CB #173 - Esmola hermana com Yasmin Ali Yassine
No episódio de hoje discutimos sobre um invasor com apavorantes olhos alaranjados, uma batalha em um supermercado e uma esmola misteriosa!
***
Emma Colchões está com até 55% de desconto! E mais 12% usando o cupom MABE!
https://bit.ly/4sZFVuS | Publi
〰️
Dicas Bizarras:
▪️O Testamento: O Segredo de Anita Harley ▫️ Globoplay (Yasmin)
▪️Emergência Radioativa ▫️ Netflix (Yasmin)
▪️#161 - Césio-137: O maior acidente radiológico do Brasil (Modus Operandi)
〰️
Mabê B
Yasmin Ali Yassine
- Queimaduras OcularesParalisia do sono · Experiência sobrenatural
- Funcionários fantasmasMistério na fazenda · Potrinho encontrado
- Comportamento de pessoas em supermercadoCriança assombrada · Experiência de infância
- Fenomenos ParanormaisMoeda de fantasma · Histórias de hotel
- Recomendações de outras sériesO Testamento · Césio 137
Olá, sejam bem-vindos a mais um Caso Bizarro. Hoje eu estou aqui com o Yas. Oi, gente. Nossa, que prazer, Mabê, estar com você. Prazer, estou muito feliz. Desde o evento que a gente se encontrou no YouTube a primeira vez, né? A gente já tinha... É verdade, a gente trocou uma ideia. Nossa, foi um surto aquele dia.
Que a gente não tava sabendo direito onde entrar. A gente ficou trocando ideias. Depois eu tive que comer todos os tipos de pimenta. Com o chefe Otto. E não foi filmado. Então eu achei que seria um conteúdo que a gente pudesse aproveitar. Eu fiquei com pena de vocês. Porque éramos pimentonas, né? É, da mais forte lá. E é da fraca até a mais forte. Chegando a mais forte, eu chorei.
chorei de verdade, mas foi bem legal aquele evento, foi divertido, foi os eventos do Youtube costumam arrasar foi meu primeiro evento do Youtube, é mesmo? foi o primeiro, achei muito foda e aí depois a gente se encontrou no Teatro da Cafrander no Noia ao Vivo
Que foi no Teatro Bradesco, foi muito chique lá no Bourbon. Foi muito legal. E, meu, a plateia é muito legal, né? E meio 20 de dezembro, eu tava assim, gente, será que o povo já não tá natalzou? Mas não, tinha muita gente, foi muito, muito gostoso. Natalzaram com a gente lá. Natalzaram com a gente lá. A gente se deu bem. É. Eu tava falando pra Amabeia Kinhof que eu tinha ideia de que ela fosse brava quando eu a via na internet.
Que ela fosse... Ah, você já era, tipo assim, brava? Tipo, meio mal-humorada, assim. Meio mal-humorada. É, eu achava, não sei por quê. Assim, assistia aos programas e tal, mas eu tinha a impressão que seria meio mal-humorada. E aí me surpreende muito positivamente. Porque a Mabe é uma simpatia, um amor de pessoa. Ah, obrigada. E aí, desde então, eu prometi. Falei, não, vamos gravar e tudo mais. E quando eu estiver com o meu novo programa, quero muito que você vá lá também.
E eu quero ir, mas eu achei que você tava achando que eu era brava, tipo assim, na vida. Que eu falei que eu sou mesmo. Mas não assim, tipo, meio mal-moradinha. Eu achei. Olha só. Você passava assim, talvez um pouco dessa ideia. Dessa ideia. Não sei porquê. Talvez eu acho que tenha visto algum vídeo mais sério seu. E fiquei com essa imagem na cabeça. Mas quebrou completamente. Não tem nada disso. Cara, eu amo seus conteúdos, sério. E assim, eu já sei quando você vai dar uma cantada. Ah.
Juro, quando você faz aqueles vídeos das cantadas, tipo, na hora que você fala a primeira palavra, eu falo, é um vídeo de cantada. Porque muda a voz. Porque muda a voz. É muito engraçado, eu acho muito legal. Então, eu pauto todo o meu conteúdo na internet desde que eu comecei através da voz, né? Isso é muito engraçado, porque eu comecei, até você descobriu recentemente, que foi imitando o Cebolinha e o Google. Gente.
Eu cheguei aqui hoje e de repente, do nada, assim, o porteiro aqui do estúdio, né? Ele falou assim, você vai gravar com Cebolinha? Eu fiquei assim. Ela me deu assim, olha. Eu vou gravar com Cebolinha. Realmente disso eu não tava lembrando. Mas se a turma da Mônica estiver no estúdio... Estiver por aí. Mas como é que é isso do Cebolinha?
Imita muitas vozes, ou não? Eu imito algumas poucas vozes. Do Google eu já vi também. Isso, daí eu imito o Google, o Alex, algumas vozes de IA. Então eu imito poucas vozes, mas que marcaram por serem muito aleatórias. Então ninguém imitava o Cebolinha na internet, além da dubladora oficial. E aí em 2017 eu viralizei. Então, por exemplo, eu falava... Mônica, eu vou pegar o seu coelho encaldido. A gente é muito igual. Eu tô no caso bizarro, calma.
E aí eu imitei cantando uma música, imitei também a voz do Google. Não, mas o Google é bizarro. Acho que eu vi você fazendo isso com um ator que era americano. Não, com o Chris Martin. Com o Chris Martin, ai, cantor. É, com o cantor do Coldplay. O do Coldplay. E foi ele que perguntou. É, então, achei muito legal. Ele assim, não é que você imita vozes? Sim, eu imito algumas vozes. Imitei pra ele em inglês a voz do Google.
Eu achei muito legal. Fiz... Lights will guide you home. Gente, alguém deve ter falado, né? Tipo assim, meu, pergunta aí que você vai gostar. É, né? Então, na verdade, ele pesquisou muito sobre mim. A gente virou amigo. Ai, que legal. Ele me dá parabéns no meu aniversário. Falo com ele no aniversário dele. Ai, que fofo. Então, virou amigo mesmo, assim. E ele tinha pesquisado sobre o meu trabalho. Sabia do podcast? Sabia? Que divertido.
Demais. Ele aceitou ele lá. Na verdade, é o que todo mundo deveria fazer, né? Porque eu sempre pesquiso quando eu vou num lugar. Mas você não imagina que celebridade faça isso, né? Exato, na verdade. Mas ele pesquisou antes de eu convidar ele pro podcast. Ah, então ele já tinha visto algum conteúdo certo. Ele tinha visto. Que ele é muito ligado no Brasil, né? Muito. Então, acho que é isso. As pessoas que ele vê que viraliza, ele…
Vai lá, dá uma... E ele é muito interessado. Então, se ele te conhece, ele pergunta o que você faz. Depois ele vai lá e joga o seu nome. Porque ele não tem rede social. Então, ele procura o seu nome pra ver o seu trabalho. Ele é muito interessado em seres humanos, nas pessoas. E acabou que uma dessas pessoas, ele acabou se interessando, assim, sobre o meu trabalho. E a gente construiu uma amizade muito doida. Ele me deu um livro de presente.
Eu fui em todos os shows de São Paulo, a convite dele. Que demais. Ele mandou um carro pra me buscar na minha casa. Conheceu minha mãe. Que fofo. Foi muito doido, assim. E a sua mãe é tudo. Você conheceu ela também. Sou mesmo, muito fofo. Muito fofo mesmo. Gente, como assim, né? Do nada, amiga do Chris Martin. Do nada, amiga do Chris Martin. Amiga pessoal do Chris Martin. Dá pra colocar na bio, né? É, exato. Eu coloco no meu currículo.
E aí, depois das imitações, depois eu tive o Vênus, o podcast. Então, já também trabalhava com a voz. Eu era cantora antes de trabalhar com a internet. Você canta muito bem, cara. Isso eu tinha visto recentemente. Você foi, né? Acho que foi no Barbixas mesmo, né? Foi no do Minhoca. Ah, do Minhoca, isso. Que é aqui no centro também. E eu vi você cantando também. Lindo, lindamente. Você tem que continuar cantando. Muito obrigada, Amabil.
É que eu sou muito apaixonada por música, cara. Você canta também? Eu cantei em coral muitos anos. Sua voz é muito boa. Cara, eu queria muito cantar, sabe? Sua voz é boa de dublagem, pra canto? Eu acho que, pra coisa MPB, assim, uma voz mais calminha, eu acho que daria pra eu cantar algumas coisas. Mas não o que eu queria, de verdade, sabe? De ser assim, mas...
Intenso, mas eu… Você queria o quê? Um rock? Um pop? Ah, tipo um rock, uma coisa assim. Eu namorei muito músico, né? Então eu vivi muito essa coisa da banda. Caramba, eu sinto muito, Mambê. Eu vivi muito sexofonista, pianista, baixista. Sério, bizarro.
