CB #176 - A lenda da Bunda Sem Cabeça com Ronald Rios
No episódio de hoje discutimos sobre uma família com conexões com lobisomens, uma bunda branca que faz psiu e uma gata mística!
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CASO BIZARRO AO VIVO NO TEATRO 🎭 ✨
Uma noite repleta de bizarrices, do jeito que vocês gostam com Maqui Nóbrega e Camila Fremder, vai ser TUDO!
Dia 14/05 no Teatro SABESP Frei Caneca!
Compre aqui: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/caso-bizarro-ao-vivo-16201
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Dicas Bizarras:
▪️The Memory Police (A Polícia da memória), de Yôko Ogawa (Ronald)
▪️Músicas da NandaTsunami: “Oi Linda” e “Pq Vc Não Me Liga?” (Mabê)
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Mabê B
Thiago de Souza
Tiago P. Zanetic
- Bunda Branca que faz PsuiRelato de experiência bizarra em ônibus · Motorista que não conhece Itaquera · Lanchonete assustadora e clientes estranhos · Aparência de uma bunda branca fazendo psiu · Teoria do Sete Além
- Seguradora e Gata MísticaCarro roubado e contato suspeito da seguradora · Carro encontrado na delegacia sem explicação · Gato misterioso jogado de carro e resgate · Acredita em amuleto da sorte e mudança de vida
- Conexão LupinaLenda familiar de lobisomens · Encontro com criatura na escuridão · Teoria de linhagem de lobos ou conexão espiritual · Medo de animais peçonhentos e ambientes assustadores
- Mistério da Luz na LagoaFenômeno de luz inexplicável em lagoa · Teorias sobre alienígenas e aparição religiosa · Cobertura do Fantástico e investigação científica · Surto coletivo e evento popular
- Caminho para o céuEncontro com estranho oferecendo carona · Medo e hesitação em aceitar a carona · Entrada forçada no carro do estranho · Conversa com o motorista e chegada à escola · Reflexão sobre a inocência e perigo
- Dicas BizarrasRecomendação de livro 'The Memory Police' · Recomendação de músicas de Nanda Tsunami · Discussão sobre medo de escorpiões e baratas · Dica de protetor de ralo contra escorpiões
Caso Bizarro ao vivo no teatro de novo. Sim, eu estou viciada e não me tire. Se você me ver no teatro, não me tire de lá. É onde eu gostaria de estar. E eu vou estar com duas convidadas maravilhosas, que é a Máquia Nóbrega e Camilla Frender. E nós três estaremos lá no dia 14 de maio, no Teatro Sabesp Frey Caneca, às 8 horas da noite. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Uru e eu espero vocês lá.
Sejam bem-vindos ao Caso Bizarro. Hoje eu estou aqui com o Ronald Rios. Hello! Olá! Estou animada. Eu também. Pra gente falar... Olha, eu fiquei perguntando, porque eu nem sei se você lembra de mim. A gente já trabalhou algumas vezes juntos. Lembro, lembro, lembro demais. Não sei se você lembra do... Quando eu trabalhava com a Netflix. Sim, a gente fez a publi. Eu não lembro qual era o seriado. Era a série... Meu Deus, eu amava essa série. Hip Hop, era uma música de hip hop.
Ah, é verdade, era público pro seriado do cara do Mula Rouge, de hip hop. Isso, exatamente. E aí era uma público que eu entregava… Eu era tipo um cara que entregava um rango pro Oji. Pro Oji, exato. Pra ele poder assistir. E aí eu acabava ficando assistindo o seriado na casa do Oji. Eu lembro, lembro. A Tasha Trace tava lá também, né? Tasha Trace também tava. Porque elas nem cantavam. É verdade.
Eu acho que eu não pego, eu não gravei com elas. Ah, tá, se tiver, é um momento. Mas a hora que eu gravo é com o Oji ali. Mas aí, né, nessa época eu trabalhava com a Netflix. E aí tinha essa série maravilhosa que uma hora vai vir, eu vou lembrar do nome. E aí rolou, era tipo uma propaganda, né, pra essa série. E fez uma música com o Oji.
E com a Tássia Reis, foi muito legal. Irado, irado, irado. Não, lembro demais, lembro demais. Foi muito bacana. Um grande prazer que você lembrou de mim pra participar aqui. Sim, e eu também fui muito amiga da Jana. Então, quando vocês gravavam... Sim, lá de 2010. Lá, exato. Ou seja, 16 anos on the run. Muito tempo. Eu ligava no oráculo. Foi um grande surto aquela época. Que demais, cara. Pô, irado que a gente pode estar aqui hoje. Fico muito feliz.
Bom, vou começar então, lembrando a galera que dá pra assistir tanto no Spotify, quanto no canal do YouTube do Caso Bizarro, em vídeo, e nos demais agregadores, em áudio, como sempre. E se a gente falar de alguma coisa aqui, alguma imagem, e vocês só estiverem ouvindo, vai lá no Instagram, Caso Anderline Bizarro, que as informações vão estar lá. Antes de começar, fala um pouquinho de você, né? Nem apresentei direito, mas explica aí você, o seu trabalho.
Eu sou um homem com um cachorro que não tem barço. E eu faço de tudo para cuidar dele e manter ele vivo. E eu gosto muito da minha mãe, da minha irmã, da minha mulher. E é basicamente essa minha vida. E assisti bastante televisão. Bastante televisão. Muito mais televisão do que cinema. Mas você é humorista, roteirista, apresentador? Ah, o que eu faço? Ah, sim, claro. Ah, é verdade.
As coisas que eu preciso fazer Para poder fazer as coisas que eu gosto Eu sou repórter, roteirista Comediante Trabalho em várias redações Diferentes como Como roteirista
tenho o meu trabalho de jornalismo musical e às vezes jornalismo um pouco mais hardcore, documentário mesmo e evidentemente faço show pelo Brasil inteiro estou com o meu novo show Ronald Rios ao vivo da sua cidade em breve a gente está começando o show aqui em São Paulo nesses primeiros meses está tendo uma jornada bem legal ano passado lancei meu especial
Príncipe da Comédia, meu primeiro especial em mais de 17 anos de carreira. Fiquei muito feliz de poder documentar isso finalmente. Quando eu comecei, não era uma tradição a gente ter especial de comédia. Então é maneiro. Quem quiser assistir, vai lá. Príncipe da Comédia saiu em janeiro de 2025. E é isso. Estamos trabalhando aonde aparece um dinheiro em cima da mesa. A gente vai lá e tenta pegar, tá ligado? Esse sou eu. E esse é o que eu faço.
Bom, agora com as devidas apresentações, vamos começar então. E o primeiro caso se chama Bunda Branca que faz psiu. Ok, já gostei. A gente ficou verde da BSTV, então uma bunda branca que faz psiu. É um sucesso, vamos ver. Cabível.
Olá, Mabel. Olá, Ronald. Meu nome é Davi. Eu tenho um relato no mínimo bizarro pra contar pra vocês. Ok, Davi. Tudo começou no domingo. Eu tava no sítio do meu pai com a minha mãe e minha esposa. Eu precisava voltar pra casa porque na segunda eu iria trabalhar. Mas só tínhamos um carro. Então decidimos que eu iria de ônibus e eles voltariam de carro na segunda. Eu nunca tinha ido e voltado do sítio de ônibus. Perguntei ao caseiro como eu chegava em Itaquera. Estávamos em Nazaré Paulista, perto da represa.
E o caseiro disse que era moleza. Eu só precisava pegar o ônibus pra Guarulhos, descer no terminal e pegar outro ônibus pra Itaquera. Envolve dois ônibus, não é moleza, gente. Se envolve já uma baldeação de ônibus. Nada com uma baldeação e moleza. Mas tudo bem, ok, beleza. Mas eu lembro da primeira vez que eu tive que fazer uma baldeação de ônibus em São Paulo. É óbvio que eu entrei em todos os ônibus errados.
E era muito difícil. Acho que hoje é um pouco mais fácil que você consegue pesquisar. Mas quando eu mudei pra São Paulo, não existia isso de você entrar na internet, de, sei lá, ter no Google Maps, sabe? O Google Maps pra andar de ônibus é tipo... Pra quem não é da cidade. Porque quando você cresce na cidade e anda na cidade desde ônibus, desde criança, é bem boa. Tipo, se eu voltar no Rio de Janeiro hoje, eu saí tem 16 anos. Se eu voltar no Rio de Janeiro, eu sei pra qualquer lugar de ônibus. Aqui em São Paulo eu sou bem perdido de ônibus. Mas Google Maps ajuda.
Ele ajuda, mas quando eu mudei pra cá não tinha Não era só pra engraçada Então você tinha que ter perguntado Tipo assim, ah, eu quero ir tal lugar Qual ônibus que eu pego? Ah, desce aqui, desce ali Lembra a época que pra gente pegar um táxi na rua A gente tinha que fazer isso aqui?
Isso aqui é um gesto que as pessoas nem sabem o que é isso aqui mais. É verdade. Levantar o dedo pra chamar um carro na rua. Gente, não. Olha, é porque as tenebrosas. Então ele precisava voltar pra casa, né? Mas só tinha um carro, então ele ia de ônibus. Aí ele ia fazer essa baldeação aí, sem erro.
Entrei no ônibus e dormi tranquilamente. Aí já, pra mim, já errou aqui, né? Porque ele só ia descer no terminal. Então ele falou, ah, eu vou dormir. Ah não, de boa, né? Se só vai descer no terminal, pode dormir. É que ele vai descer no terminal e lá ele vai pegar outro ônibus.
Mas você vai no descendo terminal, não tem risco de, tipo, ele passar do ponto. É isso que eu quero dizer. É, acho que não. Só se tiver o risco, tipo, dele bater e voltar do motor não acordar. É verdade. Isso eu não ia falar. Existem, isso é uma realidade. E tem uma coisa também que eu também não entendia. Porque na minha cabeça, na minha cabeça de um pessoal do interior de Minas Gerais, tipo assim, eu pegava um ônibus. Quando ele chegava na última linha, acabou.
Só que existe alguns ônibus que são circulares. Então não existe a última linha, ele continua. É, muito cuidado com o mito do vou dormir, porque é no ponto final que eu desço. Aqui é o terminal, talvez esteja de boa. Nem sempre o motoregista vai falar, cara, eu vou acordar você, cara. Tem coisas mais importantes.
Exato. Acordei com o ônibus vazio, numa rua escura, cercada de uma mata densa. Pensei em perguntar ao motorista onde estávamos, mas imaginei que já estávamos próximos do ponto final, porque não tinha mais ninguém no ônibus. De repente, o ônibus estava entrando em um descampado, que parecia um campo de futebol vazio.
Ao redor só havia mato e uma lanchonete que parecia saída de um filme de terror, com direito à luz piscando e letreiro enferrujado, levemente caído. Levantei e gritei pro motorista, onde estamos? Ele se assustou com a minha presença, pois achou que não havia mais ninguém no ônibus. Então ele me explicou que no domingo o ônibus não vai pro terminal, ele vai direto pra garagem.
Então, aparentemente... Cuidado com dormir, porque vai no terminal, brother. Cuidado, cuidado. Nossa, mas que estranho, né? Bom, olhei pra fora e não dava pra ver nada além da lanchonete. Perguntei ao motorista como chegava Itaquera. Ele me olhou confuso e disse, não conheço nenhum lugar com esse nome.
Gente, mas Guarulhos não é longe de Itaquera Tipo assim, é Zé L, né? Não, não, sério, cara Isso não era um motorista Era uma alma que se apossou Tá ligado? Um cara que não conhece um lugar chamado Itaquera Você não precisa morar em São Paulo E você sabe o que é Itaquera Exato Esse motorista tinha os olhos vermelhos E a ausência de dentes Esse cara não era um ser humano
Não era um ser humano, ou então ele tava ali numa fenda, uma coisa de outra realidade, tá?
Não conheço nenhum lugar com esse nome. Tenta perguntar na lanchonete. Alguém lá deve saber. Estranhei. Qualquer pessoa em São Paulo menos conhece o nome Itaquera, gente. Sim, é. É o ponto final, sabe, da Zélia? Não tem como. É, isso... Ele não saber Itaquera é a prova de que você tá numa história de terror. É, exato. É o começo. É a primeira hora que você fala, ah, isso é um filme de terror. Eu vou morrer, é isso.
Desci do ônibus e fui até a lanchonete. Antes de entrar, olhei no celular e estava sem sinal. Lá dentro, os clientes, aproximadamente uns cinco, me olharam como se eu fosse de outro mundo. Parecia cena de filme de faroeste. Boa noite, você poderia me dizer como chega ao terminal Seagespe? Ou se passa algum ônibus daqui pra Itaquera? Perguntei ao homem atrás do balcão. Ele respondeu, nunca ouvi falar de Itaquera. Isso! Isso!
O que é isso, cara? Gente, não é possível. O que aconteceu com o Guarulhos? O cara entrou em algum episódio do Além da Imaginação, onde é o dia em que as pessoas não sabiam que era Itaquera. É uma realidade onde Itaquera não existe. Já pensou ali? Tipo assim, onde é o carrão? Ah, o carrão. O carrão é ali. Mas Itaquera...
não sei. Cara, Itaquera é bem famoso. Gente, é muito famoso. Ainda mais hoje que tem o estádio do Corinthians. Sim, sim. Mas eu imagino que aqui seja uma história mais antiga. Mas assim, acho que nunca teve uma era da humanidade onde você falava Itaquera. Não, eu sei Itaquera onde era. Itaquera, eu nunca ouvi falar de Itaquera. Sim, sim, sim.
Porque tudo bem também a pessoa não saber onde é, mas nunca ouvi falar de Itaquera, gente. Que frase é essa? Ele começou a perguntar pra cada um dos clientes que estavam ali e todos fizeram uma resposta negativa. E eu fui ficando mais desesperada. Até que o Caixa disse, acho que o Chapeiro sabe onde fica Itaquera. Uma vez ele me falou desse lugar.
Ok, ok, ok. Então talvez alguém tenha ouvido falar sobre a lenda de Itaquera. Ele entrou na cozinha e chamou o Chapeiro. Naquele momento senti um certo alívio, porém esse alívio passou rapidinho. Quando o Chapeiro saiu da cozinha, ele mirou de um jeito estranho, como se estivesse me dando um aviso com o olhar, tipo, sai daqui agora. Então ele disse, se você sair agora, virar à esquerda e seguir reto dois quilômetros, vai chegar na via principal e conseguir pegar um ônibus para sair deste lugar.
E presta atenção que ele não falou pra chegar em Itaquera. Ele falou pra sair deste lugar. Caramba! Quando eu abri a boca pra falar alguma coisa, ele disse, vai, vai agora. Sem pensar, saí da lanchonete e segui a direção que ele indicou. Olhei novamente o celular e nada de sinal. Apressei mais os passos. Era uma rua deserta, com neblina na frente e atrás de mim. Quando andei os 100 metros, já tinha perdido a lanchonete de vista na neblina. Dos dois lados da rua, havia apenas uma cerca alta e árvores.
Pouco tempo depois, em meio à neblina, avistei duas silhuetas vindo em minha direção. Eu ia ser assaltado, óbvio. Quando as duas pessoas me viram, apertaram o passo e ficaram assustadas. Olhei pra trás e avistei uma silhueta bem grande vindo. Por sorte, era um ônibus. Dei sinal e ele parou. Entrei correndo e falei pro motorista. Por favor, o senhor pode me dar uma carona até a avenida? Estou perdido. Quase fui assaltado. Quase fui assaltado. Nada aconteceu.
O motorista não disse nada. Me olhou, fechou a porta e continuou o trajeto. Gente, pelo amor de Deus! Ele entrou no ônibus. O motorista foi solidário. Mais uma pessoa morta, né? Porque o cara não respondeu nada.
Como o motorista não pediu pra eu descer, entendi que ele iria atender as minhas súplicas. Ok, ótimo. No curto trajeto de ônibus, pude pensar em como todas as pessoas que vi até então pareciam sem energia, acabadas, como se vivessem sem qualquer esperança. Chegamos à via principal e pedi ao motorista pra parar. Agradeci a carona, mas ele não respondeu, nem olhou na minha direção.
Sim, porque a alma dele estava morta. Gente, sério, eu queria saber, eu queria muito ir nesse lugar. Não, você não queria. Você tá falando aqui agora do conforto do ar-condicionado. Exato, na felicidade. Você não queria ir nesse lugar. Ninguém quer ir nesse lugar. Ninguém nunca quer estar nesse lugar. Caralho. Avistei um ponto de ônibus. Finalmente, eu saí dali. Ao chegar, notei que as pessoas que estavam ali tinham a mesma expressão. Uma tristeza e falta de esperança.
Gente, eu tô desesperada. Aos poucos, o ponto foi esvaziando. A última pessoa a entrar no ônibus, parou na porta, olhou pra mim e disse Percebi que você não é daqui, cuidado, aqui é muito perigoso. Aqui é onde, caralho? Lá estava eu, sozinho, e nada do meu ônibus. Olhei pro celular e tinha um palitinho de sinal. Quando pensei em ligar pra minha esposa, escutei um barulho que se assemelhava a uma turbina. Mas não havia nada ao meu redor, além de árvores.
Mais uma vez, o barulho quebrou o silêncio. Percebi que o som vinha de trás do ponto, dentre as árvores. Forcei a vista pra enxergar melhor. Foi quando eu vi uma bunda enorme branca em meio a... Parei.
bunda tava fazendo psiu. Uma bunda fazendo psiu. Como uma bunda faz psiu? Você acha que essa é a parte mais assustadora da história? É um jeito bem estranho de eliminação de gases. Eu já ouvi vários tipos de peidos, mas tipo, psiu. Eu nunca ouvi, tá ligado? Eles são mais altos ou silenciosos. Mas eles nunca fazem psiu. E nunca vem da bunda. E assim, o que me assusta nessa história toda, quer dizer, além de tudo, é que dádolo aqui.
Eu não sei se eu esperaria que a bunda me desse alguma dica de ônibus. Acho que a bunda queria dar a bunda, gente. Vamos ser bem sinceros. Você tá num ponto de ônibus. Seu ônibus... A bunda quer dar a bunda. Vamos ser bem sinceros. O contrato social ali é esse, gente. É uma coisa que tá acontecendo ali. E aí, das pessoas que pegam aquele ônibus.
Uau. Não, você realmente queria estar nesse lugar aí? Você está curiosa por esse turismo? Não sei mais. Nem tentei identificar se era uma bunda de homem ou de mulher. Só peguei o celular e liguei pra minha esposa. O psiu continuava, cada vez mais próximo. Não olhei mais pra trás. Quando a minha esposa atendeu, comecei a falar baixinho. Amor, desci do ônibus num lugar estranho. Estou num ponto de ônibus sozinho, não tem nada ao meu redor. E acabei de ver uma bunda branca sobendo.
Sozinho não, você tá com a bunda branca, cara. Você tá com a bunda branca, exatamente. Eu gostei que ele fala que eu... Não me preocupei, você era de homem, de mulher. Pra mim, em qualquer caso, é preocupante. Exatamente, é uma bunda. Eu não me preocupo, assim. Tem algo errado. Tem uma coisa muito... Se o psiu vem da bunda, cara, eu não... Menos...
O menor dos problemas é o gênero da bunda. Caralho. Como o som da bunda se aproximava, eu deixei o celular ligado caso acontecesse alguma coisa. Minha esposa saberia. Ele nunca ficou com medo das pessoas sem alma, das pessoas ameaçando ele, né? Tipo, da sombra vindo na direção dele. Mas na hora que veio a bunda, ele achou que tinha que ligar pra esposa dele. Sério.
E eis que finalmente vi um ônibus pra Itaquera chegando. Subi correndo no coletivo e agora sim, olhei diretamente pra bunda. E ela tinha sumido. Ah, ele nunca viu o corpo ao redor da bunda. Caramba, cara. Foi só uma bunda. Hoje em dia, quando conta esse relato na roda, todos dão risada. A bunda sem cabeça.
É isso que ele viu? Uma bunda branca, sem cabeça. Será que a bunda é uma instituição tão grande no Brasil que a gente tem, tipo, ela enquanto figura folclórica já?
Cara, eu acho que se a gente tem uma perna cabeluda, a gente pode ter uma bunda sem cabeça. Tudo é possível, né? Tudo é possível. E realmente, tinha que ser um lugar com muitas árvores em volta pra que a bunda, pra que o corpo tivesse separado. Se é que tinha um corpo também. É, essa questão. A partir do princípio que tinha um corpo. Eu acho que a estrada tá tão insana que tem chance de ser só uma bunda com vida. Sabe o mãozinha da família Adams? Sim. Era o bundinha de Taquera. Tá ligado?
Só que o bundinho de Itaquera, ele vai chegando mais perto, né? Ele foi falando que o som foi chegando mais perto. Mas aparentemente, só o som foi chegando perto e a bunda continuou no mesmo lugar. Caramba, cara. Tipo, será que, não sei, a bunda mandou um som mais longe, mais distante? É, são mistérios que você tem que estar lá pra saber. Mas, novamente, não quero ir lá. Realmente. Obrigada por lerem meu relato e fica a dúvida. Será que eu fui no Sete Além?
Cara, que... Eu não tinha parado pra pensar nisso, porque realmente pareceu uma realidade alternativa demais.
O que é sete além? O sete além, sabe aquela brincadeira do tipo, você tá no elevador e aí você coloca um andar que você quer ir, só que o elevador vai te levar pra outro lugar e quando você entra, você tá em outro mundo? Não sei se você já vai falar disso. Não, nunca. Tipo, existe umas discussões que existe o sete além, que nada mais é do que uma realidade alternativa e que é o elevador que faz isso. Então, se um dia você entrar no elevador e colocar o número 4 e tiver, sei lá, outros números ali, é porque você tá indo pro sete além. Ah, entendi. Eu acho que eu já passei.
por isso, tipo, apertar o elevador e parar num lugar que é, tipo, diabólico, infernal. Normalmente, quando eu vou numa empresa, aperto o elevador e eu vou parar no andar, que é o setor jurídico, eu considero que é um inferno, mas entendi o que é o Sete Além. Ok, ok, ok, justo. Então, basicamente, acho que o que ele quer dizer, que realmente, ele tá, gente, pra mim, o que mais prova Sete Além é as pessoas falarem, eu nunca ouvi falar de Taqueira.
Porque assim, Nazaré Paulista, meu, não é longe, sabe? Não, não, não existe. Taquera é um dos bairros mais famosos. Não é só de São Paulo, é do Sudeste e do Brasil, a certo ponto. Houve, tipo, existe na cultura pop, em novela, em músicas, etc. Sim, exato. Entendeu? A ideia de ter esse lugar... É, a gente não tá sendo bairrista aqui de falar, nossa, tem que ir. Não, absolutamente não, pelo amor de Deus. Taquera é um bairro muito famoso.
Hoje em dia é macho amor do ano, não sei quando essa história aconteceu. Mas assim, tudo bizarro, tudo bizarro, assim. Que bom que deu tudo certo. Que bom que deu tudo certo, né? Uma bunda assustadora. Mas é isso que me choca, ele considerou a bunda mais assustadora do que os homens lá dentro do bar. Aquele bar que já tava... Imagina, você entrar no bar e o cara fala, nunca ouvi falar de ataques.
E as pessoas te olharem assustadas, o cara vai logo, vai logo. Mano. Eu acho que a bunda foi tipo o chefe final, tá ligado? Acho que tudo foi muito preocupante. E aí quando tem só a bunda falando... Você fala, brother... Eu tenho que sair daqui. Cara, que sensacional, velho. Eu não tinha noção de que o tipo de história... Alerta severo, bunda branca naquela... Eu não tinha noção de que o tipo de história assustadora do programa era essa.
Nem sempre é Mas acho que hoje foi bem especial Cara, muito boa, assim, total assim Eu assistiria esse filme Não, eu assistiria, assistiria Isso é um episódio de além das imaginações total, tá ligado? A gente nunca vai saber O que foi que aconteceu, tá ligado? E assim, eu escolho acreditar Eu escolho viver num universo Onde esse cara tá contando tudo é verdade E a gente só não sabe a explicação pra isso E eu também quero acreditar Que a bunda não tinha um corpo atrilado a ela Aqui dá uma
Eu gosto muito da ideia de ser uma bunda livre, tá ligado? Exato. Free bundas. Free bundas. Acho que é isso que a gente... É o que a gente consegue entender aqui. Demais, demais. Desse caso, mas eu amei. Grande história. Que nunca aconteça com você de novo, meu chapa.
Eu acho que as lições que a gente aprendeu hoje aqui é não dormir no ônibus que vai pro terminal. Não dormir porque, tipo, velho, tem um circular, tem o que volta, tem muita chance de dar algo errado. E assim, com esse brother, claramente foi pra um cenário onde a gente não tava esperando de qualquer forma. Eu leio o próximo? Isso. Ok. O Mistério da Luz.
Oi, pessoal, me chamo Sara. E aí, Sarinha? Sou mineira e trago um caso bizarro que mais foi um surto coletivo. Ok. O ano era 1996, uma época em que a vida era mais ingênua e mais pixelada. É verdade. Um belo dia, alguém viu uma luz diferente surgindo na lagoa de água...
Preta, ou a Lagoa de Copasa, que fica entre minha cidade, Lafayette, e a cidade vizinha a Ouro Branco. Ó, um salve aí pro interior de Minas Gerais, galera. A boataria em torno da luz misteriosa se espalhou rapidamente pela região. Ok, uma luz diferente surgindo na Lagoa de Água Preta.
Imagino tanto que não... Todo mundo está comentando isso. Peguei. Uns achavam que se tratava de um fenômeno alienígena. Outros que o que aparecia era uma imagem de Nossa Senhora. É um pouco, né? Ou é a Nossa Senhora, ou é...
Algo ali nisso. Depende da sua fé, tá certo, entendi. Eu devia ter uns 10 anos de idade e me lembro perfeitamente de ir à noite como é o tio até a beira da estrada pra ver a luz. Nossa, foi grande, hein? 96, não tinha muita internet, não tinha scrolling no Instagram. Não tinha, sabe? Você tinha que ir na rua.
Quer ver a luzinha? Tem que ir na rua, tá ligado? Gostei, achei legal. E deve ter sido um fenômeno que a cidade inteira foi fazer. É como quando você vai ver a árvore de Natal na sua cidade, se tiver. Todo mundo se reúne, vai lá e fica assistindo. Vamos ver a luz alienígena que está passando na lagoa. Ela diz, estrada lotada, gente vendendo cerveja, barraquinhas de churrasquinho, um verdadeiro evento. Em um determinado momento, a luz surgiu.
tremula e fraca, mas foi o suficiente para deixar os presentes em polvorosa. Havia uma certeza no ar, todos presenciaram algo único, algo que entraria para a história. Tanto que o caso foi parar no Fantástico, em que eles avaliaram a existência de metais pesados ou materiais radioativos na água. É, eu estava desconfiado que tinha algum elemento científico, blá, blá, blá. Sim. Sempre que tem uns negócios assim, ah, o balão de não sei o que, que tem a luz.
Ou a balada radioativa. Eu estava já esperando que viesse alguma coisa assim. É o que o Fantástico colocou aqui, a possibilidade disso, né? Ufólogos vieram à cidade para avaliar os fenômenos sobrenaturais e deram entrevista ao maior jornal do Estado. Agora eu vou só colocar esse linkzinho, que é só um pedacinho. É, ela diz aqui. Tem a matéria no começo desse vídeo, caso queira ver. 94 quilômetros de Belo Horizonte. A luz aparece no meio de um lago.
A fila de carros na estrada que cerca o lago é o primeiro sinal de que o fenômeno atiçou a curiosidade dos moradores da região. A escuridão dificulta a visão. Alguns usam até binóculo. A câmera não registra nada, mas as pessoas que viram a luz dão logo uma explicação. A câmera não vê, mas as pessoas vêem.
Eu gostei dessa moça Tem de fato uma foto então Ouve a luz
Enfim, é uma matéria de 10 minutos. A gente já descarta que foi um surto coletivo. Houve uma luz de fato, aconteceu a luz. Mas também houve um surto coletivo. Estou vivendo a de cerveja. Uma coisa que pra mim é muito Brasil. Que é quando você tem, sei lá, umas paradas que normalmente... Tipo na estrada, né? Uma parada, você vai pro litoral. Tipo, é um lugar que...
Todo mundo passaria ali normal, mas de repente tá uma parada, porque tem muito carro. É quando você vê uma pessoa vendendo, você sabe que você vai ficar muito tempo ali. E assim... Porque surgiu... E é muito... Eu adoro a ideia de que, tipo assim, cara, a gente tá testemunhando algo que pode ser, sabe? História. Extraterrestre.
Ou algo que pode ser espiritual. E sabe qual é o melhor jeito da gente testemunhar isso? E ser uma testemunha ocular justa sobre o que a gente está vendo essa noite? Fazer isso alcoolizado. Tá ligado? Porque a gente vai virar uma testemunha de muita credibilidade. De muita credibilidade. E aí, você viu lá o ET lá que teve no lago? É, eu vi, eu estava cheio de cac...
puxa-se na cabeça e fala, puta, brother, não, a gente precisava de um cara que não tava bêbado, pensa no comentário. Será que a gente consegue? Foi difícil pro Fantástico fazer essa matéria, tá ligado? Deve ter sido. E, meu, imagina, anos 90, você que, tipo, já entrevistou muita gente, tem umas pessoas que são muito especiais, né? Tem gente que, tipo assim, nem interessa. Pra mim, eu acho que o que é mais legal nessas histórias, tipo, que nem você falou, ah, essa mulher é engraçada.
Não interessa o que tá acontecendo. Eu gostei dela. Só as pessoas que são entrevistadas.
eu gostei dela, porque ela falou tem alguém tirando a gente e isso é um negócio que eu me identifico bastante, a primeira coisa que eu penso, tipo, eu não acho que é não vou estender muito, porque a galera, a pró-ET vem atrás de mim quando eu falo isso que eu não acredito que tem ET, tá ligado? Nossa, eu acredito eu não acredito, eu preciso de evidência eu também, eu também acho que eles, meu sonho é eles virem, sabe? Se um ET realmente existe, cara, desce com a nave na Paulista 5 minutos E aí
diz, ó, a gente existe, eu sei que o Ronald vem enchendo o saco há muito tempo, falando que se é pra aparecer, aparece. Mas eu não sou de encher o saco nosso. Então eu apareci. Então eu ando cada vez mais silencioso sobre isso, porque, meu Deus do céu, virou uma, sabe? É uma... Você acha que é uma galera muito brava? É, não, já tá num nível já religioso. Vocês não são um cara da silêncio? Não, não, é sério, eu juro. Sabe quando você falou uma coisa, antes da gente gravar, você falou, ah, você falou alguma coisa, você quer tirar e tal?
Meu Deus, será que eu tirei esse... Não, não é pra tirar. Eles sabem a minha opinião. Eu não acredito. Se for pra aparecer, aparece... Ai, mas é uma arrogância você achar que no universo inteiro só tem gente na Terra. É, até o Anitão só vi gente na Terra. Se aparecer em outro lugar, firmeza total. Aí você vai mudar o teu... Mas precisa aparecer. Precisa ter uma comunicação. Ah, mas teve um avião... Mas, ó, muita gente viu as luzes aí. Tem muita gente vendo as luzes aí.
É o que você falou, a câmera não pegou. Tudo bem que a gente ainda vai chegar no final da história, vamos entender o que são essas luzes. Mas as câmeras não estão pegando, mas o povo está vendo as luzes. É, não, sim. E às vezes pode ser algo, às vezes pode ser algo. Mas é que tá. Vamos supor que às vezes essas pequenas aparições de luzes ou de às vezes uma nave que aparece rápido e quando solta esses vídeos do Pentágono, etc e tal.
Normalmente, ETs, se vocês existem, façam um esforço mais claro pra provar que vocês existem, tá ligado? Aparece de fato, cara, desce na Paulista. Pega uma galera aqui, leva uma galera. Vai no voo do MASP, cinco minutos de coletiva, e aí vai ficar, meu Deus, não tem dor. E aí vocês somem. Sim. Por quanto tempo vocês precisarem? Mas enquanto vocês não fizerem isso, eu não tenho como comprar, desculpa. E se os ETs chegaram num bar e pediram assim, onde que é Itaquera? E o cara falou, me encontram.
falar de Itaquera. E na verdade eles estão tentando chegar aqui e eles não conseguem. Os ETs eles estão ouvindo a Terra. Eu acho que às vezes é uma galera que não tá sabendo mostrar. E eles falam, cara, a gente quer muito fazer a nossa introdução oficial na Terra através de Itaquera. Só que é impossível achar Itaquera.
