Episódios de Caso Bizarro

CB #177 - Adotado pelo elevador com Chico Barney

11 de maio de 20261h32min
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No episódio de hoje discutimos sobre o apavorante prospecto de receber mensagens de si mesma, uma vovó fofoqueira do além-vida e uma adoção pelo elevador!

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CASO BIZARRO AO VIVO NO TEATRO 🎭 ✨

Uma noite repleta de bizarrices, do jeito que vocês gostam com Maqui Nóbrega e Camila Fremder, vai ser TUDO!

Dia 14/05 no Teatro SABESP Frei Caneca!

Compre aqui: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/caso-bizarro-ao-vivo-16201 

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Dicas Bizarras:

▪️Jury Duty ▫️ Prime Vídeo (Mabê)

▪️Na Mira do Júri: Retiro Corporativo ▫️ Prime Vídeo (Mabê)

▪️Livro Jack Kirby's History of the Future: 2026 and the Great Disaster (Chico)

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Assuntos6
  • Caso do Elevador e Desaparecimento de CláudioO elevador "adotando" o morador · A "oferenda" do elevador e o desaparecimento · A "Lei Cláudio" e a segurança dos motoboys
  • Evolução técnica de áudioRecebimento de áudios com a própria voz do futuro · O "homem da mochila azul" e o aviso · Inteligência artificial e clonagem de voz · A "pegadinha do Chupim" e armações de RH · A covardia de não encarar o mistério
  • Netflix competição com plataformasEstratégias de marketing e localização de campanhas · O "Índice Chico Barney" como benchmark de aprovação · A era de ouro da Netflix no Brasil
  • Impacto das Redes SociaisO "parar a internet" e a viralização na época · Conteúdo em tempo real e "War Room" · Comportamento específico do brasileiro na internet · A era do Orkut e a publicidade rudimentar · O "Marmita Gate" e o cancelamento no Twitter · O "sorvete da Catarina" e a banalização do cancelamento
  • Pregação de Pedro Paulo MatosComunicação com a avó falecida através da mãe · A avó "caguetando" a neta sobre maconha e gravidez · A "milícia digital" do além e a falta de evolução espiritual
  • UFOs e AlienigenasRelato de avistamento de OVNIs em 1970/80 · A mistura de combustível de av
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Caso Bizarro ao vivo no teatro de novo, sim, eu estou viciada e não me tire. Se você me vê no teatro, não me tire de lá, é onde eu gostaria de estar. E eu vou estar com duas convidadas maravilhosas, que é a Máquia Nóbrega e Camila Frender. E nós três estaremos lá no dia 14 de maio no Teatro Sabesp Frey Caneca, às 8 horas da noite. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Oru e eu espero vocês lá.

Olá, sejam bem-vindos a mais um Caso Bizarro. Hoje eu estou aqui com uma pessoa muito especial, que é o Chico Barney. Oiê! Pô, satisfação. Estou muito feliz, sério, de você estar aqui. Eu já estava falando antes que eu amo o seu trabalho, eu acompanho há muito tempo. Só que eu estava contando que eu trabalhava com a Netflix, né? Eu trabalhei muitos anos na Netflix. Já fui a voz da Netflix durante muitos anos, né? O Twitter da Netflix, o Insta.

durante muito tempo e a gente fazia eu fiz de tudo com a Netflix porque a Netflix foi uma marca muito engraçada de trabalhar, então eu sempre falo assim, que foi um como publicitária, foi o melhor lugar que eu pude estar porque tinha loucura você podia fazer tudo era zero limite e tinha budget, né, que eu acho que era o mais importante E aí

Então a gente conseguiu fazer coisas que eu me orgulho muito, assim. Como, por exemplo, quando... Acho que eu nunca contei aqui, mas quando The Way, que é uma série que as pessoas eram muito obcecadas, e as pessoas falavam muito que era uma série que a Netflix tinha esquecido no churrasco, né? Que é essa expressão brasileira que é muito interessante de dizer que algo foi esquecido no churrasco, né? Que, na verdade, tá se referindo ao meme da Adriana Bombom.

Que esqueceu as filhas no churrasco. Inclusive, ela não esqueceu as filhas no churrasco. Então, é uma fake news. Mas, enfim, acabou viralizando. Foi aquela coisa toda. E aí, quando The Way ia voltar, a gente convenceu a Netflix a fazer um churrasco com Adriano Bombom. E tem esse vídeo.

E eu, assim, pra mim, esse é um do... Quando eu quero explicar o que é Netflix pra mim, eu acho que esse é vídeo. Assim, fizemos inúmeras coisas. O Tom Ellis, de Lucifer, amassando o pão, né? O pão que o diabo amassou, porque ele fazia o papel de Lucifer. O Will Smith, na CCXP, que acho que foi uma das coisas mais legais que já aconteceu. Então, eu vivi muito o início da Netflix no Brasil. E a construção da marca Netflix.

Dessa ousadia e liberdade, né?

Então, virou um negócio que era tipo assim, olha lá, o Chico Barney falou. Eu lembro de uma vez que eu tinha brigado com o Nico, alguma coisa, porque eu era muito... Eu era muito... Eu era doida, assim. Fio desencapado. É, fio desencapado. E eu queria fazer muitas coisas que... Porque eu vivi a época da Netflix que a gente fazia o que a gente queria.

Então, assim, era uma coisa de... Não tinha aprovação de conteúdo. Então, tinha uma ideia de tweet, ia lá e tweetava, sabe? Eu conversava, assim, era uma liberdade muito grande que hoje eu também entendo que não dá pra ter com uma marca tão grande que envolve um milhão de coisas e tudo mais. Também a gente viveu uma época que não tinha polêmica, sabe? A gente não viveu quase nada, assim, naquele início. Então, era muita loucura.

Até que começaram a vir as regras, agora você não podia mais, né, tipo, não, tem uma grade de conteúdos, tem certas coisas que não podia brincar mais, nananã. Mas a gente viveu ali uma época bem da loucura. E essa época de 2015 e tal, né, era muito diferente, né? Muito. Como batia, né, o impacto da bolha, era um pouco mais seguro.

Era um pouco mais seguro e ao mesmo tempo existia um momento de parar a internet, né? Que hoje não existe. Tipo, é muito difícil algo parar a internet, né? Só a Virginia. Só a Virginia, tentando subir os discórdios com as bandeiras. Mas é muito difícil você ter isso. Mas naquela época não, né? Todo mundo queria parar a internet. Queria, ah, isso aqui tem que viralizar, parar o Twitter durante meia hora. Aquela coisa toda, então… Não.

Isso não existe mais. É verdade. Era uma outra internet. Mas eu lembro que, enfim, uma vez eu tava teimando com o Nico e tal. Eu falei, não, isso aqui vai dar legal. Ele, ai, não sei e tal. E era uma coisa pequena. Não era, tipo, uma campanha grande, não. E eu lembro que eu coloquei no ar.

Passou cinco minutos, você comentou que era tipo assim, rá, rá, rá. Eu falei que o Chico Barney riu. O Chico Barney tá rindo. E eu lembro que ele falou, é, não tenho o que falar. E é muito engraçado que a gente criou o índice Chico Barney. Não sei se alguém já te falou isso. Não. Mas a gente criava que era tipo assim, olha lá, o Chico Barney riu. Bateu lá o benchmark. Bateu o benchmark. E aí eu achei, achava muito legal e eu queria muito te contar isso. Porra, fico lisonjeado de saber.

Era muito legal. Quando você interagia, a gente falava pronto. Esse da Bombom, eu lembro que eu dei cambalhota quando eu vi. Foi muito engraçado. Você curtiu. Nossa, esse foi um que eu briguei muito pra fazer, assim. Foi muito engraçado. Eu gostei muito pra fazer esse vídeo. E essa coisa de... Hoje em dia chama de localizar, né? De trazer pra cá e tal. É, localizar, sim. Que é muito legal, cara. E a Netflix conseguiu construir uma marca em torno disso, assim, né? Até hoje faz muita coisa legal nesse sentido. Sim. Acho muito divertido.

É, eu acho que essa coisa, e isso até é legal falar do localizar, que era basicamente assim, você tem campanhas no Brasil todo. Por exemplo, eu lembro que eu peguei uma campanha da Netflix, que era coisa da traição de você...

Não, era da traição ou era do spoiler? Eu não lembro. Não, era da traição, que a gente fez um vídeo com o João Kleber. Isso foi, deve ser 2016, 2017, faz muitos anos. E eu lembro que era uma campanha que, pra lá fora, não era uma questão, assim, sabe? A traição. Tipo, a galera não... Isso não era tão importante. Pra gente era, tipo assim, a sangue, não. Você tá namorando comigo, você vai assistir uma série na minha frente, você vai assistir um outro episódio, meu, a gente vai brigar.

E aí a gente fez o vídeo com o João Kleber, porque era uma pegada de realmente um casal, um teste de fidelidade, exatamente, porque o casal, acho que a menina ou o menino via uma série, via uns episódios antes, e aí tinha toda uma briga. Foi muito legal fazer esse vídeo. E é o tipo de coisa que às vezes a gente vinha localizar essa campanha no Brasil, só que a maneira como ela era desenhada nos Estados Unidos não fazia sentido nenhum.

E pra mim, uma das coisas mais legais Era explicar pros gringos Porque imagina, eu tive que explicar pros gringos Gente, The Way é uma série que ela é A arte dela Toda é uma coisa muito artística, é muito bonita É uma série que Ela era, tipo assim Ela foi muito, entrou muito pro nicho Dos designers, porque era uma série muito bonita

De repente a gente fala, a gente vai fazer um churrascão aqui, vamos tocar samba. E eles ficavam assim, gente, mas o que é isso? Aí eu, não, vem cá comigo. Vai fazer sentido, existe essa expressão, existe não sei o que. É o que as pessoas mais falam quando se refere a sério. Então, pra mim, o mais legal era trazer pros gringos e explicar o que era o Brasil pros gringos.

E ter essa autorreferência leve, né? De compromissada. Exatamente. De brincar com essa opinião de que a Netflix tinha esquecido a série. Exatamente, que é uma crítica também, né? Muito legal. Então, amava fazer isso. Muito foda. Enfim, então eu queria contar que a gente usou muito o índice Chico Barney de gostar de outras coisas. E aí eu falava, tá vendo? Tá vendo?

Bateu, bateu. Bateu, ele é, não, verdade, não sei o quê. Teve que... Tinha umas coisas que a gente... Porque é muito louco isso também, né? Às vezes a gente tem plena ideia de que uma coisa vai vingar, e a gente soltava, e tipo, ninguém se importava. E às vezes posta uma coisa boba, aquilo viraliza, a internet é muito... É muito... Essa grande loucura, né? Exatamente.

Eu amo, eu dei muito curso de cultura digital. Eu falo, tipo, a gente pegou a internet numa época muito maluca. Eu lembro quando eu dei uma palestra, um workshop, que era de conteúdo real time.

Hoje falar sobre isso não faz sentido nenhum, porque tudo é em tempo real. Mas não existia isso, né? O tempo real daquela época, assim. Isso já é 2014, que foi quando a Copa, teve vários acontecimentos que a gente produziu conteúdo em tempo real e aí criou esse real-time content. E aí falava sobre isso, que tipo, não, porque isso é muito legal. E aí você tem umas...