E aí, cantora. E aí, tipo… Então, eu amo música, mas eu não tô tão como eu gostaria. Mas se eu pudesse, se pudesse voltar e falar assim, o que você quer fazer? Eu ia falar, não, eu quero ser atriz de teatro e cantora. Que eu acho foda. Não, é profissão linda. É muito lindo, né? Eu acho que é uma energia.
muito, assim, e eu queria muito ir pra música, só que a comunicação me pegou, assim, de jeito e falou não, você vai pra cá. Fui deixando a música um pouco de lado, mas de vez em quando a vida dá um jeito de me lembrar que eu gosto muito de cantar, então tô cantando um pouco mais agora, né? Então, isso é muito legal.
Você ir para uns caminhos, beleza. Não, deixa eu voltar para esse aqui também. Que eu também gosto, exato. E aí, eu estudei voz por muito tempo. Então, você falou até quando eu vou dar uma cantada que eu mudo a voz. É porque eu começo o vídeo falando mais assim, né? Exato.
E eu sou muito observadora da coisa de voz. Acho que até por conta do podcast, que eu fiquei muito ligada nisso. Que até então, sempre achei que a minha dicção era ruim. Eu sempre falo muito baixo, eu sou tímida. Hoje já mudou bastante, né? Porque seis anos gravando podcast, a gente tava mudando. Eu também era tímida pra falar.
Mas eu era muito tímida. Então, quando eu comecei a... Tipo, não, eu quero gravar podcast. Eu peguei uma paixão de estudar vozes, de estudar... Cara, dá pra você... Quando você olha lá podcast, sei lá, de ficção. Que você tem os personagens. E aí você não tem nada, não tem imagem nenhuma. E você consegue visualizar tudo aquilo na cabeça. Fala, isso é muito potente, né? O podcast tem um poder muito grande de engajamento.
Que a gente, muitas vezes, não se dá conta. E aí, eu fui me apaixonando. Tipo assim, eu tenho muita vontade de ler audiobook, sabe? Sua voz é uma delícia pra isso. Ah, eu tenho muita vontade. Como se é? Vem aí, pessoal. Já tá confirmado, tá?
aqui a agenda dela, que o tablet está na minha mesa. Está aqui. Está aqui. Audiobook vai lançar em breve. E o seu disco? Quando que você... É, então, isso me cobram. Até meus seguidores fizeram uma camiseta pra mim. E assine, cadê as músicas? Cadê? Eu uso de pijama pra não esquecer. Então eu quero fazer sim, com certeza. Mas é basicamente isso. Estudo vocal sempre foi minha praia, assim, meu rolê.
E você apaixonou por podcasts também? Apaixonei por podcasts, fiz o Vênus por cinco anos. E bizarro como a minha voz mudou também. Você estava falando que isso tudo é voz. Você começa a querer impostar a voz melhor para se tornar mais agradável. Porque às vezes você vai ouvir seus primeiros podcasts. E você vê que sua voz está tipo, sei lá...
Não tá linear, uma coisa agradável de ouvir. Aí depois que você vai se aprimorando, você percebe que até a sua voz pra falar normal na vida mudou, né? Então isso é muito legal. Não, mudou onde você puxa a voz. Eu fiz muito fono também. Você fez? É, eu fiz fono também. Porque eu comecei a ter muitos problemas. Eu tive uma...
Uma lesão na corda. Uma fenda? Uma fenda. É muito chique, né? Parece que todo mundo que grava aqui, trabalha com a voz, tem essa fenda. Tem fenda, calo. Você ou Zezé de Camargo? Canta aí pra gente. Não, e é muito difícil.
Eu fico pensando hoje, meu, pra cantor fazer essas coisas, essas loucuras que faziam de cantar, tipo... Sei lá, ter turnê, você canta todos os dias, você canta cinco vezes por semana. Fazer sem aquecer. Sem aquecer. Aí bebe, aí fuma. Exato. Que é... Cara, eu não consigo imaginar o surto que é.
E aí eu comecei a fazer fono, porque minha voz sumia, aí me ferrava, eu tinha que cancelar a gravação. Aí era uma bosta, né? Eu tenho dois podcasts, não quis facilitar com isso. Então, e tem uma preocupação. Se você perde sua voz, você perde o trabalho da semana, né? Exato. Eu adoro falar isso, gente. Minha voz é minha ferramenta de trabalho. Eu adoro falar isso. Eu adoro falar isso em público também. Não, você sabe, né? Minha voz é minha ferramenta. Exatamente. A voz é a coisa mais importante do meu trabalho. Pra mim.
Gente, vocês sabiam que um dos casos mais famosos de poltergeist do mundo aconteceu aqui no Brasil? Uma menina chamada Leonice Fitz, lá do Rio Grande do Sul, ficou conhecida como a Poltergeist Santa Rosa. Teve até reportagem de TV, tá? Aparentemente, ela conseguiu mover alguns objetos com a mente, então ela começou tirando os bonés dos meninos na escola. Ela também mexia algumas pedras, tirava do lugar.
E a coisa evoluiu, tá? Pra barulho assim na parede de casa, lâmpada estourando, rajada de vento e pior. O colchão, ele mexia sozinho e a coberta era puxada no meio da noite. Imagina você, três horas da manhã tentando dormir e o teu próprio colchão te trair. Agora eu te faço uma pergunta. Se fosse um colchão Ema, ia acontecer com você?
Amor, impossível, tá? Porque os colchões EMA têm tecnologia de bloqueio de movimento. Não vai ter entidade que vai tirar meu sono. E ó, aproveita que no site tá rolando até 55% de desconto, mais 12% com o meu cupom, MAB. Ou seja, você não resolve só o seu sono, né? Você resolve até possíveis encostos dentro do seu quarto. E ah, o caso da Leonice continua até hoje sem explicação.
Bom, vomitou começar com os casos bizarros. E eu vou começar. E lembrando que se você tiver um caso aí no meio e quiser contar, fique à vontade. Combinado. Você não tem os meus, você tem só os teus. Eu só tenho os meus.
Ah, entendi. Achei que eu ia acompanhar daqui, mas vou acompanhar daqui, ó. Daí. E lembrando, galera, se vocês quiserem assistir a nossa carinha, dá pra assistir o vídeo no Spotify e no canal do YouTube. E se você só estiver ouvindo em qualquer plataforma de áudio, normal como sempre, mas se a gente citar alguma imagem, alguma coisa, vai lá pro Instagram, caso.interlinebizarro, que vai ter tudo lá. Acho bom que você assista em vídeo.
Porque tem toda uma estrutura aqui que é uma bem vestiu. A gente passou perfume. É, exatamente. Eu tô maquiada. Tá maquiada. Não tá feio, entendeu? Tá gata, tá gatíssima. Então, a gente tá linda pra você só escutar. Bora, então. O primeiro caso é Mercadoria Vencida.
Olá, Mabê Yasmin. Me chamo Júlia, moro em Americana, São Paulo. Meu caso aconteceu quando eu tinha 10 anos e estava com minha mãe em um daqueles hipermercados gigantes, sabe? Um detalhe sobre minha mãe é que ela ama ir ao mercado. Ela passa horas lá. Lê rótulos, compara preço por marca, enfim. Uma entusiasta das compras do mês, gente. A minha família inteira. A minha mãe vai no mercado todo dia.
Sim. Gente, eu fico assim, mãe, não é possível. O que faltou? Comprar. A minha mãe tem desculpas. É um pão, é um litro de leite, é pagar uma conta que ela no mercado já dá, entendeu? Todo dia o áudio da minha mãe, oi Mi, tudo bem? Tô indo, tá, ela tá ao mercado. Todo dia, eu já sei quando eu dou play, ela tá indo ao mercado.
Eu, sério, eu tenho... Eu já tive muitos traumas. Hoje eu consigo ir ao supermercado, mas eu realmente odiava. Porque a minha família ficava tranquilamente quatro horas no supermercado. E eu ficava desesperada. Eu gosto de ir, mas não vou todo dia. Exato, hoje eu gosto de ir. Mas eu gosto de ir nos lugares, tipo assim, nas...
Nas prateleiras que eu gosto, entendeu? Nos lugares corretos, né? Nos lugares corretos. E eu amo que toda história aqui do Caso Bizarro se passa no interior de São Paulo. Não, sempre é um interiorzinho. Sempre é um interior. É um negocinho. É Piracicaba, é americana. É muito bom. Você nasceu em... Eu sou de São Paulo, mas minha família é de Ribeirão Preto, que é interior também. Então eu tenho o meu local de fala.
Lê rótulos, compara preços Como eu era um pouco grandinha Ela confiava em mim Ela me deixava circular pelo mercado sem ela
Ela em sua aventura em meio à prateleira de alimentos, eu explorando com a minha imaginação a mil. Eu amava ir aos corredores afastados, que começava na sessão de brinquedos e terminava em produtos para carros com pneus e tudo. Eu me sentia realmente numa aventura. Me enfiava entre as prateleiras para sair no corredor seguinte, fazia farra. Até que no fatídico dia, essa minha prática, digamos, deu ruim.
