EVA CAST #45 - O papel da Patologia e dos biomarcadores na tomada de decisão em câncer de ovário
O episódio 45 do EVA CAST, o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, discute o papel cada vez mais estratégico da patologia e dos biomarcadores na tomada de decisão no câncer de ovário. Muito além da confirmação do diagnóstico, a patologia passou a integrar informações histológicas, imunohistoquímicas e moleculares que ajudam a definir prognóstico, selecionar terapias-alvo e orientar uma abordagem cada vez mais personalizada para as pacientes.
Participam da conversa Karla Kabach, médica patologista do Hospital Israelita Albert Einstein, com foco em tumores ginecológicos, e professora adjunta do Departamento de Patologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp); Louise De Brot, médica patologista e head de Patologia do A.C.Camargo Cancer Center e membro do Comitê de Ética do Grupo EVA; e Márcia Graudenz, professora titular do Departamento de Patologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e chefe do Laboratório de Patologia e Biologia Molecular do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Ao longo do episódio, as especialistas explicam como a caracterização molecular do câncer de ovário vem transformando a prática clínica e ampliando as possibilidades da medicina de precisão.
Entre os temas abordados estão os diferentes subtipos histológicos do câncer de ovário, a importância da imunohistoquímica e do sequenciamento genético na classificação tumoral, o papel da deficiência de recombinação homóloga (HRD) e das mutações em BRCA1 e BRCA2, além de outros biomarcadores que já influenciam ou poderão influenciar a escolha das terapias nos próximos anos. As convidadas também discutem como patologistas e oncologistas trabalham de forma integrada para individualizar o tratamento e aumentar as chances de benefício para cada paciente.
O episódio aborda ainda os desafios para ampliar o acesso aos testes moleculares no Brasil, a necessidade de padronização dos exames, a importância do aconselhamento genético e o impacto que essas informações têm não apenas na escolha do tratamento, mas também na identificação de síndromes hereditárias e no cuidado dos familiares.
Na reta final da conversa, as especialistas apresentam as principais perspectivas para o futuro da patologia em ginecologia oncológica. Entre os temas estão a biópsia líquida, o monitoramento molecular longitudinal, a inteligência artificial, a patologia digital, além de novas linhas de pesquisa envolvendo microbioma, metaboloma e outros biomarcadores capazes de aprimorar ainda mais a medicina de precisão no câncer de ovário.
Como mensagem final, as convidadas reforçam que a patologia deixou de ser apenas uma especialidade diagnóstica para assumir um papel central na oncologia contemporânea. Integrar conhecimentos morfológicos, moleculares e genômicos, ampliar o acesso às tecnologias e fortalecer a formação de novos especialistas são passos fundamentais para oferecer tratamentos cada vez mais precisos e melhorar o prognóstico das mulheres com câncer de ovário.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA)
Produção: SENSU Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken