PodDoutor #395 - Blefaroplastia: você já ouviu falar na cirurgia das pálpebras?
PodDoutor Podcast: https://www.instagram.com/poddoutor.p...Dr.Sidney: https://www.instagram.com/drsidneyjr/
Especialista: Dra. Gabriella Lourenço
- Blefaroplastia: cirurgia das pálpebrasO que é blefaroplastia · Plástica ocular · Excesso de pele e bolsas de gordura · Funcionalidade vs. estética · Diferença entre oftalmologista e cirurgião plástico · Importância do RQ (Registro de Qualificação) · Sinais de que a blefaroplastia é necessária · Maquiagem e blefaroplastia · Envelhecimento da pele · Blefaroplastia como cirurgia estética mais realizada · Olheiras de profundidade · Preenchimento com ácido hialurônico · Toxina botulínica · Técnicas cirúrgicas: bisturi vs. laser de CO2 · Estimulação de colágeno com laser de CO2 · Anestesia local com sedação · Pós-operatório e recuperação · Riscos e complicações (sangramento, infecção) · Proteção do globo ocular durante a cirurgia · Retorno às atividades normais · Tumores de pálpebra (calázio, melanoma) · Vias lacrimais e ducto nasolacrimal · Pitose (queda da pálpebra) · Correção de pitose · Cobertura por convênios e SUS (funcional vs. estética) · Assimetria de sobrancelha e lifting de supercílio · Demografia: homens vs. mulheres · Faixa etária para a cirurgia · Relação indireta com a visão
- Combate à Desinformação e Fake NewsPropósito do PodDoutor · Internet e fake news em saúde · Importância da informação de qualidade · Autoridades em cada assunto
- Oftalmologia como especialidadeImportância da visão · Oftalmologista vs. cirurgião plástico · Registro de Qualificação (RQ) · Conselho Federal de Medicina (CFM) · Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)
Fala, pessoal, mais um episódio para você do Póra Doutor, o melhor podcast de saúde do Brasil. Como você já sabe, quem compartilha Póra Doutor espalha a saúde, afinal, a informação é o diamante da prevenção. Você sabe também que, infelizmente, a internet é recheada de fake news, de informações nem sempre verdadeiras, principalmente em saúde, que é um assunto sensível, as pessoas se aproveitam disso para espalhar, às vezes, notícias não tão reais. E o nosso propósito, o propósito do Póra Doutor é o contrário.
É levar para você informação boa, informação de qualidade. Então já vai se inscrevendo em todos os nossos canais, vai nos seguindo nas redes sociais, para que a gente continue cumprindo o nosso propósito, que é levar informação boa para você. E como nós fazemos isso? Trazendo aqui para as nossas discussões as maiores autoridades em cada um dos assuntos que nos propomos a discutir. Hoje, quem aceitou o desafio de compartilhar informação legal com você foi a oftalmologista Gabriela Lourenço. Gabriela!
É uma honra tê-la aqui, seja bem-vinda por aceitar o nosso desafio. Muito obrigado. Muito obrigada pelo convite, Sidney, você e a Bisclin também que me convidou, me trouxe até aqui para a gente falar um pouquinho desse assunto que é polêmico, é muito falado hoje em dia. Muito bem, então é um assunto dentro da oftalmologia, que até é um trava-língua, que é o blefaropa, vou falar devagar para a minha... Obrigado.
blefaroplastia. Esse vai ser nosso assunto aqui com a super oftalmologista Gabriela da Vizclin. Antes de começar, agradecer o nosso apoiador desse episódio, que é o grupo Medicoff. Medicoff, cursinho para internos em medicina, para estudantes de medicina geral, que está prestando a residência para poder então entrar. Maria Júlia, que está aí no quinto ano, minha filha, está no Medicoff. Vê se estuda direitinho, que você quer fazer dermato.
difícil de entrar, assim como o oftalmo. Então, se liga aí, Maria Júlia. Dobra seus estudos que eu tô achando que tá pouco pra você entrar em remato. Obrigado, Medicoff. Aperta a Maria Júlia aí, impor informação nela pra poder ter essa chance. Gabriela, mais uma vez, seja bem-vindo ao nosso assunto, então, blefaroplastia.
Pra quem tá ouvindo, não tem a menor ideia do que é isso. E eu também vou lembrar que eu estou aqui também aprendendo. Já me formei há 30 anos. Então, se eu pra contar alguma coisa muito diferente, esquisita, não fique triste comigo. Eu também, muitas vezes, vou estar aqui aprendendo. Já são quatro anos de Pó-Doutor. 400 episódios. Imagina quanta coisa legal eu vi aqui. E eu não vou desistir. Saúde é um assunto que, no Brasil, as pessoas...
Mas a gente vai quebrar essa bolha cada vez mais, fazer com que todo mundo saiba um pouquinho sobre saúde, que é o nosso grande patrimônio. Então, vamos lá. Blefaroplastia, dá um panorama geral para a gente começar. Vamos lá. A blefaroplastia está dentro do que a gente chama de plástico ocular. Quando a gente fala de plástico ocular, é um segmento dentro da oftalmologia que vai operar pálpebras.
vias lacrimais e órbita. E aí, dentro desses três segmentos, você pode se direcionar para qualquer um deles. Vou puxar a sardinha para o meu lado, que é pálpebra. Então, a blefaroplastia é a plástica da pálpebra. E a blefaroplastia, o que ela é? É a retirada do excesso de pele e bolsas de gordura dessa região de pálpebra.
Acho que nem todo mundo sabe o que é pálpebra Porque nós estamos falando com leigos Então claro que de pessoas de saúde Os profissionais são muito bem vindos Mas acho que nem todo mundo sabe Explica bem para o pessoal leigo Pálpebra é o que Tem cima e embaixo Então a pálpebra é o que vai proteger os seus olhos Então a gente tem a pálpebra superior E tem a pálpebra inferior
E ela é super importante porque é isso, né? Quando a gente fala de cirurgia de pálpebra, todo mundo fala, ah, mas é estético, né? Não, muitas vezes não. A gente se preocupa com a funcionalidade e a saúde dos olhos, né? E eu acho que é um tema muito abordado hoje em dia. Primeiro porque muitas vezes o paciente que procura a cirurgia plástica de pálpebra...
Às vezes ele não tem o conhecimento que o oftalmologista pode fazer essa cirurgia. Às vezes ele procura um cirurgião plástico, que também faz. Às vezes não, acho que quase nunca. Quase nunca. O paciente não tem... Só aproveitando isso, então o que acontece? Então, como a Doutra Gabriela falou, o oftalmologista está completamente apto a fazer essa cirurgia.
Lembrando que eu sempre falo aqui também que o que você tem que procurar de verdade é uma coisa que chama RQ. Eu tenho falado muito isso, Gabriela, porque você sabe como estão as coisas. Até às vezes aqui eu me deparo com pessoas que... Hoje o podcast foi crescendo, e às vezes as pessoas nos abordam para vir participar. Então, às vezes, está lá a doutora, você vai ver, nem médico é.
Claro que cada profissão tem as suas grandes habilidades, mas para você saiba que aquele profissional é um médico habilitado, especializado em realizar um procedimento dentro da sua especialidade, você tem que procurar lá no CFM, que é o Conselho Federal de Medicina, que é a nível Brasil, ou no Conselho Estadual, no caso de São Paulo, Cremesp, cada um tem o seu, vai lá, procura. Gabriela Lourenço vai ter lá um RQ, procura o Sidney Carvalho Jr., vai ter um RQ.
que eu estarei com a expertise máxima para que você atue naquela área. É óbvio que ninguém vai entregar, por exemplo, um olho que é um órgão sensorial. Eu entendo que dá... Estou até puxando a sardinha para o seu lado. Mas nos nossos sentidos, a visão, pelo amor de Deus...
Eu acredito que seja... Eu costumo brincar, assim, né? Por favor, né? É até uma curiosidade, assim, da minha parte, né? Antes de querer fazer oftalmologia, eu ia fazer cardiologia. Eu falava assim, ai, a coisa mais importante é a vida, eu vou fazer cardiologia. Acabei mudando, né? Enfim, a vida vai...
levando a gente para outros caminhos. E aí, quando eu escolhi a oftalmologia, eu falei, depois da vida, o sentido mais importante é a visão. Então, puxando sardinha aí para a oftalmologia, que realmente é muito importante. Sim, então, o que é isso? Não entregue, não ache que só... Porque está tendo muito hoje, né, Gabriela? Você está acompanhando tanto quanto eu.
Então, as pessoas... Porque, assim, Instagram, rede social, é tudo ótimo. Não tem problema. Pode ser bom de bola e bom na escola. Então, o médico no Instagram, sim, ok. Esse não tem problema. Mas precisa ser bom no Instagram e também tem que ser bem informado. Então, procure esse RQ, como eu falei, e você vai estar nas mãos de um bom profissional. Porque, como a Gabriela vai começar agora a explicar, os procedimentos possíveis, os riscos. Mas tudo tem risco, né?
