coitada não, né? Os pais contrataram o time.

JRJana Rosa

Ela é uma nepo baby, mas ela é uma nepo assassina. Um dos colegas, outro, já que a pobre menina do tigre já sofreu demais, é muito alérgico a amendoim. Alergia severa mesmo, de dar choque anafilático. Eis que a pequena assassina em série não acreditou na alergia do amigo e achou de bom tom colocar amendoim em todas as comidas dele para testar e ver se o menino estava falando a verdade. Olharam as câmeras da escola Pegaram ela mexendo nas coisas dele e ela sumiu tudo.

Por sorte, ele tinha uma daquelas canetas de alergia e ficou bem. Ah, gente, coisinha de todo dia numa escola, vai. Isso aí também não é de nada demais. Quem não fica bem somos nós em saber que uma criança dessas está solta. Caraca, militou contra a criança! Está solta pelo mundo. Quem sabe J.K. Rowling estava certa. Em odiar crianças. Gente, brincadeira, falou brincadeira, mas você falou que a criança está solta, você quer essa criança atrás das grades, é, não é? Assim como a extrema-direita, né? É isso. Beijos de luz de um lugar bem longe.

MBMabê B

Gente, gente, mas assim, ao mesmo tempo, pô, imagina, a criança ela cresce, é o que a gente que a gente sempre fala, a criança cresce no lar que ela aprende que o dinheiro silencia as pessoas. Pode virar uma assassininha, pode, uma gente sabe, psicopata, né? Pode, né? Porque já tá no meio ali que tá todo mundo usando dinheiro ao redor dela. Mas também achei, apesar que o amendoim me pareceu uma coisa meio de escola, mas porra, a menina mexeu umas coisas e colocou em tudo, uma desgraçada, meio esquisitinha, uma mini desgraçada.

JRJana Rosa

Mas assim, é uma coisa meio de escola, né? Será uma coisa meio de escola?

MBMabê B

Ela quis testar a teoria.

JRJana Rosa

Uma vez eu briguei com um menino na escola, que eu brigava muito, que eu era bem pequena. E aí ele escondeu o meu aparelho, sabe? Ele escondeu o meu aparelho. E aí eu peguei e— não, acho que foi o contrário, eu escondi o aparelho. Eu que comecei, na verdade. Eu brigava, tava com raiva dele, aí eu peguei o aparelho dele sei se eu escondi ou joguei no lixo, tá? Agora que agora faz muitos anos. E aí ele colocou, jogou a minha mochila com tudo dentro no esgoto. Acharam minhas coisas no esgoto.

MBMabê B

Meu Deus! Então assim, gente, coisa de escola.

JRJana Rosa

Não, mas sei lá, eu devo ter ficado muito tempo de castigo, né? Apanhado, mas gente, coisa de criança. Só que assim, de mau tom que essa menina fez. Sim, bem, bem cruelzinha. Agora, tá solta. O que que você espera o quê de uma criança que também tá lá assim perto de tigres? Tigres, e que tigres, né, que coitados dos tigres, exploração animal, sabe? Então a gente tá falando de um caso aqui que critica a educação global, né? Taxação de super ricos, exploração animal.

Exatamente. Mas Mas esses lugares do mundo que ela falou, que ela vive ali, Rússia, Índia, Cazaquistão, eu acho que não tem, sabia? Letônia não tem muito Billions. Eu acho que não. Eu acho que é uma coisa mais de Rússia mesmo, sabia?

MBMabê B

Vamos cravar, galera! Deem uns palpites aí de vocês de qual país.

JRJana Rosa

Ai, será que tem ouvinte da Rússia? Fala aí pra gente, Rússia, Índia.

MBMabê B

Acho que nunca vi, na verdade, mas deve ter, deve ter, né?

JRJana Rosa

Eu tô sentindo.

MBMabê B

Se tiver, galera, vamos contar aí pra gente.

JRJana Rosa

Se tiver tigre no seu aniversário, né?

MBMabê B

O próximo caso é Entidade da Sacada. Oi, Mabel! Oi, Jana! Sou do interior do Rio Grande do Sul e minha história aconteceu em São Borja quando eu tinha 15 anos. Estava para rolar uma festa no clube recreativo, ou recre, o principal ponto de encontro dos jovens da cidade. Todos os meus amigos iam, Era aquele tipo de clube de piscinas do interior. Tinha também um prédio de 3 andares onde cada andar tocava um estilo de música para agradar o máximo de pessoas possíveis.

Infelizmente, meu pai decretou que eu não iria. A festa ia terminar tarde demais, ele disse que não tinha o que fazer por lá. Mas ao contrário dele, eu tinha muito o que fazer porque eu tinha marcado de encontrar um boy. Esperei todos dormirem. Era uma noite típica de inverno gaúcho, daquelas em que o frio parece atravessar os Mas como dizem, piriguetes não sentem frio. Coloquei um top, uma jaquetinha de couro falso que não protegia nem da brisa da geladeira.

Deixei estrategicamente destrancada a porta do meu quarto, que dava para sacada, e fugi pela varanda. A festa foi ótima, o boy nem tanto, mas até aí tudo bem. O problema, tá vendo, não vale, gente.

JRJana Rosa

Gente, 15 anos, que safada!

MBMabê B

Olha, jovem, jovens assim. O problema começou quando eu voltei. Ao chegar na sacada, percebi que a porta do meu quarto tava trancada. Minha mãe provavelmente passou por ali antes de dormir e, sem saber que a sua filha era uma fugitiva noturna, resolveu trancar tudo. Ali estava eu, de madrugada, congelando, presa do lado de fora da própria casa. Mas havia uma solução. A sacada também dava acesso ao quarto da Vanessa, minha irmã mais nova.

O plano era simples: acordá-la discretamente fazê-la abrir a porta e depois passar meses lavando a sua louça e cobrindo seus futuros delitos para garantir seu silêncio. A porta do quarto dela tinha um vidro canelado. Através dele eu consegui enxergar apenas o vulto dela imóvel na cama. Bati de leve no vidro, nada. Sussurrei o nome dela, nada. Vanessa, Vanessa. Tentei novamente. E de novo, durante horas passei o resto da madrugada escondida na sacada, tremendo de frio, esperando amanhecer.

Meu pai sempre saía cedo para o mercado e ele deixava a porta dos fundos aberta por alguns minutos. Quando ouvi a movimentação da manhã, desci silenciosamente, entrei em casa, tomei um banho quente e dormi como uma pedra.

JRJana Rosa

Nossa, ela ficou ali morrendo de frio do lado de fora, tudo por um homem, tá vendo?

MBMabê B

Que não vale a pena.

JRJana Rosa

Já foi Exato. A outra mudou de país com um homem e tá professora de crianças assassinas.

MBMabê B

Já já decreto. A outra se envolveu com instrutor de tigre na Letônia.

JRJana Rosa

Exatamente. E daí teve um filho que foi morto por causa de homem-do-inho.

