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T5 E10 | BURNOUT E NR1 | O PAPEL DAS EMPRESAS, DO GOVERNO E A AUTO-RESPONSABILIDADE DE QUEM PASSA POR ISSO

03 de maio de 20261h13min
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Olá, mentes inquietas!

Que tal começar já seguindo a gente por aqui e deixando aquelas 5 estrelas que amamos, e que são tão importantes?

Você já se sentiu esgotado e sem energia no trabalho? 🤯

Alguma vez percebeu que decisões simples se tornaram muito difíceis? Ou então repararam que um simples barulho te deixa tão nervoso quanto se ver de frente com um leão?

Vamos falar sobre o burnout e como isso afeta mais do que você imagina, sobre o papel da NR1 nisso, e ainda sobre o papel das empresas, do governo e ainda sobre a auto-responsabilidade das pessoas que passam por isso.

Tag alguém que precisa ouvir isso, já que o burnout não é apenas um termo da moda. É uma condição real, afetando milhares, e prova disso é que no Brasil os afastamentos nos últimos 4 anos superaram 800%.

Você sabia que o burnout também pode ser causado por exaustão emocional e falta de prazer no dia a dia?

Mas o que podemos fazer? Encontrar pequenas formas de prazer na rotina, porque se não gostamos do que fazemos, o burnout pode ser inevitável.

Vamos juntos entender mais sobre isso, e como podemos mudar essa realidade, e aproveita pra comentar aqui o que você acha sobre a responsabilidade do governo e das empresas nesse quesito.

Referências:

[1] G1. (2026). Afastamentos por burnout crescem mais de 800% em quatro anos. https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/05/01/afastamentos-por-burnout-crescem-mais-de-800percent-em-quatro-anos-entenda-o-que-esta-por-tras-do-esgotamento-no-trabalho.ghtml

[2] Savic, I. (2015). Structural changes of the brain in relation to occupational stress. Cerebral Cortex. Citado via PMC: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12429168/

[3] Herman, J. P. (2016). Regulation of the hypothalamic-pituitary-adrenocortical stress response. Comprehensive Physiology. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4867107/

[4] Contábeis. (2026). NR-1: fiscalização de riscos psicossociais começa em maio de 2026. https://www.contabeis.com.br/noticias/76376/nr-1-fiscalizacao-de-riscos-psicossociais-comeca-em-maio-de-2026/

[5] van Dam, N. T., et al. (2017). Burnout and the Brain. Frontiers in Psychology.

[6] Yale Daily News. (2022). "How people fall apart": Yale faculty discuss the impact of burnout on the brain.https://yaledailynews.com/articles/how-people-fall-apart-yale-faculty-discuss-the-impact-of-burnout-on-the-brain

[7] McEwen, B. S. (2017). Neurobiological and Systemic Effects of Chronic Stress. Chronic Stress.

[8] Bianchi, R., et al. (2019). Burnout and the Brain: A Mechanistic Review.Trends in Cognitive Sciences.

[9] Khammissa, R. A. G., et al. (2022). Burnout phenomenon: neurophysiological factors.Journal of International Medical Research. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9478693/

[10] https://www.gov.br/previdencia/pt-br/assuntos/previdencia-social/saude-e-seguranca-do-trabalhador/acidente_trabalho_incapacidade

#burnout #saudemental #trabalho #neurociência #podcast #podcastcerebrando

Assuntos6
  • Burnout e NR1Definição de Burnout · Impacto no cérebro · Papel das empresas · Papel do governo · Auto-responsabilidade · NR1 e riscos psicossociais
  • Estratégias para lidar com BurnoutIdentificação e procura de ajuda · Importância da terapia e medicação · Mudanças graduais e hábitos saudáveis · Descanso ativo e atividades prazerosas · Plano B e construção de carreira
  • Liderança, Compaixão e MetasEquilíbrio entre cobrança e compaixão · Ser humano por trás do líder · Importância do propósito e valores · Diferença entre assistência e assistencialismo · Contratação e demissão estratégica
  • Empreendedorismo e burocracia no BrasilDificuldades do empreendedor brasileiro · Carga tributária e burocracia · Falta de investimento em empreendedorismo · Processos trabalhistas no Brasil · Responsabilidade do governo
  • Neuromitos e Saúde MentalForça de vontade vs. conscientização · Suporte e apoio social · Diferença entre descanso e ócio · Atividades que promovem neuroplasticidade
  • Superação e ResiliênciaSobrecarga de informações · Adaptação biológica a novo ambiente · Diferenças geracionais · Educação e formação de caráter
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Olá, mentes inquietas, ouvintes aqui do podcast Celebrando, bem-vindos à nossa temporada 5, episódio 10. Estamos aqui hoje com o doutor Diogo Pasquale e com o Fabião e a gente trouxe um tema bem legal para vocês. A gente já falou um pouco sobre isso, mas vamos entrar hoje nos meandros do burnout. Afinal de contas, temos dados assustadores que foram divulgados pelo governo há pouquíssimo tempo e a gente vai explorar um pouquinho sobre isso.

inclusive com o viés de negócios, para que a gente consiga entender o que está acontecendo com a cabeça das pessoas e o problema que as empresas e o governo arrumaram ao criar a NR10. Então, vamos lá discutir um pouquinho. Aliás, NR1, né Fabião? Boa tarde.

Boa tarde, bom dia, boa noite. A gente nunca sabe quando vocês estão nos ouvindo, nos assistindo ou as duas coisas. E é sempre melhor assistir. E se possível, não só lavando a louça, não só estudando ou mesmo dirigindo.

É sempre legal a gente ouvir tentando aprender com um pouco mais de carinho, porque sempre a gente traz algumas coisas que não são tão usuais e valem um pouquinho do tempo de vocês. Vocês podem nos encontrar no YouTube, no Spotify, no Apple, no Deezer, enfim, todas as plataformas. Se fizer sentido, compartilha, curte e sejam todos muito bem-vindos. E aí, Diogo, tudo bem?

Tudo bem, meus amigos? Mais uma vez, todos muito bem-vindos e bem-vindas. Esse é um tema extremamente especial, tanto que a gente aborda ele várias vezes, porque vai entrar a NR1 em vigor, já está, na verdade, agora nós vamos ver os impactos da NR1 em breve nos nossos meios de trabalho, nós sabemos disso.

E aí, o que será dos nossos colaboradores, daqueles que têm burnout? O que é o burnout? São essas dúvidas que nós vamos tirar durante o nosso podcast. Então, vamos lá, Ivo. Obrigado a todos e vamos falar sobre burnout.

Bora lá. Cara, eu acho que é um tema muito legal, porque assim, além da questão envolvida na neurociência, e a gente vai debater muito sobre saúde mental em cima disso hoje, a gente tem uma questão de empreendedorismo aí, né? Porque a NR1, apesar dos prós e contras, ela abre uma oportunidade gigante para o mercado, para psicólogos, psiquiatras, empreendedores, curiosos de plantão, microempreendedores, enfim, todo mundo.

e acho que dá para explorar um pouquinho sobre isso também. Mas a gente está falando de mais de meio milhão de afastamentos no ano passado, e desse volume, se eu não me engano, nos últimos quatro anos, quando considerados, a gente teve mais de 820% de aumento, falando especificamente de burnout.

Então, vamos começar entendendo um pouco do que é o burnout. Diogo, explica um pouco para a galera aí o que é esse negócio e qual a principal área do cérebro afetada. Aliás, as principais áreas, de uma forma rápida, depois a gente vai se aprofundando aí. Vamos lá, Ivo. O burnout é uma condição relacionada ao trabalho. Esse é o primeiro...

primeiro critério necessário, vamos dizer assim, para você falar de burnout. Você não pode ter um transtorno que se sobrepõe ao burnout. Por exemplo, a pessoa já é deprimida e ela vai ao trabalho, ela arranja um emprego na semana seguinte.

É a depressão anterior ao trabalho que está causando problemas para ela naquele emprego? Não se considera burnout. Então, o burnout é uma condição adquirida pelo trabalho. E ela vai envolver três esferas. Primeiro, a exaustão emocional. É uma pessoa com sensação de esgotamento físico e mental. É uma falta de energia persistente. É uma dificuldade de recuperação mesmo após o descanso.

Então é aquela pessoa que está sempre cansada, sempre reclamando de fadiga e nunca conseguindo melhorar. E o segundo ponto é o distanciamento mental, até mesmo um cinismo, em que a pessoa tem uma atitude negativa ou cínica em relação ao trabalho, sempre fazendo críticas vazias e que não fazem sentido muitas vezes, mas que ela está sofrendo. É uma pessoa que sofre com todo esse contexto.

Uma redução da empatia, a pessoa já não consegue se colocar no lugar de quem está junto dela, junto do sofrimento em si, mais irritada, uma despersonalização que você não consegue mais se ver como aquela profissão. Eu vejo muitos colegas meus que são médicos e médicas falando, nossa, se eu pudesse escolher, nunca mais escolheria essa carreira, nunca mais escolheria. Não é que eles não têm dom para aquilo.

Eles estão tão despersonalizados que eles não conseguem mais se ver fazendo aquilo. E, by the way, só um parênteses, é uma classe muito afetada, né, cara? O pessoal pensa muito no burnout e fala, mas quem está muito na linha de frente ali com relação ao que acontece nas empresas, e não, né? A gente tem aí dados a comprovar isso hoje que é bem diferente.

policiais, médicos e médicas, enfermeiros e enfermeiras, são muito afetados pelo burnout. E uma redução clara da eficácia profissional. Queda do desempenho, sensação de incompetência, baixa realização pessoal, você não encontra mais luz dentro do seu trabalho. E essas três esferas, claro que elas têm que durar por meses, não é uma coisa também que você vai...

