VOZ OFF 108 - Fernão Lacerda
Saudações, ouvintes apaixonados por locução. Está NO AR o 108º podcast VOZ OFF!
Neste episódio, Antônio Viviani e Nicola Lauletta conversam com mais uma grande voz do rádio, da TV, da publicidade e do teatro.
Nascido em São Paulo-SP, na Moóca, nosso convidado, desde pequeno, gostava muito de ouvir rádio, ganhou da mãe um pequeno gravador portátil onde registrava as músicas e os programas de rádio AM que gostava, o que o inspirou tempos depois a fazer um curso de radialismo no SENAC-SP, e no seu TCC optou por produzir um programa inspirado em novelas policiais do tipo que ele ouvia na sua juventude.
Fez um curso de teatro, foi trabalhar com teatro de bonecos, onde fazia variadas vozes e acabou indo fazer um teste na Rádio Cultura, tentou Jovem Pan, mas sem sucesso até que surgiu um teste na Rádio Eldorado, que por sinal era sua rádio preferida e foi contratado como folguista.
Com o tempo foi trabalhar também na TV Cultura, onde fazia vozes de personagens em documentário e depois passou a fazer as narrações, e acumulou também o emprego de locutor na Rádio Cultura.
Quem vai contar essa história de sucesso é Fernão Lacerda.
A conversa aconteceu em julho de 2026 e você vai ficar sabendo que ele voltou a fazer um curso de teatro, e trabalhou por muitos anos com o Grupo Tapa, fez vários comerciais como ator e também como locutor, e passou pela Antena 1, Rádio USP e a Rádio Interna da AgriShow. Atualmente, depois de fazer chamadas para o Discovery Channel e Fox Sports, faz as chamadas da ESPN.
Com a gente, e pra vocês, o FERNÃO LACERDA!
Para seguir nas redes sociais:
- Curta a página do podcast Voz Off no Facebook
- Siga o @podcastvozoff no Twitter
- Curta a página do Antonio Viviani no Facebook
- Siga o @antonioviviani no Twitter
- Siga o @antonio.viviani no Instagram
- Siga o @nicolalauletta no Twitter
- Curta a página do Echo's Studio no Facebook
- Curta a página do Workshop de Locução Voz A Obra no Facebook
- Ouça também o podcast TEXTO SENTIDO com Antônio Viviani
Assine o FEED do Voz Off:
Para ouvir o Voz Off no seu agregador de podcasts preferido, clique aqui e assine o nosso FEED!
Assine e avalie nosso podcast no iTunes:
Se você usa o iTunes no seu computador, tablet ou smartphone, assine e avalie nosso podcast clicando aqui!
Voz Off no Spotify:
Caso prefira ouvir o Voz Off no Spotify, é só clicar aqui e assinar o nosso podcast no serviço de streaming!
E-mails:
Mande seu feedback pra gente através do e-mail podcastvozoff@gmail.com!
Publicidade:
Entre em contato e saiba como anunciar sua marca, produto ou serviço em nossos podcasts.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
- Lançamentos de Cinema e Streaming· EntretenimentoRetorno ao teatro e curso no Senac·Trabalho com o Grupo Tapa·Comercial do Volkswagen Jetta·Série 'Ateia' e filme 'Charlotte SP'
- Locucao para TV a Cabo· EntretenimentoVoz do Discovery Channel·Chamadas para Fox Sports e ESPN·Versatilidade em chamadas esportivas
- Carreira de Locutor· EntretenimentoInfância e influência do rádio AM·Primeiros contatos com a voz e teatro de bonecos·Curso de radialismo no Senac·Adaptação de texto de Edgar Allan Poe
- Carreira na Rádio Eldorado· EntretenimentoTeste e contratação como folguista·Aprendizado com outros locutores·Rádio Eldorado
- Trabalho na TV Cultura· EntretenimentoNarração de documentários·Trabalho com Paulo Autran·TV Cultura
- Experiencia Rádio AgriShow· EntretenimentoMontagem da rádio em feira de agronegócio·Criação de comerciais e trilhas·Convivência com outros locutores·Rádio AgriShow
- Produção de Audiolivros· CulturaDesafios na interpretação de textos·Adaptação de diálogos e escrita
Voz Off, o podcast que conta as histórias de grandes nomes do rádio, da TV, da publicidade. Grandes vozes que vão ficar para sempre em nossa memória. Apresentação: Antônio Viviani e Nicola Lauletta. Ouvintes do podcast Voz Off, que legal estar com vocês novamente. Nicolas, 107 episódios, hoje o 108º episódio e vamos receber mais uma grande voz aqui. Gostoso, né?
É.
Aqui nas dependências do Ecos Estúdios, Fernando Lauleta na mesa de som. Nicolas é o manager aqui, certo? Ok. Ele só não manda mais do que a Estela.
Que é a presidente da coisa.
Exatamente. E é isso aí, mais um convidado especial E o Nicola sempre o conheceu pelo nome de Fernão Lacerda. Eu conhecia Fernando Lacerda, lógico que sei que ele se tornou Fernão. E é com ele que vamos conversar hoje. Tudo bem, Fernão?
Tudo bom, Viviane? Tudo bom, tudo bom, Nicola, Fernando? Tô aqui assim emocionadíssimo de estar aqui, é um prazer enorme estar aqui. Eu sou fã do Viviane há muitos anos.
Que isso!
Vim aqui, entrei entrando aqui, falei aqui para eles que eu tava com saudade de entrar em estúdio, estúdio de verdade, e é aqui. Essa é uma casa onde a voz é bem tratada, onde a voz é o principal produto a ser trabalhado e que todo mundo já ouviu em comerciais aí pra caramba, vídeos e tudo mais. E a voz aí do nosso querido Viviane sempre, sabe, é aquela referência como profissional e como voz, como talento.
Por falar em voz, Fernão, agradeço suas palavras, logicamente, mas foi justamente para preservar a história dessas vozes que sempre nos acompanharam no rádio, na TV e na publicidade, que lá em 2015 eu e Nicola resolvemos gravar o podcast Voz Off para deixar registrado aí os talentos que passaram, né, por esses veículos e que marcaram a vida de muitas pessoas de uma forma ou de outra. E você é uma delas, eu tenho certeza disso, porque você fez rádio, faz televisão, faz comerciais, atua em teatro, em filmes.
Então é muito legal ter você aqui com a gente e contar um pouco da sua história, que começou em onde você nasceu.
Eu comecei, eu nasci em São Paulo, nasci na Moca, pertinho ali na Madre de Deus, bem atrás de onde tem o Teatro Arthur Azevedo. Teatro ao qual eu pude encenar algumas peças depois, já de adulto, obviamente, mas na Cinemoca.
Família grande? Não, papai, mamãe, irmãos?
Sim, somos 4, eu tenho um irmão e duas irmãs, meus pais já falecidos, mas eles vieram de Minas para cá, eles vieram de Uberaba para cá.
Coisa boa, hein? Mineiro é coisa gente fina.
É, gente fina.
E aí tem uma família muito grande. Sim.
Sem dúvida. Então minha família veio para cá, deixaram lá Minas quando uma crise lá e meu pai perdeu a fazenda que tinha e tal, e eles vieram para cá e eu nasci aqui. Eu já nasci em São Paulo, meus irmãos nasceram em Minas. Então toda a minha família... Você é o caçulinha então? Eu sou o caçulinha e raspa do tacho.
E ali na Moca deve ter sido uma infância muito gostosa, né?
Ah, muito legal. Eu estudei naquela escola que era, talvez ainda seja, dentro do clube, um clube grande grande, né, o clube ali da Moca. O Juventus foi depois. O Juventus, sim, o Juventus fez parte da minha vida muitos anos. Aí já na fase já mais adolescente, então tinha as domingueiras.
Acho que você apresentou domingueira, muitas foram ali. Nós tivemos uma festa da Difusora comemorando o aniversário da Difusora lá, que nós colocamos 12 mil pessoas no salão do Juventus. E a coisa incrível, incrível, o Jorge Elau me jogou do palco em cima do público. E eu não caí no chão porque não tinha espaço entre uma pessoa. Eu virei bolinha, me levaram até o fundo do salão e trouxeram de volta para o palco.
Que fantástico! Então é isso, o Juventus era nessa época, para mim, a MOC era um pouco mais provinciana no sentido positivo da coisa, porque eu estudava lá, trabalhava lá, me divertia lá. Então era o clube e tal, namorava, então toda a vida era lá. Então até eu conhecer o Bixiga, e aí já a coisa foi conhecendo outros caminhos.
Que legal! E como é que se deu essa parte artística? Foi na escola primeiro que veio alguma coisa que você citou? Não no Juventus, mas não no outro clube?
Olha, meus pais não, não tem, não tinham nada com arte. Meu pai Tinha sido fazendeiro e tal.
Mas tinha rádio em casa?
A rádio sim, a rádio eu ouvia muito. E uma coisa que me marcou demais, inclusive anos depois quando eu fiz Senac, vou antecipar um pouquinho, quando eu fui fazer a minha prova, na prova que você produzia um programa e tal, eu não produzi um programa de musical que era mais comum na época. Eu me lembrei das minhas referências mais antigas, que eu ouvia muito rádio e ouvia muito, por exemplo, Sílvio Santos. Fazendo um programa no rádio que chamava Histórias que o Povo Conta, que eram histórias de terror.
E ele contava aquelas lendas urbanas da mulher do espelho, do banheiro, da noiva nua, da estrada, da mulher de branco. Isso, e ele narrava aquilo no rádio e tinha uma trilha sonora. E aquilo era fascinante pra mim, era um radinho. E o radinho pra mim era uma grande companhia, uma grande fonte de imaginação. E dali também do rádio eu ouvia música, daí a formação que a gente tem. E também a primeira coisa que eu acho que eu fiz com voz, eu devia ter uns 11, 12 anos, minha mãe me deu um gravador portátil e eu gravava ali, era uma forma de, não tinha grana, minha mãe era costureira, então ela deve ter feito um sacrifício enorme para me dar aquele gravador e eu gravava do rádio pequeno, era um rádio bastante pequena, eu gravava direto as músicas ali com microfone.
Quer dizer, ficava aquela qualidade péssima, mas era o que eu tinha para poder você ter um pouco a música para você e ouvir depois. E ouvia também na época o show de rádio. E eu me lembro de gravar, eu acho, você vai me, depois vocês vão me lembrar quem é o locutor que fazia isso, mas quando tinha rádio Camundu Caia, Odair Batista, Odair Batista, exatamente. E ele gravava um negócio, ele fazia um negócio que era assim, e eu gravei isso, E não esqueço mais, vai morrer?
Ora, meu amigo, não tem problema. Santinhos autografados e outros materiais mortíferos. Casa São Rafael, Largo da Matriz, ao lado da Funerária Três Marias.
Era demais, era incrível. O Odair era demais. A melhor deles hoje ia ser, eu acho, né, porque hoje tudo é politicamente incorreto, mas quando ele anunciava A Gorda Elegante, A Gorda Elegante, onde você encontra a roupa ideal para a senhora que está com uns quilinhos a mais. Largo da Matriz 88, até os números são gordinhos. Era demais, era demais.
E tudo isso mexe, né, com a imaginação da gente para caramba, né. Cheguei a ouvir alguma coisa de, peguei alguma coisinha de radionovela, já não me lembro mais, de nada disso. Mas me lembro desses, dessas séries, dessas coisas narradas, dessas intervenções, grandes influências, influências maravilhosas do rádio AM da época, né? Exatamente, do rádio AM.
E aí, bom, você saiu da Moca, veio para onde que você falou? O outro bairro?
Bom, aí depois eu fui muito para, morei também Parque São Lucas, ali na verdade Ali é Jardim Independência, ali eu falo perto do crematório, depois da Cova 38. Eu morei muito tempo ali, estudei ali naquela região, no Casa Santa. Ali, por exemplo, eu não tive esse impacto, mas eu vejo, eu me lembro, por exemplo, de uma professora de artes que eu tive, que foi uma incentivadora, né? Eu devia ter uns 12 anos e ela fez a gente ir para o MASP.
A primeira vez, no Museu de Arte de São Paulo, e assistir filmes mais interessantes e ter um contato com a arte que a gente ali, menino de periferia, não tinha. Como eu disse, o que a gente tinha, a possibilidade era TV, que era muito pouco, né? Inclusive eram poucos, pouquíssimos canais, e não te contribuía muito muitas vezes. Mas o rádio sim. E essa experiência dessa professora, essa professora fez mudou a vida de muitos daqueles meninos.
O Hidra Bene, que se tornou publicitário, fotógrafo, dono de uma produtora grande que agora já não existe mais, que é a Bossa Nova Filmes, e vários outros que se lançaram aí no mundo, numa área mais artística, né? E é isso, acho que nessa caminhada eu fui fazer publicidade, eu trabalhei com fotografia durante muito tempo, não como fotógrafo, mas na parte de laboratório, né, e de atendimento dos laboratórios. Então trabalhei com o departamento de marketing criando painéis fotográficos para eventos, esse tipo de coisa.
Esse foi o trabalho que eu mais durei antes de começar em rádio, porque até então eu tinha entrado e saído de empresa. Eu tenho duas carteiras profissionais cheias, tudo Tudo, eu não parava em lugar nenhum. Único lugar que eu parei um pouquinho foi na fotografia, mas já começando a dar os primeiros passos em direção ao rádio. Primeiro registro: ajudante de costureiro, contratante mamãe, que era uma excelente costureira, era uma excelente costureira.
Ah, que barato, Fernão! Aí você fez ginásio, fez 2º grau, né, que é o ginásio hoje. Aí foi para frente.
Quando aí eu parei um pouco de estudar porque não dava para conciliar tudo, eu fiquei, tinha feito publicidade, tinha começado a fazer publicidade, comecei a trabalhar. Foi quando eu comecei a trabalhar com fotografia e fui tocando a vida por aí, né. Aí eu acho que eu já vou entrar em rádio porque isso já chega no ponto. Eu não achava que eu tinha voz, por exemplo, para trabalhar em rádio, e porque eu ouvia essas vozes como a sua, por exemplo, no rádio.
Eu falei Não dá, isso não é pra mim. Ouvia Eldorado AM e FM, acho que isso também foi parte, é uma pena terem encerrado as atividades da rádio, é uma lástima porque era, sobretudo nessa época, era uma rádio extremamente bem produzida, né? Então eu acho que eu nunca teria ouvido jazz, blues, sabe? Aberto o meu gosto musical para outras influências, né? E também o noticiário, o chorinho, enfim, tudo aquilo que fazia parte da programação da Eldorado.
E era a rádio que eu ouvia e eu não achava que eu tinha nenhum talento para isso. Mas comecei a fazer teatro, e teatro de bonecos para adultos. E no teatro de bonecos, a voz ali é muito importante também. E eu fazia alguns personagens. Então essa dinâmica que eu colocava diferente para personagens, isso me marcou bastante. Eu fiquei durante uns 2 anos fazendo teatro de bonecos.
Mas aí era a voz original, você criava uma voz para aquele boneco?
Criava uma voz para aquele boneco e manipulava o boneco. Era uma peça, essa é uma peça, por exemplo, uma peça que marcou muito, chamava Palomares, é uma peça da Ana Maria Amaral, que era uma mestra bonequeira. E a gente sabe, essa peça foi muito premiada, viajamos para festivais com essa peça. Isso me marcou muito, obviamente. Isso, quando eu fiz teatro de bonecos e apresentei, por exemplo, no festival em Curitiba, num grande teatro, eu falei, não é isso que eu quero fazer.
Você lembra o nome do boneco e a voz do boneco? Algum, pelo menos?
A voz do Paco, que era o principal, era a minha voz mesmo, não mudava. Ele já tinha essa voz um pouco mais grave, então coincidia com ele, que devia ter uns, na época, já uns 30 anos. Eu tinha 18, 20 e poucos, alguma coisa assim. Mas os outros, eu tinha uma máscara que eu fazia a voz, que era uma máscara que ela tinha, ela vinha de uma deformação, porque a peça se tratava de um acidente nuclear que aconteceu na cidade de Palomares, na Espanha.
Não lembro bem, mas era alguma coisa assim, que ela difícil de falar, a movimentação dela era um pouco assim sofrida, velha, pesada.
Ah, que legal!
Eram umas coisas assim.
Pô, aí você se tocou que podia usar a voz de algumas formas.
Sim. E usava também, como você fez a pergunta, como é que começou, vou voltar lá atrás só para um parênteses, porque acho que como muitos de nós que somos locutores, eu acho que como nós temos essa facilidade da voz e provavelmente da leitura, eu também era aquele cara chamado pelo professor para ler as redações, para ler os textos. Então sempre tive uma boa leitura, isso desde—
E gostava de ler em casa também.
E gostava de ler em casa. Também. Então isso era uma coisa que juntava as coisas, né? E aí quando gostava de brincar, às vezes eu tinha uma prima de uma da minha esposa na época, eu brincava muito com ela, talvez passar trote, e ela nunca, sempre caía nos trotes. E aí ela fala, pô, você tem uma voz legal, não sei o quê. Porque na época a minha mulher, a Márcia, trabalhava na TV Cultura. E ela falou, pô, você devia investir nisso aí e tal, você tem uma voz boa e tal.
Eu falei, ah, não tenho voz para isso não, de jeito nenhum. Mas ela conseguiu para mim uma visita, na verdade informal, na rádio. Eu fui lá conhecer o estúdio, eu nunca tinha entrado num estúdio de rádio, e me deixaram gravar uns textos, noticiário e tal. E ali falei, bom, e aí?
Você se lembra o ano disso?
Não, isso deve ter sido em 88, mais ou menos. E eu não me lembro quem era o técnico sonoplasta na época. E ele ouviu, falou assim: e aí? Perguntava para mim. É, se treinar, se estudar, pode ser que tem jeito. Aí eu falei: bom, então pode ser. Aí eu me treinei No Senac, fui descobrir que tinha um curso, né, que profissionalizava nesse sentido e fiz o curso lá na Lapa. Ainda era na Vila Nova, era no Doutor Vila Nova. Radialismo, setor locução. Exatamente. Setor locução é demais, né?
É isso aí.
Assim que ele chamou.
Você escreveu apostila para eles, não escreveu?
Não, foi para o curso de locução comercial. Ah, então.
Do Senac tem uma apostila que o Nicola escreveu. Bom, sigamos.
Então, e lá foi também minha primeira experiência, né, de aquela coisa gostosa de estar dentro de um estúdio, né, de tentar experimentar a voz num microfone. E foi assim que eu assim comecei a levar a sério a coisa, a possibilidade de entrar no mundo do rádio, de entrar no mundo da locução.
Quem eram os professores ou o professor, você se lembra?
Cara, era o O César Rosa deu aula pra mim, eu acho que foi ele a maior parte do tempo. Na época você tinha um professor só, que era ele, e tinha fonoaudiólogas e só, era bastante restrito assim, é o que eu me lembro.
Certo. E aí veio esse trabalho que você teve que apresentar no final, que você comentou.
Sim, eu fiz uma adaptação de um texto do Edgar Allan Poe, que no fim das contas era inspirado lá no Silvio Santos.
É, legal. Voltamos, fomos e voltamos.
É porque ele fazia coisas de mistério, de, né? E aí eu peguei na época, eu acho que um disco de um Nightmare, qualquer coisa, um filme de terror, consegui um disco da trilha sonora e a gente ia colocando a trilha sonora. Fiz adaptação do texto e chamei um amigo para fazer a voz ali e tal. Eram poucas intervenções dele, a maior parte do tempo eu ia narrando. Essa história. E era uma história assim incrível, assim, porque era um cara que eles começaram a perceber que alguns corpos eram, sumiam dos caixões depois de enterrados.
Tinha uma dupla de ladrões, eles abriam as sepulturas e roubavam os cadáveres, tiravam o que tinha de ouro, enfim e tal. E numa dessas eles eles veem o corpo sendo entrado por um buraco, sendo roubado deles, digamos assim. E eles vão seguir esse corpo porque eles sabiam que era um cara cheio de ouro e tal. Eles entraram no buraco atrás disso e eles vão entrando dentro de um labirinto na terra subterrâneo. E eles, quando chegam num certo ponto, eles se dão conta de que eles estão cercados por ratos E o barulho da sonoplastia dos ratos, a gente fazia assim, sugando a boca assim, e isso dava, criou um efeito.
A gente gravou isso e colocamos isso aí, e o pessoal ouvia na época. Podem, vocês podem não acreditar, vocês que estão ouvindo agora podem não acreditar, mas o pessoal ficava com muito medo. Tinha gente que saiu da sala de audição Porque realmente a coisa do terror pelo áudio, e como é pela literatura também, porque vai da sua, você complementa aquilo, você entra com a sua imaginação, né? Aí, exato, aí a coisa acontece dentro da sua cabeça.
É muito incrível essa magia que o rádio tem, que não que a TV não tenha, mas ela, ela é mais explícita, e o rádio faz você criar sua própria realidade totalmente.
Totalmente, é muito legal. Bom, saiu do curso formado, tá aqui o seu diploma.
Aí eu fiquei gravando algumas coisas em casa, caseiro mesmo, para tentar treinar e, bom, levar fitinha em algumas rádios. E aí eu tentei, não era uma rádio que eu tinha nenhuma grande afinidade, mas alguém me disse, olha, eles aceitam a Jovem Pan de repente aceita que você leve filhas lá. Aí eu falei, ah, quem é? Diz que é do Seu Brim Filho. Era um locutor que já tava até meio aposentado lá.
Sim, mas ele era o chefe dos locutores. Aí levei a fitinha para ele.