MBMabê B

É assim, parecia o fim da história, mas não era. No almoço, toda a família tava reunida na mesa quando a minha irmã anunciou, visivelmente abalada, acordada, eu não durmo mais no meu quarto. Todo mundo perguntou por quê. Ela disse que passou a noite inteira acordada, paralisada, porque uma entidade ficou horas do lado de fora falando, Vanessa, Vanessa. Uma figura enorme parada na sacada, observando, batendo no vidro e repetindo seu nome, Vanessa.

JRJana Rosa

Eu morreria.

MBMabê B

Nossa, eu morreria. Ela jurou que viu aquilo durante toda a madrugada, que fingiu estar dormindo o tempo todo. Todo mundo caiu na gargalhada, inclusive eu. Não porque eu fosse engraçado, mas bem a entidade demoníaca que era eu. O pior, meu castigo durou anos, pois desde aquela noite minha irmã se recusou a dormir sozinha naquele quarto. Todas as noites ela ia dormir comigo. Até hoje, quando o assunto surge em reuniões da família, ela insiste que viveu uma experiência paranormal.

E eu continuo sustentando, porque tecnicamente ela tá certa. Porque naquela madrugada, na sacada, congelando de frio, usando um top minúsculo no inverno gaúcho, tentando invadir a própria casa, eu realmente não parecia humana. Amo vocês, beijos, Andréia.

JRJana Rosa

Gente, eu não acredito! E ela nunca contou, né?

MBMabê B

Ela sustentou a mentira, cara.

JRJana Rosa

Loba, né? É uma mulher que faz tudo, faz tudo, né, amiga?

MBMabê B

Enfrenta o inverno gaúcho de top, não vai ter medo de sustentar uma mentira por anos. É verdade, é verdade. Eu ia continuar também. Acho que você tá certo, Andréia.

JRJana Rosa

Nossa, eu não sairia nem dessa casa, meu Deus. Eu ia estar embaixo de 3 cobertas.

MBMabê B

Gente, eu sou muito friorenta.

JRJana Rosa

Você também é?

MBMabê B

Eu acho que eu não enfrentaria o frio por nada nesse mundo. Pelo amor de Deus. Só se minha mãe ligasse e falasse, filha, eu tô morrendo. Aí eu iria. Mas assim, nenhuma outra coisa me faria sair de casa.

JRJana Rosa

Uma cobertinha.

MBMabê B

Nossa, uma cobertinha. Ontem, por exemplo, eu ia jantar com uma amiga, e eu fiquei torcendo para cancelar o tempo todo.

JRJana Rosa

Ela não cancelou, não cancelou.

MBMabê B

A gente teve que jantar.

JRJana Rosa

Que signo você é?

MBMabê B

Eu sou geminiana. Ai, você é geminiana?

JRJana Rosa

Mas você sabe seu mapa assim? O quê? Porque eu sei que você é bem caseira também, né?

MBMabê B

Eu sou caseira, eu sou caseira.

JRJana Rosa

Já me contaram, já me fizeram essa fofoca.

MBMabê B

Algum dia que eu tava lá, tava gravando, não lembro podcast de quem que eu tava, acho que foi o Fabão.

JRJana Rosa

Aí ele falou: ia, Mabê não vai não, ou vai sair.

MBMabê B

Tá lá na casa dela, cara. É que eu amo muito a minha casa, eu amo muito a minha casa. Mas eu saio sim, eu saio bastante. Só que não no frio, no frio eu não gosto de sair. Quando eu cheguei, minha amiga falou, aí eu falei para ela, eu torci tanto para você cancelar lá. Eu também torci para você cancelar. Eu falei, tá vendo, a gente podia ter cancelado. Mas no fim foi uma delícia. A gente ficou 3 horas sufocando. Era um lugar quentinho que eu tinha escolhido. A gente ficou 3 horas sufocando.

JRJana Rosa

Aquele que as blogueiras vão chalezinho, sabe? Um que chama chalezinho, que elas vão comer. Como chama aquele negócio? Fondue.

MBMabê B

Você já comeu fondue? Já, eu amo.

JRJana Rosa

Eu nunca tinha comido, né, que eu sou de Araraquara, não tive acesso a fondue, né? Aí eu ficava vendo as blogueiras. Ah, não sei, Araraquara não fazia frio até agora, o aquecimento super, super aquecimento global. Sempre foi muito calor lá, né?

MBMabê B

E aí, nossa, Araraquara realmente é uma cidade muito boa, né?

JRJana Rosa

É uma cidade muito boa, tem o hack de Araraquara. Tem umas pessoas muito incríveis de Araraquara. Zé Celso era de Araraquara, Línia era de Araraquara. O Ricardo do livro do Chico.

MBMabê B

Do livro do Chico Felipe, você.

JRJana Rosa

Maravilhoso. Aliás, esse livro do Chico, eu chorei lendo.

MBMabê B

Sim, sim, chorei demais.

JRJana Rosa

Pô, é muito foda.

MBMabê B

Foi o que me fez me apaixonar pelo Chico, não sabia que ele era gay, né? Eu li a matéria dele do BuzzFeed, eu falei, eu vou casar com esse homem.

JRJana Rosa

Sobre o Ricardo?

MBMabê B

Sobre o Ricardo. Eu falei, vou casar com esse homem, porque eu sou meio que me pega é quem escreve bem, que eu sou escritora também. Você é geminiana, nós escritores, né? A gente gosta disso.

JRJana Rosa

Eu sou aposentada, mas continua.

MBMabê B

Eu tava lá no seu lançamento do livro, tava? Qual?

JRJana Rosa

Do Como Ter Uma Vida Normal? O primeiro que a gente fez?

MBMabê B

Acho que era o segundo.

JRJana Rosa

Enfim, 30 de março. Eu tava lá, eu tenho até uma foto. E a gente só fez esse livro para ganhar dinheiro, porque a gente estava— e olha que livro nem dinheiro dava, cheio, e nem dinheiro dava. Você vê como a gente tava mal, a gente teve que lançar um livro.

MBMabê B

Sério, cara, mas tava lotado, né?

JRJana Rosa

Tava lotado, tava lotado. Foi tudo, foi tudo. Mas daí, e ali, ai, gente, não, não posso falar isso, pelo amor de Deus. Calma, era uma coisa muito bizarra. Não, deixa eu ficar quieta. Deus, eu posso, depois eu te conto, tá? Ó, é uma coisa muito absurda, muito bizarra aqui.

MBMabê B

Mas era o Me Gusta da Renata Vanzetto, que eu amo. Ai, tudo dela é muito quentinho, tudo dela é perfeito, né? Todo restaurante dela. E a minha amiga não conhecia nenhum da Renata Vanzetto. Aí eu falei, olha, a gente vai no Me Gusta, daí depois a gente vai no motel, e outro dia a gente vai no miado. A gente tem que ir no muquifo.

JRJana Rosa

Não, é que é muito muquifer.

MBMabê B

Você é muquifer? Eu acho que eu sou.

JRJana Rosa

E eu amo a Vanzetto também.

MBMabê B

Ai, mama, você tá muito bom. Mas eu acho que eu sou Me Gusta e muquifer, que são os que eu mais vou.

