Episódios de Nem Negacionismo Nem Apocalipse

NNNA #233 - Alfredo Pretto, Vice-Diretor daCâmara Italiana de Comércio de São Paulo, por Gesner Oliveira e Artur Villela Ferreira

05 de maio de 202621min
0:00 / 21:22

“O Brasil e a Itália têm um laço muito forte, cultural e econômico.”

✅ OUÇA AGORA! O novo episódio do podcast Nem Negacionismo, Nem Apocalipse recebeu Alfredo Pretto, Vice-Diretor Geral da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo (ITALCAM) e especialista em diplomacia econômica e relações internacionais.

No episódio, Alfredo compartilha sua trajetória internacional e explica como a conexão entre Brasil e Itália evoluiu ao longo do tempo, saindo de uma relação histórica para uma parceria estratégica baseada em investimentos, tecnologia e cooperação econômica.

✅ Ao longo da conversa, ele analisa como o cenário global tem reposicionado o Brasil, destacando o papel do país como um mercado relevante e cheio de oportunidades. Também aborda os desafios para atração de investimentos e a importância de fortalecer a segurança jurídica e a imagem do país no exterior.

✅ O episódio traz ainda insights sobre internacionalização, mostrando caminhos para empresas que desejam acessar o mercado externo e reforçando o potencial competitivo do Brasil em diversos setores.

📚 Para quem quiser se aprofundar, a indicação de Alfredo são os livros de Federico Rampini, que ajudam a entender o cenário geopolítico e econômico global.

🎧 Ouça o episódio completo!

Participantes neste episódio4
A

Artur Villela Ferreira

HostVencedor do Prêmio Jabuti 2022
G

Gesner Oliveira

HostVencedor do Prêmio Jabuti 2022
A

Alfredo Pretto

ConvidadoVice-Diretor Geral da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo
L

Lucas Saqueto

Convidado
Assuntos5
  • Trajetória de Alfredo PrettoInfluência familiar na carreira · Experiência em comércio exterior e commodities · Transição para diplomacia econômica e política · Atuação em instituições internacionais e governamentais
  • Acordo Mercosul-UEImpacto nas exportações e importações · Concorrência equitativa e manutenção de investimentos · Cooperação tecnológica e econômica · Perspectivas para empresas italianas e brasileiras
  • Divergência Brasil-EUA sobre estratégiaImagem internacional do Brasil · Potencial como mercado e centro de oportunidades · Importância da segurança jurídica · Matrizes energéticas sustentáveis e potência agro · Comportamento moderado em política internacional
  • Exportações BrasilSetores com potencial de exportação (moda, cosméticos, calçados) · Papel da Apex e órgãos de fomento · Mentalidade do empresário brasileiro · Participação em feiras internacionais · Necessidade de formação e redução de custos
  • Geopolítica de Trump, Xi e PutinBipolarismo mundial · Visão europeia e americana · Livros de Federico Rampini
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Começa agora o podcast Nem Negacionismo, Nem Apocalipse, Economia, Meio Ambiente e Negócios. Inspirado no livro de Gésar Oliveira e Arthur Vilela Ferreira, vencedores do Prêmio Jabuti 2022 na categoria Economia Criativa.

Através do podcast, a discussão de nem negacionismo nem apocalipse se mantém viva. Colegas e parceiros como o Lucas Saqueto e tantos outros foram somados ao time para um diálogo franco e objetivo sobre os temas da sustentabilidade.

Bem-vindos a mais um episódio especialíssimo de Nem Negacionismo, Nem Apocalipse, seu podcast sobre economia, meio ambiente e negócio. Hoje recebemos Alfredo Preto, que é vice-diretor-geral da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo, a Itaucan. Ele é formado em Negócios e Relações Internacionais pelo Instituto Internacional e pelo Studi Economici, Politi e Sociali.

coordena na Itaucan os departamentos de relações institucionais, empresas e projetos e de comércio exterior e investimento. Alfredo possui ampla experiência internacional em diplomacia econômica, desenvolvimento de negócios e cooperação internacional. Ele atuou na sessão de economia, comércio e turismo do Ministério de Relações Exteriores da Argentina, em Milão. Ele foi presidente da Associação Itália-Brasília e colaborou com o Consulado Geral do Brasil, em Milão, e com a PEGS em iniciativas de promoção econômica.

Ele também foi consultor da região da Lombardia e participou dos diálogos institucionais ligados à Comissão União Europeia-Mercos-Fundo no Parlamento Europeu, com foco na integração econômica e nas políticas industriais. Alfredo, você construiu uma trajetória internacional, vamos dizer, bastante sólida, conectando diferentes mercados e instituições.

