Clube Bizarro #2 - Ouvimos No Rastro da Mentira e contamos tudoooo
Lançamos o segundo episódio do Clube Bizarro do Audiolivro! ✨
⚠️ ATENÇÃO: este episódio tem SPOILERS do audiolivro No Rastro da Mentira! Se você ainda não terminou de ouvir, salva esse episódio pra depois.
Agora que todo mundo já conhece a história, chegou a hora de destrinchar tudo: discutimos as revelações, comentamos as decisões dos personagens, levantamos teorias, compartilhamos nossas interpretações e, claro, surtamos com os melhores momentos do audiolivro.
Se você ouviu No Rastro da Mentira, vem participar dessa conversa com a gente!
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Mabê B
- Assassinato de GisbertaO plano de Savana para matar Matt · Pará
- Assassinatos em GainesvilleEmmett como assassino · Matt
- Relação abusiva e questões familiaresGaslighting · Matt · Nina Garcia
- Clube da Novelo· CulturaIntrodução e primeiras impressões · Lucy Chase · Nathan · Savana
- Casos de crime (true crime)Crítica a podcasters investigando casos · Lei Rouanet
- Amizade e Dinâmica do GrupoProteção mútua · Savana · Lucy
- Desafios dos municípios pequenosConveniência de encontros · Plumpton
Olá, olá!
Nossa, que empolgada! Achou que eu ia ficar empolgada?
Achei, achei! Legal, eu vou longe, tá? Esse foi o meu audiolivro favorito do ano.
Nossa, mas do nada, do nada!
Dropei! E o pessoal mal chegou, mal se acomodou, o povo nem tá sentando direito, eu tô ali Já joguei a braba, porque que acontece, mas muita gente falou isso, nossa, eu tô lendo, eu tô ouvindo, porque é isso, gente, a gente tá aqui falando do audiolivro, né, uma iniciativa da Amazon Music, estamos aqui juntos, você consuma da maneira que você quiser, você ouça, mas sabe, tá tudo mais importante é chegar com a gente e vamos, né, fofocar sobre esse canal.
Eu amei que assim, ó, Mabê, você para mim tá no 1.5 quando eu coloco para ouvir um pouquinho mais rápido, quem chegou aqui Gente, galera, chegou aqui meu audiolivro do ano, o primeiro, e já é o do ano, entendeu? Tá no favorito.
Mas eu tô contando junto com os livros que eu li também, aí eu tô fazendo uma conta, sabe? Tipo assim, de tudo que eu li e tudo que eu ouvi, porque de audiolivro eu ouvi 2, mas de livro eu consumi mais.
Qual que você andou ouvindo?
Ah, amiga, eu andei ouvindo uma Agatha Christiezinha, que eu queria ver como é que era, sabe?
Nessa pegada. Será que? Será que? Você que tá aí com a gente ouvindo audiobooks, categoriza traição quando a pessoa ouve outro audiobook, sente chamar para ouvir também, só para a gente estar aqui, entendeu? Porque um a gente tá lendo juntas, aí agora ela já dropou que ela tá ouvindo outro.
Então eu já tinha ouvido, em minha defesa, eu já tinha ouvido alguns meses atrás, ainda não conhecia a Paty.
A gente tá recente, pessoal, começando anos em abril.
Então assim, ainda estávamos nos conhecendo, entendeu? Foi uma coisa que eu vivi com uma outra pessoa. Não, eu não quero abrir aqui. Era uma pessoa que eu tava vivendo antes, que eu também não tô mais vivendo agora, entendeu?
Eu tô chocada. Não, é assim, eu tô chocada. E aproveitando o gancho, como a gente é bem Capitão Gancho, eu poderia ser suspeita de te matar. Poderia, entendeu?
Poderia. Porque assim, gente, estamos falando do audiolivro No da Mentira, da Amy Tintera. E aí, antes que você— você fala o nome da autora, cada hora eu falo de um jeito, né?
Coitada, tá no chão, porque assim, pode ser Amy Tinteira, exato, mas nunca. Uma vez sempre fala Tintera.
E ó, antes de você: nossa, não ouvi ainda esse livro, ai, não sei o quê. Calma, vamos fazer um momento sem spoilers. Calma que não para de vibrar essa bolsa, de receber notícias de todo o Brasil perguntando O que que a gente acha do audiolivro, né?
Exatamente, muita gente mandando mensagem aqui. Muita gente mandando mensagem pra gente na produção. E eu quero saber, Babê, fala por favor, Babê, quais as suas primeiras impressões?
Vamos lá, a gente vai falar então as primeiras impressões e uma sinopse.
Calma que eu tô aqui fora da—
Tá aqui na loucura.
Não, eu tô no meu tempinho.
Não, no seu tempo. Então a gente vai começar aqui com as primeiras impressões e uma sinopse, ainda tudo sem spoilers. Então se você ainda tiver, ai... Fiquei com preguiça de ir atrás, fica aqui ouvindo a gente, tá?
Ai, comecei, mas aí a vida me atropelou e aí eu não consegui colocar em dia. Tudo bem, tudo bem, na paz.
Agora quer saber? Ai, agora eu vou falar assim, tá? Agora eu sou mulher sem amar.
Agora? Mas e se eu posso continuar? Eu gosto de ter coisa em minhas mãos para que eu fique segurando.
É sempre bom a gente estar com as mãos ocupadas. Então bora lá, vamos falar um pouquinho do início do audiolivro. Quando a gente comentou, quando a gente leu a sinopse, era uma amiga acusada de matar uma outra e ficou muito passeando nesse mundo, né? Só que é bem mais assim. A gente acompanha ali a vida da Lucy Chase, né?
Chase, Lucy Chase.
Então a gente acompanha a vida ali da Chase, acompanha ali a vida da Lucy Chase. Ela mora em Los Angeles, ela tem um namorado que não se importa com ela, o Nathan. Eu amo o Nathan. Ele simplesmente sabe, nem aí, gente. Ele não tá nem aí, ele não poderia estar mais nem aí para essa mulher. E ela trabalha num escritório que eu nem lembro mais o que que é, se é uma editora, se é não sei o quê, mas ela trabalha no escritório. E aí o que a gente, logo de início, a gente entende que tem alguma coisa acontecendo, né?
Ela sabe que ela vai ser demitida. E aí ela vai contando, a maneira como ela fala também, gente, a primeira frase do audiolivro, da primeira narração ali que a gente ouve é muito icônica dela Que ela comprou um frango, ela tá pensando como é que ela vai usar ele.
Ela tá levando um frango pro namorado pra avisar ele que ela vai ser demitida e que ela é suspeita de ter matado a melhor amiga.
Sim, porque o que acontece? Ela é suspeita há muito tempo de ter matado uma melhor amiga. 5 anos atrás aconteceu um crime, a melhor amiga dela foi assassinada e ela tava, ela foi encontrada na cena do crime toda ensanguentada. E com perda de memória. Então, obviamente, é uma situação muito suspeita. Só estavam as duas lá. E aí, sei lá, alguém viu ela na estrada, aquela coisa toda. Então, tudo muito nebuloso. Fica claro desde muito no início ali de que ela foi responsável por matar a amiga dela.
E aí a gente fica nessa, tipo, a gente já compra a ideia de que ela matou a amiga. E aí cria-se uma tensão no começo que ela tem que contar pro namorado, ela vai ser demitida porque obviamente ela é suspeita. Suspeita de ter matado a amiga e ela vai precisar voltar para a cidade dela para o aniversário da avó.
Mas mais do que isso, outra ator muito boa, que é outra ator muito boa, mas assim, ela só é demitida porque na verdade tem um podcast de crimes reais. Até então todo o boato acontecia na cidade que ela morava, então era no interior, numa cidade X, tal, 5 anos atrás, beleza. Ela foi para Los Angeles, vida nova. Né, tipo assim, ninguém sabe, ninguém sabe de nada assim. Tinha uma matéria ou outra, mas nada assim. Até que um cara que tem um podcast famoso, que na primeira temporada ele desvenda o crime, na segunda temporada ele resolve falar sobre esse caso.
E aí, como isso vai começar a ter episódios, ela já ouviu falar, aí a empresa dela vai saber. E aí é por isso que ela sabe que ela vai ser demitida. E obviamente o namorado dela vai saber que ela tá sendo acusada.
