RÁDIOFOBIA 435 - com Nick Ellis
Saudações tecnológicas, ouvinte do RÁDIOFOBIA!
Se você navega pela internet há mais de 10 anos muito provavelmente já deve ter ouvido falar desse "nice guy", pioneiro da blogosfera, um dos primeiros usuários brasileiros do iPhone e criador, lá em 2006, do Digital Drops, um dos primeiros sites brasileiros a falar sobre tecnologia, inovação e gadgets.
Depois de várias participações aqui no RÁDIOFOBIA falando de nerdices, Star Wars, home office e até karaokê, chegou a hora de finalmente conhecer a história de vida e celebrar a trajetória do amigo Nick Ellis!
Com Leo Lopes, Thiago Fujiwara, Júlio Macoggi e Victor Estácio!
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Arte do episódio: Sandro Hojo
Links citados no episódio:
- The Facts
Links citados nas Cartinhas do Totô:
- RÁDIOFOBIA Classics #74 – Tina Turner
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Leo Lopes
Júlio Macoggi
Thiago Fujiwara
Victor Estácio
Nick Ellis
- História de Nick Ellis· EntretenimentoInfância e fascínio por tecnologia·Jorge Ellis·Game Watch·Star Trek·Star Wars
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São 20 horas e 25 minutos, senhoras e senhores.
Tá começando a partir de agora o primeiro Radiofobia. Hoje totalmente fenomenal, programa especialíssimo apresentando para vocês, senhoras e senhores, incrível, espetacular, nunca antes a história das internets se imaginaria. Mais uma edição do Radiofobia. Sim, eu quero mais palmas hoje, não quero muito mais valas Porque hoje está no ar o Radiofobia, desde 2009 trazendo para o podcast o melhor clima do rádio ao vivo. Saudações, ouvinte do Radiofobia!
Eu sou Léo Lopes e tá no ar pela Radiofobia Podcast Network mais um episódio totalmente inoxidável, totalmente medieval, Gil. Totalmente cabriocárico do seu Radiofobia. E hoje nós temos um programa especialíssimo porque já vou aqui colocar em tela quem está assistindo no YouTube. Você que está aí conectado, obrigado demais por estar conosco aqui neste pequeno momento. Hoje nós temos um programa que nós vamos falar aqui com um pequeno amigo de— olha, eu conheço esse cara quase 20 anos.
E ele já participou de praticamente quase 20 episódios do Radiofobia, que eu estava contando todos os episódios de Star Wars até agora, ele já participou. Ele participou de programas sobre nerdice, que é totalmente o perfil dele, falando sobre tecnologia, gadgets, obviamente. Falamos sobre— em 2015, a gente chegou a falar sobre home office numa época que a gente nem sabia que 5 anos depois viria uma pandemia, todo mundo seria obrigado a trabalhar de home office.
A gente trabalhava de home office porque era uma opção que a gente tinha. Até sobre karaokê, a gente já conversou aqui com esse cara. E aí, eu estava recentemente... Deixa eu falar aqui primeiro pro Thiago Fujiwara. Boa noite, meu querido Japinha. Olá, queridão. Boa noite, Léo.
Boa noite, pessoal. O Nick já é da casa, então pode abrir a geladeira e pegar uma cerveja.
Pode pegar cerveja, bater na gente na bunda, pegar uma batatinha. Você lembra já de quantos episódios você participou com o Nick, Tiaguinho? Já perdeu a conta, né?
Nossa, eu não participo de Star Wars que eu não conheço, mas fora Star Wars, os outros, é, a gente falamos sobre eles. É uma meta minha, sabia? Eu sempre tento falar, eu vou começar a ver.
Não conheço, é muito forte também, né?
Que não conhece também.
Eu juro, Júlio, eu juro que eu nunca assisti.
Ah, mas tu sabes o que é, pô.
É, não é, eu sei, é uma coisa, mas eu queria cultura, né? Eu queria, porque quem conhece que nem vocês, eu ouço vocês falando, vocês têm tipo um brilho no olhar, vocês têm teorias, coisas que vocês gostam, coisas que desgostam. Eu queria ter isso, né? Então é uma coisa que eu falo, eu vou pôr, aí eu vou colocando outra coisa, aí eu assisto, sei lá, um outro filme. E aí nisso eu vou, vai jogando um ano, dois anos, e eu vou perdendo todos os radiofobias, né?
Põe um Star Trek achando que é um Star Wars.
Exato, exato. Júnior Macode, boa, boa, tudo bem? Falar nisso, e se perde, né? Se perde na quantidade de coisas, né?
Muita coisa. Mas eu confesso, aqui caiu uma nota de 10 no chão aqui. Eu prefiro Star Trek do que Star Wars, mas eu adoro Star Wars também.
Mas aí eu não gosto.
Não vamos entrar nessa polêmica hoje, mas é algo que pode ser discutido sentido em momentos futuros. E você também já, já participou também bastante, hein, Juninho? Já temos várias, várias, vários momentos, hein? Momentos lindos. Tem alguns anos aqui, alguns bons anos. Exatamente. Temos um menino também que até agora não participou, participou de todas as gravações até agora menos uma, que é o menino, menino Vitor Estácio.
E quase não veio na de hoje, hein?
Quase não veio na de hoje, tava desviando. Graças a Aquela operadora de todos os batráquios presentes, né? Exatamente, batráquio, uma pessoa, uma pessoa que tá, faz, tá, como é que ajuda todo mundo, então aí todo mundo fazendo porra nenhuma por ele. Menino Vitor Santos, exatamente.
Queria deixar aqui, ó, é um feliz aniversário para o grande amigo meu Leandro Lopes.
Olha aí, já fiz, já passou, já passou, já. Muito obrigado. E eu deixo aqui para o cara que faz no dia seguinte presente do meu aniversário, que é um grande amigo meu, Vitor Estácio. Tá retribuindo.
Dois leoninos atravessados por muitos sentimentos.
52 aqui, 43 aí. Vamos que vamos, é nós! Exatamente. E temos aqui o nosso amigo de longa data, podcastal, que é o cara com certeza mais inoxidável da internet brasileira. Se você está na internet, você não é, se você não é jovem mancebo TikToker aí e tal, né, que tá perdoado porque você enfim tá em outra cultura, mas se você vem de uma cultura de blogosfera, se você se lembra dos blogs, dos eventos de interwebs, né, dos sites de tecnologia da época que a gente assinava Google Reader, aquela época boa que a gente era, era beta tester de gadgets e tudo mais, com certeza O que foi?
Tá, tá, voltou. Exato. Mas com certeza você já ouviu falar no nice guy da internet brasileira, que é meu amigo Nick False Ellis, mais uma vez aqui com a gente. E aí, Nick, saudade já, cara.
Pô, muita saudade. Bom demais estar aqui hoje, mas em companhia tão ilustre, né? Vamos combinar. E meus parabéns para você. Que isso? Vitor também, pelo amor de Deus, pô, vocês merecem todas as homenagens.
Eu aqui tô aqui só para falar besteira e vocês estão aqui, vocês estão aqui, nós vamos receber as verdadeiras homenagens tecnológicas, que é o que a gente gosta, porque somos merecedores das homenagens tecnológicas. Eu só não concordo com inoxidável porque outro dia eu encontrei com ele, o Cris Dias, e aí eu tenho que falar dele, mas nós vamos falar dele e eu vou contar daqui a pouco na abertura do programa o que foi o mote dessa gravação, porque você tá aqui geralmente para falar sobre algum tema, algum tema, alguma nerdice, alguma tecnologia, alguma coisa ligada à cultura pop e tudo mais.
Mas hoje o tema desse programa é Nick Ellis. Nós vamos saber o— esta é sua vida, vai ter gente saindo de trás do biombo aqui. É verdade, tem os vídeos, tem o depoimento Não, a gente vai conhecer a história desse cara, que é uma história de quem está na internet desde sempre. Você que hoje em dia navega na internet não sabe o que que é. Antes, hoje em dia, a internet ela existe. Nós vamos falar sobre isso daqui a pouco. A internet existe.
Antigamente a gente acessava a internet, a gente tinha que escolher um horário para entrar na internet, para provedor, no provedor, para navegar as ondas, surfar. Só gasta um pulso.
Só gasta um pulso.
Olha aí, se alguém pegasse o telefone na linha, acabava com a conexão.
O que é um pulso? Como era isso? Esse cara tava lá quando tudo começou e a gente vai contar essa história daqui a pouquinho.
Então, se você tá aí, a gente pode dizer, Léo, diga que o Cris trouxe o cabo e o Nicky trouxe o plug RJ45.
Exatamente, exatamente, exatamente. E nós vamos saber tudo isso das épocas áureas e como que esse cara tá aí até hoje. Ah, 98, vai fazer 40 anos, 40 anos vai fazer de internet, cara. Nós estamos em 2000, de internet, não, de internet não, de internet não, é 2000, foi 98 por ali que a internet mesmo começou a falar.
45 anos, porque a internet começou antes para mim, bem antes.
Olha aí, então nós vamos saber tudo isso e muito mais. Se você tá no YouTube acompanhando essa gravação, ao vivo, mande já sua pergunta, sua interação, sua, seu hello.
Se você tá pelo feed.
Não deixe de entrar lá também no nosso youtube.com/radiofobia para acompanhar as gravações ao vivo. Mas desde já eu agradeço demais a quem está acompanhando aqui. E você que fez o download— não faz download, mas o streaming aí do nosso episódio no seu agregador de podcast preferido, daqui a pouco a gente volta, porque hoje é dia de conhecer a vida e história de Nick Ellis no Radiofobia, galera.
Alô, alô, é da rádio?
É da Radiofobia, filho. Então é que sabe que eu mando carta para o programa toda semana, tem uns 10 anos já, mas ninguém nunca leu as minhas cartas, rapaz. Carta lendo sério em pleno século 21? E você ouve onde, no gramofone?
Mas não tem nenhuma carta por aí não, é? Ah, eu queria tanto ouvir o meu nome no programa.
Tá, e qual é a sua graça?
É Ostrogésilo. Ostrogésilo.
Achei sua carta, mas vamos te chamar de Totô, tá? E vamos rapidamente para a sessão de recados deste programinha delicioso com meu querido amigo Nick Ellis, honrando, né, a história desse cara que é tão importante para a história da comunicação e da internet brasileira. Foi um prazer receber o Nick aqui mais uma vez e bater esse papo com ele. Então espero que você curta o episódio aí tanto quanto a gente curtiu gravar. Se por acaso você tá ouvindo no feed, é claro, né, esse recado aqui não tem no YouTube, só tem no feed.
Você que tá ouvindo no feed e por acaso ainda não é inscrito no nosso canal lá no YouTube, youtube.com/radiofobia, lá você assiste as lives geralmente de segunda-feira a cada duas semanas. A gente tem lá a nossa gravação ao vivo do Radiofobia. Você pode participar ao vivo, assistir a gente além de ouvir, e também mandar a sua interação, a sua pergunta através do chat. Caso você não seja inscrito ainda, a gente espera você lá, belezinha?
Nesse comecinho aqui eu quero, como sempre, deixar o recado do nosso parceiro de 16 anos de hospedagem, HostGator, um dos melhores serviços de hospedagem do mundo. Não por acaso a casa do Radiofobia há 16 anos nessa que é com certeza a parceria mais longeva entre um podcast e uma empresa no Brasil que dá para você aí, querido ouvinte, até 83% de desconto no seu plano de hospedagem, além de ter CDN Cloudflare totalmente de graça, garantindo velocidade e estabilidade do seu site, condições para aquisição de domínio grátis, suporte técnico 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Não tem porquê você também não ser nosso vizinho ali naquele condomínio do mais alto garbo e elegância que é HostGator. E para você garantir o seu plano de hospedagem com desconto, é muito fácil. Entra agora no nosso site radiofobia.com.br/podcast, vai lá no rodapé da página, você vai encontrar um banner escrito hospedado por HostGator. É muito facilzinho, clica ali, vai ser direcionado para nossa página dedicada, e através dessa página você vai garantir até 83% de desconto no seu plano de hospedagem em HostGator.
E você sabe quem que está de volta? O que está de volta? Claro, ninguém pediu, eu sei, ninguém pediu, mas 2 anos depois está de volta o nosso podcast musical, o Radiofobia Classics. Exatamente, voltamos com o Radiofobia Classics. Já tá aí disponível para você poder ouvir no seu agregador de podcast preferido, menos no Spotify. No Spotify você não ouve mais o Radiofobia Classics, mas em qualquer agregador de podcast que não seja o Spotify, e também no nosso site radiofobiaclassics.com.br, você encontra todos os episódios.
Você encontra também ali a nossa webrádio 24 horas por dia tocando todos os episódios do Radiofobia Classics ali de modo aleatório. Se você usa o TuneIn, por exemplo, o aplicativo do TuneIn, você pode ouvir no seu carro viajando. A qualquer momento você tem na sua mão o Radiofobia Classics para trazer para você aquele clima de rádio que você gosta. E esse retorno foi feito em grande estilo, trazendo para você a biografia e grandes sucessos da rainha do rock and roll, Tina Turner.
Você vai conhecer tudo sobre a Tina Turner, vai ouvir ali também alguns dos principais sucessos dela, trechinhos, né, que eu uso na edição para poder ilustrar o programa. A gente já não toca mais as músicas inteiras, mas para você que quer ouvir as músicas inteiras, que entrar no clima do Classics, você vai ter um link aí sim para uma playlist no Spotify com todas as músicas que foram utilizadas para ilustrar o programa do jeito que você gosta.
Estamos de volta e se tudo correr bem e der certo os planejamentos, o Radiofobia Classics passa a ter episódios mensais a partir deste mês de agosto de 2026. Para você que curte, é um presentão. Eu também fico muito feliz. O Radiofobia Classics é um projeto muito querido, é onde eu me realizo 100% como radialista, como locutor de rádio, fazendo esses programas musicais. E ó, já está prometido e virá para o mês de setembro, o episódio número 75, especial de 75 programas sobre ninguém menos do que os vovozinhos do rock and roll, The Rolling Stones.
Então vai lá agora, se você deixou de assinar o feed do Classics, assina de novo. Se você achou que o programa tinha acabado, ele voltou, voltou com tudo, hein? Depois de 2 anos fora do ar, depois de 2 anos obviamente fora das paradas, né, dos top charts ali de podcasts. Em menos de 24 horas a gente entrou no top 200, subiu até o top 15, pelo menos foi até o que eu consegui ver. O Classics em si como podcast chegou no top 15 e o episódio sobre Tina Turner chegou na 4ª posição dos podcasts mais ouvidos do Apple Podcasts, que é para a gente ali uma grande referência.
Então eu agradeço você, meu querido ouvinte, minha querida ouvinte, que me acompanha e que continua acreditando nos podcasts do Léo, nos podcasts da Radiofobia Podcast Network. Vai lá ouvir o episódio número 74, especialíssimo sobre Tina Turner, no Radiofobia Classics. Se você quer produzir o seu podcast em áudio ou vídeo, mas tá em dúvida sobre o que você precisa fazer Como você faz para você poder planejar o seu podcast do começo até o fim, desde a concepção até a monetização?
Você sabe, para isso existe o cursodepodcast.com.br. Eu e meu querido sócio e amigo Gabriel Thuller ensinamos tudo para você. São quase 80 aulas divididas em 16 módulos, mais um módulo bônus, para você ter tudo que você precisa em um só lugar. Você não vai precisar mais jogar no Google, você não precisa nem perguntar para o Cláudio, para o nosso querido Cláudio, para o Gepeto, não precisa perguntar para ninguém, porque lá tem tudo que você precisa, inclusive um módulo exclusivo sobre o uso de inteligência artificial, além de módulos sobre profissionalização, abertura de empresa, registro de marca, direitos autorais, tudo isso dito por nós, ensinado por nós, que juntos temos quase 30 anos de experiência em comunicação, em podcast, em áudio e vídeo para você.
Então você entra agora, cursodepodcast.com.br, você vai ver que é muito mais barato do que um hambúrguer e um refrigerante por mês, muito mais barato, metade do preço, com certeza menos da metade do preço de uma pizza. Você vai se matricular no curso de podcast e ter tudo que você precisa pra tirar o seu projeto do papel e transformar o seu podcast em áudio ou vídeo em realidade. Então eu e Gabriel Tuller esperamos você em cursodepodcast.com.br.
Tá querendo seus podruto? Tá querendo vestir a camiseta bonita? Camiseta bonita, como diria Tony Ramos, camiseta boa. Agora já já perdi o personagem aqui. Camiseta bonita para você. Tem tudo ali em podcaststore.com.br. Você tem as canecas, as eco bags, os bottons, os ímãs. Tem podcasts que disponibilizam também pôsteres ali, como por exemplo o Pelada na Net e o Dentro da Minha Cabeça, do nosso querido Vidani. Tem também ali os pôsteres do Passaporte Orlando, do Sábado Sábado 14, tudo ali para você.
Além, é claro, dos outros parceiros que a gente tem lá. Tem o Portal Refil, que você tem lá o CO2, o Que Isso Assim. Tem também o Refil do Vidani. Você tem o Dentro da Minha Cabeça e o Pelada na Net, o Papo Delas da minha querida Cafeína, Passaporte Orlando, que tá lá também do nosso querido amigo Felipe, o Crazy Metal Mind e o Sábado 14 do meu querido amigo Rômulo além de todos os podcasts aqui da casa da Radiofobia Podcast Network e também da podosfera nipo-brasileira.