War Room, que eles chamam, né? Que são as salas pra você acompanhar uma, sei lá, um Oscar e aí comentar sobre, que enfim, isso hoje é uma coisa super normal, mas que era muito engraçado explicar isso naquela época e viver isso, né? Porque eu acho que o Brasil, ele tem um jeito e tem tudo a ver com o que você produz, assim, que é tipo, não se explica o brasileiro. E eu acho que a maneira como o brasileiro lida com a internet, ela é muito específica também.

Ela é muito específica É um comportamento um pouco mais obsessivo Em relação a tudo É mais emocional, é mais sanguinolento É mais O tempo de uso É mais absurdo Eu sou também de uma primeira geração Porque eu era publicitário

de agência digital, assim, e sou dessa primeira leva também, de abrir contas de Instagram e de Facebook, de hoje marcas gigantescas. E eu que fui lá, como era o meu e-mail, era o meu celular.

Tudo era tão não profissional, né? Tinha de mentar. Tipo assim, era ridículo. A gente foi inventando essas regras de mercado, assim. Exato. Que depois foram sendo muito mais sofisticadas do que a minha cabeça, pelo menos, era capaz de chegar na época. Mas era, sei lá, eu tenho...

Algumas marcas gigantes que... Não era nem celular, né? Era no hospital. Exato, era no computador. Era isso. É pré-algoritmo. É pré-algoritmo. Fora, eu vim pra São Paulo...

Trabalhar em agência digital e de rede social, porra, e tal. Orkut, porra. Nossa, Ney, então foi... 2008. Nossa, nem achei que tinha rolado publicidade no Orkut, mas rolou, né? Tinha umas tentativas, né? Era tudo muito, muito rudimentar.

Mas tinha, era interessante. Eu fui ameaçada de morte por um fake do Elvis Presley no Orkut. É uma das coisas que eu gosto de levar, eu gosto de me gabar com essa história. Porque eu era mediadora do segundo maior grupo de Lost no Brasil. Espetacular.

O segundo. O segundo. Não era o primeiro. Não era o primeiro. Mas existia uma competição real, né? Claro. Claro, porque afinal de contas... E eu lembro que eu estava na faculdade na época e a gente tinha essa... Então a gente tinha... Por exemplo, a gente se preocupava em assistir o episódio que também era feito de uma forma totalmente fora da legalidade. Porque a gente não tinha acesso rápido, né? Não era que nem hoje muitas séries vêm junto ao mesmo tempo pro Brasil.

Então a gente tinha que ir na ilegalidade e a gente tinha que produzir, então, threads mais rápidos que a comunidade Lodge Brasil. Então era uma competição, uma animosidade que era muito especial e eu era muito passional.

E uma disputa de narrativa, né? Disputa de narrativa. Então, assim, eu lembro de intermediar brigas e ter brigas homéricas. Eu sou apaixonado por essas coisas. Eu acho sensacional. Eu olho e falo assim, é o tipo de coisa que eu só poderia fazer morando numa cidade de dois mil habitantes, fazendo faculdade, tendo uma vida que eu... Muito tempo livre, né? Com tempo livre demais, assim. Então...

Porque o tempo livre é uma baixa demanda na própria vida. Porque assim, só isso justifica a paixão que a gente coloca nas coisas. É maravilhoso, cara. Eu passei muitos anos também internado num fórum de gibi. Todo o resto que eu faço, assim, eu gosto. Mas o que eu gosto mesmo é de gibi. Tá.

E eu ficava o dia inteiro na porra do fórum, lendo, debatendo. Eu lia mais o fórum do que o Gibi. Nossa senhora. É um negócio impressionante. É, eu sempre fui viciado em fórum na internet, depois no Twitter, falecido. Hoje eu tô mais no Blue Sky, mas meio que perdeu, assim, pra mim. Acho que não é a mesma vibe. O próprio Twitter, né, perdeu um pouco, eu acho. Cara, eu...

Eu entendo todo mundo que odeia o Twitter, mas eu acho que eu consegui ali um uso meio específico, que não fura a bolha e que não... Eu bloqueio rápido quem vem, enche o saco e tal. Que pra mim não é tão ofensivo quanto a experiência de outras pessoas. Se eu entro na aba For You lá, aí sim. Aí é tipo plantão 90.

Morte Eterna. Mas o meu cantinho ali que eu uso é um safe place ali. Mas acho também que o tipo de conteúdo que você muitas vezes consome e fala sobre tem que ter um lugar como o Twitter, né? Tem que ter um lugar mais ali de você jogar as informações. E eu usei bastante o Blue Sky quando foi bloqueado o Twitter, né? Uhum. Faz uns dois anos atrás. Foi em 2024, foi quando eu larguei do Twitter.

muita gente nunca mais voltou e aí é muito engraçado ver o quanto que é diferente o quanto que o Blue Sky virou o Twitter das antigas que é legal, mas que ao mesmo tempo as vezes eu entro lá e tá todo mundo

Meio igual, que deve ser a mesma sensação que as pessoas têm depois de me ver, depois de um tempo, tá ligado? Mas eu fico assim, porra, que saco. É. Sempre a mesma coisa. É. Todo mundo meio, todo mundo meio turma do fundão no Blue Sky, sabe? Meio que eu sou melhor que os outros e tal e tal. É, isso é uma preguiça também. E o Twitter é meio que uma balbúrdia, assim, que tu não conhece ninguém mais, é tudo esquisito. Mas é o assunto, o assunto do momento ali.

Eu que vejo TV e reajo a TV ali na hora, assim, né? Pô, minha timeline é basicamente os doidinhos que gostam de novela e os doidinhos que gostam de BBB. É isso. É os doidinhos, os doidinhos juntos. E uma das coisas que eu mais gosto é, quando eu olhar o seu conteúdo, são as pessoas que não entendem.

São as pessoas que, tipo... Que é muito engraçado, assim, quando eu falo assim, não, não é possível que ele tá falando que fulano vai ganhar o BBB. Sabe? Tipo assim, eu acho tão legal, eu acho tão engraçado. Porque eu sinto que era um pouco isso que eu fazia, né? Quando, tipo, no Orkut, eu gostava muito de causar, eu gostava muito de ficar... Tipo assim, sei lá, quando alguém tava falando muito de uma...

Eu gosto do caos, eu sempre gostei do caos na internet. E aí, quando alguém tava falando muito de uma teoria, de loja, eu gostava de, tipo, falar que não, que não era aquilo. Um contraponto. Só que um contraponto totalmente lúdico, entendeu? Só que as pessoas ficavam muito irritadas. É. E elas ficavam com ódio. Como eu era moderadora também, dava a impressão de que eu tinha um pouco mais de autoridade que, obviamente, a autoridade de uma moderadora de Orkut.

A máfia dos verificados. A máfia dos verificados, exatamente. Só que eu não era. Eu era uma moderadora que era uma fulana doida, a doidinha do bairro que ia zoar. Que é uma nóia de sempre, né? Se o cara tem o selo, se o cara é moderador, se o cara é isso, aquilo. É a máfia digital, os caras estão tentando nos manipular e não sei o quê. Exato. Eu acho muito engraçado, cara. Toda essa dinâmica é maravilhosa.

Bom, e eu preciso falar também do Globo, que eu acho que é um dos grandes momentos da internet. A primeira vez que eu assisti, eu sou apaixonada pela Alenite até hoje. Ela é maravilhosa. Ela é muito engraçada, ela tem um timing perfeito. Ela é maravilhosa. E aquele momento do Globo, gente, se alguém nunca viu isso, acho que vale pesquisar o vídeo do Globo. Eu não sei onde que tem, mas sei que tem em algum lugar, porque de vez em quando eu pesquiso pra assistir.

Não, e é muito bizarro porque fez cinco anos. Fez cinco anos, nossa. Foi em 2021. Achava que tinha sido antes da pandemia. Não, foi no... A brincadeira toda é que ela ia entrar no BBB, que era o BBB da Juliette, e aí ela reclama que a Carla Dias roubou o papel de Suzane Richthofen dela. São 20 minutos, cara, os 20 minutos são muito engraçados. E essa parte da Globe,

Não tem uma semana que não me marquem num perfil que tá viralizando por causa desse meme. E não tem uma semana que não me reconheçam ou que venham puxar assunto comigo. Nos lugares mais inesperados, assim. Eu tava no final do ano no Rio de Janeiro. Em Ipanema, tomando uma cerveja, eu, minha mulher, meus amigos e tal. Aí passa um vendedor de brownie e pergunta... Ei!

Eu falei, ah, de repente o cara, sei lá, me viu em algum lugar na TV. Tu não é aquele maluco da Globo? Posso tirar uma foto?

Você já achou na sua vida que alguém essa frase seria falada? Você não é o maluco da Globe? É o maluco, mas eu sou principalmente o careca da Globe. O careca da Globe. Esse é o principal... O principal codinômio. Não, é muito especial, cara. É isso. Não, eu adoro, cara. Eu acho muito engraçado. E acho muito engraçado a proporção que aquilo teve naquela época. Porque, cara...

Foi muito doentio, cara. Foi muito. Foi um negócio assim. Tava todo mundo desesperado já há um ano em casa, né? Sim. Era um negócio muito enlouquecedor. Mas daí eu lembro que no dia seguinte, ou dois dias depois, sei lá.

o Globo Esporte termina como Globo Esporte e os caras vão tá o Casa Grande e o Felipe Andreoli agora nossa emissora nova aqui é um surto cara, foi um efeito dominó muito maluco foi um surto, eu lembro que eu tava, era isso, a gente tava com muito carinho eu só ri, a loucura toda é da Alane que porra eu só ri, a loucura toda é da Alane

É que você, né, entrevistando Com uma seriedade Com tudo muito engraçado Até os me, daí sempre me perguntam Ela é maluca mesmo? Gente, ela é completamente maluca Eu sempre falo Ao que tudo indica, assim Do pouco que conheço, me parece Do pouco que conheço Ela veio aqui já no Caso Bizarro Ela é maravilhosa, eu acho ela muito engraçada Ela ganhou um programa no Multishow, porra

Nossa, sim! Cara, sim! E eu acho que é isso, as proporções que as coisas tomam na internet, elas são muito bizarras. E eu lembro que nessa época...

Eu tava muito mal, né? De pandemia, aquela coisa toda. O governo, só notícia bosta e tal. E eu lembro que eu me alimentei muito do Globo. E era pouca coisa, né? Porque era 20 minutos. E a gente ficou com aquela sensação, sabe? Quando você fala que você assistia Cavaleiros do Fogo. E aí, tipo, era muito legal. Quando você vai ver eram oito episódios.

Tipo, a sensação é que eram muitos, assim. Então, realmente, eu amei o Globo. O momento do Globo foi o momento do meu ano, assim, com certeza. Tem sido da minha década. É muito bom, cara. Vai estar no seu Wikipedia, você acha? Eu adoro, eu adoro. O fundador da Globo, né? Talvez. Eu só presenciei. Presenciou aí um momento. Eu sou testemunha da fundação da Globo.

Bom, vamos pros casos bizarros? Vamos. Vou começar aqui então, o primeiro, adotado pelo elevador.

