CB #182 - Emborrachada noiva demoníaca com Fabão e Tiago P. Zanetic
No episódio de hoje discutimos sobre uma Sexta-Feira Santa muito estranha (que envolve a Mabê), dicas nada convencionais de como lidar com uma assombração e uma noiva de borracha endemoniada!
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Dicas Bizarras:
▪️Obsessão ▫️ Prime Vídeo (Fabão)
▪️Filmes: Mestres do Universo e Street Fighter - 2026 (Tiago)
▪️Flores Partidas ▫️ Prime Vídeo (Tiago)
▪️Smiling Friends ▫️ HBO Max (Mabê)
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Mabê B
Fabão
Tiago P. Zanetic
- Relatos de Casos BizarrosA sexta é santa, a gente não · Paralisia do sono e entidades · A noiva demoníaca de borracha · O cachorro sem cu · O caso da funcionária Paula
- Discussões e ComentáriosCancelamento e comentários negativos · O significado de "fechar o cu" · Discussão sobre Grindr e relacionamentos · A lei do silêncio (Psyll) · Asexualidade e bissexualidade · Paralisia facial e areia movediça
- Experimento e GravaçãoGravação de dois episódios e Jornais Bizarros · Formato de correspondente em vídeo · Teatro Caso Bizarro ao vivo · Experiência imersiva com a Enel
- Filmes e Séries em CartazObsession (2026) · He-Man e Street Fighter (trailers) · Flores Partidas · Smiling Friends
- Experiências e interpretação pessoalViagem à Amazônia e papel indígena · Crise nervosa após caso da boneca · A fragilidade da vida e a morte · A importância de abraçar a identidade
Mabê:Sejam bem-vindos a mais um Caso Bizarro. Eu sou a Mabê e hoje eu tô aqui com Thiago Pesanetti e Fabão. Nossa, fizeram bonitinho meu nome, obrigado, gente. Vou fazer esse corte, colocar no meu Tumblr.
Fabão:Especial do Thiago hoje.
Mabê:Especial Thiago.
Fabão:A night of talking Thiagos.
Tiago P. Zanetic:Gente, hoje vai ser um experimento.
Fabão:Quando não é?
Tiago P. Zanetic:Quando não é? Não, a gente ia gravar 2 episódios. Eu tô contando pro público, porque o público aqui, a gente é muito natural. Sou mulher transparente, eu não sou que nem a conta do Workaro, entendeu? Vou lá e conto mesmo.
Fabão:Inclusive, tava te pedindo dinheiro.
Tiago P. Zanetic:Ai, amigo. É que então, meu pai... Meu irmão. Eu preciso de um dinheirinho.
Fabão:Eu preciso de um dinheirinho.
Tiago P. Zanetic:Mas é coisa pouca.
Fabão:É, não, tranquilo. Coisa que você faz aí no dia a dia.
Tiago P. Zanetic:Gente, desculpa, a gente vazou hoje. E a gente tá muito... É o assunto do momento. E a gente aqui vai falar sobre o quê? Sobre besteira, né? É o nosso trabalho, o que eu posso fazer?
Fabão:Eu vou vazar coisas no meu WhatsApp já.
Tiago P. Zanetic:Você vai vazar, é boa. E aí, a gente tinha gravado 2 episódios e 2 Jornais Bizarros. Aí a gente matou os jornais. Daí eu e o Thiago nos viramos depois. E a gente vai só fazer os episódios hoje. Tá, tá.
Fabão:Eu posso aparecer como no Jornal Bizarro? É uma promessa. No Jornal Bizarro, você fala assim: "Estamos com o nosso correspondente agora". Eu posso aparecer de algum lugar, tipo assim?
Voz D:Ai, nossa, graça! Nossa, foda!
Fabão:"Não, daí você grava sua porra." Eu gravo de onde eu tiver, eu posso gravar da minha casa.
Mabê:A gente manda notícia, você lê.
Tiago P. Zanetic:"Ué, perfeito, vamos fazer isso." Caralho, homem, isso! E a gente reage.
Mabê:A gente reage, faz tela dividida e coloca um RuneScape. Não, RuneScape não, como é aquele que fica pulando lá, Subway?
Fabão:E eu quero que você me pergunte alguma coisa, eu fico tipo...
Tiago P. Zanetic:Isso!
Mabê:"Sim, sim, estamos aqui." Eu fico tenso toda vez quando tem aqueles segundos.
Fabão:Parece que não vai me dar nervoso.
Mabê:Aí, às vezes não funciona.
Fabão:"Ai, que desespero que eu fiquei." A gente tem que encher agora a língua, esse kebab tá mastigando.
Mabê:É isso, vamos encher linguiça.
Fabão:Ah, e também o que me deixa muito desesperado é desigualdade, né.
Mabê:Não, desigualdade... Eu também fico desesperado também, porque...
Fabão:Agora eu tô comendo, agora você fala.
Tiago P. Zanetic:Tranquilo, voltei, galera. É assim, hoje é um experimento. A gente acabou de ter o teatro Caso Bizarro ao vivo.
Fabão:Quero saber tudo, eu não fui.
Tiago P. Zanetic:Foi muito legal. Foi com Camilla Frender, com Maqui Nóbrega. Só as mulheres, só podcasters 40+. Entendeu?
Mabê:E, amigo... Você assumiu a skin? Você não fez ainda?
Tiago P. Zanetic:Eu não assumi, é porque eu ainda não completei 40.
Mabê:Então você não tem 40?
Tiago P. Zanetic:Não, mas daqui a duas semanas.
Mabê:A minha cultura não é brincadeira não, não é fantasia, pô.
Tiago P. Zanetic:Mas o que eu ia falar, que tipo, no teatro teve uma hora que a gente contou um caso de uma mulher que foi presa 3 vezes no elevador. E aí acabou o teatro, beleza, a galera foi embora. E aí, amigo, deu um apagão no Frei Caneca e as pessoas que foram no teatro ficaram 30 segundos presos no elevador.
Mabê:Eu gostei da gravidade dos 30 segundos.
Fabão:Não, mas 30 segundos no tempo de ouvinte de podcast é muita coisa.
Mabê:Nossa, é muito tempo.
Tiago P. Zanetic:E a galera tá agora me acusando de fazer uma experiência imersiva, entendeu? De eu ter colocado o sinal.
Fabão:Mas você falou que era, você falou que ia ser igual o pão, igual aquela... Escape room. Não, aquele negócio de Van Gogh. Do Van Gogh?
Mabê:É, do Van Gogh. Ah, é como que eles falam?
Fabão:É imersivo.
Tiago P. Zanetic:Então eu tô aqui hoje pra realmente assumir que de fato foi uma estratégia do Caso Bizarro. Foi uma collab que a gente fez com a Enel. E aí a gente organizou tudo isso.
Fabão:Por que a Camilla Frender tá a acabar a luz? Porque eu fui fazer o "Energia Nossa" em Vitória. Inclusive, um beijo pra galera de Vitória.
Tiago P. Zanetic:Então a culpa é da Camilla Frender.
Fabão:E era num teatro.
Tiago P. Zanetic:Ai, mas sabe o que eu acho também? Que teve uma hora que foi até uma coisa da Camilla. Sugeriu que a gente fechasse todo mundo o cu ao mesmo tempo. Porque a menina fechava o cu e tal. E essa mesma menina, a gente fechou o cu.
Fabão:Ah, tá fazendo retroativo.
Tiago P. Zanetic:Tô fechando agora. E a gente fez uns, tipo, um, dois, três. Aí todo mundo do teatro fechou o cu dela. Falou: "Será que a gente fez alguma coisa errada?" Fez até aquele barulho, assim, ó.
Fabão:"É, não dá uma bala o climático?" E aí, no dia seguinte chove em São Paulo, olha o trânsito.
Mabê:Nossa, é verdade.
Fabão:Porque na hora que você faz assim, querendo ou não, você pega um pouco de oxigênio. Aí, imagina várias pessoas fazendo isso, você desmaia uma população.
Mabê:Nossa, é verdade.
Fabão:Dá teto azul, assim. E o efeito borboleta disso.
Mabê:Puxou oxigênio todo. É, exato. Provavelmente assim, sei lá, em algum lugar das Filipinas, alguém fez... E nada, que todo mundo soltou.
Fabão:É quase uma claquete, é quase um...
Tiago P. Zanetic:É, não, foi de... Foi de surpreendedor, assim.
Fabão:Nossa, rompe a barreira do som, né?
Tiago P. Zanetic:E a Camila comentou o seguinte, ela: "Sim, acabou a luz do shopping, amiga. Será que foi a gente fechando o cu?" Ela comentou que todo mundo fechou. Ah, eu confio.
Fabão:Posso falar?
Mabê:Posso falar? Eu fiquei meio olhando pra ver se as pessoas se moviam de alguma forma.
Tiago P. Zanetic:Não, ficou todo mundo meio, sabe? Segurando a respiração.
Mabê:Aí o meu foi tipo retradatório, né?
Tiago P. Zanetic:Foi, foi. A Maíra fez até aí, aí todo mundo: tudo bem. Aí eu falei: gente, eu nunca fiz isso. E ela: amiga, como você nunca fez isso?
Mabê:É tão óbvio que eu achei. Mas ela já deve ter, já fez, certeza. Eu não sei se você já fez.
Tiago P. Zanetic:Não, nunca fiz.
Mabê:É, você não se lembraria, né?
Fabão:Faz aí pro pessoal de casa.
Mabê:Até aí, tudo é assim que ela fala, você comenta.
Tiago P. Zanetic:Exato, tem que comentar.
Mabê:Agora eu vou morder de novo, daí vocês Não, você tem que falar o demônio. Não, ela quebrou a sketch aqui, vai.
Fabão:Ai, que saco, velho. Inclusive, quando esse episódio terminar, a gente vai ler os casos, fiquem tranquilos. No YouTube já saiu meu vlog da Amazônia, que é a minha volta ao YouTube. Olha só, eu na Amazônia dando uma de descobridor. Gostei, gostei, gostei, gostei de Manaus, gostei de Tefé. Gostei de ter plantado árvore.
Tiago P. Zanetic:É verdade que você foi chamado pra interpretar um papel indígena? Sim. E você foi cancelado por isso?
Fabão:Então, o que aconteceu foi: eu cheguei na aldeia indígena.
Tiago P. Zanetic:É a primeira vez que ele fala sobre isso.
Fabão:É a primeira vez que eu falo sobre isso. Eu cheguei lá e eu me propus a ir como ilustrado pelos americanos. Então eu fui completamente nu.
Tiago P. Zanetic:Tá.
Fabão:E quando eu cheguei lá, eu fui completamente rechaçado. Tanto que tem uma parte no vídeo, eu acompanhei tudo que eu não sabia. Quando eu vi eles jogando bola, eu falei: "Bem, eu sei como isso funciona". E não fui acompanhar. Isso foi visto com péssimos olhos, porque falam que jogar bola é um ato pras divindades, né. Mas assim, fora isso, sentir o abraço da Mãe Natureza, agradecer à Mãe Natureza, eu que faço parte, né. Eu que também sou considerado uma mãe também, na natureza, né.
Mabê:Você é uma mãe natural.
Fabão:Eu sou uma mãe natural. Natural?
Tiago P. Zanetic:É, era natural até chegar o Emílio.
Fabão:Isso, até chegar o Dr. Emílio, era a mãe natural.
Mabê:Depois a mãe... Até que não, quando cheguei no Emílio, não tava tão natural ainda não.
Fabão:Não tava tão pura assim também não. Tava natural, mas não tava tão natural. Mas agora natural sobraram os cílios.
Mabê:Por ora, por ora.
Fabão:Por ora, por ora.
Voz D:E aí?
Mabê:Não tem um lance que tá fazendo um negócio nos cílios? É o quê? Transplante? Isso, isso, que é aquela mina lá que escreve com AI na Folha de São Paulo, não é? Aquela alguma coisa, não sei o quê, lá, cílios ou sobrancelhas. É isso que ela cobra, R$12 mil. É para fazer um transplante de algum pelo para sobrancelha ou para o cílio.
Fabão:É do púlpito para sobrancelha.
Mabê:Ah, sim. Não, é penteado.
Fabão:Se eu tivesse que escolher algum pelo do meu corpo, eu escolheria provavelmente do cu, porque é mais liso, né?
Tiago P. Zanetic:Do braço.
Fabão:Na verdade, tem o braço, mas não é grande o suficiente.
Mabê:Tem que ser pelo é meio meleado mesmo, assim.
Fabão:Mas é porque do lado da zona erógena é muito mais crespo. Imagina sobrancelha crespa, eu queria um livro.
Mabê:Pô, mas você já viu gente que tem sobrancelha crespa?
Fabão:Não existe, gente.
Mabê:Tem, eu tinha um amigo que tinha. E ele tinha a mania de enrolar. Ela tinha, sabe aquele onduladinho assim?
Tiago P. Zanetic:Crespo, tipo assim, sabe? Não é tão enrolado.
Mabê:É um pentelho.
Fabão:É pequeno, né? Não hoje, né? Hoje eu vim com ele, mas eu tô com mania de pentear lá pra cima pra dar um ai.
Mabê:Tem um nome isso, não tem? É wild? Desculpa, não me ouvi bem de você, tá?
Fabão:Mas é porque wild, do português, é selvagem. E eu vim de onde?
Tiago P. Zanetic:Da Amazônia. Direto?
Mabê:Direto, ele saiu direto de... Mas você veio mesmo direto de Manaus?
Fabão:Não, quando eu saí do barco, algumas pessoas correram. Falaram: "Meu Deus, a onça!" Eu falei: "Não sou eu." O pessoal: "Ah, tá, porque você saiu de quatro." O pessoal, na hora...
Mabê:E aqui no centro, você anda de quatro, falam o quê?
Fabão:Mas um dia tu vai bom, né? Olha ele lá de quatro. Olha lá o Fabrício, que bem que você falou que ia ficar de quatro.
Tiago P. Zanetic:Então sejam bem-vindos a um novo episódio que está acontecendo aqui nesse exato momento.
Fabão:Vamos mudar até o nome do podcast também.
Tiago P. Zanetic:E antes de eu falar sobre os casitos, pode morder no microfone, Thiago, hoje é um experimento.
Fabão:Não, eu tô evitando.
Tiago P. Zanetic:Antes de eu falar sobre os casos Eu quero lembrar vocês que dá para assinar Caso Bizarro. Olha só, sabe como? Como você vai nos links que estão aqui na descrição desse episódio. Então você pode apoiar através do Orelo ou através do Apoia.se. E é muito importante porque garante que a gente continue aqui podendo comprar essas coisas, podendo pagar a passagem do Fabão para estar aqui entre nós, podendo pagar pagar, tipo, em breve a gente vai pagar o pubis. E também a viagem da Amazônia, a viagem da Amazônia do Fabão. O Caso Bizarro foi um dos patrocinadores, né? Foi o Caso Bizarro, na verdade, que pagou totalmente, né?
Fabão:Então assim, eu vi o Curupira por causa deles, através disso.
Tiago P. Zanetic:Então, gente, muito obrigada, porque vocês estão financiando a cultura brasileira, o turismo brasileiro, o turismo brasileiro, do turismo.
Mabê:A própria Secretaria do Turismo, que era, que você falou que era Ministro da fauna e flora?
Fabão:Ministro da fauna e flora.
Tiago P. Zanetic:Ministro da fauna e flora.
Mabê:Da fauna e flora ambiental.
Fabão:Da fauna e flora ambiental, porque tem a flora intestinal.
Tiago P. Zanetic:E a gente tem.
Mabê:Ai, não aguento mais receber notificação daquele corte que furou a bolha da gente falando dos órgãos.
Fabão:Nossa, até o meu terapeuta me bloqueou.
Tiago P. Zanetic:As pessoas não entendem que é uma piada.
Mabê:Não, é impressionante. Tipo assim, se a gente estivesse falando sério, tipo, sei lá, um podcast sério assim, cara, a gente tá tirando o maior barato, tá rindo da mulher.
Fabão:Ele tá de cabelo azul no vídeo.
Mabê:"Não, é, não tem como levar a sério, sabe?" Sim.
Fabão:Tem um gay circense e um ruivo.
Tiago P. Zanetic:Teve um cara que falou assim...
Mabê:E tem o Marcel, que é o único que eu acho que eu olho assim, passa um certo nível de seriedade.
Tiago P. Zanetic:Não, tem um cara que falou assim... E um ator. Um ator. Um cara que falou assim: "Ai, não vou nem levar a sério." Eu falei: "Que bom, porque talvez você seja o único que tem deixado de ser burro." Aí eu não aguentei, eu xinguei.
Mabê:Eu vi que você xingou. E foi o único que você xingou. Aquele dia que a Babi acorda pra violência.
Tiago P. Zanetic:É, tem um dia que eu acordo pra violência. E eu acordei esses dias pra violência. E eu dei uma respostinha meio escrota pra uma mina. Não vou falar o episódio, que foi uma resposta no Spotify.
Mabê:Você não deu resposta escrota, né? Pareceu escrota, essa que é a questão.
Tiago P. Zanetic:Não, eu fui... como é que fala? Grato. Passivo-agressiva.
Fabão:Tá, tá.
Tiago P. Zanetic:Eu falei assim: "Que bom que você não gostou, eu gostei, haha".
Fabão:Ah, tranquilo, uma resposta.
Mabê:Sim, você não falou que bom, você falou que pena.
Tiago P. Zanetic:É, que pena, tá. Mas não, mas eu fui passiva agressiva, eu sei que eu sei.
Mabê:É normalmente, né?
Tiago P. Zanetic:Eu sou, mas eu costumo responder as coisas. E aí ela disse que ela denunciou meu comentário para o Spotify como agressão.
Fabão:Queria dar vocês, você quer ir para cima de uma bêbada? A mulher que quebrou o braço de uma garçonete na festa do Spotify e o Spotify mandou uma mensagem agradecendo a ela por isso. Amigo, você... Ah, garota, sabe? Teu ultimã, que ninguém sabe quem é você. E digo mais, eu vou lá no teu comentário agora, quero ver você denunciar o meu. Eu quero ver.
Tiago P. Zanetic:Você não sabe o que ela respondeu, Felipe.
Fabão:O que ela respondeu?
Tiago P. Zanetic:Ela falou que ela denunciou e tal. Ela falou: "E se você pensa que perdeu um ouvinte, tá enganado, porque eu vou continuar ouvindo." Porque a qualidade do produto é a minha mesma. "Me passei, amiga." Ela me amassou com audiência, né. E aí, por isso que eu ia agradecer, entendeu? Então assim... Depois o Fabão: "Opa, me passei." Isso eu diria pra quem tá com a minha mão.
Fabão:Mas pra essa...
Mabê:Isso, Dani.
Fabão:Tô dando cenário, sou uma pessoa de cenário.
Mabê:É que ele é o autor do método. Quem não conhece, ele tá sempre no método.
Fabão:Mas então, se alguém denunciasse seu comentário e falasse algo ruim de você, essa seria a resposta que eu dou. Agora, pra essa ouvinte, Muito obrigado, meu amor.
Tiago P. Zanetic:Muito obrigado, querida. Foi um amor. São poucas vezes que eu fico passiva-agressiva, mas foram essas duas aí. Mas é assim, gente, eu acho que em 4 anos de podcast do Caso Bizarro, e 6 se a gente contar que ele ficou 2 anos morando na barriguinha do Maldos Operandi, em 6 anos eu só xinguei 2 vezes. Então assim, tá bem de boa.
Mabê:Às vezes eu tenho que acompanhar, eu preciso sempre ficar de "oh, Fabão, come aqui".
Fabão:Ai, gente, mas é Porque assim, ainda mais agora, com esse negócio de Copa, eu falei: "Eu sei que eu vou encontrar uma galera que vai furar uma bolha que não é a minha".
Mabê:É verdade.
Fabão:E aí vem uma galera, eu entendo da galera questionar, tipo assim: "Ai, por quê?" Porque aí você já dá uma resposta. "Ai, porque a gente quer democratizar o assunto, a gente não quer só que uma parte brinque com a bola". Então aí a galera já entende. Mas quando vai pra um lugar, tipo assim: "Ai, quem botou esse viado aí? Ai, amor".
Mabê:E o pior é que assim, o geral é um público muito... Mas só pra finalizar esse lance dos comentários, quer falar? Como eu acompanho bastante, pra ver o que funciona, os casos selecionados, as coisas assim. Eu gosto pra ir modulando o que a gente faz, né. Tem pouca gente que não saca ainda o podcast, assim. Mesmo quando tem outras pessoas, tipo, ah, sei lá, traz o Ronald Hills. Aí traz... São pessoas... São bolhas, né. É, e são sabores diferentes, assim, né. E a graça é mudar, é ter várias coisas, né. Você gosta dos sabores diferentes, texturas, sabores, sons, tamanhos. E é isso, mas é isso, não entendeu? Ah, fazer o quê também?
Fabão:Vai estudar, vê de trás para frente.
Mabê:Não, vai estudar. Não é, se bem que assim, se eu chegar a falar para você vai tomar no cu, você vai falar gosto.
Fabão:Que isso?
Mabê:Desculpa, retiro o que eu disse.