E eles aí estão há meses tentando chegar em Itaquera. E você... Eu já acredito nessa teoria. Essa era uma teoria. E se a bunda branca, na verdade, era uma tentativa. Eu sou o cara que sempre gosto da ideia de que tem alguém me enganando. Alguém está armando uma para o Ronald. Sempre paranoico. Por isso eu gostei bastante da menina.
Alguém tá brincando com nós aí. Alguém tá zoando com a gente. Alguém tá zoando com nós, tá ligado? É pra onde eu caminharia. Posso continuar? Pode. Porém, após investigações das autoridades locais, a verdade foi descoberta. Era o reflexo do poste de iluminação no alto do morro.
Sendo refletido nas águas. Beijo pra vocês. Vida longa ao caso bizarro. E-mail da Sara Curte. Beijão, Sara. Demais a história. E, puxa vida, a explicação bem simples. Novamente. Mas precisou um fantástico e lá. Quer dizer, imagino tanto.
Não devia ter sido tão fácil pra galera ter percebido isso, pra eles precisarem de tanta coisa, né? Sim, não, sim. E eu entendo, cara. Sabe, é uma luz no lago. Sim. E você já mandou três bombas pra dentro da cabeça. Tá ligado? Você fala, pô, acho que os ETs chegaram mesmo, é hoje, hein? Vamos nessa. Mas obrigado, Fantástico. Cara, eu acho que o Fantástico... O Fantástico, né? Desde que eu sou criança, eu acho que o Fantástico deve ter feito...
muito dinheiro divulgando as matérias que eles fazem, derrubando a ideia de que tal coisa foi um ET. Desde criança eu lembro de muita matéria do Fantástico. Eles se esfarçam muito. Ah, o caso de ET... Até hoje tem bastante coisa, sabe? Enquanto tiver ET aparecendo de jeito suspeito, o Fantástico vai se manter no ar.
Vai se manter no ar. Porém, eles foram aqueles que colocaram o autópsia do ET, né? Pra gente assistir na época. Que era um vídeo fake, mas que a gente quase morreu de medo na época. Eu lembro disso. Eu devia ter talvez 7, 8 anos de idade. Eu sou muito mais jovem do que as pessoas pensam. Isso que me irrita um pouco. Porque quando eu tinha, sei lá, meus 20 e tantos anos... Ai, você é mais velho. Parece mais velho.
Eu achava maneiro. Agora que eu tenho 37 anos, as pessoas já sabem que eu sou mais velho. Eu falo, porra, é sério, cara? Acham que eu sou mais jovem, mas tudo bem. Eu era muito jovem, tinha 7 anos no máximo, assim. E eu lembro que eu desliguei a TV de medo. Eu fiquei apavorada. Eu falei, eu não posso ver isso. Eu sou muito impressionado. Eu estava com um pouco de medo de vir aqui no programa.
Porque primeiro eu falei, ah, são uns casos bizarros. Ah, eu falei, ah, deve ser casos engraçados. Só em casos engraçados. Tipo, aconteceu uma coisa, o cara viu tal coisa engraçada. Não tem nada a ver com... Depois que eu fui olhar, dar uma olhada melhor, eu falei, vamos ver com o que a Mabeta está trabalhando. Será que ela está se metendo? E aí, eu entendi que é um bagulho meio de horror. E eu sou uma pessoa muito medrosa. Eu não vejo nenhum filme de horror.
O mais light de todos, eu não gosto de ver. Tipo, uma vez para eu conseguir assistir o Chuck, né?
Chucky, Chucky. Chucky, vamos começar tranquilo. Chucky, eu chamei minha mãe pra vir assistir comigo, pra ela poder me ajudar a atravessar o Chucky, tá ligado? E não é que eu tinha cinco anos de idade. Eu não quero revelar a minha idade, tá ligado? Mas eu já tinha passado, eu já tava na puberdade.
E eu falei, mãe, vem ver a tia aqui comigo no SBT, tá ligado? E aí teve uma hora que eu parei de ver porque ela precisou ir conversar com a vizinha. Aí eu tirei da TV, tá ligado? Eu sou esse cara. Eu sou os caras... Mas hoje em dia você ainda tem medo. Ainda tem medo. Eu lembro que quando eu aluguei... É, eu queria ver os clássicos.
Exorcista, né? Eu lembro que eu assisti no Exorcista em DVD, velho, é tipo, a cada cinco, seis minutos, eu levantava e acendia a luz. Levantava, acendia a luz, andava. Se você é uma pessoa que tá fora da minha casa, vendo a luz apagando e acendendo, você pensa tendo uma rave, tá ligado? Eu morro de medo, eu não assisto nada de horror, nada de horror. Então eu falei, puta, cara, tomara. Eu tô gostando dos casos, os casos não tão...
Não estão me deixando preocupados, tá ligado? Eu gosto mais do terror. Eu gosto mais. Só que eu já tenho o podcast com a Carol, né? Que é o Modos Operantes, que a gente fala sobre crimes reais. E lá já, né? A gente fala sobre crimes. É numa outra perspectiva, numa pegada mais jornalística e tal. Lá já é mais a carga mais pesada.
Ela é a carga mais pesada. E aí, o caso bizarro, eu gosto muito de história sobrenatural. Eu amo história de espírito, de lenda, sabe? Tipo, saci, com a Madi Fulozinha. Não sei se você ouviu falar. Mas ela é uma que... Principalmente no Nordeste, assim, Pernambuco fala muito dessa lenda.
Que é uma moça que cuida da mata. Então, quando você ouve o assobio dela de perto, é que ela tá longe. E quando tá longe, é porque ela tá perto de você. Então, se você ouve o assobio muito longe, ela tá, tipo, do seu lado. E ela meio que ataca pessoas que fazem mal pra natureza e tal. Eu amo essas lendas, folclore. Eu piro bastante.
Nossa, eu nunca jogo um papel de bala no chão. Mas, natureza, eu não faço isso. O máximo que eu faço, se eu tiver num rolê de trilha, acampamento, no máximo faço xixi na árvore, tá tudo bem, né? É, eu não sei se xixi na árvore... Meu Deus do céu, porra!
Sério, sério. Como é que chama essa monstra? É a Flozinha. Ô, Flozinha. Se você tá matando gente que faz xixi na árvore, baixa um pouco a bola, tá ligado? Vamos baixar um pouco, né? Pelo amor de Deus. Xixi na árvore os animais fazem, pelo amor de Deus. É o mínimo que eu posso pedir, tá ligado? É poder fazer xixi na árvore. É, tá. Acho que xixi na árvore talvez ela deixe passar. Não, não, mas eu não jogo um papel de sete belo. Eu juro, eu juro, eu juro. Olha, eu não tô brincando. Eu tô com a perna arrepiada.
Não, mas é de boa. Eu não sou esse cara. Eu posso te garantir que todos esses casos hoje são mais tranquilos, até porque eu acompanho muito o seu trabalho há muito tempo e eu nem sabia se você tinha esse interesse por terror e tal. Mas como eu nunca vi você falar disso... Eu morro de medo. Então eu já imaginei que você não tinha. Eu morro de medo.
Geralmente a gente dá uma estudada na pessoa e fala Ah, eu acho que tipo, umas histórias que são mais da loucura, mais do nonsense Acho que vai ser mais essa cara Eu prefiro gente louca, gente bêbada, tá ligado? Uma bomba branca ali Essas coisas conversam mais com o Ronald Não, foi nisso que a gente baseou Mas eu particularmente, eu gosto Tanto que tem uns casos que eu faço sozinha aqui Que eu conto uma história sozinha Daí o último que eu fiz era a casa dos 200 demônios Que era uma casa que aparentemente morava mais de 200 entidades lá Muita
Daí eu conto a história toda, mas enfim Você não precisa se preocupar Porque aqui tá tranquilo É um lugar, como é que é? É um lugar seguro Vou pro próximo caso então Que é a seguradora E a gata mística
Oi, Mabel e Ronald. Antes de tudo, eu amo o caso bizarro. Meu nome é Monalisa, sou casada e tinha dois gatos na época dessa história. Eu e meu marido fomos até um shopping para comprar o presente de aniversário da avó dele. A gente sabia exatamente o que queria e a loja já estava prestes a fechar.
Como bons pobres conscientes, deixamos o carro na rua em vez de pegar estacionamento. Boa. Fomos rapidinho, compramos o presente e quando voltamos, o carro tinha simplesmente sumido. Ó, não. Voltei pro shopping com meu marido pra pedir um Uber e seguir pra delegacia.
Enquanto a gente esperava, ele recebeu uma ligação. Era um homem, dizendo que era da nossa seguradora, que havia encontrado o nosso carro em São Mateus. Eu sou da BC e estava em Santo André, então era longe. Ele insistia que o carro estava intacto, só estacionado numa rua escura, e que a gente podia ir até lá buscar ou entregar a chave para ele buscar. Ok.
Soou meio bizarro. O carro nem tinha rastreador, como ele sabia? E por que, em vez de chamar a polícia, estava ligando pra gente? Meu marido disse que não iria até lá e que estava indo fazer o BO. Chegando à delegacia, mostramos as mensagens e as fotos do carro que esse funcionário enviou. O delegado respondeu, não recomendo vocês irem até esse local.
E continuou assistindo... Toda essa expertise pra isso, né, Ju? Eu posso recomendar isso, tá ligado? Eu também, a gente... Ó, eu sou policial, mas eu também recomendo no índice. Ai, meu Deus. E o policial continuou assistindo o desfile da escola de samba como se nada fosse. Sábado de carnaval, né? O coitado devia querer estar na folia. Ai, ai. Fizemos o BO, fomos pra casa de Uber. O cara continuou mandando mensagem a madrugada toda, até que no dia seguinte mandou uma dizendo o seu carro está na delegacia de São Mateus.
Conferi o endereço no Google, vi que era uma delegacia real. Fomos com meu pai até lá. E realmente, o carro estava na frente da delegacia. Não no pátio, não apreendido, só largado ali como se tivesse parado para comprar pão. Um policial falou que ninguém tinha dado entrada no carro, que ele simplesmente apareceu. Ah, gente, como assim? O carro estava intacto, com todos os nossos pertences dentro. Só o miolo da chave estava estourado.
Enquanto esperávamos a vistoria, meu pai decidiu ir embora para fazer nosso almoço. Fiquei observando ele sair preocupado com o caos da avenida e foi nesse momento que tudo ficou surreal. Do outro lado da rua, uma pessoa abriu a janela de um carro e jogou um gato para fora. O bichinho atravessou a rua, passou debaixo de um ônibus, debaixo do carro do meu pai e veio parar no meu pé.
Peguei o bichinho no colo desesperada, cheio de graxa, mas sem nenhum arranhão. Tentei deixá-la num lugar ali próximo, mas não aceitava animais aos fins de semana. Então levei pro veterinário, mesmo pobre, mesmo dura, sem poder com mais um gato. Já tinha dois.
Chorando muito, mandei mensagem no grupo do condomínio e uma moça se ofereceu pra adotar. Ela veio buscar a gatinha naquela noite. Ufa, final feliz? Calma. No dia seguinte, mandei mensagem pra seguradora cobrando explicações. Primeiro disseram que o cara não era funcionário deles. Ok. Depois, quando confrontei com o número da pólice e os prints, o cara tinha nos passado todos os dados do seguro pra gente. Ok. Mudaram a versão. Ah, ele sim, vamos verificar. Peraí.
Ok, ok. Ou seja, mistério ainda não resolvido. Mais um prejuízo de mais de mil reais pra consertar um carro. E aí entra a parte mística. Uma amiga minha, que é japonesa... É, por enquanto parece só um golpe, um roubo, qualquer coisa do gênero. E uma confusão aí da seguradora, que tipo, esse cara não trabalha pra gente, mas ele tem todos os acessos. Ah, na verdade ele trabalha pra gente. Exato. Mas por enquanto tá de boa.
E aí entra a parte mística. Uma amiga minha que é japonesa me disse, você não podia ter doado essa gata. Nossa cultura, gatos que aparecem assim são sinal de boa sorte. Ela veio pra você, vai voltar. Ignorei, porque né, pobre com prejuízo já do carro. Mas um mês depois comecei a sonhar com a gata. Ela tava triste me olhando. Senti que tinha algo errado e a moça não postava nada sobre a gata nas redes sociais.
Fui checar, mandei mensagem pra ela e ela disse que não queria mais, que a gata não era carinhosa, que ela não queria bicho. E perguntou se eu podia pegar de volta.
Fui, peguei, levei pro quartinho. Ela me odiava, me arranhava, me dava patada na cara. Mas fui paciente. Chamei a veterinária, fui levar pra fazer o exame, contei tudo pra minha amiga. Ela disse, agora sua sorte vai voltar. Ela é o seu amuleto. No mesmo dia, o exame de FIVI e felve da gata deu negativo. A seguradora ligou dizendo que ia remonçar todos os gastos. Conseguimos remarcar uma viagem pro Chile que estava emperrada há meses.
Hoje a Catarina, esse é o nome dela, faz um ano aqui em casa. Dorme comigo, me chama pra ir deitar. Ainda não é amiga dos outros dois gatos, mas ela é minha filha. E eu acredito de verdade que ela é meu amuleto da sorte.
Olha que fofa. Essa história é do meu coração. Gente, a não. A Catarina. Essa história é do meu coração. Nossa, da hora que você pegou essa gatinha, arrumou alguém pra poder ficar, a pessoa não queria e você foi lá e pegou a resposta de novo. E tudo deu certo na tua vida. História legal. Ah, gente. Tem mais histórias dessas? Onde o meu comentário é? Ah, que história legal. Que maneiro. Fico feliz.
Eu sou bem dos animais, tá ligado? Eu sou bem do resgate dos animais. Ouvi uma história dessa e me deixa bem... Ah, legal, legal. Eu sou muito do gato e do cachorro, qualquer coisa. E ela é linda, gente. Vamos ver a foto dela lá no Instagram. E ela pergunta, vocês acreditam em amuleto da sorte? Que um animal pode ser? O que vocês acham que aconteceu com o meu carro? Acho que tudo aconteceu só pra eu achar a Catarina. Um beijo enorme, continue com esse podcast. Cara, se o carro dela nunca fosse roubado, ela nunca teria achado a Catarina.
É, cara, é verdade. Ai, eu acho, eu acredito. Que bom que roubaram o carro dela, então. Que bom que roubaram o seu carro. Obrigado. Que bom, que bom. Que bom que vocês não foram atrás, porque, meu, provavelmente, sei lá, eram um sequestro, qualquer porra. E agora eu não entendo por que eles desistiram, né? Por que eles só não roubaram o carro?
Acho que às vezes levantou a paranoia sobre, tipo, ah, esse aqui pode ser rastreável e tal. É, pode ser. Ou às vezes era tipo, às vezes os caras roubam um carro pra fazer uma missão. E aí, uma vez que a missão tá feita... Resolvi. Aí ele não precisa e não quer mais o carro, porque estão perseguindo o carro no qual ele fez aquela missão. É verdade. Então eu consigo entender por que largariam o carro. Faz sentido. Achei curioso essa moça que aparece pra ela e fala que ela não deveria ter. É. É. É, né?
Mas eu fiquei feliz que no fim o gato voltou pra ela. Eu amei porque... Achei muito bonitinho. E ela pergunta, né? Acredita que pode ser um amuleto ou algo do gênero? Eu acho que sim. Eu acho que sim. Eu acho que sim. O meu gato já salvou a minha vida real. Em termos de eu tava, sei lá, em depressão. E de verdade, adotar ele mudou, assim, a minha vida. Sim, sim, sim.
tanta coisa com os meus animais que assim eu acho que os animais estão em outro departamento, é uma coisa que a gente não acredita, é cara se existir alguma coisa que é além do que a gente vê e tudo mais aqui nesse plano blá blá blá é através dos animais, em primeiro lugar em primeiro lugar é através dos animais, eles são eles são foda
É por isso que a florzinha mata as pessoas que maltratam os animais, tá vendo? É, mas por favor, não os miradores de árvore, por favor. Critérios, critérios, critérios, florinhas, por favor. Critérios, critérios. Mas gostei, a história é como chama a moça mesmo? É... esqueci, deixa eu ver. Fiquei muito feliz com a história dela. A Mona Lisa. E que terminou bem também, né? Terminou ótimo. Maravilha, beijão pra você, Mona Lisa. É... para ir à próxima. Isso. Vamos lá, essa se chama Carona para o Além.
Olá, Mabé e Ronald. Olá. Me chamo Dev, nome fictício, pois ainda tenho vergonha... Adoro essas. Adoro essas. Ainda tenho vergonha dessa história e pretendo manter minha reputação de filho mais velho que nunca deu trabalho. Gostei. Tenho 22 anos e meu caso aconteceu quando eu ainda estava no oitavo ano do ensino fundamental. Ok.
Morava em uma cidade pequena no Mato Grosso do Sul, chamada São Gabriel do Oeste. Como venho de família simples, minha mãe, que é solteira, não tinha carro. Com a falta de ônibus escolar no meu bairro, meu único meio de transporte eram meus pés, quase sempre calçados com um chinelo de dedo meio surrado. Eu estava no auge dos meus 13 anos, pré-adolescente, então o meu ódio de caminhar até a escola e ainda...
Ainda sofrer bule me deixava levemente pistola. Praguejava os quatro ventos por ter que andar tanto daquela maneira todas as manhãs. Todo dia era o mesmo caminho sofrido, com minha mochila cheia de livros e o coração cheio de livros.
cheio de ódio por ser pobre. Lembro bem que era uma quinta-feira, o sol rachava na cabeça, por volta das 6h40 da manhã. Estava desejando que a semana acabasse logo, para ter um pouco de descanso, ao que notei um carro azul escuro se aproximando lentamente, como que acompanhando meus passos.
Decidi ignorar e apertei o passo para me certificar que não estava sendo seguido. Ok. O carro chegou ao meu lado, emparelhado com a minha velocidade e o vidro se abaixou. Minha curiosidade me traiu. E no impulso, virei a cabeça para ver quem estava dirigindo. Já começou... Tá errado aí. Tá errado, tá errado. Mano, a...
O carro desacelera, abriu a janela Mano, a não ser que você seja um cara que conhece tudo sobre o seu bairro e disposto a falar onde é que fica a padaria do Tata Eu não sou esse cara, tá ligado? O Google Maps tá aí pra todo mundo, meu mano Eu não tô aqui pra isso não, vamos nessa É... Aí quando ele vira a cabeça pra ver quem tava dirigindo
Uma prima minha costumava passar por mim naquele horário, a caminho da escola, e às vezes me dava carona. No meu âmango, eu implorava pra que fosse ela com um carro novo, querendo me levar até o colégio. Ah, então foi um grito de esperança. Entendi, então tinha uma esperança ali de que, puta cara, talvez eu consiga não ter que andar essa porra toda. Entendi porque você fez isso.
Lê do engano. Quem estava no interior do automóvel era um homem branco, de boné e camisa azul, barba por fazer e aparentando estar na casa dos 45 ou 50 anos, meio barrigudo, com cara de polaco emburrado. Ao olhar, ainda sem desacelerar meus passos afobados, vi seu corpo se deitar levemente sobre o banco do carona para me enxergar.
Para me tranquilizar, pensei que ele poderia pedir alguma informação. Brother, se essa altura... Gente... A essa altura do campeonato, você tá achando que o cara vai pedir informação. Exato. Mas tudo bem, vamos nessa. Sabe, tem inocência no mundo. E de novo, minha cabeça ansiosa estava redondamente enganada. Aquela coisa, me engano uma vez, o problema é de você. Me engano duas vezes, o problema é mesmo. Mas ele tinha 13 anos, né? Tudo bem, tudo bem.
Com uma voz grossa, mas simpática, ele me perguntou, opa, tá indo pra escola? Ao que respondi que sim, de forma bem seca pra não dar corda. Ele, com o carro ainda em movimento, abriu a porta do passageiro e disse, entra aí que eu te dou uma carona. Naquele instante, não consegui raciocinar direito.
Por que diabos um estranho pararia de forma tão suspeita ao lado de um adolescente e ofereceria carona? Estranho demais. Porque, brother, você não tá vendo as notícias do Kaseb? Sim, o bagulho é doido. Pelo amor de Deus, assassinado. Pelo amor de Deus, brother. É... É... É... É... É... É... É... É... É...
Qualquer filme de terror, o homem de velho para, né? Não se meta em problemas. Não entra no carro, pelo amor de Deus. Prontamente respondi que não precisava. Boa. Que eu fazia aquele trajeto todo dia e já estava acostumado. Boa. Gaguejei entre as respostas negativas para mais umas duas perguntas dele. Sempre inventando alguma coisinha besta para não entrar no carro.
Mas o caldo engrossou quando ele engrossou o tom de voz comigo, exigindo de maneira bruta que eu entrasse no carro. Ô, meu Deus. Caralho. Ali, tracei rotas pra fugir. Caralho, brother, pelo amor. Caralho. Eu tô empolgado. Eu tô vendo esse bom filme. Correr não adiantaria, porque a rua era estreita, sem muitas chances de escapatória. Voltei pra trás e também não adiantaria, pôs uma ré em cima de mim e eu estaria acabado. Caralho.
Nenhuma alma penada vagando por ali e gritar no meio da rua me mataria de vergonha para o resto da minha existência. Gente, mas é melhor ter vergonha do que morrer. Isso que é foda ser adolescente, né? Ai, não vou gritar porque eu vou ficar com vergonha. Pressão social, brother. Cara, se preocupe mais com a pressão do carro contra o seu corpo, brother. Eu estava lascado de todas as maneiras possíveis. Então, é com imenso pesar que digo que sim.
