CB #168 - Adote um encosto com Triz Pariz
No episódio de hoje discutimos sobre um possível envenenamento, um enfermeiro alienígena e a adoção de um encosto!
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Dicas Bizarras:
▪️I Love LA ▫️ HBO Max (Mabê)
▪️A saga de filmes 28 (Triz)
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- Assombração em casa com espírito do construtorHomem idoso que construiu o prédio · Clayton médium vendo o espírito · Pet sitter espiritual para cachorro · Convivência harmoniosa com fantasma · Desistência de encaminhamento espiritual
- Encontro com entidade em armário embaixo de escadaConversa com avô falecido · Criança pequena vendo espírito · Descrição física não correspondia ao avó · Casa assombrada depois · Homem vendo criatura na janela
- Enterro mágico de roupa com trabalho espiritualDoença infantil misteriosa · Trabalho de feitiço contra família · Homem médium que pula janela · Vestido enterrado no cemitério · Cura milagrosa
- Barulhos noturnos de caixa d'águaSom assombroso à noite · Hora do demônio (3 da manhã) · Padrão coincidindo com filmes de terror · Enchimento automático da caixa d'água · Pânico e alívio
- Gosto pessoal por terror e estética macabraFascinação desde infância · Filmes de terror desde pequenininha · Documentários de crime · Alienígenas e mistério dos anos 80 e 90 · Monstros imaginários na infância
- Visão de alienígena pós-cirurgiaET durante recuperação em casa · Aparência holográfica · Proteção extraterrestre · Avistamento no céu · Verificação com app de rastreamento de aviões
- Envenenamento por AcaiBebida suspeita na escola · Medo de intoxicação · Laxante como hipótese · Pressão social para consumir · Paranoia com true crime
- Escritura de livros de horrorDois livros publicados: Pelas Entranhas e Letargia · Contos de temáticas diferentes · Histórias sobre comportamento humano extremo · Ficção com apocalipse e vampiros · Novela passada nos anos 90
- Educacao Catolica e HorrorColégio de freiras · Estética gótica das igrejas · Imagens de santos mortos · Ameaça de inferno · Gincana com caça ao tesouro
- Benzedeiras e cura de doençasAsma e bronquite não tratáveis · Visitas à benzedeira · Melhora após benção · Desaparecimento da figura cultural · Cerimônia com vela
- Criança vendo pessoas vivas no cemitério desertoParquinho lotado invisível · Sensibilidade mediúnica infantil · Avó aceitando a visão · Morte do tio do visitante · Cemitério vazio mas 'cheio'
- Dificuldade em publicar e perfectibilismoDemora para finalizar obras · Insegurança com qualidade · Pressão de ter múltiplos best-sellers para viver de livro · Custo de livros no Brasil · Projeto gráfico vs preço
- Religiosidade flexível e crença em energiaAteísmo mas crença em espíritos · Fé em energia natural · Intuição como guia · Desconforto com instituições religiosas · Encontros de almas repetidas
- Livros de horror infantil rimadosAutora Lilian Cipriano · Títulos com rimas e suspense · Histórias aterradoras para crianças · Personagens repetitivos · Influência na formação
- Armário oco embaixo da escada com possível corpoFundo falso em móvel · Som oco ao bater · Possibilidade de corpo escondido · Medo de investigar · Referência a filme com cadáver na parede
Sejam bem-vindos a mais um Caso Bizarro. E hoje eu estou aqui com a atriz. Oiê! Oi! E aí, pessoal? Oi, Mabê! E aí? Eu tô muito feliz que você topou. Ah, para! Eu que tô feliz mesmo, você chamou. A gente se conheceu na Bienal faz um tempo já, né? Faz uns dois anos? Uns dois anos, exatamente. E, cara, eu fiquei muito obcecada com a sua estética primeiro. Porque você tem uma estética do terror muito foda, assim. Do jeito que você... Porque você também é designer, né?
Você também tem essa pegada de desenhar. Que eu acho muito foda, sério. Porque eu escrevo, eu gosto de escrever essa pegada. Curto bastante ir pro lado do terror. Só que eu acho muito foda quem consegue ilustrar também, sabe? Essas ilustrações são muito legais. E aí, eu fiquei assim, meu Deus, que mina foda. Que coisa linda. E aí, de lá, tô te acompanhando. Tem os seus livros, que eu quero que você fale deles aqui. Me conta como é que foi isso, assim.
Como é que o terror veio pra você? Eu acho que foi um pouco pelo ambiente que eu cresci. Quando eu era mais nova, eu frequentava muito a fazenda da minha avó. E lá, a violência às vezes era um pouco casual, assim, tipo... De cachorro matar uma galinha, de um bichinho bater na parede e quebrar o pescoço e automaticamente cair. Eu sempre tive pensamentos bem autodestrutivos, acho que pela minha criação. Sim. Então, minha cabeça sempre foi um local também um pouco conturbada.
E aí o meu padrinho, que entra aí também já uma pessoa um pouco sem noção, quando eu tinha, sei lá, uns seis anos de idade, ele botava eu e minha prima pra ficar vendo vários filmes de terror. E aí é isso, lavou um pouco minha mente. Ele amava brincar de assustar também, e aí eu comecei a gostar de brincar de devolver pra ele. Aí eu acho que foi aí que iniciou. Mas todas as coisas que eu faço, seja na escrita ou no desenho, elas são um pouco amadoras.
estudado elas ali dentro da superfície, do que tá o acesso de todo mundo, eu nunca me aprofundei tanto. Então, quando alguém reconhece uma qualidade assim como você, pra mim significa muito. Que você gostou, porque as coisas que eu faço são muito eu, assim, sabe? Não são tão aquela coisa... São só o que eu sinto. Mas eu acho que não tem um jeito certo, né, de fazer as coisas. Eu penso... Acho que muitas vezes eu olho pras coisas que eu produzo também e eu falo, ah, mas eu não tenho esse curso tal, mas eu não tenho... E, cara,
não importa, pra mim o que importa é o conteúdo sabe? É tipo você colocar você, eu acho porque é isso que acaba diferenciando se a gente produzir simplesmente coisas massivas que não tem a identificação porque é o que foi ensinado, só replicar eu acho que isso é fazer menos, por mais que talvez seja profissional, do que alguém que coloca o próprio coração e as próprias experiências e é muito goro sério, eu realmente achei muito legal é o tipo de conteúdo
que eu consumo, que eu gosto, mas que por, tipo, é ignorância minha mesma, eu não tava acompanhando tantas mulheres fazendo isso, sabe? Porque tem mulheres fazendo. É uma questão de ignorância. E aí ver uma mina brasileira fazer, sei lá, me deu... Que coisa boa! Achei muito legal. Eu amava quando... Quando eu mais traduzi telas, que foi na época que eu tava fazendo live na Twitch, eu amava ficar ouvindo o Modus Operandi enquanto pintava. Sabia que tem muito ilustrador que ouve o Modus?
Eu acho que é porque é uma coisa que tá contando uma história linear e tal, então acho que, de certa forma, consegue, ajuda a focar, né? Isso. Tipo, meio que tá naquele momento ali. Sim. Então, bora começar os casos bizarros, que estamos aqui pra isso. Bora. E aí, é o que eu te falei, se lembrar de alguma coisa, vai contando, pode puxar, fica à vontade. Tá bom. E o primeiro caso é, finalmente, os refrescos. Os refrescos?
Que medo, já começou. Vamos lá.
Coitada. Engraçada essa frase. Você precisa se comprometer com as coisas da escola, como se compromete em arrumar desculpas. Já reparou que tudo sempre é mais difícil pra você do que pra todo mundo? Gente...
Né?
Vieram deliciosas e longas férias de verão. Um novo ano letivo começou e eu nem lembrava mais do diamante da temporada passada. Aí eu amo esse termo do diamante, que é de Bridgerton, né? Que é como eles usam o termo, tipo, diamante é tipo as mulheres bonitas que vão casar, sabe? Meio que a escolhida pra casar, assim. O ouro. O ouro, exato. Pelo menos acho que ela deve estar usando essa expressão por causa disso. E ela fala, são muitos diamantes e muitas temporadas.
alegre e sorridente ao balcão de atendimento e disse pra uma outra inspetora Tia, estou vendendo açaí batido. Uma delícia. Vocês têm que comprar. Sim, existe um comércio informal intenso de comidas pelos corredores. Os alunos vendem absolutamente tudo. A tia abordada ficou interessada e chamou a enfermeira. E as duas fizeram sua encomenda pro dia seguinte. Logo, ela me captou no fundo da sala e com a fala mais doce do mundo me abordou.
Tia, só você não vai pegar? Eu, com dificuldades enormes em dizer não, tentei inutilmente me desvencilhar, dizendo que entraria muito tarde
no dia seguinte que ela já teria ido embora. Ao que prontamente a querida respondeu, não tem problema, eu trago pra você à tarde. É, sim. Empreendedora. Empreendedora. Bicônica. Aceitei. Cheguei hoje e minhas duas colegas já se arrumavam pra ir embora. Antes de sair, disseram, se a fulaninha trouxer o açaí, guarda pra gente na geladeira. Dei um suspiro aliviado, pensando que ela não traria mais nada e comentei, ai que bom que ela não trouxe.
Ela não gosta de mim, lembra? Fico com medo. Sou mega fã de true crime e no Brasil o veneno está muito em alta.
Ela achou que é criança amecida.
Entrou na sala. Os alunos geralmente não entram, falam pelo balcão e nós saímos quando necessário. Mas ela entrou e me entregou a garrafa em mãos. Perguntei sobre eu sair das outras meninas e ela disse que pra elas traria amanhã de manhã. Fiquei tensa, mas até aí tudo bem. Paguei, elogiei a aparência da mistura, perguntei se tinha rede social pra divulgar e adicionei. Tudo isso sem desistir da ideia de descartar a bebida logo que possível.
Ela em pé na minha frente, eu sentada, ansiosa pra vê-la saindo pela porta. Então ela me olhou nos olhos e disse, quero feedback, tá? Respondi que mandaria, claro.
Nossa, agora já tô com medo. Eu fiquei com medo também, tipo, será que vai ter um plot? Ela realmente é homicida. Aí do nada ela tá mandando o Dalen. Sentiu o rosto arder e umas lágrimas discretas querendo se formar em meus olhos. Abri a garrafa, tirei... Gente, ela bebeu! Ela não sabe falar não. Ela não sabe. Abri a garrafa, tirei o canudo, suguei bem de leve o líquido espesso,
e falei, nossa, muito bom. Aí ela ficou indignada, mas você nem bebeu direito, nem chegou na calda de leitininho. Eu só pude dizer, ah sim, verdade, né, entre risos nervosos. E ela ficou ali me olhando imóvel, sorrindo, enquanto eu tomava quase um terço da mistura. Me senti aquada, queria fugir, mas fiquei e obedeci. Depois ela saiu saltitante. Uma outra colega do setor, que assistia tudo se contorcendo pra segurar o riso, finalmente pôde gargalhar. Ela registrou discretamente meu sofrimento. Imagem abaixa.
