Clube Bizarro #6 - Terminamos A Casa dos Sonhos!
Depois de corpos escondidos, segredos de família e uma revelação atrás da outra, chegou a hora de conversar sobre tudo o que aconteceu.
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Mabê B
- Descoberta de restos mortais na casa e o início da investigaçãoSefi e Tom se mudam para chalé·casa da avó Rosie Gray·Sefi grávida e sem dinheiro·restos mortais no jardim·polícia isola a área
- A história de Rose Gray, Daphne e o médico Victor CarmichaelRose lésbica nos anos 70·inseminação artificial com Victor·Victor Carmichael pai do Theo·Daphne aluga quarto de Rose·romance sáfico entre Rose e Daphne
- A revelação das identidades e os crimes do passadoDaphne é Sheila Watts e Jane Burdon·Jane matou amiga na infância·Rose mata jornalista Neil·Daphne mata Rose com chaleira·Daphne assume identidade de Rose
- Desfecho da história e as consequências para os personagensTheo e Lorna descobrem que são irmãos·pai de Theo matou a mãe·Daphne morre na clínica·Safi encontra provas contra Victor·final surpreendente do livro
- Apresentação do audiolivro 'A Casa dos Sonhos' e o Clube Bizarroterceiro audiolivro do clube·empolgação com a história·iniciativa Amazon Music·cupom audiolivro·grupo de Telegram para discussões
- A investigação do passado da avó Rose e a busca por respostascorpos de homem e mulher·Sefi visita avó com demência·avó menciona nomes·mãe Lorna volta da Espanha·pai jornalista ajuda na busca
Sejam bem-vindos a mais um episódio do Clube Bizarro do Audiolivro.
Sim, galera, estamos no nosso terceiro audiolivro e eu estou cada mês que passa mais maluca, obviamente mais empolgada, tá? Porque assim, até agora Não caiu o nível dos nossos audiobooks, entendeu? Não caiu. A gente começou aqui: A Melhor Amiga Assassina a Amiga. Segundo: Você Precisa Sequestrar Crianças. Esse aqui: Fui Fazer uma Reforma, Achei Gente Enterrada no Quintal. Então assim, ó, só cresce o rolê.
Lembrando que é uma iniciativa Amazon Music, então estamos aqui como sempre. E tem aqui, né, aqui na frente vocês podem receber o cupom audiolivro. Então se você assinar o Amazon Music Unlimited, você vai ter uma série de músicas, uma série de podcasts e também direito a um audiolivro gratuito por mês. E a gente tá muito empolgada com essa iniciativa, com esse projeto juntas. E ainda temos o grupo de Telegram, que é o grupo do Telegram pra gente ficar discutindo os audiolivros, gente.
Então se você ainda não tá lá, vai na descrição do episódio, tá lá o link pra você entrar nesse grupo pra gente ficar fofocando sobre as coisas, que é muito divertido.
E a galera discorda, a galera concorda, a galera tem uma parte Em algum momento, a gente coloca um subgrupo para spoilers. A galera vai lá e maceta na opinião, entendeu? Aí tem gente que ama, tem gente que fala, gente, que surto que foi, e tal. Então assim, eu me divirto muito no grupo.
Eu também, eu amo. Acho que a gente se diverte pra caralho lá.
Eu não imaginava para que caminhos iria este livro.
Gente, depois da Corrente, eu fiquei ligeira, tá? Eu já tava esperando assim, olha... Vai ser uma coisa gigantesca. O que tem aí pra nos oferecer? Então vamos dar esse panorama. Lembrando que a gente tá falando do audiolivro A Casa dos Sonhos, da Claire Douglas, que é o audiolivro desse mês. O que acontece?
A Sefi, que é quase Seve, né? Nossa, no começo eu tava tipo assim, gente, eu acho que é a mesma pessoa.
Então a Sefi e o marido Tom, eles se mudam pra um chalé no vilarejo de Bagansnook. A casa tava no nome da mãe da Sef. Isso a gente demora um pouco para descobrir, né?
Demora, demora um pouquinho.
Mas a gente já tá aqui trazendo aqui para vocês que tá no nome da mãe da Sef, que é a Lorna. E a Lorna, ela mora na Espanha.
Um nome de senhora, né? Senhora Lorna.
Só que originalmente pertencia à avó, a Rosie Gray, né? E essa avó hoje ela vive numa clínica por conta da demência, tá? E aí, beleza, a Cef tá grávida. E aí ela não tava assim nas melhores condições financeiras junto com o Tom.
Ela é uma jovem de 24 anos, vamos falar, muito jovem. Ela é uma jovem de 24 anos, o Tom também é jovem. Eles não planejaram, ela só engravidou. E aí assim, nossa, não tem lugar onde morar.
Não, ela não contou para ninguém que tá grávida.
E aí tipo assim, até porque vamos combinar que não é a mãe mais Mas presente, não é a mãe do ano. Tal qual o Marty, o pai do Livro da Corrente, a Lorna não é a mãe do ano, definitivamente.
E aí beleza, aí durante uma reforma, aí lá o empreiteiro, pedreiro, tal, eles encontram restos mortais no jardim. Eles chamam a Sefi, ela tá sozinha em casa, ela fica meio tensa assim.
E ela já tava olhando pela janela pensando assim, ah não. Lá vem ele. O que será que ele vai me falar?
Resolver alguma coisa.
E eu já tive muito trabalho. Ai, sim, a gente fez obra.
Quando vem chamar, ah não, não quero falar.
Dona Marina, a senhora tá ocupada?
Só um pouquinho. Não quero olhar.
Vamos olhar aqui. E ele chega e fala, então, a gente achou uma ossada no quintal, a gente não vai continuar trabalhando aqui, tem que ver o que você faz a partir de agora. E aí ela assim, pô, tudo eu nessa casa. Eu tava aqui fazendo meus designs de capa de livro.
Exato, ela cuidando do jardim também. Aí enfim, gente, aí o que ela faz? Ela liga pro marido dela, o marido dela tá trabalhando em Londres, né?
É, ele trabalha longe.
E aí ele pega um trem e vai correndo pra lá. E daí, ni que ele chega lá, a polícia já tá, a polícia já isolou a área. E aí, gente, eles têm que sair da casa, eles têm que sair da própria casa e ficar num hotel. Só que eles estão no lugar, tipo uma cidade muito pequena, não tem tipo hotel, tem um lugar ali e tal que eles ficam, tipo uma pousada assim. E ela tem um cachorrinho, né? Então até consegue ficar com o cachorrinho lá. Só que imagina você ter que sair da sua casa do nada porque encontraram restos mortais.
E assim, zero tato com isso, que é, galera, então achamos restos mortais aqui. Ela, meu Deus, meu quintal, nossa, o que que os vizinhos vão pensar da gente? Nossa, para onde a gente vai Putz, tô grávida. Eu já tava tipo assim, o quê? Sai da minha casa!
Eu não vou sair nem fodendo.
Eles é que saiam, quem mandou eles ficarem no meu terreno?
E aí uma coisa que me deixou muito, que eu ri muito assim, é porque o marido ele fica assim, policial, mas a gente não morava aqui não, a gente acabou de chegar. Só que meu filho era da vó dela antes.
Aí ele assim, mas eu acho que o tempo que a vó dela chegou aqui também não dava para ter matado essa galera, porque a gente nunca ouviu ela matar ninguém.
É tipo assim, Tipo assim, ficou uma coisa meio assim, para de falar que não foi a gente, porque...
É que bom que já tá em estado de osso, porque a gente tá morando aqui faz 3 semanas. Então definitivamente não foi a gente. E eu tipo assim, gente, que preocupações são essas? A última coisa que eu ia me preocupar é que eu tava incomodando meus vizinhos.
E ele, na verdade, ele vira pra uma hora pro policial e fala assim, quando que a gente vai poder continuar a obra? É, tipo, que história!
Não, mas esse tipo de preocupação eu também teria, tá? Eu também teria. Mas é bem Amiga, mas assim, pensa só, putz, eu comecei a reforma da minha cozinha agora, a minha mulher tá grávida, eu vou ter que ir para um hotel. Assim, eu quando fiz reforma na minha casa tive que sair da casa que eu tava, morar temporariamente numa outra casa até minha casa ficar pronta. Eu sei o que o Tom tá passando, tá? Porque é horrível. Eu tive que me mudar com meus cachorros.
Mas eu posso voltar amanhã, amiga?
É que na minha cabeça assim, ó, Eu não tenho nada a ver com isso, pessoal. Eu não tenho nada a ver com isso, tá? Não fui eu que trouxe essa galera pra cá. Não dá pra descobrir aí enquanto eu vivo a minha vida na minha casa? Porque super dá na minha cabeça.
E aí vai rolando a investigação. Daí a investigação diz que é um corpo de um homem e de uma mulher. E que uma mulher sofreu tipo uma contusão assim na cabeça. E o homem é...
É uma facada, acho que é. Ah, nossa!
Tudo bem, é um episódio que já acabou. E o homem, a gente não sabe o que aconteceu com ele.
Claro, porque não dá para saber que foi uma facada se não tem mais carne, né, pessoal?
Então a gente, eu acho que eu tô ouvindo pouco modus operandi, pessoal. Então a gente não tem informação nenhuma do que aconteceu com o homem. Beleza, o que a gente sabe, tem um homem e uma mulher. E aí ela fica tipo, tá, mas o que acontece? E como a casa pertencia à avó, e ela visita a avó dela de vez em quando, que ela teve uma relação relação muito legal com a avó dela, que era muito amorosa e tal. E ela vai visitar a avó, ela falou, bom, vou tentar investigar alguma coisinha aqui.
E é muito importante que ela visita a avó toda quinta-feira. Então isso aí é importante, porque para uma pessoa que sofre de demência, ter a memória é uma coisa muito difícil assim. Então ela vai e fala assim, putz, tem que ir lá conversar com a minha avó e falar para ela o que aconteceu. E primeiro ela chega, porque ela não conta da gravidez para ninguém, ela chega Foto grávida. Aí a vó: Ah, que legal! Segundo: Vó, aqui rapidinho, acharam duas pessoas no quintal. A senhora sabe de alguma coisa?
Chocada!
Tipo assim, contato familiar não existe.
Gente, não existe! Eu fiquei tão chocada com essa falta de tato. Porque assim, ela tava chegando na clínica, daí a enfermeira assim: Ah, hoje é um dia bom da sua vó. Ela vai lá: Ô vó, e aqueles corpos lá, hein? O que a senhora tá sabendo? Porque tem um rolê também de que a avó meio que sublocava a casa, né? Então, tipo assim, a avó não morou muito tempo lá. Então ela fica nessas assim, tipo, será que foi alguém que morava, né? E ficou essa discussão aí.
Aí, beleza, falou com a avó. A avó, putz, não lembro, foi mal, minha memória tá indo embora aqui. Ela resolve falar com a mãe. A mãe Mora na Espanha.
Ah, mas espera, antes disso, a avó fala uns nomes.
Mas ela já começa nessa hora a falar?
Ah, ela fala, acho que tipo assim, pelo menos um nome lá. Ela fala tipo Sheila, menina malvada, umas coisas assim.
Ela só dropou?
Só dropou.
Mas ao mesmo tempo que a neta chegou lá e dropou informação de dois corpos, ela falou assim, toma aqui também. Toma aqui também. Entendeu? Eu recebi um, eu devolvo um. Aí ela resolve ligar pra mãe dela na Espanha. E aí aqui eu fiquei tipo assim, a mãe dela falando, ai, que o meu namorado novo, né, não estamos muito bem e tal. Aí ela, então mãe, é, não me importa, acharam dois corpos no quintal. E ela, nossa, quem são? Aí ela, então se eu soubesse eu já tava te falando, mas vamos ter que descobrir aqui.
Dá para você dar uma passadinha aqui em casa, pegar um avião? Aí ela, até que dá. Aí tem um capítulo inteiro sobre Como a mãe dela é bonita, desfilando pelo aeroporto, andando com todos os homens olhando para ela, porque ela sempre foi uma mulher, nananana. E eu só assim, amores, eu também quero saber quem é aquela galera que tá no quintal ali fazendo hora extra. Aí a mãe dela chega e fala, nossa, menina, que confusão! Quando é que será que vocês vão conseguir voltar a fazer a obra de vocês?
Gente, é assim, juro.
Aí a mãe chega e fala, não, vamos tentar falar com sua avó e ver o que que a gente descobre aqui. Então é isso, a mãe voltou, a avó ainda continua no estado dela de demência. A polícia fala: a gente tá tentando descobrir aqui quem é, mas a gente vai ter que entrevistar sua avó. Ah não, ninguém vai falar com a minha avó! Eu amo tanto minha avózinha, ninguém vai falar com a minha avózinha, ninguém vai falar com a minha avózinha, porque a minha avózinha não tá com a memória boa.
No que que ela vai poder ajudar? Ele fala: não sei, vamos ter que estar descobrindo no que que ela vai poder ajudar.
E aí a Sef e a Lorna começam a investigar o passado da Rose também, né? Começa a tentar ali caçar. A gente esqueceu de falar também, mas o pai da Sef, ele é jornalista. Então assim, ele tem os contatos ali, tipo, para encontrar, porque tem isso também, surgiram alguns repórteres ali, já começaram a surgir na casa dela, e aí começou a lá já umas matérias. E aí até tiraram uma foto meio paparazzi dos dois e tal. E aí tipo, ela foi ligar para o pai para meio que pedir dica, né, de como se proteger mesmo disso, já que o pai, o pai tipo é, acho que editor de um jornal assim de uma cidade do interior, alguma coisa assim.
Daí o pai dá várias dicas disso, mas ele termina com: mas se for dar uma exclusiva, lembre do seu pai.
Sim, claro, claro, Laudias. Aí beleza, daí saiu essa foto e aí começou a viralizar. E daí a cidade meio que já tá um pouco sabendo.
Não, e aí a galera da cidade já tá super de saco cheio, que é tipo assim, primeiro ganharam a casa de herança, já são dois nariz empinado, aí resolveram fazer reforma. Quem é que faz reforma em casa velha? Ninguém.
Estão putados.
Aí a vizinha assim também foi mexendo que não era para mexer. Achei, descobri uns negócios aí. Agora tá atormentando a nossa vizinhança aqui, pessoal. Quando que vai acabar esses paparazzi aqui dos mesmos criadores de Quando Que a Gente Vai Poder Fazer a Reforma? Quem é que— quando que vai acabar?
Já falou do Theo? Já falou do Theo?
Já! A história do Theo é em paralelo.
Aí a gente tem em paralelo a história do Theo, que é filho de um médico chamado Victor Carmichael. E aí esse Victor, enfim, ele é médico e tal. E aí o Theo É um cara X, tem uma esposa lá, a esposa tá tentando engravidar, eles não conseguem, eles não conseguem. E o pai dele foi médico de fertilidade e tal, não sei o quê.
E aí ele descobre, a mãe dele morreu tem um tempo, morreu já faz um tempo de um acidente, ela caiu da escada e aí ela morreu, e ela morreu.
E aí ele meio que descobre um jornal na as coisas do pai, é jornal, né? Que tem. E aí tem essa notícia dos corpos enterrados. E daí ele acha meio estranho, tipo, por que que o pai tá olhando isso?
E tá circulado o nome das mulheres e escrito encontrar embaixo.
Encontrar embaixo. Então assim, que porra que tá acontecendo?
E ele acha o pai dele meio enigmático, porque o pai dele nunca foi um pai muito amoroso, pelo que deu para entender. Nunca foi muito aberto de conversar. Então assim, toda interação que ele tem com o pai pai é muito pontual. Ele leva marmita para o pai dele porque ele é, ele é chefe de restaurante, então ele cozinha. Então ele leva marmita para o pai dele, o pai dele tá sempre jogando golfe. E aí eles não têm uma dinâmica muito boa assim, sabe?
Mas a gente tem esse núcleo aí do Theo, que a mãe morreu caindo da escada, que a esposa tentando engravidar, e que ele não tem uma boa relação com o pai dele. Mas agora surgiu esses nomes ali, ele ficou meio interessado interessado, Dio, por que que o pai tava interessado?
A gente descobre o DNA desse cara, aí tem que fazer o teste no filho dele, né, alguma coisa assim, porque eles estavam— eu não lembro agora. Mas aí descobrem o DNA desse cara e na verdade era um repórter. Deixa eu ver o nome dele, acho que eu anotei aqui. Eu não lembro, porque, gente, a gente é ruim de nome, né?
Não, assim, e não é como se se liga, e não é como se esse livro tivesse pouco nome, né, pessoal?
Porque assim, esse livro não é pouco nome. Então o Neil é um jornalista X e a gente não tem a identificação da mulher, ela ainda fica em aberto ali.
Aí nesse meio tempo a polícia foi e fez a investigação, foi lá e fez o interrogatório com a Rose, falou assim: oi, Rose, tudo bem? Estamos aqui para saber dos corpos da sua casa. Dela que casa? Daí eles explicaram. Dela que corpos? Aí eles explicaram, aí ela falou, não sei, não lembro. Ah, deve ter sido o Vitor. E aí ela dropou o nome. E aí você fica assim, quem é Vitor, né? Aí ela fala, putz, foi mal, pessoal, não consigo colaborar com mais nada.
E aí perderam ela porque ela tem lapsos de memória durante um período do tempo. E é isso, eles ficam, tá, agora temos o nome aqui de Vitor. Aí temos o nome da Sheila que ela falou na primeira, é, tinha esse nome da Sheila. Aí tem uma menina malvada. Então era tudo fragmentado, tudo que a gente sabe.
E aí até o pai da Cef ajuda a procurar esse Neil, e aí consegue encontrar umas investigações dele e tal, uma coisa. E resumindo a história, o Neil ele tava investigando Uma mulher chamada Jane, que foi assim, uma mulher chamava Jane Burdon. Quando ela era criança, ela matou a amiga dela Susan Wallace, teve essa morte aí. Aí ela foi presa, ela cumpriu pena. E aí quando ela cumpriu, depois que ela cumpriu pena, ela recebeu uma identidade nova que era Sheila Watts.
E aí anos mais tarde, esse esse Neil, ele descobriu o passado da Jenna e foi atrás dela. Só que aí já pode contar já, né? E aí a Jenna, que agora é a Sheila, tá vendo que o Neil tá vindo atrás dela. Aí ela forja a própria morte, que ela foi— aí eu achei que ela foi perspicaz, ela foi tudo. Ela forja a própria morte e ela rouba a identidade de outra mulher que é Daphne Harton, a Daphne.
A Daphne. E aí ela falou assim, ah, peguei aqui uma nova identidade. E aí nesse meio tempo a gente tem 3 nomes, só que a gente não sabe que esses 3 nomes pertencem à mesma pessoa, porque demora um tempo para a gente, tipo, demora para entender. Então a Sheila é a Daphne, porque na memória da avó, ela tá jogando só nomes. E aí, nesse meio tempo, não volta a galera. A galera volta a morar na casa, a Safi e o Tom voltam a morar na casa.
A Lorna fica esse tempo com eles porque, afinal de contas, a filha tá grávida, tá tendo todo esse rolê. E o pessoal continua embargando a obra deles lá, mas que eles puderam voltar para casa mesmo com a investigação rolando. Aí a polícia fala, então, mas a gente tem que entrevistar sua avó de novo, porque assim, cara, tá surgindo gente aqui. A gente já sabe o período que mais ou menos aconteceu isso, a gente já falou com os antigos moradores aqui, a gente falou com os antigos moradores aqui e não foram eles.
Então assim, a sua avó precisa saber de alguma coisa, porque isso vem de um pouquinho antes dela começar a alugar essa casa. E aí você fica assim, putz, será que a avó vai conseguir ajudar?
Então assim, vamos voltar no passado. Você tinha ali a Rosie Gray, e aí nos anos 70 a Rosie Gray— esse é um grande spoiler, gente— ela é lésbica.
E nessa parte do livro é muito engraçado porque assim tem toda uma construção de quem é a personagem. A gente sabe que é a Rosie Gray porque aí começa a intercalar um capítulo sobre a Rose e um capítulo sobre a mãe da SAF, da SEF, um capítulo sobre os tempos atuais. E aí no capítulo da Rose Gray, quando a gente tem as memórias dela ali, que a gente tá conhecendo um pouco mais da personagem, ela vive ali nos anos 70, 80, ela tem uma filha, ela mora sozinha, e aí ninguém sabe sobre o passado dela porque ela sempre foi muito reservada e tal.
Ela tá colocando um quartinho para alugar nesse chalé porque ela precisa de dinheiro, então Então ela sempre quer saber quem são as pessoas interessadas nisso.
Mas antes disso, é porque ela é lésbica, ela tinha companheira, a Audrey. E aí ela queria, elas queriam ter um filho.
Mas é que isso a gente só sabe no final.
Tudo bem, tá, eu vou para ordem cronológica. E aí elas queriam um filho, então elas procuraram uma clínica que fosse especializada em fertilização. E aí a gente encontra o Vitor, tá.
Peter Carmichael, que é um médico, conexões, ele é um médico e ele é o pai do Theo. E por que que ele sublinhou o nome delas no jornal quando ela, quando eles, quando ele viu a notícia? Porque ele sabia que ela era a mulher que ele tinha feito inseminação com o próprio sêmen e que tinha tido uma filha e que desapareceu depois de anos e ele nunca mais ouviu falar dela. Só que nesse meio tempo a gente não descobre ainda que ela tinha uma companheira e ela fez inseminação artificial, mas a gente descobre que ela tem a filha e ela quer alugar o quartinho.
Ela aluga para quem? Para Daphne, que é a nossa querida Sheila, que era Jean. Exatamente. Só que elas têm um acordo mútuo ali que elas não falam sobre o passado. Eu não quero saber quem você é, de onde você veio, de quem que você tá fugindo, só vou eu vou pagar as contas aqui.
Exato.
E aí elas têm uma amizade, tipo eu e uma amiga que temos uma amizade, elas veem filme juntas, elas dão rolê na cidade. A Daphne é muito atenciosa com a filha dela, então ajuda ali a menina. Eis que ela começa a ter um pouco mais de intimidade, no sentido de participar uma da vida da outra, e com isso ela vai pensando, se pá, eu tenho sentimentos aqui.
Por ela.
Eu tenho sentimentos que eles vão além de uma amizade da minha inquilina. E aí elas começam a ter um romance. E aí nessa hora eu fui pega de surpresa, que eu falei, nossa, eu não imaginava que o livro ia por esse caminho. Porque quando a gente tem um casal hétero que foi morar numa casa, descobre ossos ali, você parte do pressuposto que a gente vai continuar nessa dinâmica de casais héteros, ou enfim, o que que é que tem acontecido.
Até por ser um homem e uma mulher, pô, será que eles eram um casal, né? Quem são eles? Então quando veio um romance sáfico, eu fiquei tipo, uau, eu não tava esperando por isso! E eu fiquei muito mais curiosa. Aí nesse momento eu fiquei muito mais curiosa, que tipo, tá, o que será que aconteceu?
Daí nessa hora você fez assim, bom, a Daphne que tá enterrada, né?
Exatamente, porque pô, se a gente tem a Rose Gray com a filha dela. E tem essa mina. E aí, no decorrer...
Parecia o Alder também, mas eu fiquei pensando mais na Daphne.
Porque era mais palpável. Aí a gente tem todo um desenrolar de um suspense ali, que é... Em algum momento, ela descobre que a Daphne também tá sendo perseguida por um cara do passado dela, enfim. E aí, ela se abre e fala que ela também tem medo de ser perseguida por um cara que fez coisas no passado dela. Mas até então, ela não fala o que que é. Então a gente demora um tempo, a gente só sabe que ambas estão fugindo de homens na vida delas.
E aí quem que a Rose tá fugindo? Ela tá fugindo do Vitor, porque como o Vitor fez inseminação com o esperma dele sem o consentimento dela, ela ficou puta quando ela descobriu. E aí, não, na verdade foi o contrário, ela tava mal com o Leda Aldrich, que a Aldrich vazou, fez o pai, vazou o pai, tipo assim, ai, vamos Vamos fazer inseminação?
Vamos. Eu tô grávida de 4 meses. Ah, você tá grávida de 4 meses? Aí eu olho para você e falo: ai, Mabê, foi lindo tudo que a gente viveu aqui, mas e nossa filhinha aqui? Eu não quero. Ela é sua filha, tá na sua barriga, é seu. Tchau, foi embora.
A Aldir pegou e assim vazou, vazou, entendeu? Lá voltou novo.
Aí o Vitor tinha dinheiro, Era um cara que não era casado, ele tinha uma casa muito grande. Quando ela— e eles tinham um relacionamento porque ele tava acompanhando a gestação dela, porque teoricamente só como médico. Ele chega e fala: ah, vem aqui para minha casa, mora aqui, eu pago todas as contas, eu tenho dinheiro, eu tenho uma casa belíssima, eu sou solteiro, nunca me relacionei com ninguém, você não acha isso esquisito? E você fala: foda-se, não acho, porque você tá tá me dando coisas aqui, topou morar com ele.
Quando a barriga dela foi crescendo e aí ela teve o neném, ela pegou e falou, então, acho que tá na hora de eu seguir minha vida aqui, né, já que eu não tenho um companheiro, né, não tenho mais uma companheira, eu acho que tá na hora de eu ir embora, carreira solo na minha vida aqui com a minha filha. E ele fala, como assim não tem pai? E eu, como assim? Aí ela, olha, Mas você é meu médico, Dili. Eu coloquei meu esperma aí. E aí ela fala, como assim?
Claro que foi uma violação, ele fez inseminação do próprio sêmen. E aí a gente descobre que a criança é dele. E o que que ele faz? Ele é uma pessoa que vai deixar ela ir embora? Ele tranca ela em casa, pessoal. Ele tranca ela em casa, é super tóxico com ela, trata ela super mal. Algo assim. Aí ela fala, tem que bolar um plano, eu vou ser legal com ele. Ela começa a ser legal com ele para ele ir liberando ela aos poucos, até um dia que ela consegue fugir com a filha. E aí é que a gente entende, ela está no cu do mundo por causa—
porque ela tá fugindo do Victor.
Exato. E aí por isso que ela fica tão preocupada com que pessoas que falam ou perguntam sobre ela, ou de contar alguma coisa da vida dela, porque ela tem medo que ele ache onde é que ela tá e queira pegar a filha de volta.
E a Daphne tá fugindo do jornalista que, né, descobriu tudo, a verdade sobre ela e tal. E aí um dia o jornalista aparece lá, que ele descobre onde a Daphne tá. E aí ele começa meio que tipo ir para cima assim da Daphne, mas ele só quer, ele só quer conversar, gente, ele é só jornalista. Só que como existem segredos entre, né, entre elas, a Daphne dá a entender de que na verdade ele é um homem perigoso do passado dela que quer fazer um mal para ela.
E como a Rose tem o Vitor, que, gente, o cara trancou ela, ele fez coisas horríveis com ela, eu acho que ela teve um gatilho, né? Teve um gatilho ali, sentiu que esse, que o Neil, que era o jornalista, mas para ela era o companheiro, que ele ia matar a Daphne.
Era uma ameaça.
Era uma ameaça.
A Daphne deu a entender de que ele que ele realmente queria matar ela, que ele tava perseguindo ela, que ele tinha descoberto coisas do passado dela, que ele ia falar para as pessoas e tal. E aí, mas apenas como jornalista, nesse confronto dos três, a Rose acaba matando ele.
Sim, ela esfaqueia ele, ela fica tipo meio assim desesperada, e daí ela fica tipo, ai, vamos chamar, sei lá, a polícia, vamos chamar no Instituto Oliver, alguma coisa assim.
E aí, enquanto isso, a Daphne assim, quê? Eu já abri uma cova aqui no quintal, vamos jogar ele aqui. Aí ela assim, como isso? Ela falou, então, não sei se você sabe, eu matei uma pessoa no meu passado, aprendi muita coisa na cadeia, porque tudo ela aprendeu na cadeia. Ela fala, vamos tampar ele aqui rapidinho, depois eu até posso montar um jardim em volta, deixar bonito, mas não vamos envolver a polícia, ninguém precisa saber E aí beleza, elas seguem a vida como se nada tivesse acontecido.
Mas a gente sabe que a Rose tá ali muito mal com essa história, porque, meu, ela matou um cara. Que exemplo que ela vai dar para filha dela? Ela não é essa pessoa e tal. Mas ela entendeu que salvei a vida da Daphne, salvei o amor da minha vida atual de ser assassinada ou qualquer coisa por esse cara. Aí você fala, ai, fofo, né?
Fofo. Só que ela vai descobrindo que a Daphne não é tão honesta assim e que a Daphne tá escondendo assim, né, bastante coisa dela. E na real tá sendo manipulada.
Nos tempos atuais, a neta ainda tá tentando investigar quem são essas pessoas. Ela até descobre que o pai dela lá, informações da Sheila, ela fala Ah, talvez seja isso, pode ser que seja essa pessoa. O Theo também tenta conversar com o pai dele, o pai dele fala: o que que você tá sendo enxerido nas minhas coisas aqui? E ele fala: tô sendo enxerido? Tá bom. Ele viaja até a cidade do— esqueci o nome da cidade— do chalé. Ele vai até o chalé atrás da Lorna e da mãe dela para falar: eu não sei o que tá rolando aqui, mas o meu pai tem um recorte de jornal querendo encontrar vocês.
Eu não sei qual é a ligação, mas que foi médico, pipipi, ele conta. Ela fala: também não sei que ligação pode ser essa, mas a minha mãe já falou do seu pai. Então talvez tenha alguma coisa a ver aqui entre essas histórias. E aí a avó começa a jogar outros nomes também lá. E aí ela começa tipo: ah, realmente ele tava perseguindo ela. E nossa, foi na noite do show de fogos de artifício. Aí você fica: mona, Ou você fala ou você para de falar.
Só que daí nesse meio do caminho, ela, a Rose, né, que é a avó, ela vai ficando muito mal, muito mal assim. Ela tá definhando muito rápido e eles ficam: gente, a gente precisa correr quanto tempo aqui? Porque a gente precisa descobrir o que que essa senhora sabe que ela não tá falando claramente porque ela não tem memória correta das coisas.
Sim, aí tá, aí tem esse momento do momento caso de família, que tipo assim, eu não lembro direito disso, mas pelo que eu me lembre, a gente coloca o nome dela, a Rose, ela viu ela conversando com um cara.
Sim, né?
Ela vê a Daphne conversando com um homem que lembra o Vitor.
É, ela olhou de longe e falou, será que ela tá conversando com o Vitor? Mas ela tá conversando com o Shan, que é um amigo dela, que ela tá trabalhando na casa dele. Ele dá ovos e azulejos para ela.
E eu e a Paty, a gente ficou obcecada com isso.
Ele dá várias coisas. E várias vezes a Rose perguntou para ela, tipo, por que que ele te dá tanta coisa? Ela, é porque ele gosta de mim, ele gosta de mim, ele quer me agradar e tal. Ela fica meio desconfiada. E aí ela passa essa desconfiança para gente, que é, bom, o Vitor é rico, ele tinha como dar coisas para pra Daphne, se ele quisesse. E aí, nesse momento, a gente fica também: será que o Shan é o Victor e ela realmente tá atraindo esse cara pra dentro da vida delas e tal?
Acaba que não é. Mas nessa noite dos fogos de artifício é muito emblemática no livro, justamente porque ela vê essa cena da Daphne com o cara, ela tem um gatilho de não posso confiar mais nela. Encontra a Melissa, que é uma moça que trabalha num café, que é amiga dela, que a gente até esqueceu de comentar. E ela fala para Melissa assim: oi, Melissa, tudo bem? A gente é amiga, né? Sim, somos amigas. Você gosta de mim, da minha filha?
Sim, gosto. Você sabe aqui que eu sou uma pessoa reservada, mas aconteceu uma coisa na minha vida que tem um cara me perseguindo. Delícia: meu, vamos à polícia juntar. Fala: não, cala a boca, escuta aí, não fala nada, não quero ir na polícia. Eu só quero que você saiba que se acontecer alguma coisa comigo Tem uma coisa escondida na minha lareira. Aí ela fala, não, vamos contar para polícia. Daí ela, não, não, cala a boca. Tá onde?
Daí ela, na lareira. Então tá bom, se acontecer alguma coisa comigo, você sabe onde tá. E a Mona foi embora, falou, ah tá, beleza. É tanto que ela fala assim, ah, ela viu outra pessoa e foi lá conversar porque talvez seja uma companhia mais agradável. Ela fala nessa parte no áudio, ela tá contando. E aí ela pega a filha e vai embora para casa. Deixa a Daphne lá. E as duas vão fugindo. E aí você começa a ficar meio angustiada, porque tipo, para onde essa porra tá indo, né?
Ela tá largando o chalé dela, tipo, como vai ser agora, sabe?
E aí você vai largar sua amiga, você vai bater na sua amiga, sua amiga realmente tá saindo com o cara que quer te perseguir, você já matou uma pessoa, caralho, o que que mais pode acontecer desse rolê? E aí acaba ali a memória do que a gente tem, acaba ali. E aí continua no paralelo a investigação que nesse meio tempo o Theo fala, então, meu pai é médico de fertilização. Ela fala, ué, você não acha que a gente é meio parecido?
Ele fala, é, se pá, a gente é meio parecido. Será que seu pai— eu não sei nada do meu pai. Seu pai é meu pai, Homem-Aranha? Homem-Aranha das ideias? Aí ele ficou assim, será?
Descobre que o pai dele é que uma mulher se matou por conta do pai dele, decidiu abusivo com ela também, não foi?
Eu não sei se ele fez inseminação ou se ele deu em cima dela e aí ela denunciou ele, ninguém acreditou nela.
É um negócio assim, foi alguma coisa escrota que o médico fez e ele acabou sendo responsável por essa morte. E o Theo descobre isso e ele fica meio mal, daí conversa com a esposa dele e tal.
E aí nesse meio tempo a gente volta para memória da da Rose, que é: ela chegou em casa, foi confrontar a Daphne e falou assim: Daphne, então, vi você conversando com um cara, acho que nossa relação andou muito rápido aqui, não me sinto segura, o Vitor tá vindo atrás de mim, eu quero que você vá embora.
E aí, galera, você acha que vai ter continuação? Não, não. Agora a gente tem um capítulo todo para a gente entender quem é que Daphne matou quando ela era criança? É bem aí, não é? É. Que é que a Daphne matou quando ela era criança?
Ela matou a amiga dela porque elas eram amiguinhas, amiguinhas, brincavam juntas. A família dela tratava ela super bem, dava coisinhas para ela, óbvio, azulejos, aquela coisa toda. E aí a amiguinha dela falou assim: não quero mais ser sua amiga, tá? É isso. Que que ela fez?
Matou Matou a amiga. É o que eu falei com a Paty. O dia que a Paty falar para mim, não quero mais ser sua amiga, eu falo, tá bom, mas não vai mais viver.
Vai lá se você conseguir sobreviver. Ela matou a amiga, passou anos na cadeia porque ela não soube lidar com uma amiga dela terminar a amizade com ela.
Eu entendo isso.
E aí, beleza, ela trocou de nome, trocou de nome, até ela ser a Daphne que a gente conhece. Aí o jornalista Voltou pros tempos da história da Rose.
Ela está sendo rejeitada novamente.
O que ela faz? Ela amadureceu, cresceu, agora sou mulher.
Superou, gente.
Agora é adulta. Ela fica pensando, não, você é o amor da minha vida. Você tem uma filha que eu amo. A gente tá aqui juntas, no vilarejinho, criando essa criança. Meu, dorme que passa, entendeu? Amanhã a gente resolve. Ela fala, não. Ela pega uma chaleira.
Uma chaleira, gente. E mete na cabeça da Rose.
Na cabeça da Rose. E a Rose vai de camisa de saudade, vai de camisa de saudade.
E aí ela fala, mas se a Rose tá morta, quem é a avó que tá lá na demente? Não sei o quê. E sim, é a porra da Daphne, que é a porra da Sheila, que é a porra da Jen. Sério.
E aí você entende que quem tá lá enterrado é que é o jornalista, e a Rose deu uma facada no jornalista.
A Rose Grey, que é a avó dela.
Aí quando você tem isso, nesse meio tempo o Theo e a nossa querida Lorna foram no Ratinho, fizeram exame de DNA, descobriram que são irmãos. E é tipo, uau, meu pai além de ter se aproveitado de uma jovem que se matou por conta disso porque denunciou ele, nada aconteceu, ela se matou. Ele fez uma inseminação ilegal na sua mãe. Será que ele matou minha mãe?
Porque é isso, lembra que a mãe morreu de acidente? E aí, meus amigos, tem um amigo que trabalhava com esse pai que disse que o pai confessou que matou a mãe.
Não, não. Ele confessa que matou a mãe porque o amigo fala dessa menina, mas ele não sabia que a mãe do cara tinha morrido. Ele fala, ah, minha mãe faleceu tem 14 anos. Ele, ah, que pena, gostava dela e tal, tá, tá, tá. E aí o pai confessa porque daí eles perguntam, tipo, você matou? Ele falou, ah, matei. Por que que você matou? Ah, porque ela quis terminar comigo.
Aí você fala, caralho, meu, a galera nesse livro, da escada, e aí ela caiu que morreu.
E aí ele tipo tentou fazer com que fosse um acidente, que falou que ele não tava em casa e tal. Aí o Theo ficou: caralho, meu irmão, meu pai é um lixo, matou minha mãe e agora tem uma irmã. Nossa, que plot twist! Mas pera aí, vamos voltar lá para a senhora que está com demência, que no caso era Rose Gray, mas era Daphne, e vamos vomitar essa história toda na cara dela para ver se ela lembra. Aí chega lá A menina fala: então, vó, a gente sabe de tudo, caralho, fala agora, puta que pariu, conta aí.
Não é aquele, não é bem assim. Essa foi uma liberdade minha, porque elas contam para ela: a gente sabe o que aconteceu, foi isso, isso, isso.
E você tá enterrada, sua filha fodida.
Exatamente. A Rose Grey, ela fala: sim, e a vida inteira eu me passei por ela porque eu não podia perder você. Lorna, e ela era o amor da minha vida, mas eu não soube lidar bem com isso. Uau, gente, quem são vocês?
Só a gente nesse audiolivro que não sabe lidar com uma rejeição, né? E aí, cara, empurra a mulher, a Daphne mata a Rosie Gray. Gente, aceita, só termina. Que inferno!
E aí a menina, a Safi, não, a Safi descobre que a Vó dela tinha uma amiga, Melissa, e tenta ir atrás dela porque ela vê umas fotos antigas e tal. Ela não viu nenhuma foto da vó, mas ela queria ter certeza e tal. Então ela descobre, ela vai no vilarejinho, fala com a Melissa e fala, ah, eu queria tanto, né, ver as fotos da minha vó, mas ela não tá aqui e tal. Ela fala, tá assim? Aí ela fala, não tá não? Ela falou, tá aqui, Mona, essa aqui é a sua vó.
Aí ela fala, não, Não, essa aí não é minha avó. A minha avó é outra pessoa. Ela fala: você acha que eu não conheço sua avó? É essa daqui. Aí ela fica: bom, então minha avó não é minha avó, porque a minha avó é essa pessoa da foto que eu não estou reconhecendo. Aí ela fala: ah, e tem um negócio aqui, sua avó falou, sei lá, num dia falou: ai, se acontecer alguma coisa comigo, olha na lareira. Aí ela: qual lareira? Ela não falou, né?
Ela não falou assim: ah, na terceira lareira à esquerda. Aí a menina volta para casa com a mãe dela, vasculha a casa inteira, não acha nada, e fala: bom, deve ter se perdido com o tempo, algum inquilino achou. Mas era uma prova, porque o Vitor tava atrás dela porque ele queria provas que ele sabia que a Lorna tinha escondido. Porque lá atrás, quando a Lorna fugiu da casa dele, ela não fugiu de mãos vazias, ela fugiu com evidências.
Ela levou uma pasta com fotos de toda todas as mulheres que ele tinha inseminado ilegalmente. Então tinha foto das pacientes nas posições lá de inseminação, claramente dopadas e tal. Então, e meio que tinha anotações dele sobre isso, e era a prova que ele passou a vida inteira indo atrás dela, não para pegar a filha de volta, mas para pegar a pasta que incriminava ele disso. E aí Beleza, ela descobriu isso. Pô, minha avó tá enterrada no quintal, então pô, não teve mais nenhum osso descoberto ali.
Escavaram, escavaram, escavaram. A polícia falou: então, já sabemos quem é, um beijo, um abraço, pode fechar aí, pode continuar a reforma da casa de vocês. A senhora veio a falecer, pediu perdão, a neta perdoou, a filha, a justiça não. Falou: que isso, você tirou a minha mãe de mim. Você mentiu, então não tem como te perdoar. A senhora acabou falecendo, o Téo e a esposa engravidaram, o pai dele foi preso, né, acusado e tal. O Tom e a Safi continuaram lá, fizeram a reforma da casa, tão felizes, o bebê tá vindo.
A mãe dela voltou para Espanha, se separou do cara que ela tava namorando, né, viu que a vida ia ser muito mais perto muito melhor se ela vivesse perto da filha dela. E resolve que ela quer morar lá. Só que nesse meio tempo, a Safi acha a pastinha que incrimina, e ela acha uma grande carta da Rose original falando sobre tudo que tava acontecendo. Então tudo que a gente tá lendo no livro é o diário de lembranças da verdadeira Rose Gray.
Antes dela morrer. E aí ela termina falando assim: então é isso, não posso confiar na Daphne porque eu acho que ela, ela, né, tem segredos, não me sinto mais segura, o Vitor tá vindo atrás da gente, eu não posso perder você porque você é tudo que eu mais tenho na minha vida. Então saiba que se acontecer alguma coisa comigo, eu te amo muito e é isso, beijos mamãe. E o livro acaba dessa forma.
E aí você fica assim, ó, é muito chocante.
Assim, eu gostei muito desse livro, eu gostei muito desse livro, porque assim, eu acho que foi o que eu mais gostei dos três, dos três.
É que eu amei No Rastro da Mentira. Corrente ficou em terceiro, gostei bastante também, mas No Rastro da Mentira é que No Rastro da Mentira é muito bom, né?
É que também tem o impacto de ser o primeiro que a gente fez, mas ele é muito bom porque é um audiolivro dinâmico também.
Mas é que eu acho que a casa tinha coisa do podcast também e tal. Mas é que A Casa dos Sonhos, putz, pra mim é uma história tão, tão verídica, sabe? Eu senti muito, pra mim tudo era muito crível e muito interessante a maneira como é tudo desenhado. Eu fiquei, cara, eu fiquei gag quando a gente vai descobrindo assim que a mulher teve 4 identidades durante a vida dela. Cara, que loucura!
E eu acho que o fato de ser uma pessoa com demência, que não tem uma lucidez o tempo inteiro, que tem flashes de coisas que ela nunca tinha falado, e ela te levar para esse momento do tipo, tá, porque tem um momento, esqueci de comentar isso, que para mim foi muito interessante. Assim, tem um momento que a gente descobre que ela tá usando a identidade da avó, né, da Rosie Gray, que no caso é a Daphne usando. A gente tem o pó dela falando: e todos os dias eu preciso me lembrar que eu sou a Rosie Gray, que eu tenho a minha neta, a minha filha que eu amo.
E aí toda essa história. Então, mano, pensa, você tem uma demência, você tem que fazer download todo dia de uma mentira que você criou nesses anos todos, sem deixar que lapsos da sua vida verdadeira venham à tona, para tipo manter essa história escondida. Então eu gostei muito. E o que me pegou foi, tipo, o romance sáfico era uma coisa que eu não tava esperando. E ele foi muito bom na construção da história, porque você sente aquela tensão de duas mulheres que não poderiam se relacionar pelo tempo que elas estavam vivendo ali, que a história se passa.
As duas estão sendo perseguidas por homens que querem de alguma forma destruir a vida delas. Você tem uma gestação que era para um casal sáfico, que uma das pessoas foi abandonada pela companheira. E aí você tem um sofrimento de tipo, pô, já não é fácil você ter uma gestação. E geralmente a gente vê que são homens que abandonam outras mulheres. Você vê uma mulher abandonando outra mulher no estado de vulnerabilidade, você fica tipo, caralho, mais uma outra mulher acolhendo, mais uma outra mulher acolhendo, mas é uma pessoa que não sabe lidar lidar com rejeição e os próprios sentimentos.
Então assim, eu fiquei muito impactada com esse rolê e também de não ter sido óbvio, porque poderia ser tipo assim, ai, realmente é fulano, e ser uma história clichêzona fácil de resolver, sabe?
Eu achei muito legal. Para mim, tipo, era a Daphne que tava enterrada. Entendeu? E era tipo, já tinha todos os plot twists ali, tava tudo certo. Então para mim, cara, foi tão legal.
Na minha cabeça era tipo, a avó matou ela porque ela sabia demais, logo para se esconder aqui era isso, né?
Então para mim foi tão interessante, eu fiquei de verdade assim encantada. Eu adorei esse audiolivro, eu gostei, eu adorei.
E assim, o Tom não fez nada, né? Ele trabalhava em Londres, ele só pegava o metrô dele, ia para casa, tentava ajudar. Ah, eu gostei também, é Snowy, né, o nome do cachorrinho. Eu gostei porque tudo gira em torno do cachorrinho, cachorrinho que é passeado. Ai, o cachorrinho uma hora sumiu porque eles acharam que eles estavam sendo ameaçados. Então uma hora o cachorrinho sumiu e eu falei, o cachorrinho não pode estar morto, se tiver morto eu vou parar de ouvir esse livro agora.
E não tava, foi ótimo assim, o cachorrinho viveu a vida que ele precisava viver. Mas eu gostei muito, assim, foi uma história que me surpreendeu. E magicamente eu gostei do final. Eu também, eu gostei do final.
Isso é difícil, queridos, é muito difícil. Então muito obrigada, gente, a gente amou. Tem o nosso Telegram lá, tá o link na descrição. E se você quiser saber o próximo audiolivro, é só ouvir o próximo episódio.
Vem aí, hein, nossa régua tá, ó, altíssima agora.
Ai, ai.
Tchau!