Você tem que entregar os seus olhos para um profissional habilitado. Então, blefaroplastia nem sempre é estética. Mas, por exemplo, trata dessas bolsinhas. Trata demais. É, trata. Então tá, chega lá para fazer um diagnóstico. Então, mais mulheres, mais homens, o que você vai olhar? Na verdade, uma pergunta muito frequente é a seguinte. Quando que eu sei que eu preciso fazer uma blefaroplastia? Uma plástica da pálpebra.
pensando em outras cirurgias estéticas ah, eu tenho...
Às vezes o paciente fala, tem um pouco peito. Ela fala, então vou colocar silicone. A pléforoplastia, ela está muito associada a sinais muito indiretos. Então, às vezes o paciente chega falando assim, ah, eu tenho um peso nas pálpebras, eu sinto que meu olho está cansado. As pessoas perguntam, ah, você não dormiu direito? O que está acontecendo? Esse olhar caído, triste. Então, assim, existem esses sinais indiretos de peso e tudo mais.
E para as mulheres, eu falo muito que essa é muito boa. Às vezes, quando a mulher vai para se maquiar, e aí ela começa a passar o corretivo, aí ela vê que o corretivo marca ali na dobra da pele, ela passa um rímel borra no excesso da pele, passa delineador e não aparece. Ela fala, gente, o que está acontecendo com esse olho?
E, realmente, quando começa a incomodar, a gente fala que chegou o momento de procurar um profissional para falar precisa ou não precisa, está na hora ou não está na hora de fazer a blefaroplastia. Porque foi evoluindo com a idade. Foi evoluindo. Eu não entendi nada do que você falou agora de maquiagem. De cílio, é por isso que eu falei de uma boa mulherada. Mas aí vai mudando o padrão, vai mudando a anatomia.
E tudo isso vai trazendo um sinal de uma coisa que é um privilégio, que é envelhecer, porque a outra opção não é boa, mas dá para dar uma... Sim, Cid. E outra, a pálpebra, que é essa estrutura que protege os olhos, é a pele mais fina que a gente tem no corpo. Opa, olha aí. Então, é um dos primeiros lugares a demonstrar o envelhecimento.
Por isso que as pessoas têm procurado tanto. E outra, né? Ano passado, outubro do ano passado, a bleferoplastia se tornou a cirurgia plástica, a estética mais realizada no mundo. Ganhou da mama, do nariz. Ganhou da mama, do nariz, da barriga. E aí, realmente, as pessoas têm procurado bastante. E também acho que tem uma condição que, independente, eu não sou oftalmologista, mas acho que os olhos falam muito sobre a pessoa.
Muito. Tanto que, por exemplo, quando você tem uma pessoa que você quer esconder, a tarja sempre é nos olhos. Então, os olhos são meio que um cartão de visita, né? Para todo mundo que queira melhorar a autoestima. Você que está tudo bem também. Está tudo certo. Tem gente que tem uma autoestima lá em Simão e beleza. Sorte sua, continue assim. Não, tem gente que não liga, né?
Você está olhando para uma. Então, tem gente que tem uma... Minha autoestima sempre foi altíssima. Beleza. Está tudo ótimo. Porém, eu penso que estou começando a ficar com essas olheiras aqui. Aí tem a ver ou não também? Então, a olheira tem alguns tipos de olheira. Quando a gente está falando de olheira de profundidade, às vezes a bleferoplastia pode resolver alguma coisa. Porque a gente faz transposição de gorduras. Às vezes você tem um lugar que...
que é um pouquinho mais fundo, a gente transfere a gordura de um lugar para preencher, porque a gordura é um preenchimento natural que a gente faz, né? Então, a gente pode sim melhorar a olheira que é de profundidade com essa gordura que a gente já tem, né?
E a que eu ouvi falar também, porque sempre vendo alguma coisa do ácido hialurônico, tem alguma coisa a ver com essa história? Ou no caso das cirurgias da blefiloplastia, ou do preenchimento, daí com o hialurônico, não? Não, não, a gente não usa, inclusive, todo mundo fala de procedimentos estéticos que eu falo que não pode fazer antes da cirurgia de blefiloplastia, que atrapalha a gente...
fazer a dimensão da quantidade de pele que a gente vai tirar. Por exemplo, toxina botulínica é uma coisa que eu peço para o paciente não fazer antes da programação cirúrgica, quatro meses antes. Porque apesar de a gente não aplicar na pálpebra, a gente muda as estruturas ao redor dessa pálpebra. Então, às vezes, você puxa um pouquinho o supercílio, você tem redução dessa pele.