Oi, Mabel. Oi, Chico. Eu nunca achei que fosse mandar uma história pra esse podcast, mas depois que aconteceu com o meu vizinho, eu não consigo mais ignorar. Eu moro num prédio antigo, daqueles com o elevador pequeno, espalhado e meio desconfiado. Sabe quando você entra e lhe dá uma respirada antes de subir? Então. O meu vizinho, o Claudio, sempre foi um cara normal. Meio calado, quietão, trabalhava de casa, camiseta de time, nada de muito interessante.

Até três meses atrás. Tudo começou quando o elevador começou a escolher ele. No começo, o elevador sempre parava no andar dele, mesmo sem ninguém chamar. Às vezes, abria a porta e não tinha ninguém. Só o espelho meio manchado e uma luz piscando. E aí, ele ficou mais específico.

O Claudio me contou que um dia ele entrou no elevador pra descer no térreo e o botão já tava aceso. Ele jurou que não apertou. Até aí, ok, normal. Alguém poderia ter apertado antes. Coincidências. Coincidências. Só que quando chegou no térreo, o elevador não abriu. Ficou parado, em silêncio. E aí começou a subir sozinho.

Ele tentou apertar todos os botões e nada. O elevador só foi subindo devagar, parando em todos os andares e abrindo a porta. Como se estivesse mostrando para o Claudio o prédio. Detalhe, não tinha ninguém nos corredores.

Depois desse dia, o Claudio mudou. Primeiro, ele passou a evitar as escadas. Só usava o elevador. Sempre. Depois, começou a conversar com o elevador. Eu mesma ouvi. Um dia, eu estava esperando o elevador no meu andar e ouvi o Claudio lá dentro falando Não, não posso descer agora. Depois a gente vê isso. A porta abriu. Ele me olhou meio sem graça e falou Ele às vezes insiste. Eu não perguntei nada. A coisa foi escalando.

Ele começou a pegar elevador mesmo quando ia subir um andar só. Às vezes ficava lá dentro por vários minutos. E eu juro, uma vez ele entrou no elevador com uma sacola de mercado e quando saiu, ela não estava mais lá. Quando eu perguntei, ele disse, ah, deixei pra ele, pra ele. E o pior, uma semana atrás, o Cláudio sumiu. O apartamento dele tá vazio, a porta tá destrancada, tudo lá dentro, menos ele.

A síntica diz que não viu ele sair pelas câmeras. Mas tem uma coisa. Na câmera do elevador aparece ele entrando. Só que ele não sai. O vídeo mostra o elevador subindo, descendo e parando em vários andares, abrindo e fechando, e o Claudio lá dentro parado, olhando para o espelho. E no último registro, antes da gravação cortar, ele levanta a mão como se estivesse apertando um botão que não existe. Desde então, o elevador tem demorado mais para chegar.

E é isso, a conclusão final que eu tiro é não acreditem na simpatia do elevador. Gente, como assim? Cadê o Claudio? Que história é essa, gente? Tipo, você já teve alguma experiência bizarra em elevador? Não tão assim. Nada tão grave assim. Nada tão grave. Mas, aparentemente, o elevador comeu o Claudio, né? Não tem outra explicação, né? É tudo que leva a crer. É, aparentemente foi de...

Cara, primeiro foi apresentando pra ele o prédio, então foi meio que mostrando, ó, esse aqui é o primeiro andar. Depois eles foram conversando, aí o Claudio passou a levar oferendas pro elevador, né? Que é uma sacola, sei lá, do Oxo. Que por si só já é um pouco problemático. Por si só já é bem problemático. Porque também me pergunto o que seria a oferenda do elevador, né? É, o que ele comprava, sei lá. O que será? Tipo, era um parafuso? Era um produto de limpeza? Tipo, o que que é o...

A oferenda do elevador, né? Uma revista veja. Uma revista veja. Dificilmente acho uma revista. Um delivery, né? Talvez um delivery. Talvez um delivery. E aí até chegar ao ponto que o elevador comeu o Cláudio.

Porque tem gente que usa o elevador só pra subir o delivery. O cara não desce. Sim. O porteiro vai lá, deixa no negócio. E coloca o delivery. Tem uns prédios que tem até um banquinho. É verdade. Pra não ficar no chão. É verdade. O Claudio poderia ter sido poupado se fosse a questão da fome.

Se fosse a questão do delivery, né? Ele poderia ter passado... Se a questão do elevador fosse fome. Tá. Porque eu tô entendendo que ele foi comido. Foi comido. Mas daí talvez tenha sido uma experiência não alimentícia, mas sexual. Mais intensa do elevador. É. Talvez espiritual também, né? Por que não? É. Porque... Mais elevador com espírito.

Ah, não, porque comer é sexualmente tranquilo. Agora, o espírito... Se era só carnal. Se era só carnal. Mas realmente levantou um ponto importante, porque aparentemente não tem nenhum tipo de banco, né? Não tem nada assim pra levar o delivery. Então, talvez...

Realmente, depois de apresentar a casa, o caminho pro elevador era comer o Claudio. O que eu acho que a grande preocupação da galera tem que ser agora é o seguinte. O elevador tá satisfeito com o Claudio? Ou ele, de repente, vai partir pra outros condomínios? Né? Tipo, vai comer a síndica? Vai comer a pessoa que tu mandou a mensagem? Que mandou a mensagem.

Vai comer o curioso? Vai comer o curioso. O porteiro, por exemplo, se houver porteiro, será que ele também vai ser comido? É um dos bons motivos pra motoboy não aceitar entregar o delivery na porta da casa de vagabundo nenhum. Exatamente. Porque vai que o elevador tá com fome. Ou amaldiçoado. Esse episódio como base. Porque é uma coisa que no Rio... Lei Cláudio.

Acho que a gente pode estabelecer Ninguém mais sobe Ninguém mais sobe com nenhuma sacola Acho que é ok você cancelar qualquer tipo de sacola Tipo pedir um delivery Sobe de escada A lei Cláudio não proíbe Eu tenho muita preguiça De elevador e eu graças a Deus Eu moro num andar baixo Um prédio pequeno no andar baixo Então eu só uso o elevador realmente em última instância

Mas por medo? Não, é mais fácil subir a escada, é um lance de escada só. Tá. Eu gosto da liberdade de subir e descer uma escada. A hora que você quiser, né? O elevador você tá meio ali à merced dele, né? Exato, tem que esperar chegar. Quando é muita coisa...

Aí tudo bem, né? Sim. Às vezes você chega num... Aqui, você subiu ao terceiro andar. Aqui você veio de... Elevador. De elevador. Isso mais na minha casa. Ah, tá. Isso mais na minha casa. Eu... O elevador dos outros eu respeito. Tá. Mas já vi que não deveria. O rancho que você tava falando era o quê?

Não, tipo, se você chega cheio de coisa em casa, assim, com as compras do mês, né, ou comprou alguma coisa, aí você tem que usar o levador. Tem que usar o levador. É difícil não usar, né? Mas você acha que a lei do Claudio vai mudar a tua forma de encarar agora, a partir de agora? Eu acho que muda principalmente pros motoboys, né? Acho que é uma questão importante, porque não é mais só a folga e a segurança do...

Da casa e do prédio. Sim. Mas também do motoboy em relação à... A própria vida. A maldição. A própria maldição. A maldição ou ao erotismo, eu não sei. É, fica no ar. Eu acho que faltou da pessoa, acho que ela não falou o nome.

Faltou da pessoa só um fim, né? Tipo, o que deu do Claudio? O Claudio foi encontrado. Não foi. Você acha que... Evaneceu, evaneceu. Evaneceu. Foi pro subsolo. Às vezes ele virou o...

Às vezes precisa de uma pessoa pra passar pela situação Pra que a gente aprenda Que sirva de alerta Talvez o Cláudio tenha sido O Cláudio foi de alerta O Cláudio foi de alerta

O Cláudio foi de lição pra sociedade. Foi de lição pra sociedade. E acho que só cabe agora a sociedade criar os meios pra evitar que outros Cláudios se vão de alerta. Exatamente. Sejamos menos Cláudio. Sejamos menos Cláudio. Tá bom. Pode ir pro teu caso aí. Alto áudio do futuro.

Oi Chico, oi Mabe, eu trabalho com atendimento ao cliente, então passo o dia inteiro ouvindo áudio de gente desconhecida. Reclamação, pedido, desabafo normal. Mas teve um áudio que eu nunca deveria ter dado play. Tudo começou numa terça-feira à tarde. Eu lembro exatamente, pois estava comendo um salgado meio murcho e pensando em pedir demissão.

Chegou uma mensagem de um número desconhecido. Sem nome, sem foto. Só um áudio com duração de 2 minutos e 18 segundos. Até aí tudo bem. Pelo amor de Deus. Até aí tudo bem. Está tânico. Eu demoro semanas até ouvir um áudio de 2 minutos e 18 segundos.

Eu dei play e era minha voz. Não parecida, não quase. Era minha voz exata. Com aquele leve chiado que meu microfone sempre dá. Com a minha mania de puxar o... É... Antes de falar. E no áudio eu dizia. Abre aspas. Oi. Eu sei que vai parecer estranho. Mas por favor, não desce hoje.

Na hora achei que era alguma brincadeira, tipo alguém me imitando, sei lá. E aí veio a parte que me travou. Abrindo aspas novamente. Você tá comendo um salgado ruim e agora pensando em pedir demissão. Não pede ainda e não desce às 15 horas, fecha aspas. Eu pausei, pois eram 14h39 e eu estava realmente comendo um salgado ruim.

E continuei. Se você descer às 15 horas, você vai encontrar o homem da mochila azul. E você vai achar que é coincidência, mas não é. Não fala com ele. Eu ri. Nervosa, mas ri. Porque parecia roteiro de série ruim. E o áudio continuava. Eu sei que você vai querer testar. Você sempre testa, mas dessa vez não faça isso. Eu fiquei parada, claro.

Até 15, 15 e 10, 15 e 20, nada aconteceu. Finalmente minha paciência se esgotou, claramente era alguém me zoando. Bom, resolvi descer. Por que, né? Curiosidade é mais forte que bom senso. Desci e ao chegar à portaria em meio a algumas pessoas pude ver um homem de mochila. Claro, como o áudio tinha avisado, era uma mochila azul.

Ele se virou e olhou em minha direção. Quando nossos olhos se encontraram, ele disse, você demorou. Nessa hora, meu corpo inteiro gelou, mas por sorte, não congelou. Eu saí correndo de voltar para o meu trabalho. Chegando à minha mesa, vi meu celular que tinha mais áudio. Dei o play e abrindo aspas, você desceu.

Aí comecei a me tremer igual vara verde e pausei o áudio. Olhei ao redor. O pessoal da firma estava tranquilo, cada um com seus afazeres. Não acho que era um deles. Mas, bem, vai saber. Dei o play para acabar logo com isso e a voz disse. Os áudios ficaram mais frequentes. Não tem problema ouvir. Ruim é se você responder. Bom, meu pavor já tinha atingido o ápice.

Eu estava até tonta com o que estava rolando e finalmente tomei a decisão que devia ter tomado desde o começo. Bloqueei o contato. Não consegui mais trabalhar naquele dia, obviamente. Esperei dar a minha hora e assim que o pessoal começou a ir embora, me embrenhei no meio deles e parti. O homem da mochila azul não estava mais lá, graças a Deus.