Você que é aluno do curso de podcast tem também ali os produtos do curso de podcast. E é claro, agora que você está ouvindo de novo, por que não garantir a sua caneca e a sua camiseta do Radiofobia Classics, que são lindas demais? A eco bag do Radiofobia Classics é coisa linda de Deus para você ir para o mercado, não gastar sacolinha, ajudar a natureza. Você desfila aí o amor pelo Radiofobia Classics. Agora você quer a sua camiseta lindona com modelagem regular e baby look, tamanhos que variam do PP até o 4GG, todas produzidas com padrão de qualidade chico 100% com fibra natural de algodão sustentável, malha vegana, fio 30.1, penteado, estampadas via termotransferência através de uma técnica chamada direct to film.
Então tá lá as camisetas lindas para você. E olha só, todo produto que você compra na Podcast Store, parte do valor dele vai para uma instituição. No nosso caso a gente ajuda o Instituto À Margem, que é uma ONG lá de Juiz de Fora, em Minas Gerais, que transforma vidas através de ferramentas que desenvolvem pessoas em situação de vulnerabilidade social, oferecendo educação de qualidade, inclusão social pelo esporte, pela cultura, defendendo seus direitos e também promovendo qualidade de vida.
Então, além de você desfilar aí o amor, mostrar o amor pelo seu podcast preferido, você ainda ajuda uma instituição que ajuda muita gente. Então, para você garantir agora exclusivamente, é só entrar lá em podcaststore.com.br. E por último, mas não menos importante, trazendo para você aqui o nosso grupinho lá do Telegram, a nossa, a nossa comunidade de ouvintes, apresentadores e produtores aqui dos podcasts da casa, que você acessa totalmente de grátis t.me/radiofobianetwork.
Entra lá, lá você tem a galera, galera do baixo clero da podosfera, tá todo mundo ali para você trocar ideia. Muito podcaster das antigas, o próprio Nick Ellis, nosso querido amigo que tá aqui com a gente hoje no episódio, tá lá também nesse nosso grupo lá da Radiofobia Podcast Network, que você acessa de graça em t.me/radiofobianetwork. Barra Radiofobia Network. Pode trocar ideia, pode mandar jabá do seu podcast, trocar meme com a galera lá.
Você recebe em primeira mão os links das gravações, as artes do Sandro Ródio assim que ele termina de fazer as ilustrações das caricaturas dos nossos episódios. Enfim, é um lugar para a gente trocar ideia, bater papo e ser feliz na internet. Seguro, tá seguro, tem ali os meus bots de segurança, todo o sistema de segurança para você não ser lesado, nada, fica tranquilo que eu aqui defendo tudo isso lá através da administração do grupo t.me/radiofobianetwork.
Belezinha? Então agora a térmica não tem mais o que esperar, roda a vinhetinha, chama de volta meus queridos amigos, porque hoje é dia de saber tudo e mais um pouco sobre a história do nosso querido amigo Nick Ellis, o nice guy da internet brasileira. Nesse episódio totalmente sorridente do seu Radiofobia. Aliás, Radiofobia, Radiofobia, Radiofobia, Radiofobia, Radiofobia. Vai, Milton, toque seu baixo deliciosamente! Tamo de volta, de volta em cima, de voltíssima no seu Radiofobia.
Hoje totalmente fenomenal, trazendo a figura totalmente inoxidável, porque os cabelinhos estão cada vez mais prateados. Ele está cada vez mais grisalho. Estamos todos, né? Eu já passei do grisalho, já tô ficando branco já. Não, menos Stas, que não tem, não tem pelos. Ele é aquele gato, como é que chama aquele gato pelado que não tem pelo? Stas, gato pelado, é gato pelado mesmo, aquele gato dos egípcios, cachorro mexicano. Exatamente.
Estamos aqui com meu querido amigo Nick Ellis para contar hoje a história dele. Eu vou contar aqui como foi que nasceu a ideia de fazer esse programa, porque o que acontece é o seguinte: eu e Nick temos quase 20 anos de amizade, desde que eu comecei no podcast. Vai fazer 18 que eu comecei com a Radiofobia. E assim que eu comecei, uma das primeiras pessoas que eu já acompanhava na época dos blogs, na época que eu acompanhava Querido Leitor de Rosana Herrmann, na época que eu acompanhava O bons tempos do Cocada Boa, na época que a gente acompanhava o Digital Drops, moleque, lá de 2006.
Eu lembro de buscas no Cadê, Cadê, exatamente. Achei! Eu lembro de Nick Ellis, que era um cara que tava sempre, principalmente pelo Digital Drops, mas depois eu comecei também a ouvir episódios do Nerdcast e o Nick sempre participando lá e tal, né? Naquelas, naquelas capas que tinha antigamente do Nerdcast, que eram desenhadas pelo nosso saudoso Harold Stricker, o androide. Tinha lá toda aquela galera com aqueles desenhos maravilhosos do Harold.
E tem lá, tinha lá o cara que era o cara dos gadgets, né? O cara todo eletrônico ali com os teclados, o celular e tal, não sei o quê. Tem esse cara, era o Nick Ellis, que era praticamente bancada fixa durante muitos anos lá do Nerdcast, junto também com Johnny Ken, né, com a galera que participava ali daquela época do Nerdcast, que foi quando eu conheci lá em 2008. E a gente se conheceu depois já em Campos Pari, a gente começou a trocar ideia, veio os primeiros convites para o Nick participar do Radiofobia, a gente ficou amigo.
Mas assim, eu estava recentemente lendo o livro Jovem Nerd Zerando a Vida do qual temos várias passagens nossas contadas nesse livro. E aí eu comecei a ler o tanto que o Nick é citado nesse livro como sendo um cara que desde o começo influenciou o pessoal com relação a essa coisa da tecnologia em várias coisas que eu não tinha a menor ideia nem que tinham existido. E eu falei, cara, tem passagens, o Nick citou agora há pouco nosso querido amigo Cris Dias, né?
Tem passagem citando Cris Dias, tem passagem citando Cris Dias, o Nick, e o Ian Black também, o amigo querido que infelizmente ainda não participou no Radiofobia ainda. Temos que resolver. Ian Black, queremos você aqui urgentemente. Ian Black foi um cara que me honrou, me honrou com a presença dele no meu primeiro workshop presencial de produção de podcast lá em 2013. E eu comecei a ver um monte de coisa no livro dos caras falando do quanto que o Nick tava nos momentos aonde eles tinham explosão de cabeça tecnológica.
Falaram a respeito, falaram não, né, quem falou foi o autor do livro, não falaram a respeito, mas na entrevista, né, Né, nosso querido Rafael de Pino, que é o autor do livro, coloca todas essas passagens lá com base nos depoimentos que ele também pegou do Nick. Então tem tudo, tem desde o Digital Drops em 2006, falou do Barcamp de 2007. E aí, por que que eu falei a gente tem que chamar do seu pai, seu Jorge, né, que tem um monte de passagem legal? Aquela coisa do primeiro, Jorge, pai do Nick, Jorge Ellis, exatamente.
Seu Jorge, eu adoro.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Seu Jorge, George, eu falo George, pronúncia britânica, né, Nick?
George, todo mundo fala George, mas tudo bem.
É George mesmo, George. Então, George Ellis. E aí tem a história lá do primeiro patrocínio lá do Jovem Nerd, da Netmovies, que depois viraria a Netflix, que o Nick fez ali. Então eu falei, cara, pera aí, é muita coisa que o Nick já participou. Se a gente continuar na internet brasileira, né, na internet brasileira como um todo, falei, se a gente continuar só gravando sobre cultura pop, nós vamos continuar obviamente chamando o Nick para outros programas e outras coisas.
Falei, mas a gente não pode deixar de ter aqui um Radiofobia para contar essas histórias, porque eu não lembro, eu não vejo, eu não vi nenhum conteúdo até hoje do Nick contando essa trajetória dele na tecnologia, como que foi desde o começo, os eventos. O Nick foi um dos primeiros usuários de iPhone no Brasil, foi o cara que literalmente mostrou o iPhone para muita gente, que a partir de lá explodiu cabeça e nunca mais usou outro smartphone que não foi o iPhone.
Então é esse o tema do programa de hoje, meu querido amigo Nick Ellis é o nosso entrevistado para contar a sua história. E eu já começo perguntando, como foi que começou, Nick? Primeiro, você tá com que idade hoje? 55.
Somos aí, eu acabei de fazer, como eu gosto de falar, porque já fica menos assim traumático.
Eu falei, tô fazendo, fiz 5.2 agora, tamo ali juntinho, mesma geração. Você é natural da onde? Rio de Janeiro?
Eu sou carioca, graças a Deus, carioca. Aí o meu sotaque quase foi embora, mas ainda não foi, ainda não foi. Eu moro em São Paulo.
Seu pai, seu Jorge Ellis?
Sim, grande Jorge Ellis, meu pai. Pô, ele, cara, sempre foi uma pessoa ligada, sempre foi essa pessoa ligada em tecnologia que sempre gostou de conteúdo. E por causa disso eu também cresci assim, né, apaixonado por tecnologia, antes mesmo de produzir qualquer tipo de conteúdo. Então foi, foi essa parada, meu pai que me passou isso aí, tipo, de berço assim, esse fascínio por gadgets. Eu me lembro que ele tinha uns gadgets malucos já nos anos 70, entendeu?
Tinha um relógio Pulsar, que era um relógio digital, que foi um dos primeiros relógios digitais que foram feitos. Assim, com a telinha vermelhinha.
Ah, meu pai teve esse também, era um com a letra vermelha, né?
Exato. Eu sempre gostei muito dessas coisas, eu achava incrível. Falei, caraca, cara, imagina, tipo, né, tecnologia. E para mim a parada começou mesmo com a Nintendo, como para muita gente, né? Só que comigo foi o Game Watch. Assim, eu tinha vários Game Watch e com vários joguinhos, e tipo, não tinha cartucho, então cada joguinho era um jogo. Então isso aí foi mesmo o Game Watch, que era aquele dobrável.
Eu tinha o laranjinha, que era o do Mario com Donkey Kong, né? Esse foi o único que também foi, era meu pai que tinha. Eu nem lembro que fim levou aquilo ali.
Eu era apaixonado por esses negócios. Eu tinha um que uma vez quebrou a tela de cristal líquido porque, sei lá, ficou frio demais. E aí eu fiquei desesperado, como quebrou o negócio? E aí eu fiquei pensando, pô, como é que conserta isso, né? E aí sempre rolou esse interesse assim tecnológico, entendeu? Desde sempre. Mas eu sou tipo de formação, sou designer, então minha parada era design. Então quando eu comecei a acessar a internet assim foi com um amigo meu, Guga, Guga Tech.
Hoje em dia ele mora em Dubai. Um grande abraço aí para o Guga quando ele vê isso. E ele tipo sempre foi a minha referência assim. Ele tinha o primeiro Apple assim do Rio de Janeiro, que dava para rodar uns jogos assim. Então, tipo, eu sempre curti muito tecnologia com esse cara. E a gente acessava a internet, entendeu, com a galera da época, tipo, acessando um servidor que tinha nos Estados Unidos. A gente fazia um, ligava para um número lá e tocava um barulhinho numa fita cassete, e aí a gente conseguia entrar na rede.
Isso bem antes da da internet chegar ao Brasil. Por isso que eu te falei que são mais de 40 anos, entendeu? E aí, nessa pegada, eu comecei a fazer site para os outros. Foi aí que começou a minha vida profissional, basicamente, que eu tinha acabado de— tipo, eu larguei a faculdade de design, depois acabei voltando, mas enfim, na época não tava dando. Eu fui só trabalhar com isso. Eu trabalhava na época num estúdio de multivisão, que é uma coisa que hoje em dia não faz o menor sentido.
Era um monte de projetor, sabe, de slide, tudo programado assim um do lado do outro para fazer um vídeo, entendeu? Depois que surgiu o computador e os vídeos, eu tenho o editor de vídeo, isso ficou totalmente obsoleto. Mas, cara, nesse momento eu comecei a trabalhar com um negócio muito louco que foi trucagem fotográfica. Então, tipo, que maneiro! É, eu comecei a entender como é que funcionava as máscaras que você fazia com filme totalmente preto e branco só para recortar uns pedaços traços.
Enfim, tudo coisa que eu fui aproveitar depois na minha vida de designer digital, entendeu? Mas começou no analógico. E aí quando surgiu tipo o primeiro Photoshop assim, versão zero, sei lá, eu olhei e falei, caraca, os cara pegaram tipo a truca fotográfica e meteram aqui dentro do computador, que coisa incrível, né? Então foi basicamente aí que começaram os meus passos que foram me levando para o digital, assim, do analógico para o digital, digamos assim. Mas pô, não sei se eu já me embananei todo.
Não, não, não, não, não, mas é para contar. O que eu quero saber é o seguinte: quando você era pequeno, você era um moleque, você era um cara curioso, você era um cara de pegar esses gadgets que seu pai eventualmente— o que que seu pai fazia? Da onde que vinha essas coisas? Porque nem todo mundo teve acesso a isso, né?
Sim, eu pegava todas as coisas. Meu pai foi um dos caras que tinha um dos primeiros notebooks que pareciam uns negócios de umas maletas de você bater na cabeça dos outros de tão pesado, sabe? Era um negócio bizarro. E eu me lembro que na casa da minha avó uma vez chegou um médico, na época que ele tinha um telefone celular que ficava dentro do carro dele. E aí eu fui lá ver, eu falei, caraca, o telefone dentro do carro, que porra maluca!
Eu tinha, sei lá, 6 anos de idade, uma coisa assim. Então eu já tinha esse fascínio assim. E aí, ao longo da minha vida, pô, a gente tava falando de Star Wars e Star Trek aqui, que são duas paixões, né, que eu carrego na pele assim, do lado cada um, muito assim. E esses, eles também tinham muitos gadgets. Star Trek tinha muito gadget. Star Wars, pessoal fala menos, mas também tinha os gadgets ali, eram mais analógicos, mas também tinha os gadgets.
Gadgets, aquele binóculo, tinha vários gadgets maneiros assim. Então tipo tudo isso me interessava muito. Eu quando tinha sei lá 8 anos, 7 anos de idade, eu fui ver Star Wars no cinema. Eu já via tipo várias reprises de Star Trek na televisão. Então isso tudo já era muito cimentado em mim, sabe? Tipo tablet, né? O tablet, pô, Steve Jobs foi lançar o tablet em sei lá, 2010. Pô, Star Trek já tinha tablet lá no final dos anos 60, cara.
Então, tipo, né, a tecnologia ela já existia antes mesmo dela ser possível assim, ela já existia no imaginário assim da ficção, existia na minha cabeça também porque eu era fissurado por isso. Aí eu comecei, tá vendo, consegui falar de Star Trek e Star Wars aqui, tá vendo só.
Então, quando a gente cresceu lá nos anos 70, 80, Nick, a gente não tinha, a gente obviamente não tinha internet, né? Então a nossa tecnologia de música era fita cassete, LP. Mais para frente, depois que veio CD, MD e uma série de coisa até chegar o MP3 e tal. Então o nosso consumo de música era no rádio, fita cassete e bidisco, basicamente, né? Cinema era cinema, filme na televisão. O videocassete só surgiu no final dos anos 80, começo dos anos 90.
Então você como moleque, ser um cara muito criativo de pegar, sei lá, às vezes de desmontar coisa para saber como funcionava, ou de tentar criar coisa diferente, tinha umas, você tinha umas brincadeiras muito criativas, muito de pegar, fazer de conta desses gadgets dos filmes coisas assim e tal, que meio que desenhou um pouco desse Nick adulto depois?
Não, eu gostava de fazer isso, mas por experiência eu acabei parando, porque toda vez que eu fazia isso quebrava definitivamente.
Sobrava um parafuso, né?
É sempre assim, sobra um parafuso aqui, tipo a cadeira lá do Stephen Hawking lá no Big Bang Theory. Faltou um parafuso, mas tá funcionando. Aí eu não era muito disso assim, mas eu gostava tipo de mexer em software e tal, isso sim. Mas em hardware eu sempre tive um respeito assim. Eu teve uma época que eu montava computador, eu não sei se isso aí conta, mas não, eu fiquei com montar computador para os outros, tipo dando um salto, sei lá, muito tempo para frente. Eu desbloqueava iPhone para os outros para ganhar uma grana, né?
Então, mas é que tá, eu me pergunto, eu pergunto lá da infância Que é meio para entender essa, essa coisa que depois, com o advento das coisas tecnológicas, a gente pôde fazer, né? Porque antes era, você imaginava alguma coisa e de repente você acabou começando a mexer com aquilo. Isso é muito legal, né? Você de repente vê que uma coisa que você nunca imaginou tava tão na palma da mão assim, né?
Era fazer site, porque na minha cabeça assim, tipo, não existia um mundo assim né, que acabou virando de apps, né, enfim, onde você usa outras coisas para se comunicar. Na minha cabeça era tudo site. Então eu ficava pensando, pô, vou fazer os sites mais incríveis possíveis. E aí eu fazia, às vezes arrumava os clientes, fazer os sites tão malucos assim que o cara falava, cara, melhor não, eu queria uma coisa daquelas cinza, não sei o que lá. Faz um mais simplinho. É, faz o quê?
Você era mais purista de HTML ou se vendeu para o Flash rapidinho?
Ah, eu me vendi para o Flash rapidinho, com certeza. Nossa, não, eu tava sempre na onda ali do que que tava rolando. Eu fui daqueles que ficou puto quando a Apple decretou o fim do Flash definitivamente.
As E as pessoas hoje, você lá, você tá programando qualquer coisa, você tem um problema, você tem várias coisas que você pode consultar assim. Eu lembro assim que eu numa época também, quando tinha 16, 17 anos, que eu quis aprender HTML, puta, era um tal de tentativa e erro. E às vezes você ficava tempos e tempos tentando arrumar uma coisa e era, sei lá, um dash que você esqueceu de colocar, um negocinho errado ali que teu olho já tava cansado de tanto ver aquilo e você não via, né?