Então, atrapalha, não faz. E o ácido hialurônico, por exemplo, eu fiz ácido hialurônico na pálpebra inferior para preencher. Há alguns anos atrás, eu preciso tirar esse ácido hialurônico antes de fazer a cirurgia. Porque ele gruda na gordura e a gente não sabe exatamente o que é gordura, o que é produto do ácido hialurônico. A gente acaba tirando conteúdo demais ali da região. Então, são duas coisas que a gente pede para não fazer antes da cirurgia. Agora, os lasers, aí pode fazer.
Mas aí tudo bem. Mas a blefaroplastia, quando você fala, não estamos falando de laser, estamos falando de bisturi. Não, estamos falando de bisturi. Hoje em dia existem dois tipos, a gente fala de duas técnicas cirúrgicas. Uma técnica convencional, que a gente realmente vai usar o bisturi a frio, enfim. E tem a técnica com o laser de CO2, que é a novidade aí.
que a gente vem fazendo as cirurgias. Então, o laser de CO2, existem duas ponteiras no laser. Existe uma ponteira para corte e, à medida que você vai cortando, você vai cauterizando o tecido. Então, é uma cirurgia que não sangra.
Ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo ele faz isso. E depois você pode trocar essa ponteira e fazer um estímulo de colágeno. E aí você pode fazer tanto em pálpebra quanto no rosto todo. Então você estimula o colágeno fazendo esse laser de CO2. Então é muito interessante para as pessoas que têm esse interesse em rejuvenescimento, em cuidado. Na mesma cirurgia, no mesmo tempo cirúrgico. No mesmo tempo cirúrgico. Porque inclusive, alguns dermatologistas fazem o laser de CO2 no consultório.
Isso só para estimular o colágeno. Mas é um laser dolorido. Então, aproveitando que o paciente está... Isso é uma coisa interessante, né? Porque as pessoas perguntam assim, é em consultório ou em centro cirúrgico? Eu ia perguntar isso. Em centro cirúrgico. A blefaroplastia. A blefaroplastia. Até o final do podcast, ele fala... Jesus, agora você me detonou. Estou brincando, é isso aí. Então, é em centro cirúrgico.
É em centro cirúrgico, com anestesia local associada à sedação. É uma sedação, mesma coisa de uma endoscopia, você vai dormir, eu falo que é o sono da beleza. Esse é o verdadeiro sono da beleza. É o verdadeiro sono da beleza. Você dorme e aí, como o paciente está anestesiado, ele não vai sentir esse laser de CO2. Então, é um momento muito legal de associar essa técnica aí para estimular a colágena.
E na prática, você acaba... É como se fosse retirar um excesso da pálpebra? É, a gente tira. Essa é a ideia. Essa é a ideia, sim. De cima, da pálpebra superior. Superior e inferior. Superior também. Também. Às vezes, o paciente tem... Na parte inferior, ela tem só aquelas linhas finas. E aí, a gente tira o excesso de pele da superior. E embaixo, a gente só faz o laser para estimular a colágena e para melhorar a qualidade da pele.
Então, por isso tem duas ponteiras. A gente tem uma ponteira de corte, que cortar de excesso de pele, a gente vai usar essa ponteira. E depois a gente passa para a ponteira de estimulador.
Ou no bisturi. Ou no bisturi. Daí o bisturi com o suturo. Aí qual a vantagem, né? A vantagem é assim, o laser de CO2, você vai ter uma cirurgia sem sangramento, isso é ótimo. Porque quando a gente tá falando do pós-operatório, é uma cirurgia que fica inchado, fica roxo. Então, pro paciente ter menos tempo desse processo, a gente acaba indicando o laser.
E interna de manhã, sai à tarde? Quanto tempo demora? Aquelas perguntas que eu falei que iam ser bem burras. É, é assim. Centro cirúrgico é como se fosse um hospital dia, que a gente chama, o paciente vai, opera e volta para casa. Não tem internação. Geralmente depende da complexidade do caso, mas pensando em uma blefroplastia superior, é uma hora, uma hora e meia de cirurgia. Acordou, comeu, voltou para casa.
Então, é relativamente rápido. Não tão rápido como uma cirurgia refrativa, que é 15 minutos, mas é uma hora e meia, entre chegar no hospital, tudo gasta uma manhã. Exato. Pensando assim, superior e inferior, com estruturas mais complexas, a gente está falando de duas horas, duas horas e meia, três horas no máximo. E no laser de CO2 é mais rápido ou falei bobagem? Mesmo tempo cirúrgico.
