Em outro Tempo - Proverbios 15 - Emoções Descontroladas | Pr Rodrigo Freitas - 10.05.2026
- Sabedoria Divina e ProvérbiosA resposta branda vs. palavra dura · Língua dos sábios adorna conhecimento · Coração alegre vs. tristeza · O temor do Senhor como base · Tardio em irar-se para acalmar conflitos
- Palavra como Arma EspiritualOpiniões e a relação com espadas · Armas do Evangelho: paciência, domínio próprio, longanimidade · A palavra de Deus como arma afiada
- Sabedoria divina versus sabedoria humanaSabedoria como mansidão e boa conduta · Sabedoria terrena, animal e demoníaca · Caim e Abel como representação de senso de injustiça
- Paternidade DivinaMaternidade biológica vs. espiritual · O Criador como fonte de maternidade · A Igreja como família substituta
- A importância da prática da palavraRepetição como forma de ensino · Entendimento que leva à prática · Ouvir e obedecer a Deus (O2)
- Efeitos da RaivaRaiva como desintegradora do corpo, relações e mente · A raiva como resposta a um amor ameaçado · O Evangelho como guia para reagir às injustiças
Bom dia novamente, Mosaico. Primeiro, feliz dia das mães para as mamães. Que alegria a gente poder estar consumindo esse tempo tão precioso do domingo. Tem tanta gente que já está se preparando para o almoço. Ou talvez já teve uma mesa farta de...
de manhã é também um dia de dores, um dia de dores para pessoas que têm e sonham e ainda não aconteceu isso na vida delas do ser mãe, do ponto de vista biológico, porque para quem crê no espírito...
Tudo que a gente vivencia é uma materialização de coisas que estão imbuídas na gente. Então, você não precisa ser biologicamente mãe para ser mãe. Você não precisa ser nem mãe adotiva do ponto de vista do papel para ser mãe. A gente acredita que aquilo que a gente vivencia aqui traduz essências do Criador que revelam coisas ainda maiores.
Para você, talvez, que ainda sofre por um outro ponto, que talvez não teve na relação familiar algo que represente essa função de mãe,
A palavra de Deus vai dizer que nós crescemos e vivemos à sombra das asas do Altíssimo que cuida de nós e nos abraça como aquilo que acontece, que a mãe tenta materializar no seu propósito de fazer com os seus filhos. A gente tem isso no Criador. E, por consequência, temos isso na família do Criador. Através da Igreja de Cristo Jesus, muitos de nós fomos abraçados e pudemos sentir aquilo que não pudermos sentir, talvez de forma biológica, com...
nossas mães, mas é uma alegria poder celebrar o dia da importância disso, que você tenha vivido isso materialmente, de forma com uma mãe biológica, uma mãe adotiva, uma pessoa da família, às vezes você teve isso na sua vivência, mas não foi.
totalmente vivida através da pessoa específica que te gerou. Mas a gente celebra as coisas que estão por trás das coisas que vemos e a gente reconhece essas coisas nas coisas que vemos, mas a gente sabe que o que está por trás, aquilo que a gente vê e agradece aqui no mundo, aquilo que a gente vê e agradece de um nascer do sol...
representa as misericórdias de Deus que se renovam cada manhã na nossa vida. Não representa só o sol nascendo. A gente enxerga por detrás das coisas que nós vemos. Então, que maravilha poder ver isso hoje. A gente vem de uma conversa muito profunda. Eu estava ali anotando semana passada. O pastor Marquinhos estava falando. Nossa, quanta coisa, né? De travar opiniões. E a relação das opiniões com as espadas. E eu pensando assim, realmente...
A gente só tem fé para lutar com espada. É a representação da invocação de Pedro. Você convoca um exército, e essa é a convocação do evangelho no reino, ele diz assim, vocês vão para a batalha sem armas.
ou com outras armas. E o Novo Testamento é cheio dessas armas com as quais lutamos. Mas a gente teima em deixar as armas que o Evangelho diz para lutarmos e trocamos essas armas por outras armas e queremos lutar com elas. Na verdade, sem espada carnal.
Ninguém quer lutar. Todo mundo, quando diz assim, deixa eu tirar essa arma carnal de você aqui. Deixa eu tirar a resposta carnal de você. Deixa eu tirar essa espada carnal de você. E eu vou te dar outras armas pra você lutar. Vou te dar as armas da paciência, as armas do domínio próprio, as armas da longanimidade. Com essas armas, parece que é uma batalha pra gente estar caminhando no pastoreio da vida das pessoas, porque com essas armas todo mundo quer fugir.
Mas a palavra de Deus diz que é com essas armas que a gente vai ganhar a batalha. A palavra é mais afiada do que uma espada, foi o que a gente ouviu semana passada. Ela corta dos dois lados. E aí a gente usa muito a palavra para dividir, mais do que para ser dividido ou repartido para os outros.
A nossa palavra devia ser para representar que estamos sendo repartidos para os outros, para que a gente fosse colocado na mesa para ser repartido, não levado os outros ao matador. E é diante desse espectro da relação da nossa angústia de lutar que a gente chega nesse capítulo de hoje. A gente tratou muito de opinião semana passada.
Hoje a gente vai falar de uma ação e reação, como que a gente pode, adiante dos contextos, se engajar nessa luta. E convido vocês a ler comigo, então, o Provérbios capítulo 15. A gente vai ler do início ao fim, eu só vou tratar alguns versículos, vou tentar ter piedade e dó de vocês pelo tempo do almoço de cada um.
Mas a gente vai ler ele todo de uma vez só e vou só pincelar algumas coisas que fazem parte do núcleo do que o texto todo está tratando. Vamos lá, Provérbios capítulo 15, versículo 1. A resposta branda... Está aí, não? Ah, está aqui. Eu que sou pedindo para... Meu Deus, começamos bem.
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama tolices. Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons. E eu quero fazer uma pausa aqui, eu quero que você perceba duas dinâmicas aqui. Há uma dinâmica nesse texto falando do que sai de dentro de nós.
o que é que passa pela nossa boca, e de como a gente se porta diante daquilo que entra dentro de nós com palavras, como a dinâmica do que sai dentro de nós e como aquilo que entra. E não é exclusivo desse texto, mas nos últimos capítulos isso é bem concentrado, isso é tratado no texto todo de provérbios, mas aqui, de uma forma especial, a gente chega num culminar do que já vem sendo.
Então, a resposta para o Andesílio furou a palavra nos citaíra. Ele entra no quarto versículo. A língua serena é a árvore de vida, mas a língua perversa esmaga o espírito. O insensato despreza aquilo que é colocado diante dele, a instrução do seu pai, que vem de outro tempo.
A gente não vive no tempo... É isso que a gente está tratando o ano todo aqui. A gente não vive por resposta ao contexto atual. A gente vive por uma sabedoria que é superior a esse contexto.
O insensato despreza a instrução de seu pai, mas o que aceita a repreensão consegue a prudência. Na casa do justo há grande tesouro, mas o lucro dos ímpios há infelicidade. As palavras dos sábios difundem conhecimento. O coração dos insensatos não procede assim. O Senhor detesta o sacrifício dos ímpios, mas a oração dos retos é o seu prazer.
O Senhor deteste o caminho do ímpio, mas ama o que segue a justiça. Disciplina rigorosa há para o que abandona o caminho. São duas disciplinas. E quem odeia a repreensão morrerá.
Ou seja, quem ama a repreensão tem alguma outra coisa. O mundo dos mortos e o abismo estão expostos diante do Senhor, quanto mais o coração dos filhos dos homens. O zombador não gosta de quem o repreende, nem se aproxima dos sábios. O coração alegre em beleza o rosto, mas com tristeza do coração o espírito se abate. O coração sábio busca conhecimento.
Coração busca conhecimento. Mas a boca dos insensatos se alimenta de estupidez. Coração e boca. A gente volta aqui para tratar a respeito de coração e boca. E você vai ver que isso está muito...
ligado, porque quando a gente vai para o versículo 7, diz, olha, a palavra do sábio, ela difunde, então estou falando de boca. E ele volta e trata, sai de boca para o coração, mas o coração do insensato não procede assim. E aqui ele vai falar que o zombador não gosta de quem o repreende, nem se aproxima dos sábios. Aí o coração...
Em beleza, a tristeza do coração, o coração do sábio busca conhecimento. Opa, ele tá falando de coração. Não, mas a boca dos insensatos se alimenta de estupidez. Essas coisas estão muito ligadas. Para quem está aflito, todos os dias são mais ou menos. Mas a vida de quem tem o coração alegre é uma festa contínua. Melhor é o pouco, havendo o temor do Senhor, do que um grande tesouro onde há inquietação. E ele falou de dois tesouros, onde a casa do sábio tem tesouro, mas a ruína...
do insensato por aquilo que ele construiu como sucesso anteriormente. Melhor é um prato de legumes onde é amor do que um boi inteiro acompanhado de ódio. Não tem a ver só com lucro aí, tem a ver com o que está rodando dentro do coração. Quem se irrita facilmente provoca discórdia, mas quem é tardio em ficar irado acalma os conflitos.
Tardiu em ficar irado. Guarda essa palavra. O caminho do preguiçoso é como o cercado de espinhos, mas a vereda dos justos é plana. O filho sábio alegra o pai, mas o insensato despreza sua mãe. Quem não tem juízo se alegra com a sua tolice, mas quem é sábio anda retamente. Sem conselhos os projetos fracassam, mas com muitos conselheiros há sucesso. Que alegria ter resposta adequada.
Como é boa a palavra dita na hora certa. Não é a palavra certa dita. É a palavra dita na hora certa. Para o sábio, o caminho da vida leva para cima, para desviar do inferno embaixo. O Senhor derruba a casa dos orgulhosos, mas preserva a herança da viúva. O Senhor detesta os planos dos maus, mas as palavras bondosas lhes são aprazíveis.
Quem é ávido por lucro desonesto, arruina a sua casa, mas o que odeia o suborno, esse viverá. O coração do justo medita o que há de responder. A gente falou de uma ira tardia, medita no que há de responder. Mas a boca dos ímpios derruba maldades. O Senhor está longe dos ímpios, mas ouve a oração dos justos. O brilho nos olhos alegra o coração, uma boa notícia fortalece até os ossos.
Quem dá ouvidos à repreensão construtiva terá sua morada no meio dos sábios, aquilo que está sendo colocado diante de nós. Quem rejeita, quem rejeita a disciplina despreza a si mesmo, mas o que aceita a repreensão adquire entendimento. O temor do Senhor é a instrução na sabedoria e a humildade precede a honra. Esta é a palavra do Senhor. Vamos orar?
Deus, obrigado por esse tempo, obrigado por essa palavra. Nos ajuda a sermos lidos pela tua palavra. Nos ajuda a submetermos nosso coração pelo teu agir. Perdoa os nossos pecados, nossas incongruências, nossa insensatez, Senhor Deus, de não andar nos teus caminhos. Sabendo que isso leva à destruição, Senhor Jesus, nos ajuda a sermos realmente moldados pelo teu agir. É o que eu te clamo em nome de Jesus. Amém.