Como começou essa sua atuação nesse ramo da diplomacia econômica e como essa sua experiência molda hoje o que você vem fazendo na Itaucamp, Edu? Bom dia, bom dia, Arthur, bom dia a todo mundo. Obrigado pelo convite. Agradecer ao Gésner por essa mais uma outra oportunidade de ir juntos. É uma boa pergunta, Arthur. Na verdade, eu vou ser bem pouco romântico. Meu pai era diplomata.

Então, assim, eu cresci um pouco nesse ambiente. Quando eu comecei a trabalhar, não quis fazer a carreira, não sei nem se... Eu não tinha as ideias muito claras na adolescência e começo da idade adulta, eu comecei a trabalhar em empresas. E com comércio exterior, afinal. Então, fui consultoria, depois fui trading de carvão, trabalhei com commodities, viajei muito, trabalhei até no turismo. E comecei a trabalhar na agência de atração de investimentos e...

na transição de investimentos, gestão dos investimentos em projetos públicos, e me interessei um pouco mais na política do que, na verdade, na diplomacia econômica. Mas, vindo de um setor de comércio internacional, com conhecimento de idiomas e tendo vivido no exterior, acho que o percurso na política, nos cargos de confiança que o mundo político te dá, acabaram me levando para trabalhar na...

e depois tive a sorte também que o presidente da Câmara, que eu tinha colaborado, me fez esse convite de vir a São Paulo e eu aceitei, então foram casualidades, sorte e também muito trabalho, se eu for ser sincero, porque não teve, mas tive muita sorte nisso. E, Alfredo, obrigado pela sua presença aqui no nosso podcast.

Acho que o Arthur fez ali uma introdução e a gente sabe que a relação Brasil-Itália é uma relação antiga. A Câmara Italiana já atua há mais de dois séculos buscando fortalecer essa relação. A gente sabe que quando começou essa relação foi com a vinda de imigrantes, por exemplo, italianos para o Brasil. Muitos de nós aqui no podcast devem ter algum laço com a Itália. E ao longo dos anos essa conexão mudou. Hoje, na prática, como que...

acontece essa conexão e o que mudou, eu acho que deve ter mudado muita coisa, mas pode contar para os nossos ouvintes o que mudou na forma de fazer negócio entre os dois países, entre o Brasil e a Itália eu vou abrir uma parêntese é comovedor você chegar e morar aqui e ver quanto é forte o laço que tem entre os dois países

O que não é tão sentido na Itália, mas isso não é uma questão de desprezo em relação ao Brasil. Pelo contrário, o Brasil é um país que, para nós, é muito bem visto e a gente tem sempre um coração. Mas tem a distância, tem a distância realmente geográfica. Teve umas décadas em que a atenção europeia de todos os países da Europa foi mais concentrada em relação ao Oriente.

onde teve depois aquele transfer tecnológico de indústrias etc. Então, digamos que a América do Sul, onde o Brasil e a Argentina também, porque é um país muito próximo à Itália, mas o Brasil é o primeiro por descendência de italianos em número, e importância econômica também para nós, foi um pouco assim, não no esquecimento, mas ficou longe.

Quando, na verdade, nós temos uma participação na industrialização do Brasil muito importante, os imigrantes italianos que vieram aqui, eu digo isso com muito orgulho, os brasileiros descendentes italianos aqui trouxeram e inventaram, que hoje são as grandes indústrias brasileiras.

E nós sempre colaboramos como país na parte de infraestruturas e de investimentos, isso foi uma constante, tem muitas obras importantes e indústrias importantes que foram estabelecidas e feitas no Brasil, onde tem a mão dos engenheiros italianos, do capital italiano, assim, a Itália investe e mantém essa relação tão importante há muitas décadas.

teve uma pausa, uma pausa não, o menor foco de interesse nos anos 90, 2000, que voltou hoje a crescer muito. Então, assim, nessa nova onda de interesse em relação ao Brasil, você pode chamar onda nesse novo capítulo de interesse no Brasil, lógico, aqui a gente não está tanto olhando em novos...

investimentos, novos interesses. Isso é uma constante. Aumentaram muito nos últimos 10 anos e continuarão a aumentar. O que a gente presta mais atenção agora é no mantenimento dos investimentos que temos aqui. Nós temos muitas empresas, mais de mil, em setores completamente diferentes.

das infraestruturas como as altostradas, as ecorrodovias, como a transmissão de energia e produção, a Enel, comunicações, fibra ótica, cabos, indústrias de petróleo, gás, biometano, maquinários agrícolas, maquinários industriais. Em todos esses setores não é que nós estamos presentes, nós somos líderes, estamos com muita presença.