Eu entrei no carro do velho estranho. Não! Não! Não! Não, irmão! Não! Meu Deus do céu, cara! Eu só tô feliz porque é ele que mandou esse carro. Meu Deus do céu, cara! Então a gente sabe que a pessoa está viva. Algo é...
Algo dentro de mim disse que seria melhor se eu fizesse logo o que ele pedia. E foi assim que eu entrei. Meu Deus, cara. Sabe quando as pessoas falam, tipo, confie em você mesmo? É, não confie em você mesmo. Se esse é o tipo de pensamento que você tem, não confie em si mesmo, brother. Seus instintos são uma bosta.
É, entrei, fechei a porta e comecei a orar internamente por salvação divina. Ai, tadinho. Eu estava sem celular, então morreria e nem uma mensagem de adeus poderia deixar pra minha coitada mãe. Por incrível que pareça, o homem retornou ao seu estado pacífico, me tratando normalmente, como se 30 segundos atrás não estivesse brigando comigo no meio da rua. Meu Deus do céu.
O cara perguntou meu nome, idade, com quem morava e por fim em qual escola eu estudava. Respondi tudo de maneira sucinta, enquanto olhava para o caminho à minha frente, me segurando na porta e pensando em que momento eu poderia abri-la e me jogar numa tentativa de salvação. Agora, agora. Agora é um ótimo momento. Sabe, ele está pensando em pular de um carro que ele não devia estar em primeiro lugar.
Sabe a melhor hora para você pular fora do carro? É quando você não está no carro. Você nem devia ter entrado nessa ponte de carro. Dentro daquele carro, cinco minutos se tornaram horas intermináveis de frustração por não conseguir agir de tanto medo. E ao mesmo tempo, minha mente traquinava formas diversas que aquele senhor poderia usar para me matar.
Ele também estava pensando isso, tá ligado? Ele assim, será que eu jogo ali do bolo? Ele também estava planejando isso. Me levar para a plantação de milho, me desviver, me enterrar e nunca mais ouvir falar de mim era a opção que estava em primeiro lugar nos charts da minha mente.
Foi entre esses pensamentos mórbidos de quase morte que voltei a prestar atenção nele. Ele estava no meio de um monólogo sobre como os filhos precisam orgulhar a mãe e tirar notas exemplares na escola. Porque os jovens de hoje preferem a gandaia do que estudar e trabalhar.
E eu apenas concordando, como se ligasse para aquele sermão chulo, igualzinho aos que os meus tios sempre me davam. E foi concordando com aquela asneira que aquele maluco falava que chegamos à frente do meu colégio. Ele estacionou o carro e apertou minha mão num cumprimento. Eu, sem perder tempo, pulei para fora assim que abri a porta e ouvi um.
Deus te abençoe, meu filho. Respondi respeitosamente com um amém. E corri para as dependências escolares com o coração na goela, me sentindo a rapunzel depois que foge da torre. Estava livre e vivo. Nem acreditava que aquilo tinha acontecido. Passei alguns dias matutando sobre o que...
havia acontecido e as motivações daquele cara grisalho. Será que ele era um assassino atrás de uma vítima inocente e desistiu de me matar depois que soube que eu era pobre, miserável e filho de mãe solteira com três crianças?
Ou será que era apenas um senhor bem intencionado, mas completamente desmiolado, querendo fazer uma boa ação? Jamais saberemos. De qualquer maneira, já contei essa história para minha mãezinha, que na metade me interrompeu para desferir xingamentos poéticos à minha pessoa. É isso. Beijos, brother!
Gente, pelo amor de Deus. Brother, você fez tudo errado. Tudo errado. Sério, cara. Tudo errado. Uma vez eu tava ali no lado do metrô Sumarela, eu esqueci o nome da avenida lá, mas uma ruazinha que você sobe ali. E aí eu tava subindo. Rua chata, aquelas ruas íngreme que você sua pra caralho subindo. E aí, mesma situação desse cara. Um carro foi...
devagarinho, devagarinho, abriu a janela e me chamou. E aí, cara? Falei, e aí? Pô, você não quer uma carona, não? Aí eu falei, não, muito obrigado. Eu estou esperando um amigo. Não estava esperando amigo, não. Aí ele falou, a gente pode virar amigo? Falei, não. Eu não estou interessado em novas amizades.
Peguei e continui subindo, cara. Eu não sei, eu acho que esse, sabe? Fim de história. Não tem nada bizarro. Você não passa cinco minutos em pânico. Brother, você fez... Ele falou que ele tava com muito medo. E, meu, 13 anos a gente é... Infelizmente, muitas vezes a gente não tem, né?
Ali ainda a capacidade, a gente acha que não pode desagradar a pessoa. Porque eu lembro que a minha mãe falava assim, tipo... Marina, se você é mal educada, vai ser. Então assim, não precisa responder. A pessoa falou com você, você não conhece, não precisa nem responder. Sabe, vai embora, vaza. Não fica esperando a pessoa perguntar, não. Viu que a pessoa tá chegando perto de você, né? Aparece alguém, já sai correndo, já grita, dá de louco.
Cara, velho. A gente tem que meter o louco. Porque, tudo bem, esse cara, aparentemente, não fez nada. Agora, duvido que é porque achou que você era... Ficou com dó de você. Até porque, se ele fosse um assassino, um abusador, sei lá o quê, aí que ele ia preferir uma pessoa que, sei lá, é de mãe solteira, sabe? Que, aparentemente, não ia ter o pai ali pra qualquer coisa. É, agora, eu tô achando que talvez que era meio que um cara meio... Só que quis fazer um... Que queria meio que pregar alguma coisa.
e às vezes é algo tipo a juventude tá errada eu acho que foi mais nessa linha eu não acho que mas definitivamente mesmo tendo assim se a pior coisa que aconteceu foi você tomar uns porros quando você pegou a carona de um estranho
Cara, fique feliz que você tomou os corpos Porque caronas com estranhos Que começam nesse nível de hostilidade Entram no carro Brother, elas não terminam Numa bronquinha e não vai com Deus Exatamente Talvez não vai com Deus de você enterradinho
É um outro tipo de vai com Deus. Eu vou mandar você na direção dele, tá ligado? É muito louco, porque a gente mora em São Paulo e a gente é bem mais desconfiado disso, né? Não, não, não, não, não, Abê, desculpa. Em qualquer lugar do mundo, não tem um povo que é tão inocente a ponto de falar, ah, vou entrar no carro desse homem hostil. Ah, mas eu ia dar história.
Tinha uns dois anos atrás, tinha um dia que tava chovendo muito. E eu parei na rua, por uma senhorinha. Porque eu fiquei com dó dela, e eu já vi ela de vez em quando. Na hora que eu parei, eu falei assim... A senhora que é carona, ela saiu correndo! E ela era uma senhora!
E eu fiquei, e eu dei tanta risada que eu falei porra, ela tá certa, entendeu? Porque se uma mina de cabelo azul parasse o carro e falasse, você quer uma carona? Eu também ia sair correndo. Não, São Paulo cria essa paranoia, tipo, onde a gente não consegue ser ajudado e não consegue ajudar os outros. Às vezes você tenta e fala, puta, eu vou tentar ajudar, eu vou assustar. Eu vou dar uma assustada, exatamente. É melhor não tentar ajudar, senão eu vou assustar a pessoa.
Mas eu só queria dar uma carona pra ela, porque ela tava sem guarda-chuva. E ela saiu correndo. Na hora que eu abri o vidro e falei com ela, saiu correndo. E eu pensei assim, cara, essa velha é foda. É por isso que ela tá viva em São Paulo. É, não, não, é, não, total, total. De fato, eu acho que assim, não existe nenhum lugar do mundo onde teria alguém tão inocente igual esse cara. Talvez só na cidade desse cara, ele não falou a cidade dele.
Ele falou, era uma cidade muito interiorzinha. Ele menciona? Deixa eu ver aqui. São Gabriel do Oeste. São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul. Deixa eu ver se é uma cidade pequena. Mas, de fato, eu concordo com você que o Paulo Stangler é um pouco mais... Mais doidão da cabeça. O cérebro dele é mais paranoico ainda. Ó, 32 mil habitantes na cidade dele. O Paulo Stangler é mais tipo...
É mais doidão, imagina A mulher olhou pra mim e saiu correndo Concordo, concordo, tá ligado? Eu entendo Mas a cidade dele, ó, tem 32 mil habitantes Então é pequenininha E puta, é foda, mano Ainda mais que Essas perguntas, né, o cara ficou fazendo Porque ele ficou perguntando
pra ele, tipo, quem é sua mãe, né? Qual cidade? Estranho, o cara é estranho. Estranho, estranho. Cara, assim, eu jamais entraria nesse carro, mas assim, estranho te perguntou, né? Quem é sua mãe, quem é seu pai, todo mundo da polícia.
Todo mundo da polícia. Minha mãe é delegada daqui. Meu pai é xerife, minha mãe é delegada, meu tio é ministro. Minha mãe tá presa, matou três pessoas. É, ou é isso, ou é da polícia ou é do crime, tá ligado? Ela matou um cara que quis dar uma carona pra mim uma vez. Já começa a se salvar. Ela é chata com esse negócio de carona. Ela é chata com esse negócio. Não deixa ela saber que você me deu carona, hein, cara. Senão, ó... Ela tá ali na esquina de... Tá ligado? É, é isso, brother. Bom.
Vou pro próximo caso, então, que é o último, que é o Conexão Lupina. Vamos nessa. Olá, Mabeia. Olá, Ronald. Olá. Meu nome é Camila e moro na Bahia. Bom, meu interesse por lendas e histórias da minha família surgiu quando eu fui morar com a minha avó paterna. Eu adorava ouvir as histórias dela em Noites de Lua Cheia, quando ela recordava da famigerada lenda do lobisomem, um mito super antigo que surgiu na Grécia Antiga, tempo demais pra ignorar e fingir que não é nada.
Para uma adolescente que cresceu assistindo Teen Wolf, era tudo. Até contei para uma amiga de São Paulo achando um grande mousse. Nas histórias da vovó, um filho da minha tataravó, Joana, tinha virado um lobo, ainda bebê, em uma noite de lua cheia. A criança teria saído da cama e ido para debaixo da mesa comer um frango que a sua mãe tinha preparado. Joana ouviu um rosnado na cozinha e foi verificar. Encontrou o menino roendo os ossos do frango.
Minha avó conta que tiraram o sangue da criança com uma faca de prata e ele não voltou a se transformar. Gente, enfiaram uma faca na criança.
Meu Deus, muitas coisas aqui. Caralho! Com uma faca de prata, ele não voltou a se transformar. O problema é que os casos de lobisomens não acabaram por aí na minha família. Em outra história da minha avó, ela tava voltando da casa de uma tia quando um lobisomem a atacou e tentou tirar a filha dela dos seus braços. Vovó sempre foi muito corajosa e não ia deixar aquela criatura devorar sua filha.