Esse é um texto que me pega muito, porque é um dos que minha mãe repetia muito, só que eu não contava que ela ia estar aqui hoje assistindo. Eu, quando chegava muito indignado, eu era muito indignado sobre muita coisa, agitado, não, eu estou muito melhor. E aí eu chegava e a primeira coisa que minha mãe repetia, ela falava assim, ela falava só metade do versículo, ela dizia, a resposta branda...
Eu tinha que dizer o furor, mas a palavra dura suscita ira. Eu sempre chegava com um jeito de justiça de tratar as coisas. E ela vinha e dizia, olha, a resposta branda corrige muita coisa nesse negócio aí. Você está tentando resolver. E muitas vezes essa repetição, e eu quero que você entenda que isso é importante.
no livro de provérbios. Porque parece que a gente acha que entendimento é cognitivamente entender o raciocínio lógico. E tem tanta gente vomitando teologia, vomitando ensino bíblico a partir de entendimento de cognição. E na palavra de Deus, entendimento. Para o povo de Deus, a forma do ensino da palavra e a forma como a gente foi instruído pela palavra a caminhar com Deus é através de repetição.
Não se enfadum da repetição. Porque todo mundo disse que entendeu, mas quando você vai olhar para a vida de todos nós, parece que não.
O entendimento que interessa na revelação da palavra é aquele que é colocado em prática na vida e custa, causa muita repetição até que a gente primeiro entenda o que o cara está falando, depois capite o quão grande é isso e depois comece a tentar lutar contra aquilo que está dentro de nós até virar prática. E um outro versículo que ela falava sempre era assim, acho que vai vir um pouco mais na frente, porque eu acho que é provérbio 18.
que é sempre que eu ia falar alguma coisa, aí é... Ah, mas eu não gosto disso, não. Ah, mas eu... Eu não quero. E ela dizia assim, falar antes de ouvir, ela parava. Aí eu tinha que responder. É estutícia e vergonha. Não fale antes de se deixar ser absorvido por aquilo que está diante de você.
O que eu percebi em provérbios, e me foi notório através do estudo que a gente está falando, é o quanto que sabedoria não tem a ver com sacada de decisão, simplesmente. Muito do que a palavra de Deus trata de sabedoria tem a ver com isso aqui, com a língua. Numa pesquisa muito breve, e gostaria de fazê-la mais aprofundada, tem estudos dizendo que... Ah...
Dos provérbios, pelo menos 16% é só sobre o uso da língua. Eu acho que esse estudo não foi tão a fundo, porque eu ainda acho, pelo que tenho visto, é que tem algumas coisas que não são explicitamente sobre o uso da palavra, mas do se comportar diante da palavra. Então, se você somar, eu acho que passa de muito, principalmente nesse trecho que está sendo falado.
Agora, que a gente disse que a gente viu um trecho até o 9, onde ele trata da encarnação, da sabedoria e da loucura e da estupidez como pessoas, e agora ele parte para realmente conselhos de como andar na vida do 10 até o 21 ou 22, se não me engano.
E a gente chega no final de uma subsessão dessa angústia de expectativa com a vida, do que conseguir com a vida. E isso também está muito envolvido em como a gente usa a nossa boca. A gente viu há pouco o quanto aquele que busca justiça, ele age bem com a boca. E aqui não deixa de ser diferente. Ora, a gente pode imaginar...
que as nossas expectativas buscam...
Que Deus resolva problemas, que Deus seja interventor em algumas coisas. E muitas vezes a gente se coloca como interventor em algumas coisas. E a relação com Deus parece que é eu entendo o mundo e peço ajuda a Deus. E não eu peço a Deus para entender o mundo que estou enxergando. A gente chega com o conceito do contexto analisado para Deus e pede ajuda.
E eu acho que a gente perde um pouco de entender. Aquilo que o mundo me apresenta, a gente não pergunta. Deus, me ajuda a entender o que eu estou enxergando. A gente diz, eu estou enxergando isso, Deus. Me ajuda a resolver isso aqui. Eu tenho esse problema na vida, Deus. Resolve isso pra mim. E não diz assim, de tudo que está acontecendo na minha vida. Pai, o que é problema?
Porque algumas coisas que eu enxergo como problema, não são problema. Algumas coisas que eu enxergo e peço como solução, na verdade, serão problema na minha vida se acontecerem. A gente vai a Deus em busca do entendimento, não de como resolver as coisas.
mas para até entender o que são essas coisas. É mais profundo. E isso trata de gente que está pronto para falar com Deus e para ouvir a Deus. É por isso que parte daquilo que a gente tem falado e batido todo ano aqui é sobre a importância de ouvir a Deus e obedecer. Se você não tem estado conosco, é o que a gente diz assim, olha, tudo na nossa vida.
O que é que Deus está falando com isso? O que é que Deus está falando com esse problema? Que problema do meu coração está sendo revelado? O que é que eu ainda não entendi? É ouvir e obedecer. A gente tem tratado mnemonicamente de dizer, olha, isso é o oxigênio, é o O2, é ouvir e obedecer a Deus. É a dinâmica desse respirar na caminhada com Deus, é ouvir a Deus em tudo e obedecer a Deus em tudo. Ah, aconteceu, você abriu o trabalho na segunda-feira e já começou pipocando um bocado de problema.
Por que o senhor colocou esse problema diante de mim, senhor? Me ajuda a perceber onde é que o senhor quer que eu me encaixe aqui. E percebendo, me ajuda a obedecer. Para isso, você precisa estar no meio de comunidade, para ter, inclusive, contabilidade, prestação de contas, de gente para te ajudar nesse processo.
Essa relação do texto com tantos momentos onde o que dizer é importante e como ouvir é importante, não é exclusivo do livro de provérbios. Vocês viram um tempo atrás aqui na EBD um pouco daquilo que vem lá.
de Tiago. Tiago, no capítulo 3, é uma ódio essa questão. Olha, assim também a língua é um pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vejam como uma fagulha incendeia uma floresta. Ora, a língua é um fogo, é um mundo de maldade. A língua está situada entre os membros do nosso corpo e contamina o corpo inteiro. E não só põe em chamas...