Nossa, que engraçada essa imagem. Ela tá bebendo. Eu não vou colocar a imagem pra preservar, porque vai que a Luna ouve, né? Mas ela tá. Mas eu vou descrever a imagem. Então, ela tá sentada no escritório. Exatamente. Ela tá fazendo a cara que a atriz fez. Ela tá tomando, gente, como se fosse um V, né? Como se fosse. Engraçada. Ela tá com uma cara muito de desespero. Entre risadas, tentou me acalmar dizendo que eu era paranoica. Que, na pior das hipóteses, teria um laxante diluído, gente.
É horrível, né? Que provavelmente eu só teria ingerido uma quantidade ínfima e que, na melhor das possibilidades, só tínhamos encontrado uma vendedora atenciosa e sem rancor no coração. Embora eu estivesse torcendo muito pela última alternativa, ainda não estou convencida. Já se passaram 40 minutos. Não sinto mais o docinho suave da fruta na boca. Acho que a essa altura o veneno já teria começado a agir, mas ainda me preocupa um manão muito distante de arréia explosiva. É isso, atenciosamente, eu sou devota e viva por enquanto.
Foi admiradora. Abraço sincero. Ai, eu queria atualização sobre esse tia laxante. Eu queria atualização sobre a diarreia explosiva. Né? Eu acho que a gente precisa. Eu vou mandar um e-mail perguntando se tá tudo bem. Pra gente ter certeza. Mas, gente, ela mandou bem depois desse e-mail, né? Porque ela teve que sentar e escrever. Sim, é verdade. Então, assim, né? Ela tá viva. Talvez uma diarreia. Talvez uma diarreia explosiva. Mas, assim, às vezes nem é culpa, né? Do laxante. Às vezes a gente toma um negócio assim. Exato.
Nem não é assim, exatamente. Uma coisa que dá pra, né? É. Tomar e não esperar uma de... Ah, entrou. Totalmente entrou. Mas eu ri muito porque ela ficou com medo. E tudo bem. Eu acho que hoje em dia a gente tem que ter medo. A gente tem que ter medo. Mas, cara, ela não conseguiu falar não. Então ela ficou, tipo, bem... A construção, tipo, ela falando... Ah, ela entrou e falou desse jeito. Ela tava com lágrimas nos olhos. Eu achei engraçado.
Eu fiquei, gente, essa mulher vai dar merda. Mas tá tudo certo com a nossa querida...
20, mas eu vou perguntar pra ela se teve aí algum problema depois. Me compadeci com as duas, né? Porque realmente, às vezes, tem que ter paciência com criança no corredor. Aí é difícil. É que deve ser difícil lidar com adolescente, né? Tipo, aqui ela tá falando, pelo que eu entendi, tem uns 16, 17 anos, então é uma idade difícil, né? E acho que todo mundo deve ser bem tenso em colégio. É, com 16 anos eu já tinha uma maldade.
Não a ponto de enganar alguém. Mas sim, nossa, os meus alunos, os meus colegas, eles aprontavam muito com o professor. E eram cruéis mesmo, assim, sabe? Era uma pegada bem pesada. Eu tenho um amigo que ele tem uma história de ter sofrido homofobia durante anos, assim. E aí, numa festa do terceiro, ele ficou responsável por levar um poncho, assim, que as pessoas serviam. Ele colocou laxante. As pessoas ficaram se cagando. É isso.
Vai ser homofóbico, vai cagar. Vai cagar. Vai cagar. Acho que é um bom jeito, né? Que horror, mas... É. Mas eu não tenho pena, não. Porque gente... Tá raiva, né? Eu não sei o que dizer, assim, tipo... Caramba, até demorou pra... Até o terceiro esperou. É, não. Foi um rancor que demorou, né? Uhum. Pode ir pro próximo caso. Vou ler. Enterro da roupa. Queridas Mabeitris, obrigada por tornarem os meus dias mais alegres.
Caralho. Caralho. Caralho.
toda vez que ela conta. Ela tinha 17 anos, trabalhava e morava na casa de uma família, como babá e doméstica. Ela conta que a patroa, apesar de ser muito boa para ela, era uma pessoa ruim. Ela tinha uma longa lista de inimizades e quando realmente não gostava de alguém, encomendava trabalhos para atrasar a vida da pessoa. Pois bem, essa patroa tinha uma filha pequena, de uns 7, 8 anos na época, que começou a ficar doente e a cada dia ela só piorava. A levaram em muitos médicos e especialistas diferentes.
Porém, ninguém conseguia descobrir o que a menina tinha, nenhum tratamento funcionava e nenhum exame apontava nada de errado, mesmo que ela estivesse literalmente definhando. Até aí, nada bem. Nesse ponto, a patroa já tinha tentado ir em todas as igrejas e centros que conhecia. Foi quando indicaram que ela chamasse um homem, que diziam ser muito poderoso no mundo espiritual. Assim ela o fez. O homem foi até a casa da mulher e, ao olhar para a menina, perguntou se havia assumido um vestido da criança,
Ela e a mãe, que era quem cuidava das roupas, confirmaram que sim. Esse vestido existia e estava sumido. Nesse momento, o homem começou a se contorcer e a falar com voz estranha. Não era a voz dele. Pulando a janela da casa, sim, ele pulou uma janela. Começou a correr no meio da rua, sumindo de vista. Minha mãe conta que as duas ficaram apavoradas, sem saber o que fazer. Mas depois de uma hora, mais ou menos, o homem voltou, muito sujo de terra, com o tal vestido da criança nas mãos, ainda mais sujo.
de roupa estava enterrada no cemitério e que uma das pessoas para quem a patroa havia encomendado um trabalho estava querendo se vingar. Ele disse que desmanchou a doença da menina e que agora ela ficaria bem. Minha mãe conta que depois disso a criança melhorou como que por milagre. Em um dia estava quase morta e no outro começou a se recuperar muito rapidamente. Brincava, comia e falava como antes. Ela ainda trabalhou por mais alguns meses nessa casa e disse que nada demais voltou a acontecer nesse tempo. Então foi isso. Espero que tenham gostado.
Um dos muitos que minha mãe coleciona. Beijos do Rio Grande do Sul. Gente, eu fiquei chocada com essa história. Eu acredito muito nessa história. Eu acredito muito. E assim, primeiro que a mãe dela... Imagina, ó, fulano morreu. Ele veio aqui avisar. Eu ia ficar apavorada. Eu ia falar, sinto muito. Tipo, eu não sei o que falar pro morto. Eu falo meus pêsames também pro morto. De ver a mãe dela. Então assim, ela cresceu vendo a mãe dela falando sozinha.
com pessoas que, enfim, acabaram de ir embora. Aí a mãe conta essa história. Tá, a menina... Primeiro, essa patroa que mandava fazer trabalho, né? Fazer as coisas por mal pra outras pessoas. Aí a filha dela fica doente. Aí já é uma situação bizarra. De repente, tá, chega um cara. Ele se chama um cara. O cara sabe do vestido que sumiu. O cara sabe do vestido. E não, ele pula a janela. E ele pula a janela. Porque ele não foi pela porta.
Fiquei desesperada. Tipo assim, parecia que ele já tava incorporado, né? Alguma coisa assim.
Ele foi pra janela. Depois ele volta todo sujo com o vestido na mão. Fala que o vestido tava no cemitério. Como ele achou esse vestido no cemitério? Eu... Olha, eu amei essa história. Eu ficaria apavorada. Porém, o cara fez um bom trabalho, né? Ele caçou o vestido, ele trouxe. Ele cancelou a doença da menina. A menina ficou bem de novo. Que bênção que deu certo. Eu acho que eu... Tomara que essa moça tenha aprendido que os trabalhos eles voltam. Exato. Toma cuidado.
E como que você vai fazer? Mas eu fiquei, meu Deus. E eu acredito total em histórias assim. Acho que muita gente já contou, né? De tipo, uma pessoa doente, parece que nada resolve. Nenhum remédio, hospital, não sei o quê. E é muito bizarro quando você pensa. Sei lá, vai numa benzedeira, vai numa situação assim. E aí isso resolve. Como explica isso, né? É muito... Sim. Eu não, sei lá, não consigo imaginar. Inclusive, eu ia com muita frequência em benzedeira quando eu era criança.
Eu me lembro que a minha, inclusive, ela tinha até um passarinho que ficava sempre com ela. Passarinho verdinho. E hoje em dia eu não vejo mais benzedeiras. Você vê? Eu não vejo. Eu procurei. Esses dias eu estava com virose. Procurou a benzedeira. Mas assim, é que eu tive benzedeira também. No caso, você teve por alguma coisa específica? Porque o meu era porque eu tinha asma e bronquite e não melhorava por nada. Eu tinha falta de ar todos os dias. Eu não sei, porque minha mãe era...
Era paranoica. Tipo, ela me levava no shopping e me levava pra benzer depois. Porque interagiam muito comigo. Tá. Eu falava que eu era um bebê chocante. Tipo, eu era enorme e rosa. E as pessoas ficavam tipo... Quero encostar nela. É. Mas a benzedeira, pra mim, ela é uma figura muito do interior. Então, eu não saberia como seria aqui em São Paulo. Talvez em bairros mais residenciais. É a sensação, né? Pode ser que eu esteja falando bosta. Mas eu, pelo menos,
Pra mim, eu acho que a coisa da benzideira, ela sempre teve mais a ver com a zona rural, né? E aí, eu também nem saberia. Mas, de fato, eu nunca mais ouvi falar. E era uma coisa que era muito forte, assim. Era tipo, ah, ela não tá bem. Ah, leva na fulana. E aí, a gente ia, era estrada de terra, era não sei o quê. Eu tive várias benzideiras, várias. Tinha uma que fazia uns negócios com uma vela, assim. Eu ficava apavorada. Mas eu realmente ficava bem depois que eu ia lá. Às vezes, eu passava muito mal.
Que eu tinha muitas crises de bronquite e era uma cidade pequena. E aí eu ia pro hospital, tipo, todo dia. E, meu, é foda. Minha mãe trabalhava até 10 horas da noite, chegava em casa, tinha que me levar pro hospital. Imagina a merda, né? E aí, às vezes eu passava, assim, na benzedeira, eu ficava, tipo, uma, duas semanas sem passar mal. Tipo, eu não sei como explicar isso, sabe? Não tem explicação. Outras coisas que não tem explicação. Posso contar um caso? Claro. Quando eu era bem pequena,
A minha avó, ela tinha uma casa de dois andares, e aí tinha uma escada, né, bem grande, que tinha um espaço embaixo, assim. Aí embaixo dessa escada tinha um armário. E eu adorava ficar brincando embaixo dessa escada, que era um lugar escuro. Aí teve um dia que tava só com a minha avó, e aí minha avó percebeu que eu tava tendo uma conversa, mas era uma conversa, tipo, não era unilateral, eu tava respondendo coisas que não, sabe?