Eu me enfiei debaixo de uma prateleira pra me arrastar ao corredor seguinte. Gente, as coisas, né, que a criança faz. Já começou errado. Já começou errado. Eis que quando estava sob uma tonelada de mercadorias, em meio a um chão empoeirado e gosmento, tinha outra criança por lá. Não. Ela me olhou assustada, com seus olhos arregalados como duas bolas de gude pretas. Ela era pálida, estava sem camisa, só com uma fralda de pano cobrindo suas vergonhas.
Eu amo cobrir um dos seus olhos. Ela abriu a boca pra gritar, mas da sua boca saiu um som que parecia um cano sendo desentupido. Como um gargarejo. Como é? Nossa, como assim? É, tipo... Gente, é um monstro. Ela se movimentou pra apontar seu dedo pra mim, mas não fiquei pra ver isso. Saí correndo dali. Quando eu fiquei de pé do lado de fora, bati minhas mãos pra limpar minha roupa, que estava um nojo. Ao erguei o rosto, a criança estava na minha frente, segurando um pacote de salgadinho fofura.
Alerta de fofura. Nossa, eu estou viciada. Eu fico com um alerta de fofura. Que ódio. É sempre vídeo de armas, coisas que claramente não aconteceram. Mas eu amo alerta de fofura. Acho que foi um vídeo que eu vi que eram uns cachorros assaltando. Que eles saem do carro com uma arma assim. Aí estava alerta de fofura. Cachorros assaltantes, gente. O que está acontecendo? Eu vi o alerta de fofura do filho que tem tipo oito meses. E a Eriá também xingou a mãe.
Cala sua boca. Alerta o fofura. Alerta o fofura. Ele tava com uma fofura abraçada. Tava com uma fofura abraçada. Ela abria a boca e colocava o salgadinho lá dentro. Mas ele caía no chão. Essa parte eu não sei se eu imaginei. Só essa parte? Essa parte eu não sei se eu imaginei. Mas eu gosto do que a minha cabeça pode ter criado.
Eu saí correndo que nem uma doida e a criança sempre estava ao meu lado, agora aparecendo do lado oposto do corredor onde eu passava. Eu precisava achar minha mãe, só ela me salvaria daquele demônio. Até que virei no corredor dos pneus e a criança demônio estava na minha frente. Eu gelei. Fiz a única coisa que poderia, puxei um pneu que estava na prateleira e saí correndo. Ao olhar para trás eu vi a criança no chão caída sob o pneu. Eu venci o demônio, um a zero eu.
Ao chegar na minha mãe, eu contei tudo a ela. Até pra explicar o meu estado deplorável, sujo e esbaforida. Nossa, coitada. Minha mãe não me reprimiu nem nada, mas ela quis viver a criança pra ver se eu não tinha matado alguém. A criança do outro cara do corredor, né? A criança do cano, bizarro. A gente deveria ter ido embora dali. O demônio comia fofura que atravessava o seu corpo sem carne, mas minha mãe era responsável. Ela me acompanhou até lá, empurrando o carrinho a passos decididos.
Quando chegamos ao local, a única coisa que tinha sobrado da cena do crime era o pneu no chão. A criança não estava mais lá. Até me abaixei pra ver se ela não tinha voltado pra baixo das prateleiras. Nada. Minha mãe quis voltar pra programação normal, compras. Eu já tinha me convencido que era tudo coisa da minha imaginação, então fui seguindo a minha mãe em sua saga.
Fiquei quietinha na minha e não queria mais encher o saco dela. Estávamos na ala dos congelados e minha mãe pediu pra eu pegar nuggets no freezer. Eu me dependurei no freezer, abri a porta e quando eu fui tirar o pacote de nuggets com crocrante... Crocrante. Cocrante. Cocrante. Apareceu a carinha da criança entre os ultraprocessados de frango. Ah, tá.
Eu peguei meu pacote e corri até minha mãe. Já tava quase chorando. Falei pra ela que queria ir embora e que não tava me sentindo bem. Minha mãe só disse. Ai, tá bom, hoje isso não tá fácil. E fomos embora. Ainda olhei pra trás e não vi mais nada. Por um lado, eu gostei do fato que enfrentei um demônio, não cometi um infanticídio em um grande mercado e ainda jantei nuggets. A parte triste é que eu atrapalhei um dos momentos mais felizes da vida da minha mãe ao ser assombrada por um demônio de fraldas que come fofura.
Beijos, amo vocês. Eu amei. Eu achei que ela escreve muito bem. Nossa, sim. E tipo, eu não sei nem... Aqui, parte da premissa que todos os casos são reais, né? Pra mim, a pessoa contou, tá na internet é real. Exato, ela contou, ela viu, ela acredita. Não é invenção. É, ela mesma diz que ela sente que pode ter algumas partes que ela... Imaginou. Da imaginação e tal. Mas que, de fato, é a sensação que ela teve, né?
Você acredita em espírito? Eu acredito. Eu tenho medo. Nunca vi. Eu nunca vi. Mas eu tenho medo. E às vezes alguns sinais, assim, porta batendo. Sim. Uns barulhos. Uma sensação de estar sendo vigilante. Exato. Uns estragos. A Márcia se insistiu. Ela já foi no Vênus algumas vezes. Gente, ela...
Ela é babada. Ela é babada. Nunca mais deixei louça suja na pia depois dessa. Nossa, quando ela falou que a galera aparecia, a gente gravou uma vez com a Marcia Sensitiva, quando eu trabalhava com a Netflix. A gente foi gravar um vídeo com ela. E aí, tinha umas 30 pessoas numa gravação. E ela falou assim, gente, tem um encosto aqui muito forte. Nessa hora, eu comecei a tossir, fui no banheiro e vomitei. Não.
Todo mundo até hoje fala que esse encosto estava dentro de mim. Estava ali. Nossa, imagina. Eu fui na casa dela tomar café com ela. Quando a gente foi escolher a roupa pra esse vídeo. Ela é muito fofa, né? Ela é muito querida. Muito querida.
E aí, e ela tinha um cara que tava com a gente que o pai dele tinha acabado de morrer. Ela falou muitas coisas pra ele. Ele ficou muito chocado. E ele era, tipo, super cético, sabe? E assim, do nada, ela virou pra ele e falou assim, tá difícil, né?
E ela, tipo, começou a falar várias coisas. Eu falei, caralho. Que batiam, né? Que batiam. E ele ficou muito chocado. E a gente voltou, assim, trocando uma puta ideia. Não, é bizarro, assim. Ela é monstrona. É, ela falou várias coisas que iam acontecer e tal. No ano que ela foi lá sobre mim e tal. Sobre a Cris também. Mas ela olhou pra mim e falou assim. O seu lado esquerdo tá completamente tomado por inveja e olho gordo.
Vou estar muito, muito, muito, muito forte. É muito olho gordo em cima de você. E falou várias coisas pra minha mãe fazer, pra eu fazer. Usar o CD vermelho. Minha mãe rezar. Não sei o que era pra rezar. Mas falou, falou essas paradas. Então, eu acredito. Tem algumas coisas que eu meio que duvido. Mas, por exemplo, eu não acho que ela tenha criado tudo isso na cabeça. É, porque é muito curto, né? Acho que é uma memória bem traumática, exato. É uma memória bem estranha. E eu amo a parte que o espírito tava comendo uma fofura. Antes que ela comendo um salgadinho.
Porque une uma coisa carinhosa da nossa infância com um demônio. Com um demônio. E aí ele coloca a fofura e o quê? E escorrega, porque não tem a parte do, sei lá, né? É um espírito, pelo que eu entendo, é um fantasma. Então, assim, todos os dias, agradeça que você come a fofura e ela desce. E ela desce. Entendeu? Você tá sentindo. Você tá sentindo, porque um dia pode ser que você não sinta mais.
E eu amo que a mãe ouviu a história e ela foi atrás pra ver assim, meu, em quem será que minha filha jogou o pneu? Porque vai que chega lá e tem um bebê caído no chão que a sua filha tá com o pneu, sabe? E se outra criança de outro pai que tá lá comprando também tava brincando? Exato, tá lá embaixo do pneu. É, só que a criança, sei lá, é meio, dá um pouco de medo. É uma criança meio assustadora. É uma criança assustadora. É, então, eu gostei da postura da mãe. E a mãe foi assim...
Deixa isso pra lá, vamos continuar as compras. Não reprimiu, não repreendeu. Exato, entendeu. Então assim, tudo. Mas ela nunca esqueceu esse caso. E ela já deve ter uns 30 anos. É, já deve... Do jeito que ela conta. E ela... Do jeito que ela explicou também a coisa de começar nos brinquedos e terminar num pneu. Ela me lembrou muito uma rede de supermercado que tinha aqui no Brasil que já saiu. Qual?