Não, o podcast de true crime precisa acabar. Todo mundo que faz podcast de true crime precisa acabar, pessoal. É isso, destruindo vidas esse podcast.
Mas é por isso. Não, e é sério, eu acho que esse podcast, esse audiolivro que a gente ouviu agora, eu acho que ele tem tantas explicações sobre por que que eu e a Carol não falamos de casos que acabaram de acontecer ou que são recentes ou que não tem investigação. Porque assim, gente, eu sou totalmente totalmente contra um podcaster de true crime investigar uma história, né? Tipo assim, não faz sentido nenhum. Por motivos de literatura, eu abracei, eu abracei.
E aí é história e foda-se, tá tudo certo. Mas assim, na vida real eu já estaria odiando, né, que esse tipo de coisa acontecesse. E é isso. Então tem esse podcast de true crime que é apresentado por um cara charmoso, que eu tô imaginando um monte de homem falando de true crime.
Ai, também. E será que ele era bonitão mesmo?
É, será que ele era bonitão mesmo?
Ele era um cara normal.
E aí ele fala de true crime e tudo mais, então ele vai abordar isso. E aí realmente ela é demitida e ela volta para casa lá do namorado, que ela mora com o namorado dela.
Ela meio que é uma fodida assim, ela não tem muita grana, ela é muito tadinha, né?
Muito tadinha. Só que na paralela ela escreveu romances usando um pseudônimo.
Uma vez sim, ela é escritora, tal qual você, tal qual eu. Ela é escritora, só que ela não pode usar nome dela porque ela é investigada de ter assassinado a melhor amiga. Mas eu adoro que ela faz sucesso, ela faz sucesso ali, né?
E o livro meio que começou a funcionar mesmo com o presidônimo e tal. Então ela escreveu 3 romances, né? Então começou a vender tudo mais. E as únicas pessoas que sabem que ela que escreveu os livros é ela, a editora dela, e acho que a vovó, né?
Que eu não sei agora, não lembro. Se a avó já sabe ou se a avó descobre depois. Eu acho que a avó sabe, quem não sabe é a mãe dela.
A mãe e o pai não sabem, mas quando ela vai para a cidade depois ela descobre que o dono do podcast, eu tô indo um pouquinho para frente, mas não é um grande spoiler, mas que ele sabe, como ele pesquisou e tal, enfim, futucou e tal, ele sabe que ela é dona desses romances, mas aí no início fica essa coisa meio segredo mesmo, que tá indo bem e tal. E aí tá, ela vai voltar para a cidade dela que é a cidade onde aconteceu tudo, porque vai ter o aniversário da avó dela e a vovozinha dela não pega avião, tá?
Então ela não vai pra Los Angeles. A cidade dela fica no interior do Texas e aí ela se sente na obrigação. Claro, fui demitida, né?
É a minha avó.
A minha avó. O namoro já não tá aquelas coisas, né?
Por que não voltar?
Por que não voltar? E aí, ao voltar pra cidade, ela começa a lidar com essas questões, que é As pessoas que moram na cidade, as pessoas que estavam ou no casamento, porque a gente esqueceu de falar, mas teve o dia que essa amiga foi morta, foi o casamento de uma pessoa que eu acho que eu nem sei de quem é, acho que nem fala, não lembro se fala, mas é o casamento de uma pessoa X.
Puts, eu não lembro se fala de quem é o casamento.
E é um casamento de uma pessoa X.
Mas era alguém importante porque foi tipo a cidade inteira nesse casamento. Vamos fingir que é da filha do prefeito.
Vamos fingir isso. É a filha, a Tininha, filha do prefeito. Tininha no teste.
Aí você vai ouvir e vai falar, cadê a Tininha? Eu não vi.
Cadê a Tininha?
Posso apresentar? Não tem, gente. Não lembro, não lembro. Quem lembrar comenta aqui embaixo, por favor.
Exato, hashtag Weryn Tininha. E aí tava rolando o casamento da Tininha, e aí foi todo mundo tá não sei o quê, e aí na volta, a gente ainda não sabe ali no início, não sabe exatamente como que aconteceu, mas a amiga foi encontrada morta e a Lucy lá tava toda, amiga que se se chama Seve. A Seve foi encontrada morta e a Lucy tá toda ensanguentada.
Savana, o nome dela.
Savana, o nome dela é um nome muito de gringo, né?
Quem que se chamaria Savana? Savana pra mim é uma coisa de zoológico. Mas não vamos criticar, pessoal. É, não, não, de forma alguma.
E a Lucy, ela tá toda ensanguentada e tal, e ela vai se deparando com todas essas questões. Também tem o podcast aí que quer entrevistá-la, né? Até então, nesses últimos 5 anos anos, a Lucy não aceitou falar com ninguém, não falou, não aceitou dar nenhuma entrevista. E assim, a gente tá falando aqui que ela é acusada e que ela é principal suspeita, mas a polícia nunca chegou a prender ela, tá? Então assim, ela nunca foi formalmente acusada do crime, até por não terem muitas evidências, muitas coisas e tal.
Mas para a cidade e tal foi o que ficou. E aí agora ela vai se deparar com todas essas coisas. Ainda um pouquinho antes de entrar na parte de spoilers, para aí a gente vai contar história toda.
E aí descarrilhar esse trem de uma vez.
É, antes disso eu queria comentar um pouco sobre o tipo de, como é que é esse texto, né? Eu vou chamar de texto aqui, mas a construção narrativa em áudio, em texto, enfim, maneira como você consome. Mas assim, eu gosto gosto muito, é, a gente tá sempre dentro da cabeça da Lucy. Então é em primeira pessoa, a gente tá ali acompanhando aquilo e tal. Ao longo desse conteúdo, dessa leitura, desse audiolivro, a gente começa a ver algumas vozes.
Então ela ouve algumas vozes, né, que a gente no início também não entende exatamente, da cabeça dela, É literalmente vozes da cabeça dela que estão ali discutindo com ela. Então ela tem um, sabe aquela coisa que a gente brinca muito, que é a coisa dos pensamentos intrusivos?
Total.
A Lucy tem muito. E cara, ela é extremamente sarcástica. Então acho que o que mais eu gostei e que realmente foi um audiolivro que eu amei ouvir é porque ela é muito sarcástica, ela tem humor muito podre, sabe?
Ela faz piada com a desgraça dela.
Com a desgraça dela.
Muito legal, porque ao longo do livro a gente vai vendo que ela vai ficando cada vez mais sarcástica conforme vão aparecendo outras evidências sobre o caso. Mas também que ela fala tipo, é, eu não deveria estar fazendo piada com isso. Tipo, ela faz uma piada super pesada sobre o assunto e aí depois ela mesmo pensa tipo, ah, não deveria ter feito piada. Ou tipo assim, ela não se sente nem um pouco constrangida de deixar a gente que tá ouvindo e a pessoa que ela tá conversando constrangida com o que ela acabou de falar.
Então ela só fala. Ela só fala. E ela tem uma coisa também que eu acho interessante, que ela fala assim: ah, falar isso não é uma coisa de gente inocente. Porque tem a coisa que muitas vezes a gente depara em conteúdo de literatura que é tipo narrador não confiável. E a gente fica assim: a gente tá vivendo isso. Mas não é. Porque a Lucy, ela fala tudo o que ela pensa. Não é que ela não é confiável, ela realmente não lembra o que aconteceu.
E ela também acha que ela pode ter feito alguma coisa.
Ela também acha que ela pode, inclusive ela acha que ela não mataria a amiga, mas ela fica nessa dúvida, ela fica: será que eu fiz alguma coisa? Será que algo aconteceu para que eu tomasse essa decisão? Sabe? Então assim, tem um pouco uma vibe da narradora não confiável, mas não é isso, ela realmente não sabe o que aconteceu, ela tá sendo honesta. E aí é ao longo de quando a gente vai ouvindo, a gente vai conhecendo um pouco mais a história, as versões de cada um, umas mentiras aqui, umas verdades ali, vai refutando coisas, vai tendo— tem também memórias falsas, que eu achei muito interessante também.
E aí tem coisas que são, que acontece, a gente fala, pô, também não foi exatamente assim que aconteceu.