E aí depois teve essa época do Flash, que você falava, caramba, olha aqui, agora tudo vai ser incrível. Só que aí a gente tinha uma conexão bosta, então para abrir o site em Flash você colocava o site ali, você saía, ia tomar um leite, fazer alguma coisa, voltava, né?
Totalmente inviável aquilo ali, totalmente.
Ô Nick, e como que foi no começo, cara? Começo assim de, como é que começou a conhecer as pessoas? Foi através dos sites que você começou a fazer, criar relacionamento com a galera da internet? O que que veio antes? Como é que foi essa sua jornada? Você falou que descobriu a internet quando ainda era um experimento lá fora, então você era meio que um proto-usuário ali no começo, né? Porque aqui tava na BBS ainda. Como é que foi esse início e a sua entrada para a internet?
Eu comecei a basicamente vender site para todo mundo que eu podia e comecei a tentar viver disso, assim, basicamente esse era o objetivo. Mas eu não queria, eu não tinha um blog, eu olhava os blogs e falava, putz, o cara tá contando a vida dele aqui, como é que pode isso? Eu não tinha entendido ainda o potencial do blog assim, não biográfico, né? Depois eu tive blogs biográficos também, eu adoro. Mas na época eu tinha assim, olhava e falava, putz.
E tinha o Chris G, já tinha começado nessa época, que acho que ele tava em 2001 em Nova York, ele já começou o blog lá. Eu lia e eu falava, caraca, que maneiro, né, cara? Porque o cara tá contando isso lá, tipo, não preciso de um jornal, não preciso da BBC ou sei lá, do New York Times para falar, porque o cara tá contando o ponto de vista dele lá ao vivo. Eu me lembro que tinha um amigo, morava lá também, eu falei, cara, você devia fazer uns vídeos aí.
Porque falou, não, cara, você faz vídeo aqui hoje, já estão— o Guga, meu amigo lá que eu te falei, já estão os caras, já estão grilados. Se você ficar filmando, então é melhor não.
É porque tinha acabado de rolar o 11 de setembro ali, né? Então inclusive o Cris Dias tava em Nova York, ele foi um dos primeiros do Brasil a cobrir porque ele tava lá, né?
Exato. Então, tipo, eu fiquei pensando nisso, falei, cara, o blog ele tem esse potencial de atingir milhões de pessoas, né, rapidinho. Não tinha Twitter, não tinha nada disso naquela época ainda. Então aí que eu pensei, eu falei, cara, se eu fosse fazer um blog, como é que ia ser? Aí eu pensei no Digital Drops, falei, pô, vai ser um blog sobre gadgets, porque era a parada que eu mais gostava no fundo, era os aparelhinhos, entendeu?
Sim.
O hardware mesmo, entendeu? Eu sempre fui fissurado por software e obviamente cada pedaço de hardware não funciona se não tiver um software maravilhoso. Mas tipo aquele negócio de você poder pegar na mão. E aí eu pensei o Digital Drops nesse sentido assim, de ser um blog onde você pudesse entrar e descobrir o que tá acontecendo sobre gadgets em qualquer, sabe, lugar do mundo. E aí comecei a pensar, putz, tem muita coisa rolando no Japão, na China, né, sei lá, que ninguém tá falando aqui no Brasil.
Eu comecei a pensar nisso, falei, eu penso, pensar em fontes diferentes, não sei o que lá. E ele acabou criando esse estilo dele lá próprio que fez sucesso assim. Eu também tava totalmente meio que enjoado do que eu fazia como designer assim, que eu tava trabalhando para empresas e eu fazia relatórios financeiros, essas coisas que vocês conhecem muito bem. Que é um saco. E aí, é, pois é. E aí eu falei, cara, não, esse negócio aqui é muito legal, porque, pô, todas essas paradas vão chegar aqui no Brasil e vão chegar forte, né?
Pô, internet, celular, TV. Eu sempre fui fissurado por tudo isso. E aí eu fiquei pensando, pô, se eu tiver um site falando sobre isso, né, as pessoas vão me mandar até isso para eu testar. Imagina, é o mundo perfeito. E até hoje acontece isso, as pessoas mandam coisas porque elas querem saber como é que é a minha opinião, o que que eu acho do produto. E pô, fico muito feliz e muito lisonjeado de poder testar esses produtos e tal.
Mas aí começou essa guinada na minha vida, que eu meio que larguei o lado de design para lá, que era o que pagava minhas contas basicamente, e comecei a botar minha energia toda no Digital Drops. Aí no ano seguinte, 2007, Imagina, meu filho, tipo, minha mulher tava grávida, minha ex-mulher tava grávida do meu filho na época, e eu comecei a organizar o Barcamp e tal. Fiz o Barcamp, foi um sucesso.
O que que foi?
Para quem não sabe, conta o que que foi o Barcamp lá de 2007.
Depois conhecido como Blogcamp, era um evento no qual tipo você reunia várias pessoas que que se chamava então da blogosfera, né? Imagina que papo de velho, né? Mas é isso, gente, tava toda a galera da blogosfera lá e também a galera de rede social, porque nesse momento já tinha o Twitter, né, que acho que surgiu em 2006, se eu não me engano.
2007 o Twitter, veio logo depois.
É antes, é de 2006.
A gente que começou depois, né?
Eu entrei em março de 2007 porque o pessoal falar Ah, você nunca pagou a tua conta do Twitter mesmo depois que ele foi comprado pelo maluco lá? Eu falei, não uso, mas eu não apaguei por causa disso.
É, tá lá, né?
Fundado em março de 2007. Tipo, olha que coisa louca, né? Caraca, é mais velho que o meu filho mais novo, entendeu? Então aí eu já tinha o Twitter, então eu já tava me comunicando com as pessoas através do Twitter e através do blog. Que eu comecei em 2006, que é o Digital Drops, né? Em 2007, o meu irmão Dado fez o blog de brinquedo, que é um spin-off do Digital Drops, tá vivo até hoje, tá muito melhor do que o Digital Drops, inclusive, porque ele tem mais tempo para escrever do que eu.
E, cara, eu continuo até hoje fazendo a mesma coisa que eu fazia, tipo, em 2006, 2007, que é tipo escrever muito pesquisar muito sobre tecnologia. A grande diferença é que tipo na época era gadgets, hoje em dia adivinha só o que que é, Léo? Você sabe, né, cara? É hoje em dia é alma assim, porque eu tô acompanhando tudo que tá acontecendo diariamente desde que eu tava lá no Olhar Digital em 2022, 23, eu comecei a acompanhar isso diariamente.
E aí tipo foram os anos assim meio que sei lá, uns anos que a gente vai lembrar depois no futuro e falar, caraca, como é que aconteceu tanta coisa em tão pouco tempo assim? Mas foi isso.
A gente vai falar um pouco melhor sobre IA daqui a pouco. Hoje em dia, Cláudio é meu melhor amigo, é o Cláudio hoje, grande Claudião, meu amigão. Eu conheço muito bem também, Claudião me ajuda muito. Mas que eu quero, que eu quero lembrar aqui o seguinte, vamos voltar para o Barcamp, porque é o seguinte, porque eu quero só dizer o seguinte, ó, vamos contextualizar a época, tá? Era época de ouro da chamada blogosfera, a época onde todo mundo que é hoje, que seria o equivalente hoje do chamado influencer, do chamado YouTuber, o cara que é bem, é muito seguido no Instagram e tudo mais, naqueles anos ali de 2007, 2008 eram, é, 2006 para frente ali, eram os bloggers.
Então a gente tinha o blog e os maiores criadores, quem mais ganhava dinheiro na internet ali naquela época eram os grandes blogs, né? Eram os grandes blogs. Então naquela época surgiu, a gente falou aqui do Cocada Boa, né? O querido leitor da Rosana Remo, Digital Drops, tinha o Não Salvo, Que Biloco, é, e outros tantos que surgiram lá, que tinham os blogs naquela época, que eram os aqui. Então, e o Jovem Nerd inclusive, que começou ali 2002 e tal.
Em 2006 já tinha começado o Nerdcast. O próprio Cris Dias, que já era pioneiro disso ali também, né? Ian Black e outros caras que também estavam ali naquela blogosfera moleque. Então Então, para geração atual ter esse contexto, que eram os equivalentes do hoje do influencer que tem milhões de seguidores, eram os blogs que tinham também milhões de acessos diários. As pessoas ou elas entravam nos blogs para se atualizar das postagens, ou elas assinavam através do feed, que foi por isso que o podcast surgiu com a estrutura de blog.
Aí o que eu quero trazer aqui do Barcamp, porque foi um dos primeiros eventos aonde todo mundo que trabalhava com internet de alguma maneira e que tinha alguma relevância tinha que ter um blog, né, Nick?
Sim, é, todo mundo tinha um blog. A gente fez esse encontro, encontro que era uma coisa nacional. Veio uma galera de São Paulo, veio galera do Nordeste, veio galera do Norte. Tive a galera do Sul. Então foi muito legal, sabe? Então juntar essa pessoa, esse pessoal todo. Eu lembro assim do Marco Gomes lá apresentando o Povox numa varanda lá da PUC. A gente fez na PUC, então é tipo um auditório incrível assim. Foi uma loucura esse evento.
E aí tinha o apoio de várias empresas assim que eu consegui, inclusive da Ideasnet, que era empresa que meu pai trabalhava lá. E tipo a Netmovies também, toda essa galera toda, entendeu? Então, puta, eu consegui um apoio do metrô também, consegui um tipo, a galera ia para o evento de graça, ganhava bilhetinho para voltar, era mó barato.
Como que foi organizar um evento desse lá naquela época, que até a comunicação entre as pessoas também não era como é hoje, tão instantânea, tão eficiente.
Cara, posso só complementar a ideia do Léo?
Manda.
Além de organizar o evento, esse evento ele começou com cunho comercial ou social?
Não, social, totalmente social. O Blog Camp, ele era um evento tipo, não tinha nada, não tinha nenhuma palestra marcada. Era assim, você chegava lá de manhã, tinha um quadro branco, você anotava lá o o que que você queria falar, em qual palco. Era um evento totalmente democrático, não tinha cunho comercial nenhum assim. A gente teve uns apoios que era para fazer camiseta tal, e esse negócio da galera poder ir e voltar de graça.
Tudo isso foi, foram apoios assim que eu também não paguei nada, foram tudo, tudo feito nos escambos assim, digamos. Foi tão, foi uma parceria, né?
Tá bom, e velha permuta, né?
Permuta, é de conversar com as pessoas e chegar no, entendeu, em soluções assim legais. Felizmente eu sempre fui assim. Então nessa época que eu tava fazendo esse evento, foi um desafio enorme primeiro conseguir o lugar assim, porque eu nem era ex-aluno da PUC. Então eu consegui outra pessoa que era aluno e essa pessoa me representou, e aí deu tudo certo e foi um barato assim. Eu lembro da, putz, a Patrícia Moura, grande Patrícia Moura.
Lembro dela no palco principal assim, super começando assim, porra, e tendo oportunidade de fazer a palestra que ela queria, sabe? Tipo sobre marketing no Orkut, que na época era outra época, né? Tipo lá naquele evento. Então eu achei muito legal assim ele ser esse abridor de portas assim. Eu sempre gostei de ser essa pessoa que pode ajudar uma pessoa a conhecer outra ou fazer alguma coisa legal. Esse apelido do AS Guy começou por causa disso, por causa que ficava falando, não, o Nick tá sempre ajudando alguém fazer isso, fazer aquilo, e tipo ninguém pediu, mas ele tá lá ajudando.
Porra, que porra é essa? Parece o piloto lá do Lost. E aí, tipo, na verdade eu só tô a fim de ajudar e as pessoas fazerem coisas legais, e o Barcamp foi uma dessas uma das coisas bem legais que eu fiz assim. Eu me orgulho porque foi antes, né, do tipo, foi nos primórdios mesmo, como o Léo tá falando. Uma coisa bem, bem, sabe, tipo, o Inter tava acabando de começar, tinha 6 meses. Então uma coisa muito louca.
E o evento que apresentou muitas pessoas, né, que muita gente se conheceu. Esse registro eu lembro lá no livro do Jovem Nerd, que conta que muita gente, muitos relacionamentos que perduram até hoje surgiram nessa época, né, Nick?
Sim, relacionamentos inclusive amorosos. Tô brincando. Muitos relacionamentos surgiram nessa época, cara. E isso é um barato, esse encontro de pessoas. Depois eu nunca mais organizei um evento na minha vida, de muita coisa. Mas na época foi maravilhoso assim, entendeu? Mas não sei, depois que tava pronto eu quis fazer outras coisas assim, sabe? Eu já não tava mais interessado em fazer a mesma coisa de novo no ano seguinte.
Sim.
E aí acabou rolando os outros blog camps lá que eu apoiei assim como palestrante, como parte da organização, mas não como o organizador principal, o cara que tem que resolver tudo. Que, pô, sabe, eu tava para ter meu filho e aí foi uma loucura aquele ano inteiro de 2007.
Era mais ou menos contemporâneo com a Campus Party ou não?
Na mesma época era mais ou menos contemporâneo. A gente vinha para São Paulo, encontrava a galera na Campus Party. Eu me lembro que eu tinha muita vontade de fazer uma Campus Party no Rio, mas nunca deu certo. E ainda bem também Porque isso é uma trabalheira sem fim.
Você teve a experiência do blogcamp e falava, o blogcamp vai ser mais difícil.
É você também vira vidraça, né? Qualquer coisa assim, qualquer probleminha, você que é o culpado, que você que é organizador. Enfim, nada contra, e pô, tem gente que nasceu para isso e faz isso com desenvoltura, né? Mas eu só saquei que de repente era hora de voltar para os blogs, e aí eu voltei, entendeu? Voltei feliz assim e continuei na minha missão de tocar essa vida dupla entre blog e design. Então fazendo os freelances, fazendo os sites, fazendo umas coisas para poder pagar nas contas e continuar tocando lá o projeto de conteúdo que eu tô nessa, não digo até hoje, mas eu tô trabalhando até hoje no blog, até hoje em conseguir fazer coisas.
Pô, podia estar comemorando que consegui comprar um microfone para poder gravar os áudios, né, dos eventos. Geralmente eu gravo tudo depois. Enfim, tudo é uma evolução. Enfim, eu tô há 20 anos nessa, agora que eu comprei um microfone decente.
Não, que bronca nenhuma, imagina. Mas é interessante você contar dessa maneira. Não, mas é isso. Não, não, tá certo. Certo, o papo é esse mesmo, o papo é esse mesmo. Porque o que é interessante é que você estando dentro disso desde sempre, é mais difícil talvez de você ter ideia do quanto que isso foi importante para tudo que veio no entorno, né? Eu lendo lá o livro, eu percebo o quanto que as iniciativas que você teve naquela época foram importantes eventos para que pessoas se conhecessem, vissem outras coisas, entendessem a ideia do outro, desenvolvessem outras coisas.
Você tem noção do quanto que a internet brasileira ela deve a esse tipo de ação que vocês tomaram naquela época? Porque vocês foram pioneiros, cara. O próprio negócio do iPhone, por exemplo, né? Você foi um dos primeiros. Conta essa história. Você foi um dos primeiros caras a ter o iPhone iPhone no Brasil?
Eu tenho um grande amigo assim, irmão também, Adriano. Ele tava, ele trabalhava na Oracle, então tava sempre viajando para os Estados Unidos fazer uma reunião, voltava. E cara, quando saiu o iPhone, tipo, ele saiu em fevereiro, eu acho, eu não lembro direito, mas ele foi apresentado em fevereiro e começou a ser vendido em julho. Então de fevereiro a julho eu praticamente não pensei em mais nada nada além disso. Só pensei nesse aparelhinho, falei, gente, eu preciso, preciso.
E aí eu consegui convencer meu amigo, falei, cara, vai lá, compra, vai custar uns $600, não precisa se preocupar em contrato de telefonia, vai custar uns $600 sem esse contrato, e toma aqui o dinheiro, traz para mim, bota no teu bolso, finge que é teu telefone e traz, entendeu? Não precisa falar para ninguém, né, meu fã Então aí chegou meu iPhone em julho de 2007. E aí, putz, aí eu fui mostrar para o meu pai, né, cara, que enfim, eu tava trabalhando perto dele e tal.
E eu tava morando no Rio de novo essa época, que eu morei em São Paulo de 98 a 2001, e eu voltei para o Rio. Minha ex queria voltar para o Rio, ter os filhos cariocas, então voltamos para o Rio. E aí eu fui mostrar para o meu pai o iPhone, eu falei, cara, isso aqui é o futuro, olha Olha só, né, a pinça, o movimento da pinça. Ele falou, cara, que demais! Mas olha aqui meu HTC Touch, não sei o quê.
Eu falei, não, pera aí, esquece essa canetinha aí, cara.
Não, esse não tem canetinha, é o dedo. Falei, não, mas é o mesmo conceito, você tem que ter a mão livre para você fazer o que você quiser. E aí eu entrei muito nessa onda do iPhone. Eu já tinha o Digidrops, começamos a falar muito sobre iPhone. Eu comecei a desbloquear iPhone para Como eu te falei, para várias pessoas que queriam iPhone, eu trazia os iPhones e vendia. Eu sempre fui entusiasta do iPhone, né? Depois saiu o Android, eu também.
E haja jailbreak, haja Cydia.
Quem usou Cydia usou a App Store um ano antes do lançamento. Isso é uma coisa muito doida assim.
Exatamente.