JRJana Rosa

É que o meu gosto é mais de boas ali também, né?

MBMabê B

Mexicano, eu amo comida mexicana. Tudo dela é muito bom, tudo que ela faz É uma mulher que me alimenta, né? Eu ia xingar ela, que eu falei, é uma cretina. Mas assim, ela é maravilhosa, porque tudo que restaurante que ela faz, eu falo assim, meu Deus, eu vou ter que ir nesse lugar.

JRJana Rosa

E o pior é que todos têm delivery. Para mim é uma coisa que não tem nada a ver. É, eu gosto. Não, e ela é muito criativa.

MBMabê B

Ela já veio aqui, cara?

JRJana Rosa

Tem que chamar ela, né?

MBMabê B

Tem que chamar ela. Ia ser um— nossa, ia ser um puta episódio legal, porque ela é muito engraçada também. Eu tava vendo o vídeo do teatro que ela fez com a Camila Frender. E, gente, duas surtadas, né?

JRJana Rosa

Elas fazendo receita, inventando. E as duas ficam reclamando: ai, nossa, tô fazendo muita coisa, fazendo muita coisa. Aí um dia a Camila me ligou: ai, não, que a Renata deu a ideia de fazer um teatro agora. Eu falei: nossa, eu nem vou falar nada. Tipo assim, duas doentes, sabe? A Renata ainda tem 250 filhos também, não sei quantos restaurantes.

MBMabê B

Gente, como dá conta?

JRJana Rosa

Só que ela é muito talentosa. E todas as comidas dos restaurantes dela—

MBMabê B

Acho que é isso, você fica também viciada também na criatividade, né? Deve ser.

JRJana Rosa

Não, e você sabe que tudo vai ser bom, que você vai no lugar, vai ser muito gostoso. Então assim, a gente até enfrenta um friozinho, né?

MBMabê B

Ai, sim. Nossa, eu amei, foi uma delícia.

JRJana Rosa

Eu tenho uma amiga que tá viciada em churrascaria.

MBMabê B

Em churrascaria?

JRJana Rosa

É, a Gabi.

MBMabê B

Mas é porque é quente?

JRJana Rosa

Ah, não, porque é churrascaria mesmo. Aí ela me levou na churrascaria e falou, a gente vai uma vez por semana na churrascaria. Agora, que aí eu adorei. Falei assim, vamos na churrascaria. Você é vegana?

MBMabê B

Eu sou vegetariana.

JRJana Rosa

Você é vegetariana? Ai, Laila, tá vendo? Eu fui criada vegetariana, tá?

MBMabê B

Tem uns meses que eu comecei a comer peixe de novo. Eu tô meio em crise.

JRJana Rosa

Então tem um problema, problemática da churrascaria, tá, gente? Mas eu fui criada vegetariana, então eu não como muita carne. Eu vou na churrascaria e eu gosto daquele mesão Ah, é muito bom o mesão da churrascaria, que tem todo tipo de salada e tem um arrozinho lá.

MBMabê B

Não tem, eu acho que esse buffet que eles colocam lá, eu sinto saudade. Porque quando eu era adolescente, eu ia muito em churrascaria, porque teve uma época que era muito moda, né? Era todo sábado, era tipo dia de churrascaria familiar, rodízio, aquela coisa. E aí, sei lá, depois que eu virei vegetariana, meio eu não vejo muita gente também falar hoje em dia, mas esses dias meu homem falou, aí vamos na churrascaria. E daí eu fui, porque daí eu pego do buffet e dá tudo certo.

JRJana Rosa

O buffet e as frituras, tem o pão com alho.

MBMabê B

O pão com alho, meu Deus, sim, que é um sonho.

JRJana Rosa

Porque eu sempre fui em churrasco e só comia o pão com vinagrete, queijo com alho, não sei o quê, porque eu era vegetariana também. Aí depois eu comecei a comer carne, mas assim, ainda assim, você é vegetariana faz Quantos anos?

MBMabê B

9. Olha, quer dizer, esses últimos 3 meses, agora você tá peixetariana. Eles falam que é, não, não é ovolactariana, não é, é peixetariana, é um negócio assim, não sei como que é o nome. Mas eu tomei em crise, sabia? Porque crise, ah, porque acho que eu tenho sentido vontade de experimentar algumas coisas de novo, sabe? Eu era muito fã, aí eu tô assim, ai, tá, vou experimentar. Eu tô tentando assim não ser mais legal comigo. Com o negócio do peixe, eu fiquei quase um ano.

Aí eu falei, não, quer saber, vou comer. Aí eu comi. Daí, tipo, que eu gosto muito de comida japonesa, aí quando eu vou, eu como. Mas também não tô comendo o tempo todo. Aí agora, agora eu tô assim, tá, você quer mais coisa? Vamos ver. Mas aí eu fico nessa crise. Aí as pessoas que estão, meus amigos ficam assim, aí come isso aqui. Aí eu falo, não, ainda não tô preparada.

JRJana Rosa

Mas ao mesmo tempo dá vontade, né?

MBMabê B

Aí você começa a criar, não tinha sabe assim, carne não é uma coisa que não me pega muito assim hoje em dia. Quando eu comia, eu amava, amava muito frutos do mar, gostava muito de camarão, gostava muito de linguiça, amava linguiça, churrasco assim, uma linguicinha. Meu, não como linguiça há 9 anos.

JRJana Rosa

É assim, eu vou lá na churrascaria pedir linguicinha.

MBMabê B

Não, eu ia na churrascaria, minha mãe ficava puta porque eu só queria linguiça. Ela falava, Marina, tem alcatra, tem não sei o quê, tem Umas carnes boas, tipo R$40 na época, como diz, era caro. E eu falava, eu só comia linguiça, ia ficar uma puta.

JRJana Rosa

Ai, gente, mas é tão gostoso com um arrozinho e um vinagretinho e uma farofinha.

MBMabê B

Nossa, só isso. Então não posso falar, senão vai dar vontade de comer.

JRJana Rosa

É, não, mas eu acho que é complicado também, porque eu entendo também até todo o ato político de ser vegetariana, ou mais ainda vegana, como estilo de vida vida. E durante a vida eu voltei e fui várias vezes, porque eu, minha mãe me criou vegetariana porque ela era muito moderna. E aí eu, quando eu era um pouco mais velha, falei assim, eu quero comer, que que é aquilo? Eu quero carne.

MBMabê B

Sim.

JRJana Rosa

E aí eu comecei a comer carne por uma opção. Depois, quando eu descobri o que era carne, eu parei de novo.

MBMabê B

Sim.

JRJana Rosa

Aí eu, na vida, eu sempre vou e volto.

MBMabê B

Tive várias, várias épocas assim, talvez agora.

JRJana Rosa

Então, e Aí eu tive uma época que eu tava super vegetariana. E aí eu cheguei na... Eu fui pra Barcelona e cheguei lá e tinha aquelas croquetas, sabe? Aquelas coisas de presunto, de sei lá o quê. Aí eu comi tudo. Aí eu falei, gente, eu sou vegetariana no Brasil.