Que podia muito bem ser uma imaginação e tudo mais, mas ela achou aquele papo bem estranho.
Ela falou, ah, Bia, com quem que você tá conversando? Aí eu falei... Ah, eu olhei primeiro. Aí eu falei, ah, tô falando com o vô. Pra minha avó. Meu avô, ele faleceu um mês antes da minha mãe descobrir que tava grávida de mim. Aí minha avó falou, e como que ele é? Aí eu falei, ele é muito alto, moreno. Aí não era meu avô. Não era, não tinha nada a ver com meu avô. Meu avô era tipo um pouco baixo, todo tipo loirinho, sabe? E não tinha nada a ver com meu avô. Aí minha avó, ah, tá bom, Bia, vem aqui comer o bolo e tal.
Saí e tive esse caso. Aí passasse o tempo, minha avó quebrou o fêmur, ela foi morar do outro lado da rua. E essa casa ficou desocupada. Ela foi morar no outro lado da rua numa casa que era térrea. Essa casa de dois nominários ficou desocupada e por ser uma casa grande, que ela morou lá com uns cinco filhos, sabe? Era difícil alguém querer hoje em dia, uma casa antiga assim. E ela ficou deshabitada. Aí as crianças da família jogando bola, assim na frente, é uma rua sem saída.
essa é a última casa da rua, de repente voltam pra dentro da atual casa dela chateados assim. Ah não, não sei o que. Aí minha madrinha, que foi? Aí o Pedro, que é o meu priminho mais novo, falou, tomamos mó dura do cara lá no fim da rua. Aí minha madrinha falou, que cara? Aí ele falou, lá da casa da avó. Aí a minha madrinha falou, que cara? Falou, apareceu na janela. Falou pra gente parar de jogar bola no portão. Não tinha ninguém.
Meu Deus. Não tinha ninguém nesse mesmo lugar. E ele escreveu fisicamente esse cara?
Moreno, que tinha o cabelo escuro. E alto. Aham. Gente. Alto não dava pra saber. Acho que ele tava na janela, sabe? Aham. É... E aí foi isso, assim. Essa casa ficou... Ah, teve um outro cara depois que ele alugou esse lugar. E aí ele começou a falar pra minha avó que ele não queria mais. Eles tinham fechado um contrato. Aham. Aí ele, não quero mais ficar aqui, não quero mais ficar aqui. Aí minha avó falou, por quê? Aí ele falou, porque essa é a casa de um homem.
Essa é a casa de um homem e ele não quer que eu fique aqui. Gente. E aí a minha avó...
perturbada, assim, não, mas não tem ninguém. Mas, tipo, minha avó já pensando nessas duas coisas que tinham acontecido. E aí, esse rapaz, ele começou a meio que pirar mesmo, tipo, ele aparecia fudido, assim, sabe? Ele meio perdido, às vezes ficava na frente da casa, aí um dia ele sumiu. Não deu satisfação nenhuma pra minha avó. Foi embora. E desapareceu. Aham. Gente, que história. Isso faz muitos anos, assim, tipo? Acho que faz uns seis que esse cara saiu de lá e a casa ficou vazia. Nossa!
É recente, então, até. É. Meu Deus. É. Eu ficaria apavorada. Essa casa, acho que ela é assombrada por esse cara. Não, com certeza. Tipo, você viu e a sua avó nunca viu. Tipo, ela nunca falou de ter visto nem ter percebido nenhuma... Só barulhos, mas isso é a casualidade do... Sabe? Tipo... Nunca dá pra saber, né? Se é alguma coisa, são os barulhos da casa. Gente... E você já passou por lá depois, assim? Aham. E é estranho. Esse armário que tem embaixo, inclusive, que eu falei lá no começo,
um dia que eu fiquei assim pra ele, né? Aí eu bati no fundo e era pra ter uma parede, mas parece oco. Nossa, meu Deus, tem que voltar lá e abrir. Tipo, eu fiquei perturbada. Aí eu falei isso pro meu pai, meu pai falou, não, Bia, deixa pra lá. Ele falou, deixa pra lá, filha. Por favor. Já vai, já tem a trama do próximo livro. Pior que tem umas histórias assim, eu não me lembro, mas eu lembro de ter assistido um filme que era uma casa assombrada e aí ia ver atrás da parede tinha um corpo escondido, sabe?
Sim, nossa, tem muito isso de ter, sei lá, um cômodo, né, escondido. Aí você entra e tem alguns objetos. Eu sou, nossa, viciado nessas histórias. Mas eu amei. Quer dizer, dá medo. Eu amo contar as histórias. Eu ficaria com medo, mas é muito bom. E esse meu mesmo primo, que foi o que falou da bola no portão, o mais novo, o Pedro. Teve uma vez, ele tem um... Um dos irmãos da mãe dele faleceu bem novo num acidente.
acostumava a acompanhar a avó dele ao visitar o túmulo. Pra ele era uma coisa casual, assim, ir lá. E aí a avó dele um dia falou, ah, vamos, Pedro. Aí ele, ah, não quero. Aí ela falou, ah, a gente brinca lá no parquinho do cemitério, que tem um parquinho. Aí era, tipo, uma terça-feira, random de manhã. Eles foram, cemitério vazio, visitaram, deixaram as flores, foram pro parquinho. Aí ele brincou cinco minutos, chegou na avó dele e falou, vamos embora, avó, tá muito cheio. Não tinha ninguém. Gente!
Ele falou que tá muito cheio o parquinho. Corta pra ninguém. Ele estava sozinho. É. Ele talvez não tenha que trabalhar mediunidade ainda. Então, né? Meu Deus. E coitada do sol. Cheia de pessoas. E volta vendo alguma coisa e... E ela sim. E ela sim. Não, claro, tá muito lotado aqui. Ela, tá bom, vamos embora. Enfim. Meu Deus.
O próximo caso é Adote o encosto. Adote o encosto. Não vou querer. A gente vai estar passando. Oi, Mabeitriz. Meu nome é Fabiana, sou de Porto Alegre e sou muito fã do caso bizarro. Esse caso, na verdade, não é meu, mas sim do meu amigo Osvaldo. Eu amo quem terceiriza os casos, sabe? Tipo, ah, eu não tenho um caso, eu vou levar do meu amigo. E é isso. Ele me autorizou a contar pra vocês, portanto, me certifiquei de mudar os nomes dos envolvidos na história. Arrasou.
Numa cobertura linda de um prédio pequeno e familiar. Ele tinha a famigerada guarda compartilhada de pet com seu namorado, o Clayton. Eles moraram juntos por um tempo, não deu muito certo, se separaram da casa, mas voltaram a namorar. Pera. Eles moraram, deu certo, se separaram da casa, mas voltaram a namorar, tá. Por isso, a Alaska, a cachorrinha deles, passava uma semana... Ah, tá. Eles passaram a namorar outras pessoas, é isso? Eles moraram juntos nesse terraço,
se separaram de casa, tipo, o cara parou de morar junto com ele, que a casa era dele, só que voltaram a se relacionar. Só que aí depois tem assim, por isso a Lasca... Ah, tá, faz sentido, porque eles não estão mais morando juntos. É. Então a Lasca, cachorrinha, passava uma semana na casa do Osvaldo, outra no Clayton. Perfeito. E assim eles iam seguindo, tá. Acontece que o Clayton é médium, e quando ele ia na casa do Osvaldo, ele via o espírito de um homem pelo prédio e também dentro da cobertura. Um homem idoso que não tentava perturbar ninguém,
Mas que ficava rodando o espaço ali. Fazendo suas coisinhas de fantasma. Fazendo as coisinhas de fantasma dele. Aparecia nos lugares. Mas não se comunicava. Nem tentava assustar ninguém. O Clayton contou pro Osvaldo o que tava vendo. E depois de muito confabularem. O Osvaldo chegou à conclusão. Que só poderia ser o espírito do seu Raul. O homem que construiu o prédio. E que projetou a cobertura pra ser seu lar. Eu amei. Tipo eles assim. Meu, quem que é?
Todo mundo que já morou no prédio. Quem que é esse velho? Aparentemente, o Raul não morreu dentro da cobertura. Mas assim, era a casa dele, né? Aí já viu. Ficou de lar pra sempre. Osvaldo, que não era médium, mas era afrontoso, achou de bom tom debochado os relatos do Clayton e começou a fazer umas brincadeiras quando eles falavam do assunto. Como, por exemplo, se for o Raul mesmo, então que ele apareça pra mim, que sou o dono da casa agora, gente.
Isso não dá certo. Eu não vejo a hora da apareção do Raul. Eu não vejo a hora dele entrar.
Aham. Obviamente, o Oswaldo começou a ver vultos em casa também. Eu, como bom bandista, ao ouvir toda a história prontamente, me dispus a levar todo mundo pro terreiro e tratar de encaminhar logo o seu Raul, ou quem quer que seja, pra sua morada espiritual. Eu amo que ela já foi resolver. Sim. A galera... Pra ti, atenciosa. Vamos pro terreiro, vamos resolver essa porra agora. Aham. Com os amigos, assim, atenciosa. Exato. Cuidadosa.
Perfeito. Porém, o Oswaldo me confessou que não tinha certeza se queria isso. Por quê? Vocês devem citar perguntas.
E foi o que eu perguntei pra ele.
Ai, gente, o seu Raul ficava com ela. Com ela? Eu tinha entendido ao contrário, tipo, que ela ficava latindo na casa que tinha. É, não. Que fofo. Ai, que fofo. Analisando os fatos, Oswaldo passou a acreditar na existência pós-vida de Raul. Ele aceitou que Raul morava com ele e era pet sitter da Alaska. Gente, isso é tão lindo. Ai, eu não vou deixar. E eu tinha falado no encosto, eu só quero supor animal. Exato, é tipo isso. Por isso, ela não ficava ansiosa quando não tinha nenhum humano vivo em casa.
E parece que às vezes ele olhava pro nada. Às vezes fazia um desvio no caminho, como se estivesse desviando de alguém na casa. Balançava o rabo pra nada. Como a Lasca e seu Raul se davam muito bem, Oswaldo ficou com pena de tirar o espírito. E de repente precisava pagar multa pelos latidos da Lasca, então deixou lá pra cuidar dela. A situação ficou assim por mais de um ano, com todos os seres da casa. Humanos, plantas, cachorros e espíritos convivendo em harmonia. Porém, agora Oswaldo voltou a morar com Clayton.