Ah, eu tenho por uma semana isso e eu acabo me diagnosticando com burnout? Não. É algo que dura por meses e inevitavelmente a pessoa começa a fazer abuso de álcool, abuso de café, se joga para alimentações compulsivas. Ela começa a tentar encontrar prazer porque ela não está mais tendo prazer no dia a dia dela.

A pessoa tem que entender, Ivo, uma coisa, que nós precisamos encontrar prazer na nossa rotina. Por quê? Porque nós trabalhamos muito mais do que nós viajamos, do que nós vamos tomar café, do que nós fazemos coisas que parecem bem mais interessantes do que trabalhar. Então, se você não tem o mínimo de prazer em estar na tua rotina, é inevitável que o burnout venha. Não é que você tem que amar o teu trabalho atual, coisas assim, mas o entendimento de...

ter uma leve noção que é necessário você gostar, pelo menos um pouco da tua rotina, é necessário para que você viva. E aí você falou de áreas cerebrais, é importante nós dizermos que tem áreas como o córtex prefrontal, especialmente o dorso lateral, que são afetados, então a capacidade de decisão da pessoa diminui bastante com o burnout.

nós temos um dado bem claro que essa pessoa não consegue mais ter aquela decisão assertiva como tinha antes. Você pega, às vezes, alguém que era super assertivo e assertiva, que conseguia traçar objetivos, traçar novas metas para a empresa, para a equipe, como médicos e médicas também, e de repente essa pessoa fala, meu Deus, o que aconteceu comigo? Eu não consigo fazer mais nada disso.

Eu não consigo mais tomar a decisão do que fazer no próximo passo, como crescer com a minha equipe, coisas do gênero. Amígdala cerebral, mesma coisa?

Nós temos ali uma amígdala super ativada, uma hiperatividade da amígdala porque a gente até falou, estava conversando em off antes sobre o cérebro associativo, nós não precisamos pensar, vou ter medo de algo, só de você olhar para aquilo que está te deixando muito estressado ou estressada, a tua amígdala já dispara, você já cria uma fobia, já cria uma ansiedade, já cria um sentimento completamente ruim com relação ao trabalho.

Então essa amílula vai estar super ativada e você vai ter hipervigilância, ansiedade, uma reatividade emocional aumentada. Então veja que são coisas que se complementam. E também, Ivo, o nosso hipocampo. Isso ali eu já repeti mil vezes, mas não canso de repetir, que o estresse em dose adequada é super bom para lembrar de fatos e eventos. Você vai lá, faz...

ter pressões adequadas quando você precisa e você fala assim, que bom, isso me fez crescer, isso me fez evoluir. Eu consigo agora decorar aquele assunto de uma forma bem mais adequada. Eu estou vendo que eu estou progredindo dia a dia. Agora, quando esse estresse vem de uma forma crônica...

Esses receptores vão se regular, o teu hipocampo atrofia inevitavelmente, você vai sentir o quê? Perda de memória, vulnerabilidade, desculpe, ao estresse. Aquela fagulha de estresse você já vai conseguir desempenhar muito pior do que você desempenhava antes. E tudo isso, juntamente com o teu córtex singular anterior também, que está envolvendo o sistema límbico,

vai acabar meio que tirando todo o prazer da tua vida. O teu sistema de recompensa vai responder muito menor do que responderia se fosse em outra situação, muito menos dopamina, sistema nervoso autônomo simpático muito mais ativado, muito mais cortisol pra dentro do teu corpo, muito mais adrenalina, então você fica num estado também sempre adrenérgico, num estado muito mais de sistema nervoso autônomo simpático.

Mas é uma consequência geral que vai baixar a imunidade, dar muito mais diabetes, muito mais compulsão, muito mais hipertensão, não só doenças mentais como físicas.

Essa hiperconectividade, o que acaba tendo no mundo corporativo e na sociedade como um todo, que a pessoa fica viciada no scroll, a gente teve uma mudança disruptiva com a vida dos touch do iPhone inicialmente, faz com que você tenha uma instantaneidade e, obviamente, essa dopamina barata.

E isso acaba fazendo que as pessoas percam muito foco, que as pessoas tenham uma dificuldade, porque consomem muito microconteúdo by TikTok, perdão, by mídias sociais com microconteúdos. Então vamos colocar uma aqui, porque todas estão adotando isso.

E eu queria que você falasse um pouco sobre essa questão de resiliência, foco e performance dentro das empresas. Depois a gente vai para o lado da liderança, para o lado do governo ter terceirizado a NR1 para o empresariado, mas porque ele começou a pagar a conta lá no afastamento da INSS, como o Ivo colocou no começo, mas como é que isso funciona em termos de contribuir para o burnout que a gente está vendo de uma forma avassaladora?

O que acontece, Fábio? Nós temos que fazer aqui uma crítica, primeiramente, ao sistema, porque isso também é causador de burnout. As pessoas estão hoje jogando muito para a conta do patrão e da empresa.

Ah, porque a empresa é responsável pelo meu burnout. Algumas de fato são, e não estou tirando aqui a responsabilidade de nenhum empreendedor, de nenhuma empresa. Agora, pensa o seguinte, nós estamos no Brasil, um país que sufoca o empreendedor de impostos. A grande maioria dos empreendedores não são pessoas gigantescas com milhares de reais entrando em caixa todos os meses. Não é a realidade.

Se você pegar hoje um dado, e isso foi até o Thales Gomes trouxe em um dos podcasts esse dado, o Flávio Augusto também traz, que a média de salário do empreendedor brasileiro é de dois a três salários mínimos. Porque a grande maioria das empresas hoje são microempresas, no máximo empresas médias, que vão acabar tendo um fluxo de caixa muito baixo, que não é um fluxo de caixa que vai deixar o dono e a dona ricos e ricas.

E aí, você tem que entender assim, o nosso cérebro, ele vai procurar boas recompensas. Só que daí você me diz, tá, o que tem isso a ver com a pergunta que eu fiz? Tem tudo a ver, Fábio, por uma simples razão. O Rafael falou até no podcast que ele participou conosco, o Rafael Kreisch, que não é bem que nós procuramos uma dopamina barata, mas é que a nossa vida está tão desinteressante do outro lado, que a gente é mais interessante ficar ali scrollando, ficar no Reels, ficar...

E aí eu entendo o empregado que às vezes fala, cara, eu ganho aqui um salário mínimo e meio. Não dá para fazer nada com esse dinheiro. Não realizo meus sonhos, não consigo viajar, não consigo ter um carro decente, não consigo ter nada. E ele joga, pela lavagem cerebral que foi feita no nosso país, ele joga isso na culpa do empregador.

ele não me paga mais porque ele não quer, porque ele está ali lucrando um monte. Mas na verdade não, na verdade o que está acontecendo na maioria das vezes é que o empregador também está sofrendo com um sistema que onera demais e dá pouco a ele.

Eu diria que mais, na verdade, viu, Diogo? Só um parênteses aqui nesse ponto. Porque se eu empreender, é você tomar o risco totalmente, o seu patrimônio, ele fica na frente. Cara, até você começar a empreender e criar uma empresa que efetivamente dá certo, demora. Você precisa dar muitos passos, é muito tempo investido e aí vem a questão de saúde mental de novo. E aí é muito dinheiro, e aí são pessoas certas, e aí vem investimento em tecnologia, aí você tem que olhar o mercado, aí você começa a olhar a concorrência.

Como o Fábio falou, você comentou também, o governo não te ajuda em nada para isso daí. Só atrapalha. Imagina, de forma alguma, se olha o que acontece nos Estados Unidos, acontece em Israel, cara, é bizarro. O tipo de investimento que existe no empreendedorismo é muito alto, em tecnologia e em várias frentes.

E a gente não tem isso aqui no Brasil. E eu só trouxe esse ponto aqui agora, porque é muito comum o pessoal, já que estamos falando de saúde mental, olhar esse ponto também e falar assim, ah, mas não deu certo, tudo vira assim, sai processo, sai com processo trabalhista. Cara, isso virou quase uma máfia no Brasil. Totalmente. Tanto que há pouco tempo agora a gente teve aí, cara, juízes, aliás, uma rede que movia sindicatos, juízes, etc, que ficavam julgando e dando ganho de causa por cima disso.

Só que é muito fácil você olhar e falar assim, ah, o cara tá andando de carro novo, não sei o quê. Mas, cara, ninguém tá olhando o risco que você toma. É claro que não. Ninguém vê que de cada salário que você paga, praticamente 0,7% a mais ali, você tem que jogar num caixa e deixar separado pra contingência. E você não consegue utilizar isso daí. Você leva um processo, cara, a grana que isso te leva é bizarra. E aí você fala que é um modelo justo?

Não é. Então, assim, empreender no Brasil é muito difícil. A questão de saúde mental pro empreendedor também não é olhada.

E agora, vamos entrar nesse ponto, o governo terceirizou, tipo assim, cara, a empresa que se vire com relação à saúde mental. Que é o problema que eu ia levantar agora. É, e esqueceu lá o lado SUS, o lado saúde particular, será que todo mundo está preparado para isso realmente? Ou é mais fácil só pegar um problema que está acontecendo por conta de mudança de cultura, de tecnologia e tudo mais, e jogar a conta para a dona de empresa, para quem está empreendendo, cara.