Nem nos dias seguintes. Nunca mais o vi. Passei a receber de vez em quando alguns áudios de números desconhecidos, mas nunca os ouvi. Só bloqueio o contato e deleto a conversa. Será bom? Ruim? Não sei. Nem quero descobrir. E fica a dica. Se vocês receberam um áudio de vocês mesmos, talvez seja melhor só apagar. Gostei. Gente, só lições, né? Hoje a gente tá recebendo só lições. Mas eu tô meio apavorada.

Porque o que me pegou foi o áudio falar Você está pensando em se demitir? Como que... Se bem que se for um emprego merda, também é meio fácil você prever isso, né? E se é ele mesmo mandando para ele mesmo A única conclusão que eu consigo chegar, na verdade, são duas

Ou era ele do futuro mandando uma mensagem pro passado, que acho que é a teoria mais normal. Ou era uma pegadinha do Chupim. Lembra aquela da Bete? Alô, aqui é a Bete, aqui também é a Bete? Aqui também é a Bete. Tá. É, porque... Mas o que é esse Chupim? Eu não sabia. É quem fez essa pegadinha. Ah, tá. Era um programa de rádio que fazia essas pegadinhas. Era o do clone.

Eu também acho que é uma coisa que, tipo assim, uma pegadinha talvez de alguém que trabalha no lugar. E que aí combinou com o cara da mochila azul. Porque o cara da mochila azul também falou, né? Tipo, agora você chegou, não sei o quê. Tipo, teve que ter mais pessoas envolvidas nessa pegadinha, né? Não é uma coisa tão simples. É. Talvez o cara da mochila azul estivesse de olho no emprego desse cara que ele tava pra desistir.

Nesse emprego ruim. Ou então era uma armação do RH, entendendo que ele estava prestes a pedir demissão. E aí não podendo oferecer nenhum tipo de benefício. Falou, não, eu vou assustar ele. Se eu fosse do RH, eu faria isso. Eu só faria isso para as pessoas pedirem demissão. E tem também o... Hoje em dia o pessoal está testando muito o áudio em inteligência artificial também. Ah, sim. Hoje em dia dá para...

É verdade, porque tinha isso Daqui a um tempo A senhora, por exemplo, vai poder fazer o podcast Do jeito que a senhora quiser É, não vou nem precisar vir aqui Só digita lá e fala O Chico que foi Pensa aí o que é o Chico Eu vou gravar, eu vou treinar a minha voz Pra ser assim Pra nem precisar aparecer Cada vez menos

É um novo mercado, né? É uma nova possibilidade. O que mais me faz pensar que é uma piada da galera, porque, pelo visto, como eu falei, esse trabalho é um trabalho meio merda que a pessoa falou.

E eu já tive muitos trabalhos merdas, que eu tinha muito... Quando você tá fazendo um trabalho merda, e você é uma pessoa procrastinadora, você se esforça muito pra fazer qualquer outra coisa que não seja o trabalho merda que você tem pra fazer.

E eu acho que isso tem um pouco a ver com esse momento, assim, que ela falou que, ah, eu olhei em volta, mas todo mundo parecia meio concentrado. Que é o que você faria, se você tivesse inventado uma história dessa, você também ia fingir que tava concentrado. Com certeza. Eu ia ser o cara mais compenetrado do mundo.

Eu já, inclusive, quando eu trabalhei nessa agência, a área da Netflix, a gente era mais ou menos em umas 20 pessoas, talvez. E a gente ficava numa salinha separada.

E, tipo assim, era só gente maluca, né? Trabalhando junto e tal. Então, eu não sei se você lembra uma vez que viralizou um aplicativo. Sabe aqueles aplicativos que viralizam, tipo assim, um dia. Daí fala, a partir de agora ele vai ser utilizado. E aí passa quatro dias, ninguém mais ouve falar. Que nem teve o Secret, né? Que era pra você falar anonimamente e tal. Mas era aquele Clubhouse, Club...

Clubhouse, o grande Clubhouse. Eu conheci o Fabão no Clubhouse. Olha aí. Viramos melhores amigos. No Clubhouse. No Clubhouse. Que durante duas semanas foi o futuro da comunicação. Foi o futuro da... Mas eu acho que o Clubhouse até durou bastante tempo. Porque ele chegou a durar mais de um mês. É, então. Mas foi isso, né? Mas foi isso. Era o futuro da comunicação. E aí, o... É um aplicativo que ele era uma espécie de walk-talk.

Eu não sei se você lembra desse aplicativo. Eu acho que foi, tipo, 2019, 2020, sei lá, antes da pandemia. E eu lembro que foi um dia que viralizou o tal, daí no Twitter tava todo mundo falando sobre, daí eu baixei esse aplicativo, e aí eu peguei o meu celular, e eu peguei uma fita, e coloquei meu celular atrás do vaso sanitário com uma fita.

E coloquei nesse aplicativo. Porque esse aplicativo funcionava da seguinte forma. Por exemplo, eu baixei. Você tem esse aplicativo? Eu também tenho. Então, como ele era o walkie talkie, se você deixasse ele ligado. Tipo assim, não tinha... Qualquer momento que eu apertasse aqui pra falar, você ia ouvir.

Então, ele é um pouco diferente. Ele não é, tipo... Tem o WhatsApp, que, por exemplo, você tem que apertar o botão pra ouvir, pra você ouvir. Não. Se você deixasse ali um negócio ligado e eu falasse, você já ouvia automaticamente. E estando em outro lugar. Então, o que eu fiz? Eu baixei o aplicativo, eu deixei ele on. E aí, eu prendi ele atrás do vaso sanitário. E aí, quando um amigo nosso foi fazer x, sei lá, enfim, foi fazer as necessidades dele, eu peguei um outro celular de uma outra pessoa e comecei a, tipo, sussurrar.

Perfeito. Sabe? Falando com ele, tipo, o nome dele é o Mario Lemes. Eu, Mario Lemes, olha pra trás. Você fala várias coisas e, obviamente, ele começou a berrar dentro do banheiro. Porque ele achou que ele tinha ficado maluco. Porque não tinha nada. Ele olhava pra todo lado, assim. E aí tinha uma voz falando com ele que ele não sabia da onde. Infelizmente, teu banheiro ficou completamente mijado.

o veiro da agência, né, pode ter sofrido aí um pouco. Até o teto pingando de susto. Porque ele ficou apavorado, assim. Então esse era o tipo de coisa que acontecia bastante na agência. Teve uma vez que eu faltei também, que eu tava com uma cólica terrível. Então eu fiz home office, eu fiquei de casa. Antes do... Hoje em dia o home office já é uma coisa mais forte, mas era 2018. E aí...

A gente tinha acabado de bater, né? A Netflix tinha acabado de bater 10 milhões, eu acho, de seguidores no Instagram. E a gente tava muito feliz, tal. E daí o cliente mandou no grupo assim, ah, a gente mandou uma surpresa aí pra vocês. E eu fiquei muito curiosa, né? Eu tava ali no grupo, mas eu tava dentro de casa. Eu fiquei perguntando o que era. E aí, eles... Todo mundo combinou na hora, parou tudo. E eles fingiram que a Pabllo Vittar tinha ido na agência cumprimentar eles.

Como se o cliente tivesse mandado a Pabllo Vittar como meet and greet. E aí eles gravaram uns vídeos que, tipo, tava todo mundo junto, assim. E parecia realmente que eles estavam esperando pra abraçar alguém. Tipo, aqui é o Pabllo, não sei o quê. E eu comecei a ficar histérica da minha casa, porque era o meu sonho. Acho que foi 2017, assim. Porque a Pabllo ainda não tinha... Quer dizer, já tinha estourado horrores, mas...

Não era tão famosa como é hoje, assim. E aí eu lembro que eu tava muito obcecada. E eu fiquei em casa assim. Não, eu tô só indo pra casa. Aí minha amiga, olha, você não tá com cólica? Eu falei, não, foda-se, eu vou pra aí. E aí eu realmente cheguei a sair de casa. Até que a menina ficou com pena e falou. Mas bem, é mentira. Eles mandaram uma pizza.

Era isso a grande surpresa. E aí eles me fizeram acreditar que a Pabllo tava lá. Espetacular. Então, era o tipo de coisa que a gente fazia dentro da agência ali, sabe? Era um clima, era extremamente bizarro, assim. Que a gente não tinha nenhum respeito mais pelo ser humano. Então, só me leva a crer que esse áudio, usando a voz da pessoa, é isso. É alguém ali do trabalho que falou, vamos lá e vamos fazer isso.

É, tomara que seja, né? Ou ela do passado, né? Do futuro. O cara já teve um cara... Talvez seja o Cláudio. Talvez seja o Cláudio, exato. Talvez ele tenha entrado num Vortex.

espaço temporal. É, porque tem isso também, né? Que o elevador, ele te leva no sete além, né? Já viu Bill e Ted? Sim. É isso. O elevador da morte. E já tem essa discussão do sete além, que é real, que se você quiser ir pro sete além, tem que ser pelo elevador, né? Ah, é? É, isso já é aprovado, já comprovado cientificamente. Tipo, o sete além, você tá dentro do elevador, daí você sai e...

Óbvio que outras pessoas atingem o set além de outras maneiras, mas o mais provável, né? É via elevador. Então, acho que de novo a gente volta. Porque é isso também, a pessoa não especificou se ela desceu pelo elevador pra poder encontrar o cara da mochila. É verdade, o cara da mochila azul chegou lá como?

Exatamente, acho que faltou talvez essa informação pra gente conseguir trazer mais, porque eu gosto de trabalhar com fatos, né? É o mais importante, eu acho, sempre. O cachismo é muito fácil. E eu também, assim, eu não gosto muito de criticar os outros. Uhum, claro. Mas eu achei essa pessoa aqui, a nossa interlocutora, a narradora, uma covarde. Uma covarde. É, uma frouxa. Uma frouxa, porque...

Porque ela tá ali, contemplando o mistério. Que pode ser talvez um grande enigma da vida. Sim. E aí ela, em vez de encarar o desafio, ela bloqueia o contato. Ah, entendi. Entendi o teu ponto agora.

Por que você faria isso? Por que não? Que mal um áudio que parece ser seu. Sim. E se você tiver mais coisas pra dizer? E assim, tá devendo o quê? Pra ter medo de ouvir a própria voz. Sim.

Além de se enxergar, a gente precisa se ouvir também. Sim. E às vezes quem vai falar com a gente é a pessoa do futuro, né? É o nosso eu do futuro. Não seria melhor? Viu de volta pro futuro 2? Sim. Ela podia receber... Hoje em dia tá na moda aí o Tigrinho, o Betty. Sim. Quanto que vai ser o Framengo e Parra Meira? Ouve lá, já vai... Vai contando. Entendeu? Ela podia pelo menos fechar um negócio de Betty.

Podia, né? Ia ganhar uma grana também. Em cima de troço. É, eu acho que virou covarde. Acho que dá pra gente cravar que é covarde. É, eu não sei qual foi o mistério que aconteceu, mas até onde eu consigo ver, uma pessoa frouxa, covarde, medrosa, que não estava à altura... Dos áudios que estava recebendo. Exatamente. Por isso que o cara da Mochila Azul foi embora. Ele não foi embora porque tinha acabado, porque ele foi embora porque ela era covarde.

Ninguém se importa mais com ela. Ninguém se importa. Quando ela resolve bloquear o contato. Que poderia ser, vamos ver, a chave do enigma... Pra tudo que ela queria saber. Ou do mundo, do universo. O trabalho dela não era ruim, não tava comendo um salgado bosta. O que que é melhor? Gente, qualquer coisa era melhor do que a vida dela. Né? Mas tem gente que merece o trabalho ruim. Tem gente que merece o salgado ruim. Tem gente que merece o salgado bosta.