E entregou o apartamento do seu Raul, que era alugado. Posso garantir que todos os vivos da história estão felizes. Mas será que o seu Raul não sentiu falta da Lasca? Eu tenho saudade da Lasca. Torço muito pra que a próxima pessoa alugar esse apartamento consiga encaminhar ele de lá. Ou que tenha um cachorrinho, né? Se não isso que tenha um cachorro que goste de fantasmas também. É isso, um beijão, Fabiana. Ai, que fofo o seu Raul.
Eu amei essa história. Tipo, ele queria ficar na casa que ele construiu. Exato, que ele tem aquela ligação.
né? E aí de quebra ele tá ali cuidando da lasca. É. E provavelmente porque ele gosta. Exato. Não, dava um filme fofo, né? Muito fofo. Você assistiu o Good Boy? O que saiu recente? Não, tô doida pra ver. Tô doida pra ver. Tem alguma coisa a ver com isso? Eu sei mais ou menos a história, mas... É, é um cachorro que o dono tá sendo assombrado, aí é o pove do cachorro, né? E ele sem poder fazer nada. Aí o roteiro é bem fraco, assim, é uma história muito comum de assombração, que você não fica sabendo
assombração, não tem explicação nenhuma. Mas é muito interessante de ver do ponto de vista do cão. Porque pra mim o que tornava esses filmes básicos ruins era as pessoas agirem de maneira muito burra. E o cachorro realmente ele não consegue fazer as coisas. Ele não tem o que fazer. Mas ele fica angustiado assim. Aí tipo, me causou sensações. Aí eu achei bom que é diferente. É, acho que é uma perspectiva, mesmo que o filme, eu imaginei que o filme fosse meio fraco mesmo, mas eu gosto, e eu também gosto
filme de terror ruim até quando é trash. E eu acho que o legal dele é esse. Ele tem essa perspectiva que é muito original, né? Então, é vontade de ver mais por causa disso. Sim. É. Eu fico me perguntando, tipo, por que as pessoas têm tanta dificuldade em acreditar nisso? Como que você explica o cachorro ficar em silêncio na casa que tem assombração? Exato. Como que ele tá em duas casas? Em uma casa ele recebe multa por latir. Em outra ele fica em paz. Ele tá em companhia.
Claro. Eu falo muito aqui disso, eu acho que é muito arrogante a gente achar que a gente tem todas as respostas, que só a gente tá aqui, sabe? Que o que a gente vê é a realidade. Exato, que o que a gente vê é 100% a realidade. Então, eu gosto, ainda mais a gente que olha pro terror de outra forma, eu acho que eu gosto dessa ideia de que existem outras explicações, sabe?
Foi tipo, cara, tá fazendo bem pra lasca Vamos deixar, entendeu? Não tá fazendo mal pra ninguém Ele tá ali de boa, cuidando da lasca Por que a gente vai no terreno? Então foi a primeira vez que a amiga foi querida Quis dar uma solução, mas não precisou, né? No fim, a melhor solução não ia ficar do jeito que tava Sim Eu amei Mas assim, talvez nesse caso adotar um encosto possa ser bom Então, tipo, é o pet sitter É o pet sitter, um serviço de atendimento de encosto Eu ligaria
propósito pro encosto, né? Exato. Tipo, cuidar de alguma coisa que vê ele. Eu achei linda. Pior que eu achei fofa real. Aham, eu também. E eu fico me perguntando essas coisas de tipo, se tudo na vida é tão inexplicável, sei lá, a gente enxergar as três dimensões e ter três cones de visão, que é o que possibilita a gente ver as cores que a gente enxerga. É só o nosso jeito de ver. Por exemplo, uma lagosta tem 12, ela vai ver outras mil,
Combenações muito mais do que a gente. Outras dimensões mesmo, sabe? A gente não sabe nada. Por que a gente vai ficar questionando? Ah, mas isso não faz sentido. Ah, tá bom. Existe também não. Tem tanta coisa que não faz sentido. É, tipo, veja os fatos. Exato. Você também pensa assim? Eu penso total. Eu sempre gostei também dessa coisa de... Acho que pra mim, quando eu tava... Quando eu era mais nova, eu tinha muita essa curiosidade de investigar religiões, né?
Quando eu ainda tava tentando me descobrir. Hoje eu sou ateia. Mas eu tava ali tentando, sabe? Entender, conhecer, investigar. E eu gostava muito dessa coisa. Tipo, ah, mas será que o que tem depois da vida? Será que tem alguma coisa? Qual que é o nosso propósito aqui? Porque pra mim já não faz sentido que a gente tá vivendo isso aqui. Sim. Né? Já não faz sentido isso. Então, como é que eu vou ficar tentando achar sentido nas outras coisas?
Eu acho que... Só que também entendo que algumas pessoas precisam de certas respostas pra ter paz, né? Sim. Então, acho que cada um sabe.
lido o seu, o que é preciso? Pra mim, a resposta não me traz paz. Não ter a resposta me traz paz, porque tá tudo bem. Acho que é uma eterna busca. E também acho que são várias coisas que às vezes eu reflito de um jeito e penso de um jeito. Aí passa um tempo, eu mudo de ideia. Eu acho que faz parte, assim. Mas tem gente que eu tenho a sensação de que precisa que seja uma resposta. Porque parece que vai fazer mal, se não for aquilo, né? E o seu interesse? Como começou? Cara, eu...
Acho que desde pequenininha, eu sempre gostei de coisas estranhas, assim. Não estranhas, né? Mas que não eram, talvez, considerados femininos na época. Que hoje a gente não tem muita discussão. Mas, tipo, eu gostava de Jaspion. Eu gostava de brincar. Eu gostava de assistir filme de terror. Eu ficava desesperada, morria de medo. Mas eu gostava muito. E eu acho que a minha mãe, ela sempre gostou de assistir documentário de crimes, assim, sabe?
Coisas de todos os sentidos. Por exemplo, a gente assistia séries como Arquivo X. Que eu lembro que foi muito forte, assim, que a gente viu. E a gente assistia coisas na Discovery, tipo assim, formigas assassinas. Sabe? Umas coisas assim que não necessariamente era uma coisa de terror, mas era... As alienígenas do passado. Exato, umas paradas assim. Então minha mãe sempre assistiu esse tipo de coisa, eu sempre assisti com ela.
E eu acho que ter crescido nos anos 80 e a gente ter sido atingido pela loucura que foi nos anos 80, principalmente ali nos anos 90,
Dos alienígenas, do Chupa Cabras, do E.T. de Varginha, Autópsia do E.T. no Fantástico. Eu acho que tudo isso, e os filmes também, né? Que é, meu, o próprio filme E.T. Eu lembro que eu assisti o E.T. e eu fiquei assim, meu Deus, eu quero um amigo. Sim. Sabe? Eu fiquei assim, pra mim aquele filme era, meu Deus, eu quero um amigo. Eu queria ser, meu, meu sonho era ser abduzido. Eu achava o máximo. Então, eu acho que eu sempre tive esse gosto que poderia ser meio considerado macabro. E é muito engraçado.
Eu vejo desenhos, minha mãe tem uns caderninhos meus de desenhos, e são sempre uns desenhos de monstros. E eu tinha muito isso, eu pedia muito pra dormir na cama da minha mãe, porque eu falava que eu tava vendo um monstro. E eu lembro, cara, eu lembro de ir pra cama da minha mãe, tipo assim, coisa de três anos, são memórias muito antigas. Mas eu lembro da dor que eu sentia, da angústia de falar assim, tem um monstro no meu quarto. Eu lembro de, sabe, de ser real pra mim.
no meu quarto. Então, assim, acho que isso sempre me deu medo, mas também me fascinava de alguma maneira. É meio hipnotizante, né? Tipo, essa coisa meio vertiginosa. Exato. De não saber muito o que é, se é real, se é o que tô vendo, se eu tô imaginando. A minha mãe é espírita, então ela sempre acreditou, né, na coisa do espiritismo. Então, a gente sempre conversou muito sobre isso. E eu acho que eu fui tendo essa paixão. Até os livros, acho que eu até falei uma vez aqui dos livros que a minha mãe
comprava pra mim quando eu era criança, que eu li muito livros dos caras lá do Pedro Bandeira, que eram esse grupo de amigos que investigava crimes. Eu também tenho um que eu li novinha, que era assim, todos os livros, eu esqueci agora o nome da autora, vou pedir pra Bruna colocar lá, no caso Anderlane Bizarro, as coisas que a gente tá citando aqui. E aí tem um livro, o nome do livro eu lembro, que é A Corda Rubião Tem Fantasma no Porão. É uma escritora brasileira, que ela tem uma série de livros,
que todos eles, tanto o título quanto as historinhas infantis, elas rimam. E todas são de terror. Então, todas são numa pegada de, tipo, tem a Lilica, Ripili, Ninoca, Gatoca, sabe? Tudo assim. Os nomes são muito engraçados. E coisas atormentadoras acontecendo. E são só coisas atormentadoras. Só atrocidades. Quer ver? Deixa eu ver os títulos. E aí, então, acho que eu já meio que cresci.
Quer ver? Acorda, Rubião. Tem fantasma no porão. Quando saiu o ET, eu não consegui sentir muito essa coisa de querer ter ele, porque antes eu tinha visto sinais. Ai, nossa. Sinais. Sinais já quebrou. Sinais quebrou. Eu fiquei mal. Ó, tem os outros aqui. Morreu o tio Eurico. Rubião ficou rico. Olha que engraçado, tipo... É uns nomes muito assim. A rima. Exato. E o nome é Lilian Cipriano. Então, ela fez...
Tem vários desses livros aqui que eu tô tentando achar. Que é sempre numa pegada de... Aqui, Liloka Gatoca Sumiu. Onde será que ela está? Você viu? Então, era sempre uma coisa meio de suspense, sabe? Então, eu... Aqui, quem matou o norato? O rato. Então, tipo, é sempre uma pegada de suspense. E eu cresci, eu acho que foi muito isso. Assim, é o que você falou, o meio, né? E ser mineira, tá no interior, ir em muita fazenda.
lobisomem, ouvi história de assombração. Acho que isso me moldou. Então, eu cresci e eu fiquei fascinada, assim. Tipo, pra mim, eu ainda não lancei, né, um livro de terror, de ficção. Quero muito lançar. Você tá escrevendo? Eu escrevo já há muito tempo, mas eu não consegui ainda sentar pra finalizar uma história. Mas, tipo, tem um livro que eu escrevi, que eu escrevi, tipo, uns 60% dele. Olha. Então, é... Só que eu tenho muita dificuldade hoje de... São contos também? Ou é uma novela? Eu tenho um que eu tenho contos,
A maioria são contos, que são crônicas ou contos e tal. Mas esse, especificamente, 60%, é uma novela. Que legal. E aí, é uma novela que se passa nos anos 90. Então, tem muito dessa pegada. Eu quero ler, Mambê. Ah, eu quero muito conseguir sentar e escrever. Só parar de fazer podcast e ficar me enfiando em um projeto. Sim, tem que se enfiar numa toca. Que é foda. Ficar igual ao pai da Coraline, assim. Exatamente. Inclusive, eu amo Coraline. E eu amo ficar igual ao pai dela também.
de jeito insalubro na frente do computador, assim. Nossa, sim! Escrevendo coisas de atrocidades. É muito bom. E eu sinto que eu não tenho esse espaço muito hoje, mas assim, também acho que eu gosto muito de fazer os meus podcasts, gosto de fazer as coisas, só que tem uma parte minha que fica triste, porque eu não consigo me dedicar tanto a isso. Mas, meu, quero muito lançar o livro de terror. Vai ter o seu momento. Vai ter o meu momento.