Toda a carreira da existência humana, mas também ela mesma é posta em chamas pelo inferno. Pois toda espécie de animais, de aves, répteis e seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano. A gente doma tudo. Como é que a gente não consegue domar a nossa língua? E mais a língua ninguém é capaz de domar. É mal incontido. Incontido.
E sendo mal incontido, ou que a gente não consegue conter, é cheio de veneno mortal. Com ela, bendizemos o Senhor e Pai. Também com ela, amaldiçoamos as pessoas que são criadas à semelhança de Deus. Quem entre vocês é sábio e inteligente? Opa, voltamos para o tema da sabedoria. Mostre as obras. De que forma? Em mansidão de sabedoria.
Mediante sua boa conduta. Se, pelo contrário, vocês têm em seu coração inveja, amargurada e sentimento de rivalidade, não se glorem disso, nem mintam contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto. E é ele que vai dizer que toda bodádiva vem do alto. Se não me engano, no capítulo 1, versículo 18, 8. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto. Pelo contrário, é uma sabedoria terrena, animal e demoníaca.
Existe uma sabedoria que se apresenta como sabedoria. E para se apresentar como sabedoria, precisa se mostrar como certo. Sabedoria não é fazer o que é certo. Porque existe uma maneira de fazer isso que não só não é do alto, mas é terrena, animal e demoníaca.
A igreja não está comprometida com o que é certo no mundo somente. A igreja tem de agir...
sabiamente. Porque os desejos de resolução de justiça a partir daquilo que consideramos correto, na verdade, são a causa de muitas das desgraças no mundo. Isso começou a partir de um culto errado que um irmão fez lá em Gênesis, onde um irmão matou o outro irmão por causa do culto que um fez certo e o outro fez errado. Caim e Abel representam um senso de injustiça, nosso senso de injustiça em relação à situação terrena enquanto escondemos nossa raiva diante.
de Deus por como ele trata as coisas. Sabedoria não é simplesmente agir corretamente. Sabedoria é caminhar corretamente de uma maneira que honre
o nosso próprio propósito de intervenção no mundo. Porque tem como agir corretamente em função de destruição e tem como agir corretamente em função daquilo que Deus quer fazer na nossa vida. Ora, sabedoria se mostra com verdade e mansidão. Normalmente, a língua se perde. Nossa língua se perde muitas vezes.
E como isso tem sido frequente, irmãos, notar nuances na minha caminhada no pastoreio. Acho que nos últimos três meses, a quantidade de vezes que eu sentei diante de pessoas que, caminhando na busca daquilo que é correto, passaram da linha. Não foi uma, não foi duas, não foi três, não foi quatro, não foi cinco.
Nosso coração, ele precisa estar conectado. Eu não estou falando de uma coisa que precisa acontecer. Ele está conectado a algo. Ele precisa, é uma necessidade do coração estar conectado a algo. E o coração está conectado sempre a algo. E por aquilo que o coração está conectado, a gente é atraído.
É natural. Nosso coração é atraído pelas coisas nas quais ele está conectado. O problema é ele sempre estar conectado a algo. E aquilo ao qual ele está conectado não necessariamente é ruim.
mas tendo uma proporção grande na nossa vida e por isso que o nosso coração tem que estar diante de Deus sempre. Porque coisas boas vão chamar o nosso coração a estar conectado com elas de uma forma desproporcional. Estando desproporcionalmente conectado, se alguém tenta mexer nessa coisa, o nosso coração se descontrola. Quantas vezes? Pensa aí.
no último mês, você já não falou de uma maneira que não devia com alguém da sua família, com alguém do seu trabalho. Às vezes pode não ser até uma questão de raiva, pode ser até uma fofoca. Quantas vezes?
Já contei essa história milhões de vezes aqui, de um pastorzinho de mais de 80 anos que foi dar uma palavra sobre o pastor e alguém fez uma pergunta polêmica a ele sobre um pecado muito viral, vamos dizer assim, muito chamativo dentro da igreja. E o pastor, com muita parcimônia, disse eu nunca vi uma igreja ser destruída por esse pecado que você está falando aí, meu irmão. Mas por fofoca e pela língua, eu já vi muitas vezes a igreja ser dividida.
O poder que tem aqui. A gente precisa entender que não é só... Ah, beleza, entendi, Rodrigo. Não, é uma luta que vai ser constante no nosso ser, irmãos. Entre o que a gente pensa que deve ser dito e o que deve ser dito. Ou pelo menos a forma que deve ser dito. A palavra de Deus não é contra a ira nem a raiva de uma forma em geral.
Deus colocou como propósito todas as nossas emoções. E elas têm um propósito. Muitas das coisas que acontecem no mundo de transformação de injustiça vieram de indignações no começo. Indignações foram propulsores de transformações no mundo. A palavra de Deus não vai falar de uma indignação, de uma raiva.
alguma coisa ruim. É tanto que, acho que o pastor Marquinhos falou lá de Efésios capítulo 4, 26, disse irai-vos, mas não pequeis. Então, é para irar. Mas existe uma forma de irar e responder de uma forma com a sabedoria que é do inferno e demoníaca, existe uma forma de irar-se e responder. Porque quando você vê, eu me lembro de uma figura, os mais antigos aí, que eram do meio...
culto de teologia, vamos lembrar, existe um sketchzinho que um pregador fez, um dos jeitos de contar sobre esse propósito da ilha foi a pessoa que vê o carrinho de supermercado na vaga do carro do estacionamento. Que absurdo como é que aquela pessoa deixou aquele carrinho ali naquele lugar onde a pessoa estaciona e agora não sei o quê. Está certo você se indignar com essa pessoa? Está. Olha o propósito da indignação como serve para você ir lá.
