Fliperama de Boteco #533 – Dossiê Game Boy
Neste episódio especial do Fliperama de Boteco, Guilherme Dellagustin, Renato Guardia e Marcos Melo embarcam em uma viagem pela história completa do portátil que revolucionou a forma de jogar videogame em qualquer lugar. Relembramos sua criação, o desenvolvimento do projeto liderado por Gunpei Yokoi, a filosofia por trás de seu hardware, a disputa contra concorrentes […]
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Guilherme Dellagustin
Marcos Melo
Renato Guardia
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Recomeça em altíssima velocidade mais um Flipperama de Boteco. E hoje estamos aqui com uma formação que fazia tempo que não aparecia. Estou eu, Guilherme DJ de Lagostim, aqui das Alemanhas. Temos também o nosso ilustre Dr. Mark Mellow lá da Boca do Acre. E aí, doutor?
Opa, é nós!
Olha aí, cara, apresentados hoje na Velocidade da Luz. Isso aí, cara, vai jogar hoje em baixa resolução com 4 tons de meio cinza, meio verde aí.
Olha, boa, boa, numa tela, como é que chama, Dot Matrix em português, né, que a tela que chama do Game Boy, matriz de pontos.
Poxa, exato, isso aí. E o nosso outro rapaz aí, o homem que não pode ver um console retrô, nosso amigo de Indaiatuba, Renato Original.
Rapaz, eu tô me sentindo aqui velho, né, cara, que não é Na época, ghosting era o rastro que deixava na tela do Game Boy, né? Hoje o ghosting é dar o perdido na paquera, né, cara? Sei lá.
Não só na paquera, né? Acho que hoje se usa pra qualquer um aí, é dar um ghosting aí, né?
Exato. Tá negociando com o cara, o cara sumiu porque vendeu o teu console aí pra outra pessoa.
É isso aí, ghosting. Que coisa maravilhosa, né, cara? Que hoje em dia a gente vai ver que inclusive teve ghosting aí na história do desenvolvimento do console, de várias formas. Então não é novidade não. Então temos aí uma abertura rápida hoje. Vocês têm algum comentário aí? Pergunte ao Marcos, pergunte ao Renato. Renato, comprou alguma coisa recentemente aí? Gastou teu rico dinheirinho com console retrô ou tá só na fissura?
Cara, comprei um controle de Mega Drive da Hyperkin.
É isso?
Eu acho que fala Hyperkin, mas que controle maravilhoso, mano! Chama Squire. Como funciona bem, cara! Como— nossa, cara, que gostosinho de jogar! Peguei na promoção da Amazon, sem conto, perfeição aqui jogando Mortal Kombat no Mega Drive na TV de tubo.
Metendo o Out of Fatality no Eternal Champions agora, então.
Oxe, será ruim, hein? Puta merda, hein? Que joguinho!
Como é o formato desse controle? É, Renato, ele é 6 botões, tipo um fighting pede ali, o formato do Mega de 6 botões ou do Saturn.
Isso, isso. E cara, ele é pesadão assim, certo?
É uma pegada consistente, mas não é o de 6 botões do Mega, porque eles têm uma réplica lá de 6 botões do Mega que é bem parecidinha assim.
Ah, esse já distorce um pouquinho, cara. Ele não parece muito assim fiel ao visual padrão do Mega, mas ele lembra, né? E assim, como eu vi lá naquela promoçãozinha honesta lá, né, falei: "Ah, vamos ver qual é que é." Daí surpreendi, viu? Puta capricho de controle.
Eu fico imaginando o que que passa assim quando os cara que trabalharam nesses hardwares aí na época, que ainda estão vivos por aí, né, veem esse mercado assim, ficam pensando: "Cara, nunca deve ter imaginado que essa parada ia ser tão longeva, né, que hoje em dia ia ter empresa que o modelo de negócio da empresa é vender controle para console antigo." Cara, que coisa louca, né, cara?
Fico pensando nisso também, cara. Assim, hoje em dia eu acho, vou abrir outra pauta aqui, né? Hoje em dia eu acho muito mais legal jogar coisa velha do que na época, cara, que você tem muito mais recurso, né, cara? Tu tem EverDrive, tu tem controle diferente. Os controles hoje são possuídos, o, cara, o save state habilitado no EverDrive, cara, quer coisa melhor que isso não existe, cara. Você joga no consolinho com o timerzinho bonitinho. Aí tu mete um save state lá, cara.
Olha que coisa linda! Eu já sou muito minimalista, cara, acredita? Eu usufruo de muita coisa assim atualmente de emulação, principalmente porque a gente pega muita coisa que, sei lá, era muito difícil na nossa época de jogar, e hoje com os recursos que a gente tem fica mais acessível, né? E até com hardware mesmo, né? Eu, por exemplo, eu comprei, acho que ano passado ainda, um controle da 8BitDo, né? 8BitDo, que ele é bem pequeno, cara. Vou mandar foto para vocês aqui, ó, tá aí na pauta.
Esse daí, verdinho, ele parece um pouco até os Joy-Con ali do Switch, né? Ele tem o mais, menos, é bem parecidinho, mas ele é pequeníssimo, cara.
Dá até para te usar ele como chaveiro se quiser também. Ele é pouco coisa maior do que aquele meu consolinho que eu uso como chaveiro, que agora eles estão com dificuldade para mandar para o Brasil, né, por causa da Estação de Alfandegares e uma série de outras burocracias, mas Quando tava mais fácil comprar.
E eu que ainda uso o meu PSP, cara, para emulação assim.
Até guerreiro, eu usei o meu por um bom tempo, cara.
O meu PSP é um modelo 3000 que eu comprei em 2009, cara, e eu uso ele até hoje. Ele tá desbloqueado, obviamente, né? E aí tem os seus emuladores ali. Então quando eu quero jogar 8-bit, Mega Drive, ou o, como é que é, o GBA. GBA roda incrivelmente bem assim no PSP. É tudo no PSP, cara. A telinha dele é um pouco ainda deixa a desejar, né, pela resolução e pelo brilho, mas para jogar dentro de casa e tudo fica perfeito assim. Dá para jogar ainda muita coisa do Play 1 nele, só que tem um probleminha ali que aí eu não consigo fazer o meu save state no Play 1, né?
É porque é nativo, né?
Que é nativo. Mas os jogos de Play 1, eles até, eles eram mais fáceis, né, cara? Como eles tinham save, eles eram mais fáceis. Não quer dizer que não precisa, alguns deles não precisa de save state, assim, ajuda, né? Mas eles eram um pouco mais acessíveis já nessa época em termos de dificuldade. Mas é isso aí. E eu tô querendo assim, eu tô com Switch aqui que tá desanimado, pegando pó. Eu tô pensando em desbloquear ele. Eu vi que hoje tem umas opções bem bacanas assim para de repente ele virar o meu console de emulação, que aí eu vou ter um pouco mais de possibilidades aí.
Mas muito bem, né, galera? Acho que fizemos essa pauta dentro da pauta aí. E podemos ir para o assunto de hoje aí, né? Vamos, vamos chamar a vinheta, hein? Bora lá, bora lá, chama na vinheta então.
Esse podcast só existe graças a todo mundo que ouve, que apoia, que compartilha, e os apoiadores que conseguem com um dinheiro ajudar o nosso servidor a ficar aberto, nosso podcast, nosso bar. E eles são Charles Souza, Clênio Toto, Damião Nubipai, Darlei da Silva Santos, Fernando Floriano, Lionel Freitas, Luciano Cerejo, Luiz Felipe Ferreira, Maxwell de Castro, Rafael Sahab, Roni Vasconcelos, Rui Dias Soares, Stefano Aragão, Yori Cachorro, Dr.
Octopus, Francisco Martins, Galáctica Phantom, Área Industrial e o Paulo Almeida.
Fala aí, galera, valeu pelo donate, tamo junto, é nóis! Voltamos da vinheta e o assunto de hoje você já viu aí na capa do podcast. Hoje não é dia de joguinho, bom, não é dia de um único joguinho, né, mas é dia de console. Faz tempo que a gente não traz aí essa série, que é a série dossiê de consoles, e hoje a gente vai falar do dossiê do Game Boy. Game Boy, que é um portátil de mão desenvolvido pela empresa japonesa Nintendo, foi lançado em 1989 no Japão e Estados Unidos e 1990 na Europa.
E desde seu lançamento, o brinquedo, entre aspas aqui, né, é um brinquedo, né, se tornou um sucesso instantâneo. Hoje em dia já é brinquedo de adulto também. Em poucas semanas vendeu 1 milhão de unidades nos Estados Unidos, e até 2013 estimava-se que 118 milhões de unidades do Game Boy e do seu sucessor Game Boy Color foram vendidos em todo mundo. É considerado um ícone da cultura da época dos anos 90, e dentro da Nintendo o portátil foi desenvolvido pela Research and Development 1, para alegria do Alexandrinha, Muito bem, vamos falar o nome em português que é o Pesquisa e Desenvolvimento 1, que é um departamento lá, ou o R&D 1, vamos chamar de PID 1, isso aí, PID, uma das suas famosas divisões internas liderada pelo lendário Kumppei Yokoi.
Então, lançamentos: 21 de abril de 1989 no Japão, 31 de julho de 1989 nos Estados Unidos e 28 de setembro, bem mais tarde, um ano depois, de 1990 nas Europa. Veja você, assim como DS, o Game Boy não possui trava de região. Veja você, número 2, os jogos possuem uma trava em que eles precisam conter uma cópia idêntica do logo da Nintendo, que é comparado com o logo exibido ao ligar o aparelho. Caso não tenha logo ou seja diferente, ele não liga.
Ouvi dizer recentemente que o pessoal da Argonaut lá tinha conseguido pular essa trava quando eles estavam ali querendo mexer com os consoles da Nintendo, né? Tem toda essa lenda de como eles chegaram na Nintendo para depois ir fazer o Star Fox lá, né? E tinha essa coisa deles meio que hackearem o Game Boy, tudo, né? Como Game Boy tinha limite de memória, os cartuchos usavam também os famosos chips MBC, que expandem o espaço disponível da ROM.
Isso é uma coisa que também teve muito no Nintendinho, teve muito no Super Nintendo, né? E não podia deixar de ter também no Game Boy.
Vamos aos episódios relacionados recomendados?
Então temos vários aqui. Bora para o Flipper número 6 sobre Donkey Kong Land. Bora para o Flipper 28 sobre Castlevania: The Adventures. Flipper Homem de Boteco 177. Agora vem os dossiês aqui. Dossiê Atari 2600. 217, dossiê Nintendinho. 295, dossiê Master System. E agora joguinhos. 313, Super Mario Land. 365, dossiê 3DO, 342 Dossier PC Engine, 398 Kirby's Dream Land pro Game Boy, 498 Ninja Gaiden Shadow, 456 Castlevania 2: Belmont's Revenge com a Clarice do Castlevania Database, e 461 Pokémon Red, Blue e Yellow.
Olha aí, eu achei que a gente tinha jogado mais, a gente tinha gravado mais jogos aqui de Game Boy. De repente a gente não Não catou todos aqui, mas só que eu também não lembro de nenhum que me veio na cabeça agora.
Sim, não, ele dizia que até que a gente assim gravou bastante coisa assim comparado, não sei, talvez com uma boa parte da portosfera brasileira, né, que portáteis é um tema que não é tão recorrente, né, entre a galera mais nostálgica, né, pelo menos no mainstream, é mais de nicho.
Eu tenho algumas dívidas aí com Game Boy, por exemplo, eu tô há muito tempo que eu quero jogar o Zelda: The Link's Awakening, e eu quero jogar a versão original, não quero jogar do Switch não. Até gostaria em algum momento, mas primeiro eu quero jogar o original. E esse aí, se eu não me engano, tem até versão color, mas eu acho tão charmoso, cara, essa tela do Game Boy, aquele, a arte que o pessoal fazia com aqueles tons de esverdeado, que quando, mesmo quando tem as duas versões ali, às vezes eu prefiro jogar a versão preto e branco ali, né, ou do verde, verde e preto.
Aí eu colocaria ainda, cara, mais uma indicação aí, 294, que é o Tetris.
Ah, esse não podia faltar, né, cara?
Jogos mais importantes do Game Boy, cara.
Verdade, verdade.
É, apesar de que esse episódio ele fala sobre a história do Tetris como um todo, né? Ele não é o Tetris do Game Boy, mas é o Tetris faz parte, é uma parte importante da história do Game Boy. Inclusive vai estar na pauta aqui. E como que vocês tiveram seus primeiros contatos aí com o Game Boy? E não só o primeiro contato, de repente se vocês quiserem falar aí, é um console que vocês jogam bastante, não jogam, já tiveram bastante experiência com a biblioteca, como que é a relação de vocês com o Game Boy?
Então começa por quem?
Ah, tem isso, né, o host aqui ele joga a pergunta e... Pode deixar o Márcio aí, cara. Vamos lá, Dr. Marcos Mello, começa pelo doutor aí.
Muito bem. Ó, cara, eu diria que o meu contato com Game Boy por um longo tempo ele foi muito virtual, né, muito virtual. E enquanto um jovem de classe média baixa ficava na carência, né, cara, eu tinha muita vontade de ter um Game Boy. Só fui ter muito tempo depois o console mesmo. Inclusive eu acho que a emulação do Game Boy conheci primeiro antes de ter o console mesmo, né, é que eu tive ali já pelos começo da década de 2000, tive o Color já, né, que tinha sido lançado 98 e tal.
Mas eu via muito nas revistas os jogos do Game Boy Super Game Power, na Game X, qual era a outra, Ação Games e tal. E eu tinha muita vontade, por exemplo, cara, tanto que são jogos que volta e meia eu rejogo, de jogar a série Donkey Kong Land, né, e a série Super Mario Land também, né, que a gente já gravou aí um episódio também. E aí depois, cara, conheci o emuladorzinho lá, eu acho que era o Visual Boy, não lembro no qual deles era, que rodava, né, os jogos do console e tal, depois fui jogar Pokémon e tudo mais.
E quando eu tive o meu Game Boy Color. Eu cheguei inclusive até o cartucho do Pokémon Yellow, né, o do Kirby's Dream Land também, que a gente já gravou essa história, já contei também do Kirby. E do Zelda Link's Awakening eu tive o Link's Awakening DX e tive também o Legend of Zelda Oracle of Ages do GB preto e branco mesmo, que eu lembro assim de ter tido cartucho foi do Zelda Link's Awakening, né. Aliás, o DX já era Game Boy Color, né.
O Yellow, Pokémon Yellow, e o Kirby mesmo. Não lembro agora de ter tido outro, acho que todos os outros cartuchinhos que eu tive já eram da época do GBC.
E chegaste a conseguir fazer troca-troca de monstrinho com teus amigos usando o cabo de Zelda lá ou não?
Cara, não, velho, eu não conhecia ninguém até que tinha um Game Boy, cara, além de mim. Tá dizendo, cara? Integriu o Amazonas era assim. Infelizmente não cheguei a ter.
Cabo de Zelda, você foi sensacional, hein?
Gostou dessa aí, Renato?
Gostei.
Eu pesquei o que você falou.
O doutor não percebeu a brincadeira.
Não pesquei, cara, deve ser um dialeto da Alemanha.
Eu falei que tu tinha que usar o cabo Zelda.
Ah, pô, cara, olha, foi tão natural que para mim nem estranhei, hein. Pois é, pois é.
Eu acho que no Brasil deve ter até um fenômeno aí que dois Game Boys nunca deve ter chegado a menos de 2 km um do outro. Que era tão, naquela época, era tão inacessível, né, que era muito difícil de ter isso aí, né. Imagina, ia ter que fazer um cabo quilométrico aí para dois amiguinhos poder jogar um contra o outro.
E mais, eu nunca cheguei a ver os outros modelos do Game Boy, sabia? O tijolão, nunca vi pessoalmente. Nunca vi aquele que era um pouquinho menor, não era Game Boy Micro, como é que chamava? Pocket. Nunca cheguei a ver.
Isso aí era bonitinho.
Pois é, era mesmo. Já fui ver só no colo. E volta e meia tu encontrava, tinha anúncio de promoção e tal, só que enfim, né, vai com o Marcos de 10 anos, 9 anos, convencer a família comprar um Game Boy e trazer lá da PQP para o Amazonas.
Não, você imagine, né, quando todo mundo aí já tava ganhando seus Mega Drives, seus Super Nintendos, eu tava no Atari ainda e choramingando para o meu pai, para minha mãe me dar um videogame novo que foi quando eu ganhei o meu Master System Compact, aquele, o 3, né, que ainda vinha com Alex Kidd na memória, não vinha nem com o Sonic. O Sonic eu ganhei cartucho depois. E por muito tempo fiquei ali, né, e eu só fui depois assim, as coisas melhoraram, né, começaram, as vacas começaram a engordar, né.
Aí eu ganhei um PlayStation em algum momento, e depois do PlayStation aí eu só fui ter outros videogames com meu próprio dinheirinho do meu trabalho. Assim, né? Então foi aquela época, era complicado. E tu, Renato, como é que tu teve aí o teu contato com o jogo menino?
O jogo menino, então eu contei algumas vezes aqui já no podcast que em algum momento lá, não sei que série exatamente eu tava, cara, se era uma sexta, uma sétima série ali, tinha um colega que tinha um, né? Aí eu não sei por que o Game Boy dele passou uma semana comigo. Acho que a gente deve ter trocado uns videogames para jogar alguma coisa coisa assim. E eu acabei ficando com Game Boy dele emprestado, né? Tinha o Tetris, ele tinha Kirby, tinha Mario Land, mais alguma coisinha lá.
Tipo, emprestou para mim o starter pack, né, cara? Tudo que ele tinha lá, que deu para se divertir assim absurdo. Gastei várias pilhas.
Devolveu o Game Boy com tanque cheio?
Já me emprestou sem pilha, cara. Você ativa essa aí, mas a pilha você que banca, cara.
Não era fácil, cara. Porra, tinha que gastar um rico dinheirinho com pilha aí, né? Isso que não era o Game Gear, né? Ainda tinha um desempenho bom.
E o meu—
não, vai lá, termina aí a tua história.
E só para assim, gostei tanto do Game Boy, cara, que na época lá de alugar fita lá na Pro Games, cara, eles tinham Super Game Boy para alugar também, né? Daí tu alugava o Super Game Boy mais umas fichinhas ali. Eu várias vezes peguei jogo de Game Boy para trazer para casa para jogar no Super NES.
Caceta, o cara alugava o Super Game Boy para jogar jogo de Game Boy no Super NES, mano. É, tem que gostar mesmo do negócio, né?
Era muito divertidinho.
Vai pagar, era o mesmo preço fita de Game Boy, fita de Super Nintendo?
Acho que não, cara, acho que era mais barato. Só que assim, alugando o Super Game Boy ficava mais caro, né? Acho que só o Super Game Boy já vai ser o preço de um aluguel de uma de Super Nintendo.
Aí realmente é complicado, mas interessante aí que tu teve essa experiência.
Olha, cara, tá me vindo um número na cabeça aqui, acho que custava R$2,50 para alugar a de Super Nintendo, aí o Super Game Boy tipo custava R$2 e cada joguinho de Game Boy para alugar custava R$1,50.
Nossa, no final ficava mais caro alugar do que jogar o jogo.
Não, ficava, cara. Mas era divertido.
Fazer o quê, né, cara? Não alugava Game Boy, né?
Eu acho que em algum momento antes de eu ter um Game Boy, eu conheci um colega que tinha o cartucho do Super Game Boy, cara. Agora qual jogo tinha, esses detalhes não vou lembrar, mas eu quase certeza que eu já vi aquele tijolão que tu encaixava o cartuchinho.
Ainda tenho esse Super Game Boy, eu comprei um depois de um tempo.
Faz um videozinho para nós aí mostrando teu Posta aí, né?
Posta no YouTube aí pra gente diversificar o conteúdo.
É bem tosquinho, cara, mas pluga a câmera do Game Boy nele, tira umas fotos com o teu Super Nintendo.
Dá pra fazer, ligar numa bateria de carro, tirando foto aí, pior que funciona.
Então, cara, o meu contato, eu lembro em algum momento, não sei quando, porque eu imagino que tenha sido ali no no início dos anos 90, porque deve ter demorado um pouquinho para chegar o Game Boy no Brasil. Eu acho que no Brasil só tinha por importação, né? Eu não lembro se a Gradiente ou alguém trouxe Game Boy, mas em algum momento lá no ensino fundamental eu tinha um colega, acho que o nome dele era Diogo, e ele levou. Ele era um dos meus amigos assim, era do círculo de amigos, né?
Ele levou. Círculo é too much, né? Eu tinha até demais, eu tinha um ou dois, não era popular, não, fundamental.
Geralmente o círculo de amigos quando tu é nerd é um power trio assim, né?
É, mas é um triângulo, né? Não é um círculo, né? Não tem isso, fazer um círculo. E a maioria da galera era dos videogame, né? Era nerdzinho também. E ele trouxe uma vez, só que não foram muitas vezes assim, não sei por quê, mas ele só trouxe uma ou duas vezes o Game Boy. E eu nem lembro de ter jogado muito, foi muito pouco. Eu lembro de ter ficado com aquela sensação quero mais, né, de gostar mais. Só que eu lembro dele ter trazido o Super Mario Land, né.
Então talvez, bom, Super Mario foi também um jogo de lançamento Game Boy, então foi esse que eu vi a primeira vez. E depois, assim, muito, muito tempo depois, quando eu tava na faculdade, eu fui na casa de um amigo lá em Santa Catarina, que a gente ia pousar na casa dele para ir na Oktoberfest, e o irmão dele tinha um Game Boy Color. E aí eu joguei joguinhos lá. Eu lembro de ter jogado, acho que era o The King of Fighters 95, Game Boy Color.
E fora isso foi emulador, né? Eu lembro que na época da febre do Pokémon eu joguei, eu só que eu acho que eu não cheguei a terminar, mas eu lembro de longe, eu lembro de botar a Magikarp para treinar lá para depois ela virar, evoluir, né? Essas coisas, mas tudo no emulador. E aí hoje em dia, de tempos em tempos, a gente joga um joguinho de Game Boy ali, né? No meu Game Boy oficial da Sony, que é o PSP, né? E é isso aí, mas eu não tive tanto contato com o Game Boy.
Inclusive eu tenho vontade de explorar mais a biblioteca do Game Boy. Acho que a gente até podia explorar mais como podcast. A gente acabou de descobrir que gravamos pouco Game Boy e tem bastante. Até o Super Mario Land, a gente podia gravar o 2 e tudo. Vamos explorar mais aí essa biblioteca maravilhosa aí. Ou Link's Awakening, quer jogar também, tem bastante coisa. E foi isso aí então, né?
Tem muito. O Game Boy é um console console, console da Xuxa, cheio de hidden gems, cara, cheio de joias escondidas aí, cara. Recentemente eu já comentei essa história também, mas vale citar essa. A gente tem um clássico aí dos fiascos dos jogos que é o Daikatana, né? E dizem que o Daikatana do Game Boy é um jogo muito bom, cara. Eu tenho muita curiosidade de jogar.
Dizem, foi inclusive o Renato que andou falando isso aí recentemente, não?
Muito legalzinho, viu, cara?
Sim, ele lembra o Halo, que o Renato vai trazer daqui a pouco, inclusive.
Opa, bora lá então falar sobre o desenvolvimento desse pequeno consolinho guerreiro aí. Primeiro vamos começar setando aqui o plano de fundo, né, o famoso background. Trouxe alguns veja-vocês para essa sessão de desenvolvimento. Primeiro veja-você é sobre a própria Nintendo. Nintendo, né? Ela foi fundada em 1889, sim, 1889, como uma empresa que fabricava cartas de Hanafuda, que obviamente é um jogo de cartas, e permaneceu principalmente no ramo de jogos de cartas e tabuleiro até o meio para o fim da década de 60.
Lá na década de 60, um tal de Gunpei Yokoi, ele se juntou à Nintendo em 65, e ele trabalhava na manutenção das linhas de montagem lá das fábricas de cartas, que era o negócio principal da empresa. No ano seguinte que ele se juntou, teve uma visita do presidente do Hiroshi Yamauchi à fábrica, e essa visita ela mudaria tanto a vida do Yokoi quanto a empresa em si para sempre. O Yamauchi notou que o Yokoi ele tinha feito um brinquedo lá nas horas vagas para se entreter, que era uma mãozinha lá que se estendia assim.
Eu nem fui muito atrás, mas na minha imaginação era tipo aquelas, sabe aquela luva de boxe de dar soco assim? Só que ou era, não sei, aquelas que tu aperta e fecha a mão. Eu imagino que era um negócio desse. Chamava nesse momento, ainda era só uma coisa lá que o Yokoi tinha feito. E o Yamauchi, ele curtiu o negócio e disse: rapaz, vem cá, tu vai agora "Vamos fazer isso aí virar um produto e produção em massa dessa parada." E esse aí acabou se tornando um brinquedo chamado de Ultra Hand, que foi a primeira de uma linha depois de brinquedos assim que o Yokoi desenvolvia e que transformou a Nintendo, né, trouxe a Nintendo ou diversificou os negócios da Nintendo e que fez com que ela eventualmente no futuro entrasse também no ramo dos videogames e dos portáteis e se tornasse essa gigante que a gente conhece até hoje.
Então o Yokoi, ele tem um papel muito importante na história da Nintendo. Em algum momento anterior a 1972, não sei exatamente o ano, é assim que tá na história, a Nintendo ela criou o primeiro time de desenvolvimento eletrônico, o Pesquisa e Desenvolvimento, que no inglês é o Research and Development, e colocou o Gunpei Yokoi para liderar esse time. No final de 72, o grupo tinha cerca de 20 pessoas E mais tarde, em 78, ele foi dividido em dois times: o Pesquisa e Desenvolvimento 1 e o Pesquisa e Desenvolvimento 2, sendo que o Gunpei Yokoi ficou como líder do time número 1, né, do PID-1.
Até o início do desenvolvimento do Game Boy, a PID-1 tinha trabalhado no Super Ben Sidio Game Watch, que era uma série de minigames, né, em vários jogos de arcade, incluindo o icônico Donkey Kong, e também vários jogos para o Famicom ou Nintendinho.
Tem uma historinha aí, cara, que é— eu não sei se é lenda, mas até tá escrito no livrinho aqui que diz que o Yokoi talvez tenha tido a ideia do Game Watch quando ele tava andando de trem ou metrô lá e viu um cara brincando com uma calculadora.
Essa é uma lenda conhecida, cara. Eu acho que não tem por que não ser verdade, não.
Eu não sei se é lenda. Eu acho que, bom, se é lenda, ela Ela vem do próprio Yokoi, se eu não me engano. É assim que ele conta a história, né, que ele diz que ele viu lá o cara apertando o número numa calculadorazinha de bolso no metrô, viu que o cara tava entediado e disse: tá aí, vamos fazer um brinquedo para substituir essa calculadora aí. Próximo Veja Você aqui de background: a série de mini jogos Game Watch, lançada em 1980, tirou a Nintendo do vermelho vendendo 40 vendeu 33,4 milhões de unidades no mundo todo durante toda, né, sua história de produção, com os diversos jogos que saíram na linha Game Watch.
E a empresa, ela foi de ter uma dívida de 7 a 8 bilhões de ienes, que são cerca de mais ou menos 50 milhões de dólares ajustados pela inflação hoje, para ter 4 bilhões de ienes no caixa, né. Então ela reverteu aí a situação da empresa e provavelmente fez que ela pudesse investir em outros projetos. E em 1983, a Nintendo lançou o seu primeiro console caseiro no Japão, o Famicom. Minto, não foi o primeiro console caseiro no Japão, porque ela já tinha lançado alguns joguinhos ali que era tipo clones de Pong, que agora não lembro.
Color TV Game.
Color TV Game, isso, exatamente. Mas esse aqui foi o primeiro console de fato com processador computador, com cartucho, com tudo, né, que a gente identifica, né, hoje como um console mesmo, que foi o Famicom, e que foi lançado em 1985 nos Estados Unidos como Nintendo Entertainment System, ou NES, ou como a gente chama de Nintendinho. E o console foi desenvolvido pelo departamento rival, que era a Pesquisa e Desenvolvimento 2. E esse departamento, ele acabou roubando um pouco o protagonismo do Game Watch e da Pesquisa e Desenvolvimento 1 e do próprio Yokoi dentro da empresa, né.
E agora começa de fato a história do desenvolvimento do Game Boy, e eu dividi ela em alguns capítulos aqui. Primeiro capítulo é a missão. Em 10 de junho de 1987, o Gunpei Yokoi e a Pesquisa e Desenvolvimento 1 receberam do Yamauchi, o presidente da empresa, a missão de criar o sucessor do Game Watch. Por um preço abaixo de 10.000 ienes. O Game Watch, né, o Ball, que foi o primeiro jogo do console, que na verdade cada console era um jogo diferente, né, os minigames era cada um era um único jogo, ele foi lançado em 28 de abril de 1980 por mais ou menos 5.800 ienes, que corrigido pela inflação japonesa hoje é 7.640 Yenes.
Para você ver como a inflação japonesa é pequena, né, cara. O negócio foi lançado em 80 e o preço não subiu tanto assim. Mas se fosse pegar aí o dólar, ou se você pegar no Brasil, nem dava nem para fazer de tanto que mudou de moeda, né, nem teria como. E o time do pesquisa e desenvolvimento, ele já tava pesquisando novas opções de tela até para ver qual seria a evolução do Game Watch. E já de começo eles decidiram usar um tipo de tela chamado de dot matrix, que a gente traduziu aqui como matriz de pontos.
Esse é o tipo de tela quando você tem assim aqueles equipamentos antigos que tinham até linha de LCD, que você vinha ali, letrinhas e coisa, normalmente era formado por pixels, né, que eram os pontos. E aqui hoje é muito fácil a gente pensar nisso porque a gente pensa resolução, é tudo pixel, esse tipo de coisa. Mas na época as telas normalmente, né, as mais famosas eram as telas de tubos de raios catódicos, CRT, que não eram formadas de pixels, né?
O negócio era analógico, era, tinha um, como diria a gente aqui, né, canhão de raios catódicos.
E a imagem ela era formada por um canhão, né, que varria até da tela, um canhão de elétrons. E aí, aonde aquele canhão iluminava com elétron lá, ia acender o que tivesse lá. Mas aquilo não era um pixel, é aquela coisa totalmente diferente a tecnologia, né? Enquanto nessas telinhas de matriz de pontos você ia lá e dizer eu quero que esse ponto específico aqui esteja ligado ou desligado, que no caso aqui era bloqueando ou não bloqueando luz, né?
Que ele era isso que ele fazia. Isso já tava tão enraizado ali na, no time que por causa disso o codinome do projeto acabou sendo Dot Matrix Game ou DMG, que acabou sendo também o código do produto que tá estampado na carcaça do Game Boy lá, como DMG-01. Esse aqui por algum motivo me lembra o tanque lá do Metal Slug. Ele não tinha também uma códigozinho parecido com esse?
Não, né?
Pensei que você ia falar DMC do DeLorean Motor Machine lá.
É verdade, tem também, tem também.
Eu sei que o veículo, eu só lembro da capa do jogo lá, que é Super Veículo 001, né? Não sei se tem uma sigla lá.
Pode crer.
Ah, era SV, não era? Tipo SV-001. De repente é isso que tá me dando essa memória, hein. Bom, o próximo capítulo aqui é a discórdia. Enquanto o Gunpei Yokoi, ele queria que o portátil fosse um produto simples, um verdadeiro sucessor do Game Watch, com poucos elementos gráficos e, por exemplo, sobreposições físicas de tela para construção dos diferentes cenários. Não sei se vocês lembram como é que era o Magnavox, que o Magnavox ele era um Pong, mas que tu botava lá um negócio de celofane na frente da tela, que aquilo era o cenário.
Então o Gunpei Yokoi, ele tava pensando uma coisa parecida com essa assim, que ia ser um joguinho genérico que tu botava esses negócios por cima, não ia ter cartucho, nada, ia ter um ciclo de produto curto assim, ia ser uma coisa rápida. Enquanto ele queria, ele tinha essa visão, O cara que era o segundo em comando ali da Pesquisa e Desenvolvimento 1, o Satoru Okada, ele já tava mais com sangue no olho aqui. Ele queria algo mais complexo e a visão dele era que fosse um console com gráficos, com funções complexas, com cartucho intercambiável.
Basicamente ele queria fazer um Famicom, um Nintendinho portátil, né? Segundo ele mesmo aqui, fala dele: eu era o diretor assistente de pesquisa e desenvolvimento 1 e tivemos muitas discussões sobre isso. No final, ele, Yokoi no caso, cedeu e me disse, irritado: "Está bem, faça o que quiser." Então eu perguntei: "Certo, mas você está me dando total responsabilidade?" E como ele respondeu sim, eu fiz do Game Boy o meu projeto. Yokoi apenas deu sua aprovação.
No fim das contas, o Game Boy é muito mais parecido com o Famicom do que com o Game Watch. O hardware era bom o suficiente para oferecer uma grande variedade de jogos e estávamos prontos para receber desenvolvedores externos com kit de desenvolvimento de verdade, manuais de instrução, algum suporte, etc. Essa fala aí vem da revista Retro Gamer, edição 163. E aqui ele cita também, ele cita não, mas eu vi em algumas fontes, né, dizendo que um dos problemas do Famicom é que quando ele foi lançado ele não tinha material para as third parties desenvolver jogo.