E, muito bem, duas coisas. Primeiro, riscos que podem acontecer, sangramentos, como você falou, mais tardios ou pós-operatório, como que é, infecção, o que está envolvido de risco, de complicações imediatas ou tardias?
No intraoperatório, a maior complicação realmente é o sangramento. Mas e para a minha visão? A gente não vai mexer no globo ocular. Inclusive, quando a gente vai operar a pálpebra, a gente usa um protetor para esses olhos. A gente protege esse globo ocular.
dependendo se a gente vai usar o laser, é um protetor específico, mas a gente protege o globo ocular para não ter nenhum tipo de... Nem encosta. Nem encosta no olho. É isso, é importante, porque como a gente está falando no começo, é uma região que todo mundo entende que é sensível e extremamente valiosa, então nem encosta. Nem encosta. Então, no intraoperatório, você tem...
você tem um risco de sangramento inevitável. No pós-operatório, maior risco de infecção. E você pode, quando você acessa a gordura na pálpebra inferior, você pode ter no pós-operatório, é raríssimo.
mas que é um sangramento retro-orbitário. Começa a sangrar na gordura que está mais superficial e esse sangramento vai para trás. E é uma complicação um pouquinho mais séria. E aí que o oftalmologista sabe muito bem conduzir, mas é uma coisa assim, raríssima. Muito, muito raro. Mas ele é intraoperatório.
É, ela começa a acontecer, o paciente, quando isso acontece, que é raro, o paciente, no pós-operatório, tem muita dor, que é uma coisa que ele não é para ter nunca. No pós-operatório. No pós-operatório. E tem algum tipo de sangramento, fica sangrando, sangrando, e a gente não reconhece de onde, a gente tem que reabordar o paciente.
Aí você falou, então, uma hora e meia, vamos dizer que contando tudo, comeu, chegou no hospital, gastou uma manhã, sai do hospital meio-dia, e aí, como vão ser os próximos um dia, três dias? Usa alguma proteção? O pós-operatório geralmente é super tranquilo, que é uma das grandes perguntas aí no consultório. Quando eu volto a trabalhar? Quando eu volto para as atividades?
Piscina, pra praia, sol. Treinar, quero treinar. Que bom. É, então. É assim, primeira semana, eu geralmente atesto o paciente e ele fica em casa, tranquilo, sem dor. Como eu disse, dor não é pra ter. Enxergando o normal. Enxergando o normal. Que deve ser dúvidas das pessoas. Isso, a gente vai chegar nisso. Uma semana em casa, fazendo compressa gelada, passando pomada de antibiótico, pingando colírio lubrificante. Porque aí tá...
o maior desconforto do paciente, não é dor. Como a pálpebra fica bem inchada, a gente fala que no piscar, a pálpebra tem uma dificuldade maior desse piscar. Às vezes, nos primeiros dias, ela não fecha direito mesmo. Então, o paciente vai ter muito olho seco. E a gente sabe que o olho seco também pode gerar embaçamento visual. Então, o paciente, nos primeiros três, quatro dias, que são os piores de inchaço, ele pode ter olho seco, embaçamento visual.
e esse desconforto da pálpebra está inchada. Por isso que é muito importante ficar em casa quietinho, fazendo compressa. Sem dor. Sem dor. Sem dor. Sem grandes medicações também. Não, eu geralmente não deixo, não é protocolo a gente deixar antibiótico no pós-operatório, tem médico que deixa, tem médico que não deixa, eu geralmente não deixo. Medicação de antibiótico vioral, só tópico.
A não ser que o buster já tenha grandes sangramentos, o paciente tenha alguma comorbidade. E para dor também nem há necessidade de horário. Deixo-se dor. Então, não é protocolo de horário. Mais um analgésico simples. Exatamente, analgésico simples.
É segunda semana, o paciente vai tirar os pontos e aí eu já começo a liberar. Pode trabalhar, claro que, ah, eu sou, vou trabalhar em obra, claro que dependendo do trabalho ali, do que o paciente faz, mas, por exemplo, eu trabalho no computador. Às vezes, na primeira semana, consegue fazer home office em casa, ficar no computador, trabalho uma horinha, faz com pressa, eu geralmente deixo mais livre.
E depois que tira os pontos, geralmente vamos deixar bem tardio, 15 dias. Aí já pode voltar para algumas atividades físicas, como, por exemplo, uma musculação leve. Eu não libero assim, eu nado. Natação, 30 dias. Tomar sol, 30 dias. Correr na rua, 30 dias. No geral, com 20 dias você consegue fazer uma caminhada, uma esteirinha.