A gente vai lançar aí junto, quando você estiver lançando, você quer lançar mais, né? Também mais pra frente,
fazer alguma outra coisa agora também. É a mesma situação. Tipo, não dá pra você escrever um livro e fazer outra coisa. É muito difícil. Eu fico tentando colocar, assim, esse, por exemplo, que eu tô escrevendo, a minha ideia é terminar ele e depois falar com o editor, entendeu? Porque quando você faz o caminho contrário, é insano. Porque daí você tem um prazo e não dá pra viver de livro, assim. Seria tudo, né? Mas, infelizmente, é mil coisas acontecendo. Dá pra viver depois que você tiver sete publicados.
Exato. Que bom. Não, é foda. Não, e eu li uma vez que pra você viver bem de livro no Brasil tem que ter no mínimo sete publicados e best-seller. E best-seller. Não é só sete publicados, não. É sete best-sellers. E por que é assim? Tipo, por que todas as editoras só dão 10%? Nossa, sim. Por que todas? E tipo, não tem o que fazer. Por que todas fazem isso? Uhum. Aí você fica refém. É, fica refém. Nossa, é muito... É foda o mercado. Literário é foda. E ao mesmo tempo,
também tem toda a questão dos livros que deveriam ser mais baratos, né? Que tem, tipo, dificuldade. Eu leio muito livro, assim, só que eu fico pensando, pô, quando era nova, eu tinha a biblioteca pra, sabe, da escola. Então, eu pegava muito a biblioteca. Mas hoje em dia, óbvio, tem diversas bibliotecas por aí, tem outras possibilidades e tal. Mas eu acho que também o preço, às vezes, ferra um pouco, sabe? O preço do mercado tá assim, é o que falam. Mas aí eu fico, tipo,
Mas não é possível. A gente que é o maior exportador de papel... Exato. Tu não consegue fazer uma parada, mas... É, isso acaba comigo. E o que eu faço? Tipo, eu não sei. Eu não tenho nada que fazer. É, não tá, né? Não tá muito no nosso. Ainda mais você que tem umas ilustras fodas também, né? Tudo que a gente quer colocar de diferente... O livro do Modus Operandi, por exemplo, ele é um livro caro. Ele é um livro que ele saiu por 69 reais.
Hoje, já quatro anos depois, então tem um monte de promoção. Você consegue comprar ele por 20, por 30.
Mas ali no início, eu sempre achei ele um livro caro. Só que quando a gente olha pro projeto dele, ele é um livro muito... Tem um projeto gráfico muito idealizado ali, sabe? Que a gente queria muito, que fazia muito sentido. Então é foda. Por exemplo, eu lembro que a gente escolheu não ter capa dura, porque a capa dura ia deixar o livro 10 reais mais caro. E a gente falou, gente, ele já tá 69. Imagina o livro custar 79. Então assim, são umas escolhas que a gente tem que fazer na hora que a gente...
de pólen, de folha, que não sei o que, que eu não entendo nada disso, mas que você acaba tentando que... Tendo que entender ali na hora, né? A gente fica refém. E eu fico me perguntando, tipo, os meus dois livros, eles saíram em 74 reais e agora os ambos estão em 49. Você consegue comprar os dois por menos de 100 reais. E aí eu fico, por que desde o começo não dá o 49? Você pode cobrar 49? Coisas que eu não compreendo. Coisas que a gente não consegue entender. E tipo, não é como se eu não tivesse pedido e falado,
Gente, aí eles falavam, não dá. Então por que deu? Pois é, não é foda. E o seu monstro que você ia pra cama da sua mãe, você lembra como ele era? Eu tenho uma lembra. Eu acho que, pelo que a minha mãe conta, ele tinha várias... Tipo, ele não tinha uma única forma. Mas eu lembro de descrever pra ela uma vez, um que ele era enorme, o que assim... Eu não sei o que é enorme pra uma criança de três anos, né? Que é meio que qualquer coisa.
Total. Mas eu lembro que, tipo assim, eu falava que ele era muito enorme, que ele tinha uns chifres, sabe? Era realmente uma coisa bem horrenda, assim. E eu fui uma criança muito imaginativa, porque você falou de sinais. E quando eu assisti Sinais, que nem quando eu assisti Exorcista, eu dormi dois meses na cama da minha mãe. Não, mas Sinais para uma criança é perturbador. Tem uma cena no Brasil, tipo... Gente, é maravilhoso, sério.
Eu vi que eles estavam no Brasil, eu vi que eles estavam perto da minha casa. Nossa, não dá.
na minha mente. Eu, pros monstros que tinham no meu quarto, eu lembro de ver eles e ser uma coisa que parece um pouco fantoche, sabe? Sim. Eu não sei porque meus monstros eram meio fantoches, assim. Ah, é legal. Dá um livro também. Então... Vamos pro... Ai, sou eu. Demônio Aguado. Oi, Mabeitriz. Estou maratonando podcast.
Eu amei. Eu acho até que foi isso que eu postei no story hoje. Porque eu falei, gente, eu amo meu trabalho. Pode me chamar de Raimunda Aquosa. Tipo, claro. Claro, eu vou me chamar assim, porque eu amei. Eu amo também. Anos atrás, eu estava em uma época bem ruim da minha adolescência. Estava tudo ruim. Desde relacionamentos de família, escola, comigo.
Gente, só os filmão. Só os filmão. A cabeça alugada. Eu evitava... Esses todos alugam bem a cabeça. Eu evitava ver de noite porque quem tem cu tem medo, né? Tem que ter, inclusive.
Tá, então tô na cama de frente pra porta que dava pra parede de um corredor com uma escada. Tá, então tô na cama de frente pra porta que dá num corredor e uma escada. É, cenáriozinho já não ajuda. Já não ajuda. No topo da escada tinha uma portinhola de madeira. Se fôssemos gringos, eu chamaria de sótão, mas aqui é só o lugar onde o pedreiro subiria pra ver a caixa d'água. Total. Sim. E por vários dias dessa semana, especialmente ruim, às três da manhã, eu comecei a ouvir um barulho terrível.
E eu ouvi arranhados e grunhidos que pareciam de um bicho feroz tentando escapar, desesperado e com raiva. Comecei a ter certeza que era algo do mal quando decidi assistir ao exorcismo de Emily Rose, de madrugada mesmo. No filme falam a tal hora do diabo, 3 da manhã. E o pior é que vários filmes têm personagens que são acordados bem nesse horário, sejam por espíritos ou demônios. Pior que eu pesquisei, parece que o demônio gosta dessa hora, pois Jesus morreu às 15. Achei fofo cada um com o seu horário.
opostos, tipo... Nossa, do mais três da tarde. Nossa, eu nunca... Pelo menos não tinha saído. Eu também não. Ele morreu às quinze. Nossa, que horário. Pra estarem botando... Às quinze da tarde, os caras botando Jesus na cruz. Tipo, quinze da tarde. Que horário é esse? E a coisa dos três da manhã que ela falou, eu assisti recentemente, né? Bebê de Rosemary. E eu amo, enfim, esse filme. E realmente, eles focam muito nesse horário, nessa questão. Tanto que eu...
Os episódios do Caso Bizarro, eles saem às três da manhã, né? Por conta de todo esse estigma que tem do número. E aí eu lembro de assistir esse filme e falar, meu Deus, acho que esse foi um dos filmes que me fez ficar pensando. Porque são vários, né? Esses que exploram esse... Os três, né? Os três da manhã, mas é... Assim, já começou errado a gata, né? Já começou. Porque tá ouvindo um barulho de madrugada às três da manhã, aí resolveu assistir o filme.
Aí vai assistir o bebê de Rosemary. Fiquei chocada, pois era sempre o mesmo horário.
Estava três da manhã, grunhidos, arranhões, respiração pesada. Não. Pelo amor de Deus, chama a polícia. Sim. Eu não aguentei mais. Cheguei devagarinho na minha mãe, porque eu não queria assustá-la com aquela informação, que tinha um demônio em casa, e fui relatar o que estava acontecendo. Meu Deus, para tudo. Imagina, mãe, então, tem um demônio em casa. Aham. Nossa. Típico. Tipo coisa, típica coisa que teria acontecido comigo se tivesse realmente um demônio na minha casa. Ou um rato. Qualquer coisa. Eu chegaria sem medo de falar. Nossa.
tranquilamente. Ajuda. O problema é que ela é bem exagerada às vezes, sabe? Então sabia que um surto viria. Ela já sabia que eu ouvi os barulhos do teto. Pensou até que podia ser rato. Mas eu nunca tinha comentado na hora do demônio, que era às três da manhã. Quando comuniquei a questão, ela caiu na gargalhada. Ao se recobrar, ela disse, que espírito que nada, esse é o horário que a caixa d'água enche. Meu Deus, por isso esse barulho. E a caixa d'água devia fazer barulho.
Sim, imagina ela enchendo. Meu Deus. Que engraçado. Nossa, eu consigo muito imaginar ela achando que era um demônio ouvindo assim correr. Passando mal os barulhos da caixa d'água. Caramba, o barulho de caixa d'água é muito alto, gente. É assombroso. Até porque é de madrugada, então tá todo mundo quieto também, né? Se fosse no horário X, talvez ela nem ouviria. É. Você tá lá com a televisão, você tá lavando louça, você não vai ouvir.
O barulho da vida. Mas mano, de madrugada, fodeu. É, às três da manhã, você botou a caixa d'água pra encher. É, no amor de Deus.
Me senti boba, mas aliviada. Até hoje, quando eu ouço esse barulho, caio na risada. Beijos a todos. Imagina. Que bênção. Eu adorei essa. Eu tenho... No meu apartamento, tem um dos banheiros. Quando eu dou uma descarga, eu consigo... Sei lá, dou a descarga no banheiro do meio, assim. Eu consigo ouvir pelas tubulações... Pela parede. Pela parede até o meu quarto. E parece que tá... Tipo assim, sei lá, tem um peixinho andando ali, sabe? Um negocinho nadando ali. Sim. E a primeira vez...
Que eu, tipo, ouvi isso. Eu fiquei muito assustada. E aí, eu lembro que eu fiquei assim, meio que olhando e tal. Porque também, eu moro sozinha. Então, eu nunca ia, tipo, usar o banheiro do meu quarto. Então, eu nunca passei por isso e tal. E aí, uma vez, era isso. Um amigo tava dormindo na minha casa. Ele foi no banheiro à noite. E aí, ele deu a descarga e eu, tipo, que porra. Era um barulho que eu não conhecia. E eu na cama, assim, do nada. Que porra é essa? Até eu entender.
fazer a conexão e entender que era aquilo, tipo, banheiro, foi tipo assim, semanas. Eu realmente achei que tinha um barulho esquisito no meu quarto, que eu sabe, tipo assim, ai, também não quero entender muito, não quero ir atrás, investigar. Eu, no meu último livro, no Letergia, o último conto dele, ele é de histeria coletiva, de um som causado que vem de tubulações, assim, um som que acontece dessa forma. Só que ao mesmo tempo ele não é muito dali, ele é um pouco interno.
O nome do conto é Me Ouça de Dentro. E aí foi porque um dia eu tava no meu banheiro e o meu ralo fez um som horroroso. Eu fiquei, tipo, atormentada. Fiquei, o que é isso? Porque eu perdi um pouco de sanidade pro som do ralo. Aí isso me inspirou. E não era nada. Tipo, o ralo fez um som e eu fiquei assim. Eu não sei que som era aquele até hoje. E pareceu uma melodia. Caralho. Pareceu uma melodia. Já é uma coisa meio de Derry, né? Então. Que Derry eles falam ali dentro da tubulação.
Muito engraçado o It, né? Enfim. Sim. Eu saí por causa do filme 2. Porque a série eu não vi. Disseram que tá muito boa. É muito boa. Sério. É muito boa. É uma das melhores coisas que eu já vi de terror pra TV. Que bom. Disseram que é o que Stranger Things não foi. É. Não. É que Stranger Things é muito numa pegada mais pra... Mainstream. É, mais pra mainstream. Derry é zero mainstream. Assim, ele é gore. Ele é tipo assim, vamos matar crianças. Vamos matar agora. E tipo, vai ser da maneira mais gore do mundo.
Olha só. É o tipo de coisa que eu gosto mais, assim. Eu acho mais interessante, mas é muito bem feito, sério. Vale muito a pena assistir. Ah, eu vou ver. E você vai ficar atormentado com essa cena aí da tubulação, que tem muita coisa disso na série. E é muito boa a cena, assim. Que legal. Teve uma vez também que tava no banheiro que eu comecei a ouvir um som em volta de tudo, assim. Aí eu fiquei, mano, o que é isso? Vai desabar?
Aí eu lembro que eu mandei mensagem no grupo falando, gente, alguém mais tá ouvindo esse som, não sei o quê.
Aí uma pessoa falou, eu também tô ouvindo. Aí eu já fiquei, meu Deus, o que aconteceu no prédio. Aí outra pessoa falou, ah, é minha banheira de hidro. É o motor da banheira. Aí eu fiquei, nossa. Três, tipo, quatro andares pra baixo. E realmente era. Quando a pessoa desligou, parou. Tá aí, outra relação à história da caixa d'água. Olha, medo. Você tem mais alguma aí? Enfermaria alienígena. Ai. Bom dia, boa tarde, boa noite, uma beitriz.
Tá.
Tá acostumada a ver por aí. Those greys. Aí eu amo. Those greys. Mas sim, só uma chama de luz muito forte. Segundo ela, esses seres estão em outra dimensão mais evoluídas do que a gente. Por isso, eles conseguem viajar entre elas. Bom, até aí tudo bem. Eu mesma nunca vi nada. Até que, recentemente, precisei fazer uma cirurgia. Não era emergência nem nada, mas tava todo mundo meio tenso, pois era na cabeça. Caramba. Foi tudo tranquilo e ocorreu tudo bem no pós-cirúrgico também.
Gente, apesar de zero religiosa, agradeço qualquer reza e proteção. Aqui é Brasil, pô. Sim. Eu também.
Estava deitada com um travesseiro pós-cirúrgico, então eu tava meio sentada. Meu sono nessa primeira semana em casa foi bem leve. Eis que nessa mesma noite em que recebi minha irmã aqui, eu estava meio dormindo, meio acordada, e quando abri os olhos vi um ET alto no pé da cama. Não senti medo, nem nada, mas fiquei observando por um tempo. Ele não parecia estar materializado ali, parecia tipo um holograma. Voltei a dormir, afinal minha irmã tinha falado que eles estavam me protegendo, então aceitei.
Amo, espelhado.
de luz jovem e por isso não conseguia se teleportar por inteiro. Por isso parecia um holograma. Ok. Aceitei a proteção extraterrestre e nos próximos dias não vi mais nada. Gente, eu tô de porra. Imagina, você fala pra sua irmã e ela fala o mesmo que eu vi. Exato, tipo, foi o que apareceu pra mim. Caralho. Até que dois dias depois, acordei por volta das cinco da manhã com a bexiga cheia e fui ao banheiro. Notei pela janela da cozinha que a noite estava bem estrelada e abri a porta pra olhar as estrelas. Ah, tá pedindo, né, gata? Tá pedindo.
Longe de me culpar a vítima, mas você tá pedindo. Abriu a janela pra olhar as estrelas. Não assistiu os sinais. Eu juro, por tudo que é mais sagrado, eu vi um negócio muito brilhante andando bem rápido no céu numa linha reta. Abriu o aplicativo que eu tenho no celular pra rastrear aviões. Gente, a gata. Hacker. E verificar se não era um, mesmo sabendo que não, pois era muito maior e muito mais brilhante. Fora que aviões tem luzinhas verdes, vermelhas, piscando. E no aplicativo não mostrava nada, nenhum avião por perto.
Uhum.
Todos bizarras, a toda equipe do Caso Bizarro, vocês me fazem gargalhar muito com os episódios. Gente, que porra foi essa? Meu Deus. Ele parado na beira da cama. Exato. E assim, e é doido porque, apesar da irmã e da mãe definir como seres de luz, então uma coisa diferente, porque ela viu de outra forma, né? Ela viu, pareceu mais parecido com Grace. Por mais que ela tenha falado que era roxo e verde, né? Se não me engano, mas o formado de ser cabeçã. Holográfico, assim, né?
Gente, eu... Ai, eu adoraria ter uma experiência. Você queria o alienígena? Ah, de ver um alienígena, sim. Eu acho que eu lido melhor com um demônio do que alienígena. Juro pra você. Eu acho que eles me assustam menos. Porque eu acho que foi... Foi os sinais. Foi os sinais. Juro pra Deus, eu acho que eu fiquei traumatizada, assim. O único susto... Eu sou uma pessoa muito difícil de assustar, de tomar qualquer jump scare. Tipo, eu até me assusto por dentro, mas eu consigo ficar assim.
E aí teve um dia que eu tava andando no sítio à noite, num Halloween. Pedindo, né? Tava pedindo, tava pedindo. Pedindo, olhando pras estrelas. Eu peço mesmo. E aí era uma brincadeira que o meu pai fazia. Eu era criança, assim. E aí ele espalha latinha de cerveja, algumas, por todo sítio. E aí ele dá, tipo, dica de onde tá e você tem que ir procurar. E aí no meio do caminho ficava ele e um amigo assustando, eu e meus amigos. Meu Deus. E aí eu tava andando, assim,
num lugar, eu já desenvolvi várias técnicas. Tipo, você ou escolhe com uma lanterna ou com um amigo e um isqueiro. Tá. E aí eu escolhi sempre... Mas por quê? Qual a diferença? Porque o amigo, tipo, se fosse o amigo e a lanterna não ia dar medo nenhum. Tá. Sabe? Aí você tinha que escolher o amigo e o isqueiro ou a lanterna. Tá. Aí eu escolhi sempre o amigo e o isqueiro e aí toda vez que eu percebia que a gente tava chegando em algum lugar que era passível de tomar susto, eu apagava o isqueiro e corria no escuro. Porque eu conhecia o lugar, né?
Eu pegava no mundo amigo e corria no escuro. Aí teve uma dessas que eu tava correndo por um campo totalmente aberto, assim, e aí no fim tinha umas bananeiras. Aí na hora que eu dei de cara com as bananeiras, tinha tipo uma coisa ali no meio, era tipo sem roupa, assim. Era uma coisa agachada, que na minha cabeça eu bati o olho, não tinha luz, porque tava no meio do mato. Era um alienígena. Aí eu lembro que foi a única vez na minha vida que eu tomei um susto cabuloso, cabuloso, assim, eu fiquei estática. E se o meu amigo Gabriel, que tava ali no meio daquelas bananeiras,
tivesse demorado mais três segundos pra levantar, eu acho que eu tinha mijado. Eu acho que eu tinha mijado. De medo. Eu fiquei tipo... E ele viu também? Não. Esse meu amigo, Gabriel, era o meu amigo que queria assustar. Ele tava no meio das bananeiras pra assustar a gente. Ah, era uma pessoa. Era uma pessoa. E ele tava com uma máscara desfigurada que eu não tinha visto ainda, sabe? Ele tava com uma máscara que eu ainda não tinha visto.
E ele tava de shorts tectel e ele tinha arregaçado os shorts pra, tipo, agachar.
Então parecia uma coisa pelada, com o rosto deformado, sabe? Caralho, sim. E aí eu lembro, e eu fiquei assim, foi a única vez que eu tomei. Meu Deus do céu. O alien de taquetel. O alien de taquetel ali no meio das bandoneiras. Gente. Eu falei, acabou. Acabou. Acabou pra mim. Não, eu... E o meu amigo que tava atrás também tava estático, ele não falou nada. Eu fico parado também. Cara, eu sou totalmente contrário. Embora eu consuma muito conteúdo de terror e tal, eu sou muito assustada. Eu sou muito fácil de assustar. Então tem um amigo que ele sempre me assusta.
Assusta. Sempre... Do nada, assim, sabe? A gente tá andando, ele dá um berro, eu já fico puta. Eu odeio assustar. É muito gratuito. É muito gratuito. Mas eu gostava dessas coisas também quando eu era criança. De ficar... A gente fazia muito caça ao tesouros, né? Que é meio que essa vibe aí. E tinha no meu colégio, inclusive. Estudei no colégio de freiras. Que o caça ao tesouro fazia parte do... Do... Tipo um... Como é que fala?
De uma gincana que tinha na escola. Que era gigantesca. Que, tipo... Separava todo mundo em três pessoas. Tipo...
Grupo em isso. É, tipo, era uma gincana que separava toda a escola em três grupos, três equipes. Que era, tipo, sei lá, vermelho, azul e amarelo. Alguma coisa assim. Então a gente tinha camiseta, era uma coisa bem grande, assim. E o evento final sempre era esse caça ao tesouros. E a escola era muito grande, então a gente tinha que, tipo, caçar. Realmente estava enterrado. E aí era, tipo assim, era muito legal. Era, tipo, umas 70 crianças procurando, sabe?
Era muita gente. E eu lembro de uma vez chegar perto. Tinha que esconder bem, hein? Tinha que esconder bem.
Criança procurando. Exato. E aí eu lembro de uma vez procurando, assim, e aí sai um morcego do lugar. Ai, que susto. Meu Deus. Mas eu achei que eu ia cair morta. Sério. Eu lembro de, tipo assim, começar a tremer e ficar desesperada. Será que a gente também gosta dessas coisas porque a gente fica de escola católica? Pode ser, né? Eu fui me perguntando, sabia? Eles têm, tipo, uma adoração, uma coisa da ressurreição. E aí uma coisa gótica. Tipo, eu lembro de, às vezes, entrar em igrejas e ter...
de corpo de santo, aí eu vejo lá um corpo. Entro na igreja e vejo um corpo. Sim. Não, total. Eu acho que abre muito a nossa cabeça, né? Pra essas coisas, tipo, pras estátuas, pra coisas que são meio macabras, meio que histórias. E sempre aquela coisa, tipo, não pode fazer tal coisa. Não pode fazer... Punitiva, né? É, punitiva. Vai pro inferno. Onde fica o inferno, sabe? Aí você já fica... Aí você fica com o inferno legal. É. E a estética também, às vezes, não sei se na sua escola as freiras ficavam andando pelos corredores ou se elas ficavam num espaço.
Não, elas ficavam andando. Mas era, tipo assim, aquela coisa... Mas elas tinham o lugar delas, né? A casinha delas e tal. E aí, quando elas andavam, eu sempre ia na roupa de freira, sempre naquela... Elas eram bravas. Bravas e sempre muito velhas, as da minha escola. E aí, eu lembro que era essa coisa, tipo, meio assim também, sabe? Acho que isso também me... É, acho que é uma atmosfera que ajuda. Aham. Bom, esses foram os casos. Foram pouquinhos, eu gostei. Eu adorei todos. Eu adorei todos.
Posso fazer uma pergunta ainda? Você disse que você é ateia, e aí eu fiquei curiosa sobre você acreditar em espíritos, assim. É, eu acho que é meio doido mesmo isso, porque eu acho que se eu for refletir bastante, eu acho que eu acredito num Deus, mas não exatamente o Deus como é. A figura. Exato, a figura de ser um homem, de ser uma pessoa que tá ali, nananã. Mas eu acredito muito numa energia, sabe?
pra isso. Porque eu tenho uma coisa muito forte com intuição. Então, eu gosto... Eu também tenho. Você tem? Nossa, minha intuição... Eu acho que eu tenho uma intuição muito boa. Eu tenho uma facilidade de ler pessoas, assim, sabe? De conseguir, tipo assim, sentir se eu posso confiar naquela pessoa ou não. Eu sempre tenho uma facilidade muito boa com isso. E eu acho que, pra mim, é... Por exemplo, eu acredito em espíritos, eu acredito em energia, eu acredito em fazer o bem, mas eu acho que é muito a coisa, tipo assim,
aqui pelas pessoas, entendeu? Tem pessoas que são ruins, tem pessoas que são boas. E isso tudo, e o que tá na natureza, é meio que o Deus, assim. É a natureza, eu acho, né? É, eu acho que é a natureza, com certeza, tipo, porque é uma coisa que não se explica, e é uma coisa que, muitas vezes, quando eu faço viagens pra montanha, ou pra lugares assim, que eu olho, tipo, sabe? É hipnotizante. É hipnotizante, eu fico assim, tá, não é um negócio, não apareceu do nada, entendeu? Tem que ter uma explicação melhor do que isso.
sabe? Então, eu acho que eu acredito, mas é uma coisa diferente, assim, sabe? Eu acredito, e eu gosto, assim, pra mim, tipo, e eu respeito, óbvio, as religiões de todo mundo, né? As opções de todo mundo. Só que eu acho que o que me incomoda é quando tá muito preso aos lugares, né? Do tipo, ai, nessa igreja tal, nessa, sabe? As instituições em si e não ao propósito, que pra mim é o mais importante, que é tipo, tá, eu não vou fazer mal pra você,
eu acredito em não fazer mal pra você sabe, não porque ah, você fez tal coisa, sei lá, você se divorciou, né, antigamente nossa, ela divorciou, então ela é uma pessoa que não vamos chegar perto, sabe, umas coisas que eu fico assim, cara, isso pra mim não funciona, entendeu, quando a gente olha pras instituições ou quando a gente põe algumas lentes em cima das coisas, assim, então pra mim é isso, assim a natureza eu acho que é o melhor jeito de olhar pra isso. Aham, eu tô no mesmo
lugar. Você também tem isso? Mas vocês consideram ateia ou não? Não, acho que não me importa o tipo de chamar a natureza de Deus, são só nomenclaturas diferentes, né? Eu acho que pra mim é um pouco isso, assim. Eu acho que existe uma transformação após a morte, assim, acho que continua. Então, não diria que eu sou ateia, porque ateu não acredito em nada também, né? Fala que acaba. É verdade. É, então acho que não me colocaria aí, não. E eu acredito também na coisa de
Ah, de ter encontro de alma, sabe? Que algumas pessoas que você encontra na vida... Que é alguma coisa que já aconteceu. Que já aconteceu. E total, não é? E que às vezes as coisas, elas voltam pra gente em formatos. Tipo, coisas que a gente perdeu, elas voltam... De alguma outra maneira. E tipo, intencionalmente, eu sinto às vezes. Sim, também acredito. E a minha intuição, ela não é nem um pouco pra pessoas. Ela é muitas vezes, tipo, de coragem. De saber onde colocar os meus pés quando eu vou pisar. Mas é essa a intuição.
Eu sou muito facilmente enganada. Então, em relação a pessoas, eu não sou muito boa, mas minha mãe é. Sempre que ela fala, ela acerta. É, a minha mãe é boa também com pessoas. Mas eu tenho uma coisa de ser, de ter uma facilidade de me abrir com as pessoas, que eu acho que muitas vezes também me faz, já me fez, né, antigamente, principalmente, ter dificuldade de olhar para as pessoas, que era aquela coisa de estar ali muito vulnerável, muito disponível,
demorar um pouco pra perceber que a pessoa não tá no mesmo rolê, sabe? Ou que é uma pessoa que não quer, sei lá, te fazer o bem. Porque também eu não tenho muito essa coisa de pai meio inimigo, não sei o que. Eu acho isso uma coisa meio de Batman, sabe? Eu tenho um pouco de preguiça dessa nomenclatura. Mas eu acho que sim, que tem pessoas que tem prazer em ver os outros se fodendo, né? Sim. Então, eu acho que é bem difícil fazer esse jogo aí de entender, né? O que a pessoa quer e... Que bom que você é boa nisso. É, mas...
Assim, hoje, tá? Já me fudei muito. Treinou, treinou. Exato. São uns anos, a vida vai ajudando. E agora a gente vai para as nossas dicas bizarras. Dicas bizarras. Antes da gente começar as nossas dicas bizarras, eu queria que você indicasse os teus livros. Fala do nome, dá uma sinopse, conta um pouquinho. Tá bom. Eu publiquei dois livros. O Pelas Entranhas foi o primeiro e o Letargia o segundo. Ambos são livros de contos de horror.
No total, eles têm sete contos de temáticas totalmente diferentes. O primeiro, ele tem três contos que abordam mais o bizarro do ser humano. Humanos submetidos a situações extremas, agindo de maneiras extremas e, por vezes, perturbadora. Acho que é aí que mora o terror do meu primeiro livro. Eu gosto muito de pensar, inclusive, por mais que eu não saiba ler tão bem de primeiras pessoas, eu amo pensar sobre os porquês das pessoas.
Fantasiar sobre situações, assim. Então, eu acho que o primeiro, ele cai aí. E o segundo, ele tem cenários fictícios que eu gosto e que pessoas que consomem as coisas que eu crio me pediram. Porque as minhas histórias, eu sinto que elas são muito sobre os personagens e os acontecimentos. Então, eu poderia pegar a mesma situação e colocar no cenário que eu quisesse. Aí, eu peguei algumas ideias que eu tinha e coloquei nos cenários que tinham sido os mais pedidos, que eu perguntei para as pessoas nos eventos.
Então, a gente tem um pouco mais do ficção, do apocalipse zumbi, do vampiro, do serial killer, que não é ficção, mas é uma temática também que está virando clássico. Preocupante. Mas as histórias também são muito sobre as relações. E eu me diverti muito nesse segundo. Então, no aspecto de permitir eu gostar das coisas que eu gosto, por mais que elas sejam simples.
assim, porque às vezes a gente julga, sei lá, eu não sei estereótipos ou coisas que se repetem, por exemplo, eu sou uma pessoa bem repetitiva quando se trata de cachorros e zumbis, e eu neguei isso por muito tempo, mas hoje em dia os meus amigos, as pessoas que me rodeiam, sabem que tipo, minha mente ela opera nesses lugares, então eu me permiti ser mais besta também, porque às vezes eu tenho um humor mórbido, eu coloquei ali, sabe, então no letargia eu me diverti mais,
Gosto mais da narrativa. E o Pelas Entranhas. Ele é mais essa coisa. Que a linguagem estava ainda muito quadradinha. Mas também. Mais reflexivo talvez. Mais reflexivo. Aí também eu trago bastante aspectos. Filosóficos de coisas que eu sempre percebi. E gostaria de compartilhar. Coisas que eu também não penso. Mas que são pontos de vista. Que são apresentados dentro da ficção. Que é um cenário melhor do que na vida real. Tipo só para passar por esses lugares. Que também são ruins.
de um lugar seguro, que é o livro, sabe? Seja em relação ao terror ou em relação a coisas sociais. Se tiver demais pra você, você fecha o livro. E aí você aprende sobre a coisa sem ter que vivenciar ela. Acho que isso foi uma das coisas que mais me inspirou a escrever. E os dois têm ilustrações, não minhas. O primeiro tem as ilustrações do Levi Aquino e as segundas têm a ilustração do Caio Zor. Mas os dois brindes são ilustrações minhas. É isso sobre meus livros. A capa do Letergia também são ilustrações minhas.