Então está muito interessante pensando na construção de como como foi feito o audiolivro, eu gostei muito porque é um capítulo a gente tá ouvindo ela e os pensamentos dela e as pessoas que ela tá interagindo, e no próximo capítulo tem a parte do podcast. Tanto que teve a primeira vez que eu comecei a ouvir, eu ainda não tinha entendido como é que funciona essa dinâmica porque a gente tá só ouvindo, né? E aí no meio do nada foi No Rastro da Mentira um podcast, e aí eu fiquei por um segundo assim, ó, Propaganda?
Eu juro que eu fiquei, eu juro que eu fiquei tipo assim, ó, propaganda dentro do audiolivro? Aí depois é que ele fala, feito pelo fulano de tal, que eu esqueci o nome dele, daqui a pouco a gente já lembra o nome do Tom, é Tom alguma coisa. Mas aí a gente é sempre essa dinâmica, é um capítulo elas falando, aí no final a gente tem um capítulo do podcast, aí com o entrevistador do podcast falando com alguém, investigando ou conversando com ela mesmo.
E depois vem um episódio do podcast. E aí é muito legal porque os episódios do podcast, eles meio que fazem um link para o próximo capítulo. Então ele meio que— ela tava conversando, ai, eu não sei se eu sou confiável. Daí ele começa, a gente não sabe se a Lúcia é uma pessoa confiável, por isso que eu fui entrevistar fulano de tal. Para saber um pouco mais sobre ela. Daí a pessoa vai lá e maceta, detona, detona ela e fala: ai, porque eu não sei se dá para confiar nela, mas a Sérvia era tão boazinha, tão querida.
E aí nesse, nessa imersão que a gente vive ali, um, na minha cabeça é: ela não é culpada, porque ia ser meio óbvio. Mas na metade do caminho eu já tava: eu acho que ela é culpada sim, porque tipo assim, tem tanta coisa. E aí tem horas que ela começa a reclamar da amiga que morreu. E aí ela vai falando que ela tinha problemas com a amiga. E aí você fala, tá vendo? Falei que tinha problema com a amiga. Então eu acho que dentro de tudo que a gente vai ouvindo ali do audiobook, é muito legal porque você não sabe o que esperar.
Eu tava muito assim, Mabel, você tá ouvindo? Eu tô na parte tal. E aí ela assim, amiga, tô amando! E eu falei, cara, a personagem que eu mais gosto é a avó. Apesar de que ela me irrita às vezes. Mas eu gosto muito. Mas do começo ao fim eu fiquei muito presa porque eu queria saber o que ia acontecer. E eu acho que tipo isso é o mais legal quando a gente tá falando de ou ouvir alguma coisa ou ler alguma coisa. Vira e mexe alguém fala, a gente, né, no nosso Clube do Livro anterior, a gente sempre ouvia tipo, ah, é porque eu não consegui engatar numa leitura, ou ah, eu queria muito voltar a ler ou a ouvir audiolivros, enfim, eu queria criar o hábito de novo de ter esse momento, né?
E esse tipo de livro me faz muito ver que é tipo, cara, é muito legal a gente tá ouvindo isso porque a gente tá de certa forma participando da história, da história.
E eu agora que você falou até vou abrir aqui porque tiveram muitos comentários no Clube Bizarro #1 e muita gente falando: já ouvi, é simplesmente maravilhoso, amei, vou começar a ouvir hoje. Gente, ouvi em 2 dias. A outra: li em 3 dias. Você entende? Então assim, tem muitos comentários. A Janaína que mandou, tipo: eu sou super adepta da Audible, eu amei que agora eu vou ter mais indicações. Lembrando, né, que a gente tá aqui falando de Amazon Music, porque quando você assina o Amazon Music Unlimited você tem acesso a um audiolivro por dia, é por mês.
Ó, por dia seria ótimo!
Imagina a gente amassar aqui, ó, enlouquecer. Um audiolivro por dia. Mas a gente, a gente ouve bastante, né? A gente lê bastante.
É, eu tô ouvindo outra coisa com as minhas amigas, entendeu? Eu tenho outras amigas que eu ouço outras coisas.
Mas aí tem muita gente que ouve também. Aí tem muita gente: eu escutei esse livro semana passada, poxa, queria fazer parte do grupinho. Inclusive A gente tá falando aqui, né, de que a gente quer fazer um grupo tal. E aqui agora a gente vai deixar como entrar no clube do WhatsApp. E aí vai ter direitos autorais, né, aquela coisa. E aí, gente, é o seguinte, vai ter o clube do WhatsApp que a gente vai colocar ali para vocês. E aí, beleza, já passou esse primeiro audiolivro, mas óbvio, ainda podemos conversar sobre ele, com certeza.
Dúvidas, dá para a gente discutir por lá. E aí a gente já vai ter um segundo grupo, que é o próximo audiolivro, que no final desse episódio a gente vai contar.
Não vai ser no final desse episódio, vai ser no próximo episódio.
Então fica aí aguardando que aí no início de agosto a gente vai trazer o próximo audiolivro para você.
Eu tô super empolgada, olha, é uma semana boa, porque essa história também parece bem boa, tá?
E aí vai ter esse grupinho lá dentro dessa comunidade que a gente vai fazer no WhatsApp. E lá a gente vai conversar sobre e trocar discussões e tudo mais. A gente tá pensando ainda numa maneira de falar que tem spoilers, talvez por áudio, sei lá. A gente pensa aí num caminho, porque as pessoas falaram que no Telegram dá para colocar, dá para esconder, e no WhatsApp não dá.
Mas assim, aquele brilhinho, né? E aí a gente fica curiosa, eu clico lá para ver o brilhinho e acabo tomando spoiler.
Mas é isso, a gente vai lutar junto juntas e vamos conseguir. O importante é a gente ter essa comunidade para a gente poder fofocar de lá.
E bom, gostei muito que vocês gostaram e vamos todos criar o hábito de ouvir audiolivros juntos e discutir. Mas agora, Mabi, a gente já falou bastante, acho que a gente pode ir para a zona de spoilers, tá?
Então vamos agora, né, gente? Agora fica aí o momento spoilers proibido. Ai, não Não terminei de ouvir. Então para. Não sabe ouvir? A gente tá falando aqui que é spoiler. Não sabe o momento de parar? A Lucy, ela então volta para a cidade aí para supostamente para o aniversário da avó dela. É importante falar também que o podcast True Crime, ele acontece meio em tempo real. Então, por exemplo, são episódios semanais.
Tem até uma semana que acho que ele colocou 2, ele quis responder rápido a galera.
E é muito legal que também quando ele fala, por exemplo, isso é um spoiler também, porque ali no início a gente não sabe se a Lucy vai aceitar falar com ele. E aí ela aceita falar com ele e é muito chocante isso.
Inclusive, Ben Owens é o nome dele.
Inclusive, isso é uma crítica que eu queria fazer, porque eu achei que ela topou muito rápido.
Mas é que ela topou porque a avó dela, gente, a A avó, uma personagem ardilosa, porque a avó só fez a festa de aniversário para Lucy poder voltar para cidade, para ela falar com isso, para ser entrevistada pelo cara. Ela convidou o cara para o aniversário dela e foi bafão, tá?
Porque quando teve o aniversário da véia, ele tinha soltado o episódio que a mãe dormiu com o namorado da Seve. Gente, quando eu vi aquilo, eu gritei!
E aí você colher no carro, sabe?
No dia do casamento. E aí você fica assim, gente, mas ela vai negar, tá? Não sei o quê. E ela no meio do ar, mas eu dei mesmo e foi muito gostoso.
E aí a gente descobre que os pais dela têm um relacionamento aberto. Não tem, porque o pai dela já—
eu senti mais que foi, que é um casamento de traição, sabe? Assim, você sente que é aberto, eu senti que meio que todo mundo chifra todo mundo.
É que eu acho que começou pessoa com traição. E aí no meio do caminho eles tipo assim, ó, ah, foda-se, tá ligado? Foda-se. Em vez de você ficar me chamando de corné, a gente tem um relacionamento aberto, mas a hora você abrir esse relacionamento logo e falar que tá aberto de um lado.
