CB #183 - Beleza julgada e outros processos bizarros com Tiago P. Zanetic
No episódio de hoje discutimos sobre papagaios turcos caguetas, um homem lutando por seu direito a ter asas e uma mulher processada por ter dado à luz a filhos feios!
***
🎭 Temporada de gravações Caso Bizarro no Teatro Youtube!
Ingressos aqui: https://bit.ly/4egVSrU
〰️
Dicas Bizarras:
▪️Donkey Kong Country: Tropical Freeze (Tiago)
▪️Advogado Fantasma ▫️ Netflix (Mabê)
〰️
Mabê B
Tiago P. Zanetic
- Mulher processada por filhos feiosJian Feng · Cirurgias plásticas · Propaganda enganosa · Heidi Ye · Cyberbullying · Agência JWT
- Papagaios como testemunhas em divórcioTurquia · Traição · Provas em divórcio
- Ladrão processa vítimaTerence Dixon · Pensilvânia · Sofrimento emocional · Lenda urbana jurídica
- Casa desaparecida na Ilha TorreyNeville Preshaw · Ilha Torrey · Incêndio criminoso · Patrick Duran
- Carreira de Daniil Kvyat após a Red BullBenjamin Caretters · Propaganda enganosa · Red Bull
- Casamento não registradoMinas Gerais · Divórcio · Tribunal de Justiça de Minas Gerais
- Cego no stripteaseGoiás · Assédio · Boate
- Mulher processa faculdade por falta de empregoMonroe College · Tecnologia da Informação · Apoio à carreira
- Harry versus cervejaEinhornsauer Busch · Propaganda enganosa · Estresse
- Procurando Nemo com pornografiaLocadora · Erro de prensagem · Tribunal de Justiça do Rio
Quarta temporada de Caos Bizarro no Teatro do YouTube. Vão ser 9 convidados, tá? Tinha divulgado no dia 21, domingo agora, que vai ter Chiqui Fih, só que tem muito mais, tá? Então, ó, dia 28 vai ter Foquinha e João Luiz, dia 10 de julho vai ter Lorelay Fox, dia 20 de julho vai ter Briana, Jenny Prioli e Fih Bertolotto, e dia Dia 24 de julho vai ter a Paty dos Seis e o Thiago. Como é que vai funcionar? Eu vou deixar o link aqui na bio para vocês comprarem os ingressos.
São ingressos para vocês acompanharem a gravação. Então sim, dessa vez vai ser gravado. E quem não puder participar, né, ir lá assistir no dia, você vai conseguir ver no feed do Caso Bizarro depois. Então fica tranquilo, vocês estão sempre pedindo para a gente gravar, nem sempre dá para gravar no teatro, mas dessa vez vai rolar uma temporada de gravação. Então muito obrigada, YouTube, pela oportunidade. Estou muito animada, as vendas já estão abertas, então corre lá!
Sejam bem-vindos a mais um Caso Bizarro. Hoje eu estou aqui com Thiago Pezzanettich.
Olá!
E você está com quem?
Eu estou com Mabê Bonafé. A recém-aniversariada Mabê Bonafé.
Aniversariada? Mas quando sair esse episódio, já estarei super aniversariada.
Não, não, senhora. Não, é Durante o ano todo até o próximo ano você vai ser recém-aniversariada!
Tá... O 40?
Não, faltando um mês para aniversário e você está em breve aniversariar-arr!
Mas eu não posso ser aniversariado o ano todo! Eu sou quarentão o ano todo!
Ei ei, você pode fazer o que você quiser! Seu aniversário suas regras!
Você é dona dos seus sonhos!
Seja dona dos seus sonhos!
E?! Falando em ser dono dos seus sonhos. Processou a mulher pelos filhos feios.
Nossa, você não vai nem falar, contextualizar nada?
Ah, não vou contextualizar não. Ah, eu tô numa fase da vida, então não vou contextualizar não.
Entendi no processo.
Você acha que eu devo contar que é um episódio que a gente vai falar sobre casos de tribunais, sobre processos? Ou você acha que eu deixo a galera meio que perceber isso?
Não, deixa eles perceberem, deixa eles perceberem. Você não vai zoar meu boné? Você tinha zoado meu boné.
Gente, tô aqui com o Thiago do Porta dos Fundos.
Ai, que ódio! Quem manja de DRI sabe.
Quem manja de tag.
Dirty, rotten, imbecil.
Dirty, rotten, você é o imbecil, o dirty ou o rotten?
Eu sou tudo, porque eu sou sujo, podre e imbecil.
Tá bom. E é sobre saber quem você é, né?
Falar em imbecil, posso tangenciar por um pouco? Hoje eu estava fazendo terapia e em algum momento durante 10 minutos...
Se você viu a minha review de backrooms, você vai saber que eu digo: homens, não façam terapias.
Eu não devia fazer terapia. 10 minutos da terapia foram meio jogados fora do sentido psicológico da coisa. Mas o meu terapeuta, ele trouxe a discussão da etimologia da palavra idiota, eu achei foda, assim.
Por que 10 minutos foram jogados fora?
Não, da parte psicológica, eu falei. Mas ele ficou falando da etimologia, eu gosto. Porque etimologia era minha matéria favorita na faculdade de Letras. E aí ele ficou falando.
Porque assim, gente, o Thiago fez Letras, pode não parecer. Parece que ele fez aula... Parece que ele fez um curso de satanismo, mas na verdade ele fez o curso de letras. Não é chocante? Você é um pouco fofo, você fazer letras.
Faz aqui o cabelinho, tá um pouquinho levantado do lado. Esse aqui, ó, tá mais fofinho que esse lado. Isso aí. Eu não acho chocante porque eu sou uma pessoa muito letrada. Você é uma pessoa muito culta.
A minha letra é J. J?
Por causa do quê?
Ah, não sei, pensei rápido.
Ah, não, eu não preciso, não quero pensar rápido porque eu não quero ser injusto. Mas eu acho a letra T da hora, apesar de ser do meu nome, né. Aí parece meio tendencioso, né.
Tipo, sem ser a letra T?
Putz, eu gosto do K. Apesar de no nosso alfabeto... Tudo bem que agora foi integrado e tal. Mas eu acho o K da hora, bonito.
Acho que não usa pra nada, flop também. Flopou, tá. Processar mulher pelos filhos feios. Sim, gente, isso aconteceu. Em 2012, uma notícia curiosa ganhou manchetes ao redor do mundo e rapidamente se espalhou pela internet. Um chinês teria processado a própria esposa após o nascimento dos filhos do casal, alegando que as crianças nasceram feias porque ela havia feito diversas cirurgias plásticas antes do casamento, sem contar a verdade.
Segundo relatos divulgados da época, o homem, identificado apenas como Jian Feng—
Identificado como? É o nome dele, né?
É o nome dele. Vivia feliz com a esposa até o nascimento de sua first child. Da sua primeira filha, no português. O problema começou quando ele teria percebido que a criança não se parecia fisicamente com nenhum dos pais. Ó, põe a imagem na tela aí, Dantas. Desconfiado, Feng acusou a mulher de traição. O que é um absurdo. Porque às vezes a criança não parece mesmo com os pais.
Tem casais feios que têm filhos bonitos.
Uhum.
Tem casais bonitos que têm filhos feios. E tem criança feia que fica bonita, e tem criança bonita que fica feia. Ou seja, esse cara só foi precipitado. A menina que era a mais bonita do meu colégio quando eu era pequeno, era jovencito, ela era bonita criança ali, na época que a gente era criança. Aí eu trouxe ela décadas depois, tempos depois, e ela não era bonita.
Não, mas você tem que estar...
A gente fala isso, que gente que é bonita no colégio é feia depois. É, muita gente fala, mas é raro, porque eu sempre fui bonito.
Você era bonito no colégio?
Eu era bonito. Dantas, bota a imagem na tela.
Mas qual imagem que vai ser?
Eu vou escolher 3 imagens, pronto. Eu sempre fui bonito, era uma criança bonitinha, você já viu.
Eu não fui... Não, mas criança sim, mas tipo assim, adolescente, porque adolescente é sempre fodido, vai.