Então, o jeito de fazer negócios. A Itália hoje, a Europa hoje, precisa ver o Brasil, ver a América do Sul, ver o Mercosul com a maior atenção e necessária, pelo desenho geopolítico que o mundo está vivendo nesse momento.

Mas eu acho também um percurso natural. O Brasil e a Itália tem um laço muito forte, cultural e econômico e de sangue mesmo, e que isso você se vê nos negócios todos os dias. Até se me permite complementar, primeiro até eu tive na Itália um mês atrás, mas eu fiquei realmente impressionado. Eu fui para outros países da Europa também.

culturalmente é onde a gente brasileiro, meu vô era italiano, mas eu nunca tinha tido um contato com a cultura italiana de lá e fiquei impressionado mesmo com as semelhanças. Mas eu queria complementar a pergunta, Alfredo, acho que agora você falou da relação Brasil-Europa no geral.

e tudo indica que o acordo União Europeia-Mercosul caminha aos trancos e barrancos para ser firmado de fato. Você acha que isso pode, inclusive, acelerar? Você falou muito do objetivo italiano agora, de consolidar os investimentos que tem aqui no Brasil. Mas você acha que esse acordo União Europeia, por exemplo, pode abrir uma nova perspectiva dessas relações econômicas ou você acha que isso não vai ter tanto impacto pensando na Itália, por exemplo?

Lucas, aqui eu vou falar como pessoa física, não estou falando em nome da Câmara. É uma opinião minha, não sou esperto desse segmento, conheço bem, mas eu sou a máxima autoridade no tema. Agora, a minha impressão é que o interesse, o lado positivo desse acordo não é igual para todos os países da União Europeia. Nós, na verdade, é lógico que ele é um acordo...

que dá vantagem a ambas as partes. Então, é um acordo bom. Demorou muitos anos, mais de 20 anos para ser classificado e assinado. O Brasil hoje tem uma balança comercial com a China, que é o dobro do que a União Europeia. Então, evidentemente, não vai ser... Vai aumentar as exportações brasileiras para a Europa? Vão, com certeza vão. Vão aumentar as importações brasileiras para a Europa? Vão.

Mas tem questões também hoje que, assim, no comércio internacional, um tema muito importante é aquele da concorrência equitativa. Isso o acordo vai um pouco facilitar. Então, ele vai, com certeza, dar aos europeus, aos italianos também, a possibilidade de garantir e manter os investimentos que foram feitos nas décadas.

Então, nesse sentido, eu vejo as importações e esse acordo como positivo. A abertura de novos mercados não é feita só pelo acordo, é feita por necessidade econômica. Então, as commodities que o Brasil exporta, a Europa vai precisar. Investimentos, isso vai acelerar um processo que é inevitável. O Brasil já é um dos primeiros países que recebe investimentos no mundo. Acho que é o terceiro, o segundo, o terceiro, o quarto.

está entre sempre os primeiros cinco. Não é atrair investimento, é você ter uma segurança jurídica para garantir que esses investimentos reinam as duas partes. E isso é algo que o acordo e parte podem ajudar, mas as forças políticas têm que se empenhar um pouquinho mais.

Então, o acordo é positivo, a Europa sai um pouco desse contexto de achar que o mundo é eurocêntrico, então, ela começa a se dar conta realmente que o acordo União Europeia-Mecosul é muito importante, é muito provável que não tenha nenhuma invasão de produtos agrícolas brasileiros, lembrando que o primeiro parceiro, foi o que eu disse, é a China, e que tenha maior cooperação tecnológica, coisa que já existe. Então, isso vai só acelerar coisas que já estão acontecendo.

cooperação tecnológica, cooperação econômica, investimentos. O Brasil é um importante ramo de proteção, de produção, para empresas italianas aqui. Nós temos exemplos de empresas farmacêuticas ou empresas de óculos, de pneus, que no Brasil produzem e do Brasil exportam. Então, esse processo já existe, já tem.