E falando em relacionamento aberto, quem tinha um relacionamento aberto era a Seve e o Colin, que é o que tava transando com a mãe dela, e que ele não aparece muito, mas tudo que a gente entende desse personagem pelas impressões que a pessoa fala é que ele é burro, tanto que a gente descobre bem mais para frente, depois que a Seve transou com Atem. Como é que é? Como é? Emmett. Nossa, gente, péssimo de nome.
Aí toda vez que ela falava Emmett, eu só lembrava do Crepúsculo.
Ai, sabia? Eu também. Eu não consegui lembrar do nome. Bom, acabei de falar que eu consegui associar Crepúsculo, por isso que eu lembro do nome dele, e eu acabei de errar o nome dele. Então eu sou uma hipócrita. Mas quando eu tava ouvindo, eu tava assim, não, Emmett, Emmett. Gente, é o caso Crepúsculo, tá? Então vamos lá. A Lúcia então aceitou falar com o podcaster. Achei muito rápido, muito rápido. Depois a gente entende que ela quer descobrir a verdade.
Mas assim, gente, desculpa, se eu quero descobrir a verdade, a última pessoa que eu ia falar é com um cara que é totalmente sensacionalista e que tem um podcast de true crime que ele tá ali investigando. Porque assim, o cara vai foder com a sua vida, entendeu?
Não, é que ele tá indo atrás de uma grande fofocaiada, parece. Ele não tem nada de concreto, ele tem a possibilidade de entrevistar ela porque a vó dela prometeu, mas ao mesmo tempo ele tá tirando para tudo quanto é lado. E assim, ele joga sem dó nem piedade, é tipo assim, queres? Eu te dou migalhas de fofoca aqui. E aí eu posso comentar que eu adorei que depois ela foi sentar nele também.
Gente, mas eu fiquei em choque porque não tem como isso dar certo.
Eu gostei muito que a menina que faz a produção do podcast com o Ben Owens, que tem que falar Ben Owens, né, porque eles falam o tempo inteiro, ela fica assim indignada.
Ela fala, eu não acredito, você é burro, você prometeu pra mim que você não ia dormir com ela.
E aí é tipo assim, mano, a hora que eu já tava, eu já tava tipo assim, mano, ela tá muito sexual, né? Deles desde o início. E aí a Lucy é sempre descrita como uma mulher muito bonita, né?
Ela, como a gente tá sempre vendo do lado dela, ela falando, ela tem uma autoestima muito ruim, muito baixa. Então a gente não entende que ela é bonita, mas quando as outras pessoas falam com ela, ou quando o podcast tá comentando, alguém tá falando alguma coisa, aí a gente percebe que ela é uma mulher muito atraente.
É que ela se bota para baixo porque ela já tem essa culpa do tipo, será que drama, mateira, não sei o quê, todo mundo me odeia, etc. Mas eu tive noção de que ela era bonita quando começaram a falar que ela voltou pra cidade com o Matt. E aí eles compraram, tipo, a melhor casa do bairro, riquíssimos, nananã, que tem um relacionamento hipertóxico.
Sim.
E se estapeiam e se xingam, etc. E aí eu vi que eles deviam ser um casal muito bonito, tanto ela quanto o Matt.
Imagino, tipo assim, o casal da cidade. Tanto que todas as mulheres falam bem do Matt. Isso só muda quando aquela segunda esposa lá dele decide, né, tá saindo de casa, ela decide se abrir lá para o podcaster e conta para o Ben que ele bate nela e, né, tem todas aquelas coisas. E a Lucy, ela decide não trazer essa história, ela conta porque aí fica todo mundo, né, tipo, ai meu Deus, o Matt batia na também. E, cara, ele batia para caramba, mas ela revidava também, né?
Então ela fica nesse sentimento do tipo, se eu falar, mas eu também fazia. Então é um pensamento muito ruim, que é tipo, ela aceitava as coisas que ele fazia porque, de certa forma, no contraponto, ela fazia de volta. Então, como ela revidava, ela meio que achava que os dois estavam no zero a zero.
Só que é um absurdo. Isso é muito pensamento de uma pessoa de uma pessoa, de uma vítima, né, de um relacionamento extremamente abusivo, extremamente violento. Primeiro porque ela não batia nele na mesma proporção de que ele batia nela, e ela tava apenas revidando, entendeu? Ela tava sofrendo uma violência. Como ela não conseguia sair daquela relação, ela começou a apertar ele, começou a agredir e tudo mais. Mas, cara, ela era espancada, ela era agredida de diferentes E era, meu, essa é uma, ele fazia um gaslight fodido que eu achei muito interessante falar também, que tanto a primeira, tanto a segunda esposa quanto a Lucy falam, eu não sei se ele distorce o que acontece, se ele tem uma visão completamente diferente como as coisas acontecem, se é a bebida, porque como ele faz a maioria das vezes que ele agride, ele tá bebendo muito.
Então ele é um cara que ele é alcoólatra e tal, ele acaba, ele cria memórias falsas. Então, por exemplo, eu bati na Paty, aí depois a Paty fala assim, ai, você me bateu. Eu falei, não, mas você me bateu. Eu tava revidando.
Que isso já tem ele, sabe?
E a Paty assim, mano, mas eu nem encostei em você. E ele fala de um jeito que a pessoa passa a acreditar. Mas é tão forte isso que elas não sabiam nem dizer se ele era manipulador de verdade ou se ele realmente inventava essa memória.
E aí é muito ruim, porque mais pra frente no livro a gente vê que ele estar dessa forma prejudica muito a memória da Lucy.
Sim.
Porque o tempo— e aí isso é uma coisa que— ai, ó, pera, coceira no olho que me irritou muito. O tempo inteiro ele tá: mas eu fiz tudo que eu fiz pra te ajudar.
Sim, ele deixa muito claro, porque fica essa coisa também que acontece, ela era casada É, ela era casada, a Lúcia era casada com o Matt quando teve esse crime. E aí ele pediu para ela sair de casa. Então imagina, amiga é assassinada, né? E aí você chega na sua casa e o teu marido fala para você sair de casa e fica meio com medo de você. Então assim, ela sempre teve essa dor de que o Matt desconfiava que ela tinha matado amiga.
Só que o Matt, toda vez que ele fala sobre sobre isso, ele deixa muito claro que ele tá ajudando ela. E aí fica muito claro que o Matt sabe de alguma coisa, igual os pais dela, igual os pais dela. O pai dela sempre agiu, sempre agiu com uma forma de defender que eu, na verdade, sabia que eu não desconfiava que o pai dela sabia de alguma coisa. Eu realmente achei que a mãe dela, amiga, eu achava, porque assim, eu pensei, esses pais são ruins.
E aí o que eu pensei? Essa mãe é aquele tipo de mãe que, tipo assim, qualquer pessoa que falar qualquer coisa da sua filha, você vai acreditar muito mais do que a sua própria filha falando. Então, a partir do momento que a cidade que a mãe dela, ela vive de aparências, é uma pessoa que para ela não era, por exemplo, ah, você tá voltando para cidade? Não, mas você tem que ficar aqui em casa, porque o que que as pessoas vão falar se você não ficar aqui na minha casa?
Não é que ela quer que a filha dela aqui na casa dela porque ela ama, porque ela quer acolher. Não, é porque o que que as pessoas vão pensar. Então, desde muito início desse audiolivro, fica muito claro que a mãe não tem amor pela filha. Ela assim, pode até um amor, mas assim, ela sempre age por interesse próprio.
É porque já que ela supostamente matou a melhor amiga, ela meio que já deixou a família mal falada na cidade.
Exato.
Então todo todo mundo já desconfia que aquela família sabe de alguma coisa e ninguém tá falando.
Então eu entendi que a mãe só tinha aceitado, e o pai, ao também acreditar que a menina matou— mas eu nunca pensei, porque depois no final a gente já vai falar sobre isso, que o Matt falou para eles, por isso que eles tinham a certeza, né, de que ela tinha matado. Eu não entendi dessa forma, diferente do Matt, porque eu entendi que o pai, assim como a mãe— porque assim, é um pai. Se eu tenho uma filha, a minha filha é acusada, eu também vou ficar ali em cima de todo mundo.
Eu não vou deixar. A minha filha pode ser acusada do que for, eu vou falar para ela, tipo, você vai conversar com a polícia. E eu vou dizer para ela, eu acho que você tem que, eu acho que você tem que dizer o que aconteceu, acho que você tem que falar isso. Eu vou falar, mas eu também vou proteger, tipo, a minha filha. Eu não vou deixar as pessoas entrarem no quarto, principalmente a mãe vítima.