Tem gente que merece. Eu achei que foi pouco. Eu espero que um elevador coma essa desgraçada.

Que ela chegue à noite na casa dela e que ela more no mesmo prédio que o Claudio. Que ela nunca chegue na casa dela. Que ela nunca chegue na casa dela. É só isso. Isso com todo o respeito, é claro. É. Sempre mantendo o respeito. O próximo caso, então, é vovó fofoqueira do além. Né? Ainda mantendo o respeito pra ti. Todas essas palavras estão na Bíblia. Todas as palavras estão na Bíblia.

Oi, Mabel. Oi, Chico. Aqui é a Silvia. Desde criança, eu sempre levei o mundo espiritual muito a sério. Assim como a gente, né? Claro. Hoje, como umbandista, continuo levando, mas já passei por uma fase mais cética. Nessa fase, por mais que eu estivesse afastada do mundo espiritual, minha família não. Não tinha como fugir muito disso. Minha avó, que tinha o mesmo nome que eu.

Faleceu por conta de um câncer. Foi uma perda muito dolorosa. Ela era muito amada por todos. Desde a sua morte, minha mãe começou a ter vários sonhos com ela. Falo sonhos entre aspas, porque como minha mãe tinha medo de parecer louca, ela chamava de sonho, mas era claramente aparição. E essas aparições não eram para consolar ou mandar uma mensagem espiritual elevada, não. A minha avó vinha fazer fofoca da minha vida. Literalmente.

Um ótimo uso de literalmente aqui. A primeira vez foi quando eu estava indo pra faculdade, cansada, metrolotado. Mal tinha tempo de almoçar antes de ir trabalhar. Minha mãe me ligou dizendo que sonhou com a minha avó e que ela mandou avisar pra eu não esquecer de trancar a porta. Eu fiquei indignada. Que porta? Não é possível que a mensagem do além foi essa. A minha avó faleceu e decidiu que seu primeiro recado pós-morte era esse.

Um mundo espiritual é tipo o Twitter antigo, só pode 140 caracteres. Era a porta do elevador, meu Deus. Meu Deus, mais uma...

Minha mãe riu, concordou, mas achou que a minha avó não curtiu minha resposta. Porque a partir daí, ela decidiu caguetar tudo o que eu fazia. Minha mãe sempre foi muito respeitosa com a minha privacidade. Nunca mexia nas minhas coisas. Nem entrava no meu quarto sem bater. Porém, certo dia, ele abriu a porta do meu quarto bruscamente e disse Sua avó disse que você tá fumando maconha.

Eu, claro, menti na cara dura, disse que não. Ela respondeu, ela disse que você ia dizer isso. E ela foi direto no lugar onde eu escondi o baseado. Por sorte, eu tinha colocado minha mochila, então minha mãe não encontrou nada. Ela ficou tão abalada que chorou e me pediu desculpas por duvidar de mim. Mal sabia ela que a véia estava certa. Os anos se passaram, os recados continuaram. Quando eu estava grávida do meu segundo filho, sem saber ainda...

No dia que eu fui fazer o exame de sangue, minha mãe me ligou e disse Sonhei com a sua avó. Ela disse que você tá grávida, que vai precisar de muita ajuda e que eu não posso brigar com você. Ah, e que você vai mentir até os três meses. Eu fiquei sem reação. Só pensei. Minha avó é fofoqueira até no além, mas obrigada por cuidar de mim. E é claro que eu neguei. Menti com classe, falei que nem transando eu tava. Hoje essas histórias me fazem sorrir com saudade. Minha avó faleceu há 14 anos e minha mãe há 4.

Dois dias depois que eu perdi minha avó, eu pedi que ela nunca aparecesse em sonho pra mim, porque eu não ia aguentar. Então ela foi se comunicar com a minha mãe. No hospital, já consciente de que partiria, minha mãe me disse que sempre estaria comigo, mas que não apareceria pra não me assustar. Sinceramente, eu sinto as duas comigo o tempo todo. Somos idênticas, eu, minha mãe e minha avó. Toda vez que eu quero tomar uma decisão difícil, parece que elas estão ali do meu lado.

Quero mandar um beijo especial pra toda a turma do Caso Bizarro. Amo todos de verdade. Vocês são essenciais pro meu dia a dia. Ah, é bonitinha essa da Sofia. Ou Silvia. Mudei o nome dela totalmente. Silvia. Bonitinha. Eu acho assim... A avó veio caguetando do além, né? Não é muito legal. É. Eu não sei. Eu...

Eu achei que tudo pareceu alucinação de maconheiros. Você acha que foi uma coisa um dia que ela deu uma fumada e passou um pouquinho? Sabe esse lance da paranoia que alguns maconheiros sentem? Talvez ela nem tenha tido vó e mãe de verdade. Ela esteja só criando tudo aquilo na cabeça dela. Ou se teve não morreram, entendeu? Sim. Eu já tive bastante amigo maconheiro. Todos eles já tiveram algum relato parecido com esse. Tá.

Bem nessa pegada de... Da mãe entrar e saber onde tá a maconha, mas não pegar e chorar. Que às vezes a mãe também tá, né? Entendeu? Uhum. Às vezes a mãe também tá na maconha, certo? É, acontece bastante. É. A fruta não cai longe da árvore. Não cai, né? A cannabis não cai longe do pé. Porque a pessoa, ela... E aquilo também, né? Se a pessoa mente onde tá a maconha, o que mais que ela não inventa, né? Exato.

Porque às vezes a gente tá lendo uma história aqui, mas o narrador não é confiável, né? Exatamente. E uma outra coisa, por exemplo. A mãe, ela pode ter chorado por não encontrar maconha porque queria um peguinho. Porque ela queria, exatamente. Não era pela falta, mas porque ela sentia falta.

Exatamente, não era uma preocupação com a filha Era uma preocupação consigo mesma Ela tava com saudade da mãe dela Que ela tinha perdido a mãe dela, supostamente A avó da maconheira Que a gente sabe agora que também não perdeu, né Que foi só mais uma paranoia da mãe Filha de chocadeira E aí a coisa da paranoia Se também não for uma coisa Que você lida muito bem Vai passando de família Pra família, né E aí

De geração pra geração. De geração pra geração, porque a Silvia falou que ela tem dois filhos agora. Talvez esses dois filhos estejam nesse caminho aí. É verdade, é verdade. Eu, assim, tive uma certa dificuldade de ter certeza qual é o caminho dessa história. Sim. Mas não que eu duvide de uma manifestação dos mortos.

Ainda mais pra fofoca, né? Que eu acho que é uma coisa bem plausível. Eu só acho que os mortos, eu não sei se eles respeitam tanto assim você pedir e eles não vêm. Sim. Às vezes quanto mais você pede que eles não venham, mais eles vêm. É, porque... Não vê aquele menino do sexto sentido?

Sim, ele, é, você pedia, mas não adiantava nada. Mas também não adiantou, porque no fim ela apareceu pra mãe, né? E a mãe ficava contando pra menina. Só aumentou uma catraca ali no processo. Só aumentou uma... Porque eu acho que a questão também de vida além, às vezes, você tá barrada numa pessoa, mas você sabe como atingir aquela pessoa.

E isso é uma outra coisa que eu não entendo. Eu não sou um cara... Eu respeito tudo, mas eu tenho algumas dúvidas a respeito de como funciona. É... O além, no caso. É. Empacotei. Tudo vira um Big Brother? Eu começo a ter acesso aonde tá a maconha do meu neto? É isso? É pra isso que a gente morre? É pra ficar... É um cachorro de polícia?

Ó, tá ali na mochila Mas de onde exatamente Vem essa percepção? Viram Entendeu? Fica assim olhando por cima Ó, vamos ver a câmera do quarto Do maconheiro Agora vamos, ó, ali no

Eu acho que, é óbvio que hoje o além, ele pode estar um pouco mais, a tecnologia pode ter avançado mais. Mas eu acredito que seja uma questão mais de papel, num formato assim, como eu imagino o além, como pastas. Sabe, então, por exemplo, eu tenho a pasta aqui da tua casa. E daí eu tenho a pasta de cada cômodo.

E aí você vai ter que procurar cada uma dessas pastas. É tipo um The Sims. Tipo um The Sims. Então assim, por exemplo, você pegou... E aí como que essa pasta tá organizada? Se ela estiver organizada por rua, é fácil. Você só chega no endereço da sua rua e tal. Ou se for, por exemplo, aqui tem a pasta de todas as salas do Brasil.

Aí fica mais difícil de você achar É que dizem que tu morre e tu fica pela região Tu não consegue viajar Depende, tem uns que ficam e tem uns que viajam O cara nem depois de morto consegue ir Vou pra Costa Malfitana Tem que ficar ali em Guarulhos Vendo se tem maconha no quarto Da porra da neta Que diferença vai fazer pra um espírito Se a neta tá fumando maconha Ou não

Exatamente, nem quando estava vivo fazia diferença. Que moralismo é esse de quem já morreu? Você está morto? Sim. E agora você falou uma questão que é interessante, que eu nunca parei para pensar, porque tem isso, tem a pessoa que morre e fica no lugar, e a pessoa que pode ir para vários lugares, mas será que o teu limite é os lugares que você já foi? Por exemplo, você pode adentrar um território novo?

Por exemplo, sei lá, eu quero ir no Playcenter. Exemplo. Mas eu nunca fui. Eu poderia ir? E assim, você vai fazer o que exatamente? Porque eu entendo que a gente vai nos lugares pra viver experiências nos lugares. Concorda comigo? Sim. Se for só pra visitar, ficar olhando, os fantasmas são os punheteiros definitivos? Eu acho... Vou é?

Eu acho que são os vonhares, porque eu acho que a parte disso, porque tudo é uma questão de uma terceirização de Deus, uma terceirização divina, não sei se Deus que deu essa ordem, mas uma terceirização divina no sentido de, tipo assim, ó, não tem como eu ser onipresente vender uma coisa que não deu pra eu entregar. Então, eu vou, essa galera vai aí... É a milícia digital. É a milícia digital.

Então por exemplo, eu vou colocar Essa Mona aqui nesse bairro Que ela vai ficar futricando nesse bairro Um guardinha Vai chegar lá e depois ela vai fazer um relatório Quem fumou maconha, quem não fumou Fulano fulano maconha, fulano traiu os pontos Isso é pior que o inferno, cara Imagina você morrer depois de uma vida difícil De muita privação De muito esforço

E aí você ainda tem que prestar serviço de guardinha de rua pra saber quem tá fumando maconha na vizinhança e quem não tá. E ainda ter que avisar a mãe da pessoa. É, da forma como você descreveu, me parece um inferno. Me parece um inferno mesmo. É, o inferno que tinha na minha cabeça era um pouco mais animado. Mas eu não sei se o além também necessariamente é um lugar bom, né?

Do jeito que fala não parece muito. Do jeito que fala não parece muito, exato. Eu não sei se... Acho que esse caso ele traz mais dúvidas do que respostas. E fica nessa de tipo, se é mesmo além, qual que era o papel social que essa avó desempenhava dentro dessa casa aí. Porque, por exemplo, ela aparecia e falava, abre a porta.