Fabão:Mas se eu falo para pessoa vai estudar, que chocado. Tchau, tchau! E é sobre isso, e tá tudo bem, tá tudo bem.
Mabê:Aí tá tentando defender essa casinha aqui.
Tiago P. Zanetic:Essa casinha tá ótima, ela é a casita, que é a casinha. Que denuncia, tá dando audiência.
Fabão:É verdade. E deixa para os ouvintes, ouvinte cai em cima, meu seguidor sozinho. Ai, eu mando no canal de transmissão e fala assim: gente, vocês viram os comentários que estão fazendo comigo? E daí, ó, é isso, deixa.
Tiago P. Zanetic:Não, isso não.
Mabê:É o gabinete do ódio.
Fabão:É o meu bunker, eu tenho um bunker. Eu vou mudar o nome do meu canal de YouTube pra bunker. É um bunker. Nossa, acho que eu vou colocar o nome do meu canal pra gabinete do ódio.
Tiago P. Zanetic:Puta merda.
Fabão:É um gabinete do ódio.
Tiago P. Zanetic:Perfeito. Tá, vamos começar o podcast. Peço perdão a todos.
Fabão:Galera, que eles gostam.
Mabê:É aquecimento, é aquecimento. Ninguém entra no seco, não.
Tiago P. Zanetic:Antes da gente entrar... Que isso? Antes da gente entrar nos casos propriamente ditos, Tiago, que é o roteirista, achou de bom tom colocar um print do Grindr do Vitor. Bom, a gente não sabe, tem medo. Diz que o Vitor Sampaio Conde— gente, mas precisa colocar todos os nomes.
Mabê:Ah não, a pessoa mandou, eu achei que de bom tom acreditar.
Tiago P. Zanetic:Que mora na rua. Mas então, ó, o Vitor Sampaio Conde mandou um print do Grindr. Sou eu que achou que a gente poderia apreciar, não seria tudo, seria tudo. Mas ele falou: eu não tô mais no Grindr, eu saí. Ó, vim no shopping comprar roupas.
Mabê:Ela usa o Grindr assim, mas eu queria entender, é os grindeiros.
Tiago P. Zanetic:Teve um amigo nosso que deu o match esses dias no Grindr com um cara, lembra? O cara, ele Falava que tinha um pauzão. E aí, eu acho que tudo bem, ele tá contando o negócio dele. Aí ele falava que ele era ativo. E a terceira coisa era: "Você sabe costurar roupa?" Tipo, a gente ficou pensando: ele tá no lugar que ele tá querendo transar com uma pessoa, mas ele também tá procurando alguém pra costurar a roupa dele.
Mabê:É, maximizando o tempo, é isso aí, entendeu?
Tiago P. Zanetic:É uma pessoa que tá otimizando, né? Talvez esse cara aqui do...
Mabê:Pode ser que ele não arranjasse alguém pra comer ou dar. Mas ele arranja o costureiro, um amigo.
Fabão:Não, não sei, a gente vem comprar roupa, um amigo que tipo assim, ai, posso conhecer?
Tiago P. Zanetic:Eu também estou querendo dar umas opiniões.
Fabão:É tipo assim, nossa, calça ficou linda, sabe?
Mabê:E essa prega aí?
Tiago P. Zanetic:Essa prega? Bom, e é isso então.
Mabê:Mas espera aí, eu só tenho uma dúvida sobre Grindr, que o cara colocou vir no shopping, no caso, né, comprar roupa. Então ele tá falando, bom, vou comprar roupa, vou lá na numa Magazine lá comprar uma camiseta escrita 1989, Est, não sei o quê lá. Aquelas camisetas genéricas que tem. E daí, se tiver alguém no banheiro querendo um...
Fabão:Mas tem emoji, você sabia? Não, nesse não.
Tiago P. Zanetic:Mas o emoji de roupa tem alguma coisa a ver?
Fabão:Então, eu acho que não.
Tiago P. Zanetic:Eu acho que isso aqui não, acho que ele é um cara que só fez uma viagem e...
Fabão:Ele tem 20 anos.
Mabê:Ah, 20 anos é zoeira, é genzinho. Genzinho.
Tiago P. Zanetic:Eu acho que é meio...
Fabão:É twink esse daí.
Mabê:Twink comprando roupa.
Tiago P. Zanetic:Vamos pro primeiro caso, que é: "A sexta é santa, a gente não." Oi, Mabel, Fabão e Tim. Meu nome é Andresa.
Fabão:Eu adoro quando eu vou: "Oi, Mabel, Fabão e Tim." It's you, né? It's you, né? It's you, ah, fuder!
Tiago P. Zanetic:Meu nome é Andresa, tô vindo contar um caso fresquinho que rolou na última sexta-feira santa. "Eu tenho uma filha de 6 anos e no feriado tinha combinado com uma amiga de irmos ao Parque Cidade da Criança em São Bernardo do Campo." Meu Deus! Ai! "Ivo Parque, Cidade da Criança." Ai, gente, mas sabe que eu tô com uma dificuldade de compreender um pouco o universo? Eu tava esses dias no elevador, cheguei em casa e eu tava...
Mabê:"Mas por que as coisas acontecem? Se uma árvore cai na floresta..." Faz som, se não tem ninguém pra ouvir.
Fabão:Essa semana eu tava na academia e meu personal falou assim: "Respira". Eu tinha esquecido, eu tava assim, ó.
Mabê:Igual ela no Lina que a gente gravou, que ela não piscava. Vocês estão desligando aos poucos.
Fabão:Estou desligando aos poucos. Até o final desse mês, tipo, eu só tô assim. Um morto muito louco. Mais nada, um peso de papel.
Tiago P. Zanetic:Tá doendo, gente. Eu tô com um problema no ombro. Sabe o que é uma bursite, amigo?
Fabão:Pode ser.
Mabê:Eu falei que eu acho que é isso.
Tiago P. Zanetic:É doença de velho.
Mabê:Não, pô, não.
Tiago P. Zanetic:É, tem uma galera jovem que tem, mas eu tô com uma dor muito grande no braço. Sério? Claro que não. E mas o que eu ia falar, que esses dias é uma coisa assim, que dor no braço, não falar que bonitinho, olha o bracinho dele.
Mabê:Ai, meu Deus, bebê é foda, porque se o bebê tá zoado lá e aí você mexe nele, você não sabe se o braço dele dói. Mas neném chora pra tudo.
Fabão:As pessoas falam: "Ah, tá chorando." Mas são choros diferentes, né?
Mabê:Tem um jeito de chorar. Pior que é mesmo, né? Não é menina, desculpa.
Tiago P. Zanetic:Não é menina. Não, mas esses dias eu tava no elevador, daí um cara, tipo... Ele apertou o botão, sei lá, do andar 3. Aí chegou no andar 3, ele não saiu. E aí eu fui falar pra ele: "Você não vai sair?" Só que assim, sabe quando você pensa numa coisa, mas na hora de falar, sai outra? Aí eu: "Não vai sair?" Tipo assim, eu dei um berro, assim, como se eu tivesse... Juro, amigo, eu falei: "Não vai sair?" Demoníaco, sabe? Demoníaco. E aí foi meio violento. Ela falou: "Ah, nossa, é verdade, meu andar." Expulsou ele do elevador. Claramente expulsei a pessoa.
Fabão:Ela chutou sem querer também. Ela não tava ligada, chutou nele. Algum dia, na hora em que alguém tem que ir, então pode pegar. Obrigado.
Tiago P. Zanetic:E aí, às vezes você pensa uma coisa na cabeça, na hora que aquilo tá saindo você não sabe muito bem como é que vai acontecer.
Fabão:Essa frase foi forte.
Tiago P. Zanetic:Tudo isso pra dizer que Por isso que às vezes eu vou dar uma ênfase do nada no texto, mas eu não sei o que tá acontecendo comigo dentro de mim.
Fabão:Amiga, você falou uma frase maravilhosa. Às vezes quando tá saindo você não sabe o que vai acontecer. É verdade.
Tiago P. Zanetic:Uau, uau, uau!
Mabê:Eu fiquei com medo disso.
Tiago P. Zanetic:Saudades. Tá, eu tenho uma filha de 6 anos, a gente foi na Cidade da Criança em São Bernardo do Campo. Só para uma referência, eu moro na Zona Norte, então só o rolê de até o ABC já é bizarro.
Mabê:Ah, não é muito longe não. Não, é longe.
Fabão:O Luan mora no ABC e ele fala que é longe.
Mabê:Não, é longe, longe de cidade.
Tiago P. Zanetic:É que a gente tá em trânsito, né?
Mabê:Ah, entendi. Que ela tem câncer. Eu falei quem?
Tiago P. Zanetic:Meu Deus. Não, meu Deus.
Fabão:É que tem trânsito.
Tiago P. Zanetic:Saímos cedinho, passamos o dia com as crianças brincando, correndo, andando nos brinquedos. E lá para sete e pouco da noite estava chegando em casa de volta. Pressa chegar, abri o WhatsApp no meu grupo de amigos chamado Mimosas. Estava rolando uma convocação para um rolê.
Mabê:Ai, é meio sexo a desejo, assim. Ai, vamos tomar mimosa.
Tiago P. Zanetic:Pensei: "Nossa, tô morta de cansada, vou é nada". Mas algo martelou na minha cabeça, falando pra eu ir sim. Não sei explicar de onde veio a disposição. Mas depois de chegar e deixar minha criança prontinha pra dormir, ficar largada no sofá por 30 minutos, eu levantei, me arrumei e fui encontrar meu grupo de gays apocalípticas.
Mabê:Fogo no cu. O nome disso é fogo no cu, é normal.
Tiago P. Zanetic:Gostaria de deixar claro que nenhuma criança foi deixada sozinha nesse relato, ela ficou com a minha mãe.
Mabê:Largou a criança. Vou encontrar as gays apocalípticas.
Fabão:Isso daqui é arroz, você vai pegar o alho.
Tiago P. Zanetic:Rapidinho, deixa a criança lá. Abre TikTok, se não souber, abre TikTok. O rolê era no bar que a gente começou a frequentar no Carnaval, entre a Barra Funda e Marechal Deodoro. É um daqueles lugares que o pessoal fica majoritariamente na rua com sua bebidinha, ouvindo a música do bar. E conversando, mas tem umas mesinhas, tem umas mesinhas. Amo. A questão é que nesse dia não tinha música, a gente não entendeu por quê. Beleza, paciência. Ficamos mais um tempo por ali e um dos assuntos que rolaram era o podcast, e eu comentei que os meus favoritos eram o Malditos e o Caso Bizarro. Expliquei ali rapidinho cada um era tal, e eles até lembraram de quando eu postei foto com a Mabei, com a Carol, no meet and greet no Spotify. Olhei aqui, foi em março de 2025. Esse evento foi tudo, o Spotify reuniu os maiores antes do podcast do Modus Operandi, que eram 50 pessoas. A gente foi lá, foi muito especial.
