Episódios de Caso Bizarro

CB #174 - Motoqueiro de Sete Além com Gabi Marx

20 de abril de 20261h
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No episódio de hoje discutimos sobre o medo do fogo, uns demônios bem fofoqueiros e um motoqueiro direto de Sete Além!

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Dicas Bizarras:

▪️Playlist “Once”, do filme Once ▫️ Spotify / Prime Vídeo (Mabê)

▪️Devoradores de Estrelas (Gabi)

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📽️ youtube.com/@CasoBizarro

👽 apoia.se/casobizarro

🛸 orelo.cc/casobizarro

Participantes neste episódio2
M

Mabê B

HostJornalista
G

Gabi Marx

ConvidadoCriadora de conteúdo
Assuntos6
  • Histórias de terrormotoqueiro de Sete Além · demônios
  • Pactos e possessõespacto com o diabo · possessão
  • Cultura PopOscar · Big Brother · TikTok
  • Medo de Incêndiosfogofobia · amigo imaginário
  • Inteligência Artificialrevolução das máquinas · medo de máquinas
  • Viagens e TurismoJapão · China · Porto de Galinhas
Transcrição157 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Sejam bem-vindos a mais um Caso Bizarro. E hoje eu estou aqui com o Gabi. Oiê! Oiê! A gente já estava começando aqui conversando de viagens que a gente quer fazer. Ela foi para o Japão, falei que eu quero ir para o Japão. Falamos que a gente quer ir para a China. Total! E eu contei de uma coisa que sou obcecada da China, gente. Que eu vi um vídeo de um cara na muralha da China. E daí ele mostra um delivery chegando lá de comida na muralha da China.

E aí tem um funcionário que chega, pega do drone e entrega a comida pra pessoa. Isso pra mim é um must. Porque o drone vira até mim na muralha da China já é algo... Um must. É. Mas agora tem uma outra pessoa que interage com o drone e me leva a comida melhor ainda. Porque eu morro de medo de máquina. A revolução das máquinas está chegando. Está chegando. Você tem medo. Morro de medo, gente. Inteligência artificial, olha. Não gosto nem de falar.

É que a inteligência artificial no Brasil, ela é uma coisa diferenciada, né? Que a gente, assim, é Lady Gaga fazendo churrascão. Cara, o tempo todo. É uma coisa um pouco intensa. Claro, né? Temos sim os problemas, os horrores da AI. Acho que a gente ainda vai viver muito. Ano de eleição vai ser essa grande desgraça, a gente sabe. Mas de uma forma geral, eu acho que o brasileiro é um pouco diferente, né? Tipo, um pouco diferenciado. Big Brother ainda, aquela imagem horrível da família Renault.

Era ela casada com o Babu. Gente. Quantos galões de água não usaram pra fazer essa imagem amaldiçoada? Usaram pra essa imagem amaldiçoada. Que envelheceu deveras mal. Cara, tá forte. Porque a gente já não queria o Babu, o ano casado com a Ana Paula Renou. Depois de tudo que se passou. Depois de tudo que se passou. Que orou. Que o Big Brother é assim, né? Assim como a Iá. Tipo, dois minutos depois, as suas opiniões já... Não valem de nada. Não valem de nada.

Bom, vamos começar falando de você. Gabi, qual o seu hormonal? O meu tópico preferido. Gabi por Gabi. Conta de você. Cara, eu sou a Gabi. Eu tenho uma idade aproximada de 28 anos e alguns dias. Aproximadíssima. Aproximada, tá ali, né? Na berola.

Mas o mental é bem mais jovem. Eu tô com tudo em cima. E eu crio conteúdo de entretenimento, cultura pop, desde 2022. E eu sou a mais recente ex-CLT. Que eu trabalhava com redes sociais até o final do ano passado. Eu larguei. Porque eu tenho medo disso também, né? A questão do CLT. Eu morro de medo de empresas. Ui, que medo. Dá um medinho, né? Os jovens têm medo de empresa, né? Ai, eu morro de medo.

que piás ah não, chega, chega não dá e aí hoje você trabalha exclusivamente como criadora de conteúdo eu te conheci numa publi foi chique, né? a gente tava lá meia noite e eu tinha feito

Uma segunda publi naquele mesmo dia, uma live no TikTok Shop. E eu saí de lá pra ir na pizzaria. Eu tava assim, naquele dia eu tava drogada. Eu tava tipo assim... Acabou pra você, coitada. Eu tava muito drogada. Porque quanto mais eu preciso trabalhar, mais energia eu fico, sabe? Então, eu fico tipo assim, muito loucona. E aí, quando eu chego em casa, eu preciso dar uma...

Não falar com ninguém. A sorte que eu moro sozinha. Nossa, melhor ainda. Só as vozes da minha cabeça, que são várias. Isso acaba pesando. Isso acaba pesando. Mas sendo as suas próprias vozes, tudo bem. Eu acho que o problema é quando vem uma voz inesperada. Do oculto. Melhor não.

E aí, a gente se conheceu na pizzaria. Já te amei de cara. Não sei se você gostou de mim, espero que sim. Ou de que sim. Porque estamos gravando e tem pessoas armadas assim. É, não. Não, claro, adorei. Mas eu acho que a gente teve muito… Pegou muito a vibe ali. E depois eu te vi ir em um monte de lugar, mulher. E eu fiquei assim, gente… Eu não paro de crescer nas pesquisas, Madri. Você não para de crescer nas pesquisas. Nossa, é um fardo muito grande.

Você pensa se candidatar à presidência do Brasil? Eu não posso abrir muito sobre isso ainda, mas vocês vão ver várias surpresas aí pro final do ano. Muita coisa legal, um projeto super legal. Tá, maneiro. E quais são as suas diretrizes pro TikTok?

É tela horizontal para todos. Ai, gente, chega, né? Chega de vertical. Será que a gente ainda precisa de vertical no mundo? Eu acho que não. Eu, sempre que posso, me mantenho na horizontal. Na horizontal, eu também. E o caso bizarro, né? Pra quem não sabe, você pode assistir tanto no Spotify, ver as nossas carinhas lindas, quanto no nosso canal do YouTube. E lá é de forma horizontal. Ou seja, eu estou narrando... Narrando? Eu estou nadando contra a corrente.

Quando o mundo é vertical, eu digo não. Não. Horizontal. Horizontal. E já tá pronta pra minha campanha também. Você vai me patrocinar, é isso? Você vai me divulgar. Eu vou te divulgar. Total. Combinadíssimo. Diante dessa grande loucura que a gente acabou de falar, você também fez uma live do Oscar recentemente. Isso, cara. Fica incrível.

Foi tudo, né? Cara, tirando... Infelizmente, não ganhamos. Tirando a cerimônia, que foi meio fraca, vamos ser sinceros. Foi super legal. E foi uma ideia que eu tive. E eu conheço o pessoal do CSSP. A gente já fez muita coisa junto. Eu falei, gente, e se a gente fizesse uma festinha do Oscar? E eles falaram, sim, mona.

E aí a gente organizou, fizemos, o Nicolas foi fazer junto também. Foi muito divertido. Tivemos um pequeno problema aqui na programação, mas já estamos de volta. Estão tentando nos calar, estão tentando calar as mulheres. Não seria a primeira vez, né? Não seria a primeira vez. E aí rolou a cerimônia, não levamos nenhuma premiação. Você acha que foi culpa sua?

Olha, eu acho que teve uma parcela de culpa minha, sim. Mesmo porque eu ter feito esse evento provavelmente tirou a atenção dos votantes pro fomo deles de não estar no meu evento. Sim. Que resultou em menos votos pro Brasil, então. E aí acabou prejudicando o Wagner Moura, o Agente Secreto como geral.