Isso é muito complicado. O nosso governo é tudo na canetada. E aí que é o problema, não tem estudo de nada, não tem uma... Tá, vamos realizar.

A mesma coisa ocorre, parece que ela fez um... Eu sou a favor que se a pessoa quiser decidir, que ela trabalhe um dia por semana se ela quiser. O problema é dela, ela faz o que ela quiser da vida dela. Agora, quando a gente coloca numa canetada...

de lei, e não vê as consequências disso, e não dá possibilidades para que as pessoas realizem aquilo, aí que é o problema, Fábio. Então, essa questão da tela, essa questão do scrolling, com certeza faz muita diferença. Mas o que eu vejo hoje é que a vida das pessoas realmente está sem objetivos. Porque nós somos um país, o Brasil é um país que ele retribui muito pouco àquilo que você faz.

Então você pode ser um estudioso, você pode ser um trabalhador pesado, mas a tua retribuição, comparativamente com outros locais, com outros países, é muito diferenciada. Eu sei porque eu vivi um tempo nos Estados Unidos, e eu via o quanto que os melhores alunos eram angariados por universidades boas para que eles estudassem lá.

Chegava no final do terceirão, no nosso terceirão aqui, esses bons alunos, eles recebiam quatro, cinco cartas de universidades top dos Estados Unidos, para que elas pegassem eles como alunos. Como que essa pessoa reage quando ela recebe isso? Ela reage, cara, eu vou fazer mais ainda, porque olha o que eu estou recebendo na minha vida quando eu venho, quando eu recebo isso. Agora, aqui no Brasil, não, nós somos pessoas que a gente não consegue, a gente quer direitos sem ter deveres.

Então, na minha visão, sim, a rede social vai acabar entrando como uma questão difícil, uma questão problemática. Agora, o governo vai ter que olhar como priorizar o atendimento dessas pessoas, como priorizar uma assistência à saúde a essas pessoas, pagando bem seus psicólogos, seus médicos, médicas, equipe de enfermagem. Porque não adianta, beleza, afastei a pessoa aqui por tantos meses.

eu onero o empreendedor nesse sentido, e aí também a pessoa não tem onde ela ir, então eu vou para onde? Eu vou ficar em casa vendo televisão, porque eu não tenho hoje uma terapia para ser feita, não tenho hoje um médico decente para me prescrever remédios decentes, não é esse o objetivo. Então a NR1 talvez seja necessária, ok, mas tem que tomar um pouco de cuidado para que você não jogue isso nas costas do empreendedor e você também não dê suporte algum para o teu colaborador, isso é um problema gigantesco.

Mas você sabe que eu acho que vai ser mais embaixo a bola ainda, Diogo, porque...

Cara, a gente sabe que vai ter muita gente que vai tentar começar a baixar por conta de saúde mental. Que vai chegar e falar, cara, não estou feliz, ou estou estressado, estou com um problema em casa, não sei o quê. Estou com burnout. E aí, como é que a gente vai conseguir na prática identificar? Porque assim, não dá para enfiar todo mundo a marca de ressonância, cruzar estudos e falar assim, putz, realmente, estou cruzando as regiões que foram acesas durante o exame, a gente conseguiu enxergar, etc.

Não dá para se basear só em anamnésico, para ir na internet ver as principais respostas e conseguir fazer isso. Então...

então é mais embaixo o buraco, porque a gente tem que falar de saúde mental do jeito certo, e acho que aí a bola começa a rodar lá para trás ainda, porque se a gente não voltar naquele conceito, que a gente deveria investir em educação, saúde e segurança, vai ser muito difícil a gente querer fazer que o país comece a priorizar a saúde mental da forma correta.

Se as pessoas não aprendem, não conseguem ter o mínimo, a gente está falando agora, empreendedor e empresas, o que a gente paga de imposto é absurdo, é muito alto. E você não vê retorno disso. Nenhum. O buraco é mais embaixo. O buraco é mais embaixo. Se você parte do pressuposto que uma pessoa tem que ficar 4 horas no transporte público...

ela compra um celular e ela é roubada facilmente, ela é agredida, ela serve assédio sexual no transporte público, ela não tem segurança, ela não tem acesso à saúde. E aí você quer que esse colaborador chegue na empresa e performe. Então, pelo olhar do cidadão, o governo terceiriza, através da atualização da NR1, isso para o empresariado, quando ele não cumpre a parte dele. Esse é um aspecto.

O segundo é que dentro da atualização da NR1, com os relatórios, você consegue ver se o ambiente da empresa não é tóxico. E, obviamente, com essa questão de IA e essa questão de, literalmente, você produzir com menos...

que é um processo endêmico do capitalismo, isso adoece mesmo. É natural, é quase que natural. E não adianta a gente falar que vai mudar, porque isso não vai mudar. Não vai, não vai. O que a gente tem que fazer, obviamente, é tentar melhorar essas diversas etapas para que o burnout não seja refletido na empresa por motivos externos, ou pelo menos mitigar, é impossível, mas mitigar, e pela empresa fazer o papel dela.

Agora, aqui fica uma crítica, uma observação. O governo tem que fazer a parte dele. E melhor ainda, Ivo, quando um juiz avalia alguma coisa, ele tem que se cercar de todas essas nuances, porque se não, sugiro que a empresa ou a pessoa que teve o burnout vá até a última instância.

Porque a gente precisa problematizar esse tema para que a gente consiga amadurecer e finalmente começar a ter uma saúde mental minimamente aceitável no Brasil. E assim, Fábio, é deixando bem claro que tem sim ambientes tóxicos. Ninguém está negando isso também. Então, nós temos sim ambientes tóxicos e que é necessário pensar. Mas é igual você falou. Que culpa tem um empreendedor, por exemplo, se o governo não investiu em rede de transporte adequada para o trabalhador?

se ele não está dando o que está em Constituição, que é segurança pública. A gente não pode onerar a pessoa, pegar a pessoa física e colocar nela, ou a pessoa jurídica, e colocar nela responsabilidades que são do Estado. Não dá para fazer isso. Então, eu acho que a NR1 é necessária, mas tem que colocar entre aspas um pouco isso.

para a gente não acabar sendo um meio que o governo tem de não se incomodar com as pessoas que têm uma saúde mental debilitada. Isso é perigoso. Isso é muito real, cara. É complicado quando a gente começa a falar da questão...

daquilo que o governo deveria prover, na verdade, porque o que a gente vê acontecer aqui no Brasil e tem a ver com saúde mental também, é essa questão aí, enquanto as pessoas brigam por esquerda e direita, tem gente morrendo na rua, tem gente morrendo nos hospitais, tem muita gente sendo penalizada em várias frentes, e aquilo que é importante, cara, efetivamente não sai do papel.

Então, como a gente fala tal qual, quando a gente fala que a pessoa com burnout, uma amígdala hiperativa, por exemplo, cara, esse cara não consegue diferenciar uma discussão com o chefe dele de um leão solto correndo atrás dele. Para ele é tudo igual. Tudo igual, tudo igual. O cara não consegue processar isso daí, a reação dele vai ser muito grande em cima disso.

E aí quando a gente olha, cara, um governo que nunca se recolheu hoje em dia tanto imposto quanto se recolhe e a gente continua gastando muito mais do que isso, não vai sobrar dinheiro. Então eu acho que por isso que é mais embaixo o buraco, porque a NR1 vai mais terceirizar um problema que deveria estar sendo olhado, inclusive em escolas primárias já, colocando para as crianças começarem a aprender sobre educação e saúde mental.

sobre como elas conseguem controlar melhor os sentimentos delas, o que está acontecendo de verdade, dando palestra para os pais, criando programas que pudessem apoiar nisso, para que as pessoas vão crescendo, já com esse conceito, porque a gente não vê isso em nenhum lugar, nem escolas primárias, nem particulares. É que criou-se uma... Se depender do governo para iniciar frentes assim, né? É que criou-se uma mentira, Ivo, e isso as pessoas têm na cabeça delas, e que é difícil.

Não é. Que é complexo? Não é. Seriam pequenos detalhes. Por exemplo, a China instituiu para as crianças terem uma hora do sono depois do almoço, 30 minutinhos. Eles têm cadeiras especiais em que as crianças dão uma descansada 30 minutos depois do almoço na escola. Qual que é a dificuldade de você implementar...

Políticas como essa. Nenhuma. Nenhuma. Você coloca ali uma obrigatoriedade de fazer um esporte. Isso evita um monte de obesidade futura, um monte de ansiedade, um monte de coisas que causam mal para as pessoas. Só que todo mundo fica na cabeça que é impossível e não faz nada. E daí fica nessa questão toda.

Mas a gente está aqui para dar uma luz, que se faça luz onde age escuridão, e Brace.org, podcast celebrando, traz a resposta a você, a você empresário, a você cidadão, a você ouvinte. Por quê? Porque basicamente saúde mental é estratégia de posicionamento de empresas.

seja B2B, B2C, seja uma empresa pequena, média ou grande, olhar para a atualização da N1 é fundamental e olhar para um funcionário que se sinta com propósito alinhado com a missão, visão e valor dessa empresa é imprescindível.

E eu acho que é algo que a gente tem que tocar aqui, que saúde mental deixou de ser algo que há 40 anos atrás era frescura, e essa era a palavra que eu via na minha família, não sei se vocês ouviram na de vocês. O Ivo não, porque ele ainda ia nascer dali 10 anos, porque ele não tem 30 anos. Acho que é uns 15, então.