Tirar o carrinho e colocar no lugar correto. Sem isso, não haveria nem a necessidade dessa transformação. Na verdade, alguns vão falar do texto de João Crisóstomo, que é um historiador, um dos pais lá do início da escrita sobre a vivência de igreja. E aí ele vai dizer, olha, aquele que não se ira...
não importa com a qual seja a causa que poderia causar essa ira, ele peca. Porque é uma paciência sem raciocínio nenhum.
ela, na verdade, é a cama no qual se deitam boa parte dos nossos vícios. Ou seja, não se importar com as coisas, não se indignar, na verdade, é um fruto de vícios que temos, que achamos que não devemos perder o nosso tempo com as transformações do mundo. Então, não é que a gente não deve ir lá, porque ele continua dizendo isso, na verdade, só alimenta a negligência e incita apenas os maus.
E também os bons a fazerem o que é errado ou impedirem de fazer o que é o certo. O que a palavra de Deus é contra é as nossas emoções de forma desordenada. É quando aquilo que não é feito com mansidão e sabedoria, e por isso que aqui o texto de Provérbios está sempre tratando, olha, o sábio...
ele não joga do coração para a boca rapidamente. Ele usa a palavra tardio em irar-se, que é o mesmo conceito que está lá em Êxodo, quando descreve Deus a respeito da sua ira em relação ao povo. Veja, Deus é aquele que é tardio em irar-se e age com misericórdia por gerações.
Tardinho em irar-se. Não é não irar-se. É ser tardio em irar-se. É, vindo isso, você saber como isso te afeta. Porque te afeta de várias formas. É destrutivo. Keller vai falar... Eu não sei se você estava falando especificamente de provérbios ou raiva nesse contexto.
Mas ele vai dizer que a raiva é desintegradora. Na minha cabeça, parece... A imagem que eu tenho é da... Sabe daquele do filme do Oppenheimer, quando está tratando da bomba atômica? Da imagem que eles colocam para a gente, da reação em cadeia que acontece ali no núcleo do átomo. É um negócio que começa e sai desenfreado. Ele sai destruindo todas as coisas. A raiva é desintegradora.
E essa frase que ela fala, rapaz, isso é muito verdade. Ela é desintegradora. Porque ela desintegra primeiro o corpo. Ou você já não ficou doente de tanta raiva? Você teve tanta raiva que deu um cansaço em você. E muitos vão dizer que afeta de um jeito talvez até maior que a ansiedade.
O estresse que isso causa no corpo, como que o sangue fervilha, a causa depois, o que te acomete. E muitas vezes isso é realimentado através de amargura. Desintegra o corpo, é desintegrador. Destrói você biologicamente.
Não só destrói você biologicamente, destrói as suas relações. Estava caminhando no Uber essa semana e o cara começou a falar de política lá, não sei o que e tal. Eu disse, meu irmão, bicho, tem tanta gente que perde familiar por causa de política. Eu não consigo entender. Os caras estão rindo da gente. Esses caras estão rindo da gente. Na verdade, o diabo está rindo da nossa cara enquanto a gente relega relações por causa de política.
Não estava na pregação isso não, mas sempre me veio à cabeça a imagem de Napoleão. Não Napoleão imperador, mas de tantos loucos que são colocados na frente da gente, às vezes aquela imagem do cara que está no antigo existente hospício, com o chapéu de Napoleão dizendo, eu sou Napoleão. Meu amigo, se tem...
Alguém que está fazendo um negócio muito disparate da realidade para você, primeiro, a raiva que vem do seu coração precisa ser filtrada de uma forma tremenda. Mas, antes de tudo, algo que me ajuda muito é dizer assim, para Napoleão, você bate continência. Então, se alguém chega para mim e diz, eu sou Napoleão, rei da França, eu entrar na conversa com esse cara,
Qual é a inteligência que demonstra da minha parte de eu tentar provar para o cara que ele não é o rei da França? Então, quando Napoleão se apresentar diante de você, segue o barco, meu irmão. Tente impedir, talvez, que ele cause outras destruições.
E eu estou falando aqui, Napoleão, Napoleão é sua mãe, seu pai, você, seu marido, sua esposa, seu filho. E os filhos, você já se imaginou debatendo com seu filho. E eu vejo isso muito acontecer, pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus, não debata com seu filho. Não é nada não, mas muitas vezes você quer entrar, quer provar para ele que você está certo. Ele não tem a cabeça de lhe entender.
Ele não tem a capacidade de entender. Você leva ele o máximo que você conseguir, depois beleza. Ah, mas não quero tomar banho. Compreendi, muito obrigado pela sua informação. Vamos tomar banho. Está anotado.
Isso, para mim, só revela uma coisa. A gente tem uma crise de controle com o ponto da caminhada no qual o outro está. A gente quer que ele entenda tudo aquilo que nós entendemos, não esquecendo que só entendemos o que entendemos e achamos que entendemos a mais que ele, a diferença do que eu entendo para o que ele entende, ou o que eu acho que entendo a mais que ele para o que ele entende, quem foi que conseguiu? Fui eu?
Ou tudo que me é dado é graça? Porque se tudo que me é dado é graça, inclusive o maior entendimento que eu acho que tenho dele, eu não tenho nada mais que ele. Deus só me deu a graça de perceber a realidade de um jeito diferente e eu não devo ter orgulho de nada disso. Só devia ter mais misericórdia da vida dele, porque eu não cheguei até onde eu acho que eu estou por minhas forças. Deus me deu isso. Se Deus não tivesse me dado isso, eu estava no mesmo lugar.