O acordo União Europeia-Mercosul vai facilitar o produtor italiano, talvez a empresa brasileira de matriz italiana aqui, a importar o maquinário para poder produzir pneus, pneus do profissional, para qualquer setor, a um preço mais competitivo e modernizar as fábricas. Vai permitir às empresas italianas que vendem maquinários industriais e melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores melhores

de poder exportar mais, e isso vai agendar, com certeza, o Brasil vai se industrializar mais rapidamente a custos menores. Então, nesse aspecto, o acordo é muito positivo. Mas, repito, é um processo que já existe, já tem a Europa, é o primeiro investidor no Brasil, por 60%, não por 20%, 30%. Então, 60% dos investimentos que o Brasil recebe são de origem europeia. E a Itália, nesse contexto, é o segundo ou terceiro.

Ótimo. Alfredo, realmente quando a gente fala de diplomacia econômica, exige leitura geopolítica, né? E também capacidade de gerar resultados concretos para as empresas. Na sua visão, o Brasil tem sido estratégico o suficiente na forma de como se posiciona internacionalmente? Essa é uma boa pergunta. Sim, com certeza o Brasil tem a nível internacional alguns temas, né? São sempre a questão assim.

Eu vou ser sincero. Na Europa, a gente tinha uma imagem do Brasil, quem não conhecia, eu conhecendo ele, eu trabalhei muito nisso, quando eu morava lá, estabilidade política que não tem, estabilidade econômica que também não tem. Não sempre a imagem do Brasil fora corresponde realmente com a realidade. Então, hoje o Brasil começa a ser visto como um país que não é só um mercado.

entre as dez maiores indústrias, em alguns setores até entre as cinco maiores, é um país que não se sabia, hoje começa a se interprender, mas é o primeiro país de matrizes energéticas sustentáveis no mundo, renováveis, sim. É um país que é duas vezes o continente europeu, eu falo sempre isso, duas vezes. Então, começa-se a ver o Brasil como um país que... E...

de muitas oportunidades. Aí tem aquele tema que eu falei antes, segurança jurídica, isso é muito importante, porque você atacar uma empresa estrangeira, faço um exemplo, você ataca toda uma filiera de empresas, porque normalmente os grandes grupos vêm e trazem...

toda a, como se diz filheira, a cadeia produtiva deles. Então, você não está trazendo só uma empresa de automóveis, você está trazendo uma empresa que produz o assento, o cinto de segurança, a plástica para o painel, item assim para a energia, item assim para a comunicação. Então, a segurança jurídica é algo que tem que ser comunicada fora. Então, não é só necessário você atrair os investimentos. Aqui está o...

Bom, tirando que o Brasil tem uma grande visão de diplomacia, isso tem que ser dito. Então, o Brasil hoje, ele é um pouco o país onde você define algumas posições.

tem a mudança de água doce, tem três paldas aquíferas, então tem a mudança de água, é um país que é uma potência agro, com terreno reduzido e tecnologias para poder ser um grande exportador. Tem muitos elementos que devem ser comunicados. São, isso acontece já, e tem que continuar investindo nisso.

As posições internacionais, o Brasil acho que ele se posiciona sempre bastante bem. Às vezes ele dá alguma derrapada, mas ele sempre tende a olhar o interesse dele e não se alinhar necessariamente com blocos ou ideias políticas gerais.

Então, ele tende sempre a ter um comportamento muito moderado e de não posicionamento. Isso, às vezes, com certeza para o Brasil é bom. E, Alfredo, muitas empresas ainda têm dúvidas sobre começar a se internacionalizar.

Para quem está olhando para o mercado italiano hoje, qual seria o primeiro passo para entrar de forma estruturada? Bom, isso o acordo vai ajudar, né? Isso com certeza o acordo vai ajudar. Não todos os setores... A gente é mais focado nas empresas italianas que investem no Brasil. A Câmara de Comércio Italiana é em São Paulo, mas a gente faz o bilateral. E tem alguns setores que a gente trata, onde o Brasil está pronto, está apto para exportar. A moda, por exemplo.

moda feminina no Brasil tem uma moda feminina que pode conquistar o mundo e não por preço qualidade capacidade de desenho criatividade cosmética e perfumaria sim, o Brasil acho que é o segundo mercado de perfumes do mundo, é o terceiro ou quarto de cosmética ele se vê ainda como mercado ele não se vê como exportador cerâmica e quando eles se veem eles se veem eles se veem

sapatos, calçados, tem alguns setores onde o Brasil já é móveis, então ele já entra com um grande mercado internacional, mas pode também entrar com um grande produtor e exportador. Eu acho que a Apex faz um excelente trabalho, o sistema brasileiro faz um trabalho muito bom, mas muito é na mentalidade do empresário brasileiro. Como é um mercado tão grande?