Mabê:E a galera recebeu tipo um espanco na tua cara, né? Imagina se abrir o Spotify e aparece a Mabel. Deve ser horrível.
Tiago P. Zanetic:Não, não era espanco.
Mabê:Não, não receberam tipo: você é ouvinte foda, assim, sei lá, não sei como é que era o nome.
Fabão:É, o Spotify escreveu: tu é do caralho, tu é do caralho, e olha aqui o presente para você, a Mabel.
Tiago P. Zanetic:Foi exato, foi exato.
Fabão:Era uma peça de pelúcia pra ele, que você apertava e ela fazia: "Bah!" "Sai do elevador!" Ela gritava frasco.
Tiago P. Zanetic:"Não vai descer?" "Vai descer não!" "Sei que depois de um tempo resolvemos ir pro único bar da rua que tinha música tocando. Esse novo bar eu nunca fui, tinha uma vibe mais pomposa. Não vendia nada enlatado, mas parecia ser bem legal, com uma vibe gostosa." Eis que quando ela falou o nome aqui, mas eu não vou falar o nome.
Mabê:Que a gente não faz propaganda. Enquanto isso, você precisa de mais bebida gaseificada sem açúcar?
Tiago P. Zanetic:"É isso que quando eu cheguei na calçada do bar, não acreditei no que vi. Fiquei até travada, em choque, olhando." Eu tô parça, mano. "Peguei no braço do Rafa, meu amigo, e disse: 'Olha ali, você tá vendo aquela diva de cabelo azul? É ela que faz os dois podcasts que acabei de falar pra você'." "Mabê, juro, foi muito legal esse momento." Isso aqui é gag dela, gag. "Pois você acha que eu sou super fã de você..." Ainda tá em voga.
Fabão:Era ela mesmo?
Tiago P. Zanetic:Era eu! Tava ali no mesmo rolê que eu!
Mabê:Era ela mesmo?
Fabão:Era ela?
Voz D:Era ela!
Tiago P. Zanetic:Isso aqui, Mabê, juro, foi muito legal esse momento para mim, pois você, de quem eu era super fã e ouço diariamente no fone, tava ali no mesmo rolê que eu. Fiquei meio em choque te olhando, não tive coragem de falar com você, sempre fico com receio de atrapalhar o rolê, te ia tanto, sabe? Gente, você super poderia ter falado comigo.
Mabê:O que você tava fazendo lá?
Fabão:Era rolê? Era date?
Tiago P. Zanetic:Era date. Era date.
Mabê:É isso que eu queria que ela falasse.
Fabão:Esse date me pega muito, eu fico muito insegura quando tem um seguidor lindo.
Tiago P. Zanetic:Ah, mas a pessoa olha e fala Mas, miga, você tava do nosso ladinho, tinha nossa rodinha, e logo em seguida você e eu assim olhando. E aí que agora vem o desfecho que me motivou a mandar o caso.
Fabão:Eu ouvi tudo que você falou sobre a Now. Acho que ela começa, acho que deveria ser bem da hora.
Tiago P. Zanetic:A gente se beijou nesse bar, então ela provavelmente viu que era dentro.
Mabê:Mas ela foi delicada, você sente uma tensão.
Tiago P. Zanetic:Eu achei fofo.
Mabê:Ou às vezes ela não viu, ela tava na cajibrina também, ela viu uma coisa azul assim, falou: 'Ai, é uma B.' Vai ver, era um saco de lixo que tava Tá falando que é para você, você foi embora, a gente ficou por lá ainda, e do absoluto nada chegaram várias viaturas, chegaram várias viaturas.
Tiago P. Zanetic:Uma mulher de crachá desceu com iPad fotografando a fachada do bar, tipo, todo mundo comeu a fachada, parecia que tava rolando algo sério. O cara lá do bar saiu, conversou com a mulher, entrou de novo, saiu com um monte de documentos. A música já tinha parado. Depois de um tempo, passou uma funcionária trocando nossos copos por copos de plástico porque o bar ia ter que fechar. Eu, curiosa que sou, não me aguentei, perguntei o que tinha acontecido. Afinal, a polícia tava lá em peso. Aqui a moça respondeu: ah, chato, né? É por causa da lei do psiu. Ela fala: eu não sei vocês, mas eu conhecia essa tal lei como a lei do silêncio. Não, mas ela é conhecida como a lei do psiu, né?
Fabão:Pode olhar. Não, se você estiver num bar, quer ver, eu tô num bar com o Thiago, eu tô aqui no bar, aí você vai fazer psiu. Aí se você olhar, o que acontece? Ó, quer ver? Faz psiu. Ai, tô preso! Ai, desculpa.
Mabê:Muito foda.
Tiago P. Zanetic:A polícia tá falando: calma, não precisa ficar de 4 quando a gente prende.
Mabê:Perdão, você não vai me revistar?
Tiago P. Zanetic:Se você soubesse onde eu escondi as drogas, se você soubesse o que cabe aqui dentro. Nota: o nome Psyll é uma sigla para Programa Silêncio Urbano. Derrotados pelo Psyll, fomos lanchar. É Psyll.
Mabê:Ah não, mas eu acho, eu dou valor, eu dou valor. Foi ela que criou.
Tiago P. Zanetic:Derrotados pelo psiu, fomos lanchar num food truck ali na mesma rua. E eu percebi que no mesmo dia que eu tinha visto a Mabê, o bar foi fechado pela polícia por conta da lei do psiu. E eu só consegui lembrar do psiu igual naquele caso que o pessoal tava acampando e ouviu um psiu, que é com o Chiquifi, que é o ET que faz psiu.
Mabê:Que tem outro psiu, o psiu tá se tornando algo recorrente. Exatamente. Que tem a bunda que faz psiu, que é a bunda sem cabeça do episódio do Ronald Hills.
Fabão:É minha.
Tiago P. Zanetic:Como eu já tava meio alta. É minha.
Mabê:Mas faz psiu. Porque tem aquelas pessoas que fumam pela vagina.
Fabão:Pelo amor de Deus, tá bom.
Mabê:Você já viu essas coisas? Joga bolinha de tênis? Acho da hora.
Tiago P. Zanetic:Na verdade, você já repetiu algumas vezes sobre essa história.
Mabê:Não, acho que não.
Tiago P. Zanetic:No podcast, não. Mais vezes do que é—
Mabê:Viu? Ele não lembra.
Tiago P. Zanetic:Precisamente. Você lembrou? Não, não, porque ele já falou, amigo, não é a primeira vez.
Mabê:Mas vocês já viram?
Tiago P. Zanetic:Já vimos, Thiago.
Fabão:Já vimos.
Tiago P. Zanetic:Muito atrás. Como eu já tava meio alta de bebidas gerais, me mandei um áudio do celular do meu amigo pra não esquecer de mandar pra vocês o meu relato, que não é muito bizarro, mas pra mim foi tudo. Link do áudio. Então vamos ouvir aqui.
Fabão:Eu não ouvi o áudio.
Tiago P. Zanetic:Eu não sei o que é, espero que você tenha ouvido pra ver se tá tudo ok.
Mabê:Aquela louca azul tava lá!
Fabão:Cara, tava mamada!
Tiago P. Zanetic:Que susto, é uma foto. Eu achei que era...
Fabão:Achou que era uma foto sua? Ai, hoje uma mulher tirou uma foto minha no aeroporto, eu fingi que eu não vi.
Voz D:Nossa, você tem que lembrar no futuro que você viu a Mabê aqui nesse rolê, e aí que ela foi embora, e você vai mandar um caso bizarro para ela falando que depois que ela foi embora veio um monte de SM para fechar fechar o bar, encheu de polícia. O dono do bar teve que até aqui mostrar o documento. E o motivo que fechou o bar era por causa da lei do psiu, psiu, igual aquela outra história do caso bizarro, psiu.
Mabê:Olha, mas ela fez bem, porque o caso dela se estruturou igual ela falando no áudio. Ela foi espertíssima. Qual o nome dela mesmo?
Fabão:Andressa. Andressa, você é tão fofa, gurizada.
Mabê:Não é, Anderson? Bota as brancas, cabelo loiro. Seu nome era Imola.
Fabão:Tudo bem? Tudo bem.
Tiago P. Zanetic:Andressa, pode falar comigo. É meio esquisito mesmo estar em date, mas eu já acostumei.
Mabê:É meio esquisito estar em date, né?
Tiago P. Zanetic:É, tipo, mais ou menos faz parte.
Fabão:Calma, amiga, eu fui num date uma vez em Elisabel. E muito legal o date e tal. E aí sentou uma mulher do lado assim, ela olhou e falou assim: "Vou falar uma vez só pra não atrapalhar, tá? Adoro o seu trabalho." Eu falei assim: "Ai, obrigado, meu amor" e tal. E aí o que ia ser uma única vez pra não atrapalhar se tornou ela levantando e quase sentando do nosso lado, olhando pro menino que eu estava conhecendo pela primeira vez e falando assim: "Desculpa atrapalhar o namoro de vocês, hein?" Nossa, gente, não, pelo amor de Deus. Mas uma querida, fizemos foto, uma querida.
Tiago P. Zanetic:"Vai denunciar a gente, muita gente denuncia, não pode ser." Cada um deve denunciar numa plataforma, né.
Mabê:Porque teve no Spotify, vai denunciar você no TikTok.
Tiago P. Zanetic:Mas bizarro, bizarro. Meu Deus. Mas obrigada, Andressa. Pode falar comigo quando me ver, achei fofa. E é isso, faz parte.
Fabão:Ai, não sei. Eu sei que hoje eu tava... Vem um menino na minha direção muito alegre hoje, só que eu tava na saída do aeroporto com a cara com uma tromba imensa, assim.
Mabê:Que isso?
Fabão:"Putz, porque tudo atrasou e tal." E aí ele veio, aí eu vi a cara dele mudando, tipo assim: "Acho que eu não vou falar, não." E aí ele cruzou assim, seguiu, eu falei assim: "Tadinho, mas enfim." Era eu que tava com uma tromba gigantesca. Toma essa, Fabão. Tá, Fabão ali, né? Toma essa. Oi, Mabi, Fabão e Tchê. Tudo bem contigo? Meu nome é Will e gostaria de compartilhar uma experiência que pode ajudar outras pessoas que enfrentam problemas semelhantes. Olha aí, ó, você que enfrenta problema semelhante, já aumenta o volume. Desde a adolescência, ele não tá em fone, não dá o mesmo efeito.
Mabê:Os ouvintes estão de fone, né?
Tiago P. Zanetic:Desculpa, gente.