Então, é uma evolução, é uma cirurgia de pequeno porte, mas que acaba sendo bastante delicada, porque mexe num órgão extremamente importante. Eu não sei se eu entendi direito, no começo eu estava falando de blefaroplastia só da pálpebra, tudo bem. Mas tinha falado de globo ocular também, alguma coisa? O que você quis dizer? Quando você fala de plástica ocular, plástica envolve não só a blefaroplastia, quando a gente está falando de plástica de pálpebra.
A gente opera desde esse excesso de pele, bolsa de gordura, que é a blefaroplastia, mas a gente também opera tumores de pálpebra, como, por exemplo, tumores benignos, que é o calásio, que é aquela bolinha na pálpebra que começa como um terçol dolorido, parece uma espinha na pálpebra. Se aquilo evolui...
ela vira um calágio, e aí a gente tem que operar. Até os tumores malignos, como melanoma, que aí você está falando de um tumor que envolve até risco de vida. Então, todas essas cirurgias pouco complexas, como a cirurgia do calágio, até os tumores malignos. Mas tudo isso ainda em pálpebra, né? Tudo isso em pálpebra. O globo ocular não entra nessa... Não entra. Só para todo mundo entender, não tem uma cirurgia estética... No globo. Que mexa no globo.
Não, não tem. Tem, às vezes, glândula lacrimal, que está bem próximo ali do globo ocular, ou a cirurgia óssea, porque a gente sabe que tem alguns cistos que estão ali no osso da órbita, e aí quem faz o segmento de órbita opera.
E vias lacrimais, quando a gente está falando de ducto nasolacrimal, quando o paciente tem queixa de, ah, meu olho lacrimeja muito. Às vezes ele tem uma obstrução desse canal da lágrima. O que é o ducto nasolacrimal? É o ralo do olho. O ralinho. Isso, é onde a lágrima vai drenar. Fica aqui perto do nariz. Fica isso, bem próximo. A gente tem dois, na anatomia, a gente tem a pálpebra, e pertinho do nariz a gente tem dois pontinhos, dois ralinhos. Ali são os dois pontos lacrimais que drenam.
para o ducto naso lacrimal que passa dentro do nariz. Por isso que quando a gente chora, a gente dá umas fungadinhas. Exato, exato. E eu ia perguntar isso. Daí não tem perigo, porque obstruir o ducto naso lacrimal não é legal. Mas acaba também estando aí seguro, né? Tem solução, né? A gente passa com especialista de vias lacrimais e faz toda essa propedeutica e esse exame da via lacrimal, tanto clínico quanto cirúrgico.
você tá falando de pálpebra também claro nós estamos falando de blefaroplastia que é puramente estética né mas eu tava lembrando aqui uma coisa aqui a gente não é puramente estética tem alguns você explicou e eu mesmo assim não tem você tinha falado já isso é tem alguns casos que a gente sabe que tem uma funcionalidade aí relacionada a blefar
Eu falo que é o apelido da blefaroplastia para não fazer esse trava-língua. Mas, às vezes, o paciente tem associado a esse excesso de pele...
Uma queda da pálpebra. Essa pálpebra, a margem dos cílios vai cair em cima da pupila. Então, o paciente tem uma restrição de campo visual. Que é a tal da pitose. Que é a tal da pitose. Muita gente acha que é a mesma coisa. Pitose, eu preciso fazer cirurgia de pitose. Não, quando você vai ver excesso de pele, não tem pitose.
A pitose é uma restrição do campo. Então, é uma alteração na musculatura. O que faz o nosso olho abrir é um músculo, chama músculo levantador da pálpebra. Tem outros, tem retrator, tem músculo de mío.
Mas o principal é o levantador. E esse músculo desinsere, essa pálpebra cai. Essa é a cirurgia de pitose, de correção de pitose. E aí o paciente que tem pitoses graves, às vezes ele chega no consultório até com alteração cervical, problemas de coluna, porque ele faz uma posição viciosa do pescoço. Claro.
Então, você corrigindo, fazendo, claro, e aí, assim, quando você vai mexer na pitose, invariavelmente ele tem um excesso de pele, a gente associa a blefaroplastia à correção de pitose.
E aí você devolve a funcionalidade e qualidade de vida para esse paciente que não estava conseguindo posicionar pescoço. Porque corrigir pitose é uma coisa e a bléfaro é outra coisa. É outra coisa. A gente sempre fala aqui também, Gabriela, falamos sobre questões de SUS, de convênio, de como funciona isso.