Ela colocou o candeeiro na cara do animal, que como todos sabem, tem medo de fogo. E conseguiu afastar o bichão. Todo mundo tem medo de fogo. Você colocou o candeeiro na minha frente pra você mesmo. Você tá lendo e eu tô falando, caralho, a avó que luta contra os lobos e tal. Calma, Rona, isso não é verdade. Não tem lobos por aí. Claro que é. Claro que é. Quanta cerveja essa avó bebia, tá ligado? Pra ter esses lobos tudo na vida dela.
Ai, não, mas nos anos 50, nos anos 60 é o que mais teve lobo no Brasil. Você sabia? É real? Eu não sabia. Todas as histórias de lobo, geralmente, são dos anos 50 e 60. Foi uma época boa pra lobos. Foi uma época que os lobos estavam prosperando. Eles estavam prosperando. Na sociedade brasileira, eu fico feliz. Não é tão fácil hoje em dia.
Ela conseguiu chegar em casa em segurança, ainda bem. Tempos depois, mudaram pra Buerarema, uma cidade próxima. Buerarema. Gente, eu preciso... Desculpa, eu fico meio obcecada pra ver quantas pessoas tem Buerarema. Buerarema. Acho que eu nunca ouvi falar de Buerarema. Nossa, que cidade bonita. E tem uns morrinhos, assim, que parecem Minas Gerais. Hum, aprazível.
Vamos ver quantos habitantes tem. É, população de 31 mil habitantes. E é... Ah, não, pera. Guararema. Pera. Ah, eu mostrei uma outra cidade. Eu tô bem louca. Ó, Buerarema. Ah, não, olha aqui.
É 100% o lugar onde teria um lobo Já é, já é Desculpa, aqui Não, não, é muito mato, muito, muito, muito, muito mato Tem 14 mil habitantes em Boerarema Eu não acredito em lobo, mas se tiver, tá lá
E é muito perto de Ilhéus, de Itabuna, enfim. Lá na Bahia. Tá. Então eles se mudaram pra Boerarema. Meu pai, já jovem, namorando minha mãe, trabalhava nas roças como vaqueiro. E ficou muito contente quando finalmente comprou uma bicicleta. Assim ele ia poder visitar minha mãe com mais frequência. Certo dia eles se passaram do horário e ele voltou um pouco mais tarde que o normal. Apesar da insistência da minha mãe pra ele dormir lá.
Ele negou, e esse foi seu maior erro. Porque, é claro, ele foi atacado por um lobisomem na estrada. Assustado, ele jogou a bicicleta contra o animal e saiu correndo a pé mesmo. Coincidentemente, meu avô e meus tios o encontraram na estrada, são e salvo. No dia seguinte, ele conseguiu recuperar a bicicleta. Até então, eu amava essa história da minha família paterna e essa ligação com os lobisomens. Até que chegou a minha vez. Eu já estava na faculdade, mas crescida, quase adulta.
Na época, nossa casa ainda estava em construção. De maneira que o único banheiro pronto pra uso ficava na área de serviço, ou seja, no quintal. Eu já toda feliz, pronta pra dormir e senti vontade de fazer xixi. Já fui com medo, pois o fundo da nossa casa é um canavial bem escuro. Tá vendo? Ela não faz xixi na árvore. Então ela não ia ser atacada pela florzinha. Mas talvez seja atacada pelo lobisomem. É, tem que escolher seu veneno.
Então a operação xixi noturno tinha que ser rápida. Abri a porta, não olhei para os lados, só entrei, fiz o que tinha que fazer e saí correndo, pronta para voltar para a segurança da minha cama. Mas, quando eu estava voltando, me senti observada. Em meio à cana, sob a copa de um pé de manga, havia uma criatura enorme. Meus olhos encontraram os daquele ser e eu congelei. Me tremi por dentro e por fora.
Mesmo na escuridão, pude ver sua silhueta sombria, umas orelhas pontudas e os olhos vermelhos feito brasa me encarando. Aqueles segundos pareceram horas, até que ele se moveu. Eu aproveitei a deixa e entrei em casa completamente apavorada.
Ainda consegui ouvir o animal correndo para longe, seus passos pesados e sua respiração quase um rosnado pesado também. Chamei meu padrasto, minha mãe, mas eles não viram nada. Na primeira oportunidade que tive, contei meu caso para minha avó, para ela juntar mais um caso da coleção da minha família com os homens lobo.
Passado o medo, depois de anos, pude sentir que encontrei certa familiaridade no olhar da criatura. Uma conexão que eu não sei explicar. Bizarro, né? Contei isso pra minha namorada, que disse que poderia ser um espírito vinculado à minha família, por isso a sensação de familiaridade. O que vocês acham? Seria eu de uma linhagem de lobos? Ou teríamos uma conexão espiritual com eles? Obrigada por lerem meus casos de família.
Cara, eu não vou partir do meu ponto original, que é dizer, tipo, é tudo mentira, não existe lobo e tudo mais. Eu vou partir do ponto de vista de, tipo, ok, vamos acreditar que realmente tem lobos e essa pessoa está experimentando isso.
Se ela volta e ela... Eu acho que talvez a família dela não só lute contra lobos, mas eu acho que talvez os lobos procurem, porque eles entendem que a família dela é a única que tem adversários à altura, porque a família dela é de lobos. É verdade. E a família dela luta contra os lobos. E às vezes o lobo não é covarde.
Lobo não luta contra o humano. Lobo luta só contra o lobo. Só contra o lobo. Pode ser isso. Tá ligado? Porque eles... É a única coisa que eu... Se eu for acreditar que tudo isso é real, na mitologia dela, faria sentido que ela tenha uma conexão...
E não só faz sentido como a família não teve nem medo de atacar um bebê com uma faca. Porque eles foram tirar o sangue do bebê com uma faca de prata. Essa história teve tantas coisas insanas que a gente... Isso foi tipo... Isso foi o quê? Isso foi tipo uma notinha do rodapé no jornal. Mas essa parte da criança... Isso foi insano. Foi um pouco insano. Isso foi insano.
sabe, mas uau, velho, assim mas era uma criança lobo era uma criança qualquer cara, eu tenho medo eu tenho medo, porque do mesmo jeito que eu quero respeitar a história da pessoa e não só falar, ah, não existe lobo ao mesmo tempo eu tenho medo de falar é, sua família é de lobos e ela é verdade, no podcast o moço falou que é de lobos, tá ligado? e tá ligado? tipo, sei lá é eo
Charles Manson ouviu os Beatles e falou que era com ele, tá ligado? Então eu tenho muito medo. Eu não sei se os Beatles têm muita culpa nisso. É, então, mas eu tenho medo de falar, porra, é verdade. Talvez esteja um lobo, sabe que sua família seja de lobo aí. Talvez, talvez, cara, tipo, a família dela e esses lobos estão procurando. Tem uma ligação com o lobo. Tem uma coisa meio tipo, eles são tipo os capuletos e os outros, tá ligado? Ah, tipo...
Os inimigos. É, famílias rivais de lobo, tá ligado? Tem alguma coisa aí. Talvez o tataravô lobo seja inimigo do tataravô dele. Teve alguma rixa com lobos no passado. É uma coisa que passa no canavial, que pra mim já é um lugar bem assustador. É. Porque, não sei se você já foi em lugar que tinha canavial, assim, à noite. Cara, é um breu. Não, não vou. Não, não sei se foi. Não, não vou. Eu não vejo filme de terror. Você acha que eu vou num canavial à noite? No fucking way, baby.
E aí, tipo assim, é muito assustador, porque é um breu. Então, eu ia ficar apavorada com qualquer tipo de bicho. Se tivesse uma rã no canavial, entendeu? É isso que eu quero falar. Tipo, uma rã no canavial é mais assustador que uma rã se tivesse aqui no estúdio, entendeu? Tipo assim, porque o ambiente canavial, ele também, ele corrobora. Sim, sim, sim, sim, sim. Pra que tudo ali é mais assustador. Porque a primeira coisa que eu penso é, tipo, do que que essa rã tá fugindo? Exato. Ela tá fugindo do negócio mais perigoso.
Eu não quero, eu quero que essa rã me persiga Não que tá me persigindo Eu quero que o máximo seja a rã E não é a rã, você sabe que tem algo A rã tá ali, tá te vendo, ela tá com medo de outra coisa Eu quero saber do que essa rã tá com medo Eu já dormi em sítio que o banheiro Ficava fora e assim Jamais Hoje em dia eu faria xixi na cama Era isso, tipo 39 anos fazendo xixi na cama Sim, porque eu jamais Teria coragem de ir num sítio Sair e fazer xixi Numa portinhola Aqui
Ó, esse negócio, assim, cara, eu quando era criança gostava muito de cachoeira, gostava de sítio, gostava dessas coisas, mas eu fui desenvolvendo uma fobia, escorpiões, etc, ao longo da minha vida adolescente barra adulta.
Que, velho, eu não consigo conceber a ideia de ir pra um lugar onde tem escorpiões. Eu lembro que uma vez eu fui gravar uma matéria que a gente ficava acampado. E aí, né, ficava acampadinho ali, já não tava gostando daquela coisa. Aí no dia seguinte, aí tinha uma casinha que funcionava como um banheiro, né, do acampamento. E aí todo mundo muito agitado, né.
tá tendo alguma coisa aqui, eu falei, o que que tá tendo? Ah, porque tem um escorpião na casa, eu falei, tá vendo só as merda que eu tô me metendo aqui, porra de escorpião, falei, é foda, aí eu lembro que nesse mesmo dia eu fui numa cachoeira, a gente tinha acabado de gravar a matéria, eu amava cachoeira, tá ligado? Aí eu tava na cachoeira, tal, tal, tal, tal, tal, tal, quando eu volto do lugar onde eu tava na cachoeira, né, e eu tava com uma equipe profissional, né, cara, e os caras tava com com a cachoeira, né, e eu tô com a cachoeira,
câmera foda com zoom. Sim. Velho, a quantidade de cobra que tinha, tipo assim, 3 metros de mim na cachoeira, eu tô arrepiado só de lembrar, entendeu? Então assim, eu não me envolvo em situações do gênero. E eu tenho um amigo que ele contou que teve uma enchente em São Paulo por volta de 2024, mais ou menos, que em Pinheiros, ele que mora, sei lá, no décimo andar, apareceu um escorpião na janela dele.
Então eu falo, velho, então... Gente... Porque assim, a minha lógica é... Mas sabe que Pinheiros tem muito escorpião, né?
Ok, não vou morar em Piedros nunca. É sério isso? É sério, é sério. Qual que é o lance? Qual que é o problema? É a época de obra? Porque obra chama, obra chama. Eu não sei exatamente, mas eu sei que tem um surto de escorpião já há uns anos aqui em São Paulo. E eu não sei os bairros, mas eu... Sabe, em São Paulo tem tanta coisa ruim, tem tanta coisa ruim, tem tanta coisa ruim. Mas uma coisa que eu fico feliz sobre São Paulo, que eu falo, pô, né, eu não gosto de ir pro interior, tá ligado?