MBMabê B

Gente, não tem vegetarianismo pra mim no Brasil.

JRJana Rosa

Entendeu? Aí eu falei, gente, não. É que aqui é outra coisa. Daí eu comecei. Daí hoje em dia eu tô, tipo, flexível. Mas não é... Eu tento comer mais peixe também. É, só que ao mesmo tempo o mundo tá acabando, né, bebê? Tá muito acabando.

MBMabê B

Será que eu preciso de mais um drama na minha vida?

JRJana Rosa

Então assim, é meio que iolo, sabe? Você tem que fazer tudo que você tiver vontade agora. Eu, é a dica que eu dou aqui para todos os nossos ouvintes, sabe?

MBMabê B

Eu falo todos os dias, a galera tá tomando detergente, entendeu, Jana? Eu acho que o que que é comer uma linguiça, né?

JRJana Rosa

Entendeu? No mundo que tá bebendo detergente, num IPzão Gente, e é isso, qualquer momento o arrebatamento vai chegar.

MBMabê B

E aí, você sabe que no show do Brasil-Escócia, acho que já vai ter passado, talvez, os alienígenas estão vindo, né? Você não viu?

JRJana Rosa

Show?

MBMabê B

O quê? Show?

JRJana Rosa

Jogo? A pior é que eu, que show é esse?

MBMabê B

Brasil-Escócia, show do Linkin Park, no jogo da Copa de Brasil-Escócia. Você não viu a vidente?

JRJana Rosa

Qual vidente? Qual vidente? Depende.

MBMabê B

É uma vidente do TikTok, uma loira, aquela loira que é mais velha.

JRJana Rosa

Ai, eu esqueci o nome dela, porque também tem a vidente Shai no TikTok, que é uma mais nova loira que tudo que acontece ela faz vídeo depois falando que ela previu. E aí ela posta um corte dela prevendo, mas você não tem registro daquele corte antes. Você vê ali, e eu acredito em tudo que a Shai fala. Ela tem a Eri Satini também no Instagram, que também já falou várias coisas.

MBMabê B

Mas não, eu não conheço essa, essa vidente, mas ela, ela fez um vídeo, ela me impactou porque ela falou que— eu vi no Galãos Feios, você viu?

JRJana Rosa

Amo Galãos Feios.

MBMabê B

Perfeito. E eu vi um vídeo deles reagindo que ela fala que, tipo, ela tá chorando que vai descer uma nave em Miami e vai levar os jogadores do Brasil. O Neymar vai ser.

JRJana Rosa

Ai, graças a Deus! Eu não acredito!

MBMabê B

Vai levar, vai levar os jogadores pra bem longe. Mas você não fica chateada? Porque o meu sonho, não sei se você tem esse sonho também, o meu sonho é ser abduzida. Eu fico muito chateada dele fazer isso na Copa com os jogadores.

JRJana Rosa

Você queria ter um lugar?

MBMabê B

Porque tem muita gente aqui querendo ser abduzida e não ser.

JRJana Rosa

Você queria ser abduzida?

MBMabê B

Eu sou mineira, Jana.

JRJana Rosa

Ai, é verdade.

MBMabê B

É o meu, tipo assim, eu nasci por isso.

JRJana Rosa

Tem um lugar de fala, né?

MBMabê B

É meu lugar de fala.

JRJana Rosa

Você ficou chateada? Chateada com Paraná agora, tentando entrar ali?

MBMabê B

Eu fiquei meio chateada.

JRJana Rosa

E você acha que o menino mentiu no final?

MBMabê B

Cara, eu achei tudo tão maluco. No início eu tava achando esquisito, aí depois começou a aparecer, aí depois falando, ai, porque foi desmascarada. Depois, sabe, é tanta história que eu acho que eu ainda não consegui parar para olhar direito para ver o que aconteceu. Mas eu achei, eu tô achando meio estranho assim. E aquilo, o negócio toma uma proporção tão grande que as coisas 20 a 30 mil seguidores, do nada ele tá com quase 3 milhões.

Aí de repente tá na televisão, e de repente tá todo mundo falando. Eu acho que é, precisa de um distanciamento emocional para depois olhar. Mas na vidente eu acreditei. Eu acho que vai sim a nave descer em Miami e vai levar.

JRJana Rosa

Ai, que certeza!

MBMabê B

Agora a questão é, será que pode ser antes de começar o jogo? Porque pelo menos a gente não vai perder, né?

JRJana Rosa

Ah, você quer assistir o jogo?

MBMabê B

Não, não, eu quero que seja antes de começar o jogo, porque a gente provavelmente vai perder, porque esse time tá ruim. Aí pelo menos pode ser uma salvação.

JRJana Rosa

Poxa, que legal! Então você é a favor do Brasil não ser humilhado na Copa?

MBMabê B

Eu acho que talvez os ETs também. Patriota? Eu sou patriota, sou muito conhecida, né?

JRJana Rosa

Ainda mais, você pintou o cabelo de azul, você tá louca!

MBMabê B

Que eu era caseira, também sou conhecida por ser patriota. É uma meia caseira e patriota.

JRJana Rosa

Você é uma mulher caseira patriota, o Fabão falou, o Fabião falou.

MBMabê B

Exatamente, ele falou. E pior de tudo é que eu comprei a chuteira da Copa, fui impactada com a chuteira rosa. Deixa eu te mostrar. Não, eu enlouqueci.

JRJana Rosa

Aí eu falei, galera, tem o dente embaixo, tem dente. Mas daí você usa de look?

MBMabê B

Ela chegou ontem em casa, né? Tô falando que eu não vou conseguir usar. Eu falei, eu vou Eu vou sim.

JRJana Rosa

É porque é difícil andar em chuteira, gente.

MBMabê B

Não é fácil não, é dura. Porque essa na verdade não é chuteira mesmo, que eu queria comprar chuteira, só que aí ela não tinha o meu número. Aí tinha uma que é tipo da mesma cor, que não é, que é uma chuteira, mas que não é essa da Copa. Mas eu tô chamando de chuteira da Copa porque ela tá linda, tá ótima, que ela é belíssima. Mas, e aí ela é um pouquinho menos tratorada, mas ela é Eu não achei ela dura, tão dura, sabe? Ó, eu tenho vídeo daqui, ó.

JRJana Rosa

Ai, essa é a vidente? É a avó baiana.

MBMabê B

Eu vou falar com vocês que eu sonhei de novo com os alienígenas invadindo o campo de futebol em Miami, e eu vi essa dama jogadores nitidamente sendo carregado pela primeira nave que chegava. Eu estava aqui nessa nave. E quando essa nave se levantava, chegava a nave mãe, uma nave muito maior, e levava milhares. Muitas coisas, muitas coisas foram ditas, mas assim, eu acredito, eu acredito.

JRJana Rosa

Cara, essa mulher tá emocionada.

MBMabê B

Não, ela tá emocionada. Ninguém inventaria uma história. Essa visão tocou essa mulher e ela me tocou também, porque você comprou a chuteira. Eu comprei a chuteira porque eu tô pronta agora para ser levada. Eu quero ser confundida abduzida com o jogador. Eu não quero ir para Miami, não vou fazer isso. Miami jamais, que é muita coisa.

JRJana Rosa

Outro planeta assim, Miami jamais. Mas assim, você realmente quer ser abduzida?

MBMabê B

Sim, é um sonho do Instagram.

JRJana Rosa

Tá na sua bio?

MBMabê B

Deixa eu ver se eu tirei, costumava estar. É um sonho desde os anos 80, esperando ser abduzida.

JRJana Rosa

Mas tipo, sério, sério mesmo? Mas você já foi para um lugar assim?

MBMabê B

Conhece alguém que pode abduzir?

JRJana Rosa

Não, eu tô pensando em lugares que têm alto poder de abdução, né?

MBMabê B

Eu fui para Chapada dos Veadeiros, eu passei vivendo lá. Eu acho que eu vou começar a procurar lugar bom de abdução.

JRJana Rosa

Opa, a Cidade do México, que é bapho! As pirâmides, nossa, é babado, tá? Tem muito, meu, no México tem muita cidade boa para ser abduzida, muita cidade de abdução.

MBMabê B

Sim, eu acho que eu focaria, passar o verão lá é ser abduzida em Minas Gerais. Ah, é um sonho pessoal. Sim, mas claro, se assim, o Miami jamais, acho mico.

JRJana Rosa

Eu nem acho que vai acontecer por causa de Miami, se tivesse em outra cidade, nem os alienígenas querem ir para Miami.

MBMabê B

Se a Copa tá rolando no México, no Canadá e nos Estados Unidos, por que que eles escolheriam Miami, né?

JRJana Rosa

Exatamente. O Canadá também é um bom lugar para abduzir, é porque meio parece que tem pouca gente.

MBMabê B

Tem uma história de que 60% do Tô inventando, ó, gente, fontes, fontes reais, que 60% da vegetação da mata, sei lá, do Canadá nunca foi explorado pelo homem.

JRJana Rosa

Sério? Porque também é muito frio.

MBMabê B

Porque, mas não é nem isso, parece que é muita mata mesmo, é um lugar muito grande, tem tipo muita vegetação assim. Provavelmente não é esse número não, tá? Mas assim, eu joguei aqui porque é importante quando a gente usa um número certinho, as pessoas acreditam mais. Mas tem alguma parte do Canadá, existe um pedaço do Canadá que não, um pedação do Canadá, de, não tô falando que é 60% do Canadá, estou falando que 60% da vegetação do Canadá, para que não tinha, foi explorada. Por isso que tem um monte de bicho lá, né?

JRJana Rosa

Urso o tempo todo, bichos que sobrevivem no frio, sobrevivem no frio, né?

MBMabê B

Nesses lugares esquisitos. Aí você acha que não vai ter um ali? É um lugar muito especial, eu acho.

JRJana Rosa

É, mas ao mesmo tempo o Brasil tem terras raras, né?

MBMabê B

Tem terras raras.

JRJana Rosa

Então tem petróleo, tem coisas que o alienígena pode querer.

MBMabê B

Sim, mas será que na vez que eles vão pegar os jogadores brasileiros em Miami?

JRJana Rosa

Não, é mais para ajudar a humanidade. A gente não tem mais que ver a cara deles, né? Porque eu não assisti, não tô vendo nada, mas parece Eles são péssimos, né?

MBMabê B

Eles são, você acha que não? Tipo, não tem muito como fugir. É triste, mas também não acompanho muito futebol não, mas o que todo mundo fala é que eles são péssimos, né? Péssimos, exato.

JRJana Rosa

Que eles meio que estão jogando sem vontade.

MBMabê B

Que o Brasil ganhava tudo, né? Era outra fase.

JRJana Rosa

A gente cresceu no Acre, Tafaré.

MBMabê B

Eu lembro, Tafaré buscava toda bola, toda bola ele pegava. Achava ele perfeito. Ele tipo, do nada, ele tava lá no meio do campo, mano, ele pegava tudo. Ele, acho que ele era um gênio, não tinha o que fazer.

JRJana Rosa

Mas agora falam que eles não estão nem aí, não é uma coisa assim?

MBMabê B

Parece que sim, que eles tipo tanto faz, que eles não jogam direito. Eu acho que tipo, eu nem sei, para ser sincera.

JRJana Rosa

Que vergonha, né? E não fazer seu trabalho direito.

MBMabê B

Por isso que tá rolando uma campanha no TikTok para No TikTok não, no Instagram, que era: tire as crianças do TikTok e coloque em escolinha de futebol para que elas possam crescer e jogar futebol e ajudar o país voltar.

JRJana Rosa

Mentira que tem essa campanha! Que inferno, gente! Não é melhor a gente só sair do futebol?

MBMabê B

Só desistir, né? Mas que o futebol já deu, né?

JRJana Rosa

Porque, ó, Dark Horse, que vai lançar agora, pô, futebol feminino. Ano que vem tem Copa Brasileira.

MBMabê B

Aliás, a Copa Feminina vai rolar no Brasil ano que vem. Inclusive eu irei.

JRJana Rosa

Então, só que daí uma coisa é futebol feminino, agora do futebol masculino seria melhor se o Brasil saísse. Eu faria assim, já tiraria o Brasil, falaria: olha, a gente não vai mais participar, não vai mais ter Brasil. Não, eles não vão. A gente tá focado em outra coisa, cinema nacional. Porque a gente vai lançar Dark Horse agora, que é um filme super caro, de 75 milhões, que a gente deu bastante polêmica e que vai dar Oscar assim, que vai dar Oscar.

MBMabê B

Você acha que vai ter Oscar?

JRJana Rosa

Eu acho. Você viu o roteiro?

MBMabê B

Vi.

JRJana Rosa

Eu fiz questão de ler o roteiro. É lindo.

MBMabê B

Como uma pessoa que também já fez roteiros, me encantou bastante.

JRJana Rosa

Nossa, então assim, para uma pessoa que já fez roteiro fica mais especial porque é muito bem escrito, né, cara?

MBMabê B

Não, e eu acho que eu gostei de ver uma parte do roteiro que, tipo assim, a maneira como você naturalizou enlouquecer. Tipo assim, a gente naturalizou o lúdico, é muito lúdico. Talvez seja a coisa mais lúdica que eu tenho lido nos últimos anos. É arte, exatamente. É muito bom. Você viu um Eu gosto muito do Daniel Duncan, que é um humorista que ele faz stand-up, ele fala muito de política. E ele levou um cara que ele participou das gravações do Dark Horse, ele não sabia o que era, ele foi fazer figuração, ele foi fazer figuração.

E ele disse que quando ele descobriu, que duas meninas da produção descobriram ao mesmo tempo que ele que era um filme biográfico. Gráfico do Bolsonaro.

JRJana Rosa

Tipo, as pessoas estavam lá ganhando R$100 e não sabiam o que era.

MBMabê B

Não sabia o que era. Ele falou que foi, que tipo assim, que ele se recusou e tal, mas que ele ficou muito chocado que ele não tinha assinado nada. Ele vazou, gente, sério, perfeito. Depois eu te mando esse vídeo.

