Episódios de Caso Bizarro

CB #169 - A verdade secreta da Rihanna com Barbra Marcondes

16 de março de 20261h21min
0:00 / 1:21:10

No episódio de hoje discutimos sobre as mais terríveis férias em família, um bicheiro fantasma e a verdade sobre a Rihanna!

〰️

Dicas Bizarras:

▪️Pro Bono ▫️ Netflix (Mabê)

▪️Diva à Deriva ▫️ Netflix (Mabê)

▪️A Lição ▫️ Netflix (Barbra)

▪️Livro “Nunca minta”, de Freida McFadden (Barbra)

▪️Livro “Impostora”, de R.F. Kuang (Barbra)

〰️

📽️ youtube.com/@CasoBizarro

👽 apoia.se/casobizarro

🛸 orelo.cc/casobizarro

Assuntos15
  • Paranormalidade ao assistir filme de terrorTV desligando na mesma cena repetidas vezes · Porta do quarto abrindo sozinha · Mão gelada no ombro · Visão de mulher com vestido de noiva sujo · Persistência em tentar assistir o filme · Conseguir assistir na terceira tentativa
  • Relacionamentos FamiliaresCasa isolada e assombrada · Falta de água no quarto dia · Superlotação - 20+ pessoas em 3 quartos · Falta de ventilação e ar-condicionado · Fenômenos paranormais durante a estadia · Avó deixa a família e vai embora · Decisão de ir embora no sexto dia
  • Ansiedade infantil e Charlie CharlieDesafio Charlie Charlie viralizando em escolas · Pânico e medo de convulsões · Culpa cristã exagerada · Insônia e regressão psicológica · Sonho com Rihanna perseguindo · Autotortura psicológica aos 13 anos
  • Carreira Criador ConteudoTrajetória de Barbra na internet · Crescimento de seguidores e validação · Equilíbrio entre comercial e autêntico · Demissão por fazer conteúdo paralelo · Múltiplas tentativas de viralização · Comunidade fiel vs público grande
  • Primeiro encontro gay traumatizanteApp de relacionamento (Grindr) · Nervosismo em primeiro encontro · Cachorro lobo intruso durante o encontro · Consumo de maconha no primeiro date · Homem dormindo e desaparecendo · Proposição de boneca inflável · Falta de esforço e interesse
  • Dinâmicas de relacionamento e dates ruinsFalta de esforço masculino · Indiferença em encontros · Comportamentos inapropriados no primeiro date · Boneca inflável como proposição · Assistir The Office em primeiro date · Comer sushi na cama
  • Ansiedade e traumas infantisCulpa cristã mesmo sem ser cristão · Impressionabilidade exagerada · Medo de punição divina · Ampliação mental de pequenos eventos · Sensibilidade emocional na infância · Impacto duradouro de experiências traumáticas
  • Dinheiro em ViagemRecursos para sair de situações ruins · Poder de decisão na vida adulta · Esperança vs realismo · Abrir mão de situações insalubres · Impotência financeira na infância
  • Impacto no Desenvolvimento InfantilVisão limitada do mundo em cidades pequenas · Amigos como centro do universo · Importância de conversa com adolescentes · Normalização de medos e experiências · Superação com tempo e maturidade
  • Recomendações de K-dramasPro Bono - juiz incorruptível forçado a trabalhar pro bono · Diva à Deriva - mulher sobrevive 15 anos em ilha · A Lição - vingança por bullying na adolescência · Temas de justiça e redenção · Disponibilidade na Netflix
  • Recomendação de LivrosNunca Minta de Freida McFadden - suspense psicológico · Impostora de R.F. Kuang - apropriação cultural e yellow face · Thrillers com plot twists · Temas de identidade e mentira
  • Cancelamento nas RedesHate por conteúdo sobre ovelhas gays · Perfis de fofoca agregadores de polêmica · Falta de controle sobre narrativa pessoal · Importância de dar devida desimportância · Validação social via redes sociais
  • Aplicativos de relacionamento LGBTGrindr como ferramenta de encontro · Dinâmicas de pegação casual · Segurança em encontros com desconhecidos · Primeira experiência sexual com homens
  • Validação social e seguidoresImportância de ser notada pelos ídolos · Métrica de sucesso na internet · Impacto emocional da falta de validação · Evolução pessoal além dos números
  • Filmes de TerrorO Exorcista - medo duradouro · A Casa de Cera - suspense visceral · Horror psicológico vs gore · Emily Rose e efeitos de áudio · Cinema solo vs em companhia
Transcrição160 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Sejam bem-vindos a mais um Caso Bizarro. E hoje eu estou aqui com Bárbara Marcones. Oi! Oi, gente! Ai, olha, me indiguem seus sonhos. Vocês conseguem, viu? Eu fui na DM da Mabê cinco anos atrás. Cinco anos do teu podcast? Quatro? É, quatro... Meu Deus! Gaguejei, tá? Gaguejei. Quatro anos o Caso Bizarro. Então, quatro anos atrás, eu fui na DM da Mabê. Falei pra ela que eu queria ser convidada. Ela falou, vamos vendo. Aí, esse ano, eu tentei de novo e eu consegui.

Se humilhem, se humilhem que vocês conseguem. Gente, eu juro, eu preciso ir lá ler a DM. Você vai ver na DM. Porque, tipo assim, não, falei... Falou, eu vou ver, ele te aviso. Falei, caramba, levei uma xoxada da Mabê. E detalhe, eu esperei ter, tipo, uns 50 mil seguidores pra você me notar. Antes disso, eu falei, a Mabê não vai olhar pra mim. 50 mil, ela ainda não olha pra mim. Eu tive que ter 900, mas eu cheguei aqui. Olha que absurdo, não.

E veio um monte de gente menor que 50 mil seguidores aqui. Nossa, Mabê, então se mediava mesmo.

Eu juro, eu li aquela mensagem e falei, ah, ela viu meu perfil, ela não gosta de mim. É isso, eu vou acabar com a minha própria vida? Uma B não me validou. Esperei mais quatro anos. E eu vi, pelo menos assim, pra mim, a experiência que eu tive é que nos últimos meses você viralizou muitas vezes. Não sei se é uma realidade ou se só eu que comecei a ver muitas coisas tuas. E começou a aparecer muito. E eu te achei muito engraçado. Eu falei, meu Deus, olha a cara do caso bizarro.

Tipo, quando eu te seguia. E eu que fui falar com você. Falei, você é muito engraçado. Mandei alguma coisa assim. Gente, provando que eu... Aí na hora eu já fui mendigar. É que assim, eu te seguia. Eu seguia só o Modus. Aí eu seguia a Carol. Aí um belo dia eu tava ouvindo o Modus. Falei, nossa, eu não sigo a Mabê no Instagram. Daí eu te segui. Aí eu comentei nas suas coisas. Você só kkk, não me sigo de volta, nem aí. Falei, nossa, mais uma vez eu me humilhando pela Mabê.

Aí eu comentava nas coisas dela assim. Nossa, Mabê, eu te adoro, não sei o quê. E ela kkk.

Sim, ainda não chegou o meu momento com a Mabe. Aí depois que ela foi mandar uma DM. A hora que eu olhei sua DM, eu já mandei um print pro meu namorado. Falei, meu Deus, amor, a Mabe me notou? Ele falou, esse era seu sonho? Falei, esse era meu sonho. Acabou aqui pra mim, agora a Mabe me notou. A Carol ainda não, mas em minha defesa eu não me humilho tanto pra ela. Só pra você. Não, mas é... Cara, você é muito... Gente, sério. É um dos perfis que eu mais dou risada.

Tipo, toda vez que tem um vídeo seu, eu paro pra assistir. Porque eu dou muita risada. Eu acho muito engraçado. E foi realmente...

Eu não lembro mesmo de você ter falado antes e tal. Mas assim, é bem minha carinha falar, vamos ver. E tipo, não vamos ver. É que eu acho que você tava começando ainda com os convidados. Aí talvez não tivesse muito estruturado. Aí você tipo, ah, vamos ver. E às vezes eu esqueço também. Pode ter sido isso. E sabe que eu tenho uma coisa também? Tipo, muita gente fala isso que eu acabo trazendo muitos amigos pra cá. Porque eu não sei se... Assim, eu acho que o Caso Bizarro, ele tem super oportunidade.

de trazer, tipo, pessoas de tudo quanto é tipo, né? De vários lugares, assim, diferentes. Só que eu sou uma pessoa tímida ainda, entendeu? Então, e eu faço esse corre de, tipo, eu ainda sou aquela pessoa que, tipo, vai atrás das pessoas pra escolher e tal. Então, eu acho que eu ainda fico muito jogando no safe, assim, do tipo, ah, pô, eu tive uma relação legal com essa pessoa, eu conheci ela num evento, então eu vou chamar, sabe?

Pra mim, eu meio que tento fazer isso, porque às vezes eu fico assim, ah, eu chamo direto,

nem conheço direito, a pessoa vai falar que é você, fulano. Então, é muito assim. E quando eu mandei a mensagem pra você, eu já queria cavar essa oportunidade. Eu falei, deixa eu trocar uma ideia com ela, né? Vai que ela não, tipo assim, sei lá, me acha tosca. Eu não tinha visto que você tinha me seguido, eu sou muito burra. Eu sim que comentei no vídeo que você tava falando da impressora 3D. Ai, meu Deus. Eu com meu perfoco na impressora 3D e você no BBB falando.

É, menina, pois é, vamos votar. Mas você sabe que eu tenho uma impressora 3D. Não, juro.

Sim, eu tô fazendo obra agora no apartamento. Sim, eu vi. E aí, eu estou longe da minha impressora 3D. Então, não tá sendo um momento fácil. Eu tô vivendo um relacionamento à distância. E você tem, né? Eu tenho um relacionamento à distância. E eu não tenho uma impressora. Então, talvez você esteja na minha frente. Mas o que eu te dou de dica, Maby? Manda uma carta. Imprime uma carta. Imprime uma carta. Mas aí, eu não estaria usando ela pra imprimir uma carta pra ela mesma?

Mas a gente usa o namorado também pras coisas. Pra que você tem um homem se você não vai usá-lo? Mesma coisa.

Eu acho que a gente tem que ter objetivos na vida. E conta um pouquinho do teu perfil, enfim, do conteúdo que você faz. Não é só de humor, você fala sério também, mas é que eu amo os seus vídeos. Então, eu acho muito engraçado. Então, eu tô na internet há três anos agora. E eu comecei fazendo coisas de humor. Tipo assim, falando do meu dia a dia e tal. Aí deu aquela viralizada que eu não esperava. E aí eu continuei. Falei, ah, vou fazer um vídeo por dia, né? Continuei a minha vida. E aí eu comecei.

a ter essas ondas, assim, de viralização, né? Porque é normal também, a gente passa pelo flop, a gente tem que se reinventar, coisa da internet tem isso, né? Você não pode continuar na mesma. E aí, foi acontecendo. E em poucos meses, eu já comecei, tipo, a fazer umas assinaturas pra poder ter uma graninha entrando. Aí, a agência onde eu trabalhava me demitiu, porque eu estava fazendo conteúdo pra internet, né? Não ficaram muito afim.

Aí eu falei, cara, eu vou tentar... Você trabalhava com marketing digital? Uma agência de influência também. Eles estavam, inclusive, me agenciando,

o meu perfil. Só que eles não acharam uma boa ideia que eu continuasse trabalhando na agência e também fazendo conteúdo. Sendo que eu tava acordando, tipo, cinco da manhã pra conseguir fazer tudo. Porque eu tava em duas faculdades, eu tava na academia, eu falei, cara, eu vou tentar fazer dar certo. Inclusive, teve um vídeo que você mostra a sua rotina e você começa a lavar roupa e você faz tanta coisa na tua casa que eu fiquei tão desesperada.

Eu assisti esse vídeo e falei, meu Deus, essa mulher é uma máquina. É até uma que você tá com o seu boy e o seu boy tá o tempo todo assim no computador. E as pessoas

E eles falaram assim, ai, nossa, ele nem levanta pra ajudar. E você, gente, mas é minha roupa. É minha cama. Sim, na casa dele eu também não faço nada. E eu ri muito, porque eu falei assim, meu Deus, o cara tava trabalhando também, né? Sim. É que eu não consigo ficar parada. Eu gosto, assim, de estar em constante movimento. É inclusive um problema pra mim, né? Eu voltei pra terapia por causa disso, porque eu não sei relaxar. Eu sou uma pessoa impossibilitada de parar e curtir o meu tempo livre.