Fabão:Desde a adolescência sofri com paralisia do sono de forma bastante severa. Eu já tive aqui em São Paulo, foi horrível.
Mabê:Foi em São Paulo, é o Ricardo Nunes, né?
Fabão:Assustador assim, breve. Estava deitado, tava virado, e o banheiro tava num Airbnb, mas naquele da Consolação. Lembra daquele da Consolação? Eu tava deitado virado para direção que era a janela e a porta que dava para uma varandinha. Atrás de mim ficava banheiro. Aí eu acordei de madrugada e eu consegui virar um pouquinho e eu vi como se dentro do banheiro tivessem 2 ou 3 pessoas conversando. Eu via o vulto delas passando. E aí teve uma hora que eu consegui me mexer, eu ouvi uma falando tipo assim: sai, sai, sai! E elas passavam pela parede indo para outro apartamento.
Mabê:Olha, ah, que bom, foi dos outros.
Fabão:É, mas eu só via um vulto assim.
Mabê:Nossa, foi um caso bizarro dentro de um caso bizarro.
Fabão:Fiquei, porque depois eu comecei a encontrar fio de cabelo ruivo, era eu ruivo, loiro, não sei, no chão assim.
Mabê:Eu varria e não tinha antes.
Fabão:Aí a luz tava apagada, porque quando eu olhei eu vi a luz acesa e tal. Quando eu, tipo, dei aquele choque, a luz tava apagada, a porta tava tipo entreaberta. Eu deixei a luz acesa assim de volta.
Tiago P. Zanetic:Mas você entendeu rápido?
Fabão:Entendi, entendi, mas fiquei com medo.
Mabê:É, às vezes que eu tive também, entendi na hora.
Fabão:Tempo para coisar, mas é horrível, é a pior coisa que tem. É horrível, né? Horrível, horrível, horrível. Desde adolescência fico paralisado, só era aquela sensação angustiante de estar sendo observado por algo enquanto eu tentava sem sucesso abrir os olhos ou gritar. Durante anos isso foi recorrente, mas há cerca de 3 ou 4 anos a situação piorou, tá? Passei a ser perturbado quase todas as noites. Então não piorou, né? Quase todas as noites, todas as noites. O Will tá querendo chamar atenção. Essa presença tinha uma aparência escura.
Mabê:Não, você vê, é estrutural mesmo.
Fabão:É, não, essa presença tinha uma aparência escura como uma fumaça preta. Não, como uma fumaça preta. E frequentemente me sufocava com seus braços. Ai, o meu, que gostei! Aí imagina, gente, uma pessoa gravando conteúdo aí, ó, sendo sufocado por braços. Gente, pensa, uma presença que tinha uma aparência escura como uma fumaça preta e que frequentemente me sufocava em seus braços.
Mabê:Ai, meu Deus, tô tontudinha.
Fabão:Não importava o quanto eu tentasse gritar ou me mover, meu corpo simplesmente não respondia.
Tiago P. Zanetic:Às vezes você fica meu corpo não responde, gente. Você tá tão assim dentro daquela história que você não, né?
Fabão:Foi um período muito difícil e passei semanas nesse pesadelo desesperado. Decidi buscar ajuda na internet, abriu TikTok, decidi buscar ajuda na internet e encontrei.
Mabê:Lembra que teve um caso que a gente contou que era isso, que a pessoa abriu TikTok para buscar ajuda nas coisas espirituais?
Fabão:Desesperado.
Mabê:Não dá para você pedir ajuda na internet, não teria uma Cara, o que que você acha que as pessoas fazem hoje em dia? Abre o ChatGPT e fala: como me livrar da paralisia do sono?
Fabão:É verdade. Desesperado, decidi buscar ajuda no TikTok e encontrei— mentira, na internet— encontrei o relato de uma sensitiva gringa. Ela sugeriu que para se livrar de espíritos ou entidades, o melhor caminho era impedir que eles se alimentassem do nosso medo. Segundo ela, ridicularizá-los seria uma forma eficaz de quebrar o controle que tinham sobre nós. Achei a ideia peculiar. Como ridicularizar uma entidade? Decidi testar. Certa noite, acordei sentindo a força da entidade sobre mim, que me agarrava por trás e tentava me sufocar com o mata-leão.
Tiago P. Zanetic:Caraca!
Fabão:Ai! Nossa!
Tiago P. Zanetic:Ai!
Fabão:Apesar do desespero inicial, reuni toda a coragem que tinha e gritei: "Ai, que delícia! Me aperta mais forte, seu safado!" Era eu. "Essa gay sou eu". "Comecei a gemer como se estivesse participando de um filme adulto". Que doida! "Para minha surpresa, a entidade automaticamente botou o pau..." Mentira. "Automaticamente me soltou. Quando consegui olhar para ela, percebi que estava com uma expressão incrédula e assustada". "Aproveitei". A entidade assim: "Mulher, me solta". Minha santidade aqui, olha, minha Nossa Senhora! Era o diabo olhando, olha, minha Nossa Senhora, sinal da cruz, né? Que é o diabo assim, mulher, que a gente preserva. Olha esse cu frouxo, que isso? Te preserva, mulher, o diabo funciona assim, se cobrindo, segurando as pérolas assim, mulher, te preserva, que mulher baixa. Para mim, essa presença de idade estava imediatamente depois me soltou. Quando consegui olhar, percebi que ela estava com uma expressão gag dela, gag, e assustada. Aproveitei o momento e disse com uma expressão maliciosa: vem aqui, me mostra esse pauzão.
Tiago P. Zanetic:Mulher, isso que vagabundo!
Fabão:Se passou, tá se passando, isso é assédio! A mãe gringa lá, o diabo, esse tridente aqui, ó, tá no inferno, essa labareda aqui.
Mabê:Gente, se você transasse com o diabo, você sentava no chifre? Se você transasse com o diabo, você sentava no chifre dele?
Fabão:Ai, amigo, não sei.
Mabê:Seria um negócio, uma testação.
Tiago P. Zanetic:Você faria uma testação?
Mabê:Uma testação?
Fabão:Um testamento? Ele ia falar: gula é pecado, sou gulosa.
Mabê:Não, porque eu ia falar assim: a Sensitive Mercy, né, que é a gringa sensitiva, falou: só precisa meio que zombar ou coisa Ele tá tipo assediando, gente.
Fabão:A entidade ficou ainda mais confusa. Eu imagino a entidade assim, ó.
Tiago P. Zanetic:Não, a entidade chegando: menino, você não sabe o que aconteceu.
Fabão:Chegando no zombeteiro e falando: gente, vocês não vão acreditar, sabe o Will que eu tô assombrando essa noite? Menina, ele botou a mão no meu tridente, falou assim: ah, quer fazer meu cu de inferno? "Eu fiquei horrorizado, eu rezei um Pai Nosso, fiquei assim..." "Olha, deu pra mim, porque eu não vou mais." "Nossa, gente, deu pra mim. Não, não, não, quero ir pro céu." "Me coloca em outra pessoa." "Nossa, me leva pra assombrar alguém." No podcast deles, né, das entidades. "Nossa, é, pelo amor de Deus." É o EntiCast, né. A entidade ficou ainda mais confusa e algo inacreditável aconteceu. Ela começou a diminuir de tamanho até se transformar em uma forma geométrica abstrata e desaparecer. Finalmente consegui dormir tranquilo, algo que não acontecia há semanas. Depois disso, as aparições dessa criatura tornaram-se cada vez menos frequentes. Claro, né, ela tem salubridade, ela aparecia por essa porta.
Mabê:Tinha que bater o ponto só para falar.
Tiago P. Zanetic:Assusta aí!
Fabão:Não quero papo com você, não me toca. Só preciso, eu só preciso fazer uma coisa. Obrigado. Tá feito, tá feito.
Tiago P. Zanetic:Posso descer aqui?
Fabão:Eu te assustei, pelo amor de Deus!
Mabê:Tem aquelas tabelinhas que você marca, que você fez o joinha.
Fabão:Meu Deus do céu! Aí tá, toda vez que ela tentava algo, eu repetia, e aí eu repetia a estratégia, fingia querer algo sexual com ela, gemendo ou provocando. Em todas as ocasiões, a entidade desaparecia assustada. A última vez que lembro dela aparecer foi quando cheguei sozinho em casa à noite e percebi algo estranho no canto escuro da cozinha. Minha defesa, gata, abaixei as calças, virei meu cuzão em direção à entidade e gritei: isso me come, seu cachorro! Entendi. O Will, ele tá começando a gostar, ele tá começando a curtir. Funcionou! A entidade sumiu dentro do meu cuzão, sacanagem, sumiu. E desde então nunca mais fui atormentado por forças estranhas. Portanto, para quem sofre com situações semelhantes, minha dica é: Confronte a entidade de forma inesperada, tá? Ridicularize-a ou até mesmo assedie-a de forma cômica. Isso pode assustá-la mais do que o contrário. Espero que minha experiência possa ajudar. Abraços, Will.
Tiago P. Zanetic:Gente, na verdade ele foi meio Kant.
Fabão:Eu queria fotos.
Tiago P. Zanetic:Porque ele deu uma assustada, ele deu uma assustada. Ou a entidade vai mandar assim, ó: "Mas não quero ver cu não." Ele chegou pra entidade: "Ah, meu querido." Porque ele vai querer ver cu.
Fabão:É, eu só vou responder se ele falar assim: "Oi, irmã." Oi, irmã.
Mabê:Vamos responder ao mesmo tom.
Tiago P. Zanetic:"Ai, que besta." Eu acho que no fim, tá doendo meu bumbum.
Fabão:Eu acho que no fim ele encontrou um modo de se defender. Porque a melhor defesa é o ataque.
Tiago P. Zanetic:Exato. Exatamente, como diria Inês Brasil.
Fabão:Inclusive em situação, até o Will talvez ajude, situação de assalto, né, de bater uma ansiedade no transporte público, né, um pânico, é abrir o cuzão.
Mabê:Funciona 10 de 10.
Fabão:Uma B que tem tag só fica bem com o lado, não é?
Mabê:Tem uma vez no mercado, mas assim, eu tô ficando confuso porque se eu consumo muito Caso Bizarro Tipo, ontem Cafreinde falou: "Fechar o cu". Hoje o Fabão fala: "Abre o cu".
Fabão:É se você tiver sendo... Depende do lugar, sabe?
Tiago P. Zanetic:Eu acho que é sobre você saber qual é o...
Fabão:O que o seu corpo pede.
Tiago P. Zanetic:Qual é o comportamento do seu cu.
Mabê:Falando nisso, posso ler o próximo caso? Olha! Qual é o nome do seu cu?
Fabão:Eu não vou botar o nome do meu cu.
Voz D:Olha!