Que era… É o Walmart, né? O Walmart. E é muito de interior, total. Porque, tipo assim, primeiro que era uma rede muito grande. Porque ela falou que é de americano. Então, se é de uma cidade pequena, eu imagino que seja alguma coisa na estrada. Ou ali perto e tal. E do jeito que ela falou, eu senti muito o Walmart, cara. Porque eu lembro de ir no Walmart e ter a sessão de brinquedos e o pneu. E eu lembro que eu nunca tinha visto um pneu no supermercado. Eu achava muito esquisito isso. Tinha eletrodomésticos, tinha o pneu, tinha… É, uma coisa que hoje já é mais…
Inclusive, saiu uma lei hoje, nada a ver, né? Mas eu fiquei muito... Que vai poder vender remédio também nos supermercados, né? Que isso é uma coisa que rola em outros países, mas no Brasil até então não tinha. Isso beneficia muito uma marca de remédios que tá muito em alta fazendo seu marketing agora, que quer colocar remédios pra vender em máquina tipo dessas de refrigerante. Você vai poder comprar remédio pela máquina. Pela máquina, gente. Estabelecimento de supermercados.
Olha, foda isso. É, então. É que nem as maquiagens em farmácias, que também antes não tinha, né? Isso. Esse tipo de coisa, acho que... Eu acho legal ter essa parte também no supermercado. É, é acessível, né? É um lugar pra você comprar tudo, né? Desde que seja um remédio que é permitido que você compre sem receita, aí tá tudo certo. Mas acessível. Eu vi que vai ter uns com receita também, que você leva receita e tem que ter um farmá...
Eu vi um lugar que tem um farmacêutico Só pode ter isso no supermercado Se tiver um farmacêutico cuidando Então parece que é obrigatório Ter um farmacêutico nesse lugar E aí Deve ser pra, sei lá Talvez pra vacina também
Enfim, gente, se alguém souber, conta a gente. Exato, conta essa fofoca. Conta essa fofoca. Pra gente, tá bom? E não deixa a nossa amiga aí, porque imagina misturar remédio, pneus, brinquedos e fofura. Gente, vai ser difícil. Vai tomar remédio, vai tomar pneu. Vai ficar enxergando coisa. Vai ficar difícil. É, pode ler o próximo caso. Posso ler o próximo caso? Deixa eu dar uma olhada aqui. Faustão e companhia. Já amei. Ô, louquinho, 7h37 aqui no Caso Bizarro.
Olá, amigos, meu nome é Anirbas. Anirbas, tá bom. Eu não posso falar nada. Olha o nome da minha família. Ahmed, Mohamed, Mustafa. Entendeu? Anirbas tá suave. Anirbas tá tranquilão. Meu caso se passa em meados dos tenebrosos e maravilhosos anos 90. Eu sou dessa década, e você? Eu sou. Eu sou dos anos 80, né? Nos anos 90 eu era criança, então foi puxado.
É, foi puxado. A gente viu muita coisa. É verdade, mas você já sabia dançar El-Chan. Já. Nossa, gente. Eu estava nascendo em 95. Então, você não lembrou muito dos anos 90, né? Dos 95 até os 2000. Eu lembro mais ou menos. Você lembra do boom? Tipo, da coisa que o mundo ia acabar? Lembro. Sério? Dos anos 2000. Como que chamava? Era o... O apagão. É, o milênio. O fim do milênio. Não lembro?
A virada do... Era alguma coisa assim. Nossa, eu era obcecada com o fim do mundo. Eu achava o máximo. Era? Não é mais, não. Não, aqui o caso de zero não é, não. Você achava, nossa, pode acabar. Eu achava muito legal. Era um medo que unia a todos, né?
É, ficava todo mundo desesperado, só que a minha família não era religiosa, então... Acho que eu não fiquei muito nessa pira de sofrer, sabe? Eu só ficava assim, será? Você achou curioso só. É, eu achei curioso. Eu ficava assim, tipo, ai, João de Janeiro, eu quero acordar, quero levantar, quero ver, eu vou estar aqui ainda, nessa cidade. Eu achei muito legal. Todo mundo prometeu um apagão geral. É, eu tava esperando lá. Tinha aquela... Gente, qual que era o nome? Ai, daquela vidente que falou... Caramba! Ai, eu não vou lembrar agora.
E ela falava muito do fim do mundo, então ela ia no Gugu. É aquela que ia no Gugu e... É, que ficava falando... Que andava na prisão. Eu não lembro se... Não, disso aí eu não lembro. Mas eu sei que ela ia muito no Gugu e falar das previsões. Tá, eu lembro de uma que andava, tipo, no Carandiru e ficava vendo coisa. É essa, essa, pô. Então, eu só esqueci o nome dela, mas eu sei quem é essa diva.
Ela era muito diva, cara. E aí ela tinha essa coisa. Meu, e ela recebia as coisas mesmo. Eu acredito nela, tá? Não, era bizarro. Porque ela passava mal. Ela ficou famosa, se não me lembro, que foi por causa da morte do Mamãe nas Assassinas, que eu acho que ela tinha previsto alguma coisa assim. Eu não vou lembrar agora. Enfim, uma hora a gente lembra. Boa. Mas... Por que a gente tá falando? Ah, sim, porque a gente... Por causa dos anos 90. Exato, dos anos 90. Aí ele falou, sim, sou um milênio com muito orgulho.
Eis que estávamos no domingo assistindo o penúltimo programa do dia, o Domingão do Faustão, mais especificamente vendo o quadro Pegadinhas do Faustão. Estávamos eu e minha irmã sozinhas em casa, eu nove anos e minha irmã dezesseis. Meu irmão dele mais velho. Meus pais estavam na casa da minha avó. Estávamos no sofá rindo das bobeiras da TV, quando de repente ouvimos passos.
Bem na porta do banheiro, depois passando em frente ao sofá, indo pra cozinha e parando na porta de trás da casa. Ou seja, deu um rolê pela casa. Deu um passeio. Nossa, que isso, já tava começando a febre da corrida.
Ficamos acompanhando o som dos passos e aquilo voltou ao banheiro. Às vezes deu dor de barriga. Ah, gente, então, depois de correr... Depois de comer fofura... Gente, já pega que já é o cara da fofura. Eu fiquei calada, horrorizada. Então a Nirbos é uma mulher, achei que era um cara. Mas pensei ser coisa da minha cabeça, mas não era. Minha irmã também viu.
Ao fundo do nosso momento assombração, os risos da plateia do Faustão. E o apresentador falando. Ô louco, meu! Minha irmã e eu finalmente achamos forças pra falar algo e falamos juntas. Você também ouviu? Não houve resposta. Só começamos a berrar e berrar. Saímos desesperadas de casa. Nossa, eu faria muito isso. Meus pais já estavam voltando da casa da nossa avó. E um tio meu estava pulando o muro pra vir até nós. Achando que alguém havia entrado na nossa casa. Um caos.
Bom, entrou, né? Entrou. O meu tio estava certo. Alguém tinha entrado na casa, porém alguém que não estava mais vivo. Ai, credo. Ai, me arrepiei. Ai, puxou. Tempos mais tarde, soubemos que anos antes de nos mudarmos, a casa era usada para rituais. Que rituais? Não sei.
Infelizmente, a fofoca foi contada pela metade. E matou todas as fofoqueiras, Anirbas. É, prejudicou tudo. A quem interessa? A quem interessa, exatamente. 25 anos depois, eu e minha irmã ainda lembramos disso, mas não achamos graça. Então, pode fechar esse sorriso, tá?
Para de rir, mamê. Não tem grau. Para de rir. A gente cria um negócio interesse. A gente coloca, coloca, coloca. A gente, nossa, coloca o bicho. A lembrança dos passos pesados nos dá medo. O som dos passos pesados até hoje é muito vívido em nossa memória. Um grande abraço e muito obrigada por lerem nosso relato.
Cara, mas eu ia ficar apavorada? Eu ia ficar muito apavorada. Imagina, porque tem isso também, né? Às vezes você sente, tipo assim, passou rapidinho. Mas não, cara, deu uma volta, o espírito estava ali passeando. Então, e daí você ouve repetir. Eu ia pensar que era um ladrão, alguém invadindo a casa. Mas de qualquer forma eu ia sair correndo, eu tenho muita agonia. Sabe que me aconteceu uma coisa horrível assim? Só que não era alguém que não estava fora desse mundo, era alguém que estava presente.
O presente, que a gente não sabe que é pior. Não, pior é o presente. Nossa, que susto que eu tomei. Foi um dia que eu era criança. Eu tinha mais ou menos, assim, uns oito anos de idade. E aí, eu sempre morei no térreo. Minha mãe mora no térreo o tempo todo. E aí, é de frente pra um jardim atrás do prédio. Então, tem tudo mato. Hoje já é um jardim que minha mãe até cuida lá, chama Jardim Encantado. Mas antes não tinha tanto encanto. Era tudo meio... Era mais desencantado. Era mais desencantado. E aí, meu quarto tinha aqui a janela. E aqui era...
O computador. Uhum. Que criança que não ficava, às vezes, ali no computador jogando um The Sims, né? Nossa, The Sims. Jogando The Sims 1. Eu não tô. Tão pensando naquela paz, aquela... Aquela bossa nova tocando, eu criando a minha casa, eu jogando toda feliz. Quando eu ouvi alguém pular a janela, não a minha, e pular na grama. Tipo...
Como se alguém tivesse pulado naquela grama. Eu olhei e vi um vulto. Só que às vezes alguém ia lá pra cortar a grama. O pessoal do condomínio ia lá pra cortar a grama. Pegar uma erva cidreira. E aí...