Jovem Pan é bom. E levei a fita para ele e tal. Ele, ah tá, obrigado, eu vou ouvir aqui e tal. Aí voltei lá uns dias depois e tal. Não, tá aqui sua fita. É, acho que você não tem muito jeito, acho que você tem que treinar mais. Aqui a gente contrata locutor mesmo. Sai de lá arrasado! Ô caramba, né? Só que, como eu disse, a minha ex-mulher trabalhava na Cultura e eu era muito fã, como disse já, da Eldorado. E tinha um locutor que que eu ouvia muito, gostava muito, entre todos eles que estavam lá, gostava de todos eles, mas tinha um que eu acabei conhecendo que foi o tal de Irineu Toledo.
Ah, sim, esse é famoso. O Irineu, ele teve muita paciência comigo porque eu levava às vezes um Walkman, eu levava a fita, como eu sabia que ele não ia ter tempo de ouvir, aí eu já levava a fitinha com Walkman e botava para ele ouvir. E ele, é, tá melhorando, né? Não sei o quê. E um dia ele encontrou a Márcia, que é a minha ex-mulher lá na Cultura, e falou, olha, eu saí da Eldorado e o pessoal tá fazendo testes lá. E já testaram São Paulo inteiro, muita gente testou, porque muita gente queria trabalhar na Eldorado, que era um lugar muito bom de se trabalhar em termos de grana, de visibilidade.
Para um locutor era um dos melhores lugares para se trabalhar, até em questão salarial, era até em questão salarial. Tudo, era a rádio que eu ouvia muito, era praticamente eu só ouvia Eldorado, muito pouco ouvia outras rádios. E eu sabia da qualidade dos caras, eu falei, meu Deus do céu, mas não tô perdendo nada, como disse, um não você já tem, já tinha já tomado um não lá da tal da Jovem Pan. Aí eu fui lá, marquei com a secretária, fiz como seguir a orientação lá do Irineu, procura a secretária do Marino Maradei.
Aí liguei, fui lá, marcaram o teste, eu fui e fiz o teste. E na época não tinha nem telefone em casa, e não tinha BIPA, não tinha celular, não existia nada disso. Eu tava voltando para casa da minha sogra na época e tocou o telefone dela, que era o telefone que eu tinha de recados. Quando tocou o telefone, antes de atender, eu pensei: é do Eldorado. E era. A minha felicidade foi gigantesca, né? Ele me chamando lá, Marino Olha, vem aqui pra gente ver o seu teste, a gente gostou muito e tal, e vamos conhecer você então. Aí eu fui pra lá, era na Major Quedinho, ainda ali no centro.
Sim, eu trabalhei ali com o Irineu inclusive.
Sim, isso foi eu acho que 89, foi 1989. E aí na entrevista ali com eles, eles, e eu pensando, bom, ele vai achar que vai fazer Não vai dar para você começar aqui, né? Era meu primeiro emprego em rádio, nunca tinha feito. Mas eles tinham uma vaga para o folguista e eles resolveram apostar. Falou: não, acho que gostamos do seu teste, interessante, vamos investir. Você vai fazer folga, vai fazer a folga. Então eu fazia, eu entrava na segunda-feira, fazia o horário do Edinho Moreno, das 6 às 10 da manhã, das 6 às 10.
Depois era o Marcelo, fugiu o nome dele agora, que era das 10 às 2. Você tinha o Tony Astacia, que tava meio que saindo porque ele tava fazendo campanha política na época. Depois ele teve outras atividades. O Giba fazia das 6 da tarde às 10 da noite. Ele fazia das 10 da noite às 2 da manhã. Ele fazia toque de classe, a voz mais, uma das mais lindas e sexys, né, que a mulherada sem dúvida achava, né. E isso para mim foi a grande escola, porque eu pude então não imitar, mas eu tentar me adaptar ao estilo de cada um.
Como eu fazia o horário de cada um, eu tentava pegar um pouco o espírito, um pouco de cada um. O Edinho era mais alegre de manhã, mais comunicativo, para ele chegar lá no fim da sexta-feira, aquela coisa do toque de classe. Então Mas para mim foi uma escola incrível. Durante muito tempo eu fiquei lá trabalhando lá e tinha sorte também de ter o operador sonoplasta, porque senão seria, para mim seria impossível fazer as duas coisas ao mesmo tempo naquele momento.
Renato Renato, esse era sensacional.
Me ajudaram demais, demais em tudo ali, em tudo.
Maurício Ovadia devia estar lá ainda também, o Foi Bigão, tava também muita gente boa, muita gente boa que me ajudaram demais, demais mesmo, demais.
Tiveram muita paciência ali comigo porque eu nunca tinha feito, né? Então até eu me soltar um pouco ali foi um—
mas em meses você acha que já tava tranquilo, né?
Acho que sim, acho que sim. Algum tempo depois eu já tava bem relaxado ali, já tava bem, bem à vontade e amando aquilo, né?
Claro. Nossa, imagina fazer a rádio que você gosta.
Sim.
Às vezes eu me pego ouvindo os nossos programas falando de mim, mas é que se deu, é que tem coisa que não dá para não falar. Por exemplo, quando eu vim para São Paulo e comecei na Tupi, eu comecei na Tupi, tudo bem, mas O dia que eu fui, que o Luiz Fernando Malhoca falou, vem fazer um horário aqui na Difusora, eu tremia na base porque era a rádio dos meus sonhos. Então eu entendo isso, né, e gosto de passar esse tipo de emoção para quem tá começando na locução, para quem viveu o lado de lá como ouvinte, porque é diferente quando você tá naquele lugar que é o sonho de consumo da sua vida.
Então quando eu estreei na Difusora, puxa vida, era demais, era demais. E você começar primeiro emprego na Eldorado deve ter sido maravilhoso, né?
E era engraçado porque o pessoal tava muito curioso de saber, porque muita gente tinha testado e não chamavam ninguém, né? E aí o pessoal falou assim, mas quem é esse, né?
Esse cara que surgiu aí, aí vieram perguntar, mas eu lembro Nivaldo Preto. Você trabalhou onde antes?
Você veio de onde? Você falava onde antes? Eu falo, não, não falava. Aí você era mudo? Aí eu mudinho, né? Mudinho.
Ai, que barato!
Mas os caras assim, mas eu tentava assim, não, que eu tinha feito umas coisas aqui, ali e tal, mas não tinha jeito. A gente fala, não, passei pela Jovem Pan. É, passei por lá, mas rápido, passei rápido.
Subir até o 24º andar, o Benfica falou um não para mim, desci.
Tô aqui, né?
E ficou na Eldorado durante quantos anos?
Pô, eu fiquei, eu acho que uns 10 anos ali, eu acho que pelo menos uns 8 anos. Aí eu fui para, paralelamente com a Eldorado, eu comecei a fazer narrações na TV Cultura, nos documentários. Comecei fazendo voiceover, né? As falas dos personagens dos documentários.
Era dublagem?
Era quase uma dublagem, quase uma dublagem. E logo depois eu comecei a fazer o narrador e fiz durante muito tempo as narrações, durante muito tempo as narrações. Fiz todos os programas que não eram de bichos, que era Cultura Geral, que era esse o nome do programa inclusive, Cultura Geral, e eu fiz, fazia as narrações. Então eu tive Mas uma quantidade imensa de filmes que vinham da BBC de Londres, da Deutsche Welle, muita maioria da BBC.
E tive nesse tempo, por exemplo, a honra de trabalhar com o Paulo Autran, Paulo Autran fazendo a voz do Jean-Paul Sartre. Era um documentário sobre a vida dele, eu fazia a narração e o Paulo Autran fazia a voz do Sartre. É uma figura muito incrível ali, né? Muito carismático.
E aí despertou a vontade de começar a fazer teatro.
Aí voltou o bichinho do teatro de novo.
Imagino que tenha sido aí, foi por aí, né? Uma estilingada aqui, ó. Opa, foi por aí.
Aí comecei a fazer, realmente voltei de novo a pensar em teatro, e novamente fui para o— aí fiz um workshop com o Herval Rossano na época, que era o diretor da Globo, diretor de núcleo, né, da Globo. Ele fazia o Você Decide e tal. E ele gostou de mim ali bastante, falou, não, você não tá fazendo teatro e tal. Falei, não. Contei mais ou menos a história, falei que trabalhava em rádio na época e tal. Ele falou, ah, tá bom. E terminado esse curso com ele e tal, ele me chamou para fazer um, participar de um Você Decide.
Mas eu tremi também, eu falei, mas Comecei agora, já vou, né, Globo, logo na Globo. Ele falou, não, fica tranquilo, tal, que você vai fazer um repórter. Mas é uma coisa que era do meu metier já, né, então era tranquilo. E realmente foi, foi tranquilo, fui lá e fiz, foi muito, muito bom e tal. Aí me pegou de vez, né, a questão do bichinho do teatro. Aí de novo o Senac, fui fazer Senac. Então, Senac é onde eu estudei as minhas duas profissões, né, de locutor e ator.
E sei lá, era um curso de mais ou menos um ano e meio, mas continuava, né, Eldorado? Continuava tudo isso na rádio também. Aí entrei, comecei a fazer a rádio cultura também, AM. Lá eu entrei fazendo férias, então eu falo que eu vivia de de folga e de férias.
Que barato!
Então eu fiz as duas. Eu trabalhava, era muito interessante porque eu trabalhava eu acho que uns 8 meses no ano e folgava o resto. Não, folgava, eu fazia 10 meses no ano porque eram 10 locutores e folgava 2 meses. E eu não podia ser contratado porque a minha ex-mulher na época, minha mulher na época, era funcionária. Então eu trabalhava só como freelancer. Infância. Mas trabalhei durante um bom tempo lá na Rádio Cultura, que foi muito legal também, era muito divertido, era muito bom.
Voltemos ao teatro.
Voltamos ao teatro. Aí eu comecei a levar a sério, né, a questão do teatro e tal. E dali liguei de uma vez, eu já tinha terminado o curso e tal, liguei fazer um contato com o Eval Rossano de novo e tal. Ele falou, não, vem me visitar aqui e tal. Falei, ah, tô indo para o Rio semana que vem. Ah, que Rio? Tô aqui na na Record. Ele tava montando um núcleo de teledramaturgia na Record em São Paulo, em São Paulo. E aí eu fui lá, tal, ele tava ainda, não tinha nem sala ainda direito, as coisas e tal.
Indiquei algumas pessoas que eu conheci, porque ele não conhecia ninguém em São Paulo. Então indiquei algumas pessoas, tal, e assim comecei ali de novo a fazer. Fiz um com ele também, um projeto que acabou não virando, mas que A gente gravou o piloto inteiro, que era uma minissérie, eu fazia um bombeiro que salvava uns caras e tal. Era muito legal, era muito... E aí já é uma coisa de protagonista já, né, de fazer e tal. Disso eu fui pra, falei, aí a questão do teatro, que no curso a coisa que mais me chamava atenção não era depois o resultado no audiovisual.
Mas no próprio curso, você fazendo as cenas, os colegas assistindo, forma-se uma pequena plateia. Isso é teatro. E eu comecei a achar que era esse o negócio que mais me pegava. E aí eu comecei a ver, assistir mais peças, ver que grupos, como é que eu poderia me encaixar, como é que isso ia se dar, né? Aí tinha um grupo que eu gostava muito, é um grupo muito respeitado, chama Grupo chama Frutap, um grupo bastante antigo de teatro.
E eles tinham, tem até hoje, eles abrem cursos livres ali e tal. E eu assim entrei, comecei fazendo Shakespeare, fazendo A Megera Domada, que era o que estava se estudando na época. Disso eles começaram já me chamar para fazer peças com eles, com o grupo. E aí comecei a fazer parte do grupo e fiz com eles durante também uns 10 anos. Várias peças, eu acho que umas 10, 11, 12 peças com eles.
Uma curiosidade daquele que é leigo, que tá nos ouvindo, mas até minha também: como é que fica o lance de decorar o texto? Porque, vá, você tem a condição de atuar bem e tudo mais, televisão tem teleprompter, porque não é só decorar o texto, aí você vai, além de decorar, colocar toda a emoção naquele texto. Mas o decorar que eu quero saber, a parte técnica.
Então, a parte técnica, o que cada pessoa usa, tem sua técnica, sua particularidade. Eu tenho que usar, eu tenho que escrever o texto, eu tenho que escrever o texto todo que eu vou falar, eu tenho que escrever. Então eu falo que a minha memória está no dedo, né, que eu tenho que segurar e escrever. Não é digitar, é escrever com uma caneta. Num papel.
Muitas vezes quando se estuda língua estrangeira, as pessoas focam exatamente nisso, de se escrever para poder memorizar.
Sim, porque é mais sinestésico e a minha memória é um pouco mais sinestésica. Depois de escrever o texto, antes disso eu vou ter feito já a leitura do texto, que é a interpretação, entendimento do texto. Quando a gente vai para o palco, eu já fiz muita pesquisa sobre sobre aquele assunto, sobre o contexto, sobre o personagem, sobre como ele é, como é que ele anda, como é que ele pensa, como é que ele ri, fora do que ele tá sendo dito ali, às vezes fora do que ele tá.
Então tudo isso me dá muita informação. Fazer as marcas do texto, olha aqui, eu vou para cá, para lá, isso também me ajuda, me ajuda a decorar o texto. Mas a técnica melhor é você escrever o texto, escrever e depois repetir esse texto, e repetir esse texto sem muita pontuação. Porque de repente, principalmente no audiovisual, você decora em casa, você pensa, ah, vou falar assim, assim. Aí chega na hora, o diretor quer outra coisa completamente diferente, e aí você precisa estar pronto para responder aquilo.
Então é melhor você decorar, o que se chama decorar em branco, decorar reto, porque isso vai te dar mais liberdade depois. No teatro você tem, com a repetição inclusive das sessões, de você vai fazendo conforme você vai fazendo também, tudo isso também vai te ajudando a solidificar essa memória. Mas no primeiro processo é escrevendo que eu acho que me dá mais segurança e mais resultado.
Nicola, próximo texto que eu vier gravar com você, eu venho com ele decorado e pronto.
Tá bom. Não, nada.
Bom, voltemos ao Grupo Tapa, né, que aí você fez peças durante muitos anos com eles.
Durante muito tempo com eles.
Fez comerciais, não apareciam nesse tempo todo?
Ah, fazia, sempre fiz.
É, eu queria saber.
Sim, eu fiz comerciais. Hoje, infelizmente, eu acho que os cachês diminuíram muito.
Mas você tá falando só de off ou está falando de vídeo também?
Dos dois, mas Mas eu sempre quis fazer muito em off como locutor, mas fiz bastante coisa, fiz muita coisa, mas nunca fui o locutor da moda, por exemplo, nunca tive um boom, nunca tive. Como ator eu fiz alguns comerciais interessantes.
Eu me lembro de um você dentro de um carro.
Exato.
Pode falar qual é.
Era um Volkswagen Jetta. Lançamento do Jetta. E era uma cena que era uma cena que podia ser uma cena de filme, de novela, de série. Eu não tava vendendo nada, eu era um pai que chegava de uma viagem no exterior, que morava provavelmente fora e tal. Então era recebido pelo filho. Então aquela imagem, eu chegando no aeroporto e tal, o filho pega as malas, coloca no porta-malas do carro, a gente entra no carro e começamos a andar.
E eu começo a falar com ele, falar questão do tempo, tempo, e ele vai acelerando o tempo, né, dentro do carro. E eu falo, olha, filho, eu acho que eu devia ter ficado mais com você, aproveitado melhor o tempo. Porque ele passa, ele vê um carrinho de bebê, aquilo remete a ele, né, uma lembrança. Ele fala, todo esse tempo, enfim, eu queria, sabe, ter uma outra chance com você, porque acho que a gente podia retomar nossa essa vida.
Ele, quando chega na porta de casa, ele fala: esquenta não, pai, você tem uma segunda chance. Aí sai a mulher dele, né, grávida. A sua segunda chance aí.
Será que a gente tem esse comercial para colocar aqui agora? Coloca aí, Nicola.
Bom te ver, pai. Passa rápido, né? Outro dia você era um menino. Às vezes eu penso que eu devia ter trabalhado menos. Meu Deus, ter visto você crescer, ficado mais ao seu lado. Quantas coisas passaram, eu não vi. Se eu pudesse ter uma segunda chance— Pai, tá tudo bem. Alice, a segunda chance vai chamar Gabriel. GTSE, o esportivo disfarçado de sedutor. Então esse é um comercial bem que eu gostei de ter feito por isso. Ele não tava vendendo propriamente nada, era uma cena de um pai que se reencontra com seu filho, né?
Muito legal, muito bacana. E comercial só com voz, você se lembra de algum marcante como locutor somente?
Cara, eu fiz alguns lançamentos assim de carros, por exemplo. Ah, tem um que eu achei Inclusive agora retomou, eu acho, a questão de uma voz mais grave, mais marcante para esses segmentos assim, né? Mas eu fiz o lançamento do Mitsubishi, como chama, a R4, TR4, eu acho que é isso, acho que é TR4, acho que é isso. E era um filme bonito que era as imagens ali, o carro ia passando e as imagens das estátuas na cidade ganhavam vida e começavam a perseguir, andar atrás do cara.
Ele ia pela cidade, essas estátuas ganhavam vida. Então, um leão, um tigre, uma águia, era muito bem produzido, né? Mas eu me lembro que para chegar a fazer esse comercial, a referência que me deram era do Paulo Miklos, que minha voz não tem nada a ver com ele. Eu nem imaginei, eu falei, mas eu só ouço o Paulo Miklos cantando no Danz, né? E eu falei, tentei ouvir alguma entrevista dele, eu falei, pô, não faço ideia, né? Aí eu fiz a minha locução do jeito que eu achei que tinha que ser e tal, e é o que ficou.
Tá ótimo.
É o que ficou.
Bom, saiu da Eldorado, ficou só na Cultura ou fez outra rádio também?
Eu fiz, eu fiz Antena 1 durante algum tempinho, não foi muito, mas eu acho que talvez uns 6 meses de Antena 1 com Augusto Batalha era o diretor, né? Fiquei lá um tempinho. Fiz também a Rádio USP, que era o Gilberto Rocha, era o coordenador na época. E eu fiz, fazia de manhã, fazia o Repórter USP. E uma outra coisa que eu gostava muito de fazer lá, que era resenhas de livros, era um programete que a gente fazia. Então, como eu fazia só o Repórter USP, então ainda tinha um um banquinho lá que eu ficava ali para gravar algumas coisas durante uma hora, duas horas, ficava ali para gravar.
E a Rádio USP era muito divertida de fazer e tal, gostava muito. Mas é aquela coisa, eu não lembro o nome da coordenadora na época. Aí eu lembro que um dia ela me chamou na sala, falou, olha, eu acho que você precisava dar mais opiniões e tal sobre isso. Eu falei, como assim? Não, porque você é o âncora. Eu falei, não, não sou âncora, eu só apresento o jornal. Não sou âncora. Tava aquela, começando até aquela onda agora de comentar notícia e tal. E eu falei, não, não posso fazer uma coisa dessa, não é a minha praia.
E quando é que você retomou o contato com Irineu Toledo e foi parar lá na AgriShow? Ah, isso é que eu quero saber, porque o Ronan Jouqueira era era o El Capo, sim, o presidente. E aí ele botava Irineu, Edinho, reunia uma turma. E eu sei que então já citei, né, Ronan, Irineu, Edinho, Ângelo Bizarro, Fernando, você, Fernão, né, hoje. E quem mais? Acho que tinha mais algum. Era no começo, o menino que ficava em Jundiaí, O Davi Aguiar também.
Ah, o Beto Gomes, grande Beto Gomes. Mas de qualquer forma você tava lá naquela turma, né?
Tava.
E todo ano era o mesmo boneco? Como é que era o negócio?
Aquilo foi assim, eu acho que a grande escola para mim em várias coisas. Eu tava num momento que eu não tava gravando nada, não Eu não tava em rádio e tava naquele momento que você fala assim, meu, acho que eu vou desistir, porque agora deu uma parada em tudo, não tava fazendo nada, não tava em TV, não tava em rádio, não tava em teatro, não tava nada. E aí o Irineu me ligou, falou assim, o que você tá fazendo? Eu falei, nada. Ele falou, tem um evento aí e tal, não sei o quê, que acho que você podia somar com a gente e tal, papapá.
Eu tô bem na hora, falei, eu não sei nem o que é, mas se é o Irineu falando O cara que eu ouvia, obrigado. O cara que praticamente me deu os caminhos para o rádio, eu falei, não, tô junto, vamos lá. E chegamos lá, era uma, não dava para ele explicando, não dava para entender nada. E não vou nem tentar explicar para o ouvinte agora o tamanho da coisa, porque vai ser difícil, mas vamos tentar. A Rádio Agrichoco, eu fui para fazer isso.
Então essa feira que existe, né, é a maior feira do agronegócio. Era na verdade a primeira edição, mas era na verdade já a segunda. Eles tinham feito uma espécie de um laboratório anteriormente que eu não estava, era só eu, Ronan, Edinho, Irineu e o Ângel. E cheguei lá, era uma fazenda gigantesca onde é feito o arruamento, né, e os plots onde são erguidos os estandes de grandes marcas de tratores, implementos, enfim. Toda a cadeia do agronegócio.
E a ideia que eles apresentavam, um negócio que era genial, porque durante o ano eles plantam feijão, soja, milho, aí a máquina, o trator entrava para poder fazer a colheita e as pessoas iam para ver o resultado dessa máquina in loco ali, como é que é na prática. E eles ficavam apresentando isso em cima de um caminhão de trio elétrico, narrando o acontecimento ali, mas ao som de música clássica.
Que barato!
Era um negócio diferente e muito bonito, porque era para se dar ali para aquela característica para feira, uma feira de negócio sério. Quando se falava em feira de agronegócio naquele momento, se falava muito de show sertanejo, sim, ou virado para o country, uma coisa assim. E a rádio, aí vou voltar aqui para rádio, que a gente que foi montar, que eles me chamaram para basicamente para ficar na rádio, para cuidar do esquema da rádio.