E falando de premiações, de festas, na verdade. Gente, aquela festa que rolou em Recife, o red carpet que eles fizeram lá, foi tudo, né? Foi maravilhoso. Nossa, achei tão... E eu tava voltando de viagem, então eu perdi um pouco o início. Mas eu fiquei lá no zap, galera. Me fala quem ganhou, né? Quem vai ganhando ali as primeiras categorias. E aí, eu fui acompanhando. Aí, cheguei de volta, fui indo pra casa. E eu via na rua, os barzinhos, as pessoas na rua. Tipo...

lotado e só passando Oscar. E, gente, foda. Insano isso, né? Uma coisa tão nichada. E aí eu sinto que a gente torce mais por essa premiação e pelo posicionamento do cinema brasileiro no mundo do que pra Copa que a gente já largou mão, né, Moura? O Exa? O Exa, sei lá. Nossa, eu achava que era... O meu primeiro milhão, eu achava que era uma coisa impossível. Mas quando eu coloco em comparação com o Exa, eu tô ali. Tá ali, tá pertinho. Nossa. É, eu...

Quando eu era mais nova, eu achava que o Axe ia vir. Porque eu peguei uma fase muito boa do Brasil ali no início. Mas hoje em dia, a gente não tá muito assim. E eu fico feliz da gente ser outras coisas também. Principalmente a arte, que sempre foi muito forte no Brasil, né? Então, ver que outros países, ver que o mundo tá olhando pra gente. Nossa, é tão foda isso. Eu realmente tô muito orgulhosa do tanto que a gente tá conquistando, né? E...

Agora sim, eu fico meio mal acostumada. Então, no ano que vem, eu preciso que o Brasil esteja a partir agora em todas as primeições. Eu não vou aceitar menos que isso. Não. É o mínimo, gente. É o mínimo. E filme bom é o que não falta, né? É. Vamos combinar. Vamos combinar. Tem que ter. Eu tava te contando que eu já costumo assistir o Oscar há muitos anos. E eu gosto muito. Só que dois anos seguidos com filme brasileiro, vai ser muito difícil assistir no ano que vem. Se não tiver um kikiki. Sim.

De nenhum brasileiro, eu não sei. Acho que eu vou boicotar. Eu ficaria feliz até como foi agora na Olimpíada de Inverno, que aquele menino gringo brasileiro ganhou. E eu super torcer, não, imagina. Pode ser, metade brasileira, tá bom. Não é isso, ele nem fala português direito, mas ele era um querido. Fofinho. E eu amei muito. E como eu fiquei muito viciada em Hitted Rivalry, então eu tava muito assim, Olimpíadas de Inverno. Porque eu tinha acabado de ver Olimpíadas de Inverno. Você viveu aquilo. Eu vivi, entendeu? Como uma jogadora de hóquei. Nossa, eu odiei Hitted Rivalry.

Você odiou? Odiei. Chato demais. A gente vai ter uma briga. Ah, acabou. Talvez o caso bizarro seja esse. Bizarro. O sapatono odeia essa série gay. É homofobia, né? Você tá praticando homofobia? Cansado.

Nossa, eu vi um meme tão idiota esse jeito. Tipo assim, por que você se xinga tanto? Sabia que isso é homofobia? E é verdade. É. Se a gente ficasse criticando. E falando de homofobia, vamos começar o nosso primeiro caso bizarro aqui. Que rima com homofobia, mas não tem nada a ver. Que é fogofobia. Eita! Então vamos lá.

Olá, Mabel. Olá, Gabi. Meu nome é Rodrigo, sou de Recife. Atualmente moro na vizinha Olinda. Então já temos o agente secreto aí de novo. Ele mora aí em Olinda? Mora em Olinda. Ah, já começou o pesadelo aí pra mim, já me identifico. Porque eu passei o carnaval desse ano em Olinda.

Ai, que delícia. Não foi, amor. Foi delícia, não. Foi uma experiência de quase morro. Foi horrível. Porque tinha muita gente. Você ficou maluca? Foi um mix. Mas a gente alugou uma casa horrível. Parecia um cativeiro mofo por todas as paredes. Poeira no chão inteiro.

O escorredor de louça onde você bota copo, sabe? Cheio de poeira e teia de aranha. Podia gravar um episódio do podcast Luaia, ser gente. Eu tô chocada, sabia? Porque eu estava conversando com uma crush que alugou uma casa com muito mofo em Olinda. Será que... Ou me manda depois pra eu ver. Eu vou te mandar as imagens. Exato. Você disse que tinha muita gente na sua casa? A gente foi meio idiota. Foram nove sapatonas. Tá. Uma casa com dois quartos e um banheiro.

A gente tinha alugado... Não, agora, falando em voz alta, olhando em retrospecto. Foi uma ideia muito burra. Tá. Mas a vida é dessas, né? O que é ruim de passar é bom de contar. É verdade. E aí, enfim, eu fiquei duas noites só e aí a gente alugou um lugar em Recife porque estava insalubre. Mas sim, Olinda também estava muito cheia. Aham. Não estava recolhendo lixo, então estava um lixão homérico. Enfim, foi horrível.

Mas aí você foi pra outra casa e deu tudo certo. É, aí depois a gente ficou muito doente.

Eu fui pra Porto de Galinhas na terça. Eu passei terça e quarta doente. Eu não saí da pousada, não conheci Porto de Galinhas. Mas na quinta-feira eu voltei pra São Paulo. Meu Deus. Respirei o ar com poluição com uma vontade. Nossa, a hora que eu vi um porcelanato. Nossa. Puxado. Então voltamos ao Rodrigo, que mora em Olinda. Aí poderíamos criar um bloco do Caso Bizarro. Que tal? Já vamos... Total, eu não vou. Montar nessa casa aí. O caso que eu vou contar pra vocês remete à minha infância.

A recordação dessa história vem em um evento recente, mais precisamente no final de janeiro de 2026, quando eu estava à mesa almoçando com a minha mãe. Eu estava servindo refrigerante e ela comentava de um aniversário que tínhamos ido no dia anterior e que tinha gostado muito de um casal da festa, o José e o Ricardo.

Um detalhe que o nome do Ricardo é Rogério, mas a minha mãe sempre confunde os nomes. Porém, na mesma hora que eu fui corrigir o nome, eu derrubei refrigerante na mesa e quando a garrafa caiu, o líquido foi todo em cima da minha mãe, deixando a bichinha toda encharcada.

Sim, sou desastrado por natureza, mas nesse caso um fato me chama a atenção. Aconteceu logo após ela falar o nome Ricardo. Mas quem é Ricardo? Senta que lá vem história. Nossa. Aos 5 anos de idade, eu tive um amigo imaginário chamado Ricardo. Ele participava de todas as minhas brincadeiras, conversávamos horrores no quarto. Inclusive, os meus pais pensaram que realmente tinha alguém no quarto uma época.

Quando íamos à praia, depois de algum tempo, eu pedia pra voltar pra casa. Porque o Ricardo tava chegando pra brincar. Minha nossa senhora. Eu era fã de Thundercats. E criava uma rivalidade com o Ricardo. Onde eu era a Pentrow e ele o Lion. Nossa. Quando eu ganhei o copo colecionável e veio o Lion. Eu chorei de raiva por ele ter ganhado antes de mim.

Até aí tudo bem, uma criança é um amigo imaginário. Amigo imaginário já era meio homossex, né? É, um pouco. As coisas começaram a mudar a partir dos meus seis anos, onde eventos bizarros começaram a acontecer.

Primeiro, nas minhas conversas com o Ricardo, meus pais resolveram um dia gravar a prosa que tínhamos no meu quarto. Então eles foram lá e gravaram essa conversa. Ai, nossa. Quando eles colocaram pra reproduzir a fita, o áudio saiu todo estranho, com sussurros. Não dava pra entender nada, gente. Nossa, topa. Ai, que sentimento ruim!

Assim, muito triste que eu vou falar agora, mas eu largava esse filho em casa e eu fugia pra Paris. Completamente, bota aí na escola de padres. Não dava, eu entregava meu filho pra vizinha, eu falava, galera, fica aí com vocês. Isso aí não vai dar. Segundo minha mãe comentou, apenas eu conseguia entender o conteúdo da conversa e eles só ouviam os sussurros. Gente, não. Em algumas madrugadas, comecei a gritar de forma desesperada enquanto dormia, assustando os meus pais.