você tenta conquistar o Brasil. O mundo é muito longe. Na verdade, esse processo não é tão difícil. Então, por exemplo, empresas como Granato, Natura, já estão olhando, acho que já abriram algumas coisas na Europa e, lógico, requerem um adaptamento. E, às vezes, a mesma Europa, a Itália, por exemplo, se eu posso falar pelo meu país, tem feiras internacionais que não são para o mercado europeu, são para o mundo inteiro.

onde você vê, por exemplo, na Pena de Sapato, nas duas, na Mica e na Rivashus, você vê mais de 80 empresas brasileiras que vão graças à assistência do serviço de comércio exterior, da PECS e dos órgãos da CNI, dos outros órgãos que ajudam essas empresas a irem no exterior se promoverem. São 86 empresas, é muita coisa. Na Cosmoprof, estão mais ou menos por aí também. No Salão do Móvel, 30, 40, 50 empresas com eventos que o consulado...

No Brasil, em Milão, faz enormes, fora o Salone e a Bimóvel, também com a PECS, fazem eventos muito importantes. Então, a presença brasileira é muito importante. Não são feiras para o mercado europeu, são feiras para o mundo. Isso falta um pouco no Brasil. Você tem feiras, por exemplo, de cosméticas, que são entre as maiores do mundo, mas só tem expositor brasileiro. Se você só tem expositor brasileiro, é difícil que você tenha tantos bairros estrangeiros, porque você faz isso para o mercado interno.

Então, já o fato de você começar a abrir essas feiras para empresas estrangeiras, já abre também para a Baia. Então, essa é uma dica. Se uma dica, não. É uma questão. E a outra, não todas as empresas hoje estão aptas ainda a exportar. Então, a competitividade é feita de formação, redução de custos de produção, que isso pode acontecer graças ao acordo da União Europeia-Mercosul.

o que eu falei antes, a compra de maquinários a um preço melhor, vai demorar um tempo, mas isso pode acontecer. A automação, a indústria 4.0, com certeza ajuda, em um país onde o custo energético já é baixo. Então, assim, os presupostos para que isso aconteça tem todos. Baixo custo energético...

abundância de matéria-prima, já é mercado. Então, uma empresa que já conquistou o mercado brasileiro, ela já está acostumada a trabalhar com dimensões de escala grandes.

então assim, é só o próximo step tem que ter coragem muito bom, acho que o Arthur tem um recado pra gente agora só ia agradecer a presença do Alfredo, acho que a Vitória sempre gostaria de fazer uma última pergunta aqui pro nosso convidado e pedir umas dicas isso Alfredo, queria agradecer pra você ter topado participar também foi uma conversa incrível, acho que deixou todo mundo com gostinho de Itália, queria ir pra Itália mais vezes e aí

E para a gente encerrar, você gostaria de deixar alguma dica, alguma indicação de livro, dica de artigo, algum filme ou algum recado para os nossos ouvintes? Não, só agradecer. Bom, livro nem negacionismo, nem apocalipse. Acho que dá sim. Vou aconselhar esse. Não, tem um autor, a gente trabalhou algum tempo atrás com o Federico Rambini, eu e o Gésna com vocês. A gente fez até uns eventos com eles.

Os livros dele dão uma boa dimensão geopolítica, a visão europeia e americana, sobre a questão hoje desse bipolarismo que existe no mundo. Esse é um livro que eu aconselho. Os livros dele normalmente eu aconselho, são todos muito bons. E só agradecer, foi um ótimo bate-papo. Espero que tenham outros desses. E agradeço muito e trago, logicamente, todos os cumprimentos da Câmara e do nosso presidente.

Muito bom, muito obrigado. Muito bom, muito obrigado, Alfredo. Acho que antes de encerrar, só quero lembrar, todo mundo está ouvindo a gente. Esse podcast é uma conversa colaborativa, então se tem algum tema de economia, meio ambiente, negócios, que você gostaria de ouvir por aqui, por favor, deixe sugestões nas nossas redes sociais, LinkedIn, Instagram. Não esquece de ativar as notificações e dar para essa conversa com o Alfredo pelo menos cinco estrelas no Spotify.

Acho que menos que isso é inaceitável para essa conversa. Alfredo, muito obrigado. Este foi o podcast Nem Negacionismo, Nem Apocalipse. Obrigada pela audiência e até a próxima.

NNNA #233 - Alfredo Pretto, Vice-Diretor daCâmara Italiana de Comércio de São Paulo, por Gesner Oliveira e Artur Villela Ferreira | Castnews Index — Castnews Index