Mas, assim, será que ela falava as mesmas coisas para as outras pessoas? Ela aparecia para os outros vizinhos também? Ou ela estava cuidando só daquela família? Meio elitista, pensar que você vai cuidar só da sua família, né? Não, e também acho que é uma... É a carga...

Mental, né? Que a mulher já passa em vida. Sim. E que não se livra nem em morte. Tem que continuar dando fé. Se a porra da neta tá fumando uma coisa ou não. Se tá grávida ou não tá grávida.

Vá cuidar da sua morte, véia desgraçada. É uma outra que aconteceu o que tinha que acontecer, né? Morreu porque tinha que morrer mesmo. Porque se no além ela faz isso, o que ela não fazia em vida? Tudo isso, eu não sei se isso foi uma pessoa real que mandou, se foi eu peço desculpas. Só pra pessoa ou pra avó? Não, pra avó não.

Eu não simpatizei com essa avó X9. Sim. Porra, convenhamos. Você acha que ela não deveria passar pra frente essas informações? Porra que?

Pra quê? Parece um pouco inveja. A pessoa tá morta e quer que os outros que estão vivos não se divirtam. Qual é o problema da netinha fumar maconha? A pessoa morre e não evolui? Eu achei que a gente evoluía. Eu acho que ela é a prova de que não evolui. Um espírito careta. É que a vó também, né? A vó é careta.

Mas é uma prova de que não evolui. É, incomodada ficava sua avó, não tinha essa. Era incomodada de ficar sua avó. Com a maconha. Exatamente. Morreu e ficou incomodada com os mesmos assuntos que ficaram incomodada em vida. Eu achava que a gente transcendia, sabe? Que a gente ficava preocupado com o significado das coisas e não com quem tá comendo quem, quem tá fumando maconha.

Eu não sei, eu fiquei um pouco decepcionado. Eu fui na Ciganinha da Lila, que é uma moça que ela tira o tarô, que eu fui no episódio da Camila Frender, junto com a Socorro Acioli. Ela fui, não, assisti o episódio da Camila Frender no Enóia Minha, com a Socorro Acioli e com o Bookster. E a Socorro Acioli, que é essa autora maravilhosa, nacional, Cabeça do Santo, enfim, vários livros.

Ela falou sobre a Ciganinha da Lila, eu fiquei um pouco obcecada e chamei a Ciganinha da Lila também pra... E um amigo meu queria muito, porque eu achei na minha cabeça que você podia fazer três perguntas pro Tarot. Eu não sei de onde que eu inventei essa história. Então eu fiquei durante uma semana criando o brainstorm de quais perguntas que eu faria pra Ciganinha da Lila.

E o meu amigo Felipe, que é extremamente obcecado com a tia Milena, ele queria que eu perguntasse se a tia Milena ia ganhar o Big Brother Brasil. Que eu gastasse uma dessas perguntas com a ciganinha da Lila. E dentro desse questionamento que você acabou de fazer, me lembrei desse momento com o Felipe. Porque podendo perguntar sobre tudo da minha vida, ele queria que eu gastasse duas perguntas.

cujas três eu paguei, né? Pra fazer questionamento sobre a Tia Milena. E, tipo, me parece o Felipe ser essa pessoa que não evoluiu em vida já. É, é. Né?

É, se tá assim em vida, imagina em morte, né? Exatamente, tipo, ele vai voltar... Ele podia pelo menos oferecer pra pagar essa pergunta, né? É, ou então... É, ele poderia ter oferecido pra pagar dois terços do... É, tipo, esse pack do tarô da ciganinha é o meio. Exato, exato. Porque é uma pergunta que dizia respeito a ele, né? A todos nós, né? É uma questão que eu até entendo que é uma questão da sociedade. Sim, sim. Eu vejo relevância nessa pergunta.

Mas acho que daí faltou um pouco de ímpeto, né? É. Faltou de empatia, acho. Empatia também. Empatia. Mas foi boa a Ciganinha da Lila? Foi ótimo. Eu sou completamente fascinado por Tarot. Eu sou muito fascinado também, mas eu nunca tinha... Eu tô estudando Tarot. Tá estudando Tarot? Nossa, eu acho muito legal. Eu acho sensacional. É muito legal. Cara, eu gostei muito, assim, achando incrível. Meus três assuntos favoritos, sem nenhuma brincadeira. Aham. Novelinha de fruta. Tá. Tarot.

O terceiro eu esqueci qual era, mas era bom também. Ah, e Pokémon. E Pokémon, tá. Esse universo das cartas tem me fascinado. Te atleta, tá. São usos muito diferentes, mas... Essa questão do tarô eu gosto muito. Tô lendo um monte de livro. Cara, eu acho muito legal. O tarô tinha tirado muito tempo atrás.

E aí eu quis muito, porque eu tava com umas dúvidas, assim, da minha vida. Que, obviamente, não eram tão importantes quanto as dúvidas que eu queria tirar. Mas, é... E eu acabei fazendo, eu gostei muito, assim. Eu acho que vai virar uma coisa com frequência, assim. Você acha que você vai querer tirar ou não? Eu aprendi a tirar eu mesmo. É? Pra mim mesmo. Que legal. Que dizem que é a experiência mais...

E você já tirou, então? Claro. Pra questões extremamente relevantes. De cunho extremamente pessoal. E era tudo verdade. Você usa pro Big Brother também? Não, eu tento não misturar o sagrado com o profano. Com o profano, tá. Faz sentido. Mas se a Ciganinha tiver falado alguma coisa sobre a Milena, eu quero saber.

Não, eu acabei não gastando essa pergunta. Eu quis, senão eu até traria aqui pra vocês. Mas teria sido maravilhoso saber. Mas eu acabei indo por outros caminhos. O Felipe tá agora refletindo, pensando em contratar pra fazer esse tipo de pergunta. E é caro?

Não, não achei caro Não vou falar o valor Porque não sei, vai que ela atualiza Tem a própria tabelinha, mas não achei caro não Foi meia hora também, é um tempo curto Mas achei bem de boa Achei bem tranquilo E ela é icônica Ela tem um balser de pelúcia E ela utilizou isso Durante enquanto a gente tava conversando É um tarô da Nintendo É, eu não digo Olha aí, a coisa conectando com o Pokémon Olha aí

Pokémon, tá vendo? Eu acho que talvez seja um caminho aí pra você olhar também. Mas ela é muito interessante, de verdade. É uma pessoa que eu gostei muito de conversar, porque eu não tava sabendo o que eu ia esperar, sabe? E ela é muito querida, muito fofa. Estamos nos seguindo no Instagram. Ciganinha Dalila. Ciganinha Dalila. Eu não peguei esse episódio. Vale a pena ouvir o episódio, que é maravilhoso.

Ciganinha. E o nome dela é Fernanda. Mas é um... Fernanda Proença. Isso. Ah, que legal, cara. É bem legal. E aí no feed dela... O primeiro post é a Camilla Frender. É, que é desse episódio aí. E aí no resto do feed tem tipo umas reviews, assim, sabe? Das pessoas contando que deu certo, que ela falou, tal. Então eu fui lendo tudo.

Me interessei bastante. Uma galera concurseira costuma ir com ela, assim, pelo que ela falou. Cara, toda vez que o BBB vai mal, eu penso nisso, em fazer concurso. Fazer concurso. Então com bastante frequência, né, você pensa. Não nessa, porque essa acho que foi uma edição que tá... Muita. Muito histórica, mas as últimas aí... Ah, bastante, bastante. Já tenho o plano pronto, perfeito.

Já tem as apostilas compradas. Tudo certo. Não compradas, mas estão no carrinho. Tá. Tipo, deu algum problema. Exato. Mas daí antes eu vou falar com a Ciganinha, porque vai que é uma perda de tempo também. Exato. Acho que já pergunta pra ela qual que é. Ela fala, assim, de verdade, ela falou coisas muito interessantes e coisas que mexeram bastante comigo. De trabalho que eu nem queria saber. Mas adorei. Isso é o que eu mais odeio.

de trabalho? Não, de receber algum feedback que eu vá ter que fazer alguma coisa. Ah, entendi. Eu gosto de saber das coisas que eu só posso lamentar, assim. Entendi. Tudo que eu preciso tomar uma atitude, principalmente uma atitude drástica. Não, mas no meu caso era...

coisas boas, só assim. Eu digo que eu não queria saber, porque eu queria, eu tava muito focada em fazer umas, é, eu queria fazer umas perguntas muito específicas. Então eu nem tava pensando em trabalho, e quando ela falou de trabalho, eu pensei ai, nem queria saber disso. Mas foram coisas muito legais, então assim. Que aconteceram já? É, não, não, ainda não. Tipo, é meio recente que eu fui faz uma semana. Então a gente ainda, a gente ainda vai entender. Pode, agora é você.

Tem uma aqui agora. Linha mais que direta.

Olá, gente querida, tudo bem? No dia desse, ouvindo o podcast, lembrei de um caos que aconteceu comigo por volta do ano 2000, quando eu tinha 12 anos. Nessa época, eu tinha uma amiga inseparável e vivíamos na casa uma da outra. Eu adorava ir à casa dela, pois além de nos divertirmos muito, o almoço lá era ótimo e sempre que estava lá, a vizinha dela aparecia para conversar com a gente.

Ela era uma querida, nos elogiava, fazia piada e, principalmente, trazia sempre um bolo. Era uma festa. Certo dia, quando estava lá para passar a noite e os pais da minha amiga já estavam no quarto, ligamos a TV Baixinho para assistir Linha Direta, grande hit da época. Era uma adrenalina e tanto assistiram a um programa tipo esse, Proibidão.

Qual não foi a nossa surpresa ao aparecer a foto da vizinha como procurada? Entramos em completo pânico. Aquela vizinha era uma criminosa. Ficamos tão desesperadas, queríamos gritar, sair correndo, mas ao mesmo tempo não queríamos acordar os pais dela e tomar um esporro por estarmos assistindo TV. Até tarde.

Alguns dias depois, soubemos da prisão da mulher, feita por uma denúncia anônima. Não chegamos a ver o crime, mas sentimos alívio de que pelo menos ela não era uma assassina que envenenava os outros com bolos. Um beijo. Meu Deus. Então, a vizinha do Linha Direta. Eu vivi um negócio muito similar a esse já. Sério? Porque existia uma moça no Twitter.

Que ela também passou por isso. Ela era procurada pelo Linha Direta. Tinha um caso que ela... Eu não lembro quem que ela tinha matado e tal. Aham. Mas ela era a bituê ali do Twitter. Era um negócio... A senhora lembra dessa história? Não lembro. Ela era uma senhorinha. Ela falava da... Acho que da filha dela, não sei o quê. E parece que, se eu não estou enganado, ela matou dois ex-maridos. Nossa.

E acharam. Twitter é uma desgraça, né? Acharam o episódio do Linha Direta. Acharam tudo. Aí ela tirou todas as redes sociais. Faz muito tempo isso? Faz. Faz pelo menos uns 10 anos.

Nossa, eu não me lembro dessa história. Era uma... Chocante. E ela era gente fina, pô. Você trocou ideia, chegou a trocar ideia com ela? Não, trocar ideia não, mas trocava reply, me seguia. Acho que talvez eu seguisse de volta, talvez não, não sei. Mas era uma pessoa que assim... Tava ali no rolê. Aquele convívio twitteirístico daquela época, assim. Ela tava ali, era um avatar reconhecível, assim. E aí descobriram que ela vinha a ser uma viúva negra, talvez.