Quando foram ao quarto verificar, eu estava dormindo tranquilamente. Minha mãe, então, conversou com a melhor amiga da minha irmã, que era espírita, e ela disse que via um espírito obsessor no apartamento que morávamos, que se chamava Ricardo, e que ele tinha morrido queimado aos 7 anos de idade. Ela fez uma oração pedindo para que esse espírito me deixasse em paz, e que o espírito teria entrado em contato com ela, e disse que não iria sair daquele lugar porque ele se sentia acolhido.

Véi. Porque não era mentira. Tinha um amigo ali. Porque ele tinha um amigo ali. Minha mãe ficou em pânico, com medo que eu fosse morrer queimado quando completasse sete anos. Faltava seis meses. Mas o espírito obsessor consegue fazer isso? Botar fogo nas coisas? Ah, consegue, né? Se dá pra possuir a pessoa. Credo. Mas o espírito dobrou a posta e começou a me infernizar. E eu passei a desenvolver fobia por literalmente tudo que envolvia fogo. Exemplos.

Tinha medo do homem que entrega gás. Gente, não é muito fogo, mas aqui. Não, com todo respeito. É, com todo respeito. Me escondi embaixo da cama até ele ir embora. Gente, coitado do homem do gás. Cara, posso fazer um parênteses? O homem do gás aparecendo de novo nesse podcast, né? O homem do gás aparecendo de novo. Gente, o homem do gás já é um personagem recorrente aqui. E sempre marginalizado. Então, ninguém fala sobre isso. Ninguém fala sobre.

Medo de fogueiras, aí tudo bem, porque realmente tinha medo de fogo, né? E ele diz aqui, imagine a tortura na época de São João, onde se acendiam fogueiras a cada esquina. Meu Deus. Ônibus, o motor traseiro do ônibus. Não tinha quem me fizesse sentar nas cadeiras que ficam na parte alta acima do motor.

Ai, porque tá perto, tipo, pode ter uma explosão. E é meio quente. Comercial de posto de gasolina. Principalmente o que aparecia um tigre. Esse comercial me causava pânico. Quando eu aparecia na TV, meus pais tinham que mudar de canal na hora. Só que na época eu não tinha controle remoto, então eu acabava assistindo algum trecho e chorava muito. Meu Deus. Uma vez estávamos no ônibus e passamos em frente a um posto. Eu gritei tão alto que o motorista parou e perguntou se estava tudo bem.

Minha mãe, desesperada, com a proximidade dos meus sete anos, chamou a irmã da minha amiga novamente, junto com uma comitiva de vários médiuns renomados, assim, bem famosos, e eles fizeram um passe espiritual para expulsar o Ricardo da minha casa. Deu certo. Parei de receber visitas do Ricardo e de ter medo de fogo.

Mas será mesmo que o Ricardo foi de fato embora? Ai. Pergunto, pois teve o caso recente do refrigerante. Depois de 40 anos sumido, o dito cujo teria voltado pra me infernizar novamente? Aguardando os cenas dos próximos capítulos. Se tiver, eu volto pra contar, não se preocupem. Cheiro Rodrigo. Gente, você acha que 40 anos depois, o Ricardo voltou? Ai, mas... Eu acho que sim. Você acha? Eu acho que ele quis fazer um...

Porque hoje em dia tá super na onda, né? Tipo assim, ninguém mais produz filme novo. Comeback, remake. Você fica tudo remake de, ah, exorcista remake, ah, não sei o que remake. Ninguém faz mais nada novo. E eu acho que o Ricardo, como um espírito que já tem lá os seus 47 anos, né? Porque se ele morreu com 7 anos e agora faz 40 anos, então ele tem 47 anos. Ele já é um espírito senhor. É um senhor. Já viveu muito. E eu acho que ele talvez queira retornar ali as suas raízes.

É, né? Às vezes tá numa crise de meia-idade. Uma crise de meia-idade. E aí precisa se reconectar e achar essa oportunidade. Exato. É uma oportunidade de se reconectar com ele. Eu tenho muitas perguntas, porque assim, quando ele ia pra praia, quando criança, ele falava que tinha que voltar pra casa porque o Ricardo tava chegando pra brincar. Ou seja, o amigo imaginário não seguia ele. Não ia pra praia com ele. Só podia ficar na casa. Ele só ficava na casa.

Mas eu tenho pergunta também. Se Ricardo se sentia tão acolhido, por que ficou infernizando depois? Falta de empatia? Falta de empatia. Ou talvez seja uma coisa meio de criança, sabe? Tipo, meio, sabe, de fazer umas coisinhas doidinhas. Porque é meio coisa da criança ser meio penteira. Pentelha. É. Eu acho que, tipo, não é que ele tava fazendo algo de mal.

Mas que de fato... E na verdade eu não tenho, assim, sendo bem sincera, eu vou aqui culpar o Rodrigo, que é a nossa vítima. É o Rodrigo, não é o Rodrigo? Eu vou culpar a nossa vítima aqui. Porque assim, o cara não fez nada. Ele só... A única coisa que aconteceu, o único motivo pra ele ter medo de fogo é que a mãe achou que ele ia pegar fogo com sete anos porque a irmã, a amiga da irmã, disse...

Que tinha um espírito obsessor que tinha morrido com sete anos queimado. Ele mesmo nunca fez nada com fogo. Pois é. E por que essa mãe foi falar isso pra criança, né? Ele falou, filho, você não sabe. Seu amigo imaginário morreu queimado. Exato. Eu acho que você é o próximo. Você tem seis meses pra morrer queimado. Então, assim, por outro lado, eu tenho que passar um pano pra essa mãe. Que eu ia fazer o mesmo. Aterrorizar? Não. Fica nervosa. Porque se você sabe que daqui a seis meses o teu filho pode ter o mesmo...

destino que o capê tá lá por que que você vai, né, bobear? mas aí eu também não sei o que eu faria andaria sempre com uma garrafa de água? pegou fogo e jogava nele? ou mudaria de casa? manda pra morar com a vó um pouco manda pra morar com a vó

É, porque às vezes você fala assim, ah, eu não vou acreditar, que história besta. Aí o menino pega fogo seis meses depois. Na dúvida, é melhor acreditar. Eu tenho muito medo do oculto. Então eu acho que eu desenvolveria o mesmo medo de homem do gás, posto de gasolina.

Você é medrosa mesmo? Muito. Eu tenho muito medo de tudo. Qualquer coisa. E filme de terror. O quê? Você viu que saiu o trailer de A Mômia, o novo Mômia? Sim. Muito simples. Primeiro, fiquei me cagando só de ver o trailer. Aham. Segundo, que é mais uma situação de criança endemoniada. Sim. Eu acho que criança é a coisa mais aterrorizante que existe. Seja no oculto ou não. Imagina você criar uma criança. É. Aterrorizante. Uma pessoa, uma mini pessoa, gente. Imagina.

aterrorizante. Nesse trailer, pra quem não sabe, gente, no trailer, a menina sumiu por muito tempo, acho que ela ficou 8 anos desaparecida, ligam pros pais e falam achamos sua filha, ela tá viva. E eles vão lá buscar a criança. Quando vão, a menina tava dentro de um sarcófago.

Viva, tipo, toda carcomida, necrosada, mas viva. E eles falam, total, filha, vamos pra casa. Tipo, a menina claramente em situação de possessão demoníaca. Tipo, não, não, vamos levar. Ela com todas as pragas de Egito no corpo, eles vão levar pra casa. Ao invés de falar, galera, fecha isso aqui, vamos pôr fogo. Bota fogo. Vamos pôr fogo. Vamos fingir que não encontrou? Entendeu? Se todo mundo combinar, a gente não encontrou a minha filha, eu continuo chorando todo ano.