Adolescente é desengonçado, desajeitado, mal diagramado. Se você é adolescente e tá vendo isso, passa, tá?
Fica tranquilo. Gente, ainda bem que passa.
Tá.
Não, eu acho que eu não era... Uma criança, criança bonita eu fui.
Você era bonitinha criança, adolescente.
Adolescente. Eu acho que adolescente era bem desajeitadinha.
Não, mal diagramado todo adolescente.
Eu era tipo muito breguinha, sabe? Brega é o seu cu.
Eu não falei isso, você era a menina dos anos 2000 ali.
Desconfiado, Feng acusou a mulher de traição. A esposa então teria revelado que antes de conhecê-lo passou por uma série de procedimentos estéticos avaliados em cerca de $100 mil, algo por volta aí de quase R$600 mil.
Dá para construir um corpo novo, dá para construir uma casa, por exemplo, né?
Uma casa, um corpo, transformando completamente sua aparência.
Dá para comprar um terreno em Carapicuíba?
Dá para comprar um terreno em Carapicuíba. Ainda de acordo, pô, em São Paulo também, R$600 mil, tá louco.
Ah, depende do bairro. Não, metro quadrado, sei lá, do Itaim, deve estar uns R$17 mil.
Ai, mas você precisa morar no Itaim?
Não, tô jogando essa aqui no bairro.
Não é tão assim burguês?
Não é que nem tem terreno no Itaim Bibi.
É, nem sei como é que tá lá. Tá, ainda de acordo com a imprensa, fake teria decidido processar.
Você checar pra ver como tá lá, né, Bruno? Onde?
No Itaim Bibi?
Ai, Itaim Bibi. Duvido que alguém que mora no Itaim Bibi joga.
A gente deve ter ouvinte rico. Deve, ah, deve. Ai, quem for rico, manda uma mensagem.
Não, pode ser da DM da Mabi.
Manda aí em cima.
Manda aí em cima. Isso.
Mulheres que são ricas.
Não, mas você é o ouvinte mais rico, você tem que se considerar o ouvinte mais rico.
Você tem que provar que você é o mais rico, tipo assim: "Ah, eu tenho essa propriedade aqui." Não adianta chegar pra mim e falar assim: "Ai, sou rico, tenho uma casinha de 100 metros quadrados." Não me venha com...
Qualquer um pode ter, né?
Qualquer um pode ter.
Outro dia eu tava andando, eu tô pensando numa casa de 100 metros quadrados.
Eu quero assim: "Quantas suítes tem na sua casa?" Boa, boa!
Não, mas pode ser que seja uma pessoa rica.
Quantas suítes tem na sua casa?
Minha casa não tem suíte, né?
Pois é, você tá fazendo o quê aqui?
Na verdade, a minha máquina de lavar fica no meu banheiro, né? Ajeitadíssima, não vai nem perceber, bonitinho.
Ainda de acordo com a imprensa, Feng teria decidido processar a esposa por fraude conjugal, argumentando que foi enganado. Ah, eu tava contando uma história e esqueci. No Ano Novo, a gente foi para Chapada dos Veadeiros com uma galera, tal, não sei o quê. E o irmão da Maqui, com a esposa dele, são maravilhosos. Irmão da Maqui, ele ficava fiquei com cada frase que a gente falava. Porque imagina, eu, Fih, Mack, Fabão, José, sabe?
Todo mundo morava na mesma casa, Léo, Vitor. Tipo assim, só gente maluca, só aspas fortes. E aí, toda gente falava assim: "Ai, que loucura, não sei o quê", que é da Narcisa. E a gente ficou muito viciado em falar: "Ai, a Malala". Toda gente ficava assim: "A Malala".
A Malala que tomou tiro na cara?
A Malala, isso, é. A ativista Malala.
É um pouco melhor, né?
É, e aí eu quase fiz assim com você, mas você não ia compreender.
É porque eu não tava na chapada dos viadeiros.
Você não tava na chapada dos viadeiros, embora você seja chapado e embora você seja sim viadeiro.
Eu sou viadeiro, eu sou chapada.
É, tá, então ainda de acordo com a imprensa, Feng teria decidido processar a esposa por fraude conjugal, argumentando que foi enganado ao se casar com alguém cuja aparência natural era muito diferente do que ela conheceu. O processo teria terminado com uma indenização de $120 mil, ou seja, mais do que ela pagou, né, aí em apologia a favor do marido. A notícia viralizou rapidamente em sites internacionais, redes sociais, programas de TV. Menina, foi uma loucura!
Nossa, viralizou assim, ó, tava lá, ó, trending topic, hashtag Fendi ganhou na justiça.
Exato, muitos reagiram com choque.
Meu filho é feio! Como é o teu filho? Eu posso falar sem dor no coração? Se você tem filho que tá ouvindo, vendo É, e pode pensar dentro de si, eu sei que você não vai expor, mas deve ser foda se o seu filho nascer feio.
Ah, nascer feio toda criança nasce, né?
Não, quando nasce sim, mas aí crescer um pouquinho você fala: puta merda, velho, não acredito.
Eu acho que eu não conseguiria ver feiura no meu filho.
Ah, eu conseguiria, eu olhar para um moleque: como é que você é feio? Aí depois que nasce traumatizado, né? Até parece, eu sou mó bonzinho, mó bobão.
É, tá. Tá, hashtag meu filho é feio. Aí viralizou aquela coisa, muitos reagindo com choque, outros trataram o caso como símbolo da obsessão contemporânea pela aparência física. Mas havia um detalhe importante, quer saber qual, Thiago? Essa história que eu acabei de contar não é real. Ah não, plot twist, breaking news!
Todo mundo tava engajado.
Hashtag meu filho não é feio. Meu filho é feio sim, porém a notícia era real. É isso, gente, era uma grande mentira que acontece, tá? A imagem da mulher usada nas reportagens, ela tava ligada à divulgação de uma clínica de cirurgia plástica em Taiwan. E na imagem original tinha um texto que falava assim: procedimentos tão perfeitos que sua única preocupação é a genética. Quando o processo, claro, né, não existem assim registros públicos, porque, né, gente, como a gente comentou aqui, não existe. Foi tudo uma mentira, foi tudo um viral.
Mas tá sabendo que é mentira e viral? Você precisa ir lá, você precisa investigar, ver os registros, tudo mais.
Aí não conseguiu encontrar.
Só uma coisa, você sabe o que que se espalha bastante? Hoje em dia tem muitos...
Porque é muito interessante, é uma notícia que todo mundo...
Não, sim. Mas é que hoje em dia tem muitos desses perfis que são jornalísticos no Instagram, que é umas notícias que não tem fonte.
Sim, é só o texto.
É só o texto.
É que eles fazem uma notícia com um textão, como se fosse uma coisa meio de revista. E aí, como as pessoas leem aquela notícia e repostam porque se identifica, porque gosta, porque curte, nananã... Quando você vai olhar, não tem absolutamente nenhuma fonte. É tipo qualquer outra coisa. Inclusive, gente, perfis de fofocas, fujam todos, tá?
Perfil de fofoca, não. Poliéster, não.
"Ah, Mabê, mas você tá contando uma fofoca." Sim, mas eu sou um podcast. Mentira. Não, mas a gente tá contando uma fofoca bizarra.
É diferente.
Eu não sou sensacionalista. Eu não tô aqui compartilhando a fofoca falando assim: "Meu filho é feio". Hashtag "Meu filho é feio". Só que assim, o que acontece, gente? Como muitas coisas ditas na internet, isso não viralizou. A verdade, que era uma mentira, não viralizou, né. Então continuou sendo um dos boatos mais famosos da internet ali no início da década de 2010. E não acabou por aí, tá?
Mas só antes que você fale "não acabou por aí". Na foto, o cara tá felizão.
Ele tá felizão.
Dantas, por favor, de novo na tela. O cara tá com a cara boa.
Sim, o menino que tá com a cara triste. Talvez o menino esteja criando ali uma hashtag "Meu pai é feio".
Não, talvez o menino viu a hashtag do pai dele, "Meu filho é feio", hashtag "Meu filho é feio", e o menino acessou lá, "Ai, deixa eu ver o que tá acontecendo na interweb, no microblog", e aí viu.