Nossa, chocante, não sabia. Que curioso. Isso é uma coisa do Twitter que eu sou um pouco fascinada, assim. Quando alguém é desmascarado. Tem algo que, acho que teve vários momentos aí no Twitter, né? Seja a pessoa que fingia ser alguém que não é, que tem muito. Teve a menina da marmita, lembra? Marmita Gate.

Claro, claro, claro Natalhando, enfim Eu amo quando De vez em quando tem alguém que é Um pouco injusto com Com ficantes E aí rolam os negócios De vagabundo sumir da internet Durante uns dois anos e aí depois voltar Exatamente O Twitter é um espaço de convívio Extremamente saudável

extremamente saudável. Eu gosto sempre de trazer o exemplo, né? Inclusive, deixa eu contar primeiro pra depois falar sobre ela, que com certeza você conhece. Tem um... Acho que foi no episódio com a Camilla Frender que eu participei do Nóia Minha, que a gente tava falando sobre a coisa de ser cancelado e tal. Eu nunca tive muita pira com isso, muito medo não, porque...

O próprio cancelamento, ele virou uma coisa completamente banalizada, né? O cancelamento, ele saiu de uma coisa antes que era uma busca por justiça e pelo que era melhor pra sociedade, pra, sei lá, uma briga de egos, uma coisa pra loucura total, pro lúdico. E eu gosto sempre de lembrar que, tipo assim, quando a gente vive nessa de tudo que a gente fala,

A gente fica com medo. Eu acho que é um jeito muito ruim de viver. Na internet, né? De tipo assim, ah, eu não posso falar isso. Eu sou muito assim, tipo, ah, eu vou falar as coisas. E se eu falar alguma coisa que tá errada, eu vou pedir desculpas. E tá tudo certo, assim. Eu acho que a gente tem que dar o peso pras coisas que elas têm. Porque a internet não dá, né? E aí eu gosto de trazer o caso da menina que tirou o siso.

E aí fez a cirurgia e o pai deu os quatro potes de sorvete. E ela foi cancelada no Twitter por causa disso. Catarina, se não me engano, o nome dela. Inclusive eu citei ela. Maravilhosa. Ela mandou DM pra mim. Ah, eu sou eu, não sei o que. Falaram que você contou minha história e tal. Só vim contar. Aí a gente conversou um pouquinho. Ela é muito querida. Ela é gentil.

E eu lembro que a gente conversou um pouquinho. Daí eu falei, como é que foi pra você na época? Porque eu falo, não é nóia minha. Não sei se ela ficou triste na época. Ela falou, cara, eu realmente tava no pós-cirúrgico. Então, eu não vi nada. Quando ela viu, já tinha viralizado. Ela falou, eu só aproveitei. Ela não viveu o drama. Porque o drama, quando é... Porque teve ameaça de morte, né? Ela foi uma ameaça de morte ali do sorvete. E é uma coisa que você vê e você fala assim, se isso pode virar...

um cancelamento, o que é que não pode virar? Literalmente qualquer coisa pode virar. Então, nem sei porque eu falei disso, mas é uma história que eu acho absolutamente fascinante. A senhora tá falando que elas não devem ter ficado tão preocupadas com a vizinha que era uma criminosa. Isso. Que a gente tem que parar com esse cancelamento do Linha Direta, por exemplo. É, não sei se foi exato.

Mas eu gostei também que ela falou, tipo, pelo menos a vizinha não tava levando o bolo pra matar elas, né? Porque às vezes é isso, se a pessoa comete um crime... Nem o pai tava levando o sorvete. Nem o pai tava dando sorvete pra matar a filha. Às vezes o crime é... São outros crimes, né? É um outro momento da vida da pessoa também. É perfeito. Né? Não... Dá pra julgar.

Não, mas esse lance do cancelamento virou meio que um... As palavras vão perdendo o sentido também, né? Porque tem um lance de... Acho que teve um período que tudo que era uma controvérsia virava um cancelamento. Sim. Na cabeça das pessoas.

E às vezes são só feedbacks negativos, não é necessariamente... É uma crítica. Você está cancelado. E acho que se a gente for analisar a fundo, de verdade, grandes nomes... Primeiro que só grandes nomes conseguem ser cancelados. Não é uma pessoa... Não surge porque foi cancelada. No máximo é uma história esquisita que causou uma controvérsia que depois vai ser esquecida. Ou vai mudar de assunto rápido. Então...

Eu acho engraçado esses termos que vão perdendo sentido e que vão virando outra coisa. É engraçado. E essa história especificamente do sorvete da Catarina Elmiss, né? É.

Aquilo foi muito engraçado. Já faz anos, já faz muito tempo essa porra. Faz. E até hoje, quando eu vejo um sorvete daquela marca, eu sempre lembro dessa história. Sempre. Sempre. Eu não consigo, tipo assim, eu cito mais essa história do que deveria, assim, sabe? Em conversa com as pessoas, porque...

É isso, assim, como eu gostava de... Eu, tipo, trabalhei muito com essa coisa de... Eu me especializei em gestão de comunidade, né? Nas redes sociais. E era muito essa coisa de, tipo, você construir comunidade, você conversar. Então, eu gostava desses códigos, dessas coisas de estudar como que... O comportamento das redes sociais. E eu era...

É o tipo de coisa que já me interessa muito. Eu já pesquisava a origem do meme. Eu gostava de saber a origem de uma coisa que aconteceu. Tipo, ah, de onde que veio isso? De onde que veio aquilo? E eu sou fascinada com isso. Porque eu vou lembrando, assim. Muitas das vezes eu vejo uma coisa e aquilo automaticamente vem na minha cabeça, né? Como a gente falou do globe. Tem a coisa do sorvete. Tem várias dessas coisas. O... O...

a própria história do Nataliano, né, que eu, até hoje, mas às vezes eu escrevo isso, tem aquele que viralizou também, não chega a ser uma coisa muito gigantesca, mas é uma coisa que viralizou bastante, que é as passivas na chuva, né, que é uma das minhas histórias favoritas, que aconteceu no Natal, cara, no Natal, na pandemia.

Né, uma época que todo mundo tava muito vulnerável ali emocionalmente, não mais do que as passivas na chuva. É, eles estavam um pouco mais. Eles estavam um pouco mais, mas eu não consigo falar do Natal sem pensar em passivas na chuva. Sabe, tem coisas que elas substituem aí os símbolos pra gente. Bom, vamos então pro nosso último caso, que é OVNI e Eu.

Oi, Mabê e Chico. Meu nome é Noêmia, mas todos me chamam de nu. Tenho 61 anos, paulistana, vivendo no interior de São Paulo. E sim, pessoas da minha idade, com mente jovem, acompanham bons podcasts. Amei. O caso bizarro é minha terapia. Amo fazer meus trabalhos manuais na companhia do Mabê e seus convidados. Vocês me fazem rir, isso é muito importante pra mim.

A história que eu vou contar aconteceu há cerca de 45 anos atrás, entre os gloriosos anos de 70 e 80, quando eu tinha 15 anos. Tem uma irmã mais velha, Magda, e uma mais nova, Paula. Nessa época, Magda tinha um namorado. Ele era filho único e meio que adotou a minha irmã, Caçula, e eu como irmãs dele.

Muitas vezes eles nos levavam juntos em suas viagens e aventuras por aí. E olha que foram várias. O lugar favorito deles era o Batumirim, litoral norte de São Paulo, quando tudo ali era mato. Era paradisíaco, sem barulho, quase sempre vazio. Chegar até lá já era uma aventura em si. Acampávamos no terreno do Sr. Sebastião. Ele tinha uma casinha com a esposa e seus muitos filhos e alugava vagas para quem quisesse montar as barracas.

Tinha um chuveiro com água vinda diretamente de uma mina na serra por uma mangueira improvisada. E ao lado havia um vaso sanitário e no outro lado uma pia para lavarmos as louças, onde frequentemente encontrávamos cobras. Não havia eletricidade. Dessa vez estávamos em 15 pessoas.

Ivan e seus amigos levaram equipamentos de mergulho e os outros garotos os acompanhavam no bote inflável. O resto do pessoal ficou em terra tentando se bronzear, mas nada de protetor solar, já que eram os anos 80. Usávamos uma mistura feita de combustível de avião, que não era difícil de adquirir, pois meus avós moravam numa cidade do interior onde ficava a Academia da Força Aérea.

Gente, eu não faço ideia de que isso era uma... Você já ouviu falar disso? Usar uma mistura com combustível de avião pra se bronzear. Que coisa satânica. Meu Deus, tá. A noite depois do jantar, sempre íamos caminhar pela areia, chutando algas fluorescentes pra vê-la brilhar. Pois era um brilho total.

Certo dia, o Sr. Sebastião nos avisou que não havia água no chuveiro e na pia, pois um vizinho com quem ele tinha uma rixa havia cortado a mangueira na serra. Ele nos disse que no dia seguinte, ele e o filho mais velho subiriam a serra para encontrar o corte e emendar de novo.

Sem água, então, resolvemos ir passear. Até que, em certo ponto, alguém diz, o que é aquilo no horizonte? Todos olhamos na direção que apontava. Havia alguns pontos de luz pelo céu. Se deslocavam erraticamente, como trajetórias completamente impossíveis para tudo que conhecíamos de aeronaves até então. De repente, um dos pontos veio na nossa direção numa velocidade descomunal e parou exatamente sobre nós. Era imenso.

Muito grande mesmo, mas conseguíamos ver que estava muito, mas muito alto. Parecia uma estrutura extremamente pesada. Um formato circular, inúmeras luzes coloridas, que piscavam e logo em seguida ficavam muito brancas. Não emitia sol nenhum. Na verdade, parecia que sugava tudo do som ao redor. O mundo todo emudeceu. Passado o choque inicial, corremos com baratas tontas uns chocando nos outros.

A cena era ridícula. Não sei dizer quanto tempo durou o estudo, mas lembro de ver o pânico nos rostos de todo mundo. Acho que não nos borramos porque nosso inconsciente sabia que não tinha uma água para nos lavar. Mas foi aterrador para mim, no alto dos meus 15 anos. Da mesma maneira que ela veio até nós, ele voltou para junto das outras luzes no horizonte e na mesma velocidade sumiu. Ninguém conseguiu me provar que era um OVNI, mas também ninguém conseguiu me provar que não era.

Hoje temos drones, trenzinho de satélite do Musk e tantas outras coisas que me fariam pensar que poderia ser algo assim. Mas 45 anos atrás, dá o que pensar, não acham? Depois de mais de duas décadas eu me casei com um homem maravilhoso, melhor amigo, meu norte, que adorava ouvir as histórias que eu contava. Mas ele conseguia me irritar muito quando eu contava essa história porque ele ria da minha cara.

Ninguém é perfeito, né? Ele era português e vivi meus 20 melhores anos do lado dele em Portugal. Infelizmente ele faleceu. Amo vocês. Beijos no Martins. Óvines, né? Acho que isso é um caso...