Não, então pra mim é muito simples. Apesar de eu morrer de medo, eu sou muito prática. Manda esse treco de volta, senão o bicho pega. É, manda o treco pra lá. Bora pro teu caso, então? Vamos lá, gente. Esse daqui se chama OVNI e Eu. Eita. Aí, mais uma coisa que eu tenho medo.

Olá, Mabeiga B, amo o caso bizarro. Sou uma gay tatuadora do interior de Minas Gerais, onde tudo acontece. Era 2012, eu estava indo para a faculdade a pé. Passava pelo mesmo caminho de sempre, do lado de uma dessas pequenas lagoas urbanizadas que ficam no meio da cidade, a da que se chama Lagoinha. Será que estou na Lagoinha?

Era por volta de sete da noite e já tinha escurecido, quando, de repente, surgiu de um barranco duas luzes piscando. Eram muito fortes, como faróis apontados para mim, mas não me iluminavam e piscavam com intervalos médios, de tipo quatro segundos. Ai, papai! Pode ser código mórcio, né? Pode ser, pode ser tentando uma comunicação ali. Ave Maria!

As luzes pareciam apontar para mim, mas eu só vi as luzes, mais nada. Eu estava a uma distância de uns 8, 10 metros e não tinha barulho ou vento nenhum. Tão somente as luzes paradas no mesmo lugar. Eu fiquei ali uns dois minutos estático olhando para aquelas luzes.

Eu tentava assimilar o que podia ser aquilo, mas comecei a ficar muito assustado e angustiado e virei a esquina e subi uma rua. Tentei olhar novamente, mas não achei mais nada. Detalhe, mesmo que nesse ano já existisse drone, era muito difícil ter um no interior de Minas Gerais. E as luzes eram muito fortes para um drone.

Eu não sou muito especialista no nível de luz emitida por um drone. Sim. Mas é outra coisa que eu não gosto muito. Desde que eu vi Bacurau, eu me politizei muito sobre a questão do drone. Do drone. Contei para dois amigos, sem muitos detalhes. Eles levaram em tom de brincadeira e não quis ficar falando muito com as pessoas, pois achei que estava ficando louco. Até que depois de um mês, eu estava na rua andando com meu namorado e decidi contar para ele.

Quando fui aprontar para o céu para mostrar a distância, eu fiquei mudo. Nenhuma palavra saía da minha boca. Eu tentava falar e nada. Entrei em pânico, comecei a tremer e tudo que consegui fazer foi pegar minha chave e segurar forte com a mão fechada. Meu namorado ficou assustado e veio andando atrás de mim. Entrei no carro dele e a única coisa que consegui falar foi, me leva embora.

Gente. Nossa, bicha muda. É, do nada. Cheguei em casa e parecia que eu estava em choque. Eu fechei todo o meu quarto, minha janela e depois fiquei abrindo de 30 em 30 minutos olhando para o céu. Após isso, comecei a ter crises seguidas de pânico e ansiedade. Mania de perseguição. Desconfiava de todos, como se estivessem sabendo de tudo. Não sei o quê. Mas eu não sabia de nada.

Era como se eu tivesse desbloqueado um trauma, uma lembrança muito dolorosa de algo e precisasse me proteger. Gente, eu tô... Isso foi um surto psicótico. É, tá parecendo o que tá parecendo mesmo, né? Cara, eu esperava mais abdução dessa história. Eu não tenho medo de luz. Tá. Aí uma coisa que eu não tenho medo. Luz. Luz. Agora...

A luz e de repente descendo um disco voador. Já te pega mais. Já me pega. A questão do alho. Eu tenho muito medo de abdução. Assim, eu tenho medo, mas eu me coloco no meu lugar. Por que eu queria me abduzir?

É importante dar devida desimportância. Ah, vai abduzir um atleta, né? Que vai ter um físico mais interessante pra ser explorado. Aqui só tem sedentarismo, né? É difícil de ver. Eu não sei. É porque eu fico pensando assim, vai me abduzir pra quê? Vai fazer o quê? Vai fazer um podcast lá? Pode ser legal. Legal. Valeu.

vai fazer entendeu tipo assim o que é que eu posso de fato servir entendeu não tem muita coisa aí então o meu maior medo é o cabelo muito bonito eu acho que eles poderiam se interessar para tipo investigar é nossa como podemos ter cabelos tão bonitos aqui também fora da terra

É, pode ser um caminho, né? Ou de repente olhar para as tatuagens que a gente tem. E achar que é uma mensagem, né? E achar que é uma mensagem. Total. Eu tenho muito medo por conta do filme Sinais. Eu assisti quando era muito pequena, eu fiquei apavorada. Sinais é um grande trauma de infância da galera, né?

Ainda mais que ele está no Brasil, o ET aparece numa festa de aniversário brasileira. Gente, é maravilhoso. Que isso, aí desde então. Mas é no Rio Grande do Sul, né? Então tudo bem. Ai, mas de lá pra cá é um pulo pro ET, imagina, você viu o tamanho da perna do ET? É Poço Fundo, né? Não é? A cidade? Era interior de Minas Gerais. Não, não, do filme do Sinai. Agora eu esqueci o nome, mas era alguma coisa. Eu lembro que a minha amiga era de lá. É, eu acho que...

Cara, é que eu já vi sinais, eu já vi luzes, né, no céu, quando eu era criança. E aí? E foi uma coisa que mexeu bastante comigo também. No fim, não dá pra saber o que era, né? Mas eu atribuí naquela época a, tipo, não deixa de ser um OVNI, porque era um objeto não identificado por mim. Exato. Eu era uma criança de oito anos, sim, mas não deixava de ser.

Porque avião não era, né? E não existia drone naquela época. Então, de fato, pode ser várias coisas, mas que fogem da minha alçada aí. Enquanto conhecedora. Mas o que eu queria dizer é que, tipo, a sensação...

Eu entendo essa sensação que ele fala do pânico, de você olhar pro céu e você ver uma coisa que você não tá entendendo o que é. E ao mesmo tempo, tipo assim, porque é muito exposto, sabe? Tipo assim, você tá ali, daí você olha e você sente... Eu lembro que o meu corpo inteiro, tipo, arrepiou, assim. Ai, querendo. Foi uma coisa muito assustadora pra mim. Mas tem um instinto, não tem? Quando você topa com alguma coisa que dá aquele arrepio na nuca de você sabe que você tá em perigo?

Tem, mas eu acho que tem duas coisas que acontecem. Uma é, tipo, te dar aquele medo, tá? E você sai correndo. Mas também existe um que você fica... Gag. Tipo, gag. Sabe? Você fica... Exato. Você fica parada, assim. Foi o caso dele. Que foi um pouco o caso dele. Paralisado mesmo. Eu já tive situação de ficar paralisada de medo. Então, eu acho que talvez num...

Numa situação como essa, que você vê um perigo de ameaça muito grande. É muito comum, né? Em situações, sei lá, de assalto, coisas assim, que as pessoas ficam paralisadas. Então, acho que tem um pouco isso. E quando ele tentou também contar pras pessoas, as pessoas zoaram. Então, ele não teve um grande acolhimento, né, da galera. Cara, sim, mas eu achei muito doido que ele já tinha contado antes e ficou tudo bem. E aí, quando ele foi contar pro namorado... Não, um mês depois, né, ele vai contar. É como se tivesse alguém falando, não vai falar? É, então... Se falar, vou fazer um negócio com você.

credo. Deu um certo medo. E é Minas Gerais, né, gente? Tem um lugar pra aparecer. Tudo acontece em Minas Gerais. É isso. Bom, o próximo caso é motoqueiro de Sete Além. Ai, minha nossa, eu tenho medo disso. Backroom, Sete Além. PQP. Tem medo de tudo, né? Tudo que eu posso ter medo, eu já vou tendo logo.

Oi, Mabel e Gabi. Me chamo Carol. Primeiro queria dizer que eu amo podcast e sempre escuto enquanto trabalho. O que torna difícil me concentrar enquanto estou falecida de tanto rir de alguns casos. É difícil, Carol. Nunca achei que teria uma história digna de aparecer aqui. Mas lembrando de umas aventuras da adolescência, percebi que talvez essa se encaixe.