Fabão:Eu acho que pode abrir com uma votação, tipo, ah, me dedica de nome, o pessoal comenta ali embaixo, tá bom? Acho que, né, combina com o meu.
Mabê:Pode ser os 9 Círculos de Dante.
Fabão:Tá bom. O meu pode ser Triângulo das Bermudas. Mas Triângulo, quem chegou se perdeu.
Mabê:Ai, que loucura! Mas foi bom esse, hein?
Fabão:Quem chegou até lá se perdeu. Falou, meu Deus, que loucura!
Mabê:É tipo o Floquinho da Turma da Mônica, né, que solta as coisas dentro dele, né? O cachorro do Cebolinha. É tipo isso, só que—
Fabão:ou bolsa da Hermione também chamam.
Mabê:Bolsa do Gato Félix. É, me chamo Raquel e moro em Fortaleza, Ceará. Vou omitir os nomes dos personagens dos casos para não causar possíveis constrangimentos. Primeira história: meu cachorro Bubu. Quando eu tinha cerca de 5 anos de idade, tive um cachorrinho de estimação. Era um cachorrinho sem raça definida, pretinho, de grande porte, e tinha os pelos meio longos. Tipo pequenês, muito bom cachorro. Obrigado, que legal! O cachorro vem ouvindo assim, né? Mas cachorro gosta, fala bom, bom garoto, né? Então, pois bem, meu irmão, meu irmão do meio, o Frederico, disse que meu cachorro não tinha cu. Todo dia na hora do almoço ele sentava ao meu lado e dizia: Raquel, o teu cachorro vai explodir qualquer dia, ele não tem cu, nasceu assim. Aí eu rebati aqui, não, ele não iria explodir. Daí ele me perguntava: você já viu ele cagar? Eu refletia e não lembrava de tal evento escatológico, o que é lógico, pois não tenho o hábito de observar animais em seus momentos de privacidade. Então eu caía no choro, e toda vida o pobre do doguinho ia comer alguma coisa, eu abria o berreiro na maior preocupação. Tem coisas que só um irmão mais velho faz para você, né? Só que eu quero dizer uma coisa, esse ele roubou de uma piada, né, do pintinho que não tinha cu, né? Então, tipo assim, seu irmão tava utilizando a piada do povão para te atormentar. Achei da hora.
Tiago P. Zanetic:Ele mudou para uma coisa mais assustadora, né?
Mabê:Aí nós vamos para a parte do cu. Nossa, mas é a fase anal do podcast, né? A história se passa no final dos anos 70 e é ambientada na casa da minha avó, um sobrado de 2 andares que fica na praia de Iracema.
Fabão:A gente, ela começar a próxima parte, o cu da minha avó É complicado.
Mabê:Meu irmão mais velho, o Lobianco. Engraçado que ontem eu falei dele, Rico. Por quê?
Tiago P. Zanetic:Porque o cu da vó, daí.
Mabê:Mas eu não falei nada.
Fabão:Fala, amiga.
Tiago P. Zanetic:As velhas também tem cu.
Fabão:Fala, amiga.
Mabê:Tem todas.
Tiago P. Zanetic:Todas as velhas têm cu.
Mabê:Todas, todas, todas velhas. Meu irmão mais velho, o Lobianco.
Tiago P. Zanetic:Agora eu entendi.
Mabê:O que que ela falou?
Fabão:Que foi just que.
Mabê:E brincava no andar de cima e o meu primo Haroldo no andar de baixo.
Tiago P. Zanetic:Você falou agora que eu entendi, mas o Thiago não tinha nem entendido.
Mabê:Eu não tinha escutado, eu tô concentrado na leitura aqui. Daí o primo dele tava brincando lá embaixo, o lobo. E aí de repente meu irmão chegou na janela e gritou: Ei Haroldo, vai tomar no cu! Minha mãe era professora e quando ouviu o tamanho da injúria correu a chamar meu irmão e disse Meu filho querido, não grite, não grite isso, pois está errado. O nome correto dessa parte do corpo é ânus. Então continuou com a devida denominação e esclarecimentos maiores sobre o que é o famoso toba. O corpo humano tem uma mucosa chamada ânus. E por aí vai.
Tiago P. Zanetic:Eu sempre explico assim, eu sempre explico assim.
Mabê:É, então fala assim, tipo, minha mucosa chamada ânus, tal, também conhecida como triângulo das bocas.
Fabão:Eu gosto de usar palavras rebuscadas.
Mabê:Sim, claro, claro. Penetre.
Fabão:Eu falo, eu uso um hobbyzinho de seda.
Tiago P. Zanetic:Penetre les artiers.
Fabão:É, não, eu uso um hobbyzinho de seda.
Tiago P. Zanetic:Que tem um buraco.
Fabão:Que tem um buraco, que você abre com um zíper. E ali eu falo, tipo assim: "Deflore-me".
Mabê:Ah, podia ser que nem aquele pijama do Pateta, né? Que abre a bundinha.
Fabão:É meio assim.
Mabê:Ah, legal, achei legal. Achei esperto.
Fabão:Eu respeito muito meu corpo.
Mabê:Não, claro, com certeza, né? Já enfadado por tanta informação científica, o Lobianco projetou-se novamente na janela e meteu o berro: "Ei, Haroldo, sabia que o nome do teu cu é ânus?" Cara, isso é muito criança, cara.
Fabão:Uma coisa, né?
Mabê:A história termina com minha avó correndo desesperada, vindo da cozinha para lavar as bocas dos meninos com sabão. Já fizeram isso com vocês? Não, também comigo não. Será que alguém já fez efetivamente?
Fabão:Eu acho que já. Deve ter feito, né?
Mabê:Deve ter feito. E poupar a vizinhança de tais nomenclaturas. Bem, é isso. Não sei se vocês irão ler minha história. Não, tudo bem, já lemos. Amo Caso Bizarro e sempre assisto quando estou fazendo crochê. Parabéns a todos pelo conteúdo maravilhoso. Obrigado, principalmente por mim, porque eu crio todo esse conteúdo. Um grande beijo, Raquel. Ah, quase esqueci de mandar um beijo, um cheiro bem gostoso pro meu crush, Fabão. Ai, como eu tô peitudinha hoje.
Fabão:Ai, Raquel, eu não tô vendo você. Ela chamou de crush. Eu ando tão corrida, mulher do céu. O tempo pra mim tá assim, ó. Não tô conseguindo acompanhar, mas fica pra posteridade. É isso. Acredita em reencarnação?
Mabê:Vamos ver aí. Ah, mas você acha que você reencarna hétero? Hétero.
Tiago P. Zanetic:Pode saber também, nós existimos.
Fabão:Nossa, amiga, que lacrada!
Mabê:Nossa, você é demais!
Tiago P. Zanetic:Eu tava esperando muito.
Fabão:Eu ia falar isso agora, falar: "Posso voltar, bi, pois os bis existem". Mas eu adoro um bi.
Mabê:Adoro um bi.
Fabão:Eu adoro um bi. É minha? Não, é dela.
Tiago P. Zanetic:Agora sou eu. As bissexuais.
Fabão:Elas falam, as bis falam, né?
Tiago P. Zanetic:A emborrachada noiva diabólica. "Oi, Mabê, Fabão e Thiago. Espero que esteja tudo bem com vocês. Meu nome é Adriele, mas pode me chamar de Tri. Sou de Santos, litoral de São Paulo. Sou obcecada por coisas de terror." Tomara... Ah, tem um rolê que rola em Santos, que acho que é num cemitério lá, que parece que é o mais legal do Brasil, não lembro. Que é tipo um rolê super cultural que estão fazendo. Que o cara me mandou uma mensagem me convidando. Eu quero ir.
Mabê:Será que o Chorão foi enterrado em Santos? Eu já fui, porque ele não era de Santos. Ah, não? Não, não, não, ele é de São Paulo, acho, não lembro. E aí, mas assim, mas é que ele meio que é um cara tipo embaixador de Santos.
Tiago P. Zanetic:Ele foi, Chorão está enterrado no Memorial Necrópole Ecumênica, localizado em Santos, litoral de São Paulo.
Fabão:Olha aí, erradíssima! Quer um dado?
Mabê:Nada, né? Mas será que tem um skate muito bonitinho assim. Deve ser um Ralph, né, para os caras ficarem andando de skate no mausoléu.
Fabão:Eu fui em dois túmulos, rapidinho, só um pop-up túmulo. Eu fui em dois túmulos quando eu tava em Paris, um era da Dalida e o outro era da Edith Piaf.
Mabê:Da Edith Piaf, caidão, cantora, né, não serve para nada.
Fabão:Da Dalida também, né, e tem uma estátua dela em tamanho real.
Mabê:Caralho!
Fabão:É um túmulo belérrimo, belérrimo o túmulo dela, e uma estátua dela Loira, nossa, belíssima, belíssima.
Tiago P. Zanetic:Eu fui uma criança muito perturbada, sou médium e desde sempre vivi casos meio sobrenaturais. Quando eu era pequena, morava numa casa enorme com a minha avó e meu bisavô, e eu tinha pavor de lá. Mas a casa, apesar de assustadora, era perto de onde morava meus primos, todos da minha faixa etária. Então era divertido, certo? Dia eu ganhei uma boneca Stephanie noiva. Ela era tipo aquelas bonecas da Xuxa, Deliana, que eram grandes e que andam quando tu pega na mão delas.
Fabão:Deus, que medo! Tem a foto aqui.
Mabê:Essas bonecas grandes, né, tipo os anos 80, 90, eles estavam adorando fazer boneca grande, né?
Fabão:E ela andava, andava.
Tiago P. Zanetic:E assim, muito assustadora, boneca noiva. Mal tive tempo de curtir meu presente, pois meu primo começou a me pôr medo contando histórias sobre a boneca ser uma noiva assassina. Pequena. Eu fui acumulando um certo terror em relação à boneca, até sonhava coisas horríveis com ela. Em 2007, quando eu tinha 10 anos, meu bisavô faleceu, então minha avó resolveu se aposentar e nos mudamos para um apartamento menor. Certo dia, minha avó precisou sair para resolver algo na rua e pediu para vizinha ficar de olho em mim. Porém, fiquei sozinha no apartamento. Bom, sozinha sem supervisão de humanos, afinal estava com a demoníaca noiva de borracha. Morrendo de medo, deixei a TV ligada no Disney Channel e coloquei a boneca na área de serviço, longe do meu campo de visão.
Mabê:Você já viu quando fizeram esse vídeo que as pessoas fazem isso e nunca é a forma? É muito bom.
Tiago P. Zanetic:Mas não adiantou, da sala eu escutava barulhos vindo de onde a boneca estava. Eu não sabia se ficava lá ou se descia para casa da vizinha. Comecei a escutar passos e risadas e travei de medo. Eu não conseguia nem levantar do sofá para ir ao banheiro. Senti a noiva me observando mesmo em outro cômodo e entrei em pânico quando do nada ela tombou do chão e caiu com o rosto virado em direção da porta da sala.