Percebe como o Evangelho está na teia de como a gente responde essas coisas e como o livro de Provérbios está numa base da vida, mas que, tipo assim, quando você vai ver, é explicado pela graça do Evangelho e pelo sacrifício de Cristo Jesus? E a gente vai chegar mais a fundo nisso. Ele desintegra o nosso corpo.
Ele desintegra nossas relações e ele desintegra nossa mente. Você já percebeu, depois de muitas vezes que você agiu com raiva, ou que você falou coisas no momento, como que depois você vai pensar o seguinte, onde que eu estava com a cabeça? Se você não é devagar na raiva...
Você não consegue nem ser tão raivoso quanto você imagina. Ou quantos de vocês não pensaram, meu irmão, eu devia ter dito isso. Cara, como é que eu não me lembrei desse xingamento? Nem para xingar, você com raiva consegue. Veja, ele destrói sua cognição, cara. A gente tem que entender que aquilo que falamos precisa estar submetido.
a autoridade e o reino de Cristo. E muitas vezes, oportunidades vão deixar de ser, vão passar. Mas a gente tem que entender primeiro. O nosso coração, ele é conectado. Ao que ele é conectado? Ao que ele é conectado? Porque uma das formas de entender a raiva é entender o amor que está por trás da raiva. Porque a raiva revela um amor grande.
A raiva, ela se apresenta como um amor a alguma coisa que está sendo ameaçada e ela age...
em resposta àquilo que está sendo ameaçado. Seja como uma resposta a uma ofensa, eu estou demonstrando uma ferida e estou me protegendo, ou estou protegendo alguma coisa que eu valorizo muito. Ela intervém na ameaça de alguma coisa que a gente ama. Pergunta o que a gente ama tanto para responder dessa forma. Então, a primeira coisa a gente considerar, depois disso que a gente colocou aqui, é o que eu estou amando tanto que está me colocando tão descontroladamente e até a próxima.
a responder essas provocações da vida. Porque o Evangelho, ele ajuda a gente a agir no mundo. O Evangelho, ele é um imperativo de como devemos agir no mundo.
Parece que isso é aula para as pessoas dizerem anotado. E a igreja inteira, estou dizendo igreja não mosaico somente, a igreja brasileira, esquece que o evangelho atua em como devemos reagir ao mundo. Porque a gente, sabendo como deve agir ao mundo, quer arranjar desculpa em momentos de como reagir. O evangelho implica na nossa vida em como devemos reagir.
Não há desculpa para sair do evangelho na forma que reagimos às injustiças, às ofensas, tudo aquilo que é colocado na nossa frente. Estava...
conversando com meu filho recentemente e dizendo, olha, que a professora disser sim senhor, sim senhora. Ah, é justo, não é injusto. Eu digo, meu amigo, é sim senhor. Para professor, é sim senhor e sim senhora. Não importa o quê. Oxa, Rodrigo, não é muito pesado isso, não?
Tem um princípio por trás disso, chama o princípio de autoridade. Se ele não consegue fazer isso em relação a uma autoridade, ele não vai conseguir fazer com nenhuma, nem vai conseguir imprimir isso em relação às outras pessoas. Porém, porém, a não ser que você esteja sendo desrespeitado e ofendido.
Aí você levanta a mão e diz assim, professor, professora, você não tem direito de falar isso de mim. Você estava te chamando de babaca, otário, idiota, burro, estúpido. Aí você só levanta a mão e diz, professora, assim não. Ah, mas ele foi injusto. Não tem problema, meu filho. Aí você traz para casa, a gente conversa, e a gente leva para a coordenação. E na coordenação, a gente resolve aquilo ali que foi injusto para você. Mas na hora...
Se não há injustiça sendo acometida contra você, desrespeito sendo acometido contra você ou outra pessoa, sim senhor, sim senhora, e a gente trata em seguida. Até na forma de agir, eu gostava muito, sabe de quê, meus irmãos? Eu gostava muito de participar de briga, mas eu gostava de participar de briga apartando. É bom demais. Você não precisa se preocupar com nada. Pode ser a menor briga possível, eu chegar na voadora, nos peitos, assim, pá, e sairia correndo, o cara nem viu.
Eu adorava separar a briga. Acontecia um muvuca, eu ia lá e bati e saía. Essa ação despreocupada, ela é cheia de erros. Ah, Rodrigo fez uma coisa certa, apartou uma briga. Adorava, velho. Não é fazer o que é certo, é estar imbuído de propósito naquilo que se faz. Porque, veja...
A raiva, ela pode... Ela vem pra consertar as injustiças, beleza? A aplicação dessa indignação pode destruir o motivo pelo qual ela foi gerada. Porque aí agora pessoas te causam raiva e você quer destruir as injustiças e destrói o quê? As pessoas.
Então, quando isso vai tomando conta de nós, a perspectiva do mundo vai tomando conta de nós com o que tem que acontecer no mundo e o nosso pensamento está voltado quanto às pessoas, a gente se perdeu do evangelho há muito tempo.
Não tenho texto completo aqui, mas um dos textos de Martin Luther King mais maluco que tem é que ele diz assim, o nosso amor pela justiça é tão grande que a gente quer salvar as pessoas dos segregacionistas e quer inclusive salvar os segregacionistas. O nosso amor não é para destruir o segregacionista, é um amor tão grande que a nossa injustiça não vai contra ele. Vai contra a injustiça.
E protege ele da sua própria injustiça, inclusive. Se for necessário, vai para a cadeia, mas busca no fim de tudo salvá-lo e não destruí-lo. Nosso propósito de vida no mundo é de salvação das coisas. Então, quando as pessoas acometem injustiça a nós, o nosso propósito de destruir as injustiças precisa estar comprometido com salvar as pessoas, inclusive que acometem. Na nossa ação. Vejam que peso. Vejam que peso, irmãos.