Eu tinha 15 ou 16 anos quando fui passar férias escolares na casa da avó da minha amiga no interior de São Paulo. Era uma cidade pequena, daquelas onde todo mundo se conhece e a Praça Central é praticamente o único lugar onde algo acontece. Total. A avó da Giovana, minha amiga, morava num sítio. Esse sítio era um pouco afastado da cidade. Pra chegar até o centro, a gente tinha que caminhar bastante.

A avó dela era super religiosa, tinha uma programação sagrada, tomar café, se arrumar e ir para a igreja.

Para duas adolescentes naquela idade, a ideia de passar a noite inteira no culto não era muito interessante. O que realmente chamava a nossa atenção era a tal Praça do Centro. Porque, segundo essa minha amiga, era lá que os boys da cidade ficavam. Então criamos um plano. A gente ia colocar pijamas por cima das roupas de sair, entrar debaixo das cobertas e esperar.

Quando a avó da Giovanna chamasse a gente pra ir à igreja, a resposta era sempre a mesma. Ah, avó, a gente vai ficar em casa assistindo Rebelde. Total. Só que tinha um detalhe. Pra avó da Giovanna, Rebelde era coisa do demônio.

Então ela só suspirava, balançava a cabeça e ia sozinha pro culto. Essas mundanas. Assim que ela saía, começava a operação. Levantávamos, tirávamos o pijama e pronto. Além de mim e da Giovana, também passava as férias uma prima dela, que tinha a mesma idade que a gente. E já dá pra imaginar a quantidade de ideia errada que podia surgir. Três adolescentes saíram escondidas do sítio pra ir periguetar no centro da cidade. A caminhada até a praça era longa, mas na nossa cabeça valia total a pena.

A gente ficava andando em volta do coreto, conversando, rindo, tomando sorvete, paquerando os meninos. Aquela típica energia adolescente. Delícia. Teve uma noite que foi diferente. Quando decidimos voltar para o sítio, já era bem tarde. A praça estava esvaziando e a cidade começava a ficar silenciosa. Conforme a gente se afastava do centro, a iluminação diminuía, as casas iam sumindo, até chegar naquela estradinha de terra que levava até a porteira do sítio. Me caguei.

Aqui eu já tô... Não. Não, né? Tipo assim, cara, é longe do centro. São três meninas sozinhas. E cara, sítio é muito escuro. Muito. Você já pegou a estrada que vai pro sítio de noite? De dentro do... Você não enxerga nada. Não, primeiro, você não enxerga. Você tá num carro, você já tá numa vantagem. Ele aparece uma criatura. Se tiver uma curva, você vai cair e vai morrer. Atropela. Eu já fico... Toda vez que eu tô numa estradinha, eu falo, vai aparecer um lobisomem. Vai. Imagina a pé. E uma vez eu quase bati numa vaca. E a vaca era eu.

a vaca era eu. Não, e eu fiquei, tipo, desesperada, porque, meu, se eu matar uma vaca, eu acho que eu nunca vou recuperar emocionamente. Eu acho que eu nunca mais dirigiria. Tipo assim, é, eu provavelmente não. E eu tava indo devagar, não tava rápida nem nada. Só que é uma vaca, né? Ela não vai falar, gente, tô aqui. E era muito escuro. E aí, do absoluto nada, uma vaca. E foi assim, tipo, muito...

Meu Deus! É tipo, aquela freada, aquele desespero. Nossa Senhora. Aí a vaca também não saiu. Então a gente teve que dar uma rezinha, passar pela vaca. Mas um pouco de medo. Tipo assim, pô, se vier alguém com mais velocidade, essa vaca vai pro belaléu. Então eu comecei a dar uma buzinadinha, sabe? Tentar, sei lá, fazer ali com que a vaca saísse. Aí logo depois veio um carro, começou a buzinar e daí a vaca foi andando.

E saiu ali da frente. Mas, gente, que medo. Ela não deitou. Ela não deitou. Ela falou, eu não tô nem aí. Bom, e aí começa aqui a parte estranha. A rua estava completamente envolta em neblina. E não era uma neblina leve. Era algo pesado, sombrio. Tudo estava mais escuro e silencioso. A gente até comentou que parecia cenário de filme de terror. E a gente brincou que estava entrando no set além.

Mesmo assim, começamos a descer a estrada. Foi então que ouvimos um barulho atrás da gente. Quando viramos para olhar, tinha um motoqueiro parado no alto da estrada. A moto estava ligada e o farol alto apontando direto para a gente. No começo, ficamos tentando entender quem era. Cidade pequena, né? Sempre tem a chance de ser alguém conhecido. Mas quanto mais a gente olhava, mais claro ficava que não era ninguém que a gente reconhecia. Então, do absoluto nada, ele começou a acelerar na nossa direção. M ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT ABOUT

Naquele momento, nosso cérebro entrou em pane. A gente ficou uns segundos tentando decidir o que fazer. Fingir que tava tudo bem, continuar andando, correr. Só que quando eu e a Giovana olhamos pra frente pra começar a correr, a prima dela já tava na carreira. Espertela, pô! Ela começou a descer a estradinha aos berros. Foi tipo um efeito dominó. A gente, óbvio, começou a correr também. Desesperada, sem nem olhar pra trás. Quando passamos pela porteira do sítio, parecia que o coração já tava saindo pela boca.

Corremos até a casa, entramos e fizemos a primeira coisa que veio à cabeça. Nos escondemos embaixo da cama. E ali ficamos, em silêncio, o coração disparado. Lá fora, ainda ouvindo o barulho da moto. Ela passava, voltava, acelerava, desligava, ligava de novo. Tava rodeando o sítio. Pareceu durar horas, mas provavelmente foram só alguns minutos. Até que do nada, silêncio.

Mesmo assim, ficamos muito tempo sem coragem de sair. Até que levantamos devagarinho e fomos olhar pela janela. E foi aí que veio uma parte bem estranha. Não tinha mais neblina. A estrada estava normal. Não tinha frio estranho, né? Aquela atmosfera pesada. Era como se nada tivesse acontecido. A gente se olhou tentando entender. Fomos olhar o relógio e faltava pouquíssimo para a vó da Giovanna voltar do culto.

Então, vestimos os pijamas de novo, entramos debaixo das cobertas e fingimos que estávamos dormindo. Mas uma coisa mudou. Durante o resto das férias, toda vez que a vó da Giovana perguntava quem vai comigo pro culto, as três levantavam a mão na hora. Não era por milagre, nem era por conversão. Era só porque depois daquela noite na estrada, a gente decidiu trocar os boys da praça pelos boys da igreja.

Maravilhosa. Gente do céu. Não, essa me deu muito. Agora eu fiquei chocada. Porque assim, elas ficaram mó tempão na praça. E aí, tipo, ainda assim, elas voltaram. E a Voin nem tinha voltado do culto esse. Gente, que culto é esse? Ele agitou. Que horas são essas? Tipo, o culto deve acabar no máximo 8 horas da noite, vai. Era uma bola de neve que é bem agitada.

A church da Nana. Porque eu lembro, eu morei numa cidade pequena que tinha a praça que o pessoal no domingo ia pra missa às sete horas, saía às oito e pouco, nove horas, sei lá, e já ia direto pra praça. Tipo assim, eu não consigo pensar que um culto vai durar mais que nove horas da noite. É, de fato. Não é o horário de senhora estar na rua andando. Elas achavam que estavam enganando a vovó. E se a vovó era a motoqueira? A motoqueira fantasma? A motoqueira fantasma. E se a vó nunca esteve viva?

E se ela sempre esteve ali, tipo... E se, na verdade, quando elas foram no culto, elas foram de moto. Porque a Val trouxe uma moto pra elas. Não, eu digo mais. Eu sou a moto. Eu sou a moto. E eu era a moto. Eu era a moto. Cara, mas tem um terror particular que é assim. Você vê um motoqueiro...