Mas para as pessoas que leem como era a vida na década de 80, por exemplo... Na época da matinê, Fábio. É, 1986, onde aquele tio seu se recolhia e todo mundo... Não, é o humor dele, eu lembro, tinha um tio que se recolhia. Não, o Dante é assim mesmo. Não, meu tio era deprimido. Enfim, então, voltando aqui, como é que a gente pode... Vamos dividir aqui entre...

empresa e líderes, e também para a pessoa, para o colaborador, para o empreendedor, para a pessoa física. Como é que a gente faz esse link de saúde mental junto com a neurociência? Por quê? A gente tem uma dependência muito grande de uma coisa chamada...

cérebro, tem uma coisa chamada nervo vago que percebe o ambiente hostil 300 milissegundos antes que você corticalize isso, queria que você falasse um pouquinho sobre essa ótica de neurociência Diogo, para que a gente consiga contextualizar para a pessoa para o nosso ouvinte, seja ele um empregado empreendedor ou

um grande empresário, um grande líder corporativo, o que ele deve perceber em relação a esse aspecto da neurociência que é imprescindível e que eles vão ter que contratar palestras, treinamentos, ações de sensibilização e introspectar isso na cultura organizacional. E, para tanto, vão lá no Instituto Ibrace.org para vocês aprenderem um pouquinho.

Primeiramente, Fábio, vamos para o aspecto humano. Eu acho que antes de pensar em financeiro, pensar em dinheiro, nós temos que pensar num aspecto humano. Não é legal você se sentir estressado, estressado, esgotado. Isso para o empreendedor, isso para o empregado. Para ninguém é, para ninguém é. Então, é necessário que você arranje meios de melhorar tudo isso?

Não só pela perda financeira, mas pelo conforto das pessoas e pelo teu próprio conforto. Ninguém gosta de se sentir deprimido, se sentir estafado. Não é uma coisa que não é legal. O nosso cérebro, ele é muito associativo. Nós temos uma associação muito clara. Então, como eu disse para você de forma um pouco figurativa, Fábio, mas vamos para um experimento que foi feito há bons tempos atrás, mas que lucidou muito para nós como que as coisas funcionavam. E aí

Então eles davam uma uva, e os macaquinhos, os primatas, gostam muito de uva por ser doce. Eles acabam gostando bastante, dá um prazer enorme para eles. Eles iam lá, colocavam um som e davam a uva para o macaquinho. Jorrava a dopamina no momento que aquele macaquinho comia aquela uva. Depois de um tempo, o macaquinho, ao ouvir o som, ele acabava...

já tendo um boom de dopamina precocemente, muito antes de comer aquela uva. Então, Fábio, o que quer dizer isso? Que nosso sistema trabalha muito mais por expectativa do que pela recompensa efetiva.

Ele não trabalha pelo que está acontecendo, ele trabalha pela expectativa. E onde eu quero chegar? A partir do momento em que o empregado e o empregador entendem que a expectativa é necessária, que as pessoas veem alguém fazendo algo por elas, que elas veem alguém fazendo uma coisa, caminhando em torno da saúde mental, o cérebro vai começar a associar o ambiente como um lugar positivo.

Não é que a empresa é ONG, não é isso. Mas eu, pelo menos, vou ter aqui uma rede de apoio. Eu vou ter... Por isso que as empresas, isso recentemente, mas não tão recente assim, adotaram yoga em alguns locais, adotaram um canto de descanso para tomar um café, conversar, fazer aqueles small talks que a gente sempre fala, adotaram ali professor de educação física para fazer uma ginástica corporativa. Porque tudo isso, além de unir a equipe,

acaba dando para a pessoa uma noção de que tem alguém cuidando dela, dando um afago. Isso parece uma coisa pequena, mas não é. Então já começa por aí. Nosso cérebro sendo associativo, a gente consegue criar expectativas. Do empregado, ele tem que analisar de que maneira. O que é bom do meu trabalho? Será que tudo é ruim? Porque se tudo for ruim, tem que ir embora, realmente.

Não tem nada de bom no teu dia a dia, não tem nada que você aprendeu ali, não tem nenhuma pessoa que você gosta e você faz um crescimento estando com ela ao teu lado, não tem nada que você tem de bom. O teu salário, por exemplo, que paga as tuas contas, que paga a escola do teu filho, que paga o teu carro, isso é uma coisa ruim, por acaso? Então é aquela velha questão que parece também uma coisa meio clichê e de coach, que é olhar o copo meio cheio e não o copo meio vazio para as coisas.

E aí ter voz para conseguir falar, olha, o meu limite é esse. Eu não consigo fazer as 15 coisas que você pediu, mas 7 eu faço bem feita. Tá bom para você? Conseguimos fazer uma adequação? Dividir os trabalhos? Porque senão eu vou ter que trabalhar 14, 15 horas por dia. E eu realmente não estou conseguindo. Eu penso que todo líder que entender...

esse ponto, ele não vai exigir que você trabalhe 15 horas por dia e que se estresse e que fique em burnout, porque para ele é muito prejudicial isso também. Então entenda que é um conjunto de fatores que acabam culminando na fisiologia cerebral, que é a neurociência.

E aí essa pessoa vai encontrar prazeres onde ela não tinha. Que legal. Eu não vou fazer... Claro, Fábio, sempre há extremos. Tem líder, sim, que é tóxico, que é só um chefe, não é um líder. E tem também funcionário, empregado, que não quer fazer nada. Não tem o que fazer com essa pessoa quando ela não quer fazer nada também.

Agora, existem pessoas que são empenhadas e o próprio trabalho coloca elas num burnout que faz elas produzirem muito menos. Eu já entrei nesses burnouts, eu sei como que funciona.

E eu não posso dizer que eu sou uma pessoa que não quer trabalhar nas coisas, que não quer melhorar a cada dia. Então, isso ali existe. Mas não vamos para os extremos. Vamos pensar em pessoas normais que estão ali criando mais resiliência. Acho que isso é bem interessante, Fábio. Show. E vou puxando para você aqui.

Você acha que cobrança de resultado e compaixão podem coexistir? Ou seja, até que ponto um líder que tem consciência disso pode impactar o seu time? E eu estou jogando isso para você porque você é empreendedor e você pode ajudar muita gente com a sua experiência.

Você sabe que eu estou aqui como host, né? Aí eu vou estar na empresa, a galera ouve podcast numa dessa, aí eu vou estar assim, não, mas eu ouvi você falar que era diferente, como assim? Cara, acho que o primeiro ponto é assim, né, Fabião? As pessoas precisam aprender que quem está na liderança de uma empresa tem um ser humano por trás também ali.

Então, o líder, mesmo quando ele é muito bom, ele tem que saber separar muito a questão do esse sou eu pessoalmente, faria isso, e sou eu dentro da empresa, eu tenho metas, tenho objetivos, têm que ser cumpridos. E se as pessoas entendessem isso, ficaria muito mais fácil de aí sim aplicar esse conceito de você consegue exigir, mas é claro que eu vou utilizar conceitos da compaixão. Cara, não tem nada melhor que você calçar o sapato dos outros para saber como vai ser a reação ou o que esperar daquela pessoa, até para você direcionar isso.

Mas acho que o grande problema que a gente vai cair aqui de novo é uma condição mental, onde as pessoas acabam entendendo que tudo que você faz tem uma pessoalidade. Então, se você começa a apertar, está apertando eu e não aquela pessoa. E mesmo ter feedbacks constantes. O grande problema é empreender uma arte, porque você tem que aprender a lidar muito com pessoas também. E aprender a lidar com pessoas significa entender que são cérebros diferentes, estruturas diferentes, crenças diferentes, pessoas que vão reagir de jeitos diferentes.

Muitas vezes, por melhor que você faça, na hora que a pessoa tiver um problema, ela vai olhar de outro jeito para você. Então, assim, eles esperam, meio que a sociedade espera que um bom líder consiga ser assim 100% do tempo e esquecem que por causa do bom líder tem um ser humano. Bom líder, que também tem problemas, que tem dias que não vai estar tão bem. Mas tentando te responder, acho que assim, dá para se fazer isso. Compaixão acho que é algo fundamental para as empresas.

Mas tem essa questão também de entender que resultados são baseados em metas para que uma empresa continue saudável e atinja os objetivos dela. Sem isso, as coisas não funcionam, você tem que começar a apertar ainda mais, ou seja, gerar mais estresse para as pessoas. Então, se todo mundo entendesse, seria mais tranquilo, do tipo, cara, eu tenho um acordo, eu vim trabalhar aqui, meu propósito era esse. Por que não cumprir da melhor forma possível? Se todo mundo fizesse isso, o trabalho da liderança seria mais fácil.

as pessoas evoluíram muito mais e seria muito mais fácil aplicar os conceitos da neurociência ou de compaixão lá dentro. Mas, infelizmente, não é o que a gente encontra hoje. Cara, aqui são quatro empresas com pessoas diferentes, com negócios diferentes. E é uma loucura, porque você não consegue balizar o mesmo comportamento.

para todas as empresas ou para todas as pessoas. Mas as pessoas esperam que sim. Então, eu acho que é um pouco complexo de responder por conta disso, da forma como as pessoas enxergam você ali dentro. Legal, eu acho que concordo. Cara, tem uma pessoa por trás também.

Não é só o cara que empreende ou o cara que é gestor, que quer o executivo. Não é, cara. Você não consegue estar bem todos os dias. Você não consegue ajudar todo mundo todos os dias. Então, acho que essa é uma pergunta muito legal que você colocou, mas muito importante ser olhada com outros olhos também.