JRJana Rosa

Mas você viu no TikTok uma menina que fez isso? Ela postou acho que em dezembro, janeiro, tá? Era assim, vem comigo, comigo em vlog sendo figurante do filme do Bolsonaro. Acho que ela postou no final do ano. E aí eu fui reassistir esses dias e eu vi que eu já tava lá comentando. Uhul! Então já tava acompanhando. É uma menina que também foi ser figurante e chegou lá e ela não sabia o que era, e ela descobriu na diária também. Só que ela falou, ah, mas eles iam pagar tipo R$150 e mais o lanche.

Aí ela tipo, vale a pena. E daí ela não podia filmar, mas ela consegue, obviamente, jeitinho brasileiro. E ela vai meio que contando o que vai acontecendo no dia. Aí eu amo que tem uma hora que ela fala assim que é a hora da facada, né, das imagens da facada. E aí que ela fala assim, então daí nessa hora a gente tinha que intervir por ele. Era alguma palavra assim, tipo assim, aí daí nessa hora nós estávamos lá, nós éramos o público que tinha que intervir por ele, que não sei o quê. Que bosta!

MBMabê B

Mas ela fala debochado, ela fala contando.

JRJana Rosa

Não, ela conta de um jeitinho especial, sabe? De uma pessoa que tá assim incrédula, tipo assim, gente, que porra é essa? Isso é bem ridículo, porque tudo que é desse filme é muito ridículo.

MBMabê B

Quem viveu essa gravação deve ter sido muito feliz.

JRJana Rosa

Ai, queria tanto ter participado! Ai, gente, mas a gente vai estar na pré-estreia, sabia? Eu tenho fé que nós influencers vamos ser chamadas e fazer público. Isso já é publi, viu? Aqui no episódio a gente já tá fazendo público.

MBMabê B

É tão público, né?

JRJana Rosa

A gente tá para agência olhar para a gente ter, que é o, deve ser o sócio do Léo Dias.

MBMabê B

Meu Deus, meu Deus, o surto que foi isso, sério.

JRJana Rosa

Ai, eu amo muito, sério. Casos bizarros, assim, um caso bizarro maior que o Brasil não tem. Não tem. Posso ler aqui? Idosa bronzeada. Eu amei que a minha de rica, de idosa bronzeada. Olá, gente, meu nome é Giovanna, sou de Uberaba, Minas Gerais, a Jurassic Park brasileira e terra de Chico Xavier. Quando eu tinha uns 9 anos, morava em um bairro bem tranquilo, cheio de idosos e famílias. Todo mundo se conhecia e no fim da tarde as crianças saíam para brincar na rua e os velhos sentavam em suas portas para fofocar.

Obviamente, corretíssimo. Nós sempre cumprimentávamos o pessoal que estava na rua Uma das vizinhas, a bronzeada, sempre se sentava numa cadeira de praia dentro da garagem com o portão semiaberto para rua. Ela falava que era bom pegar sol, então sempre usava shorts e regatas bem curtinhas. Cante demais a diva! Às vezes ela tomava uma cervejinha, sempre acompanhada do seu bom e velho cigarro. Será que ela era Lorelay Fox, essa senhora?

Tô achando. Tá escutando. Certo dia notei que não havia faz um tempo, e como uma boa criança fofoqueira, toquei a campainha da casa dela e saí correndo, que é o correto a se fazer com campainhas, né? Só queria confirmar se ela estava lá, porém ninguém atendeu. Ela morava sozinha e nunca deixava de aparecer na rua à tarde. Concluí em minha mente infantil concluiu. A velha morreu. Nós também concluímos, tá? Além de ser uma criança fofoqueira, eu era encherida. Logo resolvi olhar entre as grades do portão dela.

MBMabê B

Gente, ela é muito fofoqueira!

JRJana Rosa

A vi sentada na mesma cadeira de praia de sempre, na sua pose usual, mas tinha alguma coisa estranha. Ela estava com aspecto meio bizarro. Ela sorriu para mim para mim e deu tchauzinho. Caralho, silêncio! Ai, vou chorar. Senti um arrepio e saí correndo dali. Importante dizer que minha família é espírita, então cresci indo a centros e vendo pessoas psicografando e falando com espíritos. Nada de novo, a não ser pelo fato de que não sabia se a velha estava viva ou morta.

Contei para as minhas amigas a situação. Meus pais ouviram meu relato e foram na casa da senhora ver se ela estava alguém. Tocaram a campainha e nada. Meu pai chamou os bombeiros e logo a rua estava lotada de gente querendo ver o que rolou. Gente, a senhora estava morta há provavelmente uma semana.

MBMabê B

Caralho!

JRJana Rosa

Como o corpo dela ficou no sol, sua pele— ai, meu Deus— estava com aspecto torrado, meio frito, inchado. Ai, que horror! Meu Deus do céu! Ai, credo! Por que você mandou essa história. Fiquei gag vendo a mulher morta na minha frente, mais gag ainda quando percebi que quando a vi me dando tchau ela já estava morta. Ai meu Deus! Contei essa experiência para minha mãe, que é médium, e ela disse: ô, que querida, o espírito dela te cumprimentou.

E a Diva achou que ia dormir depois, e a Diva achou que ia dormir depois de que eu ia dormir depois disso. Beijos e até mais! Ai, que Ai, tadinha! Mas ela então, se ela cumprimentou, é porque ela ainda não tinha feito, tinha desencarnado do jeito. Tomara que depois disso ela tenha conseguido se libertar, se libertar com muita paz. Um beijo para essa senhora idosa que tá aí, morreu fazendo o que amava, morreu fazendo o que amava.

Exatamente, pegando um bronze maravilhosa. E a mãe da criança totalmente sem noção, né? Mas quem nunca, né? Minha mãe também é sem noção, então a gente tá acostumada. Ah, mas uma querida mesmo! Que bom também que a criança olhou, né?

MBMabê B

Porque talvez demorasse mais para encontrar.

JRJana Rosa

Enfim, gente, que loucura!

MBMabê B

Ai, ai, tá. Vamos para o nosso último caso, Duende Humilde. Que Duende Humilde! Oi, meu anjo, tudo bem? Durante um fim de semana fui viajar para praia com meu namorado, meu irmão, minha cunhada e uns amigos. Seria um final de semana de muito álcool e cigarrinhos de artistas. Até aí tudo bem. Na noite de sábado a gente tava com as ervas em cima da mesa para fazer os baseados, com as ervas, e estávamos bebendo e jogando joguinhos quando alguém decidiu bolar a planta tinha sumido, mas ninguém tinha mexido em nada.

Todo mundo se mobilizou para procurar. Olhamos no chão, na cozinha, na sala, nos quartos, em todos os lugares. Foi aí que eu, bêbada, gritei: foi o duende! O único que entendeu o que eu disse foi meu namorado, porque fiz ele ouvir o caso bizarro, e desde então ele é fã. Enquanto todo mundo me olhava confuso, eu corri para geladeira para ver se a gente por acaso tinha levado maçã para casa de praia. Um episódio com a Déia que a gente descobriu Descobriu não, né?