Você sendo mulher, pronto. Oculto ou não, se é um homem ali, já pesou o clima completamente. Já pesou o clima completamente. São três adolescentes sozinhas no escuro numa estrada. Motoqueiro? Acho que já é suficiente pra... Homem no carro, homem na moto, homem na bicicleta, homem no patinete. Nossa, patins. Já pra fora. Mas eu achei engraçado que do nada elas simplesmente acharam melhor ir ao culto. Do que a praça. Do que a praça, sendo que...

Ainda ia ter que andar horrores. Ai, não sei. Acho que eu ia ficar vendo rebeldes. Eu só não saí, gente. Eu só nunca mais ia sair de casa e provavelmente nunca mais voltar pra casa dessa senhora. Muito obrigada. Mas, assim, muito medo de eu acabar entrando numa outra realidade. Eu acho que eu tenho medo de me meter em situações... Essa é pra minha terapeuta. Me meter em situações que eu não tenho como sair. E quando eu vi, eu já tô lá, tipo assim... Pô, parei numa realidade alternativa. Lascou. Como é que eu vou sair daqui? Eu não sei as regras. Tô numa espaçonave. Sim. Tchau, tchau.

Lascou. Mas é a vida, né? Às vezes a gente entra numa realidade alternativa e precisa aprender as regras. Nossa, cara, não. Vai lançar o filme Back Room, você viu? Da 24. Eu achei o trailer incrível. Eu gostei do trailer também. Maravilhoso. Gente, é...

Dá medo, né? Dá muito medo. Mas eu adoro. E o que você faria nessa situ? Sairia correndo sem pensar duas vezes. Você seria a prima que saiu correndo antes. Eu era a prima. Total, nossa, eu já tava lá. Cara, acho que eu nunca me colocaria numa situação que eu sairia, que na volta eu pegaria aquela estrada. Acho que já começa por aí. Vamos na praça à tarde? Vamos voltar às duas da tarde? Tô tupando. Isso é um fato, porque eu durmo super cedo. Então isso não me aconteceria.

Estar em casa. Mas você dormia cedo quando criança também? Totalmente. Sempre fui de dormir tarde. Agora eu tô dormindo tarde por conta do Big Brother. É. Não dá. A gente fica muito viciado no Big Brother e atrapalha tudo. Não, meu ciclo cicardiano acabou. Mas tenho medo, sei lá. É. Não gosto nem de andar de elevador. Porque dizem que é a passagem pra Sete Além. É, o Sete Além é pro elevador. Então. Caraca.

Se, tipo, você entrar um dia, você apertar um botão e aparecer um outro botão apertado, já se despede. Ai, não posso sair antes? Não. Você vai sair, mas não vai ser pra onde você quer. Ai, para, não fala isso. Sabe que eu vou pegar elevador pra sair daqui. Deixa eu pegar água pra você. Eu vou de escada. Vamos de escada, e vamos de escada. Nossa, pesou o clima total.

E o barulhinho, né? Foi muito assustador! Nossa, essa água, ela... Ela é aprontona. Que isso? Ai, brincadeiras bobas e gostosas. Você não tem medo, não, de entrar numa realidade paralela? Não, eu gostaria, eu acho legal.

Você não tem medo, né? Não, eu sou medrosona. Eu tenho bastante medo. Mas a realidade paralela não me assusta. Sabe por quê? Eu já tô meio enjoada dessa vida. Entendeu? Dá um refresh. É, eu acho que eu gosto de experimentar coisas novas. Então, acho que eu iria por esse caminho. Não sei se pelo elevador, né? Pelo elevador não me agrada tanto.

Mas a coisa de você estar andando e de repente você está num outro ano, eu gosto disso também. Não, aí tudo bem. Aí eu vi vantagem. Ah, você acha que é? Outro ano? Tipo assim, se eu estou numa realidade... O seu problema é só a realidade alternativa. É, é um lugar muito... Tipo assim, as backrooms, que são tipo salas esquisitas, que tem uma vibe meio estranha e são totalmente vazias. O que eu vou fazer aqui? Mas se for uma realidade que tem coisa para fazer, lugares para ver, pessoas para conhecer, eu acho que tudo bem. Ah, então tu foi tipo uma...

É, realidade alternativa com eventos. É, tem que ter um Lulapalooza. Lulapalooza alternativa. Eu ia gostar. Sim. Ok, então vamos providenciar. Pode ler o próximo caso. Vamos lá. Esse daqui promete. Os Demônios X9.

Olá, Mabe e Gabi. Apesar de ser muito medrosa e não ter muita tolerância para histórias de terror, sou fã do podcast desde o início. E desde lá, vocês são meus companheiros em qualquer viagem que eu faço. Inclusive, para backrooms. Agora que moro sozinha, evito escutar qualquer coisa que me dê medo. O caso bizarro é a única exceção.

Essa história não é minha. Foi contada pela minha tia em uma das muitas noites de fofoca familiar e contação de história. Segundo ela, na década de 1950, o pai da cunhada dela, desesperado com a pobreza e a falta de perspectiva, fez um pacto com o diabo. Ou foi sendo... Tranquilo. Não.

Eu já tô nesse ponto. Quem nunca? É, eu larguei o CLT, não foi à toa, né? Fiz um outro tipo de pacto. Oferecendo os futuros filhos em troca de grana. Uau. Normal pra essa época, gente. Depois disso, o velho realmente ficou rico. Virou um dos maiores fazendeiros de café da região em que morava. Conseguiu comprar fazenda, casa e tudo de melhor na época.

Até aí tudo bem. Até aí tranquilo. Os filhos começaram a nascer e o diabo não demorou para cobrar o combinado.

O filho mais velho apresentou desde criança sinais de possessão. Se debatia, falava com voz grossa e tudo que vocês possam imaginar. Misericórdia. Mas será que não valeu a pena? O estrago era tão grande que começaram a acorrentar o menino às vigas da casa para que ele não machucasse ninguém. Isso é tortura, pessoal. É, galera, isso aí já não é legal. Pai do ano, hein?

Mas ele não parou no primeiro, né? O segundo filho também foi afetado. Certo dia, as crianças estavam brincando na fazenda até que todos os animais se agitaram. Cachorro latindo, vaca mugindo e galinha correndo. E um redemoinho se aproximou. O vento pegou a criança e levou ela pra longe. Que isso? Gente, do nada um vento.

Novo medo desbloqueado, vento. Exato. O resto do grupo foi correndo pra casa avisar os adultos. Passaram o resto do dia rezando e buscando o menino em todo o terreno. O resto do grupo o que é? Os animais? Foram avisar a população local? Acho que eram os amigos que estavam lá brincando.

Era o Ricardo, o amigo imaginário. Era o Ricardo, exatamente. Meia-noite. Deixa eu ver se eu tô no lugar certo. Tô. Meia-noite, com todos na sala ainda rezando, escutaram o menino chamando a mãe. E quando foram ver, ele estava em cima de uma trilhadeira, um aparelho de colheita de grãos que ficava próximo à casa. Gente. Fazendo o que ali? Colhendo.

perguntaram pra ele como ele tinha parado ali. Ele respondeu que um homem havia colocado ele ali em cima e dito pra ele não descer. Ai, querido. Gente, o saci. Mano, saci total, brincalhão. Olha isso. Nossa. Ambos os meninos não passaram da infância.

Meu Deus. Eliminados. Eliminados. Caraca! Nossa, pesou um pouco de uma maneira. É, pesou um pouco o clima. E foi aí que o diabo passou para a irmã mais nova. Nossa, o diabo não discrimina. Essa irmã foi possuída apenas quando adulta. Ele respeita muito. Ele deu um tempinho pra ela.

A minha tia, que era mais próxima dela, conta que em um dos muitos dias que ela estava possuída, começou a dedurar todo mundo da família. Ai, finalmente. Uma alegria nessa história. Sim. A mulher falava com uma voz grossa que era uma horda de sete demônios. Contou que uma das mulheres estava traindo o marido com o vizinho e o marido estava devolvendo a traição com uma colega de trabalho.