Eu sou assim também. Mas isso me ajudou no começo da internet, né? Porque quando eles me demitiram,

Pensei, eu vou ficar uns meses fazendo só isso aí. Abri podcast, abri YouTube, fiz tudo. Falei, vou tentar. Se não der certo, eu volto pro LinkedIn, volto à mendiga vaga. Mas aí as coisas foram rolando. Nesse meio tempo, eu já surtei várias vezes. Tipo, você tem um engajamento e um tamanho... Enfim, eu trabalhei muitos anos com isso, né? Tipo, gestão de comunidade, com marketing digital, com publicidade de uma forma geral. Trabalhei 14 anos com isso.

E não existe, tipo, em três anos você ter um canal tão grande, assim. Não é nem sobre ser grande, mas é a comunidade que você construiu, sabe? Tipo assim, você vê que as meninas, principalmente, assim, elas gostam muito de você. Elas consomem muito o teu conteúdo. Isso é uma coisa que eu valorizo bastante, assim, sabe? Quando as pessoas conseguem encontrar o seu nicho, o seu caminho e tal. E criar uma comunidade legal. E foi muito rápido, cara. Tipo assim, pra internet não é uma coisa...

É pouquíssima coisa. Hoje tá um pouco mais fácil. Hoje você vê as pessoas acontecendo também em poucos meses. Só que eu acho que muitas vezes elas não continuam. Porque como todo trabalho, não dá pra você ficar fazendo a mesma coisa sempre. Só porque um vídeo seu viralizou, não significa que se você continuar fazendo aquilo, você vai continuar trabalhando com aquilo. Então, o diferencial que eu tentei trazer, e eu vim de uma vida com muita dificuldade e muita luta, é que eu trouxe isso pra internet.

Falei, cara, uma hora, esse tipo aqui de vídeo vai começar a flopar. A galera não vai querer saber o que eu posso trazer.

de novo, ah, vou começar a trazer relato vou começar a falar mal de homem isso eu faço desde o começo, né, é um hobby pra mim não preciso nem ser paga, uma delícia mas aí eu comecei a trazer novos formatos e aí nisso foi uma coisa que a minha agência me ajudou também a pensar no formato mais comercial pra eu tentar equilibrar um pouco o perfil comercial que as marcas vão gostar pra que eu tenha dinheiro fazendo isso e o perfil amiga das pessoas que vão se relacionar e criar uma comunidade então eu sempre tentei encontrar esse balanço, esse equilíbrio

Sempre tem aquelas fases, né? Eu fazia, tipo assim, reação de coisa da internet. Mas era muito polêmico. Aí meu nome ficava em um lugar, em página de fofoca que eu odeio. Falei, cara, é uma coisa que eu vou ter que parar de fazer porque não é isso que eu quero pra mim. Eu não quero ficar vivendo de polêmica e ficar me baseando em conteúdo dos outros pra fazer o meu. E nesses três anos eu fui refazendo muitas coisas, né? Me reinventando.

Mas essa é a minha parte preferida, assim. Ter uma comunidade bacana, pessoas que me ouvem, que olham pras minhas reflexões,

é diferente na vida delas também. Esse discurso da mulher precisar de homem e toda essa questão que a gente sabe de esposa troféu, agora esposa lembrancinha, né, batendo bolo no bolo, no pote de sorvete. É, isso sempre me incomodou muito, então eu sempre tentei trazer uma coisa de mulher independente, vai atrás do seu. Mas eu ainda passo raiva, né, com vários relatos de tipo, faltou ele cuspindo a minha mãe, o que que eu faço?

Eu fico, diva, o que que você acha que você faz? É, como assim? Mas essa é uma parte muito legal do meu trabalho, assim, poder ter construído essa comunidade

confiarem no que eu tô falando, sabe? Tem a parte ruim, tem a exposição. Eu também sou uma pessoa muito tímida. Então, às vezes, as pessoas vêm falar comigo em público. Eu não... Eu não lido muito bem, assim. Eu fico, tipo... Você é quem? Não parece, né? Mas eu também sou muito tímida. Então, pra mim também não é fácil falar com as pessoas e me aproximar de quem trabalha com a internet, sabe? Eu tô aqui porque eu te conheço há seis anos.

É que você não me conhece. Mas eu te conheço há muito tempo. É que é um meio escroto também, né? Eu acho. Tem muita gente que vive de aparência,

Que, enfim, que, sei lá, fala com você só por conveniência também. Aí eu tenho tanta preguiça disso que eu já automaticamente não me sinto pertencer a lugar nenhum. Então eu tô num lugar, se eu não conheço ninguém, não vou falar com ninguém. Sim. Sabe? Aí às vezes eu tento sair um pouco e tal. Mas isso que você falou de criação de conteúdo é muito interessante. Porque eu também, quando eu comecei, eu não tenho essa coisa de sair da bolha, né? Que a gente brinca bastante.

Eu amo a minha bolha, sabe? Nossa, eu amo tanto a minha bolha. Claro, o Modus, ele tem uma audiência gigante e tal. Mas quando a gente vai pro meu perfil assim, ele é a minha bolinha, sabe? E aí, quando sai da bolha, eu não acho legal. Tipo assim, eu não tenho essa pira, sabe? Da polêmica, de aparecer. Eu acho desesperador, assim. Eu também. Inclusive, uma coisa X, assim. Mas eu postei o Jornal Bizarro, na semana passada, com o Daniel Pires, do Lenda Cash.

E uma notícia que eu li, o Jornal Bizarro, né, pra quem não sabe, pra quem acabou de chegar aqui, é um quadro que eu tenho, que acabou virando um programa solo, dentro do Caso Bizarro, que rola nas sextas-feiras. E é um episódio menorzinho, que eu leio duas, tipo, notícias, que são, né, desse campo mais da bizarrice, mais nonsense.

Criando uma fazenda de ovelhas gays. E o que é uma fazenda de ovelhas gays? Na verdade, eram ovelhas que não queriam... Que não... Como é que fala? Que elas meio que se recusavam a... Procriar. A procriar. E aí, geralmente, essas ovelhas iam pro abate. E aí, ele encontrou um jeito de comprar essas ovelhas. Trazer pra essa fazenda dele. E aí, fazer outras coisas. Tipo, vender lã. Fazer outras coisas assim. Mas não...

matar as ovelhas. E aí, ele chamou de fazenda de ovelhas gays. E eu só estava lendo a notícia. E aí, tipo assim, basicamente era um vídeo disso. E começou a rolar muito hate. Assim, não foi nada. Não viralizou nem nada gigantesco. Mas assim, começou a rolar muito hate da galera me xingando. Tipo, agora até a ovelha vai ser gay, agora não sei o que. E eu falei, gente, eu falo de crime há seis anos na internet. Eu fiz campanha pro Lula. Eu sou extremamente...

Como é que fala? Eu sou extremamente honesta em quem eu vou votar. Eu vou em todas as manifestações. Posicionada. Me posiciono. E eu vou ser cancelada por ovelhas gays. Ah, não. Eu me recuso. Eu me recuso. Não aceito esse cancelamento. Chega. Eu fiquei puta. Óbvio, eu não fui cancelada. Como eu falei, foram poucos xingos. Mas é que eu não tô acostumada a ser xingada. Não acontece. Tipo, é muito raro. E de repente tinha lá, tipo assim, uns 30 comentários xingando. E eu, gente, eu vou ser cancelada.

Cancelada por ovelhas gays. Depois de tudo que eu fiz na internet, as ovelhas gays vão me cancelar. Eu fiquei meio puta. Logo elas. Falei, não. Logo elas, ovelhas gays. Nossa, quando sai da bolha é insuportável. Eu também não gosto. Quer uma coisa que me pega? Aqueles perfis de fofoca que resume tudo. Pudei todos. Nossa senhora, pega uma coisa que um fez, que o outro fez, aí bota lá. Às vezes meu nome tá lá do nada, sendo que eu nem fiz nada.

Nossa, às vezes viraliza a coisa do meu namorado e tá lá o namorado da Bárbara. Gente, ele tem nome? Ele que fique na polêmica.

Eu não gosto. Eu dei uma mudada no meu conteúdo uns anos atrás, exatamente por isso. Eu prefiro que os meus números sejam menores, mas mais fiéis do que ficar viralizando. Porque tem gente que faz isso, é por número, né? Você sabe que tem uns absurdos que você falar na internet, seu vídeo vai chegar a milhão. Mas que tipo de público que você tá atraindo? Então, eu prefiro também ficar mais na minha bolha hoje em dia. Eu nunca mais tive, assim, um boom de seguidores, uma coisa de viralizar muito.

Eu prefiro ficar na minha bolha, que, como eu falei, é um bom equilíbrio de uma comunidade com também um perfil comercial. Então, pago minhas contas, faço minhas coisas e ainda tenho impacto positivo nas pessoas. É isso que eu quero. Não quero ficar viralizando por falar, ai, coisa clickbait, coisa polêmica, sabe? Se acontece, não fui nem o que fiz. Exatamente. E por isso que a gente vai criar a nossa fazenda de ovelhas gays, né?

Eu super topo. E uma fazenda de ovelhas sapatão. Ovelhas sapatão, a gente fala muito sobre ovelhas gays.

É mais fácil que a ovelha não queira ter filhos do que o macho não querer pegar a ovelha. Exatamente. Eu sou a favor até de um casamento a cega-sapatão. Mas todo mundo fica falando que eles vão se pegar tudo do mesmo lado. Porque sapatão não tem limite. Não, e teve algum desses nos Estados Unidos com sapatão, que eu esqueci o nome agora. Ultimato Queer. Meu Deus, gente, assistam. Teve dois casos que foi pesado, depois saiu pra outros caminhos. Mas assim...

Tirando essa parte das coisas ruins, porque, né gente, tem gente ruim em todo lugar. Mas tirando essa parte, meu Deus, os casos, eu ficava assim, impressionante. Não é que só os homens estão cagados, parece que tá todo mundo cagado, né? Mentalmente, não tá ninguém são. Ninguém mesmo. Bom, vamos começar então pros casos bizarros. Hoje está maravilhoso. E só dando um recadinho que, se você quiser assistir a gente, porque às vezes vocês estão ouvindo, mas você pode ver a gente.

Carinha, nossa beleza, estamos no YouTube, no canal do YouTube do Caso Bizarro e também no Spotify em vídeo. Mas se você quiser ouvir em áudio, tranquilo também, qualquer agregador de áudio. Só que lembrando que se a gente falar alguma imagem, alguma coisa aqui, ou até quando a gente, no final do episódio, for citar alguma coisa pra recomendar, e você quiser saber o que a gente citou, aí tem que ir lá no Instagram do Caso Bizarro, que é Caso Underline Bizarro, e aí vê no nosso post que a gente coloca todas as informações lá. Então bora!

Oi, Mabel e Bárbara, tudo bem? Eu me chamo May. E essa história aconteceu com a minha família em Peruíbe, litoral de São Paulo. May do CNPJ? É, tipo... Mas é M-A-Y. Ah, tá. É May. É May. Tá, gostei. Quando eu era pequena, a gente tinha o costume de alugar casas de praia por indicação de conhecidos. Naquela época, não existia Airbnb nem nada do tipo, então caímos em muitas saias justas. Bom, era verão de 2010 e... Nossa, é verdade.