E aí aconteceu isso. Tadinho. Mas qual que era o seu ponto?
Que o cara tava feliz.
Na foto, portanto, ele era feliz.
A mulher bonitona.
Você usaria esse argumento no tribunal? Tipo, "Não, olha na foto, ele tá feliz".
Eu ia. Advogado tem que usar essas coisas, né?
Mas você sabe que a foto ela captura um momento ímpar da pessoa, mas são segundos. Tem um negócio lá, ela não diz exatamente o que se passa dentro do seu coração. Thiago, o que que se passa dentro do seu coração nesse exato momento? Você acha que a audiência tem condições de ouvir a real? Não, porque você está o quê?
Posando. Estou posando.
Você está performando um Thiago que você acredita que sociedade quer assistir, é a versão socialmente aceita, que a sociedade, né? Agora imagina se não tivesse um filtro. Bom, os problemas não acabam aí, né?
Beleza, tranquilo, tranquilo, vamos lá.
Mas problemas não acabam aí, porque a história do processo não era verdade, mas as consequências foram bem reais para as pessoas envolvidas. Bom, pessoas não, a modelo Heidi Ye. Yeah. A Heidi, ela passou a não conseguir mais trabalhos como modelos. Porque a sua imagem tava ligada, né, à coisa dos procedimentos estéticos. O que ela afirmou que, na real, ela nunca fez, né. Gente, ela só era uma propaganda, né. Ela só participou dessa publi, desse rolê.
E ela era gata.
E ela era gata, então fazia sentido.
Realmente, ela é gata.
Mas ela não fez nenhum procedimento estético. E pra piorar, o noivo dela, na época, ele ficou desconfortável de estar do lado dela. Porque ele andava com ela na rua, as pessoas apontavam, e ele terminou o relacionamento. Que cara fraco! Homem fraco, gente. Um homem que não suporta o mundo todo contra você não é um homem de verdade.
Agora, ele falava para ela: "Ai, sou seu porto seguro." Exato.
E cadê? E cadê o porto seguro? Vazou. Aí ela se declarou então vítima de cyberbullying, né? Porque realmente ela começou a sofrer bastante assédio na na internet e tal. E ela resolveu se manifestar pra proteger não só ela, mas também as crianças que aparecem nas fotos. Aí ela fala: "As fotos das crianças foram alteradas digitalmente, deixando seus rostos distorcidos e feios. Tenho medo de que quando crescerem, elas tenham que passar pelo mesmo que eu passei." Ah, vão.
A coisa, uma vez que tá na internet, não dá pra tirar. É tipo tentar tirar mijo da piscina com colher.
Uau! Em 2018, então, a Heidi escreveu no seu blog: "Não posso controlar as redes sociais, mas posso controlar como vivo a minha vida." Eu adoro essas aspas que não significam nada!
Não, essa significa.
Ah, pelo amor de Deus!
Ela não pode... Não!
A Heidi... "Ah, não posso controlar a internet." Opa! Jurou, jurou, né?
Se você for dono de um servidor, você pode, você desliga, né? Se você é o Elon Musk, você pode deletar o Twitter, por exemplo.
Sim, mas não é a internet toda, né. Mas se ele tivesse Twitter, a vida seria melhor. Ela estima ter perdido mais de 4 milhões de dólares taiwaneses. Que seria equivalente a 630 mil reais. A gente tá passando por esse valor algumas vezes aí durante esse caso.
É padrão financeiro, né, nesse caso.
Acho que eles criaram esse número, acharam interessante e vão chutar. Tipo assim, esse valor é que ela gastou em plástica. Depois, esse valor é que o marido recebeu de... Supostamente... Danos morais, indenização. E depois ela perdeu quase R$600 mil por conta de não assinar, né, de não, de cair os jobs, né, por conta dos contratos publicitários. Por enquanto, o processo para reivindicar os seus direitos se arrastou por anos antes de ser esquecido.
Agência JWT, responsável pela peça publicitária. JWT, essa que é uma das os maiores conglomerados de publicidade da história, cujo qual a Mutato, agência que eu trabalhei, pertencia ao grupo JWT.
É mesmo? Você tem uma ligação com esse caso?
Eu tenho uma ligação bem pequenininha.
É, não, é 6 graus de separação do Kevin Bacon.
Trabalhei diretamente com a agência JWT.
Então você teve uma ligação, Líndsey, com a rádio que você trabalhou?
E aparece também na série Mad Men. Radio Yeah!
Radio Yeah!
Radio Yeah! Yeah!
Radical!
Nossa campanha foi criada pra publicações impressas no mercado taiwanês. No entanto, com as mídias sociais, até mesmo anúncios impressos podem se tornar virais. Não poderíamos ter previsto a extensão do impacto, como as pessoas o perceberiam e como reagiriam. Honestamente, como agência publicitária, poderíamos sim.
Meio que você tem que prever essas coisas, não tem o que fazer.
Mas assim, eu concordo que às vezes as coisas passam, né, da loucura, né. Às vezes você não tem realmente, você não consegue prever que a coisa estoura tanto assim, né? Você me disse que saiu de um, de um, saiu de todas as capacidades possíveis uma vez que ela foi assediada na rua, né? Então foi um negócio muito grande.
Me diga, me diga, sem precisar falar, não tem absolutamente nada que você precisa entregar aqui de informação, mas teve alguma campanha que tipo assim, vocês fizeram, olharam, falaram: não, isso aqui vai ser da hora e tal, e o negócio foi para um outro lado completamente diferente, distorceram tudo e deu merda? Merda? Não merda assim grande, mas assim, puta, deu tudo errado essa peça de propaganda que a gente criou?
Sim, tá. Sim, isso costuma acontecer com uma facilidade assim de coisas serem tiradas de contexto, irem para caminhos assim, não nesse nível de merda, mas já aconteceu, sim, já aconteceu. Eu particularmente sou uma pessoa que as pessoas brincavam muito de falar comigo, é que falavam que eu era do do departamento vai dar merda. Porque várias vezes eu falava para os clientes, ó, não sei o quê, eu não sei o quê. Tem uma história que eu não posso contar, mas que ela é belíssima.
Posso contar para você?
Você deve saber, mas uma vez eu, porque eu fazia tipo a checagem dos influenciadores que algumas marcas convidavam para algumas, para alguns projetos, para algumas coisas E uma vez, uma certa marca colocou lá alguns influenciadores. E era uma coisa muito foda, muito especial. E eu falei: "Essa pessoa aqui é polêmica, eu não recomendo". E eu demonstrei os motivos pelo qual eu acreditava que não deveria chamar pra fazer esse conteúdo.
Mas não era uma coisa da minha agência, tipo assim, resumindo. Deixa eu ver como eu vou explicar, vai. Era uma marca que a minha agência atendia, mas outras agências atendiam também. Não era um projeto comigo, não era isso. Mas muitas vezes eles me procuravam pra eu falar, tipo: "Ah, você tem alguma informação?" Porque eu trabalhava muito com essa coisa de checar... Você meio que busca a reputação da pessoa pra saber com o que ela é ligada ou não.
Com política, com não sei quem, nananã. Isso, gente, 2014, 2015, tá? Nem tinha essas discussões do jeito que tem hoje em dia. Nem era aquelas coisas de cancelamento, não era nem sobre isso. Era mais sobre o nível de polêmica que a pessoa se envolvia. E aí teve uma pessoa que eu falei: "Olha, essa pessoa realmente tem um conteúdo que muita gente gosta e tal. Mas ela tem algumas polêmicas". E eu levantei essa bandeira, ignoraram e tal, beleza, seguiram.
E é normal, assim. Avaliaram o risco, eles acharam que deviam seguir. No fim, algo que nem eu conseguiria prever, que foi— a pessoa foi, era uma viagem para outro país, era uma coisa muito grandiosa. Gastaram tranquilamente uns R$300 mil, que na época era muito, hoje em dia não é tanto para um job assim. Gastaram uns R$300 mil para fazer uma coisa muito legal com essa pessoa e que só um ano depois que foi ao ar. E uma semana antes de ir pro ar, essa pessoa foi acusada de um crime na internet. E foi cancelada.