Não tinha kit de desenvolvimento, não tinha nada. Então esse era um problema que ele já queria ter resolvido aqui quando lançasse o Game Boy. O Gunpei Yokoi, ele era contra a visão do Okada, provavelmente por seu ressentimento aqui que ele tinha com o Famicom dentro da empresa, né? Porque a equipe, né, tanto o PID-2 quanto o console, eles meio que tinham roubado um pouco o brilho ali, o protagonismo o nome do Gunpei Yokoi, e ele queria evitar qualquer semelhança do Game Boy com o Famicom, que acabou não sendo.
Ainda bem, né, porque eu acho que teria sido uma história muito, mas muito diferente assim. Eu risco dizer que talvez a gente não tivesse o Switch hoje, né, se não tivesse DS, não tivesse um monte de coisa, se tivesse a visão do Gunpei Yokoi. E eu não sei se a gente teria Nintendo Porque se a gente for parar para pensar, a linha de portáteis da Nintendo foi o que segurou ela por muito tempo enquanto ela tava indo mal, né, com os outros consoles ali.
Então o Gunpei Yokoi, que uma vez salvou a Nintendo, se ele não tivesse cedido à pressão do Okada, talvez ele tivesse colocado ali um preguinho no caixão da Nintendo. Mas aí resolvida essa questão, e o Okada agora estando na frente do projeto com a visão dele, Começa então a busca pela tela, que é o próximo capítulo. Nessa época, a tecnologia de tela de cristal líquido, ela tava em alta no Japão, né? Tinha muita coisa, TVzinha portátil, tinha, ou tava ainda para sair, mas tinha relógio e tudo, e tava avançando bastante, né?
Mas a busca pela tela, ela não foi assim tão fácil, né? Que o time de desenvolvimento, ele foi atrás de várias empresas, ele foi atrás da Epson, da Matsushita, que acho que depois virou Panasonic, Sony, que tinha assim um monte de empresa, só que ninguém deu bola para a Nintendo, nem mesmo a Sharp, que era uma parceira com quem eles trabalhavam para fazer o Game Watch, né, provavelmente porque eles não acreditavam no projeto assim.
Só que uma empresa ela se interessou de imediato, que foi a Citizen, e a Citizen ela era uma empresa estabelecida no ramo de relógios, só que ela também fazia telas de LCD tanto para os seus próprios relógios quanto para outros aparelhos, e eles apresentaram duas telas para Nintendo. Uma delas era em preto e branco e uma era colorida. A em preto e branco ela ia custar 1.300 ienes e a colorida custaria 3.900. Claro que dentro das limitações do projeto, né, pessoal acabou decidindo pela tela preto e branco, não só pelo custo, mas também pela questão do consumo de energia, porque a tela colorida ela consumia muito mais energia.
Tá aí o Game Gear para provar, né. Conversa vai, conversa vem, a Nintendo já tava tudo meio discutido ali, fez um acordo de boca com a Citizen para usar a tela deles. Já tava com todos os detalhes do contrato certinho, mas não tava assinado. Porém, naquele mesmo dia em que o pessoal da Citizen tava lá, quando eles estavam de saída, tava entrando uma delegação da Sharp que veio para ter uma reunião com o Yamauchi. E depois dessa reunião, Yamauchi cagou uma regra lá, cagou uma ordem dizendo: acaba com esse acordo fica com a Citizen, aí vocês vão trabalhar com a Sharp.
E né, imagina, cultura de trabalho japonesa, os cara lá já tinham, né, não tinha apertado a mão, porque mas tinham feito ali o seu, sua curvadinha, né, pro pessoal da Citizen, tava tudo certo. E agora, né, eles iam ter que dizer não para Citizen. E rolou aqui uma grande picaretagem, né, um migué, um caô da Nintendo, que o pessoal da pesquisa e desenvolvimento 1 foi lá para a Citizen e falou: então vamos precisar adiar essa assinatura aí por 3 semanas.
E aí nessas 3 semanas eles criaram um design falso de um portátil que usaria a tela colorida da Citizen e disseram para um dos engenheiros, Yoshihiro Taki, que ele ia ter que falar para a Citizen que apesar da Nintendo ter fechado acordo com a Sharp, eles tinham esse design do consolidador da tela colorida, que dentro de alguns meses, um ano, eles iam voltar a falar com a Citizen para produzir esse outro console com a tela colorida.
E aí ele foi lá: toma aqui o design, então a gente vai se ver, e tchau. Nunca mais foram marcar, vamos marcar, e nunca mais foram atrás da Citizen. E aqui entra um parêntese muito interessante, que em 1990 a Sega lançou o Game Gear, certo, com tela colorida. O Yoshihiro Tak comprou um Game Gear para abrir e ver qual era do console, né? Nessa época o Game Boy já tinha sido lançado, já tava sendo relativo sucesso, ele já tava indo bem.
Ele abriu o Game Gear e aí ele viu que tinha uma tela da Citizen e olhou o design do console e segundo ele próprio é um design muito parecido com o design falso que a Nintendo tinha entregue para a Citizen. A Citizen, claro, nunca admitiu ter compartilhado esse design com a Sega, mas fica aí um veja você de que talvez a Nintendo tenha participado do desenho do Game Gear, só querendo dizer que eles sabiam que não ia funcionar por causa da tela colorida, do consumo de energia, de tudo, e tinham feito só para dar um migué na Citizen.
Então, "yeah, bitch, do it!" Talvez eles sem querer tenham passado a perna na Sega por tabela. Aí, E próximo capítulo, o processador. Com o assunto da tela resolvido, o console ele ainda precisava de um processador central, e a escolha mais lógica ela seria o MOS 6502, que era aquele processador muito famoso que a gente sabe que tava no Commodore, né? Ele foi feito para os computadores da Commodore lá, o VIC-20, né, o PET, o Commodore 64, e no Japão Tinha uma empresa que era a Ricoh, que ela tinha licença para fazer esse processador lá, e era o processador do Famicom.
Então seria a coisa mais lógica pegar esse processador, uma versão mais nova, miniaturizada, para botar no Game Boy, possivelmente mais otimizada, né, para utilização de energia também, né? Exatamente, possivelmente mais otimizado. Então a Pesquisa e Desenvolvimento 1 tentou entrar em contato com a Ricoh, só que aí rolou uma furadinha de olho de dentro da própria empresa, que o pessoal da Pesquisa e Desenvolvimento 2, né, o presidente, o presidente não, o diretor desse outro departamento que tava trabalhando no Super Nintendo, que já tinha sido anunciado, o Masayuki Uemura, ele falou: não, não, não, vocês não vão lá falar com a Rico que eles estão trabalhando no processador do meu videogame aqui e eu não quero ninguém atrapalhando essa parada, vocês vão ver outra coisa.
Aí eles eles foram falar com o pessoal da Sharp, né? Só que só a Ricoh podia fazer aquele processador 6502, tá? Era a única que tinha licença para fazer aquilo lá no Japão. E o pessoal da Sharp, eles faziam já processadores baseados no Zilog Z80. E aí eles disseram, bom, tem aqui, né? Então acabou saindo que o Game Boy saiu com processador da Sharp, que é um processador que tem um nome um pouquinho diferente, é o SM83. Que é uma mistura do Intel 8080 com o Zilog Z80, com algumas coisas ali que é própria Nintendo, deve ter influenciado de tal, eu quero assim, assim, assado, que ele é customizado mais ou menos o próprio Game Boy.
E ele fazia parte de um System on a Chip, que a gente chama hoje, que é quando tem um chip com várias, é um SoC com várias coisas. Então a Sharp fez esse chip que é o LR35902, que incluía o processador, processador e mais um monte de coisinhas. Eu li em algum lugar que incluía o chip de som e o chip que fazia o vídeo direto nesse chip, só que eu não achei muitos lugares para validar. Então talvez seja isso, talvez não seja, mas no fim o processador ele acaba sendo mais parecido com o processador do Master System do que com o processador do próprio Nintendinho, que é uma coisa maluca.
Então DJ, fazemos mais umas observações aqui sobre o i3-5902, né, esse processador fabricado pela Sharp. Eu dei uma pesquisada aqui e o que acontece, a Sharp aproveitou uns projetos um pouco mais antigos ali, né, que era justamente o que você falou ali do 8080 com, e o Zilog Z80. Bom a gente fazer uma observação aqui e separar o 8080 do 8086 e 8088, né. 8086, 8088, eles Eles deram origem ao que a gente chama de x86, né, que a gente usa nos PCs hoje em dia.
Ah, só o 8080 é outra pegada. Aí o que aconteceu, eles pegaram o 8080, usaram ele como base e acresceram algumas melhorias do Z80, mas não tudo, cara, porque eles cortaram muita coisa do Z80. Então ele não funciona exatamente como um Z80, ele seria um Z80 mais simplificado, só que ele tem toda a gama 180. Ficou um negócio bem híbrido mesmo, né? E isso foi bom porque, para manter a eficiência energética, então a ideia era você manter um consumo baixo para 4 pilhinhas AA ali durar pelo menos 10 horas ligado, né?
Ele no Game Boy clássico de 1989, ele funciona 4,19 MHz, e no Game Boy Color, que já é evolução ali do, em 1998, ele funciona a 8,38 MHz, já dobra.
É, se eu não me engano, ele acabou sendo mais poderoso que o Nintendinho, né, em termos de processador. Sim, ele é mais forte que o Nintendinho, é porque tinha um processador que acabou ficando com clock maior mesmo sendo um portátil. Aqui a limitação não era nem a tecnologia de processador, porque afinal a gente já tá em 87 e o NES foi em 83, são 4 anos de diferença. Então obviamente já tinham processadores mais poderosos, só que a gente tem que lembrar que a gente tá falando de um portátil que vai ser alimentado a pilha, né?
Então isso tem que ser levado em consideração. E mesmo assim, né, que eles provavelmente poderiam ter baixado, se eles quisessem, a velocidade do processador para economizar mais ainda, mas eu imagino que eles devem ter dito: ah não, a gente precisa desse clock aqui pra fazer o que a gente quer que o console faça. Apesar de que quando a gente compara os jogos do Nintendinho e os jogos do Game Boy, os jogos do Game Boy não são mais avançados assim, ou muito mais avançados do que o do Nintendinho, né?
Até porque por uma questão de limitação do uso daquele hardware, né? Como ele vai ser usado de uma forma portátil, às vezes o jogo ele tem que ser mais simplificado, até porque ele não vai ser um jogo tão longo, né? Esse tipo de coisa. Então eles acabam sendo realmente jogos de 8-bit, né. Quando a gente olha para o Game Boy Color, ele, apesar de ser de 8-bit, ele tem alguns jogos que eles já dão aquele passinho a mais, né. Você vai pegar ali uma Shantae, vai pegar até aquele Metal Gear lá, versão desse 8-bit.
Tem muitos jogos, ou Alone in the Dark, né. Então a gente vê que ele já, já deu uma boa avançada até no tipo de jogo, não só no hardware, né? Mas aqui no Game Boy a gente ainda tinha meio que esse espírito do 8-bit mesmo, né?
Essa, como eu posso dizer, é o efeito de você trabalhar com esse processador híbrido aí acabou gerando uma linguagem amigável assim para a galera da programação, né? Então hoje em dia, cara, a galera do desenvolvimento, do homebrew, tá ativa até hoje. Então você Tem lançamentos Game Boy ali na comunidade até hoje, muitas coisas interessantes.
Game Boy, essa comunidade homebrew, eles têm umas ferramentas muito bacanas assim. Eu acho que tem um kit de desenvolvimento que é bem simplificado e até uma coisa assim que nem precisa programar muito, de puxar assim, de ligar caixinha, coisa. Eu sei que tem um negócio que é mais amigável especificamente para fazer fazer RPGs, clones de Zelda, aquela visão de cima que ele já é uma engine assim, né? Então já facilita bastante.
Mas tem muito desenvolvimento. Inclusive vou recomendar aí, tem um joguinho para o Game Boy Color que é feito por um brasileiro que se chama— é, não lembro agora, acho que é alguma coisa— howdy, como é que é? Ai, gente, me deu um branco agora. É uma coruja, é uma corujinha. Eu vou procurar depois, eu completamente me esqueci agora, mas é bem bacana. Joguei um clonezinho de Zelda bem pequenininho, combate não é muito bom, mas a historinha bacana, o visual bacana, é bem legal.
Dá para comprar lá no Itch.io super baratinho, versão compra ROM, né, joga no emulador e tudo. Vamos então para o próximo capítulo da história aqui do desenvolvimento, que é a parte mais vamos dizer assim, contundente da história, talvez, que é o cancelamento do projeto. Isso chegou a acontecer no verão de 88. Chegou a hora de apresentar o protótipo do Game Boy para o Yamauchi. E após esse primeiro teste, né, botaram o protótipo na mão do Yamauchi, tinha lá reunião, ele pegou, deu uma olhadinha, jogou assim, disse: "Cara, não consigo ver nada", né.
Essa tela aqui. Vamos cancelar esse projeto, né? Não tem, porque a visibilidade da tela era muito ruim, em especial com relação ao ângulo de visão, né? A gente sabe que os LCDs hoje eles têm um ângulo de visão muito bom, mas mesmo quando eles começaram era qualquer coisa, tu inclina a cabeça um pouquinho para o lado, tu já não vê muito. Então nessa época, né, ainda que a tecnologia tava bem no começo, essa tela em especial que a Sharp tinha dado para eles, ele tinha um problema muito grande com a relação ângulo de visão.
E aí eles tentaram dizer para o Yamauchi: ah, não, mas tem que olhar desse ângulo e dá para a gente fazer aqui umas coisas para tentar resolver. Ele disse: não, não quero saber, cancela. Cancelou. E aí que se especula é que já tinha muita influência interna dentro da própria Nintendo que não gostava do Game Boy, né, achava que ia ser um fracasso e tudo, que chegou no ouvidinho de Yamauchi lá antes, né, da reunião, já vinha trabalhando, dizendo: olha, isso aí vai dar ruim, vai ser uma vergonha para empresa e coisa.
E aí ele, né, cancelou, né. E também o Yamauchi, ele já tava com 60 anos nessa época, né. Então talvez o pessoal tivesse pensando que ele ia indicar um sucessor em algum momento. E o Gunpei Yokoi, por toda a história dele dentro da empresa, era um dos possíveis nomes para essa sucessão, né. Então esse também era um fator. De repente alguém tava tentando furar o olho do próprio pro Yokoi ali para tirar ele dessa jogada, né. Mas fora da RD-1 ali, da PID-1, tinham muito ceticismo quanto ao Game Boy, que era até apelidado de Dumb Game, que Dumb, que era a sigla, né, D-U-M-B, Dumb Game, que significa sem esperança em japonês.
Demorei um pouco para sacar. Segundo a autobiografia do Gunpei Yokoi, esse cancelamento deixou ele muito deprimido, assim, a ponto de ter sido diagnosticado com desnutrição, que não tava comendo por causa dessa parada, e que ele também pensou em tirar a própria vida por causa disso. Então foi uma coisa muito forte. Bom, imagina, né, ele tava trabalhando naquele projeto por muito tempo e eu acho que ele tava vendo ali que a carreira dele, né, os próximos passos da carreira dele Dependiam muito do sucesso desse projeto, senão ele ia voltar a fazer Game Watch ali, que já tava no fim da vida daquela linha de produtos, né?
Só que muitos membros aqui da equipe, eles foram realocados para outros projetos. O Okada, ele foi dirigir um outro jogo lá, que é tipo um adventure, e ficou com muito pouca gente ali na equipe fazendo o que eles estavam de volta trabalhando no Game Watch e tal. Só que o Yokoi e o Yoshihiro Take entre alguns outros ali, eles continuaram trabalhando no projeto Game Boy, só que em segredo, né, desafiando a ordem do presidente. E nesse trabalho incluía alguns contatos ali da Sharp que eles já tinham, mas tudo na camufla, né.
E aí esse trabalho era focado em resolver os problemas ali com a tela que eles tinham achado. E certo momento, um contato da Sharp aparece, compartilha com o Taki que tinha informação sobre um produto da Sharp, que ainda não tinha sido anunciado, que era uma nova tecnologia de tela que ela resolvia o problema ou diminuía muito o problema do ângulo de visão, apesar de ter um contraste um pouquinho pior, né. E aí depois de 3 meses dessa operação maluca aí que o pessoal tava trabalhando na camufla, o time conseguiu montar um protótipo com essa nova tela e marcar uma nova reunião com o Yamauchi, que apesar de não ter ficado completamente satisfeito, ele aprovou o lançamento do projeto.
E aqui também tem uma especulação de que essa mudança de opinião ela teria sido influenciada porque tinha atrasos no Super Nintendo. E aí ele pensou: bom, eu preciso aqui de uma coisa para tapar esse buraco, a gente não tá lançando nada novo, né? Então vamos lançar o Game Boy para ter, para segurar até o lançamento do Super Nintendo.
Eles então dizem que até lá que foi para o produto final naquela aquela versão foi basicamente uma atualização daquela que o Yamauchi não gostou, né, onde tinha um problema da visão, do ângulo de visão.
Exatamente, é, era uma versão melhor ali que resolvia esse problema do ângulo de visão. Basicamente foi isso que eles fizeram, né. Então não mudou muita coisa, foi só a tela mesmo, mas foi aquela coisa assim de que se eles tivessem dito, ah, beleza, cancela o projeto e deu, e não tivessem continuado por insistência do Yokoi, o projeto teria sido cancelado e foi, não teríamos o Game Boy. Então graças à teimosia dos caras ali, e se arriscaram, porque imagina se o pessoal tivesse descoberto que eles ainda estavam trabalhando, poderia ter dado rolo sem que eles já tivessem o produto final para mostrar.
Agora, o lançamento do Game Boy Em 17 de janeiro de 89, ele foi finalmente anunciado para o mundo, custando um pouco acima do planejado. Aí ele estaria custando 12.500 ienes, quando o objetivo era custar menos de 10.000. E o Yamauchi, ele decidiu então incluir no pacote ali um fone de ouvido e 4 pilhas, que era algo que seria muito barato, né, que não daria muito custo, mas que aumentaria, daria essa percepção de mais valor para o produto.
E a produção inicial, ela seria de 3.000 300 mil unidades por mês. E esse número ele já esgotou em uma semana depois do lançamento, então imagina, né? Só que quando ele é lançado, eles provavelmente já estavam produzindo há mais tempo do que um mês, então já deviam ter algum estoque. Tinha apenas 4 jogos no lançamento japonês, que incluía o Super Mario Land, e já para o lançamento americano a Nintendo decidiu, ou tinha decidido, né, incluir o Super Mario Land junto com o console.
Só que nesse meio tempo o Tetris ficou pronto pro Game Boy, né? O Hank Rogers, que era fundador da Bulletproof Software, que é quem havia desenvolvido o Tetris tanto pro Famicom quanto pro Game Boy, ele convenceu a Nintendo a incluir o Tetris com o console ao invés do Super Mario Land. Segundo ele, ele falou pro cara que era o chefe lá da Nintendo da América Ele disse: "Bem, se você quer que apenas meninos comprem o Game Boy, então inclua o Mario.
Mas se você quiser que todo mundo compre o Game Boy, então inclua o Tetris. Você ainda pode vender o Mario depois." E aí essa estratégia foi bem-sucedida, tanto do Hank Rogers, que convenceu a Nintendo a incluir o Tetris, quanto da Nintendo, que acabou vendendo mais de 1 milhão de Game Boys até o final de 1989. E aqui meio que acaba a história de desenvolvimento, né, e do lançamento do Game Boy, que acabou sendo um grande sucesso, né.
A gente sabe que ele vendeu para um cacete. E eu tava vendo um outro vídeo que eu achei muito interessante, que era sobre uma guerrinha ali entre o Wonderswan, né, que ele era uma ameaça para o Game Boy na época em que ele tava para sair. Wonderswan, que inclusive é do Gunpei Yokoi, né, ele que trabalhou no projeto, apesar dele infelizmente ter morrido, né, num acidente de carro antes do Wonderswan ser lançado. Eu vi um gráfico, até botei no final da pauta lá na parte de jogos, que ele, o Game Boy, ele vendeu bem, vendeu bem, vendeu bem.
Em 91 ele vendeu 10 milhões de unidades, aí ele começou a descer, descer, descer, até que em 95 ele vendeu um pouco menos de 5 milhões. E em 96 teve o lançamento de uma propriedade intelectual aí pouco conhecida chamada Pokémon, e E aí em seguida, né, e aí começou a vender, vender de novo, né. E aqui é claro que incluiu mais tarde o Color também. Só que deu, essa franquia ela deu uma vida muito longa ao Game Boy. Com certeza dá para dizer que ela tem uma influência muito grande na vida do Game Boy.
Ele já teria sido um sucesso, né, se ele tivesse acabado ali em 96, ele já teria vendido bastante assim. Mas ele não teria sido o sucesso estrondoso que ele foi, né? Ele não teria vendido aquelas 118 milhões de cópias, né? Claro que com o console vendendo mais, mantive também o interesse de outros desenvolvedores de continuar lançando jogos para o videogame. E aí isso é uma parte muito importante da história, né? A gente tem também muitos periféricos aí para o Game Boy, né?
A gente tem, que a gente já falou, periférico que não é pro Game Boy, que é o Super Game Boy, e o Super Game Boy 2, né, que o Renato aí já trouxe a experiência dele, que permitia a gente jogar os jogos de Game Boy no Super Nintendo com aquelas coisas de tipo, ah, no próprio Super Game Boy vinha, eu acho que ele identificava alguns jogos e trazia uma mini paleta de cores ali que é específica daquele jogo, que não deixava ele colorido, colorido ainda, eram só 4 tons de cinza convertido cada um para uma cor, mas deixava uma coisa bem bacana.
E tinha umas bordas assim em volta, né, que às vezes eram específicos de cada jogo. E eu acho que os próprios jogos que saíram depois do Super Game Boy até tinham um pouquinho de suporte para o Super Game Boy. Eu vi que tinha algum jogo do Game Boy que, quando ele era plugado no Super Game Boy, ele tinha uma versão de 16 bits dentro do cartucho, que rodava aquela versão de 16 bits no Super Nintendo. Sei lá, fiquei muito surpreso.