Contou que outra mulher que era super crentona da igreja maltratava o pai doente e deixava ele passar fome.

E o pior é que tudo acabou sendo verdade. Gente! Então, do nada, possessão e segredos rolando. Pois é, mas aí nessa parte 2 de possuir adulta, ele já fez um serviço mais social, né? É, ele só mostrou pra galera... Mostrou a verdade, escancarou a hipocrisia da sociedade cafeeira.

hoje em dia a possuída já passou por inúmeros tratamentos religiosos e psiquiátricos mas continua tendo episódios de possessão além disso a maldição parece que está passando em frente para as próximas gerações porque alguns dos netos começaram a apresentar comportamentos estranhos o comportamento que estranha sendo jogar rolox alguma coisa assim

Gente, acabou? Foi isso? Nossa, eu... Não, eu achei que era uma história bem ok, assim, do nada. Tipo, um monte de criança morrendo. Tem muito isso da... Da galera falar, né? De fazer pacto com o diabo, de ter essas lendas. Que aí eles dão os filhos e trocam os filhos por riqueza e que não sei o que.

E eu sou um pouco fascinada com essas histórias. Eu acho muito interessante. Porque elas são muito interessantes, né? E assim, sei lá, a criança teve uma doença, teve uma questão de saúde, nada. Mas não, viram tipo... Não, fez um pacto. E os dois primeiros filhos ele entregou. Não, e entregou a família inteira, pelo jeito. Entregou a família toda, exato. Porque até a menina...

Mais velha. Próximas gerações agora estão amaldiçoadas também. Cruz credo. Ai, eu não sei. O pacto com o demônio. Eu fico me perguntando como funciona. Tipo, onde que você tem que ir? Quais são os métodos? Não o que eu vou fazer. Mas, entendeu? Eu acho que ele vem até você. Sério? Eu acho que é um delivery. É. Igual o drone da Kitta. O drone na...

Na muralha, o drone da muralha. É, eu acho que é um pouco... Eu acho que o diabo venta você, porque assim, essa coisa do pacto com o demônio já tá ultrapassado, né? Já é uma coisa antiga. Mas você não acha que ele merece um revival? Porque faz tempo que... Você acha que hoje em dia ele traz doxigns pra você assinar online? Total, eu acho que é algo mais online. Você não precisa mais assinar com teu próprio sangue? É que eu não sei se assinar tudo online vale mais que o sangue, né? Então, isso precisa ser visto com a LGPD.

Tem que consultar a LGPD. A legislação. Urgente. Porque, é, eu acho, e eu não sei se ele vem pessoalmente, ou se hoje em dia ele manda um zap, ou manda algum assistente, sabe? Tipo, ó, entrega aí pra essa galera. Aproveita que você tá em tal bairro, entrega 15 contratos. Propostas.

Proposta comercial. Primeiro ele orça. Tipo, ele prospecta. Então ele chega pra você e fala, olha Gabi, eu percebi que você aí tá precisando de um dinheiro pra comprar uma casa. Vi que vai demorar um pouco aí essa casa do jeito que você quer.

uma proposta aqui pra você. Você quer ouvir? Total. E aí você marca um encontro numa cafeteria aqui em São Paulo. Sim, sim. Superfaturada provavelmente. Superfaturada que você terá que pagar a tua conta e a do demônio. Ele passará o briefing. Ele passará o briefing.

E aí, depois vai pra parte das assinaturas. Que tem planos, né? Que tem uns planos. O Free. O Free, exatamente. Eu não sei se o Free, ele talvez dá uma amostra do tipo assim. Qual que é o teu maior sonho? Você fala uma casa. Ele, ó, toma aqui essa casa 3D. Acabei de imprimir pra você. Pra você ver o poder do que ele pode fazer.

e até onde pode ir total mas eu não pergunto que o capeta ganha com o pai eu te dou meus filhos se eu sou o cara falou lá quero sua criança mas eu acho que para o capeta é bom criança porque as crianças é a idade do capeta né tipo assim os seis sete anos é a idade do capeta é verdade que elas vão ter mais energia não sei se eu fosse capeta eu acho que é bom negócio eu acho que era um bom negócio

No meu lugar, se eu fosse capeta... No meu lugar, assim, longe de mim, né? Dizer pro capeta como é que ele tem que lidar. Mas eu fico pensando, porque o adulto já tá meio estragado, né? É. A criança, ela não estragou ainda, não viveu.

Entendeu? Mente vazia, oficina. Mente vazia, exatamente. Eu não sei, eu voto. O meu voto... É sim para criança. É sim para criança. De quanta bobagem. Vamos então agora para o nosso último caso, que é Hoje o Galo Sou Eu. Eita, porra! É hoje. Olá, Mbê e Gabi. Podem me chamar de Ariane.

Olá, Ariane. Oi. Essa é a primeira vez que eu escrevo pra vocês e espero que se encontrem bem, se é que alguém pode estar bem em pleno apocalipse. Meu Deus. Que isso que tá acontecendo? Eu tô ótima. O que tá acontecendo, Ariane? Enfim, vou contar um de muitos casos narrados pela minha mãe, que tem um repertório infinito de casos bizarros e sempre teve o prazer de compartilhar comigo e com meus irmãos desde a nossa infância. Mais aí um trauma, né? Mais aí uma mãe patrocinando traumas pros seus filhos.

Acredito que o meu gosto por coisas estranhas veio dela. Eu lembro muito de assistir Arquivo X, além de outras séries e filmes de terror ao lado dela. O caso é o seguinte. Trata-se de uma pessoa de uma família conhecida dela no interior de um estado aí. Não citarei nomes porque ela tem medo de ser reconhecida e isso dar algum problema.

Essa família era conhecida por ter pessoas muito ruins, gente que se aproveitava dos outros, dava golpes e tinha até pistoleiros. Realmente é uma família peculiar. Dá pesada. O protagonista desse caso era um dos piores, abusador, golpista e assassino. E ele acabou sendo morto. Seu corpo foi enterrado no único cemitério da cidade. E depois disso, coisas estranhas começaram a acontecer.

Minha mãe conta que os moradores locais passaram a ouvir barulhos vindo do túmulo dele. Era uma música, uma marchinha de carnaval.

Eu não conheço essa marchinha, gente. Tá animado, né? Mas eu vou cantar aqui. Como pode ser? Eu vou ler aqui como pode ser. O galo de noite cantou. Toda a gente quis ver o que aconteceu. Nervoso, o galinho respondeu. Co-co-co, co-co-co, coró. Total. Mensagens que... A galinha morreu. Eita! Co-co-co, co-co-co, coró. Co-co-co, co-co-co, coró. O galo tem saudade da galinha carijó.

A minha vizinha também certa noite gritou. Toda a gente acordou. Nervoso, o marido respondeu. Cococó, cococó, ró. Hoje o galo sou eu.

Gente, tem um plot twist. O homem vira um galo. Isso se repetia toda noite sem parar. Quem morava perto não conseguia dormir. Até que o padre foi chamado pra resolver o problema. Cara, padre de cidade interior tem que ser meio delegado também. Nossa, sim. Tipo, ó, é o seguinte. Mataram o cara lá, aquele fodido.

E quando a gente passa perto do cemitério, tá... Tem a questão da marchinha. Tem a questão da marchinha. O padre pegou um litro de água benta, derramou sobre o túmulo e rezou. De repente, houve um estrondo e o túmulo rachou. Mentira. Detalhe, era um túmulo feito de pedra maciça. Impossível rachar sozinho.

Os curiosos foram olhar pela fresta que se formou e lá dentro, onde deveria estar o caixão, havia uma enorme serpente. Mentira! Apavorado com o que viu, o padre pediu aos seus ajudantes beatos que arrumassem correntes de ferro grandes e pesadas para cercar o túmulo e que estas fossem fundidas ao chão.