De um crime, né?
De um crime. Ai, Jesus. E aí, nossa, foi um Deus nos acuda pra tirar o negócio do ar a nível mundial. Foi muita treta. E aí, no final, o cliente falou assim: "Yeah, my B, lembra que você falou?" Aí eu falei: "Mas isso eu nem conseguiria prever". Porque realmente foi... Enfim, a pessoa é legal, tá? Deixando claro que a pessoa é legal.
Eu disse, confiava no pai. Eu ia fazer assim.
Mas nem isso eu conseguiria prever, a pessoa realmente é legal. Foi, enfim, uma coisa infeliz, mas... É isso, acontece, faz parte. Eu acho que talvez essa tenha sido a coisa mais creepy que eu vi. Mas eu vi muita coisa, muita merda acontecer.
Inclusive, trabalhar com publicidade é viver... É viver essa grande loucura. Uma grande loucura.
Bom, dia tu ias, mas posso falar, acho que as coisas mais assustadoras era quando a gente cancelava a série enquanto Netflix. Nunca fui mais ameaçada de morte do que nessa época. Eu falo fui ameaçada de morte porque eu costumo me falar como se eu fosse a marca, né? Mas na época eu vivia muito isso assim, tipo, ai, ameaçaram a gente de morte. Não sou eu, é só a marca.
Mas posso falar uma coisa? Por sua culpa, eu sempre falo isso para você, vou expor para o público agora. Eu humanizei o criador de conteúdo. O social media. Social media. Não é criador de conteúdo, nem tanto. É social media.
A pessoa que trabalha por trás das lives.
Isso, daí eu vejo uma postagem que é uma propaganda de uma marca X, aí as pessoas xingando.
"Ah, que bosta!" Mas vamos explicar porque eu humanizei. Porque como eu trabalhava com isso, então eu desabafava com o Thiago, contava as coisas. E ele via o quanto às vezes aconteciam umas coisas super pesadas, tal. Como xingavam as marcas. E eu ficava triste, eu ficava não sei o quê. E aí ele... Não tem nem como estar tão triste.
Triste, não. Você ficava triste às vezes, mas eu me doía muito, principalmente com as coisas que eu sei que você tava fazendo. Quando eu via acontecer assim, eu falava mal da campanha.
Nossa, como que você tá?
Já deixei um pouco para trás assim. Se você é social media ou qualquer coisa do tipo, meio que pode ser que eu ligue ou não para você.
É uma, é uma, é uma roleta, uma roleta, tá? Mas é isso, a JBL tirou o corpo de fora, falou É isso aí, foda-se. Ela afirmou que detinha todos os direitos sobre a fotografia e tinha o direito de editá-la e usá-la conforme ela queria.
Caralho, editar é foda, né?
É porque como tava protegendo o rosto das crianças, acho que é menos mal.
É verdade.
Também alegaram que o contato de prestação de serviço assinado com a Hydes estipulava que eles poderiam transferir os direitos autorais para terceiros. Gente, isso é muito complicado, mas é, meu, é isso. Tem quantos atores que são chamados pagados para fazer coisas que nem sabem. Ou às vezes ganha até um— imagina, tipo assim, o negócio viraliza, o mundo todo, mundo todo não, né, mas o país todo tá falando sobre ela. Imagina quanto que ela deve ter ganhado para essa peça publicitária. Duvido que tenha sido essa altura, sabe, para ela ficar famosa desse jeito.
Então é muito foda isso assim, pelo visto é só foto mesmo, né, tipo é uma foto, uma foto do Júlio, no caso, né.
Mas enfim, ela decidiu processar a agência, o salão Simple Beauty, né, que era a marca que tinha feito anúncio. Mas o caso permanece em solução há anos e enfim, meio que caiu no esquecimento. Atualmente a Hyde deixou as passarelas, né, ela vive tranquilamente em Nantou, ainda no Taiwan. Ela tem uma conta nas redes sociais com dezenas de milhares de seguidores, mas ela publica só fotos do seu dia a dia, fotos do seu filhinho, fotos de coisinhas que ela faz, como sozinha, viajar, aquela coisa.
E aí é bom que a gente já conta aqui para vocês que após o namorado dela terminar com ela, ela encontrou um novo amor, um amor verdadeiro, se tornou mãe, tá? E ela protege o rosto do filho para evitar críticas.
Agora, isso me leva aí, eu vi no seu olho um brilho surgir, fala, que eu acho que você pensou a mesma coisa.
Ai, gente, é feio, é feio, não é legal falar isso com Mas assim, se ela tá escondendo é porque o filho é feio. Mas a gente tem que proteger as crianças na internet.
A cara do filho é igual a dos filhos com a cara mexida no Photoshop? Ai, Heidi, é brincadeira, Heidi!
E, ó, atualmente ela só faz ensaios fotográficos promocionais, né, ocasionais, pra loja de família ou pra apresentar algum produto, enfim.
Ela dá uma publizinha de vez em quando?
Uma publizinha, gente, quem nunca, né?
Eu.
Heidi escolheu perdoar a si mesma e aos outros. Você fez public aqui?
Você não lembra? Eu fiz tatuagem e os caras nem usaram a peça publicitária. Eu ganhei uma tatuagem de graça.
Era uma legal, é uma tatuajona, né?
Mas é bonita, tá bem. Não, é na perna.
A Raide escolheu perdoar a si mesma e aos outros. Ela aprendeu a sorrir ao relembrar o passado, encarando como uma lição sobre o poder da fé e da coragem. Tava inspirado quando escreveu esse texto, né, Thiago? Gostasse? Gostasse. E ela diz: há coisas que não podemos apagar das redes sociais, mas podemos aprender a viver sem deixar que elas nos definam. Confidencial. Mais uma frase inútil, mas ela é bonita, né? Ela não precisa falar.
Gente bonita pode ser fútil, pode ser inútil. Mas vou falar porque que eu escrevi desse jeito, porque eu achei, eu achei, cara, porque ela, o escrutínio público mundial, sim, que ela passou, ela lidou bem. Ela é super centrada, tipo, ela é madura com a situação.
Eu ficaria maluca.
Cara, sim, porque tipo ela perdeu a carreira dela por um bom tempo, tal. Pessoal, ah, é plástica, é não sei o que lá, tal. Riam dela na rua. Teve um término de um relacionamento, deve ter machucado também. Cara, imagina a quantidade de coisas, essa volumana. Essa mulher tá bem assim? Sim, é por isso que eu quis escrever o final inspirador.
E um beijo, Heidi, se você tiver assistindo aqui. Você e seu filho são lindos.
Hashtag seu filho pode ou não ser feio, mas #Haydee é linda.
Não, seu irmão é lindo.
Não sei, ela não mostra?
#Haydee, sua família é linda.
Haydee.
#Haydee. Haydee. #Sick. Tá, chega. Vamos então pro próximo caso. Acho que já falamos bastante sobre esse caso, né?
Acho que chega. Chega da Haydee.
Vamos agora então pra Papagaios Turcos Testemunhas. Um caso inusitado chamou atenção na Turquia quando dois papagaios acabaram envolvidos num processo de divórcio. Tudo começou quando meu marido decidiu procurar justiça após— veio, não é para cortar, ó, gente, veio a rotinha agora, atrasada, hein, atrasada. Tá trânsito, é horário de rush, é horário de rush. Mas tá marido querendo processar, né? Que maniazinha.
Eu acho certo, não, não acho que a coisa mais certa que você tem que fazer é processar a pessoa que está casada. Não, isso pode valer para marido Mulher, isso, ou para marido, né? Não, se você casar, o seu cônjuge, cônjuge, vocês entenderam o que eu quis dizer? Vocês estão brigando comigo.
Ai, ai. E o marido decidiu procurar a justiça porque ele suspeitou de uma traição da esposa. A gente, que preguiça, né? Procurar a justiça, separa eu, hein? Tá, o motivo, segundo ele, as aves repetiam nomes, diálogos e frases que indicariam um relacionamento extraconjugal. Diante da situação, os papagaios foram levados ao tribunal.