Não me bota no interior, por quê? Porque no interior vai ter escorpião, tá ligado?
Você tem uma opinião muito grande com isso? Eu tenho. Não, é sério. É pânico, assim, absurdo. Cara, e aí quando ele me contou isso, eu falei, velho, o cara mora no décimo andar de Pinheiros. Nossa, eu desmaiava. Falei, acabou. Então, assim, é isso. Juro, eu, no meu podcast, eu converso muito com os ouvintes disso. Eu falo, galera, já tá socialmente aceitável você ter uma galinha como pet. Porque as galinhas são predadoras de escorpião. É sensacional.
Eu sei tudo sobre o escorpião Porque eu quero matá-lo Você odeia o escorpião Esse papo que o pessoal tem O animal tem um papel importante na cadeia Tira o escorpião Mas quem come o escorpião? Passa fome então, meu irmão Se adapta à natureza, come outra coisa Tenho certeza que você consegue encontrar outra coisa Que não vai ser escorpião Eu acho que o escorpião não devia existir Eu sou assim com barato
Barata me destrói. Não, não. Barata me destrói. Não, a letalidade, Mabê. A letalidade. Foi uma barata que você não vai ver se eu não morro. Eu vou cair morta. Não, não, Mabê. Eu tenho uma fobia muito grande. Não, não, não. Não, você tá diminuindo a letalidade da barata. Você não conhece as baratas que eu já me meti, Ronaldinho. Elas são muito assustadoras.
Cara, uma picada do escorpião e você já foi embora. Não, eu entendo que existe aí um fator um pouco mais assassino. Mas eu acho que é uma coisa muito minha, assim mesmo. Eu e peçonhentos, tá ligado? Tipo, é uma coisa que eu sempre peço muito respeito dos meus amigos, que às vezes não me respeitam, com qualquer brincadeirinha de tipo, sabe?
Ah, o negócio aí passou em você. Ah, tipo uma cobrinha. Sabe? Ah, passou o negócio. Ah, não sei o negócio. Cara, fazer isso comigo é tipo assim. É tipo, essa piada vale a pena você me perder como amigo. Eu sou sério sobre isso. Eu sou sério sobre isso, tá ligado? Se você tá vendo isso e acha que vai fazer uma grande piada com o Ronaldinho, a pegadinha do escopião, a pegadinha da aranha. Cara, você vai perder um amigo, tá ligado? Vai ganhar um olho roxo. Não vai só perder um amigo, vai ganhar um inimigo.
Sério, sério. É tipo, eu e peçonhentos, eu tenho um problema sério. Exato. É delicado. E eu vou contar uma história, não é pra te assustar, tá? Mas a minha prima... Mas assustar 100%, ok, tudo bem. Fica à vontade. Não, minha prima morava em... Eu não sabia que Pinheiros tinha essa coisa, velho. Tinha muito. Eu não faço mais nada em Pinheiros. A gente tá em Pinheiros?
Não, a gente tá em Vila Madalena. Ok, ok. Mas eu acho que a Vila Madalena também tem. Ai, meu Deus do céu. Mas calma, mas não é nos apartamentos, é no chão. Tanto que eu não ando, tipo, muito perto de mato, assim, na rua, sabe? Tipo, aqui em Pinheiros. Enfim, em São Paulo, de uma forma geral, às vezes você passa num lugar que tem muito mato, eu parei de dar uma andada nisso. Mas o que eu contar… Mato é ruim, obra é ruim. Eu sou um cara que eu não…
Eu não ligo nada pra vida do vizinho. Cada um, o vizinho faz o que quiser, faz o barulho que quiser, fuma o que quiser, faz... Eu não ligo, eu não ligo, eu não ligo. Mas se estiver fazendo obra, eu fico prestando atenção. Eu tô fazendo obra agora. Eu sou o vizinho que eu fico, tipo... Pô, não pode limpar um pouco essa obra aí pra evitar os escorpiões. Eu sei que o escorpião gosta de obra. Então, assim, eu não sou chato com nada.
Mas com obra, é tipo... Mantenha a obra limpinha. Mas você ia contar uma história.
Eu ia contar uma história. Minha prima morava em Brasília. E ela foi tomar banho um dia. E tinha um escorpião no ralo do chuveiro. No banheiro, assim. E eu falei, gente, não é possível. Como que saiu um escorpião? Ele era minúsculo. Era um minizinho. E desde esse dia, eu fiquei apavorada. Aí eu sempre, tipo, comprei aqueles negócios de protetor de ralo. Pra não passar barata. Ele também não deixa passar escorpião. Não tem nenhum caso estar aqui em São Paulo. Mas assim, fica aí uma dica.
Eu vou fazer isso. Pra proteger os ralos. Sim, sim. Porque, sei lá, vai que... Não, não, não, nunca é cuidado de... Cara, comprar um negócio pra proteger um ralo, tipo, eu nunca fiz... Não sei porque eu não fiz isso. Vou fazer isso. Não, custa tipo 10 reais. Gente, eu sou um homem que falo sério, não em tom de piada, que eu considero ter uma galinha como pet. Porque galinhas são predadoras de escorpiões. Então, um negócio pro ralo, eu vou encomendar no Mercado Livre amanhã, tá ligado?
Vale a pena. Não, não, não, cara. Eu não posso viver qual é a possibilidade. Sabe, de tudo que a gente conversou aqui hoje, todos esses casos e tal. Nada te assustou. Eu tô um pouco nervoso agora. Eu tô sem calça. Tô sem calça, não tô igual. Calma, gente. Eu tô de bermuda, isso é o que eu queria dizer. Bermuda. E eu tô aqui passando a mão na perna com medo de um escorpião. Isso é o nível de medo que eu sofro desses animais. Mas é o que eu sinto com barata, tá? Não, eu vou respeitar, vou respeitar. Desculpa se eu fui insensível.
É só porque a barata não tem a letalidade. Mas eu entendi. Eu entendi. É porque são esportes diferentes. É. É que o seu medo faz sentido. É o meu medo de morrer. É o meu medo de morrer. O meu medo é de ver a barata. Ela não precisa me matar. Entendi. Porque só de olhar pra ela, eu já vou morrer.
Eu vi uma barata Um tempo atrás, assim, teve na minha casa E eu liguei pra minha mãe de madrugada chorando E obriguei minha mãe a ir na minha casa Pra ela estar barata Então, tipo assim Realmente tem um problema Acho que talvez, tipo, sei lá, meu último ano Antes de mudar pra São Paulo Morar sozinho, né? Quando eu cheguei a morar sozinho no Rio Mudei pra São Paulo muito jovem Meu último ano morando, cara No Rio eu devia ter já 19 anos Já era homenzinho, tá ligado? Aqui
meu mano apareceu uma aranha no meu quarto devia ser duas da manhã eu aranha assim tipo desse tamanho velho eu fui lá no quarto da minha mãezinha fala mãe vai lá e resolve nem fudendo que eu ia resolver aquela aranha
Cara, eu sou muito cagão. A minha mãe é muito essa pessoa pra mim. Eu sou muito cagão, eu sou muito cagão, cara. E eu tento, às vezes, me envolver com os animais que eu sei que não são venenosos. Tipo, um amigo meu tem uma cobra, tá ligado? E eu falei, pô, da hora, tá, vou... Aí ele tirou a cobra do aquário, e eu não consegui tocar na cobra, tá ligado? Eu falei, eu tentei, tipo, eu juro, eu tento enfrentar o medo pra, né... Mas nem tanto medo precisa ser enfrentado também. Aí eu falei, é, eu falei, é.
É, é. Tá tudo bem. Eu falei, cara, desculpa, eu não vou conseguir tocar na sua cobra. Hoje não vai rolar. Hoje não vai rolar. Bom, vamos então para as nossas dicas bizarras. Vamos nessa, dicas? Bom, já dei a dica do ralo. Mas fala sério, agora dicas de filme, de séries.
Vamos lá. Primeiro eu vou indicar um livro que eu gosto bastante, que se chama Memory Police. É um romance de uma autora japonesa de 1994, esse livro. Eu sempre recomendo, acho que é uma leitura fantástica. Inclusive, recentemente saiu uma edição dele no Brasil. Demorou muitos anos para esse livro sair no Brasil. Durante muito tempo só dava para ler ele em inglês ou japonês. Em japonês, acho que é um pouco difícil para eu ler.
Mas eu li ele em inglês e parece que tem uns dois anos atrás saiu. Se eu não me engano, a tradução é, como é o nome original, é Polícia da Memória. Muito foda esse livro. Envolve um bagulho de suspense, thriller e tal, porque é uma região onde existe um policiamento sobre a memória das pessoas. Então, a partir do momento que algo some, como, por exemplo, um copo, ou um cordão, ou uma camiseta, ou o que for, o que você imaginar,
Uma pessoa, essa pessoa, ela some da memória das pessoas. Então, se você tem uma foto de um copo, algo que existia na sociedade até dois anos atrás, os caras vão atrás de você. Eu não vou dar todos os detalhes, mas esse é um dos livros mais incríveis que eu li na história. Finalmente chegou no Brasil. Sério, um bagulho que a galera pode cair, sabe?
A quantidade de autoras japonesas iradas dos anos 90, anos 2000, é sensacional. Vai me fugir o nome dessa autora aqui agora, mas procura isso. Memory Police, a polícia, se não me engano é a tradução, é um dos livros mais incríveis que eu li na vida. E eu sempre recomendo porque é um livro mais... Foge um pouco da curva. Agora finalmente chegou uma tradução brasileira. Então caiam dentro. Polícia da Memória, demais, demais.
Bom, a gente vai deixar lá no caso do André Nani Bizarro pra vocês assistirem. E aí eu vou indicar duas músicas da Nanda Tsunami, que eu tô muito viciada na Nanda Tsunami. Vai ser Oi Linda e Por Que Você Não Me Liga. Não são músicas novas, eu acho. Não são muito novas. Mas eu tô muito viciada na Nanda Tsunami, eu vou no show dela essa semana. Então, eu quase nunca recomendo música aqui. Mas hoje eu vou com Nanda Tsunami, já ouviu?
Não, não, não conheço. Vou atrás. É muito... Eu gosto bastante, pelo menos. Você já deve ter ouvido essa... Tem, ela tem vários feats, mas tem esse aqui mais famoso que tá bombando no TikTok.
Que é aquele Te Quebra Te Devolve, sabe? Que é um pedacinho assim. Agora você pegou. Porque se eu tocar aqui agora vai dar problema no vídeo. Então, desligando. O E-Card vai ligar pra cá. O E-Card vai ligar aqui. Mas é isso, gente. Espero que vocês tenham gostado. Acho que ficamos todos com medo de escorpião no final. Mais do que de espírito.
homem e bunda verde. Desculpa, gente, mas assim, se todo mundo sair desse programa com mais medo do escorpião, eu fiz meu trabalho social. Eu militei por uma causa que eu acredito. Obrigado. O ódio aos escorpiões. Muito obrigada por ter vindo. Obrigado por ter me inspirado. Foi um prazer imenso. E até a próxima.