Você já tinha uma noção do que que era usar apps em fazer no mundo antes mesmo deles serem liberados. E aí depois saiu o Android, eu falei, caraca, tipo, eu olhei para o Android, eu falei, vai, isso aqui vai, porque tipo é tipo Windows e Mac, a galera vai usar mais Windows, galera vai usar mais Android, é só uma questão de tempo. E foi mesmo, só uma questão de tempo, menos nos Estados Unidos que o iPhone ainda domina totalmente, mas é Como sempre na minha vida, eu sempre tomei a postura de não— se tem um fandom assim e outro brigando, eu vou olhar para os dois fandoms, eu vou ver o que que consigo tirar de cada um, sabe?
Sim, porque eu não vou entrar naquela de, ah, Xbox versus PlayStation. E aí você fica maluco nessa, né? E aí isso aí, como qualquer coisa, já basta o futebol assim, que eu só torço pelo meu time no mundo. Torci um pouquinho mais ao Brasil, ou então algum outro time que já torcendo contra o meu maior rival, já jogando contra o meu maior rival. Mas fora isso, cara, é melhor não futebolizar assim essas suas paixões, assim seja tecnológica, seja de fandom mesmo, de cultura pop.
Mas enfim, cara, me perdi completamente na história aqui. Tá faltando o Cláudio aqui me dar um trampo.
Relaxa, Niki, relaxa. O papo é esse mesmo. O papo é que o iPhone, ele foi uma revolução tão grande que ele chamou a atenção de todo mundo. Foi a primeira vez que você teve aquele conceito, né, de, né, uma telona, usar a mão e sair daquela coisa de dobrar, de teclas e não sei o quê e tal. E o fato de que você quis, conseguiu e trouxe e que você também foi o cara que apresentou ele para muita gente, né? Muita gente pegou o primeiro iPhone na mão, o seu, né?
Sim, apresentei o Nokia também, N95, para muita gente. Apresentei vários. Eu não tinha, tipo, eu não gostava de falar, é da parede. Cada um tinha sua graça, entendeu? Então eu não vou ficar aqui só defendendo iPhone, porque eu me divertia muito com meu Nokia Nossa, foi 95.
Olha, o Nokia 95 era um telefone, a câmera dele era foda, era muito boa, cara, muito boa.
Eu tenho até hoje, não sei onde tá, mas eu tenho ele.
É, eu também tenho em algum lugar do meu museu.
E eu tenho um também que não foi muito para frente, que era um Windows Phone também.
Eu tenho, ele teve uma parada revolucionária que era um negócio de em vez de apps, você tipo, pô, é muito melhor ter um tile ali para o Léo, que eu falo todo dia, do que ter um app ali, um ícone ali para um app, que aí sim eu vou achar o Léo lá dentro, entendeu? Então esse negócio dos tiles, os quadrados, você colocava o que você queria ali. Eu achava isso muito legal, mas enfim, deu certo, virou tipo Zoom assim, que eu adorava também. Não foi muito longe.
É engraçado que hoje a gente, sei lá, você vai comprar uma câmera, você vai comprar qualquer coisa, primeira coisa você tenta ver se você acha um review no TikTok, não sei o que lá, ou se você quer uma coisa melhor é no YouTube. Aí a gente não, a gente tinha que entrar em blogs, né, como Digital Drops, para procurar se alguém tinha, se alguém tinha as informações, porque tinha muita gente que só pegava um texto lá de fora e traduzia.
Então não tinha a vericidade, veracidade, exatamente. Porque muitas vezes você queria comprar alguma coisa lá na agência onde eu trabalhava, sempre tinha alguém que tava viajando para fora, ia para Estados Unidos, ia para Austrália. Então quando você queria alguma coisa, você falava, mas será que vai funcionar aqui no Brasil? Será que não? Porque eu tinha um monte de amigos que os pais foram para o Japão E trazia um telefone do Japão, chegava aqui, não funcionava, peso de mesa.
É isso aí.
Então tinha muita coisa. E aí você lembrar que a gente tinha que procurar na internet, e às vezes, por exemplo, Mickey nadou de braçada, porque quem que tinha no Brasil? Ninguém tinha isso daí antigamente, né? E hoje não. Hoje lançou um produto, agora daqui a uma hora tem alguém fazendo aquele Quick review só para o cara já disparar na frente. Ele falou, acabei de pegar, não sei o quê, lá, lá, lá, lá, lá.
Daqui a uma hora, liga aqui, vê isso aqui, tá tudo certo.
Tem alguém destruindo para ver o quanto ele aguenta.
Tem esses aí. Esse canal, aliás, eu não posso falar mal porque eu sou fã, entendeu?
Tem alguém colocando dentro do liquidificador. Aí é joia, rapaz! Esse dali, aquele blender, né? Nossa, Will It Blend?
Só não faço essas coisas, só não faço, não tenho, entendeu, verba.
Mas se tivesse, se verba tivesse, tivesse verba infinita, não faltava ideia, né, Nick?
Mas eu iria, foi, com certeza.
O último que, o último que eu assisti esses de resistência foi quando lançaram essas telas dobráveis aí, que o cara colocou o negócio numa máquina para ver quantas dobradas ela aguentava até marcar. Mas só loucura, cara.
Eles testam para centenas de milhares de abridas e fechadas, né? Tem um robô que fica lá fazendo isso também. Mas tipo, é como qualquer coisa tecnológica, pode ser que na sua vez, assim, na hora que você pegar aquele negócio ali na, sei lá, quinta abertura e fechamento, quebre. Porque, entendeu?
As coisas quebram em algum momento. Vai que naquela, né? É, vai dar, vai dar. Foi o escolhido, foi o escolhido, aquela dobrada.
A tecnologia é isso também, mas ainda bem que a gente tem garantia e você vai lá e troca, mas pelo menos se tiver na garantia, né?
Ô Niki, você começou com o Digital Drops ou teve algum blog antes dele?
Eu tive um blog antes, mas era um blog pessoal assim que Eu só contava das minhas coisas assim.
E aí depois começou o Digital Drops em 2006. De lá para cá, quais foram todas as suas incursões que você se lembra as mais relevantes, até em termos de tecnologia? Porque você hoje, quando a gente fala, e às vezes, né, tem alguma matéria, alguma coisa assim e tal, vira e mexe tem lá o seu nome citado como referência, você recebe ainda muita coisa para testar. Então né? Essa, não por acaso, aí 20 anos, aí há mais de 20 anos de experiência nisso.
Como que foi a sua trajetória, as incursões que você teve ao longo desses 20 anos por essa coisa? Não foi só SUS, também já prestou serviço, já atuou em outros canais também, né?
Sim, é, vamos lá. É, eu comecei com o Digital Drops, depois ele virou blog de brinquedo, que já viraram 2. Aí eu falei, putz, se a gente especializasse e fizesse um de Windows, olha a loucura, um de Apple e um de, sei lá, da App Store. E aí viraram 5 os 2. E aí isso aí perdurou durante um tempo, só que aí o pessoal do Meio Bit, né, me convidou para participar da sociedade. E aí eu entrei na sociedade do Meio Bit, né, comprei uma participação, entrei.
E aí, a partir disso, esses outros blogs ficaram inviáveis. Então voltou a ser 2, certo?
Tá.
E depois disso eu fiquei muito tempo mais envolvido com o Meio Bits do que com o Distodrops, paradoxalmente, mesmo sem escrever tanto, porque ele me dava um trabalho muito maior. Eu tinha que gerenciar, pagar as pessoas, enfim, virou um negócio. E nesse tempo eu fui trabalhar com com RP pela primeira vez. Fui trabalhar na Impress lá no Rio, um lugar super legal, pessoas incríveis, maneiro. Trabalhar em contas assim super sem zero estresse, tipo Metrorio, uma época que não tinha trem e as pessoas não tinha trem com ar-condicionado, as pessoas xingavam.
Zero estresse é ótimo, né?
Foi super tranquilo. E eu chegando lá eu fiz umas coisas incríveis lá nesse trabalho também. Então eu acho que é o que eu te falei, aquela coisa do resolver problemas, né? Então se você tá podendo resolver um problema, você resolve. Se você não consegue, tipo, eu fico sempre desesperado porque eu quero tentar resolver, mas eu tô sempre pensando em soluções assim, coisa, sabe? O cara lá perdido em Marte, que ele vai morrer se ele não comer, ele tem que inventar uma maneira de plantar batatas.
Exato.
Pois é. E aí, nesse tempo, entendeu, eu comecei a trabalhar com meio bit e tal. E aí, não sei se eu tô pulando coisa aqui, mas para a gente também não ficar em muito vai e vem, eu tava nessa agência trabalhando assim para o metrô. Eu tinha feito coisas bem legais, tipo, tinha pegado todo mundo que criticava o metrô e levado deles lá para o centro de manutenção, para eles entenderem mesmo que não tinha trem, que os caras estavam fazendo basicamente milagre lá com cuspe e chiclete, Super Bonder, silver tape e chiclete.
Era rei, e os caras faziam basicamente milagre. Então levei os caras lá, os caras mais críticos do Twitter, e esses caras saíram dessa reunião meio que defendendo, entendeu? E brigando com as outras pessoas do Twitter para falar, os cara não tem culpa. E pô, eles não tinham culpa. Os donos do negócio que demoraram muito mais tempo para comprar até tinham culpa, mas enfim, isso não vem ao caso, né? Aí durante esse trabalho eu fui convidado pela Globo para fazer um site.
Eles queriam fazer um Digital Drops deles, um meio bit deles. E aí eu falei, putz, vamos lá, né? Vamos ver qual é. E aí cheguei lá, cara, e era uma coisa dos sonhos assim para mim. Porque eu tinha uma equipe de 20 pessoas já de cara, um editor para cada editoria assim.
Maneiro.
Trabalhavam lá dentro já porque eles tinham um site de downloads e esse site, esse site de downloads, desculpa, apertei o botão do mundo, tava pivotando para um site de conteúdo de tecnologia que ia ser o, esse site que não tinha nem nome quando eu fui trabalhar lá, e era Ah, legal! Pois é. E aí a gente criou o Tec Tudo lá. Eu fui o primeiro editor-chefe, eu fui a pessoa que montou a estrutura assim, montou várias coisas que foram necessárias para aquele site sair do zero assim, que apesar de ter essas 20 pessoas não era o suficiente.
Então a gente tinha uma verba mensal para contratar conteúdo, a gente tinha parceria com Tecnoblog, com vários outros sites que mandavam conteúdo para gente. E nem era vídeo nessa época, era tudo texto. Depois é que foi virar vídeo. Então tipo, foi uma loucura da minha vida assim, de 2010 assim até 2013, a minha vida foi totalmente Tec Tudo assim.
E eu, mas você no Tec Tudo ainda fazia parte do Meio Bit?
Fazia, cara.
Isso aqui eu era dono, mas Eles tinham linhas editoriais diferentes ou eles eram de certa forma concorrentes?
Eram concorrentes de certa forma, só que o Meio Bit era uma coisa mais opinativa assim, outra era mais demonstrativa. O problema é, outra meio que qualquer coisa que a pessoa procurar na internet, não sei fazer, vai bater lá no Google. A gente tinha um cara que, Brunão, cara, infelizmente nos deixou esse ano, mas era tipo a pessoa mais genial que eu já de SEO. Eles contrataram esse cara e ele montou essa estrutura que qualquer pergunta, qualquer dúvida que as pessoas tivessem, a gente tinha uma matéria sobre aquilo.
Maneiro isso, né? Eu montei, tipo, eu consegui botar, sei lá, mais de 100 pessoas para escrever ao mesmo tempo. Tive uma briga com jurídico da Globo porque eles não queriam deixar. Você também lembra o seguinte: qualquer pessoa que escrevesse um texto para o site Tinha que mandar aquilo escrito e assinado por correio com firma reconhecida para poder valer para eles. E aí a gente conseguiu um esquema lá que se o cara clicasse um botão prosseguir no WordPress, na época era WordPress, depois virou um sistema próprio deles, ele dava o aceite nele no contrato.
E aí a partir daí a gente conseguiu abrir para ter várias pessoas, mais de 100 pessoas escrevendo. E eu chamei tipo a galera que eu achava assim incrível para ser colunista. Assim, me lembro que Alexandre Nagaki, sabe, pô, uma galera muito boa assim. O Bepiroppo assim, tinha uma galera muito foda assim escrevendo colunas assim. E era aquela coisa, eu tinha todo o dinheiro do mundo para montar o site que eu queria, mas o meu site mesmo, o meu beat, tava lá.
Sendo tocado meio que no piloto automático, porque eu não tinha nem o Cloud para me ajudar naquela época, não tinha nem o Fable assim. Então a gente teve que se virar do jeito que foi. E eu também não podia também simplesmente virar, eu tinha 2 filhos naquele momento para criar, eu não podia simplesmente falar para Globo, não quero mais e vamos embora. Eventualmente acabei saindo de lá porque na verdade a estratégia deles que do ponto de vista comercial faz todo sentido, era botar gente mais jovem ganhando menos na posição do pessoal que ganhava mais, que era sênior, né?
Então eu era o cara mais sênior, né? Eu que fiz o site do zero. Então é complicado. Aí eu acabei saindo em 2013, aí eu foquei 100% das minhas forças no meio B2B e fiquei muito, muito focado assim até 2008, mais ou menos. 2018, cara, agora já, já 2018. E aí eu acabei vendendo ele para o Tecnoblog, para o Thiago Mobilom, meu amigo, e comecei a focar mais no Distro Drops, entendeu? Só que aí foi em 2019 2019. Obrigado.
Aí voltou para o Digital Drops. Atenção, né? Atenção, né?
É o pior que eu continuei no Meu Bit como autor escrevendo até 2020, só que aí o Thiago preferia que eu escrevesse sobre entretenimento, coisa que eu amo também. E aí eu acabei escrevendo sobre isso assim até 2020. E aí eu saí, fui para o Olhar Digital, e aí fui trabalhando de novo de novo com tecnologia. A gente fez um site do zero que era o Vida Celular, depois acabou sendo—
lembro dele também, lembro bem.
Mas era um site 100% celular que eu adorava fazer. Depois acabei passando para o Olhar Digital e virei editor de várias coisas lá. Mas enfim, não sei como que a gente deu um salto temporal na história e já tá chegando agora perto.
Mas é porque tá tudo misturado, né? Assim, a conversa é É, as coisas evoluem. Vou aproveitar aqui para agradecer quem tá acompanhando a nossa live aqui. A gente tá aí já com uma horinha no ar. Obrigado a você que tá acompanhando. A gente já tem algumas perguntas aqui. Deixa eu agradecer aqui nosso amigo Rodolfo Baena, lá de Bragança Paulista. Ele que foi nosso convidado no último episódio do Takenobori. Hoje no Globo Repórter, Nick Ellis, do que vive, do que se alimenta. Olha aí, Rodolfo Baena, obrigado.
Você me lembrou de uma coisa muito boa para a gente contar, que é, pô, tem todo um, poderia gravar um episódio inteiro sobre a relação com o Dave e com Alexandre, né? Sim, sobre o Jovem Nerd. Então basicamente uma vez eles me ligaram e falaram, olha, tem uma matéria do Fantástico aí para gravar sobre nerds e os cara querem gravar aí no Rio, pô, você não consegue gravar? Representar a gente? Falei, pô, claro, né? Só que era tipo jovens, tipo éramos jovens nerds, entendeu?
Eu já era mais jovem há muito tempo, mas enfim, a gente já era, né, ou seja, não tão jovem. A gente gravou com o Tadeu Schmidt, que é super gente boa, cara, foi super legal e foi para o ar isso e foi o maior barato. E aí depois eu não me lembro, alguém virou para o Jovem Nerd e falou, pô, mas não era uma matéria sobre jovens? Que porra que o Nick Kelly estava fazendo?
Tava farmando aura desde essa época, levantando a mãozinha assim, né?
Eu tava ali farmando aura, eu tava ali representando porque eu sou jovem de espírito, entendeu? Não gosto de ter paciência, mas é isso, é, eu sempre gostei assim de aparecer, então pô, participar de qualquer programa desse falando sobre tecnologia, eu sempre pulava na frente assim, qualquer oportunidade.
E uma coisa que é legal é que assim, a tecnologia, se você analisa ela bem, ela não tem uma diferença etária, né? Porque hoje você deve ter um moleque agora com 12, 13 anos que tá, sei lá, programando e tá, sei lá, tentando desbloquear videogame e tudo. E ele tem o mesmo, ele consegue sentar com você numa mesma mesa e vocês conseguem fluir uma baita de uma conversa sobre aquilo, sobre desdobramentos. E é diferente outras coisas.
Por exemplo, hoje, sei lá, se um menino de 18 anos sentar para conversar de música com o Léo, por exemplo, provavelmente não vai fluir o assunto. Se for sentar para falar de cinema com o Júlio né? Tem muita diferença, mas a tecnologia não, a não ser que alguém seja muito vanguardista, né? Tipo, não, só no meu tempo que a coisa era boa. Então eu acho que mesmo que tivesse essa diferença de idades, essa parte aí do, a parte nerd, ela é meio que, ela atinge a todos, né? Eu acho que isso é legal.
Nerd da tecnologia, ele por definição ele tá apaixonado pela tecnologia mais recente. Isso aí é muito bom para você se relacionar com a galera mais jovem, é para você ser amigo dessas pessoas. Você tá falando a mesma língua ali que ele. É como você falou, você meio que chamou o Léo e o Júlio de velhos, velhos.
Foi isso que ele disse, ultrapassados. Só porque eu tenho dois rádios valvulados aqui atrás de mim não quer dizer que eu seja uma pessoa antiga, entendeu? Só porque eu tenho rádio valvulado aqui, eu tenho 3 em 1, né? Aqui do lado tem uma máquina de datilografia, uma máquina, uma Hamilton. Que mais aqui? Toca-fita.
Foi a máquina que tu fizeste curso, né, Léo, de datilografia?