Um pouquinho mais na frente, vai dizer que, no Provérbios 16, vocês vão ouvir isso, mais na frente é que é melhor ter paciência do que ser um herói de guerra. E aquele que domina o seu espírito é melhor do que o que conquista uma cidade inteira. Percebam a dificuldade, que é dominar o próprio espírito.
Exige reconhecer a raiva, exige analisar o que está fazendo nossa língua responder daquela forma e enxergar por detrás qual é o amor que está levando as pessoas a se irarem do jeito que se iram, inclusive conosco. Por estar pronto a receber qualquer tipo de disciplina, tanto estar pronto a segurar esse ímpeto que é a nossa língua, como estar pronto a ser exposto.
Tentar entender. Cara, se o sacrifício de Cristo Jesus resolve o meu e o seu problema de identidade, se o sacrifício de Cristo Jesus resolve o meu e o seu problema de identidade, o que as pessoas falam sobre nós não deveria conseguir nos deixar para baixo. Porque a nossa identidade está segura em Cristo Jesus.
Isso deveria ser uma base para, por mais injusto que seja o comentário do outro sobre mim, eu conseguir enxergar um pontinho de verdade que me ajude a crescer. Porque, provavelmente, a crítica do outro, por mais enfodada que esteja, deve ter algum pontinho que fala a verdade sobre mim. Por isso que a gente tem brincado aqui, a brincadeira que o pastor Paulo Júnior fala, diz, rapaz, você quer falar mal de alguém? Fala mal de mim.
Porque talvez o meu irmãozinho lá do trabalho não aguente falar mal dele. E o evangelho devia preparar meu coração. Ela dizia assim, rapaz, deixa que eu fale mal de mim, porque isso só representa uma imaturidade. A pessoa só não chegou ainda, cara. Ela ainda está preocupada em, deixa eu falar mal de mim, não tem problema, pô. Eu não vou ficar com raiva, não.
Nosso coração tem que ser levado, meus irmãos, a esse tipo de maturidade. E você deve estar pensando, caramba, Rodrigo, aí é demais. Não, aí não é demais, não. Isso é evangelho. O evangelho quer levar a gente para esse lugar. Se a gente quer desistir da caminhada do evangelho, bota uma conta logo agora. Porque pelo menos você não se ilude achando que está achado, que você está perdido. E talvez em algum momento lá na frente você vai ser achado.
O que é perigoso é você achar que o evangelho quer levar até um ponto onde ainda se justifica que você se irá com as pessoas e tentar destruí-las.
ou achar que o seu coração não é para ser trabalhado por Cristo Jesus, até chegar a um ponto de cada vez menos se importar com o que estão falando de você. E quando falar de você, você se irá de um jeito que busque contornar a situação. Porque perceba, a gente começou lendo aqui que a palavra branda desvio furou e a palavra dura suscita ira. Mas no versículo 2 ele diz, olha, a língua dos sábios adorna o conhecimento. Veja.
Não é falar uma coisa que é mentira, não é falar a resposta branda. Ela vem dentro de um contexto de ira. Ela desvia o furor. Eu me lembro de Matrix, né? Ela desvia o furor. Num contexto de ira, ela desvia.
A palavra dura suscita ira. E veja, a língua dos sábios adorna o conhecimento. Não é que ela vai mudar a verdade. Ainda é verdade, mas ela fala a verdade de um jeito que é como se fosse uma coroa. Mas a boca dos insensatos derrama, talvez, verdades, mas acabam sendo tolices. Termino.
falando do custo disso. E tem um custo, parece que é só captar a mensagem e fazer desse jeito. Não, para fazer isso você precisa absorver. Você precisa absorver muita da raiva que você tem. E você precisa, para controlar a forma que você responde, absorver muita da raiva que você tem sobre você. E às vezes até um pouco adoecedor mesmo. Já participei de muitos encontros e muitas conversas. Eu disse, meu Deus, de onde é que eu tirei tanta paciência? Eu não consigo entender.
Um dia depois, minha energia já não estava aquela toda. Diz, rapaz, estou meio mal aqui. Isso vai nos afetar. Também. Mas com o propósito de salvação da criação do mundo. De conseguir, talvez, através do autoinfligido impacto da raiva, não destruir relações, pessoas e minha própria cognição. Mas salvando minha cognição, talvez até adoeça um pouco por um tempo.
mas no propósito de salvar as pessoas, refreando minha língua. Porque o que é que eu mais amo? Aí agora começa o bicho a pegar. Eu amo mais a mim mesmo ou eu amo mais a Cristo? Porque se eu amo mais a Cristo, aí sim eu aplico a minha raiva, não sobre os outros. Eu absorvo o impacto dessa raiva de um jeito que eu consiga falar para os outros. Isso vai envolver um custo.
E aí eu faço a pergunta para que a gente entenda o que é o Evangelho. Porque a crise do judeu é que não tem como Deus ser totalmente amor e totalmente justiça. Ou ele pune o pecado, ou ele deixa passar e não pune o pecado. Ou ele ama e aí Deus é totalmente justiça e Deus é totalmente amor.
A forma que Deus resolve esse problema é maravilhosa, porque Ele pune o pecado completamente em si mesmo. Ele carrega todo o peso de toda a injustiça e de toda a raiva que devia aplicar nas pessoas e nas pessoas entendam a mim e a você. E se você fizer uma retrospectiva de uns três dias para trás, você vai encontrar muita coisa aí. E Ele podia responder fulminando a sua vida. Ah, Rodrigo, fulminando é demais!