Eu ia muito com a minha família. Não, e eu amo que o verão de 2010 é quando ela era pequena, né? Assim, eu nasci nos anos 80. Eu tô aqui olhando isso, ah, tá bom. Mas eu lembrei de quando eu ia na praia, que eu ia muito pra Ubatuba todo ano com a minha família. E a gente alugava a casa, tipo assim, como é que a gente sabia se a casa era boa ou não? Era uma boca a boca, né? Era simplesmente, ah, fulano foi pra Ubatuba, cabe 15 pessoas. A gente chega lá, tem vezes que a gente chegou, era um grande drama.

boa, que a gente nunca é de família pequena, né? Era sempre 20 pessoas pra cima. Sim, família pequena não vai pra ubatuba. Então tá, então em 2010 a gata aqui era novinha. E dessa vez decidiram juntar minha família, que já é grande, em torno de 11 pessoas. Não, sua família não é grande, com todo respeito. 11 pessoas é só de irmão que eu tenho. Com todo respeito, sua família não é grande. Nossa, 11 pessoas, eu não sei, acho que 11 pessoas da minha família moram na minha rua. Eu tenho, comigo são 7 irmãos, e de criação da minha mãe,

Junta, dá uns 13. Porque a minha mãe criou os filhos das amigas dela e todo mundo chama ela de mãe. Se juntar todo mundo, dá uns 13. Isso aí pra mim é pequeno. É, é. 11 pra mim não chega nem a configurar PIB. A sua família não configura PIB. Só de primos, eu tenho uns 40 primos. Tipo assim, é uma família bizarra, assim, é muito grande. Mas também é aquilo, né? Hoje em dia já não se junta todo mundo. São núcleos menores. Mas naquela época, tinha tranquilamente 20 a 30 pessoas na prática.

Tá, mas aí a família dela aqui, que já era grande, em torno de 11 pessoas, mais primas e uma amiga da minha mãe com o marido e a filha. Tá, então já deu uma galerinha aí. Já deu quase 20? É. Quando chegamos na porta da casa, tivemos dificuldade de encontrar a entrada, pois estava cheia de árvores. Adentrando um pouco a mata, vimos que a casa era circular, toda de madeira construída em cima de um deck. Minha mãe se olhou apavorada, pensando onde que ela ia enfiar essas 20 e tantas pessoas dentro daquela casa.

Mal sabia ela que a possibilidade de desabamento seria o menor dos nossos problemas. O plano era ficar 15 dias. Meu Deus! O plano começa assim. 15 dias? Eu ficava 15 dias com a minha família. Gente, eu não ficava 15 dias na casa do meu pai, que ele não gostava de visitas. A gente comprava, por exemplo, no supermercado ia comprar leite. A gente comprava uma caixa de leite, sabe? Tipo, 24 pacotes de leite.

Porque naquela época também que a gente ia pro Batuba, os supermercados lá não eram tão bons. Hoje em dia tem vários e tal, é outro rolê. Mas quando a gente ia, não eram tão bons. Então não tinha essa coisa de comprar muito no supermercado lá nos anos 90. O carro, e um carro só com as compras do supermercado. Era inteiro o carregamento. O plano era ficar 15 dias. A decoração da casa era um tanto peculiar. Dentro tinha quadros muito antigos de paisagens estranhas e estátuas de várias religiões.

Tá soando bom, hein? As brigas começaram na separação de quartos, que eram apenas três pequenos cômodos. Pra 20 pessoas. Seis em cada, mais ou menos. Acho que deve ter uma sala, né? Porque sempre tem uma galera que ficava na sala. Uma salinha, um colchãozinho. Ai, meu Deus. Tentamos não nos apegar à casa, pois ficaríamos o dia todo na praia. Gente, 15 dias. Não vamos nos apegar à casa. Não tem como tomar banho, mas não vamos nos apegar.

Não vamos nos apegar. Logo na primeira noite, descobrimos que só tinha água gelada.

era muito boa, porque a luz não parava de piscar. Era uma luz baixa, amarelada. Agora se tinha um problema. Até agora nenhum. Gente, até agora é tranquilo. A filha da amiga da minha mãe ligou o secador e ele explodiu na mão dela. Que horror! Ai, gente! E a gente vendo nos filmes que só não pode colocar o secador dentro de uma banheira. De resto, eu achei que podia o resto. Eu já morei num apartamento que quando ligava o secador, se estivesse tomando banho junto, caía metade da... Caía a chave, não era?

A minha casa não podia ligar os dois chuveiros ao mesmo tempo. Era uma vibe. Cada um toma banho por uma vez. Essa casa deve ser igual. Lembro de olhar pela janela e o lado de fora era um breu enorme. Só ouvíamos barulho de grilo. Lá pelo terceiro dia, meu avô surtou. De manhã na praia, ele quase se afogou. Disse ter ouvido uma voz que o chamou pro mar e ele foi. Era sereia. Meu tio viu e correu pra socorrê-lo. Chegando em casa, meu avô furioso pegou o carro e foi embora. Só?

Não, e aí foram 20 pessoas em alguns carros. O vô foi embora, já vai ter uma galera que vai ter que pedir Uber em 2010, né? Não, ela exatamente disse isso. Eram três carros pra família inteira. Todo mundo tinha vindo igual lata de sardinha. E ele simplesmente disse que não ficaria mais um segundo naquela casa. Gente, como que o vô voltou? Ele só... Só adeus. É, mas eu acho assim, se eu ouço vozes que me chamam pro mar, eu também pegaria as minhas coisas.

Ah, eu acho que eu sou um pouco mais aventureira, Marbi. Porque assim, eu tô com 19 pessoas. O capeta não vai levar só eu.

Eu aceito ir com a galera, eu só não aceito ir sozinha pro inferno. Mas eu acho que na casa pode levar a galera, mas e na praia? Se bem que na praia tem mais gente ainda, né? E vai sozinho, né? Os bombeiros até falam que você não pode nadar sozinho. Quem é o capeta perante os bombeiros? Tá, eram três carros, beleza. Minha tia pulou na frente do veículo e quase foi atropelada pelo meu avô. Ele só? Sandra, você entrando ou não na frente do carro?

Eu tô tocando pra frente. E foi. No quarto dia, a água acabou. Não tinha mais nada.

via mercado por perto, era tudo muito primitivo. Apenas um rio nas redondezas. O marido da amiga da minha mãe improvisou um filtro caseiro pra gente ter pelo menos um pouco de água pra beber. E o resto se virou tomando suco e refrigerante que trouxeram. Não tinha água. Tudo bem, né? Refrigerante é líquido. É, claro. É só o que a gente precisa. Tomar água do mar. Tomar água do mar? No quinto dia, metade das pessoas não foi à praia porque não teria como tomar banho ao voltar.

Ainda faltam dez? Não, tanto. Não passou pela cabeça de mais ninguém além do voo ir embora? Exato, no quinto dia. Como que durou o quinto dia? Gente. Foi aí que, passando o dia todo dentro de casa, começamos a ver voltos e ouvir vozes. Que delícia. Já tava gostoso, né? Melhorou. Eram coisas muito sutis. Sempre ao anoitecer. Um vulto de um quarto pro outro, uma risada aqui, um cochicho lá. Todo mundo já tava gag das ideias. Até aí tudo bem. Até aí tudo bem.

pequenas, víamos os adultos apavorados. A gente só faltava chorar. E foi no calor, sem ventilador, com vinte e tantas pessoas dentro de uma casa, que eu e minha prima decidimos fechar todas as janelas com medo da escuridão lá fora. Porque na nossa cabeça, as coisas estranhas vinham de lá. Sim. Claro, não. Eu tava dentro da casa. A casa é zero satânica. Claro. É tipo o The Vampire Darwin. Só entra se você convida. Exato. E a água lá. Aliás, a água não lá. Queria saber desse filtro do tio, viu? Minha irmã estava

Ou seja, ela saiu sozinha e tava tendo uma DR com uma assombração.

Já dentro da casa, após se acalmar, ela narrou que estava achando estranha a reação dele durante a discussão, pois ele estava o tempo todo de cabeça baixa e ela não conseguia ver seu rosto. Se é que aquilo tinha um rosto, gente. Na manhã seguinte do sexto dia, fomos embora. Essa foi uma das piores viagens das nossas vidas. E foi da nossa também, Diva. A gente foi com você e a gente não gostou. A gente não gostou. E olha, eu vou passar um pano pro seu avô. O seu avô é a única pessoa dessa história que...

dessa forma. Eu não sabia. Eu tô admirando muito seu avô. Se eu fosse ele, eu teria dado um copo de chá e falado, alguém quer vir? O capeta tá aqui, não tem água. Ah, então eu venho buscado aqui 12 dias. O avô foi embora antes de acabar a água. Ai, ele foi visionário. Ele nem esperou. Ele nem esperou. Ele nem esperou. Ele olhou aquilo e falou, galera, não. E adeus. Eu realmente não preciso disso. Porque, ó, 20 pessoas em 3 quartos, né?

Começa por aí. Vamos supor que tem 6 pessoas em cada quarto e na sala tem 2 pessoas.

Beleza. Sem ventilador. No calor de Ubatuba. E ar-condicionado, obviamente, não deve ter também, né? Porque você não tinha falado. No calor de Ubatuba, sem ventilador. Aliás, era peruíbe, mas enfim, litoral. É. Não tem ar-condicionado, não tem ventilador, não tem água. Não tem. E 2010 já tinha o aquecimento global torando. Já tinha, já tava torando. Então já tava 40 graus. Exatamente. Então assim, eu não sei. Eu acho que o avô, galera. O avô, ele tava certíssimo. O avô era o único correto.

avô, ela tava errada. Por que você quer impedir o velho de ir embora? Deixa ele. Mas você sabe que isso me trouxe uma reflexão. Eu era também bem pobre, né? Quando eu era criança, adolescente e tal. E realmente não dava pra falar não pra certas situações. Não dava. E aí esses dias eu vi um vídeo da Aline Toffalo também, que eu adoro os conteúdos que ela faz. Ela falou do dinheiro do não. Mas em um contexto amoroso, né? Quando você tá com uma pessoa ruim, você tem o dinheiro pra ir embora.

Mas isso, na verdade, é na nossa vida toda. Eu tô pra fazer um TikTok sobre isso. A gente tem que ter na vida adulta

dinheiro do não. Pra você olhar uma situação e falar assim, quer saber? Eu não preciso disso. Eu vou embora agora. E aí, eu só comecei a ter o dinheiro do não, eu tinha uns 25, 26. Antes disso, se eu me comprometesse com uma situação insalubre, eu ia ter que ficar, porque eu não tinha como ir embora. Porque no começo da minha vida adulta, que eu fui fazer faculdade em Florianópolis, sem dinheiro nenhum. Então, muitas situações, se eu quisesse estar inserida, e a gente tem fome com 20 anos, a gente quer ir na balada tomar raisca, entendeu? Eu não podia ficar de fora. Só que como eu morava muito longe,

aqui dormir na casa de uma amiga minha. Aí, pra voltar, era na hora que ela quisesse. Ela levava a bofe pra kitnet dela e ficava nós três lá comendo miojo. Eu tenho, inclusive, um caso bizarro que eu vou contar depois, na hora que você me permitir com o hamster dela, que na verdade era o capeta. Meu Deus. Então, assim, eu não tinha dinheiro pra falar não. Porque naquela época eu não tinha carro de aplicativo, não tinha ônibus, não tinha nada.

A partir do momento que eu comecei a fazer uma graninha, eu falei, quer saber? A partir de hoje, ninguém me obriga a nada. Nossa, o dinheiro do não que você tá falando é perfeito. Eu lembro, assim, coisa simples, sei lá, de vir,

tá uma balada, também nos meus 20 anos aqui em São Paulo, de tá numa balada e, tipo, eu ia ter que voltar de metrô e o metrô só abre 4 da manhã. E aí, tipo assim, deu uma hora da manhã, duas horas da manhã, quer ir embora? Não tem como. Não tem como. Você vai ter que sentar e ouvir a Lady Gaga. E eu ficava lá ouvindo, ficava lá dançando, ficava lá aceitando. Realmente, gente, o dinheiro do não... Ele é importante. Ele é importante.

Porque o pessoal deve ter pensado isso, tipo assim, ah, a gente já pagou, já comprou coisa, vamos aguentar mais um pouco. O que que é mais 10 dias? Aí teve uma hora que

Alguém deve ter colocado o limite e falado, não, gente, na nossa casa tem água. Vambora. Vamos dar esse dinheiro com o perdido. Mas eu entendo também que é uma coisa... É muito legal você poder viajar em grupo, assim, né? Pra um lugar. Ainda mais pra praia, né? Eu que sou mineira, que não tinha acesso à praia, assim, a qualquer momento. Então, a única vez que eu ia pra praia era essa vez, em janeiro, que eu ia com a minha família pra Ubatuba.