Essa não foi que eu fiz curso, mas pode ter sido, poderia ter sido, eventualmente pode ter sido, eventualmente pode ter sido. Aqui embaixo tem um videocassete, um e um Blu-ray player, DVD player, né? Blu-ray player não, DVD player.
Eu tenho um Blu-ray.
Então a gente é antiquado por causa disso, Júlio? Pô, não, a gente não é. A gente é nerd vanguardista.
Só porque a gente ainda tem um Nokia N95, não tem um Windows Phone, só por causa disso?
Só porque eu tenho uma fita cassete?
Desbloquear videogame vai acabar.
Porque vai acabar o videogame, vai acabar o videogame, vai acabar a mídia física, né?
Vai acabar a mídia física do videogame.
Viu?
Só porque eu tenho tatuado no braço uma fita cassete e o símbolo de feed, eu sou antiquado? Não sou antiquado. Eu tenho aqui tatuado no braço aqui, ó, o feedzinho aqui, ó, o feed de uma puta aqui, ó.
É, tem aqui. Cinema, tô apaixonado pelos filmes que são uma galera que fez, que tem 18, 19 anos, sei lá, 20 anos. Flash, é o Backrooms lá e o Obsessão. Esses caras são maravilhosos. Ah, eu vou ficar, eu vou achar que o cinema é ruim porque o cara tem 18 anos?
Não, nada a ver.
Não, o cara fez um lore inteiro, o cara fez uma coisa sensacional, pô. Enfim, infelizmente eu nunca fui esse tipo de pessoa assim. Eu admiro muitas músicas assim que são mais novas e tal, eu tento, né, ficar de olho o que que tá rolando.
Um aliado de jovem, né, Nick?
Tipo filme e série, cara, eu pretendo continuar assistindo assim até eu não entender mais o que que tá acontecendo, entendeu?
É, não, a gente aqui é bem seriadozinho. A gente aqui tem o nosso especial anual aqui sobre atualização de séries. Daqui a pouco vai ter aí o programa da terceira temporada do House of the Dragon, que a gente faz toda temporada também. E tamo aqui, ó. Eu quero aproveitar, quero aproveitar aqui fazer uma pergunta do nosso querido amigo Chirula. Meu querido Chirula Valério, lá de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Beijo, Chirula!
Beijo, beijo aí para esposa Chirula, que infelizmente perdeu o sogro dele esses dias. Fica um beijo aqui, viu, Chirula, para você aqui da gente aqui. Um abraço carinhoso, mande um abraço para sua esposa também em nosso nome aqui. Mas ele tá sempre aqui participando com a gente. Chirula, que eu jogo com ele, a gente conheceu, sabe como, Nick? Jogando The Division, o The Division 1 no Xbox. E a nossa amizade já vai de mais de 10 anos.
Toda semana tem jogatina do The Division. Agora The Division 2, né? Estamos esperando o 3 já, tem desde 2019. Mas fica um beijo aí, querido Chirula. Ô Nick, qual tecnologia, ele pergunta, você achou revolucionária quando surgiu, não se imaginava mais vivendo sem ela no seu dia a dia, e atualmente ela é totalmente irrelevante. Valeu, Girola, boa pergunta.
Obrigado, um abraço para vocês, cara. Vou ter que responder, ou é pode, né? Eu é pode, cara.
O Estácio ainda usa, hein? O Estácio ainda usa.
O Estácio tem os Eu acho que, eu acho que ele faleceu recentemente, viu, Léo? O iPod do Stácio, eu acho que faleceu. Olha lá, ó, faleceu. Mas ele recuperou depois de um coma, ele foi revivido, e agora ele faleceu de vez.
Responde aí, Nick, por que que o seu iPod?
As discografias inteiras no meu bolso, cara. Então isso era maravilhoso. Eu tinha temporada horas inteiras de podcast que eu já tava ouvindo assim no mesmo lugar. Assim, eu precisava baixar aquilo e viajar, a bateria durava bastante. Eu me lembro que o meu último tinha 160 GB, isso era mais do que eu conseguia colocar nele. Aí eu falei, putz. E hoje em dia é uma coisa que infelizmente virou, não digo relevante porque tem seu valor, né, tipo, e agora tem o seu valor arqueológico, né.
Virou uma peça de museu, museu nerd, né? Museuzinho.
Galera mais jovem tá comprando para poder usar, é para você escapar mesmo do algoritmo do que que o Spotify, ou enfim, Deezer, ou YouTube Music, qualquer um que a pessoa usar vai ter esse algoritmo que quer te obrigar a ouvir umas coisas que você não quer, entendeu?
Quero pedir uma parte, queria pedir uma parte aqui.
Sim, a parte, a parte.
Tem a história aí, foi que o meu iPod, ressuscitei ele com kits do AliExpress, e aí ele pegou uma queda e morreu de vez. Não consegui trazer ele de volta, mas tem muitas empresas que estão fazendo. Inclusive eu até mostrei por Minus lá esse da Phil, né?
Ó, que bonito!
Que é um, e aí ele tem um negócio que o Léo vai gostar demais porque a carinha dele é uma fita cassete. Gente, o design dele é uma fita cassete.
Me manda o link, eu quero agora.
Eu li uma matéria esses dias que a Sony vai, a Sony vai trazer o Walkman novo nesse sistema aí.
Quanto custa? Mas pera aí, quanto custa esse sistema?
R$400.
Mas é o quê? Ele vai, você tem que botar música como nele? É de Spotify? Não, não, tem que baixar MP3.
Que tu deves ter aí ter um acervo de gravatinhas, né?
Não, radiofobia clássica está voltando, aliás, aliás, está voltando. E tem, não, porque o que mais tem aqui é música, né, irmão? O que que você tá brigando?
Cara, é uma parada que salvou minha vida. Já falei esse problema, mas é bom falar que é ao vivo. Eu tava na merda, eu tava muito sem saber o que fazia da minha vida ali para 2019. 19 para 2020. E depois, uns anos depois também, e pô, Radiofobia Classics, cara, salvou minha vida. Aí chegou um determinado momento que não tinha mais Radiofobia Classics para escutar, entendeu?
Tem 2 anos que não tem.
Fiquei uma hora falando com você, falei, pô, né, vamos lá.
Mas você sabe, põe num Dropbox aí agora, você sabe por que que o Classics vai voltar, Nick? Porque graças ao Cláudio, meu amigão Cláudio. Olha aí, você sabe o que que eu fiz? Vamos, vamos antecipar aqui o papo de IA um pouquinho. Eu alimentei o Clode com todas as pautas do Radiofobia Classics até hoje. Criei um prompt mostrando— um prompt não, criei um perfil explicando como que eu escrevo Qual é a minha linguagem radiofônica.
Peguei transcrição de outros programas que eu já fiz e aí alimentei. E aí eu criei uma skill. Depois que eu testei, estressei ao máximo, eu criei uma skill que agora a skill se chama Skill de Pautas para o Rádio, Produção de Pautas para o Radiofobia Classes. Eu chego para ele, falo: Claudião, próximo vai ser o tema tal. Aí ele começa, faz uma pesquisa, traz uma pesquisa. A gente começa de um programa de 2 horas e depois eu vou diminuindo, vou lapidando e tal.
E graças ao Clode, agora eu consigo voltar com o Radiofobia Classics, graças a IA me ajudando na parte. Porque assim, eu não sou uma enciclopédia, muito pelo contrário, né? Eu sei, entendo muito pouco de bandas, histórias algumas assim que eu sou fã há muito tempo, tipo, sei lá, Queen, alguns artistas como Elton John, sabe, Tim Maia, Earth, Wind Fire. A maioria dos quais eu já gravei, dos quais eu já gravei, eu entendo muito. Agora, geralmente eu faço o quê?
Eu pesquiso muito online. A gente pesquisa, né? Ninguém mais pega na biblioteca. É, e a gente pega quando tem a biografia do artista, e tal, e faz essa pesquisa. Hoje o Clode consegue me ajudar trazendo fontes de outros lugares aonde eu não imaginaria pesquisar. Eu digo qual é, ele estabelecia as âncoras que eu uso nos blocos, como é que eu faço isso e tal. Ele me ajuda a fazer uma pauta base e ele me pergunta no final: e aí, essa pauta foi você que escreveu ou você ainda acha que tem muito palpite meu aqui?
Quando eu falo: não, Claudião, Essa aqui foi, é nós, fechou a pauta já. Então vai voltar o Radiofobia Classics graças ao apoio da inteligência artificial.
Bruno, é agora que o Classics PP e Neném vem bonito, vem bonito.
Nós temos o último, a última pauta que foi colaboração da Lana, que ela tava escrevendo durante vários anos. Ela me ajudou a escrever as pautas. O próximo episódio, que será do mês de agosto, vou dar aqui já o spoiler: programa do mês de agosto, Radiofobia Classic 74, sobre Tina Turner. Já está no forno. E em breve teremos, no mês de setembro, o 75, Radiofobia Classic 75, para celebrar 75 episódios A primeira pauta que foi feita em colaboração com o Cláudio.
Inclusive postei recentemente no grupo lá do Radiofobia, Radiofobia Classics 75 especial The Rolling Stones, senhoras e senhores. Veio graças aí. Agora, Onique, eu não sabia que você tinha essa relação tão carinhosa com Classics não, cara.
Eu tenho, você sabe que eu tenho relação maluca lá com música, né? Eu trouxe assim músicas, que eu comecei em 2012. Aí eu toquei uma música cover por dia de janeiro até dezembro. E aí, como era um projeto bissexto, eu voltei depois em 2016, 2020, 2024, e estamos aqui até hoje. Eu não sei se eu vou voltar em 2028 ou não, mas enfim, a música ela tem um papel fundamental assim na minha vida, né? Então sim, várias vezes ela fez essa diferença. Então o Rádiofobia Clássico foi muito importante, o Clássicos fez parte.
Pô, fico feliz, cara, de verdade, de verdade.
Acho que eu já tinha te falado isso, mas eu não sei se você—
eu não lembro se você falou não. E o Clássicos é o programa de todos os programas que eu produzo, apesar do Rádiofobia ser o primeiro e continua aqui, é o único que tem, né, 2 por mês desde 2009. Mas eu já disse várias vezes e declaro isso abertamente. No Radiofobia Classics, o Léo Radialista se realiza 100%. Aquele ali é o Eu Rádio, é o cara que— o programa que eu gostaria de fazer no FM. Inclusive fui procurado essa semana por uma emissora de rádio querendo saber se não queria levar o Classics para lá.
Estamos aí pensando, e quem sabe, talvez. Então vai que, né, teve— precisaremos fazer leves adaptações por causa de data e tal.
Mas meu sonho era que tivesse um clássico na rádio assim todo dia, que eu pudesse ligar assim e tá você falando ali com a sua voz todo dia.
Então aí você vai ter que acessar o site radiofobiaclassics.com.br e ouvir a webrádio que está 24 horas por dia no ar. Eu já ouvi esses 24 horas por dia no ar, está lá. Acho que agora deu um bug que eu vou ter que ver o que que aconteceu nessa minha última estada em São José. Alguém me falou que tinha saído do ar e eu tinha que voltar aqui para mexer no meu, no meu PC para voltar. Eu cheguei hoje, mas voltaremos aí.
Voltaremos. Podcast na minha vida, ele sempre veio de lado assim. Então eu gravei primeiro o Netcast 2006, né, e eu nunca tive o meu programa próprio até, cara, nem vou lembrar quando é que foi, mas foi ali no meio da década de 10 para 2020, que eu tive o Sala da Justiça do Meio Bit.
É, Sala da Justiça, né?
Legal. Pois é. E pô, fui participando ao longo da trajetória com você, com outros amigos. Eu gravei vários Rapadura Casts também. Enfim, gravei muito, muito podcast legal. E eu já tive pessoas que viram, vem para mim e falam, cara, eu ouvia você quando eu tinha 20 anos. Assim, eu fico, cara, que loucura, né? É, não, cara, a voz é uma parada muito próxima das pessoas. Então até hoje eu tenho essa vontade de ter um podcast, porque realmente agora que eu tô fazendo esse projeto de IA, então eu já trabalhei assim, já fiz vários testes com nicks virtuais assim, que obviamente não é o que você vai fazer no Rádio Fobia clássico. Você vai ter o coach escrevendo o roteiro, né?
Isso, ele vai me ajudar na pesquisa, né?
É, a palavra final ali de qualquer forma. Isso sim, antes de gravar. E você vai gravar com a sua voz?
Eu vou gravar, eu que vou editar os insertos musicais.
Isso, tudo feito à mão. E aí, no meu caso assim, é diferente porque eu escrevo 100% humano, né? Eu uso até o Aí dá para achar as coisas. Enfim, eu tenho várias ferramentas que vasculham e me mandam assim. Então tem várias coisas nesse sentido, mas a parada, na hora que eu sento e escrevo, sou eu mesmo. Inclusive eu tô com esse projeto que virou assim uma newsletter diária, e aí todo dia lá newsletter. Agora o Substack tem uma ferramenta para você testar se o texto foi escrito por IA ou não. E aí, antes de publicar, eu testo ali. Obviamente que fui eu que escrevi.
Tem que mandar o link aí da newsletter para a gente botar aqui no post, pô.
Mas esse site novo, ele é do meu trabalho, da Opac, é uma empresa de tecnologia incrível.
Ah tá, é do trabalho que você tá falando. Achei que fosse público para galera.
Não, é público para galera. Ele é tipo patrocinado assassinado pelo meu trabalho.
Ah, legal, entendi, entendi, entendi, entendi. Então você tem link, manda aí, fala.
Sim, vídeo. E aí tô testando essas coisas com, né, com versões assim alternativas de mim. O Gemini tem um, tem um outro que é o HeyGen também, que é uma ferramenta chinesa. Mas tipo, não tem jeito, você acaba caindo no Vale da Estranheza. Ah, sim, de cabeça no Vale da Estranheza. Com certeza. Pois é. E aí é difícil. Às vezes ele pega o meu sotaque e transforma assim como se fosse do interior, sabe? Muda completamente.
É, eu não consigo usar, nem pretendo usar a ferramenta de voz, até porque meu emprego some, né? Eu sou locutor, então, né, não dá. Mas assim, como auxiliar, por exemplo, de atividades do dia a dia, ajudar a organizar email, agenda, agenda, ajudar a fazer resumo de coisa, né? O ponto que me afunilava no Classics era exatamente a pesquisa de pauta, né? Enquanto a Alana me ajudava durante muitos anos, a gente chegou a ter com uma frequência, né, a cada 2, 3 meses tinha um programa.
A minha ideia era manter a periodicidade mensal mesmo, né? E tem muita, muita, muito artista que eu ainda queria gravar que eu não feito, né? Então os Stones estavam gravados, estavam guardados de propósito para o programa 75 já há vários anos, né? Então era para ter já saído há vários anos, mas como essa periodicidade virou uma maluquice. Mas agora com as ferramentas de pesquisa de pauta vai me agilizar. Não digo que o programa vai voltar a ser mensal, porque eu fico agora entre nessa ponte Serra Negra, São José dos Campos e tal.
Mas agora essa semana eu comprei lá mesinha de trabalho também. Vou conseguir levar o microfone para lá, já vou conseguir ter um pouco mais de autonomia para editar. Vou ter uma máquina lá melhor um pouco para me ajudar na edição, que o meu querido amigo Professor Mauri— mandar um beijo para o querido Mau também— me mandou uma máquina lá que tava parada lá para me ajudar a fazer a parte de edição também quando eu tiver longe. Então nisso eu pretendo trazer de volta.
Inclusive o Chirula tá perguntando aqui, aproveitando o falar do tema, Onique, qual clássico que não tem que você gostaria que fosse feito? Tem algum artista? Você quer? Já pede aí que nós já vamos botar aqui já para testar o Claudião aí nos próximos meses.
Tem a chance, hein?
Aproveita.
Eu acho que não tem. Eu gostaria que tivesse um Radiofobia clássico do Pixies.
Olha, Pixies ainda não teve. Teremos então.
Pixies, quiser falar um pouco de Widders também, que é a banda da Kim Deal.
Pode falar também, com certeza teremos aqui. Olha aí, o meu querido amigo Walk Talk falou que agora sai o Classics de Rush. E agora, ano que vem, eles estão aqui, né, no Brasil. Então agora vai ter que ter o Classics de Rush finalmente. Agora vai vir bastante coisa, agora vai vir bastante coisa.
Eu acho que vale a pena você lançar direto do show para pegar o hype.
É, mas para o ano que vem. Olha aqui, como que então, conta um pouco para a gente melhor essa sua incursão aí pelas redes. Como é que tá? Você tem experimentado muito? Você tem estudado muito? Qual tem sido a sua fonte de— porque assim, vamos, vamos, vamos, vamos citar um pouco aqui também esse ponto, né? Até há um ano atrás, mais ou menos, um pouco menos, se falava muito em OpenAI, em GPT, GPT era a menina dos olhos de todo mundo, só que ninguém sabia usar o GPT.
Todo mundo usava o GPT que nem Google, né? Fazia uma pergunta como se fosse uma ferramenta de busca, não utilizava ele na sua plenitude de utilizar os prompts, de ensinar exatamente o que que você quer que ele, como que você quer que ele te responda. Ela alucinava para caralho, tudo mais. Aí veio aquela onda de IA de vídeo, né? IA de áudio, IA de fotografia, O Nanobanana, o Gemini também, que veio também nessa onda toda. E aí mais recentemente a gente tem Clode, tem Fable, tem um monte de outras coisas.
Como que você, você tem, eu sei que você também é muito amigo do nosso, muito amigo do nosso querido amigo Internei, nosso querido Ednei, que é um cara também hoje em dia que tá metido em tudo isso aí. Vira e mexe ele atualiza o e-book dele lá de IA e tal, tô sempre recebendo atualização. E você é um cara early adopter, a gente sabe, de tudo que é tecnológico, né? Então, como que tem sido se manter up to date, atualizado na questão da IA?