E rapidamente...
Eles de terninho, assim. "Você aceita falar toda a verdade?" "Aceito!" E eles foram levados pro tribunal, né. E se tornaram, obviamente, as figuras mais curiosas do processo. E a alegação era essa, que por eles reproduzirem conversas ouvidas dentro de casa Eles funcionavam como um gravador vivo do cotidiano do casal. A história foi divulgada pela imprensa turca e despertou o debate sobre os limites das provas em ações de divórcio.
Especialistas lembraram que, embora os papagais sejam excelentes imitadores de sons e palavras, eles não compreendem o significado do que repetem. Por isso, suas falas não podem ser consideradas testemunhos formais. A discussão ganhou força porque em qualquer processo judicial, provas precisam atender alguns critérios como autenticidade, confiabilidade, relevância ilegalidade.
Mas que dicção perfeita!
No caso das aves— para, eu acabei de rir, então é difícil.
Ai, para, eu tava elogiando, achei bom.
No caso das aves, não havia como comprovar se as frases estavam realmente ligadas a uma traição, ou se a gente podia ter assistido um filme, estavam lá assistindo vídeo, tal, não sei o quê, um TikTokzinho, né, ou se eram apenas repetições aleatórias de conversas, programas de televisão.
Depende do que estavam falando, é que não tá falando da matéria, mas eles estão falando 'Come my cock!' Sei lá, bom, depende do filme, tipo, tem isso.
Depende também, exatamente. Ao longo do debate, juristas reforçaram que os animais não podem atuar como testemunhas, pois não têm capacidade de compreender fatos, responder perguntas ou prestar compromisso legal.
Essa parte é foda.
Então, no máximo, eles podem servir como indício para busca de outras evidências mais concretas.
Mas imagina o cara tá em casa sentado assim no sofá, né, Aí ela ouve assim: "Mais forte, Ronaldo!" Ronaldo?
Ronaldo? Ronaldo? Aqui, Ronaldo! Isso, Ronaldo!
"Me leita, Ronaldo!" Ai, foi um pouco pesado, né?
Desculpa. Foi um pouco gay. Só um gay falaria "me leita, Ronaldo". Eu sou gay! Não, eu falei tipo assim, teria que ser uma gay. Teria que ser uma gay. Porque uma mulher jamais falaria "me leita".
Me leita, que hoje eu tô de bobeira.
Bobeira.
Nossa, que horror o que eu falei.
Onde estão minhas asas? Em 2013, Benjamin Caretters quis processar a marca de energéticos, pois considerava o slogan Red Bull te dá asas desonesto. Afinal, ele era consumidor contumaz da bebida e continuava sem asa nenhuma nas suas costas. No processo, ele alegou propaganda enganosa. Olha, mas foi esperto e foi além, dizendo que apesar de saber que a bebida não tornaria uma criatura alada, ele não se sentia energizado bastante como era promessa do energético.
Isso acontece comigo.
Aí eu achei errado. Sério, eu não, eu ficava bem.
A única coisa que o energético me faz, se eu tomo demais, em demasia, as duas coisas são a mesma coisa, se eu tomo em demasia Taque cardíaco às vezes se eu tomo tipo 3 latas seguidas, mas eu posso tomar.
Você não acha que ele cumpriu o efeito de te deixar energizado? Não, porque ele te deixou até com taquicardia.
Só em pouquíssimos casos eu posso tomar. Eu tomo como se fosse refrigerante.
Lembra quando eu era viciada em tomar energético?
Verdade, você tomava bastante, parou, né?
Com vodka.
Com vodka você nunca mais tomou, né?
Não, eu gosto de energético, mas eu nunca mais tomei.
Mal bebe hoje em dia. Eu bebo pouquinho hoje em dia, mas também quando bebe— não, mentira, você nem bebe muito.
Não, mas saber que eu entortei esses dias o caneco. Mentira, tomei 2 drinks e fiquei alegria, que eu bebo pouco. Aí eu tomei 2 drinks, um mojito, mojito, mojito, e um segundo foi o que mesmo? Foi Fitzgerald. Ah, bom, gostosinho.
Zinho. Tá, drink de início, de início. Não, porque eu tomo Old Fashioned, eu gosto de drink forte. Marina, você bebe muito? Checkmate aqui, fia! Eu sou tipo um ralo, você não vai conseguir me desmobilizar. Não, quando eu tô em rolê, com contexto. Eu não bebo tipo em casa assim. Não, bebo legal. Não, quando eu tô em contexto.
Não, mas você nunca fica bêbado, entendeu?
Porque é difícil.
Não, porque você sabe se controlar também.
Eu sei até onde eu quero chegar.
Exato. Tá, foi aí que ele descobriu que a bebida tinha menos cafeína que uma xícara de café. A Red Bull concordou em fazer um acordo extrajudicial, ele pagou a quantia de 640 mil dólares em indenização.
Mais uma vez, a casa dos 600 é a casa mágica, ó. Hoje é o dia de jogar no bicho, hein. 600.
Por curiosidade, isso equivaleria a mais de 160 mil latas de Red Bull. Naquela época, o cara quis aproveitar, né? Na boa, tem muita gente que tenta aproveitar de coisa assim de propaganda.
Teve um caso nos Estados Unidos que até eu pensei em colocar, mas eu fiquei com medo de pesquisar porque eu ia achar muita fake news assim, que é do História Sem Fim, né? Que parece que alguém quis processar, só que aí falaram: ah, vai cagar, né?
Que a história não tinha fim.
É que o livro, o filme tem fim, né? Inclusive, belíssimo filme.
Eu li o livro e eu assisti recentemente e continua muito bom. Não, só que eu percebi que eu não lembrava de nada do filme porque eu tinha uma noção tão diferente. Eu achava que, tipo, tinha uma coisa que eu pensava que era super importante no filme e é muito rápido, e depois foda-se.
Mas o da morte do cavalo, da morte do cavalo do trem, é a segunda cena mais triste da história do cinema. Segunda, a primeira sendo a mãe A morte da mãe do Littlefoot. Não, não, foda-se o bando.
Imagina, eu quero que o bando se foda.
Eu quero que o Mufasa se foda também. Monarca, vai tomar no cu! Eu sou antimonarquista, eu quero que um rei morra mesmo.
Que isso, é um Rei Leão!
Quem mandou? É choices.
Se ele fosse o técnico de farmácia hospitalar Leão, todo apoio à classe trabalhadora. Adorador. Não, o qual morte que é mais triste?
Qual é a morte da mãe do Littlefoot do Em Busca do Vale Encantado? Aquilo me matou quando era pequeno de um jeito.
Parece que eu caguei, que você tá falando, é, me deixou super triste a morte da mãe. Mas você falar que essa é a primeira do cinema, você é maluco!
Não, e do cinema incluindo cinema adulto, não tô falando de desenho animado. É a cena mais triste, a coisa que eu— ah não, se bem que eu acho que eu superei já. Tem uma coisa mais triste que isso, que chora mais. Não, que é o filme A Ghost Story. Já falei sobre ele aqui, que eu acho que ele é mais pesado. Mas a morte da mãe do Littlefoot. Agora, O Cavalo do Atreio é triste, é triste mesmo.
Mas quando eu fui revendo, não assistiram esses filmes? Infelizmente a gente acabou de destruir para você.
Você não foi assistir o filme?
O filme de 1983, 84, não vai ser a gente. Passava no SBT, passava no Tá, casamento fantasma. Agora é uma mulher que quer terminar o casamento.
Nossa, finalmente, né?
Finalmente.
Mas os homens aí, ó, fiéis ao casamento, só dizendo.
Não, pode levantar essa bola mesmo.
Até agora sim, né? Vamos ver se agora vai mudar o placar.
Você vai levantar essa bola?
Nossa, que anel bonito esse de escorpião, né?
Achei foda. Eu tô tão viciada nele.
Tá mesmo, né?
Ele é belíssimo.
Olha que belíssimo.
Ó, momento. Ah não, não é episódio. Não é episódio esse, se você ainda não sabe, gente, Você pode assinar, tá, o Caso Bizarro, e você vai concorrer a uma viagem, né? Você pode assistir episódios extras que a gente posta um por mês.