É maravilhosa. A gente vai colocar, inclusive, no Caso Anderline Bizarro. Se você não estiver vendo aqui em vídeo, né? Porque tem essa possibilidade de assistir no YouTube, no nosso canal. Do YouTube do Caso Bizarro e também no Spotify em vídeo. Mas se você não estiver assistindo, vai lá no Caso Anderline Bizarro. Aliás, se você não estiver vendo, se você estiver só ouvindo, você vai lá no nosso Insta, Caso Anderline Bizarro, que vão ter as capas dos livros.
Então vai ter as explicações aí pra vocês comprarem. Eu lutei tanto por essa capa, eu queria muito que fosse ela.
também que é dramático, né? Na sua publicação também? Tipo, nossa, foi muito complicado, assim. Eles me falavam muito assim, Tris, não tem isso no mercado. E eu falava, então é isso. Então é isso que eu quero fazer. Porque justamente, se já tivesse, seria o mesmo produto, sabe? Aí eu lutei por ela, fiz a tinta óleo. E depois eu reparei, eu encontrei, assim, procurando um outro desenho, não umas coisas antigas minhas, um desenho de zumbi.
Que ele era muito semelhante. E eu tinha feito, tipo, no sétimo ano. E era muito parecido com a capa. E aí eu fiquei assim, ó. Eu ainda sou. Meu Deus. Eu sempre fui. Sim. Enfim. Mas é legal isso que você falou. Acho que tem muito a ver com o que você estava falando antes. De ter mais a sua essência nas coisas, né? Porque eu acho que é isso também, assim. Por mais que o livro do Modus Operandi, ele não seja uma ficção, né? Ele seja não ficção. Eu também senti que ter parido ele hoje, por exemplo.
eu escreveria várias outras coisas diferentes. Porque, acho que quando a gente tem a coisa na cabeça, por isso que é uma coisa que eu falo muito, assim, não fica esperando ser o momento certo, ser tudo perfeito, porque a gente nunca vai achar. Sabe? Começa a escrever, vai colocando no mundo, porque à medida que a gente vai colocando, a gente vai entendendo também o que a gente quer falar, né? Então, tem muito isso. Eu falo isso, mas estou sendo 100% hipócrita, porque as coisas que eu tenho,
que eu escrevo, eu até hoje não trouxe pro mundo por causa disso, porque eu ficava ai, não tá perfeita, ai, não tá mas agora, nunca vai ser perfeita nunca vai ser, exatamente, então hoje em dia eu tenho tentado tenho tentado não, já consegui me desfazer disso, sabe mas é uma coisa que me impediu muito não só de escrever livros mas também de vir com podcast, eu demorei muitos anos, tipo, quando eu comecei a fazer podcast, assim, com os meus amigos que eu falei, tal, foi tipo 2016 e eu só fui ter podcast em 2020
Então, assim, eu fiquei realmente muitos anos achando que tudo que eu fazia era a pior versão e não sei o quê. E, às vezes, é mesmo, tá? Às vezes, a primeira coisa que você faz é a sua pior versão. Tudo bem. É ruim e tá tudo bem. Só que aí, depois, vai melhorando, né? Então, assim... E nunca vai ser ruim totalmente. É, óbvio. Eu lembro que quando eu publiquei o Pelas Entranhas... Inclusive, comprem, gente. Por mais que eu fique pra falar isso, eu queria queimar ele.
Eu queria, tipo, acabar com a vida dele. Eu ficava... Eu via que as pessoas estavam lendo e eu ficava assim... Dá um desespero.
É, e aí as pessoas vinham e falavam, Atriz, a sua escrita me inspirou, mudou muito a minha vida, suas histórias são muito interessantes. E eu ficava assim. E tipo, eu queria já queimar, realmente achava que eu não via nenhuma qualidade naquilo e as pessoas viam, sabe? Então às vezes é muito da gente, sempre vai ter alguém que vai ser afetado. Então é importante deixar nascer, gente. Exato. Porque senão você vai passar por aqui e vai ter tipo, deixar do quê?
O medo de ter feito alguma coisa que, sabe? Não vai ter deixado nada, é melhor nada ou... Exato. Sabe? E eu sempre acredito muito, assim, são as ferramentas que a gente
tem no momento, sabe? Então... E meu, eu adorei. Sério, eu curti muito. Pelas entranhas, eu li, né? O Letarginho, eu ainda não li. Mas eu gostei muito da tua escrita. Inclusive, eu não falei nada, né? Eu acho que é uma coisa que falta a gente fazer mesmo. Porque é importante falar. E eu lembro que eu gostei, que me comoveu, sabe? Que mexeu comigo. Porque o terror, gente, ele é tudo menos medo. Terror é drama, o terror é emoções, é relação humana. É a beleza, né? É a beleza.
É tanta coisa, assim, que quando te faz sentir isso, eu acho que mexe bastante, assim, sabe? E as ilustrações, eu gostei muito, assim, achei... De verdade, pra mim, mexe... Mexeu bastante com essa parte, então... Que coisa boa. Continua fazendo, continua arrasando. E eu acho que a gente também, as nossas inseguranças, assim, talvez estejam relacionadas ao horror ser uma coisa sempre tratada de forma subversiva, né? Sim.
julga muito dentro disso, as nossas próprias ideias. E acha que por estar escrevendo sobre coisas horríveis, a gente precisa se justificar. Exato. Sabe? Mas não é. Existe muito essa coisa da casualidade da violência, da beleza do efêmero, sabe? Sim. No ciclo das coisas. Até uma coisa que eu acho que também, que eu me permito hoje, é que antes, muitas vezes, eu escrevia as coisas e falava, vai, isso nunca aconteceria. Só que a gente olha, gente, as coisas que acontecem no mundo. Ninguém tem o direito
de falar, entendeu? Que essas brincadeiras que a gente faz. Meu Deus, o roteirista do mundo tá louco hoje. É isso. Hoje em dia, se alguém virar pra mim e falar, mas isso aí é improvável. Eu vou trazer 30 matérias. Olha aqui. Então, acho que tem que, né, desfazer um pouco disso também. Bom, mas vamos indicar outras coisas. Eu vou indicar uma série bem bobinha que eu tô assistindo, que chama I Love LA. Ela é do Prime Video, se não me engano. E conta a história de uns jovens que moram em Nova York. Moram em Nova York?
Eu não lembro agora se é Nova York. Não, é lei, né? Eu tô doida. Não, é porque tem um que mora em Nova York e tá visitando, né? Por isso que eu me confundi. E aí... Mas aí eles estão lá em LA e aí tem essa menina que é a protagonista. E é muito engraçado, ela... Bem no início, assim, da série, ela tá, tipo... É aniversário dela e ela tá meio que... Tendo um dia ali, ela tem um cara que tá junto com ela, um namorado e tal, que mora junto. E eles estão empolgados.
Estão felizes que é aniversário dela. Só que ela quer pedir uma promoção pra chefe. Então ela fica meio que se arrumando. Se sabe, organizando mentalmente. E chega na hora da frente assim da chefe dela. E é um desastre. Inclusive a chefe dela é a... Qual que é mesmo? É a Blair de Gossip Girl. E eu amo essa atriz. Então é muito engraçado. E ela chega na chefe. Enfim, um grande desastre. Isso nunca vai ser como a gente imaginava também.
E aí vem uma amiga dela, que aí eu acho que é essa amiga que vem de outra cidade. E que aí ela vai ser tipo a gente dessa amiga, sabe? Essa amiga meio que uma influenciadora. Só que assim, ela só faz merda. Então é uma série, assim, divertida. Que eu assisti três episódios até agora. Mas que eu me diverti bastante. Eu vou recomendar a saga 28 de zumbis. Que é o 28 dias, sabe? 28 semanas depois, 28 anos depois. O extermínio, né? O extermínio. Isso.
Eu acho que nem tem 28 dias. Tem 28 semanas que começa. Ah, não. É 28 dias o primeiro. Aham, o primeiro é. Eu amo muito e agora saiu o último filme, que é o Templo de Ossos. Sim, o último filme. Eu tô desesperada. Eu assisti esse filme. Eu procurei ele em todo, todo lugar. Procurei em todo lugar que existe. E aí eu acabei vendo ele em, tipo, 480p com legenda em alemão. Porque eu tô com muita vontade de assistir. Ele em inglês. Eu sem entender nada da legenda, porque era o que tinha. E muito bom.
mesmo em 480p. Nossa, eu tô louca pra ver esse primeiro. O do ano passado eu assisti e eu amei. Eu amo essa franquia, é maravilhosa. Você gostou? O Tiago, meu namorado, ele achou que aconteceram as coisas muito rápido nesse filme. Mas eu passo esse pano... No atual? É, no que aparece o tempo. Não, no anterior. Ah, no anterior, tá. No que você viu, sabe? O da mãe. Eu não acho que acontece muitas coisas. Eu não acho que acontece muito rápido, mas acontecem muitas coisas. Porque é um filme que no meio do filme parece que virou um outro, né?
Porque você tá virando uma coisa, uma situação. De repente, quando vai lá pro cientista maluco, né? Enfim, não quero dar spoilers aqui. Mas quando vai pra esse novo momento, eu falo, gente, peraí, que isso, né? Mas eu acho que é um pouco do estilo desse filme mesmo, dessa franquia, né? De ser muitas coisas. Mas eu entendo o raciocínio de que realmente aconteceram muitas coisas. Você achou o cara são? Esse que tinha o Templo de Ossos? Veja ele são. Cara, eu achei ele completo.
Aquelas pessoas que você acha que é completamente doida. Mas que no fim ele deve estar certo. Pra mim eu tenho essa sensação. E eu sei que a história do novo filme é dele. Então eu tô muito... E eu fiquei fascinada. Porque quando chegou nele, quando chegou naquilo. Eu falei, meu, é isso. Eu quero... Eu queria ter uma história dessa. E aí quando eu fiquei sabendo que era sobre isso. Eu achei tão bonito. E ele é muito fiel a ele, esse cara. Que é o louco também, sabe? Sim. E eu amo muito no 28.
o que é, porque é apocalipse zumbi. Mas resta performance, Fih. Sabe? E aí, nem restou performance. Restou, tipo, um templo feito com ossos, que já é uma coisa que entrega uma... Tô viciada em falar aura. Juro. Tá, mas você não falou nenhuma vez. Não, tô me podando. Mas eu quis. Foi pensado. Então, acho que eu tô aqui pra recomendar os 28. Aí o último que saiu. E vale a pena já assistir todos, se vocês nunca assistiram.
não, gente? Porque, ó... É muito bom. O Cília é um Murphy novinho. Sim. Não vou falar nada. É muito fofinho. É muito bom. Nossa, é muito, muito pesado. Maravilhoso. Bom, então é isso, gente. Espero que vocês tenham gostado e até o próximo episódio. Tchau. Espero que vocês tenham gostado.