E quais têm sido as suas fontes? E como você tem testado isso no dia a dia, no seu trabalho, na sua vida pessoal?
É, eu tento usar assim para justamente o que você falou, me organizar, Então, por exemplo, eu tinha marcado um evento que já tinha na minha agenda a nossa gravação, e aí eu acabei marcando outro evento hoje que eu acabei desmarcando semana passada quando eu percebi. Mas enfim, é aquela coisa, se eu sou totalmente zoneado, então se eu não tiver o mínimo de apoio não funciona. Então eu tenho aqui o Google, me ajuda assim, eu tenho o plano Plus lá deles, né?
É o plano Pro, nem o top lá, que é o Plus, é o AI sei lá o quê, que custa R$700 e tal. Enfim, eu tenho um plano modestinho lá que custa R$20 e poucos reais, e ele me ajuda assim a organizar. Então, se chega um convite, eu já falo, ó, coloca na agenda aqui, ele já coloca na agenda aqui, eu não preciso pensar mais naquilo até, entendeu, receber a notificação daquele evento. E eu tenho uns outros agentes também que estão vasculhando a internet tentando achar notícias legais.
Legal. É, eu tenho fontes nos Estados Unidos, eu tenho fontes na China, como eu te falei, são os dois principais focos agora do mercado. E eu tô sempre de olho o que que tá acontecendo assim, que que estão lançando, e tô sempre assistindo vídeos, aulas. E o que tá acontecendo de mais importante assim na minha cabeça agora são os modelos chineses abertos, né, que são gigantescos e estão chegando com força. Porque você tem OpenAI, você tem Anthropic, custam bem caro.
E inclusive a OpenAI na semana passada baixou os preços assim 80%, os preços de um modelo de entrada da linha mais avançada deles, porque estão sentindo a água batendo na bunda ali, né, cara. Os modelos chegando. As empresas americanas principalmente, mas também brasileiras, estão usando cada vez mais esses modelos abertos. A gente tá vivendo já essa hora da IA agêntica, que é tipo, você não faz mais um prompt, você tem uma série de agentes trabalhando em conjunto para resolver as coisas para você.
Depois você simplesmente fala sim ou não, a coisa chega meio que mastigada para você. Então, e os modelos mais avançados, rola essa preocupação de que eles vão quebrar as defesas, né, de cibersegurança do mundo. Então tá vivendo esse certo drama agora.
A Skynet tá chegando, Niquel.
As próprias empresas, a OpenAI, e os problemas agora recentemente, né, que o Anthropic, a OpenAI divulgou que o os modelos dela foram usados para um ataque hacker assim autônomo ao Hugging Face, que é o maior repositório de IA do mundo. Ou seja, o lugar onde ficam todos os modelos que você pode baixar para rodar no seu hardware. E não só modelos, mas datasets, uma série de documentações. E é um lugar assim que basicamente todo mundo tem que conhecer para poder acessar esses modelos.
E os modelos da OpenL, eles atacaram o Hugging Face não porque eles queriam tirar o Hugging Face do ar, mas porque eles queriam passar com uma nota alta no exame de cibersegurança lá. E eles acharam que o Hugging Face teria esses documentos de qual seria as respostas certas para ele poder tirar uma nota melhor. Então ele conseguiu quebrar uma vulnerabilidade lá de dia zero. Acho que foi isso, né, E aí eles conseguiram entrar no sistema do Hugging Face, não conseguiram acessar as informações que iam para o público, mas causaram o maior alvoroço lá dentro, entendeu?
Ficaram lá 4 dias e tal. E aí depois a OpenAI veio toda orgulhosa, falou: nossos modelos sozinhos saíram do sandbox de proteção e atacaram o Hugging Face. E aí a Anthropic falou: caraca, cara, e os cara conseguiram mó mídia com isso, né? Vamos ver se não rolou isso com a gente também. Aí fizeram os testes e descobriram também que os modelos da Anthropic também fizeram a mesma coisa.
Caralho, nossa!
Só que de uma maneira da minha criança, que bagunça a sua casa!
Esquisito a história, porque na verdade os modelos receberam prompt dizendo que eles não tinham acesso à internet, mas por uma falha de comunicação entre Anthropic e seus parceiros, eles tinham realmente acesso acesso à internet. Então eles não precisaram quebrar nenhuma, nenhum bug, eles só perceberam que eles tinham acesso à internet, foram lá atacar as empresas.
Claro.
Então a gente tá vivendo essa era das IAs que vão fazer as coisas pela gente, vão fazer tarefas que às vezes vai demorar vários dias, uma semana, e depois aquele negócio chega para você, além da conta dos tokens que foram usados, né, na API. E é sempre uma surpresa, sabe, nem sempre agradável.
Fica caro para alguém, né? Para alguém ficou caro. Então, e tipo, basicamente também interessa aquele pai, né? Fala, você é aquele pai que ele não parece que ele não sabe que tem hotspot no celular dele e o filho dele sabe, né?
Exatamente. E cara, o que eu acho mais interessante agora, tipo, que eu acho que tá rolando agora de mais interessante, são os modelos de robótica que estão— daqui a pouco a gente vai ter os robôs humanoides entre nós, entendeu? E eles vão rodar IA. E isso pode ser bom e pode ser ruim, entendeu? Mas por um lado assim, eu acho interessantíssimo o que que tá sendo feito assim, quais são as salvaguardas de segurança que eles estão imaginando.
Eu fico sempre pensando nas 3 leis de robótica do Asimov. E cara, eu acho que a coisa tá indo muito para esse lado daí, a física, entendeu? E os agentes de IA, e muitos modelos abertos que as pessoas podem rodar no seu próprio hardware. Obviamente que não vai rodar em qualquer hardware, né? Mas outro dia eu fui conhecer uma máquina incrível da Acer aí que os caras estão trazendo para cá, que tipo é a mesma, é uma máquina equivalente ao que a OpenAI lançou o ChatGPT-1 lá no começo.
Acesso, sabe? Então os caras estão trazendo essas máquinas para cá e as pessoas estão começando a rodar aqui. E esses modelos abertos, eles têm essa propriedade de que eles podem ser adaptados, né, e modificados como você quiser, basicamente. Basta que você dê o crédito, né, digamos assim.
Até onde eu consegui entender, esses modelos chineses eles tendem a resolver mais coisas como o que o Léo tava comentando a respeito do Classics, né, que é uma ferramenta para tu fazer as pesquisas pessoais. Não é para fazer grandes coisas que necessitem de grandes processamentos, né. Então os modelos deles exigem menos máquina, e aí me parece serem mais populares do que os que a gente conhece.
Tem uns modelos muito leves que você pode rodar tipo até em celular, cara. Eu fico impressionado. E aí você não precisa nem conexão, não precisa nada. Você tem um celular que ele vai te responder as coisas com uma inteligência obviamente limitada, mas vai estar ali, entendeu? Uma coisa que quando eu era criança assim a gente achava que isso era ficção científica total.
Parece um ser sentiente, parece aquele assistentezinho pessoal que fica no ombro assim, né? Ou aquele cursorzinho que fica te seguindo assim, né?
Vai voltar o clipe do Windows, hein, galera?
É o clipezinho do Windows, é isso aí mesmo.
Inclusive a OpenAI no Codex tem uns bichinhos lá que ficam passando pela tua tela. O da Anthropic também você pode fazer o bonequinho monstrinho lá da Anthropic dando uns pulinhos quando ele realizar a tarefa.
Olha aí, ó, isso aí tá rolando já, isso aí já é realidade.
Então o que que a gente ganha com isso, né? Porque a gente perde uma quantidade imensa de coisa, obviamente a gente perde Tipo, vários artistas estão tendo que batalhar aí para conseguir ser remunerados, né? Eu vi outro de Antropic que tá destruindo os livros. Eles têm um processo de escaneamento que ele corta o livro e destrói o livro, basicamente, porque pelo ato lá da lei dos Estados Unidos você tem que destruir para poder digitalizar.
Uma coisa assim, parece Idade Média. Nossa, que horrível! A gente também tem esses ganhos de produtividade, a gente tem esses modelos de ciência que eu acho que que eventualmente vão resolver os grandes problemas de medicina, né, vão curar as grandes doenças, entendeu? A gente hoje tava fazendo uma matéria sobre o modelo da OpenAI que resolveu 10 problemas matemáticos que estavam sem solução há décadas. Então, tipo, isso é uma coisa que vai acontecer e vai acontecer cada vez mais rápido, porque a gente, essas pessoas estão tendo acesso a essas ferramentas, né?
Obviamente que não, eu só vou usar para coisa idiota, tipo fazer, organizar minha vida e tal. Nem para escrever, que o que eu escrevo eu uso. Porque, ah, eu poderia usar o IA para escrever um monte de texto por dia do Distodrops, mas eu não quero. Eu quero que o cara que entre lá saiba que eu escrevi aquilo lá sozinho. Então tem essa dualidade assim no mundo e da minha própria cabeça a respeito do uso da IA. Por um lado eu acho que pode ser realmente nocivo, por outro lado eu acho que também é inevitável.
E tem coisas boas também que a gente não pode simplesmente ignorar. Então é aquela coisa, né, nenhuma coisa 100% perfeita ou 100% demoníaca. A gente tem que achar o meio termo ali, o meio termo. E a humanidade tem que sobreviver. Uma coisa que eu acho que Star Trek acertou muito era na renda universal, sabe? Eu acho que aí ela pode gerar uma quantidade de dinheiro, uma quantidade de riqueza que permita que as pessoas que não estão a fim não trabalhem mais no mundo inteiro.
E quando isso acontecer, eu vou estar me sentindo assim, um futuro top, né? É que muito legal. Pois é. E, ah, porra, você é comunista? Não sou, mas tipo, eu tô realmente preocupado com as pessoas que estão ao meu redor. Quem não tá preocupado tá vivendo em Marte já, sei lá, que nem o Elon Musk.
Com certeza, com certeza.
Outra coisa que também deve chegar bem perto vai ser a comunicação universal, né? Antigamente uma pessoa que só falava português ela não podia ir para China, quer falar, eu não consigo me comunicar, não consigo ir para o Líbano e não consigo comunicar com a família.
Já temos, né, o Babelfish, né? O Babelfish já é uma realidade, né? O Babelfish do Guia do Mochileiro.
O cara morrer, não sei, eu não tô lembrando da história direito. Mas eles ficaram casados anos, eles comunicavam pelo Google Translate. Então um não sabia falar a língua dela, a língua dele. Os cara casaram e tiveram uma família, cara. Caraca, já rolou esse mundo assim, essa Torre de Babel já tá rolando.
Ô Thiago, você que trabalha com turismo, vê isso acontecer no dia a dia da galera das viagens? Aí não.
Eu tenho visto muito assim, eu troco emails com o pessoal dos 5 continentes todos os dias, né? E hoje em dia o pessoal, eu acho que por educação, por exemplo, eu começo a receber muito email em português, né, de contratos e tudo. E quando eu ligo para pessoas, às vezes eu ligo lá para tirar alguma dúvida, aí eu falo, ah, pô, que legal, você fala português? Ela fala, ah não, é, eu escrevi em inglês. Aí eu pedi para o IA traduzir para mim com um tom que fosse um tom mais humano, né?
Então vem algumas coisas, não vem mais aqueles emails super traduzidos que era: I hope this email finds you well. Ah, eu espero que esse email— então hoje já começa a gerar isso. E eu vejo que hoje, até quando eu vou conversar com os passageiros, Eu falo muito sobre isso, né? Outro dia eu tava explicando para um grupo meu que ia para o Japão de que eles poderiam, com o celular deles, tipo, ah, poxa, eu não consigo ler o que está nessa placa aqui, ou eu não sei o que que é isso, que esse pacote de salgadinhos, né?
E quando eu comecei a mostrar para o pessoal que eles poderiam só dar uma olhada pela IA e saber, a cabeça deles Nossa, mas isso daí não vai acabar com meu celular? Não, falou, hoje em dia isso daqui já foi, você pode fazer isso no mercado. E até a gente começa a usar isso daí, aí, para umas coisas tão bobas, bobas não, né, mas já entrou na nossa vida, né. Eu fui esses dias, eu fui comprar algum produto que eu tirava foto do rótulo, da parte atrás nutricional, das informações, e ficava puxando GPT.
Ó, tem esse, tem esse, e tem— era uma farinha para fazer pizza. E eu falei, qual que vai deixar a massa mais elástica, sendo que eu vou usar 60% de hidratação? E aí ele falou, olha, usa tal por causa disso, disso, daquilo. Então, tipo, Antigamente você falasse, alguém falou, olha, tem um japonês que ele tá usando IA para ver receita de pizza, o pessoal fala, que desperdício, né? E hoje não, é tudo. Eu acho que tudo é, para mim, do turismo tem sido ótimo, porque eu consigo muitas coisas.
Olha, no tal dia meu passageiro precisa ir de tal lugar para tal lugar, qual que é a rota mais eficiente? E ele fala, olha, Thiago, nesse caso Pega um trem daqui até aqui e um avião. É melhor do que pegar um avião daqui para cá, daqui para lá.
Excelente.
Então, para—
eu fui numa palestra sobre IA e as pessoas, o turismo aqui, pelo menos em São Paulo, a maioria dos donos de agências são pessoas acima de 60. Os consultores sêniores que nem eu são tudo 45+. E o cara abriu a palestra falando, olha, daqui a 3 anos, 70% de vocês não vai ser mais necessário no mercado. E todo mundo levou um choque. Ele falou, olha, quem não aprender a trabalhar com IA e não deixar a IA trabalhar para você, mas trabalhar em conjunto, falou, daqui a 3 anos vocês vão estar obsoletos e a onda vai levar vocês.
É isso, é isso mesmo. Infelizmente isso aí se aplica a muitos mercados, né? É isso. E a gente está esperando alguma solução que vai resolver essa questão, porque aqui vai tirar emprego de muita gente, vai. Ah, vai gerar uma série de empregos novos? Vai, com certeza, né? Tudo gera emprego novo, ainda mais uma quantidade de investimento que tá sendo feito. Mas resta saber que empregos são esses, né? E e com quanto que eles vão chegar aqui para gente.
Mas enfim, e qual vai ser a remuneração também, né, que provavelmente vai ser menor do que a de hoje, né.
Exato. Agora, pô, realmente você pode usar IA para fazer muito mais coisa, e isso é inegável. E eu acho que tem que usar mesmo, porque tá todo mundo usando. Se você não usar, você acaba ficando para trás mesmo, acabou, o mar vai levar, que nem o Thiago falou.
Depois que a ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura declarou que ela escreveu a obra dela com ajuda da IA, não que a IA tenha sido uma IA generativa que escreveu por ela, mas que tipo assim, como eu, por exemplo, que agora terminei meu último livro graças também ao apoio da IA, no sentido de fazer revisão, de encontrar inconsistências, de trazer, sabe, como uma, uma, um auxiliar, né, um assistente. Olha que legal, um assistente que pensa com a minha cabeça, porque eu treinei ele para pensar do meu jeito.
Então é muito mais fácil falar, olha, lá tem uma frase que meio que não é você que escreve, sentido, é, não faz muito sentido, você tá sendo meio redundante ali, dá uma olhada, né? Você meio que repetiu essa história, sabe? Eu falei, Ah, é, você evitou, então não posso contar mesmo história do ônibus.
E não tem por que você brigar com, é tipo querer brigar com eletricidade assim. Para isso ela funciona muito bem. Ah, porra, eu prefiro, eu prefiro sinceramente que os filmes que eu vou assistir sejam feitos por humanos, que as músicas que eu vou escutar sejam feitas por humanos. Eu não tô nesse ponto ainda, mas assim, na hora de você fazer uma pesquisa, que é uma coisa que teria 5 pessoas ajudando a fazer, tipo, uma coisa que é fundamental na vida de um escritor, mas não é o ato de sentar e escrever, né?
O que vem antes. Nisso ela pode ajudar para caramba. E isso pode transformar a pessoa que de repente não ia conseguir fazer em ela conseguir fazer.
Então, e algumas tarefas, você falou de música, né? Por exemplo, a música. A música ela pode conteriar desde que ela tenha sido pensada para que, para que seja uma parte dela tenha uma IA envolvida de alguma forma, sei lá, colocação de um instrumento, enfim, mas que ela tenha sido pensada previamente por um humano que criou aquilo para ter uma pequena parte de IA envolvida numa música.
Tipo, dependendo do ser humano que tá ali por trás, o pode fazer uma, uma coisa magistral assim só usando ela como se fosse um instrumento. O problema é que a pessoa vai— a gente tá falando de pessoas que vão escrever lá o prompt, aí vai sair do jeito que saiu, foi, pronto. O cara não quer nem refinar e fazer uma iteração ali, porque isso que é muito legal da IA, né? Você não para no primeiro resultado, você vai fazendo tipo refinamento até você chegar no objetivo que você quer.
Não é coisa que vem pronta de cara assim. E aí eu tô falando, vale para tudo, né? Vale para texto, vale para vídeo. Cara, eu tô muito assustado assim com a qualidade dos modelos de vídeo. Eu acho que isso aí, isso vai ser uma coisa bem disruptiva na sociedade assim, porque daqui a pouco você não vai saber mais se o vídeo é verdade ou não, você vai acreditar.
Ah sim, com certeza, já tem muito Tem muitos, é uma coisa demais.
Tem um cara na internet fazendo passeios por, sei lá, São Paulo de 1800, Rio de Janeiro.
Ah, isso é maneiro, reconstrução, né?
Incrível. Olha, óbvio, você consegue perceber que é IA, né? Mas tudo aquilo que ele cria, essa coisa de reconstrução histórica, né?