Saber que dava para fazer esse tipo de coisa assim. E uma curiosidade que, que a gente não falou é que a Rare quase teve o seu próprio Game Boy, né? O Joel Hochberg, cofundador da Rare, ele contou uma história no livro The Ultimate History of Video Games que, caso tivesse chegado ao fim, poderia ter mudado um pouco o rumo ali do mundo dos videogames, né? Por volta de 86, 87, 77, ele marcou uma reunião com o Minoru Arakawa e o Howard Lincoln, que era o presidente e vice-presidente da Nintendo da América, para apresentar o protótipo de um portátil do Nintendo desenvolvido pela própria Rare.
Mas é que seria um portátil, acho que do Nintendinho assim, né, que era mais ou menos o que a Dynacom lançou aqui no Brasil, que era o Handivision.
Que era um—
só que o Handivision ele não tinha tela, né, se eu não me engano, ele transmitir, ele era tipo aquele Master System que transmitia para TV sem fio, né, por FM, pela própria rádio.
Ele tava todo na tua mão, mas a tela não tinha, né?
Exato. Então ele transmitia para TV, né, pela antena mesmo, como se fosse um canal de TV que a TV pega, né? A qualidade de imagem, sabe como é que é, né? Imagina, era como se fosse cabo RF, só que em vez de ser por cabo ainda era por vídeo, né? O bom é que podia fazer um streaming pro vizinho, né? O vizinho de te ver jogando, sintonizar esse canal, cara.
Porque tinha aqueles clones, né, tal, incluindo os Polystation da vida. Várias vezes eu vi os vizinhos jogando Mario Duck Hunt por streaming, streaming não autorizado pelo ar.
Olha só, eu tinha, o meu vô comprou do Paraguai, eu já contei essa história em algum episódio muito atrás, ele comprou um transmissor daqueles que a ideia era, vamos dizer, tem um vídeo videocassete, um só na casa, e tem várias TVs. Aí tu pluga esse aparelho no videocassete, ele vai transmitir na outra TV. Tu põe num canal qualquer lá que ele transmite, e aí tu vai ver naquela TV. E aí eu fiz isso botando no videogame. E aí me liga um vizinho: cara, tem um canal aqui que tá passando um jogo!
E era eu jogando. Ai, cara, isso foi muito sem noção. O cara deve ter ficado maluco O que tá acontecendo? Tô vendo um jogo aqui, né, cara? Bom, né, cara, de periféricos a gente teve alguns muito curiosos assim. A gente teve o cabo de link, né, claro que você podia jogar ali entre conectar dois consoles. Aí às vezes tinha aquela função lá do Pokémon que era de trocar os Pokémons, tinha de jogar um contra o outro, e tinha um adaptador que dava para jogar em até 4 pessoas.
Isso realmente me surpreendeu. Fiquei imaginando, se já era difícil ter o cabo e 2 Game Boys com 2 cópias do jogo, imagina você ter 4 Game Boys e 4 cópias do mesmo jogo para jogar, né? Eu acho que tinha um jogo de Fórmula 1 que suportava essa função. Ele tinha um Game Genie também, né, que era third party. E imagina a loucura que era sair de casa com aquele Game Boy que já era trambolhão, né, com Game Genie em cima e o cartucho em cima do Game Genie.
O bom é que todo mundo ia ver que tu tava roubando no jogo, né. Ele tinha um pack de bateria recarregável, que aí em vez de ter a pilha, né, o Game Boy ele tinha uma entradinha de energia que tu podia plugar na tomada, né, aquelas, o famoso cabo AC. E aí essa bateria plugava lá, né. Tinha uma que era muito interessante, que era uma bateria via que tinha um carregador solar, então tu podia botar, deixar carregando no sol lá, e aí tu plugava ela no Game Boy.
Tinha umas paradas muito loucas, que é uma delas chama Light Boy, que era um negócio que tu plugava e aí ele tinha uma luzinha, né, porque Game Boy, a tela dele não tinha luz, né, ela era, tinha que ter uma fonte de luz externa e uma lente em cima para deixar maior a tela do Game Boy. Eu sempre achei que é muito louco, né. E tinha, eu vi um encaixava o Game Boy e aí ele tinha um manchezinho e uns botões maiores para ficar tipo um controle de arcade assim, com aquela lente gigante também, umas coisas muito loucas.
Agora, um que eu acho extremamente curioso era um Sonar de Pescaria. Vocês já viram esse?
Esse daí eu já ouvi falar, mas nunca vi não, nem foto. Deixa eu dar uma pesquisada aqui.
Nossa, que sensacional, cara! Eu tinha visto isso aí numa revistinha, cara, mas assim, cara, eu não consigo imaginar Usando isso na prática, cara.
Pocket Sonar, acabei de ver aqui.
É muito louco, né, cara? E eu vi um produto cancelado que era um teclado que tu plugava no Game Boy e tinha um cartuchinho que vinha com tipo um sistema operacional, ele virava meio que mini computador pessoal assim. Agora imagina usar aplicativo de qualquer coisa que não fosse jogo naquela telinha. Mano, deve ser uma loucura, né, cara. E a gente tinha também o Barcode Boy, que era um scanner de código de barra que tu passava um código de barra ali, que era uns joguinhos de monstros, negócio.
Acho que tinha cartinha para tu passar, era uma loucura assim, né. Modelos, a gente teve vários modelos do Game Boy, né. Segundo o livro da Old Gamer, teve mais, teve 64 modelos. Nossa, T-34 modelos é coisa para caceta, né? Entre revisões, cores, edições especiais ou coisa com emblema de marca, né, edições limitadas. Aí o mais famoso é o original, né, de 89, que é o DMG-01. Teve a série Play It Loud de 1995, que foi uma série especial com várias cores.
O que eu acho mais charmoso é um amarelinho, só que o amarelinho Eu não sei se não era só do Color, mas tinha uns que eram muito bonitos assim, e teve um que era transparente, cara.
Tinha um do Pikachu amarelinho, né?
Aí teve o Game Boy Pocket, que ele foi projetado para ser mais leve, ele também usava 3 pilhas só, e ele era um pouquinho menorzinho. Esse aí eu acho bem bonitinho também, eu acho que ele é amarelo também, de 96. E o Game Boy Light, que foi uma versão, acho exclusivo do Japão e que foi o único que tinha uma tela retroiluminada, né, que dava para você jogar no escuro ali. E acho que só faltou a gente falar dos jogos, né, cara. Essa parte até vou deixar um pouquinho para vocês aí. Tragam aí para gente quais são os jogos que vocês mais curtem aí do console.
Olha aí, cara, boa pergunta. Inclusive eu tava até pensando mais cedo, assim como naquela vez que a gente falou do Mega, né, propôs aqui da gente fazer um top 5 aqui no final da gravação, mas assim, de pronto, cara, eu penso muito no Donkey Kong. Eu era muito fã de Donkey Kong, o do Sculpting, né, no caso aqui seria os Land, os 3 Land. Mas o Zelda, cara, também. Que mais? Donkey Kong, Zelda, os jogos da Nintendo ali é meio que não tem erro, né, cara.
Infelizmente teve franquia ali que não teve versão, né, por exemplo, não teve um F-Zero e tal pro Game Boy, teve teve bem depois já para Advance e tal, mas não teve para o clássico nem para o Color. Tinha um Donkey Kong 94 também, era meio que uma releitura do clássico lá de 80 e 81, que era bacana. Deixa eu ver qual mais. Vamos falando aí que eu tô tentando lembrar.
Era bonitinho, cara, o fantasminha que soltava bolinha lá.
Sim, tinha Batman também que era da hora, aquele Batman que parecia o mini Batman, né? Era um que era um jogo de tiro. A gente tinha os Pokémons, né? Pokémon, claro que foi uma loucura, né?
Tinha umas par de joguinho, Double Dragon, DuckTales, muita coisa do NES que aparecia lá também em versão em inglês.
Pode crer. Adventure Island, né, também.
É, a série Super Mario Land ali, ela foi bem bacana assim. O primeiro, ele era muito limitado, né? A gente via que ele tinha um gráfico que era mais parecido com o Super Mario Bros original, enquanto o 2 ele já vinha com sprite que era parecido com o Super Mario World. Assim, era um negócio, um avanço bem bacana, né? Claro que o tamanho da tela acabava limitando um pouco, né, porque a resolução dela era menor. Não podemos esquecer do Kirby, né, cara? O Kirby surgiu no Game Boy e era um baita jogo.
Surgiu no Game Boy, o primeiro The Legend do Game Boy. Do classicão. Ele era branco ainda, né, antes de ser, pelo menos nos Estados Unidos, né?
É, eu não lembro se, eu acho que na caixa do jogo japonês pelo menos ele já era rosa, mas obviamente, né, ele saiu para o Game Boy original, ele não tinha cor, ele não tinha habilidade de copiar poder, né? Era ainda bem no comecinho.
Por acaso o jogo do Batman é esse aí que eu mandei print para você?
Esse mesmo, é esse mesmo, cara. Esse o batiminho ali, né?
Ainda joguei isso aqui, deixa eu dar uma olhada nisso.
Eu tenho esse batiminho aí para jogar no Super Game Boy.
Aquela versão do Ninja Gaiden que na verdade era meio que um port do Shadow of the Ninja era muito bacana, eu gosto mais dela do que Ninja Gaiden, para falar a verdade, assim que eu não sou um grande fã de Ninja Gaiden.
O joguinho que você falou lá que liberava um joguinho extra era o Invaders, tá?
E isso era Space Invaders.
E ia falar que esse Batman, ele tá parecendo o Bartman, manja? Quando o Bart Simpson, ele ficou bem cartunzinho assim, né, pequenininho, cabeça. Mas a jogabilidade parece boa, cara, olhando assim.
Ela é boa, cara, ela é uma jogabilidade boa. A gente teve uns ports, né, teve esse port de Street 2 que era terrível. O port de Mortal Kombat.
Sabia? Eu já joguei esse Street 2 aí do Game Boy, ele era melhor do que o Smortal, cara, assim, de longe.
Eu imagino que ele seja melhor do que a versão do Master System, né? Porque a versão do Master System era complicado.
O port do Street Fighter para os consoles da Nintendo, cara, eles eram até bem impressionantes, cara, assim, em termos de competência, né? Claro que tinha suas limitações, né? É Tinha o caso do Street 2 aqui que a gente falou, bem depois teve Street Alpha pro Game Boy Color, e depois teve Street Fighter 3 pro GBA. E claro, né, não podemos esquecer do Street Fighter Alpha 2 que saiu pro Super Nintendo, no caso, né, também, né, que é outro caso de um port ambicioso.
Cara, essa versão do Street Fighter Alpha pro Game Boy Color, ela é incrível assim, é obviamente que ela é muito reduzida, né, a resolução. Os sprites são minúsculos, só que o mais importante, que é a jogabilidade, funciona fluido, funciona bem, muito bem. E teve muitos ports nos jogos de luta ali, versão meio chibi assim do King of Fighters, né, os jogos da SNK teve muitos ports para os 8 bits. Eu acho que até para o Game Boy original, acho que nem só para o Color.
Eu acho que isso é Até uma coisa que valeria um episódio em jogos de luta nos 8 bits. A gente pode fazer até uma comparação assim entre os jogos mais originais, aqueles ports mais safados, e essas versões mais bacaninhas assim. Daria um episódio bacana. Esse, o Game Boy, ele acabou não tendo muito RPG, né? Eu acho que teve pelo menos não JRPG assim, eu não lembro. Tem coisa mais ali do tipo Zelda, Zelda assim, aquelas visual novel.