E pra mim, assim, pô, a gente já viveu... Sei lá, a gente uma vez ficou numa casa que teve uma enchente, assim,

Tipo, choveu muito, né? Em Ubatuba. E teve uma enchente e todo mundo pegou virose. A gente ficou, tipo, sei lá, uns cinco dias cagando todo mundo. Mas a gente não foi embora. Não, não. Mas também não tinha muitos banheiros, não. Não era, tipo, um pra cada. Não, não. Definitivamente não. Era um revezamento de diarreia. Era um revezamento de diarreia e vômito. Aquela coisa, né? E a gente não foi embora. Tá vendo? Porque uma coisa ia ficar cagando na praia.

E outra coisa ia ficar cagando e vomitando na tua casa. Que não tem praia. Exatamente. Que não tem mar. Porque você vai ter uma pausa ali depois.

do vômito, que você vai conseguir curtir cinco minutinhos de mar. E eu acho que tem a esperança, sabe? Tipo, acabou a água, mas será que amanhã não volta? Sim. Então assim, eu tô aqui julgando, mas eu também ia ter um pouco de esperança ali do tipo, ah, será que não tem um quarto que a gente não descobriu ainda? Será que não tem mais quarto nessa casa? Será que o capeta tá aqui? Tipo, tão ocupado. Será que ele tá aqui comigo? É que o vô, ele já era mais vivido e ele perde a paciência. Quanto mais idade a gente tem, ele tem o carro do não. Perfeito.

Importante, você pode não ter dinheiro, mas se você tem o carro e a gasolina, acabou. Você vai embora. É o carro do não, ele pegou o carro dele e foi. E quanto mais velho você vai ficando, mais você vai vendo que não tem um ponto positivo na situação. Você vai olhando, você vai pensando, cara, a água não vai voltar. É isso aqui mesmo, então eu vou pegar meu carro e vou embora. A galera nova vai ter esperança. Velho não tem esperança.

Eu tô louca pra fazer 55 anos e perder minha esperança. Mas ó, vou fazer 40 esse ano e eu já perdi a esperança total. Você já perdeu? Ai, que legal. É, já, assim, bem mais cedo do que você imagina. É, muito bom, gente.

Não fica mais assim, ah... Não espera muita coisa. Não espera. E aí quando vem uma coisa, ah, quer saber? Acho que eu mereço mais. Acho que eu mereço água. Acho que eu mereço dormir no quarto, não do lado de seis pessoas. Eu acho que eu mereço uma acomodação só pra mim. Uma acomodação. Um vaso só meu. Um ventilador só meu. Uma virose só minha. Uma virose minha. Nem a virose é só minha. É muito bom ter o dinheiro do não. É verdade. Já fica a dica, gente. Bora ler o próximo? Vamos. A verdade secreta da Rihanna.

Olá, Mabê e Bárbara. Meu nome é Gustavo, tenho 23 anos e eu sou da Baixada Santista. Olá, Gustavo. Meu caso ocorreu em 2015, quando eu tinha 13 anos e estava no oitavo ano. Eu amo que vocês sabem de muita coisa da adolescência de vocês. Meus traumas apagaram grande parte da minha, graças a Deus. Foi quando o desafio Charlie Charlie viralizou na internet. Eu amo. Eu não lembro desse. Esse Charlie Charlie é tipo... Ele foi um pouco mais tarde também, assim.

Mas ele é tipo o jogo do copo, sabe? Sim. Então, aquilo de você perguntar pro Charlie Charlie, você fica chamando o nome dele e fazendo perguntas. E o copo mexe. Não, não é com o copo. Ele é só... Como que ele é mesmo? Tô bem curiosa com esse Charlie Charlie. Eu lembro de nome, mas eu não lembro da dinâmica. É aquele mesmo do... Você põe em dois lápis, equilibra, tipo, numa cruz, aí sim e não. Num papel. E aí, ele vai, tipo, marcar um lugar ou... Igual do compasso. É, bem parecido com o compasso.

Mas é essa mesma pegadinha de, tipo, que começou a viralizar muito o Charlie Charlie em escola. Então a galera começou a fazer muito. Porque eu fiz o jogo do copo, né, no colégio. Só que era uma época que não tinha internet, não tinha porra nenhuma. Não tinha de onde você tirar as fiques. Ninguém nunca vai ver o vídeo. Deu desesperada, deu gritando, entendeu? Ninguém nunca vai ver. Mas hoje em dia, né, é foda. Porque a galera faz no colégio e aí, tipo, tem muita coisa, tem muita informação.

época também a gente tinha que inventar as FIC. Não tinha como você ficar imitando dos outros. Tudo era original. Ele consistia em equilibrar... Aí ele explicou. Depois de toda essa discussão, ele explicou. Ele consistia em equilibrar dois lápis, um sobre o outro e fazer perguntas, pra que o lápis de cima apontasse no papel pra sim ou não. A pergunta de praxe era, Charlie, Charlie, você está aqui? Eu morria de medo desse desafio, principalmente quando começaram a fazê-lo na minha escola.

O pânico se instalou em mim. Os rumores e as gritarias nos corredores me assustavam

muitos, gente, onde você estuda o Elite. Era aula vaga, mas uma professora substituta de ciências havia sido liberada pra minha turma. Abrimos o livro e o capítulo era sobre STs. Foi um ano antes do termo DST ser alterado e um texto do capítulo tratava justamente disso. Faz tempo, né? Eu tava achando que era agora a terça que tinha mudado, não tô nem acostumada. A segunda aula da disciplina havia começado e tínhamos que copiar a página de questões. Durante esse tempo começou uma gritaria nos corredores.

Um garoto correia e anunciava. Charlie, Charlie, pegou ele. Charlie, Charlie, pegou ele. Coitado do Charlie, Charlie, com o nome composto ainda. Até você falar, ele já te pegou. Exato. Ao ouvir, me desestabilizei. Tive uma crise de medo e fiquei chorando enquanto respondia sobre métodos contraceptivos. Ele chora, mas ele não para de fazer a tarefa. Eu estava trabalhando. Eu gostei. Ele morreu. Vou morrer o Charlie, Charlie, vai me pegar. A camisinha tem que ser usada.

anticoncepcional. O Charlie Charlie vai me pegar. O Charlie Charlie vai engravidar. Quando as portas se abriram pra fofoca rolar solta, contaram que um garoto do sétimo ano teve uma convulsão, desmaiou enquanto jogava o desafio e saiu carregado pelo inspetor direto pra ambulância. Gente, já pegaram a algema minha no ensino médio, mas isso aqui é horrível, hein? Depois eu conto pra vocês também. A partir disso, não me lembro direito daquele dia. Só de chegar em casa com medo, ligar o seu

lar e vi a enxurrada desse assunto na internet. Daqui a pouco ele só teve uma convulsão também, né? O Charlie e Charlie não ia ficar ocupado te dando convulsão, meu amor. A gente tem que se dar devida desimportância. Ele tem coisa pra fazer, ele tem gente pra desesperar, sabe? No auge do sucesso dele. Ele vai ficar dando convulsãozinho? Ele vai responder sim ou não e vai embora. É, vai embora, vai pegar as coisas dele. A turnê é em várias escolas.

Não é assim também. O medo aumentou quando o assunto foi citado em um vídeo de Minecraft e meu irmão, que na época tinha 5 anos, entrou chorando no quarto com o

sangrando por ter enfiado um lápis sem querer. No nariz? Meu Deus, deve ter sido. Ai, que agonia. Gente, mas já virou um Charlie Charlie no nariz, né? Não, virou um Charlie Charlie, tipo assim, completamente desesperador. Tem lápis no nariz, tem convulsão, tem ambulância. Envolveu o sistema público de saúde, o Charlie Charlie. Deu esterinha coletiva, mas deu mesmo. O IST. O Charlie Charlie deu esterinha coletiva em vários colégios lá fora também.

Porque é isso, né? Quando a gente é mais novinho, acho que ele não falou a idade,

que ele tinha, bom, falava de ST, devia ser adolescente. Oitavo ano, ele falou, é 14, né? É, talvez. Por aí, 14, tudo isso. Eu acho que oitavo ano é 13, 14, né? Nono ano é 14, 13. Nossa, faz tanto tempo que eu saí da escola. Graças a Deus, né? Graças a Deus. Mas assim, é muito louco, porque a gente fica muito enviesado, né? E hoje, que a gente tem acesso a pesquisar as coisas, a gente quer ficar curioso,

Daí a gente vai pesquisar, daí olha, lê aquilo. Aí vê não sei o que. E aí eu acho que fica mais assustado, assim. A gente é muito impressionável quando a gente é. E a gente quer acreditar. Porque, tipo, a gente acredita em absolutamente tudo. Então por que o Charlie Charlie não vai estar falando de IST numa escola e dando a convulsão pro moleque enfiando o lápis no nariz do seu irmão? Exatamente, é ele. Chorei de desespero e tinha certeza que ele estava ali e iria me punir. Hoje vejo a situação como engraçada, mas na época foi totalmente pavoroso.

Então não conseguia mais dormir à noite. Comecei a ficar no quarto da minha avó e assistir Verdades Secretas pra dispersar a mente. Dispersar a mente com Verdades Secretas, né? Meu Deus. Adorei. Lembro de tentar dormir e ficar pensando que se o telefone não tocasse enquanto eu contasse até três, tudo ficaria bem. Fazia isso inúmeras vezes. Aí você desenvolveu um toque. É. Foi aí que o toque surgiu, que o pessoal tem que contar até acender a luz, abrir o micro-ondas. Coitado, o Charlie Charlie, ele fez muito pela sociedade.

que me cansava e eu ia ver a Angel dar pro padrasto no quarto com a minha avó. Meu Deus, de Verdade Secreta, imagina. No caso, né? Ela dava pro padrasto, eu nunca assisti Verdade Secreta. Eu nunca vi também. Que bafo, ela dava pro padrasto. A gente descobriu a fofoca só 11 anos depois, né? Nessa época eu tinha medo de ir pra escola e de dormir. Tudo era diferente, eu levava tudo como sinal desse tal Charlie. Coitada, gente, acho que eu nunca me desesperei tanto.

Ah, eu me desesperava muito. Nossa, eu assistia filme, imagina, quando eu assistia Exorcista.

Eu fiquei dois meses impressionada. Eu fiquei dormindo na cama da minha mãe. E eu, tipo, eu via exorcista. Tipo assim, eu via a cara dela. Tipo, eu fechava os olhos e eu via a cara dela. Gente, que pavor. É que eu não via essas coisas na adolescência. Porque eu só tinha uma televisão na minha casa. Eu tinha oito. Eu era pra frente no exorcista. É que na minha casa só tinha uma televisão. E a minha mãe tava sempre vendo as novelas dela.

Geralmente era na Globo. Então, eu não tinha essa oportunidade de ficar vendo coisa de terror.

acesso à internet, eu já tinha 18. Porque foi quando eu me mudei, aí na casa do meu pai tinha o Wi-Fi, os dois meses que ele deixou eu morar com ele, depois ele começou a me cobrar pensão de volta, sendo que ele nunca me deu um real. Meu pai também é um caso bizarro. E aí eu tive 3G, mas foi só, com 18 anos, antes disso era tipo ir na lan house, ver o site da Capricho e saber o que os colírios estavam fazendo. Eu, o exorcista, a gente pegava fita na locadora, porque sou mais nova que você, e aí a gente não via filme,

Também não tinha exorcista na Globo. Não gostava. Porque a minha avó também só via Globo. O SBT, enfim. Eu assistia muito o SBT com a minha avó. Porque a gente via Chaves e o Zorro depois. Ai, eu nunca vi mais Chaves. Eu amava Zorro. E aí… Mas aí a gente alugava muito na locadora. Então, eu assistia na casa dos meus amigos. Eu assistia muito filme de terror. E eu amava, eu amo até hoje. Mas eu sou impressionada. Tipo, eu sou… Até hoje eu sou impressionada. Mas óbvio, hoje, né? É um pouco mais crescido.

mais madura. Um pouco mais dormindo sozinha. Um pouco mais dormindo sozinha. Mas naquela época, nossa, eu ficava perturbada. Mas assim, acho que não teve nada que me perturbou nesse nível. De, tipo, não querer na escola, não querer dormir. Isso não, isso não. Mas que tenha prejudicado, sei lá, o meu dia a dia. Mas que tenha me deixado bastante assustada, assim. Nossa. O Exorcista é aquele da... Aquela atriz. Eu não sei o nome dela.