Então, quando alguém chega e fala, por exemplo, ah, podia fazer mais, mas se coloca no lugar daquela pessoa, tenta imaginar o que ele faz no dia a dia dele, para que a empresa chegue onde ela chegou, para que as coisas aconteçam. Cara, não é simples. E mesmo assim, cara, eu sou apaixonado por empreender por neurociência, então eu consigo, a gente toca o instituto e toca as empresas.

Agora, não é fácil, não é nada fácil de fazer isso daí. Você consegue fazer isso muito bem? Cara, consegue, porque você se dedica. Tem aquela questão que o Diogo falou, que é gostar daquilo que você faz. Mas, de novo, trabalhar com pessoas é muito difícil por esse ponto. Por isso que é tão difícil você conseguir montar um time que seja realmente muito bom.

que sempre tem aquela pessoa que ela vai querer sabotar, tem aquela pessoa que tem um caráter de inveja, tem aquela pessoa que ela quer crescer todo o curso e realmente se dedica muito, e as pessoas ao redor dela como não querem, tem um olhar diferente pra ela, né, então é muito específico, cara, eu acho que algo legal é um desafio muito grande, que você consegue se colocar no meio e direcionar.

mas o cuidado seu, cara, aí ele tem que ir além da compaixão. Você tem que olhar a questão da compaixão, você tem que olhar a questão de metas, a questão do desenvolvimento pessoal das pessoas, lembrar as pessoas da importância do sonho, porque senão as coisas não vão acontecer. E principalmente usar esse conceito de tenta se colocar um pouco aqui nos meus sapatos e porque eu tomo essa decisão. E aí, Ivo, é pesado até dizer isso, porque algumas pessoas, mas a gente tem que diferenciar assistência e assistencialismo, são coisas bem diferentes.

Então, a empresa tem a obrigação, não digo, mas o dever talvez de te dar assistência e não te dar um assistencialismo. E é isso que talvez o brasileiro está muito mal acostumado, que ele quer, vamos supor, não, não, eu quero tudo na minha mão, na forma como eu quero, eu quero que você me abrace e resolva a minha depressão de 20 anos.

Vamos supor, não, veja, eu sou um meio que vou te dar uma assistência. Agora o fim é com você. E a empresa tem esse mesmo caminho. Não dá, não dá, não dá, não dá para você ficar ali querendo ser uma ONG porque isso não é função. Não dá. Inclusive, quando você conversa com bons empreendedores, bons empresários, eles vão te falar, demore muito para contratar, tente achar a pessoa certa.

E ao mesmo tempo, o cara demita rápido aquela pessoa que pode contaminar o ambiente. Exatamente. Demitir rápido tem esse papel de uma liderança também. E aí talvez o pessoal fale assim, ah, mas contratar alguém que está precisando demitir rápido depois é falta de compaixão? Cara, é claro que não. Cai no que você falou. Agora, as pessoas têm que entender que elas têm que entregar o melhor delas para que elas continuem dentro de uma empresa também.

e o demitir rápido é justamente para que você não impacte outras pessoas, porque senão aquela pessoa começa a contaminar várias outras, e de repente você tem o resultado de uma pessoa que não está indo bem, que são duas, são três, vira uma área e impacta todo mundo.

e a compaixão está justamente em reconhecer que as outras pessoas também sofrem com várias coisas, você não quer que isso aconteça, e tem que tomar algumas atitudes. E aí volta no que eu falei para o Fábio agora, muita gente mistura, isso para mim é bem difícil na empresa, porque assim, eu sou o cara empreendedor que criou a empresa e tem o principal papel executivo lá dentro hoje.

E as pessoas olham com o olhar de, ah, mas o Ivo é o dono. Só que quando você olha a estrutura da empresa, cara, são empresas SA, então assim, eu não sou dono. Eu sou um dos acionistas, e tem acionista lá com um percentual muito alto.

E eles são parceiros, eles são sócios, tem que prestar conta para eles, a empresa tem que dar resultado, mas as pessoas têm esse olhar, só tomando como exemplo, diferente, que é assim, mas não é o Ivo gestor, é o Ivo dono da empresa? E são coisas diferentes, por mais que você fale. E aí, se você começa a pegar o contexto corporativo que existe no Brasil, que vai do microempreendedor, como vocês falaram no começo agora, que ganha dois, três salários.

ao mega empresário que está lá na frente, cara, são contextos muito diferentes, tem que ir adaptando todas as vezes. E a maior dificuldade é essa, de fazer as pessoas entenderem qual é o papel delas ali dentro. E quando eu falo qual é o papel delas, cai na questão de autorresponsabilidade. E é o que a gente está falando de saúde mental aqui agora. Você não pode esperar que a empresa seja responsável pela saúde mental sua. Se as coisas não estão bem em casa, cara, você tem o papel seu para cumprir antes de querer que a empresa faça algo. Se o ambiente é tóxico, é uma coisa.

Agora, se não é um ambiente tóxico e mesmo assim você continua com essa sensação, onde é que está errado? Será que eu não estou pegando aquela angústia minha porque eu não estou onde eu quero, porque eu não ganho aquilo que eu gostaria, porque eu não tenho a posição que eu gostaria, mas eu deixo de olhar para o passado, onde eu não me esforcei como deveria, onde eu não fiz os cursos que deveria fazer, onde eu me desdobrei realmente e eu pego toda aquela carga emocional que eu tenho agora e falo assim, não, é culpa da empresa.

Ou cai no achismo, deveria ganhar mais. Por que deveria ganhar mais? Então, muitas vezes, eu acho que tem um conceito de será que eu estou na empresa certa? Muitas vezes, o lado da empresa de olhar e falar, cara, não é um lugar para essa pessoa. Inclusive, se eu segurar essa pessoa aqui, eu vou estar mais prejudicando ela do que ajudando. Então, a gente tem, acho que um...

cara, uma variedade de fatores aqui que poderiam fazer eu responder para o Fábio de várias formas. Mas o principal que a gente vai cair nesse conceito acho que é isso, olhar muito a questão de liderança, autorresponsabilidade e aí aplicar o conceito da compaixão, mas contando que a pessoa sempre vai entender que não existe uma pessoa, ou não deveria existir a pessoalidade nas decisões e naquilo que você faz lá dentro.

E aí uma dica, Ivo, que eu li até no Jeito Harvard, Ser Feliz, que é um livro muito bom, inclusive, pra pensar nessa questão de construção de carreira, que você até pode estar num lugar que não seja tão prazeroso pra você naquele momento. E existe, sim, épocas da vida que você não pode se dar o luxo de falar, não quero mais estar aqui, não estarei mais aqui. Só que o que você faz? Você cria... ...

para não criar uma algeriza tão grande a esse lugar e não ficar reclamando o dia inteiro, ficando ali. Faz ali no teu plano B as coisas acontecerem um pouco. Então um curso que você faz que te deixe mais feliz, um planejamento sobre onde você quer estar na tua carreira daqui a alguns meses ou anos até, tudo isso faz com que a vida talvez ganhe um pouquinho mais de cor.

E a pessoa não entra em burnout por causa do ambiente que ela está vivendo naquele momento. Claro, estou falando de ambientes que... Tem ambientes e ambientes. Tem coisas que não se deve aguentar na vida. Então, assédios, abusos e outros pontos. Não estou falando nisso.

Mas às vezes você não está encaixado naquele ambiente mesmo. Não é culpa da empresa nem tua, não, não é isso. Mas você não está encaixado naquele emprego que você tem, naquela condição que você deseja, mas tem como começar um plano B enquanto você ainda trabalha naquele lugar, enquanto você ainda faz e recebe daquele lugar por N razões. Às vezes a pessoa tem...

uma necessidade financeira, tem família, tem que pagar contas, etc, etc, etc. No entanto, tem como se animar, tem como se motivar fazendo outras coisas, lançando novos projetos. E daí, quem sabe, no futuro você consiga entrar nesse projeto de cabeça, 100% de dedicação para aquele projeto. E aí tudo começa, talvez, a caminhar um pouco melhor para a tua vida.

Ivo, obrigado aí pelo seu depoimento. E eu queria destacar que, para quem não conhece o Ivo, ele tem 15 anos que ele promove um curso que dura três meses, que inclusive está no 15º ano, agora em 2026, que é gratuito, que ensina as pessoas temas relacionados à neurociência, compaixão, e utiliza diversas ferramentas, dentre elas a meditação, para que as pessoas possam atingir.

esse grau de saúde mental que elas tanto almejam, elas consigam entender um pouco sobre o cérebro, sobre como elas conseguem mudar o hábito, mas entendendo como funciona o próprio corpo dela, enfim. Então a ideia de chamar você e falar é para que se a gente tiver algum empreendedor, algum empresário, algum líder corporativo, ele consiga perceber.

E aqui cabe um parênteses, o Ivo às vezes está com duas, três telas ali e está respondendo o ticket do curso do Desperta. E quem é aluno sabe muito bem disso, é a pessoa que mais investe no bem-estar de todo mundo que está ali, é a pessoa que tem mais disponibilidade, o que teoricamente deveria ser o contrário, porque tem que gerir lá não sei quantas empresas dentro do MSI, etc., e sempre está disponível. Então, Ivo, parabéns para você.