É, mas a OpenAI cancelou o Sora no programa deles. Beleza, cara, mas o Google não cancelou o View, continuou funcionando. E os chineses definitivamente não cancelaram os deles, entendeu? O Sidense 2.5, um negócio sobrenatural, cara. Ele faz 30 segundos de vídeo. Como é que pode um negócio desse? Tipo, não é mais aqueles 5 segundos do Will Smith comendo macarrão pelo olho. O negócio evoluiu bastante. Então isso é uma coisa que realmente me deixa um pouco assustado assim.
Ao mesmo tempo também tem essa, essa, não sei, rola uma valorização assim tipo do trabalho humano assim. Quando você vê um filme tipo que o cara fez aquilo tudo, beleza, agora né, fez em qualquer lugar que seja, mas não foi IA que fez, você vai valorizar aquilo. Se o cara sentou ali, fez aquela arte no Photoshop, no Illustrator tal, ou na versão alternativa, tem esse, a música, né, a música sendo orgânica assim, você olha e fala, cara, sei lá, a gente pode perder rapidamente assim tudo isso.
Então acho que dá uma valorizada também assim na arte feita à mão. Eu tenho um amigo que é ilustrador, o É incrível, né? O de Vasca. E ele sempre produziu as coisas.
De Vasca é brother de velha guarda. Pois é, Luiz de Vasca, queremos você aqui, hein?
Olha, eu posso fazer essa conexão aí, por favor. Eu tava conversando com ele e aí eu falei, cara, você só tá trabalhando desde que começou a IA, basicamente só tá pintando, fazendo quadro. Inclusive eu tenho um aqui, eu vou tentar mostrar para vocês daqui a pouco, que é incrível. E aí ele falou isso justamente, que ele fez essa transição do digital para o analógico justamente para dar essa valorizada na arte, entendeu? Porque aí você, né, você fez aquilo ali na sua mão, cara, tem um valor ali forte.
E hoje o pessoal parece que, para pelo menos a parte gráfica, muita gente já tá sentindo falta dos designers de verdade assim. Eu tava vendo o pessoal reclamando, falando, gente, Cardápio hoje em dia de iFood é tudo igual, o cardápio físico, convite de festa de aniversário, banner de festa. Ele falou, é tudo igual, gente. E assim, não tá sendo criado mais nada. A gente teve, olha como foi rápido, 2 anos atrás talvez era quando o povo aprendeu a mexer no Canva.
E aí tudo, você vai lá falar, isso daqui é um modelo do Canva. Aí do nada hoje você bate o olho e fala, porra, isso daqui é prompt de IA e tudo tá aí.
E aí você fala, tá dentro do Canva também, tá dentro do Canva.
E agora, e aí você sente falta quando você vê alguma arte diferente, fala, caraca, me chamou atenção, coisa que você não prestava atenção antigamente.
Thumb do YouTube, eu não aguento mais ver thumb de IA, é um negócio que até me tira a vontade de Teve um canal, um canal de audiovisual, um podcast, o Cinemasters lá, que eu comecei a não assistir os vídeos deles porque eles começaram a colocar umas imagens de um thumb de IA e eu comecei a achar feio. E aí eu pulava, aí eu não quero mais indicação disso. E eu nem tinha olhado que era o canal deles.
Aí depois, né, você não vai comer uma comida que não é apetitosa, tanto aquela YouTuber, a Táblata Romeiro, ela fez até uma brincadeira de ela entrava no iFood, pegava uma comida lá que ela claramente a foto era uma IA, e ela pedia para ver, falou, vamos ver como que vai chegar. E chegava só porcaria, né?
Expectativa versus realidade.
Outro dia eu procurando, encontrei a mesma foto em dois restaurantes diferentes.
Olha aí, andar na rua, você vê tipo pôster de posto de gasolina, tudo igual, tudo ChatGPT, aquela mesma carinha. Isso foi, começou quando a OpenAI lançou o GPT-Imag 2.0, que ele começou a trabalhar com essa coisa de texto, né? Então ele começou a fazer pôster tal, infográfico. E aí, cara, de lá para cá, babau. Outro dia eu fui no McDonald's, aquelas plaquinhas lá de contratação de pessoa, tudo ChatGPT. Vai ter. Não tem mais um lugar que não esteja usando, nenhum lugar.
Eu como designer de formação, eu fico impressionado, cara. E vai dar merda, vai dar merda.
Eu acho horroroso, sem dúvida.
Não, é uma estética que tá muito já enjoando demais, né?
O cara que fizer na mão, fizer no Canva que seja, já vai chamar atenção daqui a pouco.
Não, vamos voltar com os sobrinhos, vamos voltar com homem palito, homem palito.
Meu sobrinho faz um site, meu sobrinho faz um site, ele cobra mais barato que você.
Exatamente, sabe, graphic design is my passion, aqueles.
É, olha aí, excelente, excelente. Olha só, temos aqui comentários, meninos, se tiverem perguntas derradeiras, segurem para a gente fazer agora. O Chirula faz um comentário aqui dizendo que trabalha com o Banco de dados vive o paradoxo do uso da IA. Muitos querem usar para realizar consultas, mas tem várias, a questão de segurança, LGPD e várias outras restrições de usá-la no banco de dados. Exatamente. A Nath também trabalha com banco de dados e vive isso também, né?
Então eu vou falar aqui o seguinte: algumas empresas, né, o ERP que eu trabalho e a Carla também, né, ele criou a sua própria IA, e essa IA é uma IA interna, ela não tem contato com o mundo exterior. Você, ela é alimentada pela própria empresa, pelo próprio ERP, né? Enfim, e aí acaba não vazando.
Ela roda aí localmente, ela não vai para o Google, ela não vai para nuvem, e pronto, cara. Você tem isso e ela respondendo as tuas perguntas para tua equipe sem pagar o preço por token das grandes empresas de tecnologia de IA. E só vejo vantagem. Só que você tem que ter um hardware bom para rodar, com certeza, já é uma outra gargala, né?
Ó, o Petros lá de Belém também, Petros Davinos, querido amigo, valeu, Petros, tá aqui sempre mandando suas mensagens nas lives. Eu entendo os benefícios da IA, mas sinceramente ainda tem um pouco de receio acabar ficando preguiçoso por causa disso. Fosse só preguiçoso, sem ar, viu, gente?
Sem ar já tô preguiçoso.
Eu já tô também, eu nasci preguiçoso.
Nossa, eu nasci.
Tem um amigo meu falou, não, eu não traduzo mais as coisas. Falei, como assim, cara? Falou, não, entra no ChatGPT Translate e traduzo tudo lá. Eu falei, é, beleza, mas daqui aos 6 meses, quando o teu cérebro for incapaz de traduzir uma frase simples, aí a gente conversa, porque pô, Pera aí, tem certas coisas que você não só deve, mas pode, mas deve continuar fazendo.
Você tem que se forçar a fazer aquilo para conseguir. Se é uma habilidade sua, né, se é algo que você levou anos para aprender. Por exemplo, eu nunca perdi a proficiência no idioma japonês, mas eu não perdi porque ao longo desses 30 anos eu nunca deixei de praticar.
Exatamente.
E eu nunca deixei de praticar de alguma maneira. Eu falo muito menos assim, com frequência, né? Não tem termo de eu perdi a proficiência, mas as oportunidades que eu tenho de falar são bem menores do que as oportunidades que eu tenho, por exemplo, de consumir música e vídeo, né? Filme, séries e tal. Então eu tô sempre me forçando. E quando eu tenho um texto em japonês, eu sempre tento ler sem depender da tradução, sem correr atrás de tradução.
A não ser que realmente não consiga ler, eu não lembre daquele candi, alguma coisa assim. Mas isso foi uma coisa que ao longo dos últimos 30 anos eu tive que criar como hábito. Que você imagina, na minha turma lá em 1993, quando a gente começou a estudar, dos 15 caras começaram a estudar, se nós somos hoje 3 que mantiveram a proficiência, é muito. E foi um puta investimento para cada um poder estudar ali sabe, 2, quem foi ficando 2, 3, 4, 5 anos ali estudando.
E é um desperdício de vida, né? Imagina, você domina um idioma, de repente você perde porque não praticou. Cara, é desperdício, né?
E não esqueceu. Acho que eu já sei.
É, então, e eu tô falando português e várias besteiras, várias Merlins, várias Merlins. Muito bem, olha só, meninos, pergunta derradeira temos aí. Tiago, Estácio e Julião.
Eu queria perguntar, eu queria perguntar, queria voltar lá atrás.
É mais uma curiosidade. Voltar atrás, pleonasmo e tudo.
Volte.
Eu queria saber o seguinte, Nick: qual foi a primeira máquina? Qual foi o primeiro computador que você teve seu? E qual foi a primeira máquina que você montou? Porque você falou que eu montei computador, então eu fiquei curioso para saber quando, o que máquina, primeira máquina que você teve. E o que eu e Léo Tivemos, o Léo ainda tem, eu não tenho mais. Nós tivemos TK85.
Eu tenho, tá aqui, ó, aqui.
Eu já não tenho mais.
Na verdade, isso aqui não foi meu, né? Isso aqui meu pai conseguiu para mim. Eu não tive TK85, eu tive TK90X. O TK85 foi o primeiro computador que eu estudei na escola, quando eu estudei BASIC em 1986. A gente estudava num TK85. 95, e hoje eu tenho ele aqui como relíquia. Mas o meu primeiro foi um TK90X. Só antes do Nick responder, quero agradecer aqui que recebemos um super chatzinho aqui, ó. Olha aí, olha aí, olha aí, R$2. Muito obrigado, agradeço demais.
Hoje a pizza vem, independente da quantidade do valor. É o coração, é quem sabe se a lenda dessa paixão. Obrigado, viu? Obrigado demais, Thaís, tá aqui com a da gente.
Beijo, Thaís!
Se quiser mandar pergunta, manda, tá aí também.
É, enfim, é, pô, então o meu primeiro computador pessoal mesmo foi acho que um XT, mas antes disso, como eu te falei, eu sempre usava os computadores desse meu amigo, que a gente começou lá no Sinclair, que era um TK-85 inglês, eu acho. E começamos lá no, no, bem no passado assim. E aí teve, ele teve um Apple II, que foi assim um computador que me marcou bastante. Depois teve um Macintosh daqueles quadradinhos, sabe, que era lindo.
E mas tipo, meu mesmo, eu comecei com acho que o XT. Depois eu fui direto para o 286. E aí comecei, eu montava 286, 386 e 486, era nessa época aí mais ou menos. É isso aí, olha aí, minha época.
Excelente.
Não me perguntaste, mas o primeiro, meu primeiro foi um Pense Bem da Tectoy.
Olha aí, muito bom, muito bom, muito bom. E aí, MSX, eu também tive um Expert da Gradiente. Ou você teve um Hot Beat? Que tinha um Hot Beat e o Expert.
Põe a fita cassete nele ou não?
É, tinha nele não, mas ele usava o radinho separado.
É maravilhoso.
Eu tenho fita de jogo que carregava tava no MSX até hoje guardado aqui.
Não uso mais, mas tinha uns outros aparelhos que faziam parte da minha vida, mas não era exatamente meus. Então na casa do meu tio tinha um Atari desde sempre, que foi uma coisa seminal na minha educação, e tinha um Amiga, que era um computador tipo feito para jogos e para fazer, editar vídeo. E aí eu pirava com essas coisas.
Um trauma de infância que eu tenho, um semitrauma, que eu nunca tive contratário, eu tive uma odisseia. E até hoje eu procuro cartucho com caixa de Didi na Mina Encantada para ter aqui na minha coleção. Um dia o Júlio Macode vai achar para mim nessas antiguidades que ele vai achar.
Polystation, que é para sanar um pouco esse problema aí.
Agradeço. Eu quero ter um dia, eu quero cartucho do Didi na Mina Encantada. Quase que eu compro outro dia no Mercado Livre, eu achei, favoritei, quando eu fui comprar já tinham vendido. Eu fiquei triste, cara, com cartucho, com caixa, cartucho do Didi na Mini Encantada com caixa e tudo.
Eu queria lembrar aqui do meu amigo Johnny Kane, grande Johnny, uma coleção assim de todos os consoles que eu, inclusive mandar aqui um beijo para o Johnny Kane, que depois de 32 anos voltou para faculdade essa semana.
Olha aí o Johnny Kane mostrando que um cachorro velho consegue aprender truques novos.
É como eu gosto de dizer, a base vem forte.
Não, velho, e é muito legal. Deixa eu mandar mais um beijo aqui para o Johnny. Ele teve aqui recentemente com a gente falando do projeto dele, do vovôs.com, projeto maravilhoso. E ele postando foto como bicho, depois é a primeira, primeira, primeira aula depois de muito tempo. Pô, é muito legal, cara. O Johnny é um cara Foda.
Um amigo que tá seguindo o vovôs.com sem saber.
Olha aí, ensinando a usar os controles remotos.
Eu fui lá no Instagram dela e segui.
Olha aí, errado não tá.
Tem um conteúdo de qualidade.
Muito bem. Quem mais tem pergunta aí dos vocês, meninos?
O Stastinha, uma pergunta. A gente tava falando um negócio dos equipamentos de áudio, né? Puxei aqui o fio. Boa. E assim, fazendo um apude do nosso querido Cris Dias, que sempre que a gente tá num período de transição, como sempre, como sempre, né, eu assim, a gente vive, a gente vive nessas chamadas bolhas, né, a gente chama de bolhas. Então, por exemplo, eu que tenho preferido, por conta de ter resultado no iPod, tá com música ali no equipamento em que eu não tenho notificação, não perturbe nem nada, vou para academia sem celular, esse tipo de coisa.
Comecei a perceber que esse mundo é um mundo enorme. Não é que tipo assim, ah, tá voltando. Não, já tá aí um tempão. Tem empresas que estão fazendo esses tocadores de música como um DAC. Então tu plugas e tu ouve alta fidelidade dos arquivos que são do Spotify, do Apple Music, no computador que não tem essa placa de áudio. Ou mesmo tu liga, plugas ele no USB-C do celular e ele consegue reproduzir para ti o que o celular não consegue reproduzir.
Então tem esses que são caríssimos e tem esses de entrada, que foi o que eu comprei. E aí, percebendo, percebendo a história do Nick com blog também ali, o pessoal no Substack, né, pessoal tá escrevendo muito. Pessoas que foram citadas aqui, como Marco Gomes, tá lá no Substack. O Cris tá lá no Boa Noite Internet, inclusive a newsletter dele, ele faz uma junção, tem tudo lá. E essa percepção da, e juntando com a coisa daí, né, das pessoas voltada a coisa um pouco mais manual.
Não necessariamente que elas sejam analógicas, porque é um MP3 player aqui que eu tenho, os textos ainda são no blog, mas delas serem um pouco, um pouco mais de colocar um pouco de suor na coisa, né? Vou ter que ter um pouco mais de etapas para evitar justamente esse tipo, esse tipo de coisa de tu estares todo tempo bombardeado de um monte de informação no mesmo dispositivo, dessa descentralização. E eu percebo também de estarem com dispositivos ou nessas comunidades que estão cada vez mais, mais nichadas, longe um pouquinho do que tá sendo feito por IA ali muito na cara, né?
Porque Photoshop tem IA, tudo que vocês citaram aí, a geladeira tem IA também, tudo, vou colocar um negócio IA para ficar mais caro. E aí, fazendo um pouco de futurologia aí, Nick, essas coisas, elas vão para ti, elas vão andar em paralelo ou elas tendem a conversar um pouco, tipo convergir em alguns pontos e E algumas elas vão deixar para aquela criatividade, como é o caso do Divasca. Não quero saber de digital, quero pintar o negócio de volta, porque isso vai ser um diferencial.
Sim, eu acho que tipo, excelente sua pergunta, mas eu acho que é aquela coisa, tem que ter um mínimo de equilíbrio, né, de parcimônia. Então o Divasca, por exemplo, ele acha que todos, todas as artes digitais que ele fez, ele não vale nada, e vale muito. Feito, entendeu? Tipo, independente de ser digital ou não, aquilo ali foi feito com suor e com dedicação e com muito treino, né? Então, tipo, eu acho que a arte digital ela merece sim, tipo, ser mantida, entendeu?
Pô, tem um monte de artista aqui de 8-bit, né? Os caras fazem coisas incríveis e o cara não usa IA para fazer aquilo. E eu acho que as coisas vão caminhar em paralelo sim, Eu acho que tem cada vez mais essa cultura do analógico, não do analógico, mas desse resgate, né, da tradição. Então a gente vê muito isso nas câmeras também. Pessoal tem aquelas câmeras, né, antigas que, pô, cara, bota um filme ali dentro. Então tem aquelas outras que são digitais, mas tipo Polaroid te dá a foto na hora, né?
Você leva uma foto na hora, isso tem um valor, cara. Nos tempos de ar, você levar aquela foto da tua mão na hora, incrível assim.
Então eu acho que tá tirando foto com filme.
Meu aniversário agora eu fotografei um, foi um rolo de 36 poses.
Nossa, eu me lembro que eu tinha umas inspirações que você pegava um filme de uma outra, de um outro ISO, sei lá, e aí você processava ele, tirava fotos de um jeito, e aí se a foto sair toda solarizada, lembra? Isso tudo maravilhoso, né? Vamos combinar, fotografia é uma arte assim, tipo, não vai acabar nunca assim. Beleza, o cara pode tirar fotos incríveis com iPhone dele, eu tiro umas fotos incríveis aqui com meu Galaxy, mas pô, o cara que tá com a câmera vai tirar foto melhor ainda, entendeu?