Se você entra numa sala de dois políticos corruptos, quantos reais de roubo devem ser suficientes para você exclamar injustiça? Vou denunciar vocês. Quantos reais de roubo? Qualquer um.
para um Deus que é puro, perfeito, santo, o quanto de pecado para a sua glória fulminadora ele deve tolerar perto dele a ponto dele não deixar de ser santo. Nenhum. Qualquer variação de santidade pela própria essência da natureza de Deus é necessário que seja fulminada da sua presença, senão ele deixa de ser santo. Por isso que a sua presença é fulminadora, porque qualquer coisa que deixa de ser absoluta precisa ser fulminada.
Se eu e você dizemos assim, eu entrei lá, estava a corrupção rolando, mas foi só um mil reais. E você está debatendo com o que deixou passar um milhão de reais. Cara, os dois são corruptos. Em Deus não há corrupção. A minha presença diante dele é impossível. Haveria fulminação pelo menor das mentiras que eu contei essa semana.
Mas eu estou aqui de pé, não fui fulminado. Por quê? Porque ele causou a sua própria ira aí sobre ele mesmo. Ele absorveu toda a raiva. E essa raiva foi aplicada em favor, porque a raiva, ela age em favor de proteger aquilo que a gente mais ama. Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu próprio filho para que todo aquele que crê que isso é a vida, não pereça e não seja queimado. E por causa disso ele decidiu se queimar e se fulminar na cruz.
Porque tinha uma coisa que ele amava mais. E você, criação.
A gente segue agora, meus irmãos, no Evangelho, sabendo que vai custar o nosso sacrifício, mas que antes de custar o nosso sacrifício, custou o sacrifício dele por nós. E agora, se a gente entender esse sacrifício, a gente não tem desculpa. A gente não tem desculpa de entender esse sacrifício por nós, de agir de outra maneira. Me lembro de um pastor que jogando bola, e eu tenho um problema do caramba jogando bola.
Fui ser chamado para uma pelada de um prédio vizinho. Eu me mudei agora. Os meninos do prédio vizinho chamaram meu filho para brincar. E eu fui para a pelada do prédio vizinho. Cheguei lá, o cara que ganhou ou perdeu a partida. Tem um bocado de gente. Um menino, 16, 17 anos, sei lá. Perdeu a partida. Uma galera esperando. Ele pegou a bola e saiu com a bola. Na hora, o homem carnal aqui, o véio de 40 anos, no meio dos meninos, disse Poxa, cara, é perdedor assim? É perdeu, vai sair com a bola no prédio dele?
Veja, está dentro de nós, meus irmãos. A gente não foi chamado ao mundo para tratar de justiça destruindo as pessoas.
mas salvou na criação. Da mesma forma que fomos salvos por toda a ira sendo colocada diante de si mesmo por Cristo Jesus. Que a gente saia no ímpeto de estar preso. Estava falando a história do pastor e toda vez que ia acontecer um negócio desse no jogo, ele disse assim, não desce da cruz, não desce da cruz, segura. Quando vi que ia acontecer alguma coisa, os amigos dele diziam assim, não desce da cruz, fica preso na cruz.
Isso tem sido, Rodrigo, não desce da cruz, não. Fica aí pendurado na cruz. Na hora que acontecer, lembra da cruz. Fica pendurado nessa cruz aí. Não desce dela. Porque Cristo Jesus te salvou para que a gente pudesse caminhar atrás dos caminhos dele. E ele foi parar na cruz, que a gente possa fazer isso uns pelos outros. Amém? Deus, obrigado pela tua palavra.
Pai, faz com que a gente se submeta às justiças, Senhor Deus, e às palavras proferidas sobre nós, a tudo aquilo que a Tua palavra declara, Senhor Deus, mas também exorta, disciplina, cuida do nosso coração, trata a nossa vida, Senhor Deus. Que a gente esteja no mundo, Senhor Deus, com as nossas indignações para tratar das injustiças, mas querendo salvar, Senhor Deus, não destruir.
Não nos dá desculpa, Senhor Deus, para agir injustamente, nos dá um coração propenso a pedir desculpa rápido, a se arrepender rápido, um coração arrependido, Senhor Deus, com muita facilidade e tardio em irar-se, Senhor Jesus. Não é um coração que não se ire, porque isso mostra indiferença, Senhor Deus, mas é um coração que queira se irar por buscar a Tua justiça, e não a nossa, Senhor Jesus.
E queira refletir no mundo a partir daquilo que é uma ação mansa e sábia, Senhor Deus. Atuando contra toda injustiça, Senhor Deus. Mas querendo salvar, Senhor Deus, aqueles que foram cooptados, Pai, pela prática da injustiça. Tu nos resgataste, Senhor Deus, quando ainda éramos inimigos Teus, Senhor Jesus. Nos ajuda a entender isso e que...
O pecado ainda nos chama, Senhor Jesus, a agir de maneira a te ferir, de ferir contra os teus propósitos no mundo, Senhor Jesus. Toda a nossa forma de ação, pelo que a gente acha que deve ser feito, é destruidora e desintegradora de nós mesmos, das relações, da nossa cognição. Nos ajuda a enxergar, Senhor Deus, no Evangelho.
o tanto de injustiça que o Senhor enxergava, Senhor Deus, e decidiu diante disso, Pai, diante do clamor dos Teus discípulos de perguntar, toca fogo em toda essa cidade, porque eles não entenderam nada? E o Senhor respondeu, Pai, perdoe-se, que não sabe o que faz. Ó Senhor Jesus, Tua resposta final devia estar no nosso coração. Nos ajuda, Senhor, a caminhar contigo e ter o privilégio de viver isso. Em nome de Jesus. Amém, amém.