Claro, a gente está aqui para elucidar. Cirurgias estéticas não são cobertas por nenhum convênio, obviamente, nem pelo SUS, porque, na verdade, quem não é da saúde não tem obrigação de saber isso. Parece simples, mas eu imagino que as pessoas vão lá no seu consultório e perguntam, ah, mas o convênio cobre? Claro que não, as estéticas. Mas, se for uma funcional, talvez cubra.
talvez cubra. Por exemplo, quando tem essa questão da pitose, às vezes a gente pode tentar pedir para o convênio, aí ele vai pedir uma série de exames que comprovem essa funcionalidade e a gente manda e às vezes... Porque daí não é estética. Aí entra nessas que você falou, que não são estéticas, aí o convênio pode cobrir. E aí essa talvez cobrisse até no SUS, se logicamente guardadas as proporções e dificuldades, mas também vão ter oftalmologistas que trabalham com...
com isso. E talvez o SUS até faça a pléfora estética, em instituições de ensino. Demora, né? Aquela filha, mas... Eu estava tentando lembrar o nome daquele ministro argentino que tem... Como chama, Gustavo? Cadê o Gustavo? Aquele argentino que tem um olho diferente. Sabe quem é? Ficou famoso. Não sabe também, então esquece.
Brasil quem é? Não, não, um que tem um olho bem diferente do outro. Eu vou querer... Sabe quem é que eu estou falando? Ah, eu acho que sei. Sei, sei. Sou ruim de nome. Eu também. Eu não sou bom de nome, mas eu esqueci. Agora que você falou da assimetria. Sim, sim. Porque, na verdade, a gente esteve aqui há um tempo atrás com a minha super amiga Tatiana. Tatiana, que é...
plástica. Então, ela estava falando sobre beleza e a beleza diz respeito à simetria. Então, por exemplo, às vezes a pitose vai fazer com que você fique assimétrico e, portanto, menos bonito, vamos dizer assim.
Falando nisso, uma coisa muito interessante, às vezes, falando em simetrias, principalmente as mulheres, elas têm assimetrias de sobrancelha, e aí a gente pode associar a cirurgia de blefaroplastia, o que a gente chama de lifting de supercílio.
que é o levantamento dessa cauda da sobrancelha e até um lado mais do que o outro para tentar fazer essa harmonia do supercílio também. Existe essa técnica cirúrgica que a gente pode também trazer essa simetria, essa beleza que as pessoas buscam. E, Camila, geralmente é a idade que as pessoas que vão lá no seu consultório... Fala de novo o nome da sua clínica, é vice-clínica.
Eu atendo na Visclin, que é do grupo da... Que é da Opt. Da Opt. Quem mais se procura lá? Primeiro, mais homens ou mais mulheres? Mais mulheres, mas tem mudado. Cada vez tem aumentado o número de homens, porque o mundo vai evoluindo para acabar com preconceitos, com tabus, e isso é muito legal.
Sim, e geralmente, assim, vai o casal. Ah, é? Ah, não, o homem só vai com a mulher, né? Você vai e apanha. Vai, vai o casal. Aí, primeiro, a mulher toda empolgada vai lá e opera a mulher. E o homem só olhando, né? E aí, na hora que ele vê que deu tudo certo, que a mulher ficou linda, aí ele começa a falar, acho que agora eu vou fazer. Aí ele vai lá e faz. Nesse caso, acho que as mulheres são mais destemidas, né? Sim, sim. Para ficar bonita, vale tudo.
Não, não, desculpa, falei isso não é verdade. Precisa procurar o médico certo, fazer tudo direitinho, né? Porque essa frase é perigosíssima, né? Aí vai no youtuber, no influencer que fez o curso de final de semana e tem problemas sérios. Mas então mais mulheres. Mas muito mais mulheres ou vai três quartos e um quarto? Dá uma proporção mais ou menos do que você vê na sua prática. Eu acho que ainda é três para um.
3 para 1. Eu ainda acho que... Mas é bastante homem, então. É, mas está quase igualando. Está aumentando o número de homens. Está aumentando bastante. Certo. E as idades? Ah, isso é muito legal. Porque uma das perguntas é mas não tem idade mínima para cirurgia de blefaroplastia? Não tem. Porque não tem idade mínima para o incômodo. Quando a mulher está incomodada, o homem incomodado...
ele pode procurar. Porque nem sempre esse incômodo relacionado a envelhecimento. Às vezes é uma característica genética. Minha avó, minha mãe tem essa pálpebra mais gordinha e ela vai lá. A paciente mais jovem que eu já operei tinha 27 anos. Com uma pálpebra...