Óbvio de OVNIs. Talvez ela tenha atraído os OVNIs com óleo de bronzeador, de avião. De combustível de avião, não tinha parado pra pensar nisso. Porque a Noa, qual que é o nome da praia? O Batumirim.

eu nunca ouvi falar de relatos de OVNI em Ubatumirim, mas eu já vi muitos em Ubatuba, né? falam de Caraguá, enfim céus que não tem essa poluição que a gente tem aqui em São Paulo que a pessoa consegue olhar um pouco mais estrelas e tal, e o litoral é um bom lugar para os ETs descerem, eu acho é, é um lugar bonito muita maconha também, né?

muito cogumelo, muito psicotrópico. Eu acho que nunca é uma coisa só. É. Mas você acha que é uma coisa que faria os ETs irem em busca? Não, é alucinação mesmo. Ah, alucinação. Tá. É que uma alucinação coletiva não é que ela não exista.

Mas, inclusive, né? Existe muita, mas assim, tem... Inclusive, né, gente? Vivemos em uma. Vivemos em uma, inclusive. Só lembrar a gente queimando pneu, um monte de coisa que a gente vive. Mas o próprio Big Brother é uma alucinação coletiva, eu diria, né? E acho que as pessoas, elas têm... Eu acho a alucinação coletiva uma das coisas que mais existem.

Sim, talvez uma das coisas que mais existem. Porque a tendência que as pessoas têm de querer acreditar em alguma coisa e ir com aquilo ali com um ímpeto e um bril e uma fé inabalável, desde um participante de BBB até um político, até um OVNI, de fazer parte dessa experiência, ainda mais...

Se usando algum aditivo, imagina o cheiro desnorteante de um combustível de avião, depois de uma tarde toda torrando no sol. Você vai ver alguma coisa piscando, cara. Alguma coisa vai piscar. Se você ficar tempo suficiente no sol.

embebido de combustível, de avião se alguma coisa não brilhar meu amigo, o problema é esse o problema é você o problema é você e eu acho importante porque a coisa desse surto coletivo a importância dele também é que não precisa ter nenhum tipo de validação você não precisa ter realidade você não precisa contar com a realidade nem com o fato

Você vê o que ela escreveu aí, que ela fala assim, ninguém me provou que era um OVNI, mas também ninguém me provou que não era um OVNI. Sim. Isso é a coisa mais utilizada por seitas, por pessoas que querem acreditar no mistério, no enigma, no elevador. Que ninguém me provou que não era. Exatamente. Tanto faz. É, o elevador não se aplica aqui, que a gente provou que comeu o Cláudio. É, é verdade. Acho que é meio...

É dizer que o que a gente falou é uma alimentação coletiva, eu já não acho que isso aqui é legal Mas tirando o elevador quase todo o resto talvez se aplique Sim Tem um livro que eu li por conta de toda esse essa história que a gente está vivendo há muitos anos já, se chama When Prophecy Fails que é um estudo dos anos 50 E aí

De como que, assim, era uma seita que achava que ia ser levada aos... Ao além. Ao arrebatamento, ao sete além, talvez. Eles achavam que uma hora eles iam entrar no elevador e o elevador ia subir muito. E esse elevador nunca chegou.

E, cara... De onde que é essa seita? É dos Estados Unidos. Não, sempre é. Sempre é. Sempre é. Americano. Mas é um estudo dos caras de lá. É, eu tô tentando lembrar se tem episódio no Modus, porque a gente já fez de muita seita, sim. E tem a ver com OVNI? Tem. Ah, então teve episódio do Modus. Depois a gente vai colocar linkado aqui. E aí o lance é que não acontece.

E aí o que ia acontecer sempre é substituído por o que precisa para acontecer. E aí as coisas nunca acontecem. Que é por isso que é o nome, né? Quando a profecia falha. Sim. Ela nunca falha. Porque ela é a prova de qualquer questão. Uma vez que falou que vai acontecer, ela vai acontecer. Ela vai acontecer. É a história do arrebatamento, do não sei o que e tal. E eu sou fascinado por essas histórias, cara. Eu agora, hoje...

Vai acabar já o Big Brother. Eu em maio vou alugar uma casa em Ubatumirim. Vou descobrir como é que faz esse... Esse encontro. Esse embebido aí de... Ah, do diesel. Do diesel ou não? De combustível? Deve ser diesel, não sei. É, não sei também. Combustível de avião. Sim. E vou ficar lá uma semaninha, cara. Você acha que vai ser fácil pra você conseguir combustível de avião?

Ah, quem quer dá um jeito, né? Dá um jeito, não deve ter um traficante de combustível de avião. Eu, particularmente, enquanto a senhora lia, com muita humildade, eu já achei aqui, ó. Tem a venda num grande site, não vou falar qual, mas ó, tem a venda. Hum, que isso? E tem aqui, ó. Gente! E ele vem num borrifador. Gente, ele vem num borrifador como se fosse um...

Então essa parte tá meio resolvida. Que a gente não conhece, mas que bomba. E isso não é maravilhoso? Isso é maravilhoso. Saber que a gente ainda não sabe de tudo? Sim. E que isso aqui especificamente chega na minha casa, se eu pedir agora, em... Quanto tempo?

Em menos de uma hora. Talvez isso tenha me intrigado mais do que os ovnis em si. Eu estou maravilhando. Mas então você pode firmar esse compromisso com o público de que em maio, a partir de maio, você vai alugar essa casa e que você vai realizar esse estudo científico?

Sem dúvida alguma. Sem qualquer sombra de dúvida, podem contar comigo. E aí você pode voltar depois e contar. Eu faço questão de se eu sobreviver, eu volto. Isso. E aí contar pra gente como é que foi, o que você aprendeu, quais foram as suas experiências, né? Eu vou além. Eu acho que já fica aqui registrado o convite, se a senhora quiser, da gente gravar um episódio lá.

no quinto dia com o óleo já ali assim no quintal ou talvez na própria praia pra ter a experiência completa, de repente a galera de casa vai ver também piscando sim é, eu acho que pode ser isso, às vezes a gente acha que é uma coisa que só a gente tá vendo, mas outras pessoas vão poder ter esse acesso também eu acho plenamente vendo

Perfeito, então fica aí já esse compromisso de que a gente vai fazer isso. E acho que agora a gente pode caminhar então pro final do episódio, onde a gente vai dar dicas ao final do episódio de série, filme, livro, qualquer coisa. E eu esqueci de te avisar, então eu espero que você tenha uma dica aí.

Sabe aquele Jury Dury, que é na mira do júri do Prime Video? Você lembra? Sim, que era... Que é os bastidores do julgamento, que todo mundo é ator. Menos o cara. Menos uma pessoa. E aí, essa mesma galera, eles fizeram uma segunda temporada. Que também chama Jury Dury, mas é... Deixa eu pegar o nome certinho pra vocês aqui.

Na mira do júri, retiro corporativo. E não sei se você chegou a ver, eu tô terminando agora, tá no Prime Video também. E basicamente é um retiro corporativo de uma empresa fictícia.

E todo mundo é ator, exceto uma pessoa. Ele é contratado pra ser um estagiário, um assistente ali, durante essa viagem. E assim, tudo de mais assustador acontece nessa viagem. Gente, o cara é fascinante. Ele é muito fofo, muito querido.

Ele é muito, ele fica muito, ele não, porque é tudo muito chocante. Tipo, um cara vai pedir a mulher em casamento e ele meio que, ele entendeu que o cara, que os dois estavam numa relação, né? E aí ele fala, não, é isso aí. Daí ele começa a filmar, ele tá super empolgado pelo cara. E aí ela fala, mas a gente nem saiu, a gente nunca teve um date, não sei o que. E aí ele, não, vou casar com você. É uma situação super constrangedora que acontece aí.

supostamente nesse retiro, e o cara fica muito mal dele para que gravar na hora e de novo só um cara não sabe ele é muito fofo e tá muito engraçado, eu achei que era o tipo de coisa que não era possível de você criar de novo, né

Porque, pô, já teve isso do júri, não vão conseguir fazer isso de novo. Só que eles foram muito criativos, eles foram uma coisa completamente diferente, completamente pausível, assim. E é uma vibe meio The Office mesmo, porque o The Office tinha isso, né, de ter os retidos na viagem com a equipe, que era muito...

É muito bizarro viajar com um colega Quando a pessoa não tem muito contato E esse cara tá aí acompanhando Essa viagem, gente, é muito chocante É muito engraçado Então, tipo, assistam Se vocês não pegaram o nome Vai ter lá no Instagram, Caso Anderlare Bizarro O nomezinho pra vocês assistirem É meio Nathan Fielder, né? É É uma vibe muito Experimenta, eu gosto É bom, é bom, é bom É bom

Eu vou recomendar o livro que eu estou lendo no momento. Eu falei que eu gosto muito de história em quadrinho. E dos caras da história em quadrinho, o cara que inventou muita coisa é um cara chamado Jack Kirby. Que era o desenhista que inventou quase tudo que tem de gibe americano. Sim. E aí, obviamente, ele atraiu muitos fãs excêntricos com isso.

Ele morreu velho em 1994, então a história dele tá contada há muito tempo já, né? Tá. E aí tem um cara que ele é... Ele tem um hiperfoco real, assim, ele tem algum grau de autismo de verdade, ele fala isso na biografia. Ele é...

muito focado no Jack Kirby e na obra e no que ele deixou. E aí ele escreveu um livro que se chama Jack Kirby's History of the Future and the Great Disaster. Tá. Perfeito?

Que é o quê? Basicamente a hipótese desse cara aqui é que o Jack Kirby, ele previu tudo o que vai acontecer até o ano 3000 e sei lá o quê. Tá. E ele comprova isso com um estudo e uma análise comparativa muito profunda e muito séria com tudo o que ele previu dos anos 30 pra cá.

E aí ele diz que ele vai lá garantindo e interpretando o que ele fez e o que aconteceu, que o Jack Kirby nos seus quadrinhos, ele gabaritou a história da humanidade olhando dos anos 30 pra frente.

E aí você vai lendo e ele vai construindo De um jeito que é uma maluquice, óbvio Mas é muito interessante É maravilhoso Se você quer saber Como o cara lá da Mochila Azul O futuro O que vai acontecer Leia esse livro porque o Jack Kirby Soube tudo antes

Uma vibe meio Simpsons, né? Que falam que o Simpsons prevê o... Só que mais profundo... Cara, é uma doida muito incrível. Nossa, já curti. Vou dar uma olhada no livro, porque é o tipo de coisa que... É um caso e é bizarro também. É um caso e é bizarro. Muito obrigada por ter vindo. Espero que você tenha gostado. Amei. Me chama mais vezes. A gente aprendeu bastante hoje, né? Porra, eu quero pedir desculpa, porque eu acho que eu ofendi a avó de uma moça.

É, a gente ofendeu, a gente ofendeu. Eu queria pedir desculpa porque eu não tava levando muito a sério, daí depois eu fiquei pensando, são pessoas que existem. É, são pessoas que existem. Então, eu queria... Nem todas, na verdade. Eu queria pedir desculpa de coração, assim. Tá. Até se quiser cortar. Mas não a moça, né? Não a avó. É. A avó eu não sei se eu confio muito naquela mulher. Tá bom. Mas a pessoa que mandou e eu tratei com algum desrespeito, eu peço desculpa.

Tá bom. Então fica aí o recado do Chico e a promessa de a gente voltar no futuro bronzeados, né, talvez. Com cheirinho de congonhas. Cheirinho de congonhas. E até o próximo episódio. Tchau.

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