Fabão:Ela.
Tiago P. Zanetic:Eu caí dura igual boneca, com as duas lá, uma do lado da outra.
Fabão:Você é o animal do mês.
Tiago P. Zanetic:Fiquei estática encarando até o momento que eu vi os olhos da boneca se moverem sozinhos. Eu tentei abrir a porta para fugir e bizarramente a luz da sala explodiu. Para piorar, não consegui abrir a porta, tava muito nervosa, chorava muito. Quando finalmente consegui abrir a fechadura, a vizinha tava na minha frente. Por sorte, ela ficou comigo até minha vó chegar. Tive que ir até o hospital naquele dia, pois eu realmente fiquei em choque.
Mabê:Cara, teve uma crise nervosa assim, pô. Caramba, velho.
Tiago P. Zanetic:Caralho, quando criança, né?
Mabê:É, então, isso que é pior.
Tiago P. Zanetic:Após esse dia fatídico, minha avó resolveu se livrar da boneca. Colocou ela num quartinho que fica ao lado da portaria do prédio, na esperança de que alguém a adotasse.
Fabão:Nossa, a pessoa passando falando: "Ei, troço feio da porra." Aí passa o Will: "Ai, meu cuzão." É, o Will fala: "Ai, meu Deus, um espírito." "Por mim, eu teria tacado fogo naquela fodida.
Tiago P. Zanetic:Amo escutar esse podcast, fico de fone ouvindo, dando risada sozinha no trabalho. O pessoal acha que eu sou maluca." Ai, maravilhosa! Um beijo para Dri. Dri.
Fabão:Amiga, eu acho que teve um momento nos anos 90, final dos 90, início de 2000, que a galera desembestou a fazer umas bonecas que eram horrorosas.
Mabê:E grandes. É grande, porque boneca pequena, se não chuta, ela sai correndo.
Fabão:Sabe uma que me dava medo, que eu acho que minha prima tinha, que era uma que era só um busto? Ai, tinha muito isso, era só uma cabeça.
Mabê:A minha irmã tinha uma lá, e a da minha irmã era feia para caramba, porque minha mãe comprou acho que no centro espírita que tinha lá, tinha aqueles bazar, tava usada, né, riscada com caneta. Só que minha irmã brincava, né, o que tinha, mas era assustadora, porque ficava no canto lá aquele busto boneca assim.
Fabão:Eu tinha uns bonecos legais assim, porque meu pai, para se redimir da ausência dele, me dava— desculpa, só— não consegue se defender, meu. Para ele, para se redimir da ausência dele, ele me dava uns brinquedos às vezes que eram bem legais assim. Eu lembro que ele me deu uma vez um duende verde, o vilão do Homem-Aranha, que fazia vários sons, tipo assim, 25 frases. Olha, esses são pica, hein?
Mabê:Olha, foda!
Tiago P. Zanetic:Nossa, era uma ausência grande.
Fabão:Ele não, minha amiga, Ele era super ausente, super. Teve um dia que ele me ligou no dia 12 de novembro e falou: ai, parabéns, falei: pai, meu aniversário é dia 10.
Tiago P. Zanetic:Mas hoje é seu aniversário.
Mabê:Legal, mas tudo bem. Mas ele pode ter falado, né, é pro ano que vem.
Fabão:Ele é o foda, ele é o foda. Eu tinha falado isso. Vamos lá, funcionária insubstituível. Cabão e Thiago. Meu caso bizarro aconteceu há uns 18 anos atrás, quando iniciava minha vida profissional. Vou ler como jornalista. Sim, me marcou muito na época e carrego até hoje a sensação de como a vida é frágil, passageira e bizarra.
Mabê:Porra, é meio o Gil Gomes misturado com o Travajava.
Fabão:Eu gostava Com César Tralli, né, que é no comércio no interior de São Paulo. Apenas 6 funcionárias convivendo naquela rotina diária. No fatídico dia, uma das funcionárias teve uma paralisia facial. Ai, gente, paralisia facial me quebra muito, porque ninguém— ai, desculpa, é porque fica muito estranho. Eu tenho pânico, eu tenho pavor. Acho que os meus maiores medos é ter paralisia facial. Eu morro de medo, porque dura, sei lá, uma semana, duas semanas, mas imagina uma semana, duas semanas você—
Mabê:Não, teve um dia que eu achei que eu tava tendo, que eu comecei a ter um tremor aqui, começou a meio que sentir subir, mas parou na hora. Eu mexi assim, voltou.
Fabão:Ai, tem um medo!
Tiago P. Zanetic:Eu acho que duas coisas, que é areia movediça e paralisia facial.
Fabão:São comuns, são comuns. São comuns, areia movediça.
Tiago P. Zanetic:Nossa! Não, mas que a gente quando criança tinha muita referência disso.
Voz D:Não existe!
Tiago P. Zanetic:Existe, existe, existe. Esses dias eu fui pesquisar e eu vi tudo sobre a Maria Movediça. Não existe do jeito como a gente entende, que a Maria Movediça que você tá ali de repente cai, mas tem um vídeo muito bom explicando de Maria Movediça, dos lençóis maranhenses. E aí mostra, tipo assim, como que afunda, sabe, o corpo.
Mabê:É que não é muito assim, é que assim, por que que se tornou algo tão presente no imaginário popular? Hollywood em seus primórdios precisava de um efeito especial barato Realmente, se você for pensar esperto. E aí é um negócio super fácil de fazer pra criar uma sensação de perigo. E é por isso que é tão forte no nosso imaginário. Porque se você pensar, até o Chapolin teria morrido. Inclusive, é bem boa essa ideia.
Fabão:É bem boa, eu gosto.
Mabê:Vamos lá. Gente, também é cultura aqui.
Tiago P. Zanetic:Mas deixa eu só, porque aí vão falar: "Existe sim, o Thiago tá falando que não existe." Não, não existe daquele jeito, existe. Vamos só deixar claro, porque a gente assim...
Fabão:Porque se eu ler um comentário de alguém chato falando: "Ai, existe esse cara?" Cala a boca! Espera terminar a história.
Mabê:E nós vamos chegar lá.
Fabão:Vamos chegar. Falou que existe sim, porém de outro jeito, porque se você já tiver escrevendo, para agora.
Tiago P. Zanetic:Areia movediça é um fenômeno natural no qual areia, por estar embebida em água, não oferece resistência a animais, pessoas, objetos, tragando-os. Em alguns lugares à beira-mar ou em estuários, há a possibilidade da vítima se afogar em água se ainda estiver presa na areia movediça quando da subida da maré ou mesmo padecer de hipotermia. No Brasil, tais lugares são também genericamente denominados atoleiros.
Mabê:Atoleiro, eu sou atoleiro, tá? Então era só para trazer esse momento, limpar o ar, momento cultura, limpar, xingamento do Falcão.
Fabão:Num fatídico dia, uma das funcionárias teve uma paralisia facial durante expediente. Vou chamá-la de Paula. Ela foi levada ao médico e imediatamente após alguns exames foi constatado um tumor no cérebro. Resolve mais alguns dias de exame para se descobrir um corpo tomado por tumores malignos. Foi chocante, inacreditável. No dia anterior estava ali jovem, aparentemente saudável e feliz, e após alguns dias estava no leito de hospital aguardando a sua morte sem nada, sem nada ser feito. Ai, eu tenho medo disso. Fomos visitá-la no hospital nos poucos dias antes de sua partida, e com a voz fraca e um pouco difícil de entender devido ao tumor no cérebro, Paula sempre repetia a mesma coisa para qualquer uma de nós do trabalho: abre aspas, não coloque ninguém no meu lugar porque eu vou voltar. Paula se foi antes de conseguirmos sequer processar toda aquela situação, e previsivelmente outra jovem foi colocada na função em que Paula atuava, operadora de caixa. Tipo assim, ai, que ela tá, entra aí. É, mas é, vai deixar o caixa sem mim.
Mabê:Pior, né? Como é que as pessoas vão passar as compras? Exato. Não, todo, todo, pô, pelo amor de Deus, Paula, me perdoa, mas é, não é assim que acontece.
Fabão:Após alguns dias de trabalho, ainda tentando retomar a rotina normal, ouvimos atrás da parede da recepção objetos caindo no chão. Nos entreolhamos.
Tiago P. Zanetic:Eu tô fazendo tanta força, eu nunca fiz tanta força na minha vida.
Fabão:E fomos ver o que acontecia. Eram fórmulas pesadas em garrafas de vidro, impossível— não, impossíveis de moverem sozinhas, simplesmente caindo da prateleira como se alguém tivesse arrastado elas. Ficamos chocadas, como gags, tentando imaginar uma explicação para o acontecido, mas ninguém suspeitou da Paula até então. Depois de mais alguns dias, voltando ao trabalho após um feriado, iniciamos a rotina normal. A nova menina do caixa nos questionou onde estaria o dinheiro da registradora que ela havia deixado dentro da gaveta trancada da caixa antes do feriado. Procuramos em todos os lugares normais Todos se colocaram o dinheiro e nada. A nova menina jurava de pé junto que tinha deixado ali dentro da registradora.
Mabê:Ela deve estar achando que vão acusar de roubo.
Fabão:Nossa, seria o primeiro apontar o dedo.
Mabê:Foi ela, foi ela. É nova, nova, que roubou.
Fabão:Estranho, né? Ela chegou, o dinheiro sumiu. Só levantava, só jogava assim, ó.
Mabê:Após muita procura, gente assim, ai, caramba. Nossa, tem gente que é assim.
Fabão:Ela comprou um negócio assim, né?
Mabê:Mas esse negócio de dedurar, de fazer esse tipo de coisa assim, jogar uma info assim, caralho, que eu já trabalhei com gente assim, cara. Nossa, assim.
Fabão:Após muita procura, alguém resolveu olhar na lata de lixo embaixo de alguns papéis, e lá estava um montinho de notas escondidas. Estranho. Questionamos a menina nova e todas as outras pessoas, e todas negaram veementemente terem colocado o dinheiro no lixo. Eis que algo nos ocorreu. Esse era o costume da Paula. Sempre que tinha feriado e o comércio corria o risco de ser roubado, ela colocava o dinheiro no lixo entre os papéis.
Mabê:Aí vem uma tiazinha, uma senhorinha lá fazer a limpeza no final de semana, pega, joga fora.
Tiago P. Zanetic:Porque sempre uma mulher que tem que tirar o lixo.
Fabão:Porque eu sou machista. Ah, ufa! É porque uma mulher cis, ele nunca, né?
Mabê:Eu não falei.