Logo após, ele rezou novamente e jogou mais água benta. Segundo o padre, isso foi feito para o que quer que estivesse lá dentro, no lugar do morto, jamais saísse, pois se aquela coisa escapasse, arruinaria toda a cidade.

É isso. Acompanhe o podcast desde seu nascimento lá no Modos Operantes. Vocês têm sido a minha companhia no caminho pro trabalho toda segunda-feira. Beijos e até o próximo caso. Escuta aqui, ô Ariane. É isso. É isso. É isso, caralho. E tá maluca, minha filha. Tá maluca, garota. Gente, e aí o padre foi lá, fez água venta. O túmulo fundiu. Saiu uma cobra. Meu, eu fiquei... Gag. Gag.

Eu tô assim, tipo... Sem palavras. Gente, imagina você testemunhar isso. Não. Como é que essa serpente foi parar lá? Uhum. Hum, será que foi queima de arquivo? A serpente sabia demais? Esse homem que foi assassinado, ele de fato morreu porque o corpo dele não tava lá. Era uma serpente. Não tem nada pior que um ser humano horrível.

Que morre e continua perturbando. Exato. Vai pro cacete, me deixa em paz. É, o cara já era um bosta. Tá com uma archinha ainda? Virou uma serpente. É, ainda tá cantando carnaval. Carnaval que é uma festa feliz. Carnaval não é uma festa pra ser estragada por um bosta.

Eu não sei. Eu me questiono se ele virou uma serpente. Se a serpente comeu o corpo dele. Tem isso também. Serpente faz isso? Sim. Tem uma serpente que já comeu um boi. Um boi? Ah, também no Pequeno Príncipe?

Como um elefante inteiro. É, então. E é horrível, sabe? Eu já vi alguns vídeos assim. Porque eu trabalhei num projeto que tinha um vídeo, tipo daqueles vídeos da Discovery. Que mostrava coisa de planeta e tal, na natureza. Ah, que delícia a natureza. E aí, do nada, uma cobra comia um boi.

E assim, e mano, ela vai aumentando a boca, vai aumentando a boca. Porque o boi é muito grande. É, o boi. E é muito bizarro. Tipo, ela fica gigantesca. E aí ela vai, tipo, sei lá.

Como mastigando. Não é mastigando, mas assim, ela vai de alguma maneira diminuindo. Mas ela fica muito grande. Você nunca viu nada disso. É uma das coisas mais assustadoras que eu já vi. Cara, mas pra que um bicho daquele tamanho, um boi gigante? Pra que? Não tem um negocinho. Como vai digerir? Faz um snackzinho, né? Vai pra outra coisa. Entendeu? Eu sou meio contra. Não.

Baixo a strama. Mas a questão da corrente me pegou. Achei bem camp. Tragam correntes. Tragam correntes. Vamos fundir ao chão. É, vamos fundir ao chão. Vamos assim, essa cobra, tipo essa serpente não vai sair daqui. E tem a coisa da serpente ser meio bíblico também, né? Eu acho que assim... Serpente serve, né? Serpente tudo bem. Ela é cante. Então. Agora, eu não sei se eu, enquanto padre...

Você ia querer fechar esse caixão? Você ia deixar aberto? Ah, porque já saiu serpente, né? Já saiu mesmo, já foi passear. Tipo assim, eu vou fazer o que agora? Mas será que a coisa ruim estava na serpente?

Ou tava dentro, né? Que a serpente tava protegendo. Então, às vezes a serpente só parou no lugar errado, não tinha nada a ver. Você acha que a serpente poderia ser apenas uma serpente transeunte que... Total, foi para ali. Que já tava no terreno e calhou de alguém enterrar o corpo lá. Ah, uma serpente azarona, eu diria. Tadinha. Acho que ela tinha boas intenções. Por alguns segundos eu achei que azarona era tipo um...

Uma raça de serpente. E já falaram, mas eu não conheço. Da tipologia azarona, aquela que sempre aparece. Exato. Eu não sei qual que é a família dessa serpente azarona. Não. Tá, tipo, ela teve um azar. Eu acho que sim. Foi um dia... Foi difícil. Um dia difícil pra serpente. Não tão difícil quanto do padre, né? O padre de interior é um trabalho que eu jamais aceitaria. Primeiro que eu sou mulher, nunca me chamariam para ser padre.

Mas segundo que sou até eu. Não, eu sempre fico, não, gente, não acredito em nada. Mas ao mesmo tempo eu acredito em tudo. Então fica... Fico me precavendo com o medo. Mas sei lá, gente, essa coisa aí de ser padre é muito difícil. O tempo todo exorcismo.

E, ai, tem que limpar aqui a casa que tá com problema. Gente, limpa você, amor. E eu, hein? Aí tudo é faxina, já cansa fazer faxina. O homem tem que ficar jogando água benta. Se trabalhar já é ruim, imagina o trabalho espiritual. Exato. Acho que o trabalho espiritual deve ser bem... Denso. Bem denso. Pesado. Vamos, então, para os nossos casos. Na verdade, para as nossas indicações bizarras.

Eu estou viciada na playlist Onze, que é do filme Onze. Que é com o Glenn Hansard e com a Marqueta Glová, sei lá, falar o nome dessa mulher. Porque um homem é da Irlanda e ela é da República Tcheca, eu acho. E aí tem um filme que chama Onze, que conta a história, tipo... É uma vez, né? Tipo, que conta a história de um casal. E é um filme triste, tristíssimo. Tem o musical da Broadway, tem várias coisas. É o que se passa na Irlanda?

É, é isso mesmo. E aí, eu acho que eu já indiquei esse filme aqui um tempo atrás. E eu amo esse filme, eu já assisti o musical, achei muito legal. É muito bom. E, gente, as músicas são lindas. Principalmente a Falling Slowly, que é a minha favorita. Maravilhosa. Olha, sério, é tudo.

E aí eu tô ouvindo muito essa semana, então tô a fim de indicar esse álbum aí, essa trilha sonora. Excelente. E se vocês quiserem, vai ter link lá no Caso do Inline Bizarro. Então, fiquem tranquilos. Se vocês não entenderem alguma indicação aqui, vai ter tudo lá no Instagram, no nosso post que tá a fotinho da Gabi. A gente deixa lá as infos.

Tudo. E você? Cara, a minha indicação é de um filme, Devoradores de Estrelas. Ah, eu ouvi falar. Assisti na semana passada. Maravilhoso. Que filme gostoso. E vale a pena ver no cinema, porque ele é no espaço sideral. Lugar que eu temo muito, mas também admiro. Mas também é interessante. Cara, o Ryan Gosling tá ótimo. As cenas de espaço sideral.

E é ficção científica. Ficção científica. É a história de um rapaz, Ryan Gosling, que se vê em situação do espaço sideral. Ele acorda numa nave sem lembrança, sem saber direito quem ele é. E o que ele tá fazendo lá? Ele tá sozinho porque as outras duas pessoas que foram com ele estão mortas lá na nave. Ele vai descobrindo o que ele tá fazendo lá. E a gente descobre junto porque rolam flashbacks. E aí junto com o que ele tá fazendo lá.

E acontecem babados inimagináveis, que são muito legais. Eu amei. Tudo. Eu quero muito assistir. Eu não consegui ir na pré. Mas das pessoas que eu conversei falaram muito bem, então fiquei curiosa. Porque é diferente, né? Eu curto esses filmes mais nessa pegada de ficção científica no espaço e tal. Nem todos eu gosto, mas eu curto a temática. Então, tô curiosa pra assistir.

E é isso, gente. Espero que vocês tenham gostado. Ainda vai ter a Gabi também no nosso Jornal Bizarro na sexta-feira. Então, não percam. Espero que vocês tenham gostado. Obrigada por ter vindo, Gabi. Amei! Obrigada! Foi tudo muito legal. Muito legal. Eu quero ficar aqui o dia inteiro. Bora. E até o próximo episódio. Beijo!