Tenho alegria e me sinto muito feliz de compartilhar a sua amizade há muitos anos, desde que você aprendia mandarim para ir meditar no Tibete. Isso já tem dois anos e meio, não tem 23 anos, porque você não era nascido nessa época. Mas enfim, voltando aqui para a questão de educação, gente, como é que vocês veem essa resiliência e principalmente...

as pessoas não estarem mais acostumadas a lidarem com pressão. Eu vou dar um exemplo muito simples. Na época do Fernando Henrique Cardoso, e a gente tem que nominar mesmo os governos, sejam eles quais forem, direito ou esquerda, ele se estabeleceu no ensino público que não haveria reprovação.

haveria a passagem de um ano para outro sem as avaliações. Por mais tradicionais ou erráticas que pudessem ser até aquele momento, aquilo foi feito no ensino público estadual. Isso criou um problema sério. Como é que vocês veem isso dentro das organizações, dentro do empreendedorismo, à luz da neurociência? Porque a gente vive um momento onde as pessoas não aguentam nada.

onde as pessoas literalmente desfrontalizam, ou seja, perdem o controle de uma forma muito simples. Isso a gente não pode colocar só na conta da hiperconectividade, no scroll. A gente tem que ver que o processo educacional...

E aí, a educação começa em casa, a formação de caráter começa em casa, né? Mas a gente também tem a questão educacional lá do jovem e também que tem que se perpetuar no meio corporativo. E a gente está falando de NR1, está falando de burnout. Como é que vocês veem essa evolução da geração de vocês, que são dois jovens, vocês não são sexagenários como eu, né?

Quase, mas os dois têm menos de 30 anos. Então, como é que vocês veem isso, já que a geração de vocês é afetada por isso? E vocês distoram um pouquinho, porque vocês têm uma resiliência um pouco maior.

Vai lá, Diogo. Cara, do meu lado, eu daria uma resumida dizendo assim, eu acho que a gente está com um sistema muito novo e um hardware antigo. É muito comum as pessoas falarem, e acho que isso dá uma polêmica também aqui, que ninguém faça um corte disso, que a geração Z é muito fraca, mas não é. Já falaram aqui pra ninguém fazer um corte dessa merda. Então é assim, quando a gente olha a geração Z, cara, a gente está em uma geração que está tendo acesso a um volume de informações que nunca existiu na história.

Então, é esperado, pelo menos do meu ponto de vista, o Diogo pode falar muito melhor, que o cérebro delas, cara, reage de uma forma diferente. O nosso cérebro veio pronto já para executar as atividades do nosso dia a dia de uma forma diferente, não tão conectados, não com tantas informações. E, de repente, tem uma geração que ela está com sobrecarga de informações. Cara, a informação nossa, daqui a pouco tempo, ela quase que dobra, assim, de um dia para o outro. Uma coisa absurda.

Então, no meu ponto de vista, eu acho que a gente está tendo que adaptar uma biologia a um ambiente muito novo, ou seja, um software muito avançado dentro de um hardware antigo que vai ter que evoluir para que as coisas funcionem bem. Então é muito difícil você pegar uma pessoa da geração Z, por exemplo, e querer que ela haja igual as pessoas do passado, não vão agir dessa forma.

Porque são inputs diferentes, são conceitos diferentes, são ambientes diferentes. Então não dá para você imaginar que isso vai acontecer da forma que a gente espera. Talvez a gente tenha sim, como o Diogo colocou umas vezes já, que se preparar muito bem e executar um plano para que o cérebro dessas pessoas, das mais antigas, inclusive das mais novas agora, ele esteja propenso a agir de uma forma X, que vai ser benéfica.

Só que é difícil falar disso aí por conta do contexto que a gente vive também hoje com relação à exposição às informações. Então eu prefiro só explorar até esse ponto de, cara, um software muito novo e um hardware antigo. E é deixar o Diogo entrar nas questões de saúde, que ele tem muito mais lugar de fala do que eu ali.

E eu gosto muito dessa tendência que você falou, Ivo, de entender essa questão do software novo e um hardware antigo nessa questão toda. O que nós temos que entender, Fábio, é, primeiramente, esse modelo educacional criou um abismo entre a escola particular e a escola pública e isso foi lamentável.

Porque hoje, ainda hoje, eu vejo crianças que nos procuram às vezes com 11, 12 anos que não foram alfabetizadas e agora ninguém tem interesse em alfabetizar elas dentro da escola. Por quê? Porque a professora da quinta série está recebendo uma criança que já deveria saber ler e saber escrever de forma exímia para conseguir fazer uma produção de texto. E aí foi lamentável tudo o que aconteceu. Quando a gente fala de geração Z, a gente fala dessa...

Você falou muito bem, não aguentam mais nada. O que tem acontecido? Primeiramente, nós temos que entender que os modelos mudaram.

Não tem como você querer que o modelo empreendedor de 50 anos ainda seja totalmente válido para 2026. As coisas mudaram, nós temos tecnologias novas, nós temos modelos novos, as pessoas têm uma possibilidade maior, por exemplo, de fazer viagens, de ter um lazer que nós não tínhamos no passado. Isso vai ter que ser incorporado, a mesma coisa é tecnologia. Não tem mais como chegar para a pessoa e falar, olha,

Largue a tecnologia de forma completa. Nós estamos agora numa tecnologia. Há 15 anos não seria possível gravar um podcast como nós estamos gravando agora.

Então, é um pouco de hipocrisia da nossa parte, querer voltar para um passado que também tinha suas imperfeições, porque essas imperfeições, elas apenas... Como que eu ia andar de carro numa época que só tinha carroça? Então, é muito fácil você dizer para as pessoas, não, porque era melhor antigamente, era melhor não sei o quê. Não, mas eu estou falando, a única opção que eu tinha era andar de carroça, naquela época não tinha um carro para andar.

Então, eu acho que esses são pontos sempre que devem ser levados em consideração. E aí, quando a gente fala de burnout, o que nós temos que entender muito bem? Se você for olhar, Fábio, na quantidade de informações que um americano médio recebia na década de 80, e a quantidade de informações que um americano médio recebe hoje, depois dos anos 2000, na verdade, isso equivale a como se fosse 10 a 15 vezes um jornal inteiro por dia.

a mais. E aí num cérebro que é um cérebro ainda primitivo, vamos dizer assim, que ainda tem seus 35 mil anos, mas não vai estar, não evolui do nada, não é do nada que ele vai se adaptar a essa quantidade de informação. E aí talvez é por isso que as pessoas estão mais sobrecarregadas. Só que aí vem a autorresponsabilidade, que você, por conta própria, vai entender, não, eu tenho que filtrar o que eu recebo de informação.

Eu tenho que me desligar da rede social de vez em quando. Eu tenho que evitar certos conflitos que vão exigir de mim mais leitura de coisas que não servem para nada nos meus objetivos. E aí você vai talvez dando esse filtro que nós ainda não aprendemos como fazer. Porque tudo para nós é muito novo.

A quantidade de informações que estamos recebendo de forma enxurrada mesmo, ela é muito nova ainda. Então agora talvez que nós estamos vendo o que é a tela para as crianças de forma prolongada. O que é você receber mais de 5 mil anúncios por dia de vendas na tua rede social? O que é você ter ali mil e uma opções? E para o cérebro isso é horrível, porque você nunca consegue chegar a lugar nenhum, você sempre se sente insuficiente em tudo.

E aí que nós temos que mudar. Talvez o burnout é algo que vem como consequência de uma sociedade que está estafada, com muita informação, e que não consegue filtrar tudo isso. Então, talvez o nosso modo de ser vai ter que mudar. Talvez não, com certeza absoluta, mas o nosso modo de ser vai ter que mudar com o passar do tempo, o passar dos meses e dos anos, sem dúvida alguma.

Ô Diogo, ô Fabião, rapidão. E tem um ponto também, cara, que a gente não abordou, mas seria legal, porque o burnout, às vezes, ele leva a pessoa, inclusive, a não ter vontade de sair da cama, né? Com certeza. E eu lembro também que tem um termo que muita gente utiliza quando fala de burnout, que é fadiga adrenal, se eu não me engano. Porque ele é muito errôneo também, né? Se falar de fadiga adrenal, cara, significa que...

assim, cara, não vou nem entrar nesse conceito, que a gente vai cair naquilo de pegar aqueles mitos de internet pra começar a falar o que tá acontecendo na adrenal, sul, que não tem nada a ver com isso. Mas o que a gente tem, na verdade, ali, é basicamente uma dessensibilização do cérebro com relação, inclusive, à dopamina, né?

Tipo, ele deixa de reconhecer aquilo que te dá prazer. E isso é bem complicado e é bem perigoso, na verdade, também. E eu queria que você pensasse um pouquinho desse conceito só, de, tá bom, mas será que quando chega nesse nível de, cara, eu não sei diferenciar uma discussão com o meu chefe ou uma crítica que eu recebo do ataque de um leão?

eu não consigo acordar da cama de manhã, qual deveria ser a primeira preocupação da pessoa, já que é tão difícil, para o pessoal entender que assim, burnout realmente, diferente do que muita gente acha, que estou nervoso é burnout, cara, não é, mas se a gente olhar o conceito de burnout em si, considerando que a pessoa, ela não consegue ter força para acordar, tudo para ela, cara, é a gota d'água, ela já explode, qual deveria ser a primeira preocupação dela com relação a isso?

Porque é difícil também falar assim, por mais conhecimento que você dê, do tipo, cara, chama a autorresponsabilidade, cria vergonha na sua cara e sai daí. Não, não, não é assim. O que você acha que deveria ser um passo inicial pra pessoa, independente de empresa agora, né? Pra pessoa em si olhar e falar assim, cara, tá bom, como é que eu saio dessa porra então? É que a autorresponsabilidade, ela não envolve você matar no peito o teu problema, mas procurar ajuda. Então, a identificação e a procura de ajuda é o primeiro passo.