Não, isso eu entendo, mas é porque ele tava sempre para mim, na minha na minha cabeça enquanto eu ouvia era muito tipo, quê? Não vai falar com a minha filha?
Exato.
Fala comigo.
Exato.
Ai, Lucy, você lembrou de alguma coisa? Fala comigo primeiro, Lucy. Fala aqui no ouvidinho do pai, o que que você sabe? Não sabe nada? Sabe. Só que daí pra mim era meio tipo, ou você sabe de alguma coisa e você não tá querendo falar porque você sabe que se mexer ali pode ser que dê ruim e de fato ela pode vir a ser a culpada realmente, Ou você realmente só tá sendo protetor. Mas eu senti um pé atrás. O pai, eu senti um pé atrás.
É, os pais, eu achava que era isso. Eles viviam de aparência. A mãe vivia de aparência. O pai, era nítido a preocupação que ele tinha com a Luz. Mas também era nítido que ele não conseguia criar uma conexão com ela. Porque ele acreditava que ela tinha matado a amiga. E aí, ele sofreu, né. Ele sofreu muito com isso. Então ele não conseguia criar essa conexão. Eu queria falar uma coisa que não tem nada a ver com nada. Mas eles vendem muito no início que a cidade é muito pequena.
Você achou que eles, tipo assim, que era meio conveniente quando a cidade era pequena? Por exemplo, quando era conveniente, eles encontravam uma pessoa na cidade, tipo, a Nina Garcia tá andando ali na rua, vai passar na casa do Matt. Mas quando não era, porque assim, eu fiquei pensando, gente, quantos cafés tem nessa cidade? Quantos lugares? Porque tem tantos lugares para ir para uma cidade pequena. Porque eu fiquei pensando assim, ela voltou para a cidade cidade e ela só começou a encontrar as pessoas quando ela quis.
Então, mas é que eu falei, pô, cidade pequena não existe isso. Então, mas é que assim, eu gosto muito do nome da cidade, que é Plumpton.
É Plumpton, verdade.
E eu sempre lembro do Plankton, é tipo isso, não tem como. É o bichinho do Bob Esponja, tá? Mas ele vai sempre no mesmo café porque o cara do café já tem outros cafés diferentes.
É isso falando, tipo assim, tem muito café, tem muito restaurante, tem muita locação para uma cidade pequena.
Isso me incomodou.
Não, não tem nada a ver, gente, mas eu fiquei assim, sabe?
Quantos habitantes tem na sua cidade natal? Que para quem não sabe, UMA-B é de Minas.
Isso é de Minas, é 90 mil habitantes lá. Até que é grandinho, mas essa cidade era 15 mil.
15 mil?
Ah, não sei, na minha cabeça ficou assim que era 15 mil. Pode ser que eu inventei isso.
Tudo bem, aí 3 cafés.
Mas não, ela vende muito, que é um lugar pequeno.
Ela vende muito.
E eu achei que tinha muita locação, sabe? Eu achei que toda hora tava assim, gente, mas ela não encontrou uma pessoa, sabe? Eu não sei, eu fiquei meio assim.
Você teve essa impressão?
Eu não tive essa impressão. Eu tive essa impressão.
É que assim, eu achei que eles meio que moravam afastados pra ela ir no mercado e encontrar amiga no mercado.
Porque ela fala assim, que ela, a história vem de que ela é uma párea na cidade. E aí eu senti que quando ela voltou, tipo assim, mano, que a galera ia para cima dela, que iam xingar lá na rua, que a família da Sévia ia jogar pedra nela, sabe? Que ia ser uma coisa assim.
Então eu senti que não teve isso assim, só foi uma grande, foi uma grande fofoca assim.
Beleza, ela voltou 5 anos depois, eu entenderia. Mas gente, não é que ela voltou 5 anos depois, ela voltou 5 anos depois com um podcast que a cidade a cidade inteira está ouvindo. Então o podcast lança num dia, a cidade ouve. Como que isso não vira um furdunço que não joga pedra na casa, sabe? Eu senti falta disso, eu senti falta de uma realidade, porque a realidade é meio zoada.
Eu também achei que em algum momento ela fosse sofrer algum tipo de ataque. Até tem uma parte que o irmão da Seve vai, fica xingando ela do lado de fora fica batendo na janela da loja. E aí eu fiquei tipo assim, pô, beleza.
Ali eu senti, pô, é isso.
A mãe da menina também falou com ela normal, como se nada tivesse acontecido, sabe?
Irene, sei lá.
Realmente, pensando agora, faltou um pouco de emoção. Ficou todo mundo meio blasé, tipo, nossa, faltou.
Eu senti que nada foi muito real. Mas eu acho que porque eu tenho essa chatice do true crime, que fica muito na minha cabeça. E daí, como eu sei muito como funciona, e quando um caso é reaberto, né, ou que começa um podcast sobre isso, gente, vira um furdunço. Ainda mais uma cidade pequena, ainda mais com menina voltando de Los Angeles. Então assim, eu acho que eu esperava mais, sabe, tipo, talvez surgir uns TikToks no meio do caminho.
Mas eles, não é que eles ficaram totalmente fora disso, tanto que eu gostava quando ele falava assim ele fazia um episódio, ele falava assim, e ontem eu entrevistei a Lúcia, eu sei que vocês sabem por causa das fotos no Twitter. Então eu achei que isso ele trouxe um pouco, mas ele trouxe só ali na descrição do podcast. A gente não tem nenhum momento, e talvez seja uma escolha narrativa mesmo, mas a gente não tem nenhum momento que alguém conta, tipo assim, do Twitter, que alguém conta, por exemplo, ah, eu entrei aqui no Twitter e eu foto então de uma pessoa que tirou foto e postou no Twitter.
Isso não conta, mas a gente entende através do podcast dele que isso tá rolando. Então existe uma repercussão, existe um sensacionalismo acontecendo, que ela mesma tiram fotos das coisas que ela faz durante o dia, mas a gente não sente muito isso na nossa vida.
Mas eu acho também que é tipo, pelo tempo que o livro existe, também talvez não tivesse tantos artifícios de redes sociais participando de É de quando que ele é?
Eu esqueci.
Ele é de 19, eu acho.
Ah não, pô.
Pô, mas assim, não tem TikTok.
Mas lógico que existia TikTok.
Não, existia TikTok, mas eu acho que não para isso.
Não, mas tinha Twitter forte, já tinha o WhatsApp.
Não, Twitter já, e até Topway.
Tipo Reddit, por exemplo, sabe?
Eu acho que ela não.
Eles citam fórum também, eles citam fórum mesmo. Tanto que ela fala que o Ben Norris fica chocado que ela consome o fórum. Ela, por quê? Para dizer que os caras falam que é verdade que eu matei a menina? Mas que me comeriam mesmo assim. Aí ele fica meio chocado assim, ela realmente come. Eles falam do nada. E aí então eles citam isso, mas assim, eu acho que é muito ampação.
E também eu acho que o fato dela não ter colocado essas outras coisas, tipo briga e pessoas atacando ela, porque tem muito personagem, né? Tipo assim, cara, tem muita gente que participa e eu acho que se ela fosse Eu acho que não teria, agora que a gente já sabe o final do livro, eu acho que não teria como ela puxar brigas gratuitas, porque meio que cada um tem o rabo preso em uma situação. Então meio que não dá para brigar com você porque você sabe que eu dormi com o marido da fulana.
Aí eu não vou brigar com você porque você sabe, sabe? Então meio que tá tudo interligado.
Sabe o segredo de alguém ali na cidade, aquela coisa.
15 mil habitantes importam.
E eu também gosto da maneira como eles brincam com algumas, com alguns clichês de podcast. Por exemplo, quando ela mesma fala, Lúcia, tipo, a Sérvi não é tão boazinha como ela é descrita tanto pelas pessoas. Porque é aquilo, né, gente, qualquer podcast true crime que você vai ouvir assim: ah, eu conheci a Paty, ela era minha vizinha, Ah, ela tinha uma família incrível, nunca levantou a voz para ninguém. E aí de repente 300 vídeos da Paty batendo nas pessoas na rua, porque as pessoas elas sentem a obrigação de mentir para poder criar.