A câmera vai evoluir também. Então eu acho que tem espaço para tudo. Eu acho que as coisas convergem de vez em quando, não é tão comum, né? Mas eu acho que vai existir cada vez mais esse espaço para arte verdadeira, né? E eu, por exemplo, eu prefiro, tipo, como eu te falei, se eu não puder nunca ouvir uma música feita pelo Suno lá, pelos outros lá, pelo Lyria do Google, pô, eu até cubro isso, eu sei como é que são as músicas, eu trabalho com isso, eu tenho que escrever sobre isso.
Mas assim, Nick, pessoa física, vai ouvir uma música, eu prefiro escutar uma música que o cara gravou no estúdio, ou que o DJ montou ela no computador dele, mas ele montou ela com aquele negócio do Daft Punk, que pega um pedacinho daqui, um pedacinho daqui, inverte, sampling, sampling ali, faz uma coisa tipo uma sinfonia ali. Eu acho isso, adoro, misturado hip-hop, né? Eu não sou a pessoa que vai falar mal de sample aqui.
Não, não, é uma arte.
Ah, eu já tô, já tô, já não tô querendo, entendeu?
É, eu não consumo.
Uns 10 anos, se o cara se mudar muito assim a tecnologia, beleza. Mas por enquanto o que a gente tem são coisas imitando artistas reais que não foram pagos pela sua arte, que nem os escritores também que foram chupinhados pela OpenAI, pela Anthropic. Pô, eu gosto de IA, mas eu não sou hipócrita, não vou defender essas grandes corporações aqui, entendeu? Eu tô aqui para falar sobre o meu lado, sobre tecnologia. Eu vou falar sempre de forma crítica, se eu achar que tem que criticar.
Eu continuo cobrindo isso e eu tô pronto para entrevistar um cara desses, um CEO de empresas. Eu nem sempre vou fazer aquelas perguntas que ele quer ouvir. Com certeza, relações públicas, né? Não é mais jornalismo.
Não, não, com certeza, com certeza. Excelente, gente, excelente, excelente. Vitor Estácio, como sempre, sim, visceral ali, ó, cirúrgico, cabriocárico, medioválgio e estrogonoficamente sensível. Exatamente. Tem perguntas, né, Léo? Batráquio, que exatamente. Alô, alô, Carlinho, Eloy, meus amigos da 105. Aqui quem fala é seu amigo Carro Velho. Quero parabenizarmos por mais um episódio do Radiofobia, totalmente fenomenal. Térica, por favor, pera aí, Térica, pelo amor de Deus, não vai É coisa aqui agora com direitinho aqui, ó.
Aê, trilhazinha aqui, muito bem. Para terminarmos mais um episódio totalmente batráquio do seu pequenino radiofóbicozinho, eles conversando com o nosso querido amigo, meu querido amigo, quase 20 anos de amizade. Que coisa legal da gente poder cultivar e levar pela vida. Mas antes de despedir, de passar todos os serviços, todos os links, todos os URLs, as URLs, eu quero agradecer aqui a presença dos meus queridos amigos, começando por ele, que é o estrogonoficamente careca Vitor Estacinholês.
Muito bem. Olha, eu que, eu que só conhecia, não, continuo conhecendo só pela internet, né?
Tamo gravando lá. Quando for a Belém, Niquelis, aí você vai encontrar com o Estácio ou com o Dudu.
Eu já fui a Belém, pô, eu amo Belém. Meu amigo João era daí, cara, pô, eu adoro, doido para voltar. A gente lá na Cairu.
Olha aí, a interação sempre é uma relação parassocial, né, que a gente foi desenvolvido com as pessoas ao longo da internet. Eu, quando vocês falaram em Olhar Digital, bicho, a logo do Olhar Digital é um negócio muito marcante no meu imaginário da internet. Né, aquele Longo Dourado Digital na minha cabeça, porra, foram anos, entendeu, abrindo aquilo ali e lendo. Pô, muito bom, foi um prazer, Nick. Cara, Léo, traz o Nick mais vezes, entendeu?
Estará aqui em breve, nós vamos gravar um episódio que está sendo preparado para ainda esse ano. Estou esperando certo momento, Star Wars, de Star Wars. Para trazer o Nick de volta, porque nós teremos um debate a respeito do futuro do— será que há futuro para Star Wars? Vamos conversar sobre isso aí então. Aguardemos.
Tem que explicar para o Thiago, Léo, que Star Wars a gente odeia 95%, mas é porque a gente ama odiar.
Você fale por si, que a gente gosta, a gente gosta para caralho.
Fale por si, eu gosto mais.
Relação que eu tenho com o time do São Paulo, cara. Me faz mal, eu xingo, acaba com meu domingo, mas abre aqui o guarda-roupa, tem as camisetas.
É uma relação assim abusiva com Fluminense também, Thiago. Então eu te entendo.
Olha aí, olha aí, tá vendo? Então aproveitando que ele está sendo abusado pelo time de futebol, obrigado, Thiago. Fudilara, o pai das gêmeas.
Obrigado, obrigado.
E meu, ótimo tá aqui com vocês. E agora a bola daqui a pouco tá com elas, né? Espero que assim como eu, né, que sempre gostei de gadgets e coisas de inovações, que elas sigam com isso, né? Que eu acho que quem não seguir com isso vai ficar obsoleto e vai ficar muito, muito rápido. Então eu tento assim, tudo que eu consigo achar de legal eu mostro para elas. Assim, as meninas, elas se divertem com GPT porque o GPT ele me chama sempre de cachorro, ele fala, oi, cachorro!
E elas acham o máximo. E agora eu só preciso tomar cuidado porque conhecendo as que eu conheço, sim, para o GPT fazer uma lição de casa, entregar um trabalho Caralho, vai ser uma piscada nossa, perdiu o ano, querida.
Pois é, pois é. Isso vai ser só o começo. Quando elas chegarem aí com dois namorados, um namorado para as duas ao mesmo tempo ali, você vai ver só. Porque assim, uma piscada nossa, perdeu o ano, querida. Pois é, pois é. Isso vai ser só o começo. Quando elas chegarem aí com dois namorados, não, um namorado para as duas ao mesmo tempo ali, você vai ver só.
Porque assim, uma aula no lugar da outra, elas já aconteceu, elas sabem.
É, olha, eu já adianto, Léo, na época do namorado terei teria que usar a inteligência artificial e falar: caso eu queira esconder um presunto de mais ou menos 70 kg, qual seria a melhor forma?
Então, como é que faz para farmar aura do defunto, né? Muito bem, obrigado, tio. Um beijo na Aline, um beijo nas meninas. E diretamente de Salto, eu quero aqui me puxar, porque eu sei que se depender dele, ele não vai passar o serviço. Então eu farei isso porque eu acho que é extremamente merecido. Nosso querido Júlio Macode recentemente, junto com sua namorada Carlinha, estrearam um podcast, senhoras e senhores. E respeitando uma tradição que nasceu neste programa. Nós temos um podcast chamado Histórias de Lavalouças.
Aprende-te a rir.
Conte agora, passe o serviço, Júlio Macode, por favor.
Olha, o Histórias de Lavalouças, ele surgiu de uma conversa muito informal minha e da Carla, que a gente conversa muito, né? A gente, nós somos um casal de namorados 45 mais, né?
Nós começamos a namorar aos 45 do segundo tempo, né? Pois é, exatamente.
E eu tenho solução.
E nós temos uma— eu tenho, eu tenho, ô Nick, eu tenho uma fixação aqui nesse programa por lava-louça.
Eu adoro a minha lava-louça.
A minha lava-louça é a Carla Ela fala que ela é amante, a lava-louça é a principal.
Olha aí, entendeu?
Acho lava-louça, né? Fala direito.
O nome da sua namorada é Carla Ricarda Electrolux. É Carla Ricardona.
E aí ela ficou com ela, ela via a minha aqui em casa, né? Moramos obviamente em casas separadas e tal. Ela via isso, ela queria muito uma lava-louça. Neste meio tempo, um membro desta mesa aqui adquiriu também uma lava-louça. Nosso amigo Vitor Estácio viu as benesses que a lava-louça traz na vida do ser humano. Enquanto temos outra pessoa aqui que não vai de jeito nenhum, não quer, escraviza crianças para lavar louça, entendeu?
E aí a gente começou a montar essa história do podcast. Vamos falar então do que a gente, de vivência, e a minha namorada Além de ser uma excelente consultora em ERP, ela também é terapeuta. Então ela tem muitos casos, ela conhece muita gente, autora de livro, muita história. E aí a gente falou, vamos fazer um, vamos. Sobre o que vai ser? Sobre, vai ser obviamente sobre relacionamentos e tudo mais. E a história de lava-louça é muito simples, né?
Porque quando o casal fala, nós vamos lavar, vamos roupa suja se lava em casa, a gente lava louça, tá certo? Vamos juntar o útil ao agradável, né? Então está lá em todos os agregadores de podcast, Histórias de Lava-Louça.
A partir de agora, episódios publicados, a partir de agora, link fixo aqui no Radiofobia também para você que quiser, assim como Escola Cezim, assim como Ineditados, não é Escola Cezinha, é Cezinha, é centro, né? Eu falo Escola Cezinha, mas é porque o arroba do Instagram é Escola Cezinha. Mas é porque é Cezinha, é um centro de integração. Eu nunca sei exatamente o que que é, eu sempre invento uma coisa. Integração, integracionista, só interacionista.
Exatamente. E tem também o Ineditados da Jéssica. Temos agora também o link fixo na postagem do episódio, histórias de Lavalô. Da Valossa com Júlio Macoggi e Carla Lopes. Inclusive, casal que já é Lopes sem ter casado, né?
É, exatamente.
É o primo, é o primo e a prima, que eu sou Lopes também, é tudo primo.
E eu queria dizer o seguinte, o Histórias da Valossa é pessimamente editado por mim mesmo.
Exatamente, uma edição de bosta, um papo muito bom. É isso que é legal. Eu tô brincando, tá? Tô brincando, edição tá bem bonitinha. Que é ruim, é ruim. A gente tenta, tá bem editadinho.
Eu gostei.
Não deixar feio, simples, não feio.
A edição, ela não tem que ser bonita, ela tem que cumprir o papel dela. Qual é o papel da edição? Fazer com que quem escuta não perceba que teve edição.
Exatamente. É esse o papel.
Exato. Você vê que a tela azul e chroma key, o efeito especial especial falhou. Se você tá ouvindo e você focou no papo, você nem se percebeu que tinha edição, a edição extremamente bem-sucedida, queridão. Fique tranquilo, nesse ponto você tem o selo, que a sua opinião— cadê? Não é esse aqui, que a sua opinião é muito importante para nós. Cadê aqui, Térica? Tem selo aqui, o selo Léo Lopes de qualidade está ali batizado. Devido tapa na sua bundinha, devido tapa na sua bundinha dado aqui agora, Júlio Macode. Parabéns, obrigado por ser mais um papo também, Nick.
Um prazer conhecê-lo e esperamos, esperamos em breve que nos conheçamos pessoalmente.
O que eu ia, o que eu ia agradecer você, na verdade ainda vou agradecer você, Júlio, ainda, Júlio. É que obrigado por, numa época de videocasts, escolher o podcast em áudio como sendo a sua ferramenta. É isso, muito obrigado, viu?
Eu sou purista, Léo.
Eu como você sou purista.
Muito obrigado.
É o podcast mesmo, porque a gente quer ouvir as suas histórias.
A gente não quer ser obrigado a olhar para tua cara, sua cara. Exatamente, é isso.
Está Uma fuça feia.
Quem vê aqui no YouTube é porque é um masoquista. Ouça no feed, querido, lá no feed é que é legal, entendeu?
Então, Júlio, uma coisa, você está ouvindo isso no feed, você está certo.
Mas perde-se duas oportunidades.
Quais são?
A primeira de ter um patrocínio de uma eletrolux. E a segunda é que poderia ser o seguinte: começa o papo, colocou as coisas para lavar, ligou o ciclo, acabou o ciclo, Corta o podcast, terminou o assunto, não terminou, se fudeu.
Acabou, podia ser também. Ó, vai ter, pode ser um spin-off futuramente, né? O programa de férias, ideias, é o programa de férias.
E gravamos com o Júlio há anos e eu só fui descobrir que ele chamava Ricardo no podcast dele.
É, olha aí, Júlio Ricardo Macórdi Lopes, né? O Lopes Macórdi. Ops, exatamente. Muito bem, obrigado, Julinho. História de lavar louça, link na postagem do episódio para você. E obrigado diretamente, ele que mora em São Paulo já há um certo tempo, mas é carioca, e você conheceu um pouco mais da história dele. Ele é carioquíssimo, está aí com seus belos mullets maravilhosos e cabelos cada vez, como diria minha avó, cabelos pelhados maravilhosos.
Ele que em breve vai voltar aqui para falar das nerdices, das coisas de Star Wars. Mas hoje trouxe para gente essa história que eu queria deixar registrada num episódio do Radiofobia, porque eu acho que é importante a gente ter essa visão de quem tá aqui desde a época que eu tô escrevendo agora. Acabei de escrever um livro, estou escrevendo um quarto livro. Esse livro que eu escrevi agora, ele não é um livro biográfico, ele é um livro sobre comunicação que tem umas pinceladas de biografia.
E o próximo livro será um livro histórico biográfico contando a história do podcast no Brasil sob o meu ponto de vista, de quem viu, viveu e ouviu. E um dos capítulos é Quando Eu Cheguei Nem Tudo Era Mato, é o título do capítulo, porque eu cheguei já alguns anos depois, mas ele plantou a árvore que virou o mato que quando chegaram depois tiveram que desbravar. Então, menino, Nick Ellis esteve aqui com a gente mais uma vez hoje.
Obrigado, meu querido Nick, como sempre pelo seu carinho, pela sua amizade. Todo o seu aberto espaço, passe o serviço, habla lo que queiras, meu amigo.
Obrigado, Léo. Só espero não ter matado ninguém de tédio. Imagina, delicioso o programa, mas sempre tem um monte de coisa que eu não contei. Depois solto elas ao longo dos nossos próximos podcasts, porque, pô, sempre acaba lembrando uma coisa ou outra, né? Impressionante. Mas, pô, eu tô, continuo com o Digital Drops, o Blog de Brinquedo, continuam ativos. Sigam a gente, por favor, faz a maior diferença nas redes. É tudo @digitaldrops, @blogdebrinquedo.
Eu tô com esse projeto novo, The Facts, que é Just the Facts, que é lá do site que eu trabalho. Mas, pô, Se vocês puderem dar uma olhada e acompanharem, vai significar muito para mim.
Excelente, manda o link.
Pois é, thefacts.com.br.
Excelente.
A gente tem lá o— desde o começo foram quase 500 posts, 100% escritos pela minha pessoa, não tem nada.
Animal, animal.
A gente tá Teve um spin-off para o newsletter no Substack, tá lá no Substack também, Defects, tá nas redes sociais, tá no Instagram, tá no Reddit, tá no X, tá no Bluesky, tá em tudo quanto é lugar. E eu mesmo tô só no Bluesky, mas o Defects sai tudo quanto é lugar. Quem puder seguir vai dar uma força para mim.
Excelente, excelente. Todos os links vão estar lá na postagem do episódio. Obrigado, Nick, como sempre, pelo seu carinho, meu irmão que a internet me deu, que o podcast me deu, e que eu sei que ainda estaremos juntos aí longos anos dessa jornada falando de nerdice, falando de Star Wars, né, falando de karaokê, por que não, que a gente gosta tanto, e de outras cositas mais. Links na postagem também. Eu aqui não sou de Star Trek, então eu não tenho muito repertório, mas se for para abrir aqui o palco e aprender com você vocês.
Estou, estou totalmente à disposição. Estaremos juntos em breve para falar muito mais groselhas que o povo gosta demais. Obrigado, meu querido Nick. Obrigado, meus queridos integrantes aqui do Pequeno Radiofobia. Aliás, e obrigado você, querido ouvinte, você que participou de mais um episódio, você que acompanhou aqui ao vivo mais uma gravação pelo YouTube, youtube.com/radiofobia. Aqui você tem todos os nossos vídeos há muitos anos já, todos os podcasts que são gravados através das lives, como é o caso do Radiofobia.
Aqui você encontra também o Me Shorties, que é a minha atração em vídeo, eu conversando em primeira pessoa, batendo papo, falando algumas groselhas para você. Tivemos um vídeo recentemente aí falando a respeito de 13 lições que eu aprendi ao longo desses 52 anos de vida. Concorde você ou não, tem algumas coisas lá bacanas que eu acredito que vale a pena o seu play para você poder assistir. E também temos aqui na Radiofobia Podcast Network um podcast novo que já tá no seu episódio número 5, que é o Taqui Nobori.
É um podcast que eu converso com pessoas trazendo histórias reais de superação, de otimismo, para tentar trazer um pouco mais de positividade para sua vida. Vida, pessoas que superam ou superaram grandes dificuldades. Temos um episódio mais recente aí com o nosso querido ouvinte Rodolfo Baena, lá de Bragança Paulista. Uma história imperdível que eu quero convidar você, se você não ouviu ainda, se você ainda não assistiu, tem link também na postagem do episódio aqui para você.
E todos os nossos podcasts você encontra lá na Radiofobia Podcast Network, radiofobia.com.br/podcast Vai lá que você vai encontrar todos os podcasts da casa. E em breve acompanha a gente que tem mais uma gravação ao vivo do Radiofobia para você. Obrigado pelo seu download, pela sua audiência, pelo seu play, pelo seu streaming. Um abraço na sua boca e até o próximo episódio do seu Radiofobia. Aliás, Este podcast foi publicado pela Radiofobia Podcast Network.
Acesse radiofobia.com.br/podcast para conhecer e ouvir todos os nossos programas, ou assine no seu agregador de podcast preferido. Esperamos você no próximo episódio.