Que a gente leu um caso que quando você deixa uma maçã para o duende, aí ele entrega, tipo uma coisa que tá esquecida.

JRJana Rosa

Ele te devolve ou traz para você uma coisa? E deixa a maçã onde?

MBMabê B

Ah, eu geralmente coloco em cima da mesa, mas acho que não tem um lugar específico. Ela tem que estar fácil ali para ele.

JRJana Rosa

E ele devolve mesmo? A coisa aparece?

MBMabê B

Cara, uma vez eu fiquei, tipo, perdi um negócio lá, coloquei uma uma maçã. Eu juro para você que eu achei depois, mas eu acabei pegando a maçã e comi. Aí não sei se deu ruim.

JRJana Rosa

Era você?

MBMabê B

Talvez eu fosse o duende. No caso, ele não mordeu a maçã. Eu falei, vou morder eu.

JRJana Rosa

Ah, mas só do que você fez, ele te achou legal? Ele falou, ai, querida, pode ir comprar.

MBMabê B

Tô sem fome, mas tranquilo.

JRJana Rosa

Ele tava usando algumas canetas. Ele falou, não, não, não, pode Pode ir, vai. É isso, é isso. E o nome dele era Fabão, inclusive.

MBMabê B

Enquanto todo mundo me olhava confuso, eu corri para geladeira tal para ver se tinha maçã. Precisava de uma oferenda para o pequenino duende. Não tinha maçã, mas tinha uma cabeça de alho. Eu pensei, vai ter que servir.

JRJana Rosa

Ah, coitado, é o vampiro agora.

MBMabê B

Eu ficaria puta. Peguei a cabeça de alho e em voz alta eu disse, ó, querido duende, devolva nossa erva, por favor. Pus o alho em cima da geladeira. Ninguém entendeu nada e seguimos procurando.

JRJana Rosa

Ela já não tinha utilizado a erva, a salada.

MBMabê B

30 segundos depois, alguém abriu o lixo da cozinha e lá estava o precioso pacote. Vamos lá, numa casa cheia de artistas, quem jogaria aquilo no lixo? O duende é a única resposta possível. Agradeci ao duende e seguimos essa noite. Um detalhe que o nosso desespero era ainda maior, porque a casa da nossa família, então jamais poderia sobrar algum resquício de Beijo grande para você, gente.

JRJana Rosa

Eu tô passada. Primeiro porque eu acredito 100% em duende, e que o duende ajuda.

MBMabê B

Sim, 100%. Mas é sempre com maçã, com alho a primeira vez.

JRJana Rosa

Então, mas eu tô passada. Por que que o duende jogou a erva no lixo? Eu ficaria super noiada. Primeiro que eu já não fumo a erva porque eu fico muito mal noiada, porque daí eu já ficaria assim: se o duende jogou essa erva no lixo, ele quer tirar erva de mim?

MBMabê B

Ele tá me dando um recado?

JRJana Rosa

Que tipo, não tá legal pra mim.

MBMabê B

Essa é uma erva que não vai dar bem, tem que trocar a flor.

JRJana Rosa

Exatamente. Porque eu tive uma época muito também que eu entrei pra um veganismo do cogumelo, sabe? Que daí o cogumelo também é muito ligado aos duendes, né? E aí eu também cheguei um dia que eu tive uma paranoia que o cogumelo tava estragado. E aí minha cabeça afundou pra dentro, muitas coisas aconteceram. Então eu já ia olhar, aí eu tinha que parar. Mas não era doente, no caso, era só alguma coisa sobrenatural. O duende ter jogado a droga dela era um aviso, era um aviso que talvez você tenha que repensar seus hábitos ou mudar, talvez da erva para um cogumelo, né, buscar um outro caminho, um vape que faz super mal para o pulmão.

Mas o mundo tá acabando, a dica era vape, sei lá, era alguma outra coisa mais sintética, né?

MBMabê B

Mas também convém o doente explicar melhor, né? Tipo assim, qual o caminho que a gente tem que seguir? Porque daí, se for a gente tirar da nossa cabeça, vai que a pessoa vai no TikTok, vai para umas drogas mais pesadas.

JRJana Rosa

Então assim, tem que— evidente não, você tem que se conectar com doente para perguntar.

MBMabê B

Se não der duas maçãs, o doente não fala o caminho. Abriu a mente, ele entrega. De volta e duas maçãs. Ele não responde uma coisa. Uma maçã e uma melancia.

JRJana Rosa

Uma melancia vai estragar muito de colocar ali.

MBMabê B

Um dia só estraga.

JRJana Rosa

Estraga ficar fora da geladeira? Não, tem que— eu colocaria uma maçã, uma pera, uma goiaba que não tá tão passada, que goiaba tem um cheirinho gostoso. Uma banana verde, porque daí até deixa ali deixa ele ir pro doer. Mas assim, se ele gosta de maçã, também já tem que respeitar. É, talvez 3 tipos de maçã, né?

MBMabê B

Boa, é verdade.

JRJana Rosa

Tem a maçã argentina, a maçã verde, tem a Fuji, né? E tem a maçãzinha da Mônica.

MBMabê B

A maçãzinha, ai, gente, tudo que é da Mônica eu como.

JRJana Rosa

Tudo daqui é da Mônica, é saudável.

MBMabê B

É saudável, lógico.

JRJana Rosa

Miojo de galinha, eu acredito, gente.

MBMabê B

Miojo de tomate da turma da Mônica, pelo amor de Deus. Meu Deus, é para mim. Eu vi um post maravilhoso ontem que era: que vinho que harmoniza com miojo de tomate?

JRJana Rosa

Ai, que delícia! Eu amo miojo, tá?

MBMabê B

Eu amo também.

JRJana Rosa

Sempre chega um dia assim, sabe, que também tá às vezes um friozinho, sabe?

MBMabê B

Faz muito tempo que eu não como miojo, mas agora me deu uma oportunidade.

JRJana Rosa

Tipo assim, faz uma semana. E tá, eu acho que tem que conversar, mas você sabe que eu aprendi com uma amiga minha que meio brutinha. Ela mora, ela mora na Bahia, assim, num lugar na frente do mar, assim. E aí também ela tem uma outra casa que é mais alta. Daí ela sabe, bem bruxa, faz a horta dela, não sei o quê. E aí ela tava com um problema, que as formigas estavam atacando a agrofloresta dela, tá, né? Não, tava, desculpa, as formigas estavam atacando a hortinha dela.

E além da horta dela, ela tem agrofloresta que ela estava plantando, que aliás é um grande sonho para mim um dia ter também minha própria agrofloresta, né? Porque não sei se vai adiantar, porque vai acabar de qualquer jeito, mas é legal a gente fazer alguma coisa. E aí as formigas estavam comendo a horta, e aí ela ligou para uma vidente que ela tem contato, que lê os animais, a mente dos animais. E a vidente leu o que tava passando na cabeça daquelas formigas formigas e passou para ela um direcionamento que ela precisava fazer um contrato com as formigas, né, um contrato assim por palavra mesmo, que era assim: olha, vocês podem comer só 10% da minha horta porque na agrofloresta tem tudo para vocês lá.