Bom, tem.
E a gente tem cupom para poder participar de Casos Bizarros no teatro, tem também sorteio, tem muitas coisas. Tem cupom da loja se você quiser adquirir algum produto. Eu tô viciada em falar de Adquirir.
Adquirir. O que eu ia falar do seu anel de escorpião é que ele pode funcionar dos dois lados, porque você pode hoje usar ele com o rabo para cá, você pode virar o rabo para o outro lado se você desejar. Olha que foda! Não, muito foda. Belíssimo anel de aracnídeo.
Ah não, não falei belíssimo não. Uma mulher de Minas Gerais queria encerrar seu casamento.
Você?
Mas na realidade, o casório jamais existiu, pelo menos juridicamente falando. Ao tentar averbar o divórcio, a mulher descobriu, 5 anos após a cerimônia, que o registro civil da união nunca havia sido realizado em cartório. Em razão da falha e dos prejuízos causados, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o TJMG, determinou que ela fosse indenizada em R$10 mil pelo tabelião responsável. É, mas também não sei.
Tudo bem que se você me der 10 mil do nada, eu ia gostar.
Só deu problema porque ela quis averbar o divórcio. Porque aparentemente nenhuma outra coisa teve problema depois. Quer dizer, eles nunca tentaram colocar plano de saúde do casal.
Ai, verdade!
Porque você precisa ter status de casamento, né, de documentação.
Certidão de casamento.
Certidão de casamento, eles nunca usaram a certidão de casamento.
Porque se nunca testaram a certidão, se bem que eles foram na cerimônia, talvez tinha certidão, mas o cara não protocolou lá.
Pode ser isso. Mas mesmo que você use a certidão, é dever do lugar que vai utilizar conferir isso.
Tem razão.
Então é só você chegar com um papel qualquer e falar: tá aqui. Foda-se. Não dá. E triste, né? 5 anos depois de casado, pouco tempo.
Mas ela descobriu quando acabou já, né?
Ladrão processa vítima. O caso aconteceu em 1990, na Pensilvânia, nos Estados Unidos. Gente, é tão absurdo que parece mentira, mas vamos lá. Segundo o boletim policial, um homem chamado Terence Dixon aproveitou a viagem dos donos de uma casa para roubá-la. Até aí tudo bem, né? Tranquilo, faz parte do job dele ali roubar.
É o job do ladrão, é roubo.
Aí ele tava ali roubando tranquilamente, tal. Ele entrou pela garagem, né, por uma porta automática. Magnética. Só que durante a invasão, o mecanismo dessa porta apresentou uma falha e ele acabou preso no local sem conseguir abrir a porta da garagem. E sem acesso à porta principal da residência, o invasor teria ficado ali trancado por vários dias na garagem. Na garagem. E, gente, foi surreal, porque para sobreviver ele passou a consumir uma ração de cachorro que tinha encontrado na garagem e alguns refrigerantes armazenados no ambiente.
Foi uma situação assim de sobrevivência. E aí, quando ele finalmente conseguiu escapar, ele decidiu levar o caso à justiça. O argumento do processo foi sofrimento emocional, trauma psicológico e negligência dos proprietários por manterem um sistema defeituoso que o deixou preso.
Os dois primeiros até pode concordar, né? Porque sofrimento psicológico ele sofreu, verdade.
Segundo a imprensa da época, o invasor teria conseguido uma indenização de dezenas de milhares de dólares.
$600 mil.
$600 mil dólares. Gente, será que é real? A história virou símbolo das chamadas ações judiciais absurdas nos Estados Unidos e passou anos sendo repetida em palestras, jornais e conversas sobre processos improváveis. Mas existe um detalhe importante. Lembra quando a gente disse que a história é tão boa que parece mentira? Bom, na real ela é. Embora versões do caso tenham circulado por aí ao longo dos anos, anos. Algumas pessoas que foram atrás das informações atestam que na verdade é um exagero, que foi distorcido.
Exatamente, que pode até ter acontecido parte da história, mas que não necessariamente o cara levou uma indenização de milhares de reais. Eu acho bem improvável. Há registros reais de invasores feridos processando proprietários de imóveis nos Estados Unidos, especialmente quando acidentes envolvem armadilhas ilegais, tipo esqueceram por mim só.
Mas a famosa dos Estados Unidos, você acha que não tem uns cara que bota uns rifle com uma cordinha?
Doente, doente.
Nossa, o povinho, viu? Se você tá ouvindo aí dos Estados Unidos, o povinho.
Mas a famosa versão do ladrão preso na garagem que viveu de ração de cachorro acabou entrando numa zona de lenda urbana jurídica. Um dos que desmascarou a lenda urbana é o advogado Jonathan R. Brockman. Inclusive, ele aponta o fato de que a lei de lesão corporal pro caso de invasão é bem diferente. Uma pessoa deve, por lei, avisar os seus visitantes que a casa apresenta algum risco quando a visitam. Mas se a pessoa invadiu a casa, como ela seria notificada?
Então, óbvio, né? Precisou o Brockman aí falar, né?
Ai, gente, não dá. Mas assim, acho criativo, mas acho que é um caso também, é óbvio, não é, não é real e tal. Mas eu acho que tem vários casos que a gente consegue entender quais as brechas fora da lei. Eu ia falar por aí, sabe, que porque eles alimentam isso, ou que você consegue fazer isso. Exatamente. Eles têm, a gente fala muito sobre isso, né? Nós somos um país que nós não temos, a gente tem vergonha de lutar pelos nossos direitos, a gente não costuma processar, a gente não costuma ir atrás disso.
Então existem outros países que são países que vão mais atrás disso assim, né? E como os Estados Unidos, assim, no sentido de que a galera costuma processar mesmo. Eles não vêm— a gente tem mania de: ai, não quero magoar, não quero chatear, não quero dizer: ah, não resolveu. A gente não quer incomodar, né? Eu acho que é isso. E lá, lá assim, a gente vê umas brechas bizarras.
Eu lembro que teve uma época que aconteceu, eu lembro de ver uma Uma reportagem assim de cabeça que tinha umas pessoas que eles jogavam, pegava uma sacolinha de mercado, jogava no chão e pisava e se jogava no chão para falar que caiu porque a sacola tava no chão, para processar mercado.
Você processar e atropelam na rua, já vi muito filme assim.
Por isso que tem aquelas pessoas que colocam aquela dashboard, que é tipo painel do carro, coloca a câmera, porque esses casos rolam muito, né?
Tá, vamos para o próximo caso, que é cego no striptease. Uma dançarina erótica foi condenada pela Justiça de Goiás após um cliente perder a visão de um olho durante um show em 2013, numa casa noturna de Aparecida de Goiânia.
Meu Deus, o Chico Felipe!
Segundo o processo, o cliente teria tocado a dançarina enquanto ela se apresentava no palco.
Opa, não pode!
Essa prática é proibida durante a apresentação. E aí, por um reflexo, né, ela deu um chute pra trás, só que ela usava um salto agulha, que atingiu o olho do homem. A vítima perdeu a visão do olho esquerdo e precisou remover o globo ocular, passando a depender de uma prótese. A justiça decidiu que tanto a dançarina quanto o dono da boate deveriam indenizar o cliente em cerca de R$190 mil, além de pagar pensão vitalícia e custear a prótese ocular.
A defesa dela alegou que o chute foi involuntário e apenas um reflexo após o assédio. Mas o desembargador entendeu que houve responsabilidade porque ela assumiu o risco ao reagir daquela forma no ambiente cheio de pessoas. Aí eu achei tão problemático esse caso.
Ela foi assediada e ela perdeu na justiça. Tudo bem, assim, vamos lá, o cara devia ter chutado o outro olho. Perdeu foi pouco, perdeu foi pouco. O cara foi muito errado e ela reagiu por instinto. Eu Acredito, eu também acredito, porque é tipo, é a mesma coisa que eu não gosto, que me assusta.