Porque no momento em que eu identifico, olha, eu não tô igual eu sempre tive na minha vida. As coisas estão muito diferentes. Eu sou uma pessoa sem energia. Eu sou uma pessoa que não encontro mais motivação. Eu estou fugindo de eventos sociais com a minha família. Então eu evito ao máximo participar de um almoço em família. Eu evito ao máximo participar de uma reunião de amigos porque eu não tenho mais energia para ter social.

Eu não consigo mais ver prazer em nada na minha vida. E aí eu fico em casa bebendo, por exemplo, que é a realidade de muitos clientes que já passaram por mim. Eu fico em casa tomando ali um litrão de café e ficando a noite inteira acordado porque eu não consigo mais fazer nada, nem dormir eu consigo direito.

Inclusive decisões fáceis, né? Que a pessoa toma no dia a dia, torna-se difíceis, né, cara? Muito difíceis, muito difíceis. Então, Ivo, a primeira questão, e não entendo a autorresponsabilidade como algo cruel, ah, é como você se vire. Não, não é isso. É você entender como você está funcionando pra que você procure ajuda. Porque a pessoa que tem essa autorresponsabilidade e tem essa consciência própria, ela chega pra si mesma e fala, não dá mais.

eu vou procurar ajuda. Eu vou procurar um bom psicólogo, psicóloga, um bom médico, uma boa médica, que vai conseguir me ajudar em várias questões. E aí vem outro ponto, Ivo, que eu quero deixar bem claro. Não adianta você ficar se entochando de remédio e não resolver a causa de tudo isso. É isso que eu estou vendo também. Pessoas que estão aí há 5, 6, 7 anos com doses máximas de antidepressivos enciolíticos, mas não tiveram nenhum movimento para melhorar a situação.

para conseguirem chegar a denominadores comuns. Não, eu entendi já o meu problema.

Agora eu vou melhorar dessa, dessa e dessa maneira. Porque tudo isso influencia. Infelizmente, não tem o que fazer, além de você ir para uma academia, fazer um exercício, tomar água, se alimentar direito. Você se cuidar num patamar que você não se cuidava antes. E aí que você vai mudar. Aí que você vai conseguir encaixar peças.

Mas deixa eu colocar uma pergunta aí, cara, porque assim, vamos pegar o fator neurogênese, neuroplasticidade. Então, é o que poderia ajudar a pessoa, porque se ela começa a ir na academia, começa a criar novas conexões, ela volta a ter sensibilidade ali, por exemplo, ao hipocampo, não tem muito receptor também ali de cortisol, etc. Enfim, as coisas começam a melhorar para ela.

Até que ponto, cara, sabendo que estresse crônico não deixa a neurogênese acontecer, ou seja, você não cria novas conexões quando seu estresse está muito crônico, até que ponto a gente consegue ver a medicação ser muito efetiva nesse ponto de fazer a pessoa sair desse baralho de gato que ela está?

ou em outras palavras, será que só o remédio vai conseguir? Porque se ele não consegue criar novas conexões, porque eu tenho muito cortisol, eu tenho muito cortisol, o neurogênese não acontece. Cara, o remédio consegue atuar em todas essas frentes? Ou seja, ele consegue ser um ansiolítico, ao mesmo tempo, reduzir realmente ali o efeito do cortisol no corpo, para que a neurogênese volte a acontecer e o cérebro vá se adaptando ali.

Então, Ivo, tem uma figura bem legal, que até é divulgada em várias aulas de psiquiatria, neurologia, mostrando que, primeiramente, pessoal, a teoria monoaminérgica da depressão, por exemplo, ela meio que caiu por terra. Então, não é a serotonina em si que está causando a tua depressão, a falta de serotonina em si que está causando a tua depressão. É uma coisa muito mais complexa.

Só que, quando os estudos foram feitos com os antidepressivos, nós vimos que tomar um antidepressivo causou muito mais conexões entre os neurônios.

Aquela pessoa que estava completamente deprimida, ela observava um efeito, e esse efeito talvez não é tão bem explicado somente pelo que nós conhecemos hoje de neurociência, neurologia e psiquiatria, mas sim, havia um benefício que era um benefício muito grande. Mas é o que eu falo para todos os meus clientes. Você tem que aproveitar esses benefícios para que daí você procure a solução do que está causando os seus problemas.

Aí vem a função da terapia, que também aumentou neurogênese, aumentou a neuroplasticidade. Aí vem a função de você fazer as pequenas mudanças. Então se lembrem também que as mudanças para o nosso cérebro têm que ser gradativas e que permaneçam, e que sejam permanentes no nosso dia a dia. Às vezes você fala, mas só meia horinha de exercício físico? Sim, já faz uma grande diferença.

Só a mudança de hábito de uma alimentação, por exemplo, colocar mais frutas na minha alimentação e cortar um pouco do doce.

Sim, já faz uma grande diferença. Quando eu falo em mudanças, primeiro, não é culpabilizando você por uma depressão ou até um burnout, não é isso, jamais. Eu, como profissional, jamais vou fazer uma noção de culpa do transtorno para as pessoas, porque isso é cruel, é bizarro, não tem nem o que questionar. Mas é no entendimento de que as pequenas mudanças que nós podemos fazer já são grandes mudanças no futuro.

Aqueles 20 reais que você economiza e coloca num investimento, no futuro vai dar lucro para você. Então é isso que ocorre também para nós quando a gente fala de hábitos, quando nós falamos de mudanças cerebrais. E isso ocorre de fato. O antidepressivo é uma ajuda, ele é uma somatória.

mas não dá para pôr ele como a única ajuda que você vai encontrar e como uma pílula mágica que vai resolver os seus problemas. Diogo, deixa eu te fazer uma pergunta aqui. As pessoas falam muito, principalmente os familiares ou amigos, quando querem ajudar uma pessoa que está com burnout ou ansiedade ou depressão. Opa, está passando aqui um avião, tomara que vocês não ouçam. Mas, a primeira coisa é que você tem que procurar um médico.

Mas, fundamentalmente, o que faz sentido para uma pessoa que está passando por isso, hoje, quando se fala de força de vontade, e aí é um neuromito, e constância em termos de hábito, se a gente pudesse ajudar uma pessoa, mesmo com desconhecimento das melhores práticas, para encarar um burnout não sendo médico...

além de indicar o nosso amigo, o nosso companheiro, companheira, os nossos parentes, enfim, um colega de trabalho, a procurar um médico, o que você diria sobre constância e sobre força de vontade em termos de neurociência? Primeiro, Fábio, esse termo força de vontade é muito complicado.

A pessoa, ninguém escolhe estar num transtorno, ninguém escolhe estar num transtorno depressivo, num transtorno ansioso. Mas, quando você ajuda na conscientização, já é algo muito legal. Em que a pessoa fala, fulano, eu tô aqui por você.

Mas note que você está tão ansioso ou ansiosa que não consegue esperar por um horário. Que você não consegue mais trabalhar pela tua ansiedade. Não consegue mais ler um livro. E são coisas que você fazia antes. Que você conseguia fazer antes. Então essa conscientização e você ter ali um suporte, você ter um apoio.

É algo muito legal. É algo muito legal. Não pra você ficar lamentando todos os dias o drama da vida que você tá vivendo. Mas pra você entender que tem uma força por trás de você que vai acabar te ajudando e que vai acabar te suportando naquele momento em que não tá tão legal. Que as coisas não estão tão legais. Então, ser o suporte. Mas ser o suporte, Fábio, não é você...

Vamos para a festa agora? Vamos levantar aqui? Porque você não tem que ficar na cama o dia inteiro. Não. É vamos conversar. Já que você não suporta um ambiente cheio de pessoas, vamos tomar um café nós dois. Vamos trocar uma ideia. Eu vou trazer aqui um livro que é bem legal para que você se interesse um pouco. Eu vou te ajudar a encontrar um profissional que vai te ajudar também.

eu vou te ajudar em outros aspectos, conforme a pessoa vai aceitando e conforme ela vai melhorando. Mas não é tão simples, Fábio, porque cada pessoa é uma pessoa, o individualismo também existe em vários quesitos aí. Então tem que pensar muito bem, tem que pensar muito bem, mas não é na força, não é com culpa, não é falando frases de efeito, não é isso que vai ajudar a pessoa.

Eu fiquei com uma curiosidade que agora, cara, enquanto você falava, principalmente agora que você falou com relação a pessoa ficar na cama, etc. Não é ficar o dia inteiro na cama. Cara, assim, quando eu penso em termos de descanso, eu estou pensando muito na questão da nossa rede de modo padrão. Ou seja, eu tiro o foco do executivo, o que eu estou fazendo ali, a minha rede da MN é ativada e eu consigo ali ter aquele tempo de descanso, não preciso ficar tão focado, etc.

Agora, descansar não resolve burnout. Ou seja, é perfeitamente possível uma pessoa sair, vai para a praia, fica um mês na praia, continua ali super, cara, pensativo com relação ao todo e não está trabalhando, mas a cabeça não para de pensar naquilo, continua a preocupação, continua muito cotisol, continua a amígdala disparada o tempo todo ali, isso para reinar o maluca.