Eu acho que ele tinha um mini Final Fantasy, mas eu acho que não tinha o Final Fantasy Adventures, que na verdade os primeiros jogos ali da série Seiken Densetsu, que veio a se tornar o Secret of Mana e tal.
Ele tinha um Final Fantasy Legend, que acho que era uma história própria, né.
Deixa eu olhar aqui qual era o Legend do Adventure. Final Fantasy Legends.
E o Wario surgiu nos jogos do Game Boy também, né?
Ixi, é outro caso que eu tô vendo, DJ. O Legend aí foi lançado originalmente no Japão como Makaitoshi Saga. Ah, da série Saga. Saga, olha aí, cara, é o primeiro da série Saga e o primeiro sem QNDSets. Foi lançado como Final Fantasy aqui no Ocidente. É verdade, veja você. Os do Mario, cara, eu gostava muito do Mario Bros— desculpa, do Mario Land 2, né? Que isso tem até, você encontra hoje por aí, versão DX dele hackeada, né, claro, que é bem bacana, cara, deixa o jogo até mais bonito do que ele já era.
E ele tem spritezão assim comparado com o primeiro Super Mario Land, e que depois foi herdado ali para o Wario, né, para os jogos do Wario. Inclusive, não perdendo costume, né, assim como a Nintendo fez com Super Mario World, que emprestou o título para o Yoshi Island, eles pegaram o título do Super Mario Land 3, que se tornou o primeiro Wario Land. Cara, eu acho engraçado, que era outro jogo assim com uma jogabilidade bem diferente.
É bem diferente. Inclusive, eu preciso tentar rejogar ele, porque eu fui jogar e eu me decepcionei um pouco. Talvez até por isso que tu falou de estar esperando uma jogabilidade mais parecida com a do Mario, mas ela criou esse personagem aí, né? Pelo menos, bom, né, o Yoshi também é do mesmo mundo, né? Mas aqui também o Wario, o Wario ele era inimigo no Super Mario Land 2, né?
Sim, ele era o chefe do Super Mario Land 2.
E teve aqueles jogos das Tartarugas Ninja que eram bem bacaninha, que eles eram meio que uns beat 'em ups laterais assim, né, que eram muito bonitinhos assim. Eu lembro que a gente jogou eles quando a gente fez o episódio de jogos jogos das Tartarugas Ninja.
O terceiro, eu acho, um deles, enfim, ele já tinha uma estrutura bem parecida com que viria a se tornar o modelo do metroidvania. Inclusive a gente falou, acho que num dos nossos episódios sobre Tartaruga Ninja, inclusive sobre esse jogo.
Metroid também, cara. Metroid 2, tinha DuckTales, tinha Tailspin, Mega Man.
Era port, né? O DuckTales ele era aquele jogos que era igualzinho, né? Pega o do Nintendinho, molde ali, pá, faz igual, né? O que é bom, né? É bom ter alguns jogos ali que mostra que o console ele realmente tinha aquele espírito de ser um NES de bolso assim, e funcionava muito bem mesmo sendo preto e branco, né? Os dois DuckTales eram jogos muito bons assim. Apesar do primeiro eu passei um pouco de raiva, para ser bem honesto, mas o segundo eu gosto bastante.
Os jogos do Pokémon da primeira geração, cara, vender demais. Os 3 juntos, eles venderam quase 46 milhões de jogos. É jogo para cacete, hein, tá louco. O Tetris vendeu muito também, vendeu 35 milhões. Só que essa série, a série Pokémon não tem como, porque se for olhar aqui o topo de vendas, é o Pokémon primeira geração, tá colocado todos os jogos juntos com 46 milhões, né, quase 46 milhões. Aí vem o Tetris com 35 milhões. Aí vem a série Pokémon segunda geração com 30 milhões.
E depois o Super Mario Land, que nos Estados Unidos— ah não, não vinha com cartucho, não tem. Não, se bem que teve, eu acho que teve algum bundle que vinha assim, porque tá marcado aqui que o Super Mario Land também teve bundle. Ele vendeu 18 milhões. Então já dá uma discrepância muito grande assim dos primeiros especialmente do Pokémon para os outros, é uma coisa incrível. Pois é, gente, acho que cobrimos bem aí o console, falamos, listamos aí bastante joguinhos interessantes.
Eu não sei se cabe fazer um top 5, eu honestamente não joguei tanto console para trazer um top 5. Vocês querem fazer ou tá bom para vocês aí? Vamos para os desclares.
Acho que antes a gente pode falar um pouco dos homebrew, né, que tem do Game Boy ainda também. Tem umas novidades aí também.
Renato, traz aí a cena homebrew.
Cara, eu andei baixando umas coisinhas aqui, né? Não sou o especialista, né?
Mas acho que muita coisa, né? Tu que frequenta mais também, DJ, dá uma olhadinha na pauta ali.
Tem um Itch.io ali que eu deixei na pauta, cara. Tem bastante coisinha legal lá, mas assim, o que eu tenho baixado é que não se enquadra muito bem no Game Boy, que é o do Color, né, tem aquele port do Halo que é para Color, que é muito legal. Sim, também acho que o Daikatana é do Color.
O Daikatana eu acho que ele é do GB, Game Boy clássico, cara. Mas esse port do Halo ele me lembrou muito, porque para quem não conhece, o Daikatana originalmente ele era um jogo de tiro em primeira pessoa, né, lançado ali para PC e Nintendo 64. E aí depois ele teve o port dele para o Game Boy, para o Game Boy, enfim, depois Vou já confirmar se é o Call of the Clans. E ele era um jogo top-down, né, visão por cima, era um zeldinha, né, baseado ali no Daikatana.
Aparentemente tinha um pouquinho de puzzle, tinha um pouquinho de ação e tal, não era no mesmo estilo ali do jogo original, né. Eu diria que felizmente, né, inclusive.
E o Halo, a história do jogo sem um gameplay cagado, esse é o canal.
Pois então.
E esse demake do Halo, ele é um jogo bem estilo da katana mesmo, só que ele tem mais tirinho mesmo, né? Pode, e a jogabilidade é boa, cara, dá para travar amigo e tudo. Eu joguei um pouquinho antes da gente começar a gravar aqui, joguei ele, joguei um homebrew também do Super Mario Bros Mini que tu mandou, Renato, lembra?
É esse é do Game Boy clássico, tá bem legalzinho também, né?
Sim, eu gostei, gostei muito, cara. Ele é mais ou menos o que seria ali o Super Mario Bros original, só que com o física ali do Super Mario Land, inclusive.
O Mario meio aquela física daquele, aquela queda brusca assim. Eu lembro que tinha, pois é, aquela queda de um pouco Simon Belmont ali, mano.
Você tá muito igual, né? Porque eu acho que o cara criou o negócio do zero ali, mas a estrutura das fases ela tá até bem fiel, cara. Eu joguei até o segundo mundo antes da gente começar aqui, eu tava me divertindo bastante. Eu fui até comprar um churrasco e jogando o jogo no meio da rua, cara. Olha o nível de nerdice. E andando na rua com um videogamezinho na mão, não perdi.
Nossa, é nível de nerdice alto mesmo, Dr. Marcos Melo. Eu catei aqui aquele que eu queria ter lembrado o nome antes, não lembrei, tava todo errado quase. Chama Swordbird Song: Iron Owl Tower. É bem bacana, um Zelda assim, não é um clone, né, um Zelda-like ali. Muito bacana, visãozinha de cima, feito por um brasileiro, super charmosinho assim. Achei muito bacana, esse eu recomendo.
Olha aí, não conhecia. Tem um brasileiro, você não tem? Vai licitar do Collor aqui já? Eu acredito que a gente não vai ter um dossiê.
Eu acho que a gente não vai fazer um dossiê do Collor, então, até porque a gente não fala de política. Então vamos lá, para trás aí.
Puta merda! DJ está craque na piada hoje.
É, mas ó, tem um DJ que teve uma decepção grande esses tempos, né? Tem um Blaster Master, cara, pro Game Boy Color aí, que dizem que é bacaninha também.
Tem pro Game Boy Clássico também, só que eu acho que a visão é um pouquinho diferente, cara.
Pelo que eu tô vendo aqui, tem pro clássico sim. Master Boy se chama.
Olha aí, tem Duke Broken pro Game Boy também. Tem, que mais que eu joguei? Commander Keen, cara, clássico aí do PC. Tem várias coisinhas aí para garimpar. O fã de portáteis aí tem prato cheio. E bom que muitos deles, como eles projetados para jogar com fio, né? É verdade, cara.
Como é que a gente esqueceu aquela delicinha lá?
Como é que é?
O qual deles é o Contra? O Contra C, né? Nossa, muito bom aquele jogo, muito bom.
É o que eu Tava comentando que como esses jogos, eles, muitos deles foram projetados para jogar com pilhas, a grande maioria desses pré-Pokémon assim, eles são curtos até, dá para jogar em uma horinha ali, menos às vezes. O do Batman, acabei de ver o long play, é meia hora, cara, para terminar o jogo.
O Game Gear, eu acho que ele tem jogo que não dá para terminar não, hein, que acaba a pilha antes, tem que estar plugado na tomada. O Game Gear, para o cara zerar um jogo, tinha que ter um console com a Duracell O Game Gear eles deviam ter feito de um jeito que tu conseguia trocar a pilha sem ele desligar, assim, tipo, se tirasse só uma pilha ele continuava ligado para poder trocar, fazer a operação ali com o paciente vivo, né?
Como eu comprei o meu Game Boy já segunda mão, eles tinham carregadores de parede, mas parece que tinha que ficar jogado pelo gato e tal, né, na energia, ou não?
Não, ele tinha, o Game Boy clássico, ele tinha uma paradinha ali, que é a entrada AC, que eles chamavam, que era aquela que tu plugava um negócio na tomada e aí tinha um cabinho ali que tu plugava nele, né? Só que aí toda a função que era de tu poder estar numa viagem, alguma coisa, aí se ia com aquele negócio. Eu imagino que devia ter, por exemplo, coisa que tu plugava no acendedor de esquerda do carro, né? Aquela coisa para plugar, para jogar em viagem, né?
Aí tem aquelas bizarrice o negócio de carregar, tinha que deixar 8 horas no sol para carregar, para jogar, sei lá quanto tempo dava a bateria, que aí era tudo ligado no AC ali. Os battery pack externo também era nesse negócio assim.
Ah, legal. Eu tenho várias dívidas assim de jogos que comecei e não terminei do Game Boy, inclusive do clássico, o Kirby's Dream Land 2 é um aí que eu tenho muita vontade de terminar ele, mas como eu tenho uma vibe meio viciado, um pouco colecionista com os jogos da série, e às vezes eu ficava com preguiça de procurar guia e tal, de pegar os itens que eu não peguei. E aí mais 2 ou 3 vezes eu abandonei o jogo, cara. Mas eu tenho bastante vontade de terminar ele e possivelmente fazer um 100%. A gente já gravou dele ou não? Eu não lembro agora.
Os 2 não, só do primeiro.
Olha aí, então vai ficar no meu radar aí.
Muito bem, gente, bora para os disclaimers então.
Podemos, podemos ir. Eita, já Muito maneirinho.