Existe essa coisa, esse clichê de deixar intacta a imagem, porque assim, como a pessoa já morreu, e às vezes morreu de uma forma muito incrível, muito incrível, de forma incrível, quando muito pesada, você meio que fica uma imagem imaculada.
Então amenizar também.
Ai, a Seve era santa, gente, ela não era santa, ela era uma pessoa horrível. E mais, no meio do audiolivro a gente descobre que na verdade ela tava tentando matar o Matt. Cara, gente, ela tava planejando.
Nossa, isso para mim é uma parte perfeita. A Seve tava planejando sozinha. E sabe o que que eu gostei? Porque daí mais para frente a gente começa começa a ver que a Seve era uma baita de uma amiga. Sim, entendeu? Era tipo a Mabel na minha vida, entendeu? Que diz assim, amiga, eu ando num relacionamento podre hoje em dia. Mas o que que a Seve fazia para Lucy? Vamos matar o teu marido? O seu marido é horrível, seu marido é um lixo, te bate, vamos matar.
Aí ela, aí a Lucy meio que deu corda, tipo, ai, como é que a gente, meu, degola ele sei lá, a gente esfaqueia ele, a gente joga ele, não sei o quê. Ela já tinha tudo planejado. E eu falei, isso acaba meio bem.
E por quê? Porque a Seve já tinha matado um homem.
Sim.
E aí, eu amei essa história, gente.
Eu amei. Quando a gente for falar do final final, eu meio burrinha, fico com uma dúvida, tá?
E aí ela já matou um homem, um homem que tentou abusar dela, tal, não sei o quê. E ela matou esfaqueado assim. Assim. E meio que ela conseguiu sumir o corpo, ninguém nunca soube. Foda-se, ele era um bosta, ninguém nem deu para trás. E aí quando um dia a Lucy meio que fala assim, tá, mas a gente vai matar como? Daí a Seve fala assim, porque eu nunca matei uma pessoa. Seve, fale por você. Daí quando a Seve conta para ela. E aí quais são as únicas pessoas que sabem da morte desse homem?
A Lucy e a irmã da Seve. E aí eu achei nada a ver. A Lucy foi atrás da irmã da Seve, que mora numa outra cidade, em Austin, para falar que sabe, para dizer assim, eu não vou contar no podcast, vamos. Porque a irmã da Seve tava dando umas entrevistas, tal. Ela falou assim, vamos combinar que a gente não vai contar. Só que assim, por que que ela foi? Eu achei meio nada a ver ela ir atrás da irmã da Seve, porque eu falei assim, cara, mas o que que você ganha falando isso?
Porque Primeiro, ter essa narrativa, por exemplo, se a Lúcia usasse isso, ela podia usar isso a favor dela.
Sim.
Que ela fala assim, cara, a Seve, quem garante que fui eu que matei a Seve, sendo que a Seve já matou um homem? E se esse homem surgiu para vingar dela, ou ela já tentou matar outra pessoa? Tipo assim, ela poderia jogar essa culpa. E a Lúcia, ela decide deixar várias coisas fora do podcast. É, mas ela conta pra gente, né? Nós que estamos ali consumindo o conteúdo, a gente sabe, mas ela opta por não trazer pro podcast. Então, por exemplo, podcast não sabe.
Ali no podcast a gente nunca vai saber que o Matt batia na Lucy, porque ela fala assim, ah, isso já aconteceu, já passei por isso, já superei, não quero lidar com isso. E ela não queria ser vitimizada. Ela conta pro Ben. Mas ela não quer, ela deixa bem entender, mas ela fala que é off. Até que ela brinca, eles estão, ela tá de calcinha, ele tá de cueca, daí ela fala é off. Como é que é? Eu esqueci, ela usa expressão jornalística. Daí ele fala é off, a gente tá de roupa íntima, é off.
Depois ela vai lá, espreme o pescoço dele e ó, maceta.
Mas eu achei interessante a gente saber isso. E eu também concordo que tem umas coisas que não precisa ficar, nem tudo precisa ir para o ar e tal. Mas essa ida até para falar com a irmã dela, achei nada a ver.
Achei só assim, ah, eu sei, hein? Eu sei. A vó dela foi um personagem muito importante, eu acho, que para toda a narrativa. Porque é aquela coisa, muitas coisas vão acontecendo, surge gente para falar umas coisas nada a ver. E aí depois você fala, nossa, que maldita essa pessoa, se não era para ajudar, então por que que veio atrapalhar? Aí o enredo foca muito nela, no ex-marido, no amigo de escola, porque acontece, ela também, a Nina Garcia, esposa dele, não é?
A Nina Garcia, esposa do Emmett, no momento que a gente tá vivendo agora, porque tem isso também, a gente tá vivendo agora e 5 anos atrás.
E o Emmett é o melhor amigo dela da época da escola, dela e da Seve, né?
Da Seve. E aí que O que acontece, a gente—
não, ele é só da Lucy, é só da Lucy, da Seve não.
A gente vai entendendo que o Emmett, ele tem uma importância grande na vida dela, porque mesmo que ela esteja transando com o Ben Owens, que é o cara do podcast, e ela tá curtindo, mas parece— eu sinto que é mais assim uma decisão errada daquelas que a gente toma na vida, porque tipo, cara, minha vida já tá na merda mesmo, eu tô sendo acusada de matar minha amiga. Tem esse cara gostoso aqui, vou dar para ele. E aí ela é meio que nesse sentido, tipo, ela não tem um sentimento por ele.
Ele, pelo contrário, parece ter algum sentimento por ela, mas também ele tem fetiche. Então, mas eu também, isso que eu ia falar, eu também acho meio fetiche no sentido de, como é uma das pessoas que eu tô investigando, eu senti que ele tem essa, é meio uma fetichização da parte dele. Mas independentemente disso, ela tá transando com ele, beleza, Mas na paralela, a gente vai entendendo que o Emmett sempre teve sentimentos pela Lucy e que a Lucy percebe ao longo do caminho, ela começa a reparar, sabe aquele amigo que você não sentia nada quando você era nova, mas que aí depois que cresce você olha e fala assim, meu, ele sempre esteve do meu lado, ele me conhece, ele me entende.
E ele deu uma entrevista para o podcast e ele não acusa ela, ele foi uma das únicas pessoas que não Então assim, falou bem dela, que não necessariamente acredita que ela tenha feito isso. Mas ele falou da Seve, ele falou da Seve, mas que a Seve tinha sido ruim com ele e tal. E aí a gente entende, tanto que tem um momento ali que ela beija ele, né, que ela lembra de um beijo de uma vez que ela teve um beijo com ele e tal, não sei o quê, na casa dela, com o marido dela lá embaixo.
Exato. E ela, e ela E ela fala assim para ele, ai, por que que você não vai? Porque acontece, a gente descobre que a Nina Garcia trai o Emmett com geral, inclusive com o Matt. E aí ele tá lá desabafando com ela e ela fala assim, vamos fugir, vamos fugir. Então você vê que ela vê no Emmett uma possibilidade de ter um amor, uma pessoa que tipo para recomeçar a vida, sabe?
Ele beija ela nessa festa que tá acontecendo na casa dela. E aí eles falam ludicamente, tipo, se a gente fosse embora agora, a gente seria feliz, poderia começar em outro lugar, etc. Então existe esse plano, mas até então eles eram só melhores amigos.
Na vida, 5 anos depois que eles falam. Eu acho que o que acontece quando eles se beijam, ele fala tipo assim, ai, larga o Matthew, alguma coisa coisas assim, que também é um plano, deixa de ser plano. Mas o que eu queria dizer é que tipo assim, ela tem esse plano que também pareceu meio desespero. Não sei se foi muito sincero da parte dela, que pareceu meio desespero do tipo, tá, esse cara me ama, esse cara tá do meu lado, ninguém tá do meu lado, acabei de ser largada pelo Nathan, tô dando para o cara que tá, que acha que eu sou assassina que provavelmente vai fazer o último episódio falando, é, galera, realmente ela é assassina. E daí de repente tem esse cara que é carinhoso, que é interessante.