Eu voltei. Quando eu virei de volta, na janela que tinha grades, estava a vizinha do lado, toda ensanguentada, com uma faca na mão na minha janela, mamãe. Que isso! Gente, nada me preparou. Não foi isso. Juro por Deus. Eu acabei de lembrar desse relato. Caralho! Eu...
Saí de mim, eu olhei, eu saí correndo. Eu saí correndo, tipo, eu abri a porta da minha casa e eu saí correndo até a quadra onde estava o meu irmão com os meus primos. Aí eu fui contar. Fulana, tá com uma faca toda ensanguentada na porta, na janela. E o que que acontece? Fulana teve um surto psicótico.
Meu Deus. Sempre cumprimentava ela, mas do nada ela teve um surto psicótico na vida e nunca mais meio que voltou ao normal, né? Que triste. E ela teve esse surto e eu não sei o que aconteceu, se ela se machucou, mas ela pegou a faca e ela não era pra me assustar. Ela só parou na minha janela e ela saiu correndo, seguiu pelo condomínio com a faca na mão.
Toda ensanguentada. Ela pulou a janela dela. Mas ela tava na tua casa? Não. Ah, não. Ela não tava na tua casa. Ela era a vizinha do lado. Tá, entendi. Literalmente do lado. Então ela pulou pro quintal da casa dela e você ouviu. Isso. Entendi. Era o prédio. Entendeu? Era o prédio. Aí, no prédio, tinha um jardim. E as janelas do quarto davam pra esse jardim. Entendi. Ela pulou, fez...
Aí eu escutei, achei que era alguém cortando a grama. Caralho! E ela parou na grade da minha janela, toda ensanguentada com uma faca. Horrível! Gente... Cena de horror. Nossa, sim! E eu chorei muito. Eu ficaria traumatizada por, sei lá, meses. Sim, e o que que tava acontecendo? Ela tava dentro da casa fazia dias e dias e ela... E tinha fruta podre. Nossa! Então o corredor do prédio ficou cheirando maracujá por uns dois anos. Maracujá podre. Era terrível.
Então foi bizarro. É, tinha algum transtorno. Exato, acho que eu preferia que fosse um espírito. Então fica tranquila, tá bom, Anirba? Gente, às vezes... A Anirba às vezes é melhor. O espírito corredor que nem apareceu com faca. Nossa, que susto que eu tomei, sério. Nossa. Amei, são essas histórias que eu quero ver. Gostou? É, então, é. Cacei uma boa história. Arrasou. O próximo caso é Esmola Hermana. Ó, é na Argentina?
Olá, Mabel. Olá, Yasmin. Olá. Me chamo Carol. Que tal? E assim como a Carol do Modo, que sempre falo, já contei que eu fui jurada? Eu sou a Carol que diz, eu já disse que fui comissária. Ai, eu amo. E o meu é, já contei que meu pai é árabe. Qual é o seu, Mabel? Ai, o meu, ah, que eu sou mineira. Eu já falei que eu sou mineira. Eu sempre, eles falam que eu sempre dou um jeito de falar que eu sou mineira.
Tipo a qualquer momento. A qualquer momento vem aí. Vem aí. Uma hora você vai ver, vai chegar. Não, você já falou pra mim. Eu já falei. Que eu falei assim, nossa, eu passei o carnaval em BH. BH? Eu sou mineira. Inclusive, você foi pra BH? Esse ano fui pra... Ah, não, você ia pra... Fiquei em São Paulo. Pra Bahia. Passei o ano novo em Salvador. Ah, então era isso que eu tava tentando lembrar. Isso, mas prossiga, perdão. Show.
Ela conta aqui, eu tripulava voos domésticos e Mercosul. Eu tripulava, que chique. É, o pessoal tá com um vocabulário muito chique, seu público. Muito chique. Qualificado esse público. Essa história se passa em um dos pernoites nos hotéis após o fim da jornada de trabalho. Há alguns anos, tripulei um voo pra Buenos Aires. Era o meu pernoite favorito no Mercosul. Ficávamos num hotel exatamente na Avenida 9 de Julho, quase em frente ao Obelisco.
Chegando no hotel, cada tripulante pegou a chave do quarto e seguimos pro nosso repouso. Nessa escala de voo em específico, tivemos uma pernoite mais longa. Normalmente são 12 horas, mas nesse caso eram 20 horas de descanso. Nossa, 12 horas é muito pouco, né gente? É. Você ficar nesse rolê de voo, de voo.
Aproveitei para passear um pouco pela cidade. Fui caminhando até Porto Madeiro e por algumas ruas ao redor. Delícia. Antes de voltar ao hotel, comprei um sanduíche para jantar no quarto. Limpei a mesa de cabeceira e apoiei a minha refeição nele. Tomei banho, sentei na cama para jantar, terminei, escovei os dentes e fui ler um pouco antes de dormir. Até aí tudo bem.
Ao acordar, também gosto de ler um pouco antes de descer pra tomar o café. Quando eu estiquei a mão pra pegar o meu Kindle, em cima dele tinha um peso argentino, moeda local. Só que eu não tinha nenhuma moeda. Eu não tinha trocado meu dinheiro. Eu não tinha nada. E eu tinha limpado o móvel antes de jantar na noite anterior. Não tinha nada a não ser o telefone. E, observação, esse hotel tinha várias histórias misteriosas com outros tripulantes também, inclusive envolvendo espíritos.
A única conclusão que eu cheguei é que, não basta ser pobre, ainda fui humilhada recebendo esmola de um fantasma humano.
Beijos ao trabalho. A única conclusão que eu tenho é a fada do dente também mora na Argentina. Também mora na Argentina. Vê se você tava com todos os dentes. Vai que faltou algum e ela te deu uma morreda. Arrancou algum ali. Ou então a fada do sanduíche. Ela tava comendo sanduíche também. Pode ser. A fada dos comissários. Eu não sei como é que... Nossa, mas que bizarro. É, a fada dos comissários é boa. O negócio da moeda, gente. É, então do nada apareceu uma moeda ali.
E, tipo, ela não tinha moeda. Será que ela se confundiu? Que ela comprou o sanduíche e aí veio uma moeda sem querer? Cara, o problema é que eu nunca... Eu nunca... Enfim, né? Tem um podcast que eu falo sobre crimes reais. Tem o caso bizarro. Mas, cara, eu seria a testemunha, a pior testemunha do mundo dentro da polícia. Cara, minha memória é muito ruim. Tipo, eu sou muito capaz de falar assim, não, não tinha nenhuma moeda. Aí mostrar na câmera mais uma moeda ali. Nunca teve sanduíche. Ah, tá. É verdade, tinha mesmo. Que moça que é que tu...
Eu não sou pessoa confiável de memória, sabe? Não é tão atenta a detalhes. Ao mesmo tempo que eu sou muito atenta a detalhes, eu sou muito distraída com muita coisa. São muitos detalhes. São muitos detalhes. Tipo, por exemplo, no trabalho eu sou 100% atenta.
Mas acho que na vida pessoal, eu sou mais distraída. Então, tipo, é o tipo de coisa que eu provavelmente nem perceberia, sabe? Aquela moeda. O que eu ia pensar, com certeza, era de outro hóspede. E ficou aí. Ficou aí, né? É, eu ia pensar isso. Ou alguém entrou no quarto, que eu acho bem creepy também. Pode ser que sim, mas eu não ia acordar.
É, é verdade. Não que é pior. Nossa. O que é pior de tudo. Nossa, sim. Nossa, é. Já entraram uma vez num quarto meu, num hotel. E eu percebi, por causa da maneira como eu deixo as minhas coisas organizadas. E não era, tipo assim, uma... Pra limpar. Pra limpar, não foi. Uma camareira. Tipo assim, eu saí, fiquei tipo meia hora pra fazer uma coisa e voltei. Quando eu olhei, a minha necessária, ela tava virada de um jeito diferente. Porque eu sou muito metódica, as coisinhas e tal.
E as coisas tinham trocado a ordem, assim, tipo, os produtos ali dentro.
E eu fiquei muito mexida. Só que na minha cabeça, eu falei assim, cara... Vou abstrair, vou surtar? Eu vou chegar lá na recepção, vou falar o quê? Ah, alguém entrou no meu quarto e embaralhou a minha necessaire. Você é louca? Vou falar o quê? Eu fiquei procurando, não tinha nada de valor. Mas assim, honestamente, se eu fosse um espírito, ou se eu trabalhasse em hotel, gente, eu acho que eu ia fuçar tudo de todo mundo. É, eu ia ver. Deixa eu ver qual produto ela usa. É. Qual produto a Cafrender tá usando? Qual é o perfume que ela usa?
E qual é o corretivo que ela usa? A gente vai fuçar tudo. Então eu só... Eu fiquei assim, não, eu acho. Mas ao mesmo tempo não fazia sentido que alguém entrou no meu quarto. Num tempo rápido e só mexeu na minha nécessaire. Porque se mexer em outras coisas eu não percebi.