MBMabê B

Sim.

JRJana Rosa

E aí ela sentou lá, falou com as formigas, assinaram um contrato e as formigas respeitaram, elas saíram da horta e elas foram para agrofloresta. Depois que ela me contou isso e muito mais, eu falei, eu acredito totalmente, eu acredito sim que você vai sentar, você vai conversar com uma formiga, você vai conversar com um duende, você vai perguntar, duende, o que que você quer me dizer? E assim, todo o resto, ele traga uma resposta para você.

Você pode perguntar também para os ETs para te trazerem vêm uma informação, né? Então eu acho que são muitos recados que estão— tem que estar aberta para os recados. Eu ouço recado de muitas coisas.

MBMabê B

Então sentar e ouvir a formiga, você tem que estar aberta para isso, né?

JRJana Rosa

Para fazer um contrato.

MBMabê B

E eu gostei disso, porque no apartamento anterior que eu morava tinha muita infestação de formiga, eu ficava puta. E eu nunca conversei com elas, tipo, queridas, tentei matá-las, entendeu? Tentei destroçá-las.

JRJana Rosa

Colocou aquela colinha assim?

MBMabê B

Coloquei um quadradinho também que você pode colocar alimentos por cima, que ela não sobe. Isso realmente ela não sobe, mas elas ficavam ali em volta, então me irritava do mesmo jeito. Mas nunca tentei o diálogo, né?

JRJana Rosa

Então, exatamente, isso também foi novo para mim, porque recentemente teve mini formiguinhas que subiram na minha casa, que acho que devia ser de alguém, de algum apartamento de baixo, porque veio uma infestaçãozinha assim, veio tipo um batalhão. Ah, mas eu não tava com paciência, então eu coloquei o veneno.

MBMabê B

Nem sempre é conversa, né, gente?

JRJana Rosa

Aí eu falei assim, era noite, eu falei, e eu falei com elas, eu falei, olha, eu estou colocando esse veneno, algumas de vocês vão pagar com a vida sim, mas avisa as outras lá embaixo que não é para voltar.

MBMabê B

E elas que sobreviverem volta lá.

JRJana Rosa

É, eu ameacei.

MBMabê B

É uma, é uma tática de gangster também, né?

JRJana Rosa

Exatamente, deixar um vivo para contar a história. Falei assim, ó, querida, eu estou matando as que pisaram na minha pia, avisa as outras. E elas não voltaram nunca mais. Então, na minha base da ameaça, o diálogo mais ameaça. Eu faço isso com abelha também, você não faz? Abelha, tem muita abelha no meu prédio, muito. Abelha sempre funciona. Fala assim, ó, sai, fica na sua, vai viver, porque se você não me deixar quieta, eu vou acabar te matando, vai ser ruim para você.

A abelha se prepara. Pior para você, é uma coisa amiga dos animais, passivo-agressiva, né, com os animais.

MBMabê B

Eu vou tentar com abelha, sabia? Tem umas infestações de abelha no meu prédio, só que elas ficam só lá embaixo porque a minha casa eu deixo fechada porque eu sou um vampiro. Mas o dia que eu deixar aberta, entrou 3 abelhas na minha casa. E cara, eu moro tipo assim, 10º andar. Para uma abelha subir até lá, é porque ela tá, ela tá, ela tá para o crime, ela queria me matar.

JRJana Rosa

Exatamente. Mas ela ia muito louco porque ela entra e morre na sua casa porque você é vampira.

MBMabê B

Então não sei o quê, quando eu chego para entrar, eu já falei sobre isso na internet várias vezes, que eu acho muito chocante que ela— não é que eu vejo as abelhas voando, elas estão mortas. Eu não sei o que acontece no meu prédio. Meu prédio tem alguma coisa, tem uma energia.

JRJana Rosa

Eles não colocam veneno e aí elas estavam um pouquinho— ou será que você mora no vigésimo Será que ela voa tão alto que ela fica sem oxigênio? Aí ela fica cansada.

MBMabê B

Que é a luz do— uma luz que eu tenho, que é a luz branca, que inclusive odeio, nem uso ela, eu deixo ela apagada. E eu acendo o abajur para poder ficar com aquele apartamento de gay, sabe?

JRJana Rosa

Eu gosto de apartamento de luz baixa, pelo amor de Deus.

MBMabê B

Meu Deus. Mas nesse dia especificamente eu estava com a luz acesa, muito bom, no centro de São Paulo, com luz bem baixinha. Mas nesse dia especificamente tava com a janela aberta e a luz branca. E aí elas entraram, ficaram na luzinha, tal. No dia seguinte elas estavam— eu deixei a sala para elas, falei, bom, eu vou ficar, vou para o meu quarto. No dia seguinte elas estavam mortas no chão. Eu não sei, eu acho que tem—

JRJana Rosa

nossa, bizarro, tá?

MBMabê B

Esquisitíssimo, esquisitíssimo, né? Eu falei como se fosse normal, mas é esquisitíssimo. Bom, esse foi o episódio de hoje, terminamos aqui.

JRJana Rosa

Acho que foi bom, né? A gente trouxe muita, a gente trouxe assim umas coisas hoje. Eu queria contar um caso bizarro do meu vizinho que tá aparecendo na janela pelado, fica olhando.

MBMabê B

Meu Deus, sério?

JRJana Rosa

Ele fica olhando para o meu prédio pelado e ele é horroroso.

MBMabê B

Nossa, que péssimo!

JRJana Rosa

Vai ficar assim, ó.

MBMabê B

Começa a fazer assim para ele, ó. Tô assim, tem que ser.

JRJana Rosa

Mas depois eu vou voltar. E eu tô sabendo que você vai chamar duas pessoas, que eu não vou falar quem, mas que eu sou muito fã do Teatro do YouTube logo mais. E daí, quando você chamar, eu estarei lá assistindo, divulgarei, tá bom? Amei, tá?

MBMabê B

Vamos! Eu amei, amei que você veio.

JRJana Rosa

Você vai na bonitade Bonita de Pele. Eu quero. Você vai usar seus produtos?

MBMabê B

Eu contei para ela que eu não faço skincare, gente, mas que eu comprei os produtos para fazer. E aí, quando eu fui na Bonita de Pele, eu falei, não, porque eu faço skincare há 5 anos, vocês vão saber que é mentira.

JRJana Rosa

Desde criança, ó, desde a época que eu tava presa.

MBMabê B

Comecei lá, comecei lá skincare. O delegado falou, nossa, quantos anos você tem? Eu falei, 15. Ele, meu Deus, achei que tinha uns 40. Eu falei, não, vou fazer skincare, cara.

JRJana Rosa

E eu tava acreditando, eu falei, além de tudo, o delegado falou isso. Joel, a falsa criança, né?

MBMabê B

É isso. Espero que vocês tenham gostado. Um beijo e até o próximo episódio. Tchau!

CB #185 - Entidade da Sacada com Jana Rosa | Castnews Index — Castnews Index