Fabão:Ah, eu quis dar uma militada agora. Então, ah, eu, hein. Ela falava que ladrão nenhum procuraria dinheiro nesse local inusitado. Agora vai para sua culpa, né?
Tiago P. Zanetic:Mas sabe que eu fiquei curiosa? Por que no feriado vai roubar a loja?
Fabão:Porque não tem ninguém, a rua tá deserta. Feriadão.
Mabê:Só que ele não tem sangria nisso aí?
Fabão:Fica.
Tiago P. Zanetic:O que é sangria?
Mabê:Vou ensinar os lugares.
Fabão:Secar o caixa, né?
Mabê:Você pega o dinheiro de alto valor, tipo nota 50, mercado mesmo, quando trabalha mercado é assim.
Fabão:Hungria.
Mabê:De tanto em tanto tempo passava, tirava dinheiro alto, né, notas altas, colocava, depois passava o carro forte, levava.
Fabão:Ela falava que ladrão nenhum procuraria dinheiro no local inusitado. Ficamos todas apavoradas com a situação, perguntando mil vezes uma para as outras se não era uma pegadinha de muito mau gosto, mas todas pareciam realmente assustadas, incrédulas. A nova moça, coitada, queria sair correndo quando soube que estava ocupando a posição de alguém que prometeu que voltaria ao trabalho a qualquer custo. Essa gostava de trabalhar Depois disso, nossa gerente ficou maluca. Sacanagem. Depois disso, nossa gerente ficou tão assustada que decidiu abaixar os preços de todo mundo.
Mabê:Brincadeira.
Fabão:Ficou tão assustada que decidiu chamar um padre e benzeiro local.
Tiago P. Zanetic:Meu Deus, tá.
Fabão:E lá chegou o padre com sua água benta sendo jogada por todo cantinho do comércio. Aparentemente funcionou, nada mais aconteceu e a tranquilidade voltou a reinar. Batemos a meta. Mentira. O comércio mudou de lugar após isso e trabalhei— o comércio mudou de lugar após isso e trabalhei lá por mais 10 anos sem a presença da Paula, apenas uma lembrança. Espero realmente que tenha encontrado paz. Nunca vou esquecer essa história por ser minha primeira experiência com a morte de alguém tão próximo e a realização do apego que temos à vida, até mesmo a rotina e trabalho que tantas vezes reclamamos. Nossa, deu um lágrima no final. Um beijo. Eu acho que o que mais me chocou nessa história é tipo o fato dela ter tido uma paralisia facial, foi, descobriu o tumor, não sei o quê, sei lá, papum, foi e tá.
Mabê:Foi muito rápido.
Fabão:Gente, eu tenho pânico disso, pânico, pânico.
Mabê:Não, é foda. Mas sabe o que é foda? Ela foi tudo no trabalho, né. Ela teve a paralisia no trabalho, ficou presa ao trabalho.
Tiago P. Zanetic:Mas eu acho que foi uma situação que tipo é muito... Tipo, não deve acontecer, sabe? Tipo, a gente já ouviu falar de algumas vezes de ter alguma paralisia, alguma coisa, mas que depois volta, como você falou, dura uma semana, tal, não sei o quê. Esse realmente era muito extremo, foi uma coisa muito tipo—
Fabão:quando ela fala que ela tava falando com sotaque, eu já vi caso de gente que sofreu traumatismo e começou a falar inglês.
Mabê:Você já viu? Não rola assim?
Tiago P. Zanetic:Tem um caso que a pessoa perdeu a memória e quando voltou ela falava uma outra língua. É muito doido, o cérebro é bizarro.
Mabê:Você fala, né?
Fabão:Ah não, mas eu gostaria que não, queria ter feito tanta aula.
Mabê:Ah, entendi.
Fabão:E aí eu: "Oh, hi!" "Oh my God!" "Oh my head!" "What are you doing?" "Oh my God, I'm speaking English!" Vamos para as indicações Coisas bizarras. É a minha indicação podre.
Mabê:É podre?
Fabão:Não, mas é podre porque eu ainda não assisti. Ai, passou, passou.
Mabê:Nossa, você pôr uma indicação que eu não assisti?
Fabão:Não, eu ainda não assisti, mas o trailer me deixou muito—
Mabê:Eu vou fazer a mesma coisa que ele, vou indicar um.
Fabão:Que é um filme chamado Obsession, aquele Obsessão. Gente, tudo que eu vejo Gente, o promocional desse filme, eu fiquei quegue.
Mabê:Eu gostei do trailer também, eu vi também.
Fabão:Tudo que eu vejo de trailer, saiu agora recentemente, eu assisti ontem, tava lá 2 dias, que é um trecho de uma cena deles num restaurante conversando. Gente, aquela atriz é absurda! Que isso, ela meio tipo, deram vida pra... Pesquisa no YouTube, Juju Carente. Imagina a Juju Carente ganhou vida.
Tiago P. Zanetic:Caralho, eu não esperava qualquer coisa.
Mabê:Eu ia falar isso, eu esperava qualquer coisa.
Fabão:No dump do Caso Bizarro, embaixo assim: "Obsessão, 2026". E o vídeo da Juju Carinhos: "Eu te amo, você me ama". Tipo assim, tudo que eu vi, eu fiquei chocado.
Mabê:É realmente animal, eu vi o clipe.
Fabão:E aí eu tô vendo que a crítica na gringa tá falando que eles fizeram algo básico se tornar assustador. E não tá me parecendo aqueles baits, sabe? Tipo assim: "Ai, passei mal".
Mabê:Long legs. "Ai, tive que sair." Eu adoro isso. Vomitou, vomitou. As pessoas vomitaram, não sei.
Fabão:Só a galera falando tipo assim: "Caralho, muito bem feito, muito bem feito." Não, o hype, esse hype exagerado matou o Long Legs, por exemplo. Matou o Long Legs.
Mabê:Que não é um filme ruim, ele só é um filme que foi matado pelo hype. O meu são duas indicações também de trailer, mas pela mesma razão. Cara, o filme do He-Man, eu sei, todo mundo fala: "Ah, o Thiago e tal." O filme do He-Man e o filme de Street Fighter. Ai... Você viu o trailer?
Fabão:Do Street Fighter não, do He-Man eu vi.
Mabê:É muito legal, assim, porque é legal porque abraçou o tosquice do negócio, sabe? Tipo, é um desenho feito pra vender brinquedo nos anos 80. Cara, seja tosco, entendeu? E tem uma piada excelente que deu cancelamento do filme nos Estados Unidos, né? Que ele trabalha no escritório, porque ele tá no mundo real sem as memórias. Aí tem lá o nome dele, né, Adam e He-Man, né? Tipo, ele e dele, né? Só que ele é o He-Man, né? Então, tipo, é uma brincadeirinha com esses caras. "Ai, é um filme lacrador, não sei o quê." Olha como eles são burros. E o do Street Fighter é a mesma coisa. O Street Fighter parece um videogame mesmo, né. O Guile tem o cabelo pra cima.
Fabão:Esse agora tem o Mortal Kombat 2, né.
Mabê:Também tá na mesma pegada, tipo, meio que abraçou a farofa, assim. Porque eu sinto falta das coisas pararem de ter cinismo. Eu acho que uma coisa que os anos 2000 pra frente tiveram é a falta de ser sincero com o que você é e tal. O cinismo tá matando as coisas.
Fabão:Eu acho que a internet é muito cínica. O que eu sinto falta dos filmes é tipo assim, galera, a resposta não tem resposta. Não, isso, pelo amor de Deus, tem uma galera que você assistiu filme que você assiste, chora porque não tem resposta. E aí teve um dia que eu assisti um filme no streaming e aí eu fui botar no Google pegar o pôster, ele tava assim: final explicado.
Mabê:Tipo, é a maldição do cinema moderno.
Fabão:Explica nada desse final, tipo, filme bobo, não tem necessidade.
Mabê:Então assim, posso dar uma indicação que não, não, ele acaba no frame perfeito, não tem tanta explicação. E eu aposto que tem um monte de filme final explicado. Flores Partidas, estrelado por Bill Murray, filme lindo, maravilhoso. E ele, a cena que ele acaba é perfeita assim para a história que tá sendo contada, ela se encerra ali. E eu tenho certeza que vai ter gente que vai falar: "Ai, não entendi." "No YouTube tem um monte de final explicado, não sei o quê." Não, Flores Partiu é muito bom.
Tiago P. Zanetic:Mas acho que tudo bem também falar sobre isso, né?
Fabão:Tudo bem o tema, mas acho que a obsessão com isso é o problema.
Tiago P. Zanetic:É, acho que é a obsessão.
Mabê:É, é.
Fabão:Você tem ideia de drama final explicado?
Tiago P. Zanetic:Gente, nossa, sim. Pra quê? Eu vou indicar uma animação que chama Smiling Friends, que tá na Paramount... Não, não tá na Paramount, tá na HBO. São dois caras, não são pessoas, são dois caras que eles trabalham numa empresa que eles fazem as pessoas rirem, faz a pessoa feliz. E aí eles têm um chefe lá, daí ele chama, ó, tem uma mãe pedindo ajuda para fazer o filho dela feliz. E aí quando eles chegam lá, tem o filho com uma arma na mão, na cabeça assim, e daí eles estão conversando, e daí ele fala, não, não, não atira, não atira. Ele, por quê? Aí ele dá todas as explicações de por que ele quer se matar e tal. Que a mulher dele largou ele, que ele perdeu o emprego e tal, não sei o quê. Aí eles estão conversando, eles falam: "Meu, acho que o pai tem razão." "A gente não vai conseguir fazer eles rirem." Enfim, é aqueles desenhos bem bizarros, nonsense. Mas que eu achei muito engraçado. Porque basicamente é isso, eles trabalham numa empresa que o job deles é fazer as pessoas rirem, né. E aí tem todo esse episódio aí que ele tá... Em todos os episódios eles estão ali lutando pra fazer as pessoas sorrirem no mundo de hoje em que as pessoas bebem detergente. Então é muito difícil.
Mabê:E aqui as temporadas fechadas, né? Mama, aquele cara é uma bomba!
Tiago P. Zanetic:Eu só assisti os dois primeiros episódios, mas achei bem engraçado. É mais... é cínico, é mais numa pegada de... sabe, humor podre. Humor britânico. Tipo, mais nessa pegada assim. Tipo, não é... Se você gosta de uma coisa mais divertidinha, leve, talvez não seja o teu rolê. É isso.
Fabão:Indicamos.
Tiago P. Zanetic:Indicamos.
Mabê:Temos indicações, temos casos, temos cancelamentos.
Tiago P. Zanetic:Temos cancelamento. Um beijo. Espero que vocês tenham gostado e até o próximo episódio.
HBO Max
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