Bem espessa, assim, ela não gostava daquela característica anatômica e, realmente, a gente operou com um paciente super jovem. E a mais velha, 95 anos, né? Vaidosa. Boa, tá viva. Tá viva, quer ficar bonita, né? Claro.
Beleza, vai dançar no baile, vai namorar, vai passear, vai para Paris, vai para Itu, brincar. E a vida continua, né? Mas assim... Quando tiver sonho, tem vida. Mas a maioria, a faixa etária, né? Então, a maioria mulheres, na faixa etária dos 50, 60, 45, 60 anos, né? Essa faixa etária. 45, 60. Que é a maioria, a maioria das mulheres. Eu acho que quando elas já...
tiveram filhos, já encaminharam esses filhos, começa a prestar um pouco mais de atenção nelas e falar, agora chegou o momento de cuidar de mim e esse é o momento das mulheres. Se cuidar nunca é tarde também. Enquanto você estiver sonhando, tiver propósito, tem que estar feliz, tem que estar buscando e tudo mais.
Outra coisa que você estava falando, sei que você já falou, mas então não tem nenhuma relação com a visão. Nenhuma relação com a acuidade visual. Não atrapalha quem enxerga pouco, muito. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Porque quando eu falo em mexer na pálpebra, eu acho que a pessoa fala, poxa, vai estragar meu olho, vai machucar. Nada a ver. Independente da proteção, ainda tem a habilidade do cirurgião, toda a expertise.
Então, não tem nenhuma relação com nada. Não tem. Claro que a gente fazendo uma cirurgia de pálpebra, a gente não pode...
Prometer visão. Mas, eu vou dar um exemplo. Por exemplo, eu operei a minha mãe há dois anos atrás. Operou a sua mãe mesmo? Isso, ela fez blefaroplastia. E aí, a maior queixa dela, que ela reclamava, era assim, filha, a minha pálpebra pesa, minha pálpebra pesa, pesa. E assim, ela falava, mãe, você pesa? É, parece que eu não enxergo direito, pesa, pesa. Vamos fazer essa cirurgia de pálpebra. Tá bom, examinei, falei, tem pele aqui, vamos tirar.
a primeira coisa que ela falou foi a minha visão melhorou. Então, você não abriu o meu campo de visão. Eu acho que tem essa relação indireta. Claro que a gente não pode prometer isso para o paciente, mas a gente vê na prática que, depois da cirurgia de blefaroplastia, o paciente tem esse ganho. Parece que abriu o campo de visão, meu olho está mais aberto. Então, tem uma relação indireta, mas a gente não mexe na visão. É isso que eu quero dizer.
Então, além de você trazer a... Melhorar a beleza, a autoestima, em alguns casos também vai ajudar na visão. Sensacional. Super, Gabriela Lourenço. Foi uma honra. Muito obrigado. Aprendi muito com você. Muito obrigada. Além do que você já deixou de conhecimento, compartilhou aqui da sua experiência, eu queria uma mensagem final exatamente sobre esse assunto. O que você diria para quem vai procurar esse procedimento? Uma mensagem sobre especificamente blefaroplastia. Eu aprendi no finalzinho, mas estou aqui.
45 segundos. Me salvei. Bom, obrigada, Sidney, pela oportunidade. Foi um prazer. E eu queria falar para as pessoas, assim, se te incomoda, vai lá na clínica, a gente toma um café, bate um papo, principalmente os homens.
Eu falo que o homem primeiro precisa passar para uma sessão de terapia, eu faço essa sessão de terapia, porque o homem geralmente tem mais medo, mas a gente conversa, a gente examina, eu tiro foto, eu faço vídeo, eu mostro o que pode melhorar para realmente trazer esse novo olhar aí para essas pacientes e pacientes. Muito bem. O seu Instagram como que é mesmo? Arroba é o Thalmo Gabi Lourenco.
Ofitalmo, Gabi, Lourenco... Lourenco, tem um S no final. Lourencos. Ah, Lourencos, tudo junto. Não tem ponto nada. Ofitalmo, Gabi, Lourencos. Isso, isso. Tudo junto vai estar aí nas descrições dos vídeos. Gabriela Lourenço, sorte dos pacientes que a tem como médica.
Fique bem todos vocês, compartilhe assunto legal, compartilhe com quem você ama, siga nos bons, informação é o diamante da prevenção. Gabriela, mais uma vez, muito obrigado, fica sempre com Deus. Prazer. E até a próxima, obrigado por divulgar tanto conhecimento. Muito obrigado, valeu.
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