Quando a gente fala, então, em um conceito de burnout, dá para se entender que a gente tem uma... Colocar de um jeito mais simples, a rede de modo padrão nossa funcionando de uma forma que não deveria, ou seja, ela não consegue chavear, porque se a pessoa fica na cama o dia todo, está descansando. Se ela tira férias, teoricamente, deveria melhorar. E não é o que a gente vê no burnout. A gente tem casos de pessoas que...

Pô, a gente teve um caso assim há pouco tempo na empresa, saiu, ficou um tempo fora e voltou. E quando voltou, assim, primeiro dia, super estressada já. Onde que tá o problema no cérebro, então, aí, cara? Se eu não consigo fazer a nossa race de modo padrão chavear, eu continuo ativando ali, eixo HPA, amígdala muito disparada, o corte está sem freio? Então é muito maior o problema, na verdade, né? Por isso que ele é tão complexo, Ivo. Por uma simples razão. Porque você tenta resolver um problema, mas cria outro.

Então a pessoa para de trabalhar, mas onde está o fator motivação para ela aprender alguma coisa, estudar alguma coisa, ler alguma coisa? Então é muito complexo porque envolve córtex prefrontal, então as decisões delas não são as melhores decisões possíveis. Ela está com esse córtex hipoativado, ao mesmo tempo uma amígdala hiperativada.

Eu penso que o maior desafio é tirar da pessoa essa hipersensibilidade. Qualquer coisa me ofende, qualquer fala me deixa muito mal. Eu ganhei uma insegurança gigantesca, então não consigo hoje trabalhar porque eu também estou inseguro por qualquer crítica que eu recebo. O feedback negativo para mim vira muito maior do que ele de fato é. Eu lá no hipocampo criei uma memória ruim das coisas também. Então nesse contexto todo...

É algo que requer tempo, que requer um cérebro um pouquinho mais saudável para a pessoa fazer uma avaliação se o ambiente é para ela mesmo. Onde ela está trabalhando é para ela mesmo. Se ela está encontrando algumas fontes de prazer na vida, porque isso nós precisamos, não é um prazer infantil, mas é um prazer da realização, um prazer assim, cara, não importa se semana que vem vai dar tudo errado, mas eu estou com muito prazer de trabalhar nessa empresa.

de fazer o trabalho que eu faço, de lidar com o campo que eu estou lidando. Então envolve córtex prefrontal, uma amígdala hiperativada, hipocampo lembrando de várias coisas. Como você bem falou também, um singulado anterior, que aí vira sistema límbico, que não regula bem essas emoções. O sistema de recompensa, o estriado, por exemplo, dorsal, que está completamente dessensibilizado a prazeres.

Por isso que a pessoa procura álcool, procura cafeína, procura outros prazeres na vida para tentar acordar naquilo. Então o que eu tenho conseguido para ajudar as pessoas é, primeiramente, eu não penso, e quem discorda de mim pode até comentar, que o ócio seja uma coisa boa para a pessoa no momento do burnout. Eu penso que o cérebro dela tem que procurar alguma atividade que leve ela a ter algum prazer. Eu tive clientes, por exemplo, que falaram, não, eu voltei para o jiu-jitsu.

eu voltei a nadar, eu voltei a conviver com certos amigos que leem muito, e eu também estou lendo bastante, então estou tendo prazer em leituras, não para arranjar um subterfúgio ou uma bengala, mas para a pessoa criar de volta, pelo menos uma rede ali de prazer, que ela consiga fazer uma coisa um pouquinho diferente, não vou falar o nome dessa pessoa, porque ela ficou até famosa na rede, mas num momento muito ruim da vida dela, ela falou, cara,

eu vou começar a produzir vídeos como modo de desabafo. E hoje ela é bem grande na rede social, porque ela virou uma pessoa meio que de apoio nesses quesitos e ela trabalha com isso. Hoje é isso que é a fonte de renda dessa pessoa. E isso é bem legal.

Cara, mas o que a gente tem então aqui é um cenário onde qualquer coisa que você busque ligadas a Netflix, a TV, a computadores, etc. Vão manter você naquele estado ainda, ou seja, vai ser muito mais difícil sair dentro dele. Sim, sim. E pelo que você falou agora, que você falou de leituras, falou de jiu-jitsu, de esportes, academia, etc.

o que a gente está olhando na prática, então, é meio que um descanso ativo para o cérebro, que é, cara, jardinagem, mexer na terra.

cara, são exercícios específicos. Desenhar, pintar. Cara, esquece tela, esquece televisão no geral, filmes, seriados, etc. É meio que voltar para aquele conceito mais natural, né? De mão na terra, pé na grama ali e fazer coisas que efetivamente não fazem o seu cérebro ter que ficar processando informação o tempo todo. Eu tive um cliente, por exemplo, que ele voltou a fazer aula de teatro, que era uma coisa que ele gostava muito. Não tem nada a ver com a profissão dessa pessoa.

Mas ele falou, olha, lá no teatro eu coloco outro personagem, eu falo bastante, isso me deixa mais aliviado. Então é ir para o natural realmente. E no natural você consegue ficar um pouquinho melhor.

A gente pode até dar um apelido de coma de neuroplasticidade, porque se você vai para filmes confortáveis, ou documentais, ou qualquer coisa que você não tenha que reagir e estimular o cérebro, obviamente você não vai estar saindo.

e todo o mecanismo, todo a highway neurosináptica que você construiu de hábitos, vai se perpetuar. A partir do princípio que o serve só aprende a partir do momento que você repete determinados hábitos, o que você está fazendo para melhorar a sua saúde mental. E aí a autorresponsabilidade que tanto a gente fala. A gente está chegando aqui no final, eu queria que os meus amigos fizessem as considerações finais aqui para a gente poder passar para a próxima.

Cara, consideração final minha agradecer a vocês, acho que a gente falou muito sobre o tema aqui hoje não dá para se entrar tanto nessa discussão que a gente ficaria muito técnico para falar sobre essa questão de NR1, mas acho que era mais trazer uma discussão para essa consciência da dificuldade de se lidar com a questão de burnout em si não estamos falando de saúde mental em um contexto muito amplo, mas em si do burnout muito lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek lek

dentro das empresas. Então, a dificuldade que isso vai ser, o que é o burnout, qual a dificuldade real que vai acontecer, que tipo de serviços serão efetivamente válidos para isso, porque certamente vão, cara, vão surgir uma leva de serviços muito grandes aí só para dar um selo e para falar, olha, está ok, e não vão ter efetividade.

isso vai acontecer com toda certeza, mas enfim, a gente conseguiu explorar um pouco e deixar a galera quebrar um pouco a cabeça e fazer os neurônios tornarem-se cabeludos para que eles consigam pensar um pouco mais sobre efetivamente os impactos do burnout na nossa vida, na vida das empresas e que caminho ou que rumo a gente vai acabar levando nos próximos anos agora.

Enfim, obrigado galera, acho que a gente conseguiu dar uma passada por cima aqui nesse bate-papo, muitas vezes filosófico em alguns pontos. Vocês nos encontram no arroba podcast celebrando, tanto no YouTube quanto no Instagram, no Spotify, na Apple, Deezer e tudo mais. Deixo vocês aqui agora com o Fabião e com o Diogo para fazer o encerramento. Obrigado pelo carinho de vocês por aqui, a gente se fala em breve. Valeu gente!

Pessoal, obrigado pela audiência de vocês. Mais uma vez, bom dia, boa tarde, boa noite. Para você que pegou agora o finalzinho do podcast, indique para alguém se fizer sentido. É sempre uma honra contar com vocês. Esse tema é recorrente e foi solicitado pela nossa audiência. Mais uma vez, nos vemos no próximo episódio. É com você, Dr. Diogo. Pessoal, muito obrigado. Meu recado final é...

Não pode ser um campo de batalha. Tem que ter um equilíbrio nessas discussões. São discussões benéficas para todos, então vocês estão livres para concordar no que nós falamos, para discordar do que nós falamos com muita educação, com muita tranquilidade. Nós temos que sempre ter uma discussão salutar quando se fala de trabalho, quando se fala de burnout, quando se fala de saúde mental. E o que eu vejo nas últimas semanas, ainda mais com as entrevistas que vieram no mês de abril,

é que virou um campo de batalha. Um quer ter razão em cima do outro. E não pode ser assim. Nós temos que entrar em acordos comuns. Quando você fala de pessoas que são decentes, pessoas que são boas, bons profissionais, você pode haver discordância entre eles.

Você pode haver discordância em vários pontos. Agora, o que tem que prevalecer é o bom senso, é a boa educação, é um bom entendimento de que tudo se resolve com bons diálogos e que nós entremos nesse equilíbrio. O burnout é uma coisa séria, não é brincadeira, não é algo que as pessoas inventam que ele existe.

estão criando doença para as pessoas. Não, não é. E você como empreendedor, pense nisso, que pessoas com menos burnout na tua empresa acabarão te gerando pessoas muito mais agradáveis, uma equipe mais legal, uma equipe mais adequada.

E, no fim das contas, você que é empregado também. A vida fica muito mais leve quando você está feliz, quando você está desempenhando. Então, pensem sobre isso e comentem muito aqui no nosso podcast que nós temos o maior prazer em responder a pergunta de vocês. Claro, tudo com muita educação e tranquilidade. Então, nosso agradecimento a todos. E vamos lá, que o Cerebrando está cada vez maior.

Nós agradecemos isso a vocês que nos ouvem, que nos compartilham e que comentam em todos os episódios. Muito obrigado, pessoal, e até a próxima semana. Valeu! Valeu, gente. Bora trabalhar.