E tipo assim, mas eu tenho uma reação meio violenta, violenta às vezes, de me assustar, de tipo assim, sabe, empurrar a pessoa, alguma coisa assim. Então eu acho que eu super teria um reflexo violento para cima de um homem que me assediasse.
E foi alta, porque aqui no Brasil não tem essas indenizações muito altas. Tudo bem que é só quando a gente é alguém pobre, que é aquela coisa aqui no Brasil, né? Aí alguém pobre, alguém pobre é processado, tem que dar R$200 mil. Aí processa um banco, os cara é R$10 mil de indenização, que é tipo o troco para eles.
Procurando Nemo, uma mulher quis presentear os filhos com animação Procurando Nemo.
Foda-se o Nemo também.
Então, que isso? Ele tá perdido porque é trouxa. Ele foi trouxa, ele fugiu porque ele quis, ele fugiu No entanto, ao chegar em casa e colocar o vídeo para os seus familiares, incluindo crianças, foi surpreendida com imagem de um filme pornô. Segundo a decisão da 27ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, abriu comunicações da SA e a Videolar. SA tiveram de pagar indenização de R$5.000 por danos morais a ela. Nossa, mas assim, realmente era uma locadora.
Nossa, acho que é locadora. Não, ela processou a Abril, no caso aí, a empresa que produzia os negócios, né.
Que loucura!
Tipo, foi um erro de prensagem, né. Que loucura! Será que alguém fez de propósito? Falou: "Mano, olha isso aqui, ó".
Eu não duvido nada. E cabe, né, posso dizer que eu já passei por isso, tá. Eu já contei esse caso aqui. É um caso bom pra fazer vídeo. Mas eu ainda não morava em São Paulo, vim pra São Paulo. Fui passear no Viaduto do Chá. É muita coisa de interior, né? Passear no Viaduto do Chá.
É meio perigoso, mas assim, é legal.
É bonito. Não, mas a gente tá falando de 30 anos atrás.
Era perigoso também, viu, querida?
Ah, não era perigoso, né? Claro que não.
30 anos atrás eu tinha 13 anos, eu já era office boy, era perigoso sim.
Não era perigoso. E nem é tão perigoso hoje em dia. Não, não é perigoso o Viaduto do Chá. À noite tudo bem, talvez seja meio perigoso. O que eu digo assim, furto de furto, não é ninguém com arma na cabeça.
É azulona, Passa grana, filhona!
Imagina, eu passo lá super.
Não, você dá com o celular na mão, o cara passa de bicicleta.
Ah, mas aí qualquer lugar. Qualquer lugar do mundo. Viaduto do Chá tinham, eu não sei como é hoje porque não tem barraquinhas, os cara vendendo os negócio, é mais esses cara que abria aqueles pessoal. Mas tinha várias barraquinhas vendendo filmes, né, pirata. Também não tem muito essa, essa, não existe mais isso hoje em dia, né, você vender filme e tal. E aí eu lembro que eu olhei e falei Aí eu falei: nossa, Shrek 3, né? Falei para minha mãe: quero comprar.
E a minha mãe comprou. Só que assim, o que a gente não sabia na época é que não existia Shrek 3.
Nossa, sabe o que eu lembro? Quando lançou Tropa de Elite 1, começou a ter vários Tropa de Elite assim, que vazou antes de lançar no cinema. Só que daí você ia nos camelô assim, tinha lá os filmes, aí tinha Tropa de Elite até o 5. Eu sempre quis saber quais que eram os outros filmes assim, né? Mas eu sempre fui Muito antenado, antenado. Então sabia que só tinha um que ia lançar. Eu lia a revista Sete, eu sempre fui um cara assim.
Aí falava: "Mas o que será que são os outros?" Deve ser um filme assim de ação genérico, assim, né?
E eu era uma criança tonta, porque eu só quis assistir Shrek 3 e não sabia que não existia.
E o filme pornô?
Não, e aí quando colocamos na TV era Conga Sexy, da Gretchen. Ah, a gente não viu, né? Era umas crianças. A minha tia tirou correndo. E aí foi isso. Eu lembro, mas eu lembro bem dessa situação. Lembra, né? Lembro bem. Contra a faculdade. Uma jovem de 27 anos, recém-formada em TI, formada em Tio, se o favor tivesse aqui, formada em Tio pela Monroe College de Nova York, entrou com uma ação contra a faculdade. Ela pediu o valor de $70 mil sob argumento que após 3 meses depois de formada, ela não conseguiu emprego.
Ela culpa a faculdade por não ter prestado apoio prometido. Em nota, a instituição respondeu: oferecemos apoio à carreira dos nossos alunos, esse caso não merece mais considerações. Nossa, nossa, que esquisito! Por que não respondeu assim: ela é loucona!
Quem é ela?
Quem é ela?
Quem é ela?
Gente, eu acho que eu nem sei o que dizer sobre o assunto, apesar que assim Tipo assim, é foda, né? Porque trabalho de TI realmente tem pra caralho, né? Se você não conseguiu, não, sacanagem. É que no caso dela, aí que é foda, porque tipo assim, se você for um TI zero, tiver assistindo isso e falar: "Pô, Mabel, tô tentando e tal." Mas é que eu tenho uma— é que é um Campo Grande, isso que eu tô querendo dizer, entendeu? Mas assim, não dá pra você culpar a faculdade.
Dá, então, até tem um ponto, não é o caso aí, mas se você tem deficiência de ensino, um menino na grade. Ah, tá, entendeu?
Tipo, coisas que prejudiquem para poder na hora de procurar um emprego.
Isso, isso. Aí eu acho que aí tem um caso. Nossa, querida, você quer um café?
Desculpa, desculpa.
Não, não é o caso, claramente. Tanto que os caras falaram, ó, meu amigo, vai tomar no seu cu, mas eles falaram de forma mais bonita.
Harry versus cerveja. Harry não gostava muito de cerveja, ele gosto ruim. Sim, mas depois de assistir a um comercial na TV onde apareciam muitas mulheres com poucas roupas que se juntavam a homens que abriam as cervejas, ele mudou de ideia. Convencido dos efeitos da bebida alcoólica, ele resolveu experimentar mais uma vez. Só que a bebida não cumpriu a promessa feita na propaganda. Nenhuma mulher linda se interessou por ele. Harry disse que a suposta propaganda enganosa lhe causou estresse e moveu um processo contra a cervejaria Einhornsauer Busch.
Como que fala isso? Eu não sei, não tô vendo. Não, você vai falar assim, não. Ele pediu uma indenização de $10 mil, mas não ganhou a causa.
Nossa, os caras podiam dar riu assim, falando: nossa, você tá patético! Porque ele fez de propósito igual o mano do Asa lá. É muita coisa de estadunidense essa coisa aí.
Patético, patético, cara. Cadê minha casa?
Você gostava do filme Cara, Cadê Meu Carro?
Adorava.
Eu não gostava.
Eu gostava muito da Sean Connery na década de 70.
Fala se você gosta agora. Eu gosto do outro, do Sean William Scott, é o nome dele.
Quem que é esse?
É o cara, o amigo dele, o loiro, que era do American Pie, Chifler.
Uau, no filme Cara Que Ele Meu Carro? Ah não, bravo, que era ele, o Chifler, que tem a mãe, que é a Jennifer Coolidge, que é os gay quer matar nós lá. Ai, sim, os gays querem me matar, a gente ama tanto.
Que que é essa session, né?
Não é White Gloves. Na década de 70, Neville Preshaw, um engenheiro, visitou a remota Ilha Torrey na costa do Irlanda, Orlando, Orlando, Orlando, na Irlanda, e se apaixonou tanto pelo lugar que ele abandonou a carreira para fazer um filme sobre a vida ali. Enlouqueceu.
Tem grana, né? Ele não abandonou para ir morar lá e ficar tranquilo, ele queria fazer um filme, exige risco e recursos, né?
Em 82, ele comprou uma casa na ilha, mas ele acabou depois se estabelecendo na Nova Zelândia. 10 anos depois, ele recebeu uma proposta de compra do imóvel móvel. O interessado ofereceu 1/7 do preço pedido por ele, então ele recusou a oferta.