Informação importante aqui, né, para quem tem, quem quiser ainda se aventurar a comprar um Super Game Boy para jogar Game Boy no Super NES, ele não roda o Color não, viu? É só o clássico. Se você quiser rodar o Color, você vai precisar do acessório do GameCube.
É engraçado, né, não ter saído. O GameCube, ele tinha um acessório que dá para jogar Game Boy Advance também.
É, eu sou uns 3, né?
Olha só, vejo você.
É engraçado não ter saído uma versão aí para o Super Nintendo que desse para gravar, para gravar não, para jogar o Color. Seria bem interessante.
Precisava de uma atualização do processador. O Super Game Boy 2 ali, ele já tem melhorias com o primeiro, e hoje ele custa uma fortuna, né, que ele só ficou lá no Japão, né?
É porque Super Game Boy primeiro, ele pegava o clock do do Super Nintendo, se eu não me engano. E aí ele rodava um pouquinho diferente a velocidade, né? E o Game Boy Color 2, eu acho que eles colocaram seu próprio clock ali, que eles conseguiam ajustar exatamente como era o do console ali do Game Boy. Mas é isso aí, né, gente? Mais alguma informação aí, Renato, ou podemos ir aí para os disclaimers?
Espero que não.
Bora lá então. Bora pro disclaimer. Voltamos para os disclaimers e vamos lá, né, gente? Vamos lá, falamos bastante hoje. Vou começar com o Dr. Marcos Melo.
Olha aí, cara, muito bem. Eu acho que como não é um caso de dar um jogão, deve ser jogado um consolão e deve ser consolado. Eita, vamos Vamos dar umas dicas aí de como jogar atualmente o Game Boy aí, né? Para quem não conhece emuladores, sei lá, de repente, o que eu acho um pouco difícil considerando nosso público. Tem plataformas aí, cara, que dá até para jogar legalmente, né? Tem os... quem tem o Nintendo Switch aí no Switch Online, né?
Que tem vários jogos do Game Boy lá, do Game Boy e do Game Boy Color. Volta e meia eu jogo alguma coisa lá. Acho que os Mega Man estão todos lá, verdade, não lembrou dos Mega Man, cara, e não eram ports, né, eram jogos diferentes ali das suas contrapartes ali do NES. Em partes eram baseados, mas tinham fases diferentes, tinham histórias diferentes e tal dos jogos do Famicom, né, do Nintendinho. Tem, e tem também os portáteizinhos, né, que estão fazendo sucesso aí, né.
Eu citei o meu, um Berniquezinho que eu tenho aqui, que até eu acho que eu sem querer acabei causando um dano nele. Que é um 34XXSP. Tem também outras alternativas aí, né? Tem, garimpando na OLX a gente encontra muita coisa bacana. Mas vocês aí, antes de eu concluir meu disclaimer, vocês costumam pegar emuladores? Tem o PSP aí do DJ, né? Onde vocês jogam a plataforma, o Game Boy, Game Boy Color?
O meu, como eu falei, é o PSP. Sinto falta nele de ter um filtrozinho ali para ficar aquela coisa bonitinha. Quando eu quero jogar com filtro que aparece ali, né, aquela bordinha que aparece aquela telinha que imita a matriz de pontos ali, aquela coisa charmosinha do Game Boy, aí eu uso o RetroArch mesmo, que tem uns filtros bacanas ali, deixam aquela vibe bacaninha, né? Só falta eu botar aqui o controle bem embaixo do display para fazer que eu tô, né, como se fosse o Game Boy assim, mas não, isso aí não chega a fazer não.
Quando tá no PSP, tá na mão ali, mas mas é diferente, né, porque não tá na vertical. Inclusive, não sei se vocês já viram, tem para comprar um negócio que tu coloca o teu celular dentro assim, encaixa na USB do celular, e aí só usa aquela metade de cima da tela do celular e a de baixo fica parecendo um controle de Game Boy assim. Quem quer ter esse saudosismo aí tem essa parada aí.
Mas no mais é isso, cara, um baita de uma plataforma aí, tem vários jogos clássicos aí para serem jogados, muitos deles atemporais, alguns deles dataram, né, tanto que Vários tem remake, né, os próprios primeiros jogos aí do Pokémon tem formas mais atualizadas de jogar, serem jogados. Mas tem muito jogo bom aí que tá, que tá aí, né. A gente volta em meio a gravar um deles aí recomendando. No mais, é isso, fica aí a nossa recomendação. Câmbio.
Muito bem, Doutor, vou passar a palavra então aqui para o Renato original.
Muito bem, disclaimer já então.
Disclaimer, disclaimer, cara.
Bom, eu gosto de joguinho simplesinho assim, joguinho curto. E o Game Boy, cara, de vez em quando eu pego lá para jogar no Super Game Boy. Tem um Ambernic aqui também que de vez em quando eu jogo uns joguinhos. Acho um negócio bem bacana. E me deu uma chamada de atenção assim nos últimos tempos, uns jogos que é temática de terror para rodar no Game Boy, né? Fiquei meio assim, cara, como seria um terror no Game Boy, né, cara? Porque o gráfico—
mas, Renato, já tinha o terror no Game Boy que era o fato de que se a pilha tava acabando, a gente ia ter que resetar ele, mano. Hoje em dia a gente tem essa coisa de, ah, mas é só botar no modo sleep. Não, não tinha isso, acabou a bateria, acabou, meu filho. Você tinha que planejar quantas horas eu joguei, quantas horas essas pilhas ainda tem, vale a pena eu começar a jogar esse jogo, eu não vou conseguir terminar ele com essas pilhas.
Esse é o terror psicológico, foda, né? Mas daí assim, tem um jogo aqui que é um homebrew que a galera fala que é o jogo mais lindo desenvolvido, né, o homebrew mais maravilhoso do mundo aqui. Deixa eu pegar o nome dele aqui, ó, Dead Deus. Como eu não sei nem como fala isso, cara, Dead de morte deus no final, tipo deus. Fala que é um jogo inspirado em lenda urbana, umas coisas bem do mal. O meu primeiro contato assim com joguinho nesse naipe aí foi o Pobuzder, que, cara, joguei umas 3 vezes até agora, não entendi direito qual é que é da paçoca, qual é que é do jogo.
Eu sei que é um jogo muito louco, cara, me dá a impressão de que a pessoa tá numa simulação presa no jogo, aí ela fica Tentando escapar, e no final o jogo meio que quebra a quarta parede, começa a falar com você, umas loucuras assim, cara.
Renato, tu já jogou um jogo chamado Bem Feito, brasileiro?
Feito, você já me falou desse jogo, cara. Fiquei de jogar, esqueci, vou atrás dele, cara.
Ele é a tua cara, mano, com esses negócio aí de lenda urbana, de coisa. Vai firme que é bom, bom, cara. E ele tem essa carinha de Game Boy, só que ele é meio que um pixelado 3D assim, com uma visão meio de cima. É uma loucura, uma loucura. Mas tem inclusive, ele roda dentro de um pseudo videogame chamado Joga Garoto.
Olha só, foi ele, a herança aí do nosso Jogo Garoto, né?
Muito bom. Agora, para fechar aqui sobre o Game Boy, cara, é difícil recomendar aí para uma pessoa nova gente que nunca jogou, né, cara? Você fala: puta, joga esse negócio aqui com esse gráfico esquisito, com os pixels explodidos, 8 bits, que é legal, né, cara? É difícil se conseguir convencer alguém, né, cara? Tipo, mostrar para minha filha, ela olha para mim e dá aquela carinha de nojo assim, saca? Mas, cara, é tão gostosinho de jogar, né, cara?
Dá uma nostalgia. Tô doido aqui para gastar uns R$1.000 num desse de telinha PS e tal. E cara, é isso aí, cara, consolão deve ser consolado.
Muito bem, gente, meu disclaimer então vai ser isso aí mesmo, consolão e deve ser jogado. É um console aí de portátil muito importante. Eu diria que ele foi o primeiro console portátil que realmente deu certo, né? Acho que antes dele era, tinha nada assim que tinha, que trouxesse essa experiência que a gente tinha dos videogames para sua mão ali, né, com com jogos intercambiáveis ali, cartuchinho e coisa, né, ter aquela mesma experiência.
Então acho que muito do que a gente tem hoje, né, muito do que a Nintendo é hoje, eu acho que teve uma influência muito grande do Game Boy aí. E cara, muitos jogos bacanas, muito tem essa questão de, ah, tela é pequena, resolução é baixa, só 4 cores. Mano, é impressionante o quão charmoso é a arte Game Boy com esses 3, 4 tons de verde ali, né? É muito bacana. Eu acho que tem vários jogos que eu acho eles lindíssimos assim, eles fazem uma coisa muito bacana com aqueles tons de verde.
E a estética dele, cara, ela foi muito longe, né? Cara, tu pega muito jogo do GBA, embora tenha muito mais cores, eles emprestam muito da estética do Game Boy, né? Pelo menos os que eram da Nintendo e de outras empresas mesmo. Tu pega o Clonoa do do Game Boy Advance, ele parece um jogo da Nintendo assim, sabe? A estética dele que eu falo, sim, e lembra muito jogos do Game Boy clássico e os jogos do Nintendo DS também, né? Muitos deles aí me lembram, remetem muito ao estilo do GBA, que por sua vez remetem ao estilo de arte do Game Boy Classicão.
É, não é à toa que há pouco tempo atrás teve remake de um jogo de Game Boy, né, cara? E não foi do tipo vamos refazer o game design, eles refizeram só a parte gráfica. E o Zelda: A Link's Awakening do Switch, eles praticamente foi mesmo design, só mudou o gráfico. E olha que eu honestamente acho o gráfico muito bonito do Game Boy também, muito charmoso. Eu falei para esse jogo. E era isso então, né, gente? Joguem aí o Game Boy, conheçam.
Espero que tenham gostado do nosso podcast aí. Deu bastante trabalho fazer essa pauta. Esse desenvolvimento é muito legal, essa história do desenvolvimento. Eu achei muito bacana essa pesquisa, todas essas reviravoltas de dar KO, né, outra empresa, cancelamento, volta, rivalidade interna. É um, tem um console com uma história de desenvolvimento muito rico. E é isso, cara. Deixa aí comentários, gostaram, não gostaram, que jogos jogos de Game Boy você quer que a gente grave e dê dicas aí para gente, que a gente vai ver se a gente consegue incorporar aqui. E até o próximo episódio, falou!
Falou!
Beleza, tomar uma aguinha aqui.
É a da Copa, é o hydration break.
Hydration break, vamos fazer um hydration break. Cara, eu não assisti um jogo da Copa ainda, eu só fiz do Brasil mesmo, porque o horário tá ruim para gente aqui na Europa, porque lá tá muito tarde os jogos. Mais cedo que tem começa ali pelas— acho que o mais cedo que eu já vi é às 7 horas, mas é muito poucos assim que tá num horário bom. Do Brasil foi tudo tipo meia-noite para frente assim. Eu não sou tão fã assim não para olhar esse horário, mas vamos ver, de repente conforme avança aí eu me intero mais.
Vamos lá então, parar aqui, ó, das 9:41. Tá Robotron para mim aqui, cara. De vocês, eu tava ali simulando uma risada, né?
E às vezes o cara falou, não foi nem engraçado.
Teve uma hora aqui que eu tava ouvindo tudo com atraso.
É que eu consigo entender, só que tá complicado.