Foster. Que é no celeiro. É isso? Não é no celeiro, não. Então é outro. Ela é que desce da escada de... Eu tô confundindo com o exorcismo da Emily Rose. É da Emily Rose, que é icônico. Esse eu vi uma parte só. E esse tem os áudios, né? Tem. Eu ouvi no Modos Operandi, né? Esse eu ouvi o... Esse episódio é onde a galera odeia. Por quê? Não odeia, eles gostam. Mas assim, muita gente que ouviu falar e não gostei, não queria ouvir, não sei o quê. Porque dá muito medo, né? Ah, é porque não é no

Seria o killer do humano, é do capeta. Aí já parte pra outro... Já parte pra um outro caminho. Aí tem gente que não gosta do sobrenatural. Eu prefiro lidar com o diabo do que com o homem. Muito melhor. A gente sabe que é melhor. Aquele negócio do urso, sabe? Prefiro três ursos do que um homem. Terminando a história aqui do Divo. Nesse período, eu havia pedido dinheiro pra comprar um lanche na escola. Mas, na verdade, eu tava de olho em um Kinder Ovo que vendiam na padaria no caminho.

E o Kinder Ovo já era um milhão de reais. Nossa, sim. 11 anos atrás. Imagina hoje em dia. Assim fiz. Ganhei o dinheiro.

Fui comprá-lo a caminho da escola. Não me lembro do brinquedo que veio dentro, mas eu me lembro de deitar no travesseiro com a cabeça totalmente conturbada. O Kinder Ovo um pouco... Gente, mas eu não entendi. Não sei porque ele misturou o Kinder Ovo na história. É, eu quero saber o que o Kinder Ovo... Vamos ver. Era o Charlie Charlie me punindo por mentir. Cuchilei o suficiente pra sonhar que eu tava em perigo e correndo. Instantaneamente pensei no maldito, mas não era ele, e sim a Rihanna. No sonho? Acho que era no sonho. Ela corria rápido atrás de mim e tocava

música Beat Better Have My Money durante o sonho. Cara, sonhar com música é uma coisa completamente louca. É completamente louca. E com a Rihanna cantando um trecho de uma música. Beat Better Have My Money. Nossa, eu nem lembrava que era tão antiga assim a música, né? Gente, ela é tudo. Ela é. Levantei da cama desesperada. Acendi a luz do quarto enquanto eu chorava soluçando. Ah, tá. Eu agora entendi o do Kinder Ovo. É porque ele me sentiu.

Ele sentiu culpado por mim. Ele tá... É a culpa cristã. Culpa cristã. Ele tá com uma culpa cristãzésima aqui. Nossa.

Fui punida muito pela minha culpa cristã, viu? Eu também sou... Gente, minha família nem é cristã. E eu sentia muito culpa cristã. Eu ficava tipo, caramba, eu não posso fazer absolutamente nada. Que Deus vai me punir. Eu tenho que resaltar isso todo dia. Não, de Deus não tinha isso, não. Mas eu tinha... Por exemplo, se eu mentia, eu sentia uma coisa assim, tipo... Aí eu mentia, eu vou ser pega. Eu vou mentir, sabe? Ansiedade já se mostrando, né?

Ansiedade, cara. Mas de Deus, não. Nunca tive medo. Nossa, eu tinha medo de Deus.

era muito, ai, Deus vai me tacar um raio. Eu sou especial, né? Eu ia levar um raio de Deus, tipo, do nada. Ah, teve gente que levou, né? Teve gente que levou, mas mereceu? Eu não. Gente, eu não aguento aquela... Ai, eu sei que é horrível, mas assim, pelo menos não deu nada sério, mas eu ri muito daqueles memes, meu Deus. Ah, eu acho que é por dia mesmo que você saiu de casa, né? Você tá... Você tá aberto a levar um raio. Você tá.

É que a gente tem sorte mesmo. E não tava na rua na chuva também. Tá, o finalzinho.

enquanto eu chorava solução e comecei a me desculpar por mentira e pelo chocolate super faturado pra minha tia. Ela não entendia direito e me perguntava o motivo do choro. Mas eu não conseguia explicar porque eu achava que seria vergonhoso dizer que eu chorei por causa da Rihanna me perseguindo e mandando e amando de um desafio de falar com gente morta. Foi quando eu me dei conta que eu vivi toda essa situação calada sem falar nada pra ninguém.

Apenas me torturando psicologicamente aos 13 anos. Ai, agora falou a idade. Mas é isso, sabia? Quando a gente tem essa idade,

tortura com coisas idiotas. Sim. A gente se tortura com coisas muito idiotas. Eu já falei isso aqui, mas eu quero trazer de novo, porque eu acho que é importante a gente lembrar dessas bobeiras que a gente tem de pegar uma situação muito pequena. Provavelmente também foi uma questão de ansiedade, né? Que já tava meio vulnerável com essa situação toda. E eu lembro muito bem, gente, eu lembro disso, de viver isso. Eu tinha 11 anos de idade. Tinha me mudado recentemente pra cidade que eu nasci e tal, porque

Saí de lá e depois eu voltei. Então eu cheguei no meio do ano. Numa sala cujas pessoas já estudavam juntas há anos. Todo mundo tava entrosado. E eu precisava entrosar com aquelas pessoas. Eu não conhecia ninguém. Eu era realmente uma pessoa que veio do interior do nada. Precisava entrosar. E enfim, fiz duas amizades com duas meninas lá. Que depois elas eram umas idiotas. Não tinha nada a ver comigo. Mas na época ele ainda não sabia.

E aí, em que eu comecei a fazer essa amizade com elas. Eu estava me sentindo numa... Tipo assim, eu queria...

eu queria me mostrar de alguma maneira, sabe? Aquela coisa meio de criança, do tipo, ai, vem ser minha amiga, eu sou legal. A gente quer se provar. Quer se provar. E aí, elas estavam falando de meninos, tal, não sei o quê. E eu, na época, tipo assim, não era fim de ninguém, não tinha acontecido nada. Mas, eu quis inventar uma história da cidade que eu tinha vindo, que o menino que eu tinha... Eu realmente tinha gostado de um menino lá, mas não aconteceu nada há 11 anos, óbvio. Sim. E eu gostava de um menininho da minha idade,

E ele... E eu falava que ele me levou pra passear de carro. Ele realmente dirigia. Ele tinha sua idade? Aham. Porque... Ah, era meio que normal na roça, criança de 11 anos. É correto? Não é correto. Não é correto, mas existia isso. Mas existia. E aí, eu nunca andei de carro com ele. E é tipo, não é como se ele dirigia todos os dias, não. Tipo, ele sabia dirigir, o avô dele tinha ensinado. Sim. E eu já tinha visto ele dirigir. E daí, eu comentei que ele me levou pra passear. Então, foi assim, uma coisa muito banal, muito boba.

Que eu contei ali no sentido que tava todo mundo contando alguma coisa com um menino. E eu inventei essa história. Pra, de alguma maneira, elas pensarem. Ai, que legal. Ela passeou com um menino. E no que eu contei, eu comecei a me sentir muito... Aí veio a culpa cristã. Do tipo assim, nossa, elas vão achar que eu sou puta. Olha isso, gente. Olha como a sociedade perde. Com 11 anos, tadinha. Eu sou uma piranha mirim. Eu sou uma piranha mirim.

E aí, elas falaram. Nossa, mas você tava sozinha no carro com ele. O que vocês fizeram? Não sei o quê. E eu falei, não, nada.

A gente só me levou, deu uma volta na rua. Falei, ah, nem fui na rua toda. Sabe, comecei a super me complicar. E eu fiquei tão nervosa que eu liguei pra minha mãe no intervalo. E aí, eu pedi pra minha mãe ir no colégio. E aí, eu tava chorando. E aí, eu contei pra minha mãe. E muito envergonhada. Porque, imagina, eu contei pra minha mãe que eu menti um negócio e tal. Agora, imagina minha mãe saindo do trabalho. Pra ir me ver na escola.

Resgatar uma adolescente mentirosa. Resgatar uma adolescente mentirosa. Piranha mentirosa.

Que nem Miri. E aí eu contei pra minha mãe, minha mãe falou assim, mas filha, é só isso? Eu falei, é. Ela não falou, tipo, zoando, ela falou, tipo, acolhendo. Não toma medo. É, acolhendo. Ela falou assim, ai Marina, que bobagem, filha. Se elas acharem você piranha, deixa elas acharem. A opinião delas não importa, quer saber? Se elas falarem qualquer coisa, você fala assim pra elas, foda-se. E aí eu lembro da minha mãe falando isso pra mim no corredor.

Olha como é louco isso. A sua mãe foi muito diva. A minha mãe é muito diva. A minha mãe aumenta mais as coisas que eu.

Minha filha é uma piranha mesmo. Minha mãe é uma mãe bizarra. Não, e aí ela foi... Ela me acolheu ali e tal, não sei o quê. Daí eu... Ah, é? E tal. E realmente, não era nada. Só que assim, o cérebro da gente, nessa idade, a gente não é capaz de compreender as coisas. E a gente dá uma importância. Imagina, gente, se aquelas duas meninas espalhassem que eu era puta. O que que ia acontecer na minha vida? Tipo assim, claro, poderia ficar chateada. Poderia... Óbvio. Mas eu digo assim, sabe? O que que hoje...

Significa na minha vida. Só que quando a gente é criança, principalmente em cidade pequena, a nossa noção do mundo é a rua. Sim. Então assim, a rua é o meu mundo, os meus amigos são o meu mundo, os meus amigos são tudo que eu vou conquistar, são tudo que, sabe, até onde eu posso chegar. Sim. Então era uma visão muito limitada da vida, em que eu precisava da aprovação dessas meninas, que eram umas idiotas, lembrando. E depois eu, enfim, nem virei amigas delas mais.

Eu acho muito engraçado pensar nisso, porque a gente escuta uma história dessa e fala, meu Deus, que bobagem, né? Ele viu o Charlie Charlie, dá convulsão, aí o Minecraft, aí não sei o quê. O IST. O IST, exatamente. Por isso que é bom a gente sempre conversar com os adolescentes, explicar pra eles que tá tudo tranquilo, deixar as coisas mais leves. Porque quando a gente tem essa idade, a gente ferra muito as coisas. Tudo é o fim do mundo. Tudo é o fim do mundo, e não é.

democratização da internet. Tem uma parte muito ruim, né? De gente muito nova se expondo e tal. Mas eu acho legal que um adolescente possa ver, por exemplo, a gente da nossa idade contando uma história e a pessoa pensar, nossa, então, será que vai passar? Eu já fiz cada coisa também, já me humilhei tanto. Pra mim, eu era muito... Eu também, né? Mostrava sinais de ansiedade cedo. Eu capeta, não. Ansiedade. Eu ficava aumentando muito as coisas na minha cabeça também.

Então, eu... Quando alguma coisa acontece... Você sabe quando você dá uma bola fora e você sente aquela vergonha alheia?

Me corroía. Eu ficava, tipo, um dia inteiro com aquilo corroendo. E aí, conforme a idade foi passando, eu fui vivendo mais coisa. Aquele negócio do tudo passa foi entrando na minha cabeça. Então, hoje em dia, eu já lido muito melhor. Como, por exemplo, se acontece alguma coisa agora, pode até me abalar. Mas eu vou pensar, cara, daqui um mês eu não vou lembrar. Exato. E aí, isso melhora muito. Tanto que melhorou muito a ansiedade que eu tinha também.

Nossa, eu mudei, assim, de personalidade desde que eu era adolescente. Porque eu era extremamente afetada. Muito. Tudo me pegava muito. 100%. Eu era muito sensível.

o mundo. Acontecia uma coisa pequenininha, caiu uma agulha no chão, aquilo me matava, me destruía. Tudo, nossa, sangrava por qualquer coisa, assim, emocionalmente. Então, é tão bom hoje. Gente, nossa, sério, quando as pessoas falam, ai, Mabê, como é que você lida com coisa na internet? Gente, assim, claro que vai ter uma coisa ou outra que me abala. Mas assim, eu não ligo pra... Sim, não aponto de... Tipo assim, se alguém virar e falar assim, ai, não gosto do seu trabalho, você é um lixo, você é besta, você é feio,

Cara, dificilmente isso vai me afetar. Porque assim, eu já era louca, entendeu? Eu já mesmo me xinguei tantas vezes. Eu me chamei de piranha mirim. Eu já me chamei de piranha. Gente, com 11 anos eu achei que eu era piranha. Pra inventar uma história que eu tava no carro de um menino que nunca aconteceu. Então assim, tipo, você não vai ganhar de mim, cara. Você não vai conseguir me atingir mais do que isso, sabe? Eu já me atingi muito.

Então, eu acho que ter sido louca me ajudou muito a viver a internet hoje em dia.

não dou palco. Tipo assim, vem uma coisa assim, eu falo, não concordo. E acabou? Acabou, pra mim ele acabou. Eu não vou, tipo, expor a pessoa nos stories e, ai, olha aqui, galera, essa pessoa tá me xingando. Não, gente, eu olho aquilo lá, não concordei, não. Minha vida continua. Sim, porque a gente dá a devida importância pro que é importante. Sim, e uma coisa que eu aprendi muito também com os anos é me dar a devida desimportância.

Nossa, isso é tão bom. Que é tão bom. Tipo assim, eu não sou nada importante, gente. Nossa, assim,

Tranquilo. E isso é muito legal, porque assim, quando eu toco nesse assunto, no sentido de, cara, ninguém liga, ninguém tá pensando tanto assim em você. Às vezes a pessoa leva pra um lugar afetado, de tipo, ai, como assim? Ninguém se importa comigo. Mas eu falo, gente, isso é tão libertador. Você pensar que você pode viver a sua vida, fazer o que você quiser, fazer o seu dinheiro, por isso que eu amo dinheiro. O dinheiro, ele me permite fazer coisas que fazem eu me validar.

E aí você para de dar importância realmente pras pequenas coisas que acontecem, sabe?

Por exemplo, um relato de um macho me rejeitou. Bicha, vai arranjar outro emprego, juntar dinheiro pra fazer uma viagem, sabe? E aí, aquela rejeição que, na nossa adolescência, né? Se um bofinho chamava a gente de feia, meu Deus! Amanhã eu tiro minha vida. Hoje em dia, a gente já fica tipo, tá, ele só não tá interessado, é isso. Não quer dizer que eu sou feia porque alguém me chamou de feia. Me perguntam também como é que eu lido, né?

Porque, às vezes, meu nome dá uma bombada. E o que mais eu recebo é que eu sou feia, que eu tenho 104 dentes na boca, e que isso, que aquilo...

está na adolescência, com ele eu tive uma relação tóxica, com a internet hoje em dia são flores, tá tranquilo porque eu já passei por umas coisas que hoje em dia, gente que eu nem conheço não vai me afetar nesse nível, sabe e isso é muito libertador, você pensar ai agora estão falando mal da ovelha gay, porque eu falei da ovelha gay amanhã ninguém mais vai lembrar, porque outra pessoa vai fazer outra coisa, tem um gay na internet falando mal de unha colorida quer dizer, isso é mais importante do que a minha ovelha gay, o bom da internet é isso daqui a 10 minutos vai ter uma outra coisa pra você preocupar

vai ter uma votação do BBB, vai ter não sei o que, e acabou. Amanhã é a eliminação do BBB. É nisso que eu tô pensando. Votem o Babu. Posicionadas fora Babu. Eu amava tanto o Babu na primeira edição dele. E no começo dessa, né? O cara se perdeu completamente. Eu sou a favor de deixar cada um usar Twitter por um minuto. Nossa. Eu queria muito saber se eles iam mudar por causa do Twitter. Iam totalmente, porque você entende, né? Mas aí você paga de incoerente.

E aí, uma B, você prefere ganhar ou ser coerente? Eu nunca disse que eu não sou incoerente. Eu sou hipócrita. Eu vim aqui pra ganhar. Eu sou hipócrita pra caramba. Nossa, eu sou muito hipócrita. Eu ia ser odiada no BBB. Você acha? Eu acho. As pessoas falam que se eu fosse, eu ia fazer sucesso. Eu acho que não também. Eu acho que você ia fazer muito sucesso. Você é muito engraçada. Mas eu ia dar umas deslizadas. E outra, eu não tenho paciência.

Tipo assim, você tem que ficar fora do quarto. Você tem que viver. Você tem que falar alguma coisa. E eu ia ficar assim, ó. Os papos que eles puxam. Tipo assim, gente. Nossa, uns papos merda.

Não, e é um povo burro. Desculpa, mas a galera do BBB costuma ser muito burra. Essa semana agora, você tem três grupos e ninguém combinou voto. Por que que você tá aí, gente? É muito fácil ganhar. Mas o que me pega também é a coisa de dormir todo mundo junto. Você tá ali com a pessoa... Gente, acho que eu ia enlouquecer. Aqueles quartos fedem, meu Deus. Com certeza. Eu sei disso. Não tem nenhuma chance. Gente, deve ser desesperador.

Você tem que seguir o horário dos outros. Eu seria odiando. Eu sairia dali e teria um documentário também. Tranquilo ou não?

Ela não quis vir. Branco e preto. Tipo assim, eu... Ai, eu amo Caraca. Mas uma coisa eu sei. Que eu ia gerar entretenimento. Porque eu ia contar os meus causos. Os causos de carros. E isso pega. Eu acho que esse é o segredo, Mabê. Isso eu acho. Isso eu acho que... É você ficar contando histórias o dia inteiro. Que a galera ia achar engraçado. Ia ter um monte de corte seu no Globoplay. Contando suas histórias. Eu ia ter muito ela contando do ET.

Olha que o menino. O povo ia me achar muito esquisito. Você ia ter um quadro daquele fanfic BBB. De Mabê histórias. E às vezes eu esqueci.

Eu começo da história e eu conto um negócio que não tá certo. Aí você muda no caminho, você faz isso? Eu sou assim também. Tipo, eu começo uma história, eu não lembro como é que acaba, eu vou inventar. Eu vou inventar. Eu não vou parar na hora de falar. Eu vou chegar até aqui e vou ficar quieta. Eu não vou fazer o Pedro Scooby, tipo, ah, teve uma vez que... Não, eu vou continuar a história. Eu vou inventar. Bom, vamos voltar aqui pro caso bizarro. E aí a gente tem aqui o caso, o terceiro caso, que é o Lobinho e eu.

3. Tinha acabado de me assumir gay, um pouco tarde, infelizmente, e ainda morava com meus pais num bairro aqui de São Paulo. Fazia só alguns meses que eu vinha tentando me aventurar pelo iFood Amarelo e sofri um pouco nesse início. iFood Amarelo? O Grindr. Gente, eu sou muito da igreja pra esse papo. iFood Amarelo, falei, gente, é concorrente. O que tá acontecendo? É... Foi então que... É, pra quem não sabe, gente, o aplicativo é tipo um Tinder de gays.

Da comunidade LGBT como um todo, na verdade, né? É, da comunidade LGBT como um todo. Mas eu acho que é muito mais focado pra gays. Porque é uma pegada muito mais assim, tipo... Às vezes não tem a foto do rosto, só tem a foto do pau. É pegação. É pegação, exato. É tipo assim, ativo 22. Passivo, como é que é? Tem uns maravilhosos que é tipo... Passivo gostoso. Passivo na chuva. Passivos na chuva. Um, dois, três e por assim vai. Foi então que eu recebi a mensagem de um menino bonito. Que morava perto da casa dos meninos.

meus pais. Detalhe, eu nunca tido a casa de nenhum desconhecido, inclusive eu ainda ficava com meninas. Eu não fazia ideia de que no mundo gay isso era super comum. Depois de um tempo eu me acostumei com essa ideia e o potencial perigo ou no mínimo desconforto. Mas na época eu me causava certo pânico, até porque eu ainda era virgem de homens e apesar de querer muito viver essa experiência, também sentia muito medo. Virgem de homens, achei conceito.

É, e com 23 anos, né? Então deve pegar, porque ele só sabia sair com mulher. Sim, você tem que reaprender, né? Sim.

esse menino do iFood Amarelo não tenha sido lá muito amistoso na conversa, me pareceu muito insistente e decidido em me ver. Fora que ele realmente morava muito perto. Então, numa noite X, peguei umas camisinhas, tomei banho, passei o perfume e fui. Ai, que fofinho. Mal sabia o que estava por vir. Ai, tadinho eu aqui. Mal sabia o que estava por vir. Cheguei na casa e quem abriu o portão foi o próprio. E pro meu alívio, era exatamente o moço da foto.

Logo atrás dele, veio um cachorro, daqueles tipo lobo branco, de olho azul. Eu que tenho um histórico de criança assustada por inúmeros

Não, ele nervoso porque tava num date com o menino pela primeira vez e porque o cachorro tava apavorando.

Gente. Então, fomos pro quarto e eu tinha certeza que aquele cachorro ia ficar pra fora pra gente poder se conhecer melhor. Mas é claro que não foi bem isso que aconteceu. O menino me ofereceu um lugar numa cama bem baixa que ele tinha improvisado com caixotes. Por ser baixa, meu rosto ficava na altura exata do cachorro. Gente, pelo amor de Deus. Já tô vendo pra onde isso vai. Então, se antes eu já tava nervosa e tímida de conhecer alguém assim pela primeira vez, agora nem se fala. Fiquei ali sentado sem se mover muito, enquanto o menino falava e respondia

meu papo com certa indiferença. Ele começou a bolar um baseado, fato que já tinha deixado explícito na bio do perfil, com aquele emoji de erva ou famoso F1. Pensei, agora as coisas podem ficar mais legais, talvez fumando um pouco ou até vire amigo do lobinho. Inclusive, o cachorro até tinha sossegado um pouco e parado de tentar chamar minha atenção, ainda que tivesse tentado diferente pra mim e me olhando o tempo todo. Gente, mas assim, foda, né?

Tipo, eu amo animais, mas porra, você tá conhecendo a pessoa ali na cama, o cachorro na tua frente. Gente, não é o momento. Não é o momento.

Tem um gatinho, né? O Sebastian. Às vezes que eu recebia gente em casa, que já era raro, né? Porque um homem pisar na minha casa, eu não preciso dessa energia ruim. Mas quando, tipo assim, é o momento da gente ir pro quarto, aí eu fechava a porta. Porque gato é invasivo pra caramba. Mas o meu gato não gostava que fechasse a porta. Ele abria, porque ele sabia abrir. E ele pulava no meio da coisa, viu? E dane-se. Ele tava ali. Às vezes ele pulou nas costas do meu ex. Meu Deus. Dei um trago, mas a maconha não me bate muito bem.

chato nos olhos. E foi exatamente o que aconteceu. Gente, eu não fumo, porra. Gente, o primeiro date não é o momento. Não é o momento. O primeiro date, ele tá nervoso. Tem um cachorro na cara dele, grande. E ainda quer fumar maconha. E assim, se você tá nervoso na situação e você fuma maconha, piora. Você vai achar que você vai relaxar, você não vai relaxar. Já com o meu date, se é que posso chamar assim, foi tudo bem diferente.

Óbvio que ele fumou muito mais do que eu e começou a ficar bem brisado e não falar coisa com coisa. E aí encostou num canto e dormiu muito pesado. O cachorro, então,

de ficar imóvel e voltou a chamar minha atenção com o sujeito dócil. Ainda que mais acostumado, eu não sabia quem recorresse e o cachorro não parasse com as brincadeiras, já que o menino desmaiado ali não respondia mais aos meus chamados. Quando meu medo já estava no limite, alguém entrou na casa. Me levantei rápido e desci as escadas com o cachorro atrás de mim, claro. A roommate do menino tomou um susto, mas abriu a porta pra mim com um sorriso de pena e apenas um comentário. Fumou e dormiu, né?

cara lá. Gente, que cara inútil. Nossa, que homem inútil. Gente, eu odeio homem. Não tem como defender homem. Gente, não dá. Que homem inútil. Chamou pra casa, deitou e dormiu. E que doido, né? Se o cara fizesse alguma coisa contra ele... Porque a casa dele gastou a maconha dele. Se eu fosse o querido que nos escreveu, eu ia pegar o cachorro e ia embora. Eu ia também. Deveria ter roubado o cachorro. Ele agora é o meu melhor amigo. É furto, nem é mão armada. É, ele manda só uma foto e depois bloqueia.

Agora seu cachorro é meu. Nossa, total. Eu também roubaria o cachorro. Amei, amei essa... Gente, que raiva. E a menina fumou e dormiu. Claramente é o que o boy faz, né? Sim, ela é acostumada. Não é o ghost, é o, sei lá, o sleeping. Mas já me aconteceu também, tipo assim, de eu ir pra casa do cara, ele super agir indiferente, assim, tipo, não faria questão nenhuma que você estivesse aqui. Já te aconteceu? Já, já. Nossa. Mas o homem é campeão de te fazer de otária nesse nível, sabe?

gays. Você vai na casa dele e ao invés dele fazer um momento especial, ele vai e tipo, eu vou fazer o meu e dane-se. Era só pra se pegar, porra. Você precisa fumar maconha, não dá pra dar uns beijos ainda. Mas também, às vezes, tipo, se ele não se interessou pelo cara, também ficou nessa de tipo, ah, não vou mandar ele embora. Vou dormir. Vai ver, ele tava fingindo que ele tava dormindo. Será? Ele fingindo que ele tava dormindo até o moleque ir embora. Ele assim, ó. Será que ele já foi? Ah, é? Não sei, não sei.

Eu vou agora falar um caso bizarro meu de quando eu fui na casa do cara que ele era assim. Eu cheguei lá e tinha, sabe aqueles pacotes de biscoito de padaria? Mas não é o bom, é o ruim. É aquele que tava dormido há três dias. Era a única coisa que ele tinha pra me oferecer. Isso e água. O cara não comprou um vinho, não tava nem aí. Ele não tinha sofá. A gente ficou na mesa de jantar dele, um de frente pro outro, conversando sobre eu não lembro o quê. Até que uma hora ele falou assim, vamos ver The Office?

Tinha sala. A gente sentou na cama dele pra ver The Office. O único momento bom, ele falou, eu pedi um sushi. Já não me cobrou. Já foi alguma coisa. Já é alguma coisa. Ficamos vendo The Office, que, gente, a primeira temporada de The Office ninguém merece. Ainda bem que eu já tava um pouco treinada. Mas não é interessante. Não é interessante a primeira temporada, Mabê. Eu só continuei com a segunda melhor. Gente, é uma vergonha ali atrás da outra.

E você com o cara do seu lado e, tipo, homem ri. Não é tipo de série pra Vendate, eu acho. Não. Nem uma é, inclusive.

Eu amo The Office. Então, hoje em dia, beleza. Mas pra ali, pro primeiro date... Gente, não se faz isso. Aí a gente ficou comendo sushi sentado na cama dele. Eu tenho nojo de quem come na cama. Não gosto. Nossa, eu odeio. Eu ia falar isso agora. Eu tenho pavor de comer em cima da cama. Eu tenho pavor. Nossa. Eu ia ter um treco. Ai, não. Eu tenho que ter uma casa com uma cozinha, uma mesa destinada a isso. No sofá ainda vai. Agora, na cama, eu acho muito nojento.

E aí a gente comeu, ficou vendo The Office. E até que uma hora que a gente começou a se beijar, ele pegou e falou assim,

Ai, queria te perguntar uma coisa. Eu falei, gente, vai pedir um namoro, né? Sou apaixonável. E a gente conversando há dois dias. Aí eu falei assim, o quê? Ele falou assim, ai, queria trazer mais alguém. Nisso já me arrepiou aqui, ó. Já foi aqui na base das costas. Eu falei assim, quem? Ele falou assim, a Vanessa. Nisso, já o que que passou pela minha cabeça, né? Ouvinte de modus operandi. Tem gente escondida aqui no apartamento. Desculpa. Abri o armário, eu sou a Vanessa. Isso é um esquema.

pensar, tipo assim, sei lá, me assaltar, catar meus órgãos, nada aqui tá valendo muita coisa, né, mas beleza. Aí eu comecei a pensar, comecei a entrar numa nóia, de tipo assim, tem gente escondida aqui no apartamento, essa Vanessa na verdade é um homem de dois metros, ele vai me segurar enquanto o outro arranca meu rim, eu não sei onde fica o rim, eu não sei até onde vai me prejudicar a falta desse rim. Aí eu já fiquei, comecei, sabe quando o arrepio ele vem subindo assim, aí eu mantenho a calma, gente, não parece que eu tô desesperada. Falei assim, quem é Vanessa? Aí ele assim,

Minha boneca inflável. Meu Deus, piorou. Piorou. Eu preferia que fosse o de dois metros pra pegar meu rim. Eu falei assim, você tem uma boneca inflável? Ele assim, eu tenho. Só que aí, hoje em dia eu penso, né? Na hora eu não ia ter cabeça, mas primeiro date. O cara nem fez nada contigo ainda, ele já quer trazer a boneca. Ele ia comer a boneca e você ia ficar de voyeur. Aí eu fiquei tipo, gente, esse é o tipo de coisa que você fala no terceiro, quarto date, né?

Eu falei assim... Se você tem qualquer tipo de fetiche, sei lá, fala pro pessoal, olha, eu tenho um fetiche assim, assim.

Você curte? Uma belitinha muito fetiche. Porque na hora, obviamente, eu neguei. Falei assim, não, hoje nem vai rolar nada. Eu vim pra gente se conhecer. Porque eu já aceitei pra casa do cara, né? Que eu sou uma imbecil. Depois eu aprendi minha lição. Mas aí, depois que a gente continuou conversando, ele mandou um dia um vídeo. Com aquela boneca. Era uma boneca gigantesca. Tipo, tamanho real. Ela não tinha braço. Não é que ele cortou.

A boneca não tinha braço. Além de ter fetiche em boneca inflável, é boneca inflável sem braço. Aí, eu vi aquela boneca.

Um monte de brinquedo. Brinquedo nível, tipo assim, hard. Eu nunca vi aqui um na minha vida, gente. Eu sou da igreja. E aí, aquela hora me bateu. Acho que é melhor eu não ver mais ele. Porque o que eu tenho a oferecer, esse homem não vai gostar. Aí a gente nem se viu mais. Mas esse foi o date mais bizarro que eu já tive. Credo, é, não. Dá medo mesmo. Porque é isso. A pessoa fala numa boa, tipo, ah, eu quero fazer isso, tal, não sei o que.

Curto desse jeito. Mas, pô, depois que vocês já se pegaram, pelo menos, né? Tipo, nada a ver. O cara quis trazer de primeira, botar uma vaninha.

Vanessa? Traz a Vanessa depois, gente. Gente, não. Sério. Agora, eu acho que você tinha que ter roubado a Vanessa. É que eu neguei na hora. Você devia ter. Eu era burra, Mabê. Feito ele fumar maconha, dormir. Sim. E aí, roubar a Vanessa. Aí, mandar uma foto aqui com a Vanessa agora. Nossa, ia ser um lacre eu entrando no Uber. Três da manhã, com uma boneca inflável sem braço. Gigantesca. Ah, ia ser tudo eu assim, com ela no meu colo. Pode dirigir. E ela assim.

Ela sempre... Meu Deus do céu. É, talvez você tenha se safado de um péssimo date. Talvez, talvez. Ele tinha 1,60, né, Mabê? Eu já tinha aceitado pouco, né? É complicado. Eu tenho 1,70, gente. Eu acho que eu... Eu tenho que perguntar a altura. Não tem como. Vamos lá. Emily Rose não. Olá, Mabê e Bárbara. Espero que vocês estejam bem. Com relação ao título, não é porque eu tenho muito medo do filme

assistir. É porque simplesmente toda vez que eu tentava assistir, dava tudo errado. Às vezes não é pra ser. A primeira vez que eu tentei assistir, eu tava sozinha em casa, enquanto os meus pais foram pra igreja. E eu achei que seria uma boa oportunidade. Pô, tua família procurando Deus e tu vendo Emily Rose. Ah, que eu entendi. Já que meu pai quase nunca me deixava escolher os filmes. Só que em uma determinada cena do filme, tem uma personagem que fala.

O demônio. Ah, alguma personagem fala o demônio e a televisão simplesmente desligou sozinha e eu gelei.

E desisti de assistir. Alguns anos depois, com 14 anos, eu coloquei o filme pra assistir novamente enquanto meus pais estavam na igreja. Eu acho que o seu erro é tentar ver num momento que seus pais estão cultuando Deus. Exato. E aconteceu a mesma coisa. A televisão desligou na mesma cena. Porém, dessa vez, o monitor que usamos pra ver as câmeras que temos no quintal de casa desligou junto. Ah, eu ia gelar. Aqui, acabou pra mim.

de glitch. Não fiquei olhando por muito tempo. Fui correndo pra baixo das cobertas e fiquei por lá até meus pais chegarem. Você sabe quando eu leio essas coisas, eu vejo que eu sou a imbecil dos filmes que iria atrás do capeta? Porque sempre tem aquela cena do filme de terror. Tipo, a pessoa, ah, não, vamos ver o que tem atrás da porta. E a gente fica tipo, caramba, não, fuja. Eu ia ver o que tem atrás da porta. Porque eu não ia conseguir ficar paralisada embaixo do edredom se o diabo tá na porta. Eu prefiro enfrentar o diabo. Porque a ansiedade

ansiedade não ia me deixar em paz. Meu Deus. Eu sou essa pessoa. Assim, na vida real, né? A gente não sabe, mas na minha cabeça, na teoria, eu sou assim. Mas eu não desisti. Na mesma semana, eu chamei a minha melhor amiga pra vir em casa depois da escola. Meus pais iam trabalhar, seria a oportunidade perfeita. Tem que ser à tarde. O problema é que você tá tentando ver à noite. Exato. Nós compramos pão de queijo, lasanha, fizemos brigadeiro e nos sentamos ansiosos pra assistir esse filme, com a luz da sala acesa mesmo de dia. Aí, ó, preparou.

Pô, tu tá comendo uma lasanha. O diabo vai te deixar em paz. Vai, não tem como. Na mesma cena, o filme continuou rolando. Achei que eu finalmente conseguiria assistir. Porém, a porta do meu quarto abriu sozinha. E quando eu fechei, o filme recomeçou do início. E a gente desistiu de assistir. Gente, tá muito estranho isso aqui. O filme recomeça do nada. Não, e que porra é essa? Meu Deus. Quando caiu a noite e eu estava dormindo, acordei com muita vontade de usar o banheiro. Mas como era de madrugada, eu não acendi nenhuma luz.

mesmo a do banheiro, pra não acordar os meus pais que estavam cansados. Ouvi algumas batidas na porta e achei que fosse o meu pai querendo usar o banheiro ou me assustar. Porque sempre que eu entro no banheiro ele brinca dizendo que quer usar só pra me irritar. Não dei bola, mas as batidas continuaram. Só que agora tinha um barulho de batida de unhas longas. Que não podiam ser do meu pai nem da minha mãe. Aqui eu já ia achar complicado.

Acendi a luz e abri a porta na cara deles. Mas os dois estavam dormindo. Então eu apaguei a luz e fechei a

porta e na hora eu senti uma mão muito gelada no meu ombro. Aqui deu pra mim. Não, por mim... Aqui... Eu pego minhas coisinhas e fujo do país. Por mim? Eu já tava em Paris, como diz você. Mão gelada no ombro, não. Gente, não dá, não dá. Quando olhei de relance, eu consegui perceber um cabelo muito longo. E quando eu olhei pra frente, o espelho do quarto dos meus pais tava refletindo um vestido de noiva todo sujo. Não. Não dá. Vestido de noiva... Não. Fiquei muito assustada na hora, corri pro meu quarto, coloquei um véu,

Coloquei um véu da igreja e comecei a orar muitas vezes. Meu Deus. Acho que passei pelo menos uma hora ajoelhada. E voltei ao quarto pra ver se os meus pais estavam bem. E eles estavam. Só então eu me deitei e dormi e segui a vida nos dias seguintes. Eu tinha me esquecido disso até os meus 20 anos. Quando finalmente eu decidi que eu ia tentar assistir de novo. Sozinha, na mesma sala de casa. E pra minha surpresa, tudo deu certo.

Finalmente eu consegui terminar o filme. É isso. Muito obrigada por ler. Sou muito fã de vocês. Abraços.

Isabela. Olha, Isabela, longe de me culpar a vítima, mas você tava pedindo, mulher? Gente, deu errado uma vez. A terceira vez, ela tava lá. Não, mas pelo menos deu certo na última. Mas assim, gente, as duas primeiras vezes já estavam dizendo, já tava te dando um sinal, entendeu? Já, tenta ver outra coisa, bota aí. Coloca exato, põe um outro negocinho. Mas ela queria. Ela queria testar. Ela queria testar o demônio. Você sabe que eu nunca tive esse problema de filme de terror, nunca me apavorou tanto,

que eu tenho na minha cabeça, que eu sei que é uma produção. Enquanto eu tô assistindo qualquer filme, eu já tenho na cabeça que é um ator atuando e que tem alguém atrás de uma câmera com a luz assim, pra fingir que é o demônio. Nossa, eu não consigo... Nenhum filme me assusta tanto assim. Eu realmente entro no mundo, sabe? Tipo assim, se eu for um coelhinho voando, eu vou achar que coelhos voam. Eu sou muito, tipo assim, não sei, muito de... Claro, nem todo filme, mas assim, filme de terror, nossa, eu entro mesmo.

Mas é que pra mim o filme de terror legal é o trash. É o que é besta. Tipo qual? Ah, por exemplo, A Casa de Cera. Eu adoro A Casa de Cera. Eu amo, é um dos meus favoritos. Só que, mano, é um museu de cera. É uma cidade que não tem mais ninguém. E de repente você tem um museu de cera que são as pessoas empalhadas. E tá lá, tipo, tirando o pedacinho dela, sabe? É uma história muito assim. No final, aquele incêndio todo.

você fala, galera, não. Isso não vai acontecer. Mas pra mim é muito legal, assim, porque daí é trash e aí é menos perceptível. Sim. Mas eu sou muito cadelinha de acreditar, assim, sabe? De entrar na coisa. Eu sou muito emotiva. Você coloca, tipo, uma propaganda que é bem feita e eu fui vendida, sabe? Sim. Eu entro muito nisso. Nossa, eu consigo muito pouco, assim, me mergulhar nas coisas. E aí eu fico sabendo que é uma produção, tipo, o meu,

Namorada é minha melhor amiga. Eles não gostam de filme de terror. Eles não veem. E aí eu não tenho muita companhia pra ver. Porque eu gosto. Lanço uma invocação do mal. A gente vai ter que ver. Tipo assim, lançou a invocação do mal 4 agora. Eu não tinha com quem ir ver. E eu tava doida pra ir. Mas eu também... Eu gosto de ir no cinema sozinha. Mas eu gosto de ir no cinema sozinha ver comédia romântica. Que depois eu vou falar mal nos stories.

Porque não fazem mais comédia romântica boa. Agora, ver um terror, que você vai levar um sustinho, uma coisa. E ninguém quer ir comigo. Eles são muito medrosos. Aí eu falo pra eles.

Eu não sei porque vocês têm medo. É uma produção. Tem uma câmera ali atrás. Tipo, eu consigo prestar muita atenção. Eu gosto, mas eu consigo saber que é uma produção ao mesmo tempo. Vai ficar de boa, né? Eu não fico, não. Eu fico meio mexida. Ai, esses foram os casos. Eu amei, tá? Bons casos. Foram ótimos casos. A gente vai agora para as nossas dicas bizarras. Então, vamos para a minha dica. Eu queria falar do K-Drama, que chama Pro Bono.

Que é da Netflix. Ah, eu amo Kidron. Pode perguntar que eu tô sempre sabendo. Tá. Indicando. E o... Vou indicar dois já, vai. Vai. O Diva Deriva. Também é da Netflix. O Diva Deriva é absolutamente maravilhoso. E basicamente, assim, uma mina que era muito fã de uma cantora, ela sofre um naufrágio e vai parar numa ilha. E ela fica 15 anos perdida nessa ilha. 15 anos. 15 anos. E aí, né, o mundo continua, tá?

sobrevive e tal, nananã, até que ela é encontrada. E ela volta pro mundo real. Só que, assim, é uma coisa meio de ter que, sabe, tipo assim, o mundo já evoluiu muito, tem um monte de coisa nova. A cantora que ela amava agora tá em baixa. Então, assim, muito do que ela achava da vida dela, e assim, ela usava muitas músicas dessa cantora e o amor que ela tinha por essa cantora pra dar forças pra ela sobreviver àquilo. Então, ela era realmente uma fanática.

...por essa artista, tipo uma... ...little monster pela Lady Gaga. E aí, só que quando ela sai daí... ...ela imagina, você descobre que a Lady Gaga agora é uma flopada... ...e ninguém ouve, não sei o quê. Então, é meio que essa pegada. E aí ela começa a se aproximar dessa cantora... ...porque agora ela é acessível. Porque agora ela é acessível. E ela, tipo, começa a meio que fazer essa cantora... ...relembrar de como ela era... ...e como ela gostava de cantar do outro jeito...

meio babaquinha também. Enfim, elas têm ali uma relação de amizade. E é muito legal. E ela também é cantora. Na verdade, ela não é cantora, mas ela tem uma voz lindíssima. E aí, ela começa a entrar nesse mundo também. Então, chama Diva Deriva. É muito engraçado. Mas é muito triste também, enfim. Porque drama, né? Sempre tem a parte do drama. Mas eu amei muito essa série. Então, eu super recomendo. E o Pro Bono é um juiz que ele é conhecido como

mais novo e menos corruptível que existe, assim. Então, tipo, todos os outros juízes já passaram por algum tipo de corrupção e esse juiz não. E ele é muito novinho, tal. Então, ele faz meio que sucesso. Então, aparece ele chegando, assim, no tribunal e aí os jornais, sabe, tudo em volta dele, porque ele tá sempre com os casos mais famosos, tal. E aí, dão um golpe nele. E aí, nem que dão esse golpe nele, ele não pode mais ser juiz. E aí, ele precisa advogar por um ano pro bono.

E ele odeia os seres humanos. Spoiler. Ele não é uma pessoa legal. Tipo assim, ele odeia as pessoas, assim. E aí, ele tem que ajudar um monte de gente. De graça. Que tipo, de graça. Que não tem grana, que não sei o quê. Só que, meu, é muito foda. É muito foda porque bate em assuntos muito atuais. E fala de coisas muito atuais, assim. Eu gosto muito quando traz isso na lei. Que você fica, meu, mas não tem lei pra isso. Não tem como resolver isso. Como é que eles vão fazer? E aí, ele vai se aproximando dessa nova turma.

Agora que ele meio que chefia ali. E... E todo mundo é muito... São jovens, sonhadores, esperançosos. Que acreditam que o direito é pra melhorar a vida das pessoas. Então... Sabe? Ativistas e tudo mais. De repente esse cara, tipo... Meio emburrado, meio puto. E aí fica... Eles vão construindo uma relação muito legal. E aí ele vai mudando o comportamento dele. Vendo as coisas. Enfim. E essa é que é a história. E ele vai enfrentando.

esses casos e os casos, e ele vai se afeiçoando as pessoas. Ele vai melhorando como pessoa. Exato. Então, é muito, muito, muito legal. Os dois estão na Netflix e eu super recomendo. Então, também vou aproveitar e falar de um K-Drama, porque foi o único que eu assisti até hoje. Agora, as suas indicações, eu vou ver mais. Que ele chama A Lição. Você já viu? A Lição é muito bom. Alguém me recomendou também, porque ele é mais suspense e vingança. Ele é totalmente suspense.

Pense vingança. Ele é, tipo assim, é de uma menina que sofria muito bullying na adolescência. E aí, na vida adulta, que ela tá bem-sucedida e tal, ela vai atrás dessas pessoas pra procurar vingança. E eu gostei também que é mais curtinho, né? Nem sempre eu tenho paciência pra ver coisa tão longa. Mas eu acho que esse tem oito episódios, mais ou menos. Então, ele é muito bom e ele prende muito os oito episódios. Eu gostei muito desse.

Também tem na Netflix. Acho que eu vou indicar o último livro muito bom que eu li, que é

da Freda McFadden, você lê ela? Eu não gosto dela. Você não gosta dela? Eu li três livros dela, Empregada, A Contadora e O Namorado, sei lá, alguma coisa assim. E pra mim é tudo muito parecido, sabe? Mas A Empregada, a primeira vez que eu li, eu gostei. Acho que é uma leitura que envolve, mas eu peguei um rancinho, assim. Então, eu também. Agora que eu li vários dela, porque eu li A Empregada, O Segredo da Empregada e o terceiro, que é sem ser o casamento,

Eu esqueci o que mais a empregada fez. Mas assim, o terceiro já enche o saco. Porque é a mesma história. Aí eu li esse Nunca Minta. Eu acho que eu li mais uns dois. Esse Nunca Minta foi o último. E aí eu realmente pensei, cara, é tudo muito parecido. Mas a galera elogiou mesmo esse livro. É porque o Nunca Minta, eu acho que ele foge um pouquinho da mesmice de sempre. Da receitinha que ela faz. Exato. Ainda parecido, né? Porque realmente eu não tenho como inovar muito. Mas esse é um que é muito... Eu acho que ele é muito envolvente.

E é o que eu falo, eu acho que é uma mulher, ela tá com o marido dela e eles vão comprar uma casa. E eles ficam presos nessa casa por causa de uma nevasca. Aí acontecem umas coisas, tipo assim, um quadro mexe na parede, ela começa a falar pro marido dela e ele acha que ela tá louca. Aí ela começa a noiar com algumas coisas. E aí depois tem um plot que, tipo assim, tem mais pessoas. E eu ia dar um detalhe que ia entregar a história, mas assim, é muito bom. É que eu não sei dar sinopse sem dar...

Spoiler. É o único defeito que eu tenho é esse. Eles estão procurando a casa e aí começam a acontecer umas coisas estranhas. A coisa de ficar presa num lugar físico, eu curto, assim. Então, esse é legal. E tem um livro também que eu li, que foi Indicação da Carol, que é impostora. Sabe aquele da capa amarela? Aquele também é muito bom. Eu achei o final péssimo, mas eu prefiro quando o livro é muito bom durante e te prende o tempo todo, do que ter um final bom.

Então, na época que a Carol me indicou, só tinha inglês. Tava, tipo, 200 reais, mas depois eu achei em português,

Amazon por 40 reais. E são leituras que prendem muito. Então, indicando livros pra vocês desemburrarem um pouquinho. Esse livro aí eu também tô pra ler faz tempo, que a Carol tinha indicado mesmo. Mas eu ainda não consegui ler. Nossa, você vai adorar. Ele é muito bom. E ele fala também de uma situação que é muito real. A gente vê muito o blackface, que são pessoas brancas tentando performar a cultura preta, né? Tentando se apropriar. Mas nesse fala da yellow face. Eu acho que se passa nos Estados Unidos.

se passa nos Estados Unidos, e daí a estadunidense, ela quer se passar por uma asiática, né, que o pessoal asiático é o pessoal amarelo, então é yellow face por causa disso, ela se apropria do livro que a menina escreveu, e aí a menina morre do nada, e aí ela pega o manuscrito e ela finge que é dela, só que ela é branca, e é a história de um pessoal asiático, de uma guerra que aconteceu há muito tempo, é uma pesquisa, livro de história, né, tipo assim, você tem que pesquisar muita coisa, e aí a galera começou a achar uns pontos que, tipo assim,

muito parecido com aquela lá que morreu. É muito bom, gente. É muito bom. É uma leitura gostosa, sabe? Passa rápido. Perfeito. Então é isso, gente. Espero que vocês tenham gostado. Vai ter o Jornal Bizarro com ela também na sexta-feira. Então bora assistir. E até a próxima. Até a próxima, gente.

CB #169 - A verdade secreta da Rihanna com Barbra Marcondes | Castnews Index — Castnews Index