Eu acho que ela é viciada em tomar decisões erradas primeiro. E depois ela é viciada em foda-se, eu vou começar do zero em qualquer lugar, a qualquer momento. Eu acho que tipo assim, eu não vou resolver meu problema, vou pegar minhas coisas, vou embora e vou começar do zero e fingir que nada aconteceu.
Eu acho que nesse caso, eu acho que a melhor oportunidade mesmo é sair da cidade. Assim, não tem como você continuar vivendo na cidade Tipo assim, e manter assim, eu acho surreal depois de ser acusada de um crime como esse, mas não deixa de ser uma forma de fugir dos seus próprios problemas, né? Quem nunca? Mas eu acho que ela veio morar em São Paulo, vim morar em São Paulo. Então eu acho que ela vê ali no Emmett uma oportunidade mesmo, do tipo, vamos começar de novo com alguém que gosta de mim e tal.
Isso vira um grande plot twist porque Aqui, gente, né, a gente tá falando quase uma hora aqui de vídeo com a gente já. Você sabe que a gente vai dizer agora quem matou a Seve de verdade. E quem matou a Seve foi o Emmett.
Eu vou falar que eu fiquei indignada.
Eu fiquei indignada.
Nossa, eu fiquei indignada nessa hora. Eu não quebrei meu fone de ouvido porque é o único que eu tenho, né, pessoal? Mas eu juro que eu voltei para ouvir de novo. Eu voltei, eu ouvi duas vezes. Isso acontece, é raro, mas acontece sempre, que é: eu preciso ouvir.
E é, eu não acredito, eu não acredito.
A gente tinha a mãe dela, o pai dela, a avó dela, o ex-marido dela, o namorado de Los Angeles, o irmão da menina que morreu, a gente tinha a irmã da menina que morreu, a amiga delas da escola, a gente tinha outras 10 pessoas Além desse mano que teve uma entrevista, falou bem dela e nunca mais apareceu, a não ser tipo, nossa, ele ficou mais adulto, está mais bonito, e nossa, não sei o quê.
Mas eu gostei muito porque ele é muito, ele é muito desenhado pra gente como uma pessoa que tá do lado dela e como uma pessoa que, poxa, ele tá sendo traído pela esposa. Exato, coitadinho, tadinho, ele foi impulsionado pela—
eu não imaginava que seria ele. Eu também não imaginei que poderia ter sido o marido dela. Em algum momento eu suspeitei que pudesse ter sido o pai dela, porque o pai dela era protetor demais, etc. Então eu achei que em algum momento podia ter sido essas duas figuras que eram muito presentes. Mas eu já sabia que eu tava sendo enganada em algum momento ali com alguma coisa que tinha deixado passar. Só que pensando no retrospecto, é, não deixava passar, porque daí descarrilhia Tudo é porque ela começa a lembrar das coisas. E aí eu gostei como é que rolou a cena do assassinato.
Eu também gostei. Eu vi algumas pessoas falando que não gostou do assassino, e eu entendo, acho que isso sempre vai variar e tal. Mas honestamente, eu gostei bastante. Eu gostei assim, me irrita um pouco que elas estavam em duas, cara. Elas podiam ter quebrado a cara assim. Tudo bem que a Lúcia ela não tinha esse ímpeto da violência, né?
Ela é muito monga, né?
Ela é muito monga também, tem isso. Nossa, quando ele bate lá na porta, mas ela também não sabia desse lado violento dele. A Seve tinha acabado de comentar, mas assim, porque aí a Seve conta que ela transou com ele, aí depois ele fica procurando a Seve, inclusive super, ele fica procurando, ele foi super violento no relacionamento, no sexo com a Seve, e a Seve fica desconfortável, e depois ele fica meio que humilhando ela. Ali, quando a Lucy tem essa memória, essa recordação, falei, cara, esse cara esquisito, né?
Começou a me dar uma coisa assim. E é muito real o como a gente muitas vezes muda um pouco as memórias das coisas, no sentido de criar memórias falsas, mas também tipo assim, ah, ele sempre é bonzinho, sempre bonzinho, cara, mas ele sempre bonzinho porque ele tava sempre esperando pegar ela. Tanto que ele tava forçando no casamento, quando ela não consegue lembrar, no dia do casamento ele tava beijando ela, ele puxa a alça do sutiã dela, põe a mão no peito dela e ela meio que não queria, né?
E é a segunda vez que ele faz isso, porque ela só lembra disso quando ela vai beijar ele na frente da loja, atrás do lixeiro, que daí eu já achei assim. E ele faz a mesma coisa, ele puxa a alça E dá um beijo que ela não gosta, ela sente nojento. Uma teta esquerda amostra pela segunda vez. Caraca, meu, gosta de tetas esquerdas.
E aí meio que a gente entende que sim, o Emmett ele tinha um álibi de que ele tava no casamento até o final, só que ele saiu do casamento em um determinado momento, tipo pra deixar ração pro cachorro, sei lá, uma coisa assim, né? Acho que era isso, ele foi tipo dar comida.
E daí já pela força, daí ela sai.
Aí ele encontra quando eles estão saindo na estrada, ele passa pela esquina assim, aí ele para o carro para conversar com ela. Mas a saída dele era para deixar alguma coisa. Acho que ele nunca vai de fato para coisa, tá? Mas aí por que que o Matt achava que a Lucy tinha matado? O Matt, ele de certa forma esteve sim na cena do crime, só que quando o Matt chega lá, ele porque encontra com barulhos, né, porque eles estão no meio da floresta, tal.
Aí é do nada, a Seve para o carro do nada porque o Emmett aparece. E daí ele bate na porta e fala, Luz, quero falar com você, tá, não sei o quê.
É que elas estão na estradinha alternativa, também tem isso também, que vai chover.
E se chover lá, alaga, e fica fechado. Então por isso que eles estavam meio que sozinhos. Daí a Seve fala, Não fala com esse bosta, acabei de falar duas coisas.
Eu jamais desceria do carro para falar com esse cara. Imagina, o cara parou no meio da estrada de chão, tá você e a sua amiga planejando ir viver a vida loucamente em Los Angeles.
Ai, é verdade! Então a gente entende por que que ela vai para Los Angeles, porque a Seve fala que é o sonho dela. Então elas meio que combinam largar o Matt. É porque ela fala assim, ai, não quero matar o Matt. Aí ela Vamos fugir? Então ela decide largar o Matt e fugir para Los Angeles com a Sev.
E aí elas estão indo embora do casamento com esse plano, que é tipo, elas vão para casa da Lucy para pegar as coisas dela e elas vão embora morar juntas em Los Angeles. E aí o Emmett aparece e ela fala, ai, não fala com esse bosta dela. Ai, não, vou tentar resolver com ele aqui e tal. E aí ela desce do carro. Eu não desceria, poderia ser a pessoa que eu mais adoro no mundo, eu não vou descer. Até porque ela já sabia que ele tinha sido agressivo com a Sev, então assim, ela não deveria ter descido.
Mas eu entendo também que ela tava tava um pouco bêbada nessa hora, porque como ela ainda tava bêbada quando ela tava falando com o Emmett, então acho que a gente não toma— ela não é conhecida, mais conhecida por tomar as melhores decisões, ainda mais bêbada. Acho que teve um pouco isso. E aí o Emmett fala que vai levar ela, daí a Seve fala, não, vou esperar ela aqui. Ele fica meio emburrado. E gente, ele praticamente tenta estuprar ela, porque ele tenta beijar ela e tal, e ela fala que não, tal, não sei o quê.
Daí ele começa a correr atrás dela à força. E é nisso que a Seve vem, daí começa aí uma meio que uma briga entre os três, uma luta corporal.
Ela tenta escapar, ele puxa, bate, e as duas conseguem fugir.
E até vira um momento meio legal, entre aspas, que a Seve fala assim, porra, te salvei de ser estuprada e morta pelo seu melhor amigo, você tá me devendo o resto da vida. Daí a Lúcia dá uma isdada e fala, não, realmente. E aí do nada ele volta. E aí ele acaba matando a Lucy, não, acaba matando a Seve, bate na Lucy. É por isso que ela perde essa memória, né, que ela tem essa concussão e tal. E aí em algum momento eles estão saindo assim, e aí o Matt encontra o Emmett.
E aí quando ele encontra o Emmett, o Emmett tá desesperado, e a primeira coisa que ele fala é— e ele tá com a arma do crime na com a arma do crime na mão. E daí ele fala assim, a Lucy matou a Seve, elas se desentenderam.
Ele meio que ajuda o Matt ali a encobrir o que tinha acontecido com a Lucy, que daí ele ficou assim, ai, vamos ajudar a Lucy.
Daí o Matt, como ele, por mais que o Matt seja um homem violento e abusivo e horrível, ele de fato ama a Lucy e ele E dá para perceber que as decisões que ele toma ali são para protegê-lo. Então ele vai lá e fala com os pais da Lucy, fala: olha, a Lucy matou a Sérvia, aconteceu isso, isso. Aí eles tentam acobertar, só que não dá certo, porque a Lucy no meio da estrada acaba sendo encontrada por um homem lá, X. E aí esse homem X vê ela toda ensanguentada e aí chama a polícia, chama, e aí acaba que não dá tempo deles combinarem um álibi, deles combinarem, mas eles meio que iam organizar para ajudar a resolver as coisas.
Então é por isso que o Matt sabe, né? E eu achei interessante duas coisas, que ao longo do caminho a gente sabe que tem pedaços de unha, pedaços de tecidos da Seve na unha da Lucy, e a gente descobre que é por causa daquela luta corporal que eles tiveram ali. Que as duas estão segurando, tal, elas tentando se puxar. Isso é por isso que tem isso, que tem esse arranhado e tal, porque elas de fato não brigaram. Mas isso faz a Lucy duvidar várias vezes.
E o fato, e tem essa coisa que a Lucy nunca conta para ninguém, mas que a gente descobre ao longo do audiolivro, que elas estavam ali meio que planejando matar o Matt. Então tem um momento que ela fala assim, será que o meu amor pelo Matt foi tão grande que o Matt aconteceu. E daí a Seve foi tentar matar ele, eu fui defender e acabei matando a Seve.
Então ela tem, ela fica criando na cabeça dela essas coisas.
Mas eu acho que o que eu mais gostei dessa história toda é como essa história é sobre as amizades das duas, sabe? É como, e ela fala isso, ela fala para o Matt e fala para os pais dela, vocês nunca me protegeram, quem me protegeu foi a Seve. E a Seve de fato é a única protegeu ela, que foi quem tentou tirar ela de um relacionamento abusivo, que tentou matar o marido dela.
É a voz da cabeça dela, que partiu para cima do Emmett.
Ela bateu no Emmett e ela também, ela perdeu a vida dela tentando salvar a Lucy e conseguiu, de certa forma, né? Porque o Emmett não, não matou a Lucy, nem cooptou ela ali para, tipo, tentar convencer eles ficarem juntos e tal. Então eu de fato eu amei esse audiolivro, eu gostei muito da história, gostei muito de como ela é sarcástica, de como ela— mas como ela é muito humilde também ao falar das personagens, cara. E também achei os capítulos muito rápidos, então eles não são longos.
Eu acho que pela quebra de capítulo e podcast deixou tipo dinâmico influído a gente ouvir. No final ela fala, e ninguém nunca vai saber o segredo, é, ninguém nunca vai saber o que realmente aconteceu. Eu por um momento eu fiquei, será que não foi 100% isso que aconteceu e a gente nunca vai saber? Ou será que ela tava se referindo a saber que a amiga matou um cara?
Eu acho que é sobre a amiga ter matado um cara, mas mais do que isso, sobre elas terem planejado a morte do Matt. Pode ser isso. Para mim é o que torna o livro mais interessante, porque senão você poderia ser só uma história de tipo de um crime que aconteceu, de uma pessoa que foi acusada injustamente. Mas não, olha essa trama, sabe? Tipo, por ter essa trama tão forte acontecendo, muita coisa poderia ter acontecido naquele dia.
E por muitas vezes eu pensei, cara, o Matt descobriu, ele confrontou as duas. Eu ficava muito nessa assim. Imagina, nem passou pela minha cabeça que o Emmett pudesse estar envolvido com isso. Então achei que o final para mim foi surpreendente, fui enganada. E a gente gosta de ficar pesquisando várias vezes assim. Mas mais do que isso, porque às vezes o final é ruim, mas tudo bem, a leitura ou, né, o audiolivro ali do início e meio é legal.
Então acho que eu acho que às vezes o processo é legal também e tá tudo tudo certo. Mas eu senti, eu amei o audiolivro do início ao fim, então eu fiquei muito feliz. Também acho que é um audiolivro diferente porque geralmente a gente escuta uma narração, às vezes tem uma voz só, e esse, pô, você tem a voz ali do cara do podcast, você tem, aí tem essa voz da cabeça dela que a gente esqueceu de comentar, mas é a voz, é a Seve, e os pensamentos intrusivos dela é a Seve.
Porque depois que a Lucy foi acusada injustamente de matar dela, ela passou a ter esses pensamentos intrusivos que, para acalmar, e talvez na verdade seja até uma maneira de lidar melhor com a vida, é que ela sempre imagina ela matando as pessoas que estão falando com ela. Eu achei isso maravilhoso.
É muito bom. É tipo assim, você quer uma xícara de café? Ela fala, quero. Aí automaticamente ela pensa, eu poderia quebrar essa xícara agora e cortar o pescoço dessa pessoa.
E aí eu fiquei, eu acho que se passa, às vezes eu sou um pouco assim. Nossa, sabe, uma pessoa tá me irritando muito, eu Eu tô assim falando com ela, mas na minha cabeça eu tô fazendo meus pensamentos intrusivos. Então acho que tem ali um pouco de Lucy entre nós. Amiga, eu acho que o sarrafo tá alto, tá? Eu acho que o próximo audiolivro a gente tá um pouco ferrada, tá? Porque assim como a Lucy, nós somos conhecidas por não tomar as melhores decisões às vezes.
Não mesmo, entendeu?
A gente não vai contar agora.
Não, a gente não vai contar agora. A gente quer que você assista o próximo episódio, que é 5 de agosto, que é o aniversário da Paty.
No meu aniversário?
Ai, não quero mais, pessoal! Não quero mais, vai ofuscar! Não, porque se depois a gente não gostar, se a gente se decepcionar, o azar foi meu.
É verdade.
Ai, que tristeza!
Eu tava explicando a dinâmica para vocês. Na primeira quarta-feira do mês, a gente fala o título do audiolivro que a gente vai começar. Então na primeira quarta-feira de julho a gente falou, ó, o audiolivro é No Rastro da Mentira. Então na primeira quarta-feira de agosto, que vai ser no aniversário da Paty, a gente vai falar, galera, o audiolivro de agosto é tal. E na última quarta-feira a gente tem esse episódio aqui, né, estamos aqui falando todas as nossas impressões.
Aí vai ser sempre nessa dinâmica, a gente começa um pouco sem spoilers, acho que foram quase 20 minutos sem spoiler, né? E aí o resto do episódio a gente falando tudo que a gente sentiu e contando o plot da história.
Segue nosso coração. E aí, quer participar do nosso clube do nosso livro?
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Não, gente, o Clube Bizarro do Audiolivro acontece, é um programa separado dentro do podcast Caso Bizarro. Então vai começar aqui. Quem quer participar com a gente?
Põe os livros, põe o dedo aqui que já vai fechar.
E é isso, né?
Até o próximo episódio. Muita gente ouvindo com a gente, sim, porque daí depois eu quero ficar falando, a gente vai ficar fofocando, quero ficar criando mais teorias.
E aí eu acho que no próximo episódio, no episódio do final da última quarta-feira de agosto, quando a gente tava falando sobre o próximo audiolivro, acho que a gente vai trazer impressões também do grupo no WhatsApp, que a gente já vai ter conversado. Então a gente vai ter também essa coisa de, pai, vai bolar, vamos bolar teorias, vamos discutir alguma coisa. Vai ser legal também ter esse conteúdo de vocês para a gente jogar junto e fazer e conversar, porque a gente fala, olha o que a fulana falou aqui no grupo, a gente concorda, não concorda?
Não concordamos, a maior parte do tempo não concordamos.
Vão concordar, já vão brigar.
Vamos embora, porque agora eu tô muito ansiosa para a gente começar o nosso próximo audiolivro, que vai ser aquele lá, né?
Aquele lá, galera.
Beijo, pessoal!