Entendeu? Era o tipo de coisa que eu não ia ter o que fazer, assim. Então você só aceitou? Eu só aceitei. A pessoa entrou mexendo nos meus produtinhos, não levou nada, tudo bem. E tudo bem. Agora, como que é o nome da querida que mandou a história? Carol. Carol, você tá no lucro.
Carol, você ganhou dinheiro. É verdade. Olha o outro que passou, deu passo por toda a casa, foi ao banheiro duas vezes, não deu descarga. A outra passou com a faca, o seu espírito deixou dinheiro. Carol, não, acho que tá tudo certo. Se bem que o peso argentino não ficou nem 0,001 centavo. O peso a gente não tá valendo muita coisa. É, mas...
Mas tem uma coisa também, né, que você mexer em dinheiro alheio dá merda. Porque tem umas lendas de que a galera, tipo, enterra, né, dinheiro. E aí, chega um espírito e fala pra você onde tá. Só que se outra pessoa pegar aquele dinheiro, se você usar pra alguma coisa, pode dar merda. E eu ia ficar com medo também. É, não, eu não ia pegar. Você não ia pegar? Não, não ia pegar. E será que a Carol pegou?
Carol, conta pra gente como é que você tá. Como é que estão as coisas? Fui achando. Eu vou ler a próxima aqui, mas só rapidinho. Pra mim, de hotel, assim, o que aconteceu de máximo de história foi que acharam, acho que o hotel que eu tava achou que eu consumia entorpecentes. Que eu era usuária de entorpecentes na Espanha. Porque eu fui viajar sozinha.
Pra Espanha, nessa ideia de férias que a gente nunca consegue tirar. Então foram assim, nove dias da minha vida que eu tirei pra ir pra Espanha. Fui pra lá sozinha, quando cheguei em Barcelona, eu peguei um hotel boutique. Então não era um hotel rede grande. Sim. Tinha só dez quartos, tinha banheira dentro do quarto. Falei, meu, não vou economizar em nada. Sim. E aí eu cheguei num sábado e eu falei, quero viver a vida noturna de Barcelona já direto.
Fui viver, fui pra balada, conheci um pessoal e tudo mais. Só voltei nas seis da manhã do outro dia. E aí, eu tinha perdido o café da manhã. Fiquei perguntando muito quando eu cheguei do café da manhã. E eu perdi o café da manhã porque eu cheguei tarde. Aí já me ligaram e falaram, você não veio no café da manhã? Eu falei, não, não tô muito bem. No outro dia eu passei mal.
Passei mal, passei mal, fiquei o dia inteiro no quarto e não conseguia comer nada e tudo mais. Só passei mal, passei mal. No outro dia eu perdi de novo o café da manhã. Porque eu não conseguia comer. Então foi um dia e meio perdido. E eu comprei, só desci pra pegar um remédio, numa sacolinha.
Que o remédio era um pó branco. Meu Deus. Pra misturar na água e tomar pra assentar aqui o intestino e somar. Era tipo um floratil. Tá. E aí, esse remédio, eu fui abrir, ele espalhou por todo o quarto.
Eu sozinha. Aham. Não saía do quarto há dois dias. Desci, peguei um pacotinho. Sim. Pequeno e subi de volta pro quarto. Não deixava a camareira entrar. Eu só tava passando mal. Mas aí espalhou pó branco por todo o quarto. Daí eu saí no dia seguinte. Quando eu voltei, tava tudo limpo. Tava todo mundo...
Tô dando assim, bom coitada. Tão novinha. Tão novinha, se perdeu nesse mundo. Se perdeu. Deve ser disso que ela tá vivendo, pra tá aqui. Então foi assim, não teve caso bizarro, mas foi quase. Foi um pouco. Foi bastante bizarro. Ó, olhos laranjas.
Oi, Mabê. Oi, Yasmin. Como estão? Em setembro de 2025, qual foi agora? A minha vida virou de cabeça pra baixo. A minha cachorra, uma Rottweiler de 10 anos e cerca de 50 quilos, precisou passar por uma cirurgia, mas não saiu como esperado. Depois, ela simplesmente parou de andar. E aí, começou uma nova rotina. Tadinha, meu. Tadinha. Não mexe com o cachorro, não. Ai, sim.
Eu moro em uma casa de dois andares, logo cuidar dela não era nada fácil. Nas primeiras semanas, eu praticamente me mudei para a sala. Dormia no sofá ao lado dela pra ver como ela reagia durante a noite. Dava os remédios e garanti que tava tudo bem. Mas o corpo cobra, né? Ser 30 a mais, quase 40, não é fácil. Depois de mais ou menos uma semana, eu já estava completamente dolorida e exausta. Cara, dormir na sala depois de certa idade, fazendo um monte de coisa, cuidando... Não dá. Não dá.
Às vezes a gente vai num dia de festival e volta quebrada, né? Cara, às vezes é uma cadeirinha diferente que eu vou num lugar, num evento, juro. Que eu chego e já tô podre. Uma cruzada de perna errada, a lombar, já... Né? Já grita. Já grita. Então eu decidi voltar pro meu quarto, só que eu deixava a porta aberta sempre.
Qualquer barulho, qualquer sinal dela, eu estaria... Eu queria estar pronta, claro. Sua doguinha, né? Tá precisando de ajuda, você quer... Você fica alerta. Ai, eu sou muito... Tipo assim, eu sou muito bobona, assim, sabe? Tipo, por exemplo, sei lá. Se eu tô com algum amigo, alguém da família, alguém começa a passar mal...
Eu sou muito... Beleza, vamos levar e vamos cuidar e tal. Mas se é animal, eu sou muito panaca. Você trava? Eu trava, eu fico tipo assim... Quando eu levava meu gato pra vacinar o meu gato que já faleceu, eu chorava, gente. Era uma vacina besta que ele tinha que tomar. Eu chorava, sabe? Muito sensível em relação a isso. Ele é o Gregório, né? Ele viveu 18 anos. E eu adotei ele com...
18 anos, então ele viveu até os meus 36 anos. Caramba, foi agora quase. É quatro anos atrás, é. Sinto muito. E, nossa, assim, até hoje foi, tipo, a metade da minha vida, né, que eu vivi com ele. E aí, no final que ele ficou mais doentinho, eu não dormia no meu quarto, eu dormia na sala, pra ele ficar, tipo, com ele.
Eu fiquei o tempo todo de ficar... Porque ele gostava de dormir no sofá. Então eu mudei pro sofá. E aí eu ficava lá. Só que assim, eu não sou... É impressionante. Toda a prática, uma pessoa prática que eu sou pra gente, pra animal. Eu sou muito idiota. Então eu choro. Eu chego no veterinário chorando. Eu sou inútil. Se fosse passar por uma cirurgia, você ia ficar muito com o coração na mão. Muito. O Gregório fez três cirurgias. Putz, Gregório. Nossa. Era um sofrimento. Toda vez eu falava... Tchau, tchau.
Eu já era pra ser uma criança, assim. Eu tinha lá 35 anos e eu, tipo, chorando. Mas eu não sei. O emocional pra animal é zero. E aí ela... Ela queria estar pronta, né? Pra tratar ali a co-dia doguinha dela. Até que certa noite eu acordei de repente. A luz da escada que fica em frente ao quarto acendeu sozinha. Deus do céu, menino. Vai quebrando o senhor toda maldição.
No momento em que eu abri os olhos, tinha um ser parado ali me olhando. Ele era muito alto, muito maior do que qualquer pessoa normal. Tinha braços longos, um corpo esguio terrível. Era uma presença enorme. E.T. Seu terrestre.
Puta que pariu. Lembra muito também que ele... Você já viu esse homem, sabe? Aqueles que tem do... O próprio... Do altão lá do... Do altão, exato. Que é tipo... O Slenderman. O Slenderman também. É ele, né? Tem essa vibe. Não, é diferente. O Slenderman e você já viu esse homem. E do homem... Na verdade, eu já vi esse homem. Acho que não tem nem muito a ver com a altura. Acho que eu dei um exemplo ruim. Mas o Slenderman tem mais a ver com isso. Que é uma pessoa muito esguiada.
E aí ela... Eu não conseguia ver o rosto com clareza, mas os olhos... Os olhos eram meio alaranjados, como labaredas. Estavam fixos em mim. Eu, hein? Na hora, o meu instinto foi levantar, ir pra cima dele, proteger a minha casa, a minha cachorra. Mas eu não conseguia me mexer. Meu corpo simplesmente não respondia. Será que ela teve paralisia do sono? É, parece, né?
E aí você enxerga umas coisas. Você enxerga o negócio e você não consegue sair daquele sono naquela hora. É. Eu fazia força, tentava levantar, tentava reagir e nada. Só consegui olhar e ele me encarando de volta. Até que em determinado momento eu apaguei. Quando eu acordei de novo, já sentei na cama assustada. A luz da escada estava apagada. Corri imediatamente para ver minha cachorra. Ela estava lá, deitada, dormindo tranquila.
Graças a Deus. Mesmo assim, eu levantei e comecei a andar pela casa inteira. Procurei em todos os cantos, mas não tinha mais ninguém. O ser tinha ido embora. E até hoje eu fico me perguntando, será que aquilo foi uma visita? Como se algo ou alguém estivesse ali para testar, para ver se eu realmente estava alerta? Se diante de qualquer movimento eu acordaria para proteger quem eu amava? Nossa, acho que não. Eu não sei.
Só sei que em janeiro deste ano a minha cachorra se foi. Puxa, vida. Sinto muito, minha querida. A Laide. Sinto muito. E durante dez... A Laide é o nome dela? A Laide. Durante dez anos, ela foi profundamente amada. Podia ter mandado uma fotinha da sua neném. Não mandou, né? É, acho que não. Porque geralmente a gente coloca aí. Mas sinto muito mesmo. E, cara, eu acho...
Pelo menos, né, pensando no meu ponto de vista, eu fico muito em alerta. Quando tem um animal, sabe, com algum gatinho sofrendo, tipo, doentinho. E eu acho que foi muito isso que ela viveu. Ela tava muito alerta, provavelmente o inconsciente dela.
criou essa coisa pra ela e aí como ela tava nessa nóia de tipo eu quero tá pra ela, eu quero encontrar ela, mas ao mesmo tempo eu também preciso proteger minhas costas, porque a idade não ajuda eu acho que, eu sinto que foi isso, assim, sabe que ela teve uma paralisia do sono, muito por esse alerta que ela tava, assim, né eu também acho, e ela tava se sentindo culpada por não tá mais dormindo na sala e queria tá lá o tempo todo eu acho que o subconsciente dela eu acho que
criou um personagem que era a culpa. Sim. E a culpa tava ali olhando pra ela, sabe? Era a pressão do tipo... Acho que não foi... Que não era uma coisa pra tentar... Que ela colocou algo. Se tivesse ali pra testar se eu tava realmente alerta. Acho que não foi um teste. Acho que ela criou. Eu acho que foi um pouco isso mesmo. Por pressão.
Por se sentir culpada. Por se sentir culpada. A culpa. Totalmente. Tipo, eu tenho que estar lá na sala. E, meu, ela foi super amada. É, você fez tudo que você podia. Fez tudo que você podia. Exatamente. A gente tem que se perdoar nessas coisas aí. É, e sinto muito. Mas, nossa, deve ter sido um susto e tanto. Vamos lá, então. Agora, pro nosso último caso, que é o demônio fazendeiro. Amo!
Olá, Mabeia e Asmin. Espero que estejam todos bem. Me chamo Isa e hoje eu vou contar um caso que ocorreu comigo quando eu tinha 7 anos. Era o primeiro final de semana de 2010. Eu morava em um Aras com meu pai, pois meu pai gerenciava o local. Ali só tinham duas casas. Chique, né? Chique. Eu morava com o Aras do meu pai. E assim, top frases que eu nunca vou falar. Nunca vou falar. Infelizmente. Ali só tinham duas casas. A minha casa e a casa dos peões, que contavam com 4 funcionários.
A casa deles era mais perto do barracão, com as baias dos cavalos, enquanto a minha era mais próxima ao pasto, onde ficavam os piquetes. Para explicar, o piquete é uma parte do pasto, onde tem uma área cercada e alguns cavalos ficam ali, para poder pastar e interagir um com os outros.
Não tínhamos vizinhos, além dos outros funcionários. As outras fazendas ficavam bem distantes. Ah, o pai dela gerenciava o local. Não era dono do local. Então eles eram as casas das pessoas que trabalhavam lá no sítio. Dos caseiros. Dos caseiros, isso.
No sábado à noite, costumava ficar apenas nós três nos aras. Nós três quem? Com os meus pais, ela e os pais. Achei que ela já tava vendo coisas. Ela tá assim, eu tô aqui, ela tá assim. A maioria dos outros funcionários dormia fora e voltava no domingo de manhã. Ela, meu Deus, escala 7 por 0. Tô puxada essa escala aí, gente, pelo amor de Deus. Já era mais ou menos umas 10 da noite, estávamos todos deitados pra dormir. Eu dormia numa caminha de solteiro no quarto dos meus pais, pois eu era cagona e tinha medo de dormir sozinha.
Eu teria também. E estar aqui, meu, Dormin City é foda, né? Eu teria também. É muita escuridão. É muita escuridão. E é uns barulhos que às vezes você não sabe de onde tá vindo. Às vezes pode ter um barulho perto, mas que tá longe, né? Por conta do... Dessa vez pode ter mesmo um animal. Pode ter mesmo um animal. Selvagem, assim, né? Puxado. E estava aquele silêncio ensurdecedor quando começamos a ouvir barulhos de trator funcionando. Meu Deus!
O trator fantástico. Bom dia. Meu pai logo estranhou porque só tinha gente ali e não era costume ninguém ligar o trator à noite sem que houvesse alguma urgência. Passaram alguns minutos e o barulho continuava. E dessa vez parecia ter mais um trator ligado. Ao todo tinham três tratores no sítio. Meu pai, como bom cagão que era, já ficou com o cu na mão que não passava nem wi-fi. Mandou não acendermos nenhuma luz pra não chamar atenção.
Ele foi até a janela olhar e viu de longe um dos tratores passando, mas não conseguia ver quem dirigia. Gente, o que tá acontecendo? Ele pegou, tipo, um aparelho... Ah, ele pegou o Nextel, tipo aqueles walkie-talkie, pra tentar falar com o seu patrão, o dono da fazenda. Mas o Nextel não funcionou e a tela desligou.
Não tinha reza brava que fizesse o aparelho ligar. Então, meu pai pegou seu celular de uso pessoal, mas estava sem sinal. Então, ele voltou para o quarto. Nessa hora, eu e minha mãe já estávamos numa tremedeira, achando que um ladrão invadiria a casa a qualquer momento. Mas, gente, o que elas estão fazendo no trator? Meu pai, nervoso, disse que não tinha o que fazer.
Porra, como assim? Ele não poderia pôr a gente no carro e sair correndo daquele lugar? Bom, passaram 15 minutos. Não. Aparentemente não. Passaram 15 minutos e o barulho infernal dos tratores parou. Meu pai disse que não era doido pra ir lá ver. E se fosse um ladrão que levasse todos os tratores? Depois de passar muito nervoso, alguns minutos no banheiro por conta de uma dor de barriga de medo que eu tive, voltamos a dormir.
Assim que amanheceu. Eu não voltava a dormir. Gente, nem fodendo. Eu não voltava a dormir, nem a pau. Tá louco, trator sem gente. E se tem alguém... É, exato. Você viu o trator andando, cara. Ou eu ia ficar com medo de espírito, ou eu ia ficar com medo de gente. Então eu não ia dormir. Exato. E ela não fala nada de barulho de animais, né? Porque eu sinto que se tivesse também muita gente, talvez os cavalos fizessem um barulho. Não sei. Bom.
Assim que amanheceu, meu pai foi até o barracão ver o que tinha acontecido. Tinham dois tratores parados lado a lado. E o terceiro? Meu pai, apavorado, com medo da demissão que vinha aí, foi visitar todas as baias pra ver se os cavalos estavam bem... É baia ou baia? Eu acho que é baia. Eu acho que é baia, né? Uhum. Na baia final, tinha uma égua e um potro filhote, que havia sido picado por uma cobra, mas que estava medicado e estável. Então, o potro tinha sido picado por uma cobra, estava medicado e estável. Tá.
E aí que meu pai ficou o gag, só estava a égua ali na baia, o potrinho havia sumido. Não. Ô meu Deus. Meu pai correu pro pasto e lá ele encontrou o terceiro trator, o trator que faltava. Chegando perto ele ficou mais gag ainda, o potrinho estava lá dentro da concha do trator e estava morto. Não. Como se alguém tivesse o colocado ali.
Meu pai ficou sem reação. Por que uma pessoa teria invadido a fazenda pra fazer isso? Conforme os funcionários iam chegando, ele ia perguntando a cada um, mas nenhum deles sabia de nada e todos ficaram espantados com a história. E até hoje, a gente não sabe se foi gente ou assombração. Quatro meses depois, meu pai saiu desse emprego e a gente se mudou. Mas nesse meio tempo, não aconteceu mais nenhuma experiência bizarra como essa.
Enfim, essa foi uma história. Eu sei que o final é triste por causa do potrinho, mas não tivemos nenhuma resolução. Acabou com o meu dia essa história. Né? Infelizmente, não tinha câmeras em nenhum lugar do ar, óbvio. Nem imagina câmeras no sírio. É isso, sou fã do modus do Caso Bizarro. Espero poder ir num Caso Bizarro viver esse ano. O pior é não saber o que aconteceu. O que aconteceu. Nunca ter essa resposta. Será que a cobra tava dirigindo o traço?
Eu penso, saci, curupira, lobisomem. Eu acho que são esses os caminhos. Ou caipora. Ou caipora. Porque assim, nossa, não dá pra pensar. Mas ó, falando sério, acho que foi gente. Tem que ter sido gente. Foi gente. E eu já fiquei tão nervosa que a gente tinha atropelado o potrinho. Mas não, só colocou ele na... Mas será que era só a gente, sei lá, tipo uns moleque brincando? Não, acho que tinha... Acho que tinha vingança aí.
É? Eita. Eu acho que tinha vingança aí por parte do fazendeiro. Por parte do fazendeiro, tá. Tipo, arrumou briga com alguém ou fez alguma coisa com alguém. E aí foi a vingança. Atacou o potrinho. Não, é tadinho. Ah, tadinho do potrinho. Tadinho do potrinho.
Nossa, sério, acabou com a minha tarde, Zé. Acabou, né? A gente teve duas mortes aqui de bichinho. É verdade, que tristeza. É mesmo, eu ia ficar contando essa história pra todo mundo. O que você acha? Era a pessoa? E o potrinho? O potrinho, o todinho.
Amei. Amei, é. É uma história, acho que um trator fantasma. A gente nunca contou que talvez tenha sido a primeira história de trator fantasma. É, porque existem experiências que são sim individuais, né, Moby? Extremamente individuais. Você encontrar um potrinho na concha do trator é extremamente individual. Bom, então vamos para as nossas dicas bizarras? Vamos!
Eu não sei se já indicaram, mas uma série que eu assisti essa semana, acho que você assistiu também, foi O Testamento.
Sim, não, mas bora falar. Já indicaram? Já. Eu não lembro se eu já indiquei, eu acho que eu já indiquei essa. Acho que foi você que indicou? Caramba, acabei de assistir essa. Eu acho que vale a pena falar. O testamento, simplesmente conta a história. A fofoca, tá? Fofoca do Brasil. Fofoca do Brasil, galera. Da herdeira das casas pernambucanas, que se chama Anitta. Ela está em coma há 10 anos. E aí, qual que é o babado? Tem uma disputa pela curatela dela.
Quem vai tomar as decisões? Quem vai cuidar do financeiro? Porque tem uma mulher que morou com ela durante muitos anos chamada Suzuki. Que se diz ser a companheira de vida. Eu sou a companheira de vida da Anitta. Da Nikita. Nikita. Eu sou ela. Isso eu não vou falar. Eu não vou mais falar sobre isso. Não é assim que ela fala? Ela fala muito. Eu não quero mais falar. Vamos parar por aqui.
Ela é muito fina, né? Vamos parar por aqui, eu não falo sobre isso. Gente, perfeito. E aí, ela disse que é a companheira de vida da Anitta. Suzuki tem um filho com outro cara chamado Vicente, cujo...
É filho de criação de Anitta, segundo eles. Sim. Então, como ele é filho de criação, deu-se que sim, que ele é filho e herdeiro da Anitta. É, ele está se intitulando, né? Está se intitulando, exatamente. E aparentemente... Não, continuou. Só que existe aí no jogo uma secretária que ficou com ela e com a família, com a Anitta e com a mãe durante muitos anos, que se chama Christine, que diz...
Eu tinha um caso amoroso com ela. Eu sou o grande amor da vida dela. Eu sou a companheira da Anitta. E existe um testamento registrado em cartório que, segundo eles, a Anitta fez, deixando a curatela, sim, pra essa Cristine, essa secretária e assessora, durante muitos anos. Nada pra Suzuki e pro filho, tudo pra Cristine. E aí tem as irmãs, as primas dela que falam...
Não, não, não sei o que, não sei o que. Era muito bom. Nossa. Helena detestou. Helena odiava a Suzuki. Então, assim, são personagens incríveis. Aí entra advogado na jogada. O que você acha? Eu terminei a série, tá incrível. Cara.
A Suzuki tem uma casa De 30 milhões, gente Que a Anitta fez Pras duas, né, pra Suzuki, na verdade Exatamente E o que eu ia falar é, tipo assim Tem vídeos, não é que é uma história assim, né Primeiro que eu acho que a Anitta cante Pegadora, a Anitta prontona O que eu acho? Que ela é people pleaser? Eu acho que ela é Pra Suzuki, eu sou o amor da sua vida Pro filho
Filho, eu sou sua mãe. Pra Cristine, eu sou o amor da sua vida. Pra mãe dela, eu odeio a Suzuki. Pras primas, não, eles não são nada meus. People Pleaser. Eu acho. Falava uma versão pra cada um. Eu acho que ela era a Love Bomb, entendeu? É a Love Bomb.
Eu acho que ela… Gente, ainda tem um homem na jogada. Tem, tem um homem na jogada. Vai extremamente pra assistir. E é muito interessante, porque tem muita essa coisa de quando alguém morre, pra onde que vai. E esse é um caso muito chocante, porque a pessoa tá viva, né? Mas ela não tem condições, porque você tá em coma, obviamente. Então, eu achei muito curioso também entender como é que funciona a lei nesse momento.
E o que a gente aprendeu ao assistir isso é que a lei não funciona. Exatamente. Não existe nada específico pra isso. Aí uma hora um lá tá resolvendo, outra hora a Suzuki entrou na empresa e não sei o que, sabe? Aí toma a presidência, toma a cadeira. Aí o filho toma a cadeira e dá pro próprio advogado a cadeira da presidência das pernambucanas! Gente, é assim, juro. E eu juro, assim, com todo o respeito do mundo. Não é querendo brincar, mas se ela acordasse desse coma, ela ia querer voltar a dormir.
Gente, nossa. Porque, meu, se eu acordo e minha vida tá assim, sei lá. Não, galera. Eu ia fechar os olhos assim. Vocês fizeram bagunça demais. Vocês que se resolvem. E outra série que eu tô vendo é... Não sei se vai ficar obsoleta depois que eu... Depois que esse episódio for ao ar. É a do Césio. De Goiânia. A do Césio é muito boa.
Acidente Radioativo. Acidente Radioativo, muito boa, gente. É a série mais assistida no momento da Netflix. Não é do Brasil, tá? É mundial. No mundo. Mundial. É um caso muito conhecido no Brasil. Tem episódio no Modos Operantes, que a gente conta sobre essa história. E a série tá muito foda, cara. Tá incrível, assim.
eu já sabia dessa história, né? Nos podcasts, assim, já tinha escutado. Mas eu não sabia os detalhes. Sabe? Acho que tá muito bem feita. Foi o caso do Césio 137 que teve como se fosse um vazamento desse elemento tóxico, desse material super tóxico em Goiânia, porque tinha um latão
De um hospital de radiação, né? Que fazia exames de radiação. Tinha um latão, assim. E aí, dois rapazes que vendiam coisas pro ferro velho, viram aquele latão, viram uma oportunidade e pensaram, deve ser chumbo, vamos abrir. Os dois abrem, veem que tem um material...
Muito diferente e vendem pro ferro velho. Quando o dono do ferro velho vê, é um material luminoso. É um pó. Lindo. Lindo, que brilha no escuro, é azul. O cara fica louco. O cara, meu, vou levar pra casa, vou vender e tudo mais. Levou pra casa, ficou 10 dias na casa dele. Ai, gente. Nesses 10 dias...
A neta dele passou no braço, brincou no corpo. Outra pessoa ingeriu, outra pessoa ficou muito perto. E aí começaram a perceber, né, Mabê? Tava todo mundo ficando doente. Tava todo mundo ficando doente. Doente mesmo, assim. Pesadíssimo, né? Pesadíssimo. Foi tudo real. Foi uma tragédia que aconteceu lá em Goiânia.
Mas, por um acaso, um físico nuclear, um estudante físico nuclear, tava em Goiânia no momento, e aí ele pega o caso e aí começa a... A história. A história. Então, assim, vale muito a pena. Vale muito a pena. É um... A gente também cresceu ouvindo, né, sobre essa história. Mas eu acho que, até então, não se falava muito sobre. Nas últimas décadas, assim, você não via nenhum material sendo feito sobre isso.
Então, eu acho muito legal a gente ter também, sabe? Séries, livros, histórias contando pra gente conhecer as tragédias. Casos brasileiros, né? Porque são… Muito dessa tragédia tem a ver com ignorância, né? Porque as pessoas encostavam, tinha essa coisa… Levaram em ônibus. Exato, foi uma coisa, assim, assustadora. E essa ignorância que ajuda a ter esse tipo de coisa de novo. Então, é por isso que é muito importante a gente conhecer essas histórias.
Pra ter o cuidado, né? Como teve... Óbvio, não tô nem comparando, mas o caso do Chernobyl também, que é uma série documental muito incrível, maravilhosa, que também se pauta da ignorância. As pessoas não entenderem ali a gravidade, né? Com o nosso civismo, eu nunca teria noção de olhar aquilo e falar Ah, isso faz mal, né? É.
Então é muito bom ter esse conhecimento pra, enfim, né? Nunca... E as séries brasileiras, né? O audiovisual brasileiro tá cada vez mais incrível, assim. Produção de grandes qualidades. Fica aí, então, as suas recomendações e...
É isso, adorei essa presença. Eu amei, amei participar. Achei que super rolou, assim. A gente foi lembrando das histórias. E vai ter Jornal Bizarro pra vocês também na sexta-feira, então... Beijinho. Vocês gostaram? Comenta aqui embaixo. Me manda uma mensagem lá no Instagram. Até a próxima.
Emma Colchões
Colchões com até 55% de desconto