Porra, mas também é foda, né? Porque se fosse assim, sei lá, 20 mil a menos, beleza, vai ter que pintar e tal.
14 anos depois, ele recebeu uma carta da prefeitura local informando que danos causados por uma tempestade haviam deixado sua casa em estado precário, o que era improvável considerando que a casa tinha paredes de pedra com cerca de 1 metro de espessura. Cara, ele então voltou à ilha para verificar se tu— ao chegar lá, ele descobriu que a sua casa havia desaparecido sem deixar vestígios. O hotel em frente havia ampliado seu estacionamento para ocupar o terreno onde ela ficava.
O desaparecimento da casa foi tão bizarro que ele sofreu um colapso nervoso. Após uma longa investigação, descobriu-se que a casa havia sido destruída por um incêndio criminoso. Ele processou o proprietário do hotel, Patrick Duran. E embora não tenha sido possível provar que ele tivesse cometido incêndio, ele recebeu uma indenização por invasão de propriedade de $600 mil, $600 mil dólares, uma vez que Duran foi considerado responsável pela remoção dos destroços da casa, né, por ter lucrado com a destruição.
Em 2013, ele disse: a ilha é linda, o que aconteceu com a casa na ilha é muito triste, me causou muitos problemas, mas no fim das contas você tem que perdoar a todos porque não dá para guardar rancor por tudo.
Ah, mas dá. Nossa, tem uma coisa que eu guardo, é rancor.
Nossa, Thiago guarda muito rancor.
Não, mas assim, vocês não têm noção. Assim, pensa assim: Thiago guarda dinheiro? Não. Não. Thiago guarda informações? Não. Às vezes. Agora, rancor, ele tem. Se tem uma coisa que eu—
Ele é rancoroso. Que me machuca tanto é brincar comigo sem eu ter feito nada. Se tem uma coisa que eu não admito— É brincar comigo, brigar comigo sem eu ter feito nada.
Essa é qual? A do cachorrito?
É. Vem aqui que agora eu tô mandando, vem meu cachorro, sou a dona, tá mandando.
Denúncia, Kelly Key, você vai responder na justiça agora, já que estamos falando de tribunais, mas não para mim. Essa música, Kelly Key, ela foi lançada, sei lá, em 2003, sei lá, anos antes, o Toy Shop, uma banda brasileira que acabou já, que só, eu sou a única pessoa que acho que talvez lembre, além dos integrantes que fizeram parte muito a banda. Tinha uma música que era a mesma letra dessa música, só que em inglês. A Toyshop era uma banda brasileira, cantava em inglês, que tem a música que eu recomendo muito, chama Daydream.
Que você vai pegar uma música feminista e eu vou usar outra mulher, porque a música, a vocalista era uma mulher.
Mas, mas onde tá isso?
Eu sempre quis falar isso em algum lugar.
Eu achei que você trouxe essa informação porque o episódio Tribunal, e eu tô falando pro Toyshop processar Kelly Key retroativamente, que A Kelly Key, se você abraçar o Thiago, eu te passo todas as informações.
Será que a Kelly Key ouve aqui? Kelly Key, um beijo. A Kelly Key é legal, eu não sei.
Ela é, pô. Lógico.
Não, eu não quis falar mal nem bem, assim, eu tô neutro.
Não, você tá zero neutro.
Não, tem a Baba Baby.
Aqui a gente não critica Kelly Key.
Baba Baby, eu sou contra Kelly Key, porque na verdade o cara tava certo. Porque o cara era mais velho e ele não queria a menina mais nova.
Não fala mal da Kelly Key.
Eu não tô falando mal da Kelly Key, eu tô falando mal Mas ninguém falou sobre essa letra linda. Ah, vira e mexe a internet traz. É sempre essas coisas que aparecem de vez em quando assim, ai, sex, no leão.
Você tá bem internetzinho, mas eu não tô falando mal da Kelly Key. Kelly Key, um beijo. Eu não gostei.
Ai, Marina está com sono, vai, você vai estar chata.
Ai, ai, ai, ai, ai, quer saber? Eu vou processar você, eu vou processar você por estar me irritando aqui no final do episódio.
Não é final ainda que tem as indicações bizarras.
E eu ia falar isso agora.
E a Nara, que está com um cardio sono. Gente, eu tô carregando nas costas esse episódio, gente. Tá difícil.
E se você acha que esse episódio acabou agora, você está enganado, porque nós vamos entrar no Dicas Bizarras. Qual sua dica bizarra, Thiago?
Eu já soltei um monte de música por aqui durante o episódio, então elas vão valer como dica te avisar. Mas eu tenho uma dica gameística que eu acho que é a primeira vez que eu dou uma dica. É porque eu terminei, terminei não, na verdade não, falta o último chefe só. Donkey Kong Tropical Freeze, tá? Do, eu tô jogando, não, é, não, eu só parei e quando eu cheguei nele eu parei, porque não, mas é que eu tô demorando, eu tô jogando bem devagarzinho, tá?
Mas assim, o que precisa falar, né? Donkey Kong, né? E a Marina acha que ela fala sempre, ah, eu jogo Donkey Kong, joga nada. Você joga bem Donkey Kong?
Porque eu jogo muito bem Donkey Kong.
Você vai lembrar. Nossa, vou contar, vou expor você agora aqui. Você sempre falou que você era a melhor de novo.
Não, eu já ia perder para o Bispo também. Bispo também é melhor que eu no Mario Kart.
Ou seja, duas pessoas são melhores que você.
Sim, mas você, eu só joguei uma vez Mario Kart. Eu preciso jogar mais para ter certeza que eu sou pior melhor que você. Você é, mas eu sou muito boa no Mario Kart.
Não, não tô falando que você é ruim, você não é a melhor, porque eu ganhei de você uma vez.
Eu acho que não, você não quis jogar mais, você não lembra?
Não, agora falando sério, você ficou irritado, não quis jogar mais.
O Bispo jogou algumas vezes, ele ganha de mim em todas. Então Bispo é gamer, é melhor que eu. Mas um beijo, Bispo. Um beijo. Mas Rafael Bispo, um amigo, um amigo e um querido, e um querido.
É, inclusive o Fih atribui a ele o conhecimento de vários dos artistas que o Fih traz aqui.
É verdade. E falando no Bispo, a vez que era o Bispo, ou era o Bispo, acho, tem uma vez que a gente tava na casa do Fih, era tipo 3 horas da manhã, e aí a gente tava jogando e a gente começou a ganhar muito do Fih. Ele ficou puto, ele foi dormir irritado, e a gente ficou lá jogando. E a gente, aí a gente foi acordar ele para provocar, perguntando se ele queria perder Eu não quero mais.
Porque vocês são pessoas horríveis. Não, mas o Fih também é horrível, então tá tudo certo.
Então tá tudo certo. E eu quero divulgar— divulgar— eu quero indicar um K-drama que eu estou viciada, que é Um Advogado Fantasma. Tem a ver com sobrenatural, tem a ver com episódio, é muito legal.
Mas é um advogado que é fantasma mesmo?
Ele, tipo, tem uma portinha aberta ali pro mundo sobrenatural.
Ah, tá.
Consegue tipo falar sobre os casos e tal, porque ele tem uma diquinha ali. E é isso, vamos finalizar o EP.
Vamos finalizar o EP. Gostou? Apesar que você tava aí com sono, eu carreguei aqui, sabe? O morto muito louco, era eu nesse episódio. Assim, às vezes eu fiz, como é que é, stop motion com você dormindo.
Não, gente, foram— eu tô gravando às 7 horas hoje, tipo faz 7 horas que eu tô gravando, eu tô meio Eu não fiz nada, peço desculpas.
Quem mandou marcar aquele dia?
Não, mas você rendeu, fica tranquilo.
Mas eu rendi, eu dei tudinho. Mais ou menos, 70% de você. Eu rendi 150%.
Gente, se vocês puderem assistir o episódio extra de julho, vocês vão ver que eu vou acabar com o Thiago.
Pior que é verdade.
Com razão, como vocês podem ver. É isso, um beijo, tchau e até o próximo.
Tchau, beijo, até o próximo.
Netflix
Advogado FantasmaTeatro Youtube