A rádio a gente tocava só smooth jazz. E os caras falaram, você não toca uma sertaneja? Não. E era Rádio AgriShow, a voz do agribusiness. E a nossa rádio era uma rádio para a gente chamar de nossa, e a gente brincou muito de rádio. Mas imagina, com todos esses talentos aí, era um negócio incrível. Então era Entrevistas, era um sistema no mesmo lugar, era um barraco. Sim, não, no começo era um hotel e a gente dividia os quartos e tal. Depois começamos a alugar um sítio e levar cozinheiros para a gente.
E aí tinha uma, né, adorava ficar no mesmo quarto do Ângelo Bizarro, porque o Ângelo acorda: bom dia! Bom dia!
Porque você imagina ouvir essas vozes de manhã cedo, né? Era só trovão, né? Mas eles faziam questão de colocar assim, na hora de dormir, colocar no mesmo quarto eu, o Irineu e o Edinho Moreno.
Nossa!
E a gente tinha que ser os últimos a dormir, tinha que esperar o pessoal dormir porque a gente roncava. E ali era assim, o pessoal falava, parece que tem um avião taxiando, um trator lá E tinha gente que mesmo assim não conseguia dormir, tamanho barulho que era do ronco, né? Então era o pessoal, mas era uma convivência com esse, com essa turma toda.
Vocês criaram esse negócio do mesmo boné e tinha uns outros, algumas outras coisas que eles, uns xavões que eles criaram. Você lembra de mais algum?
Não, tem um que ficou muito comigo que eu peguei de de um primo meu que é, ô, lugar assombrado! A gente trabalhava muito, muito, meu, era muito trabalho. E a gente era debaixo do sol ali, negócio Ribeirão Preto, negócio no Primeiro de Maio, é o tempo tá quente ali, né? E a gente tava ali fazendo um negócio, mas com muito, com muita dedicação. Porque era a chance da gente ter a nossa rádio, né? Então eu, na minha parte, o que me cabia mais era naquele momento desenvolver a parte comercial.
E então eu chegava no stand ainda dos caras e, pô, como é que eu vou fazer aqui? Que que é isso aqui? Não sabia nem o que que é que o cara fazia. Aí, mas sua máquina aqui faz o quê? Eu sou da rádio e tal. Ah, do serviço de alto-falante? Não, não, da rádio. Rádio Agri Show. Ah, tá, sei lá, por exemplo, que que é esse implemento? É um implemento tal, ele vai revolver a terra aqui para facilitar o plantio, para o plantio direto. E o nome da marca era Vence Tudo, né?
Por exemplo, esse é um caso que eu lembro assim. Eu falei, olha, então se a gente fizesse assim um spot, um comercial na rádio, a gente entra com som de trovão e aí uma uma trilha, uma música mais sertaneja assim, mas uma viola não cantada. O agricultor sofre as intempéries, sofre as questões econômicas, e junto com esse agricultor estamos nós. Vence tudo, forte até no nome. Aí, isso, pô, o neguinho e tal. A gente aí já lapidava melhor o comercial.
Então a gente criava muito comercial. A gente fez muito, a gente criava assim muito comercial. No começo era assim, né, a gente criava os comerciais, fazia as trilhas e tal e botava no ar. Depois, com o tempo, a coisa se profissionalizou a tal ponto, a rádio ganhou tal dimensão que a gente pouco fazia isso. Então aí já vinha como uma rádio normal, recebia os spots já gravados, aí todos os bancos participavam, aí todas as fábricas de tratores vinham com seus spots e a coisa rendeu e rendeu bem, rendia muito, muito bem.
Foi um case assim de sucesso tremendo. Eu acho que a gente faturava como rádio ali mais do que muita rádio de São Paulo ali não faturava.
Muito bom, Fernando. Ó, chamei de Fernando, é a mania, foi como eu te conheci quando eu subindo da— morava na Fui subindo e tal, de repente, antes de chegar na Piracuama, ele sai de uma vilinha de casas. Você morava ali também, né?
Morava, morava na subidinha ali, né, no alto ali da Via Cássia, perto da Alfonso Bovello, né?
É isso mesmo.
Onde ali morei durante um tempo. Nossa, é uma coisa gostosa, né? A gente tinha aquela coisa de morar em vila, né?
É muito legal.
Ali era muito, muito gostoso, muito tranquilo, silencioso, perto de onde você trabalhava já na ESPN.
Que daqui a pouco a gente vai chegar lá, porque antes disso eu quero saber se você deixou na sua história uma novela importante ou uma série ou alguma coisa assim.
Como série, eu fiz na Globo uma série chamada Ateia, escrita pelo Braulio Montovani e a Carol Cocho. É uma série, depois ela virou longa. Essa é uma série que a gente fez lá, já tem algum tempo já, né, deve ter uns 8 anos já isso. Então essa é uma série que eu fiz, eu fazia um delegado, chamava Maximiliano, foi muito, muito legal de fazer. Tem um longa que eu fiz aqui, que a gente tem, nós fizemos o primeiro longa no Brasil do Brasil, todo ele gravado no iPhone, chama Charlotte SP.
E esse é um longa, a gente não tinha recurso para fazer, obviamente, porque tanto é que gravamos ele no iPhone. Isso tem muito tempo, era o iPhone 5 ainda. Quem vê o filme pensa até que o filme tem uma certa produção, porque eu chego de helicóptero, por exemplo, a gente desce no Interlagos num dia de grande Algumas cenas se passa ali no paddock, depois eu desço no box, converso com pilotos ali e tal. Então todo mundo vê aquilo, fala assim, pô, tem uma produção plantando na Fórmula 1, né?
E fui de helicóptero para lá, que o personagem chegava no helicóptero, um super helicóptero, não é um helicóptero pequeno não, era um helicóptero grande. Ele é o meu personagem, era um empresário e tal, chega lá com duas duas moças lindas e tal. Ele, na hora de vir embora, voltando de trem, era só para ir, para chegar filmando, lá para chegar filmando. Então esse é um filme que ele tá no canal, acho que no Filmenarts, ele ainda tá disponível ainda, né?
Você narrou mais documentários para outras empresas, para dubladoras, alguma coisa assim, para Discovery, History?
Então eu tava fazendo isso, houve um teste e eu passei para ser a voz do Discovery Channel. E com isso, como no Discovery não tem comerciais, o break é só chamadas, então minha voz ficava muito no ar, muito tempo. Então com isso eu parei de fazer as narrações.
Mas você ficou muitos anos sendo a voz do Discovery?
Eu acho que uns 5 anos mais ou menos. Muito legal, 5 anos. Então, e eu gostava gostava muito de fazer. Então é uma coisa que dava assim uma certa visibilidade, era, gostava muito, o canal era muito interessante de fazer e me deu oportunidade também de colocar alguns, exercitar alguns estilos, né? Porque como é só chamada uma atrás da outra, então tentava não fazer tudo igual porque o cara ia mudar de canal. Então tentava fazer uma coisa um pouco mais clássica, aquela coisa tipo, o mundo é impressionante, o mundo é Discovery.
Aquela coisa mais cara do Discovery, né? Que mais ou menos é o padrão que se segue até hoje. Mas tinha outras coisas, por exemplo, Bear Grylls, aquele Bear Grylls está de volta domingo no Discovery Channel. Dá uma brincadinha, um pouco mais, né?
Essa versatilidade é muito importante e eu acho que E foi ela também que levou você aí para Fox Sports, não foi?
Foi.
Porque tinha luta, tinha campeonato de futebol, tinha isso e aquilo, e você conseguia fazer essas vozes versáteis para cada chamada também.
Exato. Então eu vou tentar colocar coisa que ficava no futebol, né? O que você deve ter feito, você fez muita coisa, futebol, que é tirar leite de pedra, né? Porque é sempre a mesma história, é o time A contra o time o BBB, que que é a vitória? Então contar uma historinha, né, sobre isso para poder atrair, né. Mas sim, então tinha lutas e tal, então já fazer uma coisa com a voz um pouco mais grave, mais pesada. O futebol, sei lá, ou até o basquete, né, tipo.
Então, por exemplo, NBA, eu tentava fazer uma coisa um pouco mais sincopada, NBA e tal, uma coisa um pouco mais quebrada, não tão linear, né, como fazia para o futebol. Então, para tentar dar uma quebrada em cada coisinha.
E com o advento da Fox ser vendida para Disney, e aí juntou-se tudo, eu já tinha saído da ESPN, já. Fernando acaba sendo a voz da ESPN até hoje, né?
Até hoje, até hoje eu sou a voz da ESPN. Então eu tenho sempre essa—
só 21 anos você ficou.
E não tem como não ter essa lembrança da sua voz fazendo, né, as chamadas, que é uma coisa que marcou muito durante muito tempo, durante muito tempo. Aí eu vim ocupar esse lugar, esse lugar de honra, né, porque quem já ocupou esse lugar e tenta honrar isso da melhor maneira possível.
E tá muito bem. Eu sempre elogio suas chamadas, né? Onde é que eu ouço, eu sempre falo de você. E falo muito com o Irineu, né? Quase que diariamente. E aí a gente, outro dia, foi justamente através do Irineu que eu consegui o telefone do Fernão para chamá-lo para vir bater esse papo aqui com a gente. Tem mais alguma coisa, alguma história, algum detalhe que ficou Faltando, fique à vontade, nós estamos aqui para ouvir a sua história.
Ah não, eu acho que a gente deu um passeio bem, bem grande por minha trajetória toda e eu fico assim muito, muito honrado, muito emocionado de estar aqui, porque assim, hoje como não tô em rádio, tô só na TV fazendo a voz da ESPN e gravo em casa, as coisas também publicidade, a gente não anda mais pelos estúdios também. Os contatos são, às vezes nem tenho contato. Eu tenho gravado agora, gravei uma coisa que eu nunca tinha feito, um audiobook.
Achei que fosse tirar de letra, não, ele é mais complicado do que eu imaginei, toma muito mais tempo do que eu achei que tomava, porque tem que, né, dar um molho para aquilo. Às vezes a escrita não é tão palatável, não é tão atrativa. Reserva, né?
E os travessões, né?
Os diálogos, você tem que emendar uma coisa na outra para fazer sentido. É incrível aquilo, né?
Aqueles textos enormes onde são períodos enormes que você tem que dividir na interpretação, na respiração, porque quem tá lendo não precisa respirar. Ou seja, você tá lendo em silêncio, Então você vai embora um parágrafo enorme e quem tá falando não é bem assim.
Não é bem assim.
Ô Nicola, posso passar o seu contato para o Fernão para você chamar ele para fazer uns audiolivros aí?
Claro.
Fernando também? Então tá bom.
Pode passar. É um prazer, é um prazer. E pô, tá aqui junto, né, compartilhar um pouco essa história com vocês aqui, tá nesse podcast que é um registro super importante de tantos e tantos talentos, né, que passaram pela vida de todos nós e passam pela vida de todos nós. Então isso me deixa muito, muito feliz, muito, muito feliz mesmo, muito honrado.
É isso aí, a gente agradece, não é, Nicola?
Nós nos conhecemos aí, foi na época que você fazia narração, sempre passava aqui, mas faz tempo, faz tempo. Aí cheguei a gravar algumas coisas aqui, gravei algum comercial, não me lembro agora, mas eu acho que ainda mais teste, uma época que a gente frequentava muito os estúdios, né? Eu andava muito nos estúdios assim tentando fazer coisas e gravei muitas coisas. Tanto é que estamos aí até hoje. Eu acho que como é ser ator, né, e locutor, mas eu acho que as coisas são, se somam.
Eu tenho certeza que tem coisas que, locuções que eu já não faria se não fosse ator, e tem coisa como ator não faria se não fosse locutor. Não desiste dessa experiência de voz.
Eu não sou o dono, mas sou amigo do dono e pode aparecer para tomar um café quando quiser, né?
Será um prazer trazer a fitinha, né?
Aqui o Brim Filho não vai dizer não, né? Você não sabe, grande Brim Filho, uma das vozes mais marcantes do rádio de São Paulo, que a gente pôde homenagear também no nosso episódio número 100. Grande abraço, Fenão. Obrigado por estar aqui com a gente. Tenho certeza que nossos ouvintes adoraram sua história.
Eu que agradeço, Viviane, Nicola. Eu que agradeço a presença aqui, ter vindo aqui, terem me chamado para cá. Espero que o pessoal curta aí também.
A você que nos acompanha, nosso muito obrigado por ouvir mais um episódio do podcast Voz Off, que como você sabe, no mês que vem estará de volta com uma nova voz para você. Grande abraço e até lá!
E a gente não podia encerrar esse voz-off sem mostrar pelo menos alguma gravação do nosso convidado. Vamos ouvir umas chamadas caprichadas para ESPN e Disney Plus na voz de Fernão Lacerda. Dia 16, só os melhores pisam na quadra para o Jogo das Estrelas da NBA. NBA All-Star Game. Assista ao vivo no Disney Plus Premium. Mickey só quer uma coisa neste Natal: que o Papai Noel leve a NBA para o Walt Disney World. Your pal Mickey Mouse.
Hot dog!
Não perca o NBA 20.
UOL.
Uma transmissão especial de Spurs e Knicks com Mika e seus amigos, quarta, meio-dia. Assista ao vivo na ESPN. Quando catalães e madrilenhos pisam no gramado ao mesmo tempo, não existe dúvida de que vai ser um jogaço. E aí a bola encontra o cara que é o artilheiro das 5 principais ligas da Europa. Antoine Griezmann aplaudido de pé por esse golaço! Já deu aquele gostinho, né? Barcelona e Atlético de Madrid, sábado, 5 da tarde, ao vivo.
Assista o Campeonato Espanhol na ESPN. Um dos últimos invictos querendo manter o 100% na temporada. Um quarterback querendo provar que merece o prêmio de MVP. E a gente aqui só querendo ver o duelo do líder e do vice-líder da melhor divisão da NFL. Nunca te pedi nada, vai. Domingo tem Seahawks e Cardinals, 9:20 da noite, ao vivo e exclusivo na ESPN.
Este foi mais um podcast da série Voz Off. Criação, produção e gravação: Antônio Viviani e Nicola Lauletta. Trilha musical Alexandre Monari, gravado no Ecos Estúdios em 2026. Este podcast foi publicado pela Radiofobia Podcast Network. Acesse radiofobia.com.br/podcast para conhecer e ouvir todos os nossos programas ou assine no seu agregador de podcast preferido. Esperamos você no próximo episódio.