CB #196 - Maníaco do Batom com Kitty Kawakubo
No episódio de hoje discutimos sobre um encosto mandrake, um possível caso de crime familiar e o temido Maníaco do Batom!
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A guerra entre os Harrigan está só começando. Tom Hardy, Helen Mirren e Pierce Brosnan voltam em Terra da Máfia, série de Guy Ricthie, em um universo ainda mais caótico e eletrizante, onde não dá pra confiar em ninguém. A nova temporada já está disponível, só no Paramount+. Assista e entre nessa guerra! 👉https://bit.ly/4c8hoh6
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CB ao vivo em Recife: https://bit.ly/4AsiU8i Temporada 02 CB no teatro Youtube: eventim.com.br/artist/caso-bizarro/
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Mabê B
Kitty Kawakubo
- A história da prima que criou um namorado fictício e toda uma famíliaprima Joana e seu status nas redes sociais·Diógenes, o namorado perfeito e médico·criação de um ecossistema fictício·impacto psicológico em pessoas reais
- A casa assombrada com um fantasma esperto e um grampeador misteriosocasa com santos e teto pintado·gargalhadas e objetos mudando de lugar·luzes acendendo sozinhas e passos·grampeador entregue por engano e empurrão no box
- O Maníaco do Batom e os mistérios de um condomínio sem porteiromoradora perturbada na madrugada·mancha vermelha na maçaneta·morador identificado e sua desculpa·suspeita de fuçar apartamentos
- A boneca da Xuxa quebrada e a chinelada injusta na infânciamedo de dormir sozinha e troca de quartos·mãe brava por boneca quebrada·pai quebrando a boneca da Xuxa·promessa de conserto nunca cumprida
- O encosto Mandrake e a experiência sobrenatural em um clipe de funkamiga com boy lixo perseguidor·visão de um homem mandrake no carro·descrição detalhada do espírito·amizade desfeita por outro boy lixo
Sejam bem-vindos ao Caso Bizarro. E hoje estou aqui com a Kitty Kawakubo. Olá!
Oi, meu amor, como você tá?
Eu tô bem, e você?
Vamos quebrar tudo?
Vamos quebrar tudo!
Eu não tô conseguindo segurar a risada do que a gente tava falando antes.
Ai, sério, é o que eu falei para você, entendeu? Aqui hoje vamos, vamos ser a gente mesmo.
Vamos, né?
Entendeu? Vai ter que ser.
Por isso que eu vim desmontada já, para ficar bem, ó, cabala Madonna assim.
Bom, bora começar. Como eu disse, os casos hoje estão bem tranquilinhos. E o primeiro caso é: minha prima matou um cara. Olá, gente querida do Caso Bizarro! Ele tá assim, ó. Alguns nomes e situações foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos.
Ainda bem, meu amor.
Me chamo Sara da Meia-Noite, nome fictício, não sei se deu para perceber. Quero contar a história da minha prima Joana, a Jo. Jo é aquela pessoa que ama manter um status nas redes sociais. Ela é super performática, do tipo que ela posta fotos com os priminhos caçulas, mas depois que tirou a foto ignora eles na vida real. Tá, agora vamos voltar 15 anos atrás, na época que ela estava fazendo cursinho e conheceu um cara pelo Face, o Diógenes.
O Diógenes era estudante de medicina, mais velho, bonito e cheio de boas intenções. Era frase de música sertaneja pra cá, montagem mal feita de corações e fontes duvidosas, fotos fazendo S2 sorrindo pra câmera com legendas sempre dedicadas a Ju. Brega sim, fofinho também. Os amigos e familiares do Diógenes estavam muito felizes com esse relacionamento. A nossa família se incomodava um pouco porque era um relacionamento virtual, e isso rendia algumas críticas à Jo.
Mas o Diógenes apoiava muito o esforço da Jo a cada semestre que passava, sempre torcendo muito por ela a cada prova, na esperança de que ela passasse no vestibular na mesma faculdade que ele tava cursando. Infelizmente, isso nunca aconteceu, já que ela resolveu mudar o curso e tentar novos horizontes. Mesmo assim, Diógenes a apoiava, assim como sua família e amigos. Com o passar do tempo, o relacionamento acabou esfriando. Mas enquanto o namoro morria, uma linda amizade nasceu.
O Diógenes se formou, agora ele fazia uma residência em neurologia. E a Jo estava muito feliz, porque agora ela tinha um amigo médico, neurologista, pra atendê-la a qualquer hora do dia.
Ela fica feliz com tudo também, né. Nossa, essa Jo, ela...
Ela é feliz.
Gente!
E mais, o Diógenes acabou engravidando uma outra moça e ele ia ser pai. A Jo foi chamada pra ser madrinha. E de novo, estava radiante com isso.
Ai, precisava desse convite.
Já pensando em roupinhas e presentes pro seu afilhado. Mais algum tempo se passou. O filho do Diógenes agora já tinha 1 ano. A Jo entrou numa faculdade e tava experimentando uma vida longe da família. Ela tava lá, festeira, novas amizades, a nova cidade, a casa só pra ela. O Diógenes continuava lá, um grande amigão, ainda à distância. Sempre o primeiro a comentar e a curtir as fotos dessa nova fase da vida. E claro, incentivá-la.
Pouco tempo depois, recebemos uma triste notícia. Pois o Diógenes estava internado com um tumor cerebral. A Jo estava muito triste, fazia posts pedindo pra todos rezarem pelo amigo, torcerem pra ele sair dessa e ver o filho crescer. Afinal, né, o Diógenes era tão novo, tinha tanto pra viver e aproveitar. Era bonito, era médico, era neurologista. Cirurgista, pai, uma ótima pessoa. Eu gostei que bonito e médico veio antes.
Não, e ela fala isso o tempo todo, né? Gente, ele é bonito e médico. Sabe quando você tá mostrando para suas amigas? Só para deixar claro, ele é bonito e médico.
Infelizmente, Diógenes não resistiu e faleceu no hospital. Foi muito triste para todos nós. Recebemos a notícia pela Jo, que foi a porta-voz que anunciou para os amigos dele. Inclusive, foi ela que avisou a família dele. Todos ficamos chocados, né? Realmente ele era muito jovem. E a Jo, após o período de luto, com direito à foto no perfil, hashtag, acabou nunca mais tocando no assunto. Nunca mais falou do seu ex, nunca mais falou do seu afilhado.
Seria negação ou ela estava sofrendo à sua maneira? A mente humana realmente é um mistério.
Mas tem que postar?
É, tem isso também.
Também não entendo.
Tem isso também, né?
Não entendo também, gente. Tem que ficar postando?
Tem que ficar falando? Bom, lembra que eu falei que a nossa família era avessa ao relacionamento por ser algo virtual? No fim, esse era o menor dos problemas. O silêncio da Jo sobre a morte do Diógenes e o fim da relação dela com o afilhado tinha uma razão. A Jo matou o Diógenes. Sim, ela o matou. Sabe por quê? Porque ela inventou um tumor na cabeça do ex-namorado e o matou. Sabe por quê? Porque a Jo era o Diógenes. O pior, a Jo era mãe do Diógenes, o pai, os irmãos e os parentes também.
Jo era alguns amigos do Diógenes e até a namorada que ele acabou engravidando. Sim, ela criou todo um ecossistema para dar vida a uma pessoa que nunca existiu. Ela idealizou o namorado perfeito, fazendo o curso dos sonhos dela, na faculdade dos sonhos dela, na área de atuação. Ele é bonito e médico, lembra? Fã das músicas que ela ouvia e sendo o maior apoiador e admirador dela. E nós, bom, sempre achávamos que tinha algo de errado, mas a gente A gente achava que era um caso de catfish, um fake qualquer que tava iludindo a Jo.
A gente não imaginava que a situação, na verdade, toda, né, foi criada por ela. Com o único objetivo de mostrar que tinha uma pessoa incrível ao seu lado, sendo namorado ou não. Alguém que deu a ela uma criança que ela poderia amar e se chamar de madrinha. Um amigo e ex-namorado que a apoiava em todas as situações e que achava incrível todas as novas descobertas e conquistas. Ah, o Diógenes teve várias namoradas ao longo do caminho.
Mulheres reais, sem nenhum envolvimento com a minha prima. Ele tinha amigos reais, pessoas que desabafavam com ele, que torceram por sua recuperação e ficaram tristes com sua morte. A minha prima matou um cara fictício e destruiu o psicológico de algumas pessoas reais. Quando descobri tudo, já haviam se passado alguns anos. Hoje em dia, ela nem fala sobre o assunto, nunca mais citou amigo ou afilhado. Assim que ela percebeu que poderia fazer novas amizades, ela foi apagando essa história e fingindo que nunca aconteceu. É isso, um beijo.
É sempre bom ouvir uma história assim, né? Pra gente se sentir melhor. Tipo aquele dia que você tá quarta em casa, ai, sou meio doidinha. Aí você escuta, daí fica... Ai, tô tão boa!
Gente, mas eu admiro um pouco a capacidade da pessoa de criar... Porque ela não criou só o perfil do Diógenes. Ela criou a mãe do Diógenes, o pai. Cara, isso é um trabalho de roteiro gigantesco. É roteiro.
É arte, né?
Construção de personagem, construção de universo. De linguagem, porque o pai e a mãe não vai falar do mesmo jeito. Então você tem uma linguagem para o pai que é diferente da linguagem da mãe.
E o que eu fiquei me perguntando é como que eram os posts, né? Porque tipo, tinha no Instagram, tinha post no Instagram, acho que era Facebook que falou, porque é muito antigo essa história. Mas é pré-IA, né? E tinha umas coisas de foto, eu acho, não tinha?
Pelo que contou na história, devia ser uma coisa assim, devia ter pegado foto tipo de uma pessoa real. Mas eu já fiz isso, né? Quando eu tinha Orkut, eu usava foto de uma menina russa uma época.
Eu tive fake, ai, lembrei, eu só tive fake acho que uma vez na vida, que foi assim para saber se uma pessoa com quem eu tava me relacionando tava mentindo.
Tá.
E tava, né? Porque assim, se a gente tá chegando nesse nível, normalmente é porque algo ruim tá acontecendo.
É, eu tive fake também muito antigo que era isso, que era uma menina russa que eu, mas assim, eu não queria uma grande história, entendeu? Só usava, você não deu tempo, você não teria criado Porque não deu tempo, né? Tipo assim, era só um perfil ali que eu tinha. Eu nem lembro o que eu fazia com ele. E aí tinha essa foto e esse nome diferente. Mas ela não, gente. Ela postava foto falando pras pessoas rezarem pro cara que tava com tumor. Então é um trabalho.
É um trabalho, mas assim, também tem um nível meio... Um pouco maldoso, né? Não consegui pensar em outra palavra que...
Tipo de fazer todo mundo assim, porque está fazendo as pessoas ficarem mal, né? Tem gente completamente psicopata, diagnóstico psicopata. Não é tipo assim, não totalmente. A pessoa entrou num negócio que ficou muito grande, mas eu entendo a Jo. Ela se passou, ela se passou um pouquinho, porque aí você criou o pai e a mãe do Diógenes, beleza. Mas aí você criou a namorada, o afilhado, tem que ter filho do menino, foto da criança de um ano.
Entendeu? E aí eu fiquei pensando, gente, mas a Jo é madrinha, ela nunca vai visitar o menino. Eu acho que se eu fosse prima, eu ia ficar, e aí, Jo, e o seu afilhado?
Ai, eu acho que ia achar normal. Em São Paulo não ir visitar o afilhado, normal, amor.
É um pouco normal.
É um pouco normal, acho que eu nem ia prestar atenção, assim. Eu acho que talvez a coisa de falarem que ele é bonito e médico o tempo todo, daí eu ia já ficar mais atenta. Tipo assim, não sei qual que é o defeito desse homem, sabe?
Ele é bonito e médico, e que mais?
Não fala nada, tipo assim, não, já ia ficar mais desconfiado assim, gente.
E ele era o primeiro a comentar as coisas dela sempre. Então tipo, ela postava uma foto, ela corria para virar o Diógenes e lá comentar. Eu achei cante.
Mas você, eu não sei se você acompanha drags que tem um perfil desmontado, tipo eu tenho sim. E aí hoje em dia eu acho que a gente faz menos isso, mas antigamente você postava uma foto montada, e aí você corria para comentar com seu perfil desmontado para engajar, para subir no Facebook principalmente.
Até porque as pessoas, elas são muito maravilhosas com as outras, né? Elas vão no comentário, por exemplo, se tem alguém xingando, aí vai lá e xinga. Se tem alguém elogiando, vai lá e elogia. Então é um jeito. Eu acho que a gente tem que ser o nosso maior fã primeiro.
Ai, com certeza!
Você não acha?
Eu sou o meu, sem dúvidas. Assim, não tem nem como.
A gente precisa criar um perfil e toda uma história como a Jo. Acho que talvez foi longe demais. Vai se montar, vira Usa essa energia caótica que ela tem, que ela é totalmente caótica. Meu, essa mulher fazendo arte, imagina o que que não vai sair.
Então vai aí, vai criar uma persona. Ela já tem o nome, ó, Sara da Meia-Noite. Você falou e disse assim, ah, um nome fictício, né? Eu pensei, ah, poderia ser de uma drag. Exato, poderia ser o nome real de uma drag, entendeu?
Então assim, fica aí essa dica para Joel, né?
Arte drag, tá? Se quiser Sei lá, posso te dar umas dicas, ganhar um reality, alguma coisa assim.
Você— e tem essa coisa também que— ai, eu não lembro quando que eu vi uma vez que uma drag, que ela cada peruca que ela colocava, ela falava que era uma personagem diferente.
Então ela construía toda uma personalidade.
Mas eu falei, aí já é meio show, né? Que já foi longe demais também.
Eu acho meio show. Eu acho que tem uma coisa também, algumas drags dizem que elas se sentem completamente outra pessoa, né, depois que elas estão montadas. Mas assim, é uma experiência que eu nunca tive, eu sempre me senti mesma pessoa. Eu acho que a única coisa que eu vejo que muda um pouco, e aí fica de dica para Joia inclusive, é que dependendo do que você tá vestindo, do que você tá fazendo, você sente mais gostosa. Aí no outro você sente mais kawaii, sabe? Tem essa coisa assim meio pin-up.
É, eu acho que é muito da fantasia mesmo, de se entregar. Tipo, às vezes a gente não tem aquela confiança, aí põe uma roupa diferente, deixa aquilo, sabe, te absorver de alguma maneira. Tipo, agora eu sou uma pessoa, eu vou ser confiante nesse momento, nessa personagem. Personagem aqui. Eu acho legal. Eu acho que se eu fosse montar, eu acho que eu ia criar uma personagem para cada, mas porque eu sou doidinha, porque eu gosto da coisa do cada um tem uma história, cada um tem um momento.
Então já é um pouco amiga, eu acho que eu sou, mas eu acho que me falta maquiagem mais dramática.
Mais dramática?
Ai sim, eu sou dramática, mas eu não faço umas maquiagens tão dramáticas.
Você tá de batom azul, amor. Mas nossa, são 2 da tarde.
Mas eu quero assim, eu quero umas coisas bem dramáticas.
Você queria mais ainda? Você acha que seria uma drag meio goticona?
Acho que não necessariamente goticona, mas eu curto a vibe gótica. Mas eu, sabe uma drag que eu, ai, eu não sei assim, pensando. Eu gosto muito da Animer Bee.
Ela é tudo.
Tipo, ela, porque cara, ela quando ela faz o rosto torto, sabe? Eu adoro.
Eu amo aquilo!
Por mim, eu andaria torta todos os dias. Eu acho aquilo, assim... Eu acho que eu ia querer fazer um pouco isso. Mas, tipo, talvez pro gótico mesmo. Mas eu ia querer fazer umas coisas que incomodassem, sabe? Tipo, esquisitinhas, assim. Eu acho que eu ia... Tipo, colocar um rosto numa testa. Tem uma mulher que eu sigo, que ela faz vários rostos, assim. Você já deve ter visto, né?
Tipo, de ilusão, né?
É, de ilusão. Eu acho isso muito foda. Eu acho um bapho também. Ela é artista, entendeu? É um nível de técnica de maquiagem e tal que eu acho que nem se eu estudasse anos eu não ia ter essa capacidade também.
Mas nem tudo é sobre técnica também.
Ah, mas naquele nível que ela faz—
Não, naquele nível, ok.
Mas poderia fazer um mais tranquilo, né?
Poderia fazer de um jeito mais que você tivesse a ideia ali ainda, né?
Mas eu queria um dia fazer uma que alguém—
Vamos, vou te montar. Vamos fazer. Eu tenho uma lace azul, inclusive, que é da cor do seu cabelo todo. Já dá para colocar, fazer uma versão assim bem dragzona.
Quero. Então a gente já fica aqui, o aviso. E toda essa história aí de catfish, perfil falso, gente inventando gente, você tentando descobrir a real me lembrou da confusão que acontece com a família Harrigan lá na Terra da Máfia. Só que eles têm uma vantagem que a gente não teve nesse caso, eles têm o Harry. O Harry, que é o personagem do Tom Hardy, é o braço direito dos Harrigan e basicamente o cara que eles chamam quando acontece alguma coisa muito errada e ninguém sabe o que tá acontecendo.
Só que na família Harrigan isso é um pouquinho mais complicado, porque a gente tá falando de uma família envolvida com crime organizado em Londres. Os Harrigan são uma família comandada pelo Conrad e pela Maeve Harrigan, que eles são interpretados por Pierce Brosnan e pela Ellen Mirren. O elenco, assim, topíssimo! Inclusive, a primeira temporada já começou com um desses mistérios: dois jovens de famílias rivais saem juntos, um deles desaparece, o outro volta coberto de sangue sem contar direito o que aconteceu.
Isso é só o começo, porque os filhos do Harrigan resolvem se meter nos próprios negócios, a família descobre que tem um informante no meio deles e começa uma caçada para descobrir quem é que tá passando informação. E conforme o Harry vai se envolvendo cada vez mais nos problemas dos Harrigan, a própria família dele acaba entrando na linha de fogo e precisa ser protegida. E se já tava difícil proteger os Hergan dos inimigos de fora, agora ficou pior.
Porque na nova temporada, eles começam a se destruir por dentro. A disputa por poder aumenta, as alianças começam a mudar. E o Harry fica lá no meio da família, sabe, sem saber em quem confiar. Ainda bem que já chegou a nova temporada de Terra da Máfia, que estreou exclusivamente no Paramount Plus. Pode ler o próximo.
O Maníaco do Batom. Eu faço uma voz sexy, será?
Qual vai ser o meu personagem?
É, Jô, me dá umas dicas. Oi, Mabei e Kitty, antes de te contar esse caso, gostaria de dizer que amo muito esse podcast e que espero vê-los algum dia ao vivo. Também espero. A história que se segue não aconteceu comigo, mas no condomínio onde eu moro junto com o meu namorado. Só para contextualizar, vamos algumas características deste prédio.
Vamos lá.
O condomínio é novo, estamos morando aqui há menos de um ano. O prédio é pequeno, tem menos de 10 andares e não tem porteiro. Além disso, não há câmeras nos corredores, apenas no elevador, na entrada e no térreo. Ou seja, se alguém a partir do primeiro andar quiser sair deixando merda— desculpa, foi tão específico, foi muito específico. Que tipo de frase é essa?
Alguém um dia acordou assim com a vontade de sair jogando merda no primeiro andar?
Tipo assim, ou seja, se alguém a partir do primeiro andar quiser sair deixando merda na porta dos outros, é só pegar a escada de incêndio que está tudo tranquilo, entre aspas. Então tá bom. O meu namorado está no grupo do WhatsApp do condomínio para acompanhar as notícias. Eis que numa bela manhã, quando estava no trabalho, ele me mandou um print onde uma moradora relatava um ocorrido bizarro daquela madrugada. Ela disse que por volta das 1 da manhã alguém tocou a campainha do apartamento dela, porém como ela estava sozinha preferiu não abrir a porta.
A pessoa insistiu e ela com medo decidiu ligar para a polícia. Imagino a Mona falando para o policial: então é que estão tocando minha campainha, será que dá para vir atender? Coitado do pobre do policial. Não sei qual foi o retorno da polícia ou se eles chegaram a ir lá, mas ela também ligou para o namorado dela vir buscá-la. E para surpresa de ambos, a bizarrice ainda não havia acabado. Acontece que deixaram uma mancha na maçaneta dela de vermelho, tipo como se alguém tivesse pegado nela com a mão sangrando.
Tá bom. É claro que o episódio causou um alvoroço no grupo e todos queriam saber quem tinha feito aquilo. Além disso, outras pessoas comentaram que também foram perturbadas nessa mesma noite. Uma disse que interfonaram, mas que quando não— que quando atendiam não falavam nada. Outra disse que também tocaram a campainha dela. Um tempo depois, o síndico disse que a pessoa já havia sido identificada e que a situação foi passada para a administradora para que as medidas fossem tomadas.
Ele também disse que esse morador saiu do térreo e pegou o elevador se dirigindo ao primeiro andar com algo nas mãos que parecia ser um batom. A moradora depois confirmou que era tinta Mas meu namorado e eu já tínhamos apelidado o culpado de maníaco do batom. Uns 10 dias depois, ao ser confrontado pelo síndico, o morador disse que naquela noite ouviu barulhos de máquinas de lavar.
Meteu essa, né?
Isso é muito de grupo de condomínio mesmo. Uns 10 dias depois, ao ser confrontado pelo síndico, O morador disse que naquela noite ouviu barulhos de máquina de lavar e decidiu ir nos apartamentos vagos para ver se o suposto barulho vinha de algum deles. Na ocasião, ele estava com um medicamento de cor avermelhada nas mãos e que acabou derramando, manchando as suas roupas e, por consequência, a maçaneta de um dos apartamentos. Eles deram uma comida de rabo no cara Falaram que não podia fazer isso e que se ele tivesse alguma reclamação de barulho, que fizesse isso por meio da administradora do condomínio.
Bom, não sei vocês, mas aqui em casa não engolimos nem um pouco essa explicação. De fato, nessa época tinham muitos apartamentos vagos no prédio, mas se a desculpa era de olhar se o barulho vinha dos apartamentos vazios, Por que ele tocou a campainha? Quem ele esperava que fosse abrir? Nunca mais rolou nada, mas é melhor estarmos sempre em alerta, pois vai que um dia o maníaco do batom resolve caçar alguém para maquiar.
Tá, muitas, muitas perguntas, porque esse maníaco do batom, ele tocou um terror aí. Então ele tocou a campainha dessa mina Manchou a maçaneta com algo vermelho. Aí ele tocou a campainha, aí tocou a campainha, não, tocou o interfone de umas outras pessoas. Aí quando elas atendiam, não falava nada. Então tocou esse terror aí. E aí quando identificaram o cara, ele falou que ele tava com remédio que mancha a mão. Gente, que tipo de remédio são esses, né?
Que pouquinho esquisito. E eu fiquei meio pensando, porque realmente você falou que tem Que é muita coisa de condomínio, né? Do tipo, ai, porque eu ouvi um barulho de máquina de lavar e fui lá ver. Aí ele foi olhar o apartamento vago. Pra quê? Tipo assim, sabe? Não tem explicação nenhuma.
Mas deixa eu falar uma coisa muito sincera. Eu também, eu acho que se eu lesse essa história há uns 3 anos, eu ia achar, nossa, que maluquice. Mas hoje em dia... A minha experiência, que antes eu morava em Guarulhos, agora eu moro em São Paulo capital sozinho e tem muitos apartamentos. Pela minha experiência, eu acho super possível tudo isso aqui.
Não, eu acho super possível.
Porque os vizinhos, às vezes eles têm vizinhos que às vezes criam histórias assim, entendeu? E essa coisa, aí eu fui lá e decidi abrir a maçaneta de um apartamento.
Pra quê? O que que você tem a ver com isso? Exatamente. Aí eu vi o barulho, foda-se, então avisa, tipo assim, olha, tá rolando barulho no andar tal, está me incomodando. Mas você vai lá, você vai abrir uma saneta do apartamento que você nem mora?
Exatamente.
Não sei, para mim eu acho que ele quis fuçar, ele quis dar umas fuçadas aí nos apartamentos, entendeu? E dar esse golpe. E aí não vou dizer que eu tô com ele, mas Mas você não fica meio curioso com como é que as pessoas do teu próprio prédio, como é que elas mobiliam assim as casas? Às vezes você tá passando assim, aí tá uma porta aberta, eu fico assim, gente, como é que é esse apartamento por dentro? Então assim, não que eu vá sair por aí com batom na mão tentando abrir a porta dos meus apartamentos, dos meus apartamentos, dos apartamentos do meu prédio, mas eu entendo um pouco essa curiosidade, entendeu?
Você me permite contar uma história de piranha? Mas assim, quando eu mudei para o meu Eu tinha essa curiosidade também, de ver como as pessoas tinham decorado, não sei o quê. Primeira vez morando sozinho. Então eu fiquei com alguns vizinhos, né, porque é muito grande, pelo aplicativo, um famoso aplicativo de relacionamentos LGBT. E aí eu ia na casa e eu ficava prestando atenção em tudo, assim. Aí eu entrava em cada cômodo, perguntava, quanto você pagou isso aqui?
Tava mobiliado já? Teve que fazer alguma obra? Esse banheiro já tava assim ou você que botou? Comprou a pé ou é alugado? Eu pergunto mesmo.
Você assistiu Heated Rivalry?
Não tive tempo.
Porque tem uma hora que o William entra na— aliás, é o contrário, o Roland entra nesse apartamento do cara e ele fica fazendo umas perguntas. Ele fala, o que é isso? Você é corretor agora? Tipo, ele dá uma zoada assim, porque ele fica fazendo, ai, quem que fez isso aqui? Isso é arquitetura? Não sei o quê.
Juro, eu sou assim.
Mas a pessoa não fica meio chocada?
Ah, tem que ter um jeitinho, né? Tem que ter um carisma. Que linda essa mesa! Ah, eu quero uma!
De onde é?
Você chega assim meio maluca.
Entendi. É, eu... E total, o que você falou. Gente, o Chico Felipe fez um podcast só sobre isso, né? Só sobre síndicos, com histórias de síndicos. Ele já fez um Eu Começo, que é aquele programa que ele tem toda segunda-feira nos stories dele, que as pessoas contam histórias. E assim... A real é que as pessoas são completamente—
a mulher da casa abandonada também, sim.
Mas eu digo assim, do tipo, dá para você acreditar em qualquer coisa, entendeu, que pode acontecer em prédio, porque as pessoas são completamente fora da casinha. Então eu super acredito que esse cara achou que tava tudo bem ele abrir um apartamento e deixar lá a marca dele toda. Bom, sei lá, para mim é sangue, brincando.
Mas não, ele com certeza queria fuçar, ele deu um migué, ele deu um migué, e ele Tava sujo, alguma coisa vermelha, esquisitíssimo. Essa parte da tinta vermelha, porque se fosse sangue falariam, né? Tipo, não é, dá para ver. Mas eu queria saber como que ele sujou a mão.
É, exato, o que que ele tava fazendo, né? Cara esquisito. Mas enfim, gente, se vocês tiverem alguma ideia do que esse cara poderia estar fazendo, manda para gente. Vamos para a próxima história, que é o Encosto Mandrake. Oi, Mabel e Kit, sou espírita e tenho um pezinho na Umbanda. Não tenho espiritualidade aflorada, mas já tive algumas experiências mediúnicas. E de todas elas, a mais bizarra aconteceu numa situação que sinceramente já tinha elementos suficientes para ser estranha, mesmo sem o sobrenatural.
Minha ex-melhor amiga tinha acabado de largar um boy lixo. E quando eu digo lixo, é lixo mesmo. E o bonito não aceitava o término, ficava perseguindo ela de um jeito que a gente já começou a ficar com medo até dele tentar alguma coisa contra ela. Um belo dia fomos comemorar aniversário do meu boy num botecão na cidade. Estávamos lá tranquilos, bebendo e comemorando, quando descobrimos que o lixo tinha conseguido achar a gente.
Ele simplesmente entrou no bar onde estávamos. Só que aí aconteceu uma coisa maravilhosa. Como todo homem tóxico covarde, quando o lixo olhou para nossa mesa e percebeu que tinha um monte de gente, inclusive vários homens, o suficiente para quebrar a cara dele, ele deu meia volta, saiu com aquela clássica cara de cachorro que caiu da mudança. Até aí tudo bem. Só que em determinado momento eu fui ao banheiro com essa minha amiga, e o banheiro tinha uma vista para rua, que era uma avenida lateral bastante movimentada.
E foi aí que eu vi o lixo entrando no carro. E quando ele entrou, eu vi claramente um homem sentado no banco do passageiro. E não era um homem qualquer, era um mandrake. O cidadão tava com boné, óculos Juliette, bermuda, jaqueta, aquele visual completo de Alguém parece ter saído diretamente de um clipe de funk de 2012. Eu já tinha tomado algumas cervejas, já, mas eu estava convicta do que estava vendo. Então eu falei para minha amiga: olha aí aquele outro babaca acompanhando o lixo, certeza que está fazendo a cabeça dele para ficar te perseguindo.
No que ela olhou para mim e respondeu: miga, não tem ninguém do lado dele. E eu: como não tem? Tem sim, olha lá o cara. E comecei a descrever o indivíduo, ao que ela enfaticamente negou e disse que não tinha ninguém lá. Nessa hora ela arrepiou inteira e eu comecei a pensar que talvez eu tivesse bebido demais, mas não era isso. Eu realmente vi aquele homem, eu vi o boné, eu vi o óculos, eu vi jaqueta laranja, bermuda azul. O cidadão tava sentado no banco do passageiro e ela jurava: amiga, não!
Jurava com todas as forças que não tinha absolutamente ninguém ali. Bom, fizemos nosso bom xixizinho, voltamos para mesa e obviamente nunca mais tocamos nosso assunto, porque sinceramente naquele momento eu não sabia se eu tinha visto um homem, um espírito, ou se a cerveja tinha me apresentado um novo integrante da nossa vida. Dias depois conversamos sobre o episódio e eu me lembrei com uma clareza absurda de todos os detalhes daquele sujeito.
E até hoje eu não sei explicar o que eu vi, mas uma coisa eu sei: se era um espírito, ele era muito estiloso. E mais engraçado é que essa amiga hoje é minha ex-amiga. Ela acabou saindo com outro boy lixo e deixou nossa amizade de lado. Enfim, vida que segue. Mas se esse mandrake espiritual estiver por aí, eu só espero que ele tenha encontrado um caminho melhor e esteja em paz. Beijos, amo vocês. Angel Araújo.
Primeiro de tudo, o encosto é amiga. Vamos começar daí. O encosto é amiga.
O encosto é amiga, tá foda.
Ai, toda aquela amiga que só volta a ser sua amiga quando termina o namoro, aí conhece outro, já te de novo. Não, não tem como, gente.
Eu não consigo entender isso. Pessoas que só sabem viver para com quem elas estão juntas. Ou sabe quando aquela pessoa, tipo, ela tem uma personalidade a cada pessoa que ela começa a namorar?
Eu quero ser assim, eu quero ser assim. Você tá falando com a pessoa errada, porque esse é meu sonho.
Ela vai virar funkeira. Ela namorou um cara sertanejo no aniversário, ela vai começar.
Ai, adorei!
É o seu sonho?
Ai, fiquei até animada. É o que eu mais quero na minha vida.
O Fabão adora falar essa frase pra mim, que ele quer adotar uma personalidade com uma nova pessoa. Inclusive, eu lembrei que o Fabão deixou uma pergunta pra fazer pra você aqui quando eu falei que eu ia gravar com você.
Mentira!
Sim, ele disse pra perguntar pra você se você namoraria um monstro de infância. Monstro de infância é um quadro que eu tenho aqui no programa que eu sempre pergunto pra pessoa qual que é o monstro de infância dela. E aí, sei lá, tem gente que fala o ET, ou ET da Autópsia do Fantástico, Chupacabras, ou então o Chuck, o Cadeirudo. Algum medo que você tinha na sua infância?
Nossa, eu tinha vários.
E aí o Fabão queria saber se você namoraria um monstro de infância. Acabei de lembrar que ele mandou perguntar isso. Não, eu vou gravar com a Kitty, sabe? Ela que ganhou a corrida dos blogueiros. Eu falei sim.
I love Fabão, I love Fabão, meu divo. Amiga, eu não namoraria nenhum monstro de infância, porque assim, eu tinha muito medo do Chuck. Tá. E aí eu tinha, eu Assim, primeiro, aí fica até animada. Tem um monstro de infância para cada situação da minha infância, tá? Então meu pai sempre colecionou quadrinhos, brinquedos. E aí tinha um monstro de infância de quando a gente ia numa loja aqui de São Paulo que é a Comix. Já foi?
Não sei.
É uma loja que trazia uns quadrinhos importados e tal. E aí tinha um Jason em tamanho real lá dentro. Então esse era Assassino. Aí em casa era mais o Chuck, o boneco assassino. Quando eu tava indo pra praia, a gente tava subindo a serra, era o Godzilla. Porque meus pais falavam que o Godzilla ia levantar de lá.
O Godzilla no litoral.
Exato, no litoral, no litoral, indo pra Praia Grande.
Nossa, eu assistiria muito um filme que o Godzilla levanta na Praia Grande.
Eu também assistiria. Seria, e até dá uma animada.
Sim, é, dá um agito, né? Mas então o seu é bom, tirando o Chuck, mas é tudo monstrão.
Monstrão. Eu não tinha muita coisa assim de um killer gostosão, não tinha. Eu também, eu nunca fui a pessoa que tem uma tara por killers ou tipo esses bofs assim. Tipo, eu gosto de bof que tem cara de bonzinho, sabia?
Ah, acho legal. Eu também, tipo, não, mas quando eu era nova eu gostava. É porque eram estereótipos muito idiotas, né? Tipo, quando era nova, o que era legal era tipo o homem que tá dirigindo uma moto tatuado, tipo assim, sendo que uma pessoa tatuada dirigindo moto é normal, uma pessoa normal. Só que naquela época era tipo, uau, ele é selvagem, ele fuma, né? Tinha aquela coisa, aí é uma pessoa fumando. Eu cresci muito nessa vibe Tipo, que as mulheres fumando eram mulheres poderosas e fodonas. Enfim. Então eu curti, eu gostava dos rebeldes.
Quem era seu monstro de infância?
Era o Chupacabras. Foi um dos, né. O Cadeirudo foi um.
O Cadeirudo? Eu não lembro qual que é a história do Cadeirudo. É da novela, né?
É da novela, da novela Indomada. Que era uma mulher, na verdade, no fim. Era uma mulher. E aí, ela, tipo, andava assim. Só que era bizarro, porque abusava de mulheres. Tipo, umas coisas meio esquisitas. Quer dizer, eles achavam que abusava, né? Tipo, umas histórias meio esquisitas, porque ele tipo atacava mulheres durante a noite. E aí no fim era uma mulher que andava assim, tipo, mó bizarro. Que eu me lembre, e eu tinha muito medo de palhaço também, e não namoraria um palhaço.
Você não namoraria um palhaço?
Jamais, jamais. Eu tinha, sempre tive pavor, com todo respeito.
Enfim, não, imagina, não fiquei ofendida, não fiquei ofendida. Ela falou para mim Uma palhaça na mesa.
Não, olhei ele na câmera.
Uma palhaça na mesa.
Porque eu lembro que uma vez a minha amiga deu match com um palhaço no Bumble. Eu falei, ai, amiga, não dá. Com todo respeito.
Nossa, eu super ficaria com o Patati e Patatá Desmontados. É, viralizou esses tempos as fotos deles sem maquiagem. Lindos, lindos, super queridos. Príncipes, assim.
Tá. Mas você achou mais bonito o Patati ou o Patatá?
O azul. Eu não lembro qual é.
Eu também não sei porque eu fiz essa pergunta.
Produção, alguém consegue mandar no ponto aqui, ó?
Mas não foi o monstro de infância. Ah, o Patati Patatá deve ter sido o monstro de infância de alguém.
Deve ter sido. Eu nunca tive medo de palhaço, não tinha medo. Eu amava palhaço, amava.
Aí eu sempre tive. Hoje eu acho legal, mas assim, não para namorar.
Mas eu tinha medo de um monte de coisa assim. Eu era uma criança, eu sou um pouco medroso, sabe? Medroso, eu não consigo ir Coisa de parque de diversão que tenha monstro, que tenha terror. Mas eu não gosto, não consigo. Filme de terror não consigo assistir no cinema, exceto slasher.
Olha, porque leva menos a sério. De uma maneira geral, slasher geralmente tem esses clichês adolescentes, são filmes que não se levam tão a sério.
Eu acho que tem uma coisa também do slasher que é assim, Infelizmente, a gente sabe que tem assassino em todo lugar, sabe? Não é uma coisa de outro mundo. É diferente, eu sinto que é diferente. E o nível de gore no slasher é um nível meio médio, né, normalmente. Assim, eu sei que vocês fizeram no verão passado um Pânico, um nível meio médio, assim. Tipo, não é um centopeia humana, né? Mas também não é um suspense. Então, tipo, fica ali no meio termo. Então, pra mim, slasher é a única coisa que eu consigo ver.
Mas de uma maneira geral, você não assiste muito filme de terror, então?
Eu gosto de slasher, mas só.
Só slasher?
É, tipo, eu sei o que vocês fizeram no verão passado. Pânico, Premonição. Premonição não é slasher, né? Não, mas tem uma cara meio, né? Tem uma vibe.
Porque no fim é alguém que tá perseguindo, né? Só que no caso é a morte.
Exato. Esses de espírito eu jamais assisto. Até porque um monstro de infância que eu tive foi A Menina do Chamado. Que eu insisti que eu queria assistir aquele filme. Insisti, amor. Eu passei, sem brincadeira, tinha um cantinho no meu quarto assim que ele era bem escuro. Eu passei uns 2 meses com medo daquele cantinho. Nossa, uns 2 meses. E até hoje, se eu apareço no TikTok um corte do Chamado, eu já tô assustada.
Mas eu sou bem medrosa também. Eu não gosto, tipo, de ir no lugar para ser aterrorizada. Sabe? Agora, filme de terror para mim é ok, tipo, eu gosto, eu amo. No cinema, amo geral. Mas essa coisa do parque, ou então tipo de uma experiência, não curto. Isso para mim, eu fico super ansiosa.
Eu odeio levar susto.
É, não gosto.
Odeio levar susto. Se eu tô andando na calçada e eu vejo que o portão tem cachorro, eu ando no meio da rua para ele não me assustar com latido.
Sim, nossa, latido de cachorro já que já me deixou desesperada.
Eu odeio, fico desesperada, dou um berro e tipo assim, acaba com meu dia.
Aquele cachorro, você quase desmaia.
Aí eu falo assim, isso acabou com meu dia, eu não tenho mais energia para seguir essa semana. Acabou para mim, acabou para mim, eu não quero mais, eu não vou sair de casa mais.
Ai, eu até esqueci a história, gente, que a gente tava falando. Deixa eu relembrar.
Mas camarim de drag é isso mesmo.
Mas Ah, sim, o boy lixo. Ah, é do Mandrake, né, que ela viu.
A gente nem entrou nessa parte, nem falou sobre isso.
Mas bom, você falou que tem medo de espírito, mas acho que eu gostei da ideia de um espírito, porque sempre que a gente vê o espírito, acho que eu nunca pensei no cara como alguém saindo de um clipe de funk.
Eu também achei.
Então acho que esse espírito eu curti, eu me daria bem também.
Eu acho que ela tava bêbada.
Você acha que ela tava bêbada?
Falando sério aqui, eu acho que ela tava bêbada. Acho que aquela pessoa não tava lá. Mas ainda assim, quem sou eu, né, para invalidar a sua experiência sobrenatural?
Pode ler o próximo.
Educando pela dor. Oi, meus amores, como estão? Aqui é a Déia.
É a Déia do— não, eu amei.
Beijo, Déia, não inviabilize.
Seria tudo, seria tudo.
Aqui é a Déia. E hoje vim contar uma da minha infância. O ano era 2007, eu tinha meus belos 6 aninhos, e como tinha medo de dormir sozinha, dormia com minha mãe e meu pai dormia no meu quarto. Clássico, né?
Sim.
Certo dia estava plena assistindo TV Cultura quando minha mãe me chamou no meu quarto e me perguntou porque eu havia quebrado minha boneca nova. Eu rapidamente me defendi dizendo que não havia quebrado a boneca. Ela ficou ainda mais brava, pois além de ter quebrado a boneca nova e escondido o crime, agora eu era uma pequena mentirosa.
Gente, grave!
Como no início dos anos 2000 não havia educação positiva Minha mãe me deu uma chinelada e me colocou de castigo pelo resto do dia. Mais tarde naquele dia, quando meu pai chegou do trabalho, minha mãe foi desabafar com ele sobre o fardo da maternidade e da filha ser mentirosa.
Ai, que exagero, gente!
Uma mentirinha por causa de uma boneca. Eis que meu pai contou a versão dele da história. Como durante a noite as bonecas eram guardadas todas dentro de uma grande sacola, não sabemos como o botão da boneca ativou e ela começou a falar. Meu pai, sem nenhuma paciência, sendo obrigado a dormir em um quarto de criança, deu um soco na boneca da Xuxa, o que ocasionou com o botão entrando na barriga dela e quebrando. Sim, meu pai espancou a boneca da Xuxa.
Minha mãe então me contou que foi meu pai que quebrou a minha boneca e prometeu que levaria no hospital das bonecas para consertar. Nunca levou. Amo muito vocês, grande beijo. Jamais levaria. Eu tenho certeza que essa mãe jamais levaria no hospital das bonecas. Jamais, jamais, jamais.
Não, a menina levou uma chinelada à toa porque foi o pai que quebrou a boneca.
Somos contra agressão, tá?
Lembrando, lembrando. E eu falei chinelada à toa como se ela, se ela tivesse feito, ela merecesse, né?
Assassina de bebê, assassina.
Na verdade, eu sou tava a favor da gente. Mas nossa, cara, sei lá, eu não sei nem o que falar porque me deu raiva da mãe. Agora eu quero brigar com a mãe.
Eu fiquei com raiva da mãe, né? Mas eu fiquei com raiva do pai também porque eu coleciono boneca, né? Daí eu já fico meio nervoso.
Já imaginei ele quebrando. Você coleciona muitas bonecas?
Muitas, muitas. E meu pai que me dava, inclusive minha mãe também me dava. E eu lembro que meu Eu sou muito fã de Buffy, a Caça a Vampiros.
Ai, eu queria tanto ter essas raias. Eu não assisti Buffy.
Nossa, assiste, vale muito a pena. É só a cara. Eu amava Buffy e Charmed, assim.
Ai, Charmed, eu amava.
Eu amava. E aí, Buffy eu assistia muito com a minha mãe. E meu pai sabia que eu gostava. Meu pai me deu uma Buffy que era a Buffy... Tem um episódio que ela sonha que ela virou vampira. E aí é ela com a cara de vampira e ficava em cima da minha cama. E aí eu lembro que um dia eu tava grandona assim, é tipo ela de uma marca chamada Sideshow, então ela é meio realista, sabe, tamanho de uma Barbie. E aí ela tava em cima da minha cama assim e eu tive febre, sei lá, tava de cama doente.
Aí minha mãe entrou no quarto assim de madrugada dela, ai, tira isso daqui um pouco de perto de você, tá fazendo alguma coisa ruim, tá com alguma cara ruim. E tirou assim Escondeu.
Você melhorou logo depois daquela?
Melhorou em seguida, na hora. Eu assim, ó, ela tirando a boneca, voltando.
E você tem ainda muita boneca? Tipo, você tem quantas, você acha?
Ai, amor, eu tenho umas 500. Você deve ter umas 500.
Sério?
É sério, eu tenho muita boneca, gente.
Você faz vídeo sobre isso? Você tem que mostrar as bonecas.
É que eu sou muito tímido. Não, é porque assim, Eu tenho algumas que estão guardadas ainda. Mas eu coleciono boneca de tudo.
É isso que eu ia perguntar. Tipo, tem alguma coisa específica que você gosta mais ou não, assim? Tipo, porque na minha época tinha muita coisa da bonequinha de porcelana. Que ela era bem demoníaca. Tinha aquelas bonequinhas que tinham um tufinho de cabelinho, sabe? Bebezinha também.
Ah, eu amo!
Que era muito bonitinha.
Moranguinho.
Tinha moranguinho. Tinha as Barbies, né? Xuxa, Eliana. Essas bonecas todas, tipo assim, tem alguma que você tenha mais assim ou não?
Monster High.
Monster High? Elas são muito bonitinhas.
Eu amo Monster High, assim, tipo. E foi engraçado que as primeiras Monster Highs, meu pai viu e falou, meu, comprei pra você porque achei sua cara.
Ai, que fofo!
Meu pai é muito fofo. Beijo, pai. Beijo, mãe. E aí, Monster High, eu tenho muitas, assim. E eu gosto que elas são meio gotiquinhas.
Elas são muito góticas, eu acho muito legal. Eu vi a minha minha sobrinha gostava, né? Então eu vi um pouco através dela, porque quando começou a surgir Monster High eu já era mais velha. Então não, não, tipo, não peguei muito hype. Mas quando eu olhei, eu falei, gente, que boneca que é essa?
Porque elas são muito estilosas, muito, muito.
Eu fiquei muito encantada. Tipo, se tivesse Monster High quando era criança, acho que eu teria ficado enlouquecida. Tipo assim, que eu acho elas muito estilosas.
Não, é tudo. E elas são filhas de monstro. Então é isso, tem uma história também, né? Tem uma lore, né? E eu gostava também de Disney Channel. Você chegou a pegar a época do Disney Channel?
Não, acho que não, amiga.
Eu assistia muito Disney Channel. E aí eu fiquei obcecada por High School Musical assim durante um período grande da minha vida. Então eu tenho muitas bonecas de High Rice Comidos, que eu também amo. Literalmente, para cada cena do filme tem uma boneca.
Meu Deus! Mas elas são grandonas?
Tamanho de Barbie. Eu coleciono mais boneca tamanho de Barbie.
E as Barbies você também tem?
Tenho também, meu amor. Qualquer boneca que você me perguntar assim, você tem? Eu vou ter uma, pelo menos. Uma Troll, uma Moranguinho, tudo eu vou ter alguma coisa.
Tem uma Monster High drag?
Tem uma Monster High da RuPaul hoje em dia.
Que foda!
E Barbie tem... Lançou um menino maquiado, já lançou... Teve uma que as pessoas acham que foi inspirada no estilista de uma marca. Porque tem uma marca que chama The Blondes. Que um dos estilistas, ele é meio drag, assim. E eles lançaram uma Barbie que é bem parecida com ele. Mas são aquelas coisas, assim... Ninguém assumiu, né. Mas Monster High já tem uma Monster High drag. E aí, tem outras marcas que fazem bonecas de drag, que eu tenho algumas. Assim, eu amo.
Eu vou procurar depois nas suas coisas.
Sim, amiga, quando eu tiver, quando eu te montar.
Mas tipo, no seu apartamento tem, não estão todas lá, ou tão grande parte?
Como é que tá? Não estão todas expostas assim, mas eu tô num processo que eu quis dar uma reorganizada nas minhas bonecas esses dias. E aí então a gente tá aí há um mês tentando, sabe? Você bota uma assim, você fala, ai, Já cansei, meu Deus. Tirar pó de todas.
Nossa, imagina, deve dar muito trabalho, muito trabalho de coleção.
É foda isso que eu ainda nem cuido de um jeito super com esmero, porque tem colecionadores que lavam o cabelo de uma a uma assim que chega, refazem o penteado. É uma loucura.
Você mexe nos penteados delas?
Eu não gosto, essas coisas são capricornianas, muito clássico.
Você gosta que elas sejam como elas são?
É, eu não gosto nem tirar cola do cabelo que vem Ainda na caixa. Eu gosto aqui.
Eu acho que eu queria pintar as bonecas, porque as minhas eram todas— eu cortava o cabelo, eu pintava o olho, a bochecha, assim, tipo, meu Deus, faz uns desenhos, rabisco mesmo.
Bem, mas é isso, né, criança. É porque eu realmente tinha essa coisa que eu gostava da roupinha, bem bichinha mesmo, né?
Agora grampeado. Oi, Mabel e Kit, tudo bem? Eu sou a Liege e a Camille, minha amiga e colega de trabalho, somos muito fãs do Caso Bizarro. Sempre ouvimos nas manhãs de sexta-feira, que é o dia que não temos criança na escola pela manhã. Meu caso bizarro aconteceu com a irmã da Camille, vamos chamá-la de Alfreda. Ela se mudou para uma casa em março de 2026. A casa pertencia a um senhor muito apegado ao lugar, que tinha falecido ali no ano anterior.
Logo que ela se mudou, achou a casa muito estranha porque havia vários santos espalhados por todos os cômodos e o teto era todo pintado como se fosse um céu. As coisas bizarras começaram a acontecer depois da limpeza e da reforma e pintura do local. Na primeira semana na casa, o namorado da Alfreda estava na sala de estar quando ouviu um gargalhado. Ele foi até o quarto onde ela tava deitada e perguntou se ela tava rindo. Ela negou.
Os dois riram da situação, resolveram ignorar. Depois disso, outras coisas começaram a acontecer. Por exemplo, uma extensão que ficava presa à parede da sala apareceu no dia seguinte jogada num outro canto da casa. Várias coisas mudaram de lugar. Também acontecia de as luzes acenderem sozinhas. Certa vez ela apagou tudo antes de levar a filha para escola, e quando ela voltou, todas as luzes estavam vezes. E outra noite, enquanto dormia, começou a ouvir passos e uma voz chamando o nome dela.
Nesse momento, ela percebeu que havia alguma coisa muito estranha acontecendo, porque estava completamente sozinha em casa. As coisas foi ficando ainda mais bizarras quando começaram a bater na porta da casa dela e chamar pelo nome. E esse fantasma é tão esperto que numa quarta-feira à noite, o entregador do Mercado Livre deixou uma encomenda no nome dela. Quando ela abriu o pacote, viu que era um grampeador, mas ela nunca havia pedido.
Alguns minutos depois, ouviu uma batida na porta e alguém dizendo oi. Ela pensou que fosse o entregador voltando para buscar encomenda entregue por engano, mas quando abriu a porta não havia ninguém. Certa ocasião, a mãe da Alfreda estava sentada no sofá quando ouviu uma batida na porta. Ela viu a sombra de um chinelo por baixo e pensou que pudesse ser o ex-marido. E como ela não queria abrir para ele, chamou a filha. Quando a filha abriu a porta, não havia absolutamente ninguém.
E outro dia, o namorado da Alfreda estava consertando o encanamento do banheiro e acabou xingando o antigo dono da casa. Esse velho desgraçado só fazia gambiarra. Nessa hora, Alfreda pediu para ele não xingar o fantasma, porque vai que ele resolvesse revidar. Naquela mesma tarde, o namorado foi tomar banho, caiu dentro do box e disse que sentiu que alguém tinha empurrado. Eu juro, é praticamente impossível cair naquele banheiro, ele é minúsculo, mal dá para sentar no chão.
Enfim, no momento que estou te mandando essa história, a Alfreda vai se mudar essa semana ainda porque ela não consegue mais dormir na casa por conta dos barulhos de passos e de pessoas chamando o nome dela. Beijos, adoramos vocês. Lies de Camille, de Campo Bom, Rio Grande do Sul.
Gente do céu, esse é o caso mais bizarro de hoje, né? O mais supernatural.
Já foi mais supernatural. E assim, É o que eu falo, pego minhas coisas e vou embora. Vou morar com o namorado, vou morar com a minha mãe, vou morar, sei lá, com a Camille, a minha irmã. Mas assim, vou dar no pé.
Você já viu espírito, algo assim?
Não, só senti presença, sabe? Já senti como se eu tivesse sendo observada, assim, uma sensação meio esquisita, mas só assim. E você, já? Várias vezes assim?
Não, quando eu era criança. Dizem que criança tem mais mediunidade, né?
E aí brinco aqui que tem a idade do demônio, que é os 7 anos.
Menina, foi por aí, foi por aí.
Eu tinha uns 6, 5, sempre nessa idade.
Teve dia de finados, e aí minha mãe tem uma prima que era muito próxima dela que faleceu jovem assim, e minha mãe acendeu uma vela para essa prima e eu tava junto. Minha mãe falou Vamos acender essa vela, dar uma rezada aí, né. Menina, no dia seguinte eu acordei, eu tava no meu quarto. E eu deixava a porta do meu quarto aberta. Eu acordei, na hora que eu olhei pra porta tinha uma pessoa assim, apoiada no batente da porta, me olhando.
Meu Deus!
E assim, eu só tinha vi— como eu não conhecia essa prima, eu só tinha visto uma foto, né, viu. E era muito parecida, assim. Só que era realmente um vulto, né. Mas eu conseguia ver mais ou menos que ela tinha um cabelo preso, assim. E o olho tava todo branco, tipo meio brilhante, sabe. E aí, eu me enfiei debaixo do cobertor. E comecei a ficar, pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, assim. Aí fiquei um tempão debaixo do cobertor, assim.
Mas aí, coincidentemente, momento terapia aqui. Tô pensando que até hoje eu não consigo dormir no meu quarto se a porta não tiver fechada. Até hoje.
Será que é por causa disso?
Eu não sei, mas eu não consigo.
Tipo, te dar no quarto dessa casa que você morou?
Em qualquer lugar que eu tô dormindo, não consigo dormir de porta aberta assim. Eu tenho que fechar a porta.
Mas eu também não consigo, eu fico tensa também fechar a porta. Só que o problema é que isso é real, tá? Mas a minha porta desse apartamento que eu tô morando agora, todo dia às 3 da manhã ela Ai, mentira!
Eu não gostei dessa história. Por que você me contou? Não acredito!
Só que não é nada, é tipo assim...
Exatamente às 3 da manhã?
É sempre nesse horário, sempre de madrugada. Mas o que acontece? Eu acho que alguém anda no apartamento de cima, alguma coisa assim. E aí qualquer movimentinho que acontece, a porta abre, entendeu? Porque não é na minha casa, porque eu moro sozinha. Então eu acho que assim, sei lá, o prédio, movimento, um vento, não sei, alguma coisa. Mas a minha porta... Ela abre, porque ela é ruim, ela é péssima. Na verdade, eu tinha que trocar, né, o fecho.
Aí, o que eu faço? Eu coloco uma blusinha, daí ela fica presinha mesmo, aí não tem como abrir. Aí é sempre colocando desse jeito, porque senão ela vai abrir e eu fico— no início, quando a gente tinha acabado de mudar, eu fiquei desesperada, porque eu tava dormindo, acordava com a— porque a porta é aquelas que faz assim, sabe? Sabe? Então fazer aquele barulhinho e a porta abrir, né?
Esse barulho acaba comigo. Quando você tá em um lugar que é meio no meio do mato e aí você escuta um barulhinho assim, não, acabou, acabou para mim, acabou.
Eu nem vou para o meio do mato porque eu fico apavorada.
Para nada, tipo casa assim, sei lá, em Mariporã.
Então eu já viajei com amigos, tipo no ano passado a gente passou Réveillon numa casa que foi em Alto do Paraíso. E assim, ela ficava no meio do nada, assustador. Mas também eu tô dormindo com outras pessoas, então me dá menos medo. Mas eu também, por exemplo, eu fiquei num quarto que eu falei, eu vou ficar nesse quarto aqui porque o quarto ali da frente é o primeiro, que é a primeira pessoa que vai morrer.
Exato, tem que pensar nisso. Mas é importante pensar nisso, é importante pensar nisso.
Os outros podem morrer, mas eu vou ficar nesse quartinho aqui no meio da casa porque vai demorar para chegar até de mim.
Exato.
Na hora que o espírito chegou, já vacilei.
Posso me esconder embaixo da cama, vai ter um monte de gente ainda.
Mas essa casa era uma casa muito animal, mas assim, e realmente muito isolada. Ela ficava 2 km ou 1 km, sei lá, do caseiro, e depois mais tipo uns 3, 4 km da rodovia.
2 km do caseiro?
Sim, era longe, tipo, você tinha que pegar uma estrada, andar bem assim, não dava para você ver a casa assim do caseiro. Tipo, era uma casa muito, tipo, a casa era perfeita, mas assim, puta casa perfeita para filme de terror, muito perfeita para filme de terror. E acabou a luz 2 dias, mas foi à tarde assim.
Mas eu ia ficar desesperada.
Não, não deu nada, mas o que eu ia falar que eu esqueci Aí tipo, a gente ficou num quarto, né, ficou eu e minha prima num quarto. E aí tinha uma varandinha assim, sabe, tipo uma janelinha pra varanda. E aí quando você olhava era só mato assim. Aí aquela cortina ela ficou fechada todos os dias. Eu falei, eu não vou abrir essa cortina nunca, porque o medo de abrir, tem uma cabeça, tem alguma coisa me olhando, tem um negócio assim.
Mas nada, a única coisa que apareceu foi bicho mesmo, bichinhos bichos, sei lá, besourinho.
Amiga, eu morro de medo, morro de medo.
E quando você vai para o meio do mato, como é que é?
Então faz tempo que eu não vou assim para o meio do mato mesmo. E é isso, estando em grupo é mais fácil, né? Mas sabe uma coisa que acontece às vezes? Eu viajo bastante para tocar, né? E aí às vezes eu vou para umas cidades do interior que a zona urbana tem tem prédio, não sei o quê, normal. Mas aí tem uma zona em volta, uma parte em volta que às vezes fica o hotel lá, sabe, alguma coisa assim, que não tem nada mesmo em volta.
Eu fui para uma cidade nesses tempos assim que o hotel que eu tava, ele era uns 15 minutos do centro, e aí em volta, cara, não tinha nada, não tinha nada, mas assim nada. Eu olhava, era só mato, só mato. E é meio desesperador porque você escuta qualquer barulho, fodeu, né? E aí você chega na cidade, a pessoa às vezes fala assim, ai, não tem muito assalto, não sei o quê. Eu falo, mas também se tiver um assassinato aqui, ninguém nem percebe, né? Porque é uma coisa, é uma calmaria, uma calmaria, sabe? E eu sempre pesquiso.
Você sempre pesquisa quando tem alguma coisa?
Pesquiso.
E você tem, mas o teu medo é mais espiritual assim, tipo, você tem mais medo de ver espírito ou não?
Tipo, tenho medo de gente viva, gente viva, serial killer, coisa assim.
Não sei se serial killer, né, pode matar só uma pessoa e ser você.
Exatamente.
Não, mas eu tenho. E eu, cara, antigamente eu nunca tive, nunca tive medo de hotel, nunca, nunca, nunca. Só que eu não sei, nos últimos anos acho que comecei a ficar meio tipo assim paranoica. Se eu vou, às vezes acontece de no evento alguma coisa que tô no hotel eu tô sozinha, tipo assim, eu tranco tudo.
Não tem medo do hall? Não. Aí eu tenho, quando é aquele hall gigante assim, do andar, sim, que às vezes você chega de uma coisa mais tarde, aí tá tipo, e é sempre um prédio muito antigo, né, uma coisa meio de carpete, aquele carpete escuro, então não reflete nada.
Cara, é que interior é que eu tipo nasci, né, no interior, e eu vivi muito no interior, então eu sou um pouco acostumada, mas dá uns medinhos, dá uns, tipo, acho que quanto mais a casa ou o prédio parecer antigo, né, mais dá aquela sensação de, ai, já morreu gente aqui, já aconteceu coisas aqui, não sei o quê.
É que se a gente parar para pensar, morreu gente em todo lugar, né? Qualquer lugar que a gente vai, morreu alguém.
Aqui, por exemplo, tem um puta cemitério aqui atrás, né? Você sabe? Não? Vai no banheiro depois e olha na janela do banheiro.
Óbvio que eu não vou, Mabê! Por que que eu ia fazer isso comigo?
É a vista do cemitério.
Por que que eu faria isso? Mas é isso, eu acho que eu não tenho medo do cemitério, por exemplo. Eu não tenho medo. Essa coisa dos espíritos, não sei o quê, óbvio, acho que se acontecer eu vou ter um cagaço. Mas eu tenho muito mais medo de gente viva.
Não, é um bom medo para ter, porque é isso, sabe?
Tipo, sei lá, se alguém morreu e tá com alguma coisa pendente, né? Vamos tentar ajudar essa pessoa. Mas a pessoa viva normalmente é pelo quê? Por ego, né?
Dinheiro, por dinheiro.
E isso aí, meu amor. Então assim, e a casa?
A casa, se você tipo do nada você começa a perceber umas coisas estranhas no seu apartamento, apartamento, pega suas coisas e vaza. É isso? Tipo, começa a ver uns espíritos no seu apartamento, começa a gente chamando você, que que você vai fazer?
Eu vou ter que ir embora, né? Não tenho o que fazer. Mas eu fico pensando, essa coisa do nome, por exemplo, de você ouvir essas vozes, às vezes também é caso de você tá com falta de vitamina, não é?
Dá uma checada nisso, dá uma checada na vitamina, sabe? Tá dormindo bem?
Tá indo para muita festa tecno, aí fica coisando, fica com zumbido assim, sabe, cara?
Mas eu tenho muito isso de às vezes achar que estão me chamando, sabe? Às vezes eu tô tipo num lugar assim, eu me chamou e a pessoa não. Eu fico pensando, será que eu tô ouvindo umas outras vozes?
Ou será que eu tô indo muito para Alguém me falou uma vez que quando chama você não pode responder, não tem isso?
E eu tô sempre perguntando.
Aí tem até regras, né? Tem até regras. Chamou, mais uma coisa para a gente se sentir mal na sociedade que a gente não conseguiu fazer, que alguém chamou e eu respondi.
É verdade, você vai ter que lutar agora porque você respondeu, a pessoa vai fazer o quê?
Vai fazer o quê? Ai, já respondeu. Ai, desculpa, não, não é comigo não, né? Fala com outra pessoa, por favor, né? Não tem como, a pessoa me chamou, vou querer responder. E foi isso, gente, passou tão rápido.
Rapidinho. Obrigada, você é muito linda.
Quebramos tudo.
Curtiu?
Ai, eu adorei.
Não deu muito medo, né? Foi mais live.
Amigo, o último deu um pouquinho de medo, o último foi meio mais tenso.
Mas é isso, espero que vocês tenham gostado e até o próximo episódio